Blog do Rafael Reis

Arquivo : flamengo

Polêmico, agente de Arrascaeta já teve atrito com Cavani e xingou Suárez
Comentários Comente

Rafael Reis

Responsável pela carreira do meia Giorgian de Arrascaeta e pela tentativa de tirá-lo do Cruzeiro para levá-lo ao Flamengo para esta temporada, o empresário Daniel Fonseca tem uma história marcada por polêmicas e já se desentendeu publicamente com os dois principais astros do futebol uruguaio na atualidade, Luis Suárez (Barcelona) e Edinson Cavani (Paris Saint-Germain).

O agente, que defendeu Napoli, Roma e Juventus nos tempos de jogador e até disputou a Copa do Mundo-1990 pelo Uruguai, já gerenciou a carreira das duas estrelas da Celeste Olímpica. Mas, em ambos os casos, a relação terminou em barracos e trocas de ofensas.

Crédito: Vinnicius Silva/Cruzeiro E.C.

Em 2016, Suárez acusou Fonseca de ainda lhe dever US$ 200 mil (R$ 744 mil, na cotação atual) relativos à sua transferência do Nacional (URU) para o Groningen (HOL), realizada nove anos antes.

A resposta do empresário não poderia ter sido mais dura. O agente chamou o camisa 9 de “mentiroso” e “sem vergonha”. Também disse que a estrela do Barça tem “problemas mentais” e que deveria “trocar de psicólogo ou procurar um psiquiatra”, já que os tratamentos ao qual estava se submetendo não estavam dando resultado.

O desentendimento com Cavani teve proporções um pouco menores, mas também deu o que falar. O agente trabalhou na negociação da saída do centroavante do futebol uruguaio (Danubio) para o Palermo (ITA), em 2007.

Quatro anos depois, quando já não havia mais relação profissional entre os dois, Fonseca disse à TV italiana Sky Sports que havia ficado doente pela forma com que havia sido tratado pelo jogador e que apenas Deus poderia perdoá-lo. Posteriormente, o empresário alegou que seu desabafo havia sido feito fora do ar e que não deveria ter sido exibido.

A relação do ex-atacante com os clubes uruguaios também não é das melhores. O Liverpool de Montevidéu, por exemplo, proibiu há dois anos seus jogadores de serem representados pelo polêmico agente. O Nacional também não vê com bons olhos Fonseca desde que ele forçou a saída da promessa Rodrigo Amaral para o Racing (ARG).

Apesar dos vários atritos acumulados ao longo da carreira, o agente ainda tem vários jogadores importantes na sua carteira de clientes. O goleiro Fernando Muslera (Galatasaray) e o zagueiro/lateral Martín Cáceres (Lazio), além de Arrascaeta, são gerenciados por ele.

A relação entre Fonseca e o camisa 10 do Cruzeiro começou quando o meia ainda defendia o Defensor Sporting, clube em que iniciou a carreira e de onde se transferiu para o atual campeão da Copa do Brasil.

Os atritos entre o empresário e a diretoria mineira explodiram na semana passada. Com uma proposta do Flamengo em mãos, Arrascaeta vem faltando aos treinos da pré-temporada do time do técnico Mano Menezes desde quinta-feira.

O jogador já pediu para deixar o clube e se transferir para o Rio de Janeiro. Em nota oficial, o Cruzeiro culpou o agente pelas desavenças. “O Sr. Daniel Fonseca, a todo tempo, instigou a desarmonia e desrespeitou a instituição e seu próprio representado, ameaçando retirar o atleta do clube, como de fato vem tentando fazer.”

O Flamengo ofereceu 10 milhões de euros (R$ 42,37 milhões na cotação atual) para adquirir 50% dos direitos econômicos do camisa 10. A oferta foi recusada pelo vice-presidente de futebol Itair Machado, mesmo que o valor tenha sido o pedido pelo próprio dirigente.


Mais de Cidadãos do Mundo

7 estrelas em fim de contrato que já podem assinar com um novo time
7 garotos do futebol mundial que merecem sua atenção em 2019
Por onde andam 7 ex-jogadores do Chelsea que “sumiram”?
Argelino desbanca Messi e CR7 para ser artilheiro do mundo em 2018


Por onde andam 7 ex-jogadores do Flamengo que estão no exterior?
Comentários Comente

Rafael Reis

Como está a carreira daquele jogador que passou por seu time de coração e que hoje defende algum time no exterior, mas não algum daqueles clubes que aparecem quase que semanalmente na TV brasileira, como Barcelona, Manchester City ou Chelsea?

É para responder a essa pergunta que o “Blog do Rafael Reis” publica desde o mês passado a seção “Por Onde Anda? – Times Brasileiros”. Durante 12 semanas, vamos revelar os paradeiros de vários jogadores que estão nessa situação.

Hoje, mostramos os destinos de sete ex-jogadores do Flamengo. Na semana que vem, será a vez de fazermos a mesma coisa com atletas que atuaram no Fluminense.

ALEX MURALHA
Goleiro
28 anos
Albirex Niigata (JAP)

Após cair em desgraça com o torcedor flamenguista no ano passado, acabou emprestado para a segunda divisão japonesa. No Albirex Niigata, a situação de Alex Muralha é totalmente diferente. Apesar de uma falha ou outra, o brasileiro é titular absoluto e um dos jogadores mais importantes da equipe. Só que o time não ajuda muito, já que está na metade de baixo da tabela de classificação da J2-League.

RAFAEL VAZ
Zagueiro
30 anos
Universidad de Chile (CHI)

Contratado do arquirrival Vasco, chegou a ter bons momentos com a camisa rubro-negra antes de perder espaço e seguir o mesmo caminho de Alex Muralha: ser emprestado para um clube do exterior. Mas, ao contrário do goleiro, Rafael Vaz não precisou atravessar nenhum oceano. Seu destino foi um tanto incomum para jogadores brasileiros, a Universidad de Chile, onde atua ao lado de vários veteranos conhecidos, como David Pizarro e Jean Beausejour.

WALLACE
Zagueiro
30 anos
Göztepe (TUR)

Famoso por ser um jogador mais culto do que a média, o zagueiro passou três anos no Flamengo, fez parte do time que foi campeão da Copa do Brasil-2013 e chegou a usar a braçadeira de capitão. Negociado pelo Grêmio com o futebol turco no começo do ano, está em sua segunda temporada pelo Göztepe, uma equipe de escalão intermediário do país que fica na fronteira entre Europa e Ásia.

ANDERSON PICO
Lateral esquerdo
29 anos
Kisvárda (HUN)

Dono de um potente chute na perna esquerda e de um físico pouco comum para um lateral, Pico chegou ao Flamengo em 2014 e permaneceu vinculado ao clube durante duas temporadas. Após mais de um ano sem jogar futebol profissionalmente, assinou em julho com um time da Hungria e se mandou para lá. Começou a temporada no banco de reservas, mas já ganhou a posição de titular.

VÍCTOR CÁCERES
Volante
33 anos
Cerro Porteño (PAR)

Defendeu o Flamengo de 2012 a 2015 e, apesar de uma certa limitação técnica, conquistou a torcida pela dedicação que costumava mostrar em campo. Campeão da Copa do Brasil-2013, acabou sendo negociado pelo clube carioca com o futebol do Qatar. No ano passado, retornou ao Paraguai, seu país-natal, para defender uma das potências de lá, o tradicional Cerro Porteño.

ADRYAN
Meia-atacante
24 anos
Sion (SUI)

Camisa 10 nas seleções brasileiras de base, fez sucesso nos times sub-15 e sub-17 do Flamengo e até chegou a ser comparado com Zico. Mas o envelhecimento não fez bem para Adryan. Sem conseguir se firmar na equipe adulta, foi emprestado para Itália (Cagliari), Inglaterra (Leeds United) e França (Nantes), mas não conseguiu “explodir” em lugar nenhum. Desde a temporada passada, atua na pouca expressiva liga suíça.

THOMÁS
Meia
25 anos
Apollon Smyrnis (GRE)

Contemporâneo de Adryan nas categorias de base flamenguistas, chegou a marcar cinco gols em um único jogo da Copa São Paulo e era visto como uma grande aposta rubro-negra para o futuro. Mas Thomás ficou mesmo só na promessa de craque. Sem deslanchar no Fla, foi emprestado quatro vezes (Siena, Ponte Preta, Seattle Sounders e Joinville) até o fim do seu contrato. Nesta temporada, voltou à Europa para defender o lanterninha do Campeonato Grego.


Mais de Brasileiros pelo Mundo

Brasileiro mantém liderança da Chuteira de Ouro; Neymar entra no top 25
Por onde andam 7 ex-jogadores do Santos que estão no exterior?
Por onde andam 7 ex-jogadores do São Paulo que estão no exterior?
Nova geração faz Brasil ter a maior presença na Champions em 4 anos


Flamengo é o 5º em ranking de maiores vendedores do planeta; veja top 10
Comentários Comente

Rafael Reis

Líder do Campeonato Brasileiro, o Flamengo é um dos dez clubes do planeta que mais faturaram até o momento no Mercado da Bola da janela de transferências para a temporada 2018/19.

De acordo com o site “Transfermarkt”, especializado na cobertura das transações do futebol, o clube do Rio de Janeiro é a quinta equipe que mais ganhou com dinheiro com venda de jogadores para a temporada pós-Copa do Mundo.

A equipe rubro-negra já lucrou 50 milhões de euros (R$ 220 milhões) nesta janela de transferências. A maior parte desse dinheiro (45 milhões de euros, ou R$ 197 milhões) é referente à transferência de Vinícius Júnior para o Real Madrid.

Apesar de o negócio ter sido selado ainda no ano passado, ele só poderá ser concretizado depois que o garoto completar 18 anos, ou seja, no próximo dia 12 de julho.

Além da transferência de Vinícius Jr. para a Espanha, o Flamengo também ganhou 5 milhões de euros (R$ 23 milhões) com a transação do atacante Felipe Vizeu, outra cria das suas categorias de base para a Udinese.

O ranking de maiores vendedores da próxima janela de transferências é encabeçado pelo Monaco, que arrecadou 250 milhões de euros (quase R$ 1,1 bilhão) com as vendas de Kylian Mbappé (PSG), Fabinho (Liverpool) e Terence Kongolo (Huddesfield Town).

Outros tradicionais vendedores do Mercado da Bola na Europa, como Porto, Napoli e Benfica também aparecem no top 10 de clubes que mais faturaram com as transferências para a próxima temporada.

Oficialmente, a janela de transferências para 2018/19 das principais ligas nacionais do planeta ainda está fechada. Os clubes só poderão registrar novos jogadores a partir do dia 1º de julho, quando ela será oficialmente aberta.

Apesar disso, as transações para o pós-Mundial da Rússia já movimentaram 1,6 bilhão de euros (R$ 7 bilhões).

O valor corresponde a mais de 30% dos 5,1 bilhões de euros (R$ 22,4 bilhões) que rodaram pelo Mercado da Bola na janela do verão europeu do ano passado, que foi a maior da história do esporte.

OS 10 CLUBES QUE MAIS VENDERAM NA TEMPORADA 2018/19
1º – Monaco (FRA) – 250 milhões de euros
2º – RB Leipzig (ALE) – 62 milhões
3º – Shakhtar Donetsk (UCR) – 59 milhões
4º – Porto (POR) – 56 milhões
5º – Flamengo (BRA) – 50 milhões
6º – Colônia (ALE) – 44,5 milhões
7º – Bayern de Munique (ALE) – 40 milhões
8º – Fiorentina (ITA) – 38 milhões
9º – Napoli (ITA) – 29 milhões
10º – Benfica (POR) – 28,7 milhões

AS 10 CONTRATAÇÕES MAIS CARAS DA TEMPORADA 2018/19
1º – Kylian Mbappé (FRA/Paris Saint-Germain) – 180 milhões
2º – Naby Keita (SNG, Liverpool) – 60 milhões
3º – Fred (BRA, Manchester United) – 59 milhões
4º – Fabinho (BRA, Liverpool) – 50 milhões
5º – Vinícius Jr. (BRA, Real Madrid) – 45 milhões
6º – Douglas Costa (BRA, Juventus) – 40 milhões
7º – Anthony Modeste (CHN, Tianjin Quanjian) – 29 milhões
8º – Geoffrey Kondogbia (FRA, Valencia) – 25 milhões
Simone Verdi (ITA, Napoli) – 25 milhões
10º – Lautaro Martínez (ARG, Inter de Milão) – 23 milhões
TOTAL: 1,6 bilhão de euros

OS 10 BRASILEIROS MAIS CAROS DA TEMPORADA 2018/19
1º – Fred (BRA, Manchester United) – 59 milhões
2º – Fabinho (BRA, Liverpool) – 50 milhões de euros
3º – Vinícius Jr. (BRA, Flamengo) – 45 milhões
4º – Douglas Costa (BRA, Juventus) – 40 milhões
5º – Paulinho (BRA, Bayer Leverkusen) – 18,5 milhões
6º – Danilo (BRA, Nice) – 10 milhões
7º – Maycon (BRA, Shakhtar Donetsk) – 6,6 milhões
8º – Raphinha (BRA, Sporting) – 6,5 milhões
9º – Fernando (BRA, Shakhtar Donetsk) – 5,5 milhões
10º – Felipe Vizeu (BRA, Udinese) – 5 milhões

OS 10 CLUBES MAIS GASTÕES DA TEMPORADA 2018/19
1º – Paris Saint-Germain (FRA) – 180 milhões
2º – Liverpool (ING) – 110 milhões
3º – Manchester United (ING) – 81 milhões
4º – Juventus (ITA) – 59,5 milhões
5º – Real Madrid (ESP) – 45 milhões
6º – Wolverhampton (ING) – 43,2 milhões
7º – Villarreal (ESP) – 38 milhões
8º – Roma (ITA) – 35 milhões
9º – Huddesfield Town (ING) – 34 milhões
10º – Bayer Leverkusen (ALE) – 30,5 milhões


Mais de Clubes

– Mercado da Bola movimenta R$ 6,2 bi antes da Copa; veja clubes mais gastões
– Próxima Champions começa no meio da Copa; conheça dos clubes classificados
– Final “mais louca” do século deu último título de Champions ao Liverpool
– Brasil pode ter a pior campanha da década na fase de grupos da Libertadores


Brasil pode ter pior campanha da década na fase de grupos da Libertadores
Comentários Comente

Rafael Reis

O futebol brasileiro entra na reta final da fase de grupos da Libertadores-2018 com a corda no pescoço para evitar uma triste marca: sua pior campanha na competição continental nesta década.

Com cerca de 75% dos jogos envolvendo Grêmio, Flamengo, Cruzeiro, Vasco, Santos, Corinthians e Palmeiras na fase de grupos já realizados, o único país pentacampeão mundial tem aproveitamento de 55,2% dos pontos disputados.

Foram 14 vitórias, 11 empates e sete derrotas até o momento. Um resultado bem distante da tradição nacional no torneio sul-americano.

Desde 2010, apenas uma vez o futebol brasileiro teve um desempenho pior do que o atual na fase de grupos. Em 2014, o aproveitamento de Atlético-PR, Botafogo, Atlético-MG, Cruzeiro, Grêmio e Flamengo ficou na casa de 54,6%, próximo do atual.

Em todos os outros anos da década, as equipes do país conseguiram somar pelo menos 58% dos pontos disputados –o melhor resultado foi obtido em 2010, com 68,8%.

O grande responsável pelo desempenho medíocre do futebol brasileiro na Libertadores-2018 é o Vasco. O clube carioca tem a terceira pior campanha da competição (dois empates e três derrotas em jogos) e já não possui nenhuma chance de avançar para os mata-matas.

Todos os outros seis representantes do país na fase de grupos estão na zona de classificação para as oitavas. Mas só o Palmeiras já garantiu o primeiro lugar de sua chave e tem certeza de que irá para a reta final da competição com uma das melhores campanhas.

No ano passado, os clubes brasileiros foram responsáveis por cinco dos sete melhores desempenhos da fase de grupos. Na atual temporada, pelo menos por enquanto, são apenas dois representantes entre os cinco primeiros.

Nesta semana, quatro clubes do país entram em campo pela Libertadores. Na terça-feira, o Grêmio visita o Monagas, na Venezuela. Na quarta, é a vez de o Flamengo receber o equatoriano Emelec e o Palmeiras jogar em casa contra o Junior Barranqulla, da Colômbia. E, na quinta, o Corinthians vai a território venezuelano enfrentar o Deportivo Lara.

Chance para afastar de vez o risco de pior participação brasileira na fase de grupos do torneio continental… ou para abraçar de vez essa triste realidade.


Mais de Clubes

– “Cinderela da Bola”, rival do PSG em final tem teto salarial de 3 mil euros
– Vale nada? 5 motivos para acompanhar Barcelona x Real Madrid
– Como La Bombonera deixou de ser pesadelo para times brasileiros
– À espera da 1ª vez: 7 times famosos que nunca foram campeões nacionais


Adversários, Palmeiras e Boca têm os elencos mais valiosos da Libertadores
Comentários Comente

Rafael Reis

Rivais na fase de grupos da Libertadores, Palmeiras e Boca Juniors possuem os elencos mais caros da competição.

Segundo o “Transfermarkt”, site especializado no Mercado da Bola, os dois times, que estão no Grupo 8 da competição, contam com grupos de jogadores cuja avaliação de mercado chega perto da casa dos 90 milhões de euros (R$ 358,8 milhões).

O elenco do Palmeiras é um pouco mais caro: 89 milhões de euros (R$ 354,8 milhões), valor recorde na história do torneio continental.

Resultado do alto investimento feito pela diretoria ao longos dos últimos anos, que encheu o time de jogadores conhecidos (como Dudu, Lucas Lima, Borja e Gustavo Scarpa) e o transformou no clube de maior poderio financeiro não só do Brasil, mas agora também da América do Sul.

Já o Boca, que enfrentará o Palmeiras nos dias 11 e 25 de abril, tem um elenco quase tão valioso quanto o do principal adversário do Grupo 8, que conta ainda com Alianza Lima (PER) e Junior Barranquilla (COL).

Impulsionado pelo retorno de Carlos Tevez, após uma temporada de pouco sucesso na China, e por vários jogadores que vez ou outra aparecem na seleção argentina, como Cristian Pavón, Darío Benedetto e Fernando Gago, o clube de La Bombonera está avaliado em 87,8 milhões de euros (R$ 350 milhões).

Quem completa o pódio dos clubes com elencos mais valiosos da Libertadores-2018 é o Flamengo, outro time cheio de medalhões (Diego Alves, Diego e Éverton Ribeiro) e cuja soma dos valores de mercado de todos os seus jogadores fica só um pouco abaixo da do Boca: 87,5 milhões (R$ 348,8 milhões).

Ao contrário do que aconteceu nos últimos dois anos, quando os argentinos ocuparam o alto do ranking dos times mais caros da competição, desta vez a lista de elencos mais valiosos é dominada por brasileiros.

Seis dos sete representantes do futebol pentacampeão mundial na fase de grupos da Libertadores estão entre os dez elencos com maior valor de mercado, de acordo com o “Transfermarkt”. E o Vasco, único fora do top 10, é o 11º colocado na lista.

Os quatro forasteiros do ranking vêm do mesmo país, a Argentina. Além do Boca Juniors, vice-líder, River Plate (5º), Racing (9º) e Independiente (10º) também se destacam pelos preços elevados dos seus grupos de jogadores.

A fase de grupos da Libertadores-2018 começa nesta terça-feira e vai até a 24 de maio. Já a decisão do torneio está prevista para 28 de novembro e ainda será disputada em dois jogos, um na casa de cada finalista – a partir de 2019, está prevista a adoção de um jogo único.

CONHEÇA OS 10 ELENCOS MAIS VALIOSOS DA LIBERTADORES-2018

1º – Palmeiras (BRA) – 89 milhões de euros (R$ 354,8 milhões)
2º – Boca Juniors (ARG) – 87,8 milhões de euros (R$ 350 milhões)
3º – Flamengo (BRA) – 87,5 milhões de euros (R$ 348,8 milhões)
4º – Grêmio (BRA) – 79,5 milhões de euros (R$ 317 milhões)
5º – River Plate (ARG) – 75,1 milhões de euros (R$ 229,4 milhões)
6º – Santos (BRA) – 59,8 milhões de euros (R$ 238,4 milhões)
7º – Corinthians (BRA) – 56,9 milhões de euros (R$ 226,8 milhões)
8º – Cruzeiro (BRA) – 56,7 milhões de euros (R$ 226,1 milhões)
9º – Racing (ARG) – 49,2 milhões de euros (R$ 196,2 milhões)
10º – Independiente (ARG) – 43 milhões de euros (R$ 171,4 milhões)


Mais de Clubes

– Pegou fogo: 5 jogos que transformaram Barcelona e Chelsea em arquirrivais
– Como rival de Guardiola na Champions inspirou nascimento do Barcelona
– Neymar x Messi: Que time é mais dependente do seu astro, PSG ou Barça?
– Dinheiro é exceção: 84% das transferências no futebol mundial são gratuitas


Nova casa de Muralha, segundona do Japão é reduto de brasileiros conhecidos
Comentários Comente

Rafael Reis

Quando Alex Muralha anunciou que deixaria o Flamengo, depois de um 2017 marcado por falhas e uma avalanche de críticas nas redes sociais, ninguém se surpreendeu. O mesmo não aconteceu quando foi revelado seu destino.

O goleiro, que até pouco tempo atrás fazia parte das convocações da seleção brasileira, não rumou para a Europa, nem sequer para uma liga de segundo escalão, como a chinesa e as dos países do Oriente Médio.

Desde janeiro, o ex-goleiro do Fla defende a camisa do Albirex Niigata, clube que disputa a J2 League, a segunda divisão do Campeonato Japonês.

O curioso é que Muralha terá, do outro lado do mundo, companheiros de time e também adversários que são bem conhecidos por aqui.

A temporada 2018 da segunda divisão japonesa terá a participação de 32 jogadores brasileiros. E dentre eles estão atletas com passagem por Vasco, Palmeiras, Cruzeiro, Chapecoense e Grêmio e até estrelas das seleções de base que não vingaram como profissionais.

O clã de brasileiros conhecidos na J2 League começa dentro próprio time do ex-goleiro do Fla. Além de Muralha, Albirex Niigata, que foi rebaixado da elite na temporada passada, conta também com o atacante Thalles, que até 2017 defendia o Vasco.

Já o Avispa Fukuoka se reforçou com o centroavante Túlio de Melo. Jogador com passagem por vários clubes da Europa, como Palermo, Valladolid e Lille, ele atuou no ano passado pela Chapecoense e foi o autor do gol que classificou a equipe para a Libertadores.

Outro homem de frente conhecido no futebol brasileiro que vai disputar a segundona do Japão em 2018 é Dinei. Ex-Vitória, Atlético-PR e Palmeiras, o jogador está no Oriente desde 2015 e defende o Ventforet Kofu, outro rebaixado da temporada passada.

Na equipe da região de Chubu, ele terá a companhia de Lins, atacante com passagem pelo Grêmio e que defendeu a Ponte Preta em parte do último Campeonato Brasileiro.

A segunda divisão do país-sede da próxima edição dos Jogos Olímpicos conta ainda com a presença que pintou nas seleções brasileiras de base como fenômeno, mas nunca conseguiu demonstrar todo esse potencial como profissional.

O já veterano meia-atacante Leandro Domingues, 34, que começou a carreira no Vitória e também defendeu Cruzeiro, Fluminense e Portuguesa, é hoje um dos principais nomes do Yokohama FC.


Mais de Brasileiros pelo Mundo

– Queridinho de Guardiola sonha com Copa e Shakhtar na final da Champions
– Neymar deixa Jonas para trás e vira melhor brasileiro na Chuteira de Ouro
– O dia em que um técnico brasileiro eliminou Pelé da Copa do Mundo
– Na mira, Malcom se surpreende com Tite: “Achei que o grupo estava fechado”


Chape é o 6º brasileiro em torneio amistoso do Barça; veja as participações
Comentários Comente

Rafael Reis

Oito meses e meio depois do trágico acidente aéreo na Colômbia que matou 71 pessoas, inclusive boa parte dos seus jogadores, integrantes da comissão técnica e dirigentes, a Chapecoense enfrenta nesta segunda-feira o Barcelona, às 15h30 (horário de Brasília).

O clube catarinense é o convidado deste ano do Troféu Joan Gamper, competição amistosa realizada anualmente no Camp Nou desde 1966, que serve para o time catalão apresentar à torcida seu elenco para a nova temporada espanhola e europeia.

A partida também marcará a volta de Alan Ruschel aos gramados. O jogador foi um dos seis sobreviventes do acidente aéreo na Colômbia. O zagueiro Neto (que ainda está em processo de recuperação para voltar a jogar), o ex-goleiro Follmann, o jornalista Rafael Henzel e dois integrantes da tripulação foram os outros sobreviventes.

Nos primeiros 30 anos, o torneio, que leva o nome do fundador do Barça, era disputado por quatro times e contava com semifinais e final. Desde 1997, no entanto, ele é jogado em uma partida única.

Convidada pelo Barcelona a jogar no Camp Nou devido à tragédia, a Chape não é o primeiro time brasileiro a disputar o Joan Gamper.

Relembre abaixo os cinco representantes do futebol pentacampeão mundial que já participaram da competição:

SANTOS
2 participações (1998 e 2013)
De todos os brasileiros, é o que tem a presença no Joan Gamper mais lembrada pelos torcedores, principalmente pelos rivais. Isso porque o Santos acabou goleado por 8 a 0 pelo Barcelona na edição de 2013 do torneio, que serviu como parte do pagamento pela transferência de Neymar para a Espanha. Em 1998, quando estreou na competição, o time brasileiro foi um adversário bem mais duro e só foi derrotado nos pênaltis, após empate por 2 a 2 no tempo normal.

INTERNACIONAL
3 participações (1982, 1989 e 1991)
É o único time não-europeu que já conquistou o Joan Gamper. O Inter se sagrou campeão em 1982, edição marcada pela estreia de Diego Maradona com a camisa do Barcelona. Os gaúchos bateram o time da casa, com o astro argentino e tudo, nas semifinais e meteram 3 a 1 no Manchester City na decisão. O sucesso naquele ano rendeu outros dois convites ao Inter, que não passou da semi em 1989 e 1991.

FLAMENGO
1 participação (1968)
Foi o primeiro time brasileiro a disputar o torneio amistoso. Em 1968, na terceira edição do Joan Gamper, fez um partida com contornos épicos contra o Barcelona, mas acabou derrotado por 5 a 4. Antes, na semifinal, o Flamengo havia batido o Athletic Bilbao por 1 a 0.

VASCO
3 participações (1972, 1980 e 1981)
Assim como o Internacional, disputou três edições do Joan Gamper, todas entre 1972 e 1981. Os vários convites têm uma explicação: Roberto Dinamite, que defendeu o Barcelona na temporada 1980/81. O Vasco só conseguiu chegar à decisão do torneio em 1980, quando acabou derrotado por 2 a 1 pelo Barça. Nas outras participações, perdeu já na semifinal.

BOTAFOGO
1 participação (1978)
Foi último colocado em sua única participação no torneio. Em 1978, perdeu para 2 a 1 para o Colônia na semifinal do Joan Gamper. Na disputa pelo terceiro lugar, nova derrota, desta vez por 3 a 2 ante o anfitrião Barcelona.


Mais de Clubes

– Não é só Neymar: 7 motivos para acompanhar de perto o Campeonato Francês
– Sensação do Mercado da Bola, Milan vira “novo rico” pela 2ª vez
– Mercado da Bola já movimentou quase R$ 11 bi; veja os clubes mais gastões
– Mesmo com tropeços, arrancada do Corinthians supera Bayern e Juventus


7 crias do Flamengo que hoje brilham (ou não) no futebol do exterior
Comentários Comente

Rafael Reis

Por onde anda aquele garoto que brilhou nas categorias de base do meu time e logo foi vendido para o exterior? Será que ele virou um jogador importante por lá? Ou será que se tornou apenas mais um dentre tantos brasileiros espalhados pelo Mundo da Bola?

É para responder perguntas como essas que o “Blog do Rafael Reis” mostra desde julho os paradeiros das crias dos 12 maiores clubes do Brasil.

No quinto capítulo da série, localizamos sete jogadores formados no Flamengo, o clube brasileiro que durante muito tempo ostentou o lema “craque a gente faz em casa”. Na próxima sexta-feira, será a vez do Fluminense.

RENATO AUGUSTO
Meia
29 anos
Beijing Guoan (CHN)

Apesar da identificação com o Corinthians, clube pelo qual se sagrou campeão e foi eleito o melhor jogador do Brasileiro em 2015, o meia foi criado na Gávea e vestiu a mítica camisa 10 do Flamengo em meados da década passada. Renato Augusto deixou o Rio em 2008, rumo à Alemanha, onde defendeu o Bayer Leverkusen e viveu sua única experiência no futebol europeu. Desde o ano passado, é uma das estrelas da milionária Superliga Chinesa e titular da seleção brasileira.

JÚLIO CÉSAR
Goleiro
37 anos
Benfica (POR)

Veterano de três Copas do Mundo, o goleiro titular do Brasil no 7 a 1 aplicado pela Alemanha em 2014 fez sucesso com a camisa do Flamengo entre 1997 e 2005, quando deu início à carreira internacional. Reserva do Benfica durante a temporada passada, o veterano de 37 anos deve recuperar a posição no clube português depois da saída de Ederson para o Manchester City.

JORGE
Lateral esquerdo
21 anos
Monaco (FRA)

Uma das grandes promessas das categorias do Flamengo nos últimos tempos, o lateral esquerdo não chegou a jogar nem 100 partidas pela equipe que o revelou antes de ser negociado com o Monaco, em janeiro do ano passado, por 8,5 milhões de euros (R$ 31,5 milhões). Jorge ainda não teve muitas oportunidades na França e participou de apenas cinco jogos oficiais. Com a ida de Mendy para o Manchester City, deve receber mais chances nesta temporada.

ADRYAN
Meia-atacante
22 anos
Sion (SUI)

Jogador de sucesso nas categorias de base da seleção brasileira, era visto como uma espécie de sucessor de Zico e futuro camisa 10 do Flamengo. Só que Adryan nunca convenceu nas chances que recebeu no time profissional. Após ser emprestado para Cagliari, Leeds United e Nantes nas três últimas temporadas, o meia acabou liberado para assinar com o Sion e disputar o Campeonato Suíço neste ano.

MATTHEUS
Meia-atacante
23 anos
Sporting (POR)

Filho de Bebeto, o garoto que ganhou uma comemoração de gol especial do pai durante a Copa do Mundo-1994 seguiu trajetória semelhante à de Adryan. Assim como o ex-companheiro, Mattheus fez mais sucesso na base do Flamengo do que no time adulto. Sua redenção começou na temporada passada, quando disputou o Português pelo pequeno Estoril e chamou a atenção do Sporting, um dos grandes do país, que aceitou pagar 2 milhões de euros (R$ 7,4 milhões) para contratá-lo e estipulou  uma multa rescisória de 60 milhões de euros (R$ 225 milhões) para o meia.

MURALHA
Volante
24 anos
Pohang Steelers (CDS)

Volante de limitados recursos técnicos, foi campeão da Copa São Paulo de 2011 pelo Flamengo e acabou promovido ao time profissional no mesmo ano. Pouco utilizado pelo clube carioca, vem sendo emprestado a outros times desde 2013. Depois de passar por Portuguesa, Bragantino e Luverdense, Muralha joga hoje no Pohang Steelers, sétimo colocado do Campeonato Sul-Coreano, que também conta com Lulinha, ex-promessa do Corinthians.

SAMIR
Zagueiro
22 anos
Udinese (ITA)

Apareceu como promessa de grande zagueiro em 2013, quando conquistou a Copa do Brasil pelo Flamengo, e foi negociado dois anos depois com a Udinese, time italiano pródigo em garimpar jovens valores na América do Sul. O brasileiro é hoje titular absoluto da equipe alvinegra, mas tem sofrido com uma série de problemas físicos e contusões.


Mais de Brasileiros pelo Mundo

– Infarto do pai mudou a história de sombra brasileira de Casillas
– Barcelona, Itália e reserva: os destinos de 7 crias do Santos no exterior
– Como Ricardo Goulart superou estrelas para virar “rei” do futebol chinês
– Como o país da Copa quase encerrou a carreira de Thiago Silva


Ele é alemão, vale R$ 100 mi e tem jogador do Fla como ídolo de infância
Comentários Comente

Rafael Reis

Julian Brandt tem 20 anos, joga profissionalmente no Bayer Leverkusen desde fevereiro de 2014, está prestes a completar 100 partidas na Bundesliga, fez parte da equipe medalhista de prata nos Jogos Olímpicos do Rio-2016, defende há um ano a seleção principal da Alemanha e vale 30 milhões de euros (R$ 100 milhões).

É esse o valor que, de acordo com a imprensa alemã, o Bayern de Munique pagará ao Leverkusen na próxima janela de transferências para contar com o jovem meia-atacante a partir da temporada 2017/18.

Isso se Liverpool, Borussia Dortmund ou qualquer outro dos vários clubes que já manifestaram interesse em contratá-lo não intervirem.

Em entrevista ao “Blog do Rafael Reis”, Brandy fala sobre o desafio de não se deixar levar pela fama, relembra a derrota para o Brasil na final dos Jogos Olímpicos e revela que seu ídolo de infância é um brasileiro, o meia Diego, atualmente no Flamengo.

Confira a íntegra da entrevista com Julian Brandt:

Julian, você é uma das grandes promessas do futebol europeu. O quão difícil é, para um garoto de 20 anos, manter a cabeça no lugar sabendo que alguns dos mais importantes clubes do mundo desejam contratá-lo?
Não é tão complicado assim. Meu pai toma conta de todas as questões de mercado para mim. E, como confio 100% nele, posso me concentrar nas partidas, no meu time e no meu desempenho dentro de campo. Meu contrato com o Leverkusen vai até 2019 e temos um acordo: no final da temporada, vamos sentar para conversar com a diretoria sobre o que passou neste ano e os planos para o futuro.

Qual é o lado bom e o lado ruim de ser famoso tão jovem?
Sou um privilegiado. Não apenas por ter assinado um belo contrato ou porque as pessoas me reconhecem e pedem um autógrafo ou uma foto quando estou sentado em um café. Sou um privilegiado porque posso jogar futebol quase todo dia. Trabalho com aquilo que realmente gosto. O futebol é um grande jogo.

Você veio ao Brasil no último verão. Do que mais gostou por aqui?
Da hospitalidade do povo brasileiro. E, claro, do clima agradável. Um dia de sol na praia é algo que realmente toca seu coração. Ah, não posso esquecer: quase todo mundo no Brasil parece ser louco por futebol e entende muito do esporte.

Bem, vamos falar sobre os Jogos Olímpicos. Aqui no Brasil, a final olímpica do futebol foi considerada por muitos como uma espécie de “revanche do 7 a 1”. Você sentiu esse clima no Maracanã?
Senti isso em todo canto. A derrota na Copa do Mundo de 2014 é algo que ainda dói no coração do brasileiro. Foi uma tragédia nacional. Mas não acho que a medalha olímpica de ouro e a vitória sobre nós mudou isso. Era um competição diferente, com times diferentes, exceto Neymar [o brasileiro não participou do 7 a 1 devido a uma contusão]. Então, eu não chamaria de revanche.

Ainda sobre Olimpíada, você achou uma certa apelação do Brasil usar um jogador já estabelecido internacionalmente, como Neymar, em uma competição destinada a jovens?
Toda seleção teve o direito de convocar três jogadores acima de 23 anos. Meu companheiro de time Lars Bender, por exemplo, tem 27 anos e também é um jogador estabelecido. Fiquei muito feliz por ter participado dos Jogos do Rio.

Quem é o seu maior ídolo no futebol? Por quê?
Hoje em dia, não tenho mais nenhum ídolo. Mas, quando eu era mais jovens e ia assistir às partidas da Bundesliga na minha cidade natal, Bremen, costumava admirar o Diego (no Werder). Ele era alguém especial, muito habilidoso, com uma técnica quase perfeita e jogava de forma muito elegante. Fico realmente feliz por ele ter voltado a jogar pela seleção.

Agora, para terminar, qual é a melhor escola de futebol do planeta: a alemã ou a brasileira?
É complicado para mim comparar essas duas filosofias. Elas são completamente diferentes. A alemã é baseada em uma grande força mental e tem a determinação e a disciplina como pontos muito importantes. Além disso, melhoramos muito nossa educação futebolística nos últimos 15 anos. Já o futebol brasileiro é bem diferente. Nele, a técnica é essencial. Todo movimento que eles fazem parece fácil e eles são cheios de truques. Para nós, alemães, futebol é uma paixão. Só que para os brasileiros, o futebol faz parte da vida, da identidade nacional. Mas há algo que liga essas duas filosofias: ambas são muito vencedoras.


Mais de Cidadãos do Mundo

Por onde andam os jogadores do Ajax que bateu o Grêmio no Mundial-1995?
Time com os mais caros do mundo vale R$ 2,4 bi e tem duelo CR7 x Neymar
Lewa e Aubameyang encostam em Messi e esquentam briga por Chuteira de Ouro
Fama em dose dupla: 5 jogadores com mulheres que são estrelas


Na nova Libertadores, brilhar na fase de grupos é armadilha para clubes
Comentários Comente

Rafael Reis

Começar bem uma competição é sempre bom, já que enche os jogadores de confiança, faz com que os torcedores se sintam motivados a ir ao estádio e coloca aquele medo extra nos adversários, certo?

Na maioria das competições, é assim mesmo que funciona. Mas, na Libertadores-2017, brilhar demais logo no início do torneio pode acabar se tornando um problema.

A ampliação no período de disputa da principal competição interclubes da América do Sul, que agora terá a final jogada apenas em novembro, fará com que ela atravesse as janelas de transferências do meio do ano da Europa e da China.

Não precisa ser nenhum Nostradamus para saber que os clubes sul-americanos não passarão ilesos por esses períodos de transações e sofrerão sim desfalques em seus elencos para o segundo semestre.

E quem serão os times mais atingidos pela cobiça dos mercados mais ricos? Justamente aqueles que mais estiverem se destacando e apresentando melhor futebol na Libertadores, é claro.

No ano passado, a bola da vez da janela de transferências foi o Atlético Nacional. O clube colombiano negociou dois dos seus principais jogadores para o futebol europeu. No entanto, Davinson Sánchez e Marlos Moreno ainda puderam jogar a final da Libertadores porque ela foi disputada em julho, antes do início da temporada no Velho Continente.

Mas agora, com o novo calendário, os clubes europeus não poderão mais esperar. A janela de transferências da Europa (e também da China) abrirá após encerramento da fase de grupos da Libertadores e fechará depois das oitavas de final.

E, por isso, destacar-se na etapa de grupos pode acabar sendo uma armadilha capaz de afastar um time da briga pelo título continental, no fim do ano.

Vamos supor que o empate contra o Atlético Tucumán seja o único tropeço do Palmeiras no Grupo 5 e que o atual campeão brasileiro emende nas próximas rodadas grandes atuações. Nesse cenário, quais as chances de jogadores como Tchê Tchê, Borja e Mina continuarem no clube no segundo semestre e disputarem a reta final da Libertadores?

E no caso do Flamengo: será que Diego, Willian Arão e Berrío não receberão propostas milionárias irrecusáveis da Europa e/ou da China caso atuações como a da estreia contra o San Lorenzo se repitam?

O mesmo vale para Luan, Vitor Bueno e tantos outros jogadores espalhados pelos oito representantes brasileiros na Libertadores-2017.

Por isso, se você não gostou da atuação do seu time na primeira rodada do torneio sul-americano, não se desespere. Talvez seja melhor assim. O importante, por enquanto, é passar de fase. E guardar o bom futebol para a reta final, depois que as janelas de transferências fecharem.


Mais de Opinião

– Quem será o substituto de Gabriel Jesus na seleção?
– Será que chegou a hora de David Luiz voltar à seleção?
– Mesmo sem escândalos, “nova” Fifa faz tudo para desagradar
Por que a China não fez outra “limpa” nos clubes brasileiros?