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Com nome de presidente, rival do Brasil vai realizar sonho da mãe na Rússia
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Rafael Reis

O volante costarriquenho Yeltsin Tejeda, 25, deve realizar no próximo mês de junho o sonho de sua mãe.

Disputar uma Copa do Mundo? Não, esse objetivo o jogador do Lausanne (SUI) já alcançou quatro anos atrás, quando fez parte da seleção que surpreendeu ao chegar até as quartas de final da competição no Brasil.

A meta que o meia tem tudo para atingir daqui quatro meses e meio é bem mais específica: disputar um Mundial na terra do homem que o batizou.

O nome de Tejeda, Yeltsin, é uma homenagem a Boris Yeltsin, primeiro presidente da Rússia depois da dissolução da União Soviética, que governou o país entre 1990 e 1999 e morreu em 2007.

“Minha mãe era loucamente apaixonada pelo presidente de vocês e por esse nome. Na Costa Rica, esse nome é muito incomum e acabou conquistando minha mãe. Ela é uma pessoa muito interessada em política. Então, em 1992, quando nasci, decidiu me chamar de Yeltsin”, afirmou o jogador, à imprensa russa, em 2016.

Foi naquele ano que Tejeda realizou parte do sonho de sua mãe: pisar pela primeira vez no país que inspirou seu nome. Em outubro, ele participou do amistoso entre Rússia e Costa Rica, em Krasnodar. Apesar da derrota por 4 a 3, saiu de campo feliz.

A segunda parte desse objetivo, disputar uma competição importante em território russo, também está prestes a ser cumprida.

O volante é figurinha carimbada nas convocações do técnico Óscar Ramírez e só corre risco de ficar fora do Mundial em caso de algum problema físico ou grave falta disciplinar.

Tejeda estreou na seleção costarriquenha em 2011, quando tinha apenas 19 anos, e nunca mais deixou de ser chamado. Titular na Copa-2014, ele tem frequentado o banco nas últimas apresentações da equipe.

A Costa Rica é uma das adversárias do Brasil na primeira fase do Mundial da Rússia. As duas equipes se enfrentam no dia 22 de junho, em São Petersburgo, pela segunda rodada do Grupo E. Sérvia e Suíça são as outras seleções da chave.


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Por que astro de rival do Brasil na Copa é tão questionado no Real?
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Rafael Reis

Entra ano, sai ano, e o Real Madrid continua sua incansável busca por um novo goleiro. Só nas últimas temporadas, o clube perseguiu David de Gea (Manchester United), sonhou com Thibaut Courtois (Chelsea) e agora está em negociações avançadas com Kepa Arrizabalaga (Athletic Bilbao).

É assim desde que Keylor Navas desbancou o ídolo Iker Casillas e assumiu a titularidade do gigante espanhol, três anos atrás.

Mas afinal, por que o astro da seleção da Costa Rica, adversária do Brasil na fase de grupos da Copa do Mundo, goza de tão pouco prestígio com a torcida e a diretoria merengue?

Os números do arqueiro de 31 anos pelo Real não são nada ruins. Em 117 partidas com a famosa camisa branca, ele sofreu 108 gols.

A média de 0,92 gol sofrido por jogo não é muito diferente da Ter Stegen (0,87, do arquirrival Barcelona, que disputa os mesmos torneios que ele) e até é melhor que as dos desejados De Gea (0,99, no Manchester United) e Courtois (0,95, no Chelsea).

É difícil também se lembrar de algum momento em que Navas tenha realmente deixado o Real na mão. O costarriquenho até falha, como todos os goleiros, mas seus erros raramente custam caro ao time espanhol.

Desde que o ex-jogador do Levante assumiu a meta madridista, o clube conquistou dois títulos consecutivos da Liga dos Campeões da Europa, encerrou um jejum de cinco anos sem faturar o Espanhol e tirou do Barcelona o posto de “time a ser batido” no planeta.

A principal razão pela qual a diretoria do Real insiste há tanto tempo na necessidade de contratar um goleiro é mais extracampo do que relacionada ao desempenho do seu arqueiro titular.

Basicamente, o que os cartolas querem é “jogar para a torcida” e alimentar a máquina de marketing do clube com um nome consagrado (como seriam De Gea e Courtois), que venderia camisas e encheria a torcida de orgulho, ou com um jogador espanhol para agradar os apoiadores mais nacionalistas (Kepa).

Navas não é nem um, nem outro. O goleiro vem de um país de pouca tradição no futebol, a Costa Rica, e fez sua carreira atuando em times pouco relevantes no cenário internacional (Deportivo Saprissa, em sua terra natal, além de Levante e Albacete, na Espanha).

Vale lembrar que o hoje camisa 1 do Real não foi contratado para ser titular do Real, mas sim para fazer sombra ao veterano Casillas até a chegada de um novo dono para a posição. Foi na marra que ele conquistou seu espaço e vem se mantendo desde então.

Até quando? Só o tempo dirá.

Brasil e Costa Rica se enfrentam no dia 22 de junho, em São Petesburgo, pela segunda rodada da Copa-2018. Sérvia e Suíça são as outras seleções da chave.


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Como astros de rival do Brasil na Copa ganharam fama de derrubar técnicos
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Rafael Reis

É bom o técnico da seleção da Costa Rica, Óscar Ramírez, ficar de olhos bem abertos no goleiro Keylor Navas, do Real Madrid (ESP), e no meia-atacante Bryan Ruiz, do Sporting (POR).

Os dois jogadores mais bem sucedidos da segunda adversária do Brasil na fase de grupos da Copa do Mundo-2018 carregam uma fama nada agradável: a de aproveitarem a influência que possuem para derrubar treinadores.

A denúncia foi feita no mês passado pelo jornalista José del Valle, da ESPN latino-americana. Segundo o guatemalteco, o capitão e o vice-capitão da seleção são tão poderosos no vestiário costarriquenho que conseguem até mesmo impor suas posições ao dirigentes da federação local.

Ainda de acordo com o jornalista, pelo menos dois dos últimos quatro técnicos da Costa Rica, o argentino Ricardo La Volpe e o colombiano Jorge Luis Pinto, deixaram o cargo devido à pressão exercida por Navas ou Ruiz.

La Volpe, que já comandou a seleção mexicana, dirigiu a equipe entre 2010 e 2011 e, segundo Del Valle, caiu depois que Ruiz informou à diretoria que os jogadores não queriam mais trabalhar com o treinador.

Ex-comandante de vários clubes colombianos, Pinto foi o sucessor do argentino e deixou a direção dos costarriquenhos em 2014, mesmo após levá-los de forma surpreendente até as quartas de final da última Copa do Mundo.

As declarações de Del Valle, que também acusou o vestiário costarriquenho de ser rachado em três grupos (os “europeus”, os jogadores que atuam nos EUA e os atletas que jogam no próprio país) caíram como uma bomba.

Afinal, Navas e Ruiz são os dois principais ícones da seleção. O goleiro é simplesmente o jogador da Costa Rica de maior sucesso em todos os tempos. Titular do Real Madrid há três anos e meio, ele tem no currículo dois títulos de Liga dos Campeões da Europa.

Já Ruiz é o capitão da seleção e também o principal jogador de linha da sua geração. Aos 32 anos, ela já acumula 107 partidas e 23 gols pelos “Ticos”, apelido pelo qual a equipe é conhecida.

A crise provocada pelas denúncias de Del Valle foi tão grande que o presidente da Fedefútbol (Federação Costarriquenha de Futebol), Rodolfo Villalobos, chegou a convocar uma entrevista coletiva para defender os jogadores.

O dirigente negou que Navas e Ruiz influenciem as decisões tomadas pela federação e fez questão de lembrar que La Volpe jamais foi demitido, mas sim deixou o cargo por escolha própria.

Apesar dos panos quentes, a crise está instaurada e a imagem dos dois principais jogadores da seleção ficou chamuscada pelas denúncias.

Brasil e Costa Rica se enfrentam no dia 22 de junho, em São Petesburgo, pela segunda rodada da Copa-2018. Sérvia e Suíça são as outras seleções da chave.


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De pai para filho: como família alagoana virou sucesso em rival do Brasil
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Rafael Reis

O pai disputou uma Copa do Mundo e comandou a seleção em outras duas. Ao longo da carreira como jogador e técnico, conquistou por cinco vezes o campeonato nacional. O filho atua na primeira divisão espanhola, acumula mais de 100 partidas pela seleção, é o vice-capitão da equipe e está prestes a disputar seu segundo Mundial.

A família mais importante do futebol da Costa Rica, segunda adversária da seleção brasileira na Copa-2018, tem origem no Brasil.

Mais precisamente em Maceió (AL), onde nasceu Alexandre Guimarães, veterano do Mundial de 1990 que dirigiu os “Ticos” em 2002 e 2006 e é pai de Celso Borges, meio-campista do La Coruña (ESP) e uma das principais estrelas costarriquenhas da atualidade.

Guimarães chegou à América Central ainda na infância, no início dos anos de 1970, acompanhando seu pai, que era médico. No final da década, já era jogador profissional de futebol.

O meia nunca atuou fora da Costa Rica e viveu seu melhor momento no Deportivo Saprissa, clube que defendeu por nove anos e lhe deu três títulos nacionais. Naturalizado costarriquenho, fez parte da primeira seleção do país que disputou uma Copa do Mundo, em 1990.

Na ocasião, tornou-se o primeiro jogador nascido no Brasil a enfrentar a seleção brasileira em um Mundial. A derrota por 1 a 0 nem chegou a ser frustrante, já que a Costa Rica conseguiu avançar às oitavas de final do torneio.

Doze anos depois, Guimarães reencontrou o time de sua terra natal e foi novamente derrotado. Já como técnico da seleção costarriquenha, acabou goleado por 5 a 2 pelos brasileiros na última rodada da primeira fase da Copa-2002.

O treinador ainda trabalhou no Mundial de 2006, a pior campanha da história da Costa Rica na competição e a única vez em que a equipe foi derrotada nos três jogos que disputou.

Atualmente à frente do Mumbai City, time que disputa a milionária Superliga Indiana, Guimarães vê atualmente o legado da família ser defendido pelo filho mais novo, Celso.

O meia de 29 anos construiu sua carreira na Suécia e defende o tradicional Deportivo La Coruña desde 2005. Convocado pela primeira vez para a seleção em 2008, já é um dos dez jogadores que mais defenderam a Costa Rica na história (106 jogos).

Não à toa, é hoje o vice-capitão da equipe e um dos atletas mais influentes do elenco dirigido pelo técnico Óscar Ramírez.

Três anos atrás, Borges visitou o país onde nasceu seu pai para ajudar a Costa Rica a alcançar as quartas de final e ser a surpresa da última Copa do Mundo.

Nome certo na lista de Ramírez para 2018, o meio-campista terá no próximo ano a mesma oportunidade que seu pai teve no passado, a de medir forças em uma Copa com o futebol mais vitorioso do planeta, a terra de onde veio sua família.

“A mesa está servida. #Grupo E, agora é se servir como nunca“, publicou Borges em sua conta no Twitter, logo após o sorteio da última sexta-feira.

Brasil e Costa Rica se enfrentam no dia 22 de junho, em São Petesburgo, pela segunda rodada da Copa-2018. Sérvia e Suíça são as outras seleções da chave.


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