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Como um produtor de cinema transformou time falido no líder do Italiano
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Rafael Reis

Treze anos atrás, o Napoli era um clube em estado de falência, com dívidas na casa de 70 milhões de euros (R$ 270 milhões) e que estava perdido no último escalão do futebol da Itália. Hoje é um dos times mais admirados da Europa, lidera o Campeonato Italiano e sonha com o título que não conquista desde a “era Maradona”.

Essa história de superação é tão boa que parece até coisa de cinema, não? Pois o homem responsável por escrevê-la ganha a vida justamente fazendo filmes.

Aurelio de Laurentiis é dono do Napoli desde setembro de 2004. Antes, já era um renomado produtor de cinema italiano especialista em filmes natalinos e presidente da Federação Internacional de Associações de Produtores Cinematográficos.

Sobrinho de Dino de Laurentiis, vencedor do Oscar de melhor filmes estrangeiro de 1958 com “Noites de Cabíria” e produtor de sucessos como “Hannibal” e “Conan, o Bárbaro”, o magnata decidiu se dedicar ao futebol quando viu o roteiro do Napoli se desfazendo.

Em 2004, o clube estava condenado à falência. Sua situação financeira era tão grave que ele chegou a ser expulso da entidade que organiza o futebol profissional na Itália. Foi aí que surgiu De Laurentiis.

O produtor de cinema pagou 30 milhões de euros (aproximadamente R$ 115 milhões) pelo espólio, refundou o clube com um novo nome (Napoli Soccer, no lugar do tradicional Società Sportiva Calcio Napoli, recuperado mais tarde) e teve de recomeçar na Serie C1, a terceira divisão italiana e a última do futebol profissional.

A promessa do novo proprietário que o Napoli retornaria à elite do Calcio em cinco temporadas. A meta foi alcançada bem antes, em apenas três anos.

Impulsionado por uma torcida fiel, que chegou a levar 51 mil pessoas a um jogo de terceira divisão, por um ótimo senso de negócios de Laurentiis, que multiplicou as receitas do clube com diretos de TV e patrocinadores, e pelos bons reforços contratados, como Cavani, Hamsik e Higuaín, o time foi se tornando aos poucos uma das potências do Calcio.

Em 2011, o Napoli voltou a disputar a Liga dos Campeões da Europa. No ano seguinte, ganhou a Copa Italia, seu primeiro título de elite desde 1990. Em 2014, repetiu a dose. Desde 2010, sempre termina o Campeonato Italiano entre os seis primeiros colocados –foi vice-campeão em 2013 e 2016.

O objetivo que falta ao clube é faturar o Italiano pela terceira vez. Nas outras duas, 1987 e 1990, o time era liderado dentro de campo por Diego Armando Maradona, o maior jogador de sua história.

Apesar de não contar com nenhuma estrela digna de Hollywood, como era o camisa 10 argentino, o Napoli faz bonito na atual temporada. Depois de 20 rodadas disputadas, soma 51 pontos, um a mais que a Juventus, vencedora das últimas seis edições do campeonato.

O time dirigido pelo técnico Maurizio Sarri, hoje uma quase unanimidade no Calcio, tem a melhor defesa do país, com apenas 13 gols sofridos, e um setor ofensivo liderado por baixinhos cheios de habilidade e talento, como o belga Dries Mertens (1,69 m) e o italiano Lorenzo Insigne (1,63 m).

São eles os personagens em que o Napoli aposta para que o filme que começou a ser escrito há pouco mais de 13 anos por De Laurentiis encontre nesta temporada seu final feliz.


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“Rei do Passe”: conheça o meia que Tite está prestes a perder para a Itália
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Rafael Reis

Na próxima sexta-feira, o técnico Tite pode perder uma importante opção para o meio-campo da seleção brasileira visando a Copa-2018 e também para o pós-Mundial da Rússia.

Se entrar em campo contra a Suécia, pela repescagem das eliminatórias, e assim disputar sua primeira partida oficial com a camisa da Itália, o catarinense Jorginho não poderá mais defender o país onde nasceu.

Mas, afinal, quem é esse jogador de 25 anos que que pode escolher entre duas das seleções mais vitoriosas da história do futebol mundial? E o que ele tem de tão de especial?

O meia do Napoli é simplesmente o “rei do passe” do futebol europeu na atualidade. De acordo com o “Who Scored?”, site especializado em estatísticas, nenhum jogador que atua no primeiro escalão do Velho Continente distribuiu tantos passes quando o ítalo-brasileiro.

Na atual temporada, Jorginho ostenta uma média de 111 passes por partida. O segundo colocado, Marco Verratti, do Paris Saint-Germain e agora seu companheiro na seleção italiana, tem 108,5 passes por jogo.

Dentre os convocados de Tite para defender o Brasil, quem mais faz a bola rodar é Fernandinho, do Manchester City, o sétimo no ranking, com média de 84,8 passes a cada 90 minutos.

Para se ter uma ideia do que significa ser o “rei do passe” da Europa é legal olhar para os antigos detentores do posto. Os espanhóis Xavi (ex-Barcelona) e Xabi Alonso (ex-Real Madrid, Liverpool e Bayern de Munique) já ocuparam o lugar que pertence a Jorginho.

O camisa 8 do Napoli também chama a atenção pelo aproveitamento dos passes. Ele consegue completar 92,3% dos toques para os seus companheiros, o sexto melhor desempenho de todo o Campeonato Italiano e o terceiro entre os meio-campistas.

Ou seja, Jorginho toca muito na bola e quase sempre dá prosseguimento às jogadas. Essas características fazem dele o motorzinho do líder do Campeonato Italiano, o cara que permite que o Napoli mantenha a posse de bola e envolva seus adversários com um jogo de passes curtos e precisos.

Natural de Imbituba (a 90 km de Florianópolis) e descendente de italianos, o meia se mudou para a terra dos seus ancestrais ainda na adolescência e nunca defendeu nenhum clube brasileiro.

Jorginho começou a chamar a atenção em 2013, quando estreou na primeira divisão pelo Hellas Verona. No fim do ano, acabou contratado pelo Napoli por 9,5 milhões de euros (R$ 36,2 milhões).

Com passagem pelas equipes de base da Itália, Jorginho chegou à seleção principal no primeiro semestre do ano passado e participou de amistosos contra Espanha e Escócia. Mas não foi mais convocado, o que abriu a possibilidade de migrar para o Brasil.

Durante a última convocação do Brasil, feita no fim do mês passado, o coordenador de seleções da CBF, Edu Gaspar, admitiu que Tite estava observando o meia e revelou que conversou com o jogador do Napoli sobre a possibilidade de uma chamada futura.

Mas Giampiero Ventura chegou antes. No sábado, o técnico da Itália chamou Jorginho para os jogos decisivos contra a Suécia e irá selar o destino do “rei do passe” caso coloque-o em campo na próxima sexta ou na segunda-feira (13).


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De atriz pornô a Homem-Aranha: os 7 patrocínios mais bizarros do futebol
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Rafael Reis

Dinheiro é dinheiro, não importa a origem. É assim que os dirigentes de clube devem ter pensado quando assinaram alguns dos contratos de patrocínios mais bizarros da história do futebol mundial.

De atriz pornô a site de busca por relacionamentos, passando por plataforma de filmes adultos, game e até banda de forró, quase todo tipo de empresa já se aproveitou do esporte mais popular do planeta para expor sua marca.

Selecionamentos abaixo sete dos patrocinadores dos mais incomuns que já apareceram no futebol brasileiro ou de qualquer outra parte do mundo. Afinal, dinheiro é dinheiro. E parece que sua origem não tem importância alguma.

FUTEBOL PARA ADULTOS I

O SV Oberwürzbach, time que disputa o equivalente à sexta divisão da Alemanha, conta com o dinheiro da indústria do sexo para não fechar no vermelho nesta temporada. O clube tem como patrocinadora máster a atriz pornô Lena Nitro, um dos nomes mais importantes do cinema adulto no país. A loira divulga na camisa do Oberwürzbach seu site oficial, onde apresenta vídeos de suas atuações mais excitantes e vende produtos de sua marca pessoal.

FUTEBOL PARA ADULTOS II

O Washington Square FC é um time que disputa apenas uma liga amadora de Boston, nos EUA. Mesmo assim, possui como patrocinador um peso pesado do mercado do entretenimento. A equipe de Massachusetts tem estampado no peito de sua camisa a marca do Red Tube, o 206º site mais visto do planeta, segundo a Alexa. Motivo de orgulho? Não para os mais conservadores, afinal o Red Tube é uma plataforma de divulgação de vídeos adultos: filmes pornôs, strip-teases e performances caseiras fazem parte do seu catálogo.

FUTEBOL DENTRO DO FUTEBOL

Um dos games de futebol mais populares do mundo, o Pro Evolution Soccer decidiu usar a plataforma mais óbvia possível para divulgar seu produto: o futebol. O contrato de patrocínio com o Fulham, clube da segunda divisão inglesa, foi assinado no começo de agosto e proporcionou uma exposição um tanto quanto incomum do jogo produzido pela Konami. Como a marca PES está impressa na parte da trás da camisa do Fulham nesta temporada, ela acaba aparecendo também nas telas do Fifa 2018, seu arquirrival no mercado dos games.

E AÍ, DEU MATCH?

Quem estiver na Itália e quiser procurar um namorado ou um caso de uma noite só no Tinder pode acabar dando um match com o atacante polonês Arkadiusz Milik.  Não que o centroavante Napoli necessariamente esteja utilizando a rede social para movimentar sua vida amorosa e sexual. O perfil foi criado para celebrar a parceria entre o Tinder entre o clube italiano. O contrato de patrocínio, no entanto, não prevê a exibição da marca do app na camisa do time.

FUTEBOL E MÚSICA

Muita gente estranhou quando viu a marca da banda Cavaleiros do Forró exposta na camisa do tradicional América (RN), em 2012. O caso teve uma grande exposição na época, mas não foi único. No início desta década, várias bandas de forró do Nordeste, como Calcinha Preta, Mulheres Perdidas, Moleca sem Vergonha, Flor de Liz e Limão com Mel, fizeram parceiras com clubes de futebol e se tornaram patrocinadoras do esporte número 1 do Brasil.

PATROCINADOR DE ACRÉSCIMOS

Casas de apostas são um tradicional patrocinador do futebol e já apareceram nas camisas de alguns dos clubes mais poderosos do mundo, como Real Madrid e Milan. Só que no caso do West Ham, a Bet Victor não estava presente no seu uniforme, mas sim no anúncio dos acréscimos da partida feito pelo placar do antigo estádio Upton Park. Esse contrato de patrocínio chegou a criar uma mania entre torcedores do West Ham: usar a Bet Victor não para apostar no resultado dos jogos, mas sim no tempo de acréscimos que cada jogo teria.

DE CINEMA

Durante as temporadas 2003/04 e 2004/05, a camisa do Atlético de Madri até parecia aquele espaço dos cinemas dedicado a cartazes dos próximos filmes que entrarão em exibição. Graças a um contrato com a Columbia Pictures, o clube espanhol anunciou em seu uniforme várias das principais estreias de Hollywood na época, como “Hitch”, “Gothika”, “SWAT” e “Closer”. Mas nenhuma camisa ficou mais famosa do que a que promoveu o lançamento de “Homem-Aranha 2”, usada durante a Copa Intertoto de 2004.


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Novo rico e o adeus de Buffon: 7 motivos para acompanhar o Italiano
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Rafael Reis

O Campeonato Italiano possui uma legião de fãs no Brasil, muitos deles de longa data, do começo dos anos 1990, quando os jogos passavam na Band e era a única liga nacional estrangeira transmitida em TV aberta para todo o país.

Mas até os mais fanáticos apreciadores do calcio sabem que o outrora maior campeonato do planeta está devendo já há algumas temporadas.

Só que essa situação pode estar prestes a mudar. O crescimento da Juventus no cenário europeu, as contratações milionárias do Milan e o trabalho sólido feito pelo Napoli deram um gás novo para a competição, que promete ser bem mais emocionante que nos últimos anos.

Conheça abaixo sete motivos para acompanhar a temporada 2017/18 do Campeonato Italiano, que começa neste sábado com duas partidas (Juventus x Cagliari e Hellas Verona x Napoli):

NOVO MILAN

Cento e oitenta cinco milhões de euros (R$ 703 milhões) em reforços. Foi esse o valor que os novos donos do Milan investiram para transformar um time que não sobe ao pódio do Italiano desde 2013 em um candidato a acabar com a hegemonia da Juventus no campeonato. Entre as principais contratações dos rossoneri, destaque para o zagueiro Leonardo Bonucci, ex-Juve e novo capitão do time, e para o centroavante português André Silva, revelação do Porto na temporada passada.

O ADEUS DE GIGI

A não ser que mude radicalmente de planos, a temporada 2017/18 deve marcar a despedida de um dos maiores goleiros da história, Gianluigi Buffon. O arqueiro de 39 anos tem contrato com a Juventus até junho e já afirmou que pretende deixar o futebol profissional depois de disputar a sexta Copa do Mundo de sua carreira. Gigi estreou no Italiano em novembro de 1995, ainda pelo Parma, e defende a meta da atual vice-campeã europeia desde 2001.

A VIDA PÓS-TOTTI

Pela primeira vez em 24 anos, a Roma não terá em seu elenco Francesco Totti. O maior ídolo da história do clube da capital e um dos ícones do futebol italiano se aposentou no fim da última temporada, aos 40 anos. Em homenagem ao astro, a Roma decidiu tirar de circulação sua camisa 10, vestida por Totti durante a maior parte da carreira. O veterano volante Daniele de Rossi herdou a braçadeira de capitão.

A CHANCE DE ALISSON

Criticado por ser titular da seleção mesmo esquentando o banco na Roma durante a última temporada, Alisson terá sua chance de ouro a partir desde fim de semana. Com a ida do polonês Szczesny para a Juventus, o brasileiro deve começar a temporada como titular. O também polonês Lukasz Skorupski (ex-Empoli) e o veterano romeno Bogdan Lobont são os outros goleiros do elenco romano.

O FENÔMENO MERTENS

Dries Mertens era só mais um coadjuvante da aclamada geração belga enquanto jogava como atacante pelos lados de campo. Mas bastou Maurizio Sarri improvisar esse baixinho habilidoso de 1,69 m no comando de ataque do Napoli para o Campeonato Italiano ganhar um novo craque. Mertens fez 34 gols em 46 partidas na temporada passada e virou a maior esperança napolitana de ir além do vice-campeonato obtido em dois dos últimos cinco anos.

O FANTASMA DE BELOTTI

A história italiana é repleta de de atacantes que despontaram como candidatos a figurões do futebol mundial e jamais conseguiram concretizar esse rótulo, como Alberto Gilardino e Ciro Immobile. A bola da vez é Andrea Belotti. Terceiro colocado na artilharia do último Campeonato Italiano, o camisa 9 do Torino entrou na lista de compras de vários clubes, como Chelsea e Milan, mas, pelo menos por enquanto, continua em Turim. Resta saber se será o goleador de uma só temporada ou se conseguirá superar essa “maldição”.

O QUE A INTER QUER?

Último time italiano a vencer a Liga dos Campeões, a Inter parece meio sem saber o que fazer para voltar a ser competitiva. Depois de gastar horrores na temporada passada e não ver resultado dentro de campo, o clube optou neste mercado por fazer contratações daquelas que não empolgam muito o torcedor. Seu reforço mais caro é o volante uruguaio Matías Vecino, tirado da Fiorentina.


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‘Futuro goleiro da seleção’, ex-Santos só jogou uma vez nos últimos 2 anos
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Rafael Reis

“Maior revelação da meta brasileira em muitos anos”, “próximo goleiro titular da seleção”, “futuro dono do gol de um grande clube europeu”. Rafael Cabral se acostumou a ouvir frases como essas durante os três anos e meio em que vestiu a camisa 1 do Santos.

Mas nenhuma dessas frases mostra realmente o que aconteceu com sua carreira desde que trocou a Vila Belmiro pela Itália, em julho de 2013.

Campeão da Libertadores-2011 e companheiro de Neymar e Ganso no Santos que tanto sucesso fez no início desta década, Rafael não está na seleção, não é titular de nenhum grande clube do Velho Continente e nem se concretizou como a salvação do gol brasileiro.

Aos 26 anos e cumprindo a quarta das cinco temporadas do contrato firmado com o Napoli, o goleiro mal sabe o que é jogar.

Nos últimos 24 meses, ou seja, durante um período de dois anos, o brasileiro disputou apenas uma partida oficial: a vitória por 3 a 1 sobre o Spezia, pelas oitavas de final da Copa Itália, em janeiro deste ano.

E antes de atuar contra a equipe da segunda divisão italiana, ele estava sem ir a campo em um confronto de competição desde 26 de fevereiro de 2015.

O longo período de inatividade não está relacionado a nenhuma contusão ou grave problema físico com o qual Rafael tenha convivido recentemente –teve sua última lesão grave em 2014. Ele não jogou simplesmente porque é reserva.

Mas nem sempre foi assim. O ex-santista foi titular do Napoli durante boa parte das suas duas primeiras temporadas na Europa. Mas, no início de 2015, perdeu a posição e nunca mais conseguiu retomá-la.

A situação ficou ainda pior no início da temporada seguinte. As contratações de Pepe Reina, goleiro campeão mundial pela seleção espanhola, e do brasileiro Gabriel fizeram com que ele se tornasse a terceira opção para a meta napolitana.

Apesar da dificuldade para jogar na Itália, Rafael não retornou ao Brasil quando o São Paulo o procurou no fim de 2015 para substituir Rogério Ceni no ano seguinte.

Na atual temporada, o status do brasileiro dentro do Napoli subiu um pouco. A saída de Gabriel o devolveu o posto de primeiro reserva e permitiu que ele voltasse a jogar… pelo menos uma vez.

Mas, “maior revelação da meta brasileira em muitos anos”, “próximo goleiro titular da seleção” e “futuro dono do gol de um grande clube europeu” não são mais frases que fazem parte da rotina de Rafael Cabral.


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Napoli usa até drone para tentar eliminar Real da Champions
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Rafael Reis

Os jogadores do Napoli precisam tomar um cuidado extra durante os treinos no Centro Sportivo di Castel Volturno: evitar que as bolas usadas nos trabalhos técnicos e táticos acertem aqueles pequenos utensílios que insistem em passear pelos céus do CT e sobrevoar suas cabeças.

A preparação do clube italiano para o confronto com o Real Madrid, nesta quarta-feira e no dia 7 de março, pelas oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, incluiu até mesmo o uso de drones.

sscnapoli.it

A ideia é uma das invenciones do técnico Maurizio Sarri, técnico conhecido na Itália justamente pela criatividade aplicada nos treinamentos e na criação de jogadas ensaiadas, que dirige a equipe desde 2015.

“Ele usa os drones normalmente durante os treinos exclusivos para os jogadores de defesa. A ideia é ter uma visão aérea do nosso posicionamento. Depois, ele assiste às gravações feitas pelos drones e analisa se a nossa movimentação está correta”, explica o volante brasileiro Allan, também no clube há dois anos.

De acordo com o ex-jogador do Vasco, o uso da parafernalha tecnológica já foi motivo de piadas feitas por torcedores rivais na Itália. No entanto, outros clubes copiaram a ideia e também começaram a recorrer aos drones.

“O Sarri é muito detalhista. Ele trabalha até nossas menores falhas para que tudo saia perfeito na hora do jogo.”

E foi justamente o perfeccionismo do treinador que ajudou Allan a se tornar um dos meio-campistas mais consistentes do futebol italiano. Na atual temporada, ele disputou 22 partidas e deu três passes para gol.

O bom momento fez inclusive com que o jogador de 26 anos começasse a ser alvo de rumores sobre uma possível convocação para a seleção brasileira.

“Não sei se me sinto perto da seleção porque nunca tive nenhum contato com alguém da CBF. Mas me sinto preparado para ser convocado, já que venho fazendo boas temporadas na Itália. Mas não quero só chegar na seleção. Quando surgir a oportunidade, não quero largar mais”, completa.

O primeiro passo para essa tão esperada consagração de Allan pode ser ajudar o Napoli a eliminar o atual campeão Real Madrid da Champions. Com aquela ajudinha básica dos drones, é claro.


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Volta de Messi, City ameaçado e clássico: 3 jogos para ver no fim de semana
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Rafael Reis

Depois da paralisação para a Data Fifa e compromissos das seleções em busca de vaga na Copa do Mundo-2018, os principais campeonatos nacionais da Europa retornam neste fim de semana. E, com eles, também voltam as dicas de melhores partidas para assistir pela TV nos próximos dias.

A cada sexta-feira, o “Blog do Rafael Reis” publica um miniguia com as três partidas mais imperdíveis do fim de semana para você se programar e não deixar nada de interessante escapar.

Como teremos rodada da Liga dos Campeões na próximas terça e quarta-feira, os principais clubes do continente europeu irão a campo no sábado. Por isso, todos os jogos escolhidos para você acompanhar serão disputados nesse dia.

NAPOLI x ROMA
Sábado, 10h (de Brasília)
Fox Sports 2
8ª rodada do Campeonato Italiano
Hamsik
Napoli e Roma não devem definir quem ficará com o título italiano, mas possivelmente ajudarão a escolher o time que será o vice. Nas últimas quatro temporadas, as duas equipes se revezaram no posto de ameaça mais próxima à Juventus. Agora, não é diferente. A “Vecchia Signora” lidera a competição mais uma vez, e os rivais que se enfrentam neste sábado brigam pelo segundo lugar –o Napoli tem um ponto a mais que a Roma e ocupa a posição provisoriamente.

MANCHESTER CITY x EVERTON
Sábado, 11h (de Brasília)
ESPN +
8ª rodada do Campeonato Inglês
Manchester City
Líder desde a segunda rodada da Premier League, o Manchester City corre risco de perder a liderança e ser ultrapassado por Tottenham, Arsenal e Liverpool neste fim de semana. A equipe de Pep Guardiola está em baixa desde a lesão do meia Kevin de Bruyne, seu melhor jogador na temporada, e vem de um empate (Celtic) e uma derrota (Tottenham). Como o belga ainda não tem condições de jogo e o Everton ocupa uma honrosa quinta colocação no Inglês, é bom os Citizens ficarem preocupados.

BARCELONA x LA CORUÑA
Sábado, 11h15 (de Brasília)
ESPN Brasil
8ª rodada do Campeonato Espanhol
Barcelona
Afastado há três semanas devido a uma lesão muscular, Lionel Messi pode reforçar o Barcelona contra o La Coruña. O argentino voltou aos treinos com bola nos últimos dias e tem chance de ser testado pelo técnico Luis Enrique antes da partida contra o Manchester City, quarta, pela Champions. Sem seu camisa 10, o Barça desperdiçou na última rodada a chance de assumir a liderança do Espanhol ao perder para o Celta e caiu para a quarta posição.


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Guia do Campeonato Italiano: reforços, estrelas, favoritos e brasileiros
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Rafael Reis

Nome oficial: Serie A
Período de disputa: 20/08/2016 a 28/05/2017
Rodadas: 38
Atual campeã: Juventus (32 títulos)
Maior campeã: Juventus (32 títulos)
Promovidos:  Cagliari, Crotone e Pescara
Rebaixados: Carpi, Frosinone e Hellas Verona
NA TV: ESPN e Fox Sports dividem a transmissão do campeonato. A segunda divisão italiana é exibida pelo Bandsports


A FAVORITA
Juventus
Buffon
É verdade que a Juve negociou Pogba, seu principal jogador. Mas a reposição de qualidade veio dos seus dois maiores adversários na briga pelo título italiano: Napoli (Higuaín) e Roma (Pjanic). Com rivais cada vez mais fracos, não dá para pensar em outro campeã nacional. A Vecchia Signora tem tudo para conquistar a liga pelo sexto ano consecutivo.

A ZEBRA
Fiorentina

Não, a Fiorentina não será campeã italiana pela terceira vez na história. Mas com o enfraquecimento do Napoli e a pré-temporada conturbada vivida pela Inter de Milão, é possível imaginar a Viola brigando seriamente por uma vaga na Liga dos Campeões. A base, quinta colocada no campeonato passado, ganhou o reforço do bom volante colombiano Carlos Sánchez. Resta a dúvida se o centroavante alemão Mario Gómez também se juntará ao elenco.

O CRAQUE
Gonzalo Higuaín
Higuain
Os 90 milhões de euros pagos por sua contratação podem até ser um absurdo, mas isso não impede que o centroavante argentino seja um grande reforço para a Juventus. Artilheiro do último Italiano pelo Napoli, com o recorde de 36 gols, Higuaín deve suprir uma das raras deficiências que a Vecchia Signora tinha: a falta de um homem de referência no ataque.

A CARA NOVA
Arkadiusz Milik
Milik
Vice-campeão em duas das quatro últimas temporadas, o Napoli tem de se recuperar da perda de Higuaín, seu artilheiro e principal jogador, para continuar na briga pelas primeiras colocações. E, para isso, precisa que o substituto do argentino funcione. O polonês Arkadiusz Milik foi contratado do Ajax com essa missão. E o valor do investimento, 32 milhões de euros, já mostra que a responsabilidade é grande.


QUEM MAIS GASTOU EM REFORÇOS

1º – Juventus – 157,5 milhões de euros
2º – Roma – 98,1 milhões de euros
3º – Napoli – 57,5 milhões de euros
4º – Inter de Milão – 45,8 milhões de euros
5º – Sampdoria – 24 milhões de euros


AS CONTRATAÇÕES MAIS CARAS

1º – Gonzalo Higuaín (A, ARG, Juventus) – 90 milhões de euros
2º – Miralem Pjanic (M, BOS, Juventus) – 32 milhões de euros
Arkadiusz Milik (A, POL, Napoli) – 32 milhões de euros
4º – Marko Pjaca (MA, CRO, Juventus) – 23 milhões de euros
5º – Antonio Candreva (M, ITA, Inter de Milão) – 22 milhões de euros
6º – Gerson (M, BRA, Roma) – 16,6 milhões de euros
7º – Mohamed Salah (MA, EGI, Roma) – 15 milhões de euros
8º – Piotr Zielinski (M, POL, Napoli) – 14 milhões de euros
9º – Stephan el Shaarawy (MA, ITA, Roma) – 13 milhões de euros
10º – Edin Dzeko (A, BOS, Roma) – 11 milhões de euros


SELEÇÃO DOS MAIS VALIOSOS DO CAMPEONATO*

G – Samir Handanovic (ESL, Inter de Milão) – 15 milhões de euros
LD – Bruno Peres (BRA, Roma) – 13 milhões de euros
Z – Leonardo Bonucci (ITA, Juventus) – 35 milhões de euros
Z – Konstantinos Manolas (GRE, Roma) – 25 milhões de euros
LE – Alex Sandro (BRA, Juventus) – 26 milhões de euros
M – Miralem Pjanic (BOS, Juventus) – 38 milhões de euros
M – Marek Hamsik (SVK, Napoli) – 38 milhões de euros
MOC – Éver Banega (ARG, Inter de Milão) – 17 milhões de euros
AD – Mohamed Salah (EGI, Roma) – 27 milhões de euros
AC – Gonzalo Higuaín (ARG, Juventus) – 65 milhões de euros
AE – Ivan Perisic (CRO, Inter de Milão) – 25 milhões de euros

*valores de mercado de acordo com o site Transfermarkt


ESTRANGEIROS

321 jogadores (55,3% do total)

41 brasileiros
31 argentinos
20 croatas
15 sérvios
14 franceses


BRASILEIROS

São 41, além de três naturalizados que possuem dupla cidadania: Éder (Inter de Milão), Jorginho (Napoli), Thiago Cionek (Palermo)

Juventus: Alex Sandro, Daniel Alves, Neto e Hernanes
Lazio: Felipe Anderson, Wallace, Maurício, Vinícius e Ronaldo
Napoli: Allan e Rafael
Inter de Milão: Miranda, Dodô, e Felipe Melo
Roma: Bruno Peres, Gerson, Juan Jesus, Emerson Palmieri e Alisson
Milan: Luiz Adriano, Gabriel e Rodrigo Ely
Sampdoria: Leandro Castán
Atalanta: Rafael Tolói
Cagliari: João Pedro, Diego Farias e Rafael
Udinese: Samir, Danilo, Ryder Matos, Edenilson, Lucas Evangelista, Ewandro e Felipe
Torino: Danilo Avelar
Fiorentina: Gilberto
Bologna: Angelo da Costa
Crotone: Claiton
Palermo: Matheus Cassini
Chievo: Victor da Silva
Empoli: Matheus Pereira


Político quer dar nome de Maradona a estádio do Napoli
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Rafael Reis

O estádio San Paolo, casa do Napoli, vice-líder do Campeonato Italiano, pode ganhar o nome do maior jogador da história do clube.

O candidato à prefeitura de Nápoles Antonio del Piano quer dar o nome de Diego Armando Maradona à arena, construída em 1959 e com capacidade para receber cerca de 60 mil pessoas.

Além disso, ele promete que o estádio passará por uma grande reforma para ganhar ares mais modernos.

Como a maior parte dos estádios italianos, o San Paolo pertence à prefeitura da cidade onde está localizado. Por isso, o poder público tem o direito de alterar sua nomenclatura.

Maradona

O plano faz parte do projeto de “revitalização do potencial artístico e cultural” de Nápoles, carro-chefe da candidatura de Del Piano.

Essa não é a primeira tentativa de dar o nome de Maradona ao estádio. No início dos anos 2000, um projeto semelhante foi apresentado pelo conselho municipal (uma espécie de câmara dos vereadores), mas acabou vetado por ferir as leis italianas.

Caso a nova tentativa tenha um (improvável) destino diferente, o estádio de Nápoles será o segundo a levar o nome do craque argentino.

A casa do Argentinos Juniors, clube que revelou o jogador na década de 1970, chama-se Maradona desde 2004.

O argentino foi responsável direto pela melhor fase da história do Napoli. Entre 1984 e 1991, período em que vestiu a camisa azul, o clube conquistou seus dois único títulos (1987 e 1990) e também a Copa da Uefa (atual Liga Europa) de 1989.

A idolatria por Maradona na cidade é tão grande que muitos napolitanos torceram pela Argentina contra a Itália na semifinal da Copa do Mundo-1990, jogada no San Paolo.


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Rafael Reis

Convocado pela primeira vez para defender a seleção da Itália, o volante brasileiro Jorginho, 24, que defende o Napoli há duas temporadas, é o maior passador do futebol europeu na atualidade.

O catarinense de Imbituba (a 90 km de Florianópolis) é o jogador das cinco principais ligas nacionais do Velho Continente (Inglês, Espanhol, Alemão, Italiano e Francês) que mais passes deu para seus companheiros nesta temporada.

De acordo com dados do “Who Scored?”, site especializado em estatísticas do futebol, Jorginho distribui em média 104,2 passes por partida no Calcio.

jorginho

O segundo colocado nesse ranking europeu é o também brasileiro naturalizado Thiago Motta, do PSG, com 94,4 passes. E o terceiro é o espanhol Xabi Alonso, do Bayern, com 92,2 toques.

A tranquila vantagem de Jorginho na dianteira da lista tem uma explicação. Seu número de passes por jogo é compatível ao do auge do espanhol Xavi, maior referência no fundamento passe no futebol mundial das últimas décadas.

O ex-jogador do Barcelona chegou a ter uma média de 110 passes por partida no Espanhol 2010/11. Em todas as outras temporadas, a quantidade de toques sempre ficou abaixo da marca atual do ítalo-brasileiro.

Mas você pode argumentar que o número de passes não faz de um jogador necessariamente um grande passador, apenas alguém que é bastante procurado em campo por seus companheiros.

Só que o acerto de passes de Jorginho também é exemplar. O volante acerta em média 90,8% dos passes que tenta e possui o segundo melhor aproveitamento do Campeonato Italiano. Só perde para o francês Vainqueur, da Roma, que tem 92,4% de acerto.

Descendente de italianos, o jogador nunca atuou no futebol brasileiro. Ele se mudou para a Europa ainda na adolescência e atuou nas categorias de base do Verona, clube em que se profissionalizou, em 2010, e onde se destacou.

Em 2014, foi contratado por 9,5 milhões de euros (R$ 38,7 milhões, na cotação atual) e logo se tornou um pilar do meio-campo do Napoli, vice-líder do Italiano, com três pontos de desvantagem para a Juventus.

Convocado junto com os também brasileiros Thiago Motta e Éder para defender a Itália nos amistosos contra Espanha e Alemanha, preparatórios para a Eurocopa, Jorginho ainda pode ser resgatado pela seleção.

O volante só deixará de ser apto a defender o Brasil depois de disputar uma partida de competição pela Azzurra, ou seja, se atuar na Euro ou nas eliminatórias da Copa-2018.

Até lá, Dunga ainda pode convencê-lo a voltar atrás na decisão. Principalmente, se quiser melhorar o passe da seleção brasileira.


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