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7 histórias de brasileiros para acompanhar de perto na temporada europeia
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Rafael Reis

A temporada 2017/18 das principais ligas nacionais da Europa acabou de começar. Ao longo dos próximos meses, o fã de futebol irá acompanhar incontáveis histórias de sucesso, fracasso, superação, declínio e dor nos gramados do Velho Continente.

Várias delas terão jogadores brasileiros como protagonistas. Alguns deles, nomes consagrados do primeiro escalão da modalidade. Outros, anônimos que deixaram o país cedo em busca de uma vida melhor para sua família.

Conheça abaixo sete histórias de brasileiros que merecem ser acompanhadas de perto na atual temporada, que, vale lembrar, desembocará na disputa da Copa do Mundo-2018, na Rússia.

NEYMAR, REI DA FRANÇA E IMPERADOR DO MUNDO?

A tentativa de Neymar de levar o Paris Saint-Germain ao inédito título da Liga dos Campeões e de fazer de si mesmo o melhor jogador do planeta é a grande história da nova temporada europeia. É para cumprir esses dois objetivos que o atacante brasileiro deixou o Barcelona para se transformar na contratação mais cara da história do futebol: 222 milhões de euros (R$ 829 milhões).

QUAL O TAMANHO DE PAULINHO?

O próprio meio-campista admitiu que, aos 29 anos, não esperava mais ter a oportunidade de vestir a camisa de um clube do tamanho do Barcelona. Mas, por inúmeras razões, essa chance lhe foi dada. E agora o brasileiro terá a missão de mostrar para o planeta que não é aquele jogador que fracassou no Tottenham, mas sim um meia que deixou saudades no Corinthians e brilha com a camisa da seleção.

GABRIEL JESUS: O NÚMERO 2 DA SELEÇÃO

A cria do Palmeiras apareceu como um fenômeno na segunda metade da última temporada na Inglaterra. Em seus 11 primeiros jogos pelo Manchester City, marcou sete gols e encantou Pep Guardiola. Agora, com uma temporada inteira pela frente, o jovem atacante brasileiro precisa provar que merece sim a titularidade do clube inglês. Afinal, a seleção espera que seu “número 2” chegue voando à Copa do Mundo.

DAVID LUIZ VOLTOU PARA FICAR?

O zagueiro foi a melhor surpresa brasileira da temporada passada. De volta ao Chelsea, David Luiz foi um dos destaques da conquista do Campeonato Inglês e descolou até mesmo um retorno para a seleção. A dúvida é se o camisa 30 conseguirá manter a seriedade e um futebol de alto nível por mais dez meses. Tite está de olho.

A CHANCE DE ALISSON

Reserva em sua primeira temporada na Roma, o goleiro cansou de ver/ler críticas de que a situação poderia ameaçar seu posto de titular da seleção brasileira. Com a saída de Szczesny para a Juventus, Alisson herdou a titularidade da meta do time italiano e agora tem a oportunidade de provar que não há nenhum impedimento para que ele seja o camisa 1 brasileiro na Rússia.

HÁ VAGA PARA FABINHO?

Não importa se vai permanecer no Monaco, clube que defende desde 2015, ou se vai migrar para o Paris Saint-Germain, que está louco para contratá-lo. Fabinho tem só uma temporada para convencer Tite de que merece uma chance no time que vai para a próxima Copa do Mundo. Para boa parte dos europeus que veem semanalmente o meia brasileiro, sua ausência na seleção não faz muito sentido.

O CANDIDATO A REVELAÇÃO

Revelado no Flamengo, Jorge quase não jogou em seus primeiros seis meses de Europa. Contratado pelo Monaco em janeiro, o brasileiro fez apenas cinco partidas em sua temporada de estreia no Velho Continente. Mas, com a ida de Mendy para o Manchester City, o carioca assumiu a lateral esquerda do Monaco, tem jogado bem e desponta como principal candidato a revelação brasileira no futebol europeu em 2017/18.


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Seleção dos reforços mais caros da história tem só 1 brasileiro; veja time
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Rafael Reis

Um dos destaques da última temporada na Inglaterra, o zagueiro David Luiz é o único brasileiro na seleção das contratações mais caras da história do futebol mundial.

O zagueiro de 30 anos aparece na lista graças à penúltima transferência de sua carreira, a troca do Chelsea pelo Paris Saint-Germain, em 2014, por 49,5 milhões de euros (cerca de R$ 183 milhões, na cotação atual) –na última temporada, o jogador deixou a França e retornou ao clube londrino.

Graças a essa transação, David Luiz é o segundo zagueiro mais caro de todos os tempos. Ele só fica atrás do inglês John Stones, que saiu do Everton para reforçar o Manchester City há um ano por 55,6 milhões de euros (R$ 206 milhões).

A seleção das maiores contratações da história conta com jogadores de oito nacionalidades diferentes. Além do Brasil, Itália, França, Inglaterra, Colômbia, Gales, Argentina, Portugal e até a Suíça estão representadas.

Apenas França, com o lateral direito Lilian Thuram e o meia Paul Pogba, e Inglaterra, com o zagueiro Stones e o lateral esquerdo Luke Shaw, contam com dois atletas na lista.

Já entre os clubes, seis agremiações diferentes foram responsáveis pelas contratações dos jogadores mais caros de cada posição.

Finalistas da última Liga dos Campeões da Europa, Real Madrid e Juventus foram os times que mais fizeram negócios históricos.

O Real, atual bicampeão da Champions, contratou os dois atacantes mais caros de todos os tempos (Cristiano Ronaldo e Gareth Bale) e também o meia armador mais valorizado do futebol mundial (James Rodríguez), hoje um reserva de luxo na equipe do técnico Zinédine Zidane.

Já a Juve, derrotada na decisão continental neste ano, abriu os cofres para contratar, ainda no início do século, o goleiro (Gianluigi Buffon) e o lateral direito (Thuram) mais caros da história. E, no ano passado, desembolsou uma quantia recorde por um centroavante para ter o argentino Gonzalo Higuaín.

SELEÇÃO DOS REFORÇOS MAIS CAROS DA HISTÓRIA

G – Gianluigi Buffon (ITA/Juventus/2001) – 52,9 milhões de euros
LD – Lilian Thuram (FRA/Juventus/2001) – 41,5 milhões de euros
Z – John Stones (ING/Manchester City/2016) – 55,6 milhões de euros
Z – David Luiz (BRA/Paris Saint-Germain/2014) – 49,5 milhões de euros
LE – Luke Shaw (ING/Manchester United/2014) – 37,5 milhões de euros
V – Granit Xhaka (SUI/Arsenal/2016) – 45 milhões de euros
M – Paul Pogba (FRA/Manchester United/2016) – 105 milhões de euros
M – James Rodríguez (COL/Real Madrid/2014) – 75 milhões de euros
A – Gareth Bale (GAL/Real Madrid/2013) – 101 milhões de euros
A – Gonzalo Higuaín (ARG/Juventus/2016) – 90 milhões de euros
A – Cristiano Ronaldo (POR/Real Madrid/2010) – 94 milhões de euros

Fonte: Transfermarkt


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Menos gol e mais zagueiro: Como D. Luiz se transformou e deu volta por cima
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Rafael Reis

Para ser campeão inglês, tornar-se um dos destaques positivos do Chelsea na temporada, começar a recuperar o respeito do torcedor e voltar a ser cogitado na seleção brasileira, David Luiz precisou virar zagueiro de verdade.

A afirmação pode até parecer estranha, já que o jogador de 30 anos ficou conhecido internacionalmente e passou a maior parte da carreira jogando no miolo de zaga.

Mas o que difere o David Luiz que proporcionou lances estabanados e que não se mostrava tão confiável no fiasco brasileiro na Copa do Mundo-2014 e nas últimas temporadas no Paris Saint-Germain do David Luiz sólido como uma rocha na atual temporada é justamente seu comportamento de zagueiro.

O agora trintão deixou de lado o gosto pelo ataque, que tanto atormentava treinadores e torcedores que lhe cobravam mais disciplina tática, para se contentar em defender e, vez ou outra, até adotar o humilde jeitão “beque de fazenda”.

Os números comprovam essa transformação de estilo do zagueiro brasileiro.

O jogador, que já chegou a participar ativamente, ou seja, balançando as redes e dando passes para seus companheiros marcarem, de 12 gols em uma temporada, a de 2012/13, só anotou um gol desde agosto e ainda não distribui nenhuma assistência.

Desde 2007/08, seu segundo ano na Europa, David Luiz não tinha uma produção ofensiva tão baixa. E, vale lembrar que, naquela temporada, ele jogou apenas 12 vezes pelo Benfica. Na atual, já são 36 jogos pelo Chelsea e mais quatro no PSG.

A menor preocupação com o ataque veio acompanhada de um aumento na seriedade que o brasileiro demonstra em campo. Os tempos de sair driblando adversários no campo de defesa e insistir nos passes curtos, mesmo quando pressionado pela marcação, ficaram no passado.

De acordo com o “Who Scored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, David Luiz dá em média 5,1 chutões por jogo nesta temporada. Sua média de “aliviadas” no PSG era de apenas 3,5 por partida e, na primeira passagem pelo Chelsea, 4,3.

O “novo” David Luiz caiu nas graças de Antonio Conte, o treinador italiano que reconduziu o Chelsea ao caminho do título inglês depois de um péssimo desempenho na temporada anterior.

O brasileiro assumiu a titularidade na quinta rodada do Inglês, subiu de desempenho depois da adoção do esquema com três zagueiros e não saiu mais do time.

Campeão da Premier League, David Luiz ainda foi escolhido o melhor jogador de defesa da primeira metade da temporada pelo jornal “Telegraph” e acabou escolhido para a seleção de 2016/17, em eleição da PFA, o sindicato dos jogadores profissionais da Inglaterra.


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Conheça os brasileiros que podem ser campeões na Europa neste fim de semana
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Rafael Reis

A menos de um mês do encerramento oficial da temporada 2016/17 do futebol europeu, os principais campeonatos nacionais do Velho Continente caminham para a definição.

Alguns deles, como o Alemão (Bayern de Munique), o Grego (Olympiacos), o Russo (Spartak Moscou) e o Ucraniano (Shakhtar Donetsk), já conhecem seus campeões. Em outros, a conclusão da disputa pelo título é apenas uma questão de dias.

Conheça abaixo os jogadores brasileiros que podem se sagrar campeões nacionais na Europa neste fim de semana.

JUVENTUS

Finalistas da Liga dos Campeões da Europa, os laterais Daniel Alves e Alex Sandro, além do goleiro Neto, precisam apenas de um empate na “decisão” contra a Roma, vice-líder, no domingo, para ajudar a Juventus a conquistar com duas rodadas de antecedência o sexto título italiano consecutivo. O time de Turim tem sete pontos de vantagem para a Roma e oito para o Napoli, que ainda tem chances. O clube do sul da Itália, no entanto, leva a pior no confronto direto com a Juventus, primeiro critério de desempate.

CHELSEA

David Luiz, Willian e Kenedy podem ser campeões ingleses já nesta sexta-feira. Para isso, basta que o Chelsea (84 pontos) derrote o West Bromwich, fora de casa. Caso o líder da Premier League não vença seu compromisso válido pela antepenúltima rodada, a conquista antecipada do troféu dependerá de um tropeço do Tottenham (77), vice-líder e única ameaça ao título, no difícil encontro com o Manchester United.

MONACO

Fabinho, Jemerson, Jorge e Boschilia não conseguiram levar o Monaco para a decisão da Liga dos Campeões, mas estão prestes a ver o time do Principado encerrar um jejum de 17 anos sem conquistar o título francês. A equipe da sensação Mbappé será campeã nacional neste domingo se conseguir aumentar a vantagem de três pontos que possui atualmente em relação ao Paris Saint-Germain, segundo colocado. Os monegascos recebem o Lille no mesmo horário do confronto entre PSG e Saint-Étienne.

BENFICA

Todo ano, uma porção de jogadores brasileiros conquista o campeonato português. Nesta temporada, Ederson, Luisão, Filipe Augusto, Jonas, Júlio César, Jardel e Marcelo Hermes estão com a mão na taça. São eles os representantes do futebol pentacampeão mundial no Benfica (78), atual tricampeão nacional, que precisa vencer o Vitória de Guimarães, no sábado, para ser tetra. Qualquer outro resultado abre a possibilidade de o Porto (73) levar a disputa para a última rodada, desde que derrote o Paços de Ferreira, no domingo.

FEYENOORD

Pouco conhecido no Brasil, o zagueiro Eric Botteghin, revelado no Grêmio Barueri e com passagem pelo Internacional, está perto de ajudar o Feyenoord a ser campeão holandês pela primeira vez neste século. A equipe de Roterdã entra na última rodada da Eredivisie, que será jogada neste domingo, com um ponto e cinco gols de vantagem no saldo de gols (primeiro critério de desempate) em relação ao Ajax. O Feyernoord joga em casa contra o Heracles. Já o time de Amsterdã visita o Willem II.

AJAX

Se o Feyenoord der bobeira e não derrotar o Heracles, David Neres e o Ajax terão a chance de conquistar o título holandês que o clube deixou escapar nas duas últimas temporadas. Contratado do São Paulo no início do ano, o jovem atacante brasileiro de 20 anos ainda é reserva e só participou de sete partidas da competição nacional, mas já marcou três gols.


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Será que chegou a hora de David Luiz voltar à seleção?
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Rafael Reis

Em cinco meses, David Luiz deixou para trás o rótulo de zagueiro estabanado, imaturo e pouco confiável para se tornar pilar de uma das defesas mais sólidas do futebol europeu.

Líder do Campeonato Inglês e um dos destaques da equipe dirigida por Antonio Conte: não há dúvidas de que o jogador renasceu para o futebol internacional em sua segunda passagem pelo Chelsea.

E o bom momento de David Luiz na Premier League levanta uma importante questão: chegou a hora de ele retornar para a seleção brasileira?

Titular da camisa amarelinha na última Copa do Mundo, o cabeludo foi convocado pela última vez em março do ano passado. Desde então, trocou o Paris Saint-Germain pelo Chelsea e também viu a seleção mudar de comando.

Tite conta atualmente com três zagueiros do primeiro escalão do futebol europeu: Thiago Silva e Marquinhos, ambos do PSG, e Miranda, da Inter de Milão. A quarta vaga hoje é ocupada por Gil, ex-Corinthians, que atua na China.

Para cogitarmos a possibilidade de David Luiz voltar à seleção é importante entendermos primeiramente as razões que levaram o zagueiro, uma unanimidade no país até o primeiro semestre de 2014, a se tornar perseguido por parte da torcida brasileira.

Qualidade técnica e velocidade nunca foram problema para o jogador de 29 anos. Pelo contrário, ele sempre foi bem acima da média nesses atributos em relação a outros zagueiros.

Só que essas qualidades sempre estiveram acompanhadas de um grave defeito, principalmente para um jogador de defesa: a falta de rigor tático. David Luiz nunca foi muito de limitar sua atuação às áreas pré-determinadas por seus treinadores.

Essa falha foi exposta como nunca no 7 a 1. Reveja a humilhante derrota brasileira para a Alemanha. No primeiro minuto de jogo, já é possível ver o zagueiro se aventurando na ponta direita, bem distante da posição onde deveria estar.

Mas tudo começou a mudar quando Conte cruzou seu caminho. O atual treinador do Chelsea, um gênio na montagem de sistemas defensivos, enquadrou o brasileiro e fez com que ele se tornasse um zagueiro de fato.

O esquema 3-4-3 usado pelo líder da Premier League até poderia, em tese, permitir que o cabeludo se arriscasse mais no ataque. Mas o David Luiz versão 2017 não tem mais essa ânsia de estar em todos os lugares do campo. Graças ao técnico italiano, ele amadureceu.

A capacidade técnica acima da média para um zagueiro é hoje usada no próprio campo defensivo do Chelsea, nos lançamentos longos que ele costuma fazer para seus companheiros mais ofensivos.

Sendo assim, voltamos à pergunta: chegou a hora de David Luiz voltar à seleção?

Não acho que Tite deva prescindir do melhor zagueiro brasileiro desta temporada devido a atuações não muito convincentes (algumas até catastróficas) no passado. Mas, o retorno do cabeludo não deve ser feito com alarde.

A seleção atravessa uma grande fase, e os jogadores que ajudaram a colocá-la neste rumo devem ser valorizados. Na minha opinião, David Luiz deveria sim receber uma nova oportunidade… mas apenas quando uma vaga fosse aberta naturalmente, por lesão ou suspensão de um dos defensores que vêm sendo chamados.


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10 brasileiros que são as vendas mais caras da história de clubes europeus
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Rafael Reis

O que um jogador de futebol pode render ao clube que ele defende? Gols, defesas (no caso de goleiros) e títulos, é claro… mas também dinheiro, muito dinheiro.

Em alguns casos, a grana é tanta que esses atletas acabam entrando para a história justamente pelos euros e mais euros que levaram para a conta corrente dos seu times.

Esses são os casos dos dez jogadores citados abaixo: brasileiros que fizeram sucesso na Europa e são lembrados justamente por protagonizarem as maiores vendas de todos os tempos dos clubes que defendiam.

DAVID LUIZ
Paris Saint-Germain (FRA)
35 milhões de euros
Temporada 2016/17
David Luiz
O PSG queria promover Marquinhos ao time titular, o Chelsea precisava de um zagueiro para implementar o esquema com três defensores idealizado por Antonio Conte e se lembrava dos três anos do brasileiro no Stamford Bridge. Pronto, por 35 milhões de euros (quase 15 milhões de euros a menos do que o valor da sua compra, em 2014), David Luiz se tornou a venda mais cara da história do clube francês e um reforço que tem se mostrado muito útil para o líder do Inglês.

OSCAR
Chelsea (ING)
60 milhões de euros
Temporada 2016/17
Oscar
A venda do meia brasileiro para o Shanghai SIPG, no começo do mês, impediu que David Luiz encabeçasse também a lista de maiores vendas de outro clube azul, o Chelsea. Vendido por 60 milhões de euros, no maior negócio já protagonizado por um time chinês, Oscar tirou o antigo companheiro de seleção do topo do ranking e deixou de ser apenas um reserva para se tornar astro da companhia no Oriente.

DANIEL ALVES
Sevilla (ESP)
35,5 milhões de euros
Temporada 2008/09
Daniel Alves
O Sevilla é conhecido na Europa por ser um grande celeiro de talentos. Sergio Ramos, Rakitic, Adriano, Júlio Baptista, Jesús Navas e tantos outros saíram de lá direto para os maiores clubes do mundo. Mas ninguém rendeu tanto dinheiro ao clube andaluz quanto Daniel Alves. Sua venda para o Barcelona foi tão boa que nem a inflação do Mercado da Bola nos últimos nove anos já foi capaz de fazer com que ela fosse superada.

FIRMINO
Hoffenheim (ALE)
41 milhões de euros
Temporada 2015/16
Firmino
Grande nome da história do Hoffenheim, o atacante brasileiro até que ficou muito tempo no pequeno clube alemão até se mandar para outro canto. Foi necessária uma oferta de 41 milhões de euros do Liverpool para tirá-lo de lá e leva-lo à Inglaterra. Nenhuma venda de jogador do time azul e branco rendeu sequer metade do dinheiro arrecadado com a transferência de Firmino –Carlos Eduardo, segundo lugar no ranking, foi negociado por “apenas” 20 milhões de euros.

DIEGO
Werder Bremen (ALE)
27 milhões de euros
Temporada 2009/10
Diego
O jogador que hoje veste a camisa do Flamengo era um dos grandes nomes da Bundesliga no fim da década passada até que foi negociado com a Juventus e viu sua carreira começar a travar. Quem se deu bem com o negócio foi o Werder Bremen, não só por ter faturado uma quantia recorde, mas também por ver Mesut Özil assumir a vaga de Diego e estourar com a camisa do clube.

KAKÁ
Milan (ITA)
65 milhões de euros
Temporada 2009/10
Kaká
Último brasileiro a ser eleito o melhor jogador do mundo, Kaká pode se orgulhar também de ser a venda mais cara de um clubes mais tradicionais do planeta. Ídolo do Milan, o brasileiro causou comoção na Itália ao trocar o time rubro-negro pelo Real Madrid e se juntar a Cristiano Ronaldo no projeto de reconstrução dos “galácticos” do presidente Florentino Pérez.

AMOROSO
Udinese (ITA)
28 milhões de euros
Temporada 1999/00
Amoroso
Hoje em dia, 28 milhões de euros por um jogador não é tanto dinheiro assim nos principais mercados do mundo. Mas, 18 anos atrás, tratava-se de uma verdadeira fortuna. Pois foi essa a quantia que o Parma teve coragem de pagar à Udinese pelo brasileiro Amoroso, então com 24 anos. Para os mais novos, vale a explicação: o atacante havia sido o artilheiro do Campeonato Italiano na temporada anterior, e o Calcio tinha a liga nacional mais forte e rica de todo o planeta.

HULK
Zenit São Petesburgo (RUS)
55,8 milhões de euros
Temporada 2016/17
Hulk
O atacante é mais um que protagonizou uma transação milionária para a China. O brasileiro trocou uma carreira sólida no Zenit, com direito a atuações de destaque na Liga dos Campeões da Europa, pela aventura de defender o Shanghai SIPG. Só que o clube russo foi muito bem recompensado pela perda do seu maior astro: mais de 55 milhões de euros foram para seus cofres na transação.


CSKA Moscou (RUS)
24 milhões de euros
Temporada 2008/09
Jô
O reforço corintiano para 2017 também teve seus dias de contratação milionária na Europa. Em 2008, quando era uma promessa de apenas 21 anos, ele protagonizou a venda mais cara da história do CSKA Moscou. O destino? A festejada Premier League inglesa e o Manchester City, que ainda não era tão rico quanto hoje e nem estava acostumado a brigar por títulos.

KIM
Nancy (FRA)
9 milhões de euros
Temporada 2008/09
Kim
Primeiramente, vocês devem estar se perguntando quem é Kim. Bem, ele foi um atacante revelado pelo Atlético-MG no início dos anos 2000 que jogou no Nancy por três anos, conquistou a Copa da Liga e fez 11 gols em 75 partidas do Campeonato Francês. Esses números foram suficientes para convencer o Al-Arabi, do Qatar, a gastar quase 10 milhões de euros em sua contratação.


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Como técnico italiano e David Luiz construíram a melhor defesa da Europa
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Rafael Reis

Um time que chegou a lutar contra o rebaixamento e sofreu na temporada passada seu maior número de gols em 19 anos transformou-se agora na melhor defesa da Europa.

Vice-líder do Inglês, com apenas um ponto de desvantagem para o Liverpool, o Chelsea é a equipe das cinco principais ligas do Velho Continente que há mais tempo não é vazada em seu campeonato nacional.

David Luiz

Já são cinco jogos da Premier League sem sofrer um mísero golzinho, mais do que qualquer outro dos 98 clubes dessa espécie de primeiro escalão do futebol europeu.

A equipe de Londres, apenas a décima colocada na temporada passada, passou ilesa pelos ataques de Hull City, Southampton, Everton, pelo campeão Leicester e pelo gigante Manchester United.

A transformação da antes esburacada defesa do Chelsea em uma fortaleza quase intransponível está ligada à chegada do técnico italiano Antonio Conte e à adoção do seu sistema preferido, com três zagueiros.

O ex-treinador da Juventus e da Azzurra começou o trabalho nos Blues usando uma linha de quatro homens atrás e sofreu nove gols nas primeiras seis rodadas do Inglês. Desde que mudou o esquema, não teve mais sua rede balançada.

Com três homens na defesa, o Chelsea é agora o segundo time da Premier League que menos sofre. De acordo com “Who Scored?”, site especializado em estatísticas no futebol, a equipe de Conte sofre 8,4 finalizações por partida, mais apenas que o Liverpool (8,1).

Ao contrário da trinca Bonucci-Barzagli-Chiellini, eternizada por Conte em um passado recente, o trio de zaga do time inglês conta com apenas com um jogador 100% zagueiro: Cahill.

O lateral de origem Azpilicueta é o homem-chave para fazer a equipe flutuar entre o 3-4-3 de quase sempre e o 4-3-3 utilizado em determinados momentos para surpreender os adversários. E David Luiz… bem, é David Luiz.

O brasileiro, que perdeu espaço na seleção e vem sofrendo com críticas constantes dos torcedores desde o 7 a 1 por seu estilo pouco defensivo para um zagueiro, encontrou em sua volta ao Chelsea, após dois anos no PSG, um estilo que o beneficia.

Graças à proteção dada por um zagueiro extra, David Luiz pode se aventurar um pouco mais no ataque sem causar danos à defesa. Além disso, seus característicos lançamentos longos são uma jogada que Conte aprecia e já usava frequentemente com Bonucci na Juve e na seleção italiana.

Em alta com o chefe e elogiado pela imprensa inglesa, o brasileiro lidera duas estatísticas defensivas do Chelsea: é o maior rebatedor do elenco (4,7 por partida) e também o jogador que mais impede finalizações dos adversários (0,9 bloqueio por jogo).

Prova desse moral é que John Terry já voltou da lesão que o havia afastado do time, não conseguiu desbancar o brasileiro e está no banco de reservas. Afinal, em defesa que está ganhando, não se mexe.


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David Luiz passa Ronaldo e é o 2º brasileiro em vendas milionárias somadas
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Rafael Reis

O retorno de David Luz ao Chelsea, selado na última quarta-feira, transformou o zagueiro de 29 anos no segundo jogador brasileiro que mais movimentou dinheiro em transferências na história.

Com os 38,5 milhões de euros (R$ 140 milhões) pagos pelo clube inglês ao Paris Saint-Germain, o defensor cabeludo deixou para trás Ronaldo, Neymar, Robinho, Willian e Kaká na soma dos valores envolvidos em todas as suas trocas de clube.

David Luiz

Segundo o Transfermarkt, site especializado no mercado da bola, David Luiz já movimentou ao longo da carreira 113,5 milhões de euros (R$ 412,6 milhões).

Ele protagonizou quatro transferências: do Vitória para o Benfica (500 mil euros), em 2007, do Benfica para o Chelsea (25 milhões de euros), em 2011, do Chelsea para o PSG (49,5 milhões de euros), em 2014, além do retorno ao time de Londres.

David Luiz é o 11º jogador que mais gerou dinheiro com mudanças de clube na história do futebol e, de longe, o primeiro defensor.

A lista é liderada pelo argentino Ángel di María (179 milhões de euros), do PSG, seguido pelo sueco Zlatan Ibrahimovic (169,1 milhões de euros), do Manchester United, e pelo também argentino Gonzalo Higuaín (141 milhões de euros), da Juventus.

Quarto colocado nesse ranking, Hulk é o único brasileiro à frente do zagueiro do Chelsea. O atacante já movimentou 129,8 milhões de euros (R$ 472 milhões), sendo que 55,8 milhões de euros (R$ 202,8 milhões) corresponde à sua recente mudança do Zenit para o chinês Shangai SIPG.

Curiosamente, os dois brasileiros que mais grana fizeram com transferências em todos os tempos não fazem atualmente parte da seleção e ficaram fora da primeira convocação do técnico Tite.

Um dos jogadores mais criticados do 7 a 1, David Luz vestiu pela última vez a camisa da seleção no empate por 2 a 2 contra o Uruguai, em março, pelas eliminatórias da Copa do Mundo. Já Hulk fez parte do elenco que disputou a Copa América Centenário, em junho.

OS 10 BRASILEIROS QUE MAIS MOVIMENTARAM DINHEIRO
1º – Hulk (A) – 129,8 milhões de euros
2º – David Luiz (Z) – 113,5 milhões de euros
3º – Ronaldo (A) – 101 milhões de euros
4º – Neymar (A) – 88,2 milhões de euros
5º – Robinho (A) – 85 milhões de euros
6º – Willian (M) – 84,5 milhões de euros
7º – Kaká (M) – 75,1 milhões de euros
8º – Emerson (V) – 70,5 milhões de euros
9º – Ronaldinho (M) – 65,4 milhões de euros
10º – Thiago Silva (Z) – 58 milhões de euros


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Rafael Reis

O futebol brasileiro pode até ter conquistado a inédita medalha de ouro olímpica, mas ainda está bem distante dos seus melhores dias para os clubes da elite da Europa.

Há quatro anos, os times dos seis principais campeonatos nacionais do Velho Continente não gastavam tão pouco na contratação de jogadores brasileiros em uma janela de transferências de pré-temporada quanto agora.

De acordo com o site Transfermarkt, especializado no mercado da Bola, as equipes de primeira divisão de Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha, França e Portugal investiram 190,7 milhões de euros (R$ 688,7 milhões) em reforços brazucas entre 1º de julho e 31 de agosto.

Gabriel

Isso significa uma queda de 34% em relação ao mesmo período do ano passado. Na janela de transferências de verão da temporada 2015/16, os clubes desses seis países gastaram 288,5 milhões de euros (pouco mais de R$ 1 bilhão) para contar com brasileiros em seus elencos.

O valor também é menor do que o registrado nos dois anos anteriores. Em 2014, o investimento foi de 195,7 milhões de euros (R$ 706,8 milhões). Na janela de 2013, impulsionadas pela ida de Neymar para o Barcelona, as transferências de brasileiros movimentaram 286,3 milhões de euros (R$ 1 bilhão).

Para encontrar um mercado de pré-temporada mais fraco que o de 2016 para o futebol pentacampeão mundial na elite europeia é preciso voltar a 2012, quando o investimento ficou na casa dos 142 milhões de euros (R$ 512,9 milhões).

O reflexo dessa queda pode ser visto na lista dos reforços dos grandes clubes do mundo. Entre as 30 transferências mais caras da janela encerrada na quarta-feira, somente duas são de jogadores brasileiros.

E a maior delas, envolvendo Hulk, não é o que pode se chamar de uma transferência para um grande centro. Por 55,8 milhões de euros (R$ 201 milhões), o atacante trocou o Zenit, da Rússia, pelo Shangai SIPG, da China.

Pensando apenas em mercados de primeiro escalão, a grande transação de um jogador brasileiro na janela foi o retorno do zagueiro David Luiz para o Chelsea. Para tirá-lo do PSG, clube para qual ele havia sido vendido em 2014, os ingleses gastaram 38,5 milhões de euros (R$ 129,3 milhões).

A venda de Gabriel Jesus para o Manchester City, por 32 milhões de euros (R$ 115 milhões) também entraria no top 30 dos maiores negócios. No entanto, como ele só deixará o Palmeiras no fim do ano, a transação será completada e fará parte da próxima janela de transferências, em janeiro.

OS 5 BRASILEIROS MAIS CAROS DA JANELA

1º – Hulk (30, A, Shangai SIPG) – 55,8 milhões de euros
2º – David Luiz (29, Z, Chelsea) – 38,5 milhões de euros
3º – Gabriel (20, A, Inter de Milão) – 27,5 milhões de euros
4º – Gerson (19, M, Roma) – 16,6 milhões de euros
5º – Fernando (24, V, Spartak Moscou) – 12,5 milhões de euros


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Um título a cada 4 meses. Tá ruim a média de David Luiz?
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Rafael Reis

A conquista do Campeonato Francês, com incríveis oito rodadas de antecedência, depois da goleada por 9 a 0 do Paris Saint-Germain sobre o Troyes, no domingo, já pode ser considerado algo rotineiro para David Luiz.

Nos últimos quatro anos, pouca gente no mundo do futebol levantou tantos troféus quanto o zagueiro cabeludo brasileiro.

Desde maio de 2012, o beque venceu uma Copa da Inglaterra, uma Liga dos Campeões, uma Liga Europa (Chelsea), dois Campeonatos Franceses, uma Copa da França, uma Copa da Liga Francesa e dois Troféus dos Campeões (PSG).

David Luiz

Ainda venceu a Copa das Confederações de 2013 e o Superclássico das Américas de 2014 com a seleção.

São 11 títulos em um período de apenas 46 meses. Isso significa uma nova medalha de campeão em sua coleção a cada pouco mais de quatro meses.

E o camisa 32 do PSG ainda pode engordar essa conta nos próximos meses. O time azul está na final da Copa da Liga, na semi da Copa da França e segue vivo na disputa do título inédito da Liga dos Campeões.

A galeria de taças levantadas pelo zagueiro no último quadriênio só não está mais completa devido à derrota do Chelsea para o Corinthians no Mundial de Clubes-2012 e aos fracassos do defensor com a camisa da seleção.

David Luiz foi um dos jogadores mais questionados depois da goleada por 7 a 1 sofrida contra a Alemanha na semifinal da Copa-2014.

As falhas de posicionamento decorrentes da sua busca frequente pelo ataque e o preciosismo em alguns lances chegaram a colocar seu futuro na seleção em dúvida.

Apesar das frequentes críticas, amplificadas após o fiasco na Copa América, o zagueiro do PSG continua não apenas sendo convocado por Dunga, como titular do miolo de zaga da equipe nacional.

Ele deve ser visto novamente com a camisa amarelinha nas partidas contra Uruguai (dia 25) e Paraguai (29), pelas eliminatórias da Copa-2018.


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