Blog do Rafael Reis

Arquivo : napoli

Por que astro do Napoli e da Bélgica é o jogador mais “fofo” do mundo?
Comentários Comente

Rafael Reis

Dries Mertens é o artilheiro e um dos principais jogadores do Napoli, vice-líder do Campeonato Italiano. Também é uma das maiores apostas da Bélgica para fazer uma boa campanha na Copa do Mundo-2018.

Mas não foram os 21 gols e nem as 12 assistências contabilizadas nesta temporada que colocaram o jogador de 30 anos em evidência na imprensa italiana nas últimas semanas.

O que está chamando a atenção não apenas de torcedores do Napoli, mas também de boa parte das pessoas que curtem futebol na Itália, são os vários atos de bom mocismo protagonizados pelo atacante belga.

O “lado fofo” do camisa 14 do time dirigido por Maurizio Sarri começou a ser descoberto no começo do mês, quando o jornal “Corriere dela Sera” revelou que Mertens costuma andar pelas ruas de Nápoles à noite distribuindo pizzas para mendigos e desabrigados.

O belga tem esse costume desde dezembro do ano passado. E a história só não foi divulgada antes porque ele costuma praticar esse ato de caridade disfarçado para não ser reconhecido pelos moradores de rua ou outras pessoas que estejam passando pelos locais das entregas de pizza.

“Ultimamente, tenho procurado ajudar aqueles que posso. Não era minha intenção mostrar isso nas redes sociais, mas como alguns jornais começaram a escrever sobre isso, prefiro ser eu mesmo a postar um vídeo daquilo que fiz. Talvez assim possa dar a outros a vontade de fazer o mesmo. Ajudar quem atravessa dificuldades, mesmo que seja com pouco, não exige muito esforço”, publicou Mertens, em sua conta no Instragram, após ser “desvendado”.

O caso da entrega das pizzas para mendigos fez com que os torcedores e jornalistas pesquisassem um pouco mais sobre os trabalhos sociais feitos pelo belga. E o que eles descobriram é que o artilheiro vive ajudando os outros.

Mertens é um visitante frequente do hospital infantil de Nápoles, por exemplo. Em um vídeo publicado três anos atrás, o jogador aparece simulando uma entrada de casamento com uma garota doente pelos corredores do hospital ao som da “Marcha Nupcial”.

O atacante e sua mulher, Katlyn, também apoiam uma instituição que cuida de animais abandonados – Juliette, a cachorra do casal, foi encontrada nessa organização e adotada pela família.

Além das ações citadas acima, Mertens também costuma enviar medicamentos para crianças na Venezuela e promove feiras de doação de roupas usadas.

O atacante é o terceiro colocado na artilharia do Campeonato Italiano (17 gols) e a principal arma ofensiva do Napoli para encerrar a hegemonia da Juventus e conquistar o scudetto nesta temporada.

O time de Mertens é vice-líder da competição, com 70 pontos, quatro a menos que a atual hexacampeã nacional.


Mais de Cidadãos do Mundo

De Zidane a Maradona: 7 campeões mundiais como jogador que viraram técnicos
Sensação da Roma esnobou Guardiola e move apostas de futuro melhor do mundo
7 garotos que “explodiram” nesta temporada e já podem disputar a Copa
5 curiosidades sobre Sané, o garoto do City que é a aposta alemã na Copa


Ele negou Juve, Real e Manchester United para virar o sucessor de Maradona
Comentários Comente

Rafael Reis

Juventus, Milan, Manchester United, Real Madrid e tantos outros clubes que já tentaram contratar Marek Hamsik ouviram dele a mesma resposta: “Adoro o Napoli, e os torcedores me adoram. Jamais irei embora desta cidade. É preferível ganhar um título aqui do que dez em outro lugar.”

O meia eslovaco de 30 anos, os últimos 11 dedicados ao líder do Campeonato Italiano, tem um sonho que não esconde de ninguém: fazer com que a torcida napolitana “esqueça um pouco” de Diego Maradona.

O astro argentino é uma espécie de “Deus” no Napoli. Foi durante sua passagem pelo sul da Itália que o clube conquistou seus dois títulos de Serie A (1987 e 1990) e também a antiga Copa da Uefa, hoje Liga Europa, em 1989.

“Todos sabem que Diego significa muito para esta cidade. Ele é o número 1 e será assim para sempre. No entanto, queremos e precisamos que esse mito se dissolva um pouco. E para isso, é preciso vencer. Faz muito tempo que o Napoli não ganha nada e seria maravilhoso reviver sua época de glórias”, disse o jogador, em entrevista à rede de TV alemã Sport1.

Jogando na Itália desde a adolescência, Hamsik já deu o primeiro passo nesse plano para eclipsar Maradona.

Em dezembro, o eslovaco quebrou o recorde do argentino e se tornou o maior artilheiro da história do Napoli. O camisa 17, dono de um famoso cabelo moicano, soma 118 gols com a camisa azul, três a mais do que o antigo detentor da marca.

A segunda (e mais ousada) parte da meta também nunca esteve tão perto de ser alcançada.

Vice-campeão nacional clube em 2013 e 2016, o capitão agora vê o Napoli na liderança da Serie A. Com 24 das 38 rodadas já disputadas, o clube tem 63 pontos, um a mais que a Juventus, atual hexacampeã e adversária a ser batida nesta temporada.

“Já passamos da metade do campeonato e estamos em uma corrida cabeça a cabeça com a Juventus. Talvez isso não volte a acontecer nos próximos anos. Por isso, temos que mergulhar fundo nessa briga. A Juve é um clube de repercussão mundial, que tem um excelente time de 600 milhões de euros. Não tem como comparar conosco. Mas estamos à beira de fazer algo incrível e queremos vencer o campeonato. Tenho certeza que chegou a nossa vez.”

Será que um dia o torcedor napolitano colocará Maradona e Hamsik lado a lado no mesmo pedestal? Só o tempo responderá essa pergunta, mas Marek está se esforçando para isso.


Mais de Cidadãos do Mundo

Neymar ou Cristiano Ronaldo: Quem é o verdadeiro “rei” do mata-mata?
Alexis, Mina, Lucas: os 34 novos inscritos para a fase fina da Champions
Técnico de sensação da Copa ainda trabalha como dentista “de vez em quando”
Neymar, Messi e cia.: Top 10 da artilharia da Europa tem 7 sul-americanos


Fundo do poço? 7 clubes de futebol que faliram e conseguiram renascer
Comentários Comente

Rafael Reis

No Brasil, estamos acostumados a ver clubes de futebol tocando a vida normalmente, mesmo devendo meses e mais meses de salários atrasados aos jogadores, atrasando pagamentos para fornecedores e estando atolados em dívidas fiscais.

Mas essa é a realidade do futebol brasileiro. Em vários outros cantos do Mundo da Bola, a administração financeira de um time de futebol é coisa séria e precisa obedecer a leis bastante rígidas.

É por isso que, vez ou outra, ouvimos falar que algum time conhecido decretou falência e está prestes a fechar as portas. O caso mais recente é o do Vicenza, vice-campeão italiano da temporada 1977/78 e responsável por revelar ao mundo Roberto Baggio.

Mas a falência não é necessariamente o fim da linha para um clube de futebol. Enquanto alguns times efetivamente deixam de existir devido aos problemas financeiros, outros renascem com administrações mais profissionais e voltam ao estrelato.

Conheça abaixo 7 times de futebol que “quebraram”, mas que conseguiram (ou estão conseguindo) renascer das cinzas:

NAPOLI (ITA)

O melhor time do futebol italiano na atual temporada quase deixou de existir no começo dos anos 2000. Com uma dívida acumulada de 70 milhões de euros (R$ 274 milhões), o Napoli foi condenado à falência pela Justiça local e expulso da liga que organiza o Calcio em 2004. O clube renasceu pelas mãos do produtor de cinema Aurelio de Laurentis, que comprou o espólio do antigo time de Maradona, refundou a equipe com um novo nome (Napoli Soccer, no lugar do tradicional Società Sportiva Calcio Napoli, recuperado mais tarde) e teve de recomeçar na Serie C1, a terceira divisão italiana e a última do futebol profissional.

FIORENTINA (ITA)

O primeiro clube italiano a disputar uma final de Liga dos Campeões da Europa (em 1957, quando ainda se chamava Copa Europeia) também chegou ao fundo do poço no início da década passada. Em 2002, o clube passou por uma intervenção devido a dívidas na casa de US$ 50 milhões (R$ 157 milhões) e incapacidade de arcar com os salários dos jogadores. Refundado no mesmo ano pelas mãos do empresário Diego della Valle, o clube precisou disputar a Serie C2, que é amadora, mas teve uma ajudinha para voltar à elite –pulou diretamente da quarta para a segunda divisão.

RACING (ARG)

Adversário do Cruzeiro na fase de grupos da Libertadores-2018, o clube que tem 17 títulos argentinos no currículo ficou perto de deixar de existir no fim do século passado. Atolado em dívidas, o Racing teve sua falência decretada em 1999 e só não fechou as portas porque sua torcida não deixou. A solução encontrada para a equipe de Buenos Aires continuar existindo foi a sua transformação em uma empresa. Entre 2000 e 2008, o clube foi administrado pela Blanquiceleste S.A. O Racing só voltou a ser uma associação com presidente eleito por sócios, modelo de administração que é o mais comum na Argentina e também no Brasil, em 2009.

RANGERS (ESC)

Até seis anos atrás, o então chamado Glasgow Rangers disputava anualmente com o Celtic o título escocês e protagonizava uma das maiores rivalidades do futebol mundial. Em 2012, tudo isso foi para o buraco. Com dívidas na casa de 134 milhões de libras (quase R$ 600 milhões), o clube entrou em estado de falência. Uma nova agremiação, o The Rangers, foi fundada e precisou começar sua vida na quarta divisão da Escócia. O novo time só chegou à elite em 2016 e terminou sua primeira temporada no escalão de cima na terceira colocação –o campeão, claro, foi o Celtic.

PARMA (ITA)

Uma das potências do futebol italiana na década de 1990, quando era controlado pela Parmalat e tinha estrelas como Asprilla, Crespo e Taffarel no seu elenco, o Parma ainda está em processo de recuperação. Atualmente brigando no alto da tabela da segunda divisão, o clube faliu em 2015, após acumular dívidas na casa de 218 milhões de euros (R$ 853 milhões). O novo Parma recomeçou sua história na Serie D italiana e, desde o último mês de junho, é bancado por dinheiro de um proprietário chinês.

LA CORUÑA (ESP)

Campeão espanhol em 2000 e com a história marcada por brasileiros como Bebeto, Mauro Silva e Djalminha, o La Coruña não chegou efetivamente a ter sua falência decretada, mas, assim como os times citados acima, “quebrou”. Em 2013, o clube estava na segunda divisão, devia 93 milhões de euros (R$ 363 milhões) e não tinha como dar garantias a seus credores para disputar a competição, o que provocaria seu rebaixamento e o levaria à falência. Trinta minutos antes do fim do prazo para a inscrição na temporada 2013/14, o La Coruña chegou a um acordo com seus credores, renegociou a dívida e evitou a bancarrota.

BORUSSIA DORTMUND (ALE)

Assim como o La Coruña, o Dortmund não chegou a passar por um processo legal de falência, mas ficou praticamente sem nenhum dinheiro em caixa. Entre 2002 e 2005, o clube só não faliu porque fez um “saldão” dos seus principais jogadores, cortou os salários dos atletas que ficaram em 20% e até recebeu empréstimos do Bayern de Munique para conseguir pagar as contas mais urgentes. Recuperado dos problemas financeiros, o Dortmund já conquistou dois títulos alemães (2011 e 2012) e foi vice-campeão europeu (2013) nesta década.


Mais de Clubes

– Amado ou odiado? Com Neymar, PSG tem maior média de público de sua história
– Como River superou investimento do Palmeiras e virou o “PSG das Américas”
– Falido, time que mostrou ao mundo Baggio e Paolo Rossi tem data para acabar
– Rival do Brasil na Copa tem time vencedor da Champions que virou “nanico”


Como um produtor de cinema transformou time falido no líder do Italiano
Comentários Comente

Rafael Reis

Treze anos atrás, o Napoli era um clube em estado de falência, com dívidas na casa de 70 milhões de euros (R$ 270 milhões) e que estava perdido no último escalão do futebol da Itália. Hoje é um dos times mais admirados da Europa, lidera o Campeonato Italiano e sonha com o título que não conquista desde a “era Maradona”.

Essa história de superação é tão boa que parece até coisa de cinema, não? Pois o homem responsável por escrevê-la ganha a vida justamente fazendo filmes.

Aurelio de Laurentiis é dono do Napoli desde setembro de 2004. Antes, já era um renomado produtor de cinema italiano especialista em filmes natalinos e presidente da Federação Internacional de Associações de Produtores Cinematográficos.

Sobrinho de Dino de Laurentiis, vencedor do Oscar de melhor filmes estrangeiro de 1958 com “Noites de Cabíria” e produtor de sucessos como “Hannibal” e “Conan, o Bárbaro”, o magnata decidiu se dedicar ao futebol quando viu o roteiro do Napoli se desfazendo.

Em 2004, o clube estava condenado à falência. Sua situação financeira era tão grave que ele chegou a ser expulso da entidade que organiza o futebol profissional na Itália. Foi aí que surgiu De Laurentiis.

O produtor de cinema pagou 30 milhões de euros (aproximadamente R$ 115 milhões) pelo espólio, refundou o clube com um novo nome (Napoli Soccer, no lugar do tradicional Società Sportiva Calcio Napoli, recuperado mais tarde) e teve de recomeçar na Serie C1, a terceira divisão italiana e a última do futebol profissional.

A promessa do novo proprietário que o Napoli retornaria à elite do Calcio em cinco temporadas. A meta foi alcançada bem antes, em apenas três anos.

Impulsionado por uma torcida fiel, que chegou a levar 51 mil pessoas a um jogo de terceira divisão, por um ótimo senso de negócios de Laurentiis, que multiplicou as receitas do clube com diretos de TV e patrocinadores, e pelos bons reforços contratados, como Cavani, Hamsik e Higuaín, o time foi se tornando aos poucos uma das potências do Calcio.

Em 2011, o Napoli voltou a disputar a Liga dos Campeões da Europa. No ano seguinte, ganhou a Copa Italia, seu primeiro título de elite desde 1990. Em 2014, repetiu a dose. Desde 2010, sempre termina o Campeonato Italiano entre os seis primeiros colocados –foi vice-campeão em 2013 e 2016.

O objetivo que falta ao clube é faturar o Italiano pela terceira vez. Nas outras duas, 1987 e 1990, o time era liderado dentro de campo por Diego Armando Maradona, o maior jogador de sua história.

Apesar de não contar com nenhuma estrela digna de Hollywood, como era o camisa 10 argentino, o Napoli faz bonito na atual temporada. Depois de 20 rodadas disputadas, soma 51 pontos, um a mais que a Juventus, vencedora das últimas seis edições do campeonato.

O time dirigido pelo técnico Maurizio Sarri, hoje uma quase unanimidade no Calcio, tem a melhor defesa do país, com apenas 13 gols sofridos, e um setor ofensivo liderado por baixinhos cheios de habilidade e talento, como o belga Dries Mertens (1,69 m) e o italiano Lorenzo Insigne (1,63 m).

São eles os personagens em que o Napoli aposta para que o filme que começou a ser escrito há pouco mais de 13 anos por De Laurentiis encontre nesta temporada seu final feliz.


Mais de Cidadãos do Mundo

Por que astro de rival do Brasil na Copa é tão questionado no Real?
Italiano faz 4 gols no 1º jogo do ano e tira artilharia da Europa de Cavani
7 garotos para você ficar de olho no futebol mundial em 2018
5 técnicos gringos que podem pintar no futebol brasileiro durante 2018


“Rei do Passe”: conheça o meia que Tite está prestes a perder para a Itália
Comentários Comente

Rafael Reis

Na próxima sexta-feira, o técnico Tite pode perder uma importante opção para o meio-campo da seleção brasileira visando a Copa-2018 e também para o pós-Mundial da Rússia.

Se entrar em campo contra a Suécia, pela repescagem das eliminatórias, e assim disputar sua primeira partida oficial com a camisa da Itália, o catarinense Jorginho não poderá mais defender o país onde nasceu.

Mas, afinal, quem é esse jogador de 25 anos que que pode escolher entre duas das seleções mais vitoriosas da história do futebol mundial? E o que ele tem de tão de especial?

O meia do Napoli é simplesmente o “rei do passe” do futebol europeu na atualidade. De acordo com o “Who Scored?”, site especializado em estatísticas, nenhum jogador que atua no primeiro escalão do Velho Continente distribuiu tantos passes quando o ítalo-brasileiro.

Na atual temporada, Jorginho ostenta uma média de 111 passes por partida. O segundo colocado, Marco Verratti, do Paris Saint-Germain e agora seu companheiro na seleção italiana, tem 108,5 passes por jogo.

Dentre os convocados de Tite para defender o Brasil, quem mais faz a bola rodar é Fernandinho, do Manchester City, o sétimo no ranking, com média de 84,8 passes a cada 90 minutos.

Para se ter uma ideia do que significa ser o “rei do passe” da Europa é legal olhar para os antigos detentores do posto. Os espanhóis Xavi (ex-Barcelona) e Xabi Alonso (ex-Real Madrid, Liverpool e Bayern de Munique) já ocuparam o lugar que pertence a Jorginho.

O camisa 8 do Napoli também chama a atenção pelo aproveitamento dos passes. Ele consegue completar 92,3% dos toques para os seus companheiros, o sexto melhor desempenho de todo o Campeonato Italiano e o terceiro entre os meio-campistas.

Ou seja, Jorginho toca muito na bola e quase sempre dá prosseguimento às jogadas. Essas características fazem dele o motorzinho do líder do Campeonato Italiano, o cara que permite que o Napoli mantenha a posse de bola e envolva seus adversários com um jogo de passes curtos e precisos.

Natural de Imbituba (a 90 km de Florianópolis) e descendente de italianos, o meia se mudou para a terra dos seus ancestrais ainda na adolescência e nunca defendeu nenhum clube brasileiro.

Jorginho começou a chamar a atenção em 2013, quando estreou na primeira divisão pelo Hellas Verona. No fim do ano, acabou contratado pelo Napoli por 9,5 milhões de euros (R$ 36,2 milhões).

Com passagem pelas equipes de base da Itália, Jorginho chegou à seleção principal no primeiro semestre do ano passado e participou de amistosos contra Espanha e Escócia. Mas não foi mais convocado, o que abriu a possibilidade de migrar para o Brasil.

Durante a última convocação do Brasil, feita no fim do mês passado, o coordenador de seleções da CBF, Edu Gaspar, admitiu que Tite estava observando o meia e revelou que conversou com o jogador do Napoli sobre a possibilidade de uma chamada futura.

Mas Giampiero Ventura chegou antes. No sábado, o técnico da Itália chamou Jorginho para os jogos decisivos contra a Suécia e irá selar o destino do “rei do passe” caso coloque-o em campo na próxima sexta ou na segunda-feira (13).


Mais de Brasileiros pelo Mundo

– Firmino elogia “rival” Gabriel Jesus e ainda não se vê na Copa-2018
– Artilheiro em Portugal, Jonas supera até Neymar e iguala recorde de Eusébio
– 6 jogadores que merecem um teste na seleção brasileira antes da Copa
– Como Talisca renasceu na Turquia e virou astro de zebra da Champions


De atriz pornô a Homem-Aranha: os 7 patrocínios mais bizarros do futebol
Comentários Comente

Rafael Reis

Dinheiro é dinheiro, não importa a origem. É assim que os dirigentes de clube devem ter pensado quando assinaram alguns dos contratos de patrocínios mais bizarros da história do futebol mundial.

De atriz pornô a site de busca por relacionamentos, passando por plataforma de filmes adultos, game e até banda de forró, quase todo tipo de empresa já se aproveitou do esporte mais popular do planeta para expor sua marca.

Selecionamentos abaixo sete dos patrocinadores dos mais incomuns que já apareceram no futebol brasileiro ou de qualquer outra parte do mundo. Afinal, dinheiro é dinheiro. E parece que sua origem não tem importância alguma.

FUTEBOL PARA ADULTOS I

O SV Oberwürzbach, time que disputa o equivalente à sexta divisão da Alemanha, conta com o dinheiro da indústria do sexo para não fechar no vermelho nesta temporada. O clube tem como patrocinadora máster a atriz pornô Lena Nitro, um dos nomes mais importantes do cinema adulto no país. A loira divulga na camisa do Oberwürzbach seu site oficial, onde apresenta vídeos de suas atuações mais excitantes e vende produtos de sua marca pessoal.

FUTEBOL PARA ADULTOS II

O Washington Square FC é um time que disputa apenas uma liga amadora de Boston, nos EUA. Mesmo assim, possui como patrocinador um peso pesado do mercado do entretenimento. A equipe de Massachusetts tem estampado no peito de sua camisa a marca do Red Tube, o 206º site mais visto do planeta, segundo a Alexa. Motivo de orgulho? Não para os mais conservadores, afinal o Red Tube é uma plataforma de divulgação de vídeos adultos: filmes pornôs, strip-teases e performances caseiras fazem parte do seu catálogo.

FUTEBOL DENTRO DO FUTEBOL

Um dos games de futebol mais populares do mundo, o Pro Evolution Soccer decidiu usar a plataforma mais óbvia possível para divulgar seu produto: o futebol. O contrato de patrocínio com o Fulham, clube da segunda divisão inglesa, foi assinado no começo de agosto e proporcionou uma exposição um tanto quanto incomum do jogo produzido pela Konami. Como a marca PES está impressa na parte da trás da camisa do Fulham nesta temporada, ela acaba aparecendo também nas telas do Fifa 2018, seu arquirrival no mercado dos games.

E AÍ, DEU MATCH?

Quem estiver na Itália e quiser procurar um namorado ou um caso de uma noite só no Tinder pode acabar dando um match com o atacante polonês Arkadiusz Milik.  Não que o centroavante Napoli necessariamente esteja utilizando a rede social para movimentar sua vida amorosa e sexual. O perfil foi criado para celebrar a parceria entre o Tinder entre o clube italiano. O contrato de patrocínio, no entanto, não prevê a exibição da marca do app na camisa do time.

FUTEBOL E MÚSICA

Muita gente estranhou quando viu a marca da banda Cavaleiros do Forró exposta na camisa do tradicional América (RN), em 2012. O caso teve uma grande exposição na época, mas não foi único. No início desta década, várias bandas de forró do Nordeste, como Calcinha Preta, Mulheres Perdidas, Moleca sem Vergonha, Flor de Liz e Limão com Mel, fizeram parceiras com clubes de futebol e se tornaram patrocinadoras do esporte número 1 do Brasil.

PATROCINADOR DE ACRÉSCIMOS

Casas de apostas são um tradicional patrocinador do futebol e já apareceram nas camisas de alguns dos clubes mais poderosos do mundo, como Real Madrid e Milan. Só que no caso do West Ham, a Bet Victor não estava presente no seu uniforme, mas sim no anúncio dos acréscimos da partida feito pelo placar do antigo estádio Upton Park. Esse contrato de patrocínio chegou a criar uma mania entre torcedores do West Ham: usar a Bet Victor não para apostar no resultado dos jogos, mas sim no tempo de acréscimos que cada jogo teria.

DE CINEMA

Durante as temporadas 2003/04 e 2004/05, a camisa do Atlético de Madri até parecia aquele espaço dos cinemas dedicado a cartazes dos próximos filmes que entrarão em exibição. Graças a um contrato com a Columbia Pictures, o clube espanhol anunciou em seu uniforme várias das principais estreias de Hollywood na época, como “Hitch”, “Gothika”, “SWAT” e “Closer”. Mas nenhuma camisa ficou mais famosa do que a que promoveu o lançamento de “Homem-Aranha 2”, usada durante a Copa Intertoto de 2004.


Mais de Clubes

– Brasileiro é a liga relevante do planeta com menor presença de estrangeiros
– Econômico, Bayern montou time titular com 68% do preço de Neymar
– Nem Neymar, nem Cavani: Melhores batedores de pênalti do PSG estão no banco
– Você se lembra da última partida em que o Real Madrid não fez gol?


Novo rico e o adeus de Buffon: 7 motivos para acompanhar o Italiano
Comentários Comente

Rafael Reis

O Campeonato Italiano possui uma legião de fãs no Brasil, muitos deles de longa data, do começo dos anos 1990, quando os jogos passavam na Band e era a única liga nacional estrangeira transmitida em TV aberta para todo o país.

Mas até os mais fanáticos apreciadores do calcio sabem que o outrora maior campeonato do planeta está devendo já há algumas temporadas.

Só que essa situação pode estar prestes a mudar. O crescimento da Juventus no cenário europeu, as contratações milionárias do Milan e o trabalho sólido feito pelo Napoli deram um gás novo para a competição, que promete ser bem mais emocionante que nos últimos anos.

Conheça abaixo sete motivos para acompanhar a temporada 2017/18 do Campeonato Italiano, que começa neste sábado com duas partidas (Juventus x Cagliari e Hellas Verona x Napoli):

NOVO MILAN

Cento e oitenta cinco milhões de euros (R$ 703 milhões) em reforços. Foi esse o valor que os novos donos do Milan investiram para transformar um time que não sobe ao pódio do Italiano desde 2013 em um candidato a acabar com a hegemonia da Juventus no campeonato. Entre as principais contratações dos rossoneri, destaque para o zagueiro Leonardo Bonucci, ex-Juve e novo capitão do time, e para o centroavante português André Silva, revelação do Porto na temporada passada.

O ADEUS DE GIGI

A não ser que mude radicalmente de planos, a temporada 2017/18 deve marcar a despedida de um dos maiores goleiros da história, Gianluigi Buffon. O arqueiro de 39 anos tem contrato com a Juventus até junho e já afirmou que pretende deixar o futebol profissional depois de disputar a sexta Copa do Mundo de sua carreira. Gigi estreou no Italiano em novembro de 1995, ainda pelo Parma, e defende a meta da atual vice-campeã europeia desde 2001.

A VIDA PÓS-TOTTI

Pela primeira vez em 24 anos, a Roma não terá em seu elenco Francesco Totti. O maior ídolo da história do clube da capital e um dos ícones do futebol italiano se aposentou no fim da última temporada, aos 40 anos. Em homenagem ao astro, a Roma decidiu tirar de circulação sua camisa 10, vestida por Totti durante a maior parte da carreira. O veterano volante Daniele de Rossi herdou a braçadeira de capitão.

A CHANCE DE ALISSON

Criticado por ser titular da seleção mesmo esquentando o banco na Roma durante a última temporada, Alisson terá sua chance de ouro a partir desde fim de semana. Com a ida do polonês Szczesny para a Juventus, o brasileiro deve começar a temporada como titular. O também polonês Lukasz Skorupski (ex-Empoli) e o veterano romeno Bogdan Lobont são os outros goleiros do elenco romano.

O FENÔMENO MERTENS

Dries Mertens era só mais um coadjuvante da aclamada geração belga enquanto jogava como atacante pelos lados de campo. Mas bastou Maurizio Sarri improvisar esse baixinho habilidoso de 1,69 m no comando de ataque do Napoli para o Campeonato Italiano ganhar um novo craque. Mertens fez 34 gols em 46 partidas na temporada passada e virou a maior esperança napolitana de ir além do vice-campeonato obtido em dois dos últimos cinco anos.

O FANTASMA DE BELOTTI

A história italiana é repleta de de atacantes que despontaram como candidatos a figurões do futebol mundial e jamais conseguiram concretizar esse rótulo, como Alberto Gilardino e Ciro Immobile. A bola da vez é Andrea Belotti. Terceiro colocado na artilharia do último Campeonato Italiano, o camisa 9 do Torino entrou na lista de compras de vários clubes, como Chelsea e Milan, mas, pelo menos por enquanto, continua em Turim. Resta saber se será o goleador de uma só temporada ou se conseguirá superar essa “maldição”.

O QUE A INTER QUER?

Último time italiano a vencer a Liga dos Campeões, a Inter parece meio sem saber o que fazer para voltar a ser competitiva. Depois de gastar horrores na temporada passada e não ver resultado dentro de campo, o clube optou neste mercado por fazer contratações daquelas que não empolgam muito o torcedor. Seu reforço mais caro é o volante uruguaio Matías Vecino, tirado da Fiorentina.


Mais de Clubes

– Disputa é pela artilharia: 7 motivos para acompanhar o Campeonato Alemão
– Sem Neymar, mas com Messi e Ronaldo: 7 motivos para acompanhar o Espanhol
– Antes de ganhar o mundo, São Paulo de Telê goleou Barça e Real Madrid
– Mais que Jesus: 7 motivos para acompanhar de perto o Campeonato Inglês


‘Futuro goleiro da seleção’, ex-Santos só jogou uma vez nos últimos 2 anos
Comentários Comente

Rafael Reis

“Maior revelação da meta brasileira em muitos anos”, “próximo goleiro titular da seleção”, “futuro dono do gol de um grande clube europeu”. Rafael Cabral se acostumou a ouvir frases como essas durante os três anos e meio em que vestiu a camisa 1 do Santos.

Mas nenhuma dessas frases mostra realmente o que aconteceu com sua carreira desde que trocou a Vila Belmiro pela Itália, em julho de 2013.

Campeão da Libertadores-2011 e companheiro de Neymar e Ganso no Santos que tanto sucesso fez no início desta década, Rafael não está na seleção, não é titular de nenhum grande clube do Velho Continente e nem se concretizou como a salvação do gol brasileiro.

Aos 26 anos e cumprindo a quarta das cinco temporadas do contrato firmado com o Napoli, o goleiro mal sabe o que é jogar.

Nos últimos 24 meses, ou seja, durante um período de dois anos, o brasileiro disputou apenas uma partida oficial: a vitória por 3 a 1 sobre o Spezia, pelas oitavas de final da Copa Itália, em janeiro deste ano.

E antes de atuar contra a equipe da segunda divisão italiana, ele estava sem ir a campo em um confronto de competição desde 26 de fevereiro de 2015.

O longo período de inatividade não está relacionado a nenhuma contusão ou grave problema físico com o qual Rafael tenha convivido recentemente –teve sua última lesão grave em 2014. Ele não jogou simplesmente porque é reserva.

Mas nem sempre foi assim. O ex-santista foi titular do Napoli durante boa parte das suas duas primeiras temporadas na Europa. Mas, no início de 2015, perdeu a posição e nunca mais conseguiu retomá-la.

A situação ficou ainda pior no início da temporada seguinte. As contratações de Pepe Reina, goleiro campeão mundial pela seleção espanhola, e do brasileiro Gabriel fizeram com que ele se tornasse a terceira opção para a meta napolitana.

Apesar da dificuldade para jogar na Itália, Rafael não retornou ao Brasil quando o São Paulo o procurou no fim de 2015 para substituir Rogério Ceni no ano seguinte.

Na atual temporada, o status do brasileiro dentro do Napoli subiu um pouco. A saída de Gabriel o devolveu o posto de primeiro reserva e permitiu que ele voltasse a jogar… pelo menos uma vez.

Mas, “maior revelação da meta brasileira em muitos anos”, “próximo goleiro titular da seleção” e “futuro dono do gol de um grande clube europeu” não são mais frases que fazem parte da rotina de Rafael Cabral.


Mais de Brasileiros pelo Mundo

– Herói santista e ”nômade” são os únicos brasileiros artilheiros na Europa
5 brasileiros desempregados no exterior para seu time repatriar
– Napoli usa até drone para tentar eliminar Real da Champions
– Marquinhos vê “melhor temporada da carreira” e pede perfeição contra Barça


Napoli usa até drone para tentar eliminar Real da Champions
Comentários Comente

Rafael Reis

Os jogadores do Napoli precisam tomar um cuidado extra durante os treinos no Centro Sportivo di Castel Volturno: evitar que as bolas usadas nos trabalhos técnicos e táticos acertem aqueles pequenos utensílios que insistem em passear pelos céus do CT e sobrevoar suas cabeças.

A preparação do clube italiano para o confronto com o Real Madrid, nesta quarta-feira e no dia 7 de março, pelas oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, incluiu até mesmo o uso de drones.

sscnapoli.it

A ideia é uma das invenciones do técnico Maurizio Sarri, técnico conhecido na Itália justamente pela criatividade aplicada nos treinamentos e na criação de jogadas ensaiadas, que dirige a equipe desde 2015.

“Ele usa os drones normalmente durante os treinos exclusivos para os jogadores de defesa. A ideia é ter uma visão aérea do nosso posicionamento. Depois, ele assiste às gravações feitas pelos drones e analisa se a nossa movimentação está correta”, explica o volante brasileiro Allan, também no clube há dois anos.

De acordo com o ex-jogador do Vasco, o uso da parafernalha tecnológica já foi motivo de piadas feitas por torcedores rivais na Itália. No entanto, outros clubes copiaram a ideia e também começaram a recorrer aos drones.

“O Sarri é muito detalhista. Ele trabalha até nossas menores falhas para que tudo saia perfeito na hora do jogo.”

E foi justamente o perfeccionismo do treinador que ajudou Allan a se tornar um dos meio-campistas mais consistentes do futebol italiano. Na atual temporada, ele disputou 22 partidas e deu três passes para gol.

O bom momento fez inclusive com que o jogador de 26 anos começasse a ser alvo de rumores sobre uma possível convocação para a seleção brasileira.

“Não sei se me sinto perto da seleção porque nunca tive nenhum contato com alguém da CBF. Mas me sinto preparado para ser convocado, já que venho fazendo boas temporadas na Itália. Mas não quero só chegar na seleção. Quando surgir a oportunidade, não quero largar mais”, completa.

O primeiro passo para essa tão esperada consagração de Allan pode ser ajudar o Napoli a eliminar o atual campeão Real Madrid da Champions. Com aquela ajudinha básica dos drones, é claro.


Mais de Brasileiros pelo Mundo

– Marquinhos vê “melhor temporada da carreira” e pede perfeição contra Barça
– Para robô, Felipe Anderson é o melhor jogador do Italiano
Já pode assinar: 6 reforços para seu time trazer de graça em julho
– Arrependido, Tardelli adia volta ao Brasil e fala em novo contrato na China


Volta de Messi, City ameaçado e clássico: 3 jogos para ver no fim de semana
Comentários Comente

Rafael Reis

Depois da paralisação para a Data Fifa e compromissos das seleções em busca de vaga na Copa do Mundo-2018, os principais campeonatos nacionais da Europa retornam neste fim de semana. E, com eles, também voltam as dicas de melhores partidas para assistir pela TV nos próximos dias.

A cada sexta-feira, o “Blog do Rafael Reis” publica um miniguia com as três partidas mais imperdíveis do fim de semana para você se programar e não deixar nada de interessante escapar.

Como teremos rodada da Liga dos Campeões na próximas terça e quarta-feira, os principais clubes do continente europeu irão a campo no sábado. Por isso, todos os jogos escolhidos para você acompanhar serão disputados nesse dia.

NAPOLI x ROMA
Sábado, 10h (de Brasília)
Fox Sports 2
8ª rodada do Campeonato Italiano
Hamsik
Napoli e Roma não devem definir quem ficará com o título italiano, mas possivelmente ajudarão a escolher o time que será o vice. Nas últimas quatro temporadas, as duas equipes se revezaram no posto de ameaça mais próxima à Juventus. Agora, não é diferente. A “Vecchia Signora” lidera a competição mais uma vez, e os rivais que se enfrentam neste sábado brigam pelo segundo lugar –o Napoli tem um ponto a mais que a Roma e ocupa a posição provisoriamente.

MANCHESTER CITY x EVERTON
Sábado, 11h (de Brasília)
ESPN +
8ª rodada do Campeonato Inglês
Manchester City
Líder desde a segunda rodada da Premier League, o Manchester City corre risco de perder a liderança e ser ultrapassado por Tottenham, Arsenal e Liverpool neste fim de semana. A equipe de Pep Guardiola está em baixa desde a lesão do meia Kevin de Bruyne, seu melhor jogador na temporada, e vem de um empate (Celtic) e uma derrota (Tottenham). Como o belga ainda não tem condições de jogo e o Everton ocupa uma honrosa quinta colocação no Inglês, é bom os Citizens ficarem preocupados.

BARCELONA x LA CORUÑA
Sábado, 11h15 (de Brasília)
ESPN Brasil
8ª rodada do Campeonato Espanhol
Barcelona
Afastado há três semanas devido a uma lesão muscular, Lionel Messi pode reforçar o Barcelona contra o La Coruña. O argentino voltou aos treinos com bola nos últimos dias e tem chance de ser testado pelo técnico Luis Enrique antes da partida contra o Manchester City, quarta, pela Champions. Sem seu camisa 10, o Barça desperdiçou na última rodada a chance de assumir a liderança do Espanhol ao perder para o Celta e caiu para a quarta posição.


Mais de Cidadãos do Mundo

Liga dos Aposentados: conheça os “velhinhos” desta temporada na Índia
“Filho” de Felipão, Arce elege Luxemburgo como mentor dentro de campo
6 velhos craques que hoje dirigem seleções nas eliminatórias da Copa
5 jogadores (e 1 técnico) que protagonizaram escândalos de vídeos de sexo