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Como um time de refugos e emprestados virou a ameaça ao Barça na Espanha
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Rafael Reis

Real Madrid? Atlético de Madri? Sevilla? Que nada. A maior ameaça à liderança do Barcelona na temporada 2017/18 do Campeonato Espanhol é um time formado basicamente por refugos e jogadores emprestados por outros clubes.

É exatamente por enxergar talento em atletas encostados no banco de reservas de outras equipes que o Valencia entrou na 12ª rodada ocupando a segunda colocação da liga e com uma desvantagem de apenas quatro pontos para o estrelado elenco liderado por Messi e Suárez.

Vários dos jogadores mais importantes do time dirigido por Marcelino García Toral viveram essa experiência de serem tratados como descartáveis pelo clube que defendiam antes de darem a volta por cima na Espanha.

É o caso por exemplo do português Gonçalo Guedes. Autor de três gols e cinco assistências na atual temporada, o meia-atacante foi contratado em janeiro pelo Paris Saint-Germain por 30 milhões de euros (R$ 116 milhões), mas só jogou duas vezes como titular antes de ser emprestado ao Valencia.

O goleador da equipe, Simone Zaza, tem uma história não muito diferente. O centroavante italiano nunca foi além da terceira opção de ataque da Juventus, clube que defendeu em 2015 e 2016, até ser cedido aos espanhóis na temporada passada. Deu tão certo que acabou contratado em julho.

Quem também frequentava os bancos de reservas em Turim antes de chegar à Espanha é o brasileiro Neto. O goleiro ficou dois anos inteiros à sombra de Buffon na Juve, mas cansou de esperar pela aposentadoria do ídolo italiano e se mandou para o Valencia quatro meses atrás. Depois de dez partidas, ainda está invicto no novo clube.

As trajetórias de Andreas Pereira (emprestado pelo Manchester United), Martín Montoya (ex-Barcelona e Inter de Milão), Geoffrey Kondogbia (emprestado pela Inter de Milão) e do zagueiro Gabriel Paulista (Arsenal) também são parecidas. Todos passaram por clubes do primeiro escalão do futebol mundial e não deram muito certo por lá antes de reforçarem o time espanhol.

Campeão nacional pela última vez em 2004, o Valencia volta a incomodar Barcelona, Real Madrid e Atlético depois de uma das piores temporadas de sua história recente. Em 2016/17, o time chegou a flertar com o rebaixamento, emendou quatro derrotas consecutivas, teve três técnicos diferentes e terminou o Espanhol em uma modesta 12ª colocação.

Curiosamente, o investimento para mudar essa situação e voltar a brigar na parte de cima da tabela nem foi tão alto assim.

Na última janela de transferências, o Valencia gastou 39 milhões de euros (R$ 150 milhões), menos que Barça, Real, Atlético, Sevilla e Villarreal. Mas o suficiente para garimpar refugos e montar o time que se tornou a sensação do futebol espanhol.


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Ganso e mais 4 brasileiros que “renasceram” na nova temporada europeia
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Rafael Reis

Temporada nova, vida nova. Há muitos jogadores que decidiram levar a sério essa máxima do futebol.

O início da temporada 2017/18 tem uma cara de vida nova para atletas que andavam com a carreira em baixa e não vinham mostrando um bom futebol até começaram a mostrar sinais de recuperação nas últimas semanas.

Conheça abaixo cinco jogadores brasileiros que estão dando a volta por cima neste início de temporada e parecem “renascidos” depois das férias de meio de ano.

GANSO
Meia
27 anos
Sevilla (ESP)

Um dos grandes fracassos brasileiros na temporada passada, o ex-jogador de Santos e São Paulo chegou a passar três meses consecutivos sem sair do banco de reservas do Sevilla. Com a saída do técnico Jorge Sampaoli e a chegada do também argentino Eduardo Berizzo, o meia brasileiro passou receber mais oportunidades… E tem correspondido: escalado como titular nas três primeiras rodadas do Campeonato Espanhol, Ganso já balançou as redes duas vezes.

DANILO
Lateral direito
26 anos
Manchester City (ING)

Um dos jogadores menos queridos pela torcida do Real Madrid na temporada passada, o brasileiro costumava ser vaiado pelo Santiago Bernabéu sempre que era escalado no campeão europeu. Foi necessário uma mudança de ares para Danilo recuperar seu futebol. Contratado pelo Manchester City, virou um homem de confiança de Guardiola, que tem explorado ao máximo sua polivalência. Na Inglaterra, o jogador já atuou como lateral direito, ala esquerdo e até no miolo de zaga.

NETO
Goleiro
28 anos
Valencia (ESP)

Convocado diversas vezes para a seleção brasileira entre 2010 e 2015, passou duas temporadas sentado no banco de reservas da Juventus à espera de uma aposentadoria de Buffon que nunca chegava. Em julho, deixou a Itália em busca de vida nova (e mais minutos em campo) no Valencia. Titular da meta do clube do Mestalla, não foi vazado em duas das três primeiras rodadas do Espanhol e só sofreu gol até agora do Real Madrid.

LUCAS LEIVA
Volante
30 anos
Lazio (ITA)

Apesar de adorado pela torcida do Liverpool em reconhecimento aos dez anos em que vestiu a camisa vermelha, o brasileiro não era mais um jogador importante na equipe inglesa e servia basicamente para compor elenco. Situação bem diferente da que Lucas Leiva vive no começo de sua trajetória na Lazio. O brasileiro e peça-chave no esquema do técnico Simone Inzaghi e venceu as três partidas que disputou pelo novo clube –contra Juventus, Chievo Verona e Milan.

ALISSON
Goleiro
24 anos
Roma (ITA)

É difícil falar que o dono da camisa 1 da seleção brasileira vinha de uma temporada ruim. Mas, até as férias do meio do ano, Alisson era reserva na Roma. Essa situação só mudou depois da saída do polonês Szczesny para a Juventus. Agora, o ex-jogador do Internacional não tem concorrentes na meta do clube da capital italiana e tem a chance de provar que é uma escolha acertada do técnico Tite.


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