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Após fracassar na Europa, Ganso ainda pode dar certo no futebol brasileiro?
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Rafael Reis

Em dois anos e meio atuando na Europa, Paulo Henrique Ganso disputou apenas 41 partidas, marcou míseros sete gols e distribuiu nove assistências. Mais que isso, passou a maior parte do tempo sentado no banco de reservas ou mesmo sem sequer ser relacionado para as partidas dos clubes que defendeu.

Após fracassar no Sevilla e também não conseguir emplacar no modesto Amiens, que luta contra o rebaixamento no Campeonato Francês, o meia está prestes a encerrar sua passagem nada vitoriosa pelo futebol do Velho Continente.

Crédito: Divulgação

O ex-jogador de São Paulo e Santos só precisa encontrar um clube brasileiro disposto a repatriá-lo até o dia 31 de janeiro, data de fechamento da janela de transferência nos principais campeonatos nacionais da Europa.

Mas será que, prestes a completar 30 anos, com pouco ritmo de jogo e após acumular duas grandes decepções no exterior, Ganso ainda seria um reforço válido para os principais times do país pentacampeão mundial de futebol?

Para responder essa pergunta, é preciso primeiro entender as razões pelas quais o antigo companheiro de Neymar (que muitos acreditavam, inclusive que seria melhor que o hoje astro do Paris Saint-Germain) não conseguiu decolar do outro lado do Atlântico.

A resposta para essa dúvida é uma série de clichês que vêm sendo repetidos sobre Ganso há anos, mas que realmente explicam a incapacidade demonstrada pelo jogador de virar aquilo que se esperava dele.

O meia realmente possui uma qualidade técnica acima da média. Sua precisão de passe e visão de jogo são superiores até às de alguns dos meio-campistas que têm sido convocados por Tite para a seleção brasileira.

O problema é que Ganso parece um jogador um tanto quanto perdido no tempo e preso no passado. Sua estrutura física frágil e a falta de evolução tática ao longo da carreira fazem com que ele não consiga suportar o nível de exigência do futebol europeu contemporâneo.

Você conseguiria imaginar o brasileiro jogando no meio-campo de um time que apresenta o nível de intensidade do “quase caótico” Liverpool, de Jürgen Klopp? Sevilla e Amiens nem chegavam no ritmo do líder do Campeonato Inglês. Mesmo assim, já eram velozes demais para a cria da base do Santos.

Para a sorte de Ganso, o futebol brasileiro está alguns anos atrás do europeu na questão da evolução tática. Por aqui, ainda é possível vislumbrar um jogador com suas características (sem capacidade física e disposição para cobrir o campo todo durante os 90 minutos) sendo útil para um time de ponta.

Isso não significa, no entanto, que, caso volte ao Brasil, o meia repetirá o sucesso que obteve no Santos e nos últimos momentos de sua passagem pelo São Paulo. Afinal, o meia está mais velho e o futebol nacional, mesmo que a passos lentos, também está caminhando para o mesmo rumo do Velho Continente.

Mas a chance de Ganso dar certo por aqui é sim maior do que na Europa. A dúvida que persiste é se vale a pena fazer um investimento alto para tê-lo no elenco de 2019.


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Sem emplacar na França, Ganso convive com banco e ameaça de rebaixamento
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Rafael Reis

No último sábado, o meia brasileiro Paulo Henrique Ganso assistiu do banco de reservas aos primeiros 65 minutos da derrota por 1 a 0 do Amiens contra o Nice, a oitava do seu time em 12 rodadas do Campeonato Francês.

Quando foi a campo, o ex-jogador de Santos e São Paulo pouco fez. De acordo com o “WhoScored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, o camisa 8 tentou 22 passes, acertou 20, arriscou uma finalização e não conseguiu evitar o resultado negativo.

Esse cenário de muitos minutos longe de campo e pouca produtividade quando está dentro dele tem sido a rotina de Ganso desde que ele decidiu se mudar para a Ligue 1.

Sem espaço no Sevilla, onde chegou a ficar oito meses sem disputar uma partida oficial e sequer ser relacionado para sentar no banco, foi emprestado ao Amiens no começo da temporada.

A opção por um time pouco expressivo e de elenco modesto era justamente evitar a repetição dessa situação. Em uma equipe menos qualificada tecnicamente, Ganso teria mais chances de ser titular e recuperar ritmo de jogo.

Mas o plano, pelo menos por enquanto, não tem dado muito certo. Das dez partidas disputadas pelo Amiens desde sua chegada ao clube, o brasileiro só foi titular em quatro. Em outras cinco, entrou no segundo tempo.

O único jogo em que o meia atuou durante os 90 minutos foi contra o Metz, válido pela Copa da Liga Francesa, competição em que os times da primeira divisão muitas vezes poupam seus principais nomes.

Para piorar, nas soma das duas últimas partidas, Ganso não chegou a não ficar nem um tempo completo em campo. Foram 25 minutos na derrota para o Nice e mais 18 ante no insucesso ante o Nantes – 2 a 1.

Até agora, o brasileiro ainda não conseguiu balançar as redes pelo Amiens. Seu último gol como profissional, aliás, irá completar aniversário de um ano no dia 6 de dezembro. Em assistências, pelo menos, ele não anda tão mal assim. Já foram três passes precisos nesta temporada.

Contratado para ser titular absoluto da equipe e ajudá-la a escapar do rebaixamento, Ganso perdeu espaço com a decisão do técnico Christophe Pélisser de escalar o volante e zagueiro Mathieu Bodmer, ex-PSG, mais adiantado, na armação das jogadas.

Outro que também costuma fazer a mesma função do brasileiro é Eddy Gnahoré, que está emprestado pelo Palermo e participou de 12 dos 13 jogos da equipe na temporada.

O Amiens é o antepenúltimo colocado do Campeonato Francês, com dez pontos, apenas três a mais que os lanternas, Monaco e Guingamp. Pela classificação atual, teria de vencer uma repescagem contra um time da segunda divisão para permanecer na elite.

Ganso está emprestado ao clube até o fim da temporada. Seu contrato com o Sevilla é mais longo e vai até junho de 2021.


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5 jogadores brasileiros que “ressuscitaram” na nova temporada europeia
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Rafael Reis

Uma nova temporada é o momento perfeito para o acontecimento de uma reviravolta na carreira de um jogador de futebol… principalmente para aquele que não vinha lá fazendo tanto sucesso assim.

A história da modalidade está cheia de exemplos de atletas que terminaram uma competição em baixa (por questões técnicas, físicas ou mesmo disciplinares) e que, quando voltaram das férias, superaram esse problema e, de certa forma, “renasceram”.

Apresentamos abaixo cinco brasileiros que estão passando por essa situação. Esquecidos, pouco utilizados ou muito criticados na temporada passada, subiram de degrau no início deste novo ano do futebol europeu.

LUCAS MOURA
Atacante
26 anos
Tottenham (ING)

O maior exemplo de “ressurreição” de um brasileiro neste início de temporada é o do ex-São Paulo. Reserva de poucos minutos em campo pelo Tottenham antes das férias, aproveitou a ida do sul-coreano Son aos Jogos Asiáticos para emendar cinco partidas consecutivas como titular e marcar três vezes nas três primeiras rodadas do Campeonato Inglês. O bom momento lhe rendeu o prêmio de melhor jogador do mês passado na Premier League.

DAVID LUIZ
Zagueiro
31 anos
Chelsea (ING)

A troca de técnico do Chelsea fez um bem danado para o zagueiro cabeludo. No final da passagem de Antonio Conte, o zagueiro brasileiro enfrentou e lesões e problema de relacionamento com o comandante. Já com Maurizio Sarri, David Luiz voltou a ser titular do time e é uma das peças mais importantes no sistema defensivo implantando pelo treinador italiano.

JOÃO PEDRO
Meia
26 anos
Cagliari (ITA)

Ex-Santos e Atlético-MG, o camisa 10 do Caglari teve de cumprir seis meses de suspensão após testar positivo para um diurético em exame antidoping realizado durante o primeiro semestre. João Pedro só retornou aos gramados há dez dias. E, logo na primeira partida depois do encerramento da pena, já balançou as redes no empate por 1 a 1 entre o nanico clube italiano e o poderoso Milan.

BOSCHILIA
Meia
22 anos
Nantes (FRA)

O ex-jogador do São Paulo passou boa parte da última temporada se recuperando de duas contusões diferentes de joelho e disputou apenas sete partidas pelo Monaco. Fora dos planos do técnico Leonardo Jardim, foi emprestado ao Nantes para ganhar experiência. Apesar de ainda não ter se firmado como titular, Boschilia tem participado de praticamente todos os jogos da equipe amarela.

GANSO
Meia
28 anos
Amiens (FRA)

Falar que Ganso está voando no Campeonato Francês seria um tremendo exagero. Mas só o fato de ele já ter conquistado a titularidade do modesto Amiens e dado assistência para gol é uma grande melhora em relação à temporada passada. Vale lembrar que o brasileiro chegou a ficar quase oito meses sem sequer ser relacionado no Sevilla e até teve de treinar separado do restante do elenco.


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5 novelas para acompanhar na reta final da janela de transferências
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Rafael Reis

A janela de transferências da maior parte das principais ligas nacionais da Europa fecha daqui a dois dias. Os clubes de Espanha, Alemanha e França têm até sexta-feira para reforçarem seus elencos para a temporada 2018/19 –na Itália e na Inglaterra, esse período já acabou.

Mas, apesar do pouco tempo restante, muita coisa pode acontecer no Mercado da Bola nas próximas horas. Clubes do primeiro escalão do futebol mundial, como Barcelona, Real Madrid e Paris Saint-Germain, ainda correm atrás de novos jogadores.

Apresentamos abaixo cinco histórias da janela de transferências para que você, leitor, acompanhe de perto até sexta-feira. Uma coisa é certa: todas elas terão um desfecho nos próximos dias.

O SUBSTITUTO DE CR7

A torcida do Real Madrid passou a janela de transferências inteira esperando uma contratação bombástica, um grande nome capaz de substituir Cristiano Ronaldo, que se mandou para a Juventus. Os três maiores rumores (Eden Hazard, Neymar e Kylian Mbappé) esfriaram nas últimas semanas e não devem se concretizar, pelo menos, não nesta temporada. Assim, de acordo com os jornais “As” e “Marca”, o reforço ofensivo do atual tricampeão europeu deve ser um jogador bem menos impactante, o atacante dominicano Mariano Díaz, formado no próprio clube e que está atualmente no Lyon.

FILIPE LUÍS

O brasileiro, que perdeu espaço entre os titulares do Atlético de Madri com a ascensão do francês Lucas Hernández, tem em mãos uma proposta do Paris Saint-Germain. No entanto, o técnico Diego Simeone vem repetindo seguidamente que não gostaria de perder o veterano lateral esquerdo. Filipe Luís participou de apenas um dos três jogos da equipe da capital espanhola na atual temporada, o empate por 1 a 1 com o Valencia.

MEIA DO BARCELONA

O Barça ainda ataca em duas frentes para reforçar seu meio-campo para a atual temporada. A prioridade é conseguir tirar do Manchester United o francês Paul Pogba, um dos destaques da conquista da Copa do Mundo-2018. Segundo o jornal espanhol “Don Balón”, já existe um acerto entre o clube e o jogador. O plano B catalão para o setor também vem da França e tem sido namorado há tempos pelo Barcelona: Adrien Rabiot, do Paris Saint-Germain.

O DESTINO DE BOATENG

Após sete temporadas no Bayern de Munique, o zagueiro da seleção alemã pode se mudar para o Paris Saint-Germain até o fim desta semana. A negociação já se arrasta há meses, e, segundo o técnico Niko Kovac, terá o desfecho decidido pelo próprio jogador. Para ter Boateng, o PSG ofereceu mandar de volta para a Alemanha o meia Julian Draxler, que perdeu espaço no clube.

O QUE SERÁ DE GANSO?

O futuro do meio-campista continua indefinido. Ganso não foi relacionado nem para o banco de reservas em sete dos oitos jogos do Sevilla neste início de temporada e dificilmente terá muitas oportunidades com o técnico Pablo Machín. A decisão mais óbvia seria um empréstimo. Mas essa situação já se repete há um bom tempo, e o brasileiro continua encostado no elenco espanhol.


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4 jogadores brasileiros que estão com futuro indefinido no exterior
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Rafael Reis

“Todo jogador quer jogar”. Verdadeira ou não, essa máxima do mundo do futebol é usada a todo momento por clubes interessados em contratar aqueles atletas que andam meio encostados nos times aos quais estão vinculados.

E é só pesquisar bem que dá para encontrar nomes interessantes nessa situação. Afinal, sempre há alguém que brigou com o técnico, está em litígio com a diretoria, perdeu espaço depois de uma lesão ou ficou esquecido depois da contratação de algum reforço badalado.

Apresentamos abaixo quatro jogadores brasileiros conhecidos que, por diferentes motivos, estão com o futuro indefinido no exterior.

GANSO
Meia
28 anos
Sevilla (ESP)

O ex-“futuro camisa 10 da seleção brasileira” chegou a ficar cinco meses sem sequer ser relacionado para o banco de reservas no final da temporada passada. Mas, mesmo com a mudança de técnico do Sevilla e a utilização durante 16 minutos em jogo da fase preliminar da Liga dos Campeões da Europa, na última semana, Ganso não parece ter muito espaço no clube – tanto que não foi relacionado para o confronto com o Barcelona, pela Supercopa espanhola. O caminho mais óbvio para sair dessa situação e retomar a carreira é um empréstimo.

MATHEUS PEREIRA
Meia-atacante
20 anos
Juventus (ITA)

Revelado pelas categorias de base do Corinthians, foi negociado com o futebol italiano quando tinha apenas 17 anos, mas nunca disputou uma partida pela equipe principal da Juventus. No primeiro semestre, foi cedido ao Paraná Clube para ganhar experiência. De volta a Turim, dificilmente terá oportunidades de atuar ao lado de Cristiano Ronaldo. Se não for emprestado novamente, deve ficar nas equipes inferiores do clube.

GABRIEL
Goleiro
25 anos
Milan (ITA)

Convocado para a seleção brasileira quando tinha apenas 18 anos e ainda nem havia estreado pelo Cruzeiro, está há seis anos na Itália e já foi emprestado pelo Milan para quatro clubes diferentes (Carpi, Napoli, Cagliari e Empoli). Atualmente, é a tarceira opção do técnico Gennaro Gattuso para a meta rossonera, atrás de Gianluigi Donnarumma e Pepe Reina. Segundo a imprensa italiana, Gabriel deve rescindir seu contrato.

MAURÍCIO
Zagueiro
29 anos
Lazio (ITA)

Formado no Palmeiras e sempre lembrado por um episódio em que se envolveu em uma briga em campo com o atacante Obina, o zagueiro teve problemas de relacionamento na Lazio e pretende mudar de ares. Fora dos planos do treinador, Maurício foi emprestado ao Legia Varsóvia, da Polônia, na segunda metade da temporada. Agora, um novo acordo pode ser definitivo, já que o brasileiro está no último ano de contrato.


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Qual é o futuro de Douglas e Ganso após “geladeira” na Europa?
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Rafael Reis

Douglas disputou apenas oito partidas pelo Benfica nesta temporada. Ganso não entra em campo vestindo a camisa do Sevilla desde o dia 20 de dezembro.

Ex-companheiros de São Paulo, o lateral-direito e o meio-campista já tiveram momentos de glória na carreira, como transferências internacionais e passagens por seleções. Hoje, no entanto, vivem uma situação das mais delicadas: estão esquecidos dentro dos elencos dos quais fazem parte.

Mas será que essa é uma situação reversível? Ainda há espaço para Douglas e Ganso nos clubes que eles defendem? E será que voltaremos a vê-los jogando futebol na atual temporada?

A questão envolvendo o lateral é menos delicada. Sem espaço no Barcelona, clube detentor dos seus direitos econômicos, Douglas foi cedido por um ano ao Benfica para ganhar experiência internacional e ter ritmo de jogo.

Só que isso simplesmente não aconteceu. O brasileiro chegou a Portugal com problemas físicos e demorou para entrar no time. Quando se recuperou, teve três oportunidades como titular na Liga dos Campeões e decepcionou.

Criticado pela imprensa portuguesa, que chegou a chama-lo de “assalto à mão armada”, perdeu espaço no elenco. E passou a ficar fora até do banco de reservas.

A situação atual de Douglas é a seguinte: reserva de André Almeida, ele é requisitado quando o titular não tem condição de jogo. Foi o que aconteceu contra o Desportivo Chaves, em janeiro, e minutos finais ante o Marítimo, no começo do mês, únicas aparições do lateral em 2018.

No final da temporada, quando seu empréstimo chegar ao fim, o lateral voltará para o Barcelona. Mas seu futuro não está no clube catalão. O mais provável é que ele seja cedido para outra equipe europeia ou mesmo que retorne ao Brasil.

Já a situação de Ganso é um pouco mais nebulosa. Contratado pelo Sevilla em 2016, o meia não conseguiu se adaptar ao futebol espanhol. A torcida até gosta dele, pois o considera um jogador com qualidade técnica acima da média. Mas os treinadores sofrem com sua pouca mobilidade e dificuldade para se encaixar nas estruturas táticas.

Resultado: desde que chegou à Europa, o ex-Santos e São Paulo convive com longos períodos no banco de reservas ou até mesmo afastado da lista de jogadores relacionados para um jogo.

Esse cenário se agravou depois que o Sevilla contratou o técnico Vincenzo Montella, na virada do ano. Nos três meses da gestão do italiano, o brasileiro jamais foi chamado para uma partida –nem mesmo na Copa do Rei, onde os grandes clubes espanhóis costumam escalar reservas.

Apesar de totalmente ignorado por Montella, Ganso não foi negociado na última janela de transferências. O estafe do jogador também não conseguiu uma rescisão amigável do contrato, que vai até 2021.

Se o treinador continuar na próxima temporada (e tudo indica que vai), o brasileiro tem para ser liberado no mercado do verão europeu (junho, julho e agosto). A maior chance de o meia permanecer no Sevilla é uma nova mudança no comando do time, e a chegada de um técnico que queira conhecer melhor seu futebol antes de tomar uma decisão sobre o futuro.


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5 jogadores ex-seleção que estão “esquecidos” nos seus clubes
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Rafael Reis

Chegar à seleção brasileira é um sonho para qualquer jogador de futebol. E, no imaginário da maior parte dos atletas, uma espécie de garantia de que os dias difíceis de sua carreira chegaram ao fim.

Do ponto de vista financeiro, essa afirmação até pode ser verdadeira. Mas ter vestido a camisa mais vitoriosa e popular do futebol mundial não garante a ninguém um futuro repleto de glórias dentro de campo.

Há muitos jogadores com passagem pela seleção que estão espalhados pelo mundo sentados nos bancos de reservas. Há alguns até que raramente entram em campo. E outros que estão naquela temida lisitinha de descartáveis feitas pelos treinadores.

Apresentamos abaixo cinco jogadores que até não muito tempo atrás atuavam pela seleção, mas que estão bem longe dessa realidade. Eles estão esquecidos até mesmo nos clubes que defendem.

GANSO
Meia
28 anos
Sevilla (ESP)

O meio-campista foi medalhista de prata com a seleção brasileira em 2012 e também participou de duas edições da Copa América (2011 e 2016). No entanto, desde que deixou o São Paulo para tentar a sorte na Europa, há quase dois anos, nunca mais foi convocado. Ganso simplesmente não consegue jogar no Sevilla. Descartado pelo técnico Vincenzo Montella, não entra em campo (e sequer é relacionado para uma partida) desde o dia 20 de dezembro. Já são quase três meses em que a rotina do brasileiro no clube se resume a treinos.

RAFAEL CABRAL
Goleiro
27 anos
Napoli (ITA)

Surgiu no Santos como possível futuro titular da meta brasileira, disputou uma Olimpíada (2012) e fez três jogos na seleção principal. Mas, depois de saiu do futebol brasileiro para defender o Napoli, nunca mais repetiu o brilho dos primeiros momentos de sua carreira. Rafael Cabral foi parar no banco do time italiano… e de lá insiste em não sair. Reserva do espanhol Pepe Reina, só jogou duas vezes na soma das últimas três temporadas. Sua aparição mais recente foi no empate por 1 a 1 com a Juventus, em abril do ano passado.

DAVID LUIZ
Zagueiro
30 anos
Chelsea (ING)

Titular da seleção brasileira na última Copa do Mundo, foi um dos destaques do Chelsea na conquista do título inglês na temporada passada e até voltou a ser convocado por Tite. Só que desde agosto, tudo dá errado na carreira de David Luiz. O zagueiro passou a enfrentar problemas físicos, viu seu futebol despencar e entrou em atrito com o técnico Antonio Conte. Resultado: perdeu a posição de titular do Chelsea e entrou na lista de jogadores que podem deixar o clube na próxima janela de transferências.

WEVERTON
Goleiro
30 anos
Palmeiras (BRA)

Conquistou Tite ao ser o goleiro da conquista da inédita medalha de ouro olímpica no Rio-2016 e ganhou oportunidades na seleção principal. No fim do ano passado, trocou o Atlético-PR, clube que defendia desde 2012 e onde era ídolo, pelo Palmeiras. Mas Weverton falhou na missão de virar titular do clube alviverde. Pior: é hoje a terceira opção do técnico Roger Machado para a meta palestrina. Nesse cenário, virou carta fora do baralho para a Copa do Mundo-2018.

WELLINGTON NEM
Meia-atacante
26 anos
Shakhtar Donetsk (UCR)

Despontou como promessa de craque no Fluminense, defendeu a seleção três vezes em 2012 e acabou vendido para o Shakhtar Donetsk no ano seguinte. Mas em mais de quatro temporadas na Ucrânia, nunca conseguiu transformar essa expectativa em realidade. Após um empréstimo decepcionante para o São Paulo, no ano passado, voltou ao Shakhtar, mas só para esperar o fim do seu contrato (junho) e dar um rumo à carreira.


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Sevilla não quer Ganso, mas é 45% melhor com ele em campo
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Rafael Reis

“Ganso de saída do Sevilla”. “Ganso busca um novo clube para 2018”. “Futuro de Ganso deve ser um empréstimo para outro time”. As últimas notícias publicadas pela imprensa espanhola sobre o meio-campista brasileiro têm todas o mesmo tom.

O ex-jogador de Santos e São Paulo está fora dos planos do técnico Vincenzo Montella, parece com os dias contados no Sevilla e deve encontrar uma nova equipe para defender até o fechamento da janela de transferências do inverno europeu, no fim do mês.

Mas essa situação poderia ser diferente se o treinador italiano, no cargo há menos de um mês, analisasse o desempenho do time ao longo de temporada. Em 2017/18, o Sevilla é 45,4% melhor quando tem Ganso em campo.

Foram 11 partidas com o camisa 19 escalado como titular ou saindo do banco de reservas. Dessas, a equipe andaluz venceu sete, empatou três e perdeu apenas uma. Ou seja, conquistou 72,7% dos pontos que disputou.

O aproveitamento sem Ganso é bastante inferior: apenas 50%. Resultado das nove vitórias, três empates e oito derrotas em que abriu mão do meia.

É verdade que o brasileiro não enfrentou os adversários mais fortes da temporada (Barcelona, Real Madrid, Atlético de Madri e Liverpool), mas o clube também protagonizou alguns vexames contra rivais fracos sem ele –levou 5 a 1 do Spartak Moscou, na Champions, e perdeu por 1 a 0 para o Alavés, 16º colocado no Campeonato Espanhol.

O desempenho individual de Ganso também não é dos piores. O brasileiro participou ativamente de sete gols nos 11 jogos que disputou. Foram quatro bolas empurradas por ele próprio para as redes e mais três assistências.

A marca é melhor que as do dinamarquês Michael Krohn-Dehli (participação em dois gols) e do argentino Franco Vázquez (participação), que atuam na mesma faixa do campo e foram escalados mais vezes durante a temporada.

Entre os meias centrais do Sevilla, apenas o argentino Éver Banega tem desempenho melhor que o do camisa 19: três gols marcados e cinco passes para companheiros.

Titular no início da temporada e relegado ao banco de reservas durante dois meses, Ganso vinha recuperando espaço com o técnico Eduardo Berizzo no fim do ano. No entanto, a demissão do argentino e a contratação de Montella minaram essa reabilitação.

O ex-comandante de Roma, Fiorentina e Milan não considera que o brasileiro tem disposição física para aguentar o estilo de jogo intenso que pretende implantar no Sevilla.

A última partida de Ganso, a derrota por 3 a 1 para a Real Sociedad, em 20 de dezembro, foi também a despedida de Berizzo.

Nos quatro jogos do Sevilla sob comando de Montella, inclusive dois pela Copa do Rei, competição na qual os reservas costumam receber mais oportunidades, o meia não foi sequer relacionado.


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7 brasileiros que estão no banco na Europa para seu time repatriar em 2018
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Rafael Reis

Seu clube quer contratar um reforço de peso, daqueles conhecidos por todos os torcedores, passagem por grandes clubes do mundo e talvez até alguma história na seleção brasileira, para o próximo ano? Então, é bom ele dar uma olhada na Europa.

É no Velho Continente que estão vários jogadores que atendem todas essas características e que, mesmo assim, estão em um momento de baixa na carreira. Hora ideal para aceitar um convite para retornar para casa em janeiro de 2018.

Listamos abaixo sete brasileiros que estão no banco de reserva dos seus clubes na Europa, não têm muita perspectiva de mudança nessa situação e poderiam topar uma mudança para o futebol brasileiro na próxima janela de transferências.

GABIGOL
Atacante
21 anos
Benfica (POR)

Um ano e meio depois de chegar à Europa, o ex-atacante do Santos já deve ter percebido que conquistar um espaço no futebol do Velho Continente não é das tarefas mais fáceis. Depois de jogar apenas dez vezes pela Inter de Milão na temporada passada, Gabigol foi emprestado ao Benfica para ganhar experiência. Só que, até o momento, o brasileiro acumula míseros 148 minutos de futebol pelo clube de Lisboa e tem ficado fora até do banco de reservas nas últimas partidas. A imprensa portuguesa já especula sobre uma possível volta do atacante ao Santos em janeiro.

LUCAS
Meia-atacante
25 anos
Paris Saint-Germain (FRA)

Antes uma peça importante do PSG e sempre cotado para ser convocado para a seleção brasileira, o ex-jogador do São Paulo desapareceu da equipe francesa depois das contratações de Neymar e Kylian Mbappé. Lucas não joga uma partida como titular desde 20 de maio, só atuou durante 71 minutos nesta temporada e faz parte da lista de jogadores que o técnico Unai Emery não faz questão de manter no elenco. Recentemente, o Cruzeiro sondou Lucas sobre a chance de contratá-lo para a o próximo ano.

JÚLIO CÉSAR
Goleiro
38 anos
Benfica (POR)

O titular do gol brasileiro nas duas últimas Copas do Mundo achou que retomaria a posição no Benfica depois da venda de Ederson para o Manchester City. Isso até aconteceu, mas só durou quatro partidas. Júlio César acabou perdendo espaço para o jovem belga Mile Svilar, de 18 anos, que mesmo tendo falhado feio em sua estreia na Champions, contra o Manchester United, continua como dono da camisa 1. Talvez seja a hora de Júlio César voltar ao Brasil para um último contrato antes da aposentadoria.

GANSO
Meia
28 anos
Sevilla (ESP)

A ida do técnico Jorge Sampaoli para a seleção argentina e a chegada de Eduardo Berizzo ao cargo não alteraram a situação de Ganso no Sevilla. O camisa 19 continua alternando alguns poucos jogos como titular (e às vezes com atuações bastante razoáveis) com longas sequências de esquecimento na equipe. O brasileiro só participou de uma das dez últimas partidas do time espanhol, justamente a menos importante delas, a vitória por 3 a 0 sobre o Cartagena, pela Copa do Rei. Na ocasião, Ganso deu dois passes para gol.

RAFAEL CABRAL
Goleiro
27 anos
Napoli (ITA)

Ex-futuro camisa 1 da seleção brasileira nos tempos em que era companheiro de Neymar e Ganso no Santos, Rafael Cabral está esquecido há anos no Napoli e hoje é apenas a terceira opção do clube para a posição. Sem disputar uma partida oficial desde abril, o goleiro poderia recuperar no Brasil esse longo tempo perdido na carreira. Em 2016, o São Paulo chegou a cogitar repatriá-lo. Quem sabe agora vai…

DOUGLAS
Lateral direito
27 anos
Benfica (POR)

Contratado pelo Barcelona em 2014 e tratado como piada na Catalunha desde então, Douglas já foi emprestado ao Sporting Gijón e agora está cedido ao Benfica. Só que o futebol português não lhe trouxe a titularidade que ele esperava. O ex-lateral do São Paulo até começou jogando as duas partidas contra o Manchester United, pela Liga dos Campeões, mas já voltou a ser reserva na última rodada do Campeonato Português.

LEANDRO CASTÁN
Zagueiro
31 anos
Roma (ITA)

Campeão da Libertadores de 2012, chegou a ter bons momentos na Roma antes de precisar passar por uma cirurgia para retirada de um tumor na cabeça no fim de 2014 e ficar quase um ano afastado dos gramados. Hoje totalmente recuperado e depois de empréstimos para Torino e Sampdoria, Castán é apenas o terceiro reserva do clube italiano para o miolo de zaga e ainda não estreou na atual temporada. O brasileiro tem contrato até 2019, mas não deve ter dificuldade para rescindir com a Roma caso apresente uma proposta de saída. No meio do ano, o Corinthians chegou a consultá-lo sobre essa possibilidade, mas as negociações não avançaram.


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Ganso e mais 4 brasileiros que “renasceram” na nova temporada europeia
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Rafael Reis

Temporada nova, vida nova. Há muitos jogadores que decidiram levar a sério essa máxima do futebol.

O início da temporada 2017/18 tem uma cara de vida nova para atletas que andavam com a carreira em baixa e não vinham mostrando um bom futebol até começaram a mostrar sinais de recuperação nas últimas semanas.

Conheça abaixo cinco jogadores brasileiros que estão dando a volta por cima neste início de temporada e parecem “renascidos” depois das férias de meio de ano.

GANSO
Meia
27 anos
Sevilla (ESP)

Um dos grandes fracassos brasileiros na temporada passada, o ex-jogador de Santos e São Paulo chegou a passar três meses consecutivos sem sair do banco de reservas do Sevilla. Com a saída do técnico Jorge Sampaoli e a chegada do também argentino Eduardo Berizzo, o meia brasileiro passou receber mais oportunidades… E tem correspondido: escalado como titular nas três primeiras rodadas do Campeonato Espanhol, Ganso já balançou as redes duas vezes.

DANILO
Lateral direito
26 anos
Manchester City (ING)

Um dos jogadores menos queridos pela torcida do Real Madrid na temporada passada, o brasileiro costumava ser vaiado pelo Santiago Bernabéu sempre que era escalado no campeão europeu. Foi necessário uma mudança de ares para Danilo recuperar seu futebol. Contratado pelo Manchester City, virou um homem de confiança de Guardiola, que tem explorado ao máximo sua polivalência. Na Inglaterra, o jogador já atuou como lateral direito, ala esquerdo e até no miolo de zaga.

NETO
Goleiro
28 anos
Valencia (ESP)

Convocado diversas vezes para a seleção brasileira entre 2010 e 2015, passou duas temporadas sentado no banco de reservas da Juventus à espera de uma aposentadoria de Buffon que nunca chegava. Em julho, deixou a Itália em busca de vida nova (e mais minutos em campo) no Valencia. Titular da meta do clube do Mestalla, não foi vazado em duas das três primeiras rodadas do Espanhol e só sofreu gol até agora do Real Madrid.

LUCAS LEIVA
Volante
30 anos
Lazio (ITA)

Apesar de adorado pela torcida do Liverpool em reconhecimento aos dez anos em que vestiu a camisa vermelha, o brasileiro não era mais um jogador importante na equipe inglesa e servia basicamente para compor elenco. Situação bem diferente da que Lucas Leiva vive no começo de sua trajetória na Lazio. O brasileiro e peça-chave no esquema do técnico Simone Inzaghi e venceu as três partidas que disputou pelo novo clube –contra Juventus, Chievo Verona e Milan.

ALISSON
Goleiro
24 anos
Roma (ITA)

É difícil falar que o dono da camisa 1 da seleção brasileira vinha de uma temporada ruim. Mas, até as férias do meio do ano, Alisson era reserva na Roma. Essa situação só mudou depois da saída do polonês Szczesny para a Juventus. Agora, o ex-jogador do Internacional não tem concorrentes na meta do clube da capital italiana e tem a chance de provar que é uma escolha acertada do técnico Tite.


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