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Como surgiu a lenda que meia do PSG era uma mulher?
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Rafael Reis

“Um dos maiores escândalos do futebol. Marco Verratti, que joga no PSG, é uma mulher.”

Quem gosta de futebol internacionalmente provavelmente já viu no feed de notícias do seu Facebook ou recebeu via Whatsapp essa “bomba”, com o título acima ou algum texto bastante semelhante a esse.

Não, o meio-campista italiano de 24 anos, um dos principais jogadores do novo time de Neymar, não é transexual. Ele nasceu em corpo masculino, sempre foi e continua sendo homem.

Mas então, como surgiu essa lenda?

A história foi publicada pela primeira vez em 2015 pelo “Football France”, um site francês especializado em “fake news”, notícias falsas criadas com a intenção de viralizar na internet e, assim, render uma boa audiência para seus produtores.

De acordo com a publicação, o verdadeiro nome de Verratti seria Maria. O artigo conta até com entrevistas falsas do próprio jogador (“o mais difícil é ter de raspar a cabeça e não usar maquiagem”) e de Ibrahimovic, então o maior astro do PSG (“Marco nunca tomou banho no vestiário”).

O mesmo “Football France” já andou espalhando outras histórias absurdas, que não viralizaram tanto quanto a questão do gênero de Verratti, como um suposto romance entre Messi e a cantora escocesa Susan Boyle e a condenação do ex-atacante Nicolas Anelka a 40 anos de prisão por comer uma vaca na Índia.

As lendas urbanas no futebol, no entanto, não são exclusividade desse site.

Uma das conhecidas é a história de que Cristianinho, o filho mais velho de Cristiano Ronaldo, seria na verdade um clone do jogador, que teria contratado uma barriga de aluguel para dar vida a uma cópia de si mesmo.

Outra lenda bastante difundida de que o Vaticano é o verdadeiro dono da Juventus e que o Papa Francisco, líder máximo da Igreja Católica, dá pitacos na administração do atual vice-campeão europeu.

Mas a mais conhecida de todas é anterior às redes sociais e ao conceito de “hard news”.

Em 1998, parte considerável dos brasileiros acreditaram que a seleção de Zagallo perdeu de propósito para a França na final da Copa do Mundo. O motivo? Um e-mail que rodou o país, no qual Gunther Schweitzer, um suposto funcionário da Globo, delatava o esquema de como a CBF havia “vendido” o Mundial por US$ 23 milhões (R$ 85 milhões, na cotação atual).


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Companheiro de Neymar, goleiro do PSG namora top model brasileira
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Rafael Reis

Novato no Paris Saint-Germain, Neymar não vai ter de aprender francês para conversar com muitos dos seus companheiros de time. Boa parte dos jogadores do PSG fala português: Marquinhos, Thiago Silva, Daniel Alves, Thiago Motta, Lucas, Gonçalo Guedes, Kevin Trapp.

Trapp? Sim, o goleiro alemão domina a língua nativa de mais de 20% do elenco do time da capital francesa. Culpa de sua namorada.

O arqueiro da seleção alemã na Copa das Confederações namora a top model Izabel Goulart, um dos nomes mais conhecidos do mundo da moda, que há mais de uma década desfila como “angel” da Victoria Secrets e foi madrinha do time brasileiro nos Jogos Olímpicos do Rio-2016.

O relacionamento começou no fim de 2015, quando eles se conheceram em Paris, e é acompanhado quase que diariamente por quase 5 milhões de pessoas no Instagram –a conta da modelo tem 3,8 milhões de seguidores, e a do goleiro, mais de 1 milhão.

Mas não é só nas redes sociais que eles fazem sucesso. Assim como Gerard Piqué e Shakira, Tom Brady e Gisele Bündchen, David e Victoria Beckham e outros casais famosos do mundo dos esportes, Trapp e Izabel também costumam fazer a festa dos paparazzi.

O goleiro e a modelo foram uma das atrações da cobertura jornalística deste verão europeu. E os fotógrafos não deixaram escapar sequer um momento de intimidade do casal em locais públicos.

Izabel Goulart foi uma das estrelas da cerimônia de encerramento da Rio-2016. Imagem: Cameron Spencer/Getty Images

Eles foram clicados em clima de romance em Ibiza (Espanha), para onde foram antes da Copa das Confederações, e Mykonos (Grécia), destino da dupla nos dias que antecederam a reapresentação de Trapp ao PSG.

Mas se fora de campo tudo está dando certo para o alemão, o mesmo não acontece dentro das quatro linhas. Titular na temporada passada, o camisa 1 começou o Campeonato Francês no banco de reservas e vendo especulações de que seu clube deseja contratar um novo goleiro.

O alvo da equipe de Neymar é o esloveno Jan Oblak, um dos destaques do Atlético de Madri nos últimos anos. De acordo com o jornal espanhol “As”, o valor da transferência pode superar a casa dos 75 milhões de euros (R$ 275 milhões).


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1º brasileiro no PSG perdeu tudo e teve de vender até medalha da Copa-1970
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Rafael Reis

Quem vê o salário de até 40 milhões de euros (R$ 147 milhões) anuais que Neymar irá ganhar no Paris Saint-Germain pode ter dificuldade para acreditar que o primeiro brasileiro a defender o clube francês precisou se desfazer do bem mais precioso de sua carreira profissional para pagar as contas.

Tricampeão mundial com a seleção brasileira no México e companheiro de Pelé no Santos que marcou época na década de 1960, o zagueiro Joel Camargo jogou duas partidas pelo PSG entre 1971 e 1972.

O time da capital francesa estava longe de ser esse milionário e poderoso clube que faz estragos no Mercado da Bola. Pelo contrário, fundado há apenas um ano, havia acabado de chegar à primeira divisão.

O PSG ainda não era digno de um jogador com o título da Copa-1970 e a parceira com Pelé no currículo. Mas foi o que Joel conseguiu depois de um acidente automobilístico que matou duas mulheres lhe fechar a maioria das portas no Brasil.

Joel sempre negou que estivesse alcoolizado quando bateu seu Opala vermelho, comprado com o dinheiro da premiação do tri mundial, em um poste. Mas a opinião pública e o Santos não acreditaram. O zagueiro teve seu contrato rescindido e não encontrou outro clube disposto a contratá-lo.

“O preconceito existe, e eu sempre falei disso. Na época do acidente, fui crucificado por causa da minha cor. Quando o Santos ia jogar na Bahia, tinha um preconceito do c… Na Argentina, não podiam ver a gente. Gritavam ‘macaco’ mesmo. E eu era o único que falava de preconceito naquela época. Meus colegas de time me chamavam de radical, mascarado, pediam pra eu deixar essas coisas pra lá, mas eu queria me expressar”, disse, em depoimento ao jornalista Breiller Pires, publicado logo depois da morte do zagueiro, em 2014 no “Medium”.

A amargura tomou conta de Joel. Depois de não conseguir se adaptar ao PSG, o campeão mundial voltou para casa e começou a torrar tudo aquilo que o futebol havia lhe proporcionado. Aos 35 anos, seis depois da aposentadoria, chegou ao fundo do poço. Com sérios problemas financeiros e abusando do álcool, transformou em dinheiro a medalha do Mundial.

“Um dia, passando dificuldade, pensei: ‘Pra que essa porra de medalha?’ Juntei a tralha e vendi tudo. Eu tava duro, cara. Não tenho fotos nem troféus guardados. A única lembrança dos tempos de jogador é um quadro da Copa de 70 que um torcedor me deu”, afirmou Joel na entrevista a Breiller.

Quando nem mais a medalha lhe restava, Joel foi trabalhar como estivador no Porto de Santos. Permaneceu por lá, carregando sacos de café para cima e para baixo, até a aposentadoria, aos 55 anos.

Trezes anos depois, em 2014, e debilitado por décadas e mais décadas de alcoolismo e diabetes, o primeiro brasileiro a vestir a camisa do PSG morreu vítima de insuficiência renal.


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Marquinhos vê “melhor temporada da carreira” e pede perfeição contra Barça
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Rafael Reis

Há quatro anos na Europa, o zagueiro Marquinhos não tem dúvida ao afirmar: “Essa é a melhor temporada da minha carreira”.

O camisa 5 do Paris Saint-Germain, que recebe o Barcelona nesta terça-feira, no primeiro jogo das oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, tem motivos de sobra para sorrir como nunca.

Marquinhos

Afinal, não é todo dia que se conquista a inédita medalha de ouro olímpica, vira titular absoluto da seleção brasileira principal e deixa para trás uma rotina de seguidas atuações fora de sua posição de origem.

Até a temporada passada, Marquinhos era uma espécie de coringa no sistema defensivo do PSG. Atuava no miolo de zaga, mas também na lateral direita e como volante Foi só depois da saída de David Luiz para o Chelsea que ele se fixou como zagueiro ao lado de Thiago Silva.

“Esse tem sido um ano de confirmação para mim. Tive um momento maravilhoso nos Jogos Olímpicos, recebi oportunidades como titular na seleção e consegui meu espaço no PSG”, afirma, por telefone.

A temporada 2016/17 também tem sido de novidades para seu clube. Depois de perder sua maior estrela, o sueco Zlatan Ibrahimovic, o PSG andou tropeçando mais do que de costume. Prova disso é que não ocupa a liderança do Campeonato Francês –está três pontos atrás do Monaco.

Mas, após as férias de fim de ano, tudo mudou. Desde janeiro, o time da capital acumula oito vitórias e um empate. Motivo de sobra para Marquinhos chegar cheio de confiança para o confronto com o Barça.

“Passamos por mudanças no estilo de jogo e na filosofia. Mas agora estamos bem adaptados ao nosso treinador [Unai Emery, substituto de Laurent Blanc]. Imagino que as chances na Champions sejam iguais: 50% para cada time.”

Só que a receita do zagueiro brasileiro para parar Messi, Suárez e Neymar, o temido trio de ataque com o qual terá de lidar nesta terça, é daquelas bem difíceis de serem colocadas em prática.

“Contra o Barcelona, é preciso fazer um jogo perfeito. Qualquer erro, você sofre gols”, completa.

Este será o terceiro mata-mata de Champions entre Barça e PSG nas últimas cinco temporadas. Nas duas ocasiões anteriores (quartas de final de 2012/13 e 2014//15), os espanhóis se deram melhores e seguiram em frente na competição.


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