Blog do Rafael Reis

Arquivo : liga dos campeões

Queridinho de Guardiola sonha com Copa e Shakhtar na final da Champions
Comentários Comente

Rafael Reis

Fred já caiu nas graças de Pep Guardiola. Mas, durante os próximos meses, o treinador que ele realmente deseja agradar é outro: Tite.

Aos 24 anos, o volante do Shakhtar Donetsk, que nesta quarta-feira (16h45 de Brasília) recebe a Roma no jogo de ida das oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, acredita que ainda tem chance de conquistar uma vaguinha na seleção brasileira que vai disputar a Copa do Mundo.

Seu caminho para a Rússia-2018, no entanto, poderia ter sido bem mais curto. O ex-jogador do Internacional passou cerca de um ano suspenso devido a um caso positivo de doping na Copa América de 2015 – foi suspenso devido ao uso da substância proibida hidroclorotiazida.

Mas desde que voltou aos gramados, Fred não tem muito do que reclamar. Na Inglaterra, sua transferência para o Manchester City é dada como certa para a próxima temporada. Ele também teve uma nova chance na seleção – foi convocado para a rodada final das eliminatórias, no ano passado, mas não entrou em campo.

O bom momento faz o jogador sonhar longe. Não apenas com a Copa do Mundo, mas também com uma final de Champions. E ele nem acha necessário esperar a transferência para o City para realizar o objetivo europeu.

“Seria um sonho chegar à final [com o Shakhtar], que este ano será justamente em Kiev [capital da Ucrânia].”

Confira abaixo a íntegra da entrevista com Fred:

Você já foi elogiado publicamente pelo Guardiola e é tratado na Inglaterra como futuro jogador do Manchester City. Como você encara esses elogios vindos de um dos maiores treinadores do planeta?
É claro que é sempre bom receber elogios. É sinal de reconhecimento, de que estamos fazendo um bom trabalho, de que estamos no caminho certo. Vindo de pessoas como o Guardiola, hoje um dos treinadores mais reconhecidos no mundo, é um orgulho. Faz com que a gente se motive ainda mais e continue fazendo o melhor em cada treino e em cada jogo. Nosso time fez uma grande apresentação diante do City pela Champions [vitória por 2 a 1, em dezembro, pela fase de grupos], o que acabou com uma invencibilidade de mais de 30 partidas deles e abriu os olhos de muita gente para a nossa equipe. Esperamos, agora, fazer outras boas exibições contra a Roma nas oitavas de final.

Você já conversou pessoalmente com o Guardiola? O que ele te disse?
Nós nos encontramos rapidamente depois daquele jogo. Ele elogiou a partida que eu fiz, eu agradeci e elogiei o time dele. Foi tudo muito rápido, nada além disso. Tudo em relação aos elogios que ele fez e ao suposto interesse do City fiquei sabendo pela imprensa. Procuro não me preocupar com isso. Deixo meus representantes cuidarem dessa parte. Meu foco é o Shakhtar, com o qual tenho contrato.

Você costuma ser bastante comparado ao Fernandinho. Além do fato de ele também ter jogado no Shakhtar, acha que vocês dois têm muito em comum?
Ser comparado a grandes jogadores é sempre uma honra. O Fernandinho foi um dos brasileiros que jogaram por mais tempo aqui no Shakhtar. Mas não tivemos a oportunidade de jogar juntos. Quando cheguei, em 2013, ele tinha acabado de sair. Só fomos nos encontrar na seleção brasileira. Eu jogo numa posição no meio mais à frente do que ele, que atua mais de primeiro volante. Ele é um pouco mais marcador e eu chego mais ao ataque. Trata-se de um grande jogador, merecidamente convocado para a seleção há alguns anos e já com uma Copa do Mundo na bagagem.

O Shakhtar é uma porta de entrada para jogadores brasileiros na Europa. Você acha que o seu momento de deixar a Ucrânia e ir para uma liga mais forte já chegou?
Eu procuro fazer o meu melhor todos os dias aqui. O futuro a Deus pertence. Se tiver que sair um dia, acontecerá naturalmente. Não me prendo muito a isso. Foi o Shakhtar que abriu as portas pra mim aqui na Europa e sou e sempre serei grato ao clube. Desde que cheguei recebo sondagens de outros grandes clubes europeus, mas nada de concreto. Como disse, tenho gente competente cuidando da minha carreira e deixo para eles resolverem.

Agora, vamos falar um pouco de Champions. Vocês vão enfrentar a Roma nas oitavas. Acha que, dentre as opções possíveis, vocês acabaram dando sorte no sorteio?
Não vejo dessa forma. Basta olhar todos os times que se classificaram para as oitavas de final. Só tem cachorro grande, todos de muita qualidade. A Roma é um dos grandes clubes da Europa, não teremos vida fácil. Tem tudo para ser um duelo muito bom e equilibrado. E eles ainda fazem o jogo de volta em casa. Teremos que nos impor no nosso estádio e buscar levar alguma vantagem pra Itália.

Até onde você acha que o Shakhtar pode ir na Champions?
Não sei. Temos que pensar jogo a jogo, como fizemos na primeira fase, em que muitos apostavam em Manchester City e Napoli, líder do Campeonato Italiano, e nós acabamos avançando, realizando boas partidas. Vencemos, inclusive, nossos três jogos em casa. Nossa equipe tem feito uma boa temporada e sabemos que podemos chegar mais longe. Mas é o que eu falei: temos que dar um passo de cada vez. Seria um sonho chegar à final, que esse ano será justamente em Kiev.

O Shakhtar voltou com tudo nesta temporada depois de dois anos que não foram tão bons assim. Qual o principal motivo dessa boa fase?
Não concordo que não tenham sido anos bons. Somos os atuais campeões nacionais, o que nos credenciou a voltar a disputar a Champions League, e vencemos as duas últimas edições da Copa da Ucrânia. Além disso, o nosso treinador (Paulo Fonseca) tem o grupo cada vez mais nas mãos e conseguiu dar a sua cara ao time. O elenco é muito bom e bem unido. Talvez esse seja o grande segredo.

Você acha que seu caso de doping te tirou a chance de disputar a Copa-2018? Acredita que suas chances de estar na seleção atualmente seriam maiores se você não tivesse ficado tanto tempo parado?
Sinceramente, não sei. Pode até ser, mas nunca parei pra pensar nisso. O que mais me deixou feliz, mesmo, foi ter voltado a jogar e a fazer o que mais gosto. Aquela fase passou, voltei a ser convocado para a seleção e farei de tudo para estar no grupo que defenderá o Brasil na Copa da Rússia. Todos têm chances até a divulgação da lista final. O professor Tite sempre foi coerente nas suas convocações e vai chamar quem estiver melhor. Portanto, todos nós temos que nos manter no mais alto nível físico e técnico para ser lembrado.


Mais de Brasileiros pelo Mundo

– Neymar deixa Jonas para trás e vira melhor brasileiro na Chuteira de Ouro
– O dia em que um técnico brasileiro eliminou Pelé da Copa do Mundo
– Na mira, Malcom se surpreende com Tite: “Achei que o grupo estava fechado”
– Ex-Flamengo defende nível técnico do Campeonato Francês: “Não é ruim”


Pegou fogo: 5 jogos que transformaram Barcelona e Chelsea em arquirrivais
Comentários Comente

Rafael Reis

Chelsea e Barcelona dão início nesta terça-feira ao maior clássico das oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa nesta temporada.

É isso mesmo. Apesar de suas sedes estarem separadas por mais de 1.100 quilômetros, o atual campeão inglês e o clube catalão construíram ao longo dos últimos 15 anos uma relação bastante conflituosa.

A rivalidade entre as duas equipes que se enfrentam nesta terça, às 16h45 (de Brasília), no Stamford Brige, em Londres, nasceu de uma série de confrontos decisivos marcados por resultados conquistados a fórceps, decisões questionáveis da arbitragem e muita provocação.

Relembre abaixo cinco partidas que transformaram Chelsea e Barcelona em arquirrivais europeus:

CHELSEA 1 x 1 BARCELONA
06/05/2009
Semifinal da Liga dos Campeões

O Barcelona perdia o jogo e a vaga na decisão da Champions até os 48 min do segundo tempo, quando Iniesta marcou um golaço e abriu caminho para o primeiro título europeu da “era Guardiola”. Só isso já seria suficiente para classificar o jogo como um épico. Mas a partida em Stamford Bridge teve muito mais. O Chelsea reclamou de pelo menos quatro pênaltis não marcados pelo árbitro norueguês Tom Henning Överbö, que até hoje sofre ameaças de morte por aquela atuação. Recentemente, ele admitiu que errou em alguns desses lances e que o resultado da semifinal seria outro se naquela época já existisse o VAR, sistema de vídeo que auxilia a arbitragem.

BARCELONA 2 x 2 CHELSEA
24/04/2012
Semifinal da Liga dos Campeões

O Chelsea demorou três anos para conseguir a tão esperada vingança contra o Barcelona. Em 2012, os clubes se reencontraram em uma semifinal de clima fervente fora de campo. Os ingleses largaram na frente na briga pela vaga na final com uma vitória por 1 a 0 em Londres. Mas, na partida de volta, o Barcelona abriu 2 a 0 com 43 minutos de jogo e parecia fadado a disputar mais uma final de europeia. Só que um gol de Ramires, outro de Fernando Torres e uma retranca com direito a 18% da posse de bola (na soma dos dois jogos) decretaram a revanche do Chelsea, que conquistaria naquele ano seu primeiro (e até hoje único) título de Champions.

CHELSEA 1 x 2 BARCELONA
22/02/2006
Oitavas de final da Liga dos Campeões

Se hoje Neymar é acusado de ser “cai-cai” e de valorizar demais as pancadas que sofre dos adversários, 12 anos atrás o alvo dessas críticas era Lionel Messi. Pelo menos, na cabeça do então técnico do Chelsea, José Mourinho, que elogiou as habilidades artísticas do jogador após a derrota por 2 a 1 no jogo de ida das oitavas de final da Champions de 2006. O motivo da ira do português foi a jogada que fez com o que o lateral esquerdo Asier del Horno fosse expulso aos 37 min do primeiro tempo. Na partida de volta, houve empate por 1 a 1, e o Barça ficou com a vaga. Mas Messi saiu de campo contundido e pouco jogou na reta final daquela temporada.

BARCELONA 2 x 1 CHELSEA
23/02/2005
Oitavas de final da Liga dos Campeões

O cartão vermelho recebido por Drogba, após uma entrada no goleiro Victor Valdés, aos 11 min do segundo tempo de uma partida que o Chelsea vencia por 1 a 0, é uma espécie de marco zero da rivalidade entre os clubes. Após a partida, o técnico José Mourinho acusou o árbitro Anders Frisk de ter conversado com o então comandante do Barça, Frank Rijkaard, durante o intervalo da partida, e levantou suspeitas sobre a idoneidade do juiz. Ameaçado de morte por torcedores do Chelsea, Frisk anunciou a aposentadoria semanas mais tarde.

CHELSEA 4 x 2 BARCELONA
08/03/2005
Oitavas de final da Liga dos Campeões

Foi em uma clima de extrema tensão provocada pela “metralhadora” de Mourinho que Chelsea e Barcelona se reencontraram duas semanas depois para definir quem continuaria na Champions. Os ingleses levaram a melhor: 4 a 2, mas não sem polêmicas. O Barcelona reclamou de falta em um dos gols do Chelsea e de um pênalti não marcado. Samuel Eto’o, atacante do Barça, também disse ter sido vítima de racismo dentro de campo. Para completar, ao fim do jogo, Rijkaard partiu para cima de André Villas-Boas, então auxiliar de Mourinho naquele mata-mata.


Mais de Clubes

– Como rival de Guardiola na Champions inspirou nascimento do Barcelona
– Neymar x Messi: Que time é mais dependente do seu astro, PSG ou Barça?
– Dinheiro é exceção: 84% das transferências no futebol mundial são gratuitas
– Brasil é o país que mais vende para o exterior, mas só o 7º que mais fatura


Neymar ou Cristiano Ronaldo: quem é o verdadeiro “rei” do mata-mata?
Comentários Comente

Rafael Reis

Cristiano Ronaldo e Neymar já costumam atrair boa parte dos holofotes em todas as partidas de Real Madrid e Paris Saint-Germain. Mas nesta quarta-feira, às 17h45 (de Brasília), quando as duas equipes se enfrentarem no jogo de ida das oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, a atenção sobre eles será maior ainda.

Além de serem os protagonistas dos times que irão medir força no mais aguardado confronto do início da fase final da Champions, o astro português e o craque brasileiro têm uma característica especial que será posta à prova no Santiago Bernabéu: eles costumam crescer nos momentos de decisão.

Apesar de serem consistentes também em competições de pontos corridos e em fases de grupos de torneios híbridos, Cristiano Ronaldo e Neymar construíram os grandes momentos de suas carreiras em confrontos eliminatórios, como o desta quarta.

Mas, afinal, qual dos dois é o verdadeiro “Rei dos Mata-Matas”? Analisamos e comparamos os desempenhos do português do Real Madrid e do brasileiro do PSG em partidas disputadas nesse formato para te ajudar a responder essa pergunta.

PROTAGONISMO

Cristiano Ronaldo já conquistou quatro títulos de Champions, e em todos eles brilhou na reta final da competição, que é disputada em formato mata-mata. Em 2008, fez o gol do Manchester United no tempo normal da decisão (vencida nos pênaltis, contra o Chelsea). Oito anos depois, descolou um hat-trick nas quartas que impediu a queda do Real ante o Wolfsburg. Em 2016, marcou em cinco dos sete jogos da fase final do torneio. E no ano passado, obteve um feito ainda maior: marcou dez vezes nos últimos cinco jogos da campanha (quartas, semi e final).

Já Neymar brilhou na reta final da Champions de 2015, a única que venceu até o momento. Então no Barcelona, o brasileiro balançou as redes nos dois jogos nas quartas (contra o PSG), nas duas partidas da semifinal (ante o Bayern de Munique) e também na decisão com a Juve. Com isso, foi co-artilheiro da competição. O outro torneio em que foi artilheiro na Europa também foi disputado em sistema de mata-mata, a Copa do Rei 2014/15. Além disso, sua grande atuação nos últimos anos se deu em uma partida eliminatória: a goleada por 6 a 1 aplicada pelo Barça sobre o PSG nas oitavas da Champions passada.

GOLS

Neymar pode se orgulhar de uma marca rara, que deixa bem claro que ele não é aquele tipo de jogador que se esconde no momento da decisão. Muito pelo contrário. Em sua trajetória europeia, o camisa 10 do PSG vai às redes em uma frequência maior quando disputa jogos eliminatórios. Desde 2013, quando trocou o Santos pelo Barcelona, Neymar tem média de 0,67 gol por jogos em mata-matas, contra 0,61 em partidas de pontos corridos ou fase de grupos.

No mesmo período, Cristiano Ronaldo fez um número bem maior de gols, teve um índice um pouco abaixo nos confrontos eliminatórios, mas mesmo assim acima de Neymar. Sua média de bolas na rede em jogos de fase de grupos ou pontos corridos é de 1,04. A de mata-matas também é excelente, mas um pouco menor: 0,87 por partida.

SELEÇÃO

Maior artilheiro da história da seleção portuguesa, Cristiano Ronaldo ajudou seu país a atingir o inédito título da Eurocopa, em 2016, e também foi vice continental, 12 anos antes. Nas duas campanhas, teve papel decisivo na fase de mata-matas. Em 2004, fez um e deu uma assistência na semifinal contra a Holanda (2 a 1). Em 2016, novamente no jogo classificatório para a decisão, repetiu a dose ante o País de Gales (2 a 0). Só que em Copas do Mundo, a situação é bem diferente. CR7 já disputou cinco partidas de mata-matas da principal competição do planeta, e nunca balançou as redes.

Com trajetória bem mais curta que a do adversário desta quarta, Neymar também ainda persegue seu primeiro gol na reta final de uma Copa, mas só participou de dois jogos nesse formato até agora. Seu grande momento pela seleção brasileira aconteceu na Copa das Confederações-2013. Na ocasião, fez um gol e deu assistência na vitória por 3 a 0 sobre a Espanha, na final da competição.


Mais de Cidadãos do Mundo

Alexis, Mina, Lucas: os 34 novos inscritos para a fase fina da Champions
Técnico de sensação da Copa ainda trabalha como dentista “de vez em quando”
Neymar, Messi e cia.: Top 10 da artilharia da Europa tem 7 sul-americanos
Como agente de Ibra virou pivô de crise de casal mais polêmico do futebol


Como rival de Guardiola na Champions inspirou nascimento do Barcelona
Comentários Comente

Rafael Reis

Pep Guardiola vai se sentir em casa assim que pisar no gramado do St. Jakob Park, na Basileia (SUI), nesta terça-feira, às 17h45 (de Brasília), para a abertura das oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa.

Não, o badalado treinador do Manchester City jamais jogou ou trabalhou no Basel. Mas construiu sua carreira como jogador (e depois como técnico) em uma espécie de “filial” do clube suíço.

Afinal, não é à toa que o adversário do líder do Campeonato Inglês no mata-mata da Champions e o Barcelona possuem cores semelhantes, uniformes parecidos e escudos similares.

Tanto o Basel quanto o Barcelona tiveram o início de suas histórias escritas pelo mesmo homem: o empresário suíço Hans Gamper, que passou a ser conhecido como Joan Gamper depois que se mudou para a Catalunha –ainda hoje dá nome a um jogo-amistoso de pré-temporada disputado anualmente no Camp Nou. Em 2017, por exemplo, a Chapecoense foi quem enfrentou o time espanhol.

O clube suíço é mais velho. Foi fundado em 1893 por um grupo de estudantes. Gamper não fez parte dessa iniciativa, mas foi um dos primeiros jogadores e, ainda mais importante, capitães da história do clube.

Seis anos depois, quando foi à Catalunha para visitar um tio, o empresário suíço decidiu fundar um time na região. Curiosamente, neste momento não se lembrou do Zurique, time que havia montado em sua terra natal, mas sim do Basel.

A nova equipe foi batizada de “FC Barcelona”, mesma estrutura do nome “FC Basel”, ganhou cores semelhantes azul e grená (substituta do vermelha do uniforme do clube suíço) e também um distintivo que remetia ao antigo time de Gamper.

O suíço disputou 48 partidas pelo Barça entre 1899 e 1903 e, segundo a lenda, marcou cerca de cem gols. Já aposentado, presidiu o clube por cinco mandatos e ocupou o cargo durante dez anos.

Foi em sua gestão que o time que no futuro revelaria ao mundo Pep Guardiola teve seu primeiro estádio próprio, o Carrer Indústria, e contratou seu primeiro grande ídolo, o atacante Paulino Alcántara.

Gamper cometeu suicídio em 1930, após anos de depressão pela acusação de que havia transformado o Barcelona em uma bandeira política pró-Catalunha agravada pela grave crise econômica mundial de 1929.

Quase 90 anos depois da morte do ex-jogador e ex-dirigente, o Basel está longe de ser tão poderoso quanto sua “filial”, mas também não costuma passar vergonha no futebol europeu.

Sempre lembrado por ser o clube do coração do tenista Roger Federer, o time conquistou as oito últimas edições do Campeonato Suíço e chega pela terceira vez em sete anos às oitavas de final da Champions.

Seus principais jogadores são o atacante Dimitri Oberlin, artilheiro do time na temporada, com nove gols, o meia norueguês Mohamed Elyounoussi, que já deu 12 assistências em 2017/18, e o voluntarioso lateral direito Michael Lang.

É com essas credenciais que o Basel vai tentar fazer jus ao posto de “matriz” do Barcelona para complicar a vida do Manchester City e de Guardiola nas oitavas da Champions.


Mais de Clubes

– Neymar x Messi: Que time é mais dependente do seu astro, PSG ou Barça?
– Dinheiro é exceção: 84% das transferências no futebol mundial são gratuitas
– Brasil é o país que mais vende para o exterior, mas só o 7º que mais fatura
– Por que 2018 está tendo a janela de janeiro mais movimentada da história?


Alexis, Mina, Lucas: os 34 novos inscritos para fase final da Champions
Comentários Comente

Rafael Reis

A Liga dos Campeões da Europa entra nesta terça-feira em sua fase final com 34 caras novas.

Com o começo dos mata-matas decisivos, os 16 times sobreviventes na disputa da principal competição interclubes do planeta puderam realizar alterações em suas listas de jogadores inscritos.

A maioria dos novos nomes da Champions 2017/18 é formada por atletas que trocaram de clube na janela de transferências de janeiro e agora tentarão ajudar suas novas equipes a conquistarem o cobiçado título continental.

Fazem parte desse grupo o atacante chileno Alexis Sánchez, que trocou o Arsenal pelo Manchester United, o zagueiro espanhol Aymeric Laporte, ex-Athletic Bilbao e agora no Manchester City, e os brasileiros Lucas Moura (Tottenham), Vágner Love (Besiktas), Emerson Palmieri (Chelsea), Guilherme Arana (Sevilla) e Dodô (Shakhtar Donetsk).

O também brasileiro Philippe Coutinho, que foi para o Barcelona em um negócio de 160 milhões de euros (R$ 643,7 milhões), o maior da história das janelas de janeiro, não poderá disputar a fase final da Champions porque já entrou em campo pelo Liverpool na competição nesta temporada.

Além dos jogadores recém-contratados, foram inscritos também na fase final da Champions atletas que já faziam parte dos elencos dos clubes, mas que perderam a etapa de grupos devido a problemas físicos, como o goleiro alemão Manuel Neuer (Bayern de Munique) e o lateral direito inglês Nathaniel Clyne (Liverpool).

Por fim, há também crias das categorias de base das equipes que não haviam sido relacionados anteriormente q eu agora foram anexados à relação do torneio continental. O Barcelona, por exemplo, inscreveu os zagueiros David Costas e o meia-atacante José Arnaiz, do Barça B.

De acordo com o regulamento da Liga dos Campeões, cada clube tem o direito de inscrever três novos jogadores nas oitavas de final da competição.

No entanto, como nenhum time pode ter mais de 25 atletas em sua lista A (dedicada a quem faz parte do elenco principal), às vezes é necessário cortar um nome para poder inscrever outro.

É por isso que o Sevilla abriu mão do meia brasileiro Paulo Henrique Ganso, que disputou a fase de grupos da Champions, mas hoje está fora dos planos do técnico Vincenzo Montella, para poder inscrever novos jogadores –Arana, ex-Corinthians, é um deles.

Conheça abaixo todos os novos jogadores que inscritos na fase final da Champions:

BARCELONA: Yerry Mina (Z, COL), José Arnaiz (MA, ESP) e David Costas (Z, ESP)

BASEL: Léo Lacroix (Z, SUI), Fabian Frei (M, SUI) e Valentin Stocker (MA, SUI)

BAYERN DE MUNIQUE: Manuel Neuer (G, ALE), Sandro Wagner (A, ALE) e Kwasi Wriedt (GAN)

BESIKTAS: Vágner Love (A, BRA), Domagoj Vida (Z, CRO) e Cyle Larin (A, CAN)

CHELSEA: Olivier Giroud (A, FRA), Ross Barkley (M, CHE) e Emerson Palmieri (LE, BRA)

JUVENTUS: Stephan Lichtsteiner (LD, SUI)

LIVERPOOL: Virgil van Dijk (Z, HOL), Nathaniel Clyne (LD, ING) e Danny Ings (A, ING)

MANCHESTER CITY: Aymeric Laporte (Z, ESP), Olexandr Zinchenko (LE, UCR)

MANCHESTER UNITED: Alexis Sánchez (A, CHI)

PARIS SAINT-GERMAIN: Lassana Diarra (V, FRA)

PORTO: Gonçalo Paciência (A, POR), Yordan Osorio (Z, VNZ) e Majeed Waris (A, GAN)

REAL MADRID: Ninguém

ROMA: Ninguém

SEVILLA: Guilherme Arana (LE, BRA), Roque Mesa (V, ESP) e Sandro Ramírez (A, ESP)

SHAKHTAR DONETSK: Dodô (LD, BRA), Ruslan Fomin (A, UCR) e Vyacheslav Tankovsky (M, UCR)

TOTTENHAM: Lucas Moura (MA, BRA) e Érik Lamela (M, ARG)


Mais de Cidadãos do Mundo

Técnico de sensação da Copa ainda trabalha como dentista “de vez em quando”
Neymar, Messi e cia.: Top 10 da artilharia da Europa tem 7 sul-americanos
Como agente de Ibra virou pivô de crise de casal mais polêmico do futebol
Zidane é recordista de expulsões em Copas do Mundo: verdade ou lenda?


Amado ou odiado? Com Neymar, PSG tem maior média de público de sua história
Comentários Comente

Rafael Reis

Neymar pode até não estar vivendo a sonhada lua de mel que desejava com a torcida do Paris Saint-Germain. Mas, mesmo aos trancos e barrancos com os fãs, sua presença tem sido suficiente para encher o Parc-des-Princes.

Na primeira temporada do brasileiro com a camisa azul, o PSG tem registrado a maior média de público da sua história no Campeonato Francês. E o mesmo está para acontecer na Liga dos Campeões da Europa.

Nos primeiros 11 jogos como mandante na Ligue 2017/18, o time da capital francesa atraiu para o estádio pouco mais de 513 mil torcedores.

A média, de 46.707 espectadores por partida, é a maior dentre os 20 clubes que disputam a primeira divisão e supera em 3% a marca de 45.317 torcedores por jogo da equipe na temporada passada.

Ela também é maior que o recorde histórico do PSG, 46.160 pessoas a cada apresentação, estabelecido em 2015/16, o último ano da passagem de Ibrahimovic pelo clube.

Na Champions, o PSG segue o mesmo caminho. Após os três jogos da fase de grupos da competição, o time de Neymar tem média de 46.314 torcedores por partida, também maior que a da temporada anterior (45.516).

O público atual ainda está um pouco abaixo do registrado em 2015/16, o maior da história, quando teve média de 46.322 pagantes por partida, mas certamente irá superá-lo depois do confronto com o Real Madrid, pelas oitavas de final.

O maior público do PSG na atual temporada foi registrado na goleada por 4 a 1 sobre o Nantes, em novembro: 47.680 torcedores. Curiosamente, Neymar não marcou e nem passe para gol deu naquela tarde de sábado.

Como a capacidade atual do Parc-des-Princes é de 47.929 pessoas (um pouco menos em jogos de Champions), o clube francês já não tem muita margem para crescimento. A média atual na Ligue 1 equivale a 97,4% da lotação do estádio.

Neymar foi contratado pelo PSG em agosto pela maior quantia já paga por um jogador de futebol: 222 milhões de euros (R$ 879 milhões). Os principais objetivos do clube francês eram fortalecer sua marca e conquistar pela primeira vez o título da Champions.

Apesar do sucesso comercial instantâneo e dos 24 gols nas primeiras 23 partidas pela nova equipe, o brasileiro não caiu completamente nas graças dos franceses.

Na goleada por 8 a 0 sobre o Dijon, na semana passada, o camisa 10 foi vaiado por torcedores do próprio PSG depois de não permitir que Cavani cobrasse um pênalti que poderia transformá-lo no maior goleador da história do clube.

A imprensa e ex-jogadores franceses também não tem economizado nas críticas ao jogador, não tanto por seu desempenho, mas sim pelo comportamento dentro de campo.

Em meio a tudo isso, o nome de Neymar passou a ser ventilado em uma nova transferência bombástica, agora para o Real Madrid, arquirrival do Barcelona, clube que ele defendia até seis meses atrás.


Mais de Clubes

– Como River superou investimento do Palmeiras e virou o “PSG das Américas”
– Falido, time que mostrou ao mundo Baggio e Paolo Rossi tem data para acabar
– Rival do Brasil na Copa tem time vencedor da Champions que virou “nanico”
– Atingido por FifaGate, time mais brasileiro da Europa caminha para descenso


Decadência? CR7 tem menos gols que Paulinho e Willian José no Espanhol
Comentários Comente

Rafael Reis

Nos últimos 11 anos, Cristiano Ronaldo sempre esteve entre os três maiores artilheiros de todas as ligas nacionais que disputou. Mas, na atual temporada, é preciso ir até a 27ª colocação na tabela de goleadores para encontrar seu nome.

Metade das 38 rodadas da temporada 2017/18 Campeonato Espanhol já se foi, e o melhor jogador do mundo marcou apenas quatro gols.

Willian José, Paulinho, Portu, Gerard Moreno, Antonio Sanabria, Ángel Rodríguez, Charles, Sergio León, Joan Jordán, Florin Andone, Loic Rémy… Todos eles balançaram as redes mais vezes do que o camisa 7 do Real Madrid na competição.

Mas qual é o motivo da seca de Cristiano Ronaldo? Será que, prestes a completar 33 anos, o astro finalmente entrou em uma fase de declínio físico que o impossibilita de continuar sendo um dos grandes goleadores do planeta?

É melhor não traçar nenhuma avaliação definitiva sobre isso. Afinal, vale lembrar que o jejum de gols de CR7 é uma exclusividade do Espanhol.

Na Liga dos Campeões da Europa, o faro artilheiro do português continua inabalável. O atacante já marcou nove vezes na principal competição interclubes da temporada e se tornou o primeiro jogador da história a deixar sua marca em todos os seis jogos da fase de grupos de uma edição.

Ou seja, o Cristiano Ronaldo da temporada 2017/18 não funciona no dia a dia, na rotina que é o Campeonato Espanhol, mas continua sendo brilhante nos momentos especiais, quando todos os olhos estão voltados para ele.

Bem, isso parece uma questão mais psicológica do que uma decadência técnica ou física.

O camisa 7 sempre foi um monstro faminto, um jogador sedento por vitórias, títulos e também por glórias individuais. Só que nesta edição do Campeonato Espanhol, parece ter jogado a toalha.

Nesta temporada, o Real não deverá conquistar o título nacional. Quarto colocado, com 32 pontos, 19 a menos que o Barcelona, líder da competição, já pode se dar por satisfeito caso consiga se classificar para a Champions.

O que resta a Cristiano Ronaldo em 2017/18 é concentrar sua força e determinação no sonho de vencer pela terceira vez consecutiva a competição continental e também na preparação para a Copa do Mundo.

Depois do Mundial da Rússia, é bem possível que ele encare um novo desafio.

De acordo com o jornal espanhol “Mundo Deportivo”, CR7 deseja um salário de cerca de 40 milhões de euros (R$ 158 milhões) para continuar no futebol espanhol, valor que o Real não cogita desembolsar.

Duas soluções já surgiram para o impasse. Uma é inclui-lo em uma possível negociação com o Paris Saint-Germain para ter o atacante brasileiro Neymar. A outra é uma transferência para o Manchester United.

Ou seja, apesar de ter menos gols que Paulinho e Willian José no Campeonato Espanhol, Cristiano Ronaldo segue em alta… pelo menos, no Mercado da Bola.


Mais de Opinião

– Afinal, por que Gabigol deu tão errado no futebol europeu?
– Quem será o quarto nome da zaga da seleção brasileira na Copa-2018?
– O Campeonato Francês realmente ficou melhor com Neymar?
– CR7 iguala recorde de Messi, mas quem entrará para a história como melhor?


De olho em recorde, PSG sonha com melhor campanha da história da Champions
Comentários Comente

Rafael Reis

Não é só no primeiro lugar do Grupo B e na glória de derrotar fora de casa um dos clubes mais poderosos do planeta que o Paris Saint-Germain está de olho na última rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa.

O objetivo do PSG contra o Bayern de Munique, nesta terça-feira, na Alemanha, é bem mais audacioso.

Se sair da Allianz Arena com mais três pontos na conta, o time de Neymar, Cavani, Mbappé e cia. entrará para a história da Champions como dono da melhor campanha da fase de grupos da competição em todos os tempos.

O recorde atual pertence ao Real Madrid da temporada 2011/12. Na ocasião, a equipe espanhola venceu os seis jogos que disputou, colocou 19 bolas nas redes e foi vazado duas vezes. Ou seja, somou 18 pontos e saldo de 17 gols.

O PSG venceu as cinco primeiras partidas do torneio continental e teve um desempenho ofensivo bem superior ao do Real de seis anos atrás. Foram 24 gols marcados e somente um sofrido. O saldo é de 23.

Por isso, caso derrote o Bayern, registrará a melhor performance de um clube na fase de grupos do torneio desde que ela foi implantada, em 1991/92.

“O Paris Saint-Germain alcançou um novo nível nesta temporada devido às contratações espetaculares que fez. Agora, são um dos favoritos para faturar o título da Liga dos Campeões”, afirmou o técnico do adversário desta terça, Jupp Heynckes.

O treinador ainda não estava no Bayern no confronto anterior entre as duas equipes. No final de setembro, o PSG deu uma demonstração de força e passeou no encontro com os alemães em Paris e os derrotou por 3 a 0, gols de Daniel Alves, Cavani e Neymar.

Além do líder do Campeonato Francês, apenas o Manchester City chega à última rodada da Champions com 100% de aproveitamento.

No entanto, o clube inglês, que vai à Ucrânia visitar o Shakhtar Donetsk, tem saldo de apenas dez gols. Isso significa que, para desbancar um possível recorde do PSG, teria de vencer seu confronto de quarta-feira por pelo menos 14 gols de vantagem.

Passar ileso pela fase de grupos do principal torneio interclubes do planeta está longe de ser das tarefas mais simples.

Desde a virada do século, somente três times que conseguiram se classificar para as oitavas de final com 100% de aproveitamento: o Barcelona de 2002/03 e o Real Madrid de 2011/12 e 2014/15.

Curiosamente, nenhum deles conseguiu levantar o cobiçado troféu continental. Todos caíram pelo caminho na hora dos mata-matas decisivos.

Ou seja, o PSG sonha em entrar para a história da Champions nesta terça. Mas, mesmo que consiga, sabe que ainda tem um longo caminho pela frente para que essa história tenha um final feliz.


Mais de Clubes

– Quanto custa ver no estádio um jogo do PSG?
– 5 times de futebol que jogam em estádios maiores que suas cidades
– Como um time de refugos e emprestados virou a ameaça ao Barça na Espanha
– Sensação da Europa, City importou “meio Barcelona” para chegar ao topo


Neymar incorpora espírito “showman” e dribla 74% mais no PSG
Comentários Comente

Rafael Reis

Contratado a peso de ouro para transformar o Paris Saint-Germain em uma equipe do primeiro escalão do futebol mundial, Neymar assumiu mais do que nunca no PSG seu lado “showman”.

O atacante, que já era o maior driblador da Europa quando vestia a camisa do Barcelona, ampliou ainda mais o uso das jogadas individuais desde que chegou à França, no começo de agosto.

De acordo com dados do “Who Scored?”, site especializado na cobertura de estatísticas do futebol, a quantidade de dribles dados pelo astro brasileiro cresceu 74% na terra de Platini e Zidane.

Em suas primeiras 14 partidas pelo PSG, Neymar praticou 100 dribles, o que representa uma média de 7,14 por jogo. Durante os quatro anos que defendeu o Barcelona, usou esse fundamento em média 4,11 vezes por apresentação.

Se considerada apenas a última temporada do craque pelo Barça, a diferença é menor, mas ainda bastante relevante.

Em 2016/17, seu derradeiro ano na Catalunha, o atacante teve média de 5,59 dribles por partida, 21,7% a menos do que a marca atual.

Assim como nas duas temporadas anteriores, Neymar é hoje o jogador inscrito em uma das seis maiores ligas do futebol europeu (Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha, França e Portugal) que mais se utiliza desse fundamento.

Curiosamente, o segundo colocado no ranking dos maiores dribladores da atualidade no Velho Continente é justamente Lionel Messi, seu antigo companheiro de time no Barcelona. O camisa 10 argentino tem média de 5,8 dribles por partida.

O francês Nabil Fekir, do Lyon, com 4 dribles por jogo, completa o pódio. Entre os dez primeiros colocados no ranking, há apenas mais um brasileiro, o ex-corintiano Malcom (Bordeaux), nono colocado, com 3,2 tentativas de passar pelos adversários.

Os dribles não são a única estatística na qual Neymar se destaca na temporada 2017/18. O camisa 10 é hoje o jogador que mais apanha na elite europeia (4,7 faltas sofridas por partida), o que mais dá passes que terminam em finalizações (4,2 por jogo) e também o mais desarmado pelos adversários (4 a cada apresentação).

Desde que realizou a contratação mais cara da história (222 milhões de euros, ou R$ 851 milhões), o PSG ainda não perdeu. Foram 15 vitórias e dois empates que lhe renderam as lideranças do Campeonato Francês e do Grupo B da Liga dos Campeões.

Neste domingo, o time terá um dos seus maiores desafios deste início de “era Neymar”, o Monaco, atual campeão e vice-líder desta temporada da Ligue 1, fora de casa.


Mais de Brasileiros pelo Mundo

– Por onde andam os jogadores campeões da Libertadores-1995 pelo Grêmio?
– 7 reforços brasileiros para seu time resgatar da China em 2018
– 1º brasileiro campeão da Copa vestia azul e era filho de presidente da Lusa
– 7 brasileiros que estão no banco na Europa para seu time repatriar em 2018


Quanto custa ver no estádio um jogo do PSG?
Comentários Comente

Rafael Reis

Liderança no Campeonato Francês, melhor campanha desta edição da fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa, invencibilidade na temporada 2017/18 e a presença do reforço mais caro da história do futebol, Neymar.

Motivos não faltam para o Paris Saint-Germain estar se tornando uma atração turística quase que obrigatória para quem visita a capital francesa.

Mas será que o passeio ao Parc des Princes para ver in loco o futebol praticado por Edinson Cavani, Daniel Alves, Ángel di María, Marco Verratti e, claro, Neymar é um programa muito caro?

A resposta para essa pergunta é: nem tanto. Isso se você não escolher uma partida muito concorrida para assistir e nem se importar em ficar em locais menos nobres do estádio.

Em uma rápida pesquisa na plataforma oficial de vendas de ingressos para as partidas do PSG, encontra-se bilhetes que custam a partir de 25 euros (cerca de R$ 96).

É esse o preço da entrada que dá direito a assentos localizados nas curvas do Parc des Princes para a partida contra o Dijon, no dia 17 de janeiro, uma quarta-feira à noite, pelo Campeonato Francês.

Garimpando bem a plataforma, especialmente na área destinada para sobra de bilhetes (a tradicional ponta de estoque), dá para achar até uma ou outra entrada por 18 euros (R$ 69). Mas eles são escassos.

Os ingressos mais populares não estão disponíveis em todos os jogos do PSG como mandante. Confrontos mais aguardados, como clássicos e partidas da Champions, normalmente têm uma demanda maior de público e, consequentemente, preços mais salgados.

Foi o que aconteceu na vitória por 3 a 0 sobre o Bayern de Munique, em setembro, pela segunda rodada da fase de grupos da competição europeia. Na ocasião, o clube francês cobrou 134 euros (R$ 518) pelas entradas mais baratas, um recorde na atual edição do torneio. Mesmo assim, teve casa cheia.

Agora, o torcedor que deseja um serviço mais luxuoso, com direito a consumo de bebidas e alimentação, vai gastar mais, muito mais.

Na plataforma de vendas do PSG, um ingresso VIP para o confronto com o Lille, em 9 de outubro, chega a custar 420 euros (aproximadamente R$ 1.600). Na Champions, esse pacote sai por até 1.492 euros (R$ 5.770).

Aos interessados em ver de perto algum dos próximos jogos da equipe de Neymar, os ingressos (tanto os mais populares quanto os VIPs) podem ser adquiridos no site: https://billetterie.psg.fr/uk.


Mais de Clubes

– 5 times de futebol que jogam em estádios maiores que suas cidades
– Como um time de refugos e emprestados virou a ameaça ao Barça na Espanha
– Sensação da Europa, City importou “meio Barcelona” para chegar ao topo
– Ex-pequeno, rival do Grêmio demorou 81 anos para ser campeão pela 1ª vez