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6 brasileiros que estão em fim de contrato e já podem assinar com seu time
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Rafael Reis

Você, torcedor, ainda está com a cabeça apenas nos campeonatos estaduais? Pois sabia que, pelo bem do seu clube de coração, é bom que os dirigentes já estejam pensando no Brasileiro e no futebol que será jogado por aqui no segundo semestre.

Apesar de ainda estarmos em fevereiro, os clubes daqui já podem garimpar (e acertar com) reforços no exterior para julho. E o melhor: sem ter de pagar por seus direitos econômicos.

De acordo com as regras de transferência da Fifa, qualquer jogador que esteja a menos de seis meses do fim do seu contrato atual já pode selar compromisso oficial com uma nova equipe.

Isso significa que atletas cujos vínculos terminam no fim da atual temporada europeia estão livres para negociar seus futuros e já definir quais clubes irão defender no segundo semestre de 2018.

Conheça abaixo seis jogadores brasileiros que estão nessa situação e podem voltar para casa depois da Copa do Mundo.

RAFINHA
Lateral direito
32 anos
Bayern de Munique (ALE)

Com uma carreira construída quase que exclusivamente no futebol europeu, onde atua desde 2005, o lateral direito teve namoricos com Palmeiras, Cruzeiro e Flamengo no começo do ano e pode retomar essas conversas caso não renove com o Bayern de Munique. A indefinição sobre o futuro do clube bávaro, que está com um técnico “tampão” e vai mudar de comando na próxima temporada, é um fator que pode pesar na decisão, assim como as saudades do Brasil.

BERNARD
Meia-atacante
25 anos
Shakhtar Donetsk (UCR)

Assim como Rafinha, o ex-jogador do Atlético-MG também movimentou bastante o Mercado da Bola do início do ano e teve seu nome ligado a possíveis transferências para Palmeiras e São Paulo. Mas Bernard permaneceu na Ucrânia e vai cumprir os últimos meses do seu contrato com o Shakhtar. O meia-atacante tem chances reais de voltar ao Brasil. No entanto, como vive um bom momento no Leste Europeu, pode renovar com a equipe ucraniana ou até arranjar uma transferência para um mercado mais atrativo.

ROMARINHO
Atacante
27 anos
Al-Jazira (EAU)

Destaque do último Mundial de Clubes da Fifa, o ex-atacante do Corinthians é um dos jogadores mais importantes do Al-Jazira. Mesmo assim, só tem mais quatro meses de contrato com o clube dos Emirados Árabes. Pouco conhecido na Europa, não tem mercado nas ligas mais importantes do planeta. Por isso, seu destino deve ser permanecer mais um pouco no Oriente Médio ou retornar ao Brasil.

LUISÃO
Zagueiro
37 anos
Benfica (POR)

Veterano das Copas do Mundo de 2006 e 2010, o zagueiro é praticamente um patrimônio no Benfica, clube que defende há 15 anos e pelo qual já disputou mais de 520 partidas. Por isso, o mais provável é que Luisão siga renovando contratos anuais com o time português até decidir que chegou a hora da aposentadoria. Mas talvez ele ainda tope uma última passagem pelo futebol brasileiro antes da despedida dos gramados.

WELLINGTON NEM
Meia-atacante
26 anos
Shakhtar Donetsk (UCR)

Badalado reforço do São Paulo no ano passado, o ex-jogador do Fluminense ficou devendo no Morumbi e não teve seu empréstimo renovado. Recuperando-se de problemas físicos, Nem está completamente fora dos planos do Shakhtar Donetsk, que inclusive o liberou para permanecer no Brasil neste início de ano. Apesar de seu contrato vencer em junho, é bem possível que ele seja rescindido antes caso o meia-atacante encontre um novo time para defender.

RAFAEL CABRAL
Goleiro
27 anos
Napoli (ITA)

Campeão da Libertadores de 2011 com o Santos, o goleiro parecia caminhar para uma longa trajetória na seleção brasileira até ir parar no banco do Napoli e de lá não sair mais. Na soma das últimas três temporadas, Rafael Cabral participou de apenas duas partidas. Sem muitas perspectivas no líder do Campeonato Italiano, o brasileiro dificilmente renovará seu contrato e, caso queira, terá a oportunidade de tentar reconstruir sua carreira por aqui.


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Na mira, Malcom se surpreende com Tite: “Achei que o grupo estava fechado”
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Rafael Reis

Um dos destaques brasileiros na temporada 2017/18 do futebol europeu, Malcom tem um motivo especial para jogar bem na próxima partida do Bordeaux, domingo, contra o Olympique de Marselha, pela 26ª rodada do Campeonato Francês.

Sylvinho, um dos auxiliares de Tite, estará nas arquibancadas do Vélodrome para acompanhar de perto o ex-atacante do Corinthians.

O motivo da visita não é nada protocolar. A quatro meses da Copa do Mundo, o treinador da seleção resolveu espalhar sua equipe técnica por estádios do Brasil e da Europa para garimpar alguns novos nomes que possam fazer parte do elenco que vai para a Rússia-2018.

Autor de oito gols e sete assistências nesta temporada, a terceira pelo clube francês, Malcom entrou nessa espécie de “lista de observação” de Tite. E se surpreendeu com isso.

“Foi uma surpresa. Não achava [que poderia ser lembrado antes da Copa]. Eu conheço o método do Tite, ele é um cara de grupo, achei que já estava com o grupo fechado. Fiquei muito feliz, estou vendo que meu trabalho está sendo reconhecido. Agora é dar meu máximo e esperar para ver se vem uma convocação”, afirmou o jogador.

A expectativa de Malcom (e também dos outros nomes que estão sendo observados neste mês pela comissão técnica da seleção) é aparecer na lista para os amistosos contra Rússia e Alemanha, em 23 e 27 de março. A convocação para os dois jogos será feita no dia 2.

O futebol que colocou o atacante 20 anos na mira de Tite é o mesmo que deve levá-lo para um dos grandes clubes do futebol europeu na próxima temporada.

O jogador foi procurado nos últimos meses por Tottenham, Arsenal e Manchester United. E, apesar de não esconder que gostaria de ter sido negociado na janela de transferências de janeiro, selou um acordo com a diretoria do Bordeaux para permanecer no clube até a Copa.

“Já falei que queria ter saído para correr atrás de novos objetivos. Mas também tenho que lembrar que o Bordeaux me ajudou muito. Dei a eles minha palavra que ia continuar até para ter mais tempo para pensar em qual clube vou jogar. Esses três ou quatro meses vão fazer muita diferença.”

De acordo com Malcom, o acordo selado ente ele e o clube francês é simples. No meio do ano, quando a janela de transferências reabrir, o atacante decidirá seu destino e comunicará à diretoria para que aceite a proposta que receber –o jogador tem contrato até 2021.

“Sim, houve uma promessa de que serei negociado em junho. Eu vou escolher o time, e o Bordeaux vai liberar”, resumiu.

Ou seja, os próximos meses da carreira de Malcom prometem ser agitados. Com ou sem Copa do Mundo…


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7 astros que estão com contrato no fim e já podem assinar com novo time
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Rafael Reis

A janela de transferências para a segunda metade da temporada europeia mal terminou, e os principais clubes do planeta já estão preocupados com a formação dos seus elencos para 2018/19.

Esse planejamento antecipado não é nenhum exagero. Afinal, jogadores cujos contratos terminam até julho já estão aptos para assinar com uma nova equipe para o segundo semestre deste ano.

E há muita gente da primeira linha do futebol mundial nessa situação: astro da seleção holandesa, jogador da seleção italiana, destaque do Bayern de Munique, atletas importantes dos Manchester City e United.

Apresentamos abaixo 7 jogadores famosos que estão há menos de seis meses do fim dos seus contratos e que, por isso, já podem selar a transferência para um novo clube no pós-Copa do Mundo.

ARJEN ROBBEN
Atacante
34 anos
Holanda
Bayern de Munique (ALE)

Um dos jogadores mais habilidosos de sua geração, o atacante titular da seleção holandesa em três Copas do Mundo (2006, 2010 e 2014) continua sendo uma peça-chave no Bayern de Munique, apesar de já ter 34 anos e dos constantes problemas físicos que marcaram sua carreira. De acordo com o CEO do clube alemão, Karl-Heinz Rummenigge, Robben vem conversando há meses com o time mais poderoso da Bundesliga para uma extensão do seu contrato.

YAYA TOURÉ
Meia
34 anos
Costa do Marfim
Manchester City (ING)

Apesar de atualmente ser reserva do Manchester City, o meio-campista é um dos principais nomes da história do clube inglês. Ex-desafeto do técnico Pep Guardiola, o marfinense alia força física e técnica rebuscada. Mesmo com a idade elevada e sem muita perspectiva de renovação de contrato, Touré recusou no mês passado uma proposta milionária para atuar no futebol da China.

ZLATAN IBRAHIMOVIC
Atacante
36 anos
Suécia
Manchester United (ING)

Autor de quase 500 gols ao longo de 17 anos como profissional, o centroavante já não é mais um dos homens de frente mais temidos do futebol mundial, mas ainda impõe respeito às defesas adversárias. Enfrentando problemas físicos, participou de apenas sete partidas do Manchester United nesta temporada e dificilmente continuará na Inglaterra depois de junho. Seu destino mais provável é a MLS (Major League Soccer), a elite do futebol nos Estados Unidos. Ibrahimovic interessa ao Los Angeles Galaxy, mesma franquia que já teve David Beckham no seu elenco.

GIORGIO CHIELLINI
Zagueiro
33 anos
Itália
Juventus (ITA)

É difícil imaginar Chiellini vestindo a camisa de outro clube que não seja a Juventus. O zagueiro da seleção italiana atua no time de Turim desde 2005 e deve herdar a braçadeira de capitão de Gianluigi Buffon depois da aposentadoria do goleiro. Isso, é claro, se permanecer na Juventus. Chiellini tem afirmado seguidamente que não tem intenção nenhuma de mudar de clube e que só “falta colocar no papel” sua renovação. Mas enquanto não assinar o novo contrato, tudo pode acontecer.

FRANCK RIBÉRY
Meia-atacante
34 anos
França
Bayern de Munique (ALE)

Eleito o melhor jogador da Europa e o terceiro do planeta em 2013, é um dos principais responsáveis pelo sucesso do Bayern de Munique na última década. Jogador do clube alemão desde 2007, não tem mais a vitalidade do início de carreira, mas continua bastante técnico e criativo. Na atual temporada, tem sido titular nos jogos mais importantes. Se quiser, Ribéry pode renovar seu contrato e permanecer no time bávaro até o fim da carreira.

MAROUANE FELLAINI
Meia
30 anos
Bélgica
Manchester United (ING)

Fellaini não é o jogador dos sonhos de nenhum treinador, mas vira e mexe salva o Manchester United com um gol de cabeça ou uma assistência se aproveitando da altura elevada (1,94 m). É assim desde que chegou ao clube, em 2013. E, se depender do técnico José Mourinho, continuará sendo na próxima temporada. Mas, apesar da campanha feita pelo treinador português para que o belga assine logo a renovação do seu contrato, Fellaini tem feito jogo duro para acertar um novo vínculo.

MARIO BALOTELLI
Atacante
27 anos
Itália
Nice (FRA)

O polêmico atacante italiano renasceu no futebol francês. Depois de marcar 17 gols na temporada passada, Balotelli já balançou as redes 19 vezes na atual e vive uma das melhores fases de sua carreira. Em alta novamente e sem muita perspectiva de crescimento no Nice, o camisa 9 dificilmente renovará contrato e deve defender um novo clube depois da Copa do Mundo. A Juventus já manifestou interesse em contratá-lo.


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Dinheiro é exceção: 84% das transferências no futebol mundial são gratuitas
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Rafael Reis

Em 2017, as transferências internacionais no Mercado da Bola movimentaram US$ 6,37 bilhões (cerca de R$ 20,2 bilhões).

O valor impressiona, mas representa apenas 15,8% de todas as transações de jogadores de futebol envolvendo clubes de países diferentes.

É que, mesmo em tempos marcados pela gastança desenfreada dos principais clubes do planeta e quando tudo no futebol parece girar em torno do dinheiro, a maioria absoluta das transferências acontece sem nenhum tipo de compensação financeira.

De acordo com o “Global Transfer Market Report” (“Relatório do Mercado Global de Transferências”, em tradução livre para o português), documento divulgado pela Fifa na última semana, 84,2% de todas as transferências internacionais seladas no ano passado foram gratuitas.

Esses negócios incluem empréstimos, mudanças de clube ao fim do contrato vigente, contratações de atletas que não possuíam vínculo com nenhum time ou mesmo transações em que as duas equipes (compradora e vencedora) julgaram não ser necessárias nenhuma espécie de pagamento pelo jogador.

E mesmo entre os 15,8% das transferências que envolvem dinheiro, poucas são as que mexem com quantias milionárias.

Negócios que superam os US$ 10 milhões (pouco menos de R$ 32 milhões), aqueles que normalmente a imprensa dá algum destaque e os torcedores comentam com mais ânimo nas redes sociais, corresponderam a apenas 1% das transações internacionais de 2017, de acordo com o relatório produzido pela Fifa.

As mudanças de clube que movimentaram no máximo US$ 1 milhão (R$ 3,2 milhões) representaram 11% do total, sendo que pouco menos da metade delas (5% do montante global) foram de negócios que não chegaram nem a US$ 100 mil (R$ 320 mil).

Ou seja, enquanto alguns poucos times gastam caminhões de dinheiro para ter um Neymar, um Philippe Coutinho ou Kylian Mbappé em seus elencos, a maioria das equipes de futebol do planeta não investe nada (ou praticamente nada) na compra de direitos econômicos de jogadores.

E esses times não apenas aqueles que estão na periferia da bola.

O Las Palmas, que disputa a primeira divisão espanhol, gastou apenas 350 mil euros (R$ 1,4 milhão) em contratações na atual temporada.

Já o Troyes, adversário de Neymar, o jogador mais caro da história do futebol, na Ligue 1 francesa, obteve um feito ainda mais impressionante: não torra sequer um centavo na aquisição de novos atletas há dois anos e meio.

Sim, o Mercado da Bola movimenta muito dinheiro. Mas ele está em poucas e privilegiadas mãos.


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7 brasileiros (ou quase) desempregados no exterior para reforçar seu time
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Rafael Reis

Os campeonatos estaduais já começaram. Mas isso não significa que os elencos dos clubes brasileiros para a atual temporada estejam fechados.

Como times mais endinheirados, como Flamengo e Palmeiras, aos menos abastados, todo mundo ainda está de olho no Mercado da Bola em busca de opções para reforçar seus grupos de jogadores para 2018.

E há muita gente conhecida na fila dos desempregados, em busca de uma oportunidade para jogar futebol profissionalmente neste ano.

Listamos abaixo sete jogadores brasileiros (ou com passagem pelo futebol pentacampeão mundial) que estavam no exterior, mas que ficaram sem contrato por lá e poderiam reforçar algum time daqui nesta temporada.

RALF
Volante
33 anos
Brasileiro
Último clube: Beijing Guoan (CHN)

O volante, que conquistou dois títulos brasileiros pelo Corinthians e chegou a disputar oito jogos pela seleção, passou as duas últimas temporadas no futebol chinês e, como não teve seu contrato com o Beijong Guoan renovado, está livre no mercado. Desde o fim do ano passado, quando soube que deixaria a equipe asiática, Ralf já teve seu nome especulado no Corinthians, no Palmeiras e no Atlético-MG. No entanto, até agora não assinou com ninguém.

JONATHAN CRISTALDO
Atacante
28 anos
Argentino
Último clube: Vélez Sarsfield (ARG)

Muito querido pela torcida palmeirense pelos dois anos em que vestiu a camisa verde, o carismático e esforçado atacante argentino passou o último semestre sentado no banco de reservas do Vélez Sarsfield, clube que o revelou. Depois de rescindir seu contrato na Argentina, Cristaldo pode aparecer mais uma vez no futebol brasileiro em 2018, já que está em um “namoro” com o Bahia.

GUILHERME SIQUEIRA
Lateral esquerdo
31 anos
Brasileiro
Último clube: Atlético de Madri (ESP)

Pouco conhecido no Brasil, de onde saiu quando tinha apenas 19 anos, o lateral construiu uma carreira sólida na Europa e vestiu as camisas de Benfica, Valencia e Atlético de Madri, entre outros. Fora dos planos do técnico Diego Simeone nesta temporada, Guilherme teve o contrato rescindido no final de setembro e ainda busca um novo clube para defender. Ao longo dos últimos meses, seu nome foi especulado no Corinthians e também na Roma.

EGIDIO ARÉVALO RÍOS
Volante
36 anos
Uruguaio
Último clube: Racing (ARG)

Jogador com participação em duas Copas do Mundo (2010 e 2014), o volante uruguaio que defendeu o Botafogo em 2011 precisa arranjar um novo clube para jogar bem neste semestre e se garantir no Mundial da Rússia. Experiente e um marcador incansável, Arévaldo Ríos não deu certo no Racing, mas tem mercado farto na América do Sul. O jogador tem sido especulado no Colo-Colo (CHI) e também no futebol colombiano.

LIMA
Atacante
34 anos
Brasileiro
Último clube: Al-Ahli (EAU)

Assim como Guilherme Siqueira, o atacante é mais conhecido no exterior do que dentro do Brasil. Apesar de ter passado a maior parte da carreira atuando em clubes pequenos do futebol nacional e ter tido até uma experiência no Santos, Lima só estourou mesmo em Portugal. O veterano marcou 86 gols em 177 partidas do Campeonato Português por Belenenses, Benfica e Braga. Quem sabe não tenha chegado o momento de deixar sua marca também no Brasil?

BRAIAN RODRÍGUEZ
Atacante
31 anos
Uruguaio
Último clube: Pachuca (MEX)

Apesar de não ter feito muito sucesso no Grêmio, clube que defendeu entre 2015 e 2016, o grandalhão centroavante uruguaio até que construiu uma carreira bem bacana. No Huachipato, do Chile, foi artilheiro e campeão nacional. No Pachuca, último time que defendeu, foi ainda mais longe e conquistou a Liga dos Campeões da Concacaf, a Concachampions. Braian Rodríguez também passou pela Espanha, onde defendeu Betis e Numancia.

VICTOR RAMOS
Zagueiro
28 anos
Brasileiro
Último clube: Meizhou Techand (CHN)

A passagem pela segunda divisão chinesa do zagueiro que disputou o último Campeonato Brasileiro pela Chapecoense foi relâmpago. Victor Ramos acertou a transferência para o Meizhou Techand no início do ano e, 18 dias depois, rompeu com a equipe asiática alegando divergências financeiras. De volta ao mercado, o ex-zagueiro do Palmeiras pode voltar para o Vitória, seu primeiro clube como profissional.


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A janela fechou, e esses 7 jogadores famosos ainda estão desempregados
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Rafael Reis

A janela de transferências para a segunda metade da temporada 2017/18 dos principais campeonatos nacionais da Europa terminou na última quarta-feira. Mas nem todo jogador famoso conseguiu um contrato para cumprir até junho.

Atletas famosos, com passagem por alguns dos maiores clubes do planeta, como Manchester City, Barcelona, Juventus e Manchester United, continuam desempregados e em busca de uma camisa para vestir neste ano.

Como não possuem nenhum tipo de vínculo empregatício, eles até podem assinar com clubes europeus fora do período destinado para transferências. No entanto, com o fechamento da janela, fica bem difícil encontrar um time interessante que esteja com o elenco aberto para novos nomes.

Quais as opções? Tentar uma vaguinha em uma dessas equipes que ainda estão contratando, ficar desempregado até o fim da temporada ou buscar um mercado alternativo, como Oriente Médio, EUA, China ou América do Sul.

Conheça abaixo 7 jogadores conhecidos que continuam desempregados depois do fim da janela de transferências.

SAMIR NASRI
Meia-atacante
30 anos
Francês
Último clube: Antalyaspor (TUR)

Jogador de Pep Guardiola no Manchester City até cinco meses atrás, o meia francês rescindiu contrato com o Antalyaspor, na última quarta-feira, depois de apenas oito partidas (e dois gols) pelo clube turco. Nasri, que também passou por Olympique de Marselha, Arsenal e Sevilla, é um jogador extremamente talentoso e criativo, mas que sempre foi criticado ao longo da carreira por “dormir em campo” e oscilar demais. Aos 30 anos, ainda tem lenha para queimar, mas precisa despertar.

GABRIEL PALETTA
Zagueiro
31 anos
Italiano
Último clube: Milan (ITA)

Integrante do elenco da seleção italiana na última Copa do Mundo, o zagueiro perdeu espaço no Milan depois da contratação de Leonardo Bonucci e só jogou uma partida na atual temporada. Por isso, chegou a um acordo com o clube rubro-negro e teve seu contrato rescindido no começo da semana. Nascido na Argentina, poderia retornar ao futebol sul-americano para a reta final de sua carreira. Paletta seria um reforço valioso para a maior parte das equipes que disputam a Libertadores.

BACARY SAGNA
Lateral direito
34 anos
Francês
Último clube: Manchester City (ING)

Dispensado por Pep Guardiola do Manchester City no fim da temporada passada, o lateral ainda não encontrou um clube para defender e está livre no mercado. Sagna ainda tem pretensões de disputar a Copa do Mundo-2018, por isso prefere continuar na Europa. Mas, com a dificuldade de encontrar um time competitivo para impressionar Didier Deschamps, pode até ser que o francês aceite uma incomum transferência para o futebol sul-americano.

ALEX SONG
Volante
30 anos
Camaronês
Último clube: Rubin Kazan (RUS)

Com quase 200 partidas de Premier League no currículo, o volante fez sucesso com a camisa do Arsenal e disputou as duas últimas Copas do Mundo pela seleção camaronesa. Depois de uma passagem de pouco brilho pelo Barcelona, Song rumou para Rússia e defendeu o Rubin Kazan durante uma temporada e meia. Com o contrato recém-rompido, o volante está treinando no Arsenal para manter a forma enquanto não encontra um novo clube.

PATRICE EVRA
Lateral esquerdo
36 anos
Francês
Último clube: Olympique de Marselha (FRA)

Titular da lateral esquerda da França durante uma década e com passagens vitoriosas por Manchester United e Juventus, Evra está suspenso até junho pela Uefa por agredir um torcedor na Liga Europa. Se não quiser ficar parado até o meio do ano, o francês terá de deixar o continente para dar sequência à carreira. Recentemente, Evra foi oferecido ao Boca Juniors, que não se interessou pela contratação. Quem sabe ele não acabe então disputando a Libertadores por um clube brasileiro…

MIRKO VUCINIC
Atacante
34 anos
Montenegrino
Último clube: Al-Jazira (EAU)

Autor de 96 gols ao longo de 304 partidas da primeira divisão italiana, o atacante teve passagens bem razoáveis por Roma (2006-2011) e Juventus (2011-2014) antes de tentar a sorte no Oriente Médio. Vucinic foi para os Emirados Árabes depois da Copa do Mundo de 2014 e permaneceu por lá durante três anos. O montenegrino está sem contrato desde julho e busca uma nova equipe para dar sequência à carreira.

BENOIT TRÉMOULINAS
Lateral esquerdo
32 anos
Francês
Último clube: Sevilla (ESP)

O lateral esquerdo, que até dois anos atrás fazia parte de convocações da seleção francesa, decidiu não renovar contrato com o Sevilla no fim da temporada passada depois de passar um ano inteiro tentando se recuperar de uma grave contusão no joelho. Trémoulinas ainda não tem condição de jogo, mas espera retornar aos gramados em breve. Enquanto isso, procura um clube para defender.


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Brasil é o país que mais vende para o exterior, mas só o 7º que mais fatura
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Rafael Reis

Em 2017, nenhum futebol do planeta vendeu tantos jogadores para o exterior quanto o brasileiro. E nenhum outro país se reforçou tanto com atletas que estavam no estrangeiro quanto o único pentacampeão mundial.

É isso que aponta o “Global Transfer Market Report” (“Relatório do Mercado Global de Transferências”, em tradução livre para o português), disponibilizado pela Fifa na última terça-feira.

De acordo com o documento, produzido a partir dos dados de todas as transferências internacionais seladas no ano passado, o Brasil foi o protagonista do Mercado da Bola em 2017.

Entre janeiro e dezembro, os clubes brasileiros (dos mais diferentes escalões do futebol nacional) negociaram um total de 821 atletas para times do exterior. Esse número é 1,7% maior que em 2016, quando a terra de Neymar e cia também liderou o ranking.

A maior venda de 2017 foi feita pelo Palmeiras. A transferência de Gabriel Jesus para o Manchester City, registrada no primeiro dia do ano passado, movimentou 32,7 milhões de euros (R$ 128 milhões).

O mercado mais comum dos jogadores vendidos por equipes brasileiras não é surpresa para ninguém. No ano passado, o Brasil fez 169 transferências de jogadores para Portugal, sua antiga metrópole.

Esse montante equivale a quase 30% de todos os atletas que os clubes lusitanos buscaram no exterior ao longo do último ano.

Além das vendas internacionais, o Brasil também aparece no topo da lista dos países que mais compraram atletas fora de suas fronteiras em 2017.

Segundo o relatório da Fifa, foram 748 negócios desse tipo, um aumento de 10,2% na comparação com o ano anterior.

No entanto, ao contrário de Inglaterra (732 compras internacionais), Espanha (471), Alemanha (401), Itália (352) e França (336), a maior parte das contratações feitas no exterior por clubes brasileiros não é de estrangeiros que se destacaram em alguma liga menor, mas sim repatriamento de jogadores locais que estavam expatriados.

Essa é só uma das características que diferem o Brasil dos mercados mais ricos do futebol mundial.

Outra dessas diferenças fica evidente no documento apresentado pela Fifa. Apesar de ser o país que mais negociou atletas com o exterior durante 2017, o Brasil ocupa apenas o sétimo lugar no ranking das nações que mais arrecadaram com transferências internacionais.

As 821 vendas feitas por clubes brasileiros para o mercado externo durante o último ano movimentaram US$ 298,8 milhões (cerca de R$ 946 milhões). As equipes da Itália, por exemplo, faturaram 70% a mais com aproximadamente metade das transferências –foram 415 vendas que geraram US$ 508,3 milhões (R$ 1,6 bilhão).

Cada venda internacional feita por um clube do Brasil em 2017 custou em média US$ 364 mil (pouco mais de R$ 1,1 milhão). Já a média das transferências feitas pelos italianos ficou na casa de US$ 1,2 milhão (R$ 3,8 milhões). A dos espanhóis foi ainda mais alta: quase US$ 1,5 milhão (R$ 4,8 milhões).

Ou seja, o Brasil pode até ser o país que mais vende jogadores para o exterior. Mas está longe de ser o que vende melhor.

TRANSFERÊNCIAS PARA O EXTERIOR EM 2017

1º – Brasil – 821 (US$ 298,8 milhões)
2º – Inglaterra – 767 (US$ 655,5 milhões)
3º – Espanha – 565 (US$ 840,4 milhões)
4º – Portugal – 537 (US$ 803,3 milhões)
5º – Argentina – 486 (US$ 204 milhões)
6º – Alemanha – 424 (US$ 483,9 milhões)
7º – França – 422 (US$ 643,9 milhões)
8º – Itália – 415 (US$ 508,3 milhões)


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Por que 2018 está tendo a janela de janeiro mais movimentada da história?
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Rafael Reis

Apesar de ainda faltar um dia para o encerramento da janela de transferências de janeiro, já é possível dizer que 2018 teve o mercado de inverno europeu mais movimentado de todos os tempos.

Mesmo que o volume de dinheiro das negociações (650 milhões de euros, só nas cinco maiores ligas do Velho Continente, até a última segunda-feira) ainda não tenha superado os 675 milhões de euros de 2017, nunca houve tantas transações milionárias quanto neste ano.

Só o antigo recorde de contratação mais cara da história de janeiro na Europa, a ida de Fernando Torres para o Chelsea por 58,5 milhões de euros, que perdurou entre 2011 e 2017, foi superado três vezes ao longo do mês.

Diego Costa trocou o Chelsea pelo Atlético de Madri por 66 milhões de euros. O zagueiro holandês Virgil van Dijk, ex-Southampton, custou 78,8 milhões de euros ao Liverpool. E o Barcelona pagou 160 milhões de euros para ter Philippe Coutinho.

Além desses três negócios, houve pelo menos mais uma transferência envolvendo um jogador de primeiro escalão do futebol mundial: a saída do atacante chileno Alexis Sánchez do Arsenal rumo ao Manchester United –em troca pelo meia armênio Henrikh Mkhitaryan.

Para completar, há ainda a novela sobre a possível transferência do atacante gabonês Pierre-Emerick Aubamyang do Borussia Dortmund para o Arsenal, que ficou para os últimos dias de janeiro.

Mas, afinal, por que uma janela que normalmente é destinada para pequenas transações de jogadores pouco utilizados e remodelagens pontuais de elenco acabou sendo tão movimentada nesta temporada?

São duas as principais explicações para esse fenômeno.

A primeira é que a janela de julho/agosto foi insuficiente para finalizar todos os negócios que estavam em andamento no verão europeu. As transações de Coutinho, Alexis Sánchez e Aubameyang, por exemplo, vinham se arrastando há meses e já poderiam ter sido acertadas na janela passada.

A volta de Diego Costa ao Atético de Madri também não é “coisa de agora”. A transferência do centroavante só foi concretizada neste mês porque o clube espanhol estava proibido de contratar no meio de 2017 –cumpria uma sanção imposta pela Fifa.

O segundo fator responsável pela movimentação histórica nesta janela é a inflação no Mercado da Bola determinada pela transferência de Neymar.

Desde que o atacante brasileiro protagonizou a transferência de 222 milhões de euros, a maior da história, para o Paris Saint-Germain, quase seis meses atrás, os valores das transações dos outros grandes jogadores do planeta subiram drasticamente.

Em julho passado, Coutinho certamente não custaria 160 milhões de euros. E nem Van Dijk valeria 78,8 milhões de euros. Esses são os valores deles já atualizados pelo “fator Neymar”.

É a soma dessas questões e a fome intensa de clubes como Barcelona e Manchester Uniter por reforços que transformou janeiro de 2018 na janela de inverno mais intensa da história do futebol europeu.

OS 10 REFORÇOS MAIS CAROS DE JANEIRO-2018 NA EUROPA

1º – Philippe Coutinho (BRA/Barcelona) – 160 milhões de euros
2º – Virgil van Dijk (HOL/Liverpool) – 78,8 milhões de euros
3º – Diego Costa (ESP/Atlético de Madri) – 66 milhões de euros
4º – Theo Walcott (ING/Everton) – 22,5 milhões de euros
5º – Cenk Tosun (TUR/Everton) – 22 milhões de euros
Guido Carrillo (ARG/Southampton) – 22 milhões de euros
7º – Manuel Akanji (SUI/Borussia Dortmund) – 21,5 milhões de euros
8º – Pietro Pellegri (ITA/Monaco) – 21 milhões de euros
9º – Jürgen Locadia (HOL/Brighton) – 17 milhões de euros
10º – Ross Barkley (ING/Chelsea) – 16,9 milhões de euros


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Lembrado por briga, zagueiro fala em volta ao Palmeiras para fazer justiça
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Rafael Reis

Já faz quase nove anos que Maurício brigou em campo com Obina durante uma partida do Campeonato Brasileiro e acabou sendo dispensado do Palmeiras. A mágoa com o atacante acabou há tempos. Mas aquele episódio ainda não saiu completamente da cabeça do zagueiro.

Vivendo na Europa desde 2013, o hoje jogador da Lazio (ITA) ainda aguarda uma oportunidade de retornar ao clube onde deu seus primeiros chutes e passou quase metade da sua vida.

“Tenho muita vontade de voltar ao Palmeiras, mas não por dinheiro. Quero mostrar para o Brasil inteiro que fui injustiçado. É claro que eu errei, mas todo mundo tem o direito de errar. O Obina teve a oportunidade [de retornar ao clube], mas eu não. Minha vontade é mostrar o novo Maurício, bem mais experiente do aquele menino de nove anos atrás”, afirmou o defensor, hoje com 29 anos.

Cria da base palmeirense, o defensor foi promovido ao time profissional em 2008, logo depois de um empréstimo bem-sucedido ao CRB. No ano seguinte, quando havia se firmando na equipe titular, veio o incidente que marcou sua carreira e repercute até hoje.

A caminho do vestiário para o intervalo de uma partida contra o Grêmio, no Rio Grande do Sul, Maurício e Obina começaram a discutir sobre a jogada de um gol marcado pelos gaúchos. O clima esquentou, e o zagueiro tentou agredir o companheiro com um tapa. Na sequência, levou um soco do atacante.

Os dois jogadores foram expulsos da partida e acabaram dispensados pelo Palmeiras. Obina acabou recontratado em 2012. Maurício, não.

“Eu era um dos jogadores mais queridos do elenco até por ser um garoto que veio da base. Ninguém esperava que eu fosse brigar, ainda mais com o Obina, que também era querido por todos.”

Liberado pelo Palmeiras, Maurício começou a rodar o Brasil em empréstimos para Grêmio, Portuguesa, Vitória e Joinville. Após o fim do seu contrato, ainda defendeu o Sport antes de migrar para a Europa.

No Velho Continente, conquistou a Taça de Portugal pelo Sporting, foi campeão russo pelo Spartak Moscou e, desde 2015, faz parte do elenco da Lazio.

Maurício foi titular da equipe italiana durante mais de um ano, mas acabou perdendo espaço no clube e hoje está fora dos planos do técnico Simone Inzaghi –jogou apenas quatro minutos nesta temporada.

“Tive uma primeira temporada muito boa aqui. Conseguimos levar a Lazio para a Champions, mas houve algumas mudanças no clube e que acabei sendo prejudicado. Tive um desgaste com os diretores e com a comissão técnica. Falaram que eu não estava focado devido a problemas pessoais que vinha tendo. Meu rendimento acabou caindo um pouco”, justifica.

Maurício alega que está há mais de três meses sem receber da Lazio e tenta uma rescisão do seu contrato com o clube de Roma. A ideia inicial é permanecer mais um pouco na Europa, mas…

“Alguns clubes grandes do Brasil já me procuraram, mas as condições salariais são um pouco complicadas. Por isso, combinei com minha família de ficar mais uns anos aqui. Mas sofro demais na Europa. Morro de vontade de voltar para o Brasil”, completa.


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Como River superou investimento do Palmeiras e virou o “PSG das Américas”
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Rafael Reis

No ano passado, o Palmeiras foi chamado por muitos torcedores de “Real Madrid das Américas” devido ao poderio financeiro que possibilitou ao clube ter um elenco recheado de estrelas como Borja, Dudu, Felipe Melo e Guerra.

Mas se o time paulista merece a comparação com o atual bicampeão europeu, um dos seus adversários na Libertadores-2018 ganhou um outro apelido igualmente pomposo, “PSG das Américas”.

Afinal, ninguém no continente gastou tanto dinheiro para montar seu elenco atual quanto o River Plate.

A contratação do centroavante Lucas Pratto, ex-São Paulo, por 11,5 milhões de euros (cerca de R$ 45 milhões), maior negócio da história do futebol argentino, foi só uma pequena mostra do estrago que o time de Buenos Aires tem feito no Mercado da Bola sul-americano.

Para construir o elenco que o técnico Marcelo Gallardo irá dirigir nesta temporada, os “Millonarios”, apelido totalmente apropriado para o momento o clube, gastaram cerca de 54 milhões de euros (R$ 211 milhões).

Dos 28 jogadores da equipe profissional do River, dez custaram mais de 2,5 milhões de euros (R$ 9,8 milhões): o goleiro Franco Armani, o zagueiro Luciano Lollo, o lateral esquerdo Milton Casco, o volante Iván Rossi, os meia Nicolás de la Cruz e Gonzalo Martínez e os atacantes Ignacio Scocco, Santos Borré e Marcelo Larrondo, além de Pratto.

Para se ter uma ideia de como o elenco argentino é caro para os padrões sul-americanos, o Palmeiras gastou pouco mais de 40 milhões de euros (R$ 156 milhões) para construir seu elenco atual.

Ou seja, a construção do plantel do River foi 33% mais cara do que a do clube que se tornou sinônimo de dinheiro no futebol brasileiro.

Ao contrário do Palmeiras, que enriqueceu nos últimos anos graças a uma série de fatores, como a construção de um novo estádio, a força do seu programa de sócios-torcedores e um patrocinador forte, boa parte do dinheiro que os “Millonarios” investiram em reforços veio do próprio Mercado da Bola.

Só nas últimas três temporadas, o River arrecadou mais de 91 milhões de euros (R$ 350 milhões) com venda de jogadores. Só com as idas de Lucas Alario e Sebastián Driussi para Bayer Leverkusen e Zenit São Petesburgo, respectivamente, o clube faturou quase 40 milhões de euros (R$ 156 milhões).

O sonho do “PSG das Américas” para 2018 é o mesmo do Palmeiras e de qualquer outro dos grandes clubes que vão disputar a Libertadores nesta temporada: conquistar o título sul-americano e disputar o Mundial.

O River já venceu o principal torneio interclubes do continente em três ocasiões, 1986, 1996 e 2015. Nesta temporada, ele está no Grupo 4 e terá como primeiros adversários Flamengo, Emelec e um outro clube advindo das etapas preliminares da competição.


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