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Arquivo : el-hadary

Mais velha da história, Copa se enche de “tiozões” e tem até quarentão
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Rafael Reis

Goleiro e capitão da seleção do Egito, Essam El-Hadary deve escrever seu nome na história das Copas nesta sexta-feira. Se entrar em campo contra o Uruguai, em Ekaterimburgo, ele se tornará o jogador mais velho a disputar uma partida da competição mais importante do futebol mundial.

El-Hadary terá 45 anos e seis meses no dia da estreia egípcia, dois anos e meio a mais que o também goleiro Faryd Mondragón, da Colômbia, que atuou no Mundial com 43 anos e três dias.

A quebra do recorde não chega a ser uma surpresa. Afinal, a Copa-2018 é “a mais velha de todos dos tempos”.

De acordo com dados disponibilizados pela Fifa, a média da idade dos 736 jogadores convocados para disputar o Mundial da Rússia beira os 28 anos e é a mais alta das 21 edições já realizadas do torneio.

Além de El-Hadary, outros 13 atletas inscritos na Copa já passaram dos 35 anos. Entre eles, estão os intermináveis Rafael Márquez, de 39 anos, zagueiro mexicano que jogará a competição pela quinta vez, e Tim Cahill, 38, atacante australiano que vai para seu quarto Mundial.

Outra prova de como a Copa da Rússia é a mais envelhecida da história são seus principais astros.

Os protagonistas do futebol mundial em 2018 são os mesmos de 2014 e 2010: os trintões Cristiano Ronaldo e Lionel Messi. O português já tem 33 anos e o argentino irá completar 31 durante a competição.

No total, 223 jogadores convocados para a Copa já entraram na casa dos 30 anos. Isso representa 30% de todos os participantes. Quatro anos atrás, no Brasil, os “veteranos” eram só 179, ou 24% do total.

Assim como aumentou o espaço dos jogadores velhos, o Mundial da Rússia também restringiu a presença de atletas em início de carreira. Desta vez, foram chamados apenas 20 garotos com menos de 21 anos, cinco a menos do que em 2014.

O jogador mais novo convocado para a Copa-2018, o meia-atacante australiano Daniel Arzani, já tem 19 anos e cinco meses. No Mundial passado, houve sete adolescentes em campo mais jovens do que ele é hoje.

A troca da garotada pelos jogadores maduros está ligada à evolução das várias ciências do esporte (nutrição, medicina, treinamentos, etc..), que ajudaram a prolongar a “vida útil” dos atletas.

Esse fenômeno não é exclusivo do futebol. Um bom exemplo vem do tênis: a dupla Rafael Nadal, 32, e Roger Federer, 36, continua dominando o circuito masculino.

Então, prepare-se, a Copa do Mundo deste ano será a “Copa dos tiozões”.

OS 5 JOGADORES MAIS VELHOS DA COPA-2018

1 – Essam El-Hadary (EGI) – 45 anos (15/01/1973)
2 – Rafael Márquez (MEX) – 39 anos (13/02/1979)
3 – Sergei Ignashevich (RUS) – 38 anos (14/07/1979)
4 – Tim Cahill (AUS) – 38 anos (06/12/1979)
5 – José de Jesús Corona (MEX) – 37 anos (26/01/1981)


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Perto da vaga, goleiro egípcio quer ser o mais velho da história das Copas
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Rafael Reis

Maior campeão africano de todos os tempos, o Egito joga neste domingo (8) contra o Congo para retornar à Copa do Mundo depois de 28 anos e permitir que um dos seus principais ídolos faça história.

Caso os Faraós conquistem uma vaga no Mundial da Rússia, o goleiro Essam El-Hadary, capitão e estrela da equipe, terá a oportunidade de se transformar no jogador mais velho a disputar a competição.

O veterano camisa 1 egípcio já tem 44 anos e completará em janeiro seu 45º aniversário. O colombiano Faryd Mondragón, até hoje o atleta mais experiente em uma Copa, tinha dois anos a menos quando disputou o torneio em 2014.

“Consegui quase tudo em minha carreira. Conquistei 37 troféus e vivi momentos inesquecíveis, como a vitória sobre a Itália na Copa das Confederações de 2009. A única coisa que me falta é participar de uma Copa do Mundo”, afirmou o goleiro, em entrevista ao site da Fifa.

El-Hadary estreou como profissional em 1993, quando uma parte considerável dos jogadores que irão à Rússia-2018 nem havia nascido. Três anos depois, ele disputou a primeira de suas 155 partidas pelo Egito.

O goleiro fez parte de quatro das sete conquistas de sua seleção na Copa Africana de Nações (1998, 2006, 2008 e 2010) e foi essencial para sua equipe chegar à decisão do torneio continental deste ano –acabou derrotada por Camarões.

Atualmente no Al-Taawoun, o décimo clube que defende como profissional, El-Hadary não esconde de ninguém a meta de superar o recorde de Mondragón e colocar seu nome no livro de recordes da Copa do Mundo. Mas, faz questão de frisar que a classificação egípica é mais importante do que qualquer marca que ele possa alcançar.

“O primeiro objetivo é ajudar o Egito a alcançar a Copa, a meta pessoal vem depois. Glórias individuais acontecem naturalmente depois que o objetivo maior é alcançado”, falou.

Fora dos Mundiais desde 1990, quando caiu na primeira fase, a seleção egípcia lidera o Grupo E das eliminatórias africanas, com nove pontos. Para conseguir a vaga com uma rodada de antecipação e colocar El-Hadary no caminho do recorde, basta que derrote o Congo.


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Lenda viva: conheça o goleiro de 44 anos que busca seu 5º título africano
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Rafael Reis

Quando Essam El-Hadary disputou sua primeira partida como profissional, cinco dos seus atuais companheiros de seleção do Egito nem haviam nascido.

O goleiro de 44 anos é até mais que uma lenda. Ele é uma verdadeira instituição do futebol africano. Uma instituição que pode conquistar neste domingo o título continental pela quinta vez na carreira.

Hadary

Campeão da Copa Africana de Nações em 1998, 2006, 2008 e 2010, El-Hadary é a esperança do Egito na decisão contra Camarões, às 17h (de Brasília), no Stade de l’Amitié, em Libreville, no Gabão.

E isso não é nenhum exagero. Apesar de contar com jogadores conhecidos internacionalmente, como o meia Mohamed Elnenny (Arsenal) e o atacante Mohamed Salah (Roma), a seleção do norte da África precisou demais do veterano goleiro para alcançar a decisão.

Reserva no início da competição, El-Hadary ganhou a posição aos 25 min do primeiro tempo da estreia egípica na CAN, com a lesão de Ahmed El-Shenawy, e agarrou tudo desde então.

Com o quarentão debaixo das traves, o Egito sofreu apenas um gol em cinco partidas e teve no goleiro o herói da classificação na semifinal –defendeu dois pênaltis contra Burkina Faso depois do empate no tempo normal.

Jogador mais velho a disputar a Copa Africana e com 147 partidas pela seleção no currículo, El-Hadary atualmente defende o Wadi Degla, um pequeno time egípcio que nunca sequer foi campeão nacional.

Mas ele fez história mesmo foi no Al-Ahly, clube que mandou no futebol africano na década passada e onde esteve por 12 anos (de 1996 a 2008).

Ídolo por lá, abandonou o time para embarcar em única experiência do longe do Egito, o suíço Sion. Foi chamado de “mercenário” e “Pinóquio” pelo então treinador do Al-Ahly, o português Manuel Jorge.

El-Hadary ficou por apenas uma temporada no futebol europeu e voltou para casa. Ainda que seu antigo clube não o quisesse, não faltaram interessados em contar com aquele que é considerado um dos grandes goleiros da história do continente africano.

Desde então, o veterano arqueiro passou por cinco times diferentes do Egito e se manteve firme na seleção com um objetivo bem claro em mente.

A história de El-Hadary com a camisa dos Faraós não termina neste domingo. Talvez acabe no próximo ano, quando ele imagina que sua longa espera por uma participação na Copa do Mundo possa chegar ao fim.

“Temos boas chances de classificação para a maior competição de todas. E quero fazer parte disso”, disse o goleiro, que terá 45 anos na Rússia-2018.


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