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7 jogadores que podem perder a Copa-2018 por problemas físicos
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Rafael Reis

Radamel Falcao García (Colômbia), Marco Reus, Holger Badstuber e Ilkay Gündogan (Alemanha), Franck Ribéry (França), Thiago Alcántara (Espanha), Rafael van der Vaart (Holanda). Esses são só alguns dos jogadores que perderam a última Copa do Mundo devido a problemas físicos.

Não tem jeito. Todo Mundial tem seus desfalques por conta de lesões. Afinal, o futebol é um esporte de contato, bastante suscetível a contusões, ainda mais na reta final das desgastantes temporadas europeias, período no qual a competição costuma ser disputa.

Mas, a menos de quatro meses do pontapé inicial da Copa-2018, quem corre risco de ficar fora do torneio por questões físicas?

Listamos abaixo sete jogadores de algumas das principais seleções do planeta que estão machucados e correm contra o tempo para disputar o Mundial da Rússia.

MANUEL NEUER
Goleiro
Alemanha
31 anos
Fratura no pé

O goleiro mais badalado do planeta não disputa uma partida oficial desde setembro, quando preciso passar por uma cirurgia no metatarso do pé esquerdo. A previsão inicial é que o camisa 1 do Bayern de Munique e da seleção alemã retornasse aos gramados em meados de março, mas esse prazo dificilmente será cumprido. Segundo Joachim Löw, a recuperação de Neuer está em um ritmo suficiente para que ele dispute a Copa. Só que qualquer atraso pode lhe custar a chance de buscar seu bicampeonato mundial.

BENJAMIN MENDY
Lateral esquerdo
França
23 anos
Ruptura de ligamento cruzado do joelho

Contratado do Monaco por 57,5 milhões de euros (quase R$ 231 milhões), o lateral esquerdo disputou apenas cinco partidas pelo Manchester City antes de romper o ligamento do joelho esquerdo, em setembro. Se cumprir a previsão de retorno e voltar a jogar até meados de abril, Mendy poderá disputar algumas poucas partidas antes da convocação da seleção francesa para a Copa do Mundo. De acordo com o técnico Didier Deschamps, o jogador ainda faz parte dos seus planos para a Rússia-2018.

DARÍO BENEDETTO
Atacante
Argentina
27 anos
Ruptura de ligamento cruzado do joelho

O centroavante que brilhou com a camisa do Boca Juniors em 2017 e entrou na briga por vaga na seleção argentina também rompeu o ligamento cruzado do seu joelho, mas a lesão aconteceu dois meses depois da sofrida por Mendy, o que complica bastante as suas chances de se recuperar a tempo da Copa. Mesmo assim, Benedetto tem se mantido otimista e acredita que poderá jogar novamente antes de junho. Recentemente, ele postou em suas redes sociais um vídeo correndo na esteira para mostrar o estágio da recuperação em que se encontra.

STEVEN DEFOUR
Meia
Bélgica
29 anos
Problema na cartilagem do joelho

Um dos jogadores mais experientes da Bélgica, uma das candidatas à surpresa da Copa-2018, o meia do Burnley já jogou a toalha. No começo do mês, quando descobriu que precisaria passar por uma cirurgia para restaurar a cartilagem do seu joelho, Defour anunciou que não jogaria mais nesta temporada e, consequentemente, que não teria condições de disputar o Mundial. O tempo de recuperação do belga varia entre cinco e seis meses.

MARCEL HALSTENBERG
Lateral esquerdo
Alemanha
26 anos
Ruptura de ligamento cruzado do joelho

Opção do técnico Joachim Löw para a lateral esquerda da seleção alemã, uma das posições mais carentes do elenco dos atuais campeões mundiais, o jogador do RB Leipzig virou carta fora do baralho para o Mundial depois de romper o ligamento cruzado do joelho no fim de janeiro. Halstenberg havia sido testado por Löw na última Data Fifa e foi titular no empate sem gols no amistoso entre Alemanha e Inglaterra, em novembro.

FEDERICO VALVERDE
Meia
Uruguai
19 anos
Lesão muscular

Revelação do futebol uruguaio, o meia que pertence ao Real Madrid e está emprestado ao La Coruña ganhou espaço na seleção no fim das eliminatórias e terminou o torneio qualificatório como titular da equipe dirigida por Óscar Tabárez. Valverde sofreu uma contusão muscular na semana passada e deve ficar pelo menos um mês fora dos gramados. Tempo não falta para ele se recuperar e poder jogar a Copa. O problema é que o uruguaio pouco tem ido a campo pelo La Coruña e corre risco de perder ainda mais espaço no elenco devido à contusão. Sem ritmo de jogo, a vaga na seleção também fica ameaçada.

RUBEN LOFTUS-CHEEK
Meia
Inglaterra
22 anos
Lesão no tornozelo

Emprestado pelo Chelsea ao Crystal Palace, o meia vivia um bom momento e vinha frequentando as convocações da seleção inglesa até sofrer uma lesão no tornozelo, no fim de dezembro. Loftus-Cheek voltou a Stamford Bridge para ser avaliado pelos médicos do clube detentor dos seus direitos econômicos e continua na fase inicial da recuperação. O jogador ainda não tem um prazo estimado para voltar aos campos. Por isso, corre risco de ficar fora da Copa.


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Queridinho de Guardiola sonha com Copa e Shakhtar na final da Champions
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Rafael Reis

Fred já caiu nas graças de Pep Guardiola. Mas, durante os próximos meses, o treinador que ele realmente deseja agradar é outro: Tite.

Aos 24 anos, o volante do Shakhtar Donetsk, que nesta quarta-feira (16h45 de Brasília) recebe a Roma no jogo de ida das oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, acredita que ainda tem chance de conquistar uma vaguinha na seleção brasileira que vai disputar a Copa do Mundo.

Seu caminho para a Rússia-2018, no entanto, poderia ter sido bem mais curto. O ex-jogador do Internacional passou cerca de um ano suspenso devido a um caso positivo de doping na Copa América de 2015 – foi suspenso devido ao uso da substância proibida hidroclorotiazida.

Mas desde que voltou aos gramados, Fred não tem muito do que reclamar. Na Inglaterra, sua transferência para o Manchester City é dada como certa para a próxima temporada. Ele também teve uma nova chance na seleção – foi convocado para a rodada final das eliminatórias, no ano passado, mas não entrou em campo.

O bom momento faz o jogador sonhar longe. Não apenas com a Copa do Mundo, mas também com uma final de Champions. E ele nem acha necessário esperar a transferência para o City para realizar o objetivo europeu.

“Seria um sonho chegar à final [com o Shakhtar], que este ano será justamente em Kiev [capital da Ucrânia].”

Confira abaixo a íntegra da entrevista com Fred:

Você já foi elogiado publicamente pelo Guardiola e é tratado na Inglaterra como futuro jogador do Manchester City. Como você encara esses elogios vindos de um dos maiores treinadores do planeta?
É claro que é sempre bom receber elogios. É sinal de reconhecimento, de que estamos fazendo um bom trabalho, de que estamos no caminho certo. Vindo de pessoas como o Guardiola, hoje um dos treinadores mais reconhecidos no mundo, é um orgulho. Faz com que a gente se motive ainda mais e continue fazendo o melhor em cada treino e em cada jogo. Nosso time fez uma grande apresentação diante do City pela Champions [vitória por 2 a 1, em dezembro, pela fase de grupos], o que acabou com uma invencibilidade de mais de 30 partidas deles e abriu os olhos de muita gente para a nossa equipe. Esperamos, agora, fazer outras boas exibições contra a Roma nas oitavas de final.

Você já conversou pessoalmente com o Guardiola? O que ele te disse?
Nós nos encontramos rapidamente depois daquele jogo. Ele elogiou a partida que eu fiz, eu agradeci e elogiei o time dele. Foi tudo muito rápido, nada além disso. Tudo em relação aos elogios que ele fez e ao suposto interesse do City fiquei sabendo pela imprensa. Procuro não me preocupar com isso. Deixo meus representantes cuidarem dessa parte. Meu foco é o Shakhtar, com o qual tenho contrato.

Você costuma ser bastante comparado ao Fernandinho. Além do fato de ele também ter jogado no Shakhtar, acha que vocês dois têm muito em comum?
Ser comparado a grandes jogadores é sempre uma honra. O Fernandinho foi um dos brasileiros que jogaram por mais tempo aqui no Shakhtar. Mas não tivemos a oportunidade de jogar juntos. Quando cheguei, em 2013, ele tinha acabado de sair. Só fomos nos encontrar na seleção brasileira. Eu jogo numa posição no meio mais à frente do que ele, que atua mais de primeiro volante. Ele é um pouco mais marcador e eu chego mais ao ataque. Trata-se de um grande jogador, merecidamente convocado para a seleção há alguns anos e já com uma Copa do Mundo na bagagem.

O Shakhtar é uma porta de entrada para jogadores brasileiros na Europa. Você acha que o seu momento de deixar a Ucrânia e ir para uma liga mais forte já chegou?
Eu procuro fazer o meu melhor todos os dias aqui. O futuro a Deus pertence. Se tiver que sair um dia, acontecerá naturalmente. Não me prendo muito a isso. Foi o Shakhtar que abriu as portas pra mim aqui na Europa e sou e sempre serei grato ao clube. Desde que cheguei recebo sondagens de outros grandes clubes europeus, mas nada de concreto. Como disse, tenho gente competente cuidando da minha carreira e deixo para eles resolverem.

Agora, vamos falar um pouco de Champions. Vocês vão enfrentar a Roma nas oitavas. Acha que, dentre as opções possíveis, vocês acabaram dando sorte no sorteio?
Não vejo dessa forma. Basta olhar todos os times que se classificaram para as oitavas de final. Só tem cachorro grande, todos de muita qualidade. A Roma é um dos grandes clubes da Europa, não teremos vida fácil. Tem tudo para ser um duelo muito bom e equilibrado. E eles ainda fazem o jogo de volta em casa. Teremos que nos impor no nosso estádio e buscar levar alguma vantagem pra Itália.

Até onde você acha que o Shakhtar pode ir na Champions?
Não sei. Temos que pensar jogo a jogo, como fizemos na primeira fase, em que muitos apostavam em Manchester City e Napoli, líder do Campeonato Italiano, e nós acabamos avançando, realizando boas partidas. Vencemos, inclusive, nossos três jogos em casa. Nossa equipe tem feito uma boa temporada e sabemos que podemos chegar mais longe. Mas é o que eu falei: temos que dar um passo de cada vez. Seria um sonho chegar à final, que esse ano será justamente em Kiev.

O Shakhtar voltou com tudo nesta temporada depois de dois anos que não foram tão bons assim. Qual o principal motivo dessa boa fase?
Não concordo que não tenham sido anos bons. Somos os atuais campeões nacionais, o que nos credenciou a voltar a disputar a Champions League, e vencemos as duas últimas edições da Copa da Ucrânia. Além disso, o nosso treinador (Paulo Fonseca) tem o grupo cada vez mais nas mãos e conseguiu dar a sua cara ao time. O elenco é muito bom e bem unido. Talvez esse seja o grande segredo.

Você acha que seu caso de doping te tirou a chance de disputar a Copa-2018? Acredita que suas chances de estar na seleção atualmente seriam maiores se você não tivesse ficado tanto tempo parado?
Sinceramente, não sei. Pode até ser, mas nunca parei pra pensar nisso. O que mais me deixou feliz, mesmo, foi ter voltado a jogar e a fazer o que mais gosto. Aquela fase passou, voltei a ser convocado para a seleção e farei de tudo para estar no grupo que defenderá o Brasil na Copa da Rússia. Todos têm chances até a divulgação da lista final. O professor Tite sempre foi coerente nas suas convocações e vai chamar quem estiver melhor. Portanto, todos nós temos que nos manter no mais alto nível físico e técnico para ser lembrado.


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Ainda não será desta vez que Copa terá jogadores gays assumidos. Que pena!
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Rafael Reis

Dentre os 736 jogadores que vão disputar a próxima Copa do Mundo, daqui a quatro meses, certamente alguns são homossexuais ou bissexuais. Mas os torcedores dificilmente saberão disso.

Em 88 anos de história, o Mundial masculino de futebol jamais teve um gay assumido em campo. E nada indica que essa situação irá mudar na Rússia-2018.

Isso não significa que os homossexuais não façam parte do mundo do esporte mais popular do planeta. Eles fazem, mas preferem continuar escondidos.

Há atletas gays em todos os níveis do futebol: nas peladas entre amigos, nas várzeas, nos clubes pequenos, nas equipes médias, nos times de repercussão mundial e, claro, nas seleções. Só que eles optam por não expor essa condição.

A prova disso foi dada por Thomas Hitzlsperger, um dos integrantes da seleção alemã que foi terceira colocada na Copa-2006. Meio-campista com passagem por Aston Villa, Stuttgart, Lazio, West Ham, Wolfsburg e Everton, ele tornou pública sua homossexualidade no início de 2014, logo depois de anunciar a aposentadoria.

Assim como Hitzlsperger, é bem possível que outros jogadores conhecidos do grande público, talvez até alguns convocados para o Mundial deste ano, esperem o adeus dos gramados para poderem viver publicamente suas condições sexuais.

O motivo desse medo de se expor é aquele velho combo que todo mundo está cansado de conhecer: o futebol ainda é um ambiente machista, cheio de torcedores preconceituosos que não aceitariam bem ter jogadores homossexuais assumidos nos seus times.

Ou seja, esconder a condição sexual do público é a forma encontrada por esses atletas de sobreviverem nesse meio. Revelar que é gay ainda é um risco para sua segurança e, principalmente, para sua carreira –será que um homossexual teria as mesmas oportunidades profissionais que um hétero?

É óbvio que ninguém é obrigado (e nem deve ser) a revelar sua orientação sexual. Se Neymar não precisa dizer que gosta de mulheres, é injusto cobrar de um jogador gay que anuncie a todos que curte outros homens.

Mas ações como essa fazem falta, muita falta. É uma questão de afirmação: quanto mais jogadores homossexuais assumirem essa condição, mais os garotos que jogam bola terão em quem se inspirar para fazerem o mesmo.

O futebol só deixará de ser um ambiente de preconceito e intolerância sexual quando a presença de homossexuais nesse meio for totalmente naturalizada. E para isso é preciso que os jogadores gays afirmem suas orientações sexuais.

Ainda não será desta vez que a Copa do Mundo terá homossexuais assumidos em campo. Que pena!


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O dia em que um técnico brasileiro eliminou Pelé da Copa do Mundo
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Rafael Reis

Comandar uma seleção estrangeira em Copa do Mundo não chega a ser nenhuma novidade para treinadores brasileiros. Ter de enfrentar a equipe de sua terra natal em um Mundial também não tem nada de inédito.

Agora, derrotar a seleção mais vitoriosa da história na principal competição do futebol mundial é um feito que apenas um técnico brasileiro conseguiu.

E o carioca Otto Glória o fez em grande estilo. À frente de Portugal, derrotou o Brasil por 3 a 1 e provocou a eliminação da equipe canarinho ainda na fase de grupos da Copa do Mundo de 1966.

Uma marca tão histórica que jamais voltou a se repetir. Nos últimos 52 anos, a seleção brasileira sempre chegou pelo menos às oitavas de final do torneio que conquistou cinco vezes.

O feito de Otto Glória é ainda mais impressionante quando se analisa quem estava do outro lado do campo. Apesar de envelhecido e taticamente confuso, o Brasil vinha de dois títulos mundiais consecutivos e tinha em campo Pelé e Jairzinho. O banco também era estrelado: Djalma Santos, Bellini, Gerson, Zito, Garrincha e Tostão.

Por ter vencido nas duas primeiras rodadas do Grupo 3 (contra Hungria e Bulgária), Portugal só precisava de um empate para passar para a fase final do Mundial. Mesmo assim, não demorou para construir o placar.

Aos 15 min do primeiro tempo, António Simões abriu o placar. Doze minutos depois, o craque Eusébio ampliou. A situação brasileira ficou ainda pior depois que o zagueiro João Pedro Morais deu duas entradas violentas em Pelé e deixou o camisa 10 baleado, arrastando-se em campo.

Na segunda etapa, Rildo (Botafogo) diminuiu. Mas Eusébio fez mais um, selou a classificação portuguesa, mandou o Brasil de volta para a casa e decretou a façanha de Otto Glória.

Após o 3 a 1 em Liverpool, o treinador brasileiro continuou fazendo história no Mundial da Inglaterra. Os portugueses terminaram a competição na terceira posição, algo que nem as gerações de Figo e Cristiano Ronaldo conseguiram repetir.

Otto Glória, que já tinha passado por Botafogo, Vasco, Benfica, Belenenses, Sporting, Olympique de Marselha, Vasco e Porto antes da Copa, migrou para a Espanha e foi dirigir o Atlético de Madri após ganhar destaque com a seleção lusa.

Em 1971, voltou para o futebol brasileiro e entrou para o folclore local na decisão do Paulista-1973, quando ordenou que os jogadores da Portuguesa deixassem o gramado ao perceber que o árbitro da partida contra o Santos havia errado na contagem dos gols na disputa de pênaltis. Por essa razão, o título estadual daquele ano foi dividido entre os dois clubes.

O treinador ainda teve uma segunda passagem pela seleção de Portugal.  Após ser goleado por 4 a 0 em um amistoso contra o Brasil (o mesmo país que ele havia eliminado na Copa-1966), Otto Glória perdeu o emprego e encerrou sua trajetória internacional.

O técnico sensação do Mundial da Inglaterra morreu no dia 4 de setembro de 1986, aos 69 anos.


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Na mira, Malcom se surpreende com Tite: “Achei que o grupo estava fechado”
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Rafael Reis

Um dos destaques brasileiros na temporada 2017/18 do futebol europeu, Malcom tem um motivo especial para jogar bem na próxima partida do Bordeaux, domingo, contra o Olympique de Marselha, pela 26ª rodada do Campeonato Francês.

Sylvinho, um dos auxiliares de Tite, estará nas arquibancadas do Vélodrome para acompanhar de perto o ex-atacante do Corinthians.

O motivo da visita não é nada protocolar. A quatro meses da Copa do Mundo, o treinador da seleção resolveu espalhar sua equipe técnica por estádios do Brasil e da Europa para garimpar alguns novos nomes que possam fazer parte do elenco que vai para a Rússia-2018.

Autor de oito gols e sete assistências nesta temporada, a terceira pelo clube francês, Malcom entrou nessa espécie de “lista de observação” de Tite. E se surpreendeu com isso.

“Foi uma surpresa. Não achava [que poderia ser lembrado antes da Copa]. Eu conheço o método do Tite, ele é um cara de grupo, achei que já estava com o grupo fechado. Fiquei muito feliz, estou vendo que meu trabalho está sendo reconhecido. Agora é dar meu máximo e esperar para ver se vem uma convocação”, afirmou o jogador.

A expectativa de Malcom (e também dos outros nomes que estão sendo observados neste mês pela comissão técnica da seleção) é aparecer na lista para os amistosos contra Rússia e Alemanha, em 23 e 27 de março. A convocação para os dois jogos será feita no dia 2.

O futebol que colocou o atacante 20 anos na mira de Tite é o mesmo que deve levá-lo para um dos grandes clubes do futebol europeu na próxima temporada.

O jogador foi procurado nos últimos meses por Tottenham, Arsenal e Manchester United. E, apesar de não esconder que gostaria de ter sido negociado na janela de transferências de janeiro, selou um acordo com a diretoria do Bordeaux para permanecer no clube até a Copa.

“Já falei que queria ter saído para correr atrás de novos objetivos. Mas também tenho que lembrar que o Bordeaux me ajudou muito. Dei a eles minha palavra que ia continuar até para ter mais tempo para pensar em qual clube vou jogar. Esses três ou quatro meses vão fazer muita diferença.”

De acordo com Malcom, o acordo selado ente ele e o clube francês é simples. No meio do ano, quando a janela de transferências reabrir, o atacante decidirá seu destino e comunicará à diretoria para que aceite a proposta que receber –o jogador tem contrato até 2021.

“Sim, houve uma promessa de que serei negociado em junho. Eu vou escolher o time, e o Bordeaux vai liberar”, resumiu.

Ou seja, os próximos meses da carreira de Malcom prometem ser agitados. Com ou sem Copa do Mundo…


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Ex-Flamengo defende nível técnico do Campeonato Francês: “Não é ruim”
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Rafael Reis

Dez pontos de vantagem do líder para o segundo colocado, uma facilidade imensa para o Paris Saint-Germain ganhar a maior parte de suas partidas e marcadores que são incapazes de parar Neymar.

Para muitos torcedores nas redes sociais, essas são provas que mostram que o Francês, o campeonato escolhido pelo principal jogador brasileiro da atualidade para tentar se tornar o melhor do mundo, não tem um nível técnico tão bom assim.

Mas o lateral esquerdo Jorge, ex-Flamengo e atualmente no Monaco, pensa diferente.

“Não concordo [com as críticas]. O nível sempre foi esse, e não é ruim. Como em qualquer grande liga aqui na Europa, é claro que existem os clubes com maior poderio econômico, que conseguem montar elencos mais fortes. O que nem sempre é sinal de que as coisas vão dar certo. A chegada do Neymar fez o PSG dar um salto de qualidade, é um dos grandes nomes da atualidade. O que fez muito bem para o campeonato, que ganhou ainda mais visibilidade”, afirmou o jogador.

Jorge está na Europa há um ano. Nos primeiros seis meses, ficou no banco de Benjamin Mendy. Na atual temporada, com a venda do titular para o Manchester City, assumiu a posição no time.

Em 28 partidas pela equipe do Principado, o brasileiro acumula dois gols e quatro assistências. Segundo o “WhoScored?”, site que avalia o desempenho dos jogadores com base nas estatísticas, ele é o melhor lateral esquerdo do futebol francês em 2017/18, com nota 7,5.

É com base nesses números que o jogador de 21 anos sonha ainda disputar em junho a primeira Copa do Mundo de sua carreira. Jorge já disputou um amistoso com a seleção e foi convocado por Tite na última rodada das eliminatórias.

“Enquanto a lista final não for divulgada, todos têm chance. Sabemos, é claro, que grande parte dela já está definida, já que o professor Tite é muito coerente nas suas escolhas. Nós, jogadores, precisamos estar sempre preparados para quando a chance aparecer.”

Além da alta concorrência na seleção (Marcelo, a quem Jorge considera o “melhor do mundo” na posição, Filipe Luís e Alex Sandro), um outro fator atrapalha um pouco os planos do ex-Flamengo.

Após ser campeão francês e semifinalista da Liga dos Campeões na temporada passada, o Monaco vem decepcionando em 2017/18. O time, que vendeu seus principais jogadores no último verão europeu, é só o terceiro colocado na Ligue 1 e se despediu da Champions ainda na fase de grupos, sem vencer uma única partida.

“Nem a gente imaginava [essa campanha tão ruim]. Todos esperavam muito da gente pela bela temporada que fizemos.Ficamos tristes, pois sabíamos que dava pra chegar mais longe. Pecamos um pouco pela falta de entrosamento, mas melhoramos e estamos fazendo bons jogos agora”, completa o camisa 6.


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Técnico de sensação da Copa ainda trabalha como dentista “de vez em quando”
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Rafael Reis

O homem que colocou a Islândia no mapa da bola tem um hobby um tanto quanto incomum. Quando está cansado e precisa relaxar, troca o campo de futebol por um consultório de dentista e vai mexer nos dentes dos pacientes.

Até pouco tempo atrás, esse era o ganha-pão de Heimir Hallgrimsson, 50. Técnico da seleção islandesa desde 2013, ele só conseguiu abandonar a jornada dupla e viver apenas do dinheiro ganho no futebol depois da Eurocopa-2016.

Afinal, foi há um ano e meio que o planeta descobriu seu trabalho. Com uma equipe formada por jogadores aguerridos e organizados de um país minúsculo, com pouco mais de 300 mil habitantes, ele conseguiu alcançar as quartas de final do torneio continental.

Mas esse conto de fadas não termina assim. Hallgrimsson já fez história de novo. Pela primeira vez, a Islândia irá disputar uma Copa do Mundo, um feito que nenhum país com população tão pequena alcançara antes.

E, logo na primeira fase, os nórdicos terão pela frente a Argentina e Lionel Messi, “um dos melhores [jogadores] que o mundo já viu”, segundo as palavras do treinador islandês.

Problema? Que nada. Esse dentista que dirige a seleção mais carismática da Copa-2018 pensa grande. “A magia do futebol é que sempre há espaço para que a zebra aconteça”, afirma.

Confira abaixo a íntegra da entrevista com Heimir Hallgrimsson

1 – Primeiro, a Islândia conseguiu se classificar para a Europa. Depois, foi uma das oito melhores equipes do continente. Agora, vai disputar pela primeira vez a Copa do Mundo. Qual é o limite para vocês?
Conseguimos entrar para um determinado escalão do futebol mundial e agora vamos lutar para permanecer nele pelo maior tempo possível. Mas, para isso, precisamos continuar sempre melhorando.

2 – Quando você percebeu que a vaga na Copa do Mundo não era mais um sonho, mas sim um objetivo possível de ser alcançado?
Acho que o momento chave para nossa classificação foi a virada sobre a Finlândia [na segunda rodada das eliminatórias, perdia até os 45 minutos do segundo tempo e fez dois gols nos acréscimos]. E também aquela vitória significativa contra a Turquia [3 a 0, fora de casa], que deixou a classificação nas nossas mãos, dependendo apenas de um bom resultado contra Kosovo na rodada final. Mas, para ser justo, desde o início das eliminatórias, nosso objetivo sempre foi a classificação para a Copa.

3 – O que você precisam fazer na Copa-2018 para ficarem satisfeitos? Qual é o propósito da Islândia na Rússia?
Nós entramos em todas as partidas que disputamos para vencer, não importa quem é nosso oponente. Sendo assim, nosso primeiro objetivo é o mesmo de qualquer outra equipe participante, passar da fase de grupos e ver até onde dá para chegar. Nosso grupo é complicado, os jogos serão difíceis, mas já provamos várias vezes que, em um dia bom, podemos vencer qualquer adversário.

4 – Enfrentar Messi na primeira fase é a realização de um sonho ou algo que tira seu sono? Como a Islândia pode detê-lo?
Messi é obviamente um excelente jogador, um dos melhores que o mundo já viu. Mas não vamos enfrentar apenas ele, mas sim a Argentina, que tem uma história fantástica em Copas do Mundo. Nosso estilo de jogo prega muita organização coletiva e esforço individual. Não será diferente contra a Argentina. Afinal, dentro de campo, são 11 conta 11.

5 – Acho que boa parte das pessoas que gostam de futebol vão de alguma forma torcer pela Islândia durante a Copa. Você acha que essa espécie de apoio global pode ajudá-los na Rússia?
Temos recebido um grande apoio vindo do mundo todo, e isso é incrível. Apreciamos demais o que está acontecendo. Nosso torcedores também viajarão em bom número para Rússia e certamente vão nos estimular bastante na hora dos jogos. Quem sabe os torcedores russos e dos outros países se unam ao nosso “exército azul” no aplauso viking [tradicional saudação da torcida islandesa]. Seria uma ótima experiência para todos.

6 – Como a seleção de um país com 300 mil habitantes pode ser capaz de enfrentar (e vencer) times de países com uma população muito maior, superior a 100 milhões de habitantes, por exemplo?
Há vários motivos para o nosso recente sucesso, mas a maior parte se resume a trabalho duro, esforço coletivo e organização, características que são consideradas essenciais na sociedade islandesa. Dentro de campo, vale lembrar que cada time tem 11 jogadores e tudo pode acontecer. A magia do futebol é que sempre há espaço para que a zebra aconteça.

7 – O que mudou na sua vida depois da Eurocopa?
Para falar a verdade, até que não foram tantas coisas assim. Sigo como treinador da seleção islandesa de futebol, e a procura da imprensa internacional continua a mesma de antes da competição.

8 – Você abandonou completamente sua carreira como dentista para comandar a Islândia? Pensa em voltar às clínicas no futuro ou pretende viver a partir de agora só do futebol?
Eu ainda tenho o meu consultório, e gosto de ir até lá para atender um ou outro paciente de vez em quando. Mas, atualmente, meu foco é mesmo o trabalho no futebol. E pretendo continuar assim pelo tempo que for possível.

9 – A Islândia é apenas um fenômeno passageiro ou chegou para ficar no futebol mundial? O que vocês estão fazendo para manter esse quadro de evolução pelos próximos 5, 10, 15 anos?
A base da nossa equipe ainda vai continuar por alguns anos, mas também temos alguns atletas mais jovens pedindo espaço e as seleções de base têm tido bons resultados. O importante é que os clubes islandeses estão fazendo um trabalho fantástico na formação de jovens talentos. Então, esperamos nos manter nesse nível por muito tempo.


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Com nome de presidente, rival do Brasil vai realizar sonho da mãe na Rússia
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Rafael Reis

O volante costarriquenho Yeltsin Tejeda, 25, deve realizar no próximo mês de junho o sonho de sua mãe.

Disputar uma Copa do Mundo? Não, esse objetivo o jogador do Lausanne (SUI) já alcançou quatro anos atrás, quando fez parte da seleção que surpreendeu ao chegar até as quartas de final da competição no Brasil.

A meta que o meia tem tudo para atingir daqui quatro meses e meio é bem mais específica: disputar um Mundial na terra do homem que o batizou.

O nome de Tejeda, Yeltsin, é uma homenagem a Boris Yeltsin, primeiro presidente da Rússia depois da dissolução da União Soviética, que governou o país entre 1990 e 1999 e morreu em 2007.

“Minha mãe era loucamente apaixonada pelo presidente de vocês e por esse nome. Na Costa Rica, esse nome é muito incomum e acabou conquistando minha mãe. Ela é uma pessoa muito interessada em política. Então, em 1992, quando nasci, decidiu me chamar de Yeltsin”, afirmou o jogador, à imprensa russa, em 2016.

Foi naquele ano que Tejeda realizou parte do sonho de sua mãe: pisar pela primeira vez no país que inspirou seu nome. Em outubro, ele participou do amistoso entre Rússia e Costa Rica, em Krasnodar. Apesar da derrota por 4 a 3, saiu de campo feliz.

A segunda parte desse objetivo, disputar uma competição importante em território russo, também está prestes a ser cumprida.

O volante é figurinha carimbada nas convocações do técnico Óscar Ramírez e só corre risco de ficar fora do Mundial em caso de algum problema físico ou grave falta disciplinar.

Tejeda estreou na seleção costarriquenha em 2011, quando tinha apenas 19 anos, e nunca mais deixou de ser chamado. Titular na Copa-2014, ele tem frequentado o banco nas últimas apresentações da equipe.

A Costa Rica é uma das adversárias do Brasil na primeira fase do Mundial da Rússia. As duas equipes se enfrentam no dia 22 de junho, em São Petersburgo, pela segunda rodada do Grupo E. Sérvia e Suíça são as outras seleções da chave.


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Ex-Sevilla, Mariano não teme ostracismo na Turquia e ainda sonha com Copa
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Rafael Reis

A pouco mais de quatro meses do início da Copa-2018, o lateral direito Mariano ainda acredita que pode conseguir um lugar na seleção brasileira que vai à Rússia em junho para tentar o hexacampeonato mundial.

Apesar de ter sido convocado apenas uma vez por Tite (para a partida contra o Paraguai, em março do ano passado, pelas eliminatórias), o ex-jogador do Fluminense acredita que pode ser lembrado pelo treinador e ganhar a disputa com Danilo (Manchester City) e Fagner (Corinthians) pela reserva de Daniel Alves.

“Acredito que essa oportunidade pode aparecer de novo. Fui convocado e seria um orgulho enorme voltar à seleção, ainda mais falando em defender o país numa Copa do Mundo”, diz.

Em sua primeira temporada no Galatasaray, depois de dois anos atuando no futebol espanhol pelo Sevilla, Mariano afirma também não temer o ostracismo na Turquia e lembra que a liga que disputa agora também costuma ceder jogadores para as seleções –inclusive para o Brasil, já que o meia Giuliano defende o Fenerbahce.

Confira abaixo a íntegra da entrevista com o lateral:

Na Espanha, você tinha uma visibilidade legal, disputava Champions e já havia até sido convocado pelo Tite. Por que você decidiu trocar essa situação pelo Galatasaray, que atua em uma liga com menos holofotes que a espanhola?
Eu tinha um ano de contrato no Sevillla e o Galatasaray me fez uma proposta muito boa. Em Sevilla conquistei um título muito importante, então achei que era a hora de sair e tentar outro título na Turquia, e com um time que tem um nome respeitado dentro do futebol mundial, assim como o Sevilla. O Galatasaray sempre tem jogadores de renome no futebol mundial, sempre jogadores convocados por seleção. Os grandes clubes turcos têm uma visibilidade grande também, disputa grandes competições, têm grandes jogadores. Pensando em seleção brasileira, por exemplo, o holofote ainda existe, a liga é competitiva e os grandes clubes da Turquia são muito respeitados no cenário europeu e mundial.

Você ainda acredita que tem chances de ser convocado para a Copa do Mundo? Por quê?
Sei que não será fácil, na minha posição existem grandes jogadores, mas sempre farei meu melhor no Galatasaray e, se por acaso pintar uma nova chance com o Tite, quero estar pronto. Acredito que essa oportunidade pode aparecer de novo. Fui convocado e seria um orgulho enorme voltar à seleção, ainda mais falando em defender o país numa Copa do Mundo. Estarei na torcida, ou na Rússia ou no Brasil.

O futebol turco é bem mais físico que o espanhol. O quão complicado foi para você se adaptar a esse estilo de jogo?
Para mim, a liga espanhola é muito mais complicada, mas eu estava bem adaptado e me adapto rapidamente aos diferentes estilos de jogo. O nível de competição na Espanha é altíssimo. Já a liga turca vem crescendo muito pelos grandes jogadores que já passaram por aqui e também, claro, com os que estão vindo pra cá e os que já disputam a competição. O nível é bom aqui também, a competitividade entre os grandes clubes é gigantesca, sem falar nos emergentes.

O Galatasay é um clube gigantesco, mas que não ganha o título turco há duas temporadas. A pressão pela volta dos títulos é muito grande?
Sim, toda equipe grande tem pressão, ainda mais quando fica algum tempo sem ganhar títulos. Mas tenho certeza que este ano sairemos campeões e daremos esse titulo para nossa torcida. A torcida é muito exigente, mas também apoia bastante. Não tenho dúvidas que levantaremos a taça nesta temporada.

Os torcedores turcos são conhecidos como os mais fanáticos do mundo. Você concorda com essa afirmação? Qual foi a maior loucura que já viu por aí?
Realmente eles são fanáticos e adoram o futebol. É impressionante. Ainda não vi uma loucura deles desde que cheguei aqui, mas o clima no estádio é de arrepiar. Já vi muita coisa pela televisão e pela internet antes de chegar ao Galatasaray, sei o quanto são fanáticos. A festa no estádio é maravilhosa, sempre pedem autógrafos e fotos nas ruas, mas ainda não presenciei nenhuma “loucura” desde que cheguei.

Você tem planos de retornar ao futebol brasileiro? Recebeu alguma proposta recentemente?
Sim, ainda penso em jogar no Brasil. Sondagens são normais em épocas de transferência, tanto do Brasil quanto da Europa, mas deixo com o [empresário] Marcelo Robalinho e a Think Ball. Temos um planejamento de carreira muito bem feito e bem alinhado, e ele sempre foi muito positivo pra mim. Alguns objetivos foram conquistados aqui na Europa e por isso penso em terminar minha carreira no meu país. Mas enquanto eu tiver contrato aqui, meu foco total e minha energia será colocada aqui. Como disse, ainda quero ser campeão no Galatasaray, como fui no Bordeaux e no Sevilla aqui na Europa. Ainda tem muito chão pela frente, mas um dia sonho em voltar a jogar no Brasil.


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Rival do Brasil na Copa, Sérvia é máquina de triturar técnicos
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Rafael Reis

A seleção brasileira irá encerrar sua participação na primeira fase da Copa do Mundo-2018 contra o time dirigido por Mladen Krstajic. Pelo menos, é nisso que acredita Tite e os outros integrantes de sua comissão técnica.

Mas não será nenhuma surpresa se até o dia 27 de junho, quando as duas equipes se encontram em Moscou, os sérvios já tiverem um novo comandante.

Afinal, o país nascido da dissolução da antiga Iugoslávia é uma verdadeira máquina de triturar treinadores.

Nos últimos oito anos, a seleção europeia teve oito técnicos diferentes –e um deles, Radovan Curcic, teve duas passagens pelo banco de reservas. No mesmo período, o Brasil foi dirigido apenas por Dunga, Mano Menezes, Luiz Felipe Scolari e Tite. E a Alemanha se manteve o tempo todo com Joachim Löw.

A alta rotatividade no banco de reservas sérvio produz algumas situação no mínimo curiosas.

Dick Advocaat, que já dirigiu Holanda, Coreia do Sul, Rússia e Bélgica ao longo da carreira, durou só quatro partidas no cargo em 2014. E Slavoljub Muslin foi demitido mesmo depois de classificar a equipe para a Copa-2018.

O motivo principal da queda do treinador foram as divergências entre ele e a federação sobre como deveria ser o elenco que o país vai levar à Rússia neste ano.

Enquanto Muslin queria um time mais experiente em campo, seus chefes cobravam dele mais espaço para os garotos que foram campeões mundiais sub-20 em 2015, especialmente para o meia Sergej Milinkovic-Savic, destaque da Lazio.

O último treinador que passou mais de 20 jogos à frente da Sérvia foi Radomir Antic, ex-Barcelona e Atlético de Madri, que dirigiu a equipe 28 vezes entre 2008 e a Copa do Mundo de 2010, última participação do país na competição.

Krstajic, o atual técnico da Sérvia, está no cargo desde o fim de outubro e acumula até agora duas partidas: vitória sobre a China e empate contra a Coreia do Sul.

Ex-zagueiro do Werder Bremen e do Schalke 04, ele disputou o Mundial de 2006 como jogador, fazia parte da comissão técnica de Muslim e está em sua primeira experiência como treinador.

Uma experiência que dificilmente terá uma longa duração. Afinal, na seleção da Sérvia, todo técnico sempre está com o emprego em risco.

Brasileiros e sérvios estão no Grupo E da Copa do Mundo e também enfrentarão Suíça e Costa Rica na primeira fase.

TÉCNICOS DA SÉRVIA (DESDE 2010)

Radomir Antic – 28 jogos (2008-2010)
Vladimir Petrovic – 13 jogos (2010-2011)
Radovan Curcic – 5 jogos (2011-2012)
Sinisa Mihajlovic – 19 jogos (2012-2013)
Ljubinko Drulovic – 4 jogos (2014)
Dick Advocaat – 4 jogos (2014)
Radovan Curcic – 11 jogos (2014-2016)
Slavoljub Muslin – 15 jogos (2016-2017)
Mladen Krstajic – 2 jogos (desde 2017)


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