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Na Coreia do Sul, Lulinha diz ter mais medo do Brasil do que de Kim
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Rafael Reis

Um dos principais jogadores estrangeiros do futebol da Coreia do Sul, o meia Lulinha não perde o sono com a possibilidade de o país onde vive desde o ano passado ser atacado pela Coreia do Norte.

O mais famoso dos 18 brasileiros que atuam por lá afirma viver totalmente despreocupado na Ásia, mesmo com a escalada de tensão na região e o risco de um conflito nuclear entre a ditadura de Kim Jong-un e os EUA, aliados históricos dos sul-coreanos.

“Vou ser sincero, parece que nada disso está acontecendo por aqui. Ninguém comenta nada sobre o tema. A vida está normal. Para falar a verdade, fico mais preocupado com meus pais no Brasil do que com a situação aqui na Coreia. A guerra no Brasil é pior, tem roubo, assalto e os políticos”, afirma o meia de 27 anos.

Promessa de craque das categorias de base do Corinthians na década passada, Lulinha chegou à Coreia do Sul em maio de 2016, depois de rodar por Bahia, Ceará e Botafogo e outros clubes. Desde então, vem convivendo com a preocupação da família em relação à sua segurança.

“Sempre que minha mãe vê alguma coisa na TV, ela me liga saber como estou. Quando fico sabendo de algo, é porque ela me ligou ou porque vi em algum jornal brasileiro. As pessoas daqui não falam sobre isso.”

O camisa 10 do Pohang Steelers, maior campeão da história do futebol asiático e sétimo colocado na atual temporada da K-League, o Campeonato Sul-Coreano, ainda nem elaborou um plano de fuga da região caso uma guerra realmente aconteça.

“É para você ver o quanto estou tranquilo. Alguns meses atrás, ouvimos uma história de que os brasileiros que moram aqui estavam indo ao consulado deixar seus nomes para um voo de emergência. Pensamos em fazer isso também, mas deixamos para lá.”

Apesar de não mostrar muito medo de um conflito na região, Lulinha está ciente de que uma eventual guerra entre Coreia do Norte e EUA fatalmente atingiria o país onde vive e teria proporções catastróficas.

“Esse cara da Coreia do Norte [Kim Jong-un] é meio maluco. E a Coreia do Sul é aliada dos EUA, então o risco existe. Mas nossa maior preocupação não é a guerra, mas sim os terremotos e tufões.”

As tensões entre norte-americanos e sul-coreanos são históricas e vêm crescendo desde que Donald Trump chegou à Casa Branca. Nos últimos meses, Jong-un tem ameaçado os EUA  e provocando vários testes de mísseis de longo alcance e também de bombas nucleares.

O mais recente aconteceu no último domingo, quando a Coreia do Norte divulgou que explodiu uma bomba de hidrogênio, artefato que possui um poder destrutivo superior ao das bombas atômicas convencionais.

Após o teste, o secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, ameaçou os norte-coreanos com uma “resposta militar maciça, uma resposta eficaz e esmagadora” caso seu país ou territórios aliados sejam atacados pelos inimigos.


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Zagueiro Gil fala em retorno ao Brasil, mas nega prioridade do Corinthians
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Rafael Reis

O zagueiro Gil passou três anos no Corinthians, foi campeão brasileiro por lá e chegou à seleção brasileira enquanto vestia o uniforme alvinegro. Mas isso não significa que o clube paulista tenha alguma prioridade em um possível repatriamento do jogador.

Com contrato com o Shandong Luneng até o fim de 2019, o hoje defensor do Shandong Luneng não esconde que deseja retornar ao futebol brasileiro depois do encerramento do seu vínculo: “Pretendo um dia voltar ao Brasil. É meu país, onde vivi grandes momentos”. Só que não acha que o líder da Série A seja seu destino quase que obrigatório.

“É óbvio que o carinho pelo Corinthians é muito grande. Tenho grandes amigos lá e, sempre que posso, procuro visitar. É sempre bom encontrar o pessoal, afinal de contas, foram três anos juntos. Procuro acompanhar também. Apesar do fuso, a gente dá um jeito de estar de olho e torcer pelos amigos. Mas não posso falar em prioridade, pois no futebol as coisas acontecem muito rapidamente”, disse o zagueiro, em entrevista realizada no início da semana passada, antes da convocação da seleção para a próxima rodada das eliminatórias da Copa-2018.

Gil foi um dos quatro jogadores corintianos que deixaram o clube logo depois da conquista do Brasileiro-2015 para atuar na China. Jadson já retornou ao Itaquerão, enquanto o zagueiro, Ralf e Renato Augusto continuam no Oriente.

“Temos um carreira curta e precisamos ter estabilidade. Mas também temos de pensar no desempenho. O Shandong pagou a multa ao Corinthians e foi algo muito bom para o clube. Um clube que fiquei por três anos, pelo qual tenho um grande carinho, onde conquistei títulos e ainda pude ajudar financeiramente. Foi um projeto bom para todos.”

O defensor já acumula mais de 60 partidas pelo Shandong, clube que também conta com Diego Tardelli e Graziano Pellé, ex-seleção italiana. O time viveu um sufoco na temporada passada e até lutou contra o rebaixamento, mas atualmente faz bela campanha e ocupa a terceira colocação da Superliga Chinesa.

Mesmo distante da elite do futebol mundial, Gil faz parte dos jogadores que estão no radar de Tite. Apesar de não ter sido convocado para as partidas contra Equador e Colômbia, o atleta de 30 anos fez parte das listas do treinador desde que chegou ao cargo, no ano passado.

“Acho que isso [preconceito] já passou e temos vários atletas jogando na China e representando suas seleções. Acho que as convocações do Tite têm respondido a quem ainda duvida. Ou alguém ainda discorda de Renato Augusto e Paulinho na seleção? Acho que não. Isso foi no começo. Hoje, não creio que alguém ainda tenha dúvidas dos que estão sendo chamados, seja da China ou de qualquer outro país.”


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Mesmo com tropeços, arrancada do Corinthians supera Bayern e Juventus
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Rafael Reis

Apesar de ter tropeçado nas duas últimas rodadas, a campanha do Corinthians no Campeonato Brasileiro-2017 ainda é digna das dos campeões das principais ligas nacionais europeias na última temporada.

O time dirigido por Fábio Carile, que empatou com Atlético-PR e Avaí nesta semana, somou 37 pontos em suas primeiras 15 apresentações na Série A deste ano.

A marca é superior às alcançadas por Juventus (36), Bayern de Munique (36) e Monaco (24), campeões italiano, alemão e francês, respectivamente, no mesmo período da competição que conquistaram.

Entre os vencedores das cinco principais ligas nacionais da Europa na última temporada, só o Chelsea, campeão inglês, e o Real Madrid, que levantou a taça na Espanha, tiveram um início de campeonato similar ao corintiano.

Os dois clubes também somaram 37 pontos nas primeiras 15 rodadas. O Real teve uma campanha idêntica à do Corinthians, com 11 vitórias e quatro empates. Já o Chelsea ganhou 12 vezes, empatou uma e sofreu duas derrotas.

O líder do Brasileiro supera todos os principais campeões do Velho Continente em um quesito: a defesa. O time alvinegro sofreu apenas sete gols até o momento. Quem mais se aproxima desse desempenho é o Bayern, vazado nove vezes nas 15 rodadas iniciais da Bundesliga.

Já o ataque corintiano tem números praticamente inexpressivos na comparação com os grandes clubes do planeta. Foram 25 gols marcados na Série A. Com o mesmo número de jogos em suas ligas, o Real já havia colocado 40 bolas nas redes, e o Monaco, 44.

O desafio do Corinthians agora é não “sentir” os últimos tropeços e conseguir manter um aproveitamento próximo aos 82,2% dos pontos disputados que ostenta agora até o fim do campeonato, marca que certamente lhe dará o título.

Entre os cinco campeões analisados, o único que conseguiu ficar acima dessa faixa foi o Monaco, que obteve 83,3% dos pontos possíveis no Francês. Real Madrid e Chelsea tiveram aproveitamentos de 81,6%. O Bayern venceu o Alemão com 80,4%. E a Juve faturou o Italiano com 78,8% dos pontos que disputou.

A melhor campanha da história do Brasileiro de pontos corridos foi conquistada justamente em 2003, primeiro ano desse formato de disputa. Na ocasião, o Cruzeiro se sagrou campeão nacional com 100 pontos e aproveitamento de 72,5%.

Ou seja, o Corinthians de 2017 ainda está muito acima do melhor campeão brasileiro da história recente. Apesar dos seus recentes tropeços.


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Sucesso ou decepção? Os destinos de 7 crias do Corinthians no exterior
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Rafael Reis

Por onde anda aquele garoto que brilhou nas categorias de base do meu time e logo foi vendido para o exterior? Será que ele virou um jogador importante por lá? Ou será que se tornou apenas mais um dentre tantos brasileiros espalhados pelo Mundo da Bola?

É para responder perguntas como essas que o “Blog do Rafael Reis” irá mostrar ao longo das próximas cinco semanas os paradeiros das crias dos 12 maiores clubes do Brasil.

Para começar, localizamos sete jogadores formados no Corinthians, o maior campeão da história da Copa São Paulo, com dez conquistas. Na próxima sexta-feira, será a vez do Palmeiras.

MARQUINHOS
Zagueiro
23 anos
Paris Saint-Germain (FRA)

Negociado com a Roma quando tinha apenas 18 anos e mal havia estreado no profissional, Marquinhos rendeu “apenas” 8,7 milhões de euros (R$ 31,8 milhões) ao Corinthians. Cinco anos depois, é campeão olímpico, joga no Paris Saint-Germain, um dos maiores clubes do mundo, ocupa o posto de titular da seleção brasileiro e vale pelo menos 35 milhões de euros (R$ 127,8 milhões), de acordo com projeção do “Transfermarkt”, site especializado no Mercado da Bola.

WILLIAN
Meia-atacante
28 anos
Chelsea (ING)

Uma das maiores vendas da história do Corinthians, foi negociado com o Shakhtar Donetsk em 2007 por 14 milhões de euros (R$ 51 milhões, na cotação atual). Willian construiu uma carreira de sucesso na Europa. Desde 2013 no Chelsea, já foi eleito o jogador do ano no clube e conquistou dois títulos ingleses. Mas o camisa 22 acabou a última temporada em baixa, encostado na reserva. O meia disputou a Copa do Mundo-2014 e é nome praticamente certo na lista de Tite para a Rússia-2018.

MALCOM
Meia-atacante
20 anos
Bordeaux (FRA)

Campeão brasileiro em 2015, saiu no desmanche corintiano logo após a conquista do título. Em um ano e meio no Bordeaux, disputou 58 partidas oficiais, marcou 11 gols, distribuiu oito assistências e chamou a atenção de vários clubes do primeiro escalão europeu. Malcom já foi especulado como reforço de Manchester United, Liverpool, Roma, Juventus, Inter de Milão e Porto.

DENTINHO
Meia-atacante
28 anos
Shakhtar Donetsk (UCR)

Revelação do Corinthians em um dos períodos mais conturbados de sua história (escândalo MSI e rebaixamento para a segunda divisão do Brasileiro), mudou-se para o Shakhtar em 2011 e nunca conseguiu se tornar um dos principais jogadores do time, tanto que chegou a ser emprestado para o Besiktas em 2013. Mesmo assim, já acumula três títulos ucranianos e renovou seu contrato até 2021.

LULINHA
Meia
27 anos
Pohang Steelers (CDS)

Companheiro de Dentinho no Corinthians do final da década passada, sofreu com o rótulo de craque que recebeu ainda nas categorias de base e nunca conseguiu se firmar no time adulto. Após rodar bastante pelo futebol brasileiro, encontrou a paz no Pohang Steelers, clube que defende desde o ano passado. Atualmente, é um dos principais destaques da K-League, o campeonato sul-coreano.

DODÔ
Lateral esquerdo
25 anos
Sampdoria (ITA)

Tratado como grande promessa nos tempos das categorias de base, disputou o Mundial sub-17 de 2009 e chegou a negociar com o Manchester United. Promovido em 2009 ao time adulto do Corinthians, não recebeu muitas oportunidades. Em 2012, transferiu-se gratuitamente para a Roma. Desde então, roda por clubes importantes da Itália, mas quase sempre como reserva e sem muito destaque. Neste ano, vai para sua terceira temporada pela Sampdoria.

MATHEUS PEREIRA
Meia
19 anos
Empoli (ITA)

O meia, que ficou marcado por errar uma cavadinha na disputa de pênaltis da decisão da Copa São Paulo de 2016, disputou apenas três jogos pelo time adulto do Corinthians antes de ser negociado com o futebol italiano, em julho do ano passado. Matheus Pereira passou um semestre no Empoli e outro na Juventus, mas pouco jogou. Foram apenas cinco minutos na primeira divisão, um jogo de Copa Itália e algumas partidas na base da Juve.


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“Vinícius Jr. dos anos 2000”, Lulinha cita choro e depressão no Corinthians
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Rafael Reis

Aos 27 anos, Lulinha encontrou a paz na Ásia. Na Coreia do Sul, ele é apenas o camisa 10 do Pohang Steelers, um dos times mais tradicionais do país, e não aquele garoto que jamais conseguiu se transformar no craque de proporção global que o torcedor brasileiro imaginava.

A sensação é libertadora. Tão boa que fez a ex-eterna promessa do Corinthians se transformar em um dos destaques do futebol sul-coreano. Apesar de jogar no meio-campo, já marcou cinco gols em 13 rodadas da K-League, a primeira divisão local.

“Quando chego em algum clube no Brasil, fica sempre aquela questão: será que ele vai vingar? Na Ásia, é diferente. Os torcedores têm mais paciência, entendem que não dá para você jogar bem todos os jogos. Dá tempo de você se adaptar e assimilar a cultura”, afirmou, por telefone.

Para quem não se lembra, Lulinha foi uma espécie de Vinícius Júnior da década passada. Fenômeno das categorias de base do Corinthians, ele marcou inacreditáveis 297 gols pela equipe sub-17 do clube até ser promovido, com apenas 16 anos, para o time profissional.

Sua multa rescisória, de US$ 50 milhões (R$ 164 milhões) não foi suficiente para afastar o interesse de gigantes do futebol mundial, como Chelsea, Real Madrid e Barcelona.

Mas, ao contrário do novo astro do Flamengo, já negociado com o Real, Lulinha não transformou a fama juvenil em uma transferência internacional. Ele optou por permanecer no Corinthians e viu sua vida se transformar em um martírio no Parque São Jorge.

O momento da sua promoção não poderia ter sido pior. Afinal, o clube paulistano frequentava as páginas policiais por escândalos ligados à MSI e ao presidente Alberto Dualib e acabaria rebaixado para a Série B do Brasileiro em 2007. A torcida não perdoou aquele garoto que imaginava que seria seu salvador.

“Tive meus momentos de depressão e choro, evitava assistir aos programas de TV para não ver as pancadas que davam em mim. Mas a pior lembrança foi um jogo contra o Palmeiras, em 2008, aquele em que o Valdivia comemorou o gol fazendo o chororô. Na saída do Morumbi, quando passei, ouvi a torcida xingando o meu nome. Nem no rebaixamento, tinham me xingado diretamente.”

“Aquilo doeu demais. Meu pai tinha feito um churrasco em casa para acompanhar a partida. Mas cheguei e fui direto para o quarto chorar. Fiquei muito mal porque perdi a bola no lance que originou o gol.”

Com a imagem manchada no Corinthians, Lulinha passou os últimos três anos do seu contrato sendo emprestado para equipes menores de Portugal, como Estoril e Olhanense. O meia foi emprestado também para o Bahia.

Depois, rodou por Ceará, Criciúma, Red Bull Brasil, Botafogo e Mogi Mirim, até se mudar para a Coreia do Sul, no ano passado. O meia até teve alguns momentos de destaque, mas nada que lembrasse um garoto que um dia valeu US$ 50 milhões.

É do alto dessa experiência que Lulinha faz questão de aconselhar Vinícius Júnior e o Flamengo. Afinal, ele não quer que sua história se repita com outro garoto cheio de talento e sonhos para o futuro.

“Vão querer que ele arrebente logo, mas a adaptação com o profissional não é tão simples. O mais importante é o Flamengo não jogar ele na fogueira e querer que ele resolva rapidamente os problemas do time”, completa.


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Ex-Corinthians, Zizao agora é líder do Chinês… e com um time “pobre”
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Rafael Reis

Quem lidera o milionário Campeonato Chinês? O Guangzhou Evegrande, atual hexacampeão nacional? O Shanghai SIPG, dos brasileiros Hulk e Oscar? Talvez o Shanghai Shenhua, do astro Carlos Tevez? Ou ainda o Tianjin Quanjian, de Alexandre Pato e do belga Axel Witsel?

Nenhum deles. A resposta correta para essa pergunta não é nenhuma das alternativas mais óbvias. A dona do futebol chinês neste início de temporada 2017 é a equipe de Zizao.

O Guangzhou R&F, time que o carismático ex-jogador do Corinthians defende desde o começo do ano passado, é o último invicto da Superliga Chinesa. Em seis rodadas, acumula cinco vitórias e um empate.

Líder da competição, tem três pontos de vantagem para Shanghai SIPG, Guangzhou Evergrande e Shandong Luneng, seus adversários mais próximos.

O que surpreende na primeira colocação ocupada pelo time do sul da China nem é o fato de ele contar com Zizao em sua lista de atletas, mas sim o poderio financeiro e o elenco modesto na comparação com os clubes mais poderosos do país.

De acordo com o Transfermarkt, site especializado no mercado da bola, o Guangzhou R&F tem apenas o 11º elenco mais valioso entre os 16 participantes da primeira divisão chinesa.

A soma dos valores de mercado de todos os seus jogadores gira em torno de 15 milhões de euros (R$ 51,9 milhões), menos de 24% do valor estimado do elenco do Shanghai SIPG (63,9 milhões de euros, ou R$ 221 milhões), o mais caro do gigante asiático.

Enquanto os clubes mais abastados do país sonham com astros do escalão de Cristiano Ronaldo e Wayne Rooney e contratam jogadores com história de sucesso no primeiro escalão da Europa, o líder do Campeonato Chinês se satisfaz com coadjuvantes do futebol internacional e atletas pouco conhecidos.

A estrela da companhia é um israelense. Eran Zahavi, ex-jogador do Maccabi Tel Aviv que jogou por duas temporadas no Palermo e marcou somente dois gols, é o artilheiro da Superliga, com seis bolas na rede, e o principal nome do Guangzhou R&F.

Os outros estrangeiros do elenco dirigido pelo sérvio Dragan Stojkovic também fogem do estereótipo de estrelas consagradas que costumam ir para a China ganhar dinheiro.

O mais conhecido deles é o volante Júnior Urso, ex-Atlético-MG e com passagens por Avaí e Coritiba. A sensação do futebol chinês conta ainda com o brasileiro Renatinho, meia-atacante que fez carreira no futebol paranaense e também vestiu a camisa da Ponte Preta, o sul-coreano Hyun-Soo Jang e o australiano Apostolos Giannou.

E o Zizao? Qual o papel do ex-corintiano na equipe que tem surpreendido a China?

O dono da camisa 32 é uma espécie de curinga do meio-campo do Guangzhou R&F. Titular em cinco das seis partidas desta temporada, já atuou como volante, aberto pela esquerda e também centralizado, na criação das jogadas.

O ex-jogador do Corinthians ainda não balançou as redes em 2017, mas já deu uma assistência, na vitória por 2 a 0 contra o Tianjin Quanjian, de Pato, na primeira rodada do Chinês.


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Dois meses após recusar Corinthians, Drogba ainda busca clube para jogar
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Rafael Reis

O Corinthians precisava de um homem gol e sonhava com uma estrela internacional para dar peso a um elenco carente de nomes consagrados. Prestes a completar 39 anos e sem contrato depois de deixar o Montreal Impact, Didier Drogba buscava um novo clube para dar sequência à sua vitoriosa carreira.

O casamento parecia perfeito para os dois lados. Mas o centroavante marfinense, consagrado pelas nove temporadas em que vestiu a camisa do Chelsea, alegou ter outros projetos em vista e disse não ao clube brasileiro.

Mais de dois meses se passaram desde a recusa do astro africano, e Jô vem quebrando o galho para suprir a carência corintiana de um centroavante confiável. Enquanto isso, Drogba continua na mesma situação de janeiro… ou seja, desempregado.

O artilheiro do Campeonato Inglês nas temporadas 2006/07 e 2009/10 teve proposta do futebol chinês, conversou com o Olympique de Marselha, clube pelo qual começou a ser conhecido internacional, quase 15 anos atrás, e chegou a ser sondado para trabalhar nas categorias de base do Chelsea.

Mas suas atividades nas últimas semanas não têm ido muito além de postar no Instagram fotos ao lado de antigos companheiros de time e amigos que o futebol lhe deu.

O mais recente rumor sobre o futuro da estrela marfinense surgiu há algumas semanas, quando jornais ingleses e franceses publicaram que Drogba havia selado uma transferência para o Phoenix Rising, time que disputa a USL (United Soccer League), atualmente considerada como uma espécie de “segunda divisão” do futebol nos EUA.

O estafe do jogador negou a assinatura de contrato, mas confirmou a existência de conversas com a equipe norte-americana. Ou seja, por enquanto, tudo não passa de mais uma negociação incompleta de mercado.

A temporada 2017 da USL começou há duas semanas. O Phoenix perdeu os dois primeiros jogos que disputou e só venceu na terceira rodada.

Um dos grandes nomes do futebol mundial na década passada, Drogba foi eleito por duas vezes o melhor jogador africano (2006 e 2009). Em 2007, ele integrou a seleção do futebol europeu (Uefa) e também a do planeta (FifPro).

Com 164 gols marcados, o marfinense é o quarto maior artilheiro da história do Chelsea. O centroavante também é o maior goleador de sua seleção em todos os tempos: 65 gols.


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Tite é o melhor do Brasil, mas está no nível dos grandes técnicos do mundo?
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Rafael Reis

Tite resgatou o bom futebol e a confiança da seleção brasileira, tirou-a de uma situação delicada nas eliminatórias e a classificou com quatro rodadas de antecedência para a Copa do Mundo. E, de quebra, a colocou na liderança do ranking da Fifa.

É preciso ser muito do contra para não concordar que Tite é o maior técnico brasileiro da atualidade. Seu trabalho no Corinthians e o sucesso instantâneo na equipe pentacampeã mundial são incontestáveis.

Mas será que o gaúcho de Caxias do Sul está no mesmo patamar dos principais técnicos do planeta? Seria Tite tão bom quanto Pep Guardiola, José Mourinho, Diego Simeone, Carlo Ancelotti, Jürgen Klopp e Antonio Conte?

Como toda comparação, essa também pode estar cheia de injustiças. Mas a discussão vale para entendermos o real tamanho de Adenor Bacchi no cenário global da bola.

Por um lado, o treinador brasileiro jamais mediu forças com nenhum dos nomes que ocupam o “Olimpo da função”. O único rival europeu de sua carreira, o Chelsea, derrotado pelo Corinthians na final do Mundial de 2012, era comandado por um bastante questionável Rafa Benítez.

Já pelo outro, Tite construiu sua carreira sem ter à disposição um elenco composto por estrelas do primeiro escalão mundial, como as que fizeram as famas de Guardiola, Mourinho e Ancelotti, por exemplo. Seu vitorioso Corinthians tinha como astro Paulinho, aquele mesmo que fracassaria mais tarde no Tottenham e hoje voltou a brilhar na seleção.

Como passou praticamente toda sua vida profissional no Brasil (teve apenas duas experiências nos Emirados Árabes), o treinador jamais experimentou a vantagem de disputar uma liga desequilibrada com um time infinitamente superior à maioria dos seus adversários.

Isso ajuda explicar porque Tite só ganhou dois títulos brasileiros (2011 e 2015, pelo Corinthians) em mais de 25 anos de carreira, enquanto Guardiola, por exemplo, faturou dois espanhóis em três anos de trabalho como treinador.

Uma característica que o comandante da seleção tem em comum com os maiores técnicos do mundo é a empatia com o elenco. Sabe aquela sensação de que os jogadores do Atlético de Madri morreriam em campo por Diego Simeone e o brilho nos olhos dos atletas do Barcelona de 2009 a 2012 ao falarem de Guardiola?

Tite também tem isso. Seu discurso centrado no “merecimento” e o jeitão de gente boa demonstrado no dia a adia contagiam os jogadores que ele dirige e faz com que eles se dediquem ao máximo para ajudá-lo dentro de campo. Essa é uma das chaves do seu sucesso.

A outra, claro, é a parte tática. O comandante da seleção está antenado a tudo aquilo de mais moderno que existe no futebol mundial: marcação pressão, defesa alta, composição de espaços, alternância entre a posse de bola e transição rápida entre ataque e defesa.

Mas, até hoje, Tite se mostrou mais um reprodutor de tendências táticas em alta internacionalmente do que alguém que revoluciona o futebol ao mostrar dentro de campo novidades que serão copiadas por outros treinadores.

É justamente essa capacidade de ditar tendências que faz (ou fez) Guardiola, Mourinho, Klopp e Simeone, por exemplo, serem tão especiais.

É lógico que a trajetória internacional de Tite está apenas começando. Se vencer a Copa ou fizer um bom papel na Rússia, o ex-comandante do Corinthians pode descolar uma proposta para trabalhar na Europa e dirigir um dos grandes clubes do mundo.

E aí sim teremos condições reais de descobrir se ele está no mesmo nível dos maiores treinadores do planeta.


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Após 1.050 dias de banco, goleiro ex-Corinthians volta a jogar… e leva 5
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Rafael Reis

Depois de quase três anos sentado no banco de reservas, o goleiro brasileiro Rubinho, 34, ex-Corinthians, voltou neste domingo a disputar uma partida oficial.

Só que o retorno não foi como ele esperava. Escalado como titular do Genoa na 30ª rodada do Campeonato Italiano, acabou vazado cinco vezes na derrota por 5 a 0 para o Atalanta.

A goleada foi a primeira apresentação de Rubinho desde o dia 18 de maio de 2014, quando permaneceu em campo por 37 minutos na vitória por 3 a 0 da Juventus sobre o Cagliari, na despedida da temporada 2014/15.

No total, o brasileiro ficou 1.050 dias sem disputar uma partida oficial. Foram duas temporadas inteiras como terceiro goleiro da Juve, cinco meses de desemprego entre julho e agosto do ano passado, uma rápida passagem de um mês no Como e quase três meses como reserva do Genoa.

Ele ganhou uma chance para voltar a jogar contra a Atalanta porque o titular da meta genovesa, Mattia Perin, está machucado e seu reserva imediato, Eugenio Lamanna, não vem atravessando um bom momento.

Irmão do ex-volante Zé Elias, hoje comentarista da ESPN, e revelado nas categorias de base do Corinthians, Rubinho passou por todas as seleções brasileiras de base e está na Europa desde 2005.

Após passagens por Hellas Verona, Vitória de Setúbal, Genoa, Palermo, Livorno e Torino, o goleiro foi contratado em 2012 para fazer parte do elenco da Juventus, o clube mais vitorioso do futebol italiano.

A ida para a Vecchia Signora pode até ter rendido um bom dinheiro para Rubinho, mas acabou interrompendo sua trajetória dentro de campo.

À sombra de Gianluigi Buffon, um dos maiores nomes da história da posição, o brasileiro virou terceira opção no gol da Juve e atuou por apenas 47 minutos ao longo de quatro anos no clube alvinegro.

No final da temporada passada, a atual pentacampeã italiana optou por não renovar seu contrato e o deixou desempregado.

“Ninguém me informou de nada. Só deixaram acabar o contrato e me mandaram uma mensagem por telefone avisando que haviam feito uma homenagem para mim na página do clube. Não queria fogos de artifício, mas esperava que tivessem me avisado antes que eu pudesse correr atrás de algo”, disse, em setembro.

Rubinho ficou parado até dezembro, quando assinou com o Como, da terceira divisão italiana. Antes de estrear, recebeu uma proposta para retornar ao Genoa e voltou à elite do calcio.


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Por onde andam os jogadores do Tolima, algoz do Corinthians em 2011?
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Rafael Reis

2 de fevereiro de 2011. Os torcedores do Corinthians (e principalmente os dos seus arquirrivais) não se esquecem desta data.

Foi nesse dia que um elenco com Ronaldo, Roberto Carlos e Paulinho, comandado no banco de reservas por Tite, atual técnico da seleção brasileira, foi derrotado por 2 a 0 pelo Tolima, na Colômbia, e não se classificou para a fase de grupos da Libertadores.

Um vexame histórico, já que nenhum outro time brasileiro, nem antes e muito menos depois do Corinthians, conseguiu ser eliminado ainda na fase preliminar da principal competição interclubes da América do Sul.

Mas, seis anos depois do resultado histórico, por onde andam os jogadores daquele pequeno clube da cidade de Ibagué. Mostramos abaixo os paradeiros dos atletas que eliminaram o Corinthians da Libertadores-2011.

POR ONDE ANDA – TOLIMA DE 2011?

Antony Silva (33 anos) – O goleiro paraguaio, que chegou a jogar no Marília em 2009, permaneceu no Tolima até 2014. Desde o ano passado, é o titular da meta do Cerro Porteño (PAR). Antony Silva é um dos arqueiros que vêm sendo convocado por Arce para os jogos da seleção nas eliminatórias da Copa do Mundo-2018.

Yair Arrechea (36 anos) – O experiente zagueiro defendeu as cores do Tolima por oito anos e disputou 169 partidas pelo clube de Ibagué. Em 2014, transferiu-se para o Independiente Santa Fé, clube pelo qual foi campeão colombiano naquele ano. Em janeiro, mudou de time mais uma vez e agora defende o Cortuluá.

Julián Hurtado (37 anos) – O zagueiro de 1,93 m rodou por alguns clubes colombianos e chegou a se aventurar na Venezuela depois de deixar o Tolima. O último time que defendeu foi o La Equidad, 14º colocado na última edição do Campeonato Colombiano.

Félix Noguera (29 anos) – Um dos jogadores mais jovens do Tolima que desbancou o Corinthians, o lateral esquerdo permaneceu no clube até 2015, quando foi contratado pelo Junior de Barranquilla. Noguera disputaria a Libertadores-2017, mas a equipe colombiana foi eliminada pelo Atlético Tucumán na fase preliminar.

Gerardo Vallejo (40 anos) – Ex-capitão do Tolima e lateral direito com 20 partidas pela seleção colombiana, abandonou o futebol profissional em 2014.

Jhon Freddy Hurtado (31 anos) – Famoso pelo apreço pelas canelas alheias, o volante seguiu um rumo bastante alternativo para a carreira. Em 2015, após deixar o Deportivo Pasto, rumou à Guatemala para vestir a camisa do Deportivo Malacateco.

Gustavo Bolívar (31 anos) – O meia, que chegou a defender a seleção colombiana no segundo semestre de 2011, virou um peregrino da bola desde que deixou o Tolima. Foram seis clubes diferentes, incluindo um da Arábia Saudita, nos últimos cinco anos. Atualmente, joga no Alianza Petrolera.

Rafael Castillo (36 anos) – Após deixar o Tolima e rodar por clubes pequenos da Colômbia, mudou-se para os Estados Unidos três anos atrás. Inicialmente, jogou no San Antonio Scorpions, time da NASL, a segunda liga mais importante do Soccer. No ano passado, transferiu-se para o San Antonio FC, da USL, a “terceira divisão” norte-americana.

Diego Chará (30 anos) – Outro ex-jogador do Tolima que hoje joga no futebol dos Estados Unidos. Mas enquanto Castillo milita nas ligas inferiores da América, Chará é há quase seis anos um nome importante do meio-campo do Portland Timbers, campeão da Major League Soccer em 2015.

Elkin Murillo (39 anos) – Foi o primeiro dos jogadores que eliminaram o Corinthians a se aposentar. O meia encerrou a carreira em 2013, dois anos após o triunfo do Tolima, quando chegou ao fim seu contrato com o Cortuluá.

Wilder Medina (36 anos) – Herói da classificação do Tolima, o autor do segundo gol contra o Corinthians chegou a ser suspenso do futebol uso de maconha. Já na reta final da carreira, disputa a segunda divisão colombiana pelo Fortaleza.

Danny Santoya (28 anos) – Atacante reserva que saiu do banco para abrir o placar contra o Corinthians, Santoya jogou no México, em El Salvador e teve até uma passagem rápida pelo Irã até assinar em janeiro com o Municipal para disputar o Campeonato Peruano.

Hernán Torres (56 anos) – O treinador, que estava no primeiro trabalho de sua carreira, teve seu resultado mais expressivo em 2012, quando levou o Millonarios ao título colombiano. No ano passado, venceu a segunda divisão com o tradicional América de Cali.


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