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Polêmico, agente de Arrascaeta já teve atrito com Cavani e xingou Suárez
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Rafael Reis

Responsável pela carreira do meia Giorgian de Arrascaeta e pela tentativa de tirá-lo do Cruzeiro para levá-lo ao Flamengo para esta temporada, o empresário Daniel Fonseca tem uma história marcada por polêmicas e já se desentendeu publicamente com os dois principais astros do futebol uruguaio na atualidade, Luis Suárez (Barcelona) e Edinson Cavani (Paris Saint-Germain).

O agente, que defendeu Napoli, Roma e Juventus nos tempos de jogador e até disputou a Copa do Mundo-1990 pelo Uruguai, já gerenciou a carreira das duas estrelas da Celeste Olímpica. Mas, em ambos os casos, a relação terminou em barracos e trocas de ofensas.

Crédito: Vinnicius Silva/Cruzeiro E.C.

Em 2016, Suárez acusou Fonseca de ainda lhe dever US$ 200 mil (R$ 744 mil, na cotação atual) relativos à sua transferência do Nacional (URU) para o Groningen (HOL), realizada nove anos antes.

A resposta do empresário não poderia ter sido mais dura. O agente chamou o camisa 9 de “mentiroso” e “sem vergonha”. Também disse que a estrela do Barça tem “problemas mentais” e que deveria “trocar de psicólogo ou procurar um psiquiatra”, já que os tratamentos ao qual estava se submetendo não estavam dando resultado.

O desentendimento com Cavani teve proporções um pouco menores, mas também deu o que falar. O agente trabalhou na negociação da saída do centroavante do futebol uruguaio (Danubio) para o Palermo (ITA), em 2007.

Quatro anos depois, quando já não havia mais relação profissional entre os dois, Fonseca disse à TV italiana Sky Sports que havia ficado doente pela forma com que havia sido tratado pelo jogador e que apenas Deus poderia perdoá-lo. Posteriormente, o empresário alegou que seu desabafo havia sido feito fora do ar e que não deveria ter sido exibido.

A relação do ex-atacante com os clubes uruguaios também não é das melhores. O Liverpool de Montevidéu, por exemplo, proibiu há dois anos seus jogadores de serem representados pelo polêmico agente. O Nacional também não vê com bons olhos Fonseca desde que ele forçou a saída da promessa Rodrigo Amaral para o Racing (ARG).

Apesar dos vários atritos acumulados ao longo da carreira, o agente ainda tem vários jogadores importantes na sua carteira de clientes. O goleiro Fernando Muslera (Galatasaray) e o zagueiro/lateral Martín Cáceres (Lazio), além de Arrascaeta, são gerenciados por ele.

A relação entre Fonseca e o camisa 10 do Cruzeiro começou quando o meia ainda defendia o Defensor Sporting, clube em que iniciou a carreira e de onde se transferiu para o atual campeão da Copa do Brasil.

Os atritos entre o empresário e a diretoria mineira explodiram na semana passada. Com uma proposta do Flamengo em mãos, Arrascaeta vem faltando aos treinos da pré-temporada do time do técnico Mano Menezes desde quinta-feira.

O jogador já pediu para deixar o clube e se transferir para o Rio de Janeiro. Em nota oficial, o Cruzeiro culpou o agente pelas desavenças. “O Sr. Daniel Fonseca, a todo tempo, instigou a desarmonia e desrespeitou a instituição e seu próprio representado, ameaçando retirar o atleta do clube, como de fato vem tentando fazer.”

O Flamengo ofereceu 10 milhões de euros (R$ 42,37 milhões na cotação atual) para adquirir 50% dos direitos econômicos do camisa 10. A oferta foi recusada pelo vice-presidente de futebol Itair Machado, mesmo que o valor tenha sido o pedido pelo próprio dirigente.


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Por onde andam 7 ex-jogadores do Cruzeiro que estão no exterior?
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Rafael Reis

Como está a carreira daquele jogador que passou por seu time de coração e que hoje defende algum time no exterior, mas não um daqueles que aparecem quase que semanalmente na TV brasileira, como Barcelona, Manchester City ou Chelsea?

É para responder a essa pergunta que o “Blog do Rafael Reis” publica desde setembro a seção “Por Onde Anda? – Times Brasileiros”. Durante 12 semanas, vamos revelar os paradeiros de vários jogadores que estão nessa situação.

Hoje, mostramos os destinos de sete ex-jogadores do Cruzeiro. Na semana que vem, encerramos a série fazendo o mesmo com atletas que atuaram no Atlético-MG.

EUGENIO MENA
Lateral esquerdo
30 anos
Racing (ARG)

Veterano de futebol brasileiro, o chileno também defendeu Santos, São Paulo, Sport e Bahia por aqui. A passagem de Mena pelo país acabou em agosto, quando ele acertou sua transferência para o Racing. Em setembro, o lateral foi escolhido por torcedores como o melhor jogador de defesa do mês na Argentina. Com a carreira novamente em alta, voltou a fazer parte dos planos da seleção e disputou o amistoso contra o México, em outubro, depois de um ano fora das convocações.

BOBÔ
Atacante
33 anos
Alanyaspor (TUR)

Mais lembrado pelas passagens por Corinthians e Grêmio, o centroavante jogou no Cruzeiro entre 2011 e 2012, mas não conseguiu deslanchar em Minas Gerais. Com uma carreira consolidada na Turquia, onde foi ídolo do Besiktas e do Kayserispor, assinou contrato nesta temporada com o Alanyaspor, clube de resultados poucos expressivos do país.  Neste começo de temporada, tem deixado a desejar: em oito partidas do Campeonato Turco, ainda não balançou as redes.

GABRIEL XAVIER
Meia
25 anos
Nagoya Grampus (JAP)

O meio-campista de pouca estatura até teve um início promissor no Cruzeiro, mas acabou perdendo espaço no clube e acabou emprestado para Sport e Vitória. Desde o ano passado, está cedido ao Nagoya Grampus, do Japão. Após ajudar a equipe a retornar para a primeira divisão, Gabriel Xavier agora tem tentado evitar a volta para a segundona. Por enquanto, seu time está na zona de rebaixamento da J-League.

ALEJANDRO MARTINUCCIO
Meia-atacante
30 anos
Móstoles (ESP)

O argentino, que escapou da morte em 2016 porque estava machucado quando a Chapecoense viajou para a final da Copa Sul-Americana e sofreu um trágico acidente aéreo, não teve muito destaque no Cruzeiro e já está em declínio na carreira. Depois de defender o Avaí no primeiro semestre, Martinuccio se mudou para a Espanha no meio do ano. Mas seu destino não tem nada de glamuroso: seu clube disputa uma liga regional da região de Madri que é equivalente à quarta divisão.

BRUNO VIANA
Zagueiro
23 anos
Braga (POR)

Revelado na base cruzeirense, teve muitas chances no time principal durante a curta passagem do português Paulo Bento pelo clube, em 2016. A pedido do treinador português, foi contratado meses mais tarde pelo Olympiacos e acabou se transferindo para a Grécia. Bruno Viana está em sua segunda temporada pelo Braga e é um dos destaques da equipe que está a apenas três pontos do Porto, líder da primeira divisão de Portugal

LÉO BONATINI
Atacante
24 anos
Wolverhampton (ING)

Formado na base do Cruzeiro, não teve chances no time principal e acabou emprestado a Goiás e Estoril (Portugal) para ganhar experiência. Mesmo pouco conhecido no Brasil, Bonatini tem construído uma carreira sólida no exterior. Atualmente, disputa a Premier League inglesa, o mais badalado campeonato nacional do planeta. No entanto, tem ficado poucos minutos em campo pelo Wolverhampton.

SEBÁ
Atacante
26 anos
Chongqing Dangdai Lifan (CHN)

Fez sucesso nas categorias menores do Cruzeiro e chegou até a defender a seleção sub-20. Emprestado ao Porto pouco depois de se profissionalizar, não retornou mais ao futebol brasileiro. Seu melhor momento aconteceu no Olympiacos, clube pelo qual se sagrou campeão grego em 2016/17. Nesta temporada, rendeu-se ao dinheiro chinês e foi jogar na Ásia. Hoje, é companheiro de time de Fernandinho e Alan Kardec.


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Tríplice Coroa é comum na Europa, mas “missão quase impossível” no Brasil
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Rafael Reis

Em 2015, o Barcelona conquistou a Liga dos Campeões, o Campeonato Espanhol e a Copa do Rei. Dois anos antes, o Bayern de Munique se sagrou campeão europeu, nacional e da Copa da Alemanha. Já no começo da década, foi a vez da Inter de Milão levantar os troféus mais importantes que disputou: Champions, Serie A e Copa Itália.

Ao longo de toda a história da Liga dos Campeões, sete times já conseguiram a Tríplice Coroa, os três títulos mais importantes da temporada: Celtic (1967), Ajax (1972), PSV Eindhoven (1988), Manchester United (1999), Barcelona (2009 e 2015), Inter de Milão (2010) e Bayern de Munique (2013).

Mas, aqui no Brasil, um feito semelhante a esse ainda é inédito. Jamais uma equipe representante do futebol pentacampeão mundial conseguiu ganhar no mesmo ano Libertadores, Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil.

A maior possibilidade de algo assim acontecer nesta temporada caiu por terra na última quarta-feira, com a eliminação do Palmeiras, vice-líder da Série A, na semifinal do torneio mata-mata nacional.

O Cruzeiro, adversário do Corinthians na decisão da Copa do Brasil, ainda tem chances matemáticas de fazer história. Mas é só o sétimo colocado no Brasileiro e perdeu por 2 a 0 o primeiro jogo contra o Boca pelas quartas de final da Libertadores.

O clube mineiro, aliás, comemora ter uma Tríplice Coroa, mas ela não incluiu a Libertadores (o clube não estava na competição continental naquele ano). Em 2003, os cruzeirenses tiveram um ano praticamente perfeito: venceram o Brasileiro, a Copa do Brasil e também o Campeonato Mineiro.

Ao contrário do que acontece na Europa, a Tríplice Coroa é uma espécie de “missão impossível” para os clubes brasileiros por uma série de motivos.

O principal é o equilíbrio da bola jogada por aqui. Enquanto nos principais países do Velho Continente há uma concentração de dinheiro e de talento em um número reduzido de times, o futebol brasileiro é pródigo em ter várias equipes de nível semelhante.

Isso por si só já diminui bastante a possibilidade de um mesmo clube ganhar vários títulos em uma mesma temporada.  Os elencos com uma quantidade menor de jogadores de qualidade também obrigam os treinadores a priorizarem uma ou outra competição.

Apesar de os clubes europeus também rodarem suas escalações (principalmente nas copas nacionais), os times reservas de Bayern de Munique e Paris Saint-Germain são suficientemente fortes para derrotar praticamente qualquer adversário da Alemanha e da França, respectivamente. Só que o mesmo não acontece no Brasil.

Por fim, há ainda uma razão história para explicar por que jamais um time brasileiro teve essa temporada dos sonhos. Entre 2001 e 2012, as equipes que disputavam a Libertadores não podiam participar da Copa do Brasil no mesmo ano.

A proibição caiu por terra há cinco anos. Atualmente, os clubes que estão no torneio continental ingressam no torneio mata-mata nacional mais tarde, a partir das oitavas de final. Mas a regra nova ainda não foi suficiente para dar a um time brasileiro a tão sonhada Tríplice Coroa.


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Brasil pode ter pior campanha da década na fase de grupos da Libertadores
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Rafael Reis

O futebol brasileiro entra na reta final da fase de grupos da Libertadores-2018 com a corda no pescoço para evitar uma triste marca: sua pior campanha na competição continental nesta década.

Com cerca de 75% dos jogos envolvendo Grêmio, Flamengo, Cruzeiro, Vasco, Santos, Corinthians e Palmeiras na fase de grupos já realizados, o único país pentacampeão mundial tem aproveitamento de 55,2% dos pontos disputados.

Foram 14 vitórias, 11 empates e sete derrotas até o momento. Um resultado bem distante da tradição nacional no torneio sul-americano.

Desde 2010, apenas uma vez o futebol brasileiro teve um desempenho pior do que o atual na fase de grupos. Em 2014, o aproveitamento de Atlético-PR, Botafogo, Atlético-MG, Cruzeiro, Grêmio e Flamengo ficou na casa de 54,6%, próximo do atual.

Em todos os outros anos da década, as equipes do país conseguiram somar pelo menos 58% dos pontos disputados –o melhor resultado foi obtido em 2010, com 68,8%.

O grande responsável pelo desempenho medíocre do futebol brasileiro na Libertadores-2018 é o Vasco. O clube carioca tem a terceira pior campanha da competição (dois empates e três derrotas em jogos) e já não possui nenhuma chance de avançar para os mata-matas.

Todos os outros seis representantes do país na fase de grupos estão na zona de classificação para as oitavas. Mas só o Palmeiras já garantiu o primeiro lugar de sua chave e tem certeza de que irá para a reta final da competição com uma das melhores campanhas.

No ano passado, os clubes brasileiros foram responsáveis por cinco dos sete melhores desempenhos da fase de grupos. Na atual temporada, pelo menos por enquanto, são apenas dois representantes entre os cinco primeiros.

Nesta semana, quatro clubes do país entram em campo pela Libertadores. Na terça-feira, o Grêmio visita o Monagas, na Venezuela. Na quarta, é a vez de o Flamengo receber o equatoriano Emelec e o Palmeiras jogar em casa contra o Junior Barranqulla, da Colômbia. E, na quinta, o Corinthians vai a território venezuelano enfrentar o Deportivo Lara.

Chance para afastar de vez o risco de pior participação brasileira na fase de grupos do torneio continental… ou para abraçar de vez essa triste realidade.


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7 crias do Cruzeiro que hoje fazem sucesso (ou não) fora do Brasil
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Rafael Reis

Por onde anda aquele garoto que brilhou nas categorias de base do meu time e logo foi vendido para o exterior? Será que ele virou um jogador importante por lá? Ou será que se tornou apenas mais um dentre tantos brasileiros espalhados pelo Mundo da Bola?

É para responder perguntas como essas que o “Blog do Rafael Reis” mostra desde julho os paradeiros das crias dos 12 maiores clubes do Brasil.

No penúltimo capítulo da série, localizamos sete jogadores formados no Cruzeiro, time que conquistou dois títulos brasileiros nesta década. Na próxima sexta-feira, será a vez do Atlético-MG.

MAICON
Zagueiro
28 anos
Galatasaray (TUR)

Pouco lembrado pelo torcedor do Cruzeiro, o zagueiro transferiu-se para Portugal com 19 anos e vestiu durante sete temporadas a camisa do Porto, onde chegou a usar a braçadeira de capitão. Retornou ao Brasil no início do ano passado e teve sucesso imediato com o São Paulo. Só que a boa fase durou pouco, e Maicon acabou sendo negociado com o Galatasaray na atual de janela de transferências por 7 milhões de euros (R$ 26 milhões).

GOMES
Goleiro
36 anos
Watford (ING)

Goleiro cruzeirense na conquista do título brasileiro de 2003, construiu uma longa carreira na Europa e fez parte da seleção que disputou a Copa do Mundo de 2010. Após deixar Belo Horizonte, em 2004, Gomes passou por PSV Eindhoven, Tottenham e Hoffenheim. Desde 2014, é o dono da meta da Watford, time que ajudou a recolocar na primeira divisão do futebol inglês.

WALLACE
Zagueiro
22 anos
Lazio (ITA)

Promovido ao time principal em 2013, pouco atuou no Cruzeiro antes de ser negociado com o Braga, um ano depois. Imediatamente cedido ao Monaco, Wallace disputou duas temporadas do Campeonato Francês e, em julho de 2016, foi vendido para a Lazio. Praticamente desconhecido no Brasil, Wallace é hoje figura importante no time do técnico Simone Inzaghi e titular absoluto do miolo de zaga.

VINÍCIUS ARAÚJO
Atacante
24 anos
Valencia (ESP)

Apareceu como promessa de grande jogador na base do Cruzeiro e fez parte do elenco campeão brasileiro de 2013. No ano seguinte, foi vendido por 3,5 milhões de euros (R$ 13 milhões) para o Valencia, onde jamais se firmou. Já foi emprestado para Standard Liège, Huesca, Sport e para o próprio Cruzeiro, mas nunca mais conseguiu mostrar o futebol que fez o clube espanhol investir em sua contratação.

ANSELMO RAMON
Atacante
29 anos
Hangzhou Greentown (CHN)

Sabe aqueles jogadores que pertencem a um clube, mas quase nunca atuam por ele e sempre são emprestados? Pois essa foi a trajetória de Anselmo Ramon no Cruzeiro. Durante os seis anos em que permaneceu vinculado ao clube mineiro, ele passou por Itaúna, Cabofriense, Rio Branco (SP), Avaí, Oeste e teve experiências no Japão e na Romênia. Em 2014, o atacante se mudou para a China, onde vive até hoje. Sua equipe, o Hangzhou Greentown, disputa a segunda divisão nacional.

GABRIEL
Goleiro
24 anos
Milan (ITA)

Um novo fenômeno do gol? Foi isso que o Brasil imaginou quando Mano Menezes convocou o então menino de 18 anos, que jamais havia jogado pelo time adulto do Cruzeiro, para uma sessão de treinos da seleção. Gabriel também disputou os Jogos Olímpicos de 2012, antes de ser negociado com o Milan. Na Itália, sempre foi reserva do clube rossonero e foi emprestado três vezes (Carpi, Napoli e Cagliari) para adquirir experiência. Atualmente, esquenta o banco para Donnarumma, esse sim um verdadeiro fenômeno.

SEBÁ
Meia-atacante
25 anos
Olympiacos (GRE)

Fez sucesso na base do Cruzeiro, mas não conseguiu aproveitar as poucas chances que recebeu no time profissional e se mudou para Portugal pouco antes de completar 20 anos. Sebá passou pelo Porto, jogou no Estoril e se firmou no Olympiacos, clube que defende desde 2015. O brasileiro já acumula dois títulos do Campeonato Grego e é titular do lado esquerdo do ataque equipe alvirrubra.


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Por onde andam os jogadores do Dortmund que tirou Mundial do Cruzeiro?
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Rafael Reis

Poucos clubes levaram tão a sério um Mundial Interclubes quanto o Cruzeiro de 1997. Campeão da Libertadores, o clube mineiro não apenas fez questão de manter o elenco que conquistou o título sul-americano, como também foi atrás de reforços de peso para viagem ao Japão.

O zagueiro Gonçalves e os atacantes Bebeto e Donizete, todos com passagem pela seleção brasileira, foram contratados exclusivamente para a disputa do Mundial. E o meia peruano Roberto Palacios também desembarcou em Minas Gerais com o objeto de conquistar o troféu mais importante da história do clube.

Mas o investimento cruzeirense não deu o resultado esperado. Assim como em 1976, quando caiu ante o Bayern de Munique, o Cruzeiro foi derrotado por um alemão no Mundial. O algoz da vez foi o Borussia Dortmund, que o bateu por 2 a 0.

Vinte anos depois da decisão em Tóquio, é hora de conhecer os paradeiros dos jogadores que fizeram do Dortmund o campeão mundial de 1997 e que impediram que a metade azul de Belo Horizonte celebrasse um título inédito.

POR ONDE ANDA – BORUSSIA DORTMUND (1997)?

Stefan Klos (45 anos) – Jogou mais de 350 partidas pelo Borussia Dortmund entre 1990 e 1998. No ano seguinte se transferiu para o Rangers, onde ficou até o fim da sua carreira, em 2007. Já aposentado, passou a trabalhar nas categorias de base do Bayern de Munique. A última atividade profissional de Klos no futebol foi ter assistente técnico do time sub-16 do clube mais poderoso da Alemanha na temporada 2013/14.

Stefan Reuter (50 anos) – Campeão mundial com a seleção alemã na Copa de 1990, também defendeu Nürnberg, Bayern de Munique e Juventus. Após pendurar as chuteiras, em 2004, Reuter trabalhou nas comissões técnicas de Borussia Dortmund e 1860 Munique. Desde 2013, é diretor de futebol do Augbsurg, 13º colocado na última Bundesliga.

Wolfgang Feiersinger (52 anos) – Um dos quatro estrangeiros escalados como titulares do Dortmund na decisão, o ex-zagueiro foi um dos grandes nomes do futebol austríaco na década de 1990. Vinte anos depois, quem carrega o nome da família nos gramados é sua filha Laura, meio-campista da seleção feminina da Áustria.

Júlio César (54 anos) – Um dos grandes zagueiros do futebol europeu nos anos 1990, é tratado até hoje como ídolo da Juventus e do Borussia Dortmund. Tinha tudo para ser titular do Brasil na Copa de 1994, mas se revoltou com a CBF e abandonou a seleção após seus pertences terem sido roubados na concentração da US Cup, torneio amistoso disputado um ano antes do Mundial. Atualmente, trabalha como empresário de jogadores no interior paulista.

Jörg Heinrich (47 anos) – O ex-lateral esquerdo e líbero vestiu dez camisas diferentes ao longo de 19 anos de carreira e disputou a Copa do Mundo de 1998 pela seleção alemã. Em 2006, seu último ano como profissional, dividiu-se entre jogador do Chemie Premitz e diretor esportivo do Union Berlin. Heinrich tem uma carreira bem desenvolvida como treinador de times nanicos da Alemanha e acaba de ser contratado para trabalhar no Falkensee, que disputa a sexta divisão.

Steffen Freund (47 anos) – O volante da Alemanha campeã da Eurocopa de 1996 rodou bastante desde sua aposentadoria. Freund já foi comentarista de TV, treinador das seleções alemãs sub-16 e sub-17, auxiliar da Nigéria e trabalhou durante três anos como coordenador técnico do Tottenham, clube pelo qual disputou mais de 100 partidas oficiais durante a carreira.

Paulo Sousa (46 anos) – Integrante da geração de Luís Figo e Rui Costa, que recolocou Portugal no mapa do futebol mundial, o ex-volante é um treinador com carreira consolidada. Paulo Sousa já foi campeão como técnico na Hungria, em Israel e na Suíça. Entre 2015 e 2017, dirigiu a Fiorentina. Agora, está em busca de um novo clube para dar sequência à sua trajetória profissional.

Michael Zorc (54 anos) – Autor do gol que abriu o caminho da vitória sobre o Cruzeiro, o ex-meia dedicou a vida toda ao Borussia Dortmund. Foram 17 anos e quase 600 jogos oficiais vestindo a camisa aurinegra. E já são mais de 19 anos trabalhando como diretor esportivo do clube.

Andreas Möller (49 anos) – Capitão e cérebro do Dortmund, o campeão mundial de 1990 e europeu de 1996 pela Alemanha, foi capa de uma das primeiras edições do game Fifa Soccer (1998) e hoje trabalha como assistente técnico da seleção da Hungria, ao lado de Bernd Storck, com quem jogou no Dortmund no final da década de 1980.

Stéphane Chapuisat (48 anos) – Principal jogador suíço dos anos 1990, disputou a Copa do Mundo de 1994 e defendeu o Borussia Dortmund durante oito temporadas. Desde 2008, trabalha no setor de captação de jogadores do Young Boys, atual vice-campeão suíço.

Heiko Herrlich (45 anos) – Caçula entre os titulares do Dortmund no Mundial, o autor do segundo gol contra o Cruzeiro terá nesta temporada o maior desafio de sua carreira como treinador. Depois de dirigir Bochum, seleções de base da Alemanha e a equipe sub-17 do Bayern de Munique, Herrlich foi contratado para comandar o Bayer Leverkusen.

Harry Decheiver (47 anos) – O holandês que substituiu Chapuisat nos minutos finais do Mundial decidiu encerrar a carreira cedo, com apenas 29 anos. Entre 2014 e março deste ano, trabalhou no Go Ahead Eagles, clube que o revelou para o futebol. Decheiver foi treinador da base, técnico interino do time principal e auxiliar da equipe adulta.

Jovan Kirovski (41 anos) – O norte-americano, que começou a carreira no Manchester United, jogou apenas os últimos dez minutos da decisão. Kirovski aposentou-se em 2011, jogando pelo Los Angeles Galaxy, e logo foi anexado à diretoria do time californiano. Desde 2013, é ele o diretor técnico e o homem responsável pelas contratações da franquia de Los Angeles.

Nevio Scala (69 anos) – Treinador do Parma no auge da “era Parmalat”, substituiu Ottmar Hitzfeld no comando do Dortmund logo após a conquista da Liga dos Campeões de 1997 e ficou no cargo por apenas uma temporada. Aposentado do banco de reservas desde 2004, quando deixou o Spartak Moscou, o italiano voltou à cena em 2015, quando foi empossado presidente do renascido Parma pós-falência.


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China, Colômbia e México: paradeiros de gringos que jogaram pelo Cruzeiro
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Rafael Reis

A série “Por onde andam 5 estrangeiros inesquecíveis” mostra os paradeiros dos gringos que, para o bem ou para o mal, destacaram-se nos últimos anos vestindo as camisas dos 12 maiores clubes do Brasil.

Neste décimo episódio, listamos 5 nomes nascidos fora do Brasil que estão na história do Cruzeiro e continuam em atividade.

Na quinta-feira, será a vez de apresentarmos os estrangeiros do Grêmio.

MARCELO MORENO
Atacante
29 anos
Boliviano
No Cruzeiro: De 2007 a 2008 e 2014
Changchun Yatai (CHN)
Marcelo Moreno
Ídolo cruzeirense, foi bem nas duas passagens pelo clube. Em 2008, foi goleador da Libertadores e, na campanha do título brasileiro de 2014, chegou a brigar pela artilharia da competição. Na China desde 2015, tem tido bons resultados individuais, mas sofrido em um time que está longe de ser dos mais competitivos. Apesar dos 13 gols marcados por Moreno, o Changchun Yatai lutou contra o rebaixamento na última temporada da Superliga e escapou do descenso por apenas três pontos.

MAURICIO VICTORINO
Zagueiro
34 anos
Uruguaio
No Cruzeiro: De 2011 a 2013
Nacional (URU)
Victorino
Contratado a peso de ouro, foi bem pelo Cruzeiro no primeiro ano e depois começou a conviver com a série de problemas físicos que o transformou em sinônimo de departamento médico no Brasil. Em meio a tantas lesões, acabou emprestado ao Palmeiras em 2014, seu último ano de contrato. No Uruguai desde o início do ano, o veterano zagueiro conseguiu recuperar o ritmo de jogo a ponto de ser chamado para alguns amistosos da seleção e para a Copa América Centenário.

ERNESTO FARÍAS
Atacante
36 anos
Argentino
No Cruzeiro: De 2010 a 2011 e de 2013 a 2014
América de Cali (COL)
Farias
Jogador de sucesso no River Plate e no futebol português, com direito a passagem pela seleção argentina, Farías foi contratado com status de estrela pelo Cruzeiro. O atacante no entanto, não foi bem com a camisa azul. Ao longo de quatro anos, teve problemas físicos, foi emprestado, afastado, reintegrado e chegou até a treinar com o time de juniores. Na reta final da carreira, o camisa 9 acabou de ajudar o tradicional América de Cali, time quatro vezes vice-campeão da Libertadores, a retornar para a primeira divisão da Colômbia.

JOFFRE GUERRÓN
Atacante
31 anos
Equatoriano
No Cruzeiro: De 2009 a 2010
Cruz Azul (MEX)
Guerron
Eleito o melhor jogador da Libertadores de 2008 pela LDU, chegou emprestado pelo Getafe após uma temporada de insucesso na Europa. Infelizmente para o Cruzeiro, o Guerrón do Brasil esteve mais para o do futebol espanhol do que aquele que havia brilhado no Equador. Após passar também pelo Atlético-PR, o atacante está há dois anos e meio no México. Primeiro, jogou no Tigres e, desde janeiro, defende o Cruz Azul.

DIEGO ARIAS
Volante
31 anos
Colombiano
No Cruzeiro: 2012
Atlético Nacional (COL)
Arias
O volante foi pouco utilizado pelos técnicos Vagner Mancini e Celso Roth no período em que vestiu a camisa do Cruzeiro. Desde que deixou o clube, retornou para a Colômbia e passou a defender o Atlético Nacional. Em Medellín, já ganhou três títulos nacionais, além da Libertadores deste ano. No entanto, quase sempre apenas como uma opção no banco de reservas.


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Final da Champions asiática vai deixar torcedor cruzeirense com saudades
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Rafael Reis

O torcedor do Cruzeiro que está com saudades do time que foi bicampeão brasileiro em 2013 e 2014 tem ótimos motivos para acompanhar o primeiro jogo da final da Liga dos Campeões da Ásia, neste sábado.

A decisão irá reunir os dois principais astros da equipe celeste nas últimas temporadas. De um lado, Ricardo Goulart, goleador e estrela máxima do chinês Guangzhou Evergrande. Do outro, Éverton Ribeiro, cérebro do Al-Ahli, dos Emirados Árabes.

“Vai ser um jogo bacana, a primeira vez jogando contra ele. Vai ficar marcado na carreira de ambos e espero que eu possa sair vencedor”, disse Goulart, que já conversou com telefone com o amigo para combinar uma confraternização.

“Combinamos apenas de trocar a camisa para cada um ter uma recordação bacana do outro. Vai ser um jogo para ficar na recordação, para contar para filhos e netos no futuro.”

Goulart

O momento é mais favorável a Goulart. O meia-atacante acabou de ser campeão chinês com o Guangzhou, é o artilheiro da Liga dos Campeões, com oito gols, e foi indicado ao prêmio de melhor jogador da competição.

Já Everton marcou quatro vezes na Champions asiática, mas apenas uma nos mata-matas decisivos. Ao contrário do antigo parceiro, o camisa 10 não concorre à Bola de Ouro –o brasileiro Lima e o atacante local Ahmed Khalil são os representantes do Al-Ahli na eleição.

“Sempre tive confiança no meu futebol e sabia que poderia dar certo aqui na China. Creio que a boa receptividade de todos e o apoio da minha esposa foram fundamentais. Tive ajuda do pessoal aqui, o clube nos deu todo respaldo e pude só pensar em jogar futebol”, disse Goulart.

A dupla de adversários na final da Liga dos Campeões deixou o Cruzeiro no começo do ano tentadas por contratos milionários na Ásia.

Everton

Everton Ribeiro saiu para o Ah-Ahli por 9 milhões de euros (R$ 37 milhões, na cotação atual). Já Goulart foi contratado pelo Guangzhou Evergrande por uma quantia recorde para o futebol chinês: 15 milhões de euros (o equivalente hoje a R$ 61 milhões).

A escolha por mercados periféricos, no entanto, custo a eles a continuidade na seleção.

Everton ainda conseguiu se sustentar no time de Dunga até o fiasco na Copa América. Goulart, mesmo artilheiro na Ásia, nem isso e sumiu completamente das convocações.

“Foi tudo muito bem conversado com minha família, com meu empresário e com o Cruzeiro na época. Achamos que era a melhor decisão e não nos arrependemos disso. Hoje é possível acompanhar o futebol em qualquer lugar do mundo e na China não é diferente. Estar na seleção sempre é um objetivo, mas será também sempre consequência do trabalho, independentemente de onde estiver”, opina Goulart.

Uma coisa é certa. O Cruzeiro, apenas o décima colocado no Brasileiro deste ano, sente falta da dupla. E seu torcedor acompanhará a final da Liga dos Campeões com um olhar de nostalgia.


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