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Conheça os reforços mais caros da história dos grandes clubes da Europa
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Rafael Reis

Para tirar Cristiano Ronaldo do Real Madrid depois de nove temporadas, a Juventus gastou como nunca em sua história. O astro português, eleito cinco vezes o melhor jogador do mundo, custou nada menos que 117 milhões de euros (R$ 528,7 milhões).

A quebra do recorde de maior contratação de todos os tempos não é exclusividade da atual heptacampeã italiana.

Em um Mercado da Bola inflacionado como o atual, boa parte dos principais clubes do planeta realizaram a transferência mais cara de duas existências ao longo dos últimos dois anos.

Além da Juve, Barcelona, Liverpool, Atlético de Madri e Arsenal quebraram seus recordes particulares já neste ano. Paris Saint-Germain, Chelsea, Milan, Bayern, Tottenham e Porto estabeleceram as marcas históricas em 2017.

Recordes de contratação antigos, como o da Inter de Milão (Christian Vieri), estabelecido ainda no século passado, viraram raridade e exclusividade de mercados que enfrentaram crises financeiras nos últimos anos, caso da Itália.

Apresentamos abaixo qual é a contratação mais cara de todos os tempos dos principais clubes do futebol europeu.

REFORÇOS MAIS CAROS DA HISTÓRIA DE CADA CLUBE:

Paris Saint-Germain (FRA): Neymar (BRA/2017): 222 milhões de euros
Barcelona (ESP): Philippe Coutinho (BRA/2018): 160 milhões
Juventus (ITA): Cristiano Ronaldo (POR/2018): 117 milhões
Manchester United (ING): Paul Pogba (FRA/2016): 105 milhões
Real Madrid (ESP): Gareth Bale (GAL/2013): 101 milhões
Liverpool (ING): Virgil van Dijk (HOL/2018): 78,8 milhões
Manchester City (ING): Kevin de Bruyne (BEL/2015): 76 milhões
Atlético de Madri (ESP): Thomas Lemar (FRA/2018): 70 milhões
Chelsea (ING): Álvaro Morata (ESP/2017): 66 milhões
Arsenal (ING): Pierre-Emerick Aubameyang (GAB/2018): 63,8 milhões
Inter de Milão (ITA): Christian Vieri (ITA/1999): 46,5 milhões
Monaco (FRA): James Rodríguez (COL/2013): 45 milhões
Milan (ITA): Leonardo Bonucci (ITA/2017): 42 milhões
Bayern (ALE): Corentin Tolisso (FRA/2017): 41,5 milhões
Tottenham (ING): Davinson Sánchez (COL/2017): 40 milhões
Napoli (ITA): Gonzalo Higuaín (ARG/2013): 39 milhões
Roma (ITA): Gabriel Batistuta (ARG/2000): 36,2 milhões
Borussia Dortmund (ALE): André Schürrle (ALE/2016): 30 milhões
Benfica (POR): Raúl Jiménez (MEX/2015): 22 milhões
Porto (POR): Óliver Torres (ESP/2017): 20 milhões
Sporting (POR): Bas Dost (HOL/2016): 11,9 milhões


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Mercado da Bola movimenta R$ 6,2 bi antes da Copa; veja clubes mais gastões
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Rafael Reis

Os clubes de futebol mais poderosos do planeta decidiram não esperar a Copa do Mundo para começarem a montar seus elencos para a próxima temporada. Apesar de a janela de transferências ainda nem estar oficialmente aberta, eles já torraram 1,4 bilhão de euros (R$ 6,2 bilhões) em reforços para 2018/19.

O valor corresponde a mais de 25% dos 5,1 bilhões de euros (R$ 22,7 bilhões) movimentados pelo Mercado da Bola na janela do verão europeu do ano passado, que foi a maior da história do esporte.

Vale lembrar que os times dos mais ricos da Europa poderão registrar novos jogadores até agosto e que, tradicionalmente, a maior parte dos negócios mais caros acontecem nas semanas finais da janela de transferências.

Parte significativa do 1,4 bilhão de euros já movimentados no período atual de transações está ligada a contratos fechados lá atrás, ainda na temporada passada.

É por isso que o Paris Saint-Germain aparece no topo da lista dos clubes mais gastões de 2018/19. Seu investimento de 180 milhões de euros (R$ 802 milhões) é relativo à contratação do atacante francês Kylian Mbappé, que defendeu o clube por empréstimo na última temporada e agora assinará contrato “definitivo”.

As idas do meia senegalês Naby Keita (ex-RB Leipzig) para o Liverpool e do meia-atacante brasileiro Vinícius Júnior (Flamengo) ao Real Madrid também foram fechadas ainda em 2017, mas só serão concretizadas em julho.

Dos negócios selados já nas últimas semanas, a transferência mais cara é a do meia brasileiro Fred, vendido pelo Shakhtar Donetsk para o Manchester United por 59 milhões de euros (R$ 263 milhões).

Chama a atenção a presença de dois clubes pequenos da Inglaterra no top 10 dos times mais gastões da temporada.

O Wolverhampton, recém-promovido para a primeira divisão, é o sexto colocado no ranking. A equipe laranja gastou 40,2 milhões de euros (R$ 179 milhões) na chegada de três reforços. O mais caro deles, o atacante Benik Afobe (ex-Bournemouth).

Já o Huddersfield Town, 16º colocado na última Premier League, é o décimo na lista de investimentos. Foram 27,5 milhões de euros (R$ 122,6 milhões) gastos para ter o zagueiro holandês Terence Kongolo (ex-Monaco), o lateral direito suíço Florent Hadergjonaj (ex-Ingolstadt) e o goleiro dinamarquês Jonas Lössl (ex-Mainz).

OS 10 CLUBES MAIS GASTÕES DA TEMPORADA 2018/19 (em euros)
1º – Paris Saint-Germain (FRA) – 180 milhões
2º – Liverpool (ING) – 110 milhões
3º – Manchester United (ING) – 81 milhões
4º – Juventus (ITA) – 52 milhões
5º – Real Madrid (ESP) – 45 milhões
6º – Wolverhampton (ING) – 40,2 milhões
7º – Bayer Leverkusen (ALE) – 38,4 milhões
8º – Roma (ITA) – 35 milhões
9º – Tianjin Quanjian (CHN) – 29 milhões
10º – Huddesfield Town (ING) – 27,5 milhões

AS 10 CONTRATAÇÕES MAIS CARAS DA TEMPORADA 2018/19
1º – Kylian Mbappé (FRA/Paris Saint-Germain) – 180 milhões
2º – Naby Keita (SNG, Liverpool) – 60 milhões
3º – Fred (BRA, Manchester United) – 59 milhões
4º – Fabinho (BRA, Liverpool) – 45 milhões
Vinícius Jr. (BRA, Real Madrid) – 45 milhões
6º – Douglas Costa (BRA, Juventus) – 40 milhões
7º – Anthony Modeste (CHN, Tianjin Quanjian) – 29 milhões
8º – Paulinho (BRA, Bayer Leverkusen) – 26,4 milhões
9º – Geoffrey Kondogbia (FRA, Valencia) – 25 milhões
10º – Lautaro Martínez (ARG, Inter de Milão) – 23 milhões
TOTAL: 1,4 bilhão de euros

OS 10 BRASILEIROS MAIS CAROS DA TEMPORADA 2018/19
1º – Fred (BRA, Manchester United) – 59 milhões
2º – Fabinho (BRA, Liverpool) – 45 milhões de euros
Vinícius Jr. (BRA, Flamengo) – 45 milhões
4º – Douglas Costa (BRA, Juventus) – 40 milhões
5º – Paulinho (BRA, Bayer Leverkusen) – 26,4 milhões
6º – Danilo (BRA, Nice) – 10 milhões
7º – Raphinha (BRA, Sporting) – 6,5 milhões
8º – Felipe Vizeu (BRA, Udinese) – 5 milhões
9º – Tchê Tchê (BRA, Dínamo de Kiev) – 4,8 milhões
10º – Rodrigo (BRA, Real Madrid Castilla) – 4,1 milhões

 


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Como agente de Ibra virou pivô de crise de casal mais polêmico do futebol
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Rafael Reis

Um dos casais mais famosos e polêmicos do mundo do futebol, o formado pelo atacante argentino Mauro Icardi e pela dançarina argentina Wanda Nara, está em crise. E o motivo é a infidelidade.

Não, o capitão da Inter de Milão não andou pulando com a cerca com nenhuma garota. E nem Wanda se relacionou com outro homem.

A infidelidade que colocou em xeque o casamento dos argentinos não tem nada a ver com romance ou sexo. Foi uma questão totalmente profissional.

De acordo com o jornal italiano “Corriere dela Sera”, Nara não gostou de ver o marido conversando sobre o futuro de sua carreira com o empresário Mino Raiola, que cuida dos interesses de Zlatan Ibrahimovic, Paul Pogba e Gianluigi Donnarumma, entre outros.

Desde 2015, quando demitiu seu empresário, Icardi tem como agente a própria mulher.

Ainda segundo o jornal italiano, é ela quem está costurando uma possível transferência do camisa 9 da Inter para o Real Madrid na próxima temporada. O valor do negócio passaria dos 100 milhões de euros (pouco mais de R$ 401 milhões).

O motivo da aproximação de Raiola com Icardi também é o Mercado da Bola. O agente gostaria de levá-lo para o Manchester United. Mas, em vez de procurar a empresária e esposa do centroavante, preferiu conversar diretamente com o jogador, o que levou Nara a uma crise de ciúmes.

A crise no relacionamento do atacante argentino se tornou pública no fim de semana passada, quando ele deixou de seguir a mulher no “Instagram”. Nara não deixou por menos. Publicou uma foto sensual em sua rede social e provocou o marido na legenda: “só para os meus seguidores”.

No sábado, o centroavante da Inter tentou colocar panos quentes na situação. Também em sua conta no “Instagram”, postou uma foto ao lado da esposa e escreveu que a ama na mensagem.

Icardi e Wanda Nara estão juntos há quase cinco anos. Eles se conheceram quando o centroavante chegou ao futebol italiano, em 2011, e foi acolhido pelo também atacante argentino Maxi López, ídolo da adolescência do jogador da Inter e até então casado com a dançarina.

O romance começou como caso extraconjugal e virou casamento. Até hoje, López, atualmente na Udinese, recusa-se a cumprimentar o antigo amigo todas as vezes que eles se encontram em jogos do Campeonato Italiano.

Já o casal vive provocando o ex-jogador do Grêmio. Nara já postou uma imagem dos filhos do seu antigo casamento vestindo a camisa de Icardi durante um confronto entre a Inter e o time do pai das crianças. Além disso, também protagonizou uma propaganda em que ironizava pessoas traídas.


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Como rumor de sexo com filha do técnico minou ex-promessa do United
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Rafael Reis

Wilfried Zaha realmente acreditava que 25 de janeiro de 2013 seria o dia mais feliz de sua vida. Com 21 anos recém-completados, o atacante de origem marfinense estava protagonizando uma transferência de 11,8 milhões de euros (R$ 45 milhões) e trocando o Crystal Palace, então na segunda divisão inglesa, pelo poderoso Manchester United.

Mas aquela que tinha tudo para ser a maior oportunidade de sua carreira e seu passaporte para o estrelato no futebol mundial acabou sendo o início de uma frustração tão grande que o jogou em um quadro de depressão.

E a culpa foi de um rumor, jamais confirmado e sempre negado por ele, de que Zaha teria tido relações sexuais com a filha do seu treinador no United.

A história surgiu no Twitter no final de setembro de 2013, rapidamente viralizou na internet e apareceu nas páginas dos tabloides britânicos

De acordo com “fontes internas”, o técnico David Moyes, que acabara de assumir o comando do United com a missão nada fácil de substituir Alex Ferguson, não estava escalando Zaha porque havia flagrado o jogador na cama com sua filha, Lauren.

“Eu nunca tive relações sexuais com a filha dele e nem mesmo a conheço”, afirmou o atacante, ainda em 2013.

Apesar das constantes negativas de Zaha, o rumor foi ganhando força conforme suas oportunidades no United iam minguando.

Durante a gestão Moyes, o marfinense chegou a ser rebaixado para o time B do United, demorou quatro meses para ser usado em uma partida do Campeonato Inglês e, na janela de janeiro, acabou liberado pelo treinador para ser emprestado ao Cardiff City.

“Fiquei um pouco depressivo com essa situação. Quando alguém me vê, logo já pensa: Wilfried Zaha, um cara de má índole. Esses rumores de que dormi com a filha de David Moyes e de que sou indisciplinado me perseguiram até a saída do United”, afirmou, dois anos atrás, em entrevista ao jornal “Daily Express”.

Moyes não durou muito à frente da equipe de Manchester. Em abril, enquanto Zaha ainda cumpria seu empréstimo ao cargo, o treinador escocês deixou o cargo. Só que, mesmo após sua saída, o marfinense não conseguiu emplacar nos Red Devils.

Com a carreira marcada pelo rumor que permanece grudado ao seu nome, o marfinense ainda trabalhou com Louis van Gaal antes de ser recontratado pelo Crystal Palace, no começo de 2015.

No total, a passagem de Zaha pelo Manchester United se resumiu a 166 minutos de futebol distribuídos por quatro partidas e nenhum gol.

Já no Crystal Palace, atual lanterna do Campeonato Inglês e clube onde joga até hoje, o atacante é titular absoluto e soma duas bolas na rede na atual temporada.

O jogador de 25 anos também participou da campanha nas eliminatórias que não classificou Costa do Marfim para a próxima Copa do Mundo.


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Os campeões da temporada 2017/18: minhas previsões
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Rafael Reis

Quem serão os campeões desta temporada? A pergunta costuma ser recorrente no mês de agosto, quando têm início as principais ligas nacionais da Europa e, consequentemente, do planeta.

Para não fugir desse desafio, listo abaixo meus palpites de maiores candidatos a levantar cada um dos troféus mais importantes do Velho Continente em 2017/18. É claro que os últimos dez dias de janela de transferências pode mudar um pouco esse cenário. Mas, mesmo assim, vamos arriscar.

Na última temporada, não fui muito bem nessa tentativa de bancar a Mãe Dináh ou o Nostradamus: acertei os campeões italiano e alemão (como quase todo mundo), mas errei todas as outras previsões: Francês, Holandês, Espanhol, Inglês, Liga dos Campeões e Liga Europa.

Tomara que desta vez seja diferente… Ou não.

LIGA DOS CAMPEÕES

Palpite: Real Madrid
Na temporada passada, o Real Madrid se tornou o primeiro time a conquistar dois títulos consecutivos da Liga dos Campeões da Europa desde 1990. Agora, o desafio é ainda maior. O último tri europeu foi o Bayern de Munique, que faturou a Champions entre 1974 e 1976. Tarefa impossível? Não para a equipe de Zinédine Zidane. Com o declínio do Barcelona e mudanças importantes nos times titulares de Bayern de Juventus, o Real parece estar um passo à frente de qualquer outro clube do mundo no momento.

LIGA EUROPA
Palpite: Milan
Os clubes italianos não costumam levar a Liga Europa tão a sério. Prova disso é que o último italiano a disputar a final do torneio foi o Parma, campeão em 1999, quando a competição ainda chamava Copa da Uefa. Mas, com o Milan desta temporada, tudo pode ser diferente. Como dificilmente conseguirá quebrar a hegemonia da Juventus dentro de casa, é possível que a equipe rossonera trate a Liga Europa como o torneio que pode recolocá-la no mapa do continente. E aí, os 185 milhões de euros (R$ 703 milhões) gastos em contratações para esta temporada podem fazer a diferença.

CAMPEONATO ESPANHOL
Palpite: Real Madrid
Desta vez, dificilmente teremos aquela disputa cabeça a cabeça que tem marcado as últimas temporadas do Campeonato Espanhol. A menos que o Barcelona tire um coelho da cartola e reverta sua tendência de declínio, o Real Madrid tende a nadar de braçadas para conquistar o 34º título nacional de sua história.

CAMPEONATO INGLÊS
Palpite: Manchester United
A Premier League se transformou no campeonato nacional de primeiro escalão mais imprevisível da Europa. A competição tem início com pelo menos quatro candidatos reais ao títulos: Manchester United, Manchester City, Chelsea e Tottenham. E sempre há o risco de uma nova hecatombe, como o Leicester de duas temporadas atrás. Pelo segundo ano consecutivo, meu palpite é que Mourinho conseguirá levar o United ao título. Pelo menos o início de temporada é dos mais promissores.

CAMPEONATO ALEMÃO
Palpite: Bayern de Munique
Sem Philipp Lahm e Xabi Alonso, que se aposentaram no fim da temporada passada, e com Franck Ribéry, Arjen Robben e Robert Lewandowski um ano mais velhos, o Bayern parece ligeiramente menos time do que era 12 meses atrás. Isso talvez dificulte uma conquista de Champions League, mas dificilmente será suficiente para impedir seu sexto título consecutivo na Bundesliga. Até porque o Borussia Dortmund, seu principal adversário, não vive um momento tão brilhante assim.

CAMPEONATO ITALIANO
Palpite: Juventus
Desde 2012, só a Juventus sabe o que é ser campeã italiana. As saídas de Daniel Alves e Leonardo Bonucci e a chegada de um forte investimento chinês no Milan levantam dúvidas sobre a manutenção dessa longa hegemonia bianconera no Calcio. No entanto, elas dificilmente serão suficientes para que a lenda Gianluigi Buffon não se despeça do futebol profissional levantando mais um troféu.

CAMPEONATO FRANCÊS
Palpite: Paris Saint-Germain
Só o desmanche do Monaco, o surpreendente campeão francês da temporada passada, já seria suficiente para colocar o título da Ligue 1 nas mãos do Paris Saint-Germain. Mas o PSG buscou Daniel Alves na Itália, fez de Neymar a contratação mais cara da história do futebol e parece prestes a tirar a revelação Kylian Mbappé do rival local. Resultado: deve ser campeão nacional com rodadas e mais rodadas de antecedência.

CAMPEONATO PORTUGUÊS
Palpite: Sporting
Em uma temporada em que os clubes portugueses praticamente não contrataram, o favorito acaba sendo o time que menos perdeu jogadores importantes. Ao contrário de Benfica, que vendeu Ederson, Lindelöf e Nelson Semedo, e Porto, que negociou André Silva e Rúben Neves, o Sporting manteve suas principais peças e acaba largando na frente. O Sporting tem um técnico vitorioso (Jorge Jesus) e conta com valores interessantes, como o goleiro Rui Patrício, os meias William Carvalho e Adrien Silva e o centroavante holandês Bas Dost para ser campeão nacional pela primeira vez desde 2002.

CAMPEONATO HOLANDÊS
Palpite: Feyenoord
Ao contrário do PSV e Ajax, que sempre escalam times repletos de jovens, o Feyenoord conta com um elenco mais rodado e experimentado. Some-se a isso a confiança adquirida pelo fim do tabu de 18 anos sem conquistar o título holandês e temos um favorito ao bicampeonato. A equipe de Roterdã perdeu um ou outro jogador importante, como o zagueiro Kongolo e o lateral direito Karsdorp, mas conseguiu manter a base vencedora.


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Mais caro de 2007 vai de “novo Ronaldinho” na Europa a figurante no Brasil
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Rafael Reis

Em dez anos, o jogador brasileiro mais caro da janela de transferências da temporada 2007/08 do futebol europeu deixou de ser o “novo Ronaldinho” e o futuro camisa 10 da seleção para se tornar um mero coadjuvante no futebol nacional.

Anderson chegou ao Manchester United no dia 2 de julho de 2007 após o clube inglês pagar 31,5 milhões de euros (R$ 115 milhões, na cotação atual) ao Porto.

A contratação do jogador gaúcho foi o maior negócio envolvendo um atleta brasileiro naquela temporada e, até então, o terceiro maior da história –apenas as idas de Ronaldo para o Real Madrid (2002) e Ronaldinho para o Barcelona (2003) haviam movimentado mais grana.

Mesmo com o alto valor da transferência, nada naquele momento indicava que o United não deveria fazer um investimento tão alto por Anderson.

Aos 19 anos, o meia parecia seguir a mesma cartilha de sucesso de Ronaldinho, que brilhava com a camisa do Barcelona e havia sido eleito o melhor jogador do mundo em dois dos últimos três anos.

Tal como Ronaldinho, Anderson havia surgido como um fenômeno adolescente no Grêmio, feito sucesso nas categorias de base da seleção brasileira e passado por uma liga menor (Portugal) antes de desembarcar em um dos maiores clubes do planeta.

Mas as coincidências com o astro do Barça acabaram assim que o brasileiro vestiu a camisa vermelha do United. Para começar, Alex Ferguson decidiu alterar sua posição em campo e transformou o habilidoso e criativo meia-atacante gaúcho em uma espécie de volante.

Inicialmente, Anderson até seu adaptou bem à nova função. Em seus dois primeiros anos de Inglaterra, foi titular da equipe, conquistou um título de Liga dos Campeões da Europa, disputou os Jogos Olímpicos e frequentou as convocações da seleção brasileira adulta.

Só que a partir de 2010, tudo começou a dar errado para o meio-campista. O jogador sofreu uma grave lesão no joelho esquerdo, foi multado por retornar ao Brasil sem autorização do treinador e bateu o carro enquanto se recuperava da contusão.

Quando retornou ao futebol, Anderson já não era mais o mesmo. O brasileiro começou a ter problemas de peso, enfrentou várias pequenas contusões e foi se afastando cada vez mais do time titular até ser emprestado à Fiorentina em 2014 e cedido gratuitamente ao Internacional no ano seguinte.

No total, Anderson disputou 181 partidas pelo Manchester United e marcou nove gols. Pouco, ou melhor, quase nada para quem custou tanto e era apontado como um futuro candidato ao prêmio de melhor jogador do mundo.

A passagem pelo Inter também esteve longe de impressionar. O meia retornou ao Rio Grande do Sul para atuar no arquirrival do clube onde foi formado, assinou um contrato com salário milionário, chegou a acertar um soco em um companheiro de time durante treinamento e acabou rebaixado para a Série B no ano passado.

Mas Anderson não ficou no Inter para disputar a segunda divisão. Em fevereiro, foi emprestado para o Coritiba, 12º colocado no Campeonato Brasileiro. Em 16 partidas pela equipe paranaense, soma três gols e três cartões amarelos.

Recentemente, o jogador deu entrevistas afirmando ter propostas de Portugal e Turquia para retornar à Europa. Mas, dez anos depois de desembarcar no Manchester United como candidato a astro internacional, Anderson certamente não seria um dos brasileiros mais caros da atual janela de transferência.


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Mais caro da temporada, belga já foi estrela de “Big Brother” adolescente
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Rafael Reis

Não é de hoje que o reforço mais caro da atual janela de transferências do futebol europeu convive com câmeras apontadas para ele.

Contratado do Everton pelo Manchester United em um negócio que movimentou pelo menos 84,7 milhões de euros (R$ 309 milhões), Romelu Lukaku descobriu o que é a fama ainda na adolescência.

Em 2010, quando tinha apenas 17 anos e estava em sua segunda temporada como profissional do Anderlecht, o centroavante protagonizou um reality show na TV belga.

Exibido em dez episódios, “De School van Lukaku” (A Escola de Lukaku, em tradução livre para o português) mostrava o cotidiano dos alunos do último ano do ensino médio de um colégio de Bruxelas, capital da Bélgica.

Apesar de estrelado por um futuro astro do esporte mundial, o programa não tinha o futebol como tema.

De acordo com sua sinopse, o reality era focado nos anseios, temores e expectativas de adolescentes prestes a ingressar na vida adulta. Durante o show, Lukaku e os colegas de sala expuseram suas opiniões sobre temas como amizade, mercado de trabalho, sexo, religião, segurança e futuro.

Além da nova esperança de gols do United, outros garotos das categorias de base do Anderlecht que estudavam na escola participaram do programa. Nenhum deles, porém, conseguiu ter destaque como profissional.

Lukaku permaneceu no clube que o revelou até 2011, quando teve a primeira grande chance de sua carreira ao se transferir para o Chelsea. Muito jovem, o belga praticamente não jogou, foi emprestado ao West Bromwich e acabou negociado com o Everton.

No clube de Liverpool, o centroavante deslanchou. Foram 68 gols em 141 partidas, a artilharia da Liga Europa de 2015 e o segundo lugar na lista dos goleadores da última edição do Campeonato Inglês.

O bom futebol no Everton chamou a atenção de United e Chelsea, que passaram a disputar sua contratação. A equipe de Manchester levou a melhor na disputa ao desembolsar o segundo maior valor já pago por um jogador em sua história –só fica atrás de Paul Pogba, contratado na temporada passada por 105 milhões de euros (R$ 383 milhões).

Na seleção, Lukaku já é um veterano. Ele estreou pela Bélgica em março de 2010, antes mesmo do reality show sobre sua turma de escola ir ao ar. O centroavante esteve na Copa do Mundo-2014 e já marcou 23 gols em 59 partidas vestindo a camisa vermelha.

Desde 2015, o atacante costuma ter como companheiro de seleção um outro integrante da família, seu irmão Jordan, um ano e dois meses mais novo, que é lateral esquerdo da Lazio.


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Como Cristiano Ronaldo conseguiu travar a janela de transferências
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Rafael Reis

Aubameyang no Paris Saint-Germain, Lukaku no Chelsea, Morata no Manchester United, Hazard e Mbappé no Real Madrid.

As principais novelas do futebol europeu para a próxima temporada já não apresentam novidades há alguns dias. E o culpado por essa pasmaceira toda é um só: Cristiano Ronaldo.

A possível saída do astro português do Real simplesmente travou a janela de transferências.

Afinal, os principais clubes do planeta não querem desperdiçar a oportunidade de contratar o melhor jogador do mundo na atualidade. Por isso, colocaram em stand-by qualquer outro negócio que possa ameaçar a chegada do camisa 7.

Foi o que fez, por exemplo, o PSG, clube apontado pela imprensa espanhola como favorito para tirar Cristiano Ronaldo de Madri.

O time francês negocia há meses com o Borussia Dortmund a contratação de Aubameyang, artilheiro do último Campeonato Alemão. O valor do negócio giraria em torno de 70 milhões de euros (R$ 260 milhões).

A transferência parecia bem encaminhada, mas esfriou nos últimos dias. Motivo: a proposta de 150 milhões de euros (R$ 556 milhões) que será apresentada por CR7 tornam a compra do goleador da Bundesliga inviável do ponto de vista econômico –apesar de muito rico, o PSG precisa obedecer ao fair-play financeiro.

Algo semelhante acontece com o Chelsea e seu desejo de acertar com Lukaku, atualmente no Everton, para substituir Diego Costa. O possível custo da contratação do belga, algo superior a 100 milhões de euros (R$ 370 milhões), inviabilizaria a contratação do astro do Real Madrid.

Em meio a essa situação, a decisão dos atuais campeões ingleses foi a mais óbvia de todas: deixar Lukaku esperando, concentrar esforços em CR7 e já pensar em um plano B para seu comando de ataque (Lewandowski).

Outro jogador que está com seu destino conectado ao do astro português é Morata. O espanhol tem um namoro avançado com o Manchester United há tempos. Mas o clube inglês também sonha com a recontratação de Cristiano Ronaldo e se vê em um dilema: será que o Real Madrid abriria mão de dois dos seus atacantes simultaneamente e, para piorar, para o mesmo time?

Por fim, há a lista de reforços do próprio Real. O atual bicampeão europeu deseja pelo menos dois novos nomes para sua linha de frente: o meia-atacante belga Hazard, do Chelsea, e a revelação francesa Mbappé, do Monaco.

Realizar uma dessas contratações não é problema, é algo que cabe no orçamento e na montagem do time do técnico Zinédine Zidane. Mas adicionar duas novas estrelas ao elenco só deve ser possível se Cristiano Ronaldo for embora.

A avaliação é clara: a janela de transferências da temporada 2017/18 só vai destravar depois que CR7 decidir seu futuro.


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Rafael Reis

O Manchester City pagou 50 milhões de euros (R$ 183 milhões) por Bernardo Silva, meia-atacante que é reserva de Portugal. Ederson, que nunca jogou pela seleção brasileira, custou 40 milhões de euros (R$ 146 milhões) e se tornou o segundo goleiro mais caro da história. Caso decidam trocar de clube, as possíveis transferências de Griezmann e Mbappé devem romper a casa dos 100 milhões (R$ 366 milhões).

A janela de transferências para a temporada 2017/18 do futebol europeu ainda nem foi oficialmente aberta, mas já é possível cravar que ela movimentará uma quantidade de dinheiro jamais vista no mundo do futebol.

Culpa da inflação que tomou conta do mercado da bola e levou o preço dos jogadores de primeiro e até de segundo escalão às alturas. O atleta que há três anos valia 20 milhões de euros (R$ 73 milhões), hoje dificilmente trocará de clube por menos de 30 milhões de euros (R$ 110 milhões).

A tendência já pode ser percebida em alguns negócios isolados da temporada passada: Pogba virou a maior transferência da história ao assinar com o Manchester United por 105 milhões de euros (R$ 384,7 milhões) e Higuaín, atacante que jamais vislumbrou a chance de um dia ser o melhor do mundo, foi para a Juventus por 90 milhões de euros (R$ 330 milhões). Agora, virou regra.

Mas, afinal, o que aconteceu para a inflação bater tão forte no mercado da bola e transformá-lo em um verdadeiro “show dos milhões”?

Não há apenas uma explicação para esse superaquecimento, mas sim uma soma de fatores que alavancaram os preços dos atletas ao longo das últimas temporadas e que culminaram nos valores exorbitantes previstos para esta janela.

Para começar, o faturamento dos principais clubes do planeta não para de crescer. Turbinado por novos contratos de direitos de transmissão, o Manchester United, time mais rico do mundo, arrecadou 689 milhões de euros (R$ 2,5 bilhões) em 2015/16. Sete anos atrás, nenhuma equipe ultrapassava a casa dos 400 milhões de euros (R$ 1,5 bilhões) de faturamento.

O crescimento do mercado chinês é outro fator responsável pela inflação. A disposição dos clubes asiáticos em gastar pesado na aquisição de reforços consagrados teve como efeito colateral um aumento nos salários e nos valores desembolsados em transferências na Europa. Afinal, quanto maior a quantidade de compradores, maior o preço dos produtos disputados.

Especificamente nesta temporada, há ainda dois fatores que contribuem para a alavancada dos valores.

Um deles é a necessidade de alguns dos clubes mais ricos do planeta de reformularem seus elencos. O City, por exemplo, planeja montar um time praticamente novo para Pep Guardiola. O United disponibilizou um orçamento de 230 milhões de euros (R$ 842 milhões) para a janela de transferências. E até o Real Madrid, atual bicampeão europeu, considera necessária a contratação de um ou dois novos titulares.

Por fim, há a injeção de dinheiro de investidores em clubes tradicionais, mas que andaram em baixa nas últimas temporadas. Milan e Inter de Milão trocaram de proprietários recentemente, e os novos donos prometeram abrir os bolsos para fazer com que suas equipes voltem a fazer frente à Juventus no futebol italiano.


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Como o Ajax faturou R$ 1,5 bilhão em 15 anos só com venda de jogadores
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Rafael Reis

Vinte e um ano depois de ser derrotado pela Juventus na final da Liga dos Campeões e ver cair por terra o sonho de emendar duas conquistas consecutivas de Champions, o Ajax volta nesta quarta-feira a decidir um título continental.

Mas, mesmo que não vença o Manchester United, em Estocolmo, na Suécia, na final da Liga Europa, o clube holandês terá cumprido uma de suas principais metas da temporada: apresentar aos grandes clubes do planeta uma nova safra de jovens talentosos que irá engordar seus cofres.

Afinal, desde meados da década de 1990, quando a Lei Bosman acabou com a ideia de jogadores como propriedade dos clubes e minou a capacidade de equipes de segundo escalão fazerem frente aos Real Madrid e Barcelona da vida, formar garotos e negociá-los com os maiores centros virou a tábua de salvação do Ajax.

Só nos últimos 15 anos, o clube de Amsterdã arrecadou cerca de 410 milhões de euros (pouco mais de R$ 1,5 bilhão) com venda de jogadores, a maioria recém-saída da adolescência.

O valor inclui as transferências para grandes centros de vários meninos que se tornaram astros de primeira grandeza do futebol mundial, como Zlatan Ibrahimovic, Luis Suárez, Wesley Sneijder e Jan Vertonghen.

Até mesmo o Manchester United, adversário desta quarta-feira, beneficiou-se da capacidade de formação de atletas do rival. O lateral esquerdo e zagueiro Daley Blind é cria das categorias de base do Ajax e custou 17,5 milhões (64,6 milhões).

Dos 410 milhões de euros que faturou com venda de jogadores desde a temporada 2002/03, o Ajax só gastou 51% na contratação de novos atletas. E a maior parte desses 211 milhões de euros (R$ 780 milhões) foi investida em jovens com potencial de venda futura.

Esses são os casos do atacante brasileiro David Neres, de apenas 20 anos, que foi contratado do São Paulo em janeiro por 12 milhões de euros (R$ 44 milhões) e ainda frequenta o banco de reservas, e das duas maiores apostas do clube holandês para faturar alto na próxima janela de transferências.

O zagueiro colombiano Davinson Sánchez, também de 20 anos, foi buscado no Atlético Nacional depois da conquista da Libertadores do ano passado e custou 5 milhões de euros (R$ 18,5 milhões). Agora, já vale 25 milhões de euros (R$ 92 milhões) e está na mira do Barcelona.

Já o atacante alemão Amin Younes, três anos mais velho, está na Holanda desde 2015 e foi adquirido do Borussia Mönchengladbach por 2,5 milhões de euros (R$ 9,2 milhões). O clube holandês já rejeitou uma proposta de 12 milhões de euros (R$ 44 milhões) pelo jogador, que interessa a Borussia Dortmund e RB Leipzig.

É por isso, que mesmo que não conquiste a Liga Europa, o Ajax já pode se considerar um vencedor.


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