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Como fracasso do Palmeiras ajudou o Peru a virar a zebra das eliminatórias
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Rafael Reis

Trinta e cinco anos depois de disputar sua última Copa do Mundo, a seleção peruana faz nesta quinta-feira a partida mais importante das últimas décadas. Se derrotar a Argentina, em Buenos Aires, a equipe vai ficar a um passo da classificação para a Rússia-2018.

Só que a história de sucesso de um dos tradicionais patinhos feios do futebol sul-americano só foi possível graças a um fracasso retumbante. E um fracasso retumbante ocorrido no Brasil.

Responsável direto pela transformação do Peru na maior zebra das eliminatórias da Conmebol, o técnico argentino Ricardo Gareca só foi contratado pela seleção porque não deu certo no Palmeiras.

O tricampeão argentino pelo Vélez Sarsfield (2009, 2011 e 2012) assinou contrato com os peruanos em março de 2015, seis meses depois de sua desastrosa passagem pelo futebol brasileiro.

Contratado com pompa pelo Palmeiras e com a promessa de trabalho de longo prazo, Gareca durou apenas 13 partidas no clube e o deixou a caminho do rebaixamento para a Série B. Sua passagem também ficou marcada pela contratação de vários jogadores argentinos, como Tobio, Allione, Mouche e Cristaldo.

Quando foi procurado pela seleção peruana, a perspectiva do treinador não era das melhores. Afinal, a equipe era apenas a 59ª colocada no ranking da Fifa e vinha de campanhas desastrosas nas últimas eliminatórias –foi a antepenúltima em 2014 e a lanterna em 2010.

Dois anos depois, a situação é completamente diferente. O Peru é o 12º na lista de melhores seleções do mundo, foi semifinalista da Copa América-2015, ocupa o quarto lugar no classificatório para a Rússia-2018 e, caso vá para a Copa pela primeira vez desde 1982, pode até ser cabeça de chave.

“Nosso momento é o ideal para enfrentar qualquer seleção e em qualquer palco. Estamos preparados para tudo que vier. Estamos vivendo nosso melhor momento futebolístico e em termos de ânimo”, disse Gareca, antes da partida contra a Argentina.

Para mudar a história peruana, o treinador argentino contou com a ajuda de jogadores que atuam em alguns dos principais clubes brasileiros: o lateral esquerdo Miguel Trauco e o capitão Paolo Guerrero defendem o Flamengo, enquanto o meia Christian Cueva joga no São Paulo.

E a desorganização de um dos seus adversários também deu uma grande forcinha aos peruanos.

O time de Gareca só tem os 24 pontos que o credenciam à vaga na Copa porque ganhou os três pontos da derrota por 2 a 0 para a Bolívia devido à escalação irregular do zagueiro Nelson Cabrera, paraguaio de nascimento que não cumpriu todos os critérios necessários para poder assumir uma nova cidadania e jogar por outra seleção.

É com essa mistura de fracasso, Palmeiras, sorte, Flamengo e muito trabalho que o Peru sonha em retornar para a Copa do Mundo.


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Sucesso ou decepção? Os destinos de 7 crias do Palmeiras no exterior
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Rafael Reis

Por onde anda aquele garoto que brilhou nas categorias de base do meu time e logo foi vendido para o exterior? Será que ele virou um jogador importante por lá? Ou será que se tornou apenas mais um dentre tantos brasileiros espalhados pelo Mundo da Bola?

É para responder perguntas como essas que o “Blog do Rafael Reis” mostra desde o início desta semana os paradeiros das crias dos 12 maiores clubes do Brasil.

No segundo capítulo da série, localizamos sete jogadores formados no Palmeiras, cuja base passou por uma espécie de renascimento nos últimos anos. Na próxima quarta-feira, será a vez do São Paulo.

GABRIEL JESUS
Atacante
20 anos
Manchester City (ING)

Principal nome revelado pelo Palmeiras nas últimas duas décadas, foi o protagonista da conquista do título brasileiro do ano passado. Contratado a pedido de Pep Guardiola pelo Manchester City, chegou chegando à Inglaterra e fez sete gols nos primeiros 11 jogos pelo novo time. Apesar de muito jovem, já é titular absoluto da seleção brasileira e uma das maiores apostas de Tite para a Copa do Mundo da Rússia-2018.

VAGNER LOVE
Atacante
33 anos
Alanyaspor (TUR)

Assim como Gabriel Jesus, surgiu como um fenômeno no Palmeiras e rapidamente passou a vestir a camisa 9 da seleção. No entanto, a carreira de Vagner Love oscilou demais e ele nunca chegou a ser um centroavante de primeiro escalão do futebol mundial. Aos 33 anos e depois de quatro retornos ao futebol brasileiro, um deles ao próprio Palmeiras, vive grande fase no Alanyaspor e foi artilheiro do último Campeonato Turco.

GABRIEL SILVA
Lateral esquerdo
26 anos
Udinese (ITA)

Titular da lateral esquerda durante 2010 e 2011, foi negociado com Giampaolo Pozzo, então dono da Udinese (ITA) e do Granada (ESP). Gabriel Silva passou pelos dois clubes e também foi emprestado aos italianos Novara, Carpi e Genoa. Desde janeiro, está novamente na Udinese, time onde mais atuou desde sua chegada à Europa. Na temporada passada, ficou a maior parte do tempo no banco, mas foi titular nas últimas rodadas.

ILSINHO
Lateral direito/Meia
31 anos
Philadelphia Union (EUA)

Apesar de ter a carreira mais identificada com o São Paulo, começou nas categorias de base do Palmeiras e chegou a se profissionalizar no Palestra antes de ir para o outro lado do muro que separada os centros de treinamento dos dois clubes. Já na reta final da carreira, migrou no ano passado para os Estados Unidos e hoje disputa a MLS (Major League Soccer) pelo Philadelphia Union, equipe que avançou até os playoffs na última temporada.

BRUNO
Goleiro
33 anos
Fort Lauderdale Strikers (EUA)

Reserva do gol do Palmeiras durante quase uma década, teve algumas oportunidades como titular depois da aposentadoria de Marcos e foi campeão jogando na Copa do Brasil de 2012. Assim como Ilsinho, migrou para os EUA em 2016. Mas, ao contrário do ex-companheiro, não joga na principal liga de futebol profissional dos EUA. Bruno atua no Fort Lauderdale Strikers, franquia da Flórida que jogou na última temporada a NASL e que agora está com futuro indefinido.

VINÍCIUS
Atacante
23 anos
Adanaspor (TUR)

Jogador mais jovem a estrear pelo time profissional do Palmeiras, com 16 anos, o atacante continua vinculado ao clube, mas foi emprestado no início do ano ao Adanaspor, clube turco que também contava com o zagueiro Maurício Ramos, outro ex-jogador do time paulista. A nova equipe de Vinícius, porém, deixou a desejar e terminou o campeonato na última colocação.

RAMAZOTTI
Atacante
28 anos
DPMM (BRU)

Pouco lembrado pelo torcedor palmeirense, disputou Copa São Paulo e também vestiu a camisa do time B que o clube mantinha em meados da década passada. Ramazotti rodou o mundo (atuou na Suíça, em Portugal e no Japão) e foi parar em Brunei, minúsculo país de 400 mil habitantes localizado na Ásia. Lá, é ídolo do DPMM e foi artilheiro da liga nacional nas duas últimas temporadas.


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Rival do Palmeiras, “Guardiola uruguaio” montou time histórico do Barcelona
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Rafael Reis

Adversário do Palmeiras nas oitavas de final da Copa Libertadores da América-2017, Guillermo Almada tem um apelido significativo para um treinador que dirige um time chamado Barcelona.

O ex-jogador de 48 anos, que comanda o Barcelona de Guayaquil, desde 2015, é chamado de “Pep Guardiola uruguaio”.

O apelido está ligado ao estilo de futebol de valorização da posse de bola e marcação agressiva praticado pelo River Plate uruguaio durante sua passagem de quatro anos pelo clube, entre 2011 e 2015, e que foi replicado na equipe equatoriana.

“Sou admirador de Guardiola, assim como de outros treinadores. Vamos tentar que o Barcelona jogue melhor que seus rivais. É claro que a prioridade é ganhar. Queremos ser campeões, temos essa expectativa. Mas, para isso, é preciso trabalhar, evoluir e jogar da melhor forma possível”, disse Almada, logo em sua chegada a Guayaquil.

Assim como os do Pep original, os objetivos de sua versão uruguaia no Barcelona foram rapidamente alcançados. Apesar de ser o maior vencedor da história do futebol equatoriano, o clube só havia conquistado um título nos últimos 18 anos quando apostou no ex-treinador do River.

Logo em sua primeira temporada, Almada fez história. A equipe de Guayaquil não apenas foi campeã equatoriana, como estabeleceu a maior pontuação da competição em todos os tempos (99 pontos, com aproveitamento de 75%).

Duas vezes vice-campeão da Libertadores (1990 e 1998), o Barcelona também voltou a fazer bonito na esfera continental.

O time, que recebe o Palmeiras nesta quarta no jogo de ida das oitavas, não passava da fase de grupos da competição sul-americana há 13 anos. Nas duas últimas participações, havia sido lanterna de sua chave.

Desta vez, a campanha foi bem diferente. O Barcelona estreou derrotando o Atlético Nacional, atual campeão da Libertadores, e conseguiu vitórias marcantes fora de casa contra Estudiantes e Botafogo.

O time dava toda pinta de que faria a melhor campanha do Grupo 1, mas acabou derrotado nas duas últimas rodadas, perdeu a liderança da chave para o Botafogo e foi parar na rota do Palmeiras.

Tropeços que não minimizam o trabalho de Guillermo Almada, o “Pep Guardiola” uruguaio, eleito no mês passado pela revista inglesa “Four Four Two” o 45º melhor treinador do futebol mundial.

A propósito, o Guardiola original, hoje à frente do Manchester City, ficou na oitava colocação na lista.


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Após férias, Libertadores dá início à fase final. E ainda não tem favorito
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Rafael Reis

Quarentas dias depois do encerramento da fase de grupos, a Copa Libertadores da América-2017 entra nesta terça-feira em sua reta final ainda sem a definição de um time favorito ao título.

Ao contrário do ano passado, quando o Atlético Nacional passou pela etapa classificatória com cinco vitórias e um empate e saiu de lá como o maior candidato ao troféu, desta vez nenhuma equipe teve um aproveitamento tão alto dentro do seu grupo.

E mesmo as equipes que mais se destacaram na fase anterior têm motivos de sobra para não merecer o rótulo de favorito nos mata-matas decisivos da principal competição interclubes da América do Sul.

Dono da melhor campanha da fase de grupos da Libertadores, com 13 pontos e 11 gols de saldo, o Atlético-MG está fora do G6 do Campeonato Brasileiro e até poucos dias atrás tinha seu técnico, Roger Machado, com o cargo sob ameaça devido à ausência de bons resultados.

Ao contrário dos mineiros, Palmeiras e Grêmio, os outros brasileiros que somaram 13 pontos na etapa anterior, vivem bons momentos na competição nacional, mas ainda não foram devidamente testados no torneio sul-americano.

A equipe gaúcha se destacou no mais fraco dos oito grupos da Libertadores. Ou você acha que ganhar de Guaraní, do Paraguai, Deportes Iquique, do Chile, e Zamora, da Venezuela, credencia alguém ao título?

O Palmeiras teve adversários um pouco mais qualificados, mas nem tanto assim: Jorge Wilstermann, da Bolívia, Atlético Tucumán, da Argentina, e Peñarol, do Uruguai. E, apesar do primeiro lugar da chave, sofreu demais para conseguir cada uma das quatro vitórias que obteve até o momento.

Assim como Atlético-MG, Grêmio e Palmeiras, River Plate e Lanús também somaram 13 pontos na fase de grupos. Só que pesadas dúvidas também pairam sobre o verdadeiro potencial dos argentinos.

O River até parecia um time capaz de carregar o rótulo de favorito. Conta com uma base que foi campeã continental dois anos atrás, vinha praticando um futebol consistente e é comandado há três temporadas pelo mesmo técnico, Marcelo Gallardo.

Mas um escândalo abalou as estruturas dos Millonarios. Dois dos seus titulares, o lateral direito Camilo Mayada e o zagueiro Lucas Martínez, foram pegos em exames antidoping. E mais cinco jogadores são suspeitos de terem utilizado substâncias proibidas.

O clube argentino é também dos sobreviventes da Libertadores que mais corre risco de perder nomes importantes nesta janela de transferências. O atacante Sebastián Driussi, um dos supostamente envolvidos no caso de doping coletivo, deve ir para o Zenit. O meia Gonzalo Martínez e o centroavante Lucas Alario também interessam ao futebol europeu.

Já o Lanús só chegou aos 13 pontos porque herdou três pontos de uma derrota para a Chapecoense, punida pela Conmebol pela escalação irregular de um jogador. O time, campeão nacional de 2016, fez uma campanha discreta no último Campeonato Argentino e foi apenas o oitavo colocado.

Libertadores-2017 – Oitavas de Final

Guaraní (PAR) x River Plate (ARG)
Jorge Wilstermann (BOL) x Atlético-MG (BRA)
Emelec (EQU) x San Lorenzo (ARG)
The Strongest (BOL) x Lanús (ARG)
Atlético-PR (BRA) x Santos (BRA)
Barcelona (EQU) x Palmeiras (BRA)
Nacional (URU) x Botafogo (BRA)
Godoy Cruz (ARG) x Grêmio (BRA)


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Rei dos acréscimos: Palmeiras tem as partidas mais longas da Libertadores
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Rafael Reis

“O jogo só acaba quando o Palmeiras marca”, “ou o Palmeiras faz um gol, ou a partida só vai terminar amanhã de manhã”, “a Crefisa comprou os relógios da Libertadores”, “acréscimos à la Palmeiras”…

Piadas como essas tomaram as redes sociais nas duas últimas semanas, desde que o atual campeão brasileiro derrotou o Peñarol por 3 a 2, com um gol marcado aos 54 min do segundo tempo.

As provocações contra os palmeirenses são exageradas, é claro. Mas, realmente, as partidas da equipe alviverde são, de longe, as de maior duração da Libertadores-2017.

O Palmeiras, que visita nesta quarta-feira o Peñarol, no Uruguai, já disputou três jogos na competição sul-americana deste ano. E permaneceu dentro de campo por 302 minutos.

Isso significa incríveis 32 minutos a mais de futebol em relação ao tempo regulamentar, um acréscimo superior a dez minutos por jogo. Resumindo: cada apresentação palmeirense na Libertadores dura em média quase 101 minutos, e não os 90 que estão na regra do futebol.

Foram oito minutos de acréscimo na estreia contra o Atlético Tucumán, da Argentina, 12 na vitória sobre o Jorge Wilstermann, da Bolívia, também obtida com um gol após os 45 min do segundo tempo, e mais 12 no encontro anterior com o Peñarol. Isso, é claro, somando as duas etapas.

Os acréscimos dados pelos árbitros nas partidas do Palmeiras são muito maiores do que os apontados nos jogos dos outros clubes participantes da Libertadores.

A prova disso é que o segundo time que mais teve tempo extra nas três primeiras rodadas da competição, o Peñarol, recebeu 23 minutos de acréscimos, nove a menos que o Palmeiras, sendo que 12 deles foram justamente no confronto contra os brasileiros.

Com exceção de River Plate e Emelec, que só jogaram duas vezes até o momento, cada time da Libertadores teve em média 18 minutos de acréscimo em seus três primeiros jogos na fase de grupos. Ou seja, a equipe treinada por Eduardo Baptista está 72% acima da média.

Isso não significa, porém, que há uma conspiração da arbitragem para favorecer o Palmeiras e que os jogos da equipe brasileira realmente só acabam quando ela consegue marcar o gol da vitória.

Os acréscimos (muito) acima do padrão indicam o quão truncado têm sido os jogos do time alviverde. Apesar de ter tido 102 minutos de duração, o encontro entre os palmeirenses e os uruguaios do Peñarol, na semana passada, teve só 40 minutos de bola rolando e uma expulsão, do atacante Dudu, que cumpre suspensão nesta noite.

Acréscimos acumulados nas 3 primeiras rodadas da Libertadores-2017

1º – Palmeiras (BRA) – 32 minutos
2º – Peñarol (URU) – 23 minutos
3º – Atlético Nacional (COL) – 22 minutos
Barcelona (EQU) – 22 minutos
Jorge Wilstermann (BOL) – 22 minutos
6º – Libertad (PAR) – 20 minutos
7º – Atlético Tucumán (ARG) – 19 minutos
Atlético-PR (BRA) – 19 minutos
Botafogo (BRA) – 19 minutos
Estudiantes (ARG) – 19 minutos
Santos (BRA) – 19 minutos


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Por onde andam os jogadores do Manchester que impediu Mundial do Palmeiras?
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Rafael Reis

Afinal, o Palmeiras é ou não é campeão mundial? Em 1999, o time alviverde conquistou a Taça Libertadores da América e teve a chance de colocar um ponto final nesta dúvida, existente desde a vitória na Copa Rio-1951, torneio que foi reconhecido pela Fifa como o primeiro de dimensões mundiais, mas que é motivo de descrença da maioria dos aficcionados rivais.

Uma falha de Marcos e o gol de Roy Keane impediram o tão sonhado título e fizeram o Manchester United conquistar pela primeira vez em sua história o Mundial.

Dezoito anos depois, saiba o que aconteceu com os jogadores do clube inglês que derrotaram a equipe brasileira por 1 a 0, no dia 30 de novembro de 1999, no Japão, e mantiveram viva a piada “o Palmeiras não tem Mundial” para os torcedores adversários do atual campeão brasileiro.

POR ONDE ANDA – MANCHESTER UNITED DE 1999?

Mark Bosnich (45 anos) – Contratado para substituir a lenda Peter Schmeichel, o goleiro australiano não teve vida longa em Old Trafford e acabou liberado após disputar 23 partidas pelo United.  Em 2003, foi demitido do Chelsea após ser flagrado no doping por uso de cocaína. Por opção, ficou cinco anos longe do futebol. Quando retornou, jogou por duas temporadas na Austrália. Hoje, é comentarista da Fox Sports em sua terra natal.

Gary Neville (42 anos) – O lateral direito jogou até 2011 no United, o único clube que defendeu em toda a carreira. Após a aposentadoria, trabalhou por quatro anos como assistente da seleção inglesa. Em 2015, tentou seu primeiro voo solo como técnico, mas a experiência de comandar o Valencia durou só quatro meses. Enquanto não arranja outro clube, comenta futebol na Sky Sports.

Mikaël Silvestre (39 anos) – Caçula da equipe escalada para enfrentar o Palmeiras, o zagueiro francês passou pelo futebol dos EUA e jogou profissionalmente até 2014, quando disputou a Superliga Indiana pelo Chennaiyin. De 2015 até o final do ano passado, trabalhou como diretor de futebol do Rennes, clube que o revelou. Atualmente, dedica-se à produção e comercialização de rum.

Jaap Stam (44 anos) – Um dos principais zagueiros do mundo no final do século passado, o holandês voltou ao futebol inglês em junho do ano passado. Não como jogador, evidentemente, mas sim como treinador. Depois de trabalhar como auxiliar do Zwolle e do Ajax, na Holanda, ele assumiu o comando do Reading, atual quinto colocado da segunda divisão da Inglaterra.

Denis Irwin (51 anos) – Outro exemplo de jogador que fez história no Manchester United, o lateral esquerdo irlandês vestiu por 12 anos a camisa do clube e só saiu de lá para atuar duas temporadas no Wolverhampton antes de se aposentar. Após pendurar as chuteiras, voltou a Old Trafford para trabalhar como apresentador da MUTV, o canal de TV oficial dos “Red Devils”.

David Beckham (41 anos) – O popstar daquela equipe, ficou conhecido como sinônimo de homem elegante e bonito, foi durante anos o jogador de futebol que mais ganhou dinheiro no planeta e até hoje estrela incontáveis campanhas publicitárias. Casado com Victoria Beckham, ex-integrante do Spice Girls, está aposentado há quatro anos. Pretende estrear em 2019 como dono de time –é um dos acionistas da nova equipe de Miami que planeja entrar na MLS.

Roy Keane (45 anos) – Autor do gol do título mundial, o volante que ficou famoso pelo temperamento difícil deixou os gramados em 2006 e já deu início a uma nova carreira fora dos gramados. Em 11 anos, dirigiu o Sunderland e o Ipswich Town, trabalhou como auxiliar do Aston Villa e, desde 2013, é assistente de Martin O’Neill na seleção irlandesa, que disputou a última Eurocopa.

Nicky Butt (42 anos) – Assim como Denis Irwin, o volante trabalha no Manchester United desde que pendurou as chuteiras, em 2011, em Hong Kong. Butt é atualmente o chefe das categorias de base do clube e também dirige a equipe sub-23 que disputa a Premier League 2 (Campeonato Inglês de reservas). Além disso, é sócio dos irmãos Neville, de Paul Scholes e de Ryan Giggs no Salford City, time que disputa divisões amadoras da Inglaterra.

Ryan Giggs (43 anos)  – Lenda em Old Trafford, jogou até os 41 anos e disputou 672 partidas pelo Manchester United até a aposentadoria, em 2014. Na última temporada, chegou a quebrar o galho como jogador-treinador da equipe. Após pendurar as chuteiras, virou auxiliar de Louis van Gaal. Cotado para suceder o holandês no cargo, acabou preterido por José Mourinho e deixou o clube em julho.

Paul Scholes (42 anos) – Assim como Giggs e Gary Neville, não defendeu outro clube na carreira. Scholes se aposentou em 2011, ficou um ano parado e retornou ao Manchester United para disputar mais uma temporada antes de deixar de vez o futebol profissional. O meia trabalhou nas categorias de base dos “Red Devils” e auxiliou Giggs no período em que ele dirigiu interinamente a equipe. Hoje, atua pela equipe de veteranos do United.

Ole Gunnar Solskjaer (44 anos) – Herói da conquista do título europeu, meses antes, o atacante norueguês está aposentado há dez anos e já construiu uma carreira sólida como técnico. Depois de dirigir a equipe B do Manchester United e o Cardiff City, Solskjaer está desde 2015 à frente do Molde, quinto colocado no último Campeonato Norueguês.

Teddy Sheringham (50 anos) – O atacante, que entrou no segundo tempo da decisão contra o Palmeiras, prolongou a carreira até os 42 anos e se aposentou defendendo o Colchester United, hoje na quarta divisão inglesa. Trabalhou como técnico do ataque do West Ham e dirigiu o Stevenage, também na quarta divisão, durante parte da temporada passada.

Dwight Yorke (45 anos) – O maior nome da história de Trinidad e Tobago passou quase toda a carreira na Inglaterra, jogou até os 37 anos e conseguiu a proeza de disputar uma Copa do Mundo por seu país. Depois de aposentado, trabalhou por um ano como assistente técnico da seleção trinitina. Voltou às manchetes no mês passado, quando foi proibido de entrar nos EUA para uma partida de másters por ter um visto iraniano carimbado em seu passaporte.

Alex Ferguson (75 anos) – Um dos maiores (talvez até o maior) nome da história do Manchester United. Foram quase 27 anos e 38 títulos como treinador da equipe inglesa. Depois que deixou o comando do time, em 2013, virou membro da diretoria. Sir Alex Ferguson também dá nome a um dos setores do Old Trafford.


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Quem foi Jorge Wilstermann, que dá nome a rival do Palmeiras nesta quarta?
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Rafael Reis

Após estrear com empate contra o Atlético Tucumán, na Argentina, o Palmeiras busca nesta quarta-feira sua primeira vitória na Taça Libertadores da América-2017. Seu adversário é o Jorge Wilstermann.

Não, esse não é o nome do zagueiro ou do goleiro que tentarão impedir os gols do atual campeão brasileiro. Jorge Wilstermann não é nenhum dos jogadores do elenco boliviano, mas sim, o nome do clube que está no Grupo 5 da competição sul-americana.

Mas, quem foi Jorge Wilstermann? Deve ter sido alguém importante, certo? Afinal, o clube ao qual ele empresta nome tem nada menos do que 13 títulos bolivianos – só Bolívar e The Strongest levantaram mais troféus.

Engana-se quem pensa que Jorge foi um político influente de Cochabamba ou mesmo o dirigente responsável pela fundação do clube.

Nascido em abril de 1910, Jorge Wilstermann Camacho era filho de um mecânico que se tornou o primeiro piloto comercial de aviões da história da Bolívia. Apesar de civil, ele se destacou durante a Guerra do Chaco, contra o Paraguai, quando cumpriu mais de 700 mil quilômetros de voo.

Uma tragédia fez com que Jorge fosse imortalizado. Em 1936, quando tinha apenas 25 anos, um acidente com o avião que ele pilotava rumo a Oruro provocou a morte de 13 pessoas. Entre elas, estava o piloto.

Enterrado com pompa, Wilstermann foi homenageado pela LAB (Lloyd Aéreo Boliviano), para quem trabalhava, e passou a dar a nome para o aeroporto de Cochabamba. O mesmo aconteceu com o clube onde os funcionários da empresa praticavam esportes.

O Club Deportivo LAB, agora renomeado como Jorge Wisterlmann, cresceu, deixou de ser apenas uma agremiação de funcionários da aviação, tornou-se uma das forças do futebol boliviano e eternizou o nome do piloto.

Nesta Libertadores, o time dirigido pelo técnico peruano Roberto Mosquera conta com um velho conhecido da torcida brasileira: o zagueiro Alex Silva, 32, tricampeão nacional pelo São Paulo entre 2006 e 2008 e com passagem pela seleção.

A estreia dos bolivianos na competição sul-americana não poderia ter sido melhor: goleada por 6 a 2 sobre o Peñarol, do Uruguai. O atacante Gabriel Ríos marcou duas vezes, mas acabou expulso e não enfrenta o Palmeiras.


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Na nova Libertadores, brilhar na fase de grupos é armadilha para clubes
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Rafael Reis

Começar bem uma competição é sempre bom, já que enche os jogadores de confiança, faz com que os torcedores se sintam motivados a ir ao estádio e coloca aquele medo extra nos adversários, certo?

Na maioria das competições, é assim mesmo que funciona. Mas, na Libertadores-2017, brilhar demais logo no início do torneio pode acabar se tornando um problema.

A ampliação no período de disputa da principal competição interclubes da América do Sul, que agora terá a final jogada apenas em novembro, fará com que ela atravesse as janelas de transferências do meio do ano da Europa e da China.

Não precisa ser nenhum Nostradamus para saber que os clubes sul-americanos não passarão ilesos por esses períodos de transações e sofrerão sim desfalques em seus elencos para o segundo semestre.

E quem serão os times mais atingidos pela cobiça dos mercados mais ricos? Justamente aqueles que mais estiverem se destacando e apresentando melhor futebol na Libertadores, é claro.

No ano passado, a bola da vez da janela de transferências foi o Atlético Nacional. O clube colombiano negociou dois dos seus principais jogadores para o futebol europeu. No entanto, Davinson Sánchez e Marlos Moreno ainda puderam jogar a final da Libertadores porque ela foi disputada em julho, antes do início da temporada no Velho Continente.

Mas agora, com o novo calendário, os clubes europeus não poderão mais esperar. A janela de transferências da Europa (e também da China) abrirá após encerramento da fase de grupos da Libertadores e fechará depois das oitavas de final.

E, por isso, destacar-se na etapa de grupos pode acabar sendo uma armadilha capaz de afastar um time da briga pelo título continental, no fim do ano.

Vamos supor que o empate contra o Atlético Tucumán seja o único tropeço do Palmeiras no Grupo 5 e que o atual campeão brasileiro emende nas próximas rodadas grandes atuações. Nesse cenário, quais as chances de jogadores como Tchê Tchê, Borja e Mina continuarem no clube no segundo semestre e disputarem a reta final da Libertadores?

E no caso do Flamengo: será que Diego, Willian Arão e Berrío não receberão propostas milionárias irrecusáveis da Europa e/ou da China caso atuações como a da estreia contra o San Lorenzo se repitam?

O mesmo vale para Luan, Vitor Bueno e tantos outros jogadores espalhados pelos oito representantes brasileiros na Libertadores-2017.

Por isso, se você não gostou da atuação do seu time na primeira rodada do torneio sul-americano, não se desespere. Talvez seja melhor assim. O importante, por enquanto, é passar de fase. E guardar o bom futebol para a reta final, depois que as janelas de transferências fecharem.


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Quarentões da Libertadores jogam na linha e são “donos” de times
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Rafael Reis

Aqueles que ainda pensam que lugar de jogador veterano é no gol devem dar uma espiadinha na Libertadores-2017.

A competição interclubes mais importante da América do Sul, cuja fase de grupos teve início na última terça-feira, conta com três atletas inscritos que já entraram na casa dos 40 anos… e todos eles atuam na linha.

O mais velho deles é também o mais conhecido do torcedor brasileiro. Aos 42 anos e oito meses, Zé Roberto tentará alcançar com a camisa do Palmeiras um dos poucos títulos que faltam em sua carreira.

O veterano é titular absoluto do atual campeão brasileiro, seja atuando como lateral esquerdo ou no meio-campo, e, apesar de não carregar a braçadeira de capitão, é um dos líderes do elenco.

Apesar da longa carreira, Zé Roberto não disputou tantas Libertadores assim. Esta será apenas a quinta participação do veterano na competição. Na melhor delas, em 2007, chegou à semifinal com o Santos.

Remanescente da Copa do Mundo-1998, assim como o brasileiro, o argentino Juan Sebastián Verón, que completa 42 anos nesta quinta-feira, é outra das atrações da competição sul-americana nesta temporada.

O ex-volante de Manchester United, Chelsea e Inter de Milão encerrou uma aposentadoria de dois anos e meio para voltar a vestir a camisa do Estudiantes na Libertadores.

Verón não teve problemas para convencer o técnico Nelson Vivas a lhe dar uma nova oportunidade. Isso porque, desde outubro de 2014, o meio-campista é o presidente do clube de La Plata.

Ao contrário de Zé Roberto, o argentino já possui uma Libertadores no currículo. Em 2009, ele liderou o Estudiantes na campanha que encerrou um jejum de 39 anos sem o título continental, na decisão contra o Cruzeiro.

O terceiro “quarentão” do torneio continental é o menos conhecido de todos. Aos 40 anos e sete meses, o atacante Ysrael Zúñiga é capitão e ídolo do Melgar, time peruano que irá enfrentar River Plate, Emelec e Independiente Medellín na fase de grupos.

Profissional desde 1995, o atacante é um dos maiores artilheiros da história do futebol do Peru –tem 152 gols no campeonato nacional, mesma marca de Teófilo Cubillas, ídolo dos anos 1960, 1970 e 1980.

Zúñiga não é mais titular do Melgar, mas ainda faz seus golzinhos e já marcou duas vezes em 2017, ano que deve marcar sua despedida do futebol profissional.


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River tem elenco mais caro da Libertadores-17; Brasil põe 6 times no top 10
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Rafael Reis

Pelo segundo ano consecutivo, o dono do elenco mais caro da Taça Libertadores da América não é um clube brasileiro, mas sim, um argentino.

Depois de o Boca Juniors encabeçar a lista de times mais valiosos da edição anterior da competição continental, agora quem possui o grupo de jogadores com maior valor de mercado é seu arquirrival, o River Plate.

De acordo com o “Transfermarkt”, site especializado no Mercado da Bola, a soma dos valores estimados do atletas do clube campeão da Libertadores-2015 chega a 72,7 milhões de euros (R$ 237,9 milhões).

A liderança do River não chega a ser uma surpresa, já que o time argentino conta com três dos dez jogadores mais caros que disputarão o torneio: os atacantes Lucas Alario e Sebastián Driussi, além do meia Gonzalo Martínez.

Outros três representantes da terra de Lionel Messi aparecem no top 10 dos elencos mais valiosos: o Estudiantes é o oitavo, o San Lorenzo ocupa a nona colocação e o Lanús fecha a lista.

O clube brasileiro com o grupo de atletas mais caro é o Atlético-MG. Com valor estimado de 65 milhões de euros (R$ 212,7 milhões), a equipe comandada por Roger só é mais barata que o River.

Palmeiras, Grêmio, Flamengo, Santos e Atlético-PR também estão no top 10. O Botafogo é o 11º, com elenco avaliado em 29,4 milhões de euros (R$ 96,2 milhões). Já a Chapecoense, que teve de reconstruir completamente seu grupo de jogadores após o acidente aéreo de novembro, ocupa a 15ª colocação, com 22,1 milhões de euros (R$ 72,3 milhões).

Atual campeão, o Atlético Nacional é o time da Libertadores-2017 com elenco mais rico, excluindo os brasileiros e argentinos. A equipe colombiana tem valor estimado em 28,1 milhões (R$ 91,9 milhões), a 12ª mais cara da competição.

Até 2015, a lista de clubes com elencos mais valiosos da principal competição interclubes da América do Sul costumava ser dominada pelos clubes brasileiros.

Foram quatro anos consecutivos com representantes do futebol pentacampeão mundial encabeçando o ranking: Santos (2012), Corinthians (2013), Cruzeiro (2014) e São Paulo (2015).

A fase de grupos da Libertadores-2017 começa nesta terça-feira e vai até o fim de maio. A decisão do título continental está prevista para 29 de novembro.

CONHEÇA DOS 10 ELENCOS MAIS VALIOSOS DA LIBERTADORES-2017

1º – River Plate (ARG) – 72,7 milhões de euros (R$ 237,9 milhões)
2º – Atlético-MG (BRA) – 65 milhões de euros (R$ 212,7 milhões)
3º – Palmeiras (BRA) – 59,1 milhões de euros (R$ 193,4 milhões)
4º – Grêmio (BRA) – 57,2 milhões de euros (R$ 187,2 milhões)
Flamengo (BRA) – 57,2 milhões de euros (R$ 187,2 milhões)
6º – Santos (BRA) – 47,1 milhões de euros (R$ 154,1 milhões)
7º – Atlético-PR (BRA) – 40,5 milhões de euros (R$ 132,5 milhões)
8º – Estudiantes (ARG) – 33,9 milhões de euros (R$ 110,9 milhões)
9º – San Lorenzo (ARG) – 33,4 milhões de euros (R$ 109,3 milhões)
10º – Lanús (ARG) – 31,4 milhões de euros (R$ 102,7 milhões)


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