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Como surgiu a lenda que Messi é autista
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Rafael Reis

Eleito por cinco vezes o melhor jogador do planeta e finalista do prêmio da Fifa neste ano, Lionel Messi foi diagnosticado durante a infância com Síndrome de Asperger, uma forma branda de autismo, e algumas das características dessa condição até ajudaram-no a se tornar um dos maiores nomes das história do futebol.

Você provavelmente já ouviu esse papo. E talvez até tenha recebido em seu Whatsapp ou no Facebook um vídeo com cenas que “comprovariam” o autismo do camisa 10 do Barcelona.

Mas, como será que surgiu essa estória, uma das mais conhecidas lendas urbanas do futebol contemporâneo?

Curiosamente, ela não nasceu na Argentina, país onde o craque nasceu há 30 anos, e nem na Espanha, para onde se mudou no começo da adolescência. Os boatos sobre um possível quadro de autismo de Messi só ficaram famosos depois de ganharem uma mãozinha brasileira.

Em 2013, o escritor e jornalista Roberto Amado, sobrinho de Jorge Amado, publicou em seu site “Poucas Palavras” que o então melhor jogador do planeta havia sido diagnosticado com Asperger quando tinha oito anos.

O texto trazia uma série de características de Messi que comprovariam seu autismo: a timidez com a imprensa, seu estilo de finalização e o uso de dribles parecidos, que indicariam um gosto por padrões repetidos, uma das características dos portadores da síndrome.

O relato de Amado contava ainda com declarações de entidades de portadores de Asperger e de pais de crianças portadoras da síndrome. O cunho social do texto fez com que ele se espalhasse pela internet fosse difundido.

A família de Messi, no entanto, sempre negou que o camisa 10 tenha sido diagnosticado com a síndrome. Em entrevista ao UOL, concedida dias depois de o caso ganhar repercussão mundial, o médico Diego Schwarzstein, que tratou da conhecida deficiência hormonal que atrapalhou o crescimento do craque durante a infância, classificou o assunto como “bobagem”.

O possível caso de Asperger também foi ignorado pelas principais e mais respeitadas biografias (em texto e vídeo) já lançadas sobre a vida e a carreira do melhor jogador do planeta em 2009, 2010, 2011, 2012 e 2015.

Apesar das negativas oficiais, dos diagnósticos médicos de quem tratou o craque e dos relatos dos biógrafos, ainda há muita gente nas redes sociais que insiste que Messi é sim autista e que simplesmente decidiu esconder essa condição da imprensa mundial por não lidar muito bem com ela.

E é essa crença que fez do autismo do craque do Barcelona uma grande lenda urbana.

O argentino corre por fora na disputa pelo prêmio de melhor jogador do planeta em 2017. O favorito para conquistar o prêmio da Fifa neste ano é o português Cristiano Ronaldo, do Real Madrid. O brasileiro Neymar, do Paris Saint-Germain, completa a lista de finalistas.


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Dos finalistas do melhor do mundo, só Messi é top 50 na Chuteira de Ouro
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Rafael Reis

Os finalistas do prêmio de melhor jogador do mundo de 2017 começaram a nova temporada do futebol europeu sem a mesma fome de gols que lhes é de costume.

O argentino Lionel Messi é o único dos três candidatos (os outros são Cristiano Ronaldo e Neymar) ao troféu que será entregue pela Fifa na próxima segunda-feira que aparece entre os primeiros 50 colocados da Chuteira de Ouro, prêmio destinado ao maior goleador das ligas nacionais europeias em uma temporada.

O astro argentino, que já levou quatro Chuteiras de Ouro para casa e é o atual detentor da honraria, divide a quarta colocação no ranking dos artilheiros do Velho Continente em 2017/18 com o italiano Ciro Immobile (Lazio) e com o marfinense Gerard Gohou (Kairat Almaty). Cada um deles tem 22 pontos.

A liderança continua com o estoniano Albert Prosa, que já marcou 27 gols pelo Tallinn e acumula 27 pontos. O colombiano Radamel Falcao García (24), do Monaco, e o estoniano Rauno Sappinen (23), do Floram, aparecem na sequência.

Já Neymar e Cristiano Ronaldo, os adversários do camisa 10 do Barcelona na disputa pelo prêmio “The Best”, concedido pela Fifa ao maior craque do futebol mundial no ano, estão bem distante das primeiras colocações.

O brasileiro do Paris Saint-Germain aparece no meio da tabela. Com seis gols no Campeonato Francês e 12 pontos na classificação da Chuteira de Ouro, divide a 56ª posição com outros jogadores bem conhecidos, como Gabriel Jesus (Manchester City), Álvaro Morata (Chelsea) e Harry Kane (Tottenham).

Enquanto isso, o favorito para ser eleito o melhor do mundo neste ano mal praticamente não existe no ranking de goleadores dos campeonatos nacionais europeus nesta temporada.

Cristiano Ronaldo disputou apenas quatro jogos do Espanhol desde as férias e marcou somente um gol, contra o Getafe, no último sábado. Com dois pontos, a estrela do Real Madrid não está nem entre os 250 primeiros na classificação da Chuteira de Ouro.

Na temporada passada, Messi conquistou o prêmio com 74 pontos, relativos aos 37 gols que marcou no Espanhol. Ele e Cristiano Ronaldo são os recordistas de troféus de maior goleador da Europa.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial da Chuteira de Ouro.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Albert Prosa (EST, Tallinn) – 27 pontos (27 gols)
2º – Radamel Falcao García (COL, Monaco) – 24 pontos (12 gols)
3º – Rauno Sappinen (EST, Flora) – 23 pontos (23 gols)
4º – Ciro Immobile (ITA, Lazio) – 22 pontos (11 gols)
Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 22 pontos (11 gols)
Gerard Gohou (CMF, Kairat Almaty) – 22 pontos (22 gols)
7º – Mikhail Gordeichuk (BLR, BATE Borisov) – 21 pontos (14 gols)
Magnus Eriksson (SUE, Djugardens) – 21 pontos (14 gols)
9º – Paulo Dybala (ARG, Juventus) – 20 pontos (10 gols)
Pìerre-Emerick Aubameyang (GAB, Borussia Dortmund) – 20 pontos (10 gols)
Sean Maguire (IRL, Preston North End) – 20 pontos (20 gols)
Rimo Hunt (EST, FC Levadia) – 20 pontos (20 gols)


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No futebol da terra de Cristiano Ronaldo, quem brilha é o primo do craque
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Rafael Reis

Aeroporto Internacional Cristiano Ronaldo, Museu CR7, Praça Cristiano Ronaldo, Hotel Pestana CR7 Funchal, Loja CR7, um polêmico busto, uma estátua de bronze de 3,40 m.

O filho mais ilustre da Ilha da Madeira é lembrado em todos os cantos da região que deu ao planeta o favorito ao prêmio de melhor jogador do mundo em 2017. Até dentro dos gramados da várzea.

No futebol amador do arquipélago de cerca de 260 mil habitantes, não há chutes e cabeçadas mais temidas do que as desferidas por José Adriano Xavier Aveiro, ou, simplesmente, “primo de Cristiano”, como é mais conhecido.

Filho de um irmão do pai de Cristiano Ronaldo, Adriano Aveiro é um ano e meio mais velho que o astro e foi o artilheiro de duas das quatro últimas temporadas da Primeira Divisão Regional da Associação de Futebol da Madeira, um campeonato disputado por clubes amadores equivalente à quarta divisão portuguesa.

Autor de 75 gols nos 76 jogos que disputou entre o segundo semestre de 2013 e o primeiro de 2017 (uma média de quase um gol por partida), o centroavante ganhou na atual temporada a melhor oportunidade de sua carreira e assinou com o Câmara de Lobos, equipe da Madeira promovida para o terceiro escalão do futebol lusitano.

“Na seriedade e na ambição que demonstrou em campo, sou parecido com meu primo. Isso está no nosso sangue. O resto, claro, é muito diferente: ele é o melhor do mundo; eu sou só um dos melhores do meu campeonato”, afirmou o camisa 9, em entrevista ao site português “Mais Futebol”.

Cristiano e Adriano começaram juntos nas categorias de base do Andorinha, time da cidade de Funchal, capital da Madeira, onde nasceram. Mas, enquanto o primeiro deixou a ilha no começo da adolescência para jogar no Sporitng e depois conquistar o mundo, o segundo jamais ficou longe de casa.

O centroavante do Câmara de Lobos até tentou se profissionalizar no Marítimo, clube da região que costuma disputar a primeira divisão portuguesa, mas não teve a mesma sorte do primo. Então, foi trabalhar com telecomunicações.

“Financeiramente não compensa jogar nos ‘Nacionais’ [as duas primeiras divisões portuguesas. Tenho o meu emprego e uma vida estável em termos familiares, jogo futebol por hobby, treino à noite e consigo conciliar com o trabalho, que obriga a alguma rotatividade.”

Apesar de não ter 1% do reconhecimento do Aveiro mais famoso do futebol, Adriano pode se orgulhar de um feito que deixou o primo rico com uma pontinha de inveja.

Na temporada passada, quando defendia o Santacruzense, o centroavante que brilha no futebol amador marcou seis vezes em uma mesma partida (goleada por 8 a 1 sobre o Clube de Formação da Madeira).

Em toda sua carreira como profissional, Cristiano Ronaldo nunca conseguiu superar as cinco bolas na rede em 90 minutos –atingiu essa marca somente duas vezes, contra Granada e Espanyol, ambas em 2015.

O astro do Real Madrid é o favorito para ser eleito, na próxima segunda-feira, o melhor jogador do mundo pela quinta vez na carreira. O argentino Lionel Messi, do Barcelona, e o brasileiro Neymar, do Paris Saint-Germain, são os outros finalistas do prêmio da Fifa.


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Neymar finalista do melhor do mundo é vitória do marketing sobre o futebol
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Rafael Reis

Neymar é um craque. Se não fosse, o Paris Saint-Germain jamais teria gasto 222 milhões de euros (R$ 831 milhões) para tirá-lo do Barcelona e transformá-lo no símbolo máximo de um clube que sonha em se tornar o mais poderoso do planeta.

Mas, apesar de todo esse talento acima da média que possui, o brasileiro não deveria ter sido indicado ao prêmio de melhor jogador do mundo na temporada 2016/17.

E mais: sua presença na lista de finalistas do troféu da Fifa, ao lado do favorito Cristiano Ronaldo (Real Madrid) e de Lionel Messi (Barcelona), não passa de uma vitória do marketing sobre o futebol.

Não que o atacante seja uma invenção da imprensa brasileira ou mereça o apelido de Neymarketing, expressões de sucesso entre seus críticos nas redes sociais. Só que ele simplesmente não jogou bola suficiente na temporada passada para estar entre os três melhores do planeta.

Seu último ano com a camisa do Barcelona foi o menos produtivo de sua carreira desde a Copa-2014. Neymar marcou apenas 20 gols (contra 31 de 2015/16 e 39 de 2014/15) e só conquistou a Copa do Rei pelo clube catalão.

Mas o brasileiro foi a estrela do histórico 6 a 1 aplicado pelo Barça sobre o PSG… Verdade, aquela realmente foi uma atuação extraordinária. Mas foi apenas um entre 45 jogos da temporada e teve como o efeito prático apenas adiar em uma rodada a eliminação do time blaugrana na Liga dos Campeões.

Sergio Ramos e Marcelo, campeões europeus ao lado de Cristiano Ronaldo no Real, Gianluiggi Buffon e Paulo Dybala, vice continentais pela Juventus, e talvez até mesmo a sensação francesa Kylian Mbappé mereciam mais que Neymar estar entre os três finalistas do prêmio da Fifa.

O que levou o brasileiro à segunda indicação de sua carreira (foi terceiro colocado em 2015) foi mesmo o marketing. Não uma campanha orquestrada para colocá-lo lá, mas sim um longo e sólido trabalho de construção da sua imagem como o sucessor natural de CR7 e Messi.

Para muita gente, entre os quais vários eleitores do prêmio da Fifa (técnicos, capitães de seleções, jornalistas e pessoas comuns cadastradas no site da entidade), Neymar será o melhor do mundo assim que os dois maiores astros do futebol na atualidade derem um deslize e perderem rendimento.

É essa crença popular, inflada evidentemente pela transformação do brasileiro no jogador mais caro de todos os tempos (negociação concluída pouco antes do período de votação do prêmio), que colocou o novo camisa 10 do PSG na final da eleição do melhor do mundo, mesmo sem ter jogado futebol suficiente para merecer a indicação.

É por isso que a presença de Neymar na cerimônia do próximo dia 23 de outubro, em Londres, é uma vitória do marketing e das fortunas movimentadas por esse mercado global sobre o futebol praticado dentro de campo.


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Por sonho de melhor do mundo, Neymar ignora história de prêmio da Fifa
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Rafael Reis

Em busca do sonho de ser eleito o melhor jogador do planeta, Neymar decidiu ignorar completamente a história do prêmio que tanto deseja conquistar.

Ao trocar o Barcelona pelo Paris Saint-Germain, o atacante brasileiro vai abandonar a terra de onde brotam os vencedores da eleição de maior craque do mundo para se aventurar em um projeto sem histórico ou certeza de sucesso.

A Espanha, país onde Neymar joga desde 2013 e que vai abandonar após o pagamento dos 222 milhões de euros (R$ 816 milhões) de sua multa rescisória pelo PSG, é quem domina o prêmio de melhor do mundo.

Desde que a Fifa instituiu sua eleição anual de craque do ano, em 1991, o troféu ficou com o futebol espanhol em 17 oportunidades. Todos os outros países somados acumulam apenas nove títulos.

O Barcelona, clube que Neymar vai deixar para trás, é o maior vencedor da disputa. São dez conquistas ao longo da história: cinco de Lionel Messi (2009, 2010, 2011, 2012 e 2015), duas de Ronaldinho (2004 e 2005), uma de Rivaldo (1999), outra de Ronaldo (1997) e mais uma de Romário (1994).

A última vez que um jogador que não atuava na Espanha foi eleito o melhor do mundo faz quase uma década. Em 2008, quando ainda defendia o Manchester United, Cristiano Ronaldo venceu o prêmio. No ano seguinte, foi contratado pelo Real Madrid.

Mas a hegemonia espanhola na eleição do maior nome do futebol mundial não se limita apenas aos ganhadores do troféu.

Nos últimos sete anos, 19 dos 21 finalistas do prêmio, aqueles que ficaram nas três primeiras colocações na eleição organizada pela Fifa e viajaram para a cerimônia de entrega do prêmio, atuavam no país campeão da Copa-2010.

O meia-atacante francês Franck Ribéry (2103) e o goleiro alemão Manuel Neuer (2014), ambos do Bayern de Munique, foram os únicos intrusos nessa festa espanhola. E terminaram na terceira posição nos anos em que foram finalistas.

E qual a história da França, nova casa de Neymar, nas eleições de melhor jogador do mundo?

Digamos que não é nada animadora para o craque brasileiro. O Campeonato Francês jamais conquistou o prêmio e emplacou até hoje apenas um finalista, o atacante Jean-Pierre Papin, vice-campeão em 1991, quando defendia o Olympique de Marselha.

Na última década, seu melhor resultado foi o quarto lugar obtido por Zlatan Ibrahimovic, então a estrela máxima do PSG, na eleição de 2013.

É contra esse histórico desfavorável que Neymar terá de lutar para conquistar o tão sonhado prêmio. Sua aposta é que, distante da sombra de Messi, ele poderá brilhar como protagonista de um time e conquistar assim mais votos dos eleitores espalhados por todo o planeta.

Só que o Campeonato Francês não é o Espanhol, e o que ele fizer em campo na Ligue 1 não terá metade da repercussão dos gols de Messi e Cristiano Ronaldo por Barcelona e Real Madrid, respectivamente.

Resta a Liga dos Campeões da Europa. Um tiro único que Neymar precisa dar para mostrar que ignorar a história do prêmio de melhor do mundo não foi uma escolha equivocada.


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Cristiano Ronaldo só merece a Bola de Ouro se vencer a Champions
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Rafael Reis

Quem será eleito o melhor jogador do mundo neste ano? Com a queda precoce do Barcelona na Liga dos Campeões e a classificação do Real Madrid para mais uma decisão europeia, a resposta parece óbvia.

Mas será que Cristiano Ronaldo, autor de 35 gols em 42 partidas nesta temporada, sua pior marca dos últimos oito anos, realmente merece conquistar pela quinta vez na carreira o maior prêmio individual do futebol mundial?

A bem da verdade, o português brilhou em apenas quatro jogos na temporada: no 3 a 0 sobre o Atlético de Madrid, ainda pelo Campeonato Espanhol, e em três dos quatro confrontos contra Bayern e Atlético na reta final da Champions, quando marcou oito dos dez gols que anotou nesta edição do torneio continental.

Tudo bem que essas atuações foram essenciais para o sucesso do Real na competição mais importante do ano. Mas, lembrem-se, foram apenas quatro jogos…

O que CR7 fez na Champions até agora não é muito diferente do feito do garoto sensação Kylian Mbappé, que balançou as redes em cinco das seis partidas de mata-mata do Monaco e carregou o clube francês nas costas até as semifinais.

E ninguém em sã consciência defende que o prêmio de melhor do mundo deva ir já para as mãos do prodígio francês de 18 anos.

Analisando a temporada como um todo, há vários jogadores que apresentaram um futebol de alto nível e bem mais consistente que o do camisa 7 do Real: Messi, o artilheiro máximo de 2016/17, Dybala, Buffon e Daniel Alves, da Juventus, a outra finalista da Champions, e talvez até mesmo Sergio Ramos e Marcelo, seus companheiros no clube espanhol.

Sendo assim, o diferencial de Cristiano Ronaldo para levantar pela quinta vez a Bola de Ouro e também o prêmio da Fifa, agora entregue em outubro, não pode ser esses quatro jogos de brilho extremo, mas sim, títulos.

A única justificativa plausível para a escolha do português como o maior jogador de futebol de 2016/17 é a de “principal estrela do melhor time do planeta”.

Mas, para isso, o Real precisa derrotar a Juventus e conquistar pelo segundo ano consecutivo a Liga dos Campeões da Europa. Um título de Portugal na Copa das Confederações também seria bem-vindo, só que não é essencial.

Caso a Juve fature a Champions, Cristiano Ronaldo pode até ser coroado. Mas sua vitória será muito mais efeito do marketing que o envolve do que pela bola jogada por ele.


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7 transferências dos anos 1990 que parecem absurdas hoje em dia
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Rafael Reis

O futebol muda. O dinheiro e o sucesso trocam de mãos. Times que eram gigantes praticamente caem no esquecimento, enquanto novas forças surgem empurradas por proprietários milionários ou muito trabalho.

Até por isso, muita coisa que aconteceu no passado da modalidade simplesmente não faz sentido para nossos olhos e repertórios de informações atuais.

Listamos abaixo sete transferências internacionais dos anos 1990 que certamente não se repetiriam nos dias de hoje. E, mais que isso, que chegam até a parecer estranhas para quem não viveu aquela época.

ROMÁRIO
Foi do Barcelona para o Flamengo em 1995
Romário
Seis meses depois de ser o protagonista da conquista do tetracampeonato da Copa do Mundo com a seleção brasileira, o melhor jogador do planeta de 1994 decidiu dar um basta em sua carreira na Europa e voltar para o calor do Rio de Janeiro. Com uma poderosa e inusitada campanha de marketing, o Flamengo conseguiu repatriar o Baixinho e construir o “melhor ataque do mundo” (Sávio, Romário e Edmundo), que não deu muito certo.

RONALDO
Foi do Barcelona para a Inter de Milão em 1997
RONALDO
Vocês conseguem imaginar Messi ou Cristiano Ronaldo deixando o futebol espanhol para jogar na Itália? E ainda por cima para defender outro clube que não a Juventus? Pois foi mais ou menos isso que aconteceu em 1997. Ronaldo, ainda antes de ganhar o apelido Fenômeno, havia acabado de ser eleito o melhor jogador do mundo e fazer uma temporada de estreia histórica pelo Barcelona quando se mandou para a Inter de Milão, uma das potências do campeonato nacional mais forte e rico da época, o Italiano.

DENILSON
Foi do São Paulo para o Betis em 1998
Denilson
Hoje em dia, uma jovem estrela do São Paulo frequentemente convocada para seleção brasileira se transferir para o Betis já seria algo bizarro. Agora, essa transferência ser a mais cara da história do futebol mundial é algo que chega a beirar a insanidade. Sim, Denilson, aquele que hoje é comentarista da Band, foi para o clube espanhol por uma fortuna até então jamais paga por um jogador de futebol: 32 milhões de dólares.

DAVID GINOLA
Foi do Paris Saint-Germain para o Newcastle em 1995
Ginola
O meia francês era um dos principais astros do Paris Saint-Germain quando aceitou o convite para vestir a camisa do Newcastle e jogar na Premier League. Só que naquela época, 22 anos atrás, o PSG ainda não era rico, não tinha ambição de vencer a Liga dos Campeões da Europa e nem mesmo era a principal potência da França. Já o Newcastle, era uma força da Inglaterra, não um time da segunda divisão.

DEJAN PETKOVIC
Foi do Real Madrid para o Vitória em 1997
Petkovic
Um sérvio ir parar na Bahia é algo que certamente não se vê todo dia. Agora, um sérvio deixar o Real Madrid para jogar no Vitória é daquelas situações que só acontecem uma vez por século. Petkovic já tinha oito jogos pelo time principal do Real e nenhum vínculo com o Brasil quando foi descoberto pelo time baiano em um torneio amistoso e aceitou convite para ser emprestado ao Vitória. Deu tão certo que Pet virou ídolo no novo país e também passou por Flamengo, Vasco, Fluminense, Goiás, Santos e Atlético-MG.

CÉSAR SAMPAIO, EVAIR E ZINHO
Foram do Palmeiras para o Yokohama Flugels em 1995
Cesar Sampaio
Três das estrelas do Palmeiras na conquista do bicampeonato brasileiro, em 1993 e 1994, decidem deixar o país seduzidos por propostas milionárias vindas do Oriente. Parece até algo atual, né? Só que eles não foram para a China, mas sim para o Japão, o mercado asiático que, naquele momento, havia acabado de descobrir o futebol e investia pesado para atrair jogadores de fama internacional para turbinar sua liga.

ANTÔNIO CARLOS
Foi do São Paulo para o Albacete em 1992
Zago
O hoje treinador do Internacional havia conquistado o título da Libertadores do São Paulo quando aceitou uma proposta de transferência para o futebol espanhol. Até aí nada demais, certo? Mas seu destino não foi nenhum Real Madrid, Barcelona, Atlético de Madrid ou mesmo Sevilla. Zago foi parar no Albacete, clube que hoje está na terceira divisão do Campeonato Espanhol.


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Rafael Reis

Eleito pela quarta vez o melhor jogador do mundo (2008, 2013, 2014 e 2016), Cristiano Ronaldo deu muito trabalho à sua mãe, Dolores Aveiro, antes de se transformar em um astro internacional do futebol.

Pouco adepto dos estudos, o camisa 7 do Real Madrid e da seleção portuguesa teve uma vida escolar marcada por notas ruins, muitas faltas, uma expulsão e até mesmo acusação de furto.

Cristiano Ronaldo

Seu período mais crítico de comportamento coincidiu com a mudança da Ilha da Madeira para a Lisboa, aos 12 anos.

No início da adolescência, CR7 saiu de casa dos pais e migrou à capital de Portugal para treinar nas categorias de base do Sporting, clube pelo qual viria se profissionalizar e onde seu conto de fadas teria início.

Mas, antes de começar a brilhar nos times menores do clube lisboeta, tornar-se um garoto conhecido dos torcedores e começar a ganhar o dinheiro que tiraria sua família da miséria, Ronaldo teve seus problemas escolares mais sérios.

Ele foi expulso da escola onde estudava depois de lançar uma cadeira em direção à professora. Tudo isso dentro da sala de aula.

“Foi uma forma de ele se defender porque a professora estava a criticar seu sotaque da Ilha da Madeira”, afirma Nelson Castro, 52, que era amigo do pai de Ronaldo, José Dinis Aveiro, e que conhece o melhor do mundo desde criança.

O livro “CR7 – Os Segredos da Máquina”, publicado em 2014 pelos jornalistas Juan Ignacio Gallardo e Luís Miguel Pereira, conta outros detalhes obscuros da vida escolar da estrela do Real.

Um deles é um relatório sobre o comportamento de Cristiano Ronaldo que foi enviado pela escola onde ele estudava para o Sporting.

“Este jovem jogador tem evidentes problemas de estabilidade emocional, perde frequentemente o controlo de suas atitudes (…). Estamos convictos, porque a sua personalidade é ainda imatura e, portanto, não completamente formada, de que este jogador é um dos casos a merecer acompanhamento psicológico”, diz o documento.

Foi nessa época também que o futuro astro chegou a ser acusado de furto. Seu relatório escolar apontava furtos de “uma lata de ice-tea a um colega”, de “dois iogurtes” de uma funcionária do colégio e do lanche de um companheiro de clube que também estudava lá.

Mas Cristiano Ronaldo cresceu, superou os problemas comportamentais que marcaram sua vida escolar e se tornou um dos melhores jogadores do mundo. Quer dizer… o melhor jogador do mundo, pela quarta vez em sua carreira.


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CR7 é o melhor do mundo pela 4ª vez. Conseguirá alcançar recorde de Messi?
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Rafael Reis

Sem nenhuma surpresa, Cristiano Ronaldo venceu nesta segunda-feira seu quarto prêmio da Fifa de melhor jogador do mundo. Campeão em 2008, 2013 e 2014, o gajo não tinha como perder a eleição em um ano que faturou a Liga dos Campeões e levou Portugal à inédita conquista da Eurocopa.

A vitória de CR7 levantou uma questão interessante. Quem encerrará a carreira com mais troféus de maior craque do planeta: ele ou seu tradicional arquirrival no futebol, Lionel Messi?

Cristiano Ronaldo

O argentino do Barcelona é o recordista do prêmio, com cinco vitórias (2009, 2010, 2011, 2012 e 2015). Mas, Cristiano Ronaldo já vem logo em seguida.

O problema para o português é que o tempo não joga a seu favor.

Ronaldo é dois anos e quatro meses mais velho que Messi e já comemorará seu 32º aniversário em fevereiro.

Em toda a história do prêmio da Fifa, apenas um jogador foi eleito o melhor do planeta com idade tão elevada: o zagueiro italiano Fabio Cannavaro, consagrado em 2006, aos 33 anos.

Apesar de ser um poço de vigor físico e do conhecido apreço pelos treinos, o camisa 7 já começa sim a sentir o peso da idade.

Até pouco tempo atrás, o português não aceitava de maneira nenhuma ficar fora de alguma partida do Real Madrid se não estivesse contundido. Agora, tem acatado com naturalidade a decisão de Zinedine Zidane de poupá-lo dos jogos menos importantes.

Não à toa, Ronaldo foi o finalista do prêmio da Fifa que menos atuou em 2016 (57 jogos, contra 62 de Messi e 68 de Griezmann).

A preocupação com a condição física já tirou do astro uma de suas tradicionais armas para convencer técnicos, capitães e torcedores do mundo todo a votarem nele como melhor do mundo: a artilharia.

No ano passado, CR7 balançou as redes menos do que Messi, o que não acontecia desde 2012.

Mas o mesmo Zidane que tem o forçado a descansar um pouco e o privado de balançar tanto as redes quanto antes talvez seja a principal chance de Ronaldo continuar acumulando prêmios de melhor do planeta.

Em seu primeiro ano como treinador, o francês transformou o Real Madrid em uma máquina praticamente imbatível. Já são 39 partidas de invencibilidade, a maior sequência da história do futebol espanhol.

Motivo de sobra para acreditar o clube que possa ser bi da Liga dos Campeões neste ano e continuar como forte candidato nas próximas temporadas. E como conquistar a Champions é meio passo para que seu protagonista, no caso CR7, fature o prêmio de melhor do mundo…

Querem meu palpite?

Essa provavelmente não foi a última vez que vimos Cristiano Ronaldo ganhar a eleição da Fifa. É bem possível que ele fature sim um quinto prêmio. Mas, isso não significa alcançar Messi. Tal como o português, o argentino tem todas as chances do mundo de voltar a ser eleito o melhor do planeta.

Sim, caros leitores, a era Messi-Cristiano Ronaldo ainda não tem data para acabar.


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Rafael Reis

Eleito o melhor jogador do mundo em 2008, 2013 e 2014, Cristiano Ronaldo tem tudo para vencer também a eleição da Fifa de maior craque do planeta em 2016.

O português de 31 anos, que foi vice em 2015 e um dos grandes nomes do esporte há uma década, é o favorito para levantar o troféu nesta segunda-feira, em Zurique (SUI).

Lionel Messi e Antoine Griezmann, os outros finalistas do prêmio, correm por fora e, caso sejam escolhidos, protagonizarão uma grande zebra.

Conheça abaixo cinco razões que colocaram o camisa 7 do Real nesta situação, a um passo do seu quarto título de melhor do mundo.

CAMPEÃO DO QUE IMPORTA
Cristiano Ronaldo
Conseguiu algo muito raro, faturar os títulos dos dois campeonatos mais importantes do ano, a Liga dos Campeões (11ª conquista do Real Madrid) e a Eurocopa (maior momento da história da Portugal). E, apesar de não ter brilhado em nenhuma das duas finais, foi o protagonista do seu time e da seleção ao longo das campanhas vitoriosas.

OUTROS PRÊMIOS DE MELHOR DO MUNDO
Venceu os prêmios que acabam servindo como prévia do resultado da eleição da Fifa. Em 2016, a estrela maior do Real Madrid já foi eleita o melhor do mundo pela revista “France Football” (Bola de Ouro), pelo jornal britânico “Daily Mail” e pelo site “Goal.com”, além de ter faturado o Globe Soccer Awars, nos Emirados Árabes.

POKER-TRICK
Cristiano Ronaldo não foi o artilheiro do ano. Mas, entre os candidatos a melhor do mundo, só ele conseguiu marcar quatro gols em uma mesma partida ao longo de 2016, marca chamada de poker-trick. E não foi apenas uma vez. O atacante fez na goleada por 7 a 1 contra o Celta, pelo Espanhol, em março, e repetiu a dose ante Andorra (6 a 0), sete meses depois, pelas eliminatórias da Copa do Mundo.

CONFRONTOS DIRETOS
Cristiano Ronaldo
O favorito ao prêmio da Fifa também levou a melhor nos confrontos diretos dentro de campo contra seus oponentes ao posto de melhor do mundo. Cristiano Ronaldo enfrentou Messi ou Griezmann seis vezes ao longo de 2016. Foram três vitórias, dois empates e uma derrota. O português marcou quatro gols nessas partidas.

NA HISTÓRIA
Os gols contra América-MEX e Kashima Antlers, em dezembro, foram históricos. O Mundial de Clubes era a única competição oficial que Cristiano Ronaldo já havia disputado e ainda não havia balançado as redes com a camisa do Real Madrid. Agora, o português pode se orgulhar de ter deixado sua marca em todos os torneios no qual foi a campo pelo clube espanhol.


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