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Como River superou investimento do Palmeiras e virou o “PSG das Américas”
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Rafael Reis

No ano passado, o Palmeiras foi chamado por muitos torcedores de “Real Madrid das Américas” devido ao poderio financeiro que possibilitou ao clube ter um elenco recheado de estrelas como Borja, Dudu, Felipe Melo e Guerra.

Mas se o time paulista merece a comparação com o atual bicampeão europeu, um dos seus adversários na Libertadores-2018 ganhou um outro apelido igualmente pomposo, “PSG das Américas”.

Afinal, ninguém no continente gastou tanto dinheiro para montar seu elenco atual quanto o River Plate.

A contratação do centroavante Lucas Pratto, ex-São Paulo, por 11,5 milhões de euros (cerca de R$ 45 milhões), maior negócio da história do futebol argentino, foi só uma pequena mostra do estrago que o time de Buenos Aires tem feito no Mercado da Bola sul-americano.

Para construir o elenco que o técnico Marcelo Gallardo irá dirigir nesta temporada, os “Millonarios”, apelido totalmente apropriado para o momento o clube, gastaram cerca de 54 milhões de euros (R$ 211 milhões).

Dos 28 jogadores da equipe profissional do River, dez custaram mais de 2,5 milhões de euros (R$ 9,8 milhões): o goleiro Franco Armani, o zagueiro Luciano Lollo, o lateral esquerdo Milton Casco, o volante Iván Rossi, os meia Nicolás de la Cruz e Gonzalo Martínez e os atacantes Ignacio Scocco, Santos Borré e Marcelo Larrondo, além de Pratto.

Para se ter uma ideia de como o elenco argentino é caro para os padrões sul-americanos, o Palmeiras gastou pouco mais de 40 milhões de euros (R$ 156 milhões) para construir seu elenco atual.

Ou seja, a construção do plantel do River foi 33% mais cara do que a do clube que se tornou sinônimo de dinheiro no futebol brasileiro.

Ao contrário do Palmeiras, que enriqueceu nos últimos anos graças a uma série de fatores, como a construção de um novo estádio, a força do seu programa de sócios-torcedores e um patrocinador forte, boa parte do dinheiro que os “Millonarios” investiram em reforços veio do próprio Mercado da Bola.

Só nas últimas três temporadas, o River arrecadou mais de 91 milhões de euros (R$ 350 milhões) com venda de jogadores. Só com as idas de Lucas Alario e Sebastián Driussi para Bayer Leverkusen e Zenit São Petesburgo, respectivamente, o clube faturou quase 40 milhões de euros (R$ 156 milhões).

O sonho do “PSG das Américas” para 2018 é o mesmo do Palmeiras e de qualquer outro dos grandes clubes que vão disputar a Libertadores nesta temporada: conquistar o título sul-americano e disputar o Mundial.

O River já venceu o principal torneio interclubes do continente em três ocasiões, 1986, 1996 e 2015. Nesta temporada, ele está no Grupo 4 e terá como primeiros adversários Flamengo, Emelec e um outro clube advindo das etapas preliminares da competição.


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Terra de “velhinhos”, Libertadores-2018 tem até remanescente da Copa-2002
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Rafael Reis

Roque Santa Cruz estreou na seleção principal do Paraguai há 19 anos. Em 2002, disputou a Copa do Mundo na Coreia do Sul e no Japão. No Bayern de Munique, clube que defendeu entre 1999 e 2007, chegou a atuar ao lado de Oliver Kahn, Élber e até Lothar Matthäus.

Aos 36 anos, o centroavante do Olimpia (PAR) estreia nesta segunda-feira na Libertadores-2018, contra o Montevideo Wanderers (URU). E, apesar da idade elevada, não tem motivo nenhum para se sentir um tiozão.

O atacante não está nem entre os 20 jogadores mais velhos que vão disputar a competição interclubes mais importante da América do Sul nesta temporada.

É isso mesmo: a Libertadores, que dá início nesta noite à sua fase preliminar, até parece em alguns momentos um torneio de veteranos.

Dos 1.388 jogadores que compõem os elencos profissionais dos 47 clubes inscritos no torneio continental, 359 já entraram na casa dos 30 anos. Isso significa 25,8% do total dos atletas.

A Libertadores-2018 tem até espaço para “quarentões”. O atacante peruano Ysrael Zúñiga, do Melgar, já festejou seu 41º aniversário. O também peruano Leao Butrón, goleiro do Alianza Lima, e o arqueiro argentino Cristián Muñoz, do Universidad Concepción, estão com 40 anos.

Para se ter uma ideia de como a competição sul-americana é a “terra dos velhinhos”, é legal fazer uma comparação com Liga dos Campeões da Europa.

Nas últimas três temporadas, apenas um “quarentão” disputou a Champions: o goleiro ucraniano Oleksandr Shovkovsky, que foi a campo com 41 anos e 8 meses, em 2016, pelo Dínamo de Kiev contra o Napoli.

O recorde de jogador mais velho a participar da Libertadores pertence a um brasileiro e foi batido no ano passado. Zé Roberto jogou pelo Palmeiras contra o Barcelona de Guayaquil no dia do seu aniversário de 43 anos.

O lateral esquerdo se aposentou em dezembro, mas o brasileiro mais velho desta edição da Libertadores também é do Palmeiras: o goleiro Fernando Prass, de 39 anos e cinco meses.

Outros dois brasileiros aparecem no top 10 da idade da competição: o lateral direito Léo Moura, do Grêmio, com 39 anos e dois meses, o atacante Emerson, recém-contratado pelo Corinthians, que tem um mês a menos, e Juan, zagueiro do Flamengo que completa 39 anos em fevereiro.

OS 10 JOGADORES MAIS VELHOS DA LIBERTADORES-2018

1 – Ysrael Zúñiga (A, PER, Melgar) – 41 anos e 5 meses
2 – Leao Butrón (G, PER, Alianza Lima) – 40 anos e 10 meses
3 – Cristián Muñoz (G, ARG, Universidad Concepción) – 40 anos e 6 meses
4 – Pablo Escobar (A, BOL, The Strongest) – 39 anos e 7 meses
5 – Fernando Prass (G, BRA, Palmeiras) – 39 anos e 5 meses
6 – Róbinson Zapata (G, COL, Independiente Santa Fé) – 39 anos e 3 meses
7 – Léo Moura (LD, BRA, Grêmio) – 39 anos e 2 meses
Daniel Vaca (G, BOL, The Strongest) – 39 anos e 2 meses
9 – Emerson (A, BRA, Corinthians) – 39 anos e 1 mês
10 – Juan (Z, BRA, Flamengo) – 38 anos e 11 meses


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Boca, River e mais 37: Conheça os times já garantidos na Libertadores-2018
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Rafael Reis

A próxima edição da Copa Libertadores da América contará com as presenças do Boca Juniors, maior campeão no século 21, com três títulos, e dos vencedores das últimas três edições do torneio: Grêmio (2017), Atlético Nacional (2016) e River Plate (ARG).

Além dos quatro clubes citados acima, outras 35 equipes já asseguraram participação na principal competição interclubes do continente no ano que vem.

Ou seja, apenas oito das 47 vagas da Libertadores-2018 ainda não foram preenchidas.

Uma delas será definida na final da Copa Sul-Americana. Se o Independiente (ARG) faturar o título, será ele o dono da vaga. Caso o Flamengo levante a taça, o futebol brasileiro terá direito a um nono representante: o Atlético-MG.

As outras vagas ainda abertas, e que serão definidas nas próximas semanas, pertencem a Bolívia (duas), Colômbia (duas), Chile (uma), Equador (uma) e Venezuela (uma).

Dos 39 clubes assegurados na próxima Libertadores, 23 já têm vaga garantida na fase de grupos, 12 terão de passar pelos mata-mata preliminares da competição e quatro ainda não sabem exatamente qual será seu papel.

Um dos times com a situação indefinida é o Vasco, que irá diretamente para fase principal do torneio se o Flamengo faturar a Sul-Americana. Caso contrário, entrará na segunda rodada da etapa preliminar.

A grande ausência da próxima edição será o Lanús, atual vice-campeão da Libertadores e que não conseguiu ficar com nenhuma das seis vagas destinadas ao futebol argentino –ficou em oitavo no campeonato nacional.

O sorteio que irá definir os confrontos das primeiras fases e os grupos da Libertadores será realizado no próximo dia 20, na sede da Conmebol, no Paraguai. O pontapé inicial da competição está previsto para 22 de janeiro. Já a final, para 28 de novembro.

Conheça abaixo todos os clubes já classificados para a Libertadores:

FASE DE GRUPOS
Alianza Lima (PER)
Atlético Nacional (COL)
Atlético Tucumán (ARG)
Boca Juniors (ARG)
Bolívar (BOL)
Corinthians (BRA)
Cruzeiro (BRA)
Defensor Sporting (URU)
Delfin (EQU)
Emelec (EQU)
Estudiantes (ARG)
Flamengo (BRA)
Grêmio (BRA)
Libertad (PAR)
Monagas (VNZ)
Palmeiras (BRA)
Peñarol (URU)
Racing (ARG)
Real Garcilaso (PER)
River Plate (ARG)
Santos (BRA)
The Strongest (BOL)
Universidad de Chile (CHI)

FASE PRELIMINAR
Banfield (ARG)
Carabobo (VNZ)
Chapecoense (BRA)
Deportivo Táchira (VNZ)
Guaraní (PAR)
Independiente del Valle (EQU)
Melgar (PER)
Montevideo Wanderers (URU)
Nacional (URU)
Junior Barranquilla (COL)
Santiago Wanderers (CHI)
Universitario (PER)

A DEFINIR
Cerro Porteño (PAR)
Colo Colo (CHI)
Olimpia (PAR)
Vasco (BRA)


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Por onde andam os jogadores campeões da Libertadores-1995 pelo Grêmio?
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Rafael Reis

Quatro anos depois de o Atlético-MG derrotar nos pênaltis o Olimpia (PAR), o futebol brasileiro volta nesta quarta-feira a participar de uma decisão de Libertadores.

Campeão continental em 1983 e 1995, o Grêmio recebe o Lanús (ARG) nesta noite, no primeiro jogo da decisão do torneio mais interclubes mais importante da América do Sul, para tentar igualar a marca de São Paulo e Santos, únicos brasileiros com três Libertadores no currículo.

Momento propício para relembrar a última conquista gremista. Vinte e dois anos atrás, a equipe gaúcha desbancou o Atlético Nacional por 4 a 2 no placar agregado (3 a 1, em Porto Alegre, e 1 a 1 no jogo de volta) e alçou ao estrelato nomes como Arce, Paulo Nunes, Jardel e o técnico Luiz Felipe Scolari.

Mas como será que os heróis do Grêmio de 1995 estão hoje em dia? Apresentamos abaixo os paradeiros dos jogadores que deram à metade tricolor do Rio Grande do Sul o bicampeonato da Libertadores.

POR ONDE ANDA – GRÊMIO (1995)?


Danrlei (44 anos) –
Um dos maiores ídolos da história recente do Grêmio, foi titular do clube durante quase uma década e conquistou 12 títulos com a camisa tricolor. De temperamento forte, envolveu-se em várias confusões e chegou até a agredir um companheiro de time durante um treinamento. Atualmente, cumpre seu segundo mandato como deputado federal pelo Rio Grande do Sul.

Francisco Arce (46 anos) – O lateral direito construiu uma carreira de sucesso no futebol brasileiro, onde atuou por três temporadas no Grêmio e mais cinco no Palmeiras, e disputou as Copas do Mundo de 1998 e 2002. Técnico desde 2009, já faturou um título paraguaio pelo Cerro Porteño, clube que o revelou. Está em sua segunda passagem como treinador da seleção paraguaia, que falhou nas eliminatórias da Copa-2018.

Catalino Rivarola (52 anos) – Compatriota de Arce, o zagueiro já era um veterano de 30 anos quando desembarcou no Grêmio, em 1995. Quatro anos depois, foi contratado pelo Palmeiras, onde praticamente não jogou. Rivarola ainda teve uma rápida passagem pelo América-RJ antes de voltar para casa e encerrar a carreira no Libertad, em 2001. Assim como Arce, também fez parte do elenco paraguaio na Copa-1998.

Adílson Batista (49 anos) – Capitão gremista há 22 anos, o zagueiro encerrou a carreira em 2001 e já emendou uma carreira como treinador. Seu melhor momento no novo cargo aconteceu à frente do Cruzeiro, clube pelo qual conquistou os títulos mineiro de 2008 e 2009. O ex-capitão gremista também dirigiu (sem muito sucesso) Corinthians, Santos, Atlético-PR, São Paulo e Vasco. Seu último trabalho relevante foi o de técnico do Joinville, em 2015.

Roger Machado (42 anos)  – Jogador mais jovem escalado por Felipão na final da Libertadores, o lateral esquerdo fez mais de 400 partidas pelo Grêmio antes de se aventurar por Vissel Kobe (JAP) e Fluminense. Um dos mais promissores treinadores da nova geração brasileira, Roger dirigiu entre 2015 e 2016 o clube onde se consagrou duas décadas atrás e neste ano venceu o Campeonato Mineiro pelo Atlético.

Dinho (51 anos) – Famoso pela falta de carinho com que tratava as canelas e tornozelos adversários, o volante já havia sido bicampeão da Libertadores pelo São Paulo quando chegou ao Olímpico. Dinho jogou profissionalmente até 2002 e depois de enveredou pela carreira política. O ex-gremista já disputou eleições para vereador de Porto Alegre e deputado estadual do Rio Grande do Sul, mas nunca foi eleito –só assumiu como suplente uma cadeira na câmara municipal da capital gaúcha.

Luís Carlos Goiano (49 anos) – Parceiro de Dinho no setor defensivo do meio-campo gremista, acabou expulso por dois cartões amarelos na final contra o Atlético Nacional. Goiano jogou na equipe tricolor entre 1995 e 1999 e também conquistou um título brasileiro e uma Copa do Brasil. Desde 2013, é diretor executivo do Novorizontino, clube onde despontou para o futebol brasileiro e que atualmente disputa a primeira divisão do Campeonato Paulista.

Arílson (44 anos) – Eternizado por ter fugido da concentração das seleção brasileira pré-olímpica em 1996, o meia não conseguiu construir fora da Olímpico a carreira que parecia que teria quando ajudou o Grêmio a ganhar o bi da Libertadores. No total, o meio-campista defendeu 22 clubes diferentes e passou por Alemanha, Espanha, Chile, Colômbia e Arábia Saudita. No mês passado, estreou como técnico de um time profissional à frente do Aimoré, de São Leopoldo (RS).

Carlos Miguel (45 anos) – O meia, que também passou pelo São Paulo e integrou o elenco da seleção brasileira na Copa das Confederações de 2001, foi outro integrante do vitorioso time gremista que tentou uma carreira política. Em 2012, ele disputou as eleições para vereador de Cachoeirinha (RS), mas não foi eleito. Três anos depois, tornou-se comentarista da Grêmio Rádio Umbro, onde trabalha até hoje.

Paulo Nunes (46 anos) – Carismático, também fez sucesso com as camisas de Flamengo e Palmeiras, jogou pela seleção brasileira e teve uma passagem esquecível pelo Corinthians. Após a aposentadoria, abriu uma escolinha de futebol em Goiânia e passou a trabalhar como empresário de jovens jogadores. Em 2013, participou do reality show “A Fazenda”, exibido pela Record.

Jardel (44 anos) – O artilheiro da Libertadores-1995, com 12 gols, construiu uma carreira de sucesso em Portugal (três títulos nacionais e três prêmios de melhor jogador da competição) e também passou por Inglaterra, Espanha e Itália. Após a aposentadoria, Jardel revelou ter passado por um grave caso de depressão e envolvimento com drogas. Em 2014, foi eleito deputado estadual no Rio Grande do Sul. Dois anos depois, teve o mandato cassado por uma série de irregularidades –foi investigado por envolvimento com drogas, cobrança de parte dos salários dos servidores para uso pessoal e utilização da estrutura pública para questões particulares.

Luciano Dias (47 anos) – Formou durante muito tempo a dupla de zaga do Grêmio com Adilson Batista e substituiu o capitão aos 20 minutos do primeiro tempo do segundo jogo da final contra o Atlético Nacional. Desde 2004, trabalha como treinador, mas nunca conseguiu decolar nacionalmente nessa nova carreira. No primeiro semestre, dirigiu o Comercial de Ribeirão Preto na Série A3 do Campeonato Paulista.

Nildo (51 anos) – Vestia a camisa 10 do Grêmio na Libertadores-1995, mas era reserva na equipe de Felipão e entrou no lugar de Jardel no decorrer da segunda partida da decisão. Aposentado desde 2003, trabalha como treinador no Norte e no Nordeste.

Alexandre (48 anos) – Pouco lembrado fora do Rio Grande do Sul, o meio-campista que substituiu Paulo Nunes nos minutos finais da decisão também defendeu Internacional, Botafogo, Flamengo, Guarani e Portuguesa, entre outros. Atualmente, trabalha como empresário.

Luiz Felipe Scolari (69 anos) – Até conquistar a Libertadores-1995, Felipão era “apenas” um técnico bicampeão da Copa do Brasil por Criciúma (1991) e Grêmio (1994). A conquista internacional foi um divisor de águas para aquele que se tornaria o treinador brasileiro de maior sucesso de sua geração. Scolari entrou para a história do Palmeiras, transformou a seleção de Portugal, dirigiu o Chelsea e foi o treinador do Brasil em duas Copas. Em 2002, faturou o penta. Em 2014, ficou queimado graças ao 7 a 1. Passou as últimas três temporadas acumulando títulos e dinheiro na China. Optou por deixar o Guangzhou Evergrande e agora está sem emprego.


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Ex-pequeno, rival do Grêmio demorou 81 anos para ser campeão pela 1º vez
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Rafael Reis

Adversário do Grêmio na decisão da Copa Libertadores da América-2017, a partir desta quarta-feira, o Lanús foi durante 81 anos praticamente um peso morto no futebol argentino.

O clube, que pertence a uma cidade de mesmo nome localizada na Grande Buenos Aires, demorou mais de oito décadas para conquistar pela primeira vez o título de uma competição de primeira divisão.

Fundado em 1915, o Lanús só foi levantar sua primeira taça de uma competição de elite em 1996, quando derrotou o Independiente Santa Fé e faturou a extinta Copa Conmebol. Até então, sua sala de troféus se resumia a quatro prêmios de campeão da segunda e terceira divisão.

Após ganhar o torneio sul-americano no final do século passado, o clube ainda demorou mais 11 anos para se consagrar nacionalmente. Foi só em 2007 que a equipe grená se juntou ao grupo dos clubes campeões argentinos.

A primeira participação na Libertadores chegou no ano seguinte. Em 2008, o time argentino foi até as oitavas de final e acabou eliminado pelo Atlas (MEX).

Ao longo da última década, o Lanús deixou de lado o rótulo de pequeno que sempre o acompanhou se tornou um dos times mais organizados e bem sucedidos da terra de Maradona e Messi.

Nos últimos dez anos, o “Maior Clube de Bairro do Mundo”, como costuma se autodenominar, participou de cinco edições da Libertadores, faturou quatro títulos nacionais (Campeonato Argentino de 2007 e 2016, além da Copa do Bicentenário e da Supercopa Argentina do ano passado) e até um troféu internacional.

Em 2013, o Lanús bateu a Ponte Preta por 3 a 1 (placar agregado das duas partidas) na decisão da Copa Sul-Americana. Sim, a Ponte Preta, justamente aquele time com trajetória tão semelhante à sua e que continua em busca do primeiro título de elite em sua história 117 anos.

Na atual Libertadores, a primeira em que chega à final, o time argentino se destacou como nunca. Na fase de grupos, fez a segunda melhor campanha entre os 32 participantes (ficou atrás do Atlético-MG devido ao saldo de gols). Nos mata-matas, despachou The Strongest, San Lorenzo e River Plate.

Contra o River, aliás, aconteceu o momento mais épico de sua campanha. Depois de perder por 1 a 0 no jogo de ida e sofrer dois gols nos primeiros 22 minutos da partida de volta, veio um milagre. O Lanús conseguiu a virada, derrotou o rival por 4 a 2 e selou sua ida para decisão.

O craque do time é o meia-atacante Lautaro Acosta, ex-Sevilla e Racing Santander, que estreou pelo clube quando a Conmebol-1996 era a única conquista de sua história e esteve em campo nos dois títulos argentinos.

O veterano centroavante José Sand, 37, que teve uma rápida passagem pelo Vitória no começo dos anos 2000, e o meia uruguaio Alejando Silva são outras armas perigosas da equipe dirigida desde o ano passado por Sergio Almirón.

É assim que o clube que até 21 anos atrás era virgem de títulos pretende superar o Grêmio e se tornar o 26º campeão diferente da história da Libertadores.


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Olho neles: 5 destaques da Libertadores que podem reforçar seu time em 2018
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Rafael Reis

Grêmio e Barcelona de Guayaquil iniciam na noite desta quarta-feira a disputa por uma vaga na decisão da Libertadores. River Plate e Lanús já começaram na terça a definir quem será o representante argentino na briga pelo título.

A competição interclubes mais importante do futebol sul-americano já entrou em sua reta final. Momento ideal para os clubes que não estão envolvidos na disputa pela taça garimparem talentos para reforçar seus elencos para 2018.

Mas, afinal, quem são os próximos Guerra e Borja (Palmeiras) e Sornoza (Fluminense), que desembarcaram no Brasil depois de se destacarem na Libertadores do ano passado?

Para tentar responder essa pergunta, listamos abaixo cinco jogadores das equipes semifinalistas que estão brilhando na competição e podem pintar como reforços para clubes da primeira divisão brasileira na próxima temporada.

JONATAN ÁLVEZ
Atacante
Uruguaio
29 anos
Barcelona (EQU)

Atacante de poucos recursos técnicos, mas de muita determinação e faro de gol apurado, o uruguaio marcou já marcou quatro vezes contra clubes brasileiros na Libertadores e foi responsável direto pelas eliminações de Palmeiras e Santos –também vazou a defesa do Botafogo na fase de grupos. O sucesso de Álvez no Barcelona de Guayaquil despertou a atenção do Santos, que colocou o carrasco em uma lista de possível reforços para a próxima temporada.

DAMIÁN DÍAZ
Meia-atacante
Argentino
31 anos
Barcelona (EQU)

Damián Díaz é outro jogador do Barcelona que interessa ao Santos, que enxerga nele um possível substituto de Lucas Lima, cujo contrato termina no fim do ano. O experiente meio-campista pertence àquela linhagem tradicional de camisas 10 argentinos baixinhos, habilidosos e muito criativos. Díaz começou a carreira no Rosario Centra e passou por Boca Juniors, Universidad Católica, Colón e pelo futebol dos Emirados Árabes. Esta é a terceira vez que veste a camisa do Barcelona.

LAUTARO ACOSTA
Meia-atacante
Argentino
29 anos
Lanús (ARG)

Jogador com experiência no espanhol, o ex-Sevilla e Racing Santander é o cérebro do Lanús, apesar de não jogar pela faixa central do meio-campo, mas sim aberto pelo lado esquerdo. Atleta com convocações para a seleção argentina, Acosta é rápido, habilidoso e certamente aumentaria a qualidade dos principais clubes brasileiros da atualidade, além de estar dentro da realidade financeira deles.

ALEJANDRO SILVA
Lateral direito
Uruguaio
28 anos
Lanús (ARG)

Lateral direito de origem, também pode atuar aberto na linha do meio-campo. E é exatamente nessa função que ele tem se destacado com a camisa do Lanús na atual edição da Libertadores. Ex-jogador de Peñarol e Olimpia (PAR), Silva é um dos bons nomes da equipe argentina e, ao lado de Acosta, tem a missão de municiar o veterano centroavante José Sand, goleador do time.

GONZALO MARTÍNEZ
Meia-atacante
Argentino
24 anos
River Plate (ARG)

O camisa 10 do River Plate é o nome mais valorizado da lista e exigirá um investimento um pouco mais pesado do clube que quiser contratá-lo. Martínez possui características semelhantes às de Acosta: é rápido, habilidoso e prefere atuar pela faixa esquerda do meio-campo. O jogador foi revelado pelo Huracán, defende o River desde 2015 e é remanescente do time que ganhou a Libertadores daquele ano.


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Demolidor de brasileiros, ameaça ao Santos acumula gols, brigas e confusões
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Rafael Reis

Forte, aguerrido, goleador nato e chegado em uma confusão. Eis a maior ameaça ao Santos no confronto com o Barcelona de Guayaquil, nesta quarta-feira (13), pelo duelo de ida das quartas de final da Libertadores.

Artilheiro do clube equatoriano na temporada, com 17 gols, o centroavante uruguaio Jonatan Álvez, de 30 anos, vive a melhor fase de sua carreira. E já marcou contra dois brasileiros nesta edição do torneio.

Foi do camisa 9 o gol da vitória por 1 a 0 do Barcelona sobre o Palmeiras, no Equador, no jogo de ida das oitavas. Na fase de grupos, o atacante foi às redes no triunfo por 2 a 0 sobre o Botafogo.

Revelado pelo River Plate uruguaio, Álvez rodou por vários clubes pequenos do seu país até ter uma chance no Danubio, na temporada 2013/14. Depois, teve curtas passagens por Vitória de Guimarães (Portugal) e LDU (Equador).

O uruguaio foi contratado pelo Barcelona no ano passado e desandou a fazer gols. Foram 20 no Equatoriano-2016 e mais 13 só no primeiro turno do campeonato nacional nesta temporada. Na Libertadores, já deixou sua marca três vezes.

Mas a história de Álvez não se resume a gols. Sua personalidade forte, contestadora e, por vezes, até indisciplinada chamam a atenção desde os tempos em que ele despontou em sua terra natal. Não à toa, seu apelido é “Loco” (de tradução óbvia para o português).

Em 2014, quando morava em Portugal, o centroavante foi flagrado dirigindo sob efeito de álcool e por pouco não foi parar na cadeia.

O atacante também já foi expulso depois de apenas 21 minutos em campo em um clássico contra o Emelec, em abril.

Seu episódio mais recente de indisciplina chegou a ameaçar sua participação nas quartas de final da Libertadores e até mesmo a permanência no Barcelona.

No mês passado, o centroavante não gostou de ser substituído no final de uma partida contra o Clan Juvenil, válida pelo Campeonato Equatoriano, e ofendeu o técnico Guillermo Almada. Mais tarde, quis agredir o treinador e só não foi para cima dele porque seus companheiros de time o impediram de deixar o banco de reservas.

Após a partida, o comandante do Barcelona admitiu que situações como aquela eram corriqueiras com Álvez e que o jogador já havia sido punido internamente algumas vezes.

Depois da confusão, o uruguaio chegou a ser afastado do elenco, treinou separado dos seus parceiros de clube e não participou de duas partidas. Mas foi perdoado por Almada e hoje é peça-chave na equipe que deseja deixar mais um brasileiro pelo caminho na Libertadores.


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Rival do Palmeiras, “Guardiola uruguaio” montou time histórico do Barcelona
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Rafael Reis

Adversário do Palmeiras nas oitavas de final da Copa Libertadores da América-2017, Guillermo Almada tem um apelido significativo para um treinador que dirige um time chamado Barcelona.

O ex-jogador de 48 anos, que comanda o Barcelona de Guayaquil, desde 2015, é chamado de “Pep Guardiola uruguaio”.

O apelido está ligado ao estilo de futebol de valorização da posse de bola e marcação agressiva praticado pelo River Plate uruguaio durante sua passagem de quatro anos pelo clube, entre 2011 e 2015, e que foi replicado na equipe equatoriana.

“Sou admirador de Guardiola, assim como de outros treinadores. Vamos tentar que o Barcelona jogue melhor que seus rivais. É claro que a prioridade é ganhar. Queremos ser campeões, temos essa expectativa. Mas, para isso, é preciso trabalhar, evoluir e jogar da melhor forma possível”, disse Almada, logo em sua chegada a Guayaquil.

Assim como os do Pep original, os objetivos de sua versão uruguaia no Barcelona foram rapidamente alcançados. Apesar de ser o maior vencedor da história do futebol equatoriano, o clube só havia conquistado um título nos últimos 18 anos quando apostou no ex-treinador do River.

Logo em sua primeira temporada, Almada fez história. A equipe de Guayaquil não apenas foi campeã equatoriana, como estabeleceu a maior pontuação da competição em todos os tempos (99 pontos, com aproveitamento de 75%).

Duas vezes vice-campeão da Libertadores (1990 e 1998), o Barcelona também voltou a fazer bonito na esfera continental.

O time, que recebe o Palmeiras nesta quarta no jogo de ida das oitavas, não passava da fase de grupos da competição sul-americana há 13 anos. Nas duas últimas participações, havia sido lanterna de sua chave.

Desta vez, a campanha foi bem diferente. O Barcelona estreou derrotando o Atlético Nacional, atual campeão da Libertadores, e conseguiu vitórias marcantes fora de casa contra Estudiantes e Botafogo.

O time dava toda pinta de que faria a melhor campanha do Grupo 1, mas acabou derrotado nas duas últimas rodadas, perdeu a liderança da chave para o Botafogo e foi parar na rota do Palmeiras.

Tropeços que não minimizam o trabalho de Guillermo Almada, o “Pep Guardiola” uruguaio, eleito no mês passado pela revista inglesa “Four Four Two” o 45º melhor treinador do futebol mundial.

A propósito, o Guardiola original, hoje à frente do Manchester City, ficou na oitava colocação na lista.


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Após férias, Libertadores dá início à fase final. E ainda não tem favorito
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Rafael Reis

Quarentas dias depois do encerramento da fase de grupos, a Copa Libertadores da América-2017 entra nesta terça-feira em sua reta final ainda sem a definição de um time favorito ao título.

Ao contrário do ano passado, quando o Atlético Nacional passou pela etapa classificatória com cinco vitórias e um empate e saiu de lá como o maior candidato ao troféu, desta vez nenhuma equipe teve um aproveitamento tão alto dentro do seu grupo.

E mesmo as equipes que mais se destacaram na fase anterior têm motivos de sobra para não merecer o rótulo de favorito nos mata-matas decisivos da principal competição interclubes da América do Sul.

Dono da melhor campanha da fase de grupos da Libertadores, com 13 pontos e 11 gols de saldo, o Atlético-MG está fora do G6 do Campeonato Brasileiro e até poucos dias atrás tinha seu técnico, Roger Machado, com o cargo sob ameaça devido à ausência de bons resultados.

Ao contrário dos mineiros, Palmeiras e Grêmio, os outros brasileiros que somaram 13 pontos na etapa anterior, vivem bons momentos na competição nacional, mas ainda não foram devidamente testados no torneio sul-americano.

A equipe gaúcha se destacou no mais fraco dos oito grupos da Libertadores. Ou você acha que ganhar de Guaraní, do Paraguai, Deportes Iquique, do Chile, e Zamora, da Venezuela, credencia alguém ao título?

O Palmeiras teve adversários um pouco mais qualificados, mas nem tanto assim: Jorge Wilstermann, da Bolívia, Atlético Tucumán, da Argentina, e Peñarol, do Uruguai. E, apesar do primeiro lugar da chave, sofreu demais para conseguir cada uma das quatro vitórias que obteve até o momento.

Assim como Atlético-MG, Grêmio e Palmeiras, River Plate e Lanús também somaram 13 pontos na fase de grupos. Só que pesadas dúvidas também pairam sobre o verdadeiro potencial dos argentinos.

O River até parecia um time capaz de carregar o rótulo de favorito. Conta com uma base que foi campeã continental dois anos atrás, vinha praticando um futebol consistente e é comandado há três temporadas pelo mesmo técnico, Marcelo Gallardo.

Mas um escândalo abalou as estruturas dos Millonarios. Dois dos seus titulares, o lateral direito Camilo Mayada e o zagueiro Lucas Martínez, foram pegos em exames antidoping. E mais cinco jogadores são suspeitos de terem utilizado substâncias proibidas.

O clube argentino é também dos sobreviventes da Libertadores que mais corre risco de perder nomes importantes nesta janela de transferências. O atacante Sebastián Driussi, um dos supostamente envolvidos no caso de doping coletivo, deve ir para o Zenit. O meia Gonzalo Martínez e o centroavante Lucas Alario também interessam ao futebol europeu.

Já o Lanús só chegou aos 13 pontos porque herdou três pontos de uma derrota para a Chapecoense, punida pela Conmebol pela escalação irregular de um jogador. O time, campeão nacional de 2016, fez uma campanha discreta no último Campeonato Argentino e foi apenas o oitavo colocado.

Libertadores-2017 – Oitavas de Final

Guaraní (PAR) x River Plate (ARG)
Jorge Wilstermann (BOL) x Atlético-MG (BRA)
Emelec (EQU) x San Lorenzo (ARG)
The Strongest (BOL) x Lanús (ARG)
Atlético-PR (BRA) x Santos (BRA)
Barcelona (EQU) x Palmeiras (BRA)
Nacional (URU) x Botafogo (BRA)
Godoy Cruz (ARG) x Grêmio (BRA)


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Rei dos acréscimos: Palmeiras tem as partidas mais longas da Libertadores
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Rafael Reis

“O jogo só acaba quando o Palmeiras marca”, “ou o Palmeiras faz um gol, ou a partida só vai terminar amanhã de manhã”, “a Crefisa comprou os relógios da Libertadores”, “acréscimos à la Palmeiras”…

Piadas como essas tomaram as redes sociais nas duas últimas semanas, desde que o atual campeão brasileiro derrotou o Peñarol por 3 a 2, com um gol marcado aos 54 min do segundo tempo.

As provocações contra os palmeirenses são exageradas, é claro. Mas, realmente, as partidas da equipe alviverde são, de longe, as de maior duração da Libertadores-2017.

O Palmeiras, que visita nesta quarta-feira o Peñarol, no Uruguai, já disputou três jogos na competição sul-americana deste ano. E permaneceu dentro de campo por 302 minutos.

Isso significa incríveis 32 minutos a mais de futebol em relação ao tempo regulamentar, um acréscimo superior a dez minutos por jogo. Resumindo: cada apresentação palmeirense na Libertadores dura em média quase 101 minutos, e não os 90 que estão na regra do futebol.

Foram oito minutos de acréscimo na estreia contra o Atlético Tucumán, da Argentina, 12 na vitória sobre o Jorge Wilstermann, da Bolívia, também obtida com um gol após os 45 min do segundo tempo, e mais 12 no encontro anterior com o Peñarol. Isso, é claro, somando as duas etapas.

Os acréscimos dados pelos árbitros nas partidas do Palmeiras são muito maiores do que os apontados nos jogos dos outros clubes participantes da Libertadores.

A prova disso é que o segundo time que mais teve tempo extra nas três primeiras rodadas da competição, o Peñarol, recebeu 23 minutos de acréscimos, nove a menos que o Palmeiras, sendo que 12 deles foram justamente no confronto contra os brasileiros.

Com exceção de River Plate e Emelec, que só jogaram duas vezes até o momento, cada time da Libertadores teve em média 18 minutos de acréscimo em seus três primeiros jogos na fase de grupos. Ou seja, a equipe treinada por Eduardo Baptista está 72% acima da média.

Isso não significa, porém, que há uma conspiração da arbitragem para favorecer o Palmeiras e que os jogos da equipe brasileira realmente só acabam quando ela consegue marcar o gol da vitória.

Os acréscimos (muito) acima do padrão indicam o quão truncado têm sido os jogos do time alviverde. Apesar de ter tido 102 minutos de duração, o encontro entre os palmeirenses e os uruguaios do Peñarol, na semana passada, teve só 40 minutos de bola rolando e uma expulsão, do atacante Dudu, que cumpre suspensão nesta noite.

Acréscimos acumulados nas 3 primeiras rodadas da Libertadores-2017

1º – Palmeiras (BRA) – 32 minutos
2º – Peñarol (URU) – 23 minutos
3º – Atlético Nacional (COL) – 22 minutos
Barcelona (EQU) – 22 minutos
Jorge Wilstermann (BOL) – 22 minutos
6º – Libertad (PAR) – 20 minutos
7º – Atlético Tucumán (ARG) – 19 minutos
Atlético-PR (BRA) – 19 minutos
Botafogo (BRA) – 19 minutos
Estudiantes (ARG) – 19 minutos
Santos (BRA) – 19 minutos


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