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Futuro do futebol: 7 garotos que merecem sua atenção na Copa-2018
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Rafael Reis

Lionel Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar, Andrés Iniesta, Sergio Ramos, Manuel Neuer, Eden Hazard, Kevin de Bruyne, Antoine Griezmann. A Copa do Mundo está cheia de estrelas consagradas, com anos e anos de sucesso no currículo.

Mas a Rússia-2018 também tem espaço para a próxima geração de protagonistas do futebol mundial. São os vários os jovens de até 21 anos que pretendem aproveitar a competição para escrever seu nome na história do esporte mais popular do planeta.

Apresentamos abaixo sete desses garotos que merecem uma atenção especial durante a Copa. Afinal, o futuro do futebol certamente passa por eles.

KYLIAN MBAPPÉ
Atacante
19 anos
Paris Saint-Germain (FRA)
França

É a grande estrela adolescente da Copa do Mundo. Apesar de só completar seu 20º aniversário em dezembro, já tem três anos de carreira como profissional, brilhou em uma Liga dos Campeões pelo Monaco, protagonizou a segunda transferência mais cara do futebol (180 milhões de euros), é titular indiscutível do Paris Saint-Germain e uma das principais esperanças da França para conquistar seu segundo título mundial. Além de tudo isso, Mbappé é candidato real a conquistar no futuro o prêmio de melhor jogador do planeta.

OUSMANE DEMBÉLÉ
Atacante
21 anos
Barcelona (ESP)
França

Foi contratado pelo Barcelona para substituir Neymar. Só isso já demonstra o tamanho do potencial de Ousmane Dembélé. A cria das categorias de base do Rennes que brilhou no Borussia Dortmund antes de se transferir para a Catalunha é um diamante bruto a ser lapidado. Extremamente rápido e habilidoso, ainda erra muito na hora de tomar decisões e sofre com problemas físicos. Por isso, oscila demais. Mas seu talento é indiscutível.

GABRIEL JESUS
Atacante
21 anos
Manchester City (ING)
Brasil

Artilheiro da seleção brasileira na “era Tite”, resolveu o problema de falta de um “camisa 9” confiável que já assombrava a equipe pentacampeã mundial há alguns anos. Campeão brasileiro pelo Palmeiras em 2016, foi contratado por Pep Guardiola para o Manchester City e se transformou em um jogador importante para o clube inglês. Apesar de se alternar entre o time titular e o banco de reservas, Jesus soma 24 gols em 53 partidas pelo vencedor da última Premier League.

MARCUS RASHFORD
Atacante
20 anos
Manchester United (ING)
Inglaterra

Maior revelação as categorias de base do Manchester United nos últimos anos, surgiu como fenômeno no time principal em 2016 e, desde então, tornou-se uma peça importante no esquema do técnico José Mourinho. Rashord é um atacante completo: movimenta-se bem, tem presença de área, é habilidoso e possui um bom chute de longa distância. Deve começar a Copa como reserva da posição inglesa, mas não será surpresa se ganhar a posição durante o torneio.

TRENT ALEXANDER-ARNOLD
Lateral direito
19 anos
Liverpool (ING)
Inglaterra

Outro integrante da jovem seleção inglesa que pode sair do banco para se destacar na Copa-2018, Alexander-Arnold vem de uma temporada dos sonhos pelo Liverpool. O garoto, que estreou como profissional há só um ano e meio, desbancou o ex-selecionável Nathaniel Clyne e se manteve como titular dos Reds até a final da Liga dos Campeões. O bom desempenho lhe rendeu a primeira convocação para a seleção principal, justamente para o Mundial da Rússia.

BREEL EMBOLO
Atacante
21 anos
Schalke 04 (ALE)
Suíça

Atacante da adversária de estreia do Brasil na Copa, Embolo até parece um veterano, já que seu nome é conhecido há anos. Parte do sucesso se deve à precocidade. O garoto nascido em Camarões e que se mudou para a Suíça na infância estreou como profissional aos 16 anos e chegou à seleção com 18. A outra parte é culpa da série de games “Fifa”.  Em seguidas edições do jogo, o suíço era uma espécie de “compra obrigatória” devido a seu preço aliado a um belo potencial de evolução.

LEE SEUNG-WOO
Meia-atacante
20 anos
Hellas Verona (ITA)
Coreia do Sul

O camisa 10 da seleção sul-coreana foi criado na base do Barcelona e passou a adolescência toda sendo comparado a Lionel Messi. Mas, sem chance na equipe principal do clube catalão, acabou negociado com o Hellas Verona no ano passado. Em sua primeira temporada como profissional, Lee Seung-woo não conseguiu justificar o apelido de “Messi sul-coreano” e fez apenas um gol em 16 partidas. Mas fez o suficiente para ganhar a chance de disputar sua primeira Copa do Mundo.


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7 brasileiros que já se sagraram campeões nesta temporada europeia
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Rafael Reis

A temporada 2017/18 do futebol europeu só acaba na segunda metade do próximo mês. Mesmo assim, já há muitos jogadores com sensação de dever cumprido.

Três das ligas nacionais mais importantes do continente (Inglesa, Alemã e Francesa) já conhecem há algum tempo seus campeões. O Campeonato Espanhol também prestes a consagrar mais uma vez uma Barcelona.

Apresentamos abaixo sete jogadores brasileiros que já sabem que não vão passar 2018 em branco. Mesmo antes do encerramento da temporada, eles já conquistaram algum título nos países onde atuam.

NEYMAR
Paris Saint-Germain (FRA)
Campeão francês e da Copa da Liga Francesa
Outros brasileiros: Daniel Alves, Thiago Silva e Marquinhos

A primeira temporada do astro na Cidade Luz não foi tão boa quanto ele sonhava. O brasileiro caiu nas oitavas de final da Liga dos Campeões e sofreu uma fratura no pé direito que o tirou de boa parte da segunda metade da temporada. Mesmo assim, houve motivos para Neymar sorrir em Paris. Enquanto se recuperava da lesão, o camisa 10 viu o PSG vencer a Copa da Liga e recuperar a hegemonia no Campeonato Francês. A equipe dirigida por Unai Emery ainda pode conquistar mais um troféu em 2017/18. No dia 8 de maio, enfrenta o Les Herbies, da terceira divisão, na final da Copa da França.

GABRIEL JESUS
Manchester City (ING)
Campeão inglês e da Copa da Liga Inglesa
Outros brasileiros: Ederson, Danilo e Fernandinho

A primeira temporada completa de Gabriel Jesus na Inglaterra não foi tão brilhante quanto os seis meses iniciais da sua trajetória no futebol europeu. Mas, apesar de ter ido parar no banco de reservas do Manchester City, o atacante teve o prazer de ajudar Pep Guardiola a levantar mais dois troféus. Em fevereiro, sagrou-se campeão da Copa da Liga, após vencer uma final contra o Arsenal. Dois meses depois, veio o tão esperado título inglês, conquistado com cinco rodadas de antecipação.

RAFINHA
Bayern de Munique (ALE)
Campeão alemão

O veterano de 32 anos foi uma espécie de 12º titular do Bayern de Munique durante a temporada e se revezou entre as laterais direita, sua especialidade, e esquerda. Com o clube bávaro, Rafinha conquistou seu sexto título alemão consecutivo e ainda pode levantar mais duas taças expressivas, já que o Bayern continua vivo na Liga dos Campeões da Europa e vai enfrentar o Eintracht Frankfurt na decisão da Copa da Alemanha.

BRUNO CÉSAR
Sporting (POR)
Campeão da Taça da Liga de Portugal
Outro brasileiro: Wendel

O ex-meia de Corinthians e Palmeiras está em segundo plano na briga pelo título português desta temporada, mas viu seu Sporting se tornar o rei das competições de mata-mata na terra de Cristiano Ronaldo. Ainda em janeiro, a equipe de Lisboa conquistou a Taça da Liga ao derrotar nos pênaltis o Vitória de Setúbal, após empate por 1 a 1 nos 120 minutos. No dia 20 de maio, a decisão é contra o Desportivo Aves e vale o título da Taça de Portugal.

MAURO JÚNIOR
PSV Eindhoven (HOL)
Campeão holandês

Praticamente desconhecido em sua terra natal, o garoto de 18 anos que foi revelado pelo Desportivo Brasil e chegou à Europa nesta temporada já pode colocar no currículo seu primeiro título como profissional, o de campeão holandês. O meia teve participação discreta na 24ª conquista do PSV Eindhoven: disputou apenas 14 partidas, marcou um gol e distribuiu quatro assistências.

ERIC BOTTEGHIN
Feyenoord (HOL)
Campeão da Copa da Holanda

Campeão holandês em 2016/17, o time de Roterdã passou longe da briga pelo título nacional nesta temporada. No entanto, não vai encerrar 2018 de mãos abanando. O Feyenoord conquistou no domingo passado a Copa da Holanda ao derrotar o AZ Alkmaar por 3 a 0 na decisão. O zagueiro brasileiro Eric Bottegin (ex-Internacional e Barueri), que passou boa parte dos últimos meses se recuperando de uma lesão no joelho, entrou no final da partida.

RODRIGO GALO
AEK Atenas (GRE)
Campeão grego

Depois de sete temporadas consecutivas de domínio do Olympiacos, o Campeonato Grego teve nesta temporada um novo campeão. O AEK Atenas se sagrou campeão helênico pela primeira vez no século e encerrou um jejum de 34 anos. O representante brasileiro na conquista foi o lateral direito Rodrigo Galo, ex-Avaí, que atua no futebol europeu há dez anos e passou a maior parte da carreira em Portugal.


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Falta de gols e finalizações: Gabriel Jesus vive pior semestre na Europa
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Rafael Reis

Gabriel Jesus pode conquistar neste sábado o primeiro título inglês de sua carreira. E justamente em um confronto contra o Manchester United, o maior adversário do seu time, o Manchester City.

Mas engana-se quem pensa que esse é um momento de festa para o atacante titular da seleção brasileira.

Além da derrota por 3 a 0 para o Liverpool, na quarta, que deixou o City à beira da eliminação nas quartas de final da Liga dos Campeões da Europa, o ex-jogador do Palmeiras tem um outro grande motivo para estar preocupado: sua fase.

O garoto de 21 anos vive seu pior semestre desde que chegou à Europa, em janeiro de 2017.

Hoje reserva do argentino Sergio Agüero, que está machucado, o camisa 33 marcou apenas duas vezes em sete partidas disputadas neste início de ano. A média de 0,28 gol por jogo é bem pior que a de 0,37 do semestre passado e que a de 0,64 registrada na temporada passada.

A queda no volume de gols de Gabriel Jesus não é uma mera questão de falta de pontaria. O brasileiro está cada vez participando menos das ações ofensivas da equipe comandada por Pep Guardiola.

Segundo o “WhoScored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, a quantidade de finalizações do brasileiro vem caindo progressivamente.

Em seu semestre de estreia no City, ele finalizava em média 2,4 vezes por partida. Esse número caiu para 1,9 entre agosto e dezembro de 2017. E agora, não chega nem a 0,9.

Não à toa, Gabriel Jesus ficou muito irritado com seu desempenho na partida contra o Liverpool. Apesar de ter ficado em campo durante os 90 minutos, só deu um chute a gol e, ainda por cima, recebeu cartão amarelo por reclamação.

“Foi uma das minhas piores partidas. Não consegui movimentar e nem finalizar. Não tem como estar feliz”, afirmou.

A fase negativa de Gabriel Jesus não poderia vir em um momento pior. Na reta final da temporada, o City precisa confirmar o título inglês e enfrenta os mata-matas decisivos da Champions, título que o clube nunca conquistou.

Além disso, faltam apenas dois meses para a Copa do Mundo, e Roberto Firmino, o principal rival do ex-Palmeiras pela vaga de titular do ataque da seleção brasileira, está voando. O camisa 9 do Liverpool marcou seis vezes e deu cinco assistências em suas últimas 12 apresentações pelo clube inglês.

O City lidera a Premier League com 84 pontos, 16 a mais que o United, segundo colocado. Para ser campeão já neste sábado, com seis rodadas de antecipação, precisa vencer o dérbi de Manchester, que será disputado a partir das 13h30 (de Brasília), no Etihad Stadium.


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Brasil é o país que mais vende para o exterior, mas só o 7º que mais fatura
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Rafael Reis

Em 2017, nenhum futebol do planeta vendeu tantos jogadores para o exterior quanto o brasileiro. E nenhum outro país se reforçou tanto com atletas que estavam no estrangeiro quanto o único pentacampeão mundial.

É isso que aponta o “Global Transfer Market Report” (“Relatório do Mercado Global de Transferências”, em tradução livre para o português), disponibilizado pela Fifa na última terça-feira.

De acordo com o documento, produzido a partir dos dados de todas as transferências internacionais seladas no ano passado, o Brasil foi o protagonista do Mercado da Bola em 2017.

Entre janeiro e dezembro, os clubes brasileiros (dos mais diferentes escalões do futebol nacional) negociaram um total de 821 atletas para times do exterior. Esse número é 1,7% maior que em 2016, quando a terra de Neymar e cia também liderou o ranking.

A maior venda de 2017 foi feita pelo Palmeiras. A transferência de Gabriel Jesus para o Manchester City, registrada no primeiro dia do ano passado, movimentou 32,7 milhões de euros (R$ 128 milhões).

O mercado mais comum dos jogadores vendidos por equipes brasileiras não é surpresa para ninguém. No ano passado, o Brasil fez 169 transferências de jogadores para Portugal, sua antiga metrópole.

Esse montante equivale a quase 30% de todos os atletas que os clubes lusitanos buscaram no exterior ao longo do último ano.

Além das vendas internacionais, o Brasil também aparece no topo da lista dos países que mais compraram atletas fora de suas fronteiras em 2017.

Segundo o relatório da Fifa, foram 748 negócios desse tipo, um aumento de 10,2% na comparação com o ano anterior.

No entanto, ao contrário de Inglaterra (732 compras internacionais), Espanha (471), Alemanha (401), Itália (352) e França (336), a maior parte das contratações feitas no exterior por clubes brasileiros não é de estrangeiros que se destacaram em alguma liga menor, mas sim repatriamento de jogadores locais que estavam expatriados.

Essa é só uma das características que diferem o Brasil dos mercados mais ricos do futebol mundial.

Outra dessas diferenças fica evidente no documento apresentado pela Fifa. Apesar de ser o país que mais negociou atletas com o exterior durante 2017, o Brasil ocupa apenas o sétimo lugar no ranking das nações que mais arrecadaram com transferências internacionais.

As 821 vendas feitas por clubes brasileiros para o mercado externo durante o último ano movimentaram US$ 298,8 milhões (cerca de R$ 946 milhões). As equipes da Itália, por exemplo, faturaram 70% a mais com aproximadamente metade das transferências –foram 415 vendas que geraram US$ 508,3 milhões (R$ 1,6 bilhão).

Cada venda internacional feita por um clube do Brasil em 2017 custou em média US$ 364 mil (pouco mais de R$ 1,1 milhão). Já a média das transferências feitas pelos italianos ficou na casa de US$ 1,2 milhão (R$ 3,8 milhões). A dos espanhóis foi ainda mais alta: quase US$ 1,5 milhão (R$ 4,8 milhões).

Ou seja, o Brasil pode até ser o país que mais vende jogadores para o exterior. Mas está longe de ser o que vende melhor.

TRANSFERÊNCIAS PARA O EXTERIOR EM 2017

1º – Brasil – 821 (US$ 298,8 milhões)
2º – Inglaterra – 767 (US$ 655,5 milhões)
3º – Espanha – 565 (US$ 840,4 milhões)
4º – Portugal – 537 (US$ 803,3 milhões)
5º – Argentina – 486 (US$ 204 milhões)
6º – Alemanha – 424 (US$ 483,9 milhões)
7º – França – 422 (US$ 643,9 milhões)
8º – Itália – 415 (US$ 508,3 milhões)


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Time de Romarinho no Mundial é “irmão” do Manchester City; entenda o caso
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Rafael Reis

Autor do gol que classificou o Al-Jazira para as quartas de final do Mundial de Clubes, o atacante brasileiro Romarinho está na mesma folha de pagamentos de Gabriel Jesus, Kevin de Bruyne, Pep Guardiola e outros astros de primeira grandeza do futebol mundial.

Isso porque o dinheiro que sustenta o atual campeão dos Emirados Árabes Unidos, que neste sábado desafia o Urawa Reds (JAP) por vaga na semifinal do torneio da Fifa, é o mesmo que banca o poderoso Manchester City, atual líder do Campeonato Inglês.

Os dois clubes pertencem ao mesmo homem, o xeque Mansour bin Zayed Al Nahyan, integrante da família real de Abu Dhabi e meio-irmão do presidente do país, Khalifa bin Zayed Al Nahyan.

Integrante de uma família cuja fortuna é tão grande que nem a revista “Forbes”, especialista em listar os bilionários do planeta, consegue estimar com precisão, o dono do Al Jazira e do City foi o grande responsável por colocar os Emirados Árabes no mapa do esporte mundial.

Fanático por automobilismo, foi ele que negociou a entrada do país no calendário da F-1. E fã de futebol, também liderou as conversas para levar o Mundial de Clubes para sua terra-natal – os Emirados, que já foram sede em 2009 e 2010, recebem o torneio pela terceira vez.

O Al Jazira foi a primeira experiência de Mansour Al Nahyan no mundo do futebol. O xeque não poupou dinheiro para levar ao Oriente Médio estrelas do porte de George Weah, melhor jogador do mundo em 1995, e do holandês Philipp Cocu, investiu em vários treinadores brasileiros (Abel Braga, Caio Júnior, Paulo Bonamigo), mas jamais conseguiu transformar o clube em uma potência –venceu apenas duas ligas nacionais e nunca ganhou a Champions asiática.

O magnata de Abu Dhabi só mudou de patamar em 2008, quando fez sua jogada mais ousada: adquirir o Manchester City e tentar transformá-lo em um dos times de futebol mais poderosos do planeta.

Desde então, o xeque já investiu mais de 1,4 bilhão de euros (R$ 5,3 bilhões) só em contratações para o time inglês. O título da Liga dos Campeões ainda não veio, mas o time mais conhecido de Mansour Al Nahyan já faturou duas Premier Leagues e, na atual temporada, caminha para a terceira conquista.

Além do City e do Al Jazira, o xeque possui participações (majoritárias ou minoritárias) em pelo menos outros cinco clubes, de continentes diferentes: New York City, que disputa a MLS (Major League Soccer), a elite do futebol nos EUA, Melbourne City, da Austrália, Yokohama Marinos, do Japão, Girona, da Espanha, e Torque, do Uruguai.

Como se pode ver, a família de Mansour Al Nahyan no futebol é bem grande. E engloba Romarinho, Gabriel Jesus, Kevin De Bruyne, Pep Guardiola e tantos outros.


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Medalha de prata em eficiência, Gabriel Jesus é mais letal que Messi e Kane
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Rafael Reis

Centroavante titular da seleção brasileira e uma das principais esperanças de Tite para a Copa do Mundo-2018, Gabriel Jesus precisa de menos oportunidades para marcar um gol que Cavani, Neymar, Lewandowski, Harry Kane, Messi e Cristiano Ronaldo.

De acordo com o “Who Scored?”, site especializado na cobertura das estatísticas do futebol, o garoto de 20 anos é o segundo jogador mais letal entre os goleadores dos principais clubes do planeta.

Vice-artilheiro do Campeonato Inglês, o camisa 33 do Manchester City precisou de apenas 24 finalizações para anotar seus oito gols na competição. Ou seja, a cada três arremates, ele deixa uma bola na rede.

O aproveitamento de 33,3% das conclusões é muito superior ao de outros jogadores mundialmente conhecidos pelo faro artilheiro que possuem.

Lionel Messi, por exemplo, transforma em gols apenas 16,7% de suas finalizações na atual temporada do Espanhol. A marca de Luis Suárez, seu companheiro de ataque no Barcelona, é ainda mais baixa: 14,3%.

Já Harry Kane, do Tottenham, ostenta aproveitamento de 12,% dos seus chutes e cabeçadas a gol. Robert Lewandowski, o artilheiro do Bayern de Munique, vai melhor, mas ainda não alcança Gabriel Jesus: 29,5%.

Dentre os homens-gol das principais equipes do mundo, apenas um é mais letal que o jovem brasileiro: Radamel Falcao García. O centroavante colombiano transformou em bolas na rede 40,6% de suas finalizações no Francês –é o vice-artilheiro do torneio, com 13 gols.

Outros dois jogadores que disputam a Ligue 1 completam o top 4 dos atacantes mais eficientes da elite: o uruguaio Edinson Cavani (32,6%) e o brasileiro Neymar (32,1%), ambos do Paris Saint-Germain.

A eficiência de Gabriel Jesus está ligada a três fatores. O primeiro é a evolução na sua capacidade de finalização. O atacante, que perdia um número razoável de gols quando vestia a camisa do Palmeiras, amadureceu e agora raramente desperdiça as oportunidade mais claras que aparecem.

Além disso, seu posicionamento e o estilo de jogo do City favorecem essa conta. O brasileiro vem sendo chamado de “artilheiro dos gols fáceis”, já que parte considerável dos seus tentos consiste apenas em empurrar a bola para as redes com o goleiro já batido.

Isso se deve à sua capacidade de antever as jogadas e se posicionar corretamente dentro da área para receber as assistências dos seus companheiros e também à forma de jogar da equipe de Guardiola, que prioriza os toques curtos e costuma trocar passes até a pequena área adversária.

É por isso que o “artilheiro dos gols fáceis” é também um dos atacantes mais letais da atualidade.

APROVEITAMENTO DOS PRINCIPAIS ATACANTES DO MUNDO*

1º – Falcao García (Monaco) – 40,6% de eficiência (13 gols em 32 finalizações)
2º – Gabriel Jesus (Manchester City) – 33,3% (8 gols em 24 finalizações)
3º – Edinson Cavani (PSG) – 32,6%  (15 gols em 46 finalizações)
4º – Neymar (PSG) – 32,1% (9 gols em 28 finalizações)
5º – Mauro Icardi (Inter de Milão) – 29,5% (13 gols em 44 finalizações)
Robert Lewandowski (Bayern) – 29,5% (13 gols em 44 finalizações)
7º – Ciro Immobile (Lazio) – 28,8% (15 gols em 52 finalizações)
8º – Sergio Agüero (Manchester City) – 27,6% (8 gols em 29 finalizações)
9º – Alvaro Morata (Chelsea) – 25,8% (8 gols em 31 finalizações)
10º – P.E. Aubameyang (B. Dortmund) – 23,8% (10 gols em 42 finalizações)
11º – Mohamed Salah (Liverpool) – 21,4% (9 gols em 42 finalizações)
12º – Dries Mertens (Napoli) – 20,4% (10 gols em 49 finalizações)
13º – Romelu Lukaku (Manchester United) – 19% (8 gols em 42 finalizações)
14º – Paulo Dybala (Juventus) – 19,7% (12 gols em 61 finalizações)
15º – Lionel Messi (Barcelona) – 16,7% (12 gols em 72 finalizações)
16º – Luis Suárez (Barcelona) – 14,3%¨(5 gols em 35 finalizações)
17º – Harry Kane (Tottenham) – 12,5% (8 gols em 64 finalizações)
18º – Cristiano Ronaldo (Real Madrid) 0,2% (1 gol em 55 finalizações)

*em campeonatos nacionais, na temporada 2017/18, segundo o “Who Scored?”

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Artilheiro em Portugal, Jonas supera até Neymar e iguala recorde de Eusébio
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Rafael Reis

Neymar, Gabriel Jesus, Firmino? Nada disso, o brasileiro mais bem classificado na atual edição da Chuteira de Ouro não é nenhum dos atacantes que vêm sendo convocados por Tite para a seleção.

Aos 33 anos e ausente das listas da seleção desde o fim da era Dunga (disputou a Copa América Centenário, em junho de 2016), Jonas é o principal goleador brasileiro das ligas nacionais europeias nesta temporada.

O camisa 10 do Benfica é o artilheiro do Campeonato Português, com 13 gols em 11 partidas, e ostenta uma marca impressionante: balançou as redes em nove rodadas consecutivas da competição –um recorde que agora compartilha com outras duas lendas do clube, Julinho (1949/50) e Eusébio (1964/65).

O número de bolas que já empurrou para as redes nesta temporada vale a Jonas a 21ª colocação na Chuteira de Ouro, com 19,5 pontos, mais do que qualquer outro dos seus compatriotas.

Quem mais se aproxima da marca de Jonas é João Morelli, que atua no futebol da Estônia e é o 28º no ranking dos artilheiros da Europa. Neymar, Firmino e Gabriel Jesus não estão nem entre os 50 primeiros colocados.

Pela segunda semana consecutiva, quem ocupa a liderança da Chuteira de Ouro é o italiano Ciro Immobile, da Lazio, que acumula 14 gols no Campeonato Italiano e 28 pontos na classificação dos artilheiros.

O centroavante da Azzurra é seguido de perto pelos estonianos Albert Prosa e Rauno Sappinen, que têm 27 pontos cada.

Os astros Falcao García, Cavani, Messi, Lewandowski, Dybala, Icardi e Fekir também fazem parte do top 10 dos artilheiros da temporada no Velho Continente.

O atual vencedor da Chuteira de Ouro é Messi, que somou 74 pontos (37 gols) na última temporada. O argentino divide com Cristiano Ronaldo (Real Madrid) o posto de maior vencedor do prêmio. Cada um deles já levou quatro troféus para casa.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Ciro Immobile (ITA, Lazio) – 28 pontos (14 gols)
2º – Albert Prosa (EST, Tallinn) – 27 pontos (27 gols)
Rauno Sappinen (EST, Flora) – 27 pontos (27 gols)
4º – Radamel Falcao García (COL, Monaco) – 26 pontos (13 gols)
Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 26 pontos (13 gols)
6º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 24 pontos (12 gols)
Igor Angulo (ESP, Gornik Zabrze) –  24 pontos (16 gols)
8º – Gerard Gohou (CMF, Kairat Almaty) – 23 pontos (23 gols)
9º – Mikhail Gordeichuk (BLR, BATE Borisov) – 22,5 pontos (15 gols)
10º – Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 22 pontos (11 gols)
Paulo Dybala (ARG, Juventus) – 22 pontos (11 gols)
Mauro Icardi (ARG, Inter de Milão) – 22 pontos (11 gols)
Nabil Fekir (FRA, Lyon) – 22 pontos (11 gols)


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Firmino elogia “rival” Gabriel Jesus e ainda não se vê na Copa-2018
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Rafael Reis

Sete gols na atual temporada, a titularidade do Liverpool e mais de um ano consecutivo sem ficar fora de uma convocação da seleção brasileira por critérios técnicos. Aos 26 anos, Roberto Firmino parece nome certo na lista de Tite para a Copa do Mundo-2018.

Só que o atacante não acha isso. Para Firmino, “muito difícil dizer que atleta A ou B está garantido na lista final para a Copa do Mundo” e é preciso continuar trabalhando duro para conseguir realizar seu sonho de infância e viajar para a Rússia em junho do próximo ano.

Natural de Alagoas, Firmino era praticamente um desconhecido no Brasil quando, após duas temporadas como profissional, trocou o Figueirense pelo Hoffenheim, da Alemanha.

As primeiras chances na seleção vieram em 2014, quando era um dos destaques da Bundesliga. No ano seguinte, desembarcou no badalado do Campeonato Inglês como uma contratação de 41 milhões de euros (R$ 156 milhões) do Liverpool.

Em entrevista ao “Blog do Rafael Reis”, Firmino falou sobre a adaptação ao posto de centroavante, revelou a importância do técnico Jürgen Klopp no seu crescimento como jogador e fez vários elogios a Gabriel Jesus, seu titular na seleção.

“É um garoto de ouro e merece todo o sucesso que vem fazendo.”

Confira abaixo a íntegra do bate-papo com o atacante do Liverpool, que enfrenta nesta sexta-feira o Japão e joga na próxima terça (14) contra a Inglaterra.

Desde sua chegada ao futebol europeu, você nunca foi tão centroavante quanto agora. Por que houve essa mudança no seu posicionamento? Como foi a adaptação a essa função?
Acredito que o trabalho do treinador seja esse de achar a melhor posição para os atletas que tem no elenco. Temos jogadores que atuam mais pelo lado, como o Mané e o Salah, além do Philippe Coutinho, que faz um papel de vir mais de trás. O Klopp vem usando bastante essa formação e tem dado certo. Espero que os gols continuem saindo e o Liverpool vencendo suas partidas.

Este início de temporada tem sido o melhor da sua carreira, pelo menos em relação ao número de gols marcados. Por que você tem feito tantos gols?
É difícil definir um motivo específico para um bom momento de um atleta. Estou entrando na minha terceira temporada pelo Liverpool e a cada ano que passa me sinto mais à vontade, mais em casa, e isso é muito positivo pra mim. Ter a oportunidade de trabalhar com o Klopp foi muito bom para o meu desenvolvimento. Ele é um treinador que cobra muito, tem muita experiência e entende muito de futebol.

O quanto o Klopp, que já te conhecia desde a Alemanha, ajudou a fazer o seu futebol crescer?
O Klopp é um cara fantástico. Tem aquele jeito diferente de comemorar os gols, é bastante agitado, mas é uma pessoa incrível. O Liverpool acertou em cheio quando trouxe ele pra cá e, certamente, esse crescimento do clube nas últimas temporadas passa diretamente pelas mãos dele. Espero que no final da temporada possamos comemorar um título juntos para celebrar esse excelente trabalho desenvolvido por ele.

Faz mais de um ano que você não fica fora de uma convocação da seleção por critérios técnicos. Sua vaga na Copa já está garantida?
Acho muito difícil dizer que atleta A ou B está garantido na lista final para a Copa do Mundo. É um sonho que tenho desde criança, trabalhei minha carreira inteira para defender a seleção, e disputar uma Copa é algo que sempre me imaginei fazendo parte. Fico feliz pelas convocações do professor Tite, mas ainda temos um longo caminho até a Rússia. Tenho que continuar focado em fazer bem meu trabalho aqui no Liverpool, para, se Deus quiser, estar na lista final.

Você sentiu preconceito de parte da torcida e da imprensa nas primeiras convocações para a seleção por ser um cara pouco conhecido dentro do Brasil?
Não senti isso diretamente comigo. Como saí muito cedo, depois de apenas um ano como profissional no Figueirense, seria natural que algumas pessoas não me conhecessem. Quando fui convocado pela primeira vez, em 2014, pelo professor Dunga, foi uma sensação especial, única. Mas aquela primeira vez foi resultado do bom momento que eu vivia no Hoffenheim, da Alemanha. Quando vi meu nome pela primeira vez, fui surpreendido e, naquele momento, coloquei na cabeça que trabalharia muito para me manter sempre dentro do grupo da seleção.

Quando você deixou o Figueirense para se arriscar em um quase desconhecido Hoffenheim conseguia imaginar que um dia estaria prestes a disputar uma Copa do Mundo?
Copa do Mundo e seleção brasileira são, obrigatoriamente, os sonhos de qualquer jogador, desde criança, e comigo nunca foi diferente. Batalhei muito para chegar aonde estou e sei que ainda preciso trabalhar bastante para me manter no radar do professor Tite. A Copa do Mundo está cada vez mais próxima, mas até lá preciso manter um futebol de alto nível aqui no Liverpool e ajudar o clube a conquistar os objetivos na temporada.

O Gabriel Jesus virou uma espécie de mania na Inglaterra e hoje é titular na seleção. É possível roubar a vaga dele até a Copa?
O Gabriel Jesus é mais um ótimo talento que o futebol brasileiro revelou nos últimos anos. Chegou aqui no Manchester City com personalidade, lidou bem com a pressão de atuar em uma das ligas mais competitivas do mundo e vem correspondendo dentro de campo, tanto com a camisa do City quanto com a da seleção. É um garoto de ouro e merece todo o sucesso que vem fazendo.

Seu último título foi a Série B do Campeonato Brasileiro, sete anos atrás. E qual será o próximo? A Copa do Mundo?
Estou com boas expectativas para a minha temporada aqui no Liverpool. O clube montou um elenco forte, mantivemos a base do último ano e estamos fazendo um bom início de Premier League e Champions League. Ainda é cedo para falar em títulos, mas certamente temos objetivos na temporada e estamos trabalhando muito para alcançá-los.


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7 histórias de brasileiros para acompanhar de perto na temporada europeia
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Rafael Reis

A temporada 2017/18 das principais ligas nacionais da Europa acabou de começar. Ao longo dos próximos meses, o fã de futebol irá acompanhar incontáveis histórias de sucesso, fracasso, superação, declínio e dor nos gramados do Velho Continente.

Várias delas terão jogadores brasileiros como protagonistas. Alguns deles, nomes consagrados do primeiro escalão da modalidade. Outros, anônimos que deixaram o país cedo em busca de uma vida melhor para sua família.

Conheça abaixo sete histórias de brasileiros que merecem ser acompanhadas de perto na atual temporada, que, vale lembrar, desembocará na disputa da Copa do Mundo-2018, na Rússia.

NEYMAR, REI DA FRANÇA E IMPERADOR DO MUNDO?

A tentativa de Neymar de levar o Paris Saint-Germain ao inédito título da Liga dos Campeões e de fazer de si mesmo o melhor jogador do planeta é a grande história da nova temporada europeia. É para cumprir esses dois objetivos que o atacante brasileiro deixou o Barcelona para se transformar na contratação mais cara da história do futebol: 222 milhões de euros (R$ 829 milhões).

QUAL O TAMANHO DE PAULINHO?

O próprio meio-campista admitiu que, aos 29 anos, não esperava mais ter a oportunidade de vestir a camisa de um clube do tamanho do Barcelona. Mas, por inúmeras razões, essa chance lhe foi dada. E agora o brasileiro terá a missão de mostrar para o planeta que não é aquele jogador que fracassou no Tottenham, mas sim um meia que deixou saudades no Corinthians e brilha com a camisa da seleção.

GABRIEL JESUS: O NÚMERO 2 DA SELEÇÃO

A cria do Palmeiras apareceu como um fenômeno na segunda metade da última temporada na Inglaterra. Em seus 11 primeiros jogos pelo Manchester City, marcou sete gols e encantou Pep Guardiola. Agora, com uma temporada inteira pela frente, o jovem atacante brasileiro precisa provar que merece sim a titularidade do clube inglês. Afinal, a seleção espera que seu “número 2” chegue voando à Copa do Mundo.

DAVID LUIZ VOLTOU PARA FICAR?

O zagueiro foi a melhor surpresa brasileira da temporada passada. De volta ao Chelsea, David Luiz foi um dos destaques da conquista do Campeonato Inglês e descolou até mesmo um retorno para a seleção. A dúvida é se o camisa 30 conseguirá manter a seriedade e um futebol de alto nível por mais dez meses. Tite está de olho.

A CHANCE DE ALISSON

Reserva em sua primeira temporada na Roma, o goleiro cansou de ver/ler críticas de que a situação poderia ameaçar seu posto de titular da seleção brasileira. Com a saída de Szczesny para a Juventus, Alisson herdou a titularidade da meta do time italiano e agora tem a oportunidade de provar que não há nenhum impedimento para que ele seja o camisa 1 brasileiro na Rússia.

HÁ VAGA PARA FABINHO?

Não importa se vai permanecer no Monaco, clube que defende desde 2015, ou se vai migrar para o Paris Saint-Germain, que está louco para contratá-lo. Fabinho tem só uma temporada para convencer Tite de que merece uma chance no time que vai para a próxima Copa do Mundo. Para boa parte dos europeus que veem semanalmente o meia brasileiro, sua ausência na seleção não faz muito sentido.

O CANDIDATO A REVELAÇÃO

Revelado no Flamengo, Jorge quase não jogou em seus primeiros seis meses de Europa. Contratado pelo Monaco em janeiro, o brasileiro fez apenas cinco partidas em sua temporada de estreia no Velho Continente. Mas, com a ida de Mendy para o Manchester City, o carioca assumiu a lateral esquerda do Monaco, tem jogado bem e desponta como principal candidato a revelação brasileira no futebol europeu em 2017/18.


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Mais que Jesus: 7 motivos para acompanhar de perto o Campeonato Inglês
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Rafael Reis

Sucesso global de crítica e público, o Campeonato Inglês começa nesta sexta-feira apostando na competitividade para fidelizar os torcedores.

Enquanto as outras principais ligas nacionais da Europa têm um ou dois favoritos destacados ao título, a Premier League conta com um leque bem maior de candidatos a levantar o troféu de campeão.

Por diferentes motivos, Chelsea, Manchester City, Manchester United e Tottenham largam em vantagem. Mas Arsenal e Liverpool estão sempre rondando as primeiras colocações. E há ainda a possibilidade de uma nova zebra histórica, como a protagonizada pelo Leicester em 2016.

Por isso, quando a bola rolar nesta sexta para Arsenal x Leicester, teremos o início da mais equilibrada liga nacional de primeiro escalão do futebol europeu.

Mas essa não é a única atração da Premier League. Conheça abaixo 7 motivos para acompanhar de perto a temporada 2017/18 do Campeonato Inglês:

MENINO JESUS

Gabriel Jesus chegou ao Manchester City em janeiro e não demorou para mostrar a que veio. Foram 7 gols em 11 partidas, marca que lhe transformou em titular absoluto da equipe de Pep Guardiola. Agora, o jovem camisa 9 da seleção brasileira fará sua primeira temporada completa na Inglaterra e terá para municiá-lo um elenco bem mais recheado de opções do que o de antes das férias. Um prato cheio para quem tem fome de gol.

SHOW DO BILHÃO

Nenhum país do mundo gasta tanto em contratações quanto a Inglaterra. Faltando ainda mais de duas semanas para o fechamento da janela de transferências, os clubes da Premier League já torraram 1,12 bilhão de euros (R$ 4,1 bilhões) em novos jogadores para esta temporada. O reforço mais caro é o centroavante belga Romelu Lukaku, que trocou o Everton pelo Manchester United em um negócio que movimentou 84,7 milhões de euros (R$ 313 milhões).

A REVOLUÇÃO DE PEP

Decepcionado com a primeira temporada sem título em sua carreira como treinador, Guardiola resolveu radicalizar. Resultado, fez do Manchester City o time do planeta que mais gastou com contratações nesta temporada. Com os 240,5 milhões de euros (R$ 889 milhões) investidores pelo clube inglês, Pep levou para Manchester o goleiro Ederson, os laterais Danilo, Kyle Walker e Benjamin Mendy, além do meia-atacante Bernardo Silva e do jovem brasileiro Douglas Luiz, que foi emprestado ao Girona.

O FANTASMA DE FERGUSON

Maior campeão inglês da história, o Manchester United não conquista o título nacional desde a aposentadoria de Alex Ferguson, em 2013. O escocês David Moyes e o holandês Louis van Gaal, os dois primeiros substitutos do histórico treinador, falharam na tarefa de substituído. Desde o ano passado, essa missão cabe a José Mourinho. Em sua temporada de estreia, ele passou longe de vencer a Premier League, mas pelo menos faturou a Liga Europa e recolocou o United na Champions. Será que chegou a hora do fim do jejum?

ESTRANHO NO NINHO

Enquanto os clubes ingleses gastam milhões em busca de reforços badalados e caríssimos, o Tottenham prefere manter a base e apostar em jovens promessas formadas em casa. A estratégia tem dado certo, e o time foi vice-campeão da última Premier League. Nesta temporada, o técnico argentino Mauricio Pochettino resolveu radicalizar e ainda não gastou um centavo sequer para reforçar seu elenco.

WENGER ETERNO

Entra temporada, sai temporada, e a pergunta permanece: até quando Arsène Wenger vai continuar à frente do Arsenal. O francês dirige o clube londrino desde 1996 e, pela primeira vez, não conseguiu classificá-lo para a Liga dos Campeões da Europa. Motivo para demissão? Que nada. Wenger renovou contrato por mais duas temporadas e só deve deixar o Emirates Stadium em 2019.

BOM FILHO

Principal jogador da Inglaterra nos últimos tempos, Wayne Rooney está de volta ao clube onde começou a carreira. Treze anos depois de deixar o Everton para se tornar ídolo no Manchester United, o atacante vai voltar a vestir a camisa azul do tradicional time de Liverpool. Aos 31 anos, Rooney ainda tem muita lenha para queimar, apesar do declínio físico e técnico das temporadas mais recentes. Pelo menos, é nisso que o Everton acredita.


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