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7 jogadores da Copa-2018 que já tiveram problemas com a Justiça
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Rafael Reis

Jogadores de futebol, especialmente os de primeiro escalão que estarão em campo a partir desta quinta-feira (14) na Copa do Mundo-2018, são ídolos endeusados por crianças, adolescentes e adultos.

Mas, por mais talento que eles demonstrem com a bola nos pés, também são pessoas normais, que acertam e erram no dia a dia de suas vidas pessoais. E esses erros muitas vezes os levam a responder processos judiciais.

Apresentamos abaixo sete jogadores de futebol inscritos no Mundial da Rússia que já tiveram problemas judiciais. E, sim, a dupla que vem protagonizando o futebol na última década faz parte desta lista.

LIONEL MESSI
Meia-atacante
30 anos
Barcelona (ESP)
Argentina

O melhor jogador do mundo em 2009, 2010, 2011, 2012 e 2015 chegou a ser condenado a 21 meses de prisão no ano passado por ter sonegado 4,1 milhões de euros (R$ 18,2 milhões) em impostos ao Fisco espanhol entre 2007 e 2009. A pena do craque da seleção argentina e do Barcelona foi posteriormente reduzida para uma multa superior a 500 mil euros (R$ 2,2 milhões).

CRISTIANO RONALDO
Atacante
33 anos
Real Madrid (POR)
Portugal

Também eleito cinco vezes o melhor do planeta (2008, 2013, 2014, 2016 e 2017), o astro português também tem problemas com a Justiça espanhola em virtude de fraudes fiscais. Cristiano Ronaldo é acusado de ter deixado de pagar 14,7 milhões de euros (R$ 55,6 milhões) em impostos e chegou a ter a prisão pedida por uma das chefes da Receita espanhola. O caso de CR7, no entanto, ainda não foi julgado.

NEYMAR
Atacante
26 anos
Paris Saint-Germain (FRA)
Brasil

O camisa 10 da seleção de Tite na Copa da Rússia-2018 enfrentou processos judiciais por questões fiscais no Brasil e também na Espanha. Por aqui, o craque é acusado de ter usado empresas que possui em sociedade com o pai para deixar de pagar R$ 63,6 milhões em impostos entre 2012 e 2014. Já na Europa, chegou a ter a prisão solicitada pela promotoria espanhola por supostas fraudes na transferência do Santos para o Barcelona. Ambos os casos ainda não foram julgados.

JAVIER MASCHERANO
Zagueiro-volante
34 anos
Hebei Fortune (CHN)
Argentina

O que não falta são jogadores com problemas judiciais por sonegação de impostos, principalmente na Espanha. Em 2015, quando ainda atuava no Barcelona, Mascherano admitiu ter cometido fraude fiscal no valor de 1,5 milhão de euros (R$ 6,7 milhões) entre 2011 e 2012. Condenado a um ano de prisão, pagou multa de 816 mil euros (R$ 3,6 milhões) e escapou da cadeia.

RAHEEM STERLING
Atacante
23 anos
Manchester City (ING)
Inglaterra

A sonegação de impostos é o mais frequente, mas não o único motivo que lega jogadores de futebol a terem problemas judiciais. Um dos principais nomes da seleção inglesa, Raheem Sterling foi acusado duas vezes de agressão a mulheres com quem estava se relacionando. Em ambos os casos, o atacante acabou absolvido.

FABIAN DELPH
Meia
28 anos
Manchester City (ING)
Inglaterra

O problema no meio-campista do English Team foi misturar álcool com direção. Em 2008, quando ainda estava no início da carreira e defendia o Leeds United, ele foi preso por conduzir um veículo com mais quatro pessoas sob efeito de bebida. Delph foi julgado, considerado culpado e condenado a pagar uma multa de 1.400 libras (R$ 7.100).

MANUEL DA COSTA
Zagueiro
32 anos
Basaksehir (TUR)
Marrocos

O zagueiro nascido na França, que defendeu as seleções de base de Portugal e hoje faz parte do elenco de Marrocos, tem um histórico cheio de problemas disciplinares. Em 2011, ele foi indiciado por assédio sexual e agressão contra uma garota em uma boate na Inglaterra. Da primeira acusação, ele escapou. Mas, na segunda, acabou condenado. Da Costa também já foi preso por dirigir sob efeito de álcool.


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China “invade” Copa do Mundo e chega até a seleções favoritas
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Rafael Reis

Maior “novidade” do Mercado da Bola global nos últimos quatro anos, o futebol chinês estará em peso na Copa do Mundo-2018. Se não no número de jogadores, pelo menos nas camisas que eles vestem.

O caso de Renato Augusto, que conseguiu manter seu espaço na seleção brasileira mesmo atuando há três temporadas no Beijing Guoan, está longe de ser algo isolado.

Das cinco seleções mais bem posicionadas no ranking da Fifa, nada menos que quatro levarão à Rússia-2018 pelo menos um jogador que atua por um clube do país mais populoso do planeta.

A Bélgica, terceira na lista, tem o meia Axel Witsel (Tianjin Quanjian) e o ala esquerdo Yannick Ferreira-Carrasco (Dalian Yifang) como seus representantes da China. A Argentina, quarta, conta com o zagueiro-volante Javier Mascherano, que trocou em janeiro o Barcelona pelo Hebei Fortune.

Já Portugal, atual campeã europeia e quinta seleção na classificação da Fifa, convocou o zagueiro José Fonte, companheiro de Ferreira-Carrasco no Dalian Yifang.

Das seleções que ocupam o top 5 do ranking, apenas a Alemanha, vencedora da Copa-2014 e líder da lista, não tem nenhum jogador em seu elenco que já se rendeu aos salários estratosféricos pagos pela China.

Além de Brasil, Bélgica, Alemanha e Portugal, outros países terão no Mundial da Rússia representantes do futebol chinês: a Nigéria (John Obi Mikel e Odion Ighalo) e a Coreia do Sul (Kim Young-gwon).

O número de jogadores que atuam no gigante asiático na Copa-2018 não será tão diferente do que foi quatro anos atrás. Em 2014, foram seis convocados. Agora, oito. Mas basta olhar as seleções que eles defendem para entender a revolução em curso no futebol chinês.

No Mundial passado, os chineses atuaram por Austrália, Honduras, Bósnia e Coreia do Sul, equipes que não passaram da fase de grupos. Agora, eles estão em times com chances reais de conquistar o título.

Nos últimos quatro anos, os clubes da primeira divisão da China investiram quase 1,3 bilhão de euros (R$ 5,8 bilhões) para inserir o país no mapa do futebol mundial. Jogadores que fizeram sucesso na Europa, como o brasileiro Oscar e o argentino Carlos Tévez, passaram ou ainda estão por lá.

A injeção de dinheiro faz parte de um projeto do governo chinês para popularizar o esporte número 1 do planeta e transformar a China em uma força relevante da modalidade nas próximas décadas.

A seleção chinesa só participou de uma edição da Copa do Mundo, em 2002, e foi eliminada sem somar nenhum ponto e nem fazer gol. Nas eliminatórias para 2018, o país ficou a um ponto de disputar a repescagem asiática.


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Em nova temporada, China “esquece” Brasil e faz limpa no futebol espanhol
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Rafael Reis

Depois de anos investindo pesado em jogadores brasileiros, a China decidiu dar um tempo em sua relação com o futebol pentacampeão mundial. Em vez disso, preferiu fazer uma limpa no Campeonato Espanhol.

A temporada 2018 da liga nacional mais rica da Ásia tem início nesta sexta-feira repleta de jogadores que até pouco tempo atrás vestiam as camisas de Barcelona, Atlético Madrid, Villarreal.

E praticamente sem novidades brasileiras. Os atacantes Fernandinho, que trocou o Grêmio pelo Chongqing Dangdai, e Johnathan, ex-Goiás e que jogava na Coreia do Sul até ser contratado pelo Tianjin Teda, são os únicos estreantes.

As várias caras novas do Brasil, que vinham desembarcando no Oriente a cada início de ano, foram substituídas nesta temporada por jogadores de outras nacionalidades e com um ponto em comum: a passagem pelo futebol espanhol.

É de lá que vem o principal reforço da China para 2018: o veterano zagueiro e volante argentino Javier Mascherano, 33, que trocou o Barcelona depois de sete anos e meio pelo Hebei Fortune.

A contratação mais cara da temporada também batia ponto na liga espanhola até a virada do ano. O atacante congolês Cédric Bakambu foi negociado pelo Villarreal com o Beijing Guoan por 40 milhões de euros (quase R$ 160 milhões).

Mas o alvo principal da cobiça chinesa foi o Atlético de Madrid. Vice-líder do Campeonato Espanhol, o time dirigido por Diego Simeone negociou três jogadores com o futebol do gigante asiático: o volante argentino Augusto Fernández foi para o Beijing Renhe, que volta para a primeira divisão. Já os meias-atacantes Nico Gaitán e Yannick Ferreira-Carrrasco se transferiram para o Dalian Yifang.

Além dos jogadores com passagem pelo futebol espanhol, há ainda dois treinadores do país campeão mundial de 2010 trabalhando na elite chinesa. O veterano Gregorio Manzano, ex-Sevilla, Mallorca e Atlético de Madri, dirige o Guizhou Hengfeng. Já Luis Garcia, que trabalhou no Getafe e no Levante, é quem comanda o Beijing Renhe.

Apesar da mudança na lógica do mercado vista nesta temporada, os brasileiros continuam sendo a maioria entre os estrangeiros na primeira divisão chinesa. São 20 jogadores (cinco a menos que na temporada passada) espalhados por 11 dos 16 clubes participantes.

Dois desses brasileiros, os atacantes Alan e Ricardo Goulart, defendem o Guangzhou Evergrande, atual heptacampeão nacional. O time, que até a temporada passada era dirigido pelo brasileiro Luiz Felipe Scolari, trocou de treinador e agora terá no banco de reservas o ex-zagueiro italiano Fabio Cannavaro, ex-jogador do Real Madrid. Ou seja, mais um nome com passagem pelo futebol espanhol.


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Melhor do mundo, técnico, dispensas: Barça “define futuro” nesta semana
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Rafael Reis

Os próximos dias serão decisivos para o futuro do Barcelona.

E o futuro não é apenas uma possível eliminação nas quartas de final da Liga dos Campeões da Europa e talvez um virtual adeus à disputa pelo título espanhol.

Se não conseguir uma nova virada histórica nesta quarta-feira, desta vez contra a Juventus, e nem um bom resultado no clássico contra o Real Madrid, domingo, que lhe mantenha com pretensões reais de se sagrar campeão nacional, o time catalão fatalmente fechará a temporada 2016/17 com o rótulo de fracassado estampado na testa.

Nem mesmo uma provável conquista da Copa do Rei, ante o Alavés, no dia 27 de maio, será capaz de mudar isso.

E fracasso, para um clube com o tamanho e a relevância do Barcelona, significa necessariamente uma transformação radical nos fundamentos sobre os quais a equipe está construída.

O primeiro futuro que está em jogo nos próximos dias é o de Juan Carlos Unzué. O auxiliar de Luis Enrique é o favorito dos jogadores para assumir o posto de técnico a partir da próxima temporada.

Mas será que a diretoria terá coragem de entregar a equipe nas mãos do braço direito de um treinador que corre o risco de deixar o Camp Nou pela porta dos fundos, marcado por goleadas sofridas na Champions e um fim prematuro de briga pelo Espanhol?

Se o Barça fracassar nos compromissos desta semana, a continuidade que Unzué representa fatalmente fará com que seu nome perca força. Assim, o novo treinador do clube catalão provavelmente será pinçado no mercado.

Mas não é só o futuro de Unzué que estará em campo contra Juventus e Real Madrid. Jogadores até pouco tempo atrás inquestionáveis no Camp Nou, como o zagueiro Mascherano, o lateral esquerdo Jordi Alba e o meia Rakitic, podem sair se a diretoria optar por uma reformulação do elenco.

E há o caso de Andrés Iniesta. O cerebral meia de 32 anos é um dos maiores jogadores da história do Barça e deixará o clube se desejar. Mas, seu declínio físico é algo que preocupa os torcedores e dirigentes catalães.

As “eliminações” na Champions e no Espanhol podem fazer com que o Barcelona decida que chegou a hora de relegar o camisa 8 ao banco. Isso significaria um alto investimento na próxima janela de transferências em um jogador capaz de transformar o astro em reserva –o nome do italiano Verratti tem sido ventilado desde o encontro com o PSG, nas oitavas da competição europeia.

Para encerrar, até mesmo Messi e Neymar jogarão seu futuro nos próximos dias. No caso deles, o que estará em xeque é a possibilidade de serem eleitos o melhor jogador do mundo em 2017.

O argentino, que já venceu o prêmio cinco vezes, e o brasileiro, ainda em busca de sua primeira vitória, são candidatos reais a vencer a eleição da Fifa em janeiro. Mas tudo cairá por terra se a temporada do Barcelona “acabar” tão precocemente.

É… os próximos dias serão realmente decisivos para o futuro do Barcelona.


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Índia, EUA e Barcelona: onde estão os gringos que passaram pelo Corinthians
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Rafael Reis

A série “Por onde andam 5 estrangeiros inesquecíveis” mostra os paradeiros dos gringos que, para o bem ou para o mal, destacaram-se nos últimos anos vestindo as camisas dos 12 maiores clubes do Brasil.

No segundo episódio, listamos 5 nomes nascidos fora do Brasil que estão na história do Corinthians e continuam em atividade. Na sexta-feira, é a vez do São Paulo.

MATÍAS DEFEDERICO
Meia
Argentino
27 anos
No Corinthians: de 2009 a 2013
Mumbai City (IND)
Defederico
Uma das grandes decepções da história recente corintiana, o meia que foi contratado como promessa de craque, pouco fez no Brasil e rodou por tudo quanto é canto nos últimos anos: Argentina, Chile, Turquia, Emirados Árabes. Agora, atua no vice-líder da Superliga Indiana, aquela que é maldosamente chamada de “liga dos aposentados” devido à idade elevada dos seus jogadores mais conhecidos.

CARLOS TEVEZ
Atacante
Argentino
32 anos
No Corinthians: de 2005 a 2006
Boca Juniors (ARG)
Tevez
O principal jogador do título brasileiro de 2005 conquistado pelo Corinthians retornou no ano passado ao Boca Juniors, time onde iniciou a carreira, depois de fazer sucesso na Inglaterra e na Itália. Mas o atacante não conseguiu encontrar a paz que buscava na Argentina, apesar da conquista do título nacional de 2015. Enfrentando críticas em sua terra natal, principalmente da imprensa, já falou mais de uma vez em aposentadoria.

STIVEN MENDOZA
Atacante
Colombiano
24 anos
No Corinthians: desde 2015 (está emprestado)
New York City (EUA)
Mendoza
Contratado para compor o elenco do Corinthians no ano passado, ainda possui vínculo com o clube paulista e se especializou em ser emprestado para mercados um tanto quanto alternativos. Em 2015, Mendoza foi campeão e eleito o melhor jogador da Superliga Indiana pelo Chennaiyin. Agora, é companheiro dos astros Frank Lampard, Andrea Pirlo e David Villa no New York City, filial do Manchester City que disputa a MLS.

JAVIER MASCHERANO
Zagueiro/Volante
Argentino
32 anos
No Corinthians: de 2005 a 2006
Barcelona (ESP)
Mascherano
Companheiro de Tevez na conquista do título brasileiro de 2005, é o estrangeiro que passou pelo futebol brasileiro que hoje está melhor posicionado no futebol mundial. Titular do Barcelona há sete temporadas, já ganhou quatro Espanhóis e duas Ligas dos Campeões pelo time catalão. É o vice-capitão da Argentina, seleção pela qual foi segundo colocado na Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

JOHNNY HERRERA
Goleiro
Chileno
35 anos
No Corinthians: 2006
Universidad de Chile
Herrera
Os menos atentos talvez nem se lembrem de sua curta passagem pelo Corinthians, na qual foi reserva durante a maior parte do tempo. Mas, Johnny Herrera é dos jogadores mais famosos do futebol chileno. Capitão da Universidad de Chile, foi banco na Copa do Mundo-2014 e continua convocado para a seleção. Também tem fama de bad boy e já foi preso duas vezes por confusões no trânsito –em 2009, atropelou e matou uma jovem, e, em 2014, foi pego dirigindo sob efeito de álcool.


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Multinacional: 16% dos inscritos na Copa América já jogaram no Brasil
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Rafael Reis

A Copa América Centenário começa nesta sexta-feira, nos Estados Unidos, com uma certa cara de Campeonato Brasileiro.

Pouco mais de 16% dos 368 jogadores inscritos na competição continental atuam ou passaram pelo futebol pentacampeão mundial em algum momento de suas carreiras.

São 60 atletas espalhados por 11 das 16 seleções que buscam o título da edição comemorativa dos 100 anos da Copa América.

Mena

Apenas EUA, México, Costa Rica, Jamaica e Haiti não contam com nenhum jogador que atuou no Brasil.

Com exceção do time de Dunga, a seleção que mais conta com “brasileiros” é o Chile. Sete dos 23 convocados pelo técnico Juan Antonio Pizzi jogam ou jogaram por aqui.

Além de Mena, que já passou por Santos e Cruzeiro e atualmente defende o São Paulo, também atuaram no país Pinilla (Vasco), Vargas (Grêmio), Mark González (Sport), Aránguiz (Internacional), Beausejour (Grêmio) e Johnny Herrera (Corinthians).

Apesar da quantidade, poucos são os estrangeiros da Copa América que construíram uma carreira de sucesso no futebol brasileiro.

A maior parte passou quase desapercebida por aqui, caso do goleiro paraguaio Antony Silva, que disputou o Campeonato Paulista de 2009 pelo Marília, do arqueiro peruano Pedro Gallese, de rápida passagem pelo Atlético-MG, e do meia-atacante boliviano Jhasmani Campos, que atuou nas categorias de base do Grêmio.

Mascherano

Poucos são os casos como o do volante argentino Javier Mascherano, campeão brasileiro pelo Corinthians em 2005 antes de se transferir para a Europa e construir uma carreira de sucesso no Liverpool e no Barcelona.

Há ainda aqueles que ainda nem estrearam no futebol brasileiro.

O zagueiro colombiano Yerri Mina é um deles. Contratado do Independiente Santa Fé, ele só debutará pelo Palmeiras depois de sua participação na Copa América.

Também ex-jogador da equipe colombiana, o meia venezuelano Luis Manuel Seijas é protagonista de um caso semelhante. Seu destino após a competição será o Internacional.

O número elevado de inscritos na Copa América que passaram pelo Brasil comprova como o futebol nacional se abriu para estrangeiros no último ano.

Com uma nítida vantagem financeira sobre os vizinhos do continente, os clubes do país passaram a buscar no mercado externo jogadores de qualidade e mais baratos do que o pé de obra nacional.

O Campeonato Brasileiro-2016 começou com 57 estrangeiros de 12 países diferentes. Ao longo do ano, com o andamento do mercado, é provável que bata o recorde de 65 gringos estabelecido em 2014.


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