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Mais que Jesus: 7 motivos para acompanhar de perto o Campeonato Inglês
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Rafael Reis

Sucesso global de crítica e público, o Campeonato Inglês começa nesta sexta-feira apostando na competitividade para fidelizar os torcedores.

Enquanto as outras principais ligas nacionais da Europa têm um ou dois favoritos destacados ao título, a Premier League conta com um leque bem maior de candidatos a levantar o troféu de campeão.

Por diferentes motivos, Chelsea, Manchester City, Manchester United e Tottenham largam em vantagem. Mas Arsenal e Liverpool estão sempre rondando as primeiras colocações. E há ainda a possibilidade de uma nova zebra histórica, como a protagonizada pelo Leicester em 2016.

Por isso, quando a bola rolar nesta sexta para Arsenal x Leicester, teremos o início da mais equilibrada liga nacional de primeiro escalão do futebol europeu.

Mas essa não é a única atração da Premier League. Conheça abaixo 7 motivos para acompanhar de perto a temporada 2017/18 do Campeonato Inglês:

MENINO JESUS

Gabriel Jesus chegou ao Manchester City em janeiro e não demorou para mostrar a que veio. Foram 7 gols em 11 partidas, marca que lhe transformou em titular absoluto da equipe de Pep Guardiola. Agora, o jovem camisa 9 da seleção brasileira fará sua primeira temporada completa na Inglaterra e terá para municiá-lo um elenco bem mais recheado de opções do que o de antes das férias. Um prato cheio para quem tem fome de gol.

SHOW DO BILHÃO

Nenhum país do mundo gasta tanto em contratações quanto a Inglaterra. Faltando ainda mais de duas semanas para o fechamento da janela de transferências, os clubes da Premier League já torraram 1,12 bilhão de euros (R$ 4,1 bilhões) em novos jogadores para esta temporada. O reforço mais caro é o centroavante belga Romelu Lukaku, que trocou o Everton pelo Manchester United em um negócio que movimentou 84,7 milhões de euros (R$ 313 milhões).

A REVOLUÇÃO DE PEP

Decepcionado com a primeira temporada sem título em sua carreira como treinador, Guardiola resolveu radicalizar. Resultado, fez do Manchester City o time do planeta que mais gastou com contratações nesta temporada. Com os 240,5 milhões de euros (R$ 889 milhões) investidores pelo clube inglês, Pep levou para Manchester o goleiro Ederson, os laterais Danilo, Kyle Walker e Benjamin Mendy, além do meia-atacante Bernardo Silva e do jovem brasileiro Douglas Luiz, que foi emprestado ao Girona.

O FANTASMA DE FERGUSON

Maior campeão inglês da história, o Manchester United não conquista o título nacional desde a aposentadoria de Alex Ferguson, em 2013. O escocês David Moyes e o holandês Louis van Gaal, os dois primeiros substitutos do histórico treinador, falharam na tarefa de substituído. Desde o ano passado, essa missão cabe a José Mourinho. Em sua temporada de estreia, ele passou longe de vencer a Premier League, mas pelo menos faturou a Liga Europa e recolocou o United na Champions. Será que chegou a hora do fim do jejum?

ESTRANHO NO NINHO

Enquanto os clubes ingleses gastam milhões em busca de reforços badalados e caríssimos, o Tottenham prefere manter a base e apostar em jovens promessas formadas em casa. A estratégia tem dado certo, e o time foi vice-campeão da última Premier League. Nesta temporada, o técnico argentino Mauricio Pochettino resolveu radicalizar e ainda não gastou um centavo sequer para reforçar seu elenco.

WENGER ETERNO

Entra temporada, sai temporada, e a pergunta permanece: até quando Arsène Wenger vai continuar à frente do Arsenal. O francês dirige o clube londrino desde 1996 e, pela primeira vez, não conseguiu classificá-lo para a Liga dos Campeões da Europa. Motivo para demissão? Que nada. Wenger renovou contrato por mais duas temporadas e só deve deixar o Emirates Stadium em 2019.

BOM FILHO

Principal jogador da Inglaterra nos últimos tempos, Wayne Rooney está de volta ao clube onde começou a carreira. Treze anos depois de deixar o Everton para se tornar ídolo no Manchester United, o atacante vai voltar a vestir a camisa azul do tradicional time de Liverpool. Aos 31 anos, Rooney ainda tem muita lenha para queimar, apesar do declínio físico e técnico das temporadas mais recentes. Pelo menos, é nisso que o Everton acredita.


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Sucesso ou decepção? Os destinos de 7 crias do Palmeiras no exterior
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Rafael Reis

Por onde anda aquele garoto que brilhou nas categorias de base do meu time e logo foi vendido para o exterior? Será que ele virou um jogador importante por lá? Ou será que se tornou apenas mais um dentre tantos brasileiros espalhados pelo Mundo da Bola?

É para responder perguntas como essas que o “Blog do Rafael Reis” mostra desde o início desta semana os paradeiros das crias dos 12 maiores clubes do Brasil.

No segundo capítulo da série, localizamos sete jogadores formados no Palmeiras, cuja base passou por uma espécie de renascimento nos últimos anos. Na próxima quarta-feira, será a vez do São Paulo.

GABRIEL JESUS
Atacante
20 anos
Manchester City (ING)

Principal nome revelado pelo Palmeiras nas últimas duas décadas, foi o protagonista da conquista do título brasileiro do ano passado. Contratado a pedido de Pep Guardiola pelo Manchester City, chegou chegando à Inglaterra e fez sete gols nos primeiros 11 jogos pelo novo time. Apesar de muito jovem, já é titular absoluto da seleção brasileira e uma das maiores apostas de Tite para a Copa do Mundo da Rússia-2018.

VAGNER LOVE
Atacante
33 anos
Alanyaspor (TUR)

Assim como Gabriel Jesus, surgiu como um fenômeno no Palmeiras e rapidamente passou a vestir a camisa 9 da seleção. No entanto, a carreira de Vagner Love oscilou demais e ele nunca chegou a ser um centroavante de primeiro escalão do futebol mundial. Aos 33 anos e depois de quatro retornos ao futebol brasileiro, um deles ao próprio Palmeiras, vive grande fase no Alanyaspor e foi artilheiro do último Campeonato Turco.

GABRIEL SILVA
Lateral esquerdo
26 anos
Udinese (ITA)

Titular da lateral esquerda durante 2010 e 2011, foi negociado com Giampaolo Pozzo, então dono da Udinese (ITA) e do Granada (ESP). Gabriel Silva passou pelos dois clubes e também foi emprestado aos italianos Novara, Carpi e Genoa. Desde janeiro, está novamente na Udinese, time onde mais atuou desde sua chegada à Europa. Na temporada passada, ficou a maior parte do tempo no banco, mas foi titular nas últimas rodadas.

ILSINHO
Lateral direito/Meia
31 anos
Philadelphia Union (EUA)

Apesar de ter a carreira mais identificada com o São Paulo, começou nas categorias de base do Palmeiras e chegou a se profissionalizar no Palestra antes de ir para o outro lado do muro que separada os centros de treinamento dos dois clubes. Já na reta final da carreira, migrou no ano passado para os Estados Unidos e hoje disputa a MLS (Major League Soccer) pelo Philadelphia Union, equipe que avançou até os playoffs na última temporada.

BRUNO
Goleiro
33 anos
Fort Lauderdale Strikers (EUA)

Reserva do gol do Palmeiras durante quase uma década, teve algumas oportunidades como titular depois da aposentadoria de Marcos e foi campeão jogando na Copa do Brasil de 2012. Assim como Ilsinho, migrou para os EUA em 2016. Mas, ao contrário do ex-companheiro, não joga na principal liga de futebol profissional dos EUA. Bruno atua no Fort Lauderdale Strikers, franquia da Flórida que jogou na última temporada a NASL e que agora está com futuro indefinido.

VINÍCIUS
Atacante
23 anos
Adanaspor (TUR)

Jogador mais jovem a estrear pelo time profissional do Palmeiras, com 16 anos, o atacante continua vinculado ao clube, mas foi emprestado no início do ano ao Adanaspor, clube turco que também contava com o zagueiro Maurício Ramos, outro ex-jogador do time paulista. A nova equipe de Vinícius, porém, deixou a desejar e terminou o campeonato na última colocação.

RAMAZOTTI
Atacante
28 anos
DPMM (BRU)

Pouco lembrado pelo torcedor palmeirense, disputou Copa São Paulo e também vestiu a camisa do time B que o clube mantinha em meados da década passada. Ramazotti rodou o mundo (atuou na Suíça, em Portugal e no Japão) e foi parar em Brunei, minúsculo país de 400 mil habitantes localizado na Ásia. Lá, é ídolo do DPMM e foi artilheiro da liga nacional nas duas últimas temporadas.


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Dybala lidera ranking de valorização de mercado; G. Jesus é o 1º brasileiro
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Rafael Reis

Vice-artilheiro da Juventus na temporada passada, com 19 gols, e finalista da Liga dos Campeões da Europa, Paulo Dybala é o jogador que mais se valorizou no futebol mundial nos últimos 18 meses.

De acordo o Transfermarkt, site especializado em transferências de jogadores, o valor de mercado do atacante argentino aumentou em 37 milhões de euros (R$ 138 milhões) desde janeiro do ano passado.

Na avaliação dos especialistas do site, o preço real estimado de Dybala subiu de 28 milhões de euros (R$ 103,7 milhões), no início de 2016, para os atuais 65 milhões de euros (R$ 241 milhões).

Ao longo dos últimos meses, o atacante de 23 anos chegou a ser cotado para protagonizar uma transferência milionária para Real Madrid ou Barcelona. No entanto, seu empresário já disse que a tendência é ele permanecer na Juventus.

O segundo jogador que mais se valorizou no planeta desde o início do ano passado também não deve fazer parte desta janela de transferências.

O meia inglês Dele Alli, que teve um incremento de 35 milhões de euros (R$ 129 milhões) em seu valor de mercado no período, dificilmente deixará o Tottenham nos próximos meses.

Entre os dez jogadores que, de acordo com o Transfermarkt, mais se valorizaram desde janeiro de 2016, cinco são franceses: Mbappé, Kanté, Dembélé, Griezmann e Pogba. Há ainda dois argentinos, um inglês, um gabonês e um espanhol na lista.

O Brasil não aparece dentro do top 10 das maiores valorizações do mundo da bola. O primeiro representante do futebol mundial no ranking, Gabriel Jesus, ocupa somente a 21ª colocação.

Apesar de ter sido negociado pelo Palmeiras com o Manchester City por 32 milhões de euros (R$ 118 milhões), o camisa 9 da seleção tem de preço estimado em 25 milhões de euros (R$ 92,6 milhões), uma valorização de 21 milhões de euros (R$ 77,8 milhões) em relação a janeiro de 2016.

Maiores valorizações do futebol mundial (avaliação atual entre parênteses):

1º – Paulo Dybala (ARG/Juventus): +37 milhões de euros (65 mi)
2º – Dele Alli (ING/Tottenham): +35 milhões (40 mi)
3º – Kylian Mbappé (FRA/Monaco): +34,95 milhões (35 mi)
4º – N’Golo Kanté (FRA/Chelsea): +33 milhões (40 mi)
5º – Ousmane Dembélé (FRA/B. Dortmund): +32,75 milhões (33 mi)
6º – Pierre-Emerick Aubameyang (GAB/B. Dortmund): +30 milhões (65 mi)
7º – Antoine Griezmann (FRA/Atlético de Madri): +30 milhões (80 mi)
8º – Saúl Ñíguez (ESP/Atlético de Madri): +30 milhões (40 mi)
9º – Gonzalo Higuaín (ARG/Juventus): +28 milhões (28 mi)
10º – Paul Pogba (FRA/Manchester United): +25 milhões (80 mi)
21º Gabriel Jesus (BRA/Manchester City): +21 milhões (25 mi)
49º
Casemiro (BRA/Real Madrid): +15 milhões (30 mi)
59º
Fabinho (BRA/Monaco): +15 milhões (25 mi)
107º
Alex Sandro (BRA/Juventus): +11 milhões (35 mi)


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Gabigol precisou de menos tempo que G. Jesus para fazer 1º gol na Europa
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Rafael Reis

Gabigol demorou seis meses para marcar pela primeira vez em uma partida oficial com a Inter de Milão. Parece muito tempo, certo? Mas não é bem assim.

Por mais incrível que possa parecer, o ex-atacante do Santos necessitou de menos minutos dentro campo que Gabriel Jesus para marcar seu primeiro gol no futebol europeu.

O gol da vitória por 1 a 0 contra o Bologna, no último domingo, o primeiro de Gabigol na Itália, foi anotado no 130º minuto do jogador com a camisa da Itália.

Já Gabriel Jesus, que tem tido um início tratado como fenomenal no Manchester City, marcou pela primeira vez na Inglaterra em seu 137º minuto de atuação.

A diferença é que, enquanto o ex-palmeirense recebeu muitas e boas oportunidades desde sua chegada a Manchester, o ex-santista passou seu primeiro semestre em Milão ganhando minutos à conta-gotas.

A partida contra a Bologna foi a sétima de Gabigol em seis meses na Inter. E em apenas uma delas, contra o mesmo adversário, mas na Copa Itália, ele jogou por mais de 20 minutos –foi também seu único jogo como titular.

Jesus, em contrapartida, chegou chegando na Inglaterra. Anexado ao elenco do City em janeiro, foi utilizado por Guardiola já no primeiro jogo em que ficou no banco, contra o Tottenham, e estreou como titular na segunda partida que disputou –ante o Crystal Palace, pela Copa da Inglaterra.

Seu primeiro gol no City saiu na terceira partida, a goleada por 4 a 0 sobre o West Ham, no início do mês. Na ocasião, o camisa 9 da seleção começou jogando e permaneceu no gramado durante os 90 minutos.

O início de Gabigol na Itália foi repleto de turbulências. Contratado por 29,5 milhões de euros (R$ 97,3 milhões) a pedido do técnico Roberto Mancini, o brasileiro chegou à Inter quando o clube já havia mudado de treinador.

Com Frank de Boer no banco de reservas, o brasileiro não foi inscrito na Liga Europa e praticamente não foi utilizado. Sua situação só melhorou um pouco depois de uma nova mudança no comando do time –a troca do holandês por Stefano Pioli, em novembro.

Atualmente, Gabigol é uma espécie de terceira opção para o ataque do clube italiano. O capitão Mauro Icardi é o titular absoluto da posição, e o argentino Rodrigo Palacio, o reserva mais utilizado.


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Quem será o substituto de Gabriel Jesus na seleção?
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Rafael Reis

Artilheiro da era Tite, com cinco gols em seis partidas, Gabriel Jesus sofreu uma fratura no quinto metatarso (dedinho) do pé direito durante sua quinta apresentação pelo Manchester City e será desfalque para a seleção brasileira na próxima rodada dupla das eliminatórias da Copa do Mundo-2018.

A contusão levanta uma importante dúvida: quem será o substituto do garoto ex-Palmeiras nas partidas contra Uruguai e Paraguai, nos dias 23 e 28 de março, respectivamente?

Se levarmos em consideração a coerência que Tite costuma ressaltar como fonte de suas decisões, aquela mesma que ele costuma chamar de merecimento, só há uma opção possível para o posto de camisa 9 titular da seleção.

Roberto Firmino foi reserva de Jesus nas quatro últimas apresentações da seleção principal e é o herdeiro natural da vaga. Situação que conta muito na cabeça do ex-comandante do Corinthians.

O atacante do Liverpool não possui a mesma capacidade técnica do titular, é claro. Mas possui qualidades táticas e de movimentação semelhantes às do dono da posição: também não é um centroavante típico, mas sim um homem de frente que pode fazer diferentes funções.

E Firmino ainda tem um importante ponto em seu favor. Ele possui um ótimo entrosamento com Philippe Coutinho, seu companheiro no clube inglês e outro dos destaques da seleção desde a chegada de Tite.

Se seu substituto na equipe titular do Brasil parece bem encaminhado, a vaga aberta por Jesus na convocação é um assunto bem mais complexo.

Olhar para as listas anteriores do treinador pode dar uma pista sobre o caminho que ele pretende seguir. Taison, Gabriel Barbosa, Robinho, Luan, Dudu e Diego Souza foram os outros atacantes já chamados por ele.

Desses, Gabigol pode se considerar fora do páreo, já que mal joga na Inter de Milão. Dudu e Robinho são quase que exclusivamente jogadores de lado de campo e dificilmente seriam listados para atuar como 9.

Restam então Taison, talvez a convocação mais criticada de Tite até o momento, Diego Souza, que não é propriamente um atacante, mas tem porte físico para atuar dentro da área, e Luan, que foi reserva da seleção formada só por jogadores que atuavam no futebol brasileiro.

Mas será que essas são realmente as únicas opções? É claro que não, mas também não há tanta fartura assim de atacantes à disposição para herdar a vaga de Gabriel Jesus.

Após quase meia-temporada parado em virtude de problemas físicos, Jonas retornou ao Benfica e tem balançado as redes no Campeonato Português. Hulk, um nome muito lembrado pelos antecessores de Tite, está na China, mas isso já deixou de ser um problema para a seleção.

E há Willian José. Muito contestado no Brasil durante as passagens por São Paulo e Grêmio, o atacante está na segunda temporada seguida de destaque no futebol espanhol. Jogando pela Real Sociedad, já marcou 11 vezes em 2016/17, mais do que o número de gols de Neymar no período.

Querem minha opinião? Eu ficaria entre ele e Luan para o posto de atacante reserva na próxima Data Fifa.

O Brasil lidera as eliminatórias sul-americanas para a Copa-2018, com 27 pontos. O Uruguai, seu próximo adversário, tem 23 e ocupa a segunda colocação.


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Brasil tem 2 dos 20 jogadores mais caros da janela europeia; veja lista
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Rafael Reis

O futebol brasileiro emplacou duas das 20 transferências mais caras da janela de inverno do futebol europeu.

O atacante Gabriel Jesus e o meia David Neres, ambos de 19 anos, estão entre as 20 contratações concretizadas por clubes europeus no período entre 1º e 31 de janeiro de 2017 que mais movimentaram dinheiro.

A saída de Jesus, titular da seleção brasileira principal, do Palmeiras para o Manchester City foi a segunda mais cara da janela no Velho Continente. O negócio, que movimentou 32 milhões de euros (quase R$ 107 milhões), foi fechado em agosto, mas só foi completada no mês passado.

Já a transação entre São Paulo e Ajax por David Neres aconteceu apenas nos últimos dias. O garoto, que estreou em outubro na equipe adulta do Morumbi, acertou a ida para a Holanda por 12 milhões de euros (R$ 40 milhões), no 19º negócio mais caro do inverno europeu.

No total, as 20 transferências mais caras da janela de janeiro movimentaram 374,5 milhões de euros (R$ 1,2 bilhão), cerca de 47% a mais do que os 254,2 milhões de euros (R$ 848,6 milhões) do ano passado.

O alemão Julian Draxler protagonizou a contratação mais cara feita por um clube europeu no último mês. O meia trocou o Wolfsburg pelo Paris Saint-Germain por 40 milhões de euros (R$ 133,5 milhões).

Fora da Europa, a maior transação de janeiro foi a ida do brasileiro Oscar, ex-Chelsea, para o Shanghai SIPG. O clube chinês pagou 60 milhões de euros pelo jogador (R$ 200 milhões).

Ao contrário da europeia, a janela de contratações do mercado mais rico da Ásia ainda não está fechada. As equipes chinesas têm até 28 de fevereiro para registrarem novos jogadores para a temporada 2017.

Confira as 20 transferências mais caras da janela europeia

1 – Julian Draxler (ALE), do Wolfsburg para o PSG – 40 milhões de euros
2 – Gabriel Jesus (BRA), do Palmeiras para o Manchester City – 32 milhões
3 – Gonçalo Guedes (POR), do Benfica para o PSG – 30 milhões
4 – Dimitry Payet (FRA), do West Ham para o Olympique de Marselha – 29,3 milhões
5 – Morgan Schneiderlin (FRA), do Manchester United para o Everton – 22,9 milhões
6 – Leonardo Pavoletti (ITA), do Genoa para o Napoli – 18 milhões
7 – Onyinye Ndidi (NIG), do Genk para o Leicester – 17,6 milhões
8 – Manolo Gabbiadini (ITA), do Napoli para o Southampton – 17 milhões
9 – Memphis Depay (HOL), do Manchester United para o Lyon – 16 milhões
Luka Milivojevic (SER), do Olympiakos para o Crystal Palace – 16 milhões
11 – Robbie Brady (IRL), do Norwich para o Burnley – 15,1 milhões
12 – Hélder Costa (POR), do Benfica para o Wolverhampton – 15 milhões
Mattia Caldara (ITA), da Atalanta para a Juventus – 15 milhões
14 – Saido Berahino (ING), do West Bromwich para o Stoke City – 13,9 milhões
15 – Jeffrey Schlupp (GAN), do Leicester para o Crystal Palace – 13,8 milhões
16 – Leon Bailey (JAM), do Genk para o Bayer Leverkusen – 13,5 milhões
Stevan Jovetic (MON), do Manchester City para a Inter de Milão – 13,5 milhões
18 – Yunus Malli (TUR), do Mainz para o Wolfsburg – 12,5 milhões
19 – David Neres (BRA), do São Paulo para o Ajax – 12 milhões
Riechedly Bazoer (HOL), do Ajax para o Wolfsburg – 12 milhões
Robert Snodgrass (ESC), do Hull City para o West Ham – 12 milhões

Fonte: Transfermarkt


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O que esperar de Gabriel Jesus no Manchester City?
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Rafael Reis

No início de dezembro, quando Gabriel Jesus foi a Manchester para conhecer melhor sua futura casa, Pep Guardiola o convidou para jantar e fez questão de também levar ao restaurante os volantes Fernando e Fernandinho.

A presença dos outros dois brasileiros do elenco do City no encontro entre o treinador e o novo reforço do clube não foi à toa.

Gabriel Jesus

Guardiola sabe que o atacante de 19 anos, que se juntará ao elenco da equipe inglesa no próximo mês, não é Neymar. Apesar de ter sido a estrela do título brasileiro recém-conquistado pelo Palmeiras e vestir com sucesso a camisa 9 da seleção, o garoto ainda não pode ser considerado uma certeza.

Jesus é sim uma aposta do City. Uma aposta para o futuro. Tão aposta quanto outro Gabriel, o Gabigol, é para a Inter de Milão. E o primeiro semestre do ex-santista na Europa, como todos puderam ver, foi de muito banco de reservas, várias reclamações e quase nada de futebol.

O treinador espanhol não quer que Jesus seja um novo Gabigol. Por isso, faz questão de cercá-lo de cuidados e tenta entrosá-lo ao outros brasileiros do clube.

O ex-palmeirense terá de superar sozinho os desafios com os quais irá se deparar dentro de campo em sua primeira experiência europeia: rigor tático, futebol mais rápido, marcadores mais gabaritados e muita exigência técnica.

Mas Guardiola deseja que, para todas as outras dificuldades, Jesus possa contar com Fernando e Fernandinho. E essa lista inclui idioma, diferenças culturais e também saber lidar com a reserva.

Como toda aposta, o brasileiro precisa chegar à Inglaterra ciente de que há um lugarzinho no banco do City à sua espera. E que levará tempo, talvez bastante tempo, para que ele consiga mudar essa situação.

Jesus só precisa olhar para o lado para se conscientizar disso. Contratado por 18 milhões de euros (R$ 61 milhões) a mais que ele, o meia-atacante alemão Leroy Sané, 20, só começou jogando sete partidas na atual temporada.

Mas, a médio prazo, as perspectivas do brasileiro são boas.

Sergio Agüero, o titular da posição onde Jesus melhor rende, é um craque com quem ele dificilmente terá condições de competir logo de cara. Mas o argentino sofre demais com os problemas físicos. Só na temporada passada, foram cinco contusões diferentes e 12 partidas desfalcando o City em virtude dessas lesões.

O nigeriano Kelechi Ihenacho, o primeiro reserva, tem só 20 anos e é tão aposta quanto o brasileiro, apesar de já ter mais experiência na Premier League. Para completar, ainda não goza de tanta confiança assim de Guardiola, que tem preferido improvisar Nolito ou Sterling na função a escalá-lo como titular quando não pode contar com Agüero.

Ou seja, Gabriel Jesus chega ao Manchester City sendo mais Gabigol que Neymar. Mas ele só terá sucesso na Inglaterra se conseguir se diferenciar do ex-adversário de Santos e saber lidar com o banco.


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Camisa 10 pela 1ª vez, Pato já supera atacantes escolhidos por Tite
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Rafael Reis

Alexandre Pato até hoje não conseguiu convencer que é um atacante para a seleção brasileira. Mas, pelo menos no início da temporada 2016/17, tem balançado as redes em uma frequência maior do que os escolhidos por Tite.

O ex-jogador do São Paulo e do Corinthians, que agora defende o Villarreal e veste a camisa 10 pela primeira vez na carreira, supera em minutos necessários para anotar um gol três dos quatros homens de frente convocados para as partidas contra Bolívia e Venezuela, em outubro, pelas eliminatórias da Copa do Mundo-2018.

Pato

Com três gols em oito partidas com a camisa do Submarino Amarelo, Pato anota em média um gol a cada 180 minutos em campo na atual temporada.

A marca é ligeiramente melhor que a de Roberto Firmino (197 minutos), do Liverpool, e bate de longe o desempenho de Taison (444 minutos), que também atuam na Europa.

Gabriel Jesus, o atual centroavante titular da seleção, só vai para o Velho Continente no próximo ano, o que torna mais difícil a comparação. Mas, desde que voltou dos Jogos Olímpicos, jogou 472 minutos pelo Palmeiras e marcou apenas uma vez.

O único dos atacantes da seleção que tem números melhores que o paranaense na temporada é Neymar. O camisa 11 do Barcelona tem em média um gol a cada 135 minutos no gramado pela equipe espanhola.

Fracasso no Chelsea, onde participou de apenas duas partidas em um semestre e passou a ser tratado como uma das piores contratações da história do clube inglês, Pato se beneficiou das contusões de Soldado e Bakambu logo na chegada ao Villarreal.

Apesar do bom desempenho, o brasileiro não é titular absoluto do ataque da equipe espanhola e tem se revezado com o italiano Nicola Sansone na função.

Além dos três gols, o camisa 10 também já desperdiçou um pênalti, na vitória por 2 a 1 sobre a Real Sociedad, pelo Campeonato Espanhol.

Sua melhor atuação aconteceu na estreia da Liga Europa. Contra o Zurique, há duas semanas, Pato marcou um gol e deu uma assistência no triunfo por 2 a 1 do Villarreal.

Nesta quinta-feira, os espanhóis fazem sua segunda apresentação na competição europeia, contra o Steaua Bucareste, fora de casa. E Pato tem sido tratado pela imprensa romena como a estrela internacional que participará do confronto.


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Investimento em brasileiros cai 34% e é o pior em 4 anos na janela europeia
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Rafael Reis

O futebol brasileiro pode até ter conquistado a inédita medalha de ouro olímpica, mas ainda está bem distante dos seus melhores dias para os clubes da elite da Europa.

Há quatro anos, os times dos seis principais campeonatos nacionais do Velho Continente não gastavam tão pouco na contratação de jogadores brasileiros em uma janela de transferências de pré-temporada quanto agora.

De acordo com o site Transfermarkt, especializado no mercado da Bola, as equipes de primeira divisão de Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha, França e Portugal investiram 190,7 milhões de euros (R$ 688,7 milhões) em reforços brazucas entre 1º de julho e 31 de agosto.

Gabriel

Isso significa uma queda de 34% em relação ao mesmo período do ano passado. Na janela de transferências de verão da temporada 2015/16, os clubes desses seis países gastaram 288,5 milhões de euros (pouco mais de R$ 1 bilhão) para contar com brasileiros em seus elencos.

O valor também é menor do que o registrado nos dois anos anteriores. Em 2014, o investimento foi de 195,7 milhões de euros (R$ 706,8 milhões). Na janela de 2013, impulsionadas pela ida de Neymar para o Barcelona, as transferências de brasileiros movimentaram 286,3 milhões de euros (R$ 1 bilhão).

Para encontrar um mercado de pré-temporada mais fraco que o de 2016 para o futebol pentacampeão mundial na elite europeia é preciso voltar a 2012, quando o investimento ficou na casa dos 142 milhões de euros (R$ 512,9 milhões).

O reflexo dessa queda pode ser visto na lista dos reforços dos grandes clubes do mundo. Entre as 30 transferências mais caras da janela encerrada na quarta-feira, somente duas são de jogadores brasileiros.

E a maior delas, envolvendo Hulk, não é o que pode se chamar de uma transferência para um grande centro. Por 55,8 milhões de euros (R$ 201 milhões), o atacante trocou o Zenit, da Rússia, pelo Shangai SIPG, da China.

Pensando apenas em mercados de primeiro escalão, a grande transação de um jogador brasileiro na janela foi o retorno do zagueiro David Luiz para o Chelsea. Para tirá-lo do PSG, clube para qual ele havia sido vendido em 2014, os ingleses gastaram 38,5 milhões de euros (R$ 129,3 milhões).

A venda de Gabriel Jesus para o Manchester City, por 32 milhões de euros (R$ 115 milhões) também entraria no top 30 dos maiores negócios. No entanto, como ele só deixará o Palmeiras no fim do ano, a transação será completada e fará parte da próxima janela de transferências, em janeiro.

OS 5 BRASILEIROS MAIS CAROS DA JANELA

1º – Hulk (30, A, Shangai SIPG) – 55,8 milhões de euros
2º – David Luiz (29, Z, Chelsea) – 38,5 milhões de euros
3º – Gabriel (20, A, Inter de Milão) – 27,5 milhões de euros
4º – Gerson (19, M, Roma) – 16,6 milhões de euros
5º – Fernando (24, V, Spartak Moscou) – 12,5 milhões de euros


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Brasil pode ter remanescentes do ouro, “gringos” e ex-Corinthians em Tóquio
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Rafael Reis

Campeões olímpicos de futebol com a seleção brasileira na Rio-2016, Thiago Maia e Gabriel Jesus podem ter a chance de defender nos Jogos de Tóquio-2020 o título conquistado nos pênaltis no último sábado.

O volante do Santos e o atacante do Palmeiras, já negociado com o Manchester City, são os únicos dos 18 jogadores do grupo do técnico Rogério Micale que ainda terão idade olímpica daqui quatro anos.

Jesus

Caçulas do time olímpico do Brasil, Thiago e Jesus nasceram em 1997, ano limite para participar do futebol nos Jogos de Tóquio, caso não haja nenhuma mudança nas regras de inscrição.

A experiência da inédita conquista da medalha de ouro os coloca como possíveis lideres do time que buscará o bicampeonato no Japão. Um time que, de certa forma, já começou a ser construído.

A convocação da seleção sub-20 para dois amistosos contra a Inglaterra, no próximo mês, feita pelo próprio Micale, já deu os primeiros indícios de quem pode fazer parte da próxima equipe olímpica brasileira.

O grupo, formado por jogadores que, assim como Thiago e Jesus nasceram a partir de 1997, conta com alguns nomes bem conhecidos do torcedor brasileiro e fortes candidatos a participar de Tóquio-2020.

Entre os nomes mais famosos da equipe estão o meia Gerson, que trocou o Fluminense pela Roma, o atacante Malcom, revelado pelo Corinthians e que hoje defende o Bordeaux, o centroavante Felipe Vizeu, do Flamengo, e o lateral esquerdo Guilherme Arana, do Corinthians.

Outro jogador conhecido que pode fazer parte do próximo projeto olímpico é quase um “estrangeiro”. O zagueiro Lyanco, do São Paulo, já atuou pelo time sub-19 da Sérvia, país de origem de sua família paterna, mas agora aceitou a convocação do Brasil.

Mas ele não é o único. Os meias Werick Maciel e Lucas de Veja, que atuam nas categorias de base do Barcelona e não foram convocados para a seleção sub-20, são outros casos de nomes que podem atuar na Tóquio-2020 desde que a CBF os convença a jogar pela seleção –ambos interessam à Espanha.


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