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Por que astro de rival do Brasil na Copa é tão questionado no Real?
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Rafael Reis

Entra ano, sai ano, e o Real Madrid continua sua incansável busca por um novo goleiro. Só nas últimas temporadas, o clube perseguiu David de Gea (Manchester United), sonhou com Thibaut Courtois (Chelsea) e agora está em negociações avançadas com Kepa Arrizabalaga (Athletic Bilbao).

É assim desde que Keylor Navas desbancou o ídolo Iker Casillas e assumiu a titularidade do gigante espanhol, três anos atrás.

Mas afinal, por que o astro da seleção da Costa Rica, adversária do Brasil na fase de grupos da Copa do Mundo, goza de tão pouco prestígio com a torcida e a diretoria merengue?

Os números do arqueiro de 31 anos pelo Real não são nada ruins. Em 117 partidas com a famosa camisa branca, ele sofreu 108 gols.

A média de 0,92 gol sofrido por jogo não é muito diferente da Ter Stegen (0,87, do arquirrival Barcelona, que disputa os mesmos torneios que ele) e até é melhor que as dos desejados De Gea (0,99, no Manchester United) e Courtois (0,95, no Chelsea).

É difícil também se lembrar de algum momento em que Navas tenha realmente deixado o Real na mão. O costarriquenho até falha, como todos os goleiros, mas seus erros raramente custam caro ao time espanhol.

Desde que o ex-jogador do Levante assumiu a meta madridista, o clube conquistou dois títulos consecutivos da Liga dos Campeões da Europa, encerrou um jejum de cinco anos sem faturar o Espanhol e tirou do Barcelona o posto de “time a ser batido” no planeta.

A principal razão pela qual a diretoria do Real insiste há tanto tempo na necessidade de contratar um goleiro é mais extracampo do que relacionada ao desempenho do seu arqueiro titular.

Basicamente, o que os cartolas querem é “jogar para a torcida” e alimentar a máquina de marketing do clube com um nome consagrado (como seriam De Gea e Courtois), que venderia camisas e encheria a torcida de orgulho, ou com um jogador espanhol para agradar os apoiadores mais nacionalistas (Kepa).

Navas não é nem um, nem outro. O goleiro vem de um país de pouca tradição no futebol, a Costa Rica, e fez sua carreira atuando em times pouco relevantes no cenário internacional (Deportivo Saprissa, em sua terra natal, além de Levante e Albacete, na Espanha).

Vale lembrar que o hoje camisa 1 do Real não foi contratado para ser titular do Real, mas sim para fazer sombra ao veterano Casillas até a chegada de um novo dono para a posição. Foi na marra que ele conquistou seu espaço e vem se mantendo desde então.

Até quando? Só o tempo dirá.

Brasil e Costa Rica se enfrentam no dia 22 de junho, em São Petesburgo, pela segunda rodada da Copa-2018. Sérvia e Suíça são as outras seleções da chave.


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Como astros de rival do Brasil na Copa ganharam fama de derrubar técnicos
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Rafael Reis

É bom o técnico da seleção da Costa Rica, Óscar Ramírez, ficar de olhos bem abertos no goleiro Keylor Navas, do Real Madrid (ESP), e no meia-atacante Bryan Ruiz, do Sporting (POR).

Os dois jogadores mais bem sucedidos da segunda adversária do Brasil na fase de grupos da Copa do Mundo-2018 carregam uma fama nada agradável: a de aproveitarem a influência que possuem para derrubar treinadores.

A denúncia foi feita no mês passado pelo jornalista José del Valle, da ESPN latino-americana. Segundo o guatemalteco, o capitão e o vice-capitão da seleção são tão poderosos no vestiário costarriquenho que conseguem até mesmo impor suas posições ao dirigentes da federação local.

Ainda de acordo com o jornalista, pelo menos dois dos últimos quatro técnicos da Costa Rica, o argentino Ricardo La Volpe e o colombiano Jorge Luis Pinto, deixaram o cargo devido à pressão exercida por Navas ou Ruiz.

La Volpe, que já comandou a seleção mexicana, dirigiu a equipe entre 2010 e 2011 e, segundo Del Valle, caiu depois que Ruiz informou à diretoria que os jogadores não queriam mais trabalhar com o treinador.

Ex-comandante de vários clubes colombianos, Pinto foi o sucessor do argentino e deixou a direção dos costarriquenhos em 2014, mesmo após levá-los de forma surpreendente até as quartas de final da última Copa do Mundo.

As declarações de Del Valle, que também acusou o vestiário costarriquenho de ser rachado em três grupos (os “europeus”, os jogadores que atuam nos EUA e os atletas que jogam no próprio país) caíram como uma bomba.

Afinal, Navas e Ruiz são os dois principais ícones da seleção. O goleiro é simplesmente o jogador da Costa Rica de maior sucesso em todos os tempos. Titular do Real Madrid há três anos e meio, ele tem no currículo dois títulos de Liga dos Campeões da Europa.

Já Ruiz é o capitão da seleção e também o principal jogador de linha da sua geração. Aos 32 anos, ela já acumula 107 partidas e 23 gols pelos “Ticos”, apelido pelo qual a equipe é conhecida.

A crise provocada pelas denúncias de Del Valle foi tão grande que o presidente da Fedefútbol (Federação Costarriquenha de Futebol), Rodolfo Villalobos, chegou a convocar uma entrevista coletiva para defender os jogadores.

O dirigente negou que Navas e Ruiz influenciem as decisões tomadas pela federação e fez questão de lembrar que La Volpe jamais foi demitido, mas sim deixou o cargo por escolha própria.

Apesar dos panos quentes, a crise está instaurada e a imagem dos dois principais jogadores da seleção ficou chamuscada pelas denúncias.

Brasil e Costa Rica se enfrentam no dia 22 de junho, em São Petesburgo, pela segunda rodada da Copa-2018. Sérvia e Suíça são as outras seleções da chave.


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De pai para filho: como família alagoana virou sucesso em rival do Brasil
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Rafael Reis

O pai disputou uma Copa do Mundo e comandou a seleção em outras duas. Ao longo da carreira como jogador e técnico, conquistou por cinco vezes o campeonato nacional. O filho atua na primeira divisão espanhola, acumula mais de 100 partidas pela seleção, é o vice-capitão da equipe e está prestes a disputar seu segundo Mundial.

A família mais importante do futebol da Costa Rica, segunda adversária da seleção brasileira na Copa-2018, tem origem no Brasil.

Mais precisamente em Maceió (AL), onde nasceu Alexandre Guimarães, veterano do Mundial de 1990 que dirigiu os “Ticos” em 2002 e 2006 e é pai de Celso Borges, meio-campista do La Coruña (ESP) e uma das principais estrelas costarriquenhas da atualidade.

Guimarães chegou à América Central ainda na infância, no início dos anos de 1970, acompanhando seu pai, que era médico. No final da década, já era jogador profissional de futebol.

O meia nunca atuou fora da Costa Rica e viveu seu melhor momento no Deportivo Saprissa, clube que defendeu por nove anos e lhe deu três títulos nacionais. Naturalizado costarriquenho, fez parte da primeira seleção do país que disputou uma Copa do Mundo, em 1990.

Na ocasião, tornou-se o primeiro jogador nascido no Brasil a enfrentar a seleção brasileira em um Mundial. A derrota por 1 a 0 nem chegou a ser frustrante, já que a Costa Rica conseguiu avançar às oitavas de final do torneio.

Doze anos depois, Guimarães reencontrou o time de sua terra natal e foi novamente derrotado. Já como técnico da seleção costarriquenha, acabou goleado por 5 a 2 pelos brasileiros na última rodada da primeira fase da Copa-2002.

O treinador ainda trabalhou no Mundial de 2006, a pior campanha da história da Costa Rica na competição e a única vez em que a equipe foi derrotada nos três jogos que disputou.

Atualmente à frente do Mumbai City, time que disputa a milionária Superliga Indiana, Guimarães vê atualmente o legado da família ser defendido pelo filho mais novo, Celso.

O meia de 29 anos construiu sua carreira na Suécia e defende o tradicional Deportivo La Coruña desde 2005. Convocado pela primeira vez para a seleção em 2008, já é um dos dez jogadores que mais defenderam a Costa Rica na história (106 jogos).

Não à toa, é hoje o vice-capitão da equipe e um dos atletas mais influentes do elenco dirigido pelo técnico Óscar Ramírez.

Três anos atrás, Borges visitou o país onde nasceu seu pai para ajudar a Costa Rica a alcançar as quartas de final e ser a surpresa da última Copa do Mundo.

Nome certo na lista de Ramírez para 2018, o meio-campista terá no próximo ano a mesma oportunidade que seu pai teve no passado, a de medir forças em uma Copa com o futebol mais vitorioso do planeta, a terra de onde veio sua família.

“A mesa está servida. #Grupo E, agora é se servir como nunca“, publicou Borges em sua conta no Twitter, logo após o sorteio da última sexta-feira.

Brasil e Costa Rica se enfrentam no dia 22 de junho, em São Petesburgo, pela segunda rodada da Copa-2018. Sérvia e Suíça são as outras seleções da chave.


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