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Vitória de Modric pode “acalmar” cobiça de Neymar em virar melhor do mundo
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Rafael Reis

A vitória de Luka Modric sobre Cristiano Ronaldo e Mohamed Salah na eleição do melhor jogador do mundo na temporada 2017/18 foi o melhor que poderia ter acontecido para Neymar.

Não que o brasileiro tenha declarado uma especial torcida pelo camisa 10 croata. Mas o triunfo do meia traz pelo menos dois aspectos positivos que podem ajudar o craque do Paris Saint-Germain a não se desesperar na busca pelo prêmio concedido pela Fifa.

O primeiro é o fim da hegemonia de dez anos de conquistas consecutivas de CR7 e Lionel Messi e, consequentemente, da pressão para que Neymar fosse o responsável por colocar fim a essa bipolarização na eleição de maior craque do planeta.

Além disso, a idade elevada de Modric é uma ótima notícia para o atacante do PSG. Com 33 anos recém-completados, o croata é o segundo jogador mais velho a conquistar o prêmio –o italiano Fabio Cannavaro tinha 33 anos e 4 meses em 2006.

Neymar é quase sete anos mais jovem do que o novo melhor jogador do mundo. Ou seja, descobriu na última segunda-feira que não precisa se desesperar e ainda tem um bom tempo pela frente para poder ser o vencedor do “The Best”.

Apesar do aparecimento de uma geração de atletas talentosos mais novos do que ele, como os franceses Paul Pogba (25) e Kylian Mbappé (19), além do espanhol Marco Asensio (22), o brasileiro ainda tem o tempo a seu favor.

Aquela ideia de que é preciso ingressar na lista dos vencedores do prêmio ainda na primeira metade da carreira, como aconteceu com Lionel Messi (22), Cristiano Ronaldo (23), Ronaldinho (24) e Kaká (25),, ficou no passado.

Hoje, com as melhoras na preparação física e na medicina esportiva, é possível chegar ao auge um pouco mais tarde. E, como provou Modric, ganhar seu primeiro prêmio de melhor do mundo já depois dos 30 anos.

Por isso, Neymar pode ganhar mais tempo para amadurecer e chegar, enfim, a ser aquilo que o torcedor brasileiro (e a maior parte do seu estafe) espera dele.

O camisa 10 da seleção de Tite já foi duas vezes finalista do prêmio da Fifa. Em 2015 e 2017, ele terminou na terceira colocação. Neste ano, não entrou nem mesmo entre os dez indicados.

O Brasil vive o maior jejum da sua história na eleição de melhor do mundo. A última vitória do país pentacampeão foi conquistada em 2007, com Kaká. Além dele, Romário (1994), Ronaldo (1996, 1997 e 2002), Rivaldo (1999) e Ronaldinho (2004 e 2005) também foram escolhidos o número um do planeta.


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4 motivos para Modric ser eleito o melhor jogador do mundo
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Rafael Reis

Cristiano Ronaldo, Luka Modric ou Mohamed Salah: qual desses três será o eleito o melhor jogador do mundo na temporada 2017/18?

A resposta para esta pergunta será dada nesta segunda-feira, quando a Fifa anuncia os vencedores do “The Best”, seu prêmio anual concedido aos destaques em diferentes categorias do mundo da bola.

Desde sábado, apresentamos os pontos fortes de cada finalista, os motivos pelos quais cada um deles merece ser eleito o jogador número um do planeta.

Após Cristiano Ronaldo e Salah, chegou a vez de Modric. O meia de 33 anos foi uma espécie de coadjuvante de luxo durante a maior parte de sua carreira, mas ganhou protagonismo na última temporada.

Agora, tenta colocar fim aos dez anos consecutivos de domínio de CR7 e Lionel Messi no prêmio da Fifa. Será que ele consegue?

PAPANDO PRÊMIOS

Modric chega à eleição do “The Best” credenciado pelas vitórias nos dois principais prêmios individuais da temporada passada que já foram entregues. Em julho, o croata foi eleito nada menos que o craque da Copa do Mundo. Já no fim de agosto, derrotou justamente Cristiano Ronaldo e Salah para ganhar o troféu de melhor jogador do futebol europeu entregue pela Uefa.

UM HOMEM, UM PAÍS

Ao contrário dos seus rivais na eleição da Fifa, que tiveram quedas prematuras na Copa do Mundo, Modric foi longe na Rússia-2018. O camisa 10 da Croácia não foi apenas o craque da competição, mas também o maestro de um país que fez a melhor campanha de sua história. Foi graças ao meia que sua seleção conseguiu disputar pela primeira vez a final da competição de futebol mais importante do planeta.

JOGO COLETIVO

Em uma época em que o futebol coletivo tem se sobressaído ao talento individual, nada mais natural do que premiar Modric. O meia do Real Madrid não costuma brilhar tanto quanto CR7 e Salah, mas é uma engrenagem essencial para o funcionamento do clube espanhol e também da seleção croata. Os espanhóis Xavi e Iniesta, de perfis semelhantes, nunca ganharam o melhor do mundo, mas Modric pode mudar essa história.

CONJUNTO DA OBRA

Em tese, o prêmio de melhor jogador do mundo deve levar em consideração apenas o desempenho do atleta durante a última temporada. No entanto, na prática, não é bem isso que acontece. O que o jogador fez no passado costuma, sim, ser levado em conta, principalmente na hora do voto popular. E, aos 33 anos, Modric tem uma carreira brilhante a mostrar para seus possíveis eleitores. São quatro títulos de Liga dos Campeões no currículo, três Mundiais de Clubes e o vice-campeonato da última Copa do Mundo.


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4 motivos para Salah ser eleito o melhor jogador do mundo
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Cristiano Ronaldo, Luka Modric ou Mohamed Salah: qual desses três será o eleito o melhor jogador do mundo na temporada 2017/18?

A resposta para esta pergunta será dada na próxima segunda-feira (24), quando a Fifa anuncia os vencedores do “The Best”, seu prêmio anual concedido aos destaques em diferentes categorias do mundo da bola.

Desde sábado, apresentamos os pontos fortes de cada finalista, os motivos pelos quais cada um deles merece ser eleito o jogador número um do planeta.

Após Cristiano Ronaldo, hoje é a vez de Salah. O atacante de 26 anos nunca havia sequer passado perto de ser cotado para um prêmio de craque do ano. No entanto, explodiu na temporada passada com a camisa do Liverpool.

Agora, sonha repetir o feito obtido pelo liberiano George Weah em 1995 para se tornar apenas o segundo jogador africano eleito o melhor do planeta.

REGULARIDADE

Enquanto seus adversários diretos pelo prêmio da Fifa se destacaram principalmente em competições com fase final em mata-mata (Liga dos Campeões e Copa do Mundo), o egípcio brilhou mesmo foi em um torneio que exige um nível muito maior de regularidade, o Campeonato Inglês. Na liga nacional mais importante do planeta, Salah foi o artilheiro (32 gols) e também levou três prêmios de craque da temporada.

O CARA DE LIVERPOOL

Salah foi o grande nome da reconstrução do Liverpool como um time importante do cenário europeu na última temporada. Foi graças ao atacante egípcio que os Reds voltaram a ser uma das equipes mais admiradas da Inglaterra e que retornaram à decisão da Liga dos Campeões após uma década. Na final contra o Real Madrid, Salah pouco pode fazer para evitar a derrota vermelha, já que precisou ser substituído após apenas 30 minutos em campo.

HOMEM DE DECISÃO

Dos três finalistas ao prêmio de melhor do mundo, Salah foi o que mais criou gols no período analisado pela Fifa (temporada 2017/18). Entre bolas empurradas por ele próprio para as redes adversárias e passes para companheiros marcarem, o egípcio produziu 66 situações que mudaram o placar de sua equipe, uma a mais que Cristiano Ronaldo. Já a soma de gols e assistências de Modric ficou em 14.

SALAHMANIA

O egípcio foi o “nome novo” do futebol europeu na última temporada. Após passagens discretas por Chelsea e Roma, explodiu no Liverpool e caiu no gosto popular por ser um cara muito ligado a obras sociais e com um carisma acima da média. Como a eleição da Fifa também é um concurso de popularidade (votos de torcedores comuns são contabilizados), a “Salahmania” acaba jogando a favor do atacante.


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4 motivos para Cristiano Ronaldo ser eleito o melhor jogador do mundo
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Rafael Reis

Cristiano Ronaldo, Luka Modric ou Mohamed Salah: qual desses três será o eleito o melhor jogador do mundo na temporada 2017/18?

A resposta para esta pergunta será dada na próxima segunda-feira (24), quando a Fifa anuncia os vencedores do “The Best”, seu prêmio anual concedido aos destaques em diferentes categorias do mundo da bola.

A partir deste sábado, apresentamos os pontos fortes de cada finalista, os motivos pelos quais cada um deles merece ser eleito o jogador número um do planeta.

Para começar, Cristiano Ronaldo. O atacante de 33 anos, que trocou o Real Madrid pela Juventus ao fim da última temporada, é o único dos candidatos que já esteve no pódio do prêmio.

Atual bicampeão, o astro busca ser eleito o melhor do mundo pela sexta vez na carreira, deixar Lionel Messi para trás e se tornar o maior vencedor da eleição da Fifa em todos os tempos.

REI DA CHAMPIONS

Pela sexta temporada consecutiva, o camisa 7 foi o artilheiro da Liga dos Campeões da Europa, a principal competição interclubes do planeta. Cristiano Ronaldo fez 15 gols na campanha do terceiro título seguido conquistado pelo Real Madrid. Em toda a história da competição, somente duas vezes um jogador balançou as redes mais do que o CR7 de 2017/18. E, em ambas as ocasiões, foi o próprio astro português o responsável pelo feito (17 gols em 2013/14 e 16 em 2015/16).

FARO ARTILHEIRO

Dos três finalistas ao prêmio de melhor do planeta, o gajo foi quem mostrou o maior faro artilheiro ao longo da temporada passada. Cristiano Ronaldo marcou 54 vezes em 54 jogos por Real Madrid e seleção portuguesa, média de um gol por partida. A média de Salah ficou em 0,86 bola na rede a cada 90 minutos disputados. Já a de Modric, que joga mais atrás e naturalmente faz bem menos gols, foi de 0,09 tento por apresentação.

HORA H

Cristiano Ronaldo decidiu praticamente “sozinho” dois dos quatro confrontos do Real na fase de mata-matas da Champions. Nas oitavas de final contra o Paris Saint-Germain, fez três gols e deu uma assistência na vitória por 5 a 2 sobre os franceses (placar agregado). O português repetiu a dose no 4 a 3 (também agregado) sobre a Juventus, que vale aos espanhóis a ida para a semifinal da competição.

ESPETÁCULO

Tudo bem que a Fifa tem um prêmio específico para gol mais bonito do ano (e Cristiano Ronaldo é um dos indicados). Mas, se o público do futebol curte mesmo é um bom espetáculo, nenhum lance de 2017/18 supera a bicicleta dada pelo camisa 7 no jogo de ida do confronto com a Juventus, pelas quartas de final da Champions. O lance foi simplesmente uma das bicicletas mais plásticas da história recente do futebol.


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Rafael Reis

Indicado ao prêmio de melhor jogador do mundo pela primeira vez na carreira, o croata Luka Modric, do Real Madrid, era um garoto de apenas 21 anos quando se tornou capitão do Dínamo Zagreb. Franzino para os padrões do futebol moderno (tem 1,72 m e 66 kg) e mais novo do que boa parte do elenco que comandava, o meia encontrou uma maneira inusitada de conseguir chamar a atenção dos seus companheiros de equipe.

Modric só usava o idioma croata para dar bronca nos jogadores naturais da região que fez parte da antiga Iugoslávia. Se o alvo das suas críticas era um estrangeiro, a ofensa geralmente vinha na língua natal dele.

“Isso realmente aconteceu. Quando ele se tornou capitão, precisou encontrar um jeito de mostrar que tinha liderança. Como éramos cinco brasileiros no time, ele aprendeu português. E, vira e mexe, a gente levava uma dura dele dentro de campo”, relembra o zagueiro Carlos.

O defensor foi revelado no São Paulo e atuou ao lado de Modric no Dínamo Zagreb entre 2006 e 2008. O meia assumiu a braçadeira de capitão na segunda temporada de Carlos na Croácia, logo após a venda do atacante Eduardo da Silva para o Arsenal.

“Quando viam ele fora de campo, ninguém dava nada por causa da estatura. Mas, dentro das quatro linhas, a qualidade dele chamava muito a atenção. Por isso, todo mundo o respeitava demais.”

Apelidado de “Burrito” pelo ex-parceiro que se tornou um dos grandes nomes do futebol mundial, Carlos tinha um relacionamento bastante próximo em campo com Modric. Afinal, como atuava improvisado pela faixa esquerda, acabava jogando no mesmo lado do capitão e futuro astro.

“Ele ficava muito louco quando eu não passava a bola. Aí, no fim do jogo, chegava para mim e dizia: ‘Amigo Burrito, quando estiver em dificuldade, é só tocar para mim que eu resolvo’”.

Juntos, Modric e Carlos conquistaram os dois títulos croatas que disputaram. Em 2008, o meia se transferiu para o Tottenham por 21 milhões de euros (R$ 91 milhões, na cotação atual). Quatro anos depois, veio a transferência para o Real Madrid por 30 milhões de euros (R$ 130 milhões).

No clube espanhol, o camisa 10 chegou ao auge de sua carreira. Venceu quatro das últimas cinco edições da Liga dos Campeões da Europa e, neste ano, foi o protagonista da Croácia vice-campeã mundial. O sucesso na Copa-2018 lhe rendeu a indicação para o prêmio da Fifa.

“Meu voto é dele. Por tudo que ele fez, merece ser escolhido o melhor do mundo”, completa Carlos.

Modric, Cristiano Ronaldo (Juventus) e Mohamed Salah (Liverpool) disputam na próxima segunda-feira o título de melhor jogador do planeta na temporada 2017/18. O único veterano do prêmio é o português, que já venceu a eleição cinco vezes e busca se isolar como o maior campeão do troféu instituído pela Fifa.


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Rafael Reis

Adversário de Cristiano Ronaldo (Juventus) e Luka Modric (Real Madrid) na final do prêmio de melhor jogador do mundo, o atacante egípcio Mohamed Salah, do Liverpool, virou o maior símbolo do Islã no planeta.

É essa a avaliação de Hamdy Nouh, primeiro técnico do artilheiro do último Campeonato Inglês e que costuma ser chamado de “pai” por ele.

“Salah é o muçulmano que mais chama a atenção no mundo hoje em dia. Ele é uma inspiração para todos nós e nos mostra o quão formidável é o Islã. Sempre que marca um gol, faz questão de agradecer a Deus”, disse o treinador, por telefone, em maio.

Nouh conheceu Salah quando o atacante tinha 11 anos e o treinou na equipe sub-15 do El Mokawloon, clube que chegou a defender como profissional e onde partiu em 2012 rumo ao início de sua trajetória europeia (Basel, Chelsea, Fiorentina, Roma e, desde o ano passado, Liverpool).

De acordo com o técnico, o atacante demonstrava, já na adolescência, uma qualidade técnica muito acima da média para um egípcio e uma fé inabalável na religião islâmica, característica que mantém até hoje.

A filha única de Salah se chama Makka, uma adaptação de Mecca, a cidade sagrada do Islã, para onde os praticantes da religião precisam viajar ao menos uma vez na vida.

Também não é raro ver o atacante ajoelhar-se em campo e levar a testa até o gramado após balançar as redes. O gesto é uma das características das orações realizadas diariamente pelos muçulmanos.

Até mesmo o Ramadã, período do ano em que os islâmicos precisam jejuar durante o dia e se alimentam exclusivamente à noite, Salah faz questão de seguir.

Mesmo com a final da Liga dos Campeões (e partida mais importante de sua carreira) coincidindo com o mês sagrado muçulmano, o jogador fez questão de manter a dieta na preparação para a decisão e só voltou a se alimentar normalmente dois dias antes do confronto com o Real Madrid, em maio.

Ao contrário de símbolos anteriores do Islã no Ocidente, como Saddam Hussein e Osama bin Laden, normalmente identificados com questões bélicas pela população deste lado do mundo, Salah transmite uma ideia de paz e caridade.

É ele quem sustenta a escola, o hospital e o ginásio de esportes de Nagrig, a cidade onde nasceu. Entre suas doações ao vilarejo estão também uma ambulância, duas incubadoras para bebês prematuros e unidades de tratamento para artrite e problemas de coluna.

O atacante também ajuda o principal hospital especializado em câncer infantil do Egito e faz doações mensais para uma associação que presta auxílio a ex-jogadores de futebol do país.

O astro já se meteu até na política econômica da sua terra natal. Em janeiro, ele doou cerca de R$ 1 milhão a um fundo de investimentos local para ajuda a combater a desvalorização da moeda egípcia.

Salah, CR7 e Modric disputam na próxima segunda-feira o título de melhor jogador do planeta na temporada 2017/18. O único veterano do prêmio é o português, que já venceu a eleição cinco vezes e busca se isolar como o maior campeão do troféu instituído pela Fifa.


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Rafael Reis

“No começo, ele era um ‘piscinero’ [termo em espanhol para quem simula faltas e pênaltis]. Era uma falha no seu jeito de jogar futebol que precisávamos utilizar da disciplina para conseguir corrigir.”

A declaração dada por Alex Ferguson, treinador de Cristiano Ronaldo no Manchester United entre 2003 e 2009, em entrevista ao jornal espanhol “El Pais”, em 2015, mostra uma faceta do craque português que o tempo praticamente apagou.

Antes de conquistar cinco prêmios de melhor jogador do mundo e se tornar praticamente uma unanimidade no planeta, CR7 era considerado um grande “cai-cai” e um jogador para lá de mimado.

Sim, o atacante de 33 anos, que estreou nesta quarta-feira pela Juventus na Liga dos Campeões da Europa e foi expulso contra o Valencia, na Espanha, já teve uma imagem muito parecida com a que persegue Neymar na atualidade.

Contratado do Sporting pelo United quando tinha apenas 18 anos, Ronaldo chegou à Inglaterra vestindo a camisa 7 que anteriormente era usada por David Beckham e rapidamente despertou o ódio das torcidas adversárias.

Mas o motivo da ira não era a qualidade que mostrava dentro de campo. Em geral, o torcedor inglês abomina os jogadores que simulam faltas e pênaltis. E essa pecha rapidamente virou a marca de CR7.

Foi preciso um tratamento de choque para livrar o português dessa mania. Um tratamento dado por seus próprios companheiros de clube, como detalhou o ex-volante Phil Neville em um documentário produzido pela ITV.

“Posso dizer que os 12 primeiros meses dele foram de um intenso processo de fortalecimento. Na época, tínhamos Keane, Butt e Scholes. E, nos treinos, sempre que Ronaldo pegava na bola, eles o chutavam repetidamente. Não foi só uma vez. Isso aconteceu todos os dias, todas as semanas, durante a temporada toda.”

Se o apreço pelas simulações foi destruído na base das porradas, a fama de garoto mimado resistiu por mais tempo.

Até poucos anos atrás, era comum ouvir muita gente falando que Ronaldo era mais um fenômeno de marketing do que um jogador de futebol e que estava mais preocupado com seu visual (o clássico “olhar para o telão” é dessa época) do que com os objetivos profissionais.

O que o português fez para destruir esses comentários? Trabalhou duro e virou uma máquina de conquistas.

Ganhou quatro das cinco últimas edições da Champions com o Real Madrid, ajudou Portugal a alcançar o maior feito de sua história no futebol, o título da Eurocopa-2016, e faturou cinco prêmios de craque máximo do planeta.

Na marra, venceu seus críticos. E virou praticamente uma unanimidade, uma certeza de sucesso. Até para quem não gosta muito do seu estilo um tanto quanto marrento.

Ronaldo é um dos três indicados ao prêmio de melhor do mundo na temporada 2017/18. Finalista ao lado do egípcio Mohamed Salah (Liverpool) e do croata Luka Modric (Real Madrid), ele busca superar Lionel Messi e se isolar como o maior vencedor da história da eleição feita anualmente pela Fifa.


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Falta de gols e até banco assustam indicados a prêmio de melhor do mundo
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Rafael Reis

Cristiano Ronaldo, Luka Modric e Mohamed Salah são os finalistas do prêmio de melhor jogador do mundo pelo que fizeram na temporada passada. Se fosse pelo início da atual, a lista da Fifa provavelmente seria bem diferente.

Jejum de gols, perda de protagonismo, polêmicas no Mercado da Bola e até banco de reservas têm feito parte da rotina das últimas semanas dos três candidatos a levantar o troféu do “The Best”.

Único dos finalistas que já venceu a eleição, o pentacampeão Cristiano Ronaldo (2008, 2013, 2014, 2016 e 2017) é quem mais tem sido pressionado a melhorar de rendimento.

Contratado por 117 milhões de euros (R$ 507 milhões) após nove temporadas no Real Madrid, o astro português ainda não conseguiu balançar as redes pela Juventus.

Tudo bem que foram apenas três partidas pelo clube italiano, mas, em se tratando de CR7, esse já é um jejum bem acima do normal e bastante incômodo.

Na temporada passada, o camisa 7 só emendou três jogos consecutivos sem marcar uma única vez: entre dezembro e janeiro, quando passou em branco contra Barcelona, Celta de Vigo e Villarreal.

Assim como Ronaldo, Modric também não marcou desde a volta das férias. Mas, no caso do maestro da Croácia no histórico vice-campeonato mundial na Copa da Rússia-2018, nem é a ausência de gols que preocupa.

O meio-campista ficou um tanto quanto queimado no Real após um namoro com a Inter de Milão na última janela de transferências. O interesse de se transferir para a Itália acabou não se concretizando, mas abalou o relacionamento do jogador com a torcida.

Em meio a esse impasse, Modric ainda não jogou os 90 minutos de nenhuma das quatro das partidas do Real nesta temporada. Em duas delas, o técnico Julen Lopetegui o sacou no segundo tempo. Nas outras duas, deixou-o no banco e só o levou a campo durante a etapa final.

Dos três finalistas do prêmio da Fifa, o único que já marcou nesta temporada é Salah. Mas, mesmo o egípcio, viu oi ritmo dos seus gols diminuírem neste começo de 2018/19.

O Faraó marcou duas vezes nas quatro primeiras rodadas do Campeonato Inglês. Pouco, se comparados aos 32 gols anotados em 36 jogos da edição anterior da Premier League.

Além disso, que mais tem chamado o protagonismo no Liverpool, líder da competição, não é mais Salah, mas sim um dos seus companheiros de ataque, o senegalês Sadio Mané, que já meteu quatro bolas nas redes.

O vencedor da eleição de melhor jogador do mundo será anunciado em 24 de setembro, durante uma cerimônia em Londres (ING). No mesmo dia, serão entregues outros prêmios, como o Puskás e o de melhor treinador do planeta.


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Fim de linha? Messi ainda pode voltar a ser o melhor jogador do mundo
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Rafael Reis

Lionel Messi não entrou na lista dos três finalistas do prêmio de melhor jogador da Uefa na temporada passada. O argentino também dificilmente será um dos indicados ao The Best, troféu concedido pela Fifa ao maior craque do planeta.

Caso essa projeção realmente se concretize, será a primeira vez desde 2006 que o craque do Barcelona não figurará entre os três melhores jogadores do mundo na eleição da entidade.

Some-se a isso uma participação desastrosa (e apática) na Copa-2018, e a dúvida surge quase que naturalmente: será que, aos 31 anos, Messi ainda pode voltar ao topo e ganhar pela sexta vez na carreira o prêmio de “jogador número 1” do mundo?

A parte física não ajuda. O argentino ainda é craque, mas não é (e nunca mais será) aquele atleta capaz de fazer 70, 80, 90 gols em uma única temporada.

Messi é quatro anos mais velho que Eden Hazard, cinco que Neymar, seis que Paul Pogba e Romelu Lukaku. E tem incríveis 11 anos de diferença para o fenômeno francês Kylian Mbappé.

Daqueles jogadores que normalmente são colocados na primeira prateleira do futebol mundial, só mesmo seu tradicional arquirrival, Cristiano Ronaldo, é mais velho. Afinal, o português já festejou seu 33º adversário.

Mas esse declínio físico não significa que a genialidade de Messi tenha se dissipado e, muito menos, que ele esteja acabado, como alguns tiveram a falta de juízo de dizer diante das atuações bem abaixo da média na Rússia-2018.

Mesmo já veterano, o camisa 10 do Barcelona foi o maior artilheiro das ligas nacionais da Europa na temporada passada, com 34 gols, e começou esta edição do Campeonato Espanhol em alto estilo, marcando duas vezes na vitória por 3 a 0 sobre o Alavés, no fim de semana passado.

Na verdade, do que Messi mais precisa para voltar a ganhar um prêmio de melhor do mundo nem é do seu brilho individual, mas sim de uma temporada de sucesso incontestável do seu clube.

Desde a conquista da Champions de 2015, justamente o ano da última vitória do argentino na eleição da Fifa, o Barça vem fazendo feio no principal torneio interclubes do planeta. São três eliminações consecutivas nas quartas de final, para Atlético de Madri, Juventus e Roma.

Além disso, o time espanhol perdeu Xavi e Iniesta, os arquitetos do seu jogo coletivo, deixou ir embora Daniel Alves e Neymar, dois responsáveis pelos ataques agudos pelo lado de campo, e viu Luis Suárez perder rendimento.

Com exceção de Philippe Coutinho, nenhuma das peças contratadas para substituir essas perdas conseguiu mostrar a que veio. Com isso, o Barcelona ficou mais e mais dependente de Messi.

Mas, por mais gênio que seja, o argentino não vai conseguir ganhar uma Champions sozinho. E, sem ajuda dos seus companheiros, também não voltará a ser eleito o melhor jogador do mundo.


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Mbappé, Hazard, Kane: Alguém pode tirar prêmio de melhor do mundo de CR7?
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Rafael Reis

Kylian Mbappé, Eden Hazard, Kevin de Bruyne, Luka Modric, Harry Kane. Um (ou talvez até dois) deles estará ao lado de Cristiano Ronaldo na cerimônia de entrega do prêmio de melhor jogador do mundo, no dia 24 de setembro, em Londres.

Mas será que algum dos destaques individuais da Copa do Mundo será capaz de impedir o hexacampeonato do craque do Real Madrid e da seleção portuguesa?

Apesar da queda prematura na Rússia-2018, CR7 ainda é o favorito para ganhar a eleição do “The Best”. O terceiro título de Champions consecutivo conquistado pelo Real Madrid e a indefinição sobre quem é o craque da Copa são seus maiores trunfos.

Para desbancar o astro português do topo do planeta, os outros pleiteantes ao prêmio precisam primeiro conseguir unificar uma candidatura.

Só mesmo um jogador que parte expressiva do planeta tenha certeza absoluta que foi o grande nome da Copa (e que consequentemente centralize os votos de técnicos, atletas, jornalistas e torcedores) poderá será páreo na disputa com Ronaldo.

Só que esse nome ainda não existe. Modric foi o destaque da primeira fase do Mundial, mas caiu de produção nos mata-matas. Mbappé teve uma atuação de gala contra a Argentina, mas vem sendo menos decisivo que Griezmann na maioria dos jogos da França.

Kane é o artilheiro da competição, só que tem feito mais gols do que propriamente jogado bem. De Bruyne só deixou de ser discreto pela Bélgica quando passou a atuar mais adiantado, nas quartas de final contra o Brasil.

Talvez o jogador mais regular da Copa seja Hazard. O capitão belga mostrou bom futebol em todas as partidas que disputou, mas nem sempre foi o jogador mais importante de sua seleção, já que De Bruyne, Romelu Lukaku e Thibaut Courtois dividem com ele o protagonismo da equipe vermelha.

Ou seja, esta semana será decisiva para a definição dos rumos do prêmio de melhor do mundo.

Se alguém conseguir uma grande atuação individual na semifinal, repetir a dose na decisão e levar sua seleção à conquista do título, o reinado de Cristiano Ronaldo pode ficar seriamente ameaçado.

Caso contrário, veremos mais uma vez o português sendo consagrado como o maior craque do planeta. E Mbappé, Hazard, De Bruyne, Modric e Kane terão de aplaudi-lo das cadeiras da cerimônia da Fifa.


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