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Novo comandante da Espanha, Hierro tem 1 ano de carreira como técnico
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Rafael Reis

Quarenta e três partidas, com 17 vitórias, dez empates e 16 derrotas. É esse o resumo da ínfima carreira como treinador do comandante da seleção espanhola na Copa-2018, Fernando Hierro.

Anunciado a dois dias da estreia no Mundial da Rússia, contra Portugal, na sexta-feira, o ex-zagueiro do Real Madrid passou apenas um dos seus 50 anos de vida trabalhando como técnico. E não deu tão certo assim.

Hierro dirigiu o Oviedo na segunda divisão espanhola durante a temporada 2016/17. Sob seu comando, a equipe terminou na oitava posição e ficou a dois pontos de participar dos playoffs que definiram o acesso para a elite.

O ano do agora técnico da Espanha à frente da Asturias ficou marcado por alguns resultados decepcionantes, como a goleada por 5 a 1 sofrida contra o Alcorcón e um 4 a 0 aplicado pelo Huesca.

A passagem do ex-zagueiro pelo clube incluiu ainda uma sequência de sete jogos sem vencer, logo na reta final da temporada, ou seja, no momento da decisão dos promovidos para a primeira divisão.

Se o substituto de Julen Lopetegui no comando da Espanha não tem muito do que se vangloriar da sua trajetória como técnico, o que ele fez dentro de campo e como cartola é digno de vastos elogios.

Hierro defendeu a camisa do Real Madrid durante 14 temporadas e conquistou três títulos de Liga dos Campeões da Europa. Pela Espanha, foram 89 partidas e quatro participações em Copas do Mundo.

Apesar de ser um jogador de defesa, chegou a ser o maior artilheiro da história da seleção graças ao fato de ter sido um exímio cobrador de faltas e pênaltis. Ainda hoje, é o quinto maior goleador da Fúria, com 29 bolas nas redes.

Depois da aposentadoria, em 2005, pelo Bolton, Hierro fez sucesso como dirigente. Era ele o diretor esportivo da seleção espanhola entre 2007 e 2011, período em que a equipe se consolidou entre as maiores forças do planeta ao faturar uma Euro (2008) e uma Copa (2010).

Após a vitoriosa passagem pela seleção, foi chamado para encabeçar o projeto de transformar o Málaga em uma potencial nacional (e até continental). Permaneceu no clube durante apenas uma temporada, mas conseguiu classifica-lo para a disputa da Champions.

Hierro ainda trabalhou como assistente técnico de Carlo Ancelotti entre 2014 e 2015, período em que Zinédine Zidane dirigia o Castilla, antes de tentar um voo solo como treinador. E se dar mal.

Com a experiência mal sucedida no Oviedo, o ex-zagueiro retornou às origens e foi recontratado em novembro passado pela Real Federação Espanhola de Futebol. A ideia era ter o mesmo cargo da passagem anterior, algo semelhante ao papel que Edu Gaspar desempenha no Brasil.

A surpreendente demissão de Lopetegui, a um dia da abertura da Copa e dois da estreia espanhola, alterou todo esse plano. Agora, a campeã mundial de 2010 vai ter de se virar na Rússia-2018 com um técnico que não tem nem 50 jogos de experiência na função.


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Por onde andam os jogadores do Real que impediu Mundial do Vasco em 1998?
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Rafael Reis

Maior campeão da história da Liga dos Campeões, o Real Madrid enfrenta a Juventus no próximo dia 3 de junho, em Cardiff, País de Gales, em busca do seu 12º título europeu na história.

Mas muita gente vai secar o time de Cristiano Ronaldo na decisão da Champions: os torcedores da Juve, os apoiadores do Barcelona, os fanáticos pelo futebol italiano e também boa parte dos vascaínos.

Afinal, 19 anos atrás, o Real tirou do Vasco a possibilidade de se sagrar campeão mundial. A derrota brasileira por 2 a 1 no Mundial Interclubes de 1998 ficou marcada pelo gol contra anotado pelo volante Nasa.

Saiba logo abaixo os paradeiros dos jogadores que impediram aquele que seria o maior título da centenária história vascaína.

POR ONDE ANDA – REAL MADRID (1998)

Bodo Illgner (50 anos) – Campeão mundial com a seleção alemã na Copa de 1990 e antecessor de Casillas no gol do Real Madrid, deixou o clube espanhol para se aposentar em 2001. Comentarista da Sky holandesa e da espanhola beIN Sports, costuma usar as redes sociais para falar de futebol e declarar seu amor à esposa, Bianca.

Christian Panucci (44 anos) Um dos melhores laterais direitos da década de 1990, o italiano defendeu Milan, Inter de Milão, Chelsea, Monaco e Roma, além do Real. Depois da aposentadoria, participou da versão local da “Dança dos Famosos” e ingressou na carreira de treinador. Panucci já dirigiu Livorno e Ternana. Também trabalhou como assistente técnico da seleção da Rússia.

Manuel Sanchís (52 anos) – Uma lenda madridista, o capitão do Real na decisão contra o Vasco jogou no clube durante toda sua carreira e vestiu a camisa branca em mais de 700 partidas oficiais. Aposentado desde 2001, Sanchís conquistou incríveis oito títulos espanhóis, duas Ligas dos Campeões e um Mundial Interclubes.

Fernando Sanz (43 anos) – O menos conhecido dos titulares do Real no Mundial não era um grande zagueiro, mas tinha um “paitrocinador” forte, Lorenzo Sanz, então presidente do clube. Fernando jogou até 2006, quando seu pai comprou 97% das ações do Málaga e o colocou para administrar a equipe. O ex-defensor permaneceu na presidência até a venda da agremiação para um fundo do Qatar, em 2010.

Roberto Carlos (44 anos) – Estrangeiro que mais vestiu a camisa Real Madrid (527 partidas) em todos os tempos, o lateral esquerdo que marcou época na Espanha e na seleção brasileira se aposentou em 2012. Desde então, trabalhou como técnico do Anzhi, da Rússia, de dois times da Turquia (Sivasspor e Belediyespor) e do Dehli Dynamos (Índia). Atualmente, desempenha a função de embaixador do Real no exterior.

Clarence Seedorf (41 anos) – Camisa 10 do Real no Mundial, o meia holandês chegou a se aventurar no futebol brasileiro no fim da carreira e foi ídolo do Botafogo. Em 2014, deixou o clube brasileiro e pendurou as chuteiras para estrear como técnico do Milan. A experiência durou só 22 partidas. No ano passado, conseguiu seu segundo emprego como treinador, mas também não conquistou grandes resultados à frente do Shenzhen, da segunda divisão chinesa.

Fernando Hierro (49 anos) – Um dos grandes nomes da história do futebol espanhol, vestiu a camisa do Real por 14 anos e substituiu Sanchís como capitão do clube. Aposentado desde 2005, Hierro foi diretor-esportivo da seleção espanhola entre 2007 e 2011, quando ela conquistou uma Euro e o inédito título da Copa do Mundo. Em 2014, decidiu trocar os escritórios pelo banco de reservas e foi auxiliar de Carlo Ancelotti no Real. Na atual temporada, estreou em voo solo no comando do Oviedo, oitavo colocado na segunda divisão espanhola.

Fernando Redondo (47 anos) – Volante de refinada classe e elegância, o argentino teve a carreira prejudicada por lesões e praticamente não jogou nos últimos quatro anos de sua carreira, entre 2000 e 2004, quando defendeu o Milan. Atualmente, Redondo é aluno do curso de formação de treinadores ofertado pela Uefa.

Sávio (43 anos) – O “Anjo Loiro da Gávea”, como era chamado pelo narrador Januário de Oliveira quando despontou para o futebol com a camisa do Flamengo, jogou por cinco anos no Real Madrid e fez parte do elenco no início do “Projeto Galáctico”. Hoje em dia, dedica-se ao mercado imobiliário e ao agenciamento de jogadores, além de ser comentarista no canal Esporte Interativo.

Raúl González (39 anos) – Maior artilheiro do Real até a aparição de Cristiano Ronaldo, Raúl Madrid, como ficou conhecido, deixou o clube em 2010 e defendeu Schalke 04, Al Sadd (Qatar) e New York Cosmos nos últimos cinco anos de sua carreira. De volta à Espanha após alguns anos morando nos EUA, o autor de um dos gols da partida contra o Vasco trabalhará como assessor presidencial do Real a partir da próxima temporada.

Predrag Mijatovic (48 anos) Integrante da geração de ouro da Iugoslávia na década de 1990, foi segundo colocado na Bola de Ouro de 1997 (perdeu o prêmio para Ronaldo). Pedja, como é conhecido, exerceu o cargo de diretor de futebol do Real Madrid entre 2006 e 2009 e, mesmo destituído da função, permanece bastante identificado com o clube.

Robert Jarni (48 anos) – Substituto de Mijatovic nos minutos finais do Mundial, jogou futsal profissionalmente durante cinco anos depois da aposentadoria nos gramados. Uma celebridade na Croácia, é comentarista em jogos da seleção e também participa de comerciais na TV. Também trabalha como técnico, mas ainda não obteve nenhum resultado relevante nessa carreira.

Davor Suker (49 anos) Artilheiro da Copa do Mundo de 1998 e eleito o segundo melhor jogador da competição, o centroavante não conseguiu se firmar no Real Madrid e passou a maior parte do tempo no banco de reservas. Desde 2012, Suker é o presidente da Federação Croata de Futebol.

Guus Hiddink (70 anos) Chegou ao Real Madrid depois de levar a Holanda à semifinal da Copa do Mundo de 1998, mas durou só uma temporada na Espanha. Já dirigiu cinco seleções diferentes (Coreia do Sul, Austrália, Rússia e Turquia, além do time de sua terra natal). Seu trabalho mais recente foi como interino do Chelsea na temporada passada.


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Cinco ex-jogadores famosos que viraram técnicos de times nanicos
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Rafael Reis

Eles foram grandes jogadores, vestiram as camisas dos clubes mais importantes do futebol mundial e conquistaram os títulos que todo atleta sonha. Mas, desde que deixaram os gramados, andam meio distantes dos holofotes.

Isso porque não têm conseguido repetir na nova carreira que escolheram, a de treinador, o mesmo sucesso dos tempos em que eles próprios tinham de balançar as redes e desarmar os adversários.

Conheça abaixo cinco ex-jogadores da elite do futebol mundial que hoje dirigem times pequenos, que, em sua maioria, nem disputam competições de primeira divisão.

GENNARO GATTUSO
39 anos
Itália
Ex-jogador do Milan (ITA)

Campeão mundial com a seleção italiana em 2006 e símbolo de virilidade e determinação no meio-campo do Milan na década de 2000, o ex-volante abandonou os gramados em 2013 e dirige o Pisa há dois anos. Na primeira temporada, conseguiu fazer o clube subir da terceira para a segunda divisão da Itália. Mas, na Série B, a tarefa tem sido bem mais complicada. A equipe de Gattuso está na parte de baixo da tabela e corre sério risco de rebaixamento.

JAAP STAM
44 anos
Holanda
Ex-jogador de Milan (ITA) e Manchester United (ING)

Zagueiro de muito vigor físico, construiu uma carreira de sucesso na Inglaterra e na Itália entre o fim da década de 1990 e o começo dos anos 2000. Passou cinco anos trabalhando como assistente no Zwolle e no Ajax e se preparando para o primeiro voo solo como técnico, que veio em 2016, quando assinou com o Reading, da segunda divisão da Inglaterra. E a experiência tem sido boa: o time de Stam foi até as oitavas de final da Copa da Liga Inglesa (perdeu para o Arsenal) e está na briga pelo acesso à Premier League.

FERNANDO HIERRO
48 anos
Espanha
Ex-jogador do Real Madrid (ESP)

Autor de 102 gols em 439 partidas pelo Real Madrid, uma marca incrível para um jogador que se alternava entre zagueiro e volante, Hierro fez sucesso como dirigente da seleção espanhola durante o período mais vitorioso de sua história, entre 2007 e 2011. Mas o ex-atleta não aguentou ficar muito tempo longe dos campos. Após um ano como assistente de Carlo Ancelotti no Real Madrid, resolveu virar técnico. O Oviedo, sexto colocado da segunda divisão da Espanha, é a sua primeira experiência na nova função.

COSTINHA
42 anos
Portugal
Ex-jogador de Porto (POR) e Atlético de Madri (ESP)

Homem de confiança de Luiz Felipe Scolari durante sua passagem pela seleção portuguesa, o ex-volante está em sua terceira experiência no banco de reservas. Depois de curtas passagens por Beira-Mar e Paços de Ferreira, Costinha ficou três anos desempregado até ser convidado para comandar o Acadêmica na segunda divisão portuguesa nesta temporada. Apesar de realizar um bom trabalho e estar na parte de cima da classificação, o ex-jogador não deve conseguir o acesso para a elite.

RÚBEN BARAJA
41 anos
Espanha
Ex-jogador do Valencia (ESP)

Um dos símbolos da fase de ouro do Valencia, que foi duas vezes campeão espanhol e vice da Champions no início dos anos 2000, o ex-meia da seleção espanhola estreou como treinador em 2015, à frente do Elche. Atualmente, faz uma campanha desastrosa no Rayo Vallecano. Apesar de ter em mãos um time que disputou a primeira divisão espanhola na temporada anterior, Baraja está à beira do rebaixamento para o terceiro escalão do futebol da Espanha com o Rayo.


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