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Artilheiro em Portugal, Jonas supera até Neymar e iguala recorde de Eusébio
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Rafael Reis

Neymar, Gabriel Jesus, Firmino? Nada disso, o brasileiro mais bem classificado na atual edição da Chuteira de Ouro não é nenhum dos atacantes que vêm sendo convocados por Tite para a seleção.

Aos 33 anos e ausente das listas da seleção desde o fim da era Dunga (disputou a Copa América Centenário, em junho de 2016), Jonas é o principal goleador brasileiro das ligas nacionais europeias nesta temporada.

O camisa 10 do Benfica é o artilheiro do Campeonato Português, com 13 gols em 11 partidas, e ostenta uma marca impressionante: balançou as redes em nove rodadas consecutivas da competição –um recorde que agora compartilha com outras duas lendas do clube, Julinho (1949/50) e Eusébio (1964/65).

O número de bolas que já empurrou para as redes nesta temporada vale a Jonas a 21ª colocação na Chuteira de Ouro, com 19,5 pontos, mais do que qualquer outro dos seus compatriotas.

Quem mais se aproxima da marca de Jonas é João Morelli, que atua no futebol da Estônia e é o 28º no ranking dos artilheiros da Europa. Neymar, Firmino e Gabriel Jesus não estão nem entre os 50 primeiros colocados.

Pela segunda semana consecutiva, quem ocupa a liderança da Chuteira de Ouro é o italiano Ciro Immobile, da Lazio, que acumula 14 gols no Campeonato Italiano e 28 pontos na classificação dos artilheiros.

O centroavante da Azzurra é seguido de perto pelos estonianos Albert Prosa e Rauno Sappinen, que têm 27 pontos cada.

Os astros Falcao García, Cavani, Messi, Lewandowski, Dybala, Icardi e Fekir também fazem parte do top 10 dos artilheiros da temporada no Velho Continente.

O atual vencedor da Chuteira de Ouro é Messi, que somou 74 pontos (37 gols) na última temporada. O argentino divide com Cristiano Ronaldo (Real Madrid) o posto de maior vencedor do prêmio. Cada um deles já levou quatro troféus para casa.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Ciro Immobile (ITA, Lazio) – 28 pontos (14 gols)
2º – Albert Prosa (EST, Tallinn) – 27 pontos (27 gols)
Rauno Sappinen (EST, Flora) – 27 pontos (27 gols)
4º – Radamel Falcao García (COL, Monaco) – 26 pontos (13 gols)
Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 26 pontos (13 gols)
6º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 24 pontos (12 gols)
Igor Angulo (ESP, Gornik Zabrze) –  24 pontos (16 gols)
8º – Gerard Gohou (CMF, Kairat Almaty) – 23 pontos (23 gols)
9º – Mikhail Gordeichuk (BLR, BATE Borisov) – 22,5 pontos (15 gols)
10º – Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 22 pontos (11 gols)
Paulo Dybala (ARG, Juventus) – 22 pontos (11 gols)
Mauro Icardi (ARG, Inter de Milão) – 22 pontos (11 gols)
Nabil Fekir (FRA, Lyon) – 22 pontos (11 gols)


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Firmino elogia “rival” Gabriel Jesus e ainda não se vê na Copa-2018
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Rafael Reis

Sete gols na atual temporada, a titularidade do Liverpool e mais de um ano consecutivo sem ficar fora de uma convocação da seleção brasileira por critérios técnicos. Aos 26 anos, Roberto Firmino parece nome certo na lista de Tite para a Copa do Mundo-2018.

Só que o atacante não acha isso. Para Firmino, “muito difícil dizer que atleta A ou B está garantido na lista final para a Copa do Mundo” e é preciso continuar trabalhando duro para conseguir realizar seu sonho de infância e viajar para a Rússia em junho do próximo ano.

Natural de Alagoas, Firmino era praticamente um desconhecido no Brasil quando, após duas temporadas como profissional, trocou o Figueirense pelo Hoffenheim, da Alemanha.

As primeiras chances na seleção vieram em 2014, quando era um dos destaques da Bundesliga. No ano seguinte, desembarcou no badalado do Campeonato Inglês como uma contratação de 41 milhões de euros (R$ 156 milhões) do Liverpool.

Em entrevista ao “Blog do Rafael Reis”, Firmino falou sobre a adaptação ao posto de centroavante, revelou a importância do técnico Jürgen Klopp no seu crescimento como jogador e fez vários elogios a Gabriel Jesus, seu titular na seleção.

“É um garoto de ouro e merece todo o sucesso que vem fazendo.”

Confira abaixo a íntegra do bate-papo com o atacante do Liverpool, que enfrenta nesta sexta-feira o Japão e joga na próxima terça (14) contra a Inglaterra.

Desde sua chegada ao futebol europeu, você nunca foi tão centroavante quanto agora. Por que houve essa mudança no seu posicionamento? Como foi a adaptação a essa função?
Acredito que o trabalho do treinador seja esse de achar a melhor posição para os atletas que tem no elenco. Temos jogadores que atuam mais pelo lado, como o Mané e o Salah, além do Philippe Coutinho, que faz um papel de vir mais de trás. O Klopp vem usando bastante essa formação e tem dado certo. Espero que os gols continuem saindo e o Liverpool vencendo suas partidas.

Este início de temporada tem sido o melhor da sua carreira, pelo menos em relação ao número de gols marcados. Por que você tem feito tantos gols?
É difícil definir um motivo específico para um bom momento de um atleta. Estou entrando na minha terceira temporada pelo Liverpool e a cada ano que passa me sinto mais à vontade, mais em casa, e isso é muito positivo pra mim. Ter a oportunidade de trabalhar com o Klopp foi muito bom para o meu desenvolvimento. Ele é um treinador que cobra muito, tem muita experiência e entende muito de futebol.

O quanto o Klopp, que já te conhecia desde a Alemanha, ajudou a fazer o seu futebol crescer?
O Klopp é um cara fantástico. Tem aquele jeito diferente de comemorar os gols, é bastante agitado, mas é uma pessoa incrível. O Liverpool acertou em cheio quando trouxe ele pra cá e, certamente, esse crescimento do clube nas últimas temporadas passa diretamente pelas mãos dele. Espero que no final da temporada possamos comemorar um título juntos para celebrar esse excelente trabalho desenvolvido por ele.

Faz mais de um ano que você não fica fora de uma convocação da seleção por critérios técnicos. Sua vaga na Copa já está garantida?
Acho muito difícil dizer que atleta A ou B está garantido na lista final para a Copa do Mundo. É um sonho que tenho desde criança, trabalhei minha carreira inteira para defender a seleção, e disputar uma Copa é algo que sempre me imaginei fazendo parte. Fico feliz pelas convocações do professor Tite, mas ainda temos um longo caminho até a Rússia. Tenho que continuar focado em fazer bem meu trabalho aqui no Liverpool, para, se Deus quiser, estar na lista final.

Você sentiu preconceito de parte da torcida e da imprensa nas primeiras convocações para a seleção por ser um cara pouco conhecido dentro do Brasil?
Não senti isso diretamente comigo. Como saí muito cedo, depois de apenas um ano como profissional no Figueirense, seria natural que algumas pessoas não me conhecessem. Quando fui convocado pela primeira vez, em 2014, pelo professor Dunga, foi uma sensação especial, única. Mas aquela primeira vez foi resultado do bom momento que eu vivia no Hoffenheim, da Alemanha. Quando vi meu nome pela primeira vez, fui surpreendido e, naquele momento, coloquei na cabeça que trabalharia muito para me manter sempre dentro do grupo da seleção.

Quando você deixou o Figueirense para se arriscar em um quase desconhecido Hoffenheim conseguia imaginar que um dia estaria prestes a disputar uma Copa do Mundo?
Copa do Mundo e seleção brasileira são, obrigatoriamente, os sonhos de qualquer jogador, desde criança, e comigo nunca foi diferente. Batalhei muito para chegar aonde estou e sei que ainda preciso trabalhar bastante para me manter no radar do professor Tite. A Copa do Mundo está cada vez mais próxima, mas até lá preciso manter um futebol de alto nível aqui no Liverpool e ajudar o clube a conquistar os objetivos na temporada.

O Gabriel Jesus virou uma espécie de mania na Inglaterra e hoje é titular na seleção. É possível roubar a vaga dele até a Copa?
O Gabriel Jesus é mais um ótimo talento que o futebol brasileiro revelou nos últimos anos. Chegou aqui no Manchester City com personalidade, lidou bem com a pressão de atuar em uma das ligas mais competitivas do mundo e vem correspondendo dentro de campo, tanto com a camisa do City quanto com a da seleção. É um garoto de ouro e merece todo o sucesso que vem fazendo.

Seu último título foi a Série B do Campeonato Brasileiro, sete anos atrás. E qual será o próximo? A Copa do Mundo?
Estou com boas expectativas para a minha temporada aqui no Liverpool. O clube montou um elenco forte, mantivemos a base do último ano e estamos fazendo um bom início de Premier League e Champions League. Ainda é cedo para falar em títulos, mas certamente temos objetivos na temporada e estamos trabalhando muito para alcançá-los.


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7 histórias de brasileiros para acompanhar de perto na temporada europeia
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Rafael Reis

A temporada 2017/18 das principais ligas nacionais da Europa acabou de começar. Ao longo dos próximos meses, o fã de futebol irá acompanhar incontáveis histórias de sucesso, fracasso, superação, declínio e dor nos gramados do Velho Continente.

Várias delas terão jogadores brasileiros como protagonistas. Alguns deles, nomes consagrados do primeiro escalão da modalidade. Outros, anônimos que deixaram o país cedo em busca de uma vida melhor para sua família.

Conheça abaixo sete histórias de brasileiros que merecem ser acompanhadas de perto na atual temporada, que, vale lembrar, desembocará na disputa da Copa do Mundo-2018, na Rússia.

NEYMAR, REI DA FRANÇA E IMPERADOR DO MUNDO?

A tentativa de Neymar de levar o Paris Saint-Germain ao inédito título da Liga dos Campeões e de fazer de si mesmo o melhor jogador do planeta é a grande história da nova temporada europeia. É para cumprir esses dois objetivos que o atacante brasileiro deixou o Barcelona para se transformar na contratação mais cara da história do futebol: 222 milhões de euros (R$ 829 milhões).

QUAL O TAMANHO DE PAULINHO?

O próprio meio-campista admitiu que, aos 29 anos, não esperava mais ter a oportunidade de vestir a camisa de um clube do tamanho do Barcelona. Mas, por inúmeras razões, essa chance lhe foi dada. E agora o brasileiro terá a missão de mostrar para o planeta que não é aquele jogador que fracassou no Tottenham, mas sim um meia que deixou saudades no Corinthians e brilha com a camisa da seleção.

GABRIEL JESUS: O NÚMERO 2 DA SELEÇÃO

A cria do Palmeiras apareceu como um fenômeno na segunda metade da última temporada na Inglaterra. Em seus 11 primeiros jogos pelo Manchester City, marcou sete gols e encantou Pep Guardiola. Agora, com uma temporada inteira pela frente, o jovem atacante brasileiro precisa provar que merece sim a titularidade do clube inglês. Afinal, a seleção espera que seu “número 2” chegue voando à Copa do Mundo.

DAVID LUIZ VOLTOU PARA FICAR?

O zagueiro foi a melhor surpresa brasileira da temporada passada. De volta ao Chelsea, David Luiz foi um dos destaques da conquista do Campeonato Inglês e descolou até mesmo um retorno para a seleção. A dúvida é se o camisa 30 conseguirá manter a seriedade e um futebol de alto nível por mais dez meses. Tite está de olho.

A CHANCE DE ALISSON

Reserva em sua primeira temporada na Roma, o goleiro cansou de ver/ler críticas de que a situação poderia ameaçar seu posto de titular da seleção brasileira. Com a saída de Szczesny para a Juventus, Alisson herdou a titularidade da meta do time italiano e agora tem a oportunidade de provar que não há nenhum impedimento para que ele seja o camisa 1 brasileiro na Rússia.

HÁ VAGA PARA FABINHO?

Não importa se vai permanecer no Monaco, clube que defende desde 2015, ou se vai migrar para o Paris Saint-Germain, que está louco para contratá-lo. Fabinho tem só uma temporada para convencer Tite de que merece uma chance no time que vai para a próxima Copa do Mundo. Para boa parte dos europeus que veem semanalmente o meia brasileiro, sua ausência na seleção não faz muito sentido.

O CANDIDATO A REVELAÇÃO

Revelado no Flamengo, Jorge quase não jogou em seus primeiros seis meses de Europa. Contratado pelo Monaco em janeiro, o brasileiro fez apenas cinco partidas em sua temporada de estreia no Velho Continente. Mas, com a ida de Mendy para o Manchester City, o carioca assumiu a lateral esquerda do Monaco, tem jogado bem e desponta como principal candidato a revelação brasileira no futebol europeu em 2017/18.


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Mais que Jesus: 7 motivos para acompanhar de perto o Campeonato Inglês
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Rafael Reis

Sucesso global de crítica e público, o Campeonato Inglês começa nesta sexta-feira apostando na competitividade para fidelizar os torcedores.

Enquanto as outras principais ligas nacionais da Europa têm um ou dois favoritos destacados ao título, a Premier League conta com um leque bem maior de candidatos a levantar o troféu de campeão.

Por diferentes motivos, Chelsea, Manchester City, Manchester United e Tottenham largam em vantagem. Mas Arsenal e Liverpool estão sempre rondando as primeiras colocações. E há ainda a possibilidade de uma nova zebra histórica, como a protagonizada pelo Leicester em 2016.

Por isso, quando a bola rolar nesta sexta para Arsenal x Leicester, teremos o início da mais equilibrada liga nacional de primeiro escalão do futebol europeu.

Mas essa não é a única atração da Premier League. Conheça abaixo 7 motivos para acompanhar de perto a temporada 2017/18 do Campeonato Inglês:

MENINO JESUS

Gabriel Jesus chegou ao Manchester City em janeiro e não demorou para mostrar a que veio. Foram 7 gols em 11 partidas, marca que lhe transformou em titular absoluto da equipe de Pep Guardiola. Agora, o jovem camisa 9 da seleção brasileira fará sua primeira temporada completa na Inglaterra e terá para municiá-lo um elenco bem mais recheado de opções do que o de antes das férias. Um prato cheio para quem tem fome de gol.

SHOW DO BILHÃO

Nenhum país do mundo gasta tanto em contratações quanto a Inglaterra. Faltando ainda mais de duas semanas para o fechamento da janela de transferências, os clubes da Premier League já torraram 1,12 bilhão de euros (R$ 4,1 bilhões) em novos jogadores para esta temporada. O reforço mais caro é o centroavante belga Romelu Lukaku, que trocou o Everton pelo Manchester United em um negócio que movimentou 84,7 milhões de euros (R$ 313 milhões).

A REVOLUÇÃO DE PEP

Decepcionado com a primeira temporada sem título em sua carreira como treinador, Guardiola resolveu radicalizar. Resultado, fez do Manchester City o time do planeta que mais gastou com contratações nesta temporada. Com os 240,5 milhões de euros (R$ 889 milhões) investidores pelo clube inglês, Pep levou para Manchester o goleiro Ederson, os laterais Danilo, Kyle Walker e Benjamin Mendy, além do meia-atacante Bernardo Silva e do jovem brasileiro Douglas Luiz, que foi emprestado ao Girona.

O FANTASMA DE FERGUSON

Maior campeão inglês da história, o Manchester United não conquista o título nacional desde a aposentadoria de Alex Ferguson, em 2013. O escocês David Moyes e o holandês Louis van Gaal, os dois primeiros substitutos do histórico treinador, falharam na tarefa de substituído. Desde o ano passado, essa missão cabe a José Mourinho. Em sua temporada de estreia, ele passou longe de vencer a Premier League, mas pelo menos faturou a Liga Europa e recolocou o United na Champions. Será que chegou a hora do fim do jejum?

ESTRANHO NO NINHO

Enquanto os clubes ingleses gastam milhões em busca de reforços badalados e caríssimos, o Tottenham prefere manter a base e apostar em jovens promessas formadas em casa. A estratégia tem dado certo, e o time foi vice-campeão da última Premier League. Nesta temporada, o técnico argentino Mauricio Pochettino resolveu radicalizar e ainda não gastou um centavo sequer para reforçar seu elenco.

WENGER ETERNO

Entra temporada, sai temporada, e a pergunta permanece: até quando Arsène Wenger vai continuar à frente do Arsenal. O francês dirige o clube londrino desde 1996 e, pela primeira vez, não conseguiu classificá-lo para a Liga dos Campeões da Europa. Motivo para demissão? Que nada. Wenger renovou contrato por mais duas temporadas e só deve deixar o Emirates Stadium em 2019.

BOM FILHO

Principal jogador da Inglaterra nos últimos tempos, Wayne Rooney está de volta ao clube onde começou a carreira. Treze anos depois de deixar o Everton para se tornar ídolo no Manchester United, o atacante vai voltar a vestir a camisa azul do tradicional time de Liverpool. Aos 31 anos, Rooney ainda tem muita lenha para queimar, apesar do declínio físico e técnico das temporadas mais recentes. Pelo menos, é nisso que o Everton acredita.


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Sucesso ou decepção? Os destinos de 7 crias do Palmeiras no exterior
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Rafael Reis

Por onde anda aquele garoto que brilhou nas categorias de base do meu time e logo foi vendido para o exterior? Será que ele virou um jogador importante por lá? Ou será que se tornou apenas mais um dentre tantos brasileiros espalhados pelo Mundo da Bola?

É para responder perguntas como essas que o “Blog do Rafael Reis” mostra desde o início desta semana os paradeiros das crias dos 12 maiores clubes do Brasil.

No segundo capítulo da série, localizamos sete jogadores formados no Palmeiras, cuja base passou por uma espécie de renascimento nos últimos anos. Na próxima quarta-feira, será a vez do São Paulo.

GABRIEL JESUS
Atacante
20 anos
Manchester City (ING)

Principal nome revelado pelo Palmeiras nas últimas duas décadas, foi o protagonista da conquista do título brasileiro do ano passado. Contratado a pedido de Pep Guardiola pelo Manchester City, chegou chegando à Inglaterra e fez sete gols nos primeiros 11 jogos pelo novo time. Apesar de muito jovem, já é titular absoluto da seleção brasileira e uma das maiores apostas de Tite para a Copa do Mundo da Rússia-2018.

VAGNER LOVE
Atacante
33 anos
Alanyaspor (TUR)

Assim como Gabriel Jesus, surgiu como um fenômeno no Palmeiras e rapidamente passou a vestir a camisa 9 da seleção. No entanto, a carreira de Vagner Love oscilou demais e ele nunca chegou a ser um centroavante de primeiro escalão do futebol mundial. Aos 33 anos e depois de quatro retornos ao futebol brasileiro, um deles ao próprio Palmeiras, vive grande fase no Alanyaspor e foi artilheiro do último Campeonato Turco.

GABRIEL SILVA
Lateral esquerdo
26 anos
Udinese (ITA)

Titular da lateral esquerda durante 2010 e 2011, foi negociado com Giampaolo Pozzo, então dono da Udinese (ITA) e do Granada (ESP). Gabriel Silva passou pelos dois clubes e também foi emprestado aos italianos Novara, Carpi e Genoa. Desde janeiro, está novamente na Udinese, time onde mais atuou desde sua chegada à Europa. Na temporada passada, ficou a maior parte do tempo no banco, mas foi titular nas últimas rodadas.

ILSINHO
Lateral direito/Meia
31 anos
Philadelphia Union (EUA)

Apesar de ter a carreira mais identificada com o São Paulo, começou nas categorias de base do Palmeiras e chegou a se profissionalizar no Palestra antes de ir para o outro lado do muro que separada os centros de treinamento dos dois clubes. Já na reta final da carreira, migrou no ano passado para os Estados Unidos e hoje disputa a MLS (Major League Soccer) pelo Philadelphia Union, equipe que avançou até os playoffs na última temporada.

BRUNO
Goleiro
33 anos
Fort Lauderdale Strikers (EUA)

Reserva do gol do Palmeiras durante quase uma década, teve algumas oportunidades como titular depois da aposentadoria de Marcos e foi campeão jogando na Copa do Brasil de 2012. Assim como Ilsinho, migrou para os EUA em 2016. Mas, ao contrário do ex-companheiro, não joga na principal liga de futebol profissional dos EUA. Bruno atua no Fort Lauderdale Strikers, franquia da Flórida que jogou na última temporada a NASL e que agora está com futuro indefinido.

VINÍCIUS
Atacante
23 anos
Adanaspor (TUR)

Jogador mais jovem a estrear pelo time profissional do Palmeiras, com 16 anos, o atacante continua vinculado ao clube, mas foi emprestado no início do ano ao Adanaspor, clube turco que também contava com o zagueiro Maurício Ramos, outro ex-jogador do time paulista. A nova equipe de Vinícius, porém, deixou a desejar e terminou o campeonato na última colocação.

RAMAZOTTI
Atacante
28 anos
DPMM (BRU)

Pouco lembrado pelo torcedor palmeirense, disputou Copa São Paulo e também vestiu a camisa do time B que o clube mantinha em meados da década passada. Ramazotti rodou o mundo (atuou na Suíça, em Portugal e no Japão) e foi parar em Brunei, minúsculo país de 400 mil habitantes localizado na Ásia. Lá, é ídolo do DPMM e foi artilheiro da liga nacional nas duas últimas temporadas.


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Dybala lidera ranking de valorização de mercado; G. Jesus é o 1º brasileiro
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Rafael Reis

Vice-artilheiro da Juventus na temporada passada, com 19 gols, e finalista da Liga dos Campeões da Europa, Paulo Dybala é o jogador que mais se valorizou no futebol mundial nos últimos 18 meses.

De acordo o Transfermarkt, site especializado em transferências de jogadores, o valor de mercado do atacante argentino aumentou em 37 milhões de euros (R$ 138 milhões) desde janeiro do ano passado.

Na avaliação dos especialistas do site, o preço real estimado de Dybala subiu de 28 milhões de euros (R$ 103,7 milhões), no início de 2016, para os atuais 65 milhões de euros (R$ 241 milhões).

Ao longo dos últimos meses, o atacante de 23 anos chegou a ser cotado para protagonizar uma transferência milionária para Real Madrid ou Barcelona. No entanto, seu empresário já disse que a tendência é ele permanecer na Juventus.

O segundo jogador que mais se valorizou no planeta desde o início do ano passado também não deve fazer parte desta janela de transferências.

O meia inglês Dele Alli, que teve um incremento de 35 milhões de euros (R$ 129 milhões) em seu valor de mercado no período, dificilmente deixará o Tottenham nos próximos meses.

Entre os dez jogadores que, de acordo com o Transfermarkt, mais se valorizaram desde janeiro de 2016, cinco são franceses: Mbappé, Kanté, Dembélé, Griezmann e Pogba. Há ainda dois argentinos, um inglês, um gabonês e um espanhol na lista.

O Brasil não aparece dentro do top 10 das maiores valorizações do mundo da bola. O primeiro representante do futebol mundial no ranking, Gabriel Jesus, ocupa somente a 21ª colocação.

Apesar de ter sido negociado pelo Palmeiras com o Manchester City por 32 milhões de euros (R$ 118 milhões), o camisa 9 da seleção tem de preço estimado em 25 milhões de euros (R$ 92,6 milhões), uma valorização de 21 milhões de euros (R$ 77,8 milhões) em relação a janeiro de 2016.

Maiores valorizações do futebol mundial (avaliação atual entre parênteses):

1º – Paulo Dybala (ARG/Juventus): +37 milhões de euros (65 mi)
2º – Dele Alli (ING/Tottenham): +35 milhões (40 mi)
3º – Kylian Mbappé (FRA/Monaco): +34,95 milhões (35 mi)
4º – N’Golo Kanté (FRA/Chelsea): +33 milhões (40 mi)
5º – Ousmane Dembélé (FRA/B. Dortmund): +32,75 milhões (33 mi)
6º – Pierre-Emerick Aubameyang (GAB/B. Dortmund): +30 milhões (65 mi)
7º – Antoine Griezmann (FRA/Atlético de Madri): +30 milhões (80 mi)
8º – Saúl Ñíguez (ESP/Atlético de Madri): +30 milhões (40 mi)
9º – Gonzalo Higuaín (ARG/Juventus): +28 milhões (28 mi)
10º – Paul Pogba (FRA/Manchester United): +25 milhões (80 mi)
21º Gabriel Jesus (BRA/Manchester City): +21 milhões (25 mi)
49º
Casemiro (BRA/Real Madrid): +15 milhões (30 mi)
59º
Fabinho (BRA/Monaco): +15 milhões (25 mi)
107º
Alex Sandro (BRA/Juventus): +11 milhões (35 mi)


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Gabigol precisou de menos tempo que G. Jesus para fazer 1º gol na Europa
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Rafael Reis

Gabigol demorou seis meses para marcar pela primeira vez em uma partida oficial com a Inter de Milão. Parece muito tempo, certo? Mas não é bem assim.

Por mais incrível que possa parecer, o ex-atacante do Santos necessitou de menos minutos dentro campo que Gabriel Jesus para marcar seu primeiro gol no futebol europeu.

O gol da vitória por 1 a 0 contra o Bologna, no último domingo, o primeiro de Gabigol na Itália, foi anotado no 130º minuto do jogador com a camisa da Itália.

Já Gabriel Jesus, que tem tido um início tratado como fenomenal no Manchester City, marcou pela primeira vez na Inglaterra em seu 137º minuto de atuação.

A diferença é que, enquanto o ex-palmeirense recebeu muitas e boas oportunidades desde sua chegada a Manchester, o ex-santista passou seu primeiro semestre em Milão ganhando minutos à conta-gotas.

A partida contra a Bologna foi a sétima de Gabigol em seis meses na Inter. E em apenas uma delas, contra o mesmo adversário, mas na Copa Itália, ele jogou por mais de 20 minutos –foi também seu único jogo como titular.

Jesus, em contrapartida, chegou chegando na Inglaterra. Anexado ao elenco do City em janeiro, foi utilizado por Guardiola já no primeiro jogo em que ficou no banco, contra o Tottenham, e estreou como titular na segunda partida que disputou –ante o Crystal Palace, pela Copa da Inglaterra.

Seu primeiro gol no City saiu na terceira partida, a goleada por 4 a 0 sobre o West Ham, no início do mês. Na ocasião, o camisa 9 da seleção começou jogando e permaneceu no gramado durante os 90 minutos.

O início de Gabigol na Itália foi repleto de turbulências. Contratado por 29,5 milhões de euros (R$ 97,3 milhões) a pedido do técnico Roberto Mancini, o brasileiro chegou à Inter quando o clube já havia mudado de treinador.

Com Frank de Boer no banco de reservas, o brasileiro não foi inscrito na Liga Europa e praticamente não foi utilizado. Sua situação só melhorou um pouco depois de uma nova mudança no comando do time –a troca do holandês por Stefano Pioli, em novembro.

Atualmente, Gabigol é uma espécie de terceira opção para o ataque do clube italiano. O capitão Mauro Icardi é o titular absoluto da posição, e o argentino Rodrigo Palacio, o reserva mais utilizado.


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Quem será o substituto de Gabriel Jesus na seleção?
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Rafael Reis

Artilheiro da era Tite, com cinco gols em seis partidas, Gabriel Jesus sofreu uma fratura no quinto metatarso (dedinho) do pé direito durante sua quinta apresentação pelo Manchester City e será desfalque para a seleção brasileira na próxima rodada dupla das eliminatórias da Copa do Mundo-2018.

A contusão levanta uma importante dúvida: quem será o substituto do garoto ex-Palmeiras nas partidas contra Uruguai e Paraguai, nos dias 23 e 28 de março, respectivamente?

Se levarmos em consideração a coerência que Tite costuma ressaltar como fonte de suas decisões, aquela mesma que ele costuma chamar de merecimento, só há uma opção possível para o posto de camisa 9 titular da seleção.

Roberto Firmino foi reserva de Jesus nas quatro últimas apresentações da seleção principal e é o herdeiro natural da vaga. Situação que conta muito na cabeça do ex-comandante do Corinthians.

O atacante do Liverpool não possui a mesma capacidade técnica do titular, é claro. Mas possui qualidades táticas e de movimentação semelhantes às do dono da posição: também não é um centroavante típico, mas sim um homem de frente que pode fazer diferentes funções.

E Firmino ainda tem um importante ponto em seu favor. Ele possui um ótimo entrosamento com Philippe Coutinho, seu companheiro no clube inglês e outro dos destaques da seleção desde a chegada de Tite.

Se seu substituto na equipe titular do Brasil parece bem encaminhado, a vaga aberta por Jesus na convocação é um assunto bem mais complexo.

Olhar para as listas anteriores do treinador pode dar uma pista sobre o caminho que ele pretende seguir. Taison, Gabriel Barbosa, Robinho, Luan, Dudu e Diego Souza foram os outros atacantes já chamados por ele.

Desses, Gabigol pode se considerar fora do páreo, já que mal joga na Inter de Milão. Dudu e Robinho são quase que exclusivamente jogadores de lado de campo e dificilmente seriam listados para atuar como 9.

Restam então Taison, talvez a convocação mais criticada de Tite até o momento, Diego Souza, que não é propriamente um atacante, mas tem porte físico para atuar dentro da área, e Luan, que foi reserva da seleção formada só por jogadores que atuavam no futebol brasileiro.

Mas será que essas são realmente as únicas opções? É claro que não, mas também não há tanta fartura assim de atacantes à disposição para herdar a vaga de Gabriel Jesus.

Após quase meia-temporada parado em virtude de problemas físicos, Jonas retornou ao Benfica e tem balançado as redes no Campeonato Português. Hulk, um nome muito lembrado pelos antecessores de Tite, está na China, mas isso já deixou de ser um problema para a seleção.

E há Willian José. Muito contestado no Brasil durante as passagens por São Paulo e Grêmio, o atacante está na segunda temporada seguida de destaque no futebol espanhol. Jogando pela Real Sociedad, já marcou 11 vezes em 2016/17, mais do que o número de gols de Neymar no período.

Querem minha opinião? Eu ficaria entre ele e Luan para o posto de atacante reserva na próxima Data Fifa.

O Brasil lidera as eliminatórias sul-americanas para a Copa-2018, com 27 pontos. O Uruguai, seu próximo adversário, tem 23 e ocupa a segunda colocação.


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Brasil tem 2 dos 20 jogadores mais caros da janela europeia; veja lista
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Rafael Reis

O futebol brasileiro emplacou duas das 20 transferências mais caras da janela de inverno do futebol europeu.

O atacante Gabriel Jesus e o meia David Neres, ambos de 19 anos, estão entre as 20 contratações concretizadas por clubes europeus no período entre 1º e 31 de janeiro de 2017 que mais movimentaram dinheiro.

A saída de Jesus, titular da seleção brasileira principal, do Palmeiras para o Manchester City foi a segunda mais cara da janela no Velho Continente. O negócio, que movimentou 32 milhões de euros (quase R$ 107 milhões), foi fechado em agosto, mas só foi completada no mês passado.

Já a transação entre São Paulo e Ajax por David Neres aconteceu apenas nos últimos dias. O garoto, que estreou em outubro na equipe adulta do Morumbi, acertou a ida para a Holanda por 12 milhões de euros (R$ 40 milhões), no 19º negócio mais caro do inverno europeu.

No total, as 20 transferências mais caras da janela de janeiro movimentaram 374,5 milhões de euros (R$ 1,2 bilhão), cerca de 47% a mais do que os 254,2 milhões de euros (R$ 848,6 milhões) do ano passado.

O alemão Julian Draxler protagonizou a contratação mais cara feita por um clube europeu no último mês. O meia trocou o Wolfsburg pelo Paris Saint-Germain por 40 milhões de euros (R$ 133,5 milhões).

Fora da Europa, a maior transação de janeiro foi a ida do brasileiro Oscar, ex-Chelsea, para o Shanghai SIPG. O clube chinês pagou 60 milhões de euros pelo jogador (R$ 200 milhões).

Ao contrário da europeia, a janela de contratações do mercado mais rico da Ásia ainda não está fechada. As equipes chinesas têm até 28 de fevereiro para registrarem novos jogadores para a temporada 2017.

Confira as 20 transferências mais caras da janela europeia

1 – Julian Draxler (ALE), do Wolfsburg para o PSG – 40 milhões de euros
2 – Gabriel Jesus (BRA), do Palmeiras para o Manchester City – 32 milhões
3 – Gonçalo Guedes (POR), do Benfica para o PSG – 30 milhões
4 – Dimitry Payet (FRA), do West Ham para o Olympique de Marselha – 29,3 milhões
5 – Morgan Schneiderlin (FRA), do Manchester United para o Everton – 22,9 milhões
6 – Leonardo Pavoletti (ITA), do Genoa para o Napoli – 18 milhões
7 – Onyinye Ndidi (NIG), do Genk para o Leicester – 17,6 milhões
8 – Manolo Gabbiadini (ITA), do Napoli para o Southampton – 17 milhões
9 – Memphis Depay (HOL), do Manchester United para o Lyon – 16 milhões
Luka Milivojevic (SER), do Olympiakos para o Crystal Palace – 16 milhões
11 – Robbie Brady (IRL), do Norwich para o Burnley – 15,1 milhões
12 – Hélder Costa (POR), do Benfica para o Wolverhampton – 15 milhões
Mattia Caldara (ITA), da Atalanta para a Juventus – 15 milhões
14 – Saido Berahino (ING), do West Bromwich para o Stoke City – 13,9 milhões
15 – Jeffrey Schlupp (GAN), do Leicester para o Crystal Palace – 13,8 milhões
16 – Leon Bailey (JAM), do Genk para o Bayer Leverkusen – 13,5 milhões
Stevan Jovetic (MON), do Manchester City para a Inter de Milão – 13,5 milhões
18 – Yunus Malli (TUR), do Mainz para o Wolfsburg – 12,5 milhões
19 – David Neres (BRA), do São Paulo para o Ajax – 12 milhões
Riechedly Bazoer (HOL), do Ajax para o Wolfsburg – 12 milhões
Robert Snodgrass (ESC), do Hull City para o West Ham – 12 milhões

Fonte: Transfermarkt


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O que esperar de Gabriel Jesus no Manchester City?
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Rafael Reis

No início de dezembro, quando Gabriel Jesus foi a Manchester para conhecer melhor sua futura casa, Pep Guardiola o convidou para jantar e fez questão de também levar ao restaurante os volantes Fernando e Fernandinho.

A presença dos outros dois brasileiros do elenco do City no encontro entre o treinador e o novo reforço do clube não foi à toa.

Gabriel Jesus

Guardiola sabe que o atacante de 19 anos, que se juntará ao elenco da equipe inglesa no próximo mês, não é Neymar. Apesar de ter sido a estrela do título brasileiro recém-conquistado pelo Palmeiras e vestir com sucesso a camisa 9 da seleção, o garoto ainda não pode ser considerado uma certeza.

Jesus é sim uma aposta do City. Uma aposta para o futuro. Tão aposta quanto outro Gabriel, o Gabigol, é para a Inter de Milão. E o primeiro semestre do ex-santista na Europa, como todos puderam ver, foi de muito banco de reservas, várias reclamações e quase nada de futebol.

O treinador espanhol não quer que Jesus seja um novo Gabigol. Por isso, faz questão de cercá-lo de cuidados e tenta entrosá-lo ao outros brasileiros do clube.

O ex-palmeirense terá de superar sozinho os desafios com os quais irá se deparar dentro de campo em sua primeira experiência europeia: rigor tático, futebol mais rápido, marcadores mais gabaritados e muita exigência técnica.

Mas Guardiola deseja que, para todas as outras dificuldades, Jesus possa contar com Fernando e Fernandinho. E essa lista inclui idioma, diferenças culturais e também saber lidar com a reserva.

Como toda aposta, o brasileiro precisa chegar à Inglaterra ciente de que há um lugarzinho no banco do City à sua espera. E que levará tempo, talvez bastante tempo, para que ele consiga mudar essa situação.

Jesus só precisa olhar para o lado para se conscientizar disso. Contratado por 18 milhões de euros (R$ 61 milhões) a mais que ele, o meia-atacante alemão Leroy Sané, 20, só começou jogando sete partidas na atual temporada.

Mas, a médio prazo, as perspectivas do brasileiro são boas.

Sergio Agüero, o titular da posição onde Jesus melhor rende, é um craque com quem ele dificilmente terá condições de competir logo de cara. Mas o argentino sofre demais com os problemas físicos. Só na temporada passada, foram cinco contusões diferentes e 12 partidas desfalcando o City em virtude dessas lesões.

O nigeriano Kelechi Ihenacho, o primeiro reserva, tem só 20 anos e é tão aposta quanto o brasileiro, apesar de já ter mais experiência na Premier League. Para completar, ainda não goza de tanta confiança assim de Guardiola, que tem preferido improvisar Nolito ou Sterling na função a escalá-lo como titular quando não pode contar com Agüero.

Ou seja, Gabriel Jesus chega ao Manchester City sendo mais Gabigol que Neymar. Mas ele só terá sucesso na Inglaterra se conseguir se diferenciar do ex-adversário de Santos e saber lidar com o banco.


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