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Afastado há um ano, meia-atacante recebeu R$ 20 mi do PSG para não jogar
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Rafael Reis

Nos últimos 12 meses, Hatem Ben Arfa recebeu do Paris Saint-Germain quase 5 milhões de euros (R$ 20,6 milhões). Sua contrapartida pelo salário milionário foi nenhum gol, nenhuma assistência e, o mais inacreditável, nenhum minuto de futebol.

Não, o meia-atacante de 31 anos não está se recuperando de nenhuma contusão grave, daquelas que fazem com que um jogador permaneça no departamento médico por meses e mais meses.

O camisa 21 do PSG é simplesmente um “fantasma” no elenco do técnico Unai Emery.

Ben Arfa não joga pelo líder do Campeonato Francês e sequer treina ao lado dos companheiros de time porque brigou com o treinador espanhol.

Jogador com longo histórico de problemas disciplinares por onde passou (Lyon, Olympique de Marselha, Newcastle, Hull City e Nice), ele disputou sua última partida oficial no dia 5 de abril de 2017 (goleada por 4 a 0 sobre o Avranches, pela Copa da França).

Quatro dias depois, ainda ficou no banco contra o Guingamp. Desde então, nunca mais foi sequer relacionado.

O conflito entre Ben Arfa e Emery é ainda mais antigo. Em 2016, o treinador reclamou do comportamento do jogador durante um treino: “Você não é Messi. Se fosse, não te repreenderia”, disse.

Em setembro, o jogador chegou a denunciar o PSG à comissão jurídica da Liga Francesa Profissional (LFP), que organiza a Ligue 1, por considerar que estava sendo vítima de “métodos psicológicos” no clube.

Com salário mensal na casa de 400 mil euros (quase R$ 1,7 milhão), o meia-atacante ganha mais do que alguns jogadores que muitas vezes são titulares do PSG, como o goleiro Alphonse Aréola, o zagueiro Presnel Kimpembe e o lateral direito Thomas Meunier.

A situação incômoda fez a diretoria procurar Ben Arfa para discutir um possível acordo para saída.

Mas o meia-atacante não apenas rejeitou todas as oportunidades de transferência que lhe foram oferecidas, como, de acordo com a revista “France Football”, pediu 10 milhões de euros (R$ 41,2 milhões) pela rescisão.

Como o PSG se recusou a pagar a multa solicitada, Ben Arfa cumprirá seu contrato até o fim. Até junho, ele continuará recebendo mensalmente seu salário para não jogar. Depois, vai seguir sua carreira em outro clube –Lyon, Leicester e Fenerbahce teriam interesse em sua contratação.


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Caçula de trio, Neymar se machuca mais que Messi e Cristiano Ronaldo
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Rafael Reis

Com uma fissura no pé direito que pode encerrar prematuramente sua temporada de estreia no Paris Saint-Germain e causa apreensão no torcedor brasileiro às vésperas da Copa do Mundo, Neymar é o integrante do top 3 de craques do futebol mundial que mais frequenta o departamento médico.

Apesar de ser quase cinco anos mais novo do que Lionel Messi e sete mais jovem que Cristiano Ronaldo, o astro brasileiro acumula nos últimos anos mais problemas físicos do que os jogadores que lhe acompanharam nos prêmios de melhor do mundo em 2015 e 2017.

Desde que desembarcou no futebol europeu, em 2013, Neymar já desfalcou suas equipes (Barcelona, até julho do ano passado, e PSG, desde então) devido a contusões ou enfermidades em 34 partidas.

O levantamento, feito pelo site “Transfermarkt”, que apresenta dados sobre o mercado de transferência e o cotidiano dos principais clubes da Europa, mostra Messi e Cristiano Ronaldo bem mais ativos no período.

Nos últimos cinco anos, o argentino perdeu 30 jogos do Barcelona por conta de problemas físicos. Já CR7 só ficou de fora de 21 apresentações do Real Madrid por estar entregue ao departamento médico.

A fissura no pé direito sofrida por Neymar durante o segundo tempo da vitória por 3 a 0 do PSG sobre o Olympique de Marselha, no domingo, foi a quarta contusão um pouco mais grave da fase europeia da carreira do atacante de 26 anos.

Entre julho e agosto de 2014, ele ficou 32 dias no estaleiro devido a uma fratura na terceira vértebra lombar em virtude de uma joelhada dada pelo colombiano Camilo Zúñiga, nas quartas de final da Copa do Mundo.

Em abril daquele mesmo, o atacante já havia desfalcado o Barcelona durante 25 dias por conta de um edema no pé esquerdo. No mesmo semestre, foram 32 dias afastado do futebol graças a um entorse no joelho direito.

O período de quase quatro anos sem nenhuma lesão mais séria chegou ao fim em uma jogada em que o brasileiro se contundiu sozinho. Após uma disputa de bola com Bouna Sarr, o brasileiro pisou em falso, torceu o tornozelo e teve a fissura.

O tratamento a que Neymar será submetido foi alvo de uma queda de braço entre o jogador e o PSG. Seu estafe solicitou que ele passasse por uma cirurgia, que diminuiria os riscos de uma nova lesão na região e o deixaria afastado dos gramados por cerca de dois meses.

Já o clube francês gostava mais da ideia de um tratamento conservador, sem intervenção cirúrgica, que devolveria o atacante ao futebol mais cedo (e não no fim da temporada europeia), mas traria um risco maior de a contusão não ser completamente curada e acabar se agravando.

O impasse foi resolvido na tarde da última quarta-feira, quando o PSG anunciou que Neymar virá ao Brasil para ser operado neste fim de semana pelo médico da seleção Rodrigo Lasmar.


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PSG: Neymar é rei dos dribles, assistências… e também dos passes errados
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Rafael Reis

Neymar foi contratado para ser o protagonista do Paris Saint-Germain. E basta olhar suas estatísticas para constatar que isso tem acontecido.

O craque brasileiro nunca balançou as redes em uma frequência tão alta na carreira (média de 0,96 gol por partida).

O camisa 10 é também o vice-artilheiro do PSG na temporada (28 gols), o jogador que mais dribla (7,3 por jogo), que mais deu assistências (17) e também o que mais cria oportunidades para seus companheiros finalizarem (3,6 por partida).

 

Um desempenho que lembra o de outros protagonistas dos grandes clubes do planeta, como Lionel Messi (Barcelona) e Cristiano Ronaldo (Real Madrid). Digno daquilo que o PSG desejava quando foi buscá-lo na Catalunha.

Mas até mesmo o jogador mais caro da história tem um ponto fraco.

De acordo com o “WhoScored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, Neymar tem o pior passe de todo o elenco do líder do Campeonato Francês.

Segundo a plataforma, o camisa 10 acerta 79,4% dos passes que tenta. Nenhum dos 25 jogadores que o técnico Unai Emery já escalou nesta edição da Ligue 1 tem desempenho tão ruim nos passes.

A maior parte dos atletas do PSG tem acerto de passe superior aos 90%. Fazem parte desse clube os zagueiros Thiago Silva e Marquinhos, os meias Marco Verratti, Adrien Rabiot, Giovani Lo Celso e o meia-atacante Julian Draxler, entre outros.

É óbvio que Neymar erra mais passes não porque tem uma qualidade técnica inferior à dos seus companheiros de equipe, mas porque arrisca mais do que eles.

Enquanto os membros do meio-campo do PSG têm como principal missão fazer a bola rodar, em passes curtos e laterais, o brasileiro é o homem da criatividade e precisar dar toques mais ousados, muitas vezes em profundidade, que quebrem a marcação adversária.

No entanto, mesmo na comparação com outros jogadores do primeiro escalão que desempenham funções parecidas com a dele e também precisam ousar mais do que a média nos passes, o desempenho de Neymar nesse fundamento deixa a desejar.

Lionel Messi, o homem-chave do Barcelona, tem 80,2% de acerto nos passes, aproveitamento melhor do que o outros três integrantes do elenco catalão: Aleix Vidal, Luis Suárez e o garoto José Arnáiz.

Já o belga Kevin de Bruyne, o cara do passe decisivo no Manchester City, tem um desempenho bem melhor no passe: 83,3%, mais que os atacantes Sergio Agüero, Leroy Sané e Gabriel Jesus.

Contra o Real Madrid, no próximo dia 6, é bom que Neymar calibre o pé e acerte mais passes do que de costume.

Afinal, o PSG precisa (e muito) do seu principal jogador para reverter o 3 a 1 aplicado pelo atual bicampeão europeu na Espanha e continuar vivo na briga pelo título inédito da Champions.


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Na mira, Malcom se surpreende com Tite: “Achei que o grupo estava fechado”
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Rafael Reis

Um dos destaques brasileiros na temporada 2017/18 do futebol europeu, Malcom tem um motivo especial para jogar bem na próxima partida do Bordeaux, domingo, contra o Olympique de Marselha, pela 26ª rodada do Campeonato Francês.

Sylvinho, um dos auxiliares de Tite, estará nas arquibancadas do Vélodrome para acompanhar de perto o ex-atacante do Corinthians.

O motivo da visita não é nada protocolar. A quatro meses da Copa do Mundo, o treinador da seleção resolveu espalhar sua equipe técnica por estádios do Brasil e da Europa para garimpar alguns novos nomes que possam fazer parte do elenco que vai para a Rússia-2018.

Autor de oito gols e sete assistências nesta temporada, a terceira pelo clube francês, Malcom entrou nessa espécie de “lista de observação” de Tite. E se surpreendeu com isso.

“Foi uma surpresa. Não achava [que poderia ser lembrado antes da Copa]. Eu conheço o método do Tite, ele é um cara de grupo, achei que já estava com o grupo fechado. Fiquei muito feliz, estou vendo que meu trabalho está sendo reconhecido. Agora é dar meu máximo e esperar para ver se vem uma convocação”, afirmou o jogador.

A expectativa de Malcom (e também dos outros nomes que estão sendo observados neste mês pela comissão técnica da seleção) é aparecer na lista para os amistosos contra Rússia e Alemanha, em 23 e 27 de março. A convocação para os dois jogos será feita no dia 2.

O futebol que colocou o atacante 20 anos na mira de Tite é o mesmo que deve levá-lo para um dos grandes clubes do futebol europeu na próxima temporada.

O jogador foi procurado nos últimos meses por Tottenham, Arsenal e Manchester United. E, apesar de não esconder que gostaria de ter sido negociado na janela de transferências de janeiro, selou um acordo com a diretoria do Bordeaux para permanecer no clube até a Copa.

“Já falei que queria ter saído para correr atrás de novos objetivos. Mas também tenho que lembrar que o Bordeaux me ajudou muito. Dei a eles minha palavra que ia continuar até para ter mais tempo para pensar em qual clube vou jogar. Esses três ou quatro meses vão fazer muita diferença.”

De acordo com Malcom, o acordo selado ente ele e o clube francês é simples. No meio do ano, quando a janela de transferências reabrir, o atacante decidirá seu destino e comunicará à diretoria para que aceite a proposta que receber –o jogador tem contrato até 2021.

“Sim, houve uma promessa de que serei negociado em junho. Eu vou escolher o time, e o Bordeaux vai liberar”, resumiu.

Ou seja, os próximos meses da carreira de Malcom prometem ser agitados. Com ou sem Copa do Mundo…


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Ex-Flamengo defende nível técnico do Campeonato Francês: “Não é ruim”
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Rafael Reis

Dez pontos de vantagem do líder para o segundo colocado, uma facilidade imensa para o Paris Saint-Germain ganhar a maior parte de suas partidas e marcadores que são incapazes de parar Neymar.

Para muitos torcedores nas redes sociais, essas são provas que mostram que o Francês, o campeonato escolhido pelo principal jogador brasileiro da atualidade para tentar se tornar o melhor do mundo, não tem um nível técnico tão bom assim.

Mas o lateral esquerdo Jorge, ex-Flamengo e atualmente no Monaco, pensa diferente.

“Não concordo [com as críticas]. O nível sempre foi esse, e não é ruim. Como em qualquer grande liga aqui na Europa, é claro que existem os clubes com maior poderio econômico, que conseguem montar elencos mais fortes. O que nem sempre é sinal de que as coisas vão dar certo. A chegada do Neymar fez o PSG dar um salto de qualidade, é um dos grandes nomes da atualidade. O que fez muito bem para o campeonato, que ganhou ainda mais visibilidade”, afirmou o jogador.

Jorge está na Europa há um ano. Nos primeiros seis meses, ficou no banco de Benjamin Mendy. Na atual temporada, com a venda do titular para o Manchester City, assumiu a posição no time.

Em 28 partidas pela equipe do Principado, o brasileiro acumula dois gols e quatro assistências. Segundo o “WhoScored?”, site que avalia o desempenho dos jogadores com base nas estatísticas, ele é o melhor lateral esquerdo do futebol francês em 2017/18, com nota 7,5.

É com base nesses números que o jogador de 21 anos sonha ainda disputar em junho a primeira Copa do Mundo de sua carreira. Jorge já disputou um amistoso com a seleção e foi convocado por Tite na última rodada das eliminatórias.

“Enquanto a lista final não for divulgada, todos têm chance. Sabemos, é claro, que grande parte dela já está definida, já que o professor Tite é muito coerente nas suas escolhas. Nós, jogadores, precisamos estar sempre preparados para quando a chance aparecer.”

Além da alta concorrência na seleção (Marcelo, a quem Jorge considera o “melhor do mundo” na posição, Filipe Luís e Alex Sandro), um outro fator atrapalha um pouco os planos do ex-Flamengo.

Após ser campeão francês e semifinalista da Liga dos Campeões na temporada passada, o Monaco vem decepcionando em 2017/18. O time, que vendeu seus principais jogadores no último verão europeu, é só o terceiro colocado na Ligue 1 e se despediu da Champions ainda na fase de grupos, sem vencer uma única partida.

“Nem a gente imaginava [essa campanha tão ruim]. Todos esperavam muito da gente pela bela temporada que fizemos.Ficamos tristes, pois sabíamos que dava pra chegar mais longe. Pecamos um pouco pela falta de entrosamento, mas melhoramos e estamos fazendo bons jogos agora”, completa o camisa 6.


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Amado ou odiado? Com Neymar, PSG tem maior média de público de sua história
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Rafael Reis

Neymar pode até não estar vivendo a sonhada lua de mel que desejava com a torcida do Paris Saint-Germain. Mas, mesmo aos trancos e barrancos com os fãs, sua presença tem sido suficiente para encher o Parc-des-Princes.

Na primeira temporada do brasileiro com a camisa azul, o PSG tem registrado a maior média de público da sua história no Campeonato Francês. E o mesmo está para acontecer na Liga dos Campeões da Europa.

Nos primeiros 11 jogos como mandante na Ligue 2017/18, o time da capital francesa atraiu para o estádio pouco mais de 513 mil torcedores.

A média, de 46.707 espectadores por partida, é a maior dentre os 20 clubes que disputam a primeira divisão e supera em 3% a marca de 45.317 torcedores por jogo da equipe na temporada passada.

Ela também é maior que o recorde histórico do PSG, 46.160 pessoas a cada apresentação, estabelecido em 2015/16, o último ano da passagem de Ibrahimovic pelo clube.

Na Champions, o PSG segue o mesmo caminho. Após os três jogos da fase de grupos da competição, o time de Neymar tem média de 46.314 torcedores por partida, também maior que a da temporada anterior (45.516).

O público atual ainda está um pouco abaixo do registrado em 2015/16, o maior da história, quando teve média de 46.322 pagantes por partida, mas certamente irá superá-lo depois do confronto com o Real Madrid, pelas oitavas de final.

O maior público do PSG na atual temporada foi registrado na goleada por 4 a 1 sobre o Nantes, em novembro: 47.680 torcedores. Curiosamente, Neymar não marcou e nem passe para gol deu naquela tarde de sábado.

Como a capacidade atual do Parc-des-Princes é de 47.929 pessoas (um pouco menos em jogos de Champions), o clube francês já não tem muita margem para crescimento. A média atual na Ligue 1 equivale a 97,4% da lotação do estádio.

Neymar foi contratado pelo PSG em agosto pela maior quantia já paga por um jogador de futebol: 222 milhões de euros (R$ 879 milhões). Os principais objetivos do clube francês eram fortalecer sua marca e conquistar pela primeira vez o título da Champions.

Apesar do sucesso comercial instantâneo e dos 24 gols nas primeiras 23 partidas pela nova equipe, o brasileiro não caiu completamente nas graças dos franceses.

Na goleada por 8 a 0 sobre o Dijon, na semana passada, o camisa 10 foi vaiado por torcedores do próprio PSG depois de não permitir que Cavani cobrasse um pênalti que poderia transformá-lo no maior goleador da história do clube.

A imprensa e ex-jogadores franceses também não tem economizado nas críticas ao jogador, não tanto por seu desempenho, mas sim pelo comportamento dentro de campo.

Em meio a tudo isso, o nome de Neymar passou a ser ventilado em uma nova transferência bombástica, agora para o Real Madrid, arquirrival do Barcelona, clube que ele defendia até seis meses atrás.


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Ex-Tottenham largou futebol para ser ator pornô: verdade ou lenda urbana?
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Rafael Reis

O que um jogador profissional de futebol pode fazer depois da aposentadoria? Ser treinador e trabalhar na comissão técnica de algum clube? Virar dirigente? Aproveitar o conhecimento adquirido em campo para empresariar outros atletas? Administrar os bens acumulados durante a carreira?

O lateral esquerdo Benoit Assou-Ekotto, ex-Tottenham e integrante da seleção camaronesa nas Copas do Mundo de 2010 e 2014, escolheu um caminho bem diferente depois que pendurou as chuteiras e se tornou ator de filmes pornôs.

Bem, pelo menos essa é a história que roda pelas redes sociais desde meados do ano passado. Uma história que possivelmente você já leu por aí ou, pelo menos, ouviu algum amigo comentar.

Mas será que Assou-Ekotto realmente deixou o futebol profissional para se dedicar ao cinema adulto? Ou isso não passa de mais uma lenda urbana, como o autismo de Messi e a transexualidade de Verratti?

Bem, desde que o caso veio à tona, o camaronês de 33 anos não protagonizou nenhum tipo de filme, muito menos um pornô. Mais que isso, ele continua defendendo normalmente as cores do Metz, lanterna do Campeonato Francês.

Só nesta temporada, Assou-Ekotto já jogou 15 vezes. Titular absoluto da posição, ele até foi expulso no confronto contra Neymar e o Paris Saint-Germain –na ocasião, sua equipe foi goleada por 5 a 1.

A lenda de que o camaronês trocaria os gramados pelos sets de cinema erótico foi espalhada pelo técnico inglês Harry Redknapp. Em maio, ele afirmou que desejava contratar o lateral para o Birmingham, da segunda divisão inglesa, mas que o entrave para o acerto era que o desejo do jogador era se tornar uma “estrela pornô”.

Pouco depois da declaração, Assou-Ekotto renovou contrato para defender o Metz por mais uma temporada e se divertiu com a história que se espalhou pela internet.

“O pior é que não tenho as qualidades para ser um ator pornô. Eu nunca tinha rido tanto na vida. Foi só uma piada [feita pelo Redknapp], não foi por mal. O absurdo é que alguém tenha levado isso a sério”, disse o jogador, à revista “France Football”.

Revelado pelo Lens no início da década passada e com passagens por Tottenham, Queens Park Rangers e Saint-Étienne até a chegada ao Metz, Assou-Ekotto é um jogador famoso por não ter papas na língua na hora de dar entrevistas.

Sua declaração mais forte e conhecida foi dada em 2011, quando disse ao jornal inglês “Guardian” que não é apaixonado pelo futebol e que vê o esporte apenas como uma forma de pagar suas contas.

“Se jogo futebol com meus amigos na França, posso amar o futebol. Mas por que vim jogar na Inglaterra, onde não conhecia ninguém e nem falava o idioma? Para trabalhar. A carreira de jogador dura 10 ou 15 anos e é apenas um emprego. Sim, é um bom trabalho. Não digo que odeio o futebol, mas não é a minha paixão.”


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Ex-seleção, dupla brasileira lidera ranking de indisciplina na Europa
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Rafael Reis

Integrantes da seleção brasileira que disputou a Copa do Mundo-2014 e titulares na fatídica derrota por 7 a 1 para a Alemanha na semifinal do torneio, o zagueiro Dante e o volante Luiz Gustavo são os jogadores mais indisciplinados dos campeonatos nacionais de primeiro escalão da Europa nesta temporada.

O defensor do Nice e o meio-campista do Olympique de Marselha já receberam seis cartões amarelos e um vermelho cada, mais do que qualquer outro atleta que disputa uma das cinco principais ligas nacionais do Velho Continente (Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França).

Adotando como critério uma pontuação clássica para medir questões disciplinares, com cada cartão amarelo valendo um ponto e expulsão com valor duplo, os brasileiros somam oito pontos na atual temporada.

Quem mais se aproxima do nível de indisciplina da dupla é o volante argentino Bruno Zuculini, que defende o Hellas Verona e já recebeu três cartões amarelos e dois vermelhos nesta edição do Italiano, retrospecto que lhe dá sete pontos.

Líderes do ranking nesta temporada, Dante e Luiz Gustavo não são tradicionalmente jogadores violentos e nem têm suas carreiras marcadas por um número excessivo de punições.

Prova disso é que o zagueiro recebeu só cinco advertências em 33 jogos do Campeonato Francês em 2016/17. Na atual temporada, com a queda de desempenho do Nice, a situação mudou radicalmente.

Dante foi punido com amarelo já nas três primeiras rodadas da Ligue 1 (ante Saint-Étienne, Troyes e Guingamp). Também foi advertido contra Angers, Montpellier e Lyon. Sua expulsão aconteceu por acúmulo de cartões amarelos frente ao Toulouse.

Já Luiz Gustavo recebeu um cartão vermelho direto justamente na partida contra o time do ex-companheiro de seleção. Além disso, foi punido pela arbitragem nos confrontos contra Dijon, Nantes, Monaco, Amiens, Toulouse e Lille.

No entanto, o volante já está há cinco partidas do Campeonato Francês sem receber nenhum cartão. O bom comportamento é resultado do crescimento tático do Olympique de Marselha, que está invicto há três meses.

Além dos ex-integrantes da seleção, um outro brasileiro aparece na lista dos nove jogadores mais indisciplinados da elite europeia: o lateral esquerdo Wendell, do Bayer Leverkusen, que já recebeu cinco amarelos e foi expulso uma vez na temporada.

Top 9 jogadores mais indisciplinados da temporada europeia:

1 – Dante (BRA/Nice)
Luiz Gustavo (BRA/Olympique de Marselha): 6 cartões amarelos e 1 vermelho
3 –  Bruno Zuculini (ARG/Hellas Verona): 3 cartões amarelos e 2 vermelhos
4 – Cédric Yambéré (RCA/Dijon)
Diego Llorente (ESP/Real Sociedad)
Enzo Crivelli (FRA/Angers)
Francesco Magnanelli (ITA/Sassuolo)
Recio (ESP/Málaga)
Wendell (BRA/Bayer Leverkusen): 5 cartões amarelos e 1 vermelho


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O Campeonato Francês realmente ficou melhor com Neymar?
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Rafael Reis

A chegada de Neymar representa uma nova era para o Campeonato Francês. Em breve, ele será uma das competições mais relevantes do planeta e terá nível técnico semelhante ao das ligas inglesa, espanhola, alemã e italiana.

Previsões como essa foram feitas aos montes quando o Paris Saint-Germain decidiu desembolsar 222 milhões de euros (R$ 851 milhões) pelo atacante brasileiro e o transformou no reforço mais caro do futebol mundial em todos os tempos.

Mas será que, 115 dias depois da contratação histórica, o futebol francês já ganhou uma nova cara?

Os números provam: desde a chegada do camisa 10 brasileiro, a Ligue 1 melhorou dentro e fora de campo. Só que esse crescimento ainda não é suficiente para colocá-la no mesmo patamar dos torneios mais importantes da Europa.

Para começar, é bom dar uma olhada na quantidade de torcedores que têm ido aos estádios franceses. Até o início da 14ª rodada, o campeonato que tem Neymar como astro tinha média de público de 22.667 torcedores por partida, um crescimento de 7,6% em relação à temporada passada.

Mesmo com essa turbinada, a França ainda tem menos gente nas arenas que os quatro países de futebol mais estruturado do Velho Continente. A média de público da primeira divisão italiana, a mais baixa delas, é de 24.637 espectadores por jogo. Na Alemanha, esse número chega a 44.782 pessoas por partida.

Assim como a média de público, todas as estatísticas relacionadas a bom futebol tiveram um aumento (ainda que ligeiro) na França na atual temporada.

A média de gols subiu de 2,61 para 2,65, contrariando a tendência do restante do continente, que têm visto menos bolas na rede em 2017/18 que no ano anterior –na Espanha, a média caiu de 2,94 para 2,74.

Os números de finalizações e dribles também tiveram um leve crescimento na atual temporada francesa. Segundo o “Who Scored?”, site especializado em estatísticas, os chutes a gol subiram de 24,1 para 24,8 por partida e os dribles, de 20 para 24 a cada 90 minutos de futebol.

As equipes da primeira divisão francesa também melhoraram no controle da bola, um indicativo cada vez mais usado para identificar aquilo que se convenciona chamar de “bom futebol”.

Na atual temporada, 79,5% dos passes dados na Ligue 1 chegaram ao destino correto. Na edição anterior do torneio, o índice de passes certos pouco chegava a 79,1%.

Com a melhora nos fundamentos e também na exposição do produto, o que falta para o Campeonato Francês alcançar as outras principais ligas da Europa é a competitividade das suas equipes.

O PSG será o único dos três representantes do país na Liga dos Campeões que irá avançar para a fase final. O Monaco, semifinalista da temporada passada, ainda não venceu nesta edição e será o lanterna do Grupo E. Já o Nice não conseguiu passar nem pela etapa preliminar do torneio.

Enquanto isso, a Inglaterra já emplacou três times nas oitavas, a Espanha classificou antecipadamente Barcelona e Real Madrid, a Itália deve ter pelo menos duas equipes nos mata-matas decisivos e a Alemanha ainda tem chance de emplacar um segundo clube entre os 16 melhores da temporada –o Bayern já selou sua vaga, e o RB Leipzig está na briga.


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Quanto custa ver no estádio um jogo do PSG?
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Rafael Reis

Liderança no Campeonato Francês, melhor campanha desta edição da fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa, invencibilidade na temporada 2017/18 e a presença do reforço mais caro da história do futebol, Neymar.

Motivos não faltam para o Paris Saint-Germain estar se tornando uma atração turística quase que obrigatória para quem visita a capital francesa.

Mas será que o passeio ao Parc des Princes para ver in loco o futebol praticado por Edinson Cavani, Daniel Alves, Ángel di María, Marco Verratti e, claro, Neymar é um programa muito caro?

A resposta para essa pergunta é: nem tanto. Isso se você não escolher uma partida muito concorrida para assistir e nem se importar em ficar em locais menos nobres do estádio.

Em uma rápida pesquisa na plataforma oficial de vendas de ingressos para as partidas do PSG, encontra-se bilhetes que custam a partir de 25 euros (cerca de R$ 96).

É esse o preço da entrada que dá direito a assentos localizados nas curvas do Parc des Princes para a partida contra o Dijon, no dia 17 de janeiro, uma quarta-feira à noite, pelo Campeonato Francês.

Garimpando bem a plataforma, especialmente na área destinada para sobra de bilhetes (a tradicional ponta de estoque), dá para achar até uma ou outra entrada por 18 euros (R$ 69). Mas eles são escassos.

Os ingressos mais populares não estão disponíveis em todos os jogos do PSG como mandante. Confrontos mais aguardados, como clássicos e partidas da Champions, normalmente têm uma demanda maior de público e, consequentemente, preços mais salgados.

Foi o que aconteceu na vitória por 3 a 0 sobre o Bayern de Munique, em setembro, pela segunda rodada da fase de grupos da competição europeia. Na ocasião, o clube francês cobrou 134 euros (R$ 518) pelas entradas mais baratas, um recorde na atual edição do torneio. Mesmo assim, teve casa cheia.

Agora, o torcedor que deseja um serviço mais luxuoso, com direito a consumo de bebidas e alimentação, vai gastar mais, muito mais.

Na plataforma de vendas do PSG, um ingresso VIP para o confronto com o Lille, em 9 de outubro, chega a custar 420 euros (aproximadamente R$ 1.600). Na Champions, esse pacote sai por até 1.492 euros (R$ 5.770).

Aos interessados em ver de perto algum dos próximos jogos da equipe de Neymar, os ingressos (tanto os mais populares quanto os VIPs) podem ser adquiridos no site: https://billetterie.psg.fr/uk.


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