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Adversário do PSG, brasileiro chegou à França quando Neymar tinha 12 anos
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Rafael Reis

Quando Hilton desembarcou na França, Neymar não passava de um pré-adolescente talentoso de 12 anos que havia acabado de chegar nas categorias de base do Santos.

Treze anos depois, o zagueiro do Montpellier vai se encontrar neste sábado pela primeira vez com seu compatriota que foi contratado pelo Paris Saint-Germain para ser o “rei” do futebol que ele conhece tão bem.

“Estou feliz por conhecer Neymar, talvez ele também fique feliz por conhecer um jogador quarentão”, brincou Hilton, durante entrevista coletiva na última quinta-feira.

Com recém-completados 40 anos de idade e disputando o Campeonato Francês desde 2004, ele pode se orgulhar de algumas marcas que conquistou.

O defensor é o jogador brasileiro que há mais tempo atua na França e também o segundo atleta mais velho (de qualquer nacionalidade) inscrito nesta temporada da Ligue 1 –perde apenas para o meia-atacante Benjamin Nivet, do Troyes, que nasceu oito meses antes.

Natural de Brasília, o zagueiro começou a carreira na Chapecoense e atuou no Paraná Clube antes de se mandar para a Europa, em 2002, para defender o Servette, da Suíça. Dois anos depois, foi emprestado ao Bastia e começou sua trajetória na terra de Zinédine Zidane.

Ao longo de mais de uma década de Ligue 1, Hilton defendeu quatro clubes: Bastia, Lens, Olympique de Marselha e Montpellier, onde joga desde 2011. Ele já foi campeão nacional duas vezes, em 2010, pelo Marselha, e em 2012, pelo seu time atual.

O brasileiro já disputou 394 partidas de Campeonato Francês na carreira e foi eleito quatro vezes para a seleção da competição (2007, 2008, 2009 e 2012).

Apesar de estar na reta final de sua carreira (renovou contrato em maio por apenas mais uma temporada), Hilton ainda é uma figura importante para o Montpellier, 15º colocado e que sonha com resultados mais expressivos neste ano.

Após iniciar a temporada no banco de reservas, o veterano zagueiro, que carrega a braçadeira de capitão e é a voz do técnico Michel del Zakarian dentro de campo, recuperou a posição e foi titular nas duas últimas rodadas do Francês.

Contra o PSG, não deve ser diferente. O Montpellier conta com seu maior especialista em futebol francês, um brasileiro, para acabar com os 100% de aproveitamento da equipe de Neymar na temporada.

“Ninguém está esperando que a gente derrote o PSG. Mas talvez essa seja a surpresa da temporada”, completou o capitão.


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Mudança de regra coloca Neymar na briga por Chuteira de Ouro
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Rafael Reis

Uma alteração na regra da Chuteira de Ouro colocou Neymar e os outros jogadores que disputam o Campeonato Francês na briga pelo posto de maior artilheiro das ligas nacionais europeias na temporada 2017/18.

A associação dos principais veículos de mídia esportiva do Velho Continente, responsável pela distribuição do prêmio, decidiu reclassificar a Ligue 1 e colocá-la no mesmo patamar dos campeonatos de Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália e Portugal.

A partir desta temporada, cada gol marcado na primeira divisão francesa passa a valer 2 pontos na Chuteira de Ouro, como já era nas competições de elite dos cinco países citados acima.

Até 2016/17, o Francês estava no segundo escalão do prêmio, junto com o Holandês, o Turco, o Belga e vários outros campeonatos nacionais, e distribuía apenas 1,5 ponto para cada bola na rede.

Na prática, isso inviabilizava que um jogador da Ligue 1 tivesse chances reais de conquistar a Chuteira de Ouro.

Foi o que aconteceu na temporada passada, quando Edinson Cavani (Paris Saint-Germain) marcou 35 vezes no Francês e só ficou atrás de Lionel Messi (Barcelona) no número de gols em um campeonato nacional na Europa. No entanto, o uruguaio foi apenas o nono colocado no prêmio, com 52,5 pontos.

Com a nova classificação, o atual artilheiro da Ligue 1, Radamel Falcao García (Monaco), já aparece na quarta colocação do ranking da Chuteira de Ouro. Ele soma 18 pontos, sete a menos que o líder, o estoniano Albert Prosa (Tallin).

Maior contratação da história do futebol mundial e nome mais badalado do Francês na atualidade, o brasileiro Neymar ainda não aparece entre os 30 primeiros colocados do prêmio. O camisa 10 do PSG tem quatro gols na competição e oito pontos na classificação dos artilheiros.

O atual vencedor da Chuteira de Ouro é Messi, que somou 74 pontos (37 gols) na última temporada. O argentino divide com Cristiano Ronaldo (Real Madrid) o posto de maior vencedor do prêmio. Cada um deles já levou quatro troféus para casa.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Albert Prosa (EST, Tallinn) – 25 pontos (25 gols)
2º – Rauno Sappinen (EST, Flora) – 22 pontos (22 gols)
3º – Sean Maguire (IRL, Preston North End) – 20 pontos (20 gols)
4º – Radamel Falcao García (COL, Monaco) – 18 pontos (9 gols)
Andri Bjarnason (ISL, Grindavík) – 18 pontos (18 gols)
Gerard Gohou (CAZ, Kairat Almaty) – 18 pontos (18 gols)
7º – Rimo Hunt (EST, Levadia) – 17 pontos (17 gols)
8º – Mikhail Gordeichuk (BLR, BATE Borisov) – 16,5 pontos (11 gols)
Magnus Eriksson (SUE, Djugardens) – 16,5 pontos (11 gols)
Igor Angulo (ESP, Gornyk Zabrze) – 16,5 pontos (11 gols)


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Cinco anos depois, Neymar revê ex-companheiro que se queimou na seleção
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Em sua sexta partida oficial pelo Paris Saint-Germain, Neymar irá reencontrar um velho companheiro de seleção brasileira.

Caso seja escalado como titular pelo técnico do Lyon, Bruno Génésio, para a partida deste domingo, o lateral direito Rafael deve ser o responsável direto pela marcação do jogador mais caro da história do futebol mundial.

O defensor conhece Neymar há muito tempo. Sete anos atrás, quando o atacante recebeu sua primeira convocação para a seleção principal, o hoje atleta do Lyon também fazia parte da lista divulgada por Mano Menezes.

Em 2012, ambos fizeram parte do time que conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Londres.

E foi justamente essa competição que acabou sendo um divisor de águas na carreira de Rafael.

Até a Olimpíada britânica, o lateral era considerado um garoto-prodígio do futebol brasileiro e o sucessor direto de Maicon e Daniel Alves com a camisa 2 da seleção.

Afinal, não é todo mundo que é descoberto pelo Manchester United (ao lado do irmão gêmeo, Fábio) antes mesmo de completar a maioridade, muda para a Inglaterra e rapidamente se firma no elenco de um dos maiores clubes do planeta.

Só que uma atuação desastrosa na final olímpica colocou tudo isso por água abaixo. Com apenas 23 segundos de jogo, Rafael errou um passe bobo na intermediária e permitiu que o México marcasse o primeiro gol da vitória por 2 a 1 em Wembley.

Já no final da partida, quando a medalha de ouro havia virado um sonho distante, o lateral deu um passe de letra. Um lance de efeito que repercutiu muito mal: levou uma bronca pesada do zagueiro Juan e foi severamente criticado pela imprensa esportiva.

Tratado como vilão da derrota brasileira em Londres, Rafael nunca mais recebeu uma nova chance de vestir a camisa amarelinha. E essa oportunidade dificilmente virá nos próximos meses com Tite.

O lateral ainda ficou por mais três temporadas no Manchester United, mas, também no clube, foi perdendo espaço gradativamente. Em seu último ano de Inglaterra, só foi titular em seis partidas da Premier League.

Em 2015, mudou de ares e acabou contratado pelo Lyon por 3,2 milhões de euros (quase R$ 12 milhões, na cotação atual), praticamente a mesma quantia que o United havia desembolsado sete anos antes para tirá-lo das categorias de base do Fluminense.

Na França, Rafael voltou a jogar com frequência e fez duas temporadas razoáveis na nova equipe: são 51 partidas, com um gol e cinco assistências. Na atual, tem se revezado com o holandês Kenny Tete (ex-Ajax) no time titular.

Neste domingo, quando reencontrar Neymar, ele certamente irá se lembrar de quando atuava ao lado do parceiro na seleção e era apontado como a grande promessa brasileira para a lateral direita.


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Cruyff, Guardiola e Catalunha: Neymar reencontra Barça em 3º jogo pelo PSG
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Rafael Reis

Neymar disputa nesta sexta-feira sua terceira partida oficial com a camisa do Paris Saint-Germain. O adversário é o Saint-Étienne.

No entanto, o confronto válido pela quarta rodada do Campeonato Francês tem para o atacante brasileiro um ar de reencontro com o Barcelona.

Isso porque o Saint-Étienne, clube que divide com o Olympique de Marselha o posto de maior campeão da história da França (dez títulos para cada), tem como treinador um barcelonista de corpo e alma.

Óscar García, 44, tem sangue do Barça correndo nas veias. É catalão, foi formado nas canteras em La Masia, atuou quase 70 vezes pelo time principal, e, depois de pendurar as chuteiras, retornou ao clube para trabalhar nas categorias de base apadrinhado por Johan Cruyff.

Nascido em Sabadell, cidade localizada a apenas 20 km de Barcelona, o hoje comandante do Saint-Étienne é o mais velho de três irmãos que chegaram à base do clube no final da década de 1980 e rapidamente despontaram como promessas de craque.

Dos três irmãos García, apenas o caçula, Genís, não conseguiu chegar à equipe principal. Roger, o do meio, vestiu a camisa do Barça entre 1995 e 1999 e ainda passou por Espanyol, Villarreal e Ajax.

Já Óscar, o mais talentoso do trio, atuou no Barcelona entre 1993 e 1999. Meia-atacante de passe apurado e boa chegada ao ataque, fez mais de 20 gols pelo clube catalão e atuou ao lado de vários brasileiros, como Romário, Ronaldo e Rivaldo.

Em 2009, quatro anos depois de abandonar a carreira jogando pelo nanico Lleida, foi convidado por Johan Cruyff, seu antigo treinador no Barça, para auxiliá-lo na seleção da Catalunha.

No ano seguinte, seu mentor lhe conseguiu um cargo ainda mais sedutor, e Óscar retornou ao Barcelona para trabalhar nas categorias de base do clube.

A passagem do ex-meia por La Masia durou dois anos. Quando Guardiola deixou o time principal, em 2012, seu antigo companheiro decidiu que também havia chegado a hora de ir embora e partiu em voo solo rumo a Israel.

Óscar dirigiu por uma temporada o Maccabi Tel-Aviv. Também passou por Brighton e Watford, da Inglaterra, e comandou o Red Bull Salzburg. Em cinco anos de carreira como técnico, conquistou três títulos nacionais: dois austríacos e um israelense.

Como todo bom barcelonista de carteirinha, é adepto do jogo posicional que aprendeu com seu mestre, Cruyff, e que viu o amigo Guardiola aperfeiçoar ao longo da última década.

Foram essas características que quase o levaram mais uma vez de volta para casa. Durante o primeiro semestre, quando ficou claro que Luis Enrique não permaneceria no Barça, o nome de Óscar chegou a ser considerado para sucedê-lo no comando do time catalão.

Sim, Óscar García poderia até ter sido o treinador de Neymar nesta temporada. Mas acabou se tornando adversário. E um adversário que fará o novo astro do PSG se lembrar do seu antigo clube.


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Mais caçado da Europa, Neymar apanha 72% mais no PSG
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Rafael Reis

Dois jogos, três gols, três assistências e duas vitórias, uma delas por goleada. Neymar certamente está adorando o início de sua passagem pelo futebol francês. Mas suas canelas e tornozelos, provavelmente, não.

O brasileiro, que já era o jogador mais caçado do futebol europeu nas últimas temporadas, está apanhando ainda mais desde que vestiu a camisa 10 do Paris Saint-Germain.

Em suas duas primeiras partidas pelo PSG, Neymar sofreu 12 faltas: quatro na estreia contra o Guingamp, no último dia 12, e mais oito na goleada por 6 a 2 sobre o Toulouse, domingo, na capital francesa.

A média de seis faltas sofridas por jogo neste início de Ligue 1 é 72% superior ao número de porradas que o atacante costumava receber nos tempos de Barça.

Segundo o “Who Scored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, a média de faltas sofridas por Neymar no Campeonato Espanhol durante os quatro anos que defendeu o clube catalão foi de 3,5 por partida.

Mesmo na temporada passada, a que mais foi caçado pelos adversários, o atacante passou longe de sofrer tanto com os marcadores quanto neste começo de jornada na França. Em 2016/17, o brasileiro sofreu em média 4,2 faltas por jogo, mais que qualquer outro jogador das principais ligas nacionais da Europa.

O aumento considerável na quantidade de pancadas recebidas é um dos efeitos colaterais do papel de protagonista que Neymar assumiu em seu novo clube.

O camisa 10 é o jogador do PSG que mais finaliza, cria oportunidades de gol e dribla neste início de temporada. Também divide a artilharia do time com o uruguaio Edinson Cavani e lidera o ranking de assistências.

A situação é bem diferente da vivida pelo atleta no Barcelona, quando, apesar de ter alguns momentos de brilho individual, o atacante era uma espécie de coadjuvante de luxo de Lionel Messi, o verdadeiro “dono” do time.

Foi em busca desse protagonismo e para ter uma equipe trabalhando em torno dele que Neymar decidiu trocar o Barça, clube pelo qual conquistou a Liga dos Campeões de 2014, pelo desafio de transformar o PSG em uma potência global.

A transferência foi a mais cara da história do futebol mundial: 222 milhões de euros (R$ 825 milhões), o valor da multa rescisória paga pelo clube francês para que o contrato do astro com o Barcelona pudesse ser rompido.


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Recordista, Neymar foi mais caro que custo de elenco de 18 times do Francês
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Rafael Reis

Contratação mais cara da história do futebol mundial, Neymar custou mais do que o que foi gasto por 18 dos 19 clubes do Campeonato Francês para formarem seus elencos.

Com exceção do Monaco, atual campeão nacional, nenhum dos outros times que disputam a Ligue 1 gastou para montar seu grupo atual de jogadores uma quantia maior do que os 222 milhões de euros (R$ 822 milhões) investidos pelo Paris Saint-Germain para tirar o astro brasileiro do Barcelona.

E a diferença entre o dinheiro que o monegasco desembolsou para construir seu elenco atual e a grana necessária para o PSG contratar seu novo camisa 10 nem é tão grande assim.

De acordo com o site Transfermarkt, especializado no Mercado da Bola, o vencedor do último Francês investiu 249,5 milhões de euros (R$ 915,8 milhões) para contratar os 30 jogadores que hoje fazem parte da equipe de Leonardo Jardim, só 29,5 milhões de euros (R$ 93,8 milhões) a mais que o custo de Neymar sozinho.

Já os outros clubes da primeira divisão francesa não chegam nem perto do investimento que o time da capital fez para pagar a multa rescisória de sua maior estrela.

O elenco atual do Olympique de Marselha custou 106,5 milhões de euros (R$ 391 milhões). O do Lille, 98,9 milhões de euros (R$ 363 milhões). E do Lyon, apenas 83,2 milhões (R$ 305,4 milhões).

Vale lembrar que os clubes citados acima são aqueles que compõem o segundo escalão do futebol francês. Ou seja, são os mais ricos, poderosos e capazes de abrir a carteira para investir em contratações, depois de PSG e Monaco.

Mas, se olharmos para os clubes “normais” da Ligue 1, o abismo financeiro que os separa do novo time de Neymar é ainda mais expressivo.

Adversário de estreia do PSG, neste sábado, o Amiens não gastou sequer um centavo em compra de direitos econômicos para montar o elenco com que vai encarar o Campeonato Francês. Todos os jogadores à sua disposição foram formados no clube, emprestados por outras equipes ou contratados gratuitamente.

Uma realidade financeira completamente diferente da do PSG, que conta com suporte financeiro da família real do Qatar.

Favorito ao título nesta temporada, o clube da capital é o responsável por 12 das 14 contratações mais caras da história do futebol francês.

Os únicos intrusos nesta lista são os colombianos James Rodríguez e Radamel Falcao García, quinto e sextos colocados no ranking, respectivamente. Ambos foram contratados pelo Monaco em 2013, mas só o segundo continua vestindo a camisa do time do principado.


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Não é só Neymar: 7 motivos para acompanhar de perto o Campeonato Francês
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Rafael Reis

Normalmente relegado a um segundo escalão do futebol europeu, o Campeonato Francês tem início nesta sexta-feira com cara de “nova era”.

Além do sucesso internacional do Monaco na última temporada, quando conquistou o título nacional e foi semifinalista da Liga dos Campeões, há uma enorme expectativa sobre o futuro do Paris Saint-Germain.

Afinal, o clube da capital jogou pesado para recuperar a hegemonia dentro da França e realizar o sonho de se sagrar pela primeira vez na história campeão europeu.

O time dirigido por Unai Emery manteve suas principais estrelas, como Verratti, Di Maria e Cavani, contratou o multicampeão Daniel Alves e deu sua tacada de mestre: Neymar, contratado por 222 milhões de euros (R$ 693 milhões), o reforço mais caro da história do futebol.

Conheça abaixo sete motivos para acompanhar de perto a temporada 2017/18 do Campeonato Francês:

BASE DA SELEÇÃO
Com Daniel Alves, Marquinhos, Thiago Silva e Neymar, o Paris Saint-Germain se transformou em uma espécie de base da seleção brasileira que jogará pelo menos uma vez por semana na temporada de preparação para a Copa do Mundo-2018. Bom para Tite, que verá aumentar o entrosamento entre parte dos jogadores que pretende levar à Rússia. Além do quarteto, o PSG conta ainda com o meia-atacante Lucas, que não vem sendo convocado pelo técnico brasileiro.

FENÔMENO À PROVA
Apesar do interesse de Real Madrid e Manchester City, o atacante Kylian Mbappé começa a nova temporada da Ligue 1 vestindo a camisa 10 do Monaco. O garoto de 18 anos foi a maior revelação do futebol europeu na última temporada e marcou seis gols na fase de mata-matas da Liga dos Campeões. Caso fique no Principado, será que ele terá forças para conduzir o clube rume ao bicampeão francês?

BALOTELLI NA COPA?
Após sua melhor temporada nos últimos anos, Mario Balotelli renovou contrato com o Nice e tem um ano para convencer Giampiero Ventura para recoloca-lo na seleção italiana a tempo de disputar a Copa do Mundo-2018. Tarefa difícil para quem tem um histórico de problemas tão recheado, mas não impossível para quem renasceu para o futebol com 17 gols em 28 partidas na última temporada.

EMBAIXADA BRASILEIRA DE BIELSA
Décimo primeiro colocado na temporada passada, o Lille reformulou completamente seu elenco depois da contratação do técnico Marcelo Bielsa. O argentino foi ao mercado e garimpou três jovens talentos brasileiros para o clube francês: o volante Thiago Mendes e o meia-atacante Luiz Araújo, ambos ex-São Paulo, além de Thiago Maia, volante que estava no Santos e foi campeão olímpico na Rio-2016.

CELEIRO
A Ligue 1 tem sido nos últimos anos um importante berço de revelações para o futebol europeu. Duas temporadas atrás, quem despontou no francês foi Ousmane Dembélé, hoje no Borussia Dortmund e na mira do Barcelona. Na última edição, foi a vez de Mbappé. E quem será o garoto sensação desta temporada? Candidatos não faltam, como o zagueiro Malang Sarr, 18, do Nice, o meia-atacante Allan Saint-Maxim, 20, do Monaco, e o centroavante Odsonne Edouard, 19, do PSG.

VAI APRONTAR DE NOVO?
O Nantes, sétimo colocado na temporada passada e que já carrega um jejum de 16 anos desde seu último título francês, tem pelo menos um bom motivo para acreditar em uma zebra história na Ligue 1. E esse motivo atende pelo nome de Claudio Ranieri. O treinador italiano que fez do Leicester campeão da Premier League em 2016 tem novamente em mãos um elenco sem estrelas e limitado tecnicamente. Mesma combinação que deu certo no melhor trabalho de sua carreira.

GIGANTE INQUIETO
Maior campeão da história do futebol francês, ao lado do Saint-Étienne, com dez conquistas, o Olympique de Marselha vem há anos tentando se reerguer para voltar a brigar pelo título que conquistou pela última vez em 2010. E não tem economizado para isso. O clube da terra de Zidane gastou 45 milhões de euros (R$ 167 milhões) em reforços conhecidos, como o volante brasileiro Luiz Gustavo, o zagueiro Adil Rami, o goleiro Steve Mandanda e os atacantes Florian Thauvin e Valère Germain.


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Insubstituível, xará de craque santista busca marca histórica na França
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Rafael Reis

Ex-Internacional e Botafogo, o lateral esquerdo Lucas Lima está a 90 minutos de atingir uma marca rara.

Caso seja escalado como titular do Nantes e fique em campo durante toda a partida contra o Lille, sábado, pela última rodada do Francês, o defensor de 25 anos entrará para o seleto clube dos jogadores que disputaram integralmente todos os jogos de um campeonato nacional em uma temporada.

Apenas quatro dos 554 atletas que foram a campo nesta edição da primeira divisão francesa começaram todas as rodadas como titular e não foram substituídos sequer uma vez. E Lima é o único que não é goleiro. Fora os acréscimos, cada um deles já participou de 3.300 minutos de futebol na atual edição da Ligue 1.

“É a primeira vez que isso acontece na minha carreira. Estou muito contente. É algo importante, principalmente quando você olha para as estatísticas”, afirmou o lateral, por telefone.

Neste século, somente três jogadores brasileiros atingiram um feito semelhante ao que Lima almeja em uma das cinco principais ligas nacionais da Europa (Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália e França).

Mas Júlio César (Inter de Milão, 2009/10) era goleiro. E Zé Maria (Perugia, 2001/02 e 2002/03) e Marcelo (Hannover, 2014/15) disputaram competições com dois participantes e quatro rodadas a menos do que o Francês.

Ou seja, Lima pode ser o único jogador brasileiro de linha a disputar todos os 3.420 minutos de um campeonato do primeiro escalão do futebol europeu neste século.

“Graças a Deus, não tenho histórico de lesões. Isso é muito importante para alcançar essa marca. O segredo foi fazer uma boa pré-temporada. Depois, é só manter, trabalhar forte e ter uma boa alimentação”, disse, sobre a sequência de jogos.

Onipresente e insubstituível no Francês, Lima só não tem 100% de presença nos jogos do Nantes na temporada porque o técnico Sérgio Conceição optou por preservar os titulares na Copa da França –o brasileiro disputou nove minutos da partida contra o Blois e não foi relacionado para enfrentar o Lille.

“Que eu me lembre, estava 100% a disposição para todos os jogos da temporada. Não teve nenhuma partida que, por algum motivo, talvez não pudesse participar.”

Xará do meio-campista do Santos, Lucas Lima está na Europa há dois anos. Destaque do Arouca na última edição do Português, acabou contratado pelo Nantes por 1,1 milhão de euros (R$ 3,7 milhões) em julho.

Na França, fez apenas um gol e deu três assistências ao longo de 41 partidas. Mesmo assim, virou indispensável e insubstituível no sétimo colocado do campeonato nacional.

“A minha avaliação tem sido muito boa. É muito difícil fazer o que eu consegui logo no primeiro ano de França. Pretendo ficar o máximo de tempo possível”, completou.


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Para cada gol, futebol brasileiro leva 2 cartões amarelos na Europa
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Rafael Reis

Para cada gol marcado, os jogadores brasileiros que atuam no primeiro escalão do futebol da Europa recebem em média dois cartões amarelos.

É essa uma das conclusões da análise da participação do futebol pentacampeão mundial nas cinco principais ligas nacionais do Velho Continente na temporada 2016/17.

Até o início da rodada deste fim de semana, os atletas brasileiros acumulavam 137.741 minutos (ou 5.739 horas e 5 minutos), 163 gols, 330 cartões amarelos e 15 expulsões na primeira divisão de Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália e França.

Isso significa um gol a cada 845 minutos, uma advertência a cada 417 minutos e um vermelho a cada 9.182 minutos de futebol brasileiro nos gramados europeus.

No total, 114 brasileiros já foram utilizados em partidas das cinco maiores ligas nacionais da Europa nesta temporada. Desses, 97 (85%) receberam pelo menos um cartão e 52 (45%) balançaram as redes.

De todos eles, quem mais permaneceu em campo foi o lateral esquerdo Lucas Lima, do Nantes. O ex-jogador do Botafogo e do Internacional participou integralmente de todas as 32 rodadas já disputadas do Francês. Ou seja, foi titular em todos os jogos e não foi substituído uma única vez.

Já o recordista brasileiro de cartões na elite europeia é um atacante. Deyverson, que chamou a atenção um mês atrás por comemorar um gol abaixando parte do calção, já recebeu 13 amarelos pelo Alavés no Espanhol.

O volante Fernandinho, do Manchester City, é o único brasileiro que foi expulso mais de uma vez nos campeonatos analisados. O jogador da seleção recebeu dois cartões vermelhos no Inglês e, por causa disso, precisou cumprir sete jogos de suspensão.

Quanto à artilharia, há um empate na primeira colocação. Roberto Firmino, do Liverpool, e Willian José, da Real Sociedad, marcaram dez gols cada nos campeonatos Inglês e Espanhol, respectivamente.

Neymar, o maior astro do futebol brasileiro nos últimos anos, fez nove gols pelo Barcelona na liga espanhola e aparece logo na sequência.

Entre os cinco campeonatos, o com maior presença brasileira até o momento é o Espanhol (35.382 minutos, contra 35.379 minutos do Italiano). Também é o país campeão mundial de 2010 que viu o maior número de gols (57) e de cartões (104) dos atletas aptos a defender a seleção líder do ranking da Fifa.


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7 curiosidades sobre Mbappé, o garoto sensação do futebol mundial
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Rafael Reis

Você já ouviu falar de Kylian Mbappé? É bem provável que esse nome tenha saltado diante dos seus olhos nos últimos meses. Mas se ele ainda é um anônimo para você, prepare-se: conhecer o garoto que se tornou febre na Europa nesta temporada é só uma questão de tempo.

Em sua primeira temporada completa no elenco profissional do Monaco, o atacante francês de 18 anos apresenta números dignos de adulto. São 19 gols, 11 assistências, estreia na seleção principal e atuações de protagonista na classificação do seu time para as quartas de final da Liga dos Campeões.

É por isso que todo mundo quer Mbappé. Manchester United, Arsenal, Manchester City, Real Madrid e Paris Saint-Germain já manifestaram intenção de contratá-lo. Mas o preço pedido pelo clube monegasco é dos mais salgados: 130 milhões de euros (R$ 441 milhões).

Descubra abaixo sete curiosidades sobre o menino que conquistou a Europa nos últimos meses e parece prestes a se tornar a próxima estrela do futebol mundial.

1 – Novo Henry
As comparações entre Mbappé e Thierry Henry, campeão mundial com a França em 1998 e maior artilheiro da história do Arsenal, são inevitáveis. Além do estilo de jogo semelhante, ambos foram produzidos pela academia de futebol de Clairefontaine e se profissionalizaram no Monaco. O garoto sensação da Europa, aliás, roubou dois recordes que pertenciam a Henry: o de jogador mais jovem a estrear pelo clube (16 anos, 11 meses e 12 dias) e a balançar as redes (17 anos e 2 meses).

2 – Tiete de CR7

Mbappé tem na ponta da língua a resposta para uma das mais tradicionais e complexas perguntas do futebol mundial na atualidade: Messi ou Cristiano Ronaldo? Apesar de admirar bastante o argentino do Barcelona, o francês é fã mesmo do atual melhor jogador do mundo. Em 2013, quando visitou o Real Madrid, o jogador fez questão de conhecer o ídolo. E a foto do encontro entre eles se tornou um meme desde que Mbappé se tornou famoso no mundo da bola.

3 – Rejeitou o Real Madrid
Apesar de ser torcedor de infância do Real Madrid, Mbappé rejeitou a primeira proposta que recebeu para defender o time espanhol. Aos 14 anos, foi convidado para conhecer o clube e se juntar às suas categorias de base. O garoto foi até a Espanha, passeou pelo Santiago Bernabéu, mas voltou para a França e foi jogar no Monaco. A escolha teve uma boa justificativa: mudar de país poderia prejudicar os estudos do adolescente.

4 – Filho do técnico
Kylian é hoje uma das principais atrações da temporada europeia. Mas, nas categorias de base do AS Bondy, clube dos subúrbios de Paris, o atacante era apenas o filho do técnico Wilfried Mbappé. O hoje jogador do Monaco atuou na equipe do seu pai por três anos, entre 2010 e 2013, quando completou o período de formação na academia de Clairefontaine.

5 – Maior empresário do mundo
Oficialmente, o empresário de Mbappé é seu pai, Wilfried. Mas, quem está cuidando do futuro da nova estrela do futebol francês é o português Jorge Mendes, conhecido por ser o maior agente de futebol do planeta e o responsável pelas carreiras de Cristiano Ronaldo e do técnico José Mourinho. O objetivo de Mendes é claro: fazer do novo cliente a transferência mais cara da história –posto que hoje pertence a Paul Pogba, contratado por 105 milhões (R$ 356 milhões) pelo Manchester United no ano passado.

6 – Le Petit Bleu

Mbappé disputou sua primeira partida na seleção francesa principal na vitória por 3 a 1 sobre Luxemburgo, pelas eliminatórias da Copa-2018, no último sábado.  Com 18 anos, 3 meses e 5 dias, o menino prodígio foi o jogador mais jovem a vestir a camisa azul nos últimos 62 anos. Em 1955, o ex-atacante Maryan Wisnieski atuou pela França com 18 anos, 2 meses e 1 dia.

7 – Garoto de 3 seleções
O jovem atacante do Monaco já até estreou pela equipe adulta da França, mas se quisesse poderia defender outras duas seleções. De origem africana, Mbappé poderia jogar por Camarões, terra do seu pai, Wilfried, ou pela Argélia, onde nasceu sua mãe, a ex-jogadora profissional de handebol Fayza.


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