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Mais caro de 2007 vai de “novo Ronaldinho” na Europa a figurante no Brasil
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Rafael Reis

Em dez anos, o jogador brasileiro mais caro da janela de transferências da temporada 2007/08 do futebol europeu deixou de ser o “novo Ronaldinho” e o futuro camisa 10 da seleção para se tornar um mero coadjuvante no futebol nacional.

Anderson chegou ao Manchester United no dia 2 de julho de 2007 após o clube inglês pagar 31,5 milhões de euros (R$ 115 milhões, na cotação atual) ao Porto.

A contratação do jogador gaúcho foi o maior negócio envolvendo um atleta brasileiro naquela temporada e, até então, o terceiro maior da história –apenas as idas de Ronaldo para o Real Madrid (2002) e Ronaldinho para o Barcelona (2003) haviam movimentado mais grana.

Mesmo com o alto valor da transferência, nada naquele momento indicava que o United não deveria fazer um investimento tão alto por Anderson.

Aos 19 anos, o meia parecia seguir a mesma cartilha de sucesso de Ronaldinho, que brilhava com a camisa do Barcelona e havia sido eleito o melhor jogador do mundo em dois dos últimos três anos.

Tal como Ronaldinho, Anderson havia surgido como um fenômeno adolescente no Grêmio, feito sucesso nas categorias de base da seleção brasileira e passado por uma liga menor (Portugal) antes de desembarcar em um dos maiores clubes do planeta.

Mas as coincidências com o astro do Barça acabaram assim que o brasileiro vestiu a camisa vermelha do United. Para começar, Alex Ferguson decidiu alterar sua posição em campo e transformou o habilidoso e criativo meia-atacante gaúcho em uma espécie de volante.

Inicialmente, Anderson até seu adaptou bem à nova função. Em seus dois primeiros anos de Inglaterra, foi titular da equipe, conquistou um título de Liga dos Campeões da Europa, disputou os Jogos Olímpicos e frequentou as convocações da seleção brasileira adulta.

Só que a partir de 2010, tudo começou a dar errado para o meio-campista. O jogador sofreu uma grave lesão no joelho esquerdo, foi multado por retornar ao Brasil sem autorização do treinador e bateu o carro enquanto se recuperava da contusão.

Quando retornou ao futebol, Anderson já não era mais o mesmo. O brasileiro começou a ter problemas de peso, enfrentou várias pequenas contusões e foi se afastando cada vez mais do time titular até ser emprestado à Fiorentina em 2014 e cedido gratuitamente ao Internacional no ano seguinte.

No total, Anderson disputou 181 partidas pelo Manchester United e marcou nove gols. Pouco, ou melhor, quase nada para quem custou tanto e era apontado como um futuro candidato ao prêmio de melhor jogador do mundo.

A passagem pelo Inter também esteve longe de impressionar. O meia retornou ao Rio Grande do Sul para atuar no arquirrival do clube onde foi formado, assinou um contrato com salário milionário, chegou a acertar um soco em um companheiro de time durante treinamento e acabou rebaixado para a Série B no ano passado.

Mas Anderson não ficou no Inter para disputar a segunda divisão. Em fevereiro, foi emprestado para o Coritiba, 12º colocado no Campeonato Brasileiro. Em 16 partidas pela equipe paranaense, soma três gols e três cartões amarelos.

Recentemente, o jogador deu entrevistas afirmando ter propostas de Portugal e Turquia para retornar à Europa. Mas, dez anos depois de desembarcar no Manchester United como candidato a astro internacional, Anderson certamente não seria um dos brasileiros mais caros da atual janela de transferência.


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Mais caro da temporada, belga já foi estrela de “Big Brother” adolescente
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Rafael Reis

Não é de hoje que o reforço mais caro da atual janela de transferências do futebol europeu convive com câmeras apontadas para ele.

Contratado do Everton pelo Manchester United em um negócio que movimentou pelo menos 84,7 milhões de euros (R$ 309 milhões), Romelu Lukaku descobriu o que é a fama ainda na adolescência.

Em 2010, quando tinha apenas 17 anos e estava em sua segunda temporada como profissional do Anderlecht, o centroavante protagonizou um reality show na TV belga.

Exibido em dez episódios, “De School van Lukaku” (A Escola de Lukaku, em tradução livre para o português) mostrava o cotidiano dos alunos do último ano do ensino médio de um colégio de Bruxelas, capital da Bélgica.

Apesar de estrelado por um futuro astro do esporte mundial, o programa não tinha o futebol como tema.

De acordo com sua sinopse, o reality era focado nos anseios, temores e expectativas de adolescentes prestes a ingressar na vida adulta. Durante o show, Lukaku e os colegas de sala expuseram suas opiniões sobre temas como amizade, mercado de trabalho, sexo, religião, segurança e futuro.

Além da nova esperança de gols do United, outros garotos das categorias de base do Anderlecht que estudavam na escola participaram do programa. Nenhum deles, porém, conseguiu ter destaque como profissional.

Lukaku permaneceu no clube que o revelou até 2011, quando teve a primeira grande chance de sua carreira ao se transferir para o Chelsea. Muito jovem, o belga praticamente não jogou, foi emprestado ao West Bromwich e acabou negociado com o Everton.

No clube de Liverpool, o centroavante deslanchou. Foram 68 gols em 141 partidas, a artilharia da Liga Europa de 2015 e o segundo lugar na lista dos goleadores da última edição do Campeonato Inglês.

O bom futebol no Everton chamou a atenção de United e Chelsea, que passaram a disputar sua contratação. A equipe de Manchester levou a melhor na disputa ao desembolsar o segundo maior valor já pago por um jogador em sua história –só fica atrás de Paul Pogba, contratado na temporada passada por 105 milhões de euros (R$ 383 milhões).

Na seleção, Lukaku já é um veterano. Ele estreou pela Bélgica em março de 2010, antes mesmo do reality show sobre sua turma de escola ir ao ar. O centroavante esteve na Copa do Mundo-2014 e já marcou 23 gols em 59 partidas vestindo a camisa vermelha.

Desde 2015, o atacante costuma ter como companheiro de seleção um outro integrante da família, seu irmão Jordan, um ano e dois meses mais novo, que é lateral esquerdo da Lazio.


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Como Cristiano Ronaldo conseguiu travar a janela de transferências
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Rafael Reis

Aubameyang no Paris Saint-Germain, Lukaku no Chelsea, Morata no Manchester United, Hazard e Mbappé no Real Madrid.

As principais novelas do futebol europeu para a próxima temporada já não apresentam novidades há alguns dias. E o culpado por essa pasmaceira toda é um só: Cristiano Ronaldo.

A possível saída do astro português do Real simplesmente travou a janela de transferências.

Afinal, os principais clubes do planeta não querem desperdiçar a oportunidade de contratar o melhor jogador do mundo na atualidade. Por isso, colocaram em stand-by qualquer outro negócio que possa ameaçar a chegada do camisa 7.

Foi o que fez, por exemplo, o PSG, clube apontado pela imprensa espanhola como favorito para tirar Cristiano Ronaldo de Madri.

O time francês negocia há meses com o Borussia Dortmund a contratação de Aubameyang, artilheiro do último Campeonato Alemão. O valor do negócio giraria em torno de 70 milhões de euros (R$ 260 milhões).

A transferência parecia bem encaminhada, mas esfriou nos últimos dias. Motivo: a proposta de 150 milhões de euros (R$ 556 milhões) que será apresentada por CR7 tornam a compra do goleador da Bundesliga inviável do ponto de vista econômico –apesar de muito rico, o PSG precisa obedecer ao fair-play financeiro.

Algo semelhante acontece com o Chelsea e seu desejo de acertar com Lukaku, atualmente no Everton, para substituir Diego Costa. O possível custo da contratação do belga, algo superior a 100 milhões de euros (R$ 370 milhões), inviabilizaria a contratação do astro do Real Madrid.

Em meio a essa situação, a decisão dos atuais campeões ingleses foi a mais óbvia de todas: deixar Lukaku esperando, concentrar esforços em CR7 e já pensar em um plano B para seu comando de ataque (Lewandowski).

Outro jogador que está com seu destino conectado ao do astro português é Morata. O espanhol tem um namoro avançado com o Manchester United há tempos. Mas o clube inglês também sonha com a recontratação de Cristiano Ronaldo e se vê em um dilema: será que o Real Madrid abriria mão de dois dos seus atacantes simultaneamente e, para piorar, para o mesmo time?

Por fim, há a lista de reforços do próprio Real. O atual bicampeão europeu deseja pelo menos dois novos nomes para sua linha de frente: o meia-atacante belga Hazard, do Chelsea, e a revelação francesa Mbappé, do Monaco.

Realizar uma dessas contratações não é problema, é algo que cabe no orçamento e na montagem do time do técnico Zinédine Zidane. Mas adicionar duas novas estrelas ao elenco só deve ser possível se Cristiano Ronaldo for embora.

A avaliação é clara: a janela de transferências da temporada 2017/18 só vai destravar depois que CR7 decidir seu futuro.


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Show dos Milhões: entenda por que o mercado da bola inflacionou tanto
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Rafael Reis

O Manchester City pagou 50 milhões de euros (R$ 183 milhões) por Bernardo Silva, meia-atacante que é reserva de Portugal. Ederson, que nunca jogou pela seleção brasileira, custou 40 milhões de euros (R$ 146 milhões) e se tornou o segundo goleiro mais caro da história. Caso decidam trocar de clube, as possíveis transferências de Griezmann e Mbappé devem romper a casa dos 100 milhões (R$ 366 milhões).

A janela de transferências para a temporada 2017/18 do futebol europeu ainda nem foi oficialmente aberta, mas já é possível cravar que ela movimentará uma quantidade de dinheiro jamais vista no mundo do futebol.

Culpa da inflação que tomou conta do mercado da bola e levou o preço dos jogadores de primeiro e até de segundo escalão às alturas. O atleta que há três anos valia 20 milhões de euros (R$ 73 milhões), hoje dificilmente trocará de clube por menos de 30 milhões de euros (R$ 110 milhões).

A tendência já pode ser percebida em alguns negócios isolados da temporada passada: Pogba virou a maior transferência da história ao assinar com o Manchester United por 105 milhões de euros (R$ 384,7 milhões) e Higuaín, atacante que jamais vislumbrou a chance de um dia ser o melhor do mundo, foi para a Juventus por 90 milhões de euros (R$ 330 milhões). Agora, virou regra.

Mas, afinal, o que aconteceu para a inflação bater tão forte no mercado da bola e transformá-lo em um verdadeiro “show dos milhões”?

Não há apenas uma explicação para esse superaquecimento, mas sim uma soma de fatores que alavancaram os preços dos atletas ao longo das últimas temporadas e que culminaram nos valores exorbitantes previstos para esta janela.

Para começar, o faturamento dos principais clubes do planeta não para de crescer. Turbinado por novos contratos de direitos de transmissão, o Manchester United, time mais rico do mundo, arrecadou 689 milhões de euros (R$ 2,5 bilhões) em 2015/16. Sete anos atrás, nenhuma equipe ultrapassava a casa dos 400 milhões de euros (R$ 1,5 bilhões) de faturamento.

O crescimento do mercado chinês é outro fator responsável pela inflação. A disposição dos clubes asiáticos em gastar pesado na aquisição de reforços consagrados teve como efeito colateral um aumento nos salários e nos valores desembolsados em transferências na Europa. Afinal, quanto maior a quantidade de compradores, maior o preço dos produtos disputados.

Especificamente nesta temporada, há ainda dois fatores que contribuem para a alavancada dos valores.

Um deles é a necessidade de alguns dos clubes mais ricos do planeta de reformularem seus elencos. O City, por exemplo, planeja montar um time praticamente novo para Pep Guardiola. O United disponibilizou um orçamento de 230 milhões de euros (R$ 842 milhões) para a janela de transferências. E até o Real Madrid, atual bicampeão europeu, considera necessária a contratação de um ou dois novos titulares.

Por fim, há a injeção de dinheiro de investidores em clubes tradicionais, mas que andaram em baixa nas últimas temporadas. Milan e Inter de Milão trocaram de proprietários recentemente, e os novos donos prometeram abrir os bolsos para fazer com que suas equipes voltem a fazer frente à Juventus no futebol italiano.


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Como o Ajax faturou R$ 1,5 bilhão em 15 anos só com venda de jogadores
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Rafael Reis

Vinte e um ano depois de ser derrotado pela Juventus na final da Liga dos Campeões e ver cair por terra o sonho de emendar duas conquistas consecutivas de Champions, o Ajax volta nesta quarta-feira a decidir um título continental.

Mas, mesmo que não vença o Manchester United, em Estocolmo, na Suécia, na final da Liga Europa, o clube holandês terá cumprido uma de suas principais metas da temporada: apresentar aos grandes clubes do planeta uma nova safra de jovens talentosos que irá engordar seus cofres.

Afinal, desde meados da década de 1990, quando a Lei Bosman acabou com a ideia de jogadores como propriedade dos clubes e minou a capacidade de equipes de segundo escalão fazerem frente aos Real Madrid e Barcelona da vida, formar garotos e negociá-los com os maiores centros virou a tábua de salvação do Ajax.

Só nos últimos 15 anos, o clube de Amsterdã arrecadou cerca de 410 milhões de euros (pouco mais de R$ 1,5 bilhão) com venda de jogadores, a maioria recém-saída da adolescência.

O valor inclui as transferências para grandes centros de vários meninos que se tornaram astros de primeira grandeza do futebol mundial, como Zlatan Ibrahimovic, Luis Suárez, Wesley Sneijder e Jan Vertonghen.

Até mesmo o Manchester United, adversário desta quarta-feira, beneficiou-se da capacidade de formação de atletas do rival. O lateral esquerdo e zagueiro Daley Blind é cria das categorias de base do Ajax e custou 17,5 milhões (64,6 milhões).

Dos 410 milhões de euros que faturou com venda de jogadores desde a temporada 2002/03, o Ajax só gastou 51% na contratação de novos atletas. E a maior parte desses 211 milhões de euros (R$ 780 milhões) foi investida em jovens com potencial de venda futura.

Esses são os casos do atacante brasileiro David Neres, de apenas 20 anos, que foi contratado do São Paulo em janeiro por 12 milhões de euros (R$ 44 milhões) e ainda frequenta o banco de reservas, e das duas maiores apostas do clube holandês para faturar alto na próxima janela de transferências.

O zagueiro colombiano Davinson Sánchez, também de 20 anos, foi buscado no Atlético Nacional depois da conquista da Libertadores do ano passado e custou 5 milhões de euros (R$ 18,5 milhões). Agora, já vale 25 milhões de euros (R$ 92 milhões) e está na mira do Barcelona.

Já o atacante alemão Amin Younes, três anos mais velho, está na Holanda desde 2015 e foi adquirido do Borussia Mönchengladbach por 2,5 milhões de euros (R$ 9,2 milhões). O clube holandês já rejeitou uma proposta de 12 milhões de euros (R$ 44 milhões) pelo jogador, que interessa a Borussia Dortmund e RB Leipzig.

É por isso, que mesmo que não conquiste a Liga Europa, o Ajax já pode se considerar um vencedor.


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Manchester City tem pior custo-benefício da temporada; veja ranking
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Rafael Reis

Ameaçado de não conseguir a classificação para a Liga dos Campeões no ano de estreia de Pep Guardiola no futebol inglês, o Manchester City é o clube com pior custo-benefício do futebol europeu nesta temporada.

Levando em consideração apenas o valor investido na chegada de reforços para 2016/17, cada ponto conquistado pelos Citizens na atual edição da Premier League custou incríveis 3,09 milhões de euros (mais de R$ 10,7 milhões).

Afinal, nenhum clube do planeta torrou mais dinheiro com novos jogadores que o City nesta temporada. Foram 213 milhões de euros (R$ 737 milhões) gastos em contratações feitas a pedido do treinador espanhol, como o brasileiro Gabriel Jesus, o goleiro chileno Claudio Bravo e o alemão Leroy Sané.

Só que os resultados não foram tão bons quanto Guardiola imaginava. Seu time não só ficou distante da briga pelo título inglês, como, a três rodadas do fim da temporada, ainda corre risco de não se classificar para a Champions.

O City ocupa a quarta colocação da Premier League, a última que dá vaga para o torneio continental. Tem 69 pontos, três a mais que o Arsenal, que vem logo na sequência.

Arquirrival de cidade, o Manchester United é o segundo colocado no ranking dos clubes com pior custo-benefício da temporada. O time de José Mourinho, que gastou mais de 100 milhões de euros só na contratação de Paul Pogba, investiu 2,85 milhões de euros (R$ 9,8 milhões) para cada ponto ganho.

Dos dez clubes com pontos mais caros desta temporada, seis são ingleses. Esse resultado já era previsível, já que nenhuma liga do planeta chega sequer perto do investimento feito em contratações pela Premier League.

O top 10 conta ainda com dois clubes da Alemanha (Wolfsburg, que está ameaçado de rebaixamento, e Borussia Dortmund) e mais dois da Itália (Inter de Milão e Juventus).

A Juve, aliás, é a prova de que ter uma relação investimento/ponto alto não é necessariamente sinônimo de fracasso. A atual pentacampeã italiana aparece na lista porque gastou quase 192 milhões de euros (R$ 664 milhões) em reforços. Mas, em compensação, chegou à decisão da Liga dos Campeões.

Seu adversário na decisão no dia 3 de junho, no entanto, teve um custo-benefício bem melhor. Como investiu pouco em contratações nesta temporada (só 30 milhões de euros) e briga pela ponta do Espanhol com o Barcelona, o Real Madrid gastou apenas 357 mil euros (R$ 1,2 milhão) por ponto obtido em seu campeonato nacional.

Entre os clubes de primeiro escalão do futebol europeu, nenhum tem o ponto tão barato quando a equipe de Zidane –nem mesmo o Monaco, líder do Francês e semifinalista da Champions, que gastou 587 mil euros (R$ 2 milhões) por ponto conquistado.

OS 10 CLUBES COM PONTO MAIS CARO DA TEMPORADA
1º – Manchester City (ING) – 3,09 milhões de euros
2º – Manchester United (ING) – 2,85 milhões de euros
3º – Inter de Milão (ITA) – 2,75 milhões de euros
4º – Crystal Palace (ING) – 2,64 milhões de euros
5º – Juventus (ITA) – 2,25 milhões de euros
6º – Wolfsburg (ALE) – 2,14 milhões de euros
7º – Leicester (ING) – 2,12 milhões de euros
8º – Borussia Dortmund (ALE) – 2,02 milhões de euros
9º – West Ham (ING) – 1,99 milhões de euros
10º – Middlesbrough (ING) – 1,88 milhões de euros


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Por que gigantes europeus, como o Dortmund, têm ações na Bolsa?
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Rafael Reis

A investigação feita pela Promotoria Federal da Alemanha apontou que o ataque terrorista cometido contra o ônibus que transportava os jogadores do Borussia Dortmund para a partida contra o Monaco, no dia 11 de abril, pelas quartas de final da Liga dos Campeões da Europa, possivelmente não teve um motivo religioso.

Segundo comunicado emitido na última sexta, o suspeito pela explosão que feriu o zagueiro espanhol Marc Bartra pode ter tido motivos econômicos para atacar o elenco alemão.

De acordo com a Promotoria, Sergej W, 28, que está preso por suposto envolvimento no caso, planejou o atentado para fazer o preço das ações do Dortmund na Bolsa dos Valores despencar e, assim, obter um lucro maior com a transação de títulos do clube.

Mas, afinal, o que leva equipes do primeiro escalão do futebol europeu, como o próprio Dortmund, o Manchester United, a Juventus e o Arsenal, a venderem ações na Bolsa de Valores?

Para começar, é preciso entender que a maior parte dos times do Velho Continente são empresas, ao contrário do que acontece no Brasil. Isso significa que eles possuem um ou mais proprietários e muitas vezes têm como objetivo dar lucro.

Alguns desses donos são globalmente conhecidos, casos do russo Roman Abramovich (Chelsea), do xeque qatari Abdullah bin Mohammed bin Saud Al Thani (Paris Saint-Germain) e de Mansour bin Zayed Al Nahyan (Manchester City), filho do emir de Abu Dhabi.

Já o modelo brasileiro, em que o clube pertence a uma comunidade de associados que elegem um presidente e um conselho responsável pela administração da agremiação, é restrito a algumas poucas equipes da elite europeia, como o Barcelona e o Real Madrid.

O motivo que leva os clubes-empresas a abrirem capital e ingressarem nas Bolsas de Valores é o mesmo que faz com que qualquer outro tipo de companhia venda ações: levantar dinheiro e aumentar seu potencial de investimento.

O modelo é usado no futebol desde o início da década de 1980. Em 1983, o Tottenham fez história ao lançar ações na Bolsa de Londres. Mas o caso mais conhecido veio oito anos depois, quando o Manchester United abriu seu capital para arrecadar os 10 milhões de libras  (R$ 40 milhões) necessários para a modernização do seu estádio, o Old Trafford.

De acordo com um estudo da KPMG, uma gigante global dos ramos de auditoria e consultoria, havia no final do ano passado 22 clubes europeus com capital aberto, ou seja, ações à venda em Bolsas de Valores.

Arsenal, Manchester United (Inglaterra), Juventus, Lazio, Roma (Itália), Lyon (França), Borussia Dortmund (Alemanha), Benfica, Porto, Sporting (Portugal), Ajax (Holanda), Trabzonspor, Besiktas, Galatasaray, Fenerbahce (Turquia) e Celtic (Escócia) eram os principais integrantes desse grupo.

Essa forma de negócio, no entanto, não é exclusiva da Europa. Os três maiores clubes chilenos, Universidad Católica, Universidad de Chile e Colo Colo, por exemplo, também estão na Bolsa.

Já no Brasil, a abertura de capital ainda é um tabu, principalmente pelo fato de a ampla maioria dos clubes ser formada por associações geridas por sócios, e não por empresas. Bahia, Vitória e Paraná já flertaram com modelos de gestão alternativos, mas não chegaram a vender suas ações para investidores externos.


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Por onde andam os jogadores do Manchester que impediu Mundial do Palmeiras?
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Rafael Reis

Afinal, o Palmeiras é ou não é campeão mundial? Em 1999, o time alviverde conquistou a Taça Libertadores da América e teve a chance de colocar um ponto final nesta dúvida, existente desde a vitória na Copa Rio-1951, torneio que foi reconhecido pela Fifa como o primeiro de dimensões mundiais, mas que é motivo de descrença da maioria dos aficcionados rivais.

Uma falha de Marcos e o gol de Roy Keane impediram o tão sonhado título e fizeram o Manchester United conquistar pela primeira vez em sua história o Mundial.

Dezoito anos depois, saiba o que aconteceu com os jogadores do clube inglês que derrotaram a equipe brasileira por 1 a 0, no dia 30 de novembro de 1999, no Japão, e mantiveram viva a piada “o Palmeiras não tem Mundial” para os torcedores adversários do atual campeão brasileiro.

POR ONDE ANDA – MANCHESTER UNITED DE 1999?

Mark Bosnich (45 anos) – Contratado para substituir a lenda Peter Schmeichel, o goleiro australiano não teve vida longa em Old Trafford e acabou liberado após disputar 23 partidas pelo United.  Em 2003, foi demitido do Chelsea após ser flagrado no doping por uso de cocaína. Por opção, ficou cinco anos longe do futebol. Quando retornou, jogou por duas temporadas na Austrália. Hoje, é comentarista da Fox Sports em sua terra natal.

Gary Neville (42 anos) – O lateral direito jogou até 2011 no United, o único clube que defendeu em toda a carreira. Após a aposentadoria, trabalhou por quatro anos como assistente da seleção inglesa. Em 2015, tentou seu primeiro voo solo como técnico, mas a experiência de comandar o Valencia durou só quatro meses. Enquanto não arranja outro clube, comenta futebol na Sky Sports.

Mikaël Silvestre (39 anos) – Caçula da equipe escalada para enfrentar o Palmeiras, o zagueiro francês passou pelo futebol dos EUA e jogou profissionalmente até 2014, quando disputou a Superliga Indiana pelo Chennaiyin. De 2015 até o final do ano passado, trabalhou como diretor de futebol do Rennes, clube que o revelou. Atualmente, dedica-se à produção e comercialização de rum.

Jaap Stam (44 anos) – Um dos principais zagueiros do mundo no final do século passado, o holandês voltou ao futebol inglês em junho do ano passado. Não como jogador, evidentemente, mas sim como treinador. Depois de trabalhar como auxiliar do Zwolle e do Ajax, na Holanda, ele assumiu o comando do Reading, atual quinto colocado da segunda divisão da Inglaterra.

Denis Irwin (51 anos) – Outro exemplo de jogador que fez história no Manchester United, o lateral esquerdo irlandês vestiu por 12 anos a camisa do clube e só saiu de lá para atuar duas temporadas no Wolverhampton antes de se aposentar. Após pendurar as chuteiras, voltou a Old Trafford para trabalhar como apresentador da MUTV, o canal de TV oficial dos “Red Devils”.

David Beckham (41 anos) – O popstar daquela equipe, ficou conhecido como sinônimo de homem elegante e bonito, foi durante anos o jogador de futebol que mais ganhou dinheiro no planeta e até hoje estrela incontáveis campanhas publicitárias. Casado com Victoria Beckham, ex-integrante do Spice Girls, está aposentado há quatro anos. Pretende estrear em 2019 como dono de time –é um dos acionistas da nova equipe de Miami que planeja entrar na MLS.

Roy Keane (45 anos) – Autor do gol do título mundial, o volante que ficou famoso pelo temperamento difícil deixou os gramados em 2006 e já deu início a uma nova carreira fora dos gramados. Em 11 anos, dirigiu o Sunderland e o Ipswich Town, trabalhou como auxiliar do Aston Villa e, desde 2013, é assistente de Martin O’Neill na seleção irlandesa, que disputou a última Eurocopa.

Nicky Butt (42 anos) – Assim como Denis Irwin, o volante trabalha no Manchester United desde que pendurou as chuteiras, em 2011, em Hong Kong. Butt é atualmente o chefe das categorias de base do clube e também dirige a equipe sub-23 que disputa a Premier League 2 (Campeonato Inglês de reservas). Além disso, é sócio dos irmãos Neville, de Paul Scholes e de Ryan Giggs no Salford City, time que disputa divisões amadoras da Inglaterra.

Ryan Giggs (43 anos)  – Lenda em Old Trafford, jogou até os 41 anos e disputou 672 partidas pelo Manchester United até a aposentadoria, em 2014. Na última temporada, chegou a quebrar o galho como jogador-treinador da equipe. Após pendurar as chuteiras, virou auxiliar de Louis van Gaal. Cotado para suceder o holandês no cargo, acabou preterido por José Mourinho e deixou o clube em julho.

Paul Scholes (42 anos) – Assim como Giggs e Gary Neville, não defendeu outro clube na carreira. Scholes se aposentou em 2011, ficou um ano parado e retornou ao Manchester United para disputar mais uma temporada antes de deixar de vez o futebol profissional. O meia trabalhou nas categorias de base dos “Red Devils” e auxiliou Giggs no período em que ele dirigiu interinamente a equipe. Hoje, atua pela equipe de veteranos do United.

Ole Gunnar Solskjaer (44 anos) – Herói da conquista do título europeu, meses antes, o atacante norueguês está aposentado há dez anos e já construiu uma carreira sólida como técnico. Depois de dirigir a equipe B do Manchester United e o Cardiff City, Solskjaer está desde 2015 à frente do Molde, quinto colocado no último Campeonato Norueguês.

Teddy Sheringham (50 anos) – O atacante, que entrou no segundo tempo da decisão contra o Palmeiras, prolongou a carreira até os 42 anos e se aposentou defendendo o Colchester United, hoje na quarta divisão inglesa. Trabalhou como técnico do ataque do West Ham e dirigiu o Stevenage, também na quarta divisão, durante parte da temporada passada.

Dwight Yorke (45 anos) – O maior nome da história de Trinidad e Tobago passou quase toda a carreira na Inglaterra, jogou até os 37 anos e conseguiu a proeza de disputar uma Copa do Mundo por seu país. Depois de aposentado, trabalhou por um ano como assistente técnico da seleção trinitina. Voltou às manchetes no mês passado, quando foi proibido de entrar nos EUA para uma partida de másters por ter um visto iraniano carimbado em seu passaporte.

Alex Ferguson (75 anos) – Um dos maiores (talvez até o maior) nome da história do Manchester United. Foram quase 27 anos e 38 títulos como treinador da equipe inglesa. Depois que deixou o comando do time, em 2013, virou membro da diretoria. Sir Alex Ferguson também dá nome a um dos setores do Old Trafford.


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Sorriso, cantada e tradução: a vida da brasileira que trabalha no United
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Rafael Reis

Débora Barbosa já fez Ángel di María sorrir, recebeu cantada de Ander Herrera e está acostumada a bater papo com David de Gea, Antonio Valencia e Marcos Rojo.

A universitária brasileira de 21 anos, que deixou sua casa em Francisco Beltrão (PR) aos 15 para fazer um intercâmbio nos Estados Unidos e nunca mais voltou, trabalha em uma empresa de dar inveja a todos que gostam de futebol: o Manchester United.

Debora Barbosa

A estudante de administração da Universidade de Salford faz parte do grupo de tradutores do maior campeão da história do futebol inglês.

É ela quem acompanha os jogadores espanhóis e sul-americanos em eventos para a comunidade, como visitas a hospitais e escolas. Além disso, Débora faz traduções para patrocinadores do United nos camarotes de Old Traffford durante as partidas.

“Conheço aquele estádio como a palma da minha mão”, resume a estudante.

A paranaense foi parar no clube quase que por acaso. Filha de torcedor do Internacional e apaixonada por futebol desde a infância, ela se mudou para a Inglaterra a convite de uma intercambista tailandesa que conheceu nos EUA.

“No meu primeiro dia de faculdade, em 2013, fui até um painel de oportunidades de trabalho, e o escudo do United me chamou a atenção. Eles procuravam uma voluntária para ensinar as criancinhas da cidade a jogar futebol”.

“Fui para a entrevista e falei que não jogava futebol desde a infância, mas que sabia alemão, espanhol, português e inglês. Então, me colocaram para trabalhar com crianças de Angola e começaram a me testar como tradutora”, conta.

A maior parte do trabalho de Débora é voluntário (só recebe nos dias de jogos). Mas a estudante já recebeu a promessa de que será contratada assim que terminar a faculdade, em 2018. É por isso que não desiste do United… por isso, e também porque se diverte demais no trabalho.

“Na primeira vez que fui traduzir o Di María, a assessora veio me alertar que ele possivelmente seria grosso comigo. Mas assim que o cumprimentei em espanhol, ele abriu um sorriso e falou algo como ‘até que enfim alguém que não fala inglês por aqui'”, conta.

“Outra vez, fiz um evento com os jogadores espanhóis e o Ander Herrera deu em cima de mim. Eu estava traduzindo o De Gea, o Víctor Valdés chegou e me deu um beijo quando descobriu que eu era brasileira e o Herrera me chamou para jantar. Mas não aconteceu nada. Temos ordens para não nos aproximarmos dos jogadores do clube”.

Depois de três anos com o United encravado em sua rotina, Débora já não se imagina mais vivendo fora do futebol. E faz planos ousados para o futuro. Ela quer, basicamente, fazer história.

“Nunca imaginei que trabalharia com futebol. Mas agora é minha paixão. Já disse para meu chefe que um dia serei a primeira chefe internacional do Manchester United. Todos são britânicos. Serei a primeira estrangeira a mandar lá”, diverte-se.

E a tradutora também manda uma mensagem para quem, assim como ela, sonha alto.

“Nunca tive familiares ricos e aceitei trabalhar de graça. Qualquer um pode chegar onde quiser. Só é preciso correr atrás do sonho. Quero que as pessoas se sintam inspiradas com a minha história.”


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Manchester United, Torino, Zâmbia: as maiores tragédias aéreas do futebol
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Rafael Reis

O acidente sofrido pelo elenco da Chapecoense nesta terça-feira, a caminho da Colômbia para a disputa da primeira partida da final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional, não foi infelizmente a primeira tragédia aérea que chocou o futebol mundial.

A história do esporte tem vários casos semelhantes ao que agora se abateu sobre a equipe catarinense.

Relembramos abaixo as cinco maiores tragédias aéreas da história do futebol mundial:

TORINO/1949
Torino
Aquela que é considerada uma das maiores equipes de futebol da história do futebol italiano teve um fim trágico. Após um amistoso contra o Benfica, o avião que levava o elenco do Torino de volta para casa se chocou contra uma das torres da Basílica de Superga, em Turim, matando os 30 passageiros a bordo (18 jogadores). Com elenco dizimado, o clube usou seu time juvenil nas últimas rodadas do Italiano. Os adversários, por respeito, fizeram o mesmo, e o Torino conquistou seu quinto título nacional consecutivo. Mais de 500 mil pessoas acompanharam o funeral da equipe.

MANCHESTER UNITED/1958
Manchester United
Após se classificar superar o Estrela Vermelha e se classificar para as semifinais da Copa Europeia (hoje Liga dos Campeões), o Manchester United foi abatido por uma tragédia na escala que fez em Munique. Seu avião tentou decolar três vezes na Alemanha, e, na última sofreu um grave acidente. Oito jogadores e três membros da diretoria morreram. O acontecimento pôs fim aos Busby Babes, equipe histórica do United que ganhou dois Campeonatos Ingleses com uma baixíssima média de idade. O técnico Matt Busby e Bobby Charlton, que seria o maior astro da conquista inglesa na Copa-1966, foram dois dos sobreviventes.

THE STRONGEST/1969
Strongest
Em meio ao clima pesado do golpe militar que colocou o general Alfredo Ovando Candía no poder na Bolívia, o avião que carregava o Strongest depois da disputa de um quadrangular em Santa Cruz de la Sierra desapareceu. Restos da aeronave foram encontrados em uma região montanhosa, em Viloco. No total, 16 jogadores do Strongest morreram no acidente, que até hoje não foi esclarecido. O clube recebeu uma licença e ficou um ano fora das competições até retornar às atividades.

ALIANZA LIMA/1987
Alianza Lima
Segundo maior campeão da história do futebol peruano, o Alianza Lima caminhava para encerrar um jejum de nove anos sem conquistar o título nacional quando o avião que carregava sua equipe rumo ao aeroporto de Lima caiu no mar. Um total de 43 pessoas, sendo 16 jogadores, morreu no acidente. Uma das vítimas foi o goleiro José Gonzalez Ganoza, tio do atacante Paolo Guerrero. Após a tragédia, Teófilo Cubillas, o maior nome da história da modalidade no país, aceitou voltar da aposentadoria para ajudar na reconstrução da Alianza Lima.

ZÂMBIA/1993
Zambia
A seleção da Zâmbia era a sensação das eliminatórias africanas e caminhava para a inédita classificação para a Copa do Mundo-1994 quando uma tragédia interrompeu esse sonho. O time viajava para Dacar, no Senegal, quando o motor direito (o esquerdo já estava danificado por um incêndio) do avião parou de funcionar e a aeronave caiu nos arredores de Libreville, capital do Gabão. Os 25 passageiros, incluindo 18 jogadores, morreram, e a Zâmbia perdeu a vaga no Mundial para Marrocos.


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