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Mercado da Bola já movimentou quase R$ 11 bi; veja os clubes mais gastões
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Rafael Reis

Faltando ainda cinco semanas para seu encerramento, a janela de transferências das principais ligas nacionais do planeta para a temporada 2017/18 já movimentou 3 bilhões de euros (pouco menos de R$ 11 milhões) em compras e empréstimos de jogadores.

Só o Manchester City responde sozinho por 8% desse investimento. O time dirigido por Pep Guardiola é o clube que mais gastou no atual Mercado da Bola e já torrou 240,5 milhões de euros (R$ 876,3 milhões) em reforços.

Não à toa, quatro das dez contratações mais caras desta janela foram feitas pela equipe inglesa. O goleiro Ederson, os laterais Kyle Walker e Benjamin Mendy e o meia-atacante Bernardo Silva custaram juntos 198,5 milhões de euros (R$ 723,2 milhões).

Além desses quatro reforços milionários, o City também anexou ao seu elenco os brasileiros Danilo, lateral direito que estava no banco de reservas do Real Madrid, e Douglas, meio-campista de 19 anos que foi tirado do Vasco.

Dentre os dez clubes que mais investiram em contratações nesta janela, há pelo menos uma grande surpresa. O Lille, 11º colocado no último Campeonato Francês, já gastou 65,5 milhões de euros  (R$ 238,6 milhões) em jogadores para agradar seu novo comandante, o argentino Marcelo Bielsa.

E boa parte desse valor (34 milhões de euros, ou R$ 124 milhões) foi investido em jovens brasileiros: os ex-santistas Caju e Thiago Maia, além de Thiago Mendes e Luiz Araújo, que defendiam o São Paulo até o primeiro semestre deste ano.

O “Blog do Rafael Reis” publica semanalmente, sempre às terças-feiras, um balanço da janela de transferências da temporada 2017/18, com as principais negociações e valores desembolsados em compras e vendas de jogadores.

Saiba agora tudo que está rolando no Mercado da Bola.

OS 10 CLUBES QUE MAIS CONTRATARAM NA TEMPORADA 2017/18
1º – Manchester City (ING) – 240,5 milhões
2º – Milan (ITA) – 189,5 milhões
3º – Chelsea (ING) – 140 milhões
4º – Manchester United (ING) – 119,7 milhões
5º – Bayern de Munique (ALE) – 100,5 milhões
6º – Everton (ING) – 98 milhões
7º – Roma (ITA) – 88 milhões
8º – Juventus (ITA) – 87,7 milhões
9º – Lille (FRA) – 65,5 milhões
10º– Arsenal (ING) – 53,3 milhões

OS 10 CLUBES QUE MAIS VENDERAM NA TEMPORADA 2017/18
1º – Monaco (FRA) – 167,5 milhões
2º – Real Madrid (ESP) – 122 milhões
3º – Benfica (POR) – 112,3 milhões
4º – Roma (ITA) – 108,3 milhões
5º – Everton (ING) – 106,3 milhões
6º – Lyon (FRA) – 102,7 milhões
7º – Juventus (ITA) – 94,2 milhões
8º – Chelsea (ING) – 77,5 milhões
9º – Sevilla (ESP) – 77 milhões
10º – Porto (POR) – 61,9 milhões

AS 10 CONTRATAÇÕES MAIS CARAS DA TEMPORADA 2017/18
1º – Romelu Lukaku (BEL/Manchester United) – 84,7 milhões de euros
2º – Álvaro Morata (ESP/Chelsea) – 65 milhões
3º – Benjamin Mendy (FRA/Manchester City) – 57,5 milhões
4º – Alexander Lacazette (FRA/Arsenal) – 53 milhões
5º – Kyle Walker (ING/Manchester City) – 51 milhões
6º – Bernardo Silva (POR/Manchester City) – 50 milhões
7º – Leonardo Bonucci (ITA/Milan) – 42 milhões
Mohamed Salah (EGI, Liverpool) – 42 milhões
9º – Corentin Tolisso (FRA/Bayern de Munique) – 41,5 milhões
10º – Tiemoué Bakayoko (FRA/Chelsea) – 40 milhões
Ederson (BRA/Manchester City) – 40 milhões

OS 10 BRASILEIROS MAIS CAROS DA TEMPORADA 2017/18
1º – Ederson (Manchester City) – 40 milhões de euros
2º – Danilo (Manchester City) – 30 milhões
3º – Thiago Maia (Lille) – 14 milhões
4º – Bruno Peres (Roma) – 12,5 milhões
5º – Douglas (Manchester City) – 12 milhões
6º – Luiz Araújo (Lille) – 10,5 milhões
7º – Luiz Gustavo (Olympique de Marselha) – 10 milhões
8º – Thiago Mendes (Lille) – 9 milhões
9º – Vitor Hugo (Fiorentina) – 8 milhões
Juan Jesus (Roma) – 8 milhões
Wanderson (Krasnodar) – 8 milhões

AS 10 LIGAS QUE MAIS GASTARAM NA TEMPORADA 2017/18
1º – Campeonato Inglês – 947,9 milhões
2º – Campeonato Italiano – 592,8 milhões
3º – Campeonato Alemão – 462,1 milhões de euros
4º – Campeonato Espanhol – 317,7 milhões
5º – Campeonato Francês – 289,4 milhões
6º – Campeonato Inglês (2ª divisão) – 143 milhões
7º – Campeonato Russo – 70,1 milhões
8º – Campeonato Mexicano – 56,8 milhões
9º – Campeonato Belga – 55,7 milhões
10º – Campeonato Português – 53,9 milhões
TOTAL: 3 bilhões de euros (R$ 10,9 bilhões)

Fonte: Transfermarkt


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O que Guardiola viu em Danilo para buscá-lo no banco do Real Madrid?
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Rafael Reis

Danilo passou os últimos dois anos se revezando entre o banco de reservas do Real Madrid e as críticas dos torcedores direcionadas a ele sempre que pisava no gramado do Santiago Bernabéu.

Mesmo assim, o Manchester City aceitou pagar 36 milhões de euros (R$ 131,5 milhões) pelo lateral brasileiro de 26 anos, mais até do que os 31,5 milhões de euros (R$ 115 milhões, na cotação atual) que ele havia custado ao clube espanhol duas temporadas atrás.

Mas, afinal, o que Pep Guardiola viu de especial no ex-jogador do Santos para ignorar seu desempenho abaixo do esperado no Real e bancar sua ida para a Inglaterra?

Para entender essa transação, é preciso primeiro analisar as qualidades e os pontos fracos de Danilo, assim como as características que o treinador espanhol costuma buscar em seus laterais.

Apesar de não ter tido sucesso no atual bicampeão europeu, o brasileiro está longe de ser um jogador ruim. Pelo contrário, Danilo possui uma qualidade técnica acima da média, lê bem o jogo ofensivamente e é capaz de criar inúmeras oportunidades de gol.

As críticas da torcida do Real ao camisa 23 eram muito mais concentradas à sua atuação defensiva. E nesse aspecto, ele realmente deixa a desejar. O ex-santista está longe de ser um grande marcador e sofre muito com lançamentos às suas costas.

Só que Guardiola não parece se importar muito com isso. Os laterais que mais fizeram sucesso sob seu comando, Daniel Alves e Jordi Alba (Barcelona), além de Alaba (Bayern de Munique), destacam-se mais pela técnica refinada e pelo poderio ofensivo do que pelas propriedades defensivas –o austríaco chegou até a ser escalado como zagueiro por Pep para melhor a saída de bola do time alemão.

Além disso, Danilo possui uma característica rara entre os laterais e que encaixa perfeitamente na estrutura tática do novo treinador do City. Como atuou durante parte de sua carreira como volante, o brasileiro trafega bem pela faixa central do campo.

Durante a passagem de Guardiola pelo Bayern, era comum ver Alaba subindo ao ataque em diagonal, ou seja, partindo do lado esquerdo do campo e se juntando aos volantes e meias centrais para criar superioridade numérica e facilitar a tabela e a retenção da posse de bola.

Na primeira partida do City na atual pré-temporada, contra o Manchester United, o lateral direito Kyle Walker também abusou dessa movimentação, que vai contra a cartilha tradicional da posição –os laterais usualmente exploram apenas os flancos do campo.

Por fim, a versatilidade de Danilo também é uma virtude que atrai Pep. Além de sua posição mais tradicional, o brasileiro pode atuar como lateral esquerdo, setor em que o treinador tem improvisado Fernandinho e tenta desesperadamente contratar o francês Benjamin Mendy (Monaco), e volante.

É por isso que o torcedor do Real Madrid e o treinador do Manchester City têm visões completamente diferentes sobre o novo reforço do clube inglês.


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City é quem mais investiu em reforços desde 2007; veja o top 10 dos gastões
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Rafael Reis

Um bilhão e 430 milhões de euros, mais de R$ 5,3 bilhões. Grana suficiente para comprar mais de 3 mil Ferraris, 15 apartamentos do mais luxuoso edifício de Mônaco ou formar um time com 11 Pogbas.

Foi esse o dinheiro investido em contratações pelo Manchester City ao longo dos últimos dez anos. Desde 2007, nenhum clube gastou tanto no Mercado da Bola quanto o terceiro colocado do último Campeonato Inglês.

Foram 294 jogadores contratados. O mais caro deles, o meia belga Kevin de Bruyne, foi adquirido do Wolfsburg, dois anos atrás, por 74 milhões de euros (R$ 275 milhões).

O saldo do City no mercado de transferências desde a temporada 2007/08 é assustador: prejuízo de 1,096 bilhão (mais de R$ 4 bilhões). É disparada a maior balança comercial entre todos os clubes do planeta.

Esse prejuízo é absorvido sem reclamação pelo xeque Mansour bin Zayed Al Nahyan, vice primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos e proprietário do clube inglês desde agosto de 2008.

A grana investida pelo magnata tirou o City do meio da tabela da Premier League, rendeu-lhe dois títulos nacionais e uma semifinal de Liga dos Campeões da Europa. Pouco para o clube que mais contratou ao longo dos últimos dez anos.

O segundo time que mais investiu em reforços no período, o Real Madrid, com 1,06 bilhão de euros (R$ 3,94 bilhões) gastos na chegada de novos jogadores, faturou três Champions na última década e é o atual bicampeão continental.

Dos dez clubes que mais gastaram com reforços nos últimos dez anos, cinco são ingleses (Manchester City, Chelsea, Manchester United, Liverpool e Tottenham) e três fazem parte do grupo dos novos ricos, times que só passaram a ocupar o primeiro escalão do futebol mundial depois de serem adquiridos por algum magnata: City, Chelsea e Paris Saint-Germain.

Juntas, essas dez agremiações torraram mais de 9,2 bilhões de euros (R$ 34 bilhões) só com compras de jogadores desde 2007.

Chama a atenção a ausência Bayern de Munique e Atlético de Madri no top 10 do ranking dos grandes compradores do futebol europeu. Afinal, trata-se de dois dos clubes de maior regularidade nas últimas edições da Champions.

Os alemães, que conquistaram o título europeu em 2013, ocupam a 11ª colocação na lista, com 627 milhões de euros (R$ 2,3 bilhões) de investimento no Mercado da Bola e aparecem logo à frente do Atlético, 12º, com gastos na casa de 620 milhões de euros (também R$ 2,3 bilhões).

OS 10 CLUBES QUE MAIS GASTARAM COM REFORÇOS NOS ÚLTIMOS 10 ANOS:

1º – Manchester City (ING) – 1,43 bilhão de euros
2º – Real Madrid (ESP) – 1,06 bilhão
3º – Manchester United (ING) – 993 milhões
4º – Chelsea (ING) – 938 milhões
5º – Juventus (ITA) – 888 milhões
6º – Barcelona (ESP) – 885 milhões
7º – Liverpool (ING) – 855 milhões
8º – Paris Saint-Germain (FRA) – 759 milhões
9º – Tottenham (ING) – 710 milhões
10º – Inter de Milão (ITA) – 685 milhões


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Show dos Milhões: entenda por que o mercado da bola inflacionou tanto
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Rafael Reis

O Manchester City pagou 50 milhões de euros (R$ 183 milhões) por Bernardo Silva, meia-atacante que é reserva de Portugal. Ederson, que nunca jogou pela seleção brasileira, custou 40 milhões de euros (R$ 146 milhões) e se tornou o segundo goleiro mais caro da história. Caso decidam trocar de clube, as possíveis transferências de Griezmann e Mbappé devem romper a casa dos 100 milhões (R$ 366 milhões).

A janela de transferências para a temporada 2017/18 do futebol europeu ainda nem foi oficialmente aberta, mas já é possível cravar que ela movimentará uma quantidade de dinheiro jamais vista no mundo do futebol.

Culpa da inflação que tomou conta do mercado da bola e levou o preço dos jogadores de primeiro e até de segundo escalão às alturas. O atleta que há três anos valia 20 milhões de euros (R$ 73 milhões), hoje dificilmente trocará de clube por menos de 30 milhões de euros (R$ 110 milhões).

A tendência já pode ser percebida em alguns negócios isolados da temporada passada: Pogba virou a maior transferência da história ao assinar com o Manchester United por 105 milhões de euros (R$ 384,7 milhões) e Higuaín, atacante que jamais vislumbrou a chance de um dia ser o melhor do mundo, foi para a Juventus por 90 milhões de euros (R$ 330 milhões). Agora, virou regra.

Mas, afinal, o que aconteceu para a inflação bater tão forte no mercado da bola e transformá-lo em um verdadeiro “show dos milhões”?

Não há apenas uma explicação para esse superaquecimento, mas sim uma soma de fatores que alavancaram os preços dos atletas ao longo das últimas temporadas e que culminaram nos valores exorbitantes previstos para esta janela.

Para começar, o faturamento dos principais clubes do planeta não para de crescer. Turbinado por novos contratos de direitos de transmissão, o Manchester United, time mais rico do mundo, arrecadou 689 milhões de euros (R$ 2,5 bilhões) em 2015/16. Sete anos atrás, nenhuma equipe ultrapassava a casa dos 400 milhões de euros (R$ 1,5 bilhões) de faturamento.

O crescimento do mercado chinês é outro fator responsável pela inflação. A disposição dos clubes asiáticos em gastar pesado na aquisição de reforços consagrados teve como efeito colateral um aumento nos salários e nos valores desembolsados em transferências na Europa. Afinal, quanto maior a quantidade de compradores, maior o preço dos produtos disputados.

Especificamente nesta temporada, há ainda dois fatores que contribuem para a alavancada dos valores.

Um deles é a necessidade de alguns dos clubes mais ricos do planeta de reformularem seus elencos. O City, por exemplo, planeja montar um time praticamente novo para Pep Guardiola. O United disponibilizou um orçamento de 230 milhões de euros (R$ 842 milhões) para a janela de transferências. E até o Real Madrid, atual bicampeão europeu, considera necessária a contratação de um ou dois novos titulares.

Por fim, há a injeção de dinheiro de investidores em clubes tradicionais, mas que andaram em baixa nas últimas temporadas. Milan e Inter de Milão trocaram de proprietários recentemente, e os novos donos prometeram abrir os bolsos para fazer com que suas equipes voltem a fazer frente à Juventus no futebol italiano.


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Manchester City tem pior custo-benefício da temporada; veja ranking
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Rafael Reis

Ameaçado de não conseguir a classificação para a Liga dos Campeões no ano de estreia de Pep Guardiola no futebol inglês, o Manchester City é o clube com pior custo-benefício do futebol europeu nesta temporada.

Levando em consideração apenas o valor investido na chegada de reforços para 2016/17, cada ponto conquistado pelos Citizens na atual edição da Premier League custou incríveis 3,09 milhões de euros (mais de R$ 10,7 milhões).

Afinal, nenhum clube do planeta torrou mais dinheiro com novos jogadores que o City nesta temporada. Foram 213 milhões de euros (R$ 737 milhões) gastos em contratações feitas a pedido do treinador espanhol, como o brasileiro Gabriel Jesus, o goleiro chileno Claudio Bravo e o alemão Leroy Sané.

Só que os resultados não foram tão bons quanto Guardiola imaginava. Seu time não só ficou distante da briga pelo título inglês, como, a três rodadas do fim da temporada, ainda corre risco de não se classificar para a Champions.

O City ocupa a quarta colocação da Premier League, a última que dá vaga para o torneio continental. Tem 69 pontos, três a mais que o Arsenal, que vem logo na sequência.

Arquirrival de cidade, o Manchester United é o segundo colocado no ranking dos clubes com pior custo-benefício da temporada. O time de José Mourinho, que gastou mais de 100 milhões de euros só na contratação de Paul Pogba, investiu 2,85 milhões de euros (R$ 9,8 milhões) para cada ponto ganho.

Dos dez clubes com pontos mais caros desta temporada, seis são ingleses. Esse resultado já era previsível, já que nenhuma liga do planeta chega sequer perto do investimento feito em contratações pela Premier League.

O top 10 conta ainda com dois clubes da Alemanha (Wolfsburg, que está ameaçado de rebaixamento, e Borussia Dortmund) e mais dois da Itália (Inter de Milão e Juventus).

A Juve, aliás, é a prova de que ter uma relação investimento/ponto alto não é necessariamente sinônimo de fracasso. A atual pentacampeã italiana aparece na lista porque gastou quase 192 milhões de euros (R$ 664 milhões) em reforços. Mas, em compensação, chegou à decisão da Liga dos Campeões.

Seu adversário na decisão no dia 3 de junho, no entanto, teve um custo-benefício bem melhor. Como investiu pouco em contratações nesta temporada (só 30 milhões de euros) e briga pela ponta do Espanhol com o Barcelona, o Real Madrid gastou apenas 357 mil euros (R$ 1,2 milhão) por ponto obtido em seu campeonato nacional.

Entre os clubes de primeiro escalão do futebol europeu, nenhum tem o ponto tão barato quando a equipe de Zidane –nem mesmo o Monaco, líder do Francês e semifinalista da Champions, que gastou 587 mil euros (R$ 2 milhões) por ponto conquistado.

OS 10 CLUBES COM PONTO MAIS CARO DA TEMPORADA
1º – Manchester City (ING) – 3,09 milhões de euros
2º – Manchester United (ING) – 2,85 milhões de euros
3º – Inter de Milão (ITA) – 2,75 milhões de euros
4º – Crystal Palace (ING) – 2,64 milhões de euros
5º – Juventus (ITA) – 2,25 milhões de euros
6º – Wolfsburg (ALE) – 2,14 milhões de euros
7º – Leicester (ING) – 2,12 milhões de euros
8º – Borussia Dortmund (ALE) – 2,02 milhões de euros
9º – West Ham (ING) – 1,99 milhões de euros
10º – Middlesbrough (ING) – 1,88 milhões de euros


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Em crise, City tem piores posse de bola e passe da carreira de Guardiola
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Rafael Reis

Quinta colocação no Campeonato Inglês, 12 pontos de desvantagem para o líder, derrotas para Tottenham, Chelsea, Leicester, Liverpool, Everton Manchester United e Barcelona. Em sua primeira temporada à frente do Manchester City, Pep Guardiola sofre como nunca em sua carreira de treinador.

E sofre também porque o passe, estrutura básica do seu estilo de jogo desde que estreou no comando do Barça, nove anos atrás, jamais teve tantos problemas de funcionamento quanto agora.

Guardiola

Dados do “Who Scored?”, página especializado nas estatísticas do futebol, comprovam: o City da atual temporada é a equipe treinada por Guardiola que menos e pior toca a bola.

Segundo o site, o time azul líder o ranking de posse de bola da Premier League e fica com a pelota sobre seu controle durante 60,6% do tempo de jogo. Ah, então está tudo certo, né?

Que nada. Essa é a pior marca de toda a carreira do técnico catalão. Durante as passagens por Barcelona e Bayern de Munique, a posse de bola de suas equipes variou nunca foi menor que 63,7% e chegou até a 67,4%.

Além disso, pela primeira vez na história de Guardiola como treinador, seu time não é o que mais acerta passes na liga nacional que disputa.

De acordo com o “Who Scored?”, o City concretiza 84,3% das trocas de bola que se dispõe a fazer, 0,5% a menos que seu arquirrival de cidade, o Manchester United, líder do ranking na Inglaterra.

A comparação com os trabalhos anteriores de Pep também é cruel. Até então, a pior margem de acerto dos times treinados por ele era de 87%, com o Barcelona da temporada 2009/10. No ano seguinte, a equipe catalã alcançou incríveis 89,6% de passes certos.

Com dificuldade para dar sua cara ao elenco do City, Guardiola ainda não conseguiu encontrar um meia para controlar a posse de bola e ser seu principal distribuidor de jogo. Ou seja, para fazer o papel que era de Xavi, no Barcelona, e de Lahm, no Bayern de Munique.

Fernandinho, o homem mais experimentado nessa função, é apenas o quinto jogador da Premier League com mais passes para companheiros nesta temporada. Com média de 69 toques por partida, ele fica atrás de Jordan Henderson e Dejan Lovren (Liverpool) e Paul Pogba e Ander Herrera (Manchester United).

Sem tanta e tão qualificada posse de bola quanto de costume, Guardiola não consegue se acertar no City. Nas últimas quatro partidas, foram duas derrotas, um empate e somente uma vitória.

O resultado disso é que pela primeira vez na carreira Pep corre risco real de não classificar seu time para Liga dos Campeões da Europa –no momento, está dois pontos atrás do Liverpool, quarto colocado.

É claro que a Premier League é uma competição mais equilibrada que o Espanhol e o Alemão, mas isso não ameniza o início ruim de Guardiola no City.

Pep quer retornar aos bons tempos. E, para isso, precisa que sua velha amiga, a bola, volte a ficar nos pés dos seus jogadores.


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Último capitão da seleção de Tite lidera ranking das expulsões na Europa
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Rafael Reis

Presença constante nas convocações da seleção brasileira e capitão na última partida do time de Tite, contra o Peru, em novembro, Fernandinho tem uma marca da qual nenhum jogador deve se orgulhar.

O volante do Manchester City é o jogador entre os inscritos nas seis principais ligas nacionais da Europa com mais expulsões na temporada.

O jogador de 31 anos já recebeu três cartões vermelhos em 2016/17, número superior ao de qualquer outro atleta que atua na primeira divisão de Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha, França e Portugal.

Fernandinho foi expulso em dois jogos da Premier League (contra Chelsea, em dezembro, e Burnley, no início do mês) e na penúltima partida da fase de grupos da Liga dos Campeões, ante o Borussia Mönchengladbach, em novembro.

Só em suspensões, o brasileiro já desfalcou o City em cinco partidas da atual temporada. Ele ainda precisa cumprir mais três jogos de gancho em razão do seu último cartão vermelho e só deve retornar à equipe em fevereiro.

Curiosamente, Fernandinho está longe de ser dos jogadores mais faltosos do Campeonato Inglês.

De acordo com o site “Who Scored?”, especializado nas estatísticas do futebol, o volante é apenas o 17º atleta com mais infrações na atual edição Premier League. O camisa 25 do City comete em média 1,7 falta por partida, menos, por exemplo, do que outro brasileiro, o atacante Roberto Firmino, do Liverpool, que tem média de 1,9.

Fernandinho também não está entre os reis do amarelo na Inglaterra e, muito menos, na Europa.

O brasileiro foi advertido apenas quatro vezes na temporada. Apenas para comparação, o grego José Holebas, do Watford, já levou nove amarelos desde as férias do meio do ano, o zagueiro espanhol Sergio Ramos, capitão do Real Madrid, seis, e Neymar, oito.

Ou seja, o problema do volante não é a frequência com que ele bate, mas sim as panes de consciência que o têm feito aderir à violência em lances como a agressão a Fàbregas (Chelsea) ou o carrinho frontal em Gudmundsson (Burnley).

Pelo menos antes da série de expulsões, Fernandinho vinha sendo um dos homens de confiança de Pep Guardiola no City.

Encantando com o brasileiro, o catalão havia lhe dado aquela que ele considera a função mais nobre dentro de campo: a de meia que comanda a saída de bola da equipe. Nos trabalhos anteriores de Pep, o posto havia sido ocupado por Xavi e Lahm.

Mas nenhum deles tinha o efeito colateral de ser o rei do cartão vermelho na Europa.


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O que esperar de Gabriel Jesus no Manchester City?
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Rafael Reis

No início de dezembro, quando Gabriel Jesus foi a Manchester para conhecer melhor sua futura casa, Pep Guardiola o convidou para jantar e fez questão de também levar ao restaurante os volantes Fernando e Fernandinho.

A presença dos outros dois brasileiros do elenco do City no encontro entre o treinador e o novo reforço do clube não foi à toa.

Gabriel Jesus

Guardiola sabe que o atacante de 19 anos, que se juntará ao elenco da equipe inglesa no próximo mês, não é Neymar. Apesar de ter sido a estrela do título brasileiro recém-conquistado pelo Palmeiras e vestir com sucesso a camisa 9 da seleção, o garoto ainda não pode ser considerado uma certeza.

Jesus é sim uma aposta do City. Uma aposta para o futuro. Tão aposta quanto outro Gabriel, o Gabigol, é para a Inter de Milão. E o primeiro semestre do ex-santista na Europa, como todos puderam ver, foi de muito banco de reservas, várias reclamações e quase nada de futebol.

O treinador espanhol não quer que Jesus seja um novo Gabigol. Por isso, faz questão de cercá-lo de cuidados e tenta entrosá-lo ao outros brasileiros do clube.

O ex-palmeirense terá de superar sozinho os desafios com os quais irá se deparar dentro de campo em sua primeira experiência europeia: rigor tático, futebol mais rápido, marcadores mais gabaritados e muita exigência técnica.

Mas Guardiola deseja que, para todas as outras dificuldades, Jesus possa contar com Fernando e Fernandinho. E essa lista inclui idioma, diferenças culturais e também saber lidar com a reserva.

Como toda aposta, o brasileiro precisa chegar à Inglaterra ciente de que há um lugarzinho no banco do City à sua espera. E que levará tempo, talvez bastante tempo, para que ele consiga mudar essa situação.

Jesus só precisa olhar para o lado para se conscientizar disso. Contratado por 18 milhões de euros (R$ 61 milhões) a mais que ele, o meia-atacante alemão Leroy Sané, 20, só começou jogando sete partidas na atual temporada.

Mas, a médio prazo, as perspectivas do brasileiro são boas.

Sergio Agüero, o titular da posição onde Jesus melhor rende, é um craque com quem ele dificilmente terá condições de competir logo de cara. Mas o argentino sofre demais com os problemas físicos. Só na temporada passada, foram cinco contusões diferentes e 12 partidas desfalcando o City em virtude dessas lesões.

O nigeriano Kelechi Ihenacho, o primeiro reserva, tem só 20 anos e é tão aposta quanto o brasileiro, apesar de já ter mais experiência na Premier League. Para completar, ainda não goza de tanta confiança assim de Guardiola, que tem preferido improvisar Nolito ou Sterling na função a escalá-lo como titular quando não pode contar com Agüero.

Ou seja, Gabriel Jesus chega ao Manchester City sendo mais Gabigol que Neymar. Mas ele só terá sucesso na Inglaterra se conseguir se diferenciar do ex-adversário de Santos e saber lidar com o banco.


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Volta de Messi, City ameaçado e clássico: 3 jogos para ver no fim de semana
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Rafael Reis

Depois da paralisação para a Data Fifa e compromissos das seleções em busca de vaga na Copa do Mundo-2018, os principais campeonatos nacionais da Europa retornam neste fim de semana. E, com eles, também voltam as dicas de melhores partidas para assistir pela TV nos próximos dias.

A cada sexta-feira, o “Blog do Rafael Reis” publica um miniguia com as três partidas mais imperdíveis do fim de semana para você se programar e não deixar nada de interessante escapar.

Como teremos rodada da Liga dos Campeões na próximas terça e quarta-feira, os principais clubes do continente europeu irão a campo no sábado. Por isso, todos os jogos escolhidos para você acompanhar serão disputados nesse dia.

NAPOLI x ROMA
Sábado, 10h (de Brasília)
Fox Sports 2
8ª rodada do Campeonato Italiano
Hamsik
Napoli e Roma não devem definir quem ficará com o título italiano, mas possivelmente ajudarão a escolher o time que será o vice. Nas últimas quatro temporadas, as duas equipes se revezaram no posto de ameaça mais próxima à Juventus. Agora, não é diferente. A “Vecchia Signora” lidera a competição mais uma vez, e os rivais que se enfrentam neste sábado brigam pelo segundo lugar –o Napoli tem um ponto a mais que a Roma e ocupa a posição provisoriamente.

MANCHESTER CITY x EVERTON
Sábado, 11h (de Brasília)
ESPN +
8ª rodada do Campeonato Inglês
Manchester City
Líder desde a segunda rodada da Premier League, o Manchester City corre risco de perder a liderança e ser ultrapassado por Tottenham, Arsenal e Liverpool neste fim de semana. A equipe de Pep Guardiola está em baixa desde a lesão do meia Kevin de Bruyne, seu melhor jogador na temporada, e vem de um empate (Celtic) e uma derrota (Tottenham). Como o belga ainda não tem condições de jogo e o Everton ocupa uma honrosa quinta colocação no Inglês, é bom os Citizens ficarem preocupados.

BARCELONA x LA CORUÑA
Sábado, 11h15 (de Brasília)
ESPN Brasil
8ª rodada do Campeonato Espanhol
Barcelona
Afastado há três semanas devido a uma lesão muscular, Lionel Messi pode reforçar o Barcelona contra o La Coruña. O argentino voltou aos treinos com bola nos últimos dias e tem chance de ser testado pelo técnico Luis Enrique antes da partida contra o Manchester City, quarta, pela Champions. Sem seu camisa 10, o Barça desperdiçou na última rodada a chance de assumir a liderança do Espanhol ao perder para o Celta e caiu para a quarta posição.


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Balotelli, Neymar e encontro de líderes: 3 jogos para ver no fim de semana
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Rafael Reis

A cada sexta-feira, o “Blog do Rafael Reis” publica um miniguia com as três partidas mais imperdíveis do fim de semana para você se programar e não deixar nada de interessante escapar.

Desta vez, todos os três jogos escolhidos serão no domingo, dia de eleições municipais, mas também de acompanhar como o Manchester City irá reagir a seu primeiro tropeço na temporada, o surpreendente líder do Campeonato Francês e Neymar como protagonista do Barcelona.

MANCHESTER CITY x TOTTENHAM
Domingo, 10h15 (de Brasília)
ESPN Brasil
7ª rodada do Campeonato Inglês
Manchester City
Confronto entre líder e vice-líder da Premier League. Mas, mais do que isso, a oportunidade para ver como o Manchester City irá reagir a seu primeiro tropeço na temporada. O time de Pep Guardiola venceu dez jogos consecutivos até empatar por 3 a 3 com o Celtic, terça, na Escócia, pela Liga dos Campeões. O alívio para o City neste domingo é que a primeira colocação do Inglês será mantida mesmo em casa de derrota, já que sua vantagem em relação ao Tottenham é de quatro pontos.

NICE x LORIENT
Domingo, 12h (de Brasília)
SporTV
8ª rodada do Campeonato Francês
Nice
Poucos imaginavam que o Campeonato Francês chegaria à oitava rodada com o Paris Saint-Germain fora da liderança. Menos pessoas ainda ousariam apostar que o Nice ocuparia a primeira colocação na tabela tendo Mario Balotelli como protagonista. O polêmico atacante italiano tem recuperado na França o bom futebol do início de sua carreira. Em apenas dois jogos na Ligue 1, já marcou quatro gols e aparece em terceiro na artilharia.

CELTA x BARCELONA
Domingo, 15h45 (de Brasília)
Fox Sports
7ª rodada do Campeonato Espanhol
Barcelona
Vice-líder do Espanhol, a um ponto do Real Madrid, o Barcelona vai a Vigo para tentar tomar a ponta do arquirrival impulsionado pela liderança de Neymar. Sem Messi, machucado, é o brasileiro quem tem ocupado o protagonismo do time catalão. Nos dois jogos sem a companhia do astro argentino, a estrela maior da companhia, Neymar já marcou duas vezes (5 a 0 contra o Sporting Gijón) e de uma assistência (2 a 1 sobre o Borussia Mönchengladbach, pela Champions).


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