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Como foi o desempenho das novidades do futebol brasileiro para 2019?
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Rafael Reis

A torcida do São Paulo comemorou a chegada de Hernanes como se fosse um título. O apoiador do Palmeiras se encheu de esperanças com Carlos Eduardo, sua nova opção ofensiva. Já o do Botafogo, ficou aliviado depois da contratação de Diego Cavalieri.

Os três jogadores citados acima, assim como vários outros que aportaram no futebol brasileiro nas últimas semanas, chegam credenciados pelo rótulo de atletas que estavam no “exterior”.

Mas quem estava acompanhando de perto o que eles andavam fazendo dentro de campo? Será que essas caras novas devem mesmo provocar expectativa positiva nos torcedores dos clubes daqui?

Para ajudar a responder essa pergunta, o “Blog do Rafael Reis” conta abaixo como foi o desempenho no futebol estrangeiro de sete dez reforços importantes contratados por clubes brasileiros para 2019.

HERNANES
Meia
33 anos
São Paulo

Crédito: Daniel Vorley/Agif

O meia defendeu o Hebei Fortune durante cinco meses em 2017, foi emprestado ao São Paulo e retornou ao clube para disputar a temporada passada completa. Na segunda passagem pela China, esteve em campo em 14 partidas, marcou quatro gols e deu somente uma assistência. O meia chegou a ficar dois meses sem atuar devido a uma lesão e ao limite de estrangeiros do Fortune, que terminou o Campeonato Chinês na sexta colocação.

CARLOS EDUARDO
Meia-atacante
22 anos
Palmeiras

Crédito: André Costa/Estadão Conteúdo

Revelado pelo Goiás e destaque do primeiro turno da Série B do ano passado, ficou apenas um semestre no Pyramids. Lá, disputou dez jogos, fez um gol e deu passe para outro. Na maioria das partidas, começou no banco de reservas. Em três delas, nem saiu de lá. Quando foi negociado com o Palmeiras, seu time era vice-líder do Campeonato Egípcio.

MAURO BOSELLI
Atacante
33 anos
Corinthians

Crédito: Reprodução

Um dos principais reforços do Corinthians para 2019, o centroavante argentino foi três vezes artilheiro do Campeonato Mexicano e marcou 118 gols em 203 partidas pelo León, clube que defendeu de 2013 até o fim do ano passado. Antes, Boselli também jogou no Boca Juniors, no Estudiantes e teve passagens por Espanha (Málaga), Itália (Genoa e Palermo) e Inglaterra (Wigan). No entanto, não conseguiu ter na Europa o mesmo sucesso que fez no México.

BIRO-BIRO
Meia-atacante
24 anos
São Paulo

Crédito: Divulgação

Passou os últimos três anos jogando na segunda divisão da China. Pelo Shanghai Shenxin, disputou 68 partidas, balançou as redes 39 vezes e deu seis assistências. Em 2016, seu ano mais goleador, terminou a competição na terceira colocação da tabela de artilheiros. Apesar do bom desempenho ofensivo, não conseguiu levar sua equipe à elite chinesa e se despediu do clube com o 11º lugar da temporada passada.

FELIPE PIRES
Meia-atacante
23 anos
Palmeiras

Crédito: Fábio Menotti/Ag. Palmeiras

Foi para a Europa quando tinha 18 anos e ainda fez a reta final da sua formação de base no RB Leipzig, da Alemanha. Também atuou no Liefering, no Red Bull Salzburg e no Austria Viena, todos do futebol austríaco, além do alemão FSV Frankfurt. Apesar de ser contratado do Hoffenheim desde 2015, sempre foi emprestado para outras equipes e jamais defendeu o clube em uma partida oficial. Nas duas últimas temporadas, fez 16 gols e deu 19 assistências pelo Austria Viena.

MICHEL MACEDO
Lateral direito
28 anos
Corinthians

Crédito: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

Dos últimos dez anos de carreira, passou oito atuando no futebol espanhol. Foram seis temporadas no Almería e mais duas no Las Palmas, clube que defendeu até o meio de 2018. Lá, participou de 54 jogos e não fez gols. Em compensação, distribuiu seis assistências e foi expulso uma vez. Com Michel Macedo, o Las Palmas escapou do rebaixamento no Campeonato Espanhol na primeira temporada (14º colocado), mas acabou caindo na segunda, quando foi o 19º.

TIAGO VOLPI
Goleiro
28 anos
São Paulo

Crédito: Divulgação

Passou quatro temporadas no México e virou ídolo do Querétaro, clube pelo qual conquistou o Torneio Apertura de 2016 e a Supercopa MX do ano seguinte. Volpi disputou 157 partidas pelo clube, sofreu 211 gols e acumulou 40 jogos sem ser vazado. No final de sua passagem pelo Querétaro, já era o capitão do time.

DIEGO CAVALIERI
Goleiro
36 anos
Botafogo

Crédito: Divulgação

O ex-goleiro com passagem pela seleção brasileira ficou seis meses desempregado antes de assinar com o Botafogo. Mas mesmo no Crystal Palace, seu último clube, Cavalieri nem chegou a ir a campo. O brasileiro chegou ao Campeonato Inglês em março e viu de fora as últimas dez rodadas da competição. Em seis jogos, ficou no banco de reservas. Nos outros quatro, não foi nem relacionado pelo técnico Roy Hodgson.

WALTER MONTOYA
Meia
25 anos
Grêmio

Crédito: Lucas Uebel/Grêmio

Cria das categorias de base do Rosario Central, o argentino teve uma rápida passagem de pouco sucesso pelo Sevilla em 2017. Logo na sequência, transferiu-se para o Cruz Azul, clube pelo qual se sagrou campeão do Torneio Apertura do Campeonato Mexicano. Depois do meio do ano, perdeu espaço no time e foi parar no banco de reservas. Nesta temporada, disputou apenas nove partidas e deu um passe para gol.

MARCO RÚBEN
Atacante
32 anos
Athletico-PR

Crédito: Ricardo Malazan/AP

O centroavante, que já esteve na mira de boa parte dos grandes clubes brasileiros, desembarca no país após fazer história com a camisa do Rosario Central. Marco Rúben vestiu o uniforme azul e dourado durante os últimos quatro anos e marcou 43 vezes. Mas o artilheiro do Campeonato Argentino em 2015 não vive seu melhor momento e está sem anotar um golzinho desde maio.


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Virada do Bayern impede “ressurreição” de Hernanes na Juventus
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Rafael Reis

A derrota de virada por 4 a 2 da Juventus ante o Bayern de Munique, na quarta, pelas oitavas de final da Liga dos Campeões, foi especialmente dolorosa para Hernanes.

A eliminação da equipe italiana, que chegou a estar vencendo por 2 a 0 e estava classificada até os 45 min do segundo tempo, impediu que o meia brasileiro tivesse sua primeira redenção no clube.

Contratado em agosto como reposição para a saída de Andrea Pirlo, que foi para o futebol dos EUA, o ex-jogador do São Paulo é uma das decepções juventinas na temporada. Mas foi titular contra o Bayern devido à lesão de Marchisio.

Hernanes

Em sua 20ª partida com a camisa da Juve (em 41 apresentações do clube desde sua chegada), não se destacou positiva e nem negativamente. Teve uma atuação OK. Mas que seria suficiente para melhorar um pouco sua imagem em Turim no caso da classificação.

Mas como o resultado positivo não veio, entenda por que Hernanes ainda não vingou na Juventus:

1 – Qual é a posição?
Atualmente, Hernanes tem feito a mesma função que era de Pirlo: primeiro volante responsável pela saída de bola. Mas o brasileiro não foi efetivado pelo técnico Massimiliano Allegri nessa posição logo que chegou e rodou demais. Foi segundo volante, jogou logo atrás dos atacantes e até pelos lados do campo.

2 – Seca de gols
O meia sempre teve como uma de suas principais virtudes as finalizações de média e longa distância. Mas essa qualidade desapareceu na Juventus. Desde que chegou à Itália, em 2010, Hernanes nunca viveu um jejum de gols tão grande. A última vez que ele balançou as redes foi dez meses atrás, em maio, na vitória por 2 a 1 da Inter de Milão, seu time anterior, sobre a Lazio.

3 – Expulsão inapropriada
O brasileiro desperdiçou uma das chances que recebeu como titular na Liga dos Campeões ao ser expulso contra o Borussia Mönchengladbach. Jogando com um a menos por 40 minutos, a Juventus só empatou com o time alemão, resultado que a tirou da liderança do grupo. Se tivesse ficado em primeira da sua chave, a equipe não teria cruzado com o Bayern nas oitavas.

4 – Lesão na hora errada
Quando ainda estava com seu status indefinido na Juventus e se alternava entre o time titular e o reserva, Hernanes sofreu uma lesão muscular que o deixou afastado dos gramados por um mês. Quando voltou, foi direto para o banco, de onde não saiu mais (só começou partidas devido a desfalques ou para dar descanso aos titulares).

5 – Polêmica pré-chegada
Antes mesmo de jogar, o brasileiro já vinha sendo criticado pela torcida em Turim. Tudo porque logo que foi contratado pela Inter de Milão, em 2014, ele havia dito que havia escolhido aquele clube porque “nunca havia sido rebaixado” e “nem se envolvido em escândalos”. A Juve caiu para a Série B do Italiano em 2006 devido ao envolvimento em um esquema de manipulação de resultados envolvendo a árbitros de futebol.


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