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Do Japão à seleção russa: por onde andam 7 crias da base do Grêmio?
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Rafael Reis

Por onde anda aquele garoto que brilhou nas categorias de base do meu time e logo foi vendido para o exterior? Será que ele virou um jogador importante por lá? Ou será que se tornou apenas mais um dentre tantos brasileiros espalhados pelo Mundo da Bola?

É para responder perguntas como essas que o “Blog do Rafael Reis” mostra desde julho os paradeiros das crias dos 12 maiores clubes do Brasil.

No nono capítulo da série, localizamos sete jogadores formados no Grêmio, o clube que deu ao mundo um dos grandes magos do futebol mundial no século 21, Ronaldinho. Na próxima sexta-feira, será a vez do Internacional.

DOUGLAS COSTA
Meia-atacante
26 anos
Juventus (ITA)

Apareceu com pinta de craque no Grêmio no final da década passada e, dois anos após estrear no time principal, acabou negociado com o Shakhtar Donetsk. Douglas Costa ficou na Ucrânia até 2015, quando se mudou para o Bayern. O brasileiro logo caiu nas graças de Pep Guardiola e foi um dos destaques do clube alemão na temporada 2015/16. Mas, depois da saída do treinador espanhol e em meio a vários problemas físicos, perdeu espaço e acabou cedido para a Juventus, onde tentará recuperar o bom futebol para ir à Copa do Mundo-2018.

LUCAS LEIVA
Volante
30 anos
Lazio (ITA)

Revelação da passagem do Grêmio pela Série B do Brasileiro, em 2005, permaneceu no clube por mais dois anos e foi negociado com o Liverpool, onde atuou por uma década e carregou por várias vezes a braçadeira de capitão. Lucas Leiva deixou a Inglaterra nesta janela de transferências para assinar contrato com a Lazio. Na estreia oficial pelo novo clube, já conquistou a Supercopa da Itália.

WALACE
Volante
22 anos
Hamburgo (ALE)

Promovido ao time principal do Grêmio por Luiz Felipe Scolari em 2014, o volante fez parte do elenco campeão da Copa do Brasil no ano passado e rendeu 9,2 milhões de euros (R$ 34,5 milhões, na cotação atual) ao clube que o projetou. Medalhista de ouro no futebol dos Jogos Olímpicos do Rio-2016, Walace defende o Hamburgo desde o início de 2017 e escapou por pouco do rebaixamento no Alemão.

MÁRIO FERNANDES
Lateral direito
26 anos
CSKA Moscou (RUS)

Jogador eternizado por ter recusado uma convocação para a seleção brasileira, Mário Fernandes estreou pelo Grêmio no Gre-Nal comemorativo aos 100 anos do clássico e vestiu a camisa tricolor durante três anos, até 2012, quando foi negociado com o CSKA Moscou. Estabelecido na Rússia, o lateral direito ganhou uma nova cidadania e deve atuar pelo país-sede na Copa do Mundo do próximo ano.

FERNANDO
Volante
25 anos
Spartak Moscou (RUS)

Integrante da mesma geração de Douglas Costa e Mário Fernandes no Grêmio, defendeu a seleção brasileira em todas as categorias existentes. Foi campeão sul-americano com os times sub-15 e sub-17 e faturou os títulos continental e mundial no sub-20. Pela seleção adulta, ganhou a Copa das Confederações de 2013. Distante do melhor momento da carreira, foi negociado com o Spartak Moscou na temporada passada pela Sampdoria.

LEANDRO
Atacante
24 anos
Kashima Antlers (JAP)

Despontou como possível candidato a craque no Campeonato Gaúcho de 2011, mas sua carreira não decolou tanto assim. Cedido ao Palmeiras em 2013 como contrapartida pela contratação de Barcos, teve um ótimo início no futebol paulista, mas logo perdeu o fôlego. Leandro ainda foi emprestado ao Santos antes de ser enviado ao Kashima Antlers no começo do ano.

BRUNO TELES
Lateral esquerdo
31 anos
Rio Ave (POR)

Nome menos conhecido da lista, foi jogador do Grêmio entre 2006 e 2009, período em que se alternou entre a camisa tricolor e os empréstimos para Portuguesa, Sport e Juventude. Já caminhando para a reta final da carreira, Bruno Teles é um dos inúmeros que disputam esta temporada do Português. Atualmente, é reserva do Rio Ave, surpresa deste início de campeonato.


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Após férias, Libertadores dá início à fase final. E ainda não tem favorito
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Rafael Reis

Quarentas dias depois do encerramento da fase de grupos, a Copa Libertadores da América-2017 entra nesta terça-feira em sua reta final ainda sem a definição de um time favorito ao título.

Ao contrário do ano passado, quando o Atlético Nacional passou pela etapa classificatória com cinco vitórias e um empate e saiu de lá como o maior candidato ao troféu, desta vez nenhuma equipe teve um aproveitamento tão alto dentro do seu grupo.

E mesmo as equipes que mais se destacaram na fase anterior têm motivos de sobra para não merecer o rótulo de favorito nos mata-matas decisivos da principal competição interclubes da América do Sul.

Dono da melhor campanha da fase de grupos da Libertadores, com 13 pontos e 11 gols de saldo, o Atlético-MG está fora do G6 do Campeonato Brasileiro e até poucos dias atrás tinha seu técnico, Roger Machado, com o cargo sob ameaça devido à ausência de bons resultados.

Ao contrário dos mineiros, Palmeiras e Grêmio, os outros brasileiros que somaram 13 pontos na etapa anterior, vivem bons momentos na competição nacional, mas ainda não foram devidamente testados no torneio sul-americano.

A equipe gaúcha se destacou no mais fraco dos oito grupos da Libertadores. Ou você acha que ganhar de Guaraní, do Paraguai, Deportes Iquique, do Chile, e Zamora, da Venezuela, credencia alguém ao título?

O Palmeiras teve adversários um pouco mais qualificados, mas nem tanto assim: Jorge Wilstermann, da Bolívia, Atlético Tucumán, da Argentina, e Peñarol, do Uruguai. E, apesar do primeiro lugar da chave, sofreu demais para conseguir cada uma das quatro vitórias que obteve até o momento.

Assim como Atlético-MG, Grêmio e Palmeiras, River Plate e Lanús também somaram 13 pontos na fase de grupos. Só que pesadas dúvidas também pairam sobre o verdadeiro potencial dos argentinos.

O River até parecia um time capaz de carregar o rótulo de favorito. Conta com uma base que foi campeã continental dois anos atrás, vinha praticando um futebol consistente e é comandado há três temporadas pelo mesmo técnico, Marcelo Gallardo.

Mas um escândalo abalou as estruturas dos Millonarios. Dois dos seus titulares, o lateral direito Camilo Mayada e o zagueiro Lucas Martínez, foram pegos em exames antidoping. E mais cinco jogadores são suspeitos de terem utilizado substâncias proibidas.

O clube argentino é também dos sobreviventes da Libertadores que mais corre risco de perder nomes importantes nesta janela de transferências. O atacante Sebastián Driussi, um dos supostamente envolvidos no caso de doping coletivo, deve ir para o Zenit. O meia Gonzalo Martínez e o centroavante Lucas Alario também interessam ao futebol europeu.

Já o Lanús só chegou aos 13 pontos porque herdou três pontos de uma derrota para a Chapecoense, punida pela Conmebol pela escalação irregular de um jogador. O time, campeão nacional de 2016, fez uma campanha discreta no último Campeonato Argentino e foi apenas o oitavo colocado.

Libertadores-2017 – Oitavas de Final

Guaraní (PAR) x River Plate (ARG)
Jorge Wilstermann (BOL) x Atlético-MG (BRA)
Emelec (EQU) x San Lorenzo (ARG)
The Strongest (BOL) x Lanús (ARG)
Atlético-PR (BRA) x Santos (BRA)
Barcelona (EQU) x Palmeiras (BRA)
Nacional (URU) x Botafogo (BRA)
Godoy Cruz (ARG) x Grêmio (BRA)


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Por onde andam os jogadores do Ajax que bateu o Grêmio no Mundial-1995?
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Rafael Reis

Lembra quando o futebol holandês era suficientemente forte para produzir times capazes de fazer frente aos maiores clubes de futebol da Europa, como Real Madrid, Bayern de Munique, Barcelona e Juventus? O torcedor do Grêmio, certamente, não se esquece.

Em 28 de novembro de 1995, um Ajax que serviria como base para a seleção holandesa semifinalista da Copa de 1998 impediu o segundo título mundial da história do tricolor gaúcho.

O time de Felipão, Arce, Paulo Nunes e Jardel fez jogo duro com os holandeses, mas acabou derrotado nos pênaltis após empate no tempo normal e na prorrogação.

Mais de duas décadas depois daquele Mundial Interclubes, é hora de saber o paradeiro dos algozes gremistas. Muitos deles ainda são nomes importantes no futebol mundial, ainda que longe dos gramados.

POR ONDE ANDA – AJAX DE 1995?

Edwin van der Sar (46 anos) – Permaneceu por muito anos como um dos melhores goleiros do mundo e marcou época com a camisa do Manchester United, clube pelo qual se aposentou em 2011. No ano passado, retornou ao futebol para disputar uma partida pelo Noordwijk, time amador onde iniciou a carreira, e defendeu um pênalti. Envolvido com a política do futebol, integra conselhos da Fifa e é o CEO do Ajax.

Michael Reiziger (43 anos) – Um dos jogadores mais jovens do time campeão mundial, defendeu as cores do Milan e do Barcelona e se aposentou relativamente cedo, aos 34 anos, no PSV. Trabalha no Sparta Roterdã, clube da primeira divisão holandesa, desde 2013. Primeiro, como técnico das categorias de base, e hoje, como auxiliar da equipe profissional.

Danny Blind (55 anos) – Capitão do Ajax em 1995 e cobrador do último pênalti holandês na decisão do Mundial, estreou como técnico na temporada 2005/06, quando dirigiu o clube onde fez história como jogador. Em 2012, foi contratado para trabalhar na comissão técnica da seleção holandesa. Foi auxiliar de Louis van Gaal e de Guus Hiddink até ser promovido ao posto de treinador em 2015. Mal nas eliminatórias da Copa-2018, acabou demitido na semana passada.

Frank de Boer (46 anos) – Mais um campeão mundial pelo Ajax que hoje tenta repetir no banco de reservas o sucesso que teve dentro de campo. O irmão gêmeo de Ronald estreou na função em 2007, um ano depois da aposentadoria como jogador. Em 2010, trocou as categorias de base do Ajax pelo time principal. Permaneceu por seis temporadas à frente da equipe e conquistou quatro títulos holandeses. Em agosto, topou o desafio de comandar a Inter de Milão. Três meses depois, ficou desempregado.

Winston Bogarde (46 anos) – Pouco fez no futebol depois de deixar o Ajax, em 1997. Teve passagens catastróficas por Milan e Chelsea e só jogou um pouco mais no Barcelona, clube que defendeu entre 1998 e 2000. Desde a aposentadoria, em 2004, sua vida é aproveitar tudo aquilo que a carreira de sucesso no futebol lhe proporcionou. Em 2011, chamou a atenção ao aparecer bem acima do peso para uma partida da equipe másters do Ajax.

Ronald de Boer (46 anos) – Passou a maior parte atuando ao lado do gêmeo, Frank. Ao contrário do irmão, ainda não se lançou como treinador de equipe profissional. Ronald foi auxiliar da seleção olímpica do Qatar entre 2010 e 2011 e trabalha há seis anos nas categorias de base do Ajax.

Edgar Davids (44 anos) Um dos principais jogadores do Ajax campeão mundial, o volante vestiu várias das camisas mais pesadas do futebol mundial (Milan, Barcelona, Juventus e Inter de Milão) e só se aposentou em 2014, depois de dois anos como jogador-treinador do Barnet, time da quarta divisão inglesa. Atualmente, participa de cursos de formação de técnicos.

Jari Litmanen (46 anos) – O camisa 10 do Ajax-1995 defendeu a seleção da Finlândia até os 39 anos e só deixou o futebol profissional em 2011, após uma temporada no HJK, o clube mais vitorioso do seu país. Além do Ajax, Litmanen atuou em outros dois clubes de proporção internacional: Barcelona (1999 a 2001) e Liverpool (2001 a 2002). Atualmente trabalha como comentarista da Yle, emissora pública da Finlândia.

George Finidi (45 anos) – O nigeriano disputou as Copas do Mundo de 1994 e 1998 e jogou profissionalmente até 2004, quando deixou o Mallorca e o futebol. Finidi voltou a trabalhar com esporte apenas nesta década. Em 2013, realizou um estágio no Zwolle, um pequeno clube holandês, como parte do curso de treinador que estava cursando.

Patrick Kluivert (40 anos) – O homem-gol do Ajax fez história com a camisa do Barcelona e se aposentou com apenas 31 anos, pelo Lille. Depois de trabalhar como assistente técnico da seleção holandesa na Copa-2014, virou diretor de futebol do Paris Saint-Germain. Seu filho Justin, de 17 anos, é hoje uma das grandes promessas do Ajax e já joga no time principal.

Marc Overmars (44 anos) – Outro dos jogadores do Ajax-1995 que foram importados pelo Barcelona anos mais tarde, o ponta esquerda que disputou duas Copas do Mundo (1994 e 1998) ocupa desde 2012 o cargo de diretor de futebol do clube da equipe de Amsterdã, onde trabalha/ou com vários ex-companheiros de time.

Martijn Reuser (42 anos) – Meio-campista reserva, que substituiu Litmanen na prorrogação, foi o único dos jogadores utilizados pelo Ajax no Mundial que não construiu uma carreira de sucesso pleno. Após deixar a equipe de Amsterdã, Reuser atuou por Vitesse, Ipswich, Willem II, RKC e NAC Breda. Hoje, comenta jogos na TV holandesa e é auxiliar da seleção sub-16 da Holanda.

Nwankwo Kanu (40 anos) – Algoz da eliminação brasileira nos Jogos Olímpicos de Atlanta-1996, o atacante nigeriano teve uma carreira de sucesso na Inglaterra, onde defendeu Arsenal, West Bromwich e Portsmouth. Aposentado desde 2012, dedica-se hoje a uma fundação para crianças com problemas cardíacos, mal que quase abreviou sua carreira.

Louis van Gaal (65 anos) – O arquiteto do último título mundial conquistado por um time holandês dirigiu Barcelona, Bayern de Munique, Manchester United e foi terceiro colocado com a Holanda na última Copa do Mundo. No ano passado, decidiu-se aposentar após deixar o Manchester. No entanto, está cotado para trabalhar mais uma vez na seleção, ainda que talvez não como treinador.


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Na nova Libertadores, brilhar na fase de grupos é armadilha para clubes
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Rafael Reis

Começar bem uma competição é sempre bom, já que enche os jogadores de confiança, faz com que os torcedores se sintam motivados a ir ao estádio e coloca aquele medo extra nos adversários, certo?

Na maioria das competições, é assim mesmo que funciona. Mas, na Libertadores-2017, brilhar demais logo no início do torneio pode acabar se tornando um problema.

A ampliação no período de disputa da principal competição interclubes da América do Sul, que agora terá a final jogada apenas em novembro, fará com que ela atravesse as janelas de transferências do meio do ano da Europa e da China.

Não precisa ser nenhum Nostradamus para saber que os clubes sul-americanos não passarão ilesos por esses períodos de transações e sofrerão sim desfalques em seus elencos para o segundo semestre.

E quem serão os times mais atingidos pela cobiça dos mercados mais ricos? Justamente aqueles que mais estiverem se destacando e apresentando melhor futebol na Libertadores, é claro.

No ano passado, a bola da vez da janela de transferências foi o Atlético Nacional. O clube colombiano negociou dois dos seus principais jogadores para o futebol europeu. No entanto, Davinson Sánchez e Marlos Moreno ainda puderam jogar a final da Libertadores porque ela foi disputada em julho, antes do início da temporada no Velho Continente.

Mas agora, com o novo calendário, os clubes europeus não poderão mais esperar. A janela de transferências da Europa (e também da China) abrirá após encerramento da fase de grupos da Libertadores e fechará depois das oitavas de final.

E, por isso, destacar-se na etapa de grupos pode acabar sendo uma armadilha capaz de afastar um time da briga pelo título continental, no fim do ano.

Vamos supor que o empate contra o Atlético Tucumán seja o único tropeço do Palmeiras no Grupo 5 e que o atual campeão brasileiro emende nas próximas rodadas grandes atuações. Nesse cenário, quais as chances de jogadores como Tchê Tchê, Borja e Mina continuarem no clube no segundo semestre e disputarem a reta final da Libertadores?

E no caso do Flamengo: será que Diego, Willian Arão e Berrío não receberão propostas milionárias irrecusáveis da Europa e/ou da China caso atuações como a da estreia contra o San Lorenzo se repitam?

O mesmo vale para Luan, Vitor Bueno e tantos outros jogadores espalhados pelos oito representantes brasileiros na Libertadores-2017.

Por isso, se você não gostou da atuação do seu time na primeira rodada do torneio sul-americano, não se desespere. Talvez seja melhor assim. O importante, por enquanto, é passar de fase. E guardar o bom futebol para a reta final, depois que as janelas de transferências fecharem.


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Desfalques? 91 jogadores têm contratos encerrando durante Libertadores
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Rafael Reis

Capitão do Flamengo e uma das principais armas do time no Rio para a disputa da Libertadores-2017, o zagueiro Réver não sabe se continuará vestindo a camisa rubro-negra até o final da competição.

O defensor de 32 anos está emprestado ao atual vice-campeão brasileiro até junho. Ou seja, a menos que haja um acordo até lá, ele terá de ser devolvido ao Internacional em julho, quando o torneio interclubes mais importante da América do Sul entrar na fase dos mata-matas.

O caso de Réver é mais comum do que parece. Pelo menos 91 jogadores que disputam a partir desta terça-feira a fase de grupos da Libertadores estão em situação semelhante à do zagueiro brasileiro.

Esse cenário preocupante é um efeito colateral da revolução feita no regulamento do torneio para esta edição.

Por determinação da Conmebol, a Libertadores deixou de ser uma competição jogada (quase que) exclusivamente no primeiro semestre. Com duração ampliada, ela só chegará ao final em novembro. O problema é que nem todos os clubes se prepararam para isso.

Um dos adversários do Palmeiras no Grupo 5, o argentino Atlético Tucumán é o exemplo mais crítico. Nada menos do que 14 jogadores do seu elenco têm contrato apenas até junho e podem ir embora gratuitamente no meio do campeonato.

A lista inclui nomes importantes, como o camisa 10 Leandro González, o artilheiro Cristian Menéndez e o meia Rodrigo Aliendro, autor de um dos gols que colocaram a equipe argentina na fase de grupos.

Atual campeão, o colombiano Atlético Nacional é outro que pode sofrer com essa situação. Dayro Moreno, referência de ataque do time depois da saída de Miguel Borja para o Palmeiras, está emprestado pelo Tijuana (MEX) apenas até junho.

Mais acostumados ao calendário anual do que a maioria dos rivais sul-americanos, os clubes brasileiros não têm tantos jogadores com contrato para expirar durante a Libertadores. Mas há exceções, como a de Réver.

No Grêmio, o goleiro reserva Bruno Grassi e o uruguaio Maxi Rodríguez têm contratos que vencem nos próximos meses. Já no Atlético-MG, o meia venezuelano Rómulo Otero possui vínculo que termina antes do fim da Libertadores –está emprestado pelo Huachipato, do Chile. Na Chapecoense, o contrato de Alan Ruschel encerra em maio, mas o clube já garantiu que fará a renovação até o fim do ano.

Situações como as de Réver, Moreno, Otero e pelo menos 91 jogadores desta Libertadores já aconteciam em edições anteriores, mas eram restritas a poucos times que chegavam às semifinais e final em anos em que a competição se estendia até julho e agosto.

Agora, com todos os mata-matas decisivos (a partir das oitavas de final) jogados no segundo semestre, a proporção do problema se tornou muito maior.

Além dos contratos que terminam no meio da Libertadores, os 16 clubes que avançarem para a reta final do torneio continental ainda terão de lidar com o assédio das equipes europeias e da China a seus principais jogadores na janela de transferências do meio do ano.

Por isso, uma coisa é certa. Os times que iniciam nesta terça a disputa pelo troféu sul-americano certamente não serão os mesmos que brigarão pela taça na final, em novembro.

Clubes com contratos que vence durante a Libertadores:

Atlético Tucumán (ARG) – 14 jogadores
Estudiantes (ARG) – 9
Lanús (ARG) – 8
Peñarol (URU), San Lorenzo (ARG) – 6
Nacional (URU), Universidad Católica (CHI) – 5
Godoy Cruz (ARG) – 4
Barcelona (EQU), Deportes Iquique (CHI), Melgar (PER), Sport Boys (BOL), The Strongest (BOL), Zulia (VEN) – 3
Flamengo (BRA), Grêmio (BRA), Independiente Medellín (COL), Independiente Santa Fé (COL), Jorge Wilstermann (BOL), Sporting Cristal (PER) – 2
Atlético-MG (BRA), Atlético Nacional (COL), Chapecoense (BRA) e River Plate (ARG) – 1

Dados parciais de cada clube participante da Libertadores. Não foi possível obter informações Guaraní (PAR), Libertad (PAR) e Zamora (VEN)


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River tem elenco mais caro da Libertadores-17; Brasil põe 6 times no top 10
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Rafael Reis

Pelo segundo ano consecutivo, o dono do elenco mais caro da Taça Libertadores da América não é um clube brasileiro, mas sim, um argentino.

Depois de o Boca Juniors encabeçar a lista de times mais valiosos da edição anterior da competição continental, agora quem possui o grupo de jogadores com maior valor de mercado é seu arquirrival, o River Plate.

De acordo com o “Transfermarkt”, site especializado no Mercado da Bola, a soma dos valores estimados do atletas do clube campeão da Libertadores-2015 chega a 72,7 milhões de euros (R$ 237,9 milhões).

A liderança do River não chega a ser uma surpresa, já que o time argentino conta com três dos dez jogadores mais caros que disputarão o torneio: os atacantes Lucas Alario e Sebastián Driussi, além do meia Gonzalo Martínez.

Outros três representantes da terra de Lionel Messi aparecem no top 10 dos elencos mais valiosos: o Estudiantes é o oitavo, o San Lorenzo ocupa a nona colocação e o Lanús fecha a lista.

O clube brasileiro com o grupo de atletas mais caro é o Atlético-MG. Com valor estimado de 65 milhões de euros (R$ 212,7 milhões), a equipe comandada por Roger só é mais barata que o River.

Palmeiras, Grêmio, Flamengo, Santos e Atlético-PR também estão no top 10. O Botafogo é o 11º, com elenco avaliado em 29,4 milhões de euros (R$ 96,2 milhões). Já a Chapecoense, que teve de reconstruir completamente seu grupo de jogadores após o acidente aéreo de novembro, ocupa a 15ª colocação, com 22,1 milhões de euros (R$ 72,3 milhões).

Atual campeão, o Atlético Nacional é o time da Libertadores-2017 com elenco mais rico, excluindo os brasileiros e argentinos. A equipe colombiana tem valor estimado em 28,1 milhões (R$ 91,9 milhões), a 12ª mais cara da competição.

Até 2015, a lista de clubes com elencos mais valiosos da principal competição interclubes da América do Sul costumava ser dominada pelos clubes brasileiros.

Foram quatro anos consecutivos com representantes do futebol pentacampeão mundial encabeçando o ranking: Santos (2012), Corinthians (2013), Cruzeiro (2014) e São Paulo (2015).

A fase de grupos da Libertadores-2017 começa nesta terça-feira e vai até o fim de maio. A decisão do título continental está prevista para 29 de novembro.

CONHEÇA DOS 10 ELENCOS MAIS VALIOSOS DA LIBERTADORES-2017

1º – River Plate (ARG) – 72,7 milhões de euros (R$ 237,9 milhões)
2º – Atlético-MG (BRA) – 65 milhões de euros (R$ 212,7 milhões)
3º – Palmeiras (BRA) – 59,1 milhões de euros (R$ 193,4 milhões)
4º – Grêmio (BRA) – 57,2 milhões de euros (R$ 187,2 milhões)
Flamengo (BRA) – 57,2 milhões de euros (R$ 187,2 milhões)
6º – Santos (BRA) – 47,1 milhões de euros (R$ 154,1 milhões)
7º – Atlético-PR (BRA) – 40,5 milhões de euros (R$ 132,5 milhões)
8º – Estudiantes (ARG) – 33,9 milhões de euros (R$ 110,9 milhões)
9º – San Lorenzo (ARG) – 33,4 milhões de euros (R$ 109,3 milhões)
10º – Lanús (ARG) – 31,4 milhões de euros (R$ 102,7 milhões)


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5 brasileiros, 5 argentinos: os 10 jogadores mais caros da Libertadores
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Rafael Reis

Brasil e Argentina, as duas forças mais tradicionais e vitoriosas da história do futebol sul-americano, dominam também a lista dos jogadores mais caros da Taça Libertadores da América-2017.

De acordo com o “Transfermarkt”, site especializado no Mercado da Bola, cada um dos dois países tem cinco dos dez atletas com maior valor de mercado que irão disputar a partir da próxima semana a fase de grupos da competição continental.

O equilíbrio na avaliação de preços de argentinos e brasileiros é tamanho que até mesmo o primeiro lugar do ranking é dividido entre um representante de cada escola.

Ainda segundo o “Transfermarkt”, o brasileiro Luan (Grêmio) e o argentino Lucas Alario (River Plate) são os jogadores mais caros da Libertadores. Cada um deles tem valor estimado de 12 milhões de euros (R$ 39,2 milhões).

O River, campeão continental em 2015, é o time mais representado no top 10 dos atletas mais valiosos do torneio. Além de Alario, o atacante Sebastián Driussi e o meia Gonzalo Martínez também fazem parte da lista.

Cinco dos oito clubes brasileiros inscritos na Libertadores contam com jogadores que estão entre os dez de maior valor de mercado da competição: Grêmio, Santos, Atlético-MG, Palmeiras e Flamengo.

O curioso é que o representante do Fla no top 10 não é um brasileiro, mas sim o meia argentino Federico Mancuello, avaliado em 6 milhões de euros (R$ 19,6 milhões).

Chama atenção na lista a ausência do centroavante colombiano Miguel Borja, campeão no ano passado pelo Atlético Nacional. Apesar de ter custado quase 10 milhões de euros (R$ 33 milhões) ao Palmeiras, o atacante é avaliado em apenas 1,75 milhão de euros (R$ 5,7 milhões) pelo “Transfermarkt”.

A ausência de colombianos, aliás, é uma das novidades do top 10 de jogadores mais caros da Libertadores em relação ao ano passado. Em 2016, Victor Ibarbo, do Atlético Nacional, intrometeu-se entre os seis brasileiros e três argentinos da lista.

Dos 10 atletas com maior valor de mercado da edição anterior do torneio sul-americano, apenas dois, o lateral direito Marcos Rocha (Atlético-MG) e o meia-atacante Dudu (Palmeiras), permanecem na lista dos mais caros deste ano.

A fase de grupos da Libertadores-2017 começa na próxima terça-feira e vai até o fim de maio. A decisão do título continental está prevista para 29 de novembro.

Conheça agora os 10 jogadores mais valiosos da competição

1º – Luan

23 anos
Atacante
Brasileiro
Grêmio (BRA)
12 milhões de euros (R$ 39,2 milhões)

Lucas Alario

24 anos
Atacante
Argentino
River Plate (ARG)
12 milhões de euros (R$ 39,2 milhões)

3º – Lucas Lima

26 anos
Meia
Brasileiro
Santos (BRA)
9 milhões de euros (R$ 29,4 milhões)

4º – Sebastián Driussi

21 anos
Atacante
Argentino
River Plate (ARG)
8 milhões de euros (R$ 26,2 milhões)

5º – Santiago Ascacibar

20 anos
Volante
Argentino
Estudiantes (ARG)
7,5 milhões de euros (R$ 24,5 milhões)

6º – Federico Mancuello

27 anos
Meia
Argentino
Flamengo (BRA)
6 milhões de euros (R$ 19,6 milhões)

Gonzalo Martínez

23 anos
Meia
Argentino
River Plate (ARG)
6 milhões de euros (R$ 19,6 milhões)

Marcos Rocha

28 anos
Lateral direito
Brasileiro
Atlético-MG (BRA)
6 milhões de euros (R$ 19,6 milhões)

Rafael Carioca

27 anos
Volante
Brasileiro
Atlético-MG (BRA)
6 milhões de euros (R$ 19,6 milhões)

10º – Dudu

25 anos
Meia-atacante
Brasileiro
Palmeiras (BRA)
5,5 milhões de euros (R$ 18 milhões)


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Triângulo amoroso e Alemanha: o destino de gringos que jogaram no Grêmio
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Rafael Reis

A série “Por onde andam 5 estrangeiros inesquecíveis” mostra os paradeiros dos gringos que, para o bem ou para o mal, destacaram-se nos últimos anos vestindo as camisas dos 12 maiores clubes do Brasil.

Neste 11º episódio, listamos 5 nomes nascidos fora do Brasil que estão na história do Grêmio e continuam em atividade.

A série termina amanhã, quando apresentaremos os estrangeiros do Internacional.

MAXI LÓPEZ
Atacante
32 anos
Argentino
No Grêmio: 2009
Torino (ITA)
Um dos destaques do Grêmio em 2009, o centroavante argentino apelidado de “Barbie” devido aos longos cabelos loiros que usou na maior parte da carreira, recusou-se a continuar no clube no ano seguinte apesar da existência de um acerto entre os gaúchos e o FC Moscou, time que era dono dos seus direitos econômicos. Hoje no Torino, Maxi López é mais lembrado por ter sido traído por sua ex-mulher, a vedete e hoje empresária argentina Wanda Nara, com um dos melhores “amigos” que ele tinha no futebol, o atacante Mauro Icardi, da Inter de Milão.

HERNÁN BARCOS
Atacante
32 anos
Argentino
No Grêmio: De 2013 a 2015
Vélez Sarsfield (ARG)
Barcos
Ídolo instantâneo dos gremistas assim que chegou do Palmeiras, em 2013, superou alguns momentos de baixa e se tornou o maior artilheiro estrangeiro da história do clube, com 45 gols. Barcos foi um vários jogadores que deixaram o país nos últimos dois anos seduzido por uma proposta milionária do futebol chinês. No entanto, sua passagem pelo Tianjin Teda durou apenas uma temporada. E, depois de decepcionar no Sporting-POR, foi emprestado em agosto ao Vélez Sarsfield, time argentino pelo qual só marcou um gol nas primeiras nove partidas.

FELIPE BALOY
Zagueiro
35 anos
Panamenho
Grêmio: De 2003 a 2004
Monarcas (MEX)

P

P

Primeiro jogador do Panamá a disputar o Campeonato Brasileiro, o zagueiro ficou marcado por ter levado um chapéu em um Gre-Nal em 2004. Contratado pelo mexicano Monarcas desde 2014, vem sendo emprestado a vários clubes desde então. O último foi o Rionegro Águilas, time qual disputou o Campeonato Colombiano neste semestre. No começo da semana, Baloy antecipou o fim do seu empréstimo.

EDUARDO VARGAS
Atacante
27 anos
Chileno
Grêmio: 2013
Hoffenheim (ALE)
Vargas
Companheiro de Barcos no ataque do Grêmio, foi um dos destaques dos gaúchos em 2013, ano em que foi liberado pelo Napoli para atuar no futebol brasileiro. Vargas é conhecido por ser um jogador que faz mais sucesso na seleção do que em clubes. Artilheiro das duas últimas edições da Copa América, o chileno já fracassou nos campeonatos de Itália, Espanha e Inglaterra. Agora, trilha o mesmo caminho na Alemanha –é reserva do Hoffenheim.

CRISTIAN RODRÍGUEZ
Meia
31 anos
Uruguaio
Grêmio: 2015
Independiente (ARG)
Cristian
Aquele que era para ser o principal reforço do Grêmio no ano passado deixou o clube como a grande decepção de 2015. Afinal, sua passagem pelo Brasil só durou dois meses e míseras duas partidas. Após se contundir, pediu para ir embora. Ao fim do contrato com o Atlético de Madri, assinou com o Independiente. Ao longo de duas temporadas pelo clube argentino, ainda não conseguiu balançar as redes.


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“Filho” de Felipão, Arce elege Luxemburgo como mentor dentro de campo
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Rafael Reis

Foi ao lado de Luiz Felipe Scolari que Chiqui Arce viveu seus melhores momentos como jogador. Sob comando do treinador gaúcho, o então lateral direito de Grêmio e Palmeiras ganhou duas Libertadores (1995 e 1999).

Mas engana-se quem pensa que o atual treinador da seleção paraguaia tem o comandante do pentacampeonato mundial brasileiro como referência única para o seu trabalho.

Arce

“É claro que o Felipão é uma grande influência para mim, principalmente em relação à forma como lidar com os jogadores e ao ambiente, é quase como se fosse meu pai. Mas, dentro de campo, me inspiro até mais em dois outros brasileiros, Paulo César Carpegiani e Vanderlei Luxemburgo”, afirmou Arce, em entrevista no primeiro semestre.

Carpegiani dirigiu Arce por dois anos na seleção paraguaia, entre 1996 e 1998.  Juntos, eles levaram a equipe guarani às oitavas de final da Copa do Mundo da França –perderam para a anfitriã apenas na prorrogação.

Já Luxemburgo foi mais um adversário que um aliado. Eles até ficaram lado a lado no Palmeiras em 2002, mas as lembranças mais marcantes de Luxa para o paraguaio são os clássicos contra Felipão na década de 1990.

“São dois treinadores muito inteligentes taticamente e que gostam de um futebol bem jogado”, define.

Aposentado desde 2006, Arce virou treinador já no ano seguinte. Em uma década na nova carreira, dirigiu Rubio Ñu, Cerro Porteño e Guaraní e conquistou por duas vezes o título paraguaio.

Mas ainda não conseguiu cumprir um dos seus principais objetivos, apesar de já ter recebido convites para isso: retornar ao Brasil e trabalhar mais uma vez em Palmeiras e Grêmio, clubes onde até hoje é tratado como ídolo.

Em sua volta à seleção paraguaia, equipe pela qual já havia tido uma discreta passagem entre 2011 e 2012, Arce não tem tido muitos motivos para sorrir.

Nos três primeiros jogos, sofreu duas derrotas (Uruguai e Colômbia) e conquistou apenas uma vitória (Chile). Além disso, a zona de classificação nas eliminatórias da Copa do Mundo já ficou a quatro pontos de distância.

A partida desta terça-feira, a quarta de Arce, também não promete facilidade. Os paraguaios enfrentam a Argentina, seleção número um do ranking da Fifa, fora de casa.


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Irreverente, ex-São Paulo se diz “maior que Pelé”… pelo menos no Bahrein
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Rafael Reis

“Ih, rapaz, não sei direito quantos gols eu fiz não. Mas, foram muitos. Acho que tenho mais gols que o Pelé.”

Aos 35 anos, o atacante Rico não perde a irreverência dos tempos em que seus cabelos platinados e a facilidade com que balançava as redes o tornaram uma das sensações do futebol brasileiro.

Rico

Vice-artilheiro e semifinalista do Campeonato Paulista de 2003 pela modesta Portuguesa Santista, o ex-jogador de São Paulo e Grêmio adora a comparação com Pelé. Tanto que a repetiu três vezes em uma entrevista de 20 minutos.

Não que Rico realmente se considere o Rei do Futebol. Mas por que não um Xeque do Futebol, pelo menos do futebol do Bahrein?

Entre várias idas e vindas, Rico jogou por 11 anos no país árabe. Ele ganhou cinco títulos nacionais, uma Copa da AFC (torneio para campeões nacionais de ligas do segundo escalão asiático) e até o prêmio de maior artilheiro de uma competição internacional do mundo em 2008, dado pela IFFHS (Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol).

Em sua fase mais produtiva, entre 2005 e 2010, quando defendia o Al-Muharraq, chegou a ter média superior a um gol por jogo.

“Fiz história no futebol do Bahrein. Fiz muitos gols, ganhei muitos. Até hoje, nenhum estrangeiro fez o mesmo que eu por lá. Sempre que alguém chega no aeroporto e diz que é brasileiro, eles já perguntam se conhece o Rico”, diverte-se.

O sucesso no Oriente Médio deu ao ex-atacante de São Paulo e Grêmio a possibilidade de defender uma seleção. Uma chance que ele recusou por excesso de ganância, e uma escolha da qual se arrepende até hoje.

“Recebi convite para jogar pelo Bahrein, sim, mas queria que eles dessem uma casa e dinheiro para eu me naturalizar, igual os Emirados fazem. Fiquei esperando eles me darem alguma coisa, mas eles não quiseram pagar”, conta.

“Fiquei bastante arrependido depois. Se eu tivesse o passaporte asiático poderia jogar em qualquer lugar por lá. Seria mais fácil.”

O arrependimento reflete o momento atual de Rico. Depois de defender o Buisateen no último Campeonato Barenita, o veterano está desempregado e à procura de um clube para dar sequência à carreira.

“Já falei para eu empresário que agora quero jogar e São Paulo. Sinto falta da época que pediam para tirar foto comigo no shopping por aqui. Quero aparecer um pouco no Brasil para que isso volte.”


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