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Mbappé, Hazard, Kane: Alguém pode tirar prêmio de melhor do mundo de CR7?
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Rafael Reis

Kylian Mbappé, Eden Hazard, Kevin de Bruyne, Luka Modric, Harry Kane. Um (ou talvez até dois) deles estará ao lado de Cristiano Ronaldo na cerimônia de entrega do prêmio de melhor jogador do mundo, no dia 24 de setembro, em Londres.

Mas será que algum dos destaques individuais da Copa do Mundo será capaz de impedir o hexacampeonato do craque do Real Madrid e da seleção portuguesa?

Apesar da queda prematura na Rússia-2018, CR7 ainda é o favorito para ganhar a eleição do “The Best”. O terceiro título de Champions consecutivo conquistado pelo Real Madrid e a indefinição sobre quem é o craque da Copa são seus maiores trunfos.

Para desbancar o astro português do topo do planeta, os outros pleiteantes ao prêmio precisam primeiro conseguir unificar uma candidatura.

Só mesmo um jogador que parte expressiva do planeta tenha certeza absoluta que foi o grande nome da Copa (e que consequentemente centralize os votos de técnicos, atletas, jornalistas e torcedores) poderá será páreo na disputa com Ronaldo.

Só que esse nome ainda não existe. Modric foi o destaque da primeira fase do Mundial, mas caiu de produção nos mata-matas. Mbappé teve uma atuação de gala contra a Argentina, mas vem sendo menos decisivo que Griezmann na maioria dos jogos da França.

Kane é o artilheiro da competição, só que tem feito mais gols do que propriamente jogado bem. De Bruyne só deixou de ser discreto pela Bélgica quando passou a atuar mais adiantado, nas quartas de final contra o Brasil.

Talvez o jogador mais regular da Copa seja Hazard. O capitão belga mostrou bom futebol em todas as partidas que disputou, mas nem sempre foi o jogador mais importante de sua seleção, já que De Bruyne, Romelu Lukaku e Thibaut Courtois dividem com ele o protagonismo da equipe vermelha.

Ou seja, esta semana será decisiva para a definição dos rumos do prêmio de melhor do mundo.

Se alguém conseguir uma grande atuação individual na semifinal, repetir a dose na decisão e levar sua seleção à conquista do título, o reinado de Cristiano Ronaldo pode ficar seriamente ameaçado.

Caso contrário, veremos mais uma vez o português sendo consagrado como o maior craque do planeta. E Mbappé, Hazard, De Bruyne, Modric e Kane terão de aplaudi-lo das cadeiras da cerimônia da Fifa.


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O que Salah precisa fazer para desbancar Messi e CR7 no Melhor do Mundo?
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Rafael Reis

Duas semanas atrás, escrevi neste mesmo espaço sobre a possibilidade de Mohamed Salah ser um dos três finalistas da próxima edição do prêmio de melhor jogador do mundo.

No entanto, a fase do egípcio é tão esplêndida e sua atuação na goleada por 5 a 2 do Liverpool sobre a Roma, na terça-feira, no primeiro jogo da semifinal da Liga dos Campeões, deixou tanta gente boquiaberta que me vi obrigado a voltar a esse tema… só que com mais ousadia.

A questão agora não é mais elencar o craque africano com um dos três maiores nomes do futebol na atualidade, mas sim analisar o que ele precisa fazer para desbancar Lionel Messi e Cristiano Ronaldo e levar o prêmio para casa.

Sim, pela primeira vez desde 2007, é possível a chance de o troféu concedido anualmente pela Fifa não ir para as mãos do argentino ou do português que bipolarizam a disputa há mais de uma década.

Como bem escreveu o colega Júlio Gomes, Salah já é o melhor jogador do mundo na temporada 2017/18. O que falta apenas é o resultado de uma eleição que o consagre como tal.

O feito do egípcio (artilharia do Campeonato Inglês e recolocar o Liverpool como um dos grandes do futebol europeu) é muito maior do que qualquer coisa que Messi e CR7 tenham produzido em campo desde agosto passado.

Mas, para convencer eleitores do planeta todo a abdicarem dos votos que vêm dando quase que de forma automática às duas estrelas nos últimos anos para apostar no novo, Salah precisa fazer ainda mais.

O título da Champions é essencial na sua pretensão de ser escolhido o melhor do planeta. Afinal, uma grande conquista seria uma “prova real” de que, pelo menos nesta temporada, ele deixou para trás Messi e Cristiano Ronaldo.

Só que ainda é preciso um passo a mais nesta corrida. Se não fosse, Wesley Sneijder (Inter de Milão) teria vencido a eleição de 2010 e Franck Ribéry (Bayern de Munique) teria levantado o troféu em 2013.

E esse passo a mais atende pelo nome de Copa do Mundo. É aí que reside o grande desafio de Salah.

Por mais que esteja sendo brilhante na Champions, o camisa 11 do Liverpool não será o melhor do mundo se não fizer algo de extraordinário na Rússia-2018. O duro é conseguir isso pela seleção do Egito, que não disputa a competição há 28 anos.

Para ter chances de ganhar o prêmio da Fifa, Salah precisará de grandes atuações individuais no Mundial e de uma campanha histórica com a equipe africana. Oitavas de final? Acho pouco. Quartas? Difícil, mas talvez comece a ser suficiente.

Além disso, o craque terá de contar com a sorte. Se Portugal ganhar a Copa, Cristiano Ronaldo será automaticamente escolhido o melhor do planeta. O mesmo acontecerá com Messi se o astro acabar com o jejum da Argentina.

Kylian Mbappé e Antoine Griezmann, no caso de título francês, Neymar, se o hexa vier para o Brasil, e Kevin de Bruyne, na hipótese de a Bélgica surpreender, também são ameaças reais ao Faraó pelo que jogaram na “temporada regular” ou pelo marketing que construíram ao longo da carreira.

Ou seja, a possibilidade de Salah ser eleito o melhor do planeta também depende de qual será a seleção vencedora da Copa. Suas chances aumentam se a campeã for Espanha ou Alemanha, equipes de futebol mais coletivo e que não contam com um jogador tão “hypado”.

Em seu favor, o “Faraó” tem o fato de ser o grande nome da temporada europeia e a possibilidade de o colégio eleitoral africano aderir em peso à sua casa.

Será o suficiente para desbancar Messi e Cristiano Ronaldo? Descobriremos nos próximos meses.


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É loucura imaginar Salah como finalista de prêmio de melhor do mundo?
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Rafael Reis

Em dez das últimas 11 edições do prêmio de melhor jogador do mundo, o pódio teve Cristiano Ronaldo, Lionel Messi e mais um (Kaká, Fernando Torres, Xavi, Andrés Iniesta, Franck Ribéry, Manuel Neuer, Neymar e Antoine Griezmann).

Neste ano, a bola da vez para fazer companhia ao português do Real Madrid e ao argentino do Barcelona é Mohamed Salah.

Mas será que o principal jogador do Liverpool, que visita o Manchester City nesta terça-feira em busca da classificação para as semifinais da Liga dos Campeões da Europa, realmente tem chances de ser indicado ao prêmio?

Se fôssemos levar em conta apenas a “temporada regular”, ou seja, as competições disputadas pelos clubes entre agosto do ano passado e maio de 2018, as possibilidades de Salah ser finalista do “The Best” seriam enormes.

Contratado pelo Liverpool no início da temporada por 42 milhões de euros (R$ 173,5 milhões), equivalente a menos de 19% do valor da ida de Neymar para o Paris Saint-Germain, o jogador de 25 anos tem jogado demais e desequilibrado em favor dos Reds.

Salah é o artilheiro do principal campeonato nacional do planeta, o Inglês, com 29 gols, e está a apenas cinco bolas nas redes de se tornar o maior goleador de uma única temporada da Premier League.

Além disso, é responsável direto por reconduzir o Liverpool ao posto de potência europeia.

Depois de vencer o Manchester City por 3 a 0 no jogo de ida, o time dirigido por Jürgen Klopp pode perder a partida desta terça por até dois gols de diferença que voltará às semifinais da Champions depois de dez anos.

A questão da popularidade, essencial no prêmio de melhor jogador do mundo, já que a definição dos escolhidos se dá através de votos de técnicos, jogadores, jornalistas e torcedores, também não deve ser problema para Salah.

Apesar de nunca ter figurado sequer entre os 24 indicados pela Fifa, o egípcio joga hoje no campeonato nacional mais visto do planeta e pode ganhar preciosos votos como representante do futebol africano –o continente só ganhou a eleição uma vez, em 1995, com o liberiano George Weah.

O que complica as pretensões de Salah de aparecer lado a lado com Cristiano Ronaldo e Messi na próxima premiação de melhor do planeta é a pós-temporada: a Copa do Mundo.

A não ser que faça chover na Rússia, o atacante provavelmente não passará de um coadjuvante de luxo no Mundial. E a culpa nem é dele, mas sim da seleção egípcia, que voltará ao torneio depois de 28 anos.

E ainda que consiga conduzir sua equipe a uma campanha muito acima das expectativas, como chegar às quartas de final, por exemplo, o astro do Liverpool ainda corre risco de ver sua indicação ser “engolida” por de algum outro jogador que venha a conquistar a Copa.

Se o Brasil faturar o hexa, dificilmente Neymar não aparecerá entre os finalistas do melhor do mundo. O mesmo pode acontecer com Griezmann ou Mbappé em um possível título francês. Ou até mesmo com Harry Kane se a Inglaterra for a zebra da vez na Rússia-2018.

Todos esses cenários complicariam demais a indicação de Salah, já que Messi e Cristiano Ronaldo parecem ter vaga cativa entre os finalistas do prêmio (e, nesta temporada, merecem demais estar entre os três melhores).

Assim, o que resta a Salah é continuar jogando bem e sonhar com um feito que pode quebrar toda essa dinâmica: o título da Champions. Mesmo assim, sua indicação não será uma certeza.


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Há 10 anos, Kaká deu ao Brasil seu último título de melhor jogador do mundo
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Rafael Reis

Há exatos dez anos, o futebol brasileiro conquistou seu último prêmio de melhor jogador do mundo.

No dia 17 de dezembro de 2007, o meia-atacante Kaká, então com 25 anos e em sua quinta temporada pelo Milan, subiu ao palco do Zurich Opera House, na Suíça, para receber o único troféu de craque do ano da Fifa de sua carreira.

Na eleição daquele ano, o brasileiro recebeu 1.047 pontos e deixou para trás a dupla de jovens que se revezaria no topo da disputa de melhor jogador do mundo nas dez edições seguintes do prêmio –Messi (Barcelona) ficou em segundo, com 504 pontos, e Cristiano Ronaldo (ainda no Manchester United) somou 426 pontos e terminou em terceiro.

A vitória do ex-atleta do São Paulo, que já teria confessado a amigos que encerrará a carreira, como publicado pelo blog do Ohata nesse sábado, foi fruto de um 2007 praticamente perfeito.

Sob seu comando, o Milan faturou naquele ano a Liga dos Campeões, a Supercopa da Europa e o Mundial de Clubes.

Kaká marcou 19 gols e deu 12 assistências em 45 partidas. Além disso, foi o artilheiro da Champions e faturou outros três prêmios de maior craque do planeta: Bola de Ouro (oferecido pela revista “France Football”), revista “World Soccer” e FifPro (sindicato dos jogadores profissionais de futebol).

Na festa da Fifa, ele não foi o único brasileiro que brilhou. A versão feminina da eleição foi vencida por Marta (então no Umea-SUE), e Cristiane (que jogava no Wolfsburg) ficou com a terceira colocação.

Desde a vitória de Kaká, porém, o Brasil tem passado em branco na premiação… pelo menos no prêmio mais cobiçado, o de melhor jogador masculino do mundo.

Nos últimos dez anos, apenas duas vezes o país apareceu no pódio da eleição, ambas com Neymar. Em 2015 e em 2017, o hoje astro do Paris Saint-Germain ficou em terceiro, logo atrás de Messi e Cristiano Ronaldo.

As outras aparições brasileiras no top 10 do melhor do mundo também não foram tantas assim. Kaká foi quarto colocado em 2008 e 2009. Neymar foi décimo em 2011, quinto em 2013 e quarto em 2016. E Marcelo, oitavo na edição mais recente do prêmio.

Apesar do jejum de dez anos sem troféus, o futebol pentacampeão mundial ainda é o maior vencedor da história dos prêmios da Fifa.

O Brasil já ganhou a eleição oito vezes, com cinco jogadores diferentes: Romário (1994), Ronaldo (1996, 1997 e 2002), Rivaldo (1999), Ronaldinho (2004 e 2005) e Kaká (2007). Quem mais se aproxima dele é Portugal, que emplacou seis títulos, cinco com Cristiano Ronaldo (2008, 2013, 2014, 2016 e 2017) e um com Luís Figo (2001).


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Melhor do mundo, CR7 não é nem top 250 em prêmio de artilheiro da temporada
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Rafael Reis

Eleito o melhor jogador do mundo pela quinta vez na carreira, Cristiano Ronaldo não tem traduzido todo esse sucesso em bolas na rede na atual edição do Campeonato Espanhol.

O camisa 7 do Real Madrid não aparece nem entre os 250 primeiros colocados da Chuteira de Ouro, prêmio concedido ao maior goleador das ligas nacionais do continente europeu na temporada.

Cristiano Ronaldo tem apenas dois pontos na classificação dos artilheiros, fruto do único gol que anotou em cinco jogos neste Espanhol, contra o Getafe, no dia 14 de outubro. Contra Betis, Alavés, Espanyol e Eibar, o melhor jogador do mundo em 2017 passou em branco.

O jejum só não incomoda mais porque CR7 tem marcado com frequência na Liga dos Campeões da Europa, a competição mais importante da temporada. O astro já fez cinco gols na Champions e divide a artilharia do torneio com o inglês Harry Kane, do Tottenham.

O português e o argentino Lionel Messi (Barcelona) são os maiores vencedores da história da Chuteira de Ouro. Cada um deles já levou o troféu para a casa em quatro oportunidades –2008, 2011, 2014 e 2015, no caso do jogador do Real Madrid.

Na atual temporada, quem lidera o ranking dos maior goleadores da Europa são os estonianos Albert Prosa (Tallinn) e Rauno Sappinen (Flora), com 27 pontos.

No entanto, a permanência deles no topo da lista está com os dias contados, já que o italiano Ciro Immobile (Lazio) e o colombiano Radamel Falcao García (Monaco) aparecem logo na sequência e estão apenas um ponto atrás.

Messi, o atual campeão do prêmio e derrotado por Cristiano Ronaldo na eleição do melhor do mundo, Paulo Dybala (Juventus) e Pierre-Emerick Aubameyang (Borussia Dortmund) são outros nomes conhecidos no top 10 dos artilheiros do Velho Continente nesta temporada.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial da Chuteira de Ouro.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Albert Prosa (EST, Tallinn) – 27 pontos (27 gols)
Rauno Sappinen (EST, Flora) – 27 pontos (27 gols)
3º – Ciro Immobile (ITA, Lazio) – 26 pontos (13 gols)
Radamel Falcao García (COL, Monaco) – 26 pontos (13 gols)
5º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 22 pontos (11 gols)
Gerard Gohou (CMF, Kairat Almaty) – 22 pontos (22 gols)
7º – Mikhail Gordeichuk (BLR, BATE Borisov) – 21 pontos (14 gols)
Magnus Eriksson (SUE, Djugardens) – 21 pontos (14 gols)
9º – Paulo Dybala (ARG, Juventus) – 20 pontos (10 gols)
Pìerre-Emerick Aubameyang (GAB, Borussia Dortmund) – 20 pontos (10 gols)
Sean Maguire (IRL, Preston North End) – 20 pontos (20 gols)
Rimo Hunt (EST, FC Levadia) – 20 pontos (20 gols)


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Primos de CR7: conheça a família brasileira do melhor jogador do mundo
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Rafael Reis

Para cerca de 100 moradores de Campinas, a vitória de Cristiano Ronaldo sobre Lionel Messi e Neymar na eleição organizada pela Fifa de melhor jogador do mundo foi motivo de comemoração.

O grupo não é composto por meros fãs do astro do Real Madrid e da seleção portuguesa. Para eles, CR7 é mais que ídolo. É família.

Afinal, eles são descendentes de José Aveiro, um português que viveu na Ilha da Madeira durante o século 19 e que era irmão de Francisco Aveiro, um dos tetravôs (popularmente chamado de tataravô) do vencedor do “The Best” de 2017.

Ou seja, assim como a maioria dos portugueses, Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro tem familiares no Brasil. E eles fizeram questão de ter certeza do parentesco com o craque.

“Descobrimos que o sobrenome dele é Aveiro quando ele ganhou pela primeira vez a Bola de Ouro [em 2008]. Isso chamou nossa atenção e resolvemos pesquisar. Um tio meu foi para a Ilha da Madeira e levantou os documentos da família para montar uma árvore genealógica”, afirmou Lais Aveiro, uma das primas brasileiras do atacante.

A jovem de 23 anos, que mora nas Chácaras Aveiro, um condomínio onde reside a maior parte da família, até tentou contato com Cristiano Ronaldo para avisá-lo do parentesco com brasileiro.

“Eu mandei uma mensagem para ele, mas acho que nem tem como conseguir uma resposta”, lamenta.

Mas, afinal, como é ser prima do melhor jogador do futebol mundial na atualidade? E, mais do que isso, como as pessoas reagem quando ficam sabendo desse laço sanguíneo?

“Normalmente, elas ficam bem desconfiadas, acham que não é verdade, que estou brincando. Mas isso é normal. O Cristiano Ronaldo é um ídolo, todo mundo é fã dele. É meu jogador preferido. E não é porque é da minha família. Ele sempre foi meu jogador preferido”, afirma Lais.

A prima brasileira de CR7 trabalha em uma fábrica de blocos, um dos vários empreendimentos dos Aveiro de Campinas. Os familiares do camisa 7 do Real também são donos de um pesqueiro, de um viveiro e de um rancho que é alugado para festas.

“Teve um dia que aparece um homem aqui perguntado se éramos parentes do Cristiano Ronaldo. Quando falamos que sim, ele quis saber mais e acabou alugando o rancho para sua festa de casamento. Não sei se o motivo foi o Cristiano Ronaldo, mas…”

O prêmio de melhor do mundo conquistado na última segunda-feira foi o quinto da carreira do astro do Real Madrid, que já havia vencido as eleições de 2008, 2013, 2014 e 2016. Com a vitória, ele igualou o recorde de Messi, o outro pentacampeão dos troféus distribuídos pela Fifa.


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CR7 iguala recorde de Messi, mas quem entrará para a história como melhor?
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Rafael Reis

Cristiano Ronaldo conseguiu. Com toda justiça e merecimento do mundo, o atacante do Real Madrid conquistou nesta segunda-feira seu quinto título de melhor jogador do planeta e igualou o recorde de Lionel Messi.

Agora, as duas maiores referências do futebol mundial no século 21 estão rigorosamente empatadas. O argentino foi o craque máximo de 2009, 2010, 2011, 2012 e 2015. Já o português faturou o troféu da Fifa/Bola de Ouro/The Best em 2008, 2013, 2014, 2016 e 2017.

A situação de igualdade levanta novamente uma questão que é recorrente desde que a dupla tomou as rédeas do esporte, uma década atrás. No futuro, quando a carreira de ambos tiver chegado ao fim, quem será lembrado como melhor: Messi ou Cristiano Ronaldo?

Fugi dessa pergunta por muito tempo. Afinal, o camisa 10 do Barcelona e o número 7 do Real Madrid ainda tinham muito futebol pela frente e poderiam transformar completamente suas histórias. Ou seja, a resposta para essa questão ainda estava sendo escrita.

Mas agora, com os dois craques já na casa dos 30 anos e caminhando para a reta final de suas trajetórias como jogadores profissionais, chegou o momento de se arriscar a dar uns pitacos sobre o tema.

A frieza dos números não ajuda muito a tomar uma decisão. Além do empate no número de prêmios de melhor jogador do mundo, ambos possuem quatro troféus de Liga dos Campeões da Europa, o torneio interclubes mais importante do planeta.

Cristiano Ronaldo conquistou um título importante por sua seleção, a Eurocopa-2016, algo que ainda falta à carreira de Messi. Só que o argentino ganhou mais campeonatos nacionais (oito, contra cinco) e disputou uma final de Copa do Mundo.

O número de gols marcados ao longo da carreira também não é muito diferente. CR7 já meteu 615 bolas na rede como profissional. Messi, dois anos mais novo do que seu arquirrival, está se aproximando do 600º gol –tem 594.

Se os números e os dados concretos são insuficientes para definir qual é o melhor jogador da geração que despontou no início da década passada e continua mandando no futebol mundial, é necessário apelar para a subjetividade.

E se a escolha não é objetiva, ele pode ser contestada. Resumindo: escolher o melhor entre Messi e Cristiano Ronaldo não é nada mais do que uma questão se gosto individual, que precisa ser respeitada.

Na minha opinião, o argentino tem uma ligeira vantagem sobre o português graças a um quesito: seu auge.

Em seus melhores dias, Messi foi chamado de extraterreste, comparado a Pelé e tratado como alguém que deixou qualquer outro jogador da história do Barcelona no chinelo. Já Cristiano Ronaldo, por melhor que seja, nunca alcançou esse patamar: sempre foi visto como um mortal, um mortal melhor que os outros, mas ainda sim um reles mortal.

Eis o meu critério de desempate para essa delicada questão.


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Títulos e gols na hora certa: 5 motivos para CR7 faturar o melhor do mundo
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Rafael Reis

É quase certo que a Fifa irá conceder nesta segunda-feira o título de melhor jogador do mundo em 2017 para o português Cristiano Ronaldo.

O astro do Real Madrid é o favorito na disputa com Lionel Messi (Barcelona) e Neymar (Paris Saint-Germain) e deve conquistar o prêmio pela quinta vez na carreira, a quarta só nos últimos cinco anos.

O camisa 7 venceu a eleição de melhor do mundo em 2008, 2013, 2014 e 2016. Em 2009, 2011, 2012 e 2015, foi o segundo colocado. Caso levante o troféu neste ano, irá igualar o recorde de seu tradicional arquirrival, Messi.

Mas, afinal, por que Cristiano Ronaldo é tão favorito ao prêmio? Listamos abaixo cinco motivos pelos quais a estrela portuguesa jogou mais bola do que qualquer outro atleta do planeta em 2017.

TÍTULOS, TÍTULOS E MAIS TÍTULOS

Bicampeonato da Liga dos Campeões da Europa, Campeonato Espanhol, Supercopa da Europa, Mundial de Clubes. Cristiano Ronaldo ganhou quase tudo que disputou ao longo dos últimos meses. E, apesar de o prêmio de melhor jogador do mundo ser referente apenas às atuações individuais dos atletas indicados, o sucesso do Real Madrid certamente é um ingrediente que ajuda (e muito) no favoritismo do português.

PRÊMIO INDIVIDUAL

Cristiano Ronaldo não deve ganhar apenas o “The Best” em 2017. O camisa 7 do Real Madrid é favorito para faturar praticamente todos os principais prêmios individuais da temporada. Um dos mais importantes, ele já levou para casa. Em agosto, o português foi anunciado pela Uefa como o melhor jogador da Liga dos Campeões, a competição mais valiosa do ano.

NA HORA CERTA

O português foi o artilheiro da Liga dos Campeões, com 12 gols, sendo que dez deles foram anotados na reta final da competição. Cristiano Ronaldo marcou cinco vezes no confronto de quartas de final contra o Bayern de Munique, três na semifinal ante o Atlético de Madri e mais dois na decisão frente à Juventus. Ou seja, guardou seus gols para quando o Real Madrid mais precisava deles.

ARTILHEIRO DA SELEÇÃO

Nenhum dos outros dois finalistas do prêmio de melhor do mundo fez tanto por sua seleção entre 20 de novembro de 2016 e 6 de agosto de 2017 quanto Cristiano Ronaldo. O astro marcou sete vezes com a camisa portuguesa no período em que os eleitores deveriam analisar os candidatos para definir seus votos. O desempenho não foi suficiente para dar a Portugal o título da Copa das Confederações, mas encaminhou a classificação do país para a Copa do Mundo.

REINVENÇÃO

Aos 32 anos, Cristiano Ronaldo precisou se reinventar para continuar como um candidato real ao prêmio de melhor jogador do mundo. Para começar, o jogador passou a aceitar ser poupado das partidas menos importantes do Real Madrid (ficou fora da vários confrontos da reta final do Espanhol). Além disso, CR7 é cada vez menos um atacante de lado de campo e tem passado a maior parte do tempo como centroavante.


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Rafael Reis

Maior vencedor do prêmio de melhor do mundo da Fifa, o argentino Lionel Messi dificilmente levará nesta segunda-feira seu sexto troféu de craque do ano para casa.

Desta vez, o camisa 10 do Barcelona corre por fora na disputa contra o português Cristiano Ronaldo (Real Madrid) e o brasileiro Neymar (Paris Saint-Germain) pelo prêmio principal do “The Best”.

O status de azarão está ligado aos resultados ruins do Barça na temporada passada. Em 2016/17, o clube catalão caiu nas quartas de final da Liga dos Campeões, ficou a três pontos do título espanhol e só ganhou a Copa do Rei como consolo.

Mas isso não significa que Messi não aprontou das suas. Listamos abaixo cinco motivos pelos quais o argentino poderia ser eleito o melhor jogador do planeta em 2017. No domingo, será a vez de apresentarmos as razões pelas quais Cristiano Ronaldo deve ficar com o prêmio e igualar o recorde do seu “arquirrival”.

GOL É COM ELE

Se o “The Best” fosse um prêmio de artilharia, ninguém poderia com Messi. Entre 20 de novembro de 2016 e 6 de agosto de 2017, período em que os eleitores deveriam considerar para definir seu voto, o craque argentino meteu 39 bolas na rede. Cristiano Ronaldo, o favorito para ganhar o prêmio, fez 35 gols nos mesmos nove meses, e Neymar, só 16.

REGULARIDADE

Messi não foi apenas o finalista do prêmio de melhor do mundo que mais balançou as redes no ano. Ele também foi o jogador que marcou gols com maior regularidade. Durante o período analisado pelo prêmio, o camisa 10 do Barcelona deixou sua marca em 71,9% das partidas que disputou, marca bem superior aos 62,5% de Cristiano Ronaldo e aos 36,3% de Neymar.

PRIMEIRO ESCALÃO

Se há alguém que pode ganhar um prêmio de melhor do ano pelo conjunto da obra, e não pelo que fez naquela temporada específica, esse alguém é Messi. Afinal, o atacante foi finalista de todos os prêmios da Fifa desde 2007, um recorde, e levantou o troféu cinco vezes, outro recorde: 2009, 2010, 2011, 2012 e 2015.

MESSIDEPENDÊNCIA

Dentre os candidatos ao “The Best”, Messi é disparado o que mais fez provocou uma relação de dependência do seu clube em 2017. O pentacampeão do prêmio marcou 32% dos gols do Barcelona no último Campeonato Espanhol. Neymar, então seu companheiro de time, respondeu por 11% das bolas que os catalães empurraram para as redes. Já Cristiano Ronaldo foi responsável por 24% dos gols do Real Madrid.

LIDERANÇA

Apesar de já ser capitão da Argentina e vice do Barcelona há algum tempo, Messi só se tornou um líder de fato dos times que defende em 2017. Foi neste ano que o astro deu sua maior demonstração de conexão com o Barça ao comemorar com a torcida a histórica goleada por 6 a 1 sobre o Paris Saint-Germain, pela Champions, e também virou o cara do “resolve tudo sozinho” em uma seleção argentina mergulhada na crise.


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Rafael Reis

Finalista do prêmio de melhor jogador do mundo pela segunda vez na carreira, o brasileiro Neymar (Paris Saint-Germain) é o azarão na disputa com Cristiano Ronaldo (Real Madrid) e Lionel Messi (Barcelona).

O atacante de 25 anos é o único dos três atletas que disputam o título principal do “The Best” nesta segunda-feira que jamais conquistou o troféu individual mais cobiçado do futebol mundial.

A melhor classificação de Neymar na história do prêmio foi o terceiro lugar alcançado em 2015. No ano passado, o brasileiro ficou na quarta posição e perdeu seu espaço no pódio para Antoine Griezmann (Atlético de Madri).

Listamos abaixo cinco motivos pelos quais o camisa 10 do PSG poderia ser eleito o melhor jogador do planeta em 2017. No sábado, será a vez de apresentarmos os pontos fortes de Messi. E, no domingo, as razões pelas quais Cristiano Ronaldo deve faturar o prêmio.

ATUAÇÃO DE GALA

O brasileiro protagonizou aquela que possivelmente foi a grande atuação individual do futebol europeu na temporada passada. Em março, Neymar liderou o Barcelona na histórica goleada por 6 a 1 sobre o Paris Saint-Germain, após derrota por 4 a 0 no jogo de ida, que classificou a equipe espanhola para as quartas de final da Liga dos Campeões. Na ocasião, o atacante marcou duas vezes e deu duas assistências, uma delas para o gol de Sergi Roberto, aos 50 minutos do segundo tempo, que definiu o mata-mata e a sobrevida catalã na Champions.

REI DO MERCADO

Tudo bem que Cristiano Ronaldo e Messi, seus rivais pelo posto de melhor do mundo, não trocaram de clube na última janela de transferências, o que torna impossível uma comparação de valores. No entanto, Neymar se tornou no começo de agosto o jogador mais caro da história do futebol. Para tirar o brasileiro do Barcelona, o Paris Saint-Germain desembolsou 222 milhões de euros (R$ 828 milhões), incríveis 117 milhões de euros (R$ 436,5 milhões) a mais que a maior negociação que já havia sido feita até então, a ida de Paul Pogba para o Manchester United.

FUTEBOL ARTE

De acordo com o “WhoScored?”, Neymar foi o maior driblador do futebol europeu na temporada passada. Segundo dados do site especializado em estatísticas, o atacante brasileiro driblou seus adversários 5,6 vezes por partida durante 2016/17, quando ainda defendia o Barcelona, marca superior às médias alcançadas por Messi (5,3) e Cristiano Ronaldo (0,9).

SELEÇÃO EM ALTA

Portugal e Argentina, as seleções dos adversários de Neymar pelo prêmio da Fifa, precisaram lutar até a última rodada das eliminatórias para conquistarem vaga para a Copa-2018. Já o Brasil remou em águas tranquilas no qualificatório para o Mundial da Rússia. Comandado dentro de campo pelo atacante do PSG, o time brasileiro chegou a emendar oito vitórias consecutivas e selou a classificação para a Copa ainda em março, com quatro rodadas de antecedência.

GARÇOM

Neymar pode até não ter o mesmo faro artilheiro dos outros finalistas do melhor do mundo, mas superou seus adversários pelo prêmio na quantidade de passes para que companheiros balançassem as redes. O brasileiro deu 19 assistências entre 20 de novembro de 2016 e 6 de agosto de 2017, período contabilizado pela Fifa para a definição do vencedor desta edição do “The Best”, contra 14 de Messi e nove de Cristiano Ronaldo.


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