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Mais que Jesus: 7 motivos para acompanhar de perto o Campeonato Inglês
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Rafael Reis

Sucesso global de crítica e público, o Campeonato Inglês começa nesta sexta-feira apostando na competitividade para fidelizar os torcedores.

Enquanto as outras principais ligas nacionais da Europa têm um ou dois favoritos destacados ao título, a Premier League conta com um leque bem maior de candidatos a levantar o troféu de campeão.

Por diferentes motivos, Chelsea, Manchester City, Manchester United e Tottenham largam em vantagem. Mas Arsenal e Liverpool estão sempre rondando as primeiras colocações. E há ainda a possibilidade de uma nova zebra histórica, como a protagonizada pelo Leicester em 2016.

Por isso, quando a bola rolar nesta sexta para Arsenal x Leicester, teremos o início da mais equilibrada liga nacional de primeiro escalão do futebol europeu.

Mas essa não é a única atração da Premier League. Conheça abaixo 7 motivos para acompanhar de perto a temporada 2017/18 do Campeonato Inglês:

MENINO JESUS

Gabriel Jesus chegou ao Manchester City em janeiro e não demorou para mostrar a que veio. Foram 7 gols em 11 partidas, marca que lhe transformou em titular absoluto da equipe de Pep Guardiola. Agora, o jovem camisa 9 da seleção brasileira fará sua primeira temporada completa na Inglaterra e terá para municiá-lo um elenco bem mais recheado de opções do que o de antes das férias. Um prato cheio para quem tem fome de gol.

SHOW DO BILHÃO

Nenhum país do mundo gasta tanto em contratações quanto a Inglaterra. Faltando ainda mais de duas semanas para o fechamento da janela de transferências, os clubes da Premier League já torraram 1,12 bilhão de euros (R$ 4,1 bilhões) em novos jogadores para esta temporada. O reforço mais caro é o centroavante belga Romelu Lukaku, que trocou o Everton pelo Manchester United em um negócio que movimentou 84,7 milhões de euros (R$ 313 milhões).

A REVOLUÇÃO DE PEP

Decepcionado com a primeira temporada sem título em sua carreira como treinador, Guardiola resolveu radicalizar. Resultado, fez do Manchester City o time do planeta que mais gastou com contratações nesta temporada. Com os 240,5 milhões de euros (R$ 889 milhões) investidores pelo clube inglês, Pep levou para Manchester o goleiro Ederson, os laterais Danilo, Kyle Walker e Benjamin Mendy, além do meia-atacante Bernardo Silva e do jovem brasileiro Douglas Luiz, que foi emprestado ao Girona.

O FANTASMA DE FERGUSON

Maior campeão inglês da história, o Manchester United não conquista o título nacional desde a aposentadoria de Alex Ferguson, em 2013. O escocês David Moyes e o holandês Louis van Gaal, os dois primeiros substitutos do histórico treinador, falharam na tarefa de substituído. Desde o ano passado, essa missão cabe a José Mourinho. Em sua temporada de estreia, ele passou longe de vencer a Premier League, mas pelo menos faturou a Liga Europa e recolocou o United na Champions. Será que chegou a hora do fim do jejum?

ESTRANHO NO NINHO

Enquanto os clubes ingleses gastam milhões em busca de reforços badalados e caríssimos, o Tottenham prefere manter a base e apostar em jovens promessas formadas em casa. A estratégia tem dado certo, e o time foi vice-campeão da última Premier League. Nesta temporada, o técnico argentino Mauricio Pochettino resolveu radicalizar e ainda não gastou um centavo sequer para reforçar seu elenco.

WENGER ETERNO

Entra temporada, sai temporada, e a pergunta permanece: até quando Arsène Wenger vai continuar à frente do Arsenal. O francês dirige o clube londrino desde 1996 e, pela primeira vez, não conseguiu classificá-lo para a Liga dos Campeões da Europa. Motivo para demissão? Que nada. Wenger renovou contrato por mais duas temporadas e só deve deixar o Emirates Stadium em 2019.

BOM FILHO

Principal jogador da Inglaterra nos últimos tempos, Wayne Rooney está de volta ao clube onde começou a carreira. Treze anos depois de deixar o Everton para se tornar ídolo no Manchester United, o atacante vai voltar a vestir a camisa azul do tradicional time de Liverpool. Aos 31 anos, Rooney ainda tem muita lenha para queimar, apesar do declínio físico e técnico das temporadas mais recentes. Pelo menos, é nisso que o Everton acredita.


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5 novelas para acompanhar na última semana da janela de transferências
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Rafael Reis

A janela de transferências para as principais ligas da Europa fecha daqui uma semana. Isso significa que clubes de Espanha, Itália, Alemanha, Inglaterra e França têm até o dia 31 para fecharem seus elencos para a primeira metade da temporada 2016/17.

Apesar do pouco tempo para o encerramento das negociações, há muita coisa que ainda precisa ser definida: contratações para suprir deficiências, jogadores indesejados para serem negociados e jovens que precisam ser emprestados para ganhar experiência.

Separamos agora as cinco maiores novelas que se arrastaram até a última semana da janela de transferências e que têm apenas mais sete dias para ganharem um final feliz.

O QUE SERÁ DE BALOTELLI?
Balotelli
Ex-futuro candidato ao posto de um dos melhores jogadores do mundo, o problemático atacante está completamente fora dos planos do Liverpool depois de um mal sucedido empréstimo ao Milan na temporada passada. Ciente de que não terá chance nos Reds, Balotelli tentou emplacar transferências para Ajax e Besiktas, mas os dois clubes o recusaram. Seu destino mais provável é um time menor do futebol italiano. Bologna, Chievo e Sassuolo são os interessados em contratá-lo.

O 4º ATACANTE DO BARCELONA
Barcelona
Um clube com a importância e o dinheiro do Barcelona não deve ter dificuldade para convencer um atacante a vestir sua camisa, certo? Errado. O time catalão passou a janela de transferências inteira tentando em vão contratar um jogador para ser o substituto direto de Messi, Neymar e Suarez. Gameiro, Vietto e Gabriel Jesus foram alguns dos nomes que recusaram o Barça e preferiram outras equipes. De acordo com o meia Iniesta, nenhum homem de frente quer jogar no gigante catalão por ter certeza que será reserva.

OS INDESEJADOS DE MOURINHO
Schweinsteiger
Não é segredo nenhum que José Mourinho não curte muito alguns jogadores do Manchester United e adoraria se ver livre deles. Bem, resta uma semana para o treinador português encontrar um novo clube para o volante alemão Schweinsteiger, que chegou a ser rebaixado para o time B, o lateral direito Darmian e o meia-atacante Depay, por exemplo. Quanto ao meia Mata, seu desafeto dos tempos de Chelsea, a situação melhorou: o espanhol tem sido inclusive titular da equipe no começo da temporada.

TROCA-TROCA DOS GOLEIROS
Brav
Essa novela está mais encaminhada. Em sua primeira temporada no Manchester City, Pep Guardiola não quer saber de Hart como goleiro titular e decidiu contratar Bravo. O Barcelona, por sua vez, optou por ir atrás do holandês Cilessen, do Ajax, para a vaga que será aberta pela saída do chileno. Os dois negócios estão praticamente concretizados. O que está em aberto é qual será o destino de Hart, dono da camisa 1 da seleção inglesa. O Everton tem interesse, mas os 35 milhões de euros (R$ 128 milhões) pedidos pelo City dificultam a transação.

CADÊ O DINHEIRO DA CHINA DO MILAN?
Berlusconi
A venda para um grupo de investidores chineses após 30 anos de administração de Silvio Berlusconi deu ao torcedor a esperança de ver o Milan sair do marasmo das últimas temporadas e voltar a ser grande, pelo menos na Itália. Mas, apesar de o acordo prever um investimento de R$ 350 milhões (quase R$ 1,3 bilhão) nos últimos três anos, o mercado milanista tem sido decepcionante. O reforço mais conhecido é José Sosa, um meia argentino que não deu certo no Bayern e no Atlético de Madri. Uma contratação mais impactante, como o meia espanhol Isco, do Real Madrid, é o sonho para a última semana da janela.


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Mourinho deixou de ser especial?
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Rafael Reis

Cinco vitórias, quatro empates e incríveis sete derrotas. Aproveitamento de apenas 31% dos pontos disputados. Luta na metade de baixo da tabela do Inglês, risco de eliminação na fase de grupos da Liga dos Campeões e queda precoce na Copa da Liga.

Essa não é uma campanha digna de um clube que gasta aproximadamente R$ 80 milhões por ano apenas com o salário do seu treinador. E nem de um comandante que se autoproclama o “Special One”, o especial.

Em seu terceiro ano da segunda passagem pelo Chelsea, o português José Mourinho, 52, vive o pior início de temporada de toda sua carreira e tem tido sua demissão especulada no clube que o transformou em um popstar da prancheta.

De acordo com o britânico “Daily Mirror”, o dono do time londrino Roman Abramovich não engoliu a derrota nos pênaltis para o Stoke City, na Copa da Liga, e pode trocar de treinador no caso de outro resultado negativo, contra o Liverpool, neste sábado.

Mourinho

Mas mesmo que mantenha o emprego, Mourinho já está com a imagem de “especial” arranhada.

O treinador português, que em seus melhores dias era um especialista na guerra psicológica para desestabilizar árbitros, treinadores e jogadores adversários, perdeu essa capacidade. Agora, é ele quem parece desequilibrado.

A fortaleza mental de Mourinho começou a ruir ainda no seu emprego anterior, no Real Madrid. Os três anos sem conseguir levar o clube à esperada décima conquista da Champions parecem ter mexido com seu ego.

Na Espanha, o português entrou em guerra com o goleiro Iker Casillas, ídolo do Real, que, a bem da verdade, vivia um momento ruim.

Mas também teve sérios atritos com aqueles que deveriam ser seus maiores aliados, o zagueiro Pepe e o atacante Cristiano Ronaldo, ambos empresariados pelo agente que também representa o treinador, Jorge Mendes.

No Chelsea, a situação só piorou. O título inglês conquistado na primeira temporada da volta à ilha não foi suficiente para recolocar sua cabeça no lugar. E Mourinho seguiu colecionando inimigos.

A vítima mais conhecida do treinador foi a médica Eva Carneiro, que foi ofendida em campo pelo treinador devido a um atendimento ao belga Hazard e posteriormente demitida do clube.

Se ela fosse sua única inimiga, a situação ainda não seria tão ruim. Mas Mourinho perdeu a confiança do elenco ao criticar jogadores nominalmente como culpados pela má-fase do Chelsea.

“Não estou contente com as exibições de Ivanovic, Gary Cahill, John Terry, Azpilicueta, Eden Hazard, Fàbregas e Matic”, disse em agosto, antes de falar que também não estava satisfeito com ele próprio.

Dentro de campo, o português é um gênio, alguém capaz de adaptar a seu time a diferentes estilos de jogo dentro de uma mesma partida, vencer a Liga dos Campeões por dois clubes (Porto e Inter de Milão) e apresentar ao planeta um antídoto para o tiki-taka dos melhores dias do Barcelona.

Mas um gênio não se faz apenas dentro de campo. É hora do português esfriar a cabeça e repensar seu comportamento. Para voltar a ser “especial”, Mourinho precisa primeiro aceitar que é “normal”.


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