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Como rival de Guardiola na Champions inspirou nascimento do Barcelona
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Rafael Reis

Pep Guardiola vai se sentir em casa assim que pisar no gramado do St. Jakob Park, na Basileia (SUI), nesta terça-feira, às 17h45 (de Brasília), para a abertura das oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa.

Não, o badalado treinador do Manchester City jamais jogou ou trabalhou no Basel. Mas construiu sua carreira como jogador (e depois como técnico) em uma espécie de “filial” do clube suíço.

Afinal, não é à toa que o adversário do líder do Campeonato Inglês no mata-mata da Champions e o Barcelona possuem cores semelhantes, uniformes parecidos e escudos similares.

Tanto o Basel quanto o Barcelona tiveram o início de suas histórias escritas pelo mesmo homem: o empresário suíço Hans Gamper, que passou a ser conhecido como Joan Gamper depois que se mudou para a Catalunha –ainda hoje dá nome a um jogo-amistoso de pré-temporada disputado anualmente no Camp Nou. Em 2017, por exemplo, a Chapecoense foi quem enfrentou o time espanhol.

O clube suíço é mais velho. Foi fundado em 1893 por um grupo de estudantes. Gamper não fez parte dessa iniciativa, mas foi um dos primeiros jogadores e, ainda mais importante, capitães da história do clube.

Seis anos depois, quando foi à Catalunha para visitar um tio, o empresário suíço decidiu fundar um time na região. Curiosamente, neste momento não se lembrou do Zurique, time que havia montado em sua terra natal, mas sim do Basel.

A nova equipe foi batizada de “FC Barcelona”, mesma estrutura do nome “FC Basel”, ganhou cores semelhantes azul e grená (substituta do vermelha do uniforme do clube suíço) e também um distintivo que remetia ao antigo time de Gamper.

O suíço disputou 48 partidas pelo Barça entre 1899 e 1903 e, segundo a lenda, marcou cerca de cem gols. Já aposentado, presidiu o clube por cinco mandatos e ocupou o cargo durante dez anos.

Foi em sua gestão que o time que no futuro revelaria ao mundo Pep Guardiola teve seu primeiro estádio próprio, o Carrer Indústria, e contratou seu primeiro grande ídolo, o atacante Paulino Alcántara.

Gamper cometeu suicídio em 1930, após anos de depressão pela acusação de que havia transformado o Barcelona em uma bandeira política pró-Catalunha agravada pela grave crise econômica mundial de 1929.

Quase 90 anos depois da morte do ex-jogador e ex-dirigente, o Basel está longe de ser tão poderoso quanto sua “filial”, mas também não costuma passar vergonha no futebol europeu.

Sempre lembrado por ser o clube do coração do tenista Roger Federer, o time conquistou as oito últimas edições do Campeonato Suíço e chega pela terceira vez em sete anos às oitavas de final da Champions.

Seus principais jogadores são o atacante Dimitri Oberlin, artilheiro do time na temporada, com nove gols, o meia norueguês Mohamed Elyounoussi, que já deu 12 assistências em 2017/18, e o voluntarioso lateral direito Michael Lang.

É com essas credenciais que o Basel vai tentar fazer jus ao posto de “matriz” do Barcelona para complicar a vida do Manchester City e de Guardiola nas oitavas da Champions.


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“Bom com os pés”, Ederson se destaca nos passes e supera até De Bruyne
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Rafael Reis

Um dos destaques do Manchester City na temporada, o goleiro brasileiro Ederson foi contratado em julho do Benfica mais pela sua habilidade com os pés do que propriamente pela capacidade de evitar gols adversários.

Mas o que nem o técnico Pep Guardiola imaginava é que o arqueiro de 24 anos acabaria se destacando mais no passe do que o meia Kevin de Bruyne, craque do time e principal articulador das jogadas ofensivas do líder do Campeonato Inglês.

É isso mesmo. Passadas 22 rodadas da Premier League, Ederson tem um índice de acerto de passes superior ao do astro belga, um dos pré-candidatos a melhor jogador da temporada europeia e, consequentemente, do mundo.

De acordo com o “WhoScored?” site especializado nas estatísticas do futebol, o goleiro do City acertou na atual temporada 85,2% dos passes que efetuou. Já De Bruyne só conseguiu entregar para seus companheiros de time 83,3% das bolas que tentou.

Além do belga, outros jogadores importantes da equipe inglesa acertam menos passes que o arqueiro brasileiro. Ente eles, estão os atacantes Raheem Sterling (84,7%), Sergio Agüero (81,2%) e Gabriel Jesus (82,2%), além do meia-atacante alemão Leroy Sané (82,2%).

É evidente que, por atuarem em zonas com marcação mais intensa e terem a obrigação de criar jogadas ofensivas, os passes dados por esses jogadores de ataque têm um grau de dificuldade bem maior do que os de Ederson.

No entanto, na comparação com outros goleiros conhecidos mundialmente por serem “bons com os pés”, o brasileiro do City também leva vantagem.

Marc-André ter Stegen, do Barcelona, uma das referências no fundamento, acertou 81,7% dos passes nesta edição do Campeonato Espanhol. Já o aproveitamento do também alemão Manuel Neuer, do Bayern de Munique, é de 84,5%. Por fim, o espanhol David de Gea, do Manchester United, tem índice de acerto de apenas 56,1%.

Ter um goleiro com bom passe e, consequentemente, capacidade para iniciar as jogadas de sua equipe ainda no campo de defesa é uma das obsessões de Guardiola.

Na temporada passada, o treinador espanhol entregou a missão para o chileno Claudio Bravo, ex-Barcelona, que não deu conta do recado e hoje é reserva. Foi por isso que o clube inglês foi ao mercado no último verão europeu e desembolsou 40 milhões de euros (cerca de R$ 155 milhões) por Ederson.

O hoje reserva da seleção brasileira vem sendo aclamado desde que chegou à Inglaterra. Além dos elogios públicos feitos por Guardiola, ele foi eleito pela revista “FourFourTwo” a melhor contratação da temporada na Premier League.

Com Ederson debaixo da meta e dando o pontapé inicial para as saídas do City rumo ao ataque, o time de Manchester se tornou uma das sensações do futebol europeu em 2017/18.

A equipe lidera o Campeonato Inglês, com 62 pontos conquistados em 66 disputados, avançou para a fase final da Liga dos Campeões com a melhor campanha do seu grupo e só perdeu um dos 33 jogos que disputou na temporada.

Neste domingo, o City visita o Liverpool, quarto colocado da Premier League. No primeiro turno, os comandados de Guardiola aplicaram uma sonora goleada por 5 a 0 nos adversários deste fim de semana.


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Traição, seleção nanica e carro tardio: as histórias vividas por De Bruyne
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Rafael Reis

Seis bolas na rede no Campeonato Inglês, 11 assistências nesta temporada, média de 2,7 oportunidades de gol criadas por jogo, acerto superior a 83% dos passes e o principal, o posto de grande nome do clube sensação da Europa.

Não é à toa que o meia belga Kevin de Bruyne, 26, caiu nas graças do técnico Pep Guardiola e virou um candidato real a brigar em um futuro próximo pelos prêmios de melhor jogador do planeta.

Mas o camisa 17 do Manchester City não é formado apenas de gols e passes espetaculares. Sua vida está cheia de histórias curiosas e surpreendentes que merecem ser compartilhadas com você, leitor.

Conheça então um pouco mais de Kevin de Bruyne:

JÁ FOI TRAÍDO
Hoje casado com Michele Lacroix, o craque do City foi traído por uma de suas ex-namoradas. E para piorar, o caso foi com um dos seus companheiros de seleção. A traição foi contada pela própria Caroline Lijnen, em entrevista ao jornal “Daily Mail”, em 2014. De acordo com a ex do craque, ela teve uma noite de sexo com o goleiro Thibaut Courtois enquanto ainda era namorada do meia. A revelação provocou um racha na seleção belga durante algum tempo, mas já foi digerida por De Bruyne, que hoje tem um bom relacionamento com Courtois.

COMPROU O 1º CARRO HÁ DOIS ANOS
De Bruyne não é lá muito chegado na badalação e na ostentação que costumam fazer parte da vida dos jogadores do primeiro escalão do futebol mundial. A prova disso é que o belga só comprou seu primeiro carro há dois anos. E o jogador só abriu a carteira para enfim comprar um veículo (uma SUV da Mercedes) porque precisava carregar seu filho pelas ruas de Manchester.

PODERIA DEFENDER A UMA DAS PIORES SELEÇÕES DO MUNDO
Você conseguiria imaginar um jogador do nível do camisa 17 do City vestindo a camisa da seleção que ocupa a 142ª posição no ranking da Fifa? Pois saiba que, se quisesse, De Bruyne poderia hoje ter como missão da carreira tentar classificar Burundi para uma Copa do Mundo. A mãe do meia, Anna, é natural desse pouco conhecido país africano, que faz fronteira com Ruanda, Tanzânia e República Democrática do Congo.

TINHA TUDO PARA SER ASTRO DO CHELSEA
O torcedor do Chelsea que hoje vê De Bruyne brilhando pelo City deve ficar com uma bela dose de inveja. Afinal, o belga já foi contratado do clube londrino. O hoje astro do rival ficou vinculado ao Chelsea entre janeiro de 2012 e janeiro de 2014, período em que esteve emprestado ao Genk e ao Werder Bremen. Fora dos planos de José Mourinho, acabou negociado com o Wolfsburg,

LANÇOU UMA BIOGRAFIA AOS 23 ANOS
Quantos anos você precisa viver para ser capaz de reunir histórias suficientes para escrever uma biografia? De Bruyne não precisou nem de um quarto de século para decidir que havia chegado a hora de contar a história de sua vida em um livro. De Bruyne lançou sua autobiografia (“Keep it Simple”) logo após a Copa do Mundo-2014, quando tinha apenas 23 anos.


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Time de Romarinho no Mundial é “irmão” do Manchester City; entenda o caso
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Rafael Reis

Autor do gol que classificou o Al-Jazira para as quartas de final do Mundial de Clubes, o atacante brasileiro Romarinho está na mesma folha de pagamentos de Gabriel Jesus, Kevin de Bruyne, Pep Guardiola e outros astros de primeira grandeza do futebol mundial.

Isso porque o dinheiro que sustenta o atual campeão dos Emirados Árabes Unidos, que neste sábado desafia o Urawa Reds (JAP) por vaga na semifinal do torneio da Fifa, é o mesmo que banca o poderoso Manchester City, atual líder do Campeonato Inglês.

Os dois clubes pertencem ao mesmo homem, o xeque Mansour bin Zayed Al Nahyan, integrante da família real de Abu Dhabi e meio-irmão do presidente do país, Khalifa bin Zayed Al Nahyan.

Integrante de uma família cuja fortuna é tão grande que nem a revista “Forbes”, especialista em listar os bilionários do planeta, consegue estimar com precisão, o dono do Al Jazira e do City foi o grande responsável por colocar os Emirados Árabes no mapa do esporte mundial.

Fanático por automobilismo, foi ele que negociou a entrada do país no calendário da F-1. E fã de futebol, também liderou as conversas para levar o Mundial de Clubes para sua terra-natal – os Emirados, que já foram sede em 2009 e 2010, recebem o torneio pela terceira vez.

O Al Jazira foi a primeira experiência de Mansour Al Nahyan no mundo do futebol. O xeque não poupou dinheiro para levar ao Oriente Médio estrelas do porte de George Weah, melhor jogador do mundo em 1995, e do holandês Philipp Cocu, investiu em vários treinadores brasileiros (Abel Braga, Caio Júnior, Paulo Bonamigo), mas jamais conseguiu transformar o clube em uma potência –venceu apenas duas ligas nacionais e nunca ganhou a Champions asiática.

O magnata de Abu Dhabi só mudou de patamar em 2008, quando fez sua jogada mais ousada: adquirir o Manchester City e tentar transformá-lo em um dos times de futebol mais poderosos do planeta.

Desde então, o xeque já investiu mais de 1,4 bilhão de euros (R$ 5,3 bilhões) só em contratações para o time inglês. O título da Liga dos Campeões ainda não veio, mas o time mais conhecido de Mansour Al Nahyan já faturou duas Premier Leagues e, na atual temporada, caminha para a terceira conquista.

Além do City e do Al Jazira, o xeque possui participações (majoritárias ou minoritárias) em pelo menos outros cinco clubes, de continentes diferentes: New York City, que disputa a MLS (Major League Soccer), a elite do futebol nos EUA, Melbourne City, da Austrália, Yokohama Marinos, do Japão, Girona, da Espanha, e Torque, do Uruguai.

Como se pode ver, a família de Mansour Al Nahyan no futebol é bem grande. E engloba Romarinho, Gabriel Jesus, Kevin De Bruyne, Pep Guardiola e tantos outros.


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Maiores invencibilidades da Europa, City e PSG não perdem desde abril
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Rafael Reis

A última derrota do Manchester City em uma partida oficial aconteceu ainda no primeiro semestre deste ano, sete meses atrás, no finalzinho de abril. A do Paris Saint-Germain, também.

Os líderes dos campeonatos Inglês e Francês, respectivamente, são os times europeus (de primeira divisão e pertencentes a um dos dez países mais bem classificados no ranking da Uefa) que ostentam as maiores invencibilidades da atualidade.

No caso do City, a sequência sem derrotas já dura 26 jogos. Desde que perdeu por 2 a 1 para o Arsenal, em 23 de abril, na prorrogação da semifinal da Copa da Inglaterra, o time dirigido por Pep Guardiola acumula 22 vitórias e quatro empates.

Já o PSG ainda não foi derrotado desde que chocou o mundo ao pagar 222 milhões de euros (R$ 854 milhões) por Neymar.

A última vez que o clube da capital francesa saiu de campo sem pontuar foi em 30 de abril, quando foi batido por 3 a 1 pelo Nice. Desde então, foram 21 vitórias, 3 empates e a sensação de pertencer ao grupo dos times de futebol mais temidos da Europa.

Além das equipes de Guardiola e Neymar, outros dois times estão invictos na temporada 2017/18 do Velho Continente.

A Inter de Milão, vice-líder do Campeonato Italiano, já está há 16 partidas sem perder. O Valencia, segundo colocado na Espanha e que segurou um empate com o Barcelona no último domingo, carrega uma invencibilidade de 14 jogos.

O Barça, aliás, é o dono da terceira maior invencibilidade da atualidade. Apesar de ter sido derrotado duas vezes pelo Real Madrid na Supercopa da Espanha, logo no início da temporada, o time de Messi e Suárez se recuperou bem da saída de Neymar já está há 19 partidas sem ser derrotado.

Dínamo de Kiev, Lyon e Atlético de Madri são os outros times inscritos em uma das dez ligas nacionais mais importantes da Europa que não perderam em nenhum dos seus últimos dez compromissos.

As maiores invencibilidades da Europa:

1º – Manchester City (ING) – 26 jogos
2º – Paris Saint-Germain (FRA) – 24 jogos
3º – Barcelona (ESP) – 19 jogos
4º – Inter de Milão (ITA) – 16 jogos
5º – Valencia (ESP) – 14 jogos
6º – Dínamo de Kiev (UCR) – 12 jogos
Lyon (FRA) – 12 jogos
8º – Atlético de Madri (ESP) – 11 jogos


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Medalha de prata em eficiência, Gabriel Jesus é mais letal que Messi e Kane
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Rafael Reis

Centroavante titular da seleção brasileira e uma das principais esperanças de Tite para a Copa do Mundo-2018, Gabriel Jesus precisa de menos oportunidades para marcar um gol que Cavani, Neymar, Lewandowski, Harry Kane, Messi e Cristiano Ronaldo.

De acordo com o “Who Scored?”, site especializado na cobertura das estatísticas do futebol, o garoto de 20 anos é o segundo jogador mais letal entre os goleadores dos principais clubes do planeta.

Vice-artilheiro do Campeonato Inglês, o camisa 33 do Manchester City precisou de apenas 24 finalizações para anotar seus oito gols na competição. Ou seja, a cada três arremates, ele deixa uma bola na rede.

O aproveitamento de 33,3% das conclusões é muito superior ao de outros jogadores mundialmente conhecidos pelo faro artilheiro que possuem.

Lionel Messi, por exemplo, transforma em gols apenas 16,7% de suas finalizações na atual temporada do Espanhol. A marca de Luis Suárez, seu companheiro de ataque no Barcelona, é ainda mais baixa: 14,3%.

Já Harry Kane, do Tottenham, ostenta aproveitamento de 12,% dos seus chutes e cabeçadas a gol. Robert Lewandowski, o artilheiro do Bayern de Munique, vai melhor, mas ainda não alcança Gabriel Jesus: 29,5%.

Dentre os homens-gol das principais equipes do mundo, apenas um é mais letal que o jovem brasileiro: Radamel Falcao García. O centroavante colombiano transformou em bolas na rede 40,6% de suas finalizações no Francês –é o vice-artilheiro do torneio, com 13 gols.

Outros dois jogadores que disputam a Ligue 1 completam o top 4 dos atacantes mais eficientes da elite: o uruguaio Edinson Cavani (32,6%) e o brasileiro Neymar (32,1%), ambos do Paris Saint-Germain.

A eficiência de Gabriel Jesus está ligada a três fatores. O primeiro é a evolução na sua capacidade de finalização. O atacante, que perdia um número razoável de gols quando vestia a camisa do Palmeiras, amadureceu e agora raramente desperdiça as oportunidade mais claras que aparecem.

Além disso, seu posicionamento e o estilo de jogo do City favorecem essa conta. O brasileiro vem sendo chamado de “artilheiro dos gols fáceis”, já que parte considerável dos seus tentos consiste apenas em empurrar a bola para as redes com o goleiro já batido.

Isso se deve à sua capacidade de antever as jogadas e se posicionar corretamente dentro da área para receber as assistências dos seus companheiros e também à forma de jogar da equipe de Guardiola, que prioriza os toques curtos e costuma trocar passes até a pequena área adversária.

É por isso que o “artilheiro dos gols fáceis” é também um dos atacantes mais letais da atualidade.

APROVEITAMENTO DOS PRINCIPAIS ATACANTES DO MUNDO*

1º – Falcao García (Monaco) – 40,6% de eficiência (13 gols em 32 finalizações)
2º – Gabriel Jesus (Manchester City) – 33,3% (8 gols em 24 finalizações)
3º – Edinson Cavani (PSG) – 32,6%  (15 gols em 46 finalizações)
4º – Neymar (PSG) – 32,1% (9 gols em 28 finalizações)
5º – Mauro Icardi (Inter de Milão) – 29,5% (13 gols em 44 finalizações)
Robert Lewandowski (Bayern) – 29,5% (13 gols em 44 finalizações)
7º – Ciro Immobile (Lazio) – 28,8% (15 gols em 52 finalizações)
8º – Sergio Agüero (Manchester City) – 27,6% (8 gols em 29 finalizações)
9º – Alvaro Morata (Chelsea) – 25,8% (8 gols em 31 finalizações)
10º – P.E. Aubameyang (B. Dortmund) – 23,8% (10 gols em 42 finalizações)
11º – Mohamed Salah (Liverpool) – 21,4% (9 gols em 42 finalizações)
12º – Dries Mertens (Napoli) – 20,4% (10 gols em 49 finalizações)
13º – Romelu Lukaku (Manchester United) – 19% (8 gols em 42 finalizações)
14º – Paulo Dybala (Juventus) – 19,7% (12 gols em 61 finalizações)
15º – Lionel Messi (Barcelona) – 16,7% (12 gols em 72 finalizações)
16º – Luis Suárez (Barcelona) – 14,3%¨(5 gols em 35 finalizações)
17º – Harry Kane (Tottenham) – 12,5% (8 gols em 64 finalizações)
18º – Cristiano Ronaldo (Real Madrid) 0,2% (1 gol em 55 finalizações)

*em campeonatos nacionais, na temporada 2017/18, segundo o “Who Scored?”

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Sensação da Europa, City importou “meio Barcelona” para chegar ao topo
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Rafael Reis

Quem acompanhou de perto a transformação do Barcelona no clube de futebol mais poderoso e admirado do mundo no final da década passada vai se sentir em casa se visitar o Etihad Campus, o centro de treinamentos do Manchester City.

E os motivos vão muito além da sensação de “déjà vu” provocada pela presença do técnico Pep Guardiola dentro de campo.

Para entrar de vez no grupo dos clubes do primeiro escalão do futebol mundial e tentar transformar em realidade o sonho de conquistar pela primeira vez a Liga dos Campeões da Europa, o City levou para a Inglaterra boa parte da cúpula que colocou o Barça no topo do planeta.

E fez do catalão uma espécie de segundo idioma oficial.

O atual CEO do City veio do Barcelona. O diretor de futebol, também. O mesmo vale para a maior parte da comissão técnica e da equipe que administra o dia a dia do elenco do atual líder do Campeonato Inglês.

O processo de “Barcelonização” do clube azul de Manchester começou bem antes do desembarque de Guardiola na Inglaterra, no ano passado.

Ainda em 2012, ou seja, cinco temporadas atrás, o City contratou dois dos pilares do processo de reconstrução vivido pelo Barça na década passada e que culminou na conquista de três títulos da Champions entre 2006 e 2012: Ferran Soriano e Txiki Begiristain.

Ao primeiro, um economista de sucesso que cuidou das finanças do clube catalão entre 2003 e 2008 e o transformou em uma máquina de ganhar dinheiro foi oferecido o cargo do CEO da equipe inglesa.

Já Begiristain, diretor de futebol do Barça entre 2003 e 2010 e responsável direto pela promoção de Lionel Messi ao time adulto, recebeu o mesmo cargo no City e se tornou o homem das contratações e da gestão de pessoas em Manchester.

Rodolfo Borrell é outro ex-Barcelona que possui cargo de gestão no clube de Gabriel Jesus. Primeiro treinador de Messi em La Massia, o catalão acumula as funções de diretor técnico global do City Football Group (conglomerado que é dono de outros cinco times em três continentes) e de auxiliar de Guardiola.

A comissão técnica de Pep, aliás, é formada majoritariamente por espanhóis e gente que o acompanha desde os tempos que ele comandava o Barça, como o seu braço-direito Manuel Estiarte, o auxiliar Domenec Torrent, o preparador físico Lorenzo Buenaventura e o analista de vídeo Carles Planchart.

Curiosamente, o único setor do City onde os ex-Barcelona não dão as cartas é dentro de campo.

O goleiro chileno Claudio Bravo e o volante marfinense Yaya Touré, os únicos jogadores do elenco inglês com passagem pelo clube catalão, são atualmente reservas na equipe de Guardiola.

Mas isso não significa que o City não pratique um futebol digno dos melhores dias de Barcelona. Muito pelo contrário.

Segundo o “Who Scored?”, site especializado em estatísticas, a equipe de Guardiola é que a mais fica com o domínio da bola no futebol europeu na atual temporada: 66,2% de posse. O time também tem o terceiro melhor acerto de passes do continente (89,4%, menos apenas que Napoli e Paris Saint-Germain).

O ataque também não deixa a desejar. Nos primeiros 16 jogos da temporada, o City marcou 47 gols (média de quase 3 por partida) e já aplicou duas goleadas por 5 a 0, uma por 6 a 0 e outra por 7 a 2. Resultado: liderança invicta no Campeonato Inglês e 100% de aproveitamento na Champions.

Tudo isso com um DNA importado do Barcelona.


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Agressões e bebedeiras: City tem 3 jogadores com passagem pela polícia
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Rafael Reis

Líder do Campeonato Inglês, com 28 pontos nas primeiras dez rodadas, e com 100% de aproveitamento na Liga dos Campeões da Europa, o Manchester City conta com um dos elencos mais ricos e admirados do planeta.

Gabriel Jesus, Kevin de Bruyne, Sergio Agüero e David Silva, todos titulares de algumas das seleções mais importantes do mundo, são só alguns dos jogadores que o técnico Pep Guardiola tem em mãos.

Mas a carreira de sucesso construída por essas estrelas dentro de campo e admiração que elas provocam em torcedores espalhados por todos os cantos da Terra não significa que o elenco do City seja formado apenas por anjinhos de comportamento exemplar.

Dos 24 atletas que fazem parte do elenco principal do clube inglês na atual temporada, pelo menos três possuem ficha suja na polícia e já foram detidos pelo menos uma vez ao longo da vida.

Co-artilheiro do time em 2017/18, com sete gols, mesma marca de Agüero, o inglês Raheem Sterling é quem possui o histórico mais recheado de problemas policiais.

O camisa 7 do City já foi acusado duas vezes de agressão a mulheres. Em agosto de 2013, quando era uma jovem promessa de 18 anos que começava a despontar no Liverpool, ele chegou a ser preso por supostamente ter batido na modelo Shana Rose, então sua namorada.

Na época, o garoto já respondia por um processo semelhante, de agressão a uma outra mulher com quem teria se relacionado.

O jogador, que ainda na adolescência chegou a ouvir de um professor que se não mudasse de comportamento chegaria aos 17 anos preso ou na seleção inglesa, acabou absolvido das duas acusações.

Já o meia marfinense Yaya Touré, que foi treinado pela primeira vez por Guardiola no Barcelona e veste a camisa do City desde 2010, carrega uma condenação no currículo.

O veterano de 34 anos está impedido de dirigir até o meio do próximo ano e foi multado em 54 mil libras (R$ 234 mil) por ter sido flagrado em novembro de 2016 dirigindo sob efeito de álcool e com o dobro da velocidade permitida.

Touré, que é muçulmano e diz não consumir nenhum tipo de bebida alcoólica, alegou que possivelmente havia consumido um refrigerante “batizado”. Mas a desculpa não foi suficiente para evitar que ele visitasse a delegacia e recebesse a maior multa por dirigir bêbado da história do Reino Unido.

O também meia Fabian Delph foi outro jogador do elenco do City que se deu mal por conciliar álcool e direção. Em 2008, quando ainda defendia o Leeds United, ele foi preso por conduzir um veículo com mais quatro pessoas sob efeito de bebida.

Assim como Touré, Delph também foi julgado e considerado culpado do delito. Sua multa, no entanto, foi bem inferior à recebida pelo companheiro de time: 1.400 libras (R$ 6 mil, na conversão atual).


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De calote a garota de programa a traições: astro do City acumula polêmicas
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Rafael Reis

Segunda contratação mais cara da história do Manchester City, o atacante inglês Raheem Sterling saiu da pré-temporada do clube nos Estados Unidos com uma fama nada honrosa: a de caloteiro de garota de programa.

O jogador de 22 anos foi acusado por uma acompanhante norte-americana, descrita pelo tabloide inglês “The Sun” como sósia da socialite Kim Kardashian, de usufruir dos seus serviços e não pagar o valor combinado previamente.

Segundo a prostituta norte-americana, que não teve a identidade divulgada, o atacante se recusou a pagar os 3.300 euros (R$ 12.200 mil) referentes ao programa, alegando que “havia ficado muito bêbado e não se lembrava do que havia acontecido”.

Ainda de acordo com a garota, Sterling deixou o hotel em Los Angeles onde ocorreu o encontro e, só depois de muita discussão via Whatsapp, enviou-lhe 1.500 euros (cerca de R$ 5.600), menos da metade do valor do serviço.

Revoltada com aquilo que chamou de “atitude mesquinha” do atacante, a norte-americana resolveu contar a história para o “Sun”, um jornal famoso na Inglaterra por vasculhar a vida dos famosos, entre eles, astros do futebol mundial.

O caso repercutiu bastante na imprensa inglesa durante o último mês. Isso porque Sterling está longe de ser um novato em escândalos sexuais.

Apesar do longo relacionamento com Paige Milian, sua namorada desde a adolescência e mãe do seu filho, Thiago, o atacante já foi flagrado em pelo menos dois momentos de infidelidade.

No ano passado, quando sua mulher já estava grávida, o astro do Manchester City viajou de férias para a Jamaica ao lado de um affair, a modelo Elise Wagstaff, e sua irmã, que também trabalha no ramo da moda.

Meses antes, ele havia sido visto em um hotel de luxo ao lado da também modelo Tabby Brown, ex-namorada de Mario Balotelli.

Sterling é cria do Liverpool e foi contratado pelo City em 2015 por 62,5 milhões de euros (R$ 232 milhões, na cotação atual). De acordo com a imprensa inglesa, seu salário é de aproximadamente 196 mil euros (R$ 728 mil) semanais.

Apesar dos altos valores que o cercam, o camisa 7 está longe de ser uma unanimidade no time azul de Manchester. Na temporada passada, ele fez apenas 10 gols em 47 partidas. Na atual, começou no banco nas duas rodadas já disputadas do Campeonato Inglês.


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Rafael Reis

Neymar no Paris-Germain como a contratação mais cara da história do futebol mundial. O renascimento do Milan. A revolução comandada por Pep Guardiola no elenco do Manchester City. Os novos centroavantes de Manchester United, Chelsea e Arsenal.

Muita coisa já rolou na janela de transferências para a temporada 2017/18 do futebol europeu. Mas, faltando dez dias para o fechamento do período de negócios das principais ligas nacionais do Velho Continente, há também várias histórias que ainda não chegaram ao fim.

Apresentamos abaixo cinco novelas ainda abertas da janela de transferências e que têm só até o próximo dia 31 para chegarem a um desfecho.

A REPOSIÇÃO DO BARCELONA

A tão sonhada peça de reposição do Barcelona para o lugar de Neymar é uma das novelas mais empacadas desta janela. O clube catalão sonha com dois nomes, o brasileiro Philippe Coutinho e o francês Ousmane Dembélé e convenceu ambos a se mudar para a Catalunha. O problema é convencer seus clubes a liberá-los. O Liverpool já rejeitou três propostas do Barça por Coutinho, a última de 124 milhões de euros (R$ 461 milhões). Já o Dortmund quer 130 milhões de euros (R$ 483 milhões) por Dembélé. A situação já faz o Barcelona pensar em outras opções para o setor, como Ángel di María, do PSG.

O DESTINO DO FENÔMENO

Autor de seis gols na fase de mata-matas da Liga dos Campeões com apenas 18 anos, Kylian Mbappé foi a revelação do futebol mundial na temporada passada e entrou na mira de Real Madrid, Barcelona, Manchester City e PSG. O atacante dificilmente continuará no Monaco, tanto que nem foi relacionado para o confronto contra o Metz, na última sexta-feira. De acordo com o jornal “Mundo Deportivo”, o atacante francês já definiu seu futuro e será apresentado nesta semana pelo PSG, após o pagamento de 180 milhões de euros (R$ 670 milhões). Será?

O QUE SERÁ DE DIEGO COSTA?

Em guerra com o técnico Antonio Conte desde a reta final da temporada passada, o centroavante nem tem treinado ao lado dos seus companheiros de Chelsea e nem é mais tratado como um jogador do elenco do campeão inglês pelo treinador italiano. Diego Costa deseja retornar para o Atlético de Madri, só que o time espanhol foi punido pela Fifa e só poderá receber novos jogadores em janeiro. A opção para o brasileiro naturalizado espanhol é encontrar um clube para defender neste semestre e se mudar para a capital espanhola no início de 2018.

OS RESERVAS DO PSG

A volúpia do Paris Saint-Germain no Mercado da Bola transformou vários jogadores importantes do seu elenco em reservas que não enxergam muito futuro na capital francesa e precisam de uma mudança de ares para não prejudicar o desenvolvimento de suas carreiras. O primeiro deles, o meia Blaise Matuidi, já se mandou para a Juventus. Faltam Julian Draxler, Serge Aurier, Hatem Ben Arfa, Grzegorz Krychowiak, Lucas…

O ÚLTIMO DESEJO DE GUARDIOLA

O Manchester City já gastou 244 milhões de euros (R$ 907 milhões) em reforços. Mas Pep Guardiola ainda tem um desejo: Alexis Sánchez. A negociação está enrolada há semanas porque o Arsenal prefere perder seu principal jogador sem ganhar um centavo ao fim da temporada, quando termina o contrato do chileno, a negociá-lo com um rival direto da Inglaterra. Pep e o City têm dez dias para convencer o clube londrino a mudar de ideia.


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