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Amizade da base do Flamengo chega à Copa via seleção espanhola
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Rafael Reis

Thiago Alcântara e Rodrigo Moreno se conhecem há 17 anos. São tão íntimos que se consideram primos. Já jogaram juntos nas quadras de um colégio no Rio de Janeiro, na escolinha de futebol do Flamengo, em seleções espanholas das mais diferentes categorias e, claro, em muitas peladas seguidas por churrasco.

A partir desta sexta-feira, a dupla de amigos de infância estará reunida mais uma vez. E no maior desafio de suas carreiras: defender a Espanha na Copa do Mundo-2018.

Os dois são filhos de ex-jogadores brasileiros que fizeram sucesso durante as décadas de 1980 e 1990.

Thiago, meia do Bayern de Munique, é o primogênito de Mazinho, ex-volante de Vasco e Palmeiras, além tetracampeão mundial em 1994. Já Rodrigo, atacante do Valencia, é herdeiro de Adalberto, ex-lateral esquerdo do Flamengo, que teve de encerrar a carreira aos 25 anos devido a problemas físicos.

A dupla, que enfrenta Portugal, a partir das 15h (de Brasília), em Sochi, pela primeira rodada do Grupo B, encontrou-se pela primeira vez em 2001, quando ambos tinham dez anos e estudavam juntos no Rio.

Adalberto foi assistir a um jogo do filho na escola e se encantou com um menininho que falava espanhol em quadra. Dias depois, descobriu que aquele garoto era filho de Mazinho, um velho conhecido dos tempos em que ambos eram jogadores profissionais.

O encontro fez com que as duas famílias se aproximassem e virassem quase que uma só. Rodrigo e Thiago entraram juntos na base do Flamengo e depois se mudaram para a Espanha, quando seus pais decidiram virar sócios em um empreendimento na Europa.

Lá, cada um seguiu seu rumo. Thiago ingressou na celebrada base do Barcelona e permaneceu por lá até ser vendido ao Bayern, em 2013. Rodrigo jogou no Celta, foi para o Real Madrid, passou por Benfica e Bolton até desembarcar no Valencia, quatro anos atrás.

Os amigos de infância passaram então a só se encontrar dentro de campo pela seleção. Apesar de terem cidadania brasileira (e italiana, no caso de Thiago), ambos escolheram cedo que defenderiam a Espanha. E juntos foram vice-campeões europeus sub-19 e conquistaram o título continental sub-21.

Thiago chegou antes à seleção principal. Em 2011, aos 20 anos, já participou de um amistoso contra a Itália. O meia só não foi para a Copa-2014 devido a uma lesão no joelho. A primeira convocação de Rodrigo veio logo depois do Mundial do Brasil, para enfrentar Eslováquia e Luxemburgo.

O filho de Mazinho começou jogando nos dois amistosos pré-Mundial da Espanha. Já o de Adalberto foi titular na vitória por 1 a 0 sobre a Tunísia e saiu do banco no empate por 1 a 1 com a Suíça.

Mas o que importa para eles é que ambos estão pela primeira vez em uma Copa do Mundo. Juntos, como sempre fizeram questão de estar nos últimos 17 anos.


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Novo comandante da Espanha, Hierro tem 1 ano de carreira como técnico
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Rafael Reis

Quarenta e três partidas, com 17 vitórias, dez empates e 16 derrotas. É esse o resumo da ínfima carreira como treinador do comandante da seleção espanhola na Copa-2018, Fernando Hierro.

Anunciado a dois dias da estreia no Mundial da Rússia, contra Portugal, na sexta-feira, o ex-zagueiro do Real Madrid passou apenas um dos seus 50 anos de vida trabalhando como técnico. E não deu tão certo assim.

Hierro dirigiu o Oviedo na segunda divisão espanhola durante a temporada 2016/17. Sob seu comando, a equipe terminou na oitava posição e ficou a dois pontos de participar dos playoffs que definiram o acesso para a elite.

O ano do agora técnico da Espanha à frente da Asturias ficou marcado por alguns resultados decepcionantes, como a goleada por 5 a 1 sofrida contra o Alcorcón e um 4 a 0 aplicado pelo Huesca.

A passagem do ex-zagueiro pelo clube incluiu ainda uma sequência de sete jogos sem vencer, logo na reta final da temporada, ou seja, no momento da decisão dos promovidos para a primeira divisão.

Se o substituto de Julen Lopetegui no comando da Espanha não tem muito do que se vangloriar da sua trajetória como técnico, o que ele fez dentro de campo e como cartola é digno de vastos elogios.

Hierro defendeu a camisa do Real Madrid durante 14 temporadas e conquistou três títulos de Liga dos Campeões da Europa. Pela Espanha, foram 89 partidas e quatro participações em Copas do Mundo.

Apesar de ser um jogador de defesa, chegou a ser o maior artilheiro da história da seleção graças ao fato de ter sido um exímio cobrador de faltas e pênaltis. Ainda hoje, é o quinto maior goleador da Fúria, com 29 bolas nas redes.

Depois da aposentadoria, em 2005, pelo Bolton, Hierro fez sucesso como dirigente. Era ele o diretor esportivo da seleção espanhola entre 2007 e 2011, período em que a equipe se consolidou entre as maiores forças do planeta ao faturar uma Euro (2008) e uma Copa (2010).

Após a vitoriosa passagem pela seleção, foi chamado para encabeçar o projeto de transformar o Málaga em uma potencial nacional (e até continental). Permaneceu no clube durante apenas uma temporada, mas conseguiu classifica-lo para a disputa da Champions.

Hierro ainda trabalhou como assistente técnico de Carlo Ancelotti entre 2014 e 2015, período em que Zinédine Zidane dirigia o Castilla, antes de tentar um voo solo como treinador. E se dar mal.

Com a experiência mal sucedida no Oviedo, o ex-zagueiro retornou às origens e foi recontratado em novembro passado pela Real Federação Espanhola de Futebol. A ideia era ter o mesmo cargo da passagem anterior, algo semelhante ao papel que Edu Gaspar desempenha no Brasil.

A surpreendente demissão de Lopetegui, a um dia da abertura da Copa e dois da estreia espanhola, alterou todo esse plano. Agora, a campeã mundial de 2010 vai ter de se virar na Rússia-2018 com um técnico que não tem nem 50 jogos de experiência na função.


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Site aponta França como seleção mais cara da Copa-2018; Brasil é o 3º
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Rafael Reis

Vice-campeão da Eurocopa e uma das equipes mais badaladas desta Copa do Mundo de 2018, a seleção da França é apontada como a mais valiosa entre todas que disputam o Mundial.

De acordo com o site “Transfermarkt”, especializado na cobertura do Mercado da Bola, os 23 jogadores convocados por Didier Deschamps para ir à Rússia têm valor estimado de 1,08 bilhão de euros (R$ 4,81 bilhões).

Imagem: Eric Gaillard/Reuters

O mais caro deles é o atacante Kylian Mbappé, companheiro de Neymar no Paris Saint-Germain, cujo preço estimado pela plataforma chega a 120 milhões de euros (mais de R$ 534 milhões). As altas cifras nas avaliações de outras estrelas do elenco como Antoine Griezmann (100 milhões de euros), Paul Pogba (90 milhões de euros) e Ousmane Dembélé (80 milhões de euros) ajudaram a impulsionar à liderança do ranking

Quem mais se aproxima do valor de mercado da França é a Espanha. O Brasil aparece na terceira colocação no ranking, logo à frente de Alemanha, Inglaterra e Bélgica.

O valor de mercado do único time pentacampeão mundial é de 981 milhões de euros (R$ 4,37 bilhões), segundo o “Transfermarkt”. Neymar, o jogador mais caro da história do futebol, equivale sozinho a quase 20% desse total.

Apesar de ter sido negociado pelo Barcelona com o Paris Saint-Germain por 222 milhões de euros (R$ 970,2 milhões), o camisa 10 brasileiro tem valor de mercado estimado em “apenas” 180 milhões de euros (R$ 786,6 milhões), mesma marca do argentino Lionel Messi.

Das dez seleções mais valiosas da Copa-2018, sete são europeias e nenhuma irá enfrentar o Brasil na fase de grupos.

Além do time de Tite, Argentina (sétima colocada, com 690,5 milhões de euros) e Uruguai (nona, com 372,5 milhões de euros) representam o futebol sul-americano na parte de cima do ranking.

Do outro lado da tabela, a seleção mais barata do Mundial da Rússia é o estreante Panamá. A equipe da América Central vale apenas 8,43 milhões de euros (R$ 37,5 milhões), menos do que uma parcela significativa dos jogadores que vão disputar a competição.

A soma dos valores de mercado das 32 equipes que vão em busca do título mundial a partir do dia 14 de junho ultrapassa os 10 bilhões de euros (R$ 43,7 bilhões).

AS 10 SELEÇÕES MAIS VALIOSAS DA COPA

1 – França– 1,08 bilhão de euros
2 – Espanha – 1,03 bilhão
3 – Brasil – 981 milhões
4 – Alemanha – 883 milhões
5 – Inglaterra – 874 milhões
6 – Bélgica – 754 milhões
7 – Argentina – 690,50 milhões
8 – Portugal – 464,5 milhões
9 – Uruguai – 372,5 milhões
10 – Croácia – 360 milhões

Fonte: Transfermarkt


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Por que algumas seleções ainda não divulgaram suas convocações para Copa?
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Rafael Reis

O Brasil já sabe quem serão os 23 jogadores que Tite irá levar para a Copa do Mundo. Argentina, Alemanha, Portugal e boa parte das outras seleções que vão à Rússia-2018 também já tornaram públicas ao menos suas listas de pré-convocados.

Enquanto isso, várias equipes do primeiro escalão do futebol mundial e candidatas ao cobiçado troféu da Fifa, como França, Espanha e Bélgica, ainda fazem mistério sobre a formação dos seus elencos.

Mas isso pode? Todas as 32 seleções participantes da Copa-2018 não tinham obrigatoriamente que divulgar suas convocações até o início desta semana?

Não, essa não era a regra. Na verdade, todas as equipes precisavam enviar (e enviaram) à Fifa até a última segunda-feira uma relação com 35 nomes pré-inscritos na Copa. Os 23 escolhidos só serão confirmados no dia 4 de junho.

Essas são as duas únicas exigências e prazos que as seleções precisam cumprir. A divulgação dos convocados à imprensa e torcedores é uma decisão que cabe exclusivamente às federações de cada país.

A maior parte das seleções resolveu tornar públicas as convocações (ou as listas com até 35 jogadores) no mesmo dia em que foram enviadas à Fifa. Mas outras decidiram esperar um pouco mais por diferentes razões.

No caso da França, o técnico Didier Deschamps resolveu adiar a convocação para quinta-feira (17) para não atrapalhar a concentração dos jogadores de Olympique de Marselha e Atlético de Madri, que decidem nesta quarta a Liga Europa.

Vários atletas envolvidos na final podem ser chamados pelo treinador francês, casos de Steve Mandanda, Adil Rami, Jordan Amavi, Florian Thauvin e Dimitri Payet (Olympique) e Antoine Griezmann e Lucas Hernández (Atlético).

Já a Espanha, campeã em 2010 e um dos destaques das eliminatórias europeias, vai esperar o encerramento do seu campeonato nacional, no domingo, para anunciar os nomes que vão participar da fase de preparação para a Copa.

Assim, a convocação do técnico Julen Lopetegui será realizada apenas na próxima segunda (21), em um evento na sede de uma das principais patrocinadoras da seleção.

O torcedor da Bélgica também vai ter de esperar a virada da semana para conhecer a convocação de sua equipe.

Como o técnico Roberto Martínez optou por revelar os 23 nomes que vão à Copa (e não uma lista preliminar, sujeita a cortes), a federação local decidiu esperar o encerramento das ligas e copas nacionais dos países onde atuam seus jogadores para diminuir os riscos de anunciar um convocado e ter de cortá-lo por lesão poucos dias depois.

No caso da Inglaterra, a espera não será tão longa assim. A promessa do treinador Gareth Southgate é revelar nesta quarta a lista final de atletas que vão ao Mundial.

A relação só não saiu antes, já na segunda, quando a pré-convocação foi enviada à Fifa, porque o técnico queria ter uma noção melhor da situação médicas de atletas que eventualmente tivessem algum problema físico na rodada final da Premier League, disputada no último fim de semana.


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4 seleções que saem em alta dos amistosos de março, e 3 que temem pela Copa
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Rafael Reis

Confrontos entre grandes seleções, goleadas históricas, resultados surpreendentes. Quem queria um bom preview da Copa do Mundo-2018 teve uma semana cheia de futebol para apreciar e avaliar.

Os amistosos de março consolidaram alguns favoritos, mostraram que umas seleções estão mais fortes do que se imaginava e que outros times, inclusive alguns dos mais tradicionais do planeta, correm risco de passar vergonha na Rússia.

Apresentam abaixo quatro seleções que saem em alta da última Data Fifa antes da divulgação dos convocados para a Copa. E três países que têm motivos de sobra para ficarem preocupados com a sua equipe nacional

EM ALTA

Espanha
1 x 1 Alemanha
6 x 1 Argentina

A grande vencedora desta Data Fifa. Primeiro, empatou com a Alemanha, atual campeã mundial, em um jogo de altíssimo nível técnico e tático. Depois, aplicou uma inesquecível goleada sobre a Argentina. Os resultados fizeram o time de Julen Lopetegui subir alguns degraus na escala de favoritos da Copa-2018. A Espanha sai dos amistosos de março como a seleção a ser batida.

Suíça
1 x 0 Grécia
6 x 0 Panamá

A primeira adversária do Brasil na Copa-2018 optou por não enfrentar nenhuma seleção de primeiro escalão nos amistosos deste mês. Mesmo assim, as vitórias sobre Grécia e Panamá, foram expressivas. Os suíços mostraram a solidez defensiva tradicional e não foram vazados. Mas, mais do que isso, conseguiram marcar sete vezes em dois jogos. Prova que seu ataque também funciona.

Uruguai
2 x 0 República Tcheca
1 x 0 País de Gales

O título da China Cup nem é o principal motivo para o Uruguai sair desta Data Fifa cheio de esperanças. O que realmente empolga o técnico Óscar Tabárez é a percepção de que o trabalho de renovação da equipe está dando certo. Garotos como Rodrigo Bentancur, Nahitan Nández e Lucas Torreira estão cada vez mais integrados à seleção e prometem dar aos uruguaios sangue novo para o Mundial.

Peru
2 x 0 Croácia
3 x 1 Islândia

De volta a uma Copa do Mundo depois de 26 anos, o Peru mostrou força para ir além do papel de simples coadjuvante na Rússia-2018 que parecia destinado a ele. Ainda sem seu principal jogador, o atacante Paolo Guerrero, o time sul-americano desbancou a Croácia, de Luka Modric, Ivan Rakitic e Mario Mandzukic, e também superou a Islândia, sensação da última Eurocopa.

EM BAIXA

Argentina
2 x 0 Itália
1 x 6 Espanha

A vitória sobre a Itália deu ao torcedor argentino a falsa ilusão de que há vida sem Lionel Messi, que estava machucado. Mas a goleada por 6 a 1 sofrida contra a Espanha foi um choque de realidade suficientemente forte para destruir qualquer esperança. A Argentina será melhor quando tiver o craque do Barcelona em campo. Mas só Messi será suficiente para evitar um vexame na Copa?

Portugal
2 x 1 Egito
0 x 3 Holanda

Levar 6 a 1 de uma das melhores seleções do planeta é feio. Mas, tomar 3 a 0 de um time que nem conseguiu se classificar para a Copa não fica muito atrás. Contra a Holanda, Portugal mostrou que está longe de ser uma equipe confiável. É verdade que Fernando Santos escalou vários reservas no fatídico amistoso. No entanto, Cristiano Ronaldo estava em campo. E ele é 50% da seleção portuguesa.

Rússia
0 x 3 Brasil
1 x 3 França

O sonho do torcedor russo é que sua equipe faça um papel digno na Copa. Mas está cada vez mais difícil acreditar na seleção anfitriã. O time é fraco, carece de talento individual e não dá mostras de evolução no jogo coletivo. Poderia ter sido goleado por Brasil e França. Sofrer seis gols nos amistosos de março ficou barato pela bolinha jogada pela Rússia.


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“Novo Busquets”, aposta da Espanha mora em república de estudantes
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Rafael Reis

Como você imagina que é a casa de um jogador que defende uma das mais importantes seleções do planeta? Uma mansão espaçosa, com móveis caríssimos, obras de arte, amplos jardins e muitos empregados?

Bem, essa não é a realidade do volante Rodrigo Hernández, 21, do Villarreal, uma das apostas da Espanha para a Copa do Mundo-2018.

Rodri, como costuma ser chamado, não vive em uma mansão e nem mesmo possui uma casa para chamar de sua. Ele mora em uma república estudantil, junto com amigos da faculdade de administração onde estuda.

“Sei que os estudos são importantes. O que mais quero é me formar. Não quero passar a vida toda me dedicando a apenas uma coisa [o futebol]”, afirmou o jogador, ao jornal espanhol “Marca”.

A rotina de Rodri é intensa. Normalmente, ele treina de manhã, vai para a faculdade depois do almoço e curte os prazeres da vida universitária à noite. Tudo sem exageros, é claro.

Jogador com passagem por todas as seleções de base da Espanha, o volante foi campeão europeu sub-19 em 2015, mesmo ano em que recebeu suas primeiras oportunidades no time principal do Villarreal.

Na atual temporada, Rodri deslanchou. Virou titular absoluto da equipe amarela e entrou no top 10 dos principais passadores do Campeonato Espanhol –segundo o “WhoScored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, dá em média 65,2 passes por partida.

Tratado na Espanha como sucessor natural de Sergio Busquets, o volante de 1,90 m, passadas largas, forte poder de marcação e leitura de jogo acima da média, foi uma das novidades do técnico Julen Lopetegui para os amistosos pré-Copa deste mês.

Rodri participou dos oito minutos finais do empate por 1 a 1 contra a Alemanha, na sexta-feira. Terça, contra a Argentina, deve ganhar uma nova oportunidade para se assegurar no grupo que vai ao Mundial.

O meio do ano também reserva uma outra mudança radical na vida do jovem universitário. O garoto vai deixar o clube onde despontou para vestir uma das camisas mais tradicionais do futebol europeu.

O “novo Busquets” está na mira de Barcelona e Atlético de Madri. Alguns jornais espanhóis, como o “Marca”, cravam que o destino de Rodri será a capital espanhola e que ele será comandado por Diego Simeone na próxima temporada, já que o Atletico teria pago sua multa rescisória de 20 milhões de euros (cerca de R$ 81,7 milhões).


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Quais são os adversários mais frequentes do Brasil na 1ª fase da Copa?
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Rafael Reis

Se a formação dos grupos da próxima Copa do Mundo obedecesse a critérios históricos, a seleção brasileira teria como Espanha, México e Sérvia como adversários na primeira fase da Rússia-2018.

Afinal, esses três países fazem parte do grupo de rivais mais frequentes da camisa amarelinha na fase de abertura da principal competição do futebol mundial.

Cada um deles já teve quatro encontros com o Brasil em primeiras fases da Copa (grupos ou mata-matas, formato do torneio em 1934 e 1938). Além do trio, a Escócia, que não se classificou para a Rússia-2018, também apareceu no caminho brasileiro quatro vezes.

Uma das oito equipes que integram o pote 2 do sorteio da Copa, nesta sexta-feira, a Espanha mediu forças com os brasileiros na primeira fase em quatro oportunidades. Em 1934, venceu por 3 a 1. Em 1978, empatou sem gols. Já em 1962 e 1986, foi derrotada por 2 a 1 e 1 a 0, respetivamente.

Contra o México, que também está no pote 2, o Brasil acumula três vitórias (4 a 0, em 1950, 5 a 0, em 1954, e 2 a 0, em 1962) e um empate por 0 a 0, em Fortaleza, três anos e meio atrás.

Já a Sérvia só enfrentou a seleção em Copas quando ainda era Iugoslávia, país de quem carrega o legado futebolístico. Dos quatro confrontos de primeira fase entre as duas equipes, os europeus venceram um (2 a 1, em 1930), perderam outro (2 a 0, em 1950) e empataram dois (1 a 1, em 1954, e 0 a 0, em 1974).

Ao longo de 20 edições de Copa, o Brasil já teve 32 adversários diferentes em confrontos de primeira fase. Contra 13 dessas seleções, a única equipe pentacampeã mundial jogou mais do que uma vez.

Dos 32 participantes da Rússia-2018, metade jamais enfrentou o time da CBF na fase inaugural de um Mundial.

ADVERSÁRIOS MAIS FREQUENTES DO BRASIL NA 1ª FASE DA COPA

1º – Escócia – 1974, 1982, 1990 e 1998
Espanha – 1934, 1962, 1978 e 1986
Iugoslávia – 1930, 1950, 1954 e 1974
México – 1950, 1954, 1962 e 2014
5º – Rússia – 1958*, 1982* e 1994
Suécia – 1978, 1990 e 1994
7º – Áustria – 1958 e 1978
Camarões – 1994 e 2014
Costa Rica – 1990 e 2002
Croácia – 2006 e 2014
Inglaterra – 1958 e 1970
Portugal – 1966 e 2010
Tchecoslováquia – 1962 e 1970
14º – Argélia – 1986
Austrália – 2006
Bolívia – 1930
Bulgária – 1966
China – 2002
Coreia do Norte – 2010
Costa do Marfim – 2010
França – 1954
Hungria – 1966
Irlanda do Norte – 1986
Japão – 2006
Marrocos – 1998
Noruega – 1998
Nova Zelândia – 1982
Polônia – 1938
Romênia – 1970
Turquia – 2002
Suíça – 1950
Zaire – 1974

*ainda como União Soviética

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Da morte? Brasil tem 40% de chance de ter campeão mundial em seu grupo
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Rafael Reis

A vitória do Peru sobre a Nova Zelândia na definição da última seleção classificada para a Copa do Mundo-2018 pode ter complicado um pouquinho o caminho do Brasil na competição que será disputada no próximo ano.

Graças à vaga conquistada pela equipe de Cueva, Guerrero e Trauco, as chances de a seleção brasileira enfrentar um outro país campeão mundial já na primeira fase da Rússia-2018 são de aproximadamente 40%.

Isso porque o Peru, décimo colocado no ranking da Fifa, entrará no pote 2 do sorteio das chaves do Mundial e, por pertencer à mesma confederação do Brasil, não poderá cair no mesmo grupo do time dirigido por Tite.

Outras duas seleções sul-americanas, Colômbia e Uruguai, também farão parte do segundo pote e estão sujeitas ao mesmo bloqueio no sorteio.

Ou seja, o Brasil já sabe que irá enfrentar na primeira fase da Copa uma dessas cinco seleções: Espanha, Suíça, Inglaterra, México ou Croácia. Como espanhóis e ingleses já venceram o torneio, a chance de cruzar logo de cara com um campeão mundial é de cerca de 40%.

Essa possibilidade seria menor caso a Nova Zelândia tivesse conquistado a última vaga para o Mundial. Nesse caso, a oitava integrante do segundo pote seria a Dinamarca, e não o Peru, aumentando assim o leque de possíveis adversários brasileiros.

A Fifa ainda não anunciou como será feito o sorteio da próxima Copa. No entanto, nos últimos Mundiais, ela primeiro sorteou todas as equipes do pote 1, depois os times 2 e assim sucessivamente. Caso a entidade opte por alterar a dinâmica da definição das chaves na Rússia, 2018, as possibilidades do sorte também serão alteradas.

A seleção amarelinha não enfrenta um outro campeão mundial na primeira fase da Copa desde 1970, quando caiu na mesma chave da Inglaterra e a derrotou por 1 a 0 em seu segundo jogo na competição.

Levando em consideração a divisão dos potes para o sorteio do Mundial de 2018, um possível “grupo da morte” envolvendo a seleção brasileira teria também Espanha (ou Inglaterra), Suécia e Nigéria.

Por outro lado, o Brasil pode ter também uma fase de grupos bastante tranquila, enfrentando México, Islândia e  Arábia Saudita, por exemplo.

O sorteio que irá definir a primeira fase da Copa da Rússia será realizado no dia 1º de dezembro, em Moscou. Dois países da mesma confederação não podem ficar na mesma chave, com exceção dos europeus, que podem emplacar no máximo duas seleções na mesma chave.

Veja com ficaram os potes do sorteio dos grupos da Copa-2018:

POTE 1: Rússia, Alemanha, Brasil, Portugal, Argentina, Bélgica, Polônia e França
POTE 2: Espanha, Peru, Suíça, Inglaterra, Colômbia, México, Uruguai e Croácia
POTE 3: Dinamarca, Islândia, Costa Rica, Suécia, Tunísia, Egito, Senegal e Irã
POTE 4: Sérvia, Nigéria, Austrália, Japão, Marrocos, Panamá, Coreia do Sul e Arábia Saudita


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Piqué é superdotado: verdade ou lenda urbana?
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Rafael Reis

Nascido em berço de ouro, bem-sucedido na profissão que escolheu, admirado em todo o planeta, jogador do time para o qual torce desde a infância, campeão mundial com sua seleção, ativista político, bonito, casado com um símbolo sexual… e superdotado?

Não há dúvidas de que a sorte sorriu pesado para Gerard Piqué, astro do Barcelona, da seleção espanhola e marido da cantora colombiana Shakira. Mas será verdade que o zagueiro possui inteligência compatível a de um gênio?

A história já circula nas redes sociais há algum tempo. Só que, ao contrário do autismo de Messi, da transexualidade de Verratti e da clonagem do filho de Cristiano Ronaldo, não se trata de uma mera lenda urbana.

Em entrevista concedida ao jornal catalão “La Vanguardia”, em 2013, Joan Piqué, pai do camisa 3 do Barça, revelou que o filho possui QI (Quociente de Inteligência) 170, superior até ao índice do físico britânico Stephen Hawking.

O jornal “El Pais”, também da Espanha, contestou a declaração. Segundo a publicação, o QI verdadeiro de Piqué é um pouco mais baixo, 140. Mesmo assim, o nível de inteligência do zagueiro seria maior que o de 98% da população e suficiente para classificá-lo como gênio.

A capacidade de raciocínio do espanhol não aparece apenas dentro de campo. Ele adora trabalhar com números, tem um professor particular de economia e se formou em um curso chamado “O negócio do entretenimento, os meios de comunicação e o esporte”, ministrado na aclamada Universidade de Harvard, nos EUA.

Além disso, Piqué é uma espécie de bandeira política da Catalunha e sempre defendeu que a região deveria escolher se gostaria de se tornar independente ou continuar fazendo parte da Espanha.

Mas o jogador, que não esconde de ninguém o desejo de se tornar presidente do Barcelona depois da aposentadoria, não é o único integrante da sua família que pode ser considerado superdotado.

Sua mulher também tem uma inteligência acima do normal. Segundo a Mensa Internacional, uma agência especializada na medição do potencial das pessoas, Shakira tem QI 140. A colombiana escreve músicas desde os oito anos e é fluente em cinco idiomas.

O filho mais velho do casal, Milan, segue os mesmos passos dos pais. Em 2015, Shakira publicou um vídeo em que mostrava que o menino, na época com apenas dois anos, já estava aprendendo a ler.

Piqué não é só rico, bonito, bem-sucedido e bem-casado. Ele também é superdotado.


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7 seleções que já escalaram jogadores brasileiros em Copas do Mundo
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Rafael Reis

O futebol brasileiro irá para a próxima Copa do Mundo com mais do que os 23 jogadores que forem convocados por Tite. Isso porque outras seleções certamente reforçarão seus elencos com atletas nascidos por aqui.

Alguns deles são bastante conhecidos, como o zagueiro Pepe (Portugal) e o lateral direito Mário Fernandes (Rússia). Outros, caso do zagueiro Thiago Cionek (Polônia), são praticamente desconhecidos em seu país de origem.

A naturalização de brasileiros está longe de ser uma novidade. Em 1934, a Itália conquistou a segunda edição da Copa com um paulistano em seu elenco, o ponta direita Filó, conhecido por lá como Guarisi.

Listamos abaixo sete seleções que já usaram jogadores brasileiros em Mundiais de futebol:

ESPANHA

A Fúria se aproveitou do talento brasileiro em duas das três últimas edições da Copa do Mundo. Em 2006, o volante Marcos Senna (ex-Corinthians) ganhou uma oportunidade do técnico Luis Aragonés. Oito anos depois, Diego Costa participou da vexatória campanha espanhola no Brasil. O centroavante, que vai trocar o Chelsea pelo Atlético de Madri em janeiro, ainda pode aparecer na convocação para a Rússia-2018. O meia Thiago Alcántara, que é filho de brasileiro, mas nasceu na Itália, é nome certo na lista.

PORTUGAL

Metrópole do Brasil entre 1500 e 1822, Portugal sofreu uma verdadeira “invasão brasileira” a partir de meados da década passada. Em 2006, os Tugas eram treinados por Luiz Felipe Scolari e tinham Deco no meio-campo. Quatro anos depois, Felipão já havia ido embora, mas o meia permaneceu no elenco e ganhou dois novos companheiros compatriotas: Pepe e o atacante Liédson. O beque (então no Real Madrid e hoje no Besiktas) foi o único que continuou (e continua) na equipe para a última Copa.

ALEMANHA

Antes de conquistar o tetracampeonato mundial em 2014, a seleção alemã passou mais de uma década apelando a brasileiros para tentar resolver seus problemas ofensivos. A dinastia começou com Paulo Rink (1998 a 2000), passou por Kevin Kuranyi (2003 a 2008) e terminou com Cacau (2009 a 2012), o único do trio que chegou a disputar uma Copa do Mundo, a de 2010.

ITÁLIA

A primeira seleção estrangeira a convocar brasileiros para uma Copa do Mundo (Filó, em 1934) é também o país que mais tem se aproveitado do pé de obra tupiniquim nos últimos anos. Desde 2007, sete atletas nascidos no Brasil foram convocados pela Azzurra. No entanto, só um deles, o volante Thiago Motta, atualmente no Paris Saint-Germain, chegou a disputar um Mundial –foi reserva em 2014.

JAPÃO

A conexão entre o futebol brasileiro e o Japão é tão forte que a seleção nipônica contou com jogadores brasileiros nas suas quatro primeiras participações em Copas do Mundo. O atacante Wagner Lopes jogou em 1998, o lateral esquerdo e meia Alex Santos atuou em 2002 e 2006 e o zagueiro decasségui (termo japonês que significa imigrante temporário e que é usado para definir os nipo-brasileiros que vivem no Japão) Túlio Tanaka atuou pela terra dos seus antepassados em 2010.

BÉLGICA

Muito antes do aparecimento da “ótima geração belga”, quem ajudava os “Diabos Vermelhos” a serem relevantes no cenário internacional era um maranhense de São Luís. O atacante Luís Oliveira, que deixou o Brasil ainda na adolescência para tentar a sorte nas categorias de base do Anderlecht e fez carreira na Itália, vestiu a camisa da Bélgica 31 vezes entre 1992 e 1999 e participou da Copa de 1998.

TUNÍSIA

Se você acha que naturalizar brasileiros é exclusividade das seleções europeias e do Japão, é bom dar uma olhada para a Tunísia. O time do norte da África, que irá voltas às Copas do Mundo em 2018, apelou para o futebol mais vitorioso do planeta em suas três últimas participações na competição. Em 1998 e 2002, quem defendeu a Tunísia foi o zagueiro Clayton, revelado pelo Moto Clube. Já em 2006, o reforço foi o atacante Francileudo dos Santos, outra cria do futebol maranhense.


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