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Nacionais da Europa ficaram tão chatos quanto os Estaduais brasileiros
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Rafael Reis

A Juventus precisa de apenas um empate contra a Roma, no domingo, para sacramentar, com uma rodada de antecedência, o sétimo título italiano consecutivo.

O Bayern faturou o Campeonato Alemão pelo sexto ano seguido há mais de um mês. Manchester City e Paris Saint-Germain conquistaram seus títulos nacionais há 25 dias. Barcelona e Porto também já levantaram os canecos das ligas espanhola e portuguesa, respectivamente.

Isso significa que nenhum dos seis principais campeonatos nacionais da Europa deve chegar à rodada final com a disputa pelo título ainda indefinida. E, para piorar, todos eles tiveram (ou terão) campeões bastante previsíveis.

É essa a realidade que transformou as mais importantes ligas nacionais do Velho Continentes em versões endinheiradas dos nossos velhos Campeonatos Estaduais: competições chatas, arrastadas e com pouco espaço para as surpresas.

Tudo bem que vez ou outra surge um Leicester (campeão inglês de 2014/15) ou um Monaco (vitorioso na França em 2016/17). Mas são exceções cada vez mais raras que comprovam a regra da monotonia que reina nesses torneios.

Uma simples análise histórica mostra como os grandes campeonatos europeus têm ficado menos suscetíveis a zebras.

Entre 1999 e 2008, o Campeonato Espanhol teve quatro campeões (Barcelona, Real Madrid, Valencia e La Coruña) e oito times diferentes ocupando as três primeiras posições de uma determinada temporada.

Nos últimos dez anos, foram apenas três campeões (Barcelona, Real Madrid e Atlético de Madri), sendo que o Barça faturou sete títulos. O número de equipes que subiram ao pódio caiu para cinco. E nas últimas cinco temporadas (seis com a atual), o trio de grandes ocupou os três primeiros postos da classificação final.

Em maior ou menor intensidade, esse cenário também aconteceu na Itália, na Inglaterra, na Alemanha, na França e em Portugal…

O culpado desse processo que tornou entediante os Nacionais é velho conhecido dos fãs do futebol europeu: a concentração de receitas em um número cada vez menor de mãos, o que fez com que os grandes jogadores sejam contratados sempre pelos mesmos poucos clubes.

Mas a solução para esse problema é bem mais complicada e passa por uma redistribuição na forma de divisão do dinheiro do futebol e também em regras mais rígidas da Uefa e da Fifa para que o poder econômico não se reflita tanto dentro de campo.

Uma ideia que vira e mexe é levantada por alguns clubes da elite da bola é a abolição dos campeonatos nacionais em prol de uma liga que abrangesse as maiores potências da Europa. Nesse cenário, o Bayern não jogaria mais semanalmente contra os Freiburg e Eintracht Frankfurt da vida, mas sim ante Chelsea, Manchester United e Inter de Milão.

É… não é só no Brasil que querem acabar com os Estaduais. Na Europa, também há gente disposta a dar um fim nos Estaduais de lá, ou melhor, nos Campeonatos Nacionais.


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7 brasileiros que já se sagraram campeões nesta temporada europeia
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Rafael Reis

A temporada 2017/18 do futebol europeu só acaba na segunda metade do próximo mês. Mesmo assim, já há muitos jogadores com sensação de dever cumprido.

Três das ligas nacionais mais importantes do continente (Inglesa, Alemã e Francesa) já conhecem há algum tempo seus campeões. O Campeonato Espanhol também prestes a consagrar mais uma vez uma Barcelona.

Apresentamos abaixo sete jogadores brasileiros que já sabem que não vão passar 2018 em branco. Mesmo antes do encerramento da temporada, eles já conquistaram algum título nos países onde atuam.

NEYMAR
Paris Saint-Germain (FRA)
Campeão francês e da Copa da Liga Francesa
Outros brasileiros: Daniel Alves, Thiago Silva e Marquinhos

A primeira temporada do astro na Cidade Luz não foi tão boa quanto ele sonhava. O brasileiro caiu nas oitavas de final da Liga dos Campeões e sofreu uma fratura no pé direito que o tirou de boa parte da segunda metade da temporada. Mesmo assim, houve motivos para Neymar sorrir em Paris. Enquanto se recuperava da lesão, o camisa 10 viu o PSG vencer a Copa da Liga e recuperar a hegemonia no Campeonato Francês. A equipe dirigida por Unai Emery ainda pode conquistar mais um troféu em 2017/18. No dia 8 de maio, enfrenta o Les Herbies, da terceira divisão, na final da Copa da França.

GABRIEL JESUS
Manchester City (ING)
Campeão inglês e da Copa da Liga Inglesa
Outros brasileiros: Ederson, Danilo e Fernandinho

A primeira temporada completa de Gabriel Jesus na Inglaterra não foi tão brilhante quanto os seis meses iniciais da sua trajetória no futebol europeu. Mas, apesar de ter ido parar no banco de reservas do Manchester City, o atacante teve o prazer de ajudar Pep Guardiola a levantar mais dois troféus. Em fevereiro, sagrou-se campeão da Copa da Liga, após vencer uma final contra o Arsenal. Dois meses depois, veio o tão esperado título inglês, conquistado com cinco rodadas de antecipação.

RAFINHA
Bayern de Munique (ALE)
Campeão alemão

O veterano de 32 anos foi uma espécie de 12º titular do Bayern de Munique durante a temporada e se revezou entre as laterais direita, sua especialidade, e esquerda. Com o clube bávaro, Rafinha conquistou seu sexto título alemão consecutivo e ainda pode levantar mais duas taças expressivas, já que o Bayern continua vivo na Liga dos Campeões da Europa e vai enfrentar o Eintracht Frankfurt na decisão da Copa da Alemanha.

BRUNO CÉSAR
Sporting (POR)
Campeão da Taça da Liga de Portugal
Outro brasileiro: Wendel

O ex-meia de Corinthians e Palmeiras está em segundo plano na briga pelo título português desta temporada, mas viu seu Sporting se tornar o rei das competições de mata-mata na terra de Cristiano Ronaldo. Ainda em janeiro, a equipe de Lisboa conquistou a Taça da Liga ao derrotar nos pênaltis o Vitória de Setúbal, após empate por 1 a 1 nos 120 minutos. No dia 20 de maio, a decisão é contra o Desportivo Aves e vale o título da Taça de Portugal.

MAURO JÚNIOR
PSV Eindhoven (HOL)
Campeão holandês

Praticamente desconhecido em sua terra natal, o garoto de 18 anos que foi revelado pelo Desportivo Brasil e chegou à Europa nesta temporada já pode colocar no currículo seu primeiro título como profissional, o de campeão holandês. O meia teve participação discreta na 24ª conquista do PSV Eindhoven: disputou apenas 14 partidas, marcou um gol e distribuiu quatro assistências.

ERIC BOTTEGHIN
Feyenoord (HOL)
Campeão da Copa da Holanda

Campeão holandês em 2016/17, o time de Roterdã passou longe da briga pelo título nacional nesta temporada. No entanto, não vai encerrar 2018 de mãos abanando. O Feyenoord conquistou no domingo passado a Copa da Holanda ao derrotar o AZ Alkmaar por 3 a 0 na decisão. O zagueiro brasileiro Eric Bottegin (ex-Internacional e Barueri), que passou boa parte dos últimos meses se recuperando de uma lesão no joelho, entrou no final da partida.

RODRIGO GALO
AEK Atenas (GRE)
Campeão grego

Depois de sete temporadas consecutivas de domínio do Olympiacos, o Campeonato Grego teve nesta temporada um novo campeão. O AEK Atenas se sagrou campeão helênico pela primeira vez no século e encerrou um jejum de 34 anos. O representante brasileiro na conquista foi o lateral direito Rodrigo Galo, ex-Avaí, que atua no futebol europeu há dez anos e passou a maior parte da carreira em Portugal.


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Qual é o time que mais evoluiu nesta temporada? E o que mais caiu?
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Rafael Reis

Da 12ª colocação na temporada passada do Campeonato Espanhol para o atual terceiro lugar. Das duas trocas de técnico de 2016/17 para o trabalho estável de Marcelino Toral que deve colocar o clube na próxima edição da Liga dos Campeões.

O Valencia, dos brasileiros Neto, Gabriel Paulista e Andreas Pereira, é a equipe que mais evoluiu nesta temporada europeia.

É o que mostra um estudo feito pelo “Blog do Rafael Reis” com os cinco principais campeonatos nacionais do Velho Continente (Inglês, Italiano, Alemão e Francês, além do Espanhol).

A análise comparou o aproveitamento de pontos de cada time na edição anterior e na atual das ligas nacionais. A partir desse cálculo, foi possível chegar aos clubes que mais evoluíram e também aos que mais perderam fôlego nesta temporada.

A pesquisa apontou que o Valencia é o time da primeira divisão das grandes ligas europeias que mais subiu de produção em 2017/18. O aproveitamento do time espanhol subiu de 40,3% para 69,9%. Um salto de 73,2%.

O top 5 dos clubes com maior evolução conta ainda com mais um espanhol, o Betis (52,7%), além de Burnley (45,5%), Schalke 04 (41,8%) e Montpellier (40%).

Apesar da queda nas quartas de final da Champions, o Manchester City foi o time do primeiro escalão europeu que mais subiu de desempenho nesta temporada. O virtual campeão inglês melhorou em 22,2% seu aproveitamento na Premier League.

Curiosamente, os quatro clubes que ainda continuam na briga pelo título mais importante desta temporada não estão tendo desempenhos especialmente bons em suas ligas nacionais.

Real Madrid e Roma registram queda na casa dos 15% no aproveitamento em relação à temporada passada. Já Bayern de Munique e Liverpool cresceram na comparação com 2016/17, mas só um pouquinho –2,9% no caso dos alemães e 1,5% para os ingleses.

O oposto perfeito do Valencia também vem da Espanha. O time que mais perdeu rendimento nesta temporada é o Málaga, lanterna do campeonato onde jogam Cristiano Ronaldo e Lionel Messi.

O declínio da equipe é assustador: 54,7%. Na última temporada, o Málaga conquistou 40,3% dos pontos possíveis e foi o 11º colocado. Na atual, o lanterna só somou 17 dos 93 pontos que disputou.

Dentre as grandes forças da Europa, quem protagoniza a maior queda de desempenho é o Chelsea. Atual campeão inglês, o time dirigido por Antonio Conte é só o quinto colocado na Premier League deste ano e tem chances remotas de disputar a próxima Champions

Resultado direto da queda de 27,2% no aproveitamento de pontos em relação à vitoriosa campanha anterior.

OS TIMES QUE MAIS EVOLUÍRAM NA TEMPORADA:
1 – Valencia (ESP): +73,2% de aproveitamento
2 – Betis (ESP): +52,7%
3 – Burnley (ING): +45,5%
4 – Schalke 04 (ALE): +41,8%
5 – Montpellier (FRA): +40%
9 – Manchester City (ING): +27,9%
12 – Manchester United (ING): +22,2%

OS TIMES QUE MAIS CAÍRAM NA TEMPORADA:
66 – Sevilla (ESP): -21,7%
73 – Chelsea (ING): -27,2%
80 – Las Palmas (ESP): -34%
81 – Metz (FRA): -39,2%
82 – West Bromwich (ING): -46,3%
83 – Colônia (ALE): -49,8%
84 – Málaga (ESP): -54,7% de aproveitamento


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Falta de gols e finalizações: Gabriel Jesus vive pior semestre na Europa
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Rafael Reis

Gabriel Jesus pode conquistar neste sábado o primeiro título inglês de sua carreira. E justamente em um confronto contra o Manchester United, o maior adversário do seu time, o Manchester City.

Mas engana-se quem pensa que esse é um momento de festa para o atacante titular da seleção brasileira.

Além da derrota por 3 a 0 para o Liverpool, na quarta, que deixou o City à beira da eliminação nas quartas de final da Liga dos Campeões da Europa, o ex-jogador do Palmeiras tem um outro grande motivo para estar preocupado: sua fase.

O garoto de 21 anos vive seu pior semestre desde que chegou à Europa, em janeiro de 2017.

Hoje reserva do argentino Sergio Agüero, que está machucado, o camisa 33 marcou apenas duas vezes em sete partidas disputadas neste início de ano. A média de 0,28 gol por jogo é bem pior que a de 0,37 do semestre passado e que a de 0,64 registrada na temporada passada.

A queda no volume de gols de Gabriel Jesus não é uma mera questão de falta de pontaria. O brasileiro está cada vez participando menos das ações ofensivas da equipe comandada por Pep Guardiola.

Segundo o “WhoScored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, a quantidade de finalizações do brasileiro vem caindo progressivamente.

Em seu semestre de estreia no City, ele finalizava em média 2,4 vezes por partida. Esse número caiu para 1,9 entre agosto e dezembro de 2017. E agora, não chega nem a 0,9.

Não à toa, Gabriel Jesus ficou muito irritado com seu desempenho na partida contra o Liverpool. Apesar de ter ficado em campo durante os 90 minutos, só deu um chute a gol e, ainda por cima, recebeu cartão amarelo por reclamação.

“Foi uma das minhas piores partidas. Não consegui movimentar e nem finalizar. Não tem como estar feliz”, afirmou.

A fase negativa de Gabriel Jesus não poderia vir em um momento pior. Na reta final da temporada, o City precisa confirmar o título inglês e enfrenta os mata-matas decisivos da Champions, título que o clube nunca conquistou.

Além disso, faltam apenas dois meses para a Copa do Mundo, e Roberto Firmino, o principal rival do ex-Palmeiras pela vaga de titular do ataque da seleção brasileira, está voando. O camisa 9 do Liverpool marcou seis vezes e deu cinco assistências em suas últimas 12 apresentações pelo clube inglês.

O City lidera a Premier League com 84 pontos, 16 a mais que o United, segundo colocado. Para ser campeão já neste sábado, com seis rodadas de antecipação, precisa vencer o dérbi de Manchester, que será disputado a partir das 13h30 (de Brasília), no Etihad Stadium.


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Sensação na Champions, Liverpool ficou ainda melhor com saída de Coutinho
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Rafael Reis

Philippe Coutinho é titular absoluto da seleção brasileira, protagonizou uma das três transferências mais caras da história (160 milhões de euros, ou R$ 651 milhões) e já começou a fazer sucesso no Barcelona.

Mas o Liverpool, clube que o brasileiro defendia até a virada do ano, não parece estar sentindo muita falta do seu antigo camisa 10.

O time dirigido por Jürgen Klopp, que enfrenta nesta quarta-feira, às 15h45 (de Brasília), o Manchester City para começar a definir quem será o representante inglês na semifinal da Liga dos Campeões da Europa, ficou até melhor depois da venda do meia-atacante para o Barcelona.

Os resultados provam isso. Desde a saída de Coutinho, o Liverpool disputou 15 partidas. Foram dez vitórias, dois empates e três derrotas. O aproveitamento de 71,1% dos pontos disputados é superior aos 65,5% que a equipe ostentava até dezembro, quando ainda tinha contava com o jogador.

Foi depois da saída do ex-Vasco que os “Reds” conquistaram aquela que é sua vitória mais emblemática nesta temporada: o 4 a 3 sobre o Manchester City, seu adversário nas quartas de Champions, que acabou com o sonho de Pep Guardiola de ser campeão inglês invicto.

“Temos muitas coisas que o Manchester City não gosta. A forma como atacamos o adversário e a maneira como defendemos em cima é desagradável. Se fizermos isso bem, eles terão dificuldade em lidar conosco”, afirmou Klopp, na terça.

Com a saída de Coutinho, o treinador alemão abriu mão do esquema com quatro jogadores mais ofensivos, que tanto sucesso fez na primeira metade da temporada.

Mohamed Salah, Roberto Firmino e Sadio Mané foram mantidos na equipe, mas ganharam a companhia de um meio-campista mais tradicional –Alex Oxlade-Chamberlain ou Georginio Wijnaldum.

A média de gols diminuiu (de 2,57 por partida para 2,4). Mas, em compensação, o Liverpool ficou mais equilibrado e ganhou em competitividade. Nas oitavas de final da Champions, contra o Porto, o time não sofreu gols. Em três das últimas seis rodadas da Premier League, também não.

O que não mudou com a saída de Coutinho foi o bom momento vivido pelos principais jogadores dos “Reds”.

Salah já soma 37 gols na temporada e lidera a Chuteira de Ouro, prêmio concedido ao maior artilheiro das ligas nacionais da Europa. O brasileiro Firmino não fica muito atrás e acumula 39 participações em gols (23 bolas nas redes e 13 assistências) em 2017/18.

Dono de cinco títulos da Champions, o Liverpool não chega às semifinais do principal torneio continental do planeta há dez anos. Na última vez, em 2008, caiu na prorrogação ante o Chelsea.

Agora, aposta em um time que aprendeu a ser ainda melhor sem Coutinho para ficar novamente entre os quatro melhores da Europa.


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5 curiosidades sobre Sané, o garoto do City que é a aposta alemã na Copa
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Rafael Reis

Em 2016, o Manchester City aceitou pagar 50 milhões de euros (quase R$ 200 milhões) para ter um garoto alemão de 20 anos que ainda não havia completado nem 70 partidas como profissional.

Dois anos depois, esse valor até parece uma pechincha.

Leroy Sané não é apenas titular absoluto do líder do Campeonato Inglês e quadrifinalista da Liga dos Campeões da Europa. O camisa 19 é também o jogador de confiança de Pep Guardiola para quebrar as defesas adversárias com dribles e jogadas individuais pelos lados do campo.

O meia-atacante revelado nas categorias de base do Schalke 04 já soma 12 gols e distribuiu 15 assistências nesta temporada. Além disso, foi protagonista em alguns jogos importantes do City, como a vitória por 3 a 0 sobre o Arsenal, há uma semana.

O bom momento deve fazer de Sané titular da Alemanha no amistoso contra o Brasil, no dia 27 de março, e também na defesa do título mundial na Copa. É bem possível que ele seja o mais titular mais jovem da seleção germânica na Rússia-2018.

Conheça abaixo cinco curiosidades sobre o prodígio do City que vai liderar a nova geração alemã na busca pelo pentacampeonato mundial.

DNA DE ATLETA
Se não fosse jogador, Leroy Sané provavelmente seria atleta de alguma outra modalidade. Afinal, o esporte faz parte do seu essencial. O garoto do Manchester City é filho de uma ginasta alemã medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos-1984, Regina Weber, com o ex-atacante da seleção senegalesa de futebol Souleyman Sané, que defendeu o Freiburg e o Nuremberg.

SERVIÇO MILITAR
Os pais de Sané só se conheceram e deram origem ao menino que hoje encanta Pep Guardiola porque Souleyman foi convocado pelo exército francês quando tinha 21 anos. Como estava de férias quando recebeu a notificação, ele não conseguiu fazer uma solicitação oficial para servir perto de casa. Por isso, acabou sendo mandado para a fronteira com a Alemanha, onde encontrou Regina e constituiu família.

BANANA PARA O RACISMO
Lembram de quando Daniel Alves pegou uma banana jogada em campo como ofensa racial, tratou de descascá-la e depois a comeu? Bem, o gesto do lateral direito brasileiro não foi inédito. Ainda nos anos 1980, quando jogadores negros atuando na primeira divisão da Alemanha era uma raridade, o pai de Sané fez o mesmo durante uma partida do Nuremberg.

LEROY?
Sané tem um nome pouco comum para um alemão. Seus pais decidiram batizá-lo como Leroy em homenagem um técnico de futebol, o francês Claude le Roy, que dirigiu Senegal e o pai do craque do City na Copa Africana de Nações de 1992. O hoje veterano treinador de 70 anos trabalhou com Camarões na Copa do Mundo de 1998 e atualmente comanda a seleção de Togo.

ESTREIA DE TERROR
O garoto prodígio do City estreou pela seleção principal da Alemanha na derrota por 2 a 0 contra a França, no dia 13 de novembro de 2015, mesma data em que a capital francesa foi alvo de atentados terroristas que mataram mais de 180 pessoas. Algumas bombas, inclusive, explodiram nos arredores do Stade de France, onde estava sendo disputada a partida e foram ouvidas por jogadores e torcedores que acompanhavam o amistoso.


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645 dias depois, Guardiola tenta encerrar maior jejum da carreira
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Rafael Reis

Após o Manchester City perder para o Wigan, ser eliminado da Copa da Inglaterra e sofrer seu primeiro grande baque na temporada, Pep Guardiola tenta neste domingo encerrar o maior jejum de títulos de sua carreira como treinador.

Se o time de Agüero, De Bruyne e Gabriel Jesus derrotar o Arsenal, em Wembley, neste domingo, às 13h30 (de Brasília), o catalão se sagrará campeão da Copa da Liga Inglesa, sua primeira conquista no futebol britânico, e voltará a levantar um troféu depois de 645 dias.

A última vez que Guardiola faturou um título foi há um ano e nove meses, quando ainda dirigia o Bayern de Munique. No dia 21 de maio de 2016, seus comandados derrotaram o Borussia Dortmund, nos pênaltis, e faturaram a Copa da Alemanha.

Desde que estreou como técnico, no Barcelona B, há 11 anos, o ex-volante já conquistou 22 troféus, incluindo dois da Liga dos Campeões da Europa (2009 e 2011). Ou seja, na média, Pep solta um grito de campeão a cada seis meses.

Antes de chegar ao City, o maior período de seca de Guardiola havia sido os 462 dias entre as conquistas da Copa do Rei de 2012, pelo Barcelona, e da Supercopa da Europa de 2013, já no Bayern de Munique.

Mas, ao contrário do jejum atual, o anterior só aconteceu porque Pep decidiu tirar um ano sabático e ficou uma temporada sem trabalhar.

Foi só no City que Guardiola passou pela primeira vez na carreira uma temporada toda sem conquistar um único troféu.

Em 2016/17, seu ano de estreia no futebol inglês, ele foi terceiro colocado na Premier League, caiu nas oitavas de final da Champions League e da Copa da Liga, parou nas semifinais da FA Cup e sofreu com inéditas críticas por “passar em branco”.

A situação mudou radicalmente depois das férias do verão europeu. Com um futebol envolvente e resultados sólidos, o City virou uma das atrações da temporada e caminha em várias frentes para encerrar o jejum de Guardiola.

Além de estarem na final da Copa da Liga, os Citizens entraram neste fim de semana com 16 pontos de vantagem para o vice-líder do Campeonato Inglês (Manchester United) e já estão com vaga praticamente garantida nas quartas da Champions –derrotaram o Basel por 4 a 0 no jogo de ida das oitavas.

A temporada só não está 100% perfeita por causa do tropeço da última segunda-feira, quando perdeu por 1 a 0 para o Wigan, da terceira divisão local, e foi eliminado precocemente da Copa da Inglaterra.

Mas nada que realmente coloque em risco o fim do jejum de Guardiola. Mesmo que ele não fature a Copa da Liga, seu grito de campeão não deve ficar preso na garganta por muito mais tempo.


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Como rival de Guardiola na Champions inspirou nascimento do Barcelona
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Rafael Reis

Pep Guardiola vai se sentir em casa assim que pisar no gramado do St. Jakob Park, na Basileia (SUI), nesta terça-feira, às 17h45 (de Brasília), para a abertura das oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa.

Não, o badalado treinador do Manchester City jamais jogou ou trabalhou no Basel. Mas construiu sua carreira como jogador (e depois como técnico) em uma espécie de “filial” do clube suíço.

Afinal, não é à toa que o adversário do líder do Campeonato Inglês no mata-mata da Champions e o Barcelona possuem cores semelhantes, uniformes parecidos e escudos similares.

Tanto o Basel quanto o Barcelona tiveram o início de suas histórias escritas pelo mesmo homem: o empresário suíço Hans Gamper, que passou a ser conhecido como Joan Gamper depois que se mudou para a Catalunha –ainda hoje dá nome a um jogo-amistoso de pré-temporada disputado anualmente no Camp Nou. Em 2017, por exemplo, a Chapecoense foi quem enfrentou o time espanhol.

O clube suíço é mais velho. Foi fundado em 1893 por um grupo de estudantes. Gamper não fez parte dessa iniciativa, mas foi um dos primeiros jogadores e, ainda mais importante, capitães da história do clube.

Seis anos depois, quando foi à Catalunha para visitar um tio, o empresário suíço decidiu fundar um time na região. Curiosamente, neste momento não se lembrou do Zurique, time que havia montado em sua terra natal, mas sim do Basel.

A nova equipe foi batizada de “FC Barcelona”, mesma estrutura do nome “FC Basel”, ganhou cores semelhantes azul e grená (substituta do vermelha do uniforme do clube suíço) e também um distintivo que remetia ao antigo time de Gamper.

O suíço disputou 48 partidas pelo Barça entre 1899 e 1903 e, segundo a lenda, marcou cerca de cem gols. Já aposentado, presidiu o clube por cinco mandatos e ocupou o cargo durante dez anos.

Foi em sua gestão que o time que no futuro revelaria ao mundo Pep Guardiola teve seu primeiro estádio próprio, o Carrer Indústria, e contratou seu primeiro grande ídolo, o atacante Paulino Alcántara.

Gamper cometeu suicídio em 1930, após anos de depressão pela acusação de que havia transformado o Barcelona em uma bandeira política pró-Catalunha agravada pela grave crise econômica mundial de 1929.

Quase 90 anos depois da morte do ex-jogador e ex-dirigente, o Basel está longe de ser tão poderoso quanto sua “filial”, mas também não costuma passar vergonha no futebol europeu.

Sempre lembrado por ser o clube do coração do tenista Roger Federer, o time conquistou as oito últimas edições do Campeonato Suíço e chega pela terceira vez em sete anos às oitavas de final da Champions.

Seus principais jogadores são o atacante Dimitri Oberlin, artilheiro do time na temporada, com nove gols, o meia norueguês Mohamed Elyounoussi, que já deu 12 assistências em 2017/18, e o voluntarioso lateral direito Michael Lang.

É com essas credenciais que o Basel vai tentar fazer jus ao posto de “matriz” do Barcelona para complicar a vida do Manchester City e de Guardiola nas oitavas da Champions.


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“Bom com os pés”, Ederson se destaca nos passes e supera até De Bruyne
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Rafael Reis

Um dos destaques do Manchester City na temporada, o goleiro brasileiro Ederson foi contratado em julho do Benfica mais pela sua habilidade com os pés do que propriamente pela capacidade de evitar gols adversários.

Mas o que nem o técnico Pep Guardiola imaginava é que o arqueiro de 24 anos acabaria se destacando mais no passe do que o meia Kevin de Bruyne, craque do time e principal articulador das jogadas ofensivas do líder do Campeonato Inglês.

É isso mesmo. Passadas 22 rodadas da Premier League, Ederson tem um índice de acerto de passes superior ao do astro belga, um dos pré-candidatos a melhor jogador da temporada europeia e, consequentemente, do mundo.

De acordo com o “WhoScored?” site especializado nas estatísticas do futebol, o goleiro do City acertou na atual temporada 85,2% dos passes que efetuou. Já De Bruyne só conseguiu entregar para seus companheiros de time 83,3% das bolas que tentou.

Além do belga, outros jogadores importantes da equipe inglesa acertam menos passes que o arqueiro brasileiro. Ente eles, estão os atacantes Raheem Sterling (84,7%), Sergio Agüero (81,2%) e Gabriel Jesus (82,2%), além do meia-atacante alemão Leroy Sané (82,2%).

É evidente que, por atuarem em zonas com marcação mais intensa e terem a obrigação de criar jogadas ofensivas, os passes dados por esses jogadores de ataque têm um grau de dificuldade bem maior do que os de Ederson.

No entanto, na comparação com outros goleiros conhecidos mundialmente por serem “bons com os pés”, o brasileiro do City também leva vantagem.

Marc-André ter Stegen, do Barcelona, uma das referências no fundamento, acertou 81,7% dos passes nesta edição do Campeonato Espanhol. Já o aproveitamento do também alemão Manuel Neuer, do Bayern de Munique, é de 84,5%. Por fim, o espanhol David de Gea, do Manchester United, tem índice de acerto de apenas 56,1%.

Ter um goleiro com bom passe e, consequentemente, capacidade para iniciar as jogadas de sua equipe ainda no campo de defesa é uma das obsessões de Guardiola.

Na temporada passada, o treinador espanhol entregou a missão para o chileno Claudio Bravo, ex-Barcelona, que não deu conta do recado e hoje é reserva. Foi por isso que o clube inglês foi ao mercado no último verão europeu e desembolsou 40 milhões de euros (cerca de R$ 155 milhões) por Ederson.

O hoje reserva da seleção brasileira vem sendo aclamado desde que chegou à Inglaterra. Além dos elogios públicos feitos por Guardiola, ele foi eleito pela revista “FourFourTwo” a melhor contratação da temporada na Premier League.

Com Ederson debaixo da meta e dando o pontapé inicial para as saídas do City rumo ao ataque, o time de Manchester se tornou uma das sensações do futebol europeu em 2017/18.

A equipe lidera o Campeonato Inglês, com 62 pontos conquistados em 66 disputados, avançou para a fase final da Liga dos Campeões com a melhor campanha do seu grupo e só perdeu um dos 33 jogos que disputou na temporada.

Neste domingo, o City visita o Liverpool, quarto colocado da Premier League. No primeiro turno, os comandados de Guardiola aplicaram uma sonora goleada por 5 a 0 nos adversários deste fim de semana.


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Traição, seleção nanica e carro tardio: as histórias vividas por De Bruyne
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Rafael Reis

Seis bolas na rede no Campeonato Inglês, 11 assistências nesta temporada, média de 2,7 oportunidades de gol criadas por jogo, acerto superior a 83% dos passes e o principal, o posto de grande nome do clube sensação da Europa.

Não é à toa que o meia belga Kevin de Bruyne, 26, caiu nas graças do técnico Pep Guardiola e virou um candidato real a brigar em um futuro próximo pelos prêmios de melhor jogador do planeta.

Mas o camisa 17 do Manchester City não é formado apenas de gols e passes espetaculares. Sua vida está cheia de histórias curiosas e surpreendentes que merecem ser compartilhadas com você, leitor.

Conheça então um pouco mais de Kevin de Bruyne:

JÁ FOI TRAÍDO
Hoje casado com Michele Lacroix, o craque do City foi traído por uma de suas ex-namoradas. E para piorar, o caso foi com um dos seus companheiros de seleção. A traição foi contada pela própria Caroline Lijnen, em entrevista ao jornal “Daily Mail”, em 2014. De acordo com a ex do craque, ela teve uma noite de sexo com o goleiro Thibaut Courtois enquanto ainda era namorada do meia. A revelação provocou um racha na seleção belga durante algum tempo, mas já foi digerida por De Bruyne, que hoje tem um bom relacionamento com Courtois.

COMPROU O 1º CARRO HÁ DOIS ANOS
De Bruyne não é lá muito chegado na badalação e na ostentação que costumam fazer parte da vida dos jogadores do primeiro escalão do futebol mundial. A prova disso é que o belga só comprou seu primeiro carro há dois anos. E o jogador só abriu a carteira para enfim comprar um veículo (uma SUV da Mercedes) porque precisava carregar seu filho pelas ruas de Manchester.

PODERIA DEFENDER A UMA DAS PIORES SELEÇÕES DO MUNDO
Você conseguiria imaginar um jogador do nível do camisa 17 do City vestindo a camisa da seleção que ocupa a 142ª posição no ranking da Fifa? Pois saiba que, se quisesse, De Bruyne poderia hoje ter como missão da carreira tentar classificar Burundi para uma Copa do Mundo. A mãe do meia, Anna, é natural desse pouco conhecido país africano, que faz fronteira com Ruanda, Tanzânia e República Democrática do Congo.

TINHA TUDO PARA SER ASTRO DO CHELSEA
O torcedor do Chelsea que hoje vê De Bruyne brilhando pelo City deve ficar com uma bela dose de inveja. Afinal, o belga já foi contratado do clube londrino. O hoje astro do rival ficou vinculado ao Chelsea entre janeiro de 2012 e janeiro de 2014, período em que esteve emprestado ao Genk e ao Werder Bremen. Fora dos planos de José Mourinho, acabou negociado com o Wolfsburg,

LANÇOU UMA BIOGRAFIA AOS 23 ANOS
Quantos anos você precisa viver para ser capaz de reunir histórias suficientes para escrever uma biografia? De Bruyne não precisou nem de um quarto de século para decidir que havia chegado a hora de contar a história de sua vida em um livro. De Bruyne lançou sua autobiografia (“Keep it Simple”) logo após a Copa do Mundo-2014, quando tinha apenas 23 anos.


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