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Conheça 5 mulheres que estão no comando de clubes de futebol
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Rafael Reis

Foi-se o tempo em que comandar um clube profissional de futebol era exclusividade masculina. Hoje em dia, times de todo o planeta têm mulheres ocupando papeis centrais de sua administração.

Aqui no Brasil, a ex-nadadora Patrícia Amorim presidiu o Flamengo durante três anos, entre 2009 e 2012. Já a empresária Leila Pereira, principal patrocinadora do Palmeiras, tem planos para chegar ao cargo máximo do clube a partir de 2021, quando ficará elegível.

Times de primeiro escalão da Europa, como o Olympique de Marselha, campeão continental em 1993, e o Valencia, vice em 2000 e 2001, também já tiveram mulheres na presidência.

Apresentamos abaixo cinco mulheres que atualmente comandam times profissionais de futebol:

ALONA BARKAT
Israelense
Dona do Hapoel Be’er Sheva (ISR)

O atual bicampeão de Israel e líder desta temporada foi o primeiro time do país a ser comandado por mãos femininas. Historiadora que fez fortuna no Vale do Silício, nos EUA, Alona Barkat é a proprietária do Hapoel Be’er Sheva desde 2007. Em 11 anos de gestão, tirou o time da segunda divisão e o transformou no clube mais poderoso do futebol israelense na atualidade. A dona do atual bicampeão nacional é irmã de Nir Barkat, prefeito de Jerusalém desde 2008.

AMAIA GOROSTIZA
Espanhola
Presidente do Eibar (ESP)

À frente do clube basco desde 2016, quando assumiu interinamente o cargo após a renúncia do então presidente, Álex Aranzábal, a empresária foi reeleita no ano passado e montou uma diretoria bastante feminina. Dos dez principais cargos da diretoria do Eibar, cinco são ocupados por mulheres. Durante a gestão Gorostiza, o pequeno time se solidificou na primeira divisão espanhola. Na última temporada, foi o décimo colocado, posição que também ocupa na atual.

MARÍA VICTORIA PAVÓN
Espanhola
Presidente do Leganés (ESP)

“O futebol não é um esporte especialmente machista. O machismo que existe no futebol é o mesmo que existe na sociedade”. É isso que pensa Maria Victoria Pavón, a mulher que em dez anos tirou o Leganés da terceira divisão espanhola para colocá-lo na elite de um dos campeonatos nacionais mais importantes do planeta. Graduada em administração esportiva, a empresa comprou o clube de sua cidade em dezembro de 2008 junto com o marido. Mas, na hora de decidir quem iria tomar conta do novo empreendimento, tomou as rédeas e assumiu a presidência do Leganés.

EKATERINA RYBOLOVLEVA
Russa
Dona do Monaco (FRA)

A socialite e amazona russa ganhou do pai, o bilionário russo Dmitry Rybolovlev, 66,6% das ações do Monaco, atual campeão francês e semifinalista da Liga dos Campeões na temporada passada. Apesar de ser sócia majoritária do clube, a jovem de 28 anos não participa muito ativamente da vida do time do Principado. Quem toca o dia a dia do Monaco é mesmo seu pai, o presidente da agremiação.

MIA HAMM
Norte-americana
Sócia do Los Angeles FC (EUA)

Uma das maiores jogadoras de futebol da história, a ex-atacante que jogou 276 partidas e marcou 158 gols pela seleção norte-americana é uma das várias celebridades que se uniram para montar um novo time na Califórnia. O Los Angeles FC, que estreou na atual temporada na MLS (Major League Soccer), tem Hamm e seu marido, Nomar Gaciaparra, uma estrela do beisebol como acionistas. O grupo de proprietários da franquia inclui ainda o ex-jogador de basquete Magic Johson, o produtor de cinema Peter Guber e o ator Will Ferrell.


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Ex-Flamengo defende nível técnico do Campeonato Francês: “Não é ruim”
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Rafael Reis

Dez pontos de vantagem do líder para o segundo colocado, uma facilidade imensa para o Paris Saint-Germain ganhar a maior parte de suas partidas e marcadores que são incapazes de parar Neymar.

Para muitos torcedores nas redes sociais, essas são provas que mostram que o Francês, o campeonato escolhido pelo principal jogador brasileiro da atualidade para tentar se tornar o melhor do mundo, não tem um nível técnico tão bom assim.

Mas o lateral esquerdo Jorge, ex-Flamengo e atualmente no Monaco, pensa diferente.

“Não concordo [com as críticas]. O nível sempre foi esse, e não é ruim. Como em qualquer grande liga aqui na Europa, é claro que existem os clubes com maior poderio econômico, que conseguem montar elencos mais fortes. O que nem sempre é sinal de que as coisas vão dar certo. A chegada do Neymar fez o PSG dar um salto de qualidade, é um dos grandes nomes da atualidade. O que fez muito bem para o campeonato, que ganhou ainda mais visibilidade”, afirmou o jogador.

Jorge está na Europa há um ano. Nos primeiros seis meses, ficou no banco de Benjamin Mendy. Na atual temporada, com a venda do titular para o Manchester City, assumiu a posição no time.

Em 28 partidas pela equipe do Principado, o brasileiro acumula dois gols e quatro assistências. Segundo o “WhoScored?”, site que avalia o desempenho dos jogadores com base nas estatísticas, ele é o melhor lateral esquerdo do futebol francês em 2017/18, com nota 7,5.

É com base nesses números que o jogador de 21 anos sonha ainda disputar em junho a primeira Copa do Mundo de sua carreira. Jorge já disputou um amistoso com a seleção e foi convocado por Tite na última rodada das eliminatórias.

“Enquanto a lista final não for divulgada, todos têm chance. Sabemos, é claro, que grande parte dela já está definida, já que o professor Tite é muito coerente nas suas escolhas. Nós, jogadores, precisamos estar sempre preparados para quando a chance aparecer.”

Além da alta concorrência na seleção (Marcelo, a quem Jorge considera o “melhor do mundo” na posição, Filipe Luís e Alex Sandro), um outro fator atrapalha um pouco os planos do ex-Flamengo.

Após ser campeão francês e semifinalista da Liga dos Campeões na temporada passada, o Monaco vem decepcionando em 2017/18. O time, que vendeu seus principais jogadores no último verão europeu, é só o terceiro colocado na Ligue 1 e se despediu da Champions ainda na fase de grupos, sem vencer uma única partida.

“Nem a gente imaginava [essa campanha tão ruim]. Todos esperavam muito da gente pela bela temporada que fizemos.Ficamos tristes, pois sabíamos que dava pra chegar mais longe. Pecamos um pouco pela falta de entrosamento, mas melhoramos e estamos fazendo bons jogos agora”, completa o camisa 6.


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O que falta para Fabinho ganhar uma chance na seleção?
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Rafael Reis

Desde que assumiu o comando da seleção, em junho do ano passado, Tite já convocou 20 jogadores diferentes para o meio-campo. Atletas que atuavam na China, na Rússia, na Ucrânia e em vários times brasileiros já ganharam uma oportunidade.

Mas a lista de meias lembrados pelo treinador tem um desfalque de peso.

Titular do Monaco semifinalista da Liga dos Campeões da Europa na temporada passada e atual vice-líder do Campeonato Francês, Fabinho espera há 13 meses por uma lembrança do ex-comandante do Corinthians.

“Fico um pouco surpreso com ele ainda não ter sido chamado para a seleção brasileira”, disse o técnico do Monaco, Leonardo Jardim, em março.

Cinco meses e nenhuma convocação depois, o português endureceu o tom da cobrança. “Não entendo por que o Fabinho não é chamado para jogar pelo Brasil. Ele foi semifinalista da Champions, ganhou a Liga Francesa e sempre mostrou muita iniciativa”, afirmou, em agosto.

A incompreensão não é uma exclusividade de Jardim. Basta conversar com qualquer jornalista francês ou torcedor que acompanhe de perto a Ligue 1 para ouvir questionamentos semelhantes a esses.

Todo mundo quer saber por que Fabinho ainda foi convocado por Tite. E ninguém, com exceção do próprio treinador da seleção brasileira, consegue responder precisamente essa pergunta.

Ex-lateral direito formado nas categorias de base do Fluminense, o jogador de 23 anos mudou-se para Portugal aos 18 e jogou por uma temporada no Real Madrid Castilla antes de ser contratado pelo Monaco, em 2013.

O brasileiro permaneceu jogando em sua antiga posição até o primeiro semestre de 2016, quando foi efetivado como meio-campista. Atuando em um novo setor, virou peça-chave para o sucesso do Monaco na temporada passada.

O bom momento foi reconhecido na Europa. Fabinho teve um namoro com o Manchester United e chegou a receber uma proposta de 60 milhões de euros (R$ 224,7 milhões) para acompanhar seu antigo companheiro Kylian Mbappé rumo ao Paris Saint-Germain.

Curiosamente, o sucesso como meio-campista acabou fechando as portas da seleção para ele. Entre 2014 e 2016, quando ainda era lateral, ele recebeu sete convocações de Dunga para servir ao time brasileiro e disputou quatro partidas.

Mas, desde o fim da Copa América Centenário-2016, que marcou a despedida do antigo treinador da seleção e levou à contratação de Tite, Fabinho não integrou mais nenhuma lista da CBF.

Jogador com características para ser primeiro ou segundo homem de meio-campo, o camisa 2 do Monaco poderia ser reserva de Casemiro (Real Madrid) e Paulinho (Barcelona).

Segundo o “Who Scored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, Fabinho é o décimo maior ladrão de bolas da Europa nesta temporada. Ele desarma em média 4,1 vezes por partida, bem mais que os convocáveis Casemiro (3,4) e Fernandinho (1,7).

O meia do Monaco também já participou diretamente de dois gols (marcou um e deu passe para outro) nesta temporada, assim como Casemiro. Já Fernandinho só produziu uma jogada que terminou com bola na rede.


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Mesmo com tropeços, arrancada do Corinthians supera Bayern e Juventus
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Rafael Reis

Apesar de ter tropeçado nas duas últimas rodadas, a campanha do Corinthians no Campeonato Brasileiro-2017 ainda é digna das dos campeões das principais ligas nacionais europeias na última temporada.

O time dirigido por Fábio Carile, que empatou com Atlético-PR e Avaí nesta semana, somou 37 pontos em suas primeiras 15 apresentações na Série A deste ano.

A marca é superior às alcançadas por Juventus (36), Bayern de Munique (36) e Monaco (24), campeões italiano, alemão e francês, respectivamente, no mesmo período da competição que conquistaram.

Entre os vencedores das cinco principais ligas nacionais da Europa na última temporada, só o Chelsea, campeão inglês, e o Real Madrid, que levantou a taça na Espanha, tiveram um início de campeonato similar ao corintiano.

Os dois clubes também somaram 37 pontos nas primeiras 15 rodadas. O Real teve uma campanha idêntica à do Corinthians, com 11 vitórias e quatro empates. Já o Chelsea ganhou 12 vezes, empatou uma e sofreu duas derrotas.

O líder do Brasileiro supera todos os principais campeões do Velho Continente em um quesito: a defesa. O time alvinegro sofreu apenas sete gols até o momento. Quem mais se aproxima desse desempenho é o Bayern, vazado nove vezes nas 15 rodadas iniciais da Bundesliga.

Já o ataque corintiano tem números praticamente inexpressivos na comparação com os grandes clubes do planeta. Foram 25 gols marcados na Série A. Com o mesmo número de jogos em suas ligas, o Real já havia colocado 40 bolas nas redes, e o Monaco, 44.

O desafio do Corinthians agora é não “sentir” os últimos tropeços e conseguir manter um aproveitamento próximo aos 82,2% dos pontos disputados que ostenta agora até o fim do campeonato, marca que certamente lhe dará o título.

Entre os cinco campeões analisados, o único que conseguiu ficar acima dessa faixa foi o Monaco, que obteve 83,3% dos pontos possíveis no Francês. Real Madrid e Chelsea tiveram aproveitamentos de 81,6%. O Bayern venceu o Alemão com 80,4%. E a Juve faturou o Italiano com 78,8% dos pontos que disputou.

A melhor campanha da história do Brasileiro de pontos corridos foi conquistada justamente em 2003, primeiro ano desse formato de disputa. Na ocasião, o Cruzeiro se sagrou campeão nacional com 100 pontos e aproveitamento de 72,5%.

Ou seja, o Corinthians de 2017 ainda está muito acima do melhor campeão brasileiro da história recente. Apesar dos seus recentes tropeços.


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Conheça os brasileiros que podem ser campeões na Europa neste fim de semana
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Rafael Reis

A menos de um mês do encerramento oficial da temporada 2016/17 do futebol europeu, os principais campeonatos nacionais do Velho Continente caminham para a definição.

Alguns deles, como o Alemão (Bayern de Munique), o Grego (Olympiacos), o Russo (Spartak Moscou) e o Ucraniano (Shakhtar Donetsk), já conhecem seus campeões. Em outros, a conclusão da disputa pelo título é apenas uma questão de dias.

Conheça abaixo os jogadores brasileiros que podem se sagrar campeões nacionais na Europa neste fim de semana.

JUVENTUS

Finalistas da Liga dos Campeões da Europa, os laterais Daniel Alves e Alex Sandro, além do goleiro Neto, precisam apenas de um empate na “decisão” contra a Roma, vice-líder, no domingo, para ajudar a Juventus a conquistar com duas rodadas de antecedência o sexto título italiano consecutivo. O time de Turim tem sete pontos de vantagem para a Roma e oito para o Napoli, que ainda tem chances. O clube do sul da Itália, no entanto, leva a pior no confronto direto com a Juventus, primeiro critério de desempate.

CHELSEA

David Luiz, Willian e Kenedy podem ser campeões ingleses já nesta sexta-feira. Para isso, basta que o Chelsea (84 pontos) derrote o West Bromwich, fora de casa. Caso o líder da Premier League não vença seu compromisso válido pela antepenúltima rodada, a conquista antecipada do troféu dependerá de um tropeço do Tottenham (77), vice-líder e única ameaça ao título, no difícil encontro com o Manchester United.

MONACO

Fabinho, Jemerson, Jorge e Boschilia não conseguiram levar o Monaco para a decisão da Liga dos Campeões, mas estão prestes a ver o time do Principado encerrar um jejum de 17 anos sem conquistar o título francês. A equipe da sensação Mbappé será campeã nacional neste domingo se conseguir aumentar a vantagem de três pontos que possui atualmente em relação ao Paris Saint-Germain, segundo colocado. Os monegascos recebem o Lille no mesmo horário do confronto entre PSG e Saint-Étienne.

BENFICA

Todo ano, uma porção de jogadores brasileiros conquista o campeonato português. Nesta temporada, Ederson, Luisão, Filipe Augusto, Jonas, Júlio César, Jardel e Marcelo Hermes estão com a mão na taça. São eles os representantes do futebol pentacampeão mundial no Benfica (78), atual tricampeão nacional, que precisa vencer o Vitória de Guimarães, no sábado, para ser tetra. Qualquer outro resultado abre a possibilidade de o Porto (73) levar a disputa para a última rodada, desde que derrote o Paços de Ferreira, no domingo.

FEYENOORD

Pouco conhecido no Brasil, o zagueiro Eric Botteghin, revelado no Grêmio Barueri e com passagem pelo Internacional, está perto de ajudar o Feyenoord a ser campeão holandês pela primeira vez neste século. A equipe de Roterdã entra na última rodada da Eredivisie, que será jogada neste domingo, com um ponto e cinco gols de vantagem no saldo de gols (primeiro critério de desempate) em relação ao Ajax. O Feyernoord joga em casa contra o Heracles. Já o time de Amsterdã visita o Willem II.

AJAX

Se o Feyenoord der bobeira e não derrotar o Heracles, David Neres e o Ajax terão a chance de conquistar o título holandês que o clube deixou escapar nas duas últimas temporadas. Contratado do São Paulo no início do ano, o jovem atacante brasileiro de 20 anos ainda é reserva e só participou de sete partidas da competição nacional, mas já marcou três gols.


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Manchester City tem pior custo-benefício da temporada; veja ranking
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Rafael Reis

Ameaçado de não conseguir a classificação para a Liga dos Campeões no ano de estreia de Pep Guardiola no futebol inglês, o Manchester City é o clube com pior custo-benefício do futebol europeu nesta temporada.

Levando em consideração apenas o valor investido na chegada de reforços para 2016/17, cada ponto conquistado pelos Citizens na atual edição da Premier League custou incríveis 3,09 milhões de euros (mais de R$ 10,7 milhões).

Afinal, nenhum clube do planeta torrou mais dinheiro com novos jogadores que o City nesta temporada. Foram 213 milhões de euros (R$ 737 milhões) gastos em contratações feitas a pedido do treinador espanhol, como o brasileiro Gabriel Jesus, o goleiro chileno Claudio Bravo e o alemão Leroy Sané.

Só que os resultados não foram tão bons quanto Guardiola imaginava. Seu time não só ficou distante da briga pelo título inglês, como, a três rodadas do fim da temporada, ainda corre risco de não se classificar para a Champions.

O City ocupa a quarta colocação da Premier League, a última que dá vaga para o torneio continental. Tem 69 pontos, três a mais que o Arsenal, que vem logo na sequência.

Arquirrival de cidade, o Manchester United é o segundo colocado no ranking dos clubes com pior custo-benefício da temporada. O time de José Mourinho, que gastou mais de 100 milhões de euros só na contratação de Paul Pogba, investiu 2,85 milhões de euros (R$ 9,8 milhões) para cada ponto ganho.

Dos dez clubes com pontos mais caros desta temporada, seis são ingleses. Esse resultado já era previsível, já que nenhuma liga do planeta chega sequer perto do investimento feito em contratações pela Premier League.

O top 10 conta ainda com dois clubes da Alemanha (Wolfsburg, que está ameaçado de rebaixamento, e Borussia Dortmund) e mais dois da Itália (Inter de Milão e Juventus).

A Juve, aliás, é a prova de que ter uma relação investimento/ponto alto não é necessariamente sinônimo de fracasso. A atual pentacampeã italiana aparece na lista porque gastou quase 192 milhões de euros (R$ 664 milhões) em reforços. Mas, em compensação, chegou à decisão da Liga dos Campeões.

Seu adversário na decisão no dia 3 de junho, no entanto, teve um custo-benefício bem melhor. Como investiu pouco em contratações nesta temporada (só 30 milhões de euros) e briga pela ponta do Espanhol com o Barcelona, o Real Madrid gastou apenas 357 mil euros (R$ 1,2 milhão) por ponto obtido em seu campeonato nacional.

Entre os clubes de primeiro escalão do futebol europeu, nenhum tem o ponto tão barato quando a equipe de Zidane –nem mesmo o Monaco, líder do Francês e semifinalista da Champions, que gastou 587 mil euros (R$ 2 milhões) por ponto conquistado.

OS 10 CLUBES COM PONTO MAIS CARO DA TEMPORADA
1º – Manchester City (ING) – 3,09 milhões de euros
2º – Manchester United (ING) – 2,85 milhões de euros
3º – Inter de Milão (ITA) – 2,75 milhões de euros
4º – Crystal Palace (ING) – 2,64 milhões de euros
5º – Juventus (ITA) – 2,25 milhões de euros
6º – Wolfsburg (ALE) – 2,14 milhões de euros
7º – Leicester (ING) – 2,12 milhões de euros
8º – Borussia Dortmund (ALE) – 2,02 milhões de euros
9º – West Ham (ING) – 1,99 milhões de euros
10º – Middlesbrough (ING) – 1,88 milhões de euros


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9 times que disputam campeonatos nacionais fora dos seus países
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Rafael Reis

Imagine Palmeiras e Corinthians disputando o Campeonato Argentino, Internacional e Grêmio medindo forças com Peñarol e Nacional no Uruguaio ou mesmo Atlético-MG e Cruzeiro se arriscando no Paraguaio.

Por mais pitorescas que pareçam, situações como essas não têm nada de ilegal e nem são proibidas pelo regulamento da Fifa. Pelo contrário, são mais comuns do que você pode imaginar.

Dezenas e dezenas de clubes espalhados ao redor do planeta disputam atualmente campeonatos nacionais de países que não são os seus. E alguns deles, você certamente conhece.

Apontamos abaixo nove casos de times de futebol que competem em ligas nacionais estrangeiras.

MONACO

Para o mundo do futebol, o semifinalista da Liga dos Campeões da Europa é um clube francês. No entanto, Monaco é um país independente da França, governado pelo príncipe Albert 2º e com cerca de 38 mil habitantes. Com uma população tão pequena, a micronação não tem condições de organizar um campeonato nacional de futebol minimamente decente e sequer possui uma seleção reconhecida pela Fifa. Por isso, o clube que leva o nome do país disputa desde 1933 o Campeonato Francês e tem, inclusive, direto de representar a França em competição internacionais.

SWANSEA CITY

Integrante da primeira divisão inglesa desde 2011 e campeão da Copa da Liga Inglesa em 2013, o Swansea é de País de Gales, território que faz parte do Reino Unido, mas que, no futebol, é independente da Inglaterra. O clube compete na liga vizinha porque se profissionalizou antes de existir futebol profissional em sua terra natal. Até 1995, o Swansea também jogava a Copa de Gales. A participação dos “ingleses”, no entanto, foi proibida posteriormente.

CARDIFF CITY

Outro dos seis clubes galeses que atualmente disputam as ligas profissionais ou semiprofissionais da Inglaterra, o Cardiff encontra-se atualmente na segunda divisão inglesa, mas passou pela Premier League em 2013/14. Curiosamente, seu elenco é muito mais inglês que galês. São apenas dois jogadores do país onde está sediado, contra 14 representantes da nação vizinha.

VADUZ

O lanterna do Campeonato Suíço é o único clube profissional de futebol de Liechtenstein, principado de 37 mil habitantes que faz fronteira com Áustria e Suíça. Apesar de disputar a liga do vizinho, o Vaduz também joga contra times amadores na Copa de Liechtenstein e venceu 18 das últimas 19 edições da competição.

SAN MARINO

Outro exemplo de time de um micropaís (San Marino tem 33 mil habitantes) que optou por fazer parte de uma liga mais forte. A equipe da cidade de Serravalle disputa hoje a quarta divisão italiana, mas já chegou até mesmo a jogar a segundona. O clube não participa do Campeonato de San Marino, que define o representante do país nas competições europeias.

WELLINGTON PHOENIX

Apesar de já ter disputado duas Copas do Mundo, a última em 2010, a Nova Zelândia não conta com uma liga profissional de futebol. É por isso que o Wellington Phoenix optou desde sua fundação, em 2007, por disputar a A-League, o campeonato da Austrália. A decisão faz com que o clube não apenas participe de uma liga de um país que não é o seu, como também faça parte de uma confederação diferente daquela onde está a Nova Zelândia –apesar de estar localizada na Oceania, a Austrália é filiada à Confederação Asiática de Futebol.

TORONTO FC

o atual vice-campeão da Major League Soccer, a principal liga profissional do futebol dos Estados Unidos, não vem dos EUA, mas sim do Canadá. O Toronto FC disputa a MLS desde 2007 e dá sequência a uma tradição de franquias canadenses disputando ligas norte-americanas de diferentes esportes. A cidade de Toronto também tem representantes na MLB (beisebol), na NBA (basquete), na NHL (hóquei sobre o gelo) e na NLL (lacrosse).

VANCOUVER WHITECAPS

Fundado em 1974, estreou na MLS em 2012. Assim como os outros times do Canadá que disputam ligas profissionais no Estados Unidos, o Vancouver Whitecaps também joga anualmente o Campeonato Canadense, que define o representante do país na Concachapions. A equipe foi campeã em 2015 e acumula seis vices.

MONTRÉAL IMPACT

Caçula entre os times canadenses que disputam a MLS, a franquia foi fundada em 2010 e foi vice-campeã da Concachampions em 2015. É o único dos times da Major League Soccer que não tem o inglês como língua oficial, mas sim o francês, já que Montréal fica em uma região do Canadá que foi colonizada pela França.


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Como Falcao enterrou piadas para se tornar líder de time sensação da Europa
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Rafael Reis

Marcar 28 gols em uma única temporada é uma marca de respeito para praticamente qualquer atacante do futebol mundial. Mas, para Radamel Falcao García, o feito vale muito mais.

O sucesso do centroavante colombiano no Monaco, que recebe a Juventus nesta quarta-feira por vaga na final da Liga dos Campeões, significa o fim de um tenebroso período marcado por lesões, banco de reservas, jejum de gols, piadas e até mesmo a desconfiança se ele conseguiria voltar a jogar em alto nível.

Um dos grandes artilheiros do planeta até pouco tempo atrás, o camisa 9 não marcava tantos gols em uma única temporada desde 2012/13, quando se despediu do Atlético de Madri.

Contratado a peso de ouro pelo Monaco (43 milhões de euros), o colombiano sofreu uma grave lesão no joelho, perdeu a Copa do Mundo-2014, acabou emprestado para Manchester United e Chelsea e nunca mais foi o mesmo.

Foram três anos com a carreira em declínio. Ao longo de 64 partidas, marcou apenas 18 gols. O fundo do poço aconteceu na temporada passada. No Chelsea, chegou ao cúmulo de virar a última opção do elenco para o ataque e não ser nem relacionado para o banco de reservas.

A sorte de Falcao começou a mudar quando seu caminho cruzou com o técnico português Leonardo Jardim.

O jovem treinador português de 42 anos, apenas 11 a mais que o astro colombiano, não só fez questão de reinseri-lo no elenco do Monaco para a atual temporada, como apostou no centroavante como titular e capitão da equipe.

Livre dos problemas físicos que tanto vinham prejudicando sua carreira, Falcao retribuiu o voto de confiança dado pelo técnico com quase três dezenas de gols e a liderança positiva sobre uma garotada que tem assombrado a Europa.

No Monaco, favorito ao título francês e semifinalista da Champions, o atacante funciona como uma espécie de tiozão conselheiro.

Único jogador de linha titular com mais de 30 anos e vivência de ter passado por alguns dos grandes clubes do futebol mundial, Falcao orienta jovens estrelas como Mbappé, 18, Lemar, 21, e Bernardo Silva, 22, a terem um posicionamento melhor dentro de campo e um bom comportamento fora dele.

Em troca, recebe da garotada muitos passes precisos para transformar em gols, reconstruir sua carreira e ganhar cada vez mais confiança. Artilheiro do Monaco na temporada, Falcao García reaprendeu a voar.


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Sensação da temporada, Monaco pode faturar até R$ 1,2 bilhão com revelações
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Rafael Reis

Uma das três equipes ainda vivas na Liga dos Campeões que buscam o primeiro título europeu de sua história, o Monaco inicia nesta terça-feira a busca por uma vaga nas semifinais da competição interclubes mais importante do planeta.

Mas, independente do que aconteça no confronto com o Borussia Dortmund, o clube do principado já pode celebrar seu sucesso na temporada 2016/17.

Um sucesso que atingiu um cheio seu elenco. Resultado: boa parte do time titular, normalmente escalado pelo técnico português Leonardo Jardim, está na mira dos grandes clubes do continente e deve protagonizar algumas das maiores transações da próxima janela de transferências.

Conheça abaixo 7 jogadores do Monaco que estão em alta no Mercado da Bola e podem vestir uma nova camisa depois das férias do verão europeu.

KYLIAN MBAPPÉ
Atacante
18 anos
Francês
Quem quer: Real Madrid, PSG, Arsenal e Manchester City
Valor estimado do negócio: 120 milhões de euros (R$ 399 milhões)

O nome da moda no futebol europeu neste momento. Autor de dois gols contra o Manchester City, nas oitavas de final da Champions, Mbappé pode se tornar a contratação mais cara da história do futebol. Segundo a imprensa francesa, o Monaco já recusou uma proposta de 110 milhões de euros (R$ 365 milhões), feita pelo Real Madrid, e quer 10 milhões de euros (R$ 34 milhões) a mais para negociá-lo.

BERNARDO SILVA
Meia-atacante
22 anos
Português
Quem quer: Bayern de Munique, Barcelona, Chelsea e Manchester United
Valor estimado: 80 milhões de euros (R$ 266 milhões)

Era o jogador mais valorizado do Monaco até o surgimento do “furacão Mbappé”. Um dos bons nomes da nova geração portuguesa, joga pelos dois lados do campo, é rápido, criativo e habilidoso. Tem a seu favor ainda o fato de ter como empresário o compatriota Jorge Mendes, o mesmo de Cristiano Ronaldo e José Mourinho, um mestre na arte de negociar transferências milionárias.

TIEMOUÉ BAKAYOKO
Volante
22 anos
Francês
Quem quer: Chelsea e Manchester United
Valor estimado do negócio: 60 milhões de euros (R$ 199 milhões)

Alto, forte, técnico e dinâmico, o volante de origem marfinense cairia como uma luva no futebol inglês. Pelo menos, é no que acreditam Chelsea e Manchester United, os favoritos para contratar Bakayoko. Os “Red Devils” inclusive já fizeram uma proposta de 40 milhões de euros (R$ 133 milhões) pelo jogador em janeiro. Mas o Monaco respondeu que só aceita negociá-lo por 60 milhões de euros (R$ 199 milhões).

THOMAS LEMAR
Meia
21 anos
Francês
Quem quer: Chelsea, Barcelona e Manchester United
Valor estimado do negócio: 35 milhões de euros (R$ 116 milhões)

Jogador com características semelhantes às de Andrés Iniesta, é um dos nomes monitorados pelo Barcelona para substituir o veterano meia espanhol de 32 anos. Mas o Barça tem a concorrência de Chelsea e Manchester United, que também desejam o cérebro do Monaco. Vale lembrar que, dois anos atrás, o clube alvirrubro pagou menos de 4 milhões de euros (R$ 13 milhões) para tirar Lemar do Caen.

BENJAMIN MENDY
Lateral esquerdo
22 anos
Francês
Quem quer: Manchester City
Valor estimado: 35 milhões de euros (R$ 116 milhões)

Contratado em julho do Olympique de Marselha por 13 milhões de euros (43 milhões), o lateral esquerdo que estreou pela seleção francesa no mês passado pode fazer o Monaco lucrar 169% em apenas uma temporada. É que Pep Guardiola considera Sidibé como uma aposta  interessante para a reformulação de plantel que deve promover no Manchester City depois do fiasco em seu ano de estreia na Inglaterra.

FABINHO
Lateral direito e volante
23 anos
Brasileiro
Quem quer: Manchester City e Manchester United
Valor estimado do negócio: 30 milhões de euros (R$ 100 milhões)

Pouco reconhecido no Brasil, de onde saiu com apenas 18 anos, está há pelo menos duas temporadas na lista de compras do Manchester United. Apesar de ter deixado a lateral direita nos últimos meses para compor o meio-campo do Monaco, não só continua na mira da equipe de José Mourinho, como também chamou a atenção de Pep Guardiola, o comandante do Manchester City.

DJIBRIL SIDIBÉ
Lateral direito
24 anos
Francês
Quem quer: Arsenal e Barcelona
Valor estimado: 25 milhões de euros (83 milhões)

Cara nova em uma posição que é carente de renovação no mundo todo, Sidibé foi contratado do Lille em julho, estreou pelo Monaco em agosto e assumiu a titularidade da lateral direita da seleção francesa em setembro. Na próxima janela de transferências, deve receber do assédio do Barcelona, que busca um novo jogador confiável para o setor desde a venda de Daniel Alves. O Arsenal, que disputou Sidibé com o Monaco meses atrás, também pode voltar à jogada.


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7 curiosidades sobre Mbappé, o garoto sensação do futebol mundial
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Rafael Reis

Você já ouviu falar de Kylian Mbappé? É bem provável que esse nome tenha saltado diante dos seus olhos nos últimos meses. Mas se ele ainda é um anônimo para você, prepare-se: conhecer o garoto que se tornou febre na Europa nesta temporada é só uma questão de tempo.

Em sua primeira temporada completa no elenco profissional do Monaco, o atacante francês de 18 anos apresenta números dignos de adulto. São 19 gols, 11 assistências, estreia na seleção principal e atuações de protagonista na classificação do seu time para as quartas de final da Liga dos Campeões.

É por isso que todo mundo quer Mbappé. Manchester United, Arsenal, Manchester City, Real Madrid e Paris Saint-Germain já manifestaram intenção de contratá-lo. Mas o preço pedido pelo clube monegasco é dos mais salgados: 130 milhões de euros (R$ 441 milhões).

Descubra abaixo sete curiosidades sobre o menino que conquistou a Europa nos últimos meses e parece prestes a se tornar a próxima estrela do futebol mundial.

1 – Novo Henry
As comparações entre Mbappé e Thierry Henry, campeão mundial com a França em 1998 e maior artilheiro da história do Arsenal, são inevitáveis. Além do estilo de jogo semelhante, ambos foram produzidos pela academia de futebol de Clairefontaine e se profissionalizaram no Monaco. O garoto sensação da Europa, aliás, roubou dois recordes que pertenciam a Henry: o de jogador mais jovem a estrear pelo clube (16 anos, 11 meses e 12 dias) e a balançar as redes (17 anos e 2 meses).

2 – Tiete de CR7

Mbappé tem na ponta da língua a resposta para uma das mais tradicionais e complexas perguntas do futebol mundial na atualidade: Messi ou Cristiano Ronaldo? Apesar de admirar bastante o argentino do Barcelona, o francês é fã mesmo do atual melhor jogador do mundo. Em 2013, quando visitou o Real Madrid, o jogador fez questão de conhecer o ídolo. E a foto do encontro entre eles se tornou um meme desde que Mbappé se tornou famoso no mundo da bola.

3 – Rejeitou o Real Madrid
Apesar de ser torcedor de infância do Real Madrid, Mbappé rejeitou a primeira proposta que recebeu para defender o time espanhol. Aos 14 anos, foi convidado para conhecer o clube e se juntar às suas categorias de base. O garoto foi até a Espanha, passeou pelo Santiago Bernabéu, mas voltou para a França e foi jogar no Monaco. A escolha teve uma boa justificativa: mudar de país poderia prejudicar os estudos do adolescente.

4 – Filho do técnico
Kylian é hoje uma das principais atrações da temporada europeia. Mas, nas categorias de base do AS Bondy, clube dos subúrbios de Paris, o atacante era apenas o filho do técnico Wilfried Mbappé. O hoje jogador do Monaco atuou na equipe do seu pai por três anos, entre 2010 e 2013, quando completou o período de formação na academia de Clairefontaine.

5 – Maior empresário do mundo
Oficialmente, o empresário de Mbappé é seu pai, Wilfried. Mas, quem está cuidando do futuro da nova estrela do futebol francês é o português Jorge Mendes, conhecido por ser o maior agente de futebol do planeta e o responsável pelas carreiras de Cristiano Ronaldo e do técnico José Mourinho. O objetivo de Mendes é claro: fazer do novo cliente a transferência mais cara da história –posto que hoje pertence a Paul Pogba, contratado por 105 milhões (R$ 356 milhões) pelo Manchester United no ano passado.

6 – Le Petit Bleu

Mbappé disputou sua primeira partida na seleção francesa principal na vitória por 3 a 1 sobre Luxemburgo, pelas eliminatórias da Copa-2018, no último sábado.  Com 18 anos, 3 meses e 5 dias, o menino prodígio foi o jogador mais jovem a vestir a camisa azul nos últimos 62 anos. Em 1955, o ex-atacante Maryan Wisnieski atuou pela França com 18 anos, 2 meses e 1 dia.

7 – Garoto de 3 seleções
O jovem atacante do Monaco já até estreou pela equipe adulta da França, mas se quisesse poderia defender outras duas seleções. De origem africana, Mbappé poderia jogar por Camarões, terra do seu pai, Wilfried, ou pela Argélia, onde nasceu sua mãe, a ex-jogadora profissional de handebol Fayza.


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