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De Pelé a Marcelo (contra): quem marcou o 1º gol de cada Copa do Mundo?
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Rafael Reis

Quem vai marcar o primeiro gol da Copa do Mundo-2018? Os amantes do bom futebol esperam que ele saia dos pés (ou da cabeça) de um jogador de Rússia ou Arábia Saudita, seleções que se enfrentam nesta quinta-feira, em Moscou, no jogo de abertura da competição.

Mas, nem sempre, isso acontece. Entre 1966 e 1978, a primeira partida do Mundial terminou com o placar zerado. Ou seja, foram quatro edições consecutivas tendo de esperar mais de 90 minutos para ver uma bola balançar as redes.

Só que o último 0 a 0 em abertura de Copa já faz 40 anos. Foi justamente em 1978. A Alemanha Ocidental, então campeã mundial, empacou na Polônia.

O primeiro gol da história da competição mais importante do futebol no planeta foi marcado no dia 13 de junho de 1930, quando ainda não havia esse conceito de jogo de abertura.

França x México e Estados Unidos x Bélgica jogaram simultaneamente, cada um em um canto de Montevidéu (Uruguai). Por muito, imaginou-se que o norte-americano Bart McGhee havia sido o responsável pela abertura de placar nos Mundiais.

Foi só em 1970 que a Fifa reconheceu que o verdadeiro autor do primeiro gol de uma Copa do Mundo não era McGhee, mas sim o francês Lucien Laurent, que havia marcado minutos antes do jogador dos EUA.

Ao longo da história, jogadores de 12 nacionalidades diferentes já marcaram o primeiro gol de uma edição de Mundial.

Alemanha e Brasil são os recordistas nesse feito. Quatro Copas já tiveram suas contagens de gol abertas por alemães (1938, 1974, 1994 e 2006) e outras quatro tiveram as redes inauguradas por brasileiros (1950, 1966, 1998 e 2014).

Foi de um brasileiro, inclusive, o único gol contra que abriu o placar de um Mundial. Quatro anos atrás, Marcelo falhou na tentativa de cortar um cruzamento da Croácia e acabou anotando seu nome na história da competição… mas não do jeito que ele queria.

E, desta vez, quem vai marcar o primeiro gol da Copa do Mundo?

CONHEÇA O AUTOR DO 1º GOL DE CADA COPA

1930 – Lucien Laurent (FRA)
França 4 x 1 México

1934 – Ernesto Belis (ARG)
Suécia 3 x 2 Argentina

1938 – Jupp Gauchel (ALE)
Suíça 1 x 1 Alemanha

1950 – Ademir de Menezes (BRA)
Brasil 4 x 0 México

1954 – Milos Milutinovic (SER)
Sérvia 1 x 0 França

1958 – Tore Klas Simonsson (SUE)
Suécia 3 x 0 México

1962 – Héctor Facundo (ARG)
Argentina 1 x 0 Bulgária

1966 – Pelé (BRA)
Brasil 2 x 0 Bulgária

1970 – Dinko Dermendzbiev (BUL)
Peru 3 x 2 Bulgária

1974 – Paul Breitner (ALE)
Alemanha Ocidental 1 x 0 Chile

1978 – Bernard Lacombe (FRA)
Itália 2 x 1 França

1982 – Erwin Vandenbergh (BEL)
Argentina 0 x 1 Bélgica

1986 – Alessandro Altobelli (ITA)
Bulgária 1 x 1 Itália

1990 – François Omam-Biyik (CAM)
Argentina 0 x 1 Camarões

1994 – Jürgen Klinsmann (ALE)
Alemanha 1 x 0 Bolívia

1998 – César Sampaio (BRA)
Brasil 2 x 1 Escócia

2002 – Papa Bouba Diop (SEN)
França 0 x 1 Senegal

2006 – Philipp Lahm (ALE)
Alemanha 4 x 2 Costa Rica

2010 – Lawrence Tshabalala (AFS)
África do Sul 1 x 1 México

2014 – Marcelo (BRA), contra
Brasil 3 x 1 Croácia


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O dia em que um técnico brasileiro eliminou Pelé da Copa do Mundo
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Rafael Reis

Comandar uma seleção estrangeira em Copa do Mundo não chega a ser nenhuma novidade para treinadores brasileiros. Ter de enfrentar a equipe de sua terra natal em um Mundial também não tem nada de inédito.

Agora, derrotar a seleção mais vitoriosa da história na principal competição do futebol mundial é um feito que apenas um técnico brasileiro conseguiu.

E o carioca Otto Glória o fez em grande estilo. À frente de Portugal, derrotou o Brasil por 3 a 1 e provocou a eliminação da equipe canarinho ainda na fase de grupos da Copa do Mundo de 1966.

Uma marca tão histórica que jamais voltou a se repetir. Nos últimos 52 anos, a seleção brasileira sempre chegou pelo menos às oitavas de final do torneio que conquistou cinco vezes.

O feito de Otto Glória é ainda mais impressionante quando se analisa quem estava do outro lado do campo. Apesar de envelhecido e taticamente confuso, o Brasil vinha de dois títulos mundiais consecutivos e tinha em campo Pelé e Jairzinho. O banco também era estrelado: Djalma Santos, Bellini, Gerson, Zito, Garrincha e Tostão.

Por ter vencido nas duas primeiras rodadas do Grupo 3 (contra Hungria e Bulgária), Portugal só precisava de um empate para passar para a fase final do Mundial. Mesmo assim, não demorou para construir o placar.

Aos 15 min do primeiro tempo, António Simões abriu o placar. Doze minutos depois, o craque Eusébio ampliou. A situação brasileira ficou ainda pior depois que o zagueiro João Pedro Morais deu duas entradas violentas em Pelé e deixou o camisa 10 baleado, arrastando-se em campo.

Na segunda etapa, Rildo (Botafogo) diminuiu. Mas Eusébio fez mais um, selou a classificação portuguesa, mandou o Brasil de volta para a casa e decretou a façanha de Otto Glória.

Após o 3 a 1 em Liverpool, o treinador brasileiro continuou fazendo história no Mundial da Inglaterra. Os portugueses terminaram a competição na terceira posição, algo que nem as gerações de Figo e Cristiano Ronaldo conseguiram repetir.

Otto Glória, que já tinha passado por Botafogo, Vasco, Benfica, Belenenses, Sporting, Olympique de Marselha, Vasco e Porto antes da Copa, migrou para a Espanha e foi dirigir o Atlético de Madri após ganhar destaque com a seleção lusa.

Em 1971, voltou para o futebol brasileiro e entrou para o folclore local na decisão do Paulista-1973, quando ordenou que os jogadores da Portuguesa deixassem o gramado ao perceber que o árbitro da partida contra o Santos havia errado na contagem dos gols na disputa de pênaltis. Por essa razão, o título estadual daquele ano foi dividido entre os dois clubes.

O treinador ainda teve uma segunda passagem pela seleção de Portugal.  Após ser goleado por 4 a 0 em um amistoso contra o Brasil (o mesmo país que ele havia eliminado na Copa-1966), Otto Glória perdeu o emprego e encerrou sua trajetória internacional.

O técnico sensação do Mundial da Inglaterra morreu no dia 4 de setembro de 1986, aos 69 anos.


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Você se lembra da última partida em que o Real Madrid não fez gol?
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Rafael Reis

Vencedor das duas últimas edições da Liga dos Campeões da Europa, o Real Madrid vai a campo nesta quarta-feira para superar um recorde mundial do Santos de Pelé.

Caso faça pelo menos um gol contra o Betis, no Santiago Bernabéu, em partida válida pela quinta rodada do Campeonato Espanhol, a equipe dirigida por Zinédine Zidane irá superar a marca de 73 jogos consecutivos balançando as redes estabelecida pelo time brasileiro no início da década de 1960.

Nessas 73 partidas consecutivas em que seu ataque funcionou (45 no Campeonato Espanhol, 16 na Champions, 6 na Copa do Rei, 2 na Supercopa Europeia, 2 no Mundial de Clubes e 2 na Supercopa Espanhola), o time de Cristiano Ronaldo marcou 200 vezes, média de 2,74 por jogo.

Entre 1961 e 1963, quando o Santos emendou 73 apresentações consecutivas deixando sua marca nas defesas adversárias, Pelé e cia. comemoraram 245 gols, ou seja, uma média de 3,35 por partida.

Apesar de estar longe da frequência de gols do Santos de meio século atrás, o Real está a 90 minutos de alcançar uma marca impressionante. E você lembra da última vez que o time espanhol passou em branco?

O atual bicampeão europeu fez gols em todos os jogos oficiais que disputou nos últimos 17 meses. Um ano e cinco meses atrás, no dia 26 de abril de 2016, ele empatou por 0 a 0 com o Manchester City.

A partida, disputada na Inglaterra, era o primeiro dos dois confrontos que valiam a classificação para a final da Champions –na volta, o Real venceu por 1 a 0 e selou sua ida para a decisão contra o Atlético de Madri.

Na ocasião, os espanhóis não puderam contar com seu astro máximo e principal goleador, Cristiano Ronaldo, que se recuperava de uma lesão muscular na coxa. Para piorar as coisas, Karim Benzema teve de ser substituído no intervalo devido a dores no joelho.

Mesmo com poder de fogo reduzido, o Real esteve mais perto de balançar as redes do que o City. Foram 11 finalizações espanholas, com direito a uma bola na travem contra apenas cinco inglesas.

O então futuro campeão europeu só não saiu de campo com pelo menos um golzinho graças à ótima atuação do goleiro Joe Hart (hoje no West Ham), que fez pelo menos três defesas milagrosas.

Dos 13 jogadores usados por Zidane na partida (11 titulares e dois reservas que saíram do banco), apenas dois já deixaram o clube: o zagueiro Pepe, hoje no Besiktas, e o atacante Jesé, que agora pertence ao Paris Saint-Germain, mas está emprestado ao Stoke City.

Todos os outros estarão dentro de campo ou na torcida para que o Real balance as redes nesta quarta e supere a marca histórica do Santos de Pelé.


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Ele jogou com Pelé e Beckenbauer no Cosmos. Hoje, é motorista de Uber
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Rafael Reis

“Eu já joguei com Pelé. E não só com ele, mas também Carlos Alberto Torres e Franz Beckenbauer”. Você acreditaria nessa história se ela fosse contada pelo motorista do Uber que está te levando de volta para casa depois de um dia de trabalho?

Se você mora na Espanha, há uma pequena chance de esse causo não ser apenas uma tentativa de impressionar passageiros.

Afinal, Santiago Formoso, um lateral esquerdo espanhol naturalizado norte-americano que jogou no lendário New York Cosmos entre 1978 e 1979, trabalha hoje como motorista profissional.

A história foi revelada na semana passada pelo “Marca”, um dos principais jornais esportivos da terra natal do ex-jogador.

“Quando me aposentei, tinha que fazer alguma coisa para sobreviver. Foi assim que comecei com taxista. Como gosto demais do volante, continuo por aqui”, afirmou Formoso, que chegou a ser proprietário de três empresas de transporte de luxo e hoje dirige para o Uber.

O motorista não esconde o passado dos seus clientes. Pelo contrário, aproveita os causos colhidos ao lado de grandes nomes da história do futebol mundial para entreter os passageiros.

“Cheguei a dividir quarto com Pelé [quando o Rei voltou ao Cosmos para disputar amistosos pós-aposentadoria]. Alguns anos atrás, acabei encontrando com ele em um barco em Veneza e fui abraçá-lo. A princípio, ele não me reconheceu. Tive que dizer quem eu era. Mas ele falou que eu estava mentindo, que o Formoso que ele conhecia era um jovem bonito e cabeludo, não um gordo careca. Então, caímos na risada”.

Sua história com Beckenbauer, o capitão e principal jogador da Alemanha na conquista da Copa de 1974, é ainda melhor.

“Eu estava tomando uma Coca-Cola no intervalo de uma partida em pleno verão, um dia que estava muito quente. De repente, alguém toma a latinha da minha mão e a joga contra a parede. Quando me viro, vejo Beckenbauer gritando que sou louco, que aquilo que eu estava bebendo era pura química. Em seguida, ele me deu uma cerveja”.

Nascido em Vigo, próximo à fronteira com Portugal, Formoso migrou para os EUA quando tinha 15 anos e completou seus estudos na América. Foi lá também que se tornou jogador profissional de futebol e iniciou a carreira que teria o Cosmos como ponto alto.

Naturalizado norte-americano, o lateral chegou a disputar sete partidas pela seleção e participou das eliminatórias para a Copa-1978.

Sua história foi transformada em filme pelo jornalista espanhol Pedro Pablo Alonso, que lançou “Alén do Cosmos”, um documentário sobre a trajetória de Formoso no meio dos popstars do time nova-iorquino.


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De Pelé a Weah: os 7 negros que mudaram o futebol mundial
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Rafael Reis

É impossível contar a trajetória de sucesso do futebol sem falar de jogadores negros. Os africanos e seus descendentes que estão se espalham pelo planeta foram, são e continuarão sendo alguns dos protagonistas do esporte mais popular do mundo.

No dia da Consciência Negra, quando o Brasil relembra a morte de Zumbi dos Palmares, apresentamos os sete negros que mudaram a história do futebol.

Vale lembrar que essa lista não apresenta os sete melhores jogadores negros de todos os tempos, mas sim aqueles que transformaram (ou ainda transformam) de alguma forma a modalidade.

PELÉ (BRA)
1956-1977

Por que é importante
? Simplesmente porque é Pelé. Essas quatro letras que formam o apelido de Edson Arantes do Nascimento podem até ser consideradas um sinônimo de. Eleito o maior atleta do século passado pelo Comitê Olímpico Internacional, é o maior jogador de futebol de todos os tempos e foi figura essencial no processo que levou a modalidade a se tornar febre na África e na Ásia. É também o único futebolista que conquistou três Copas do Mundo (1958, 1962 e 1970).

LÊONIDAS DA SILVA (BRA)
1929-1950
Leonidas
Por que é importante? Porque foi o primeiro negro artilheiro de uma Copa do Mundo. Apelidado de Diamante Negro (sim, foi ele que deu nome ao chocolate que você come ainda hoje), o ex-atacante de Flamengo, Botafogo, São Paulo e Vasco sagrou-se o goleador do Mundial-1938, com sete gols em quatro partidas. Lêonidas foi também o primeiro brasileiro a ser reconhecido como um craque na Europa, graças à performance na Copa da França.

OBDULIO VARELA (URU)
1936-1955
Obdulio
Por que é importante? Porque foi o primeiro negro capitão de uma seleção campeã mundial. Apelidado de “Chefe Negro”, o zagueiro e meia mulato liderou o Uruguai no Maracanazo, a histórica vitória celeste sobre o Brasil no último jogo da Copa-1950. Varela também redefiniu o conceito de capitão no futebol. Se hoje imaginamos essa função exercida por normalmente por um jogador de defesa, durão, implacável e orientando os companheiros de time, é graças a ele.

GARRINCHA (BRA)
1953-1972
Garrincha
Por que é importante? Porque ganhou uma Copa “sozinho”. Mané Garrincha dispensa apresentações, mas entrou dez vez para a história ao assumir a liderança da seleção brasileira na Copa-1962 depois de uma contusão de Pelé e levá-la ao bicampeonato mundial. Apelidado de “Anjo de Pernas Tortas”, devido ao formato pouco usual dos seus membros inferiores, era o rei do drible pela ponta direita. Morreu aos 49 anos em decorrência do alcoolismo.

EUSÉBIO (POR)
1957-1980
Eusebio
Por que é importante? Porque fez a Europa passar a olhar para a África como celeiro de talentos. Eusébio não foi o primeiro africano a vestir a camisa de uma seleção europeia, mas certamente foi quem o fez com mais brilho, abrindo as portas para que essa se tornasse uma prática comum na atualidade. Nascido em Moçambique, então uma colônia portuguesa, fez história com a camisa do Benfica e colocou a terra que hoje é de Cristiano Ronaldo no mapa do futebol mundial com o terceiro lugar na Copa-1966.

JUSTIN FASHANU (ING)
1978-1997
Fashanu
Por que é importante? Porque foi o primeiro jogador de alguma relevância a sair do armário e assumir ser homossexual. Atacante de origem nigeriana, mas nascido na Inglaterra, ele assumiu sua condição sexual em 1990, logo depois de trocar o Manchester City pelo West Ham. Após a declaração, sua carreira entrou em declínio, e Fashanu acabou se aposentando nos Estados Unidos. Um ano depois de abandonar os gramados, suicidou-se em meio a problemas com a Justiça –havia sido acusado de ter agredido sexualmente um jovem de 17 anos.

GEORGE WEAH (LBR)
1981-2003
George Weah
Por que é importante? Porque foi o primeiro (e até hoje único) africano a ganhar o prêmio da Fifa de melhor jogador do mundo. A consagração do atacante liberiano se deu em 1995, ano em que defendeu o Paris Saint-Germain e o Milan e derrotou Maldini e Klinsmann na eleição. Após falhar no objetivo de levar seu país pela primeira vez a uma Copa do Mundo, George Weah entrou para a política. Em 2005, concorreu à presidência da Libéria, mas foi derrotado. Atualmente, ocupa uma cadeira no Senado.


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Se confirmado adeus, Messi será 1º gênio a largar a seleção antes dos 30
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Rafael Reis

Caso cumpra sua promessa de não jogar mais pela Argentina, feita após a derrota nos pênaltis para o Chile, na decisão da Copa América Centenário, no domingo, Lionel Messi terá a aposentadoria da seleção mais precoce entre os gênios do futebol mundial.

Nenhum dos maiores nomes da história da modalidade deixou de defender o país onde nasceu (ou que o acolheu durante a carreira, casos de Di Stéfano e Puskas) antes dos 30 anos.

Messi

Messi, que atua pela seleção principal da Argentina desde 2005 e nunca foi campeão por ela, completou 29 anos na última sexta-feira, dois dias antes de perder pênalti contra o Chile, ser vice da Copa América e anunciar o adeus.

Levando em consideração a longevidade dos outros grandes craques do futebol, o camisa 10 do Barcelona ainda teria condições de disputar mais uma ou duas edições da Copas do Mundo.

Entre os maiores da história, Pelé e Johann Cruyff foram os que deixaram a seleção mais cedo, aos 30 anos.

O astro brasileiro aposentou-se em julho de 1971, em um amistoso contra a Iugoslávia. Já Cruyff vestiu pela última vez a camisa da Holanda em 1977 –no ano seguinte, recusou convite para jogar a Copa do Mundo de 1978, na Argentina.

O que os fãs do futebol de Messi mais desejam é que o melhor jogador do planeta imite outro camisa 10 histórico.

Zidenine Zidane aposentou-se da seleção em 2004, aos 32 anos, mas voltou atrás um ano depois e jogou a Copa-2006. Conseguiu levar os franceses ao vice-campeonato na Alemanha e despediu-se do futebol com uma cabeçada no peito de Materazzi.

COM QUE IDADE OS GÊNIOS DO FUTEBOL SE DESPEDIRAM DA SELEÇÃO?

Pelé (BRA) – 30 anos
Johann Cruyff (HOL) – 30 anos
Franz Beckenbauer (ALE) – 31 anos
Michel Platini (FRA) – 31 anos
Eusébio (POR) – 31 anos
Garrincha (BRA) – 32 anos
Diego Maradona (ARG) – 33 anos
Ronaldo (BRA) – 34 anos
Zinedine Zidane (FRA) – 34 anos
Alfredo di Stéfano (ARG/COL/ESP) – 35 anos
Ferenc Puskás (HUN/ESP) – 35 anos
Romário (BRA) – 39 anos


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Arquiteto do futebol contemporâneo, Cruyff tem o tamanho de Pelé
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Rafael Reis

O futebol perdeu nesta quinta-feira uma das duas figuras mais importantes de sua história.

Sim, Johan Cruyff, 68, o ex-jogador, ex-técnico e ex-dirigente que morreu depois de batalhar contra um câncer de pulmão, tem o mesmo tamanho de Pelé.

Cada um à maneira, o brasileiro e o holandês foram os arquitetos daquilo que se é conhecido como futebol contemporâneo.

Cruyff

Pelé, o maior jogador da história, fez sua parte. Negro e nascido em um país do terceiro mundo, foi o maior responsável por transformar o jogo da bola dos pés em um mania global.

A contribuição de Cruyff é outra. Não tem a ver com a modalidade como business ou fenômeno social. Mas, sim, com a forma de se jogar futebol.

O futebol contemporâneo, pelo menos o praticado pelo primeiro escalão da bola, é uma ode ao mestre holandês.

Alternância de posições entre os jogadores, compactação, controle da posse de bola, predomínio da técnica sobre a habilidade. Tudo está ligado à revolução protagonizada por Cruyff na Holanda de 1974, no Ajax e no Barcelona.

Se hoje você vibra com o toque de bola do Barça ou fica perplexo com a marcação pressão feita pelos melhores times do mundo, saiba que tudo isso só existe graças ao eterno camisa 14 da Holanda.

É por isso que o astro holandês não morreu e nem pode morrer. Ainda que seu corpo tenha chegado ao fim, ele segue e seguirá vivo.

Assim como Pelé, Cruyff é eterno.


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