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7 brasileiros que treinaram seleções estrangeiras em Copas
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Rafael Reis

Comandante da seleção brasileira desde junho de 2016, Tite deve ser o único técnico representante do futebol pentacampeão mundial na Copa-2018.

O fato não chega a ser surpreendente, já que os treinadores brasileiros andam em baixa no mercado internacional –o último a trabalhar em uma das cinco grandes ligas europeias foi Leonardo (Milan e Inter de Milão), em 2011.

Mas, até pouco tempo atrás, a situação era bastante diferente. Toda edição da Copa contava com pelo menos uma seleção estrangeira comandada por brasileiro, quando não duas ou três…

Apresentamos abaixo sete técnicos brasileiros que comandaram seleções gringas em Mundiais de futebol:

LUIZ FELIPE SCOLARI
Portugal (2006)

Um dos grandes responsáveis pela consolidação da seleção lusitana no cenário internacional durante a década passada, Felipão foi para Portugal em 2002, meses depois da conquista do pentacampeonato mundial pelo Brasil, e permaneceu por lá até 2008. Entre seus maiores feitos, estão o lançamento de Cristiano Ronaldo na equipe principal e o vice-campeonato da Euro-2004. Na Copa-2006, terminou na quarta colocação, segunda melhor campanha da história do país.

CARLOS ALBERTO PARREIRA
Kuwait (1982), Emirados Árabes (1990), Arábia Saudita (1998) e África do Sul (2010)

Brasileiro que mais trabalhou na história das Copas do Mundo, divide com o sérvio Bora Milutinovic o recorde de treinador que dirigiu o maior número de seleções diferentes na competição. Além das quatro equipes gringas, Parreira também comandou o Brasil em dois Mundiais: foi campeão em 1994 e quadrifinalista em 2006. Em 1998, à frente da Arábia Saudita, protagonizou um feito histórico: foi demitido com o torneio em andamento, após ser derrotado nas duas primeiras partidas da fase de grupos.

ZICO
Japão (2006)

Um dos precursores do futebol profissional do Japão, dirigiu a seleção nipônica entre 2002 e 2006 e levou a equipe ao título da Copa da Ásia, em 2004. Ídolo, chegou inclusive a enfrentar o Brasil na Copa de 2006. Em jogo válido pela última rodada do Grupo F, os japoneses foram goleados por 4 a 1 e se despediram da competição com apenas um ponto conquistado. Logo após o Mundial, Zico deixou o cargo e foi para o Fenerbahce (TUR).

PAULO CÉSAR CARPEGIANI
Paraguai (1998)

O atual treinador do Flamengo fez um belo trabalho no comando do Paraguai. À frente de jogadores importantes, como Gamarra, Arce e Chilavert, Carpegiani montou uma das defesas mais sólidas do planeta na Copa-1998, deixou Espanha e Bulgária pelo caminho na primeira fase e só foi eliminado nas oitavas de final, pela anfitriã e futura campeã França, com um gol no segundo tempo da prorrogação.

RENÊ SIMÕES
Jamaica (1998)

Em sua primeira e única participação em Copas do Mundo até hoje, a seleção da terra de Bob Marley e Usain Bolt foi comandada por um brasileiro. Renê Simões já tinha bastante experiência internacional e havia passado por times de Emirados Árabes, Portugal e Qatar quando aceitou o convite para trabalhar na Jamaica, 1994. O ponto alto dos seis anos em que dirigiu o time caribenho foi o Mundial de 1998. Os “Reggae Boys” caíram na primeira fase, mas não se despediram da Copa com as mãos abanando –derrotaram o Japão.

OTTO GLÓRIA
Portugal (1966)

Um dos técnicos mais importantes da história do futebol de Portugal, o carioca ex-Botafogo e Vasco passou pelos três grandes clubes do país (Benfica, Porto e Sporting) e teve o trabalho mais bem sucedido dentre todos os treinadores brasileiros que dirigiram seleções estrangeiras em Copas do Mundo. Em 1966, conduziu a equipe de Eusébio a um histórico terceiro lugar, com direito a vitória sobre o Brasil pelo caminho –3 a 1, ainda na fase de grupos.

DIDI
Peru (1970)

O craque do Brasil na conquista da Copa-1958 e bi mundial em 1962 começou sua carreira como treinador no futebol peruano e dirigiu a seleção local em 1970. Assim como Otto Glória, Didi também teve de medir forças com o time brasileiro em seu Mundial como técnico de um time gringo. Mas, ao contrário do comandante português, não obteve sucesso nessa missão. Com a derrota por 4 a 2, nas quartas de final, Didi se despediu da Copa, e o Brasil continuou caminhando rumo ao tri.


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Por onde andam os jogadores campeões da Libertadores-1995 pelo Grêmio?
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Rafael Reis

Quatro anos depois de o Atlético-MG derrotar nos pênaltis o Olimpia (PAR), o futebol brasileiro volta nesta quarta-feira a participar de uma decisão de Libertadores.

Campeão continental em 1983 e 1995, o Grêmio recebe o Lanús (ARG) nesta noite, no primeiro jogo da decisão do torneio mais interclubes mais importante da América do Sul, para tentar igualar a marca de São Paulo e Santos, únicos brasileiros com três Libertadores no currículo.

Momento propício para relembrar a última conquista gremista. Vinte e dois anos atrás, a equipe gaúcha desbancou o Atlético Nacional por 4 a 2 no placar agregado (3 a 1, em Porto Alegre, e 1 a 1 no jogo de volta) e alçou ao estrelato nomes como Arce, Paulo Nunes, Jardel e o técnico Luiz Felipe Scolari.

Mas como será que os heróis do Grêmio de 1995 estão hoje em dia? Apresentamos abaixo os paradeiros dos jogadores que deram à metade tricolor do Rio Grande do Sul o bicampeonato da Libertadores.

POR ONDE ANDA – GRÊMIO (1995)?


Danrlei (44 anos) –
Um dos maiores ídolos da história recente do Grêmio, foi titular do clube durante quase uma década e conquistou 12 títulos com a camisa tricolor. De temperamento forte, envolveu-se em várias confusões e chegou até a agredir um companheiro de time durante um treinamento. Atualmente, cumpre seu segundo mandato como deputado federal pelo Rio Grande do Sul.

Francisco Arce (46 anos) – O lateral direito construiu uma carreira de sucesso no futebol brasileiro, onde atuou por três temporadas no Grêmio e mais cinco no Palmeiras, e disputou as Copas do Mundo de 1998 e 2002. Técnico desde 2009, já faturou um título paraguaio pelo Cerro Porteño, clube que o revelou. Está em sua segunda passagem como treinador da seleção paraguaia, que falhou nas eliminatórias da Copa-2018.

Catalino Rivarola (52 anos) – Compatriota de Arce, o zagueiro já era um veterano de 30 anos quando desembarcou no Grêmio, em 1995. Quatro anos depois, foi contratado pelo Palmeiras, onde praticamente não jogou. Rivarola ainda teve uma rápida passagem pelo América-RJ antes de voltar para casa e encerrar a carreira no Libertad, em 2001. Assim como Arce, também fez parte do elenco paraguaio na Copa-1998.

Adílson Batista (49 anos) – Capitão gremista há 22 anos, o zagueiro encerrou a carreira em 2001 e já emendou uma carreira como treinador. Seu melhor momento no novo cargo aconteceu à frente do Cruzeiro, clube pelo qual conquistou os títulos mineiro de 2008 e 2009. O ex-capitão gremista também dirigiu (sem muito sucesso) Corinthians, Santos, Atlético-PR, São Paulo e Vasco. Seu último trabalho relevante foi o de técnico do Joinville, em 2015.

Roger Machado (42 anos)  – Jogador mais jovem escalado por Felipão na final da Libertadores, o lateral esquerdo fez mais de 400 partidas pelo Grêmio antes de se aventurar por Vissel Kobe (JAP) e Fluminense. Um dos mais promissores treinadores da nova geração brasileira, Roger dirigiu entre 2015 e 2016 o clube onde se consagrou duas décadas atrás e neste ano venceu o Campeonato Mineiro pelo Atlético.

Dinho (51 anos) – Famoso pela falta de carinho com que tratava as canelas e tornozelos adversários, o volante já havia sido bicampeão da Libertadores pelo São Paulo quando chegou ao Olímpico. Dinho jogou profissionalmente até 2002 e depois de enveredou pela carreira política. O ex-gremista já disputou eleições para vereador de Porto Alegre e deputado estadual do Rio Grande do Sul, mas nunca foi eleito –só assumiu como suplente uma cadeira na câmara municipal da capital gaúcha.

Luís Carlos Goiano (49 anos) – Parceiro de Dinho no setor defensivo do meio-campo gremista, acabou expulso por dois cartões amarelos na final contra o Atlético Nacional. Goiano jogou na equipe tricolor entre 1995 e 1999 e também conquistou um título brasileiro e uma Copa do Brasil. Desde 2013, é diretor executivo do Novorizontino, clube onde despontou para o futebol brasileiro e que atualmente disputa a primeira divisão do Campeonato Paulista.

Arílson (44 anos) – Eternizado por ter fugido da concentração das seleção brasileira pré-olímpica em 1996, o meia não conseguiu construir fora da Olímpico a carreira que parecia que teria quando ajudou o Grêmio a ganhar o bi da Libertadores. No total, o meio-campista defendeu 22 clubes diferentes e passou por Alemanha, Espanha, Chile, Colômbia e Arábia Saudita. No mês passado, estreou como técnico de um time profissional à frente do Aimoré, de São Leopoldo (RS).

Carlos Miguel (45 anos) – O meia, que também passou pelo São Paulo e integrou o elenco da seleção brasileira na Copa das Confederações de 2001, foi outro integrante do vitorioso time gremista que tentou uma carreira política. Em 2012, ele disputou as eleições para vereador de Cachoeirinha (RS), mas não foi eleito. Três anos depois, tornou-se comentarista da Grêmio Rádio Umbro, onde trabalha até hoje.

Paulo Nunes (46 anos) – Carismático, também fez sucesso com as camisas de Flamengo e Palmeiras, jogou pela seleção brasileira e teve uma passagem esquecível pelo Corinthians. Após a aposentadoria, abriu uma escolinha de futebol em Goiânia e passou a trabalhar como empresário de jovens jogadores. Em 2013, participou do reality show “A Fazenda”, exibido pela Record.

Jardel (44 anos) – O artilheiro da Libertadores-1995, com 12 gols, construiu uma carreira de sucesso em Portugal (três títulos nacionais e três prêmios de melhor jogador da competição) e também passou por Inglaterra, Espanha e Itália. Após a aposentadoria, Jardel revelou ter passado por um grave caso de depressão e envolvimento com drogas. Em 2014, foi eleito deputado estadual no Rio Grande do Sul. Dois anos depois, teve o mandato cassado por uma série de irregularidades –foi investigado por envolvimento com drogas, cobrança de parte dos salários dos servidores para uso pessoal e utilização da estrutura pública para questões particulares.

Luciano Dias (47 anos) – Formou durante muito tempo a dupla de zaga do Grêmio com Adilson Batista e substituiu o capitão aos 20 minutos do primeiro tempo do segundo jogo da final contra o Atlético Nacional. Desde 2004, trabalha como treinador, mas nunca conseguiu decolar nacionalmente nessa nova carreira. No primeiro semestre, dirigiu o Comercial de Ribeirão Preto na Série A3 do Campeonato Paulista.

Nildo (51 anos) – Vestia a camisa 10 do Grêmio na Libertadores-1995, mas era reserva na equipe de Felipão e entrou no lugar de Jardel no decorrer da segunda partida da decisão. Aposentado desde 2003, trabalha como treinador no Norte e no Nordeste.

Alexandre (48 anos) – Pouco lembrado fora do Rio Grande do Sul, o meio-campista que substituiu Paulo Nunes nos minutos finais da decisão também defendeu Internacional, Botafogo, Flamengo, Guarani e Portuguesa, entre outros. Atualmente, trabalha como empresário.

Luiz Felipe Scolari (69 anos) – Até conquistar a Libertadores-1995, Felipão era “apenas” um técnico bicampeão da Copa do Brasil por Criciúma (1991) e Grêmio (1994). A conquista internacional foi um divisor de águas para aquele que se tornaria o treinador brasileiro de maior sucesso de sua geração. Scolari entrou para a história do Palmeiras, transformou a seleção de Portugal, dirigiu o Chelsea e foi o treinador do Brasil em duas Copas. Em 2002, faturou o penta. Em 2014, ficou queimado graças ao 7 a 1. Passou as últimas três temporadas acumulando títulos e dinheiro na China. Optou por deixar o Guangzhou Evergrande e agora está sem emprego.


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Raridade: 7 técnicos brasileiros que treinaram times na Europa
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Rafael Reis

Diego Simeone já foi duas vezes vice da Champions pelo Atlético de Madri, Mauricio Pochettino faz grande trabalho no Tottenham, Jorge Sampaoli dirige o Sevilla, Tata Martino passou recentemente pelo Barcelona.

É inegável que os treinadores argentinos têm um lugar de destaque no cenário internacional e hoje conseguem vaga em alguns dos maiores clubes da Europa.

Mas, e os brasileiros? Ao contrário dos “hermanos”, os técnicos representantes do futebol pentacampeão mundial raramente emplacam trabalhos no Velho Continente. No momento, não há sequer um treinador brazuca de destaque no âmbito europeu.

Relembramos abaixo sete brasileiros que conseguiram romper esse bloqueio e comandaram times nas principais ligas nacionais da Europa.

VANDERLEI LUXEMBURGO
Real Madrid (2004-2005)
sem títulos
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Trabalhou com os galácticos Zidane, Roberto Carlos, Ronaldo e Beckham, desentendeu-se com o astro português Luís Figo, contratou muito mal (os uruguaios Carlos Diogo e Pablo García que o digam) e saiu do clube mais vitorioso do planeta sem uma única taça. De acordo com Roberto Carlos, Luxa nunca conseguiu conquistar a confiança dos medalhões do Real Madrid, que simplesmente ignoravam suas orientações. Mais do que pelo seu trabalho, que até teve pontos positivos, como uma vitória sobre o Barcelona de Ronaldinho e do garoto Messi, a passagem de Luxemburgo pelo Real ficou marcada mesmo foi pelo portunhol desengonçado que o treinador exibia nas entrevistas.

LUIZ FELIPE SCOLARI
Portugal (2002-2008), Chelsea (2008-2009) e Bunyodkor (2009-2010)
Campeão uzbeque em 2009
Scolari
Big Phil, como ficou conhecido na Inglaterra, talvez tenha sido o treinador de carreira mais marcante na Europa nas últimas décadas. Credenciado pela conquista da Copa do Mundo de 2002, ganhou uma chance de trabalhar no Velho Mundo e aproveitou. Em seis anos à frente de Portugal, transformou o país em presença frequente nas grandes competições, foi vice da Euro-2004, semifinalista do Mundial-2006 e lançou Cristiano Ronaldo na seleção. Já no Chelsea, passou longe do mesmo sucesso. Mal aceito pelos principais líderes do elenco, como Cech, Terry, Lampard e Drogba, durou menos de uma temporada. Antes de voltar ao Brasil para comandar o Palmeiras, ainda ganhou um título e muito dinheiro no futebol do Uzbequistão.

RICARDO GOMES
Paris Saint-Germain (1996-1998), Bordeaux (2005-2007) e Monaco (2007 a 2009)
Campeão da Copa da França (1998) e bi da Copa da Liga Francesa (1998 e 2007)
Ricardo Gomes
O atual comandante do São Paulo já iniciou a carreira como treinador na Europa e viveu bons momentos por lá. Em 1996, logo depois de anunciar a aposentadoria, o ex-zagueiro foi contratado para comandar o Paris Saint-Germain, clube no qual havia atuado por quatro temporadas e que estava longe de ser a potência financeira que é hoje. Dirigindo o amigo Raí, Ricardo Gomes conquistou dois títulos de copas com a equipe da capital francesa antes de tentar a sorte no Brasil. O técnico voltou à França em meados da década de 2000 e trabalhou por quatro anos no Bordeaux e no Monaco antes de mais um retorno para casa.

LEONARDO
Milan (2009-2010) e Inter de Milão (2010-11)
Campeã0 da Copa Itália (2011)

A carreira como treinador do ex-lateral e meia da seleção durou muito pouco, apenas as duas temporadas em que dirigiu dois dos maiores clubes da Itália. Dirigente responsável por levar Kaká para o Milan, Leonardo aceitou o convite de Silvio Berlusconi para dirigir a equipe rossonera em 2009. O brasileiro pegou gosto pela coisa e virou a casaca no ano seguinte, quando comandou a outra potência de Milão, a Internazionale. Só que em 2011, abandonou os bancos de reservas para voltar a trabalhar como diretor esportivo do Paris Saint-Germain. A passagem pela França ficou marcada pela invasão de campo e agressão ao árbitro Alexandre Castro, que lhe custou 14 meses de suspensão.

CARLOS ALBERTO PARREIRA
Valencia (1994-1995) e Fenerbahce (1995-1996)
Campeão turco (1996)
Parreira
Assim como Felipão, o técnico do tetracampeonato mundial da seleção brasileira também aproveitou a conquista de uma Copa para lançar sua carreira na Europa. Mas, a passagem pelo Valencia, que tinha o goleiro Zubizarreta e o meia brasileiro Mazinho como astros, não foi bem sucedida e durou menos de uma temporada. Parreira teve mais sucesso no Fenerbahce, para onde foi em 1995. Apesar de ter ficado apenas 12 meses à frente do clube turco, acabou com o jejum de sete anos do clube sem conquistar o título nacional.

ZICO
Fenerbahce (2006-2008), Bunyodkor (2008), CSKA Moscou (2009) e Olympiakos (2009-10)
Campeão turco (2007), da Supercopa da Turquia (2007), uzbeque (2008), da Copa do Uzbequistão (2008), da Copa da Rússia (2009) e da Supercopa da Rússia (2009)
Zico
Outro que, assim como o Leonardo, desenvolveu sua carreira de técnicos no exterior. No caso de Zico, ela começou no Japão (Kashima Antlers e seleção) e só chegou à Europa em meados da década passada. Apesar de nunca ter treinado nas ligas mais importantes, acumulou bons trabalhos na Europa. O melhor deles, sem dúvida nenhuma, na Turquia. Com um time que era liderado dentro de campo por Alex e que ainda contava com Roberto Carlos, Lugano, Maldonado, Edu Dracena e Deivid, foi até as quartas de final da Liga dos Campeões na temporada 2007/08, melhor resultado da história do clube na competição.

ROBERTO CARLOS
Anzhi (2012), Sivasspor (2013-2014) e Belediyespor (2015)
sem títulos
Roberto Carlos
Contratado para fazer parte (como jogador) do milionário plano do Anzhi de extrapolar as fronteiras da Rússia e se tornar uma potência continental, o lateral esquerdo acabou conciliando a função de atleta com a de treinador interino quando o projeto começou a desandar. Após essa primeira experiência, transferiu-se para a Turquia e teve uma ótima temporada no Sivasspor (quinto colocado no campeonato nacional).  Os bons resultados não continuaram, Roberto Carlos mudou de clube e teve seu mais recente trabalho como treinador na Índia, onde dirigiu o Dehli Dynamos no ano passado.


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Como Felipão ajudou a formar seleção sensação das eliminatórias
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Rafael Reis

A seleção que se tornou a sensação das eliminatórias da Copa do Mundo-2018 possui um toque brasileiro.

Não que o Uzbequistão, time que lidera seu grupo no qualificatório asiático e venceu 12 dos últimos 13 jogos que disputou, tenha naturalizado representantes do futebol pentacampeão mundial ou possua uma comissão técnica brazuca.

Mas oito dos jogadores que vem sendo convocados pelo técnico Samvel Babayan, inclusive quatro titulares, já passaram pelas mãos de Luiz Felipe Scolari.

Felipão foi a jogada mais ambiciosa dos uzbeques para revolucionar o futebol local e elevar o nível da modalidade na ex-república soviética.

Logo depois de deixar o Chelsea, em 2009, dirigiu por uma temporada o Bunyodkor, endinheirado clube ligado a magnatas do setor petrolífero, que lhe transformou em um dos treinadores mais bem pagos do mundo na época.

Lá, o técnico do comandante do pentacampeonato mundial do Brasil deu sequência ao trabalho de Zico, reencontrou Rivaldo e começou a formar a base da seleção que caminha para colocar o Uzbequistão pela primeira vez em uma Copa.

Atual camisa 10 da sensação asiática, o meia Sardor Rashidov foi lançado na equipe principal do Bunyodkor por Felipão. O meia Server Djeparov, com quem divide a criação das jogada, era homem de confiança do técnico brasileiro sete anos atrás.

Separada da União Soviética desde 1991, o Uzbequistão é das seleções asiáticas que mais cresceram nos últimos 15 anos e tem visto a inédita classificação para a Copa bater na trave.

Em 2006, perdeu para o Bahrein o direito de disputar uma vaga na repescagem contra Trinidad e Tobago. Oito anos depois, ficou a dois gols de roubar a classificação da Coreia do Sul e foi novamente derrotada na repescagem asiática.

Agora, tudo indica que a história possa ser diferente. Os uzbeques bateram Síria e Qatar na primeira rodada dupla da fase final das eliminatórias, em setembro, e largaram na frente de Irã e Coreia do Sul, as duas potências da chave, que tropeçaram contra equipes mais fracas e somam quatro pontos cada.

Somente os dois primeiros colocados de cada grupo do qualificatório asiático conquistam vaga direta na Copa. Os terceiros das duas chaves se enfrentam para definir quem enfrenta uma seleção da Concacaf na repescagem.

O Uzbequistão defende a liderança do Grupo A nesta quinta-feira, contra o Irã, em casa. Na terça, sua adversária é a China.


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Simeone é o Felipão que entende o futebol moderno
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Rafael Reis

Ver Diego Simeone no banco de reservas exalando desespero, reclamando de tudo e de todos e orquestrando um time que joga à sua imagem e semelhança, com jogadores transpirando sangue, defendendo como poucos, arrumando treta sempre que possível e vencendo suas partidas no jogo aéreo e na bola parada, traz uma sensação de “déjà vu” para quem viveu o futebol brasileiro nos anos 1990.

É difícil olhar para o treinador do Atlético de Madri em uma partida da Liga dos Campeões e não se lembrar imediatamente das históricas campanhas de Luiz Felipe Scolari nas Libertadores e Copas do Brasil do fim do século passado.

E, antes que os mais críticos ao trabalho de Felipão achem que essa é uma tentativa de desvalorizar Simeone e defender o Barcelona, eliminado da Champions pelo Atlético na quarta-feira, já digo: a verdade é o contrário, esse é um grande elogio ao argentino.

Diego Simeone

Antes de ser o cara do 7 a 1, o treinador que fez o Brasil passar vergonha em casa em uma Copa do Mundo, Scolari foi um gênio dos matas-matas. Alguém capaz de vencer uma Copa do Brasil com o Criciúma (1991), dar o bicampeonato da Libertadores ao Grêmio (1995) e fazer o Palmeiras ganhar o mais cobiçado título das Américas (1999). Isso sem contar, é claro, a Copa de 2002.

Com exceção do penta, os maiores feitos de Felipão não foram conquistados com os elencos dos mais técnicos e habilidosos. Pelo contrário, foram ganhos por grupos de jogadores batalhadores, defesas muito bem postadas e inteligência tática.

Só que as transformações táticas do futebol desmontaram Scolari. Ele sabia neutralizar aquele jogo dos anos 1990, baseado em lançamentos, velocidade e jogadas individuais. Quando o padrão Barcelona, de toques curtos, técnica e triangulações passou a vigorar, ele ficou para trás. E levou 7 a 1 de uma Alemanha que jogava dessa forma.

E é aí que surge Simeone. Não é errado dizer que o técnico argentino é o Felipão que entende o futebol moderno.

O comandante do Atlético de Madri faz sucesso porque possui exatamente as mesmas características que fizeram, no passado, o brasileiro ser considerado um dos grandes treinadores do mundo.

A diferença está em sua contemporaneidade. Simeone dá a resposta para o jogo do presente, sabe como conter os Barcelonas da vida e não ser envolvido pelas rápidas e constantes trocas de passes que caracterizam o futebol contemporâneo.

O sucesso do seu Atlético de Madri é importante para nos fazer lembrar que não existe só um jeito de se jogar futebol. E que aquele velho “estilo Felipão” ainda pode ser admirado, mesmo que tenha tido que se atualizar para isso.


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