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Como rival de Guardiola na Champions inspirou nascimento do Barcelona
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Rafael Reis

Pep Guardiola vai se sentir em casa assim que pisar no gramado do St. Jakob Park, na Basileia (SUI), nesta terça-feira, às 17h45 (de Brasília), para a abertura das oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa.

Não, o badalado treinador do Manchester City jamais jogou ou trabalhou no Basel. Mas construiu sua carreira como jogador (e depois como técnico) em uma espécie de “filial” do clube suíço.

Afinal, não é à toa que o adversário do líder do Campeonato Inglês no mata-mata da Champions e o Barcelona possuem cores semelhantes, uniformes parecidos e escudos similares.

Tanto o Basel quanto o Barcelona tiveram o início de suas histórias escritas pelo mesmo homem: o empresário suíço Hans Gamper, que passou a ser conhecido como Joan Gamper depois que se mudou para a Catalunha –ainda hoje dá nome a um jogo-amistoso de pré-temporada disputado anualmente no Camp Nou. Em 2017, por exemplo, a Chapecoense foi quem enfrentou o time espanhol.

O clube suíço é mais velho. Foi fundado em 1893 por um grupo de estudantes. Gamper não fez parte dessa iniciativa, mas foi um dos primeiros jogadores e, ainda mais importante, capitães da história do clube.

Seis anos depois, quando foi à Catalunha para visitar um tio, o empresário suíço decidiu fundar um time na região. Curiosamente, neste momento não se lembrou do Zurique, time que havia montado em sua terra natal, mas sim do Basel.

A nova equipe foi batizada de “FC Barcelona”, mesma estrutura do nome “FC Basel”, ganhou cores semelhantes azul e grená (substituta do vermelha do uniforme do clube suíço) e também um distintivo que remetia ao antigo time de Gamper.

O suíço disputou 48 partidas pelo Barça entre 1899 e 1903 e, segundo a lenda, marcou cerca de cem gols. Já aposentado, presidiu o clube por cinco mandatos e ocupou o cargo durante dez anos.

Foi em sua gestão que o time que no futuro revelaria ao mundo Pep Guardiola teve seu primeiro estádio próprio, o Carrer Indústria, e contratou seu primeiro grande ídolo, o atacante Paulino Alcántara.

Gamper cometeu suicídio em 1930, após anos de depressão pela acusação de que havia transformado o Barcelona em uma bandeira política pró-Catalunha agravada pela grave crise econômica mundial de 1929.

Quase 90 anos depois da morte do ex-jogador e ex-dirigente, o Basel está longe de ser tão poderoso quanto sua “filial”, mas também não costuma passar vergonha no futebol europeu.

Sempre lembrado por ser o clube do coração do tenista Roger Federer, o time conquistou as oito últimas edições do Campeonato Suíço e chega pela terceira vez em sete anos às oitavas de final da Champions.

Seus principais jogadores são o atacante Dimitri Oberlin, artilheiro do time na temporada, com nove gols, o meia norueguês Mohamed Elyounoussi, que já deu 12 assistências em 2017/18, e o voluntarioso lateral direito Michael Lang.

É com essas credenciais que o Basel vai tentar fazer jus ao posto de “matriz” do Barcelona para complicar a vida do Manchester City e de Guardiola nas oitavas da Champions.


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“Bom com os pés”, Ederson se destaca nos passes e supera até De Bruyne
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Rafael Reis

Um dos destaques do Manchester City na temporada, o goleiro brasileiro Ederson foi contratado em julho do Benfica mais pela sua habilidade com os pés do que propriamente pela capacidade de evitar gols adversários.

Mas o que nem o técnico Pep Guardiola imaginava é que o arqueiro de 24 anos acabaria se destacando mais no passe do que o meia Kevin de Bruyne, craque do time e principal articulador das jogadas ofensivas do líder do Campeonato Inglês.

É isso mesmo. Passadas 22 rodadas da Premier League, Ederson tem um índice de acerto de passes superior ao do astro belga, um dos pré-candidatos a melhor jogador da temporada europeia e, consequentemente, do mundo.

De acordo com o “WhoScored?” site especializado nas estatísticas do futebol, o goleiro do City acertou na atual temporada 85,2% dos passes que efetuou. Já De Bruyne só conseguiu entregar para seus companheiros de time 83,3% das bolas que tentou.

Além do belga, outros jogadores importantes da equipe inglesa acertam menos passes que o arqueiro brasileiro. Ente eles, estão os atacantes Raheem Sterling (84,7%), Sergio Agüero (81,2%) e Gabriel Jesus (82,2%), além do meia-atacante alemão Leroy Sané (82,2%).

É evidente que, por atuarem em zonas com marcação mais intensa e terem a obrigação de criar jogadas ofensivas, os passes dados por esses jogadores de ataque têm um grau de dificuldade bem maior do que os de Ederson.

No entanto, na comparação com outros goleiros conhecidos mundialmente por serem “bons com os pés”, o brasileiro do City também leva vantagem.

Marc-André ter Stegen, do Barcelona, uma das referências no fundamento, acertou 81,7% dos passes nesta edição do Campeonato Espanhol. Já o aproveitamento do também alemão Manuel Neuer, do Bayern de Munique, é de 84,5%. Por fim, o espanhol David de Gea, do Manchester United, tem índice de acerto de apenas 56,1%.

Ter um goleiro com bom passe e, consequentemente, capacidade para iniciar as jogadas de sua equipe ainda no campo de defesa é uma das obsessões de Guardiola.

Na temporada passada, o treinador espanhol entregou a missão para o chileno Claudio Bravo, ex-Barcelona, que não deu conta do recado e hoje é reserva. Foi por isso que o clube inglês foi ao mercado no último verão europeu e desembolsou 40 milhões de euros (cerca de R$ 155 milhões) por Ederson.

O hoje reserva da seleção brasileira vem sendo aclamado desde que chegou à Inglaterra. Além dos elogios públicos feitos por Guardiola, ele foi eleito pela revista “FourFourTwo” a melhor contratação da temporada na Premier League.

Com Ederson debaixo da meta e dando o pontapé inicial para as saídas do City rumo ao ataque, o time de Manchester se tornou uma das sensações do futebol europeu em 2017/18.

A equipe lidera o Campeonato Inglês, com 62 pontos conquistados em 66 disputados, avançou para a fase final da Liga dos Campeões com a melhor campanha do seu grupo e só perdeu um dos 33 jogos que disputou na temporada.

Neste domingo, o City visita o Liverpool, quarto colocado da Premier League. No primeiro turno, os comandados de Guardiola aplicaram uma sonora goleada por 5 a 0 nos adversários deste fim de semana.


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Maiores invencibilidades da Europa, City e PSG não perdem desde abril
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Rafael Reis

A última derrota do Manchester City em uma partida oficial aconteceu ainda no primeiro semestre deste ano, sete meses atrás, no finalzinho de abril. A do Paris Saint-Germain, também.

Os líderes dos campeonatos Inglês e Francês, respectivamente, são os times europeus (de primeira divisão e pertencentes a um dos dez países mais bem classificados no ranking da Uefa) que ostentam as maiores invencibilidades da atualidade.

No caso do City, a sequência sem derrotas já dura 26 jogos. Desde que perdeu por 2 a 1 para o Arsenal, em 23 de abril, na prorrogação da semifinal da Copa da Inglaterra, o time dirigido por Pep Guardiola acumula 22 vitórias e quatro empates.

Já o PSG ainda não foi derrotado desde que chocou o mundo ao pagar 222 milhões de euros (R$ 854 milhões) por Neymar.

A última vez que o clube da capital francesa saiu de campo sem pontuar foi em 30 de abril, quando foi batido por 3 a 1 pelo Nice. Desde então, foram 21 vitórias, 3 empates e a sensação de pertencer ao grupo dos times de futebol mais temidos da Europa.

Além das equipes de Guardiola e Neymar, outros dois times estão invictos na temporada 2017/18 do Velho Continente.

A Inter de Milão, vice-líder do Campeonato Italiano, já está há 16 partidas sem perder. O Valencia, segundo colocado na Espanha e que segurou um empate com o Barcelona no último domingo, carrega uma invencibilidade de 14 jogos.

O Barça, aliás, é o dono da terceira maior invencibilidade da atualidade. Apesar de ter sido derrotado duas vezes pelo Real Madrid na Supercopa da Espanha, logo no início da temporada, o time de Messi e Suárez se recuperou bem da saída de Neymar já está há 19 partidas sem ser derrotado.

Dínamo de Kiev, Lyon e Atlético de Madri são os outros times inscritos em uma das dez ligas nacionais mais importantes da Europa que não perderam em nenhum dos seus últimos dez compromissos.

As maiores invencibilidades da Europa:

1º – Manchester City (ING) – 26 jogos
2º – Paris Saint-Germain (FRA) – 24 jogos
3º – Barcelona (ESP) – 19 jogos
4º – Inter de Milão (ITA) – 16 jogos
5º – Valencia (ESP) – 14 jogos
6º – Dínamo de Kiev (UCR) – 12 jogos
Lyon (FRA) – 12 jogos
8º – Atlético de Madri (ESP) – 11 jogos


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Sensação da Europa, City importou “meio Barcelona” para chegar ao topo
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Rafael Reis

Quem acompanhou de perto a transformação do Barcelona no clube de futebol mais poderoso e admirado do mundo no final da década passada vai se sentir em casa se visitar o Etihad Campus, o centro de treinamentos do Manchester City.

E os motivos vão muito além da sensação de “déjà vu” provocada pela presença do técnico Pep Guardiola dentro de campo.

Para entrar de vez no grupo dos clubes do primeiro escalão do futebol mundial e tentar transformar em realidade o sonho de conquistar pela primeira vez a Liga dos Campeões da Europa, o City levou para a Inglaterra boa parte da cúpula que colocou o Barça no topo do planeta.

E fez do catalão uma espécie de segundo idioma oficial.

O atual CEO do City veio do Barcelona. O diretor de futebol, também. O mesmo vale para a maior parte da comissão técnica e da equipe que administra o dia a dia do elenco do atual líder do Campeonato Inglês.

O processo de “Barcelonização” do clube azul de Manchester começou bem antes do desembarque de Guardiola na Inglaterra, no ano passado.

Ainda em 2012, ou seja, cinco temporadas atrás, o City contratou dois dos pilares do processo de reconstrução vivido pelo Barça na década passada e que culminou na conquista de três títulos da Champions entre 2006 e 2012: Ferran Soriano e Txiki Begiristain.

Ao primeiro, um economista de sucesso que cuidou das finanças do clube catalão entre 2003 e 2008 e o transformou em uma máquina de ganhar dinheiro foi oferecido o cargo do CEO da equipe inglesa.

Já Begiristain, diretor de futebol do Barça entre 2003 e 2010 e responsável direto pela promoção de Lionel Messi ao time adulto, recebeu o mesmo cargo no City e se tornou o homem das contratações e da gestão de pessoas em Manchester.

Rodolfo Borrell é outro ex-Barcelona que possui cargo de gestão no clube de Gabriel Jesus. Primeiro treinador de Messi em La Massia, o catalão acumula as funções de diretor técnico global do City Football Group (conglomerado que é dono de outros cinco times em três continentes) e de auxiliar de Guardiola.

A comissão técnica de Pep, aliás, é formada majoritariamente por espanhóis e gente que o acompanha desde os tempos que ele comandava o Barça, como o seu braço-direito Manuel Estiarte, o auxiliar Domenec Torrent, o preparador físico Lorenzo Buenaventura e o analista de vídeo Carles Planchart.

Curiosamente, o único setor do City onde os ex-Barcelona não dão as cartas é dentro de campo.

O goleiro chileno Claudio Bravo e o volante marfinense Yaya Touré, os únicos jogadores do elenco inglês com passagem pelo clube catalão, são atualmente reservas na equipe de Guardiola.

Mas isso não significa que o City não pratique um futebol digno dos melhores dias de Barcelona. Muito pelo contrário.

Segundo o “Who Scored?”, site especializado em estatísticas, a equipe de Guardiola é que a mais fica com o domínio da bola no futebol europeu na atual temporada: 66,2% de posse. O time também tem o terceiro melhor acerto de passes do continente (89,4%, menos apenas que Napoli e Paris Saint-Germain).

O ataque também não deixa a desejar. Nos primeiros 16 jogos da temporada, o City marcou 47 gols (média de quase 3 por partida) e já aplicou duas goleadas por 5 a 0, uma por 6 a 0 e outra por 7 a 2. Resultado: liderança invicta no Campeonato Inglês e 100% de aproveitamento na Champions.

Tudo isso com um DNA importado do Barcelona.


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Mais que Jesus: 7 motivos para acompanhar de perto o Campeonato Inglês
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Rafael Reis

Sucesso global de crítica e público, o Campeonato Inglês começa nesta sexta-feira apostando na competitividade para fidelizar os torcedores.

Enquanto as outras principais ligas nacionais da Europa têm um ou dois favoritos destacados ao título, a Premier League conta com um leque bem maior de candidatos a levantar o troféu de campeão.

Por diferentes motivos, Chelsea, Manchester City, Manchester United e Tottenham largam em vantagem. Mas Arsenal e Liverpool estão sempre rondando as primeiras colocações. E há ainda a possibilidade de uma nova zebra histórica, como a protagonizada pelo Leicester em 2016.

Por isso, quando a bola rolar nesta sexta para Arsenal x Leicester, teremos o início da mais equilibrada liga nacional de primeiro escalão do futebol europeu.

Mas essa não é a única atração da Premier League. Conheça abaixo 7 motivos para acompanhar de perto a temporada 2017/18 do Campeonato Inglês:

MENINO JESUS

Gabriel Jesus chegou ao Manchester City em janeiro e não demorou para mostrar a que veio. Foram 7 gols em 11 partidas, marca que lhe transformou em titular absoluto da equipe de Pep Guardiola. Agora, o jovem camisa 9 da seleção brasileira fará sua primeira temporada completa na Inglaterra e terá para municiá-lo um elenco bem mais recheado de opções do que o de antes das férias. Um prato cheio para quem tem fome de gol.

SHOW DO BILHÃO

Nenhum país do mundo gasta tanto em contratações quanto a Inglaterra. Faltando ainda mais de duas semanas para o fechamento da janela de transferências, os clubes da Premier League já torraram 1,12 bilhão de euros (R$ 4,1 bilhões) em novos jogadores para esta temporada. O reforço mais caro é o centroavante belga Romelu Lukaku, que trocou o Everton pelo Manchester United em um negócio que movimentou 84,7 milhões de euros (R$ 313 milhões).

A REVOLUÇÃO DE PEP

Decepcionado com a primeira temporada sem título em sua carreira como treinador, Guardiola resolveu radicalizar. Resultado, fez do Manchester City o time do planeta que mais gastou com contratações nesta temporada. Com os 240,5 milhões de euros (R$ 889 milhões) investidores pelo clube inglês, Pep levou para Manchester o goleiro Ederson, os laterais Danilo, Kyle Walker e Benjamin Mendy, além do meia-atacante Bernardo Silva e do jovem brasileiro Douglas Luiz, que foi emprestado ao Girona.

O FANTASMA DE FERGUSON

Maior campeão inglês da história, o Manchester United não conquista o título nacional desde a aposentadoria de Alex Ferguson, em 2013. O escocês David Moyes e o holandês Louis van Gaal, os dois primeiros substitutos do histórico treinador, falharam na tarefa de substituído. Desde o ano passado, essa missão cabe a José Mourinho. Em sua temporada de estreia, ele passou longe de vencer a Premier League, mas pelo menos faturou a Liga Europa e recolocou o United na Champions. Será que chegou a hora do fim do jejum?

ESTRANHO NO NINHO

Enquanto os clubes ingleses gastam milhões em busca de reforços badalados e caríssimos, o Tottenham prefere manter a base e apostar em jovens promessas formadas em casa. A estratégia tem dado certo, e o time foi vice-campeão da última Premier League. Nesta temporada, o técnico argentino Mauricio Pochettino resolveu radicalizar e ainda não gastou um centavo sequer para reforçar seu elenco.

WENGER ETERNO

Entra temporada, sai temporada, e a pergunta permanece: até quando Arsène Wenger vai continuar à frente do Arsenal. O francês dirige o clube londrino desde 1996 e, pela primeira vez, não conseguiu classificá-lo para a Liga dos Campeões da Europa. Motivo para demissão? Que nada. Wenger renovou contrato por mais duas temporadas e só deve deixar o Emirates Stadium em 2019.

BOM FILHO

Principal jogador da Inglaterra nos últimos tempos, Wayne Rooney está de volta ao clube onde começou a carreira. Treze anos depois de deixar o Everton para se tornar ídolo no Manchester United, o atacante vai voltar a vestir a camisa azul do tradicional time de Liverpool. Aos 31 anos, Rooney ainda tem muita lenha para queimar, apesar do declínio físico e técnico das temporadas mais recentes. Pelo menos, é nisso que o Everton acredita.


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Mercado da Bola já movimentou quase R$ 11 bi; veja os clubes mais gastões
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Rafael Reis

Faltando ainda cinco semanas para seu encerramento, a janela de transferências das principais ligas nacionais do planeta para a temporada 2017/18 já movimentou 3 bilhões de euros (pouco menos de R$ 11 milhões) em compras e empréstimos de jogadores.

Só o Manchester City responde sozinho por 8% desse investimento. O time dirigido por Pep Guardiola é o clube que mais gastou no atual Mercado da Bola e já torrou 240,5 milhões de euros (R$ 876,3 milhões) em reforços.

Não à toa, quatro das dez contratações mais caras desta janela foram feitas pela equipe inglesa. O goleiro Ederson, os laterais Kyle Walker e Benjamin Mendy e o meia-atacante Bernardo Silva custaram juntos 198,5 milhões de euros (R$ 723,2 milhões).

Além desses quatro reforços milionários, o City também anexou ao seu elenco os brasileiros Danilo, lateral direito que estava no banco de reservas do Real Madrid, e Douglas, meio-campista de 19 anos que foi tirado do Vasco.

Dentre os dez clubes que mais investiram em contratações nesta janela, há pelo menos uma grande surpresa. O Lille, 11º colocado no último Campeonato Francês, já gastou 65,5 milhões de euros  (R$ 238,6 milhões) em jogadores para agradar seu novo comandante, o argentino Marcelo Bielsa.

E boa parte desse valor (34 milhões de euros, ou R$ 124 milhões) foi investido em jovens brasileiros: os ex-santistas Caju e Thiago Maia, além de Thiago Mendes e Luiz Araújo, que defendiam o São Paulo até o primeiro semestre deste ano.

O “Blog do Rafael Reis” publica semanalmente, sempre às terças-feiras, um balanço da janela de transferências da temporada 2017/18, com as principais negociações e valores desembolsados em compras e vendas de jogadores.

Saiba agora tudo que está rolando no Mercado da Bola.

OS 10 CLUBES QUE MAIS CONTRATARAM NA TEMPORADA 2017/18
1º – Manchester City (ING) – 240,5 milhões
2º – Milan (ITA) – 189,5 milhões
3º – Chelsea (ING) – 140 milhões
4º – Manchester United (ING) – 119,7 milhões
5º – Bayern de Munique (ALE) – 100,5 milhões
6º – Everton (ING) – 98 milhões
7º – Roma (ITA) – 88 milhões
8º – Juventus (ITA) – 87,7 milhões
9º – Lille (FRA) – 65,5 milhões
10º– Arsenal (ING) – 53,3 milhões

OS 10 CLUBES QUE MAIS VENDERAM NA TEMPORADA 2017/18
1º – Monaco (FRA) – 167,5 milhões
2º – Real Madrid (ESP) – 122 milhões
3º – Benfica (POR) – 112,3 milhões
4º – Roma (ITA) – 108,3 milhões
5º – Everton (ING) – 106,3 milhões
6º – Lyon (FRA) – 102,7 milhões
7º – Juventus (ITA) – 94,2 milhões
8º – Chelsea (ING) – 77,5 milhões
9º – Sevilla (ESP) – 77 milhões
10º – Porto (POR) – 61,9 milhões

AS 10 CONTRATAÇÕES MAIS CARAS DA TEMPORADA 2017/18
1º – Romelu Lukaku (BEL/Manchester United) – 84,7 milhões de euros
2º – Álvaro Morata (ESP/Chelsea) – 65 milhões
3º – Benjamin Mendy (FRA/Manchester City) – 57,5 milhões
4º – Alexander Lacazette (FRA/Arsenal) – 53 milhões
5º – Kyle Walker (ING/Manchester City) – 51 milhões
6º – Bernardo Silva (POR/Manchester City) – 50 milhões
7º – Leonardo Bonucci (ITA/Milan) – 42 milhões
Mohamed Salah (EGI, Liverpool) – 42 milhões
9º – Corentin Tolisso (FRA/Bayern de Munique) – 41,5 milhões
10º – Tiemoué Bakayoko (FRA/Chelsea) – 40 milhões
Ederson (BRA/Manchester City) – 40 milhões

OS 10 BRASILEIROS MAIS CAROS DA TEMPORADA 2017/18
1º – Ederson (Manchester City) – 40 milhões de euros
2º – Danilo (Manchester City) – 30 milhões
3º – Thiago Maia (Lille) – 14 milhões
4º – Bruno Peres (Roma) – 12,5 milhões
5º – Douglas (Manchester City) – 12 milhões
6º – Luiz Araújo (Lille) – 10,5 milhões
7º – Luiz Gustavo (Olympique de Marselha) – 10 milhões
8º – Thiago Mendes (Lille) – 9 milhões
9º – Vitor Hugo (Fiorentina) – 8 milhões
Juan Jesus (Roma) – 8 milhões
Wanderson (Krasnodar) – 8 milhões

AS 10 LIGAS QUE MAIS GASTARAM NA TEMPORADA 2017/18
1º – Campeonato Inglês – 947,9 milhões
2º – Campeonato Italiano – 592,8 milhões
3º – Campeonato Alemão – 462,1 milhões de euros
4º – Campeonato Espanhol – 317,7 milhões
5º – Campeonato Francês – 289,4 milhões
6º – Campeonato Inglês (2ª divisão) – 143 milhões
7º – Campeonato Russo – 70,1 milhões
8º – Campeonato Mexicano – 56,8 milhões
9º – Campeonato Belga – 55,7 milhões
10º – Campeonato Português – 53,9 milhões
TOTAL: 3 bilhões de euros (R$ 10,9 bilhões)

Fonte: Transfermarkt


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O que Guardiola viu em Danilo para buscá-lo no banco do Real Madrid?
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Rafael Reis

Danilo passou os últimos dois anos se revezando entre o banco de reservas do Real Madrid e as críticas dos torcedores direcionadas a ele sempre que pisava no gramado do Santiago Bernabéu.

Mesmo assim, o Manchester City aceitou pagar 36 milhões de euros (R$ 131,5 milhões) pelo lateral brasileiro de 26 anos, mais até do que os 31,5 milhões de euros (R$ 115 milhões, na cotação atual) que ele havia custado ao clube espanhol duas temporadas atrás.

Mas, afinal, o que Pep Guardiola viu de especial no ex-jogador do Santos para ignorar seu desempenho abaixo do esperado no Real e bancar sua ida para a Inglaterra?

Para entender essa transação, é preciso primeiro analisar as qualidades e os pontos fracos de Danilo, assim como as características que o treinador espanhol costuma buscar em seus laterais.

Apesar de não ter tido sucesso no atual bicampeão europeu, o brasileiro está longe de ser um jogador ruim. Pelo contrário, Danilo possui uma qualidade técnica acima da média, lê bem o jogo ofensivamente e é capaz de criar inúmeras oportunidades de gol.

As críticas da torcida do Real ao camisa 23 eram muito mais concentradas à sua atuação defensiva. E nesse aspecto, ele realmente deixa a desejar. O ex-santista está longe de ser um grande marcador e sofre muito com lançamentos às suas costas.

Só que Guardiola não parece se importar muito com isso. Os laterais que mais fizeram sucesso sob seu comando, Daniel Alves e Jordi Alba (Barcelona), além de Alaba (Bayern de Munique), destacam-se mais pela técnica refinada e pelo poderio ofensivo do que pelas propriedades defensivas –o austríaco chegou até a ser escalado como zagueiro por Pep para melhor a saída de bola do time alemão.

Além disso, Danilo possui uma característica rara entre os laterais e que encaixa perfeitamente na estrutura tática do novo treinador do City. Como atuou durante parte de sua carreira como volante, o brasileiro trafega bem pela faixa central do campo.

Durante a passagem de Guardiola pelo Bayern, era comum ver Alaba subindo ao ataque em diagonal, ou seja, partindo do lado esquerdo do campo e se juntando aos volantes e meias centrais para criar superioridade numérica e facilitar a tabela e a retenção da posse de bola.

Na primeira partida do City na atual pré-temporada, contra o Manchester United, o lateral direito Kyle Walker também abusou dessa movimentação, que vai contra a cartilha tradicional da posição –os laterais usualmente exploram apenas os flancos do campo.

Por fim, a versatilidade de Danilo também é uma virtude que atrai Pep. Além de sua posição mais tradicional, o brasileiro pode atuar como lateral esquerdo, setor em que o treinador tem improvisado Fernandinho e tenta desesperadamente contratar o francês Benjamin Mendy (Monaco), e volante.

É por isso que o torcedor do Real Madrid e o treinador do Manchester City têm visões completamente diferentes sobre o novo reforço do clube inglês.


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Rival do Palmeiras, “Guardiola uruguaio” montou time histórico do Barcelona
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Rafael Reis

Adversário do Palmeiras nas oitavas de final da Copa Libertadores da América-2017, Guillermo Almada tem um apelido significativo para um treinador que dirige um time chamado Barcelona.

O ex-jogador de 48 anos, que comanda o Barcelona de Guayaquil, desde 2015, é chamado de “Pep Guardiola uruguaio”.

O apelido está ligado ao estilo de futebol de valorização da posse de bola e marcação agressiva praticado pelo River Plate uruguaio durante sua passagem de quatro anos pelo clube, entre 2011 e 2015, e que foi replicado na equipe equatoriana.

“Sou admirador de Guardiola, assim como de outros treinadores. Vamos tentar que o Barcelona jogue melhor que seus rivais. É claro que a prioridade é ganhar. Queremos ser campeões, temos essa expectativa. Mas, para isso, é preciso trabalhar, evoluir e jogar da melhor forma possível”, disse Almada, logo em sua chegada a Guayaquil.

Assim como os do Pep original, os objetivos de sua versão uruguaia no Barcelona foram rapidamente alcançados. Apesar de ser o maior vencedor da história do futebol equatoriano, o clube só havia conquistado um título nos últimos 18 anos quando apostou no ex-treinador do River.

Logo em sua primeira temporada, Almada fez história. A equipe de Guayaquil não apenas foi campeã equatoriana, como estabeleceu a maior pontuação da competição em todos os tempos (99 pontos, com aproveitamento de 75%).

Duas vezes vice-campeão da Libertadores (1990 e 1998), o Barcelona também voltou a fazer bonito na esfera continental.

O time, que recebe o Palmeiras nesta quarta no jogo de ida das oitavas, não passava da fase de grupos da competição sul-americana há 13 anos. Nas duas últimas participações, havia sido lanterna de sua chave.

Desta vez, a campanha foi bem diferente. O Barcelona estreou derrotando o Atlético Nacional, atual campeão da Libertadores, e conseguiu vitórias marcantes fora de casa contra Estudiantes e Botafogo.

O time dava toda pinta de que faria a melhor campanha do Grupo 1, mas acabou derrotado nas duas últimas rodadas, perdeu a liderança da chave para o Botafogo e foi parar na rota do Palmeiras.

Tropeços que não minimizam o trabalho de Guillermo Almada, o “Pep Guardiola” uruguaio, eleito no mês passado pela revista inglesa “Four Four Two” o 45º melhor treinador do futebol mundial.

A propósito, o Guardiola original, hoje à frente do Manchester City, ficou na oitava colocação na lista.


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Manchester City tem pior custo-benefício da temporada; veja ranking
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Rafael Reis

Ameaçado de não conseguir a classificação para a Liga dos Campeões no ano de estreia de Pep Guardiola no futebol inglês, o Manchester City é o clube com pior custo-benefício do futebol europeu nesta temporada.

Levando em consideração apenas o valor investido na chegada de reforços para 2016/17, cada ponto conquistado pelos Citizens na atual edição da Premier League custou incríveis 3,09 milhões de euros (mais de R$ 10,7 milhões).

Afinal, nenhum clube do planeta torrou mais dinheiro com novos jogadores que o City nesta temporada. Foram 213 milhões de euros (R$ 737 milhões) gastos em contratações feitas a pedido do treinador espanhol, como o brasileiro Gabriel Jesus, o goleiro chileno Claudio Bravo e o alemão Leroy Sané.

Só que os resultados não foram tão bons quanto Guardiola imaginava. Seu time não só ficou distante da briga pelo título inglês, como, a três rodadas do fim da temporada, ainda corre risco de não se classificar para a Champions.

O City ocupa a quarta colocação da Premier League, a última que dá vaga para o torneio continental. Tem 69 pontos, três a mais que o Arsenal, que vem logo na sequência.

Arquirrival de cidade, o Manchester United é o segundo colocado no ranking dos clubes com pior custo-benefício da temporada. O time de José Mourinho, que gastou mais de 100 milhões de euros só na contratação de Paul Pogba, investiu 2,85 milhões de euros (R$ 9,8 milhões) para cada ponto ganho.

Dos dez clubes com pontos mais caros desta temporada, seis são ingleses. Esse resultado já era previsível, já que nenhuma liga do planeta chega sequer perto do investimento feito em contratações pela Premier League.

O top 10 conta ainda com dois clubes da Alemanha (Wolfsburg, que está ameaçado de rebaixamento, e Borussia Dortmund) e mais dois da Itália (Inter de Milão e Juventus).

A Juve, aliás, é a prova de que ter uma relação investimento/ponto alto não é necessariamente sinônimo de fracasso. A atual pentacampeã italiana aparece na lista porque gastou quase 192 milhões de euros (R$ 664 milhões) em reforços. Mas, em compensação, chegou à decisão da Liga dos Campeões.

Seu adversário na decisão no dia 3 de junho, no entanto, teve um custo-benefício bem melhor. Como investiu pouco em contratações nesta temporada (só 30 milhões de euros) e briga pela ponta do Espanhol com o Barcelona, o Real Madrid gastou apenas 357 mil euros (R$ 1,2 milhão) por ponto obtido em seu campeonato nacional.

Entre os clubes de primeiro escalão do futebol europeu, nenhum tem o ponto tão barato quando a equipe de Zidane –nem mesmo o Monaco, líder do Francês e semifinalista da Champions, que gastou 587 mil euros (R$ 2 milhões) por ponto conquistado.

OS 10 CLUBES COM PONTO MAIS CARO DA TEMPORADA
1º – Manchester City (ING) – 3,09 milhões de euros
2º – Manchester United (ING) – 2,85 milhões de euros
3º – Inter de Milão (ITA) – 2,75 milhões de euros
4º – Crystal Palace (ING) – 2,64 milhões de euros
5º – Juventus (ITA) – 2,25 milhões de euros
6º – Wolfsburg (ALE) – 2,14 milhões de euros
7º – Leicester (ING) – 2,12 milhões de euros
8º – Borussia Dortmund (ALE) – 2,02 milhões de euros
9º – West Ham (ING) – 1,99 milhões de euros
10º – Middlesbrough (ING) – 1,88 milhões de euros


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Por onde andam os jogadores do Barcelona “campeão de tudo” em 2009?
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Rafael Reis

Em 2008/09, o Barcelona começou a construir uma das histórias mais brilhantes do futebol mundial nas últimas décadas.

Em sua temporada de estreia como técnico de um time de primeira divisão, Pep Guardiola conquistou todos os títulos que disputou e deu o pontapé inicial para uma verdadeira revolução tática, que mudou radicalmente a forma como as equipes do planeta todo praticam a modalidade.

Mas, oito anos depois, onde estão os protagonistas dessa história? Mostramos logo abaixo os paradeiros dos jogadores que ajudaram Guardiola a ganhar a Tríplice Coroa (Liga dos Campeões, Campeonato Espanhol e Copa do Rei) e a transformar seu estilo de marcação alta e controle de posse de bola em uma febre mundial.

POR ONDE ANDA – BARCELONA DE 2008/09?

Victor Valdés (35 anos) – Deixou o Barcelona em 2014, passou por Manchester United e Standar Liège e atualmente é o goleiro titular do Middlesbrough, time que luta contra o rebaixamento no Campeonato Inglês.

Carles Puyol (38 anos) – Capitão do Barcelona durante toda a “era Guardiola”, o zagueiro encerrou a carreira em 2014. Puyol ainda trabalhou por um semestre como auxiliar do então diretor de futebol do clube, Andoni Zubizarreta, até encerrar o vínculo legal com o clube catalão.

Yaya Touré (33 anos) – O volante marfinense, que atuou improvisado na zaga na decisão da Champions-2009 contra o Manchester United, reencontrou Guardiola no Manchester City na atual temporada. Inimigo público do treinador, ficou na geladeira por três meses até começar a ser utilizado pelo espanhol.

Gerard Piqué (30 anos), Sergio Busquets (28 anos), Andrés Iniesta (32 anos) e Lionel Messi (29 anos) – O quarteto continua firme no Barcelona. E, apesar da idade avançada, segue como titular absoluto da equipe comandada por Luis Enrique. Messi ainda é o artilheiro, o camisa 10 e o principal astro do time.

Sylvinho (42 anos) – Jogador mais velho do elenco daquele Barcelona, ainda jogou por uma temporada no Manchester City antes de pendurar as chuteiras. Desde 2011, trabalha como assistente técnico. Convidado para assumir o comando do Corinthians no ano passado, recusou o cargo. Hoje, é auxiliar de Tite na seleção brasileira.

Xavi (37 anos) – Cérebro do Barcelona de Guardiola, deixou a Catalunha há dois anos para jogar no Al-Sadd, no Qatar. Cotado para se tornar treinador do Barça no futuro, tem feito jornada dupla para se preparar para a nova carreira. Sempre que o Al-Sadd lhe dá uma folga, ele trabalha como auxiliar da seleção qatariana sub-23.

Thierry Henry (39 anos) – O francês, que ocupava no Barcelona a mesma faixa de campo por onde hoje joga Neymar, deixou a Espanha em 2010 e foi a estrela máxima do soccer nos Estados Unidos até deixar o New York Red Bulls e o futebol profissional em 2014. Atualmente, é o assistente de Roberto Martínez na seleção da Bélgica.

Samuel Eto’o (35 anos) – Autor do primeiro gol da vitória por 2 a 0 sobre o Manchester United na decisão da Champions, o camaronês defendeu cinco clubes diferentes nos últimos quatro anos. Desde 2015, veste a camisa 9 e usa a braçadeira de capitão do Antalyaspor, time de meio de tabela do Campeonato Turco.

Seydou Keita (37 anos) – O volante malinês era reserva naquela temporada, mas disputou 20 minutos da final europeia. Depois de deixar o Barcelona em 2012, passou pela China, jogou no Valencia e defendeu a Roma. Ficou na Itália até agosto, quando acertou transferência para ser companheiro de Romarinho no El-Jaish, do Qatar.

Pedro (29 anos)  – Promovido para o time principal do Barcelona por Guardiola naquela temporada, foi para a Inglaterra em busca da titularidade em 2015. Hoje, é peça importante no esquema de Antonio Conte no Chelsea, líder da Premier League, e botou o brasileiro Willian no banco de reservas.

Daniel Alves (33 anos) – É outro que não tem motivos para reclamar da vida. Desde que se mandou para a Juventus, no início da temporada, vê o Barcelona sofrendo com a limitação dos seus laterais direitos (Sergi Roberto e Aleix Vidal). Atualmente, é um jogador importante da provável campeã italiana e de uma candidata ao título da Champions.

Éric Abidal (37 anos) – O zagueiro e lateral esquerdo francês sobreviveu a dois cânceres e precisou passar por um transplante de fígado durante a “era Guardiola”. Aposentado desde 2014, dedica-se atualmente a uma fundação que ajuda crianças que sofrem da mesma doença que ameaçou sua vida.

Pep Guardiola (46 anos) – O técnico que revolucionou o Barcelona e o futebol mundial ainda é admirado como um dos grandes nomes da profissão, mas não conquistou nenhuma Liga dos Campeões depois que deixou o clube em 2012. Após três anos no Bayer de Munique, está em sua primeira temporada no Manchester City e ocupa a terceira colocação no Campeonato Inglês.


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