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Rival do Palmeiras, “Guardiola uruguaio” montou time histórico do Barcelona
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Rafael Reis

Adversário do Palmeiras nas oitavas de final da Copa Libertadores da América-2017, Guillermo Almada tem um apelido significativo para um treinador que dirige um time chamado Barcelona.

O ex-jogador de 48 anos, que comanda o Barcelona de Guayaquil, desde 2015, é chamado de “Pep Guardiola uruguaio”.

O apelido está ligado ao estilo de futebol de valorização da posse de bola e marcação agressiva praticado pelo River Plate uruguaio durante sua passagem de quatro anos pelo clube, entre 2011 e 2015, e que foi replicado na equipe equatoriana.

“Sou admirador de Guardiola, assim como de outros treinadores. Vamos tentar que o Barcelona jogue melhor que seus rivais. É claro que a prioridade é ganhar. Queremos ser campeões, temos essa expectativa. Mas, para isso, é preciso trabalhar, evoluir e jogar da melhor forma possível”, disse Almada, logo em sua chegada a Guayaquil.

Assim como os do Pep original, os objetivos de sua versão uruguaia no Barcelona foram rapidamente alcançados. Apesar de ser o maior vencedor da história do futebol equatoriano, o clube só havia conquistado um título nos últimos 18 anos quando apostou no ex-treinador do River.

Logo em sua primeira temporada, Almada fez história. A equipe de Guayaquil não apenas foi campeã equatoriana, como estabeleceu a maior pontuação da competição em todos os tempos (99 pontos, com aproveitamento de 75%).

Duas vezes vice-campeão da Libertadores (1990 e 1998), o Barcelona também voltou a fazer bonito na esfera continental.

O time, que recebe o Palmeiras nesta quarta no jogo de ida das oitavas, não passava da fase de grupos da competição sul-americana há 13 anos. Nas duas últimas participações, havia sido lanterna de sua chave.

Desta vez, a campanha foi bem diferente. O Barcelona estreou derrotando o Atlético Nacional, atual campeão da Libertadores, e conseguiu vitórias marcantes fora de casa contra Estudiantes e Botafogo.

O time dava toda pinta de que faria a melhor campanha do Grupo 1, mas acabou derrotado nas duas últimas rodadas, perdeu a liderança da chave para o Botafogo e foi parar na rota do Palmeiras.

Tropeços que não minimizam o trabalho de Guillermo Almada, o “Pep Guardiola” uruguaio, eleito no mês passado pela revista inglesa “Four Four Two” o 45º melhor treinador do futebol mundial.

A propósito, o Guardiola original, hoje à frente do Manchester City, ficou na oitava colocação na lista.


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Após férias, Libertadores dá início à fase final. E ainda não tem favorito
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Rafael Reis

Quarentas dias depois do encerramento da fase de grupos, a Copa Libertadores da América-2017 entra nesta terça-feira em sua reta final ainda sem a definição de um time favorito ao título.

Ao contrário do ano passado, quando o Atlético Nacional passou pela etapa classificatória com cinco vitórias e um empate e saiu de lá como o maior candidato ao troféu, desta vez nenhuma equipe teve um aproveitamento tão alto dentro do seu grupo.

E mesmo as equipes que mais se destacaram na fase anterior têm motivos de sobra para não merecer o rótulo de favorito nos mata-matas decisivos da principal competição interclubes da América do Sul.

Dono da melhor campanha da fase de grupos da Libertadores, com 13 pontos e 11 gols de saldo, o Atlético-MG está fora do G6 do Campeonato Brasileiro e até poucos dias atrás tinha seu técnico, Roger Machado, com o cargo sob ameaça devido à ausência de bons resultados.

Ao contrário dos mineiros, Palmeiras e Grêmio, os outros brasileiros que somaram 13 pontos na etapa anterior, vivem bons momentos na competição nacional, mas ainda não foram devidamente testados no torneio sul-americano.

A equipe gaúcha se destacou no mais fraco dos oito grupos da Libertadores. Ou você acha que ganhar de Guaraní, do Paraguai, Deportes Iquique, do Chile, e Zamora, da Venezuela, credencia alguém ao título?

O Palmeiras teve adversários um pouco mais qualificados, mas nem tanto assim: Jorge Wilstermann, da Bolívia, Atlético Tucumán, da Argentina, e Peñarol, do Uruguai. E, apesar do primeiro lugar da chave, sofreu demais para conseguir cada uma das quatro vitórias que obteve até o momento.

Assim como Atlético-MG, Grêmio e Palmeiras, River Plate e Lanús também somaram 13 pontos na fase de grupos. Só que pesadas dúvidas também pairam sobre o verdadeiro potencial dos argentinos.

O River até parecia um time capaz de carregar o rótulo de favorito. Conta com uma base que foi campeã continental dois anos atrás, vinha praticando um futebol consistente e é comandado há três temporadas pelo mesmo técnico, Marcelo Gallardo.

Mas um escândalo abalou as estruturas dos Millonarios. Dois dos seus titulares, o lateral direito Camilo Mayada e o zagueiro Lucas Martínez, foram pegos em exames antidoping. E mais cinco jogadores são suspeitos de terem utilizado substâncias proibidas.

O clube argentino é também dos sobreviventes da Libertadores que mais corre risco de perder nomes importantes nesta janela de transferências. O atacante Sebastián Driussi, um dos supostamente envolvidos no caso de doping coletivo, deve ir para o Zenit. O meia Gonzalo Martínez e o centroavante Lucas Alario também interessam ao futebol europeu.

Já o Lanús só chegou aos 13 pontos porque herdou três pontos de uma derrota para a Chapecoense, punida pela Conmebol pela escalação irregular de um jogador. O time, campeão nacional de 2016, fez uma campanha discreta no último Campeonato Argentino e foi apenas o oitavo colocado.

Libertadores-2017 – Oitavas de Final

Guaraní (PAR) x River Plate (ARG)
Jorge Wilstermann (BOL) x Atlético-MG (BRA)
Emelec (EQU) x San Lorenzo (ARG)
The Strongest (BOL) x Lanús (ARG)
Atlético-PR (BRA) x Santos (BRA)
Barcelona (EQU) x Palmeiras (BRA)
Nacional (URU) x Botafogo (BRA)
Godoy Cruz (ARG) x Grêmio (BRA)


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Rei dos acréscimos: Palmeiras tem as partidas mais longas da Libertadores
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Rafael Reis

“O jogo só acaba quando o Palmeiras marca”, “ou o Palmeiras faz um gol, ou a partida só vai terminar amanhã de manhã”, “a Crefisa comprou os relógios da Libertadores”, “acréscimos à la Palmeiras”…

Piadas como essas tomaram as redes sociais nas duas últimas semanas, desde que o atual campeão brasileiro derrotou o Peñarol por 3 a 2, com um gol marcado aos 54 min do segundo tempo.

As provocações contra os palmeirenses são exageradas, é claro. Mas, realmente, as partidas da equipe alviverde são, de longe, as de maior duração da Libertadores-2017.

O Palmeiras, que visita nesta quarta-feira o Peñarol, no Uruguai, já disputou três jogos na competição sul-americana deste ano. E permaneceu dentro de campo por 302 minutos.

Isso significa incríveis 32 minutos a mais de futebol em relação ao tempo regulamentar, um acréscimo superior a dez minutos por jogo. Resumindo: cada apresentação palmeirense na Libertadores dura em média quase 101 minutos, e não os 90 que estão na regra do futebol.

Foram oito minutos de acréscimo na estreia contra o Atlético Tucumán, da Argentina, 12 na vitória sobre o Jorge Wilstermann, da Bolívia, também obtida com um gol após os 45 min do segundo tempo, e mais 12 no encontro anterior com o Peñarol. Isso, é claro, somando as duas etapas.

Os acréscimos dados pelos árbitros nas partidas do Palmeiras são muito maiores do que os apontados nos jogos dos outros clubes participantes da Libertadores.

A prova disso é que o segundo time que mais teve tempo extra nas três primeiras rodadas da competição, o Peñarol, recebeu 23 minutos de acréscimos, nove a menos que o Palmeiras, sendo que 12 deles foram justamente no confronto contra os brasileiros.

Com exceção de River Plate e Emelec, que só jogaram duas vezes até o momento, cada time da Libertadores teve em média 18 minutos de acréscimo em seus três primeiros jogos na fase de grupos. Ou seja, a equipe treinada por Eduardo Baptista está 72% acima da média.

Isso não significa, porém, que há uma conspiração da arbitragem para favorecer o Palmeiras e que os jogos da equipe brasileira realmente só acabam quando ela consegue marcar o gol da vitória.

Os acréscimos (muito) acima do padrão indicam o quão truncado têm sido os jogos do time alviverde. Apesar de ter tido 102 minutos de duração, o encontro entre os palmeirenses e os uruguaios do Peñarol, na semana passada, teve só 40 minutos de bola rolando e uma expulsão, do atacante Dudu, que cumpre suspensão nesta noite.

Acréscimos acumulados nas 3 primeiras rodadas da Libertadores-2017

1º – Palmeiras (BRA) – 32 minutos
2º – Peñarol (URU) – 23 minutos
3º – Atlético Nacional (COL) – 22 minutos
Barcelona (EQU) – 22 minutos
Jorge Wilstermann (BOL) – 22 minutos
6º – Libertad (PAR) – 20 minutos
7º – Atlético Tucumán (ARG) – 19 minutos
Atlético-PR (BRA) – 19 minutos
Botafogo (BRA) – 19 minutos
Estudiantes (ARG) – 19 minutos
Santos (BRA) – 19 minutos


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Por onde andam os jogadores do Tolima, algoz do Corinthians em 2011?
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Rafael Reis

2 de fevereiro de 2011. Os torcedores do Corinthians (e principalmente os dos seus arquirrivais) não se esquecem desta data.

Foi nesse dia que um elenco com Ronaldo, Roberto Carlos e Paulinho, comandado no banco de reservas por Tite, atual técnico da seleção brasileira, foi derrotado por 2 a 0 pelo Tolima, na Colômbia, e não se classificou para a fase de grupos da Libertadores.

Um vexame histórico, já que nenhum outro time brasileiro, nem antes e muito menos depois do Corinthians, conseguiu ser eliminado ainda na fase preliminar da principal competição interclubes da América do Sul.

Mas, seis anos depois do resultado histórico, por onde andam os jogadores daquele pequeno clube da cidade de Ibagué. Mostramos abaixo os paradeiros dos atletas que eliminaram o Corinthians da Libertadores-2011.

POR ONDE ANDA – TOLIMA DE 2011?

Antony Silva (33 anos) – O goleiro paraguaio, que chegou a jogar no Marília em 2009, permaneceu no Tolima até 2014. Desde o ano passado, é o titular da meta do Cerro Porteño (PAR). Antony Silva é um dos arqueiros que vêm sendo convocado por Arce para os jogos da seleção nas eliminatórias da Copa do Mundo-2018.

Yair Arrechea (36 anos) – O experiente zagueiro defendeu as cores do Tolima por oito anos e disputou 169 partidas pelo clube de Ibagué. Em 2014, transferiu-se para o Independiente Santa Fé, clube pelo qual foi campeão colombiano naquele ano. Em janeiro, mudou de time mais uma vez e agora defende o Cortuluá.

Julián Hurtado (37 anos) – O zagueiro de 1,93 m rodou por alguns clubes colombianos e chegou a se aventurar na Venezuela depois de deixar o Tolima. O último time que defendeu foi o La Equidad, 14º colocado na última edição do Campeonato Colombiano.

Félix Noguera (29 anos) – Um dos jogadores mais jovens do Tolima que desbancou o Corinthians, o lateral esquerdo permaneceu no clube até 2015, quando foi contratado pelo Junior de Barranquilla. Noguera disputaria a Libertadores-2017, mas a equipe colombiana foi eliminada pelo Atlético Tucumán na fase preliminar.

Gerardo Vallejo (40 anos) – Ex-capitão do Tolima e lateral direito com 20 partidas pela seleção colombiana, abandonou o futebol profissional em 2014.

Jhon Freddy Hurtado (31 anos) – Famoso pelo apreço pelas canelas alheias, o volante seguiu um rumo bastante alternativo para a carreira. Em 2015, após deixar o Deportivo Pasto, rumou à Guatemala para vestir a camisa do Deportivo Malacateco.

Gustavo Bolívar (31 anos) – O meia, que chegou a defender a seleção colombiana no segundo semestre de 2011, virou um peregrino da bola desde que deixou o Tolima. Foram seis clubes diferentes, incluindo um da Arábia Saudita, nos últimos cinco anos. Atualmente, joga no Alianza Petrolera.

Rafael Castillo (36 anos) – Após deixar o Tolima e rodar por clubes pequenos da Colômbia, mudou-se para os Estados Unidos três anos atrás. Inicialmente, jogou no San Antonio Scorpions, time da NASL, a segunda liga mais importante do Soccer. No ano passado, transferiu-se para o San Antonio FC, da USL, a “terceira divisão” norte-americana.

Diego Chará (30 anos) – Outro ex-jogador do Tolima que hoje joga no futebol dos Estados Unidos. Mas enquanto Castillo milita nas ligas inferiores da América, Chará é há quase seis anos um nome importante do meio-campo do Portland Timbers, campeão da Major League Soccer em 2015.

Elkin Murillo (39 anos) – Foi o primeiro dos jogadores que eliminaram o Corinthians a se aposentar. O meia encerrou a carreira em 2013, dois anos após o triunfo do Tolima, quando chegou ao fim seu contrato com o Cortuluá.

Wilder Medina (36 anos) – Herói da classificação do Tolima, o autor do segundo gol contra o Corinthians chegou a ser suspenso do futebol uso de maconha. Já na reta final da carreira, disputa a segunda divisão colombiana pelo Fortaleza.

Danny Santoya (28 anos) – Atacante reserva que saiu do banco para abrir o placar contra o Corinthians, Santoya jogou no México, em El Salvador e teve até uma passagem rápida pelo Irã até assinar em janeiro com o Municipal para disputar o Campeonato Peruano.

Hernán Torres (56 anos) – O treinador, que estava no primeiro trabalho de sua carreira, teve seu resultado mais expressivo em 2012, quando levou o Millonarios ao título colombiano. No ano passado, venceu a segunda divisão com o tradicional América de Cali.


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Quem foi Jorge Wilstermann, que dá nome a rival do Palmeiras nesta quarta?
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Rafael Reis

Após estrear com empate contra o Atlético Tucumán, na Argentina, o Palmeiras busca nesta quarta-feira sua primeira vitória na Taça Libertadores da América-2017. Seu adversário é o Jorge Wilstermann.

Não, esse não é o nome do zagueiro ou do goleiro que tentarão impedir os gols do atual campeão brasileiro. Jorge Wilstermann não é nenhum dos jogadores do elenco boliviano, mas sim, o nome do clube que está no Grupo 5 da competição sul-americana.

Mas, quem foi Jorge Wilstermann? Deve ter sido alguém importante, certo? Afinal, o clube ao qual ele empresta nome tem nada menos do que 13 títulos bolivianos – só Bolívar e The Strongest levantaram mais troféus.

Engana-se quem pensa que Jorge foi um político influente de Cochabamba ou mesmo o dirigente responsável pela fundação do clube.

Nascido em abril de 1910, Jorge Wilstermann Camacho era filho de um mecânico que se tornou o primeiro piloto comercial de aviões da história da Bolívia. Apesar de civil, ele se destacou durante a Guerra do Chaco, contra o Paraguai, quando cumpriu mais de 700 mil quilômetros de voo.

Uma tragédia fez com que Jorge fosse imortalizado. Em 1936, quando tinha apenas 25 anos, um acidente com o avião que ele pilotava rumo a Oruro provocou a morte de 13 pessoas. Entre elas, estava o piloto.

Enterrado com pompa, Wilstermann foi homenageado pela LAB (Lloyd Aéreo Boliviano), para quem trabalhava, e passou a dar a nome para o aeroporto de Cochabamba. O mesmo aconteceu com o clube onde os funcionários da empresa praticavam esportes.

O Club Deportivo LAB, agora renomeado como Jorge Wisterlmann, cresceu, deixou de ser apenas uma agremiação de funcionários da aviação, tornou-se uma das forças do futebol boliviano e eternizou o nome do piloto.

Nesta Libertadores, o time dirigido pelo técnico peruano Roberto Mosquera conta com um velho conhecido da torcida brasileira: o zagueiro Alex Silva, 32, tricampeão nacional pelo São Paulo entre 2006 e 2008 e com passagem pela seleção.

A estreia dos bolivianos na competição sul-americana não poderia ter sido melhor: goleada por 6 a 2 sobre o Peñarol, do Uruguai. O atacante Gabriel Ríos marcou duas vezes, mas acabou expulso e não enfrenta o Palmeiras.


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Na nova Libertadores, brilhar na fase de grupos é armadilha para clubes
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Rafael Reis

Começar bem uma competição é sempre bom, já que enche os jogadores de confiança, faz com que os torcedores se sintam motivados a ir ao estádio e coloca aquele medo extra nos adversários, certo?

Na maioria das competições, é assim mesmo que funciona. Mas, na Libertadores-2017, brilhar demais logo no início do torneio pode acabar se tornando um problema.

A ampliação no período de disputa da principal competição interclubes da América do Sul, que agora terá a final jogada apenas em novembro, fará com que ela atravesse as janelas de transferências do meio do ano da Europa e da China.

Não precisa ser nenhum Nostradamus para saber que os clubes sul-americanos não passarão ilesos por esses períodos de transações e sofrerão sim desfalques em seus elencos para o segundo semestre.

E quem serão os times mais atingidos pela cobiça dos mercados mais ricos? Justamente aqueles que mais estiverem se destacando e apresentando melhor futebol na Libertadores, é claro.

No ano passado, a bola da vez da janela de transferências foi o Atlético Nacional. O clube colombiano negociou dois dos seus principais jogadores para o futebol europeu. No entanto, Davinson Sánchez e Marlos Moreno ainda puderam jogar a final da Libertadores porque ela foi disputada em julho, antes do início da temporada no Velho Continente.

Mas agora, com o novo calendário, os clubes europeus não poderão mais esperar. A janela de transferências da Europa (e também da China) abrirá após encerramento da fase de grupos da Libertadores e fechará depois das oitavas de final.

E, por isso, destacar-se na etapa de grupos pode acabar sendo uma armadilha capaz de afastar um time da briga pelo título continental, no fim do ano.

Vamos supor que o empate contra o Atlético Tucumán seja o único tropeço do Palmeiras no Grupo 5 e que o atual campeão brasileiro emende nas próximas rodadas grandes atuações. Nesse cenário, quais as chances de jogadores como Tchê Tchê, Borja e Mina continuarem no clube no segundo semestre e disputarem a reta final da Libertadores?

E no caso do Flamengo: será que Diego, Willian Arão e Berrío não receberão propostas milionárias irrecusáveis da Europa e/ou da China caso atuações como a da estreia contra o San Lorenzo se repitam?

O mesmo vale para Luan, Vitor Bueno e tantos outros jogadores espalhados pelos oito representantes brasileiros na Libertadores-2017.

Por isso, se você não gostou da atuação do seu time na primeira rodada do torneio sul-americano, não se desespere. Talvez seja melhor assim. O importante, por enquanto, é passar de fase. E guardar o bom futebol para a reta final, depois que as janelas de transferências fecharem.


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Por onde andam os jogadores do Atlético Nacional campeão da Libertadores?
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Rafael Reis

No dia 27 de julho do ano passado, o Atlético Nacional derrotou o equatoriano Independiente del Valle, em Medellín, e conquistou seu segundo título da Libertadores, o terceiro da história do futebol colombiano.

Sete meses depois, muita coisa mudou no estádio Atanasio Girardot. Alguns dos principais nomes daquela equipe hoje vestem camisas de clubes brasileiros. Outros encaram agora o desafio de se firmarem na Europa.

Além disso, o Nacional virou um clube especial no coração do torcedor brasileiro depois de ceder à Chapecoense o título da Copa Sul-Americana do ano passado em virtude do acidente aéreo que matou boa parte do elenco catarinense.

Mas, por onde andam, os jogadores que recolocaram durante 2016 o Atlético Nacional no mapa do futebol mundial. Mostramos abaixo os paradeiros dos atletas campeões da última edição da Libertadores.

POR ONDE ANDA – ATLÉTICO NACIONAL DE 2016?

Franco Armani (30 anos), Daniel Bocanegra (29 anos), Alexis Henríquez (34 anos), Farid Díaz (33 anos), Macnelly Torres (32 anos) – Cinco titulares da decisão da última Libertadores continuam no Atlético Nacional: um goleiro, dois laterais, um zagueiro e um meio-campista. Em comum entre eles, a idade elevada que dificulta o interesse de clubes de mercados mais endinheirados.

Davinson Sánchez (20 anos) – Um dos nomes mais promissores do elenco campeão sul-americano, o zagueiro recusou o Barcelona B para disputar o Campeonato Holandês pelo Ajax. O colombiano é titular absoluto da equipe de Amsterdã e não deve ficar muito tempo por lá. Uma nova proposta do Barça, mas desta vez para jogar no time principal, é algo bastante provável.

Alejandro Guerra (31 anos) – Eleito o melhor jogador da última Libertadores, o meia venezuelano enfrentou problemas físicos que minaram seu desempenho no segundo semestre. Uma das principais contratações do Palmeiras para 2017, ainda está em fase de adaptação ao futebol brasileiro.

Alexander Mejía (28 anos) – O volante disputou a Libertadores emprestado ao Atlético Nacional. Após a competição, ele nem retornou ao Monterrey, clube que detinha seus direitos econômicos. Mejía foi repassado diretamente ao León, atual último colocado do Campeonato Mexicano.

Orlando Berrío (26 anos) Autor do gol colombiano na primeira partida da decisão da Libertadores, permaneceu no Atlético Nacional até o fim do ano e depois foi negociado com o Flamengo. Dono de uma velocidade acima do comum, caiu rapidamente nas graças da maior torcida do Brasil.

Marlos Moreno (20 anos) A principal revelação da última Libertadores chegou à seleção colombiana, encantou Pep Guardiola e acabou negociado com o Manchester City. Emprestado ao La Coruña para se adaptar ao futebol europeu, sofreu uma grave lesão de tornozelo e está sem jogar desde janeiro.

Miguel Borja (24 anos) – Apesar de só ter disputado as quatro últimas partidas da Libertadores, acabou sendo o herói do título. Autor do gol da vitória sobre o Independiente del Valle, na decisão da competição continental, foi contratado com status de craque pelo Palmeiras no início do ano. É a maior esperança de gols do atual campeão brasileiro para 2017.

Jonathan Copete (29 anos) – Titular do Atlético Nacional durante a maior parte da Libertadores, não disputou a reta final da competição porque se transferiu para o Santos no meio do ano passado. Atacante especialista no lado esquerdo do campo, fez oito gols no último Campeonato Brasileiro.

Sebastián Pérez (23 anos) – Outro jogador importante que perdeu a decisão. O volante, que tem feito parte das convocações da seleção desde o início do ano passado, transferiu-se em agosto para o Boca Juniors. Pérez, no entanto, pouco jogou na Argentina. Irritado com o banco, já falou mais de uma vez que pretende deixar o clube.

Reinaldo Rueda (59 anos) – Ex-comandante das seleções colombiana, hondurenha e equatoriana, o treinador precisou reinventar a equipe no segundo semestre de 2016 e conseguiu levar o Atlético Nacional à final da Copa Sul-Americana. Agora, tem o desafio de fazer uma nova reestruturação no time de Medellín para mantê-lo competitivo internacionalmente.


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Rafael Reis

Aqueles que ainda pensam que lugar de jogador veterano é no gol devem dar uma espiadinha na Libertadores-2017.

A competição interclubes mais importante da América do Sul, cuja fase de grupos teve início na última terça-feira, conta com três atletas inscritos que já entraram na casa dos 40 anos… e todos eles atuam na linha.

O mais velho deles é também o mais conhecido do torcedor brasileiro. Aos 42 anos e oito meses, Zé Roberto tentará alcançar com a camisa do Palmeiras um dos poucos títulos que faltam em sua carreira.

O veterano é titular absoluto do atual campeão brasileiro, seja atuando como lateral esquerdo ou no meio-campo, e, apesar de não carregar a braçadeira de capitão, é um dos líderes do elenco.

Apesar da longa carreira, Zé Roberto não disputou tantas Libertadores assim. Esta será apenas a quinta participação do veterano na competição. Na melhor delas, em 2007, chegou à semifinal com o Santos.

Remanescente da Copa do Mundo-1998, assim como o brasileiro, o argentino Juan Sebastián Verón, que completa 42 anos nesta quinta-feira, é outra das atrações da competição sul-americana nesta temporada.

O ex-volante de Manchester United, Chelsea e Inter de Milão encerrou uma aposentadoria de dois anos e meio para voltar a vestir a camisa do Estudiantes na Libertadores.

Verón não teve problemas para convencer o técnico Nelson Vivas a lhe dar uma nova oportunidade. Isso porque, desde outubro de 2014, o meio-campista é o presidente do clube de La Plata.

Ao contrário de Zé Roberto, o argentino já possui uma Libertadores no currículo. Em 2009, ele liderou o Estudiantes na campanha que encerrou um jejum de 39 anos sem o título continental, na decisão contra o Cruzeiro.

O terceiro “quarentão” do torneio continental é o menos conhecido de todos. Aos 40 anos e sete meses, o atacante Ysrael Zúñiga é capitão e ídolo do Melgar, time peruano que irá enfrentar River Plate, Emelec e Independiente Medellín na fase de grupos.

Profissional desde 1995, o atacante é um dos maiores artilheiros da história do futebol do Peru –tem 152 gols no campeonato nacional, mesma marca de Teófilo Cubillas, ídolo dos anos 1960, 1970 e 1980.

Zúñiga não é mais titular do Melgar, mas ainda faz seus golzinhos e já marcou duas vezes em 2017, ano que deve marcar sua despedida do futebol profissional.


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Desfalques? 91 jogadores têm contratos encerrando durante Libertadores
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Rafael Reis

Capitão do Flamengo e uma das principais armas do time no Rio para a disputa da Libertadores-2017, o zagueiro Réver não sabe se continuará vestindo a camisa rubro-negra até o final da competição.

O defensor de 32 anos está emprestado ao atual vice-campeão brasileiro até junho. Ou seja, a menos que haja um acordo até lá, ele terá de ser devolvido ao Internacional em julho, quando o torneio interclubes mais importante da América do Sul entrar na fase dos mata-matas.

O caso de Réver é mais comum do que parece. Pelo menos 91 jogadores que disputam a partir desta terça-feira a fase de grupos da Libertadores estão em situação semelhante à do zagueiro brasileiro.

Esse cenário preocupante é um efeito colateral da revolução feita no regulamento do torneio para esta edição.

Por determinação da Conmebol, a Libertadores deixou de ser uma competição jogada (quase que) exclusivamente no primeiro semestre. Com duração ampliada, ela só chegará ao final em novembro. O problema é que nem todos os clubes se prepararam para isso.

Um dos adversários do Palmeiras no Grupo 5, o argentino Atlético Tucumán é o exemplo mais crítico. Nada menos do que 14 jogadores do seu elenco têm contrato apenas até junho e podem ir embora gratuitamente no meio do campeonato.

A lista inclui nomes importantes, como o camisa 10 Leandro González, o artilheiro Cristian Menéndez e o meia Rodrigo Aliendro, autor de um dos gols que colocaram a equipe argentina na fase de grupos.

Atual campeão, o colombiano Atlético Nacional é outro que pode sofrer com essa situação. Dayro Moreno, referência de ataque do time depois da saída de Miguel Borja para o Palmeiras, está emprestado pelo Tijuana (MEX) apenas até junho.

Mais acostumados ao calendário anual do que a maioria dos rivais sul-americanos, os clubes brasileiros não têm tantos jogadores com contrato para expirar durante a Libertadores. Mas há exceções, como a de Réver.

No Grêmio, o goleiro reserva Bruno Grassi e o uruguaio Maxi Rodríguez têm contratos que vencem nos próximos meses. Já no Atlético-MG, o meia venezuelano Rómulo Otero possui vínculo que termina antes do fim da Libertadores –está emprestado pelo Huachipato, do Chile. Na Chapecoense, o contrato de Alan Ruschel encerra em maio, mas o clube já garantiu que fará a renovação até o fim do ano.

Situações como as de Réver, Moreno, Otero e pelo menos 91 jogadores desta Libertadores já aconteciam em edições anteriores, mas eram restritas a poucos times que chegavam às semifinais e final em anos em que a competição se estendia até julho e agosto.

Agora, com todos os mata-matas decisivos (a partir das oitavas de final) jogados no segundo semestre, a proporção do problema se tornou muito maior.

Além dos contratos que terminam no meio da Libertadores, os 16 clubes que avançarem para a reta final do torneio continental ainda terão de lidar com o assédio das equipes europeias e da China a seus principais jogadores na janela de transferências do meio do ano.

Por isso, uma coisa é certa. Os times que iniciam nesta terça a disputa pelo troféu sul-americano certamente não serão os mesmos que brigarão pela taça na final, em novembro.

Clubes com contratos que vence durante a Libertadores:

Atlético Tucumán (ARG) – 14 jogadores
Estudiantes (ARG) – 9
Lanús (ARG) – 8
Peñarol (URU), San Lorenzo (ARG) – 6
Nacional (URU), Universidad Católica (CHI) – 5
Godoy Cruz (ARG) – 4
Barcelona (EQU), Deportes Iquique (CHI), Melgar (PER), Sport Boys (BOL), The Strongest (BOL), Zulia (VEN) – 3
Flamengo (BRA), Grêmio (BRA), Independiente Medellín (COL), Independiente Santa Fé (COL), Jorge Wilstermann (BOL), Sporting Cristal (PER) – 2
Atlético-MG (BRA), Atlético Nacional (COL), Chapecoense (BRA) e River Plate (ARG) – 1

Dados parciais de cada clube participante da Libertadores. Não foi possível obter informações Guaraní (PAR), Libertad (PAR) e Zamora (VEN)


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Rafael Reis

A fase de grupos da Taça Libertadores da América começa nesta terça-feira e conta com a participação recorde de oito clubes brasileiros.

Mas, além de Chapecoense, Palmeiras, Grêmio, Santos, Flamengo, Atlético-MG, Atlético-PR e Botafogo, o futebol nacional estará representado na principal competição interclubes do continente por mais seis jogadores.

Conheça abaixo os atletas brasileiros que vão defender clubes de outros países na Libertadores-2017.

ALEX SILVA
Zagueiro
31 anos
Jorge Wilstermann (BOL)

É, de longe, o brasileiro mais conhecido que irá disputar a Libertadores por um time estrangeiro. Tricampeão nacional pelo São Paulo entre 2006 e 2008 e com passagem pela seleção, o zagueiro chegou à Bolívia há menos de dois meses para atuar no Jorge Wilstermann. Baleado por problemas físicos e excessos cometidos ao longo da carreira, Alex Silva está fora da elite brasileira desde 2013, quando deixou o Flamengo. Depois, passou por Boa Esporte, São Bernardo, Brasiliense, Rio Claro e Hercílio Luz. Nesse meio tempo, chegou a cogitar a aposentadoria. Mas voltou atrás na decisão.

THOMAZ
Meia
30 anos
Jorge Wilstermann (BOL)

Companheiro de Alex Silva no Jorge Wilstermann, clube que defende desde 2014. Destaque do Internacional na Copa São Paulo de 2006, o meia rodou por 16 clubes e três países (Suíça, Estados Unidos e, evidentemente, Brasil) em oito anos até chegar a Cochabamba. Seu melhor momento foi a conquista do Campeonato Catarinense de 2009 pelo Avaí.

RONALDO CONCEIÇÃO
Zagueiro
29 anos
Peñarol (URU)

Não é uma surpresa nenhuma ver o zagueiro que defendeu o Atlético-MG no ano passado vestindo a camisa do Peñarol na Libertadores. Apesar de ter passado por Internacional, Náutico, São Caetano e uma série de equipes pequenas do Rio Grande do Sul, Ronaldo Conceição construiu boa parte da carreira no Uruguai. A equipe aurinegra é a quarta que ele defende por lá –também jogou no Nacional, no River Plate e no El Tanque.

GABRIEL MARQUES
Volante
28 anos
Barcelona (EQU)

O volante mineiro, que também pode atuar na zaga, está há dois anos emprestado pelo River Plate (URU) à equipe equatoriana. Titular absoluto do Barcelona, Gabriel Marques foi revelado pelo Grêmio, passou pelo Campinas e, desde 2009, está vinculado ao clube de Montevidéu. Antes de ir para o Equador, o brasileiro também foi emprestado a Nacional (URU), Atlético-PR e Paraná.

EDIVALDO ROJAS
Atacante
31 anos
Sport Boys (BOL)

Natural de Cuiabá, o centroavante revelado pelo Atlético-PR é filho de bolivianos e estreou em 2011 pela seleção do país dos seus familiares e até já enfrentou o Brasil. Mas Rojas só passou a morar na Bolívia em 2015, quando assinou com o Jorge Wilstermann. No ano passado, mudou de clube e começou a defender o pequeno Sport Boys.

LUIS FERNANDO MARTELLI
Zagueiro
31 anos
The Strongest (BOL)

Mais um brasileiro que ganhou cidadania boliviana e virou jogador de seleção. Martelli chegou ao país em 2011 e passou por La Paz, Potosí e Nacional Potosí até se transferir para o Strongest, em 2014. No ano passado, participou da histórica vitória do clube boliviano sobre o São Paulo. O triunfo foi o primeiro do Strongest fora de casa na Libertadores desde 1982.

MAURICIO VIANA
Goleiro
27 anos
Sporting Cristal (PER)

Apesar de ter nascido em São Paulo, o goleiro possui família chilena e se mudou para lá ainda pequeno. Viana passou por todas as seleções de base do Chile e já chegou a ser convocado pela equipe principal. Atualmente, possui contrato com o Chiapas, do México, que o repassou ao Sporting Cristal para que ele dispute a Libertadores.


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