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TV brasileira mostra mais PSG que Corinthians e Palmeiras juntos
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Rafael Reis

Empolgada com a histórica transferência de Neymar para o Paris Saint-Germain, a televisão brasileira transformou o clube francês na prioridade absoluta de sua escala de transmissões esportivas.

Desde o início de agosto, nenhum clube do planeta teve tantas partidas exibidas ao vivo pelos canais de TV aberta e fechada do Brasil (com exceção do pay-per-view) quanto o PSG.

Com exibição prevista para Esporte Interativo e Band, o confronto contra o Anderlecht, nesta terça-feira, pela quarta rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa, será o 15º jogo da equipe de Neymar transmitido para a TV brasileira desde o dia 1º de agosto.

No mesmo período, a TV brasileira exibiu para o estado de São Paulo apenas cinco partidas do Corinthians e nove do Palmeiras.

Ou seja, entre agosto e outubro, o número de jogos do PSG que foram transmitidos ao vivo para o estado mais populoso do país foi superior à soma das partidas exibidas do líder e do vice-líder do Campeonato Brasileiro.

A marca só foi atingida porque SporTV e ESPN, os canais que dividem os direitos de transmissão do Campeonato Francês no Brasil, comprometeram-se a exibir todas as partidas de Neymar e cia. na Ligue 1 na atual temporada.

Além disso, os canais que estão exibindo a Champions (Esporte Interativo e Band, no momento, já que a Globo ainda não iniciou suas transmissões) têm priorizado os jogos do PSG em detrimento de outros clubes mais tradicionais da Europa, como Barcelona, Bayern de Munique, Manchester United e Juventus.

É por isso que todas as apresentações de Neymar com a camisa do PSG (e também as partidas em que ele foi poupado ou desfalcou a equipe) foram televisionadas ao vivo para todo o território brasileiro.

O espaço dedicado pela TV brasileira ao terceiro melhor jogador do mundo de 2017 já tem, inclusive, incomodado espectadores que não são tão entusiastas assim do futebol internacional.

A decisão da Globo de anunciar gols do PSG (com exibição da tradicional bolinha na parte de baixo da tela) durante transmissões de jogos do Campeonato Brasileiro já foi criticada por vários torcedores nas redes sociais.

A transformação do Paris Saint-Germain no queridinho na TV brasileira aconteceu depois que o clube francês desembolsou 222 milhões de euros (R$ 843 milhões) para ter Neymar e o transformou na contratação mais cara da história do futebol mundial.

Liderado por seu novo camisa 10, o PSG ainda está invicto na temporada 2017/18, lidera o Campeonato Francês, com quatro pontos de vantagem para o Monaco, e tem 100% de aproveitamento na Champions.


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Nem Neymar, nem Cavani: Melhores batedores de pênalti do PSG estão no banco
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Rafael Reis

Neymar ou Edinson Cavani: quem é o melhor cobrador de pênaltis do Paris Saint-Germain?

A resposta para essa pergunta, discutida em todos os cantos desde que os dois se estranharam na partida contra o Lyon, domingo, não vai agradar os fãs do astro brasileiro e nem os apoiadores do centroavante uruguaio.

De acordo com levantamento de todos os penais cobrados por jogadores do elenco do PSG ao longo das últimas quatro temporadas, os batedores de pênaltis mais precisos do clube francês não são os astros da companhia, mas sim reservas que vêm sendo pouco utilizados pelo técnico Unai Emery.

O líder desse ranking é o meia Hatem Ben Arfa, que fazia parte da lista de “negociáveis” da equipe na última janela de transferências e nem pisou no gramado nesta temporada.

O camisa 21 converteu todos os sete pênaltis que bateu desde 2013/14. E, segundo dados do site “Transfermarkt”, não errou nenhuma das 13 cobranças que realizou ao longo de toda a carreira.

Outro que ostenta 100% de aproveitamento nas últimas quatro temporadas é o brasileiro Lucas, que só jogou 12 minutos desde a chegada de Neymar à França. O ex-jogador do São Paulo converteu os seis pênaltis que bateu defendendo o PSG.

Atual cobrador oficial dos penais do líder do Campeonato Francês, Cavani só aparece na terceira colocação no acerto das cobranças. O uruguaio transformou 22 das últimas 25 batidas em gol, um aproveitamento de 88%.

Contratação mais cara da história do futebol e “dono” informal do PSG dentro de campo, Neymar tem números bem inferiores aos do camisa 9. O astro desperdiçou seis das 22 cobranças que executou por Barcelona e seleção desde 2013. Ou seja, só balançou as redes em 72,7% dos seus penais.

Dentre todos os jogadores do clube francês que executaram pelo menos três cobranças de pênalti nas últimas quatro temporadas, o desempenho do atacante brasileiro só não é pior que o do argentino Ángel di María, que acertou duas de suas três batidas (66,7%) no período.

Neymar e Cavani se desentenderam na hora de definir quem bater o pênalti do PSG na vitória por 2 a 0 sobre o Lyon.  O brasileiro pediu para executar a cobrança, mas foi ignorado pelo uruguaio, que já havia tido uma atitude semelhante no jogo contra o Toulouse, há um mês. Para piorar, o camisa 9 desperdiçou a cobrança.

Ao contrário do que havia acontecido em agosto, o conflito não conseguiu ser rapidamente controlado por colegas de time e pelo treinador.

De acordo o o jornal francês L’Equipe, o clima esquentou depois da partida nos vestiários: Cavani teria tentado tirar satisfações com Neymar pela atitude, algo que irritou o brasileiro –a tarefa de impedir uma briga foi do zagueiro e capitão Thiago Silva, que separou os dois jogadores.

Melhores cobradores de pênaltis do elenco do PSG (desde 2013/14)
1º – Hatem Ben Arfa (FRA) – 100% de acerto (7 cobranças)
2º – Lucas (BRA) – 100% de acerto (6 cobranças)
3º – Edinson Cavani (URU) – 88% de acerto (25 cobranças)
4º – Neymar (BRA) – 72,7% de acerto (22 cobranças)
5º – Ángel di María (ARG) – 66,7% de acerto (3 cobranças)


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Parceria com Neymar funciona, e Cavani faz gols como nunca na carreira
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Rafael Reis

A contratação de Neymar fez um bem danado ao Paris Saint-Germain: aumentou a venda de camisas do clube, fez com que ele passasse a ser mais respeitado internacionalmente e o alçou ao grupo de candidatos reais ao título da Liga dos Campeões.

Mas há um jogador do elenco do PSG que se tem se beneficiado ainda mais da parceria com o jovem astro brasileiro: Edinson Cavani.

Desde a chegada do novo camisa 10 a Paris, o centroavante uruguaio passou a balançar as redes em um ritmo jamais antes visto em seus 11 anos de carreira como jogador profissional de futebol.

Só nos primeiros sete jogos da temporada 2017/18, o atacante de 30 anos já marcou nove vezes. Foram dois gols contra Saint-Étienne, Metz e Celtic, e um ante Amiens, Guingamp e Toulouse.

A partida contra o Monaco, válida pela Supercopa da França, torneio de um jogo só que serve como abertura oficial da temporada, foi a única em que Cavani passou em branco.

Em toda a carreira, o uruguaio jamais havia tido um começo de temporada tão promissor em bolas na rede.

Até então, suas melhores marcas haviam sido registradas no ano passado, já pelo PSG, e em 2012, quando ainda disputava o Campeonato Italiano pelo Napoli. Nas duas ocasiões, ele marcou sete vezes nos primeiros sete compromissos oficiais pelo clube.

A evolução do faro artilheiro de Cavani está intimamente ligada ao desembarque de Neymar em Paris e ao crescimento do poderio ofensivo do PSG proporcionado pela contratação do jogador mais caro da história.

Na temporada passada, quando ainda não contava com o astro brasileiro, o clube da capital francesa fez 20 gols nas sete primeiras partidas. Agora, foram 26 no mesmo número de jogos, uma média superior a 3,7 por apresentação.

Além disso, dois dos nove gols anotados por Cavani neste início de 2017/18 nasceram de assistências de Neymar. O uruguaio, que continua como cobrador oficial de pênaltis do time apesar do estrelado parceiro de ataque, também marcou três vezes em penalidades.

O uruguaio anotou 49 gols em 50 partidas na temporada passada e foi o artilheiro do Campeonato Francês. Agora, ao lado de Neymar e comandando um dos ataques mais temidos do mundo, planeja voos maiores.

A meta é superar Zlatan Ibrahimovic e se transformar no maior goleador da história do Paris Saint-Germain. Cavani já tem 139 gols com a camisa do clube mais poderoso da França. Faltam só 17 para alcançar o recorde do sueco, que defendeu o PSG entre 2012 e 2016.

Com a fome de gols deste início de temporada, o recorde é só questão de tempo para o uruguaio. Ou melhor, questão de pouco tempo…


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Cruyff, Guardiola e Catalunha: Neymar reencontra Barça em 3º jogo pelo PSG
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Rafael Reis

Neymar disputa nesta sexta-feira sua terceira partida oficial com a camisa do Paris Saint-Germain. O adversário é o Saint-Étienne.

No entanto, o confronto válido pela quarta rodada do Campeonato Francês tem para o atacante brasileiro um ar de reencontro com o Barcelona.

Isso porque o Saint-Étienne, clube que divide com o Olympique de Marselha o posto de maior campeão da história da França (dez títulos para cada), tem como treinador um barcelonista de corpo e alma.

Óscar García, 44, tem sangue do Barça correndo nas veias. É catalão, foi formado nas canteras em La Masia, atuou quase 70 vezes pelo time principal, e, depois de pendurar as chuteiras, retornou ao clube para trabalhar nas categorias de base apadrinhado por Johan Cruyff.

Nascido em Sabadell, cidade localizada a apenas 20 km de Barcelona, o hoje comandante do Saint-Étienne é o mais velho de três irmãos que chegaram à base do clube no final da década de 1980 e rapidamente despontaram como promessas de craque.

Dos três irmãos García, apenas o caçula, Genís, não conseguiu chegar à equipe principal. Roger, o do meio, vestiu a camisa do Barça entre 1995 e 1999 e ainda passou por Espanyol, Villarreal e Ajax.

Já Óscar, o mais talentoso do trio, atuou no Barcelona entre 1993 e 1999. Meia-atacante de passe apurado e boa chegada ao ataque, fez mais de 20 gols pelo clube catalão e atuou ao lado de vários brasileiros, como Romário, Ronaldo e Rivaldo.

Em 2009, quatro anos depois de abandonar a carreira jogando pelo nanico Lleida, foi convidado por Johan Cruyff, seu antigo treinador no Barça, para auxiliá-lo na seleção da Catalunha.

No ano seguinte, seu mentor lhe conseguiu um cargo ainda mais sedutor, e Óscar retornou ao Barcelona para trabalhar nas categorias de base do clube.

A passagem do ex-meia por La Masia durou dois anos. Quando Guardiola deixou o time principal, em 2012, seu antigo companheiro decidiu que também havia chegado a hora de ir embora e partiu em voo solo rumo a Israel.

Óscar dirigiu por uma temporada o Maccabi Tel-Aviv. Também passou por Brighton e Watford, da Inglaterra, e comandou o Red Bull Salzburg. Em cinco anos de carreira como técnico, conquistou três títulos nacionais: dois austríacos e um israelense.

Como todo bom barcelonista de carteirinha, é adepto do jogo posicional que aprendeu com seu mestre, Cruyff, e que viu o amigo Guardiola aperfeiçoar ao longo da última década.

Foram essas características que quase o levaram mais uma vez de volta para casa. Durante o primeiro semestre, quando ficou claro que Luis Enrique não permaneceria no Barça, o nome de Óscar chegou a ser considerado para sucedê-lo no comando do time catalão.

Sim, Óscar García poderia até ter sido o treinador de Neymar nesta temporada. Mas acabou se tornando adversário. E um adversário que fará o novo astro do PSG se lembrar do seu antigo clube.


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Como surgiu a lenda que meia do PSG era uma mulher?
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Rafael Reis

“Um dos maiores escândalos do futebol. Marco Verratti, que joga no PSG, é uma mulher.”

Quem gosta de futebol internacionalmente provavelmente já viu no feed de notícias do seu Facebook ou recebeu via Whatsapp essa “bomba”, com o título acima ou algum texto bastante semelhante a esse.

Não, o meio-campista italiano de 24 anos, um dos principais jogadores do novo time de Neymar, não é transexual. Ele nasceu em corpo masculino, sempre foi e continua sendo homem.

Mas então, como surgiu essa lenda?

A história foi publicada pela primeira vez em 2015 pelo “Football France”, um site francês especializado em “fake news”, notícias falsas criadas com a intenção de viralizar na internet e, assim, render uma boa audiência para seus produtores.

De acordo com a publicação, o verdadeiro nome de Verratti seria Maria. O artigo conta até com entrevistas falsas do próprio jogador (“o mais difícil é ter de raspar a cabeça e não usar maquiagem”) e de Ibrahimovic, então o maior astro do PSG (“Marco nunca tomou banho no vestiário”).

O mesmo “Football France” já andou espalhando outras histórias absurdas, que não viralizaram tanto quanto a questão do gênero de Verratti, como um suposto romance entre Messi e a cantora escocesa Susan Boyle e a condenação do ex-atacante Nicolas Anelka a 40 anos de prisão por comer uma vaca na Índia.

As lendas urbanas no futebol, no entanto, não são exclusividade desse site.

Uma das conhecidas é a história de que Cristianinho, o filho mais velho de Cristiano Ronaldo, seria na verdade um clone do jogador, que teria contratado uma barriga de aluguel para dar vida a uma cópia de si mesmo.

Outra lenda bastante difundida de que o Vaticano é o verdadeiro dono da Juventus e que o Papa Francisco, líder máximo da Igreja Católica, dá pitacos na administração do atual vice-campeão europeu.

Mas a mais conhecida de todas é anterior às redes sociais e ao conceito de “hard news”.

Em 1998, parte considerável dos brasileiros acreditaram que a seleção de Zagallo perdeu de propósito para a França na final da Copa do Mundo. O motivo? Um e-mail que rodou o país, no qual Gunther Schweitzer, um suposto funcionário da Globo, delatava o esquema de como a CBF havia “vendido” o Mundial por US$ 23 milhões (R$ 85 milhões, na cotação atual).


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Companheiro de Neymar, goleiro do PSG namora top model brasileira
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Rafael Reis

Novato no Paris Saint-Germain, Neymar não vai ter de aprender francês para conversar com muitos dos seus companheiros de time. Boa parte dos jogadores do PSG fala português: Marquinhos, Thiago Silva, Daniel Alves, Thiago Motta, Lucas, Gonçalo Guedes, Kevin Trapp.

Trapp? Sim, o goleiro alemão domina a língua nativa de mais de 20% do elenco do time da capital francesa. Culpa de sua namorada.

O arqueiro da seleção alemã na Copa das Confederações namora a top model Izabel Goulart, um dos nomes mais conhecidos do mundo da moda, que há mais de uma década desfila como “angel” da Victoria Secrets e foi madrinha do time brasileiro nos Jogos Olímpicos do Rio-2016.

O relacionamento começou no fim de 2015, quando eles se conheceram em Paris, e é acompanhado quase que diariamente por quase 5 milhões de pessoas no Instagram –a conta da modelo tem 3,8 milhões de seguidores, e a do goleiro, mais de 1 milhão.

Mas não é só nas redes sociais que eles fazem sucesso. Assim como Gerard Piqué e Shakira, Tom Brady e Gisele Bündchen, David e Victoria Beckham e outros casais famosos do mundo dos esportes, Trapp e Izabel também costumam fazer a festa dos paparazzi.

O goleiro e a modelo foram uma das atrações da cobertura jornalística deste verão europeu. E os fotógrafos não deixaram escapar sequer um momento de intimidade do casal em locais públicos.

Izabel Goulart foi uma das estrelas da cerimônia de encerramento da Rio-2016. Imagem: Cameron Spencer/Getty Images

Eles foram clicados em clima de romance em Ibiza (Espanha), para onde foram antes da Copa das Confederações, e Mykonos (Grécia), destino da dupla nos dias que antecederam a reapresentação de Trapp ao PSG.

Mas se fora de campo tudo está dando certo para o alemão, o mesmo não acontece dentro das quatro linhas. Titular na temporada passada, o camisa 1 começou o Campeonato Francês no banco de reservas e vendo especulações de que seu clube deseja contratar um novo goleiro.

O alvo da equipe de Neymar é o esloveno Jan Oblak, um dos destaques do Atlético de Madri nos últimos anos. De acordo com o jornal espanhol “As”, o valor da transferência pode superar a casa dos 75 milhões de euros (R$ 275 milhões).


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1º brasileiro no PSG perdeu tudo e teve de vender até medalha da Copa-1970
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Rafael Reis

Quem vê o salário de até 40 milhões de euros (R$ 147 milhões) anuais que Neymar irá ganhar no Paris Saint-Germain pode ter dificuldade para acreditar que o primeiro brasileiro a defender o clube francês precisou se desfazer do bem mais precioso de sua carreira profissional para pagar as contas.

Tricampeão mundial com a seleção brasileira no México e companheiro de Pelé no Santos que marcou época na década de 1960, o zagueiro Joel Camargo jogou duas partidas pelo PSG entre 1971 e 1972.

O time da capital francesa estava longe de ser esse milionário e poderoso clube que faz estragos no Mercado da Bola. Pelo contrário, fundado há apenas um ano, havia acabado de chegar à primeira divisão.

O PSG ainda não era digno de um jogador com o título da Copa-1970 e a parceira com Pelé no currículo. Mas foi o que Joel conseguiu depois de um acidente automobilístico que matou duas mulheres lhe fechar a maioria das portas no Brasil.

Joel sempre negou que estivesse alcoolizado quando bateu seu Opala vermelho, comprado com o dinheiro da premiação do tri mundial, em um poste. Mas a opinião pública e o Santos não acreditaram. O zagueiro teve seu contrato rescindido e não encontrou outro clube disposto a contratá-lo.

“O preconceito existe, e eu sempre falei disso. Na época do acidente, fui crucificado por causa da minha cor. Quando o Santos ia jogar na Bahia, tinha um preconceito do c… Na Argentina, não podiam ver a gente. Gritavam ‘macaco’ mesmo. E eu era o único que falava de preconceito naquela época. Meus colegas de time me chamavam de radical, mascarado, pediam pra eu deixar essas coisas pra lá, mas eu queria me expressar”, disse, em depoimento ao jornalista Breiller Pires, publicado logo depois da morte do zagueiro, em 2014 no “Medium”.

A amargura tomou conta de Joel. Depois de não conseguir se adaptar ao PSG, o campeão mundial voltou para casa e começou a torrar tudo aquilo que o futebol havia lhe proporcionado. Aos 35 anos, seis depois da aposentadoria, chegou ao fundo do poço. Com sérios problemas financeiros e abusando do álcool, transformou em dinheiro a medalha do Mundial.

“Um dia, passando dificuldade, pensei: ‘Pra que essa porra de medalha?’ Juntei a tralha e vendi tudo. Eu tava duro, cara. Não tenho fotos nem troféus guardados. A única lembrança dos tempos de jogador é um quadro da Copa de 70 que um torcedor me deu”, afirmou Joel na entrevista a Breiller.

Quando nem mais a medalha lhe restava, Joel foi trabalhar como estivador no Porto de Santos. Permaneceu por lá, carregando sacos de café para cima e para baixo, até a aposentadoria, aos 55 anos.

Trezes anos depois, em 2014, e debilitado por décadas e mais décadas de alcoolismo e diabetes, o primeiro brasileiro a vestir a camisa do PSG morreu vítima de insuficiência renal.


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Marquinhos vê “melhor temporada da carreira” e pede perfeição contra Barça
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Rafael Reis

Há quatro anos na Europa, o zagueiro Marquinhos não tem dúvida ao afirmar: “Essa é a melhor temporada da minha carreira”.

O camisa 5 do Paris Saint-Germain, que recebe o Barcelona nesta terça-feira, no primeiro jogo das oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, tem motivos de sobra para sorrir como nunca.

Marquinhos

Afinal, não é todo dia que se conquista a inédita medalha de ouro olímpica, vira titular absoluto da seleção brasileira principal e deixa para trás uma rotina de seguidas atuações fora de sua posição de origem.

Até a temporada passada, Marquinhos era uma espécie de coringa no sistema defensivo do PSG. Atuava no miolo de zaga, mas também na lateral direita e como volante Foi só depois da saída de David Luiz para o Chelsea que ele se fixou como zagueiro ao lado de Thiago Silva.

“Esse tem sido um ano de confirmação para mim. Tive um momento maravilhoso nos Jogos Olímpicos, recebi oportunidades como titular na seleção e consegui meu espaço no PSG”, afirma, por telefone.

A temporada 2016/17 também tem sido de novidades para seu clube. Depois de perder sua maior estrela, o sueco Zlatan Ibrahimovic, o PSG andou tropeçando mais do que de costume. Prova disso é que não ocupa a liderança do Campeonato Francês –está três pontos atrás do Monaco.

Mas, após as férias de fim de ano, tudo mudou. Desde janeiro, o time da capital acumula oito vitórias e um empate. Motivo de sobra para Marquinhos chegar cheio de confiança para o confronto com o Barça.

“Passamos por mudanças no estilo de jogo e na filosofia. Mas agora estamos bem adaptados ao nosso treinador [Unai Emery, substituto de Laurent Blanc]. Imagino que as chances na Champions sejam iguais: 50% para cada time.”

Só que a receita do zagueiro brasileiro para parar Messi, Suárez e Neymar, o temido trio de ataque com o qual terá de lidar nesta terça, é daquelas bem difíceis de serem colocadas em prática.

“Contra o Barcelona, é preciso fazer um jogo perfeito. Qualquer erro, você sofre gols”, completa.

Este será o terceiro mata-mata de Champions entre Barça e PSG nas últimas cinco temporadas. Nas duas ocasiões anteriores (quartas de final de 2012/13 e 2014//15), os espanhóis se deram melhores e seguiram em frente na competição.


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