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6 jogadores que ganharam a Champions e hoje jogam em times de Série B
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Rafael Reis

Conquistar a Liga dos Campeões é um sonho para praticamente qualquer jogador de futebol. Afinal, não há nenhum título interclubes mais badalado e conceituado do que o de campeão europeu.

Vencer a Champions pode ser o auge da carreira de um atleta, mas não garante a ninguém a certeza de que passará o resto dos seus dias como profissional defendendo as camisas mais imponentes do futebol mundial.

Por isso, listamos abaixo seis jogadores que tiveram a honra de ganhar a Liga dos Campeões, alguns deles até como protagonistas, e que hoje estão bem longe da elite. A realidade atual deles não é glamour da Champions, mas sim as competições de segunda divisão.

DIDIER DROGBA
Atacante
39 anos
Costa do Marfim
Campeão com o Chelsea em 2012
Joga pelo Phoenix Rising (EUA)

Autor do gol que levou a decisão da Champions de 2012 para a prorrogação e também do último pênalti convertido pelo Chelsea na decisão contra o Bayern de Munique, o astro marfinense poderia estar jogando uma primeira divisão nacional e até ser líder dela. Só que Drogba recusou o convite feito pelo Corinthians no início do ano. O centroavante preferiu comprar uma parte do Phoenix Rising e se juntar ao elenco do time que disputa a USL (United Soccer League), uma liga de segundo escalão do futebol profissional nos EUA.

JOHN TERRY
Zagueiro
36 anos
Inglaterra
Campeão com o Chelsea em 2012
Joga no Aston Villa (ING)

Apesar de não ter participado da decisão contra o Bayern devido a uma suspensão por cartão vermelho, Terry era o capitão do Chelsea na conquista do seu único título de Liga dos Campeões, em 2012. O zagueiro, que também chegou a ostentar a braçadeira da seleção inglesa, passou 22 dos 36 anos de sua vida jogando em Stamford Bridge. Terry só deixou o Chelsea no final da temporada passada, quando assinou contrato com o Aston Villa, clube tradicional do seu país, mas que anda desde 2016 na segunda divisão.

ALBERTO GILARDINO
Atacante
35 anos
Itália
Campeão com o Milan em 2007
Joga no Spezia (ITA)

O centroavante possui os dois maiores títulos do futebol na atualidade: conquistou a Champions de 2007 pelo Milan e, um ano antes, havia faturado a Copa do Mundo pela seleção italiana. Apesar da prateleira cheia de medalhas, Gilardino anda com a carreira em baixa. Seu último gol foi marcado há quase um ano, pelo Empoli, na Copa Italia. Nesta temporada, não arranjou nenhum time da elite do Campeonato Italiano para defender e teve de se contentar com o convite para jogar a Série B pelo pouco expressivo Spezia.

JOHN O’SHEA
Zagueiro
36 anos
Irlanda
Campeão com o Manchester United em 2008
Joga no Sunderland (ING)

Polivalente zagueiro e meio-campista que defendeu o Manchester United durante 12 temporadas, o irlandês fez parte do elenco que faturou o título europeu de 2008. O’Shea deixou os Red Devils em 2011 e, desde então, veste as cores do Sunderland. Nem mesmo o rebaixamento da última temporada tirou o jogador do clube. Na segunda divisão inglesa, é O’Shea quem usa a braçadeira de capitão do Sunderland.

TOMASZ KUSZCZAK
Goleiro
35 anos
Polônia
Campeão com o Manchester United em 2008
Joga no Birmingham (ING)

Companheiro de O’Shea na conquista da Liga dos Campeões de 2008, passou seis temporadas no Manchester United, quase sempre na reserva do holandês Edwin van der Sar. Em 2012, deixou Old Trafford para ser titular de times menores da Inglaterra. Kuszczak passou por Watford, Brighton, Wolverhampton e há dois anos defende o Birmingham. Na temporada passada, ajudou o clube a escapar do rebaixamento para a terceira divisão. Nesta, foi parar no banco.

MCDONALD MARIGA
Volante
30 anos
Quênia
Campeão com a Inter de Milão em 2010
Joga no Oviedo (ESP)

Um dos poucos jogadores quenianos com passagem por grandes clubes do futebol europeu, o volante assistiu do banco de reservas à vitória por 2 a 0 sobre o Bayern de Munique que o título da Champions de 2010 para a Inter. Após deixar Milão, sua carreira nunca mais decolou. Mariga “faliu” com o Parma, jogou um campeonato semiamador com o Latina, da Itália, e assinou em julho com o Real Oviedo, clube que tenta retornar para a primeira divisão da Espanha.


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Econômico, Bayern montou time titular com 68% do preço de Neymar
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Rafael Reis

O Bayern de Munique tem 27 títulos alemães, cinco Liga dos Campeões da Europa, o rótulo de um dos clubes mais vitoriosos do planeta e um time titular que custou menos de 70% do valor de Neymar.

Adversário do Paris Saint-Germain na segunda rodada da fase de grupos da Champions, o clube alemão tem uma política financeira completamente diferente da do rival desta quarta-feira.

Enquanto o PSG não tem vergonha nenhuma de abrir os cofres e oferecer valores astronômicos para atrair grandes jogadores para seu projeto, o Bayern tem um comportamento bem mais austero.

Os alemães não são afeitos a milionárias transferências. Seus reforços costumam chegar aos poucos, pinçados de times menores ou contratados sem custo no final do seus contratos, para se juntar a uma base já devidamente experimentada.

A prova disso é que os 11 titulares escalados pelo técnico italiano Carlo Ancelotti na última apresentação do Bayern custaram aos cofres do clube alemão apenas 68% dos 222 milhões de euros (R$ 826,5 milhões) que o PSG desembolsou na última janela de transferências por Neymar.

Para ter Ulreich, Kimmich, Hummels, Boateng, Rafinha, Vidal, Rudy, Robben, Müller, Ribéry e Lewandowski, os jogadores que começaram jogando no empate por 2 a 2 com o Wolfsburg, na sexta-feira, os alemães gastaram “somente” 152 milhões de euros (R$ 565 milhões).

Mesmo que outros jogadores mais caros do elenco fossem utilizados, como o goleiro Manuel Neuer, que está machucado, e o meia Thiago Alcántara, o valor da equipe titular dificilmente chegaria ao custo do astro brasileiro da equipe francesa.

Um outro dado mostra bem as diferenças de filosofia entre os adversários desta quarta. O meia francês Corentin Tolisso, tirado do Lyon em julho, é o reforço mais caro do Bayern em todos os tempos e custou 41,5 milhões de euros (R$ 154,5 milhões). O valor equivale apenas à oitava maior contratação da história do PSG.

No mês passado, o presidente do time bávaro fez questão de deixar bem claro que a estratégia da equipe alemã não é a mesma dos franceses. Em entrevista à revista “Sport Bild”, Karl-Heinz Rummenigge, alfinetou os adversários ao lembrar que Neymar custou mais que seu estádio, a Allianz Arena.

“O Bayern tem que representar outra filosofia. Não queremos entrar nessa loucura nem tampouco podemos. E está bom que assim seja. Creio que a opinião pública e nossos torcedores entendem.”

Mas, mesmo dentro do Bayern, a ideia de gastar pouco com reforços não é uma unanimidade. Preocupado com o início de temporada conturbado do time (é apenas o terceiro colocado no Alemão), o centroavante Robert Lewandowski afirmou no início do mês que o clube deveria ter uma política mais agressiva no mercado.

“O Bayern deve fazer um esforço para trazer craques. Se quer continuar a ser competitivo, precisa de qualidade. Fizemos negócios com valores que não condizem ao mercado de alto nível”, disse o polonês, para a revista “Der Spiegel”.

Rummenigge não gostou das declarações do seu camisa 9 e deu um puxão de orelhas público em Lewandowski. Afinal, o Bayern tem um time titular que custou menos de 70% do valor de Neymar e se orgulha demais disso.

QUANTO CUSTARAM OS TITULARES DO BAYERN?
Sven Ulreich – 3,5 milhões de euros
Joshua Kimmich – 8,5 milhões de euros
Mats Hummels – 35 milhões de euros
Jérôme Boateng – 13,5 milhões de euros
Rafinha – 5,5 milhões de euros
Arturo Vidal – 37 milhões de euros
Sebastian Rudy – sem custo
Arjen Robben – 24 milhões de euros
Thomas Müller – categorias de base
Franck Ribéry – 25 milhões de euros
Robert Lewandowski – sem custo
TOTAL: 152 milhões de euros


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Champions pré-Copa tem aumento na presença brasileira e 70% da seleção
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Rafael Reis

A nove meses do pontapé inicial da Copa do Mundo, a fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa começa nesta terça-feira (12) com uma participação maior de jogadores brasileiros e presença de 70% da seleção de Tite.

A 63ª edição da competição interclubes mais badalada do planeta conta com 67 representantes do futebol pentacampeão mundial inscritos em 26 dos 32 clubes que disputam sua etapa principal.

A lista não inclui outros nove atletas que, apesar de terem nascido no Brasil ou serem filhos de brasileiros, optaram por outras nacionalidades no mundo do futebol, como o português Pepe (Besiktas), o espanhol Thiago Alcántara (Bayern de Munique), o italiano Thiago Motta (Paris Saint-Germain) e o grego Leonardo Koutris (Olympiacos).

Em relação à temporada passada, o número de jogadores brasileiros inscritos na fase de grupos teve um ligeiro crescimento de quase 5%. Em 2016/17, 64 atletas classificados pela Uefa como representantes do Brasil disputaram a Champions.

Com o crescimento deste ano, a participação brasileira na competição continental é a maior das últimas três temporadas. A marca, porém ainda está longe da de 2014, quando 79 brazucas foram inscritos.

A volta do Shakhtar Donetsk à Champions é o principal fator responsável pela turbinada no número de brasileiros na competição. O clube ucraniano, que andou em baixa nos últimos anos, conta com oito representantes tupiniquins: Ismaily, Márcio Azevedo, Taison, Fred, Dentinho, Bernard, Alan Patrick e Marlos.

Benfica (sete), Paris Saint-Germain (seis, incluindo o craque Neymar), além de Monaco, Porto e Manchester City (quatro, cada) são os outros clubes que possuem um número maior de brasileiros na fase de grupos.

Ao contrário das últimas temporadas, quando parte considerável da seleção brasileira estava na China ou em times momentaneamente em um segundo escalão da Europa, desta vez a maioria dos jogadores que vestem a camisa amarela vai disputar a Champions.

Dos 25 convocados por Tite para a última rodada dupla das eliminatórias da Copa do Mundo, entre o fim do mês passado e o começo de setembro, 18 estão inscritos na competição que reúne os times e elencos mais fortes do planeta.

As exceções são Cássio, Rodrigo Caio, Fagner e Luan, que jogam no Brasil, Renato Augusto, atualmente na China, além de Giuliano e Miranda, que defendem clubes que não se classificaram para a Champions –Fenerbahce e Inter de Milão, respectivamente.


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O PSG já é um candidato real ao título da Champions?
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Rafael Reis

Areola; Daniel Alves, Marquinhos, Thiago Silva e Kurzawa; Thiago Motta, Verratti e Rabiot (Di María); Mbappé, Cavani e Neymar. É mais ou menos com essa formação que o Paris Saint-Germain sonha conquistar pela primeira vez na história a Liga dos Campeões.

Mas será que, depois de se comprometer a gastar mais de 400 milhões de euros (quase R$ 1,5 bilhão) nos dois jogadores mais caros de todos os tempos, o PSG já é um candidato real ao título europeu?

A pergunta começará a ser respondida nesta terça-feira, quando o clube francês abre sua participação na Champions contra o Celtic, na Escócia. No entanto, já é possível antecipar um pouco as possibilidades do time de Neymar na competição interclubes mais badalada do planeta.

Para começar, é importante lembrar que o PSG tem um time forte demais. A maioria dos titulares normalmente escalados pelo espanhol Unai Emery fazem parte do primeiro escalão dos jogadores de suas respectivas posições.

Além disso, alguns dos reservas dos franceses, casos por exemplo de Meunier, Draxler e Lucas, caberiam tranquilamente nos elencos dos times acostumados a disputar o título da Champions.

Só que ter uma equipe competitiva (e mesmo um elenco repleto de atletas talentosos até no banco de reservas) não é suficiente para um clube se tornar favorito ao cobiçado troféu continental. Ganhar a Champions, afinal é uma tarefa muito difícil. Principalmente para quem não tem tanta história assim na competição.

O último time a estrear em uma decisão do torneio foi o Chelsea, nove anos atrás. O clube inglês também foi o mais recente campeão inédito, em 2012, na segunda vez em que alcançou a final.

Já a trajetória do PSG no torneio europeu está longe de ser longa e brilhante. A equipe vai para sua 11ª participação na Champions e, mesmo com todo o investimento das últimas temporadas, só chegou à semifinal uma única vez, em 1994/95.

Outra característica negativa do clube mais poderoso da França é um certo desequilíbrio no elenco. Apesar de cheio de bons nomes, o grupo de jogadores de Emery sofre com debilidades em posições essenciais para o sucesso de uma equipe.

Se o ataque do PSG é um dos melhores do planeta, o mesmo não pode se dizer do seu meio-campo. Thiago Motta e Rabiot estão longe de serem jogadores ruins, mas não estão no mesmo nível de Casemiro e Kroos (Real Madrid), Thiago e Vidal (Bayern de Munique) e Pjanic e Khedira (Juventus), por exemplo.

Além disso, faltam ao treinador espanhol mais opções para compor a faixa central de sua defesa. Os brasileiros Marquinhos e Thiago Silva e o garoto francês Kimpembe são os únicos zagueiros do elenco. Se perder dois desses defensores, o PSG já terá de improvisar alguém no setor.

Por fim, há um outro problema que pode prejudicar as pretensões do time da Cidade Luz no âmbito europeu: o Campeonato Francês. Com uma enorme disparidade técnica em relação a pelo menos 18 dos seus 19 oponentes na Ligue 1 (o Monaco talvez seja a única exceção), o PSG corre o risco de não se acostumar a usar o máximo do seu potencial durante a temporada.

E essa falta de costume de jogar com intensidade plena pode fazer falta na hora de medir forças contra os clubes mais poderosos de Inglaterra, Itália, Espanha e até da Alemanha… como aliás já fez em confrontos das temporadas passadas.

Resumindo: o PSG ainda tem um longo caminho pela frente para poder ser apontado como um dos favoritos ao título da Champions.

Com Neymar, Mbappé e cia., o clube se tornou um candidato real ao posto de campeão europeu. Mas, pelo menos por enquanto, ainda não é um Real Madrid, um Bayern de Munique, um Barcelona ou uma Juventus….


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Elencos da Champions valem R$ 35 bilhões; conheça os 10 times mais caros
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Rafael Reis

Competição mais rica e badalada do futebol mundial, a Liga dos Campeões da Europa dá início nesta terça-feira à sua fase de grupos, colocando em campo um total de 9,4 bilhões de euros (R$ 35 bilhões).

Esse valor astronômico equivale à soma dos preços estimados pelo site “Transfermarkt”, especializado no Mercado da Bola, de todos os jogadores que disputam o cobiçado título continental da temporada 2017/18.

Atual bicampeão europeu e vencedor de três das últimas quatro edições, o Real Madrid possui o elenco mais caro dos 32 participantes da Champions e, consequentemente, de todo o futebol mundial.

A equipe do técnico Zinédine Zidane está avaliada em 743,8 milhões de euros (R$ 2,7 bilhões) e conta com pelo menos sete jogadores com preço de pelo menos 40 milhões de euros (R$ 148,7 milhões): Cristiano Ronaldo, Gareth Bale, Toni Kroos, Karim Benzema, Luka Modric, Sergio Ramos e Isco.

O Real fará o confronto mais desigual da primeira rodada da fase de grupos, já que na quarta-feira visita o Apoel Nicósia, o terceiro time com elenco mais barato de toda a Champions.

Segundo o Transfermarkt, todos os jogadores da equipe cipriota somados valem mais ou menos que apenas um titular do time espanhol, o goleiro Keylor Navas: 18 milhões de euros (R$ 67 milhões).

Apesar da venda de Neymar para o Paris Saint-Germain, o Barcelona ainda conta com o segundo grupo de atletas mais caro da Liga dos Campeões. Lionel Messi, Luis Suárez, Ousmane Dembélé e os outros aletas do clube catalão valem 706,5 milhões de euros (R$ 2,6 bilhões).

O novo time do craque da seleção brasileira também faz parte do top 10 de elencos mais valiosos da Champions. Com valor estimado de 521,3 milhões de euros (R$ 1,9 bilhão), o PSG ocupa o oitavo lugar no ranking.

Além dos dois gigantes do futebol espanhol e do PSG, a lista dos dez clubes mais valiosos do torneio continental conta ainda com Atlético de Madri, Bayern de Munique, Juventus e quatro ingleses: Chelsea, Manchester City, Manchester United e Tottenham.

Conheça os 10 elencos mais caros da Champions

Real Madrid (ESP) – 743,8 milhões de euros
Barcelona (ESP) – 706,5 milhões
Chelsea (ING) – 614,4 milhões
Manchester City (ING) – 588,5 milhões
Bayern de Munique (ALE) – 581,4 milhões
Manchester United (ING) – 565,8 milhões
Juventus (ITA) – 538,6 milhões
Paris Saint-Germain (FRA) – 521,3 milhões
Atlético de Madri (ESP) – 511 milhões
Tottenham (ING) – 505,3 milhões

Conheça os 10 elencos mais baratos da Champions

Shakhtar Donetsk (UCR) – 103,1 milhões
Anderlecht (BEL) – 99,1 milhões
Feyenoord (HOL) – 96,8 milhões
CSKA Moscou (RUS) – 77,7 milhões
Olympiacos (GRE) – 75,3 milhões
Celtic (ESC) – 57,8 milhões
Basel (SUI) – 48,35 milhões
Apoel Nicósia (CYP) – 18,5 milhões
Qarabag (AZE) – 17,3 milhões
Maribor (SVN) – 14 milhões

Fonte: Transfermarkt


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Maior artilheiro da pré-Champions é brasileiro e arrasta fãs para igreja
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Rafael Reis

O pastor Marcos Tavares sabe que boa parte do público que costuma frequentar seus cultos em Maribor, segunda cidade mais populosa da Eslovênia, está mais interessada em conhecer o maior ídolo do futebol do país do que os ensinamentos da Bíblia.

Mas o líder da igreja “Jesus é o caminho” não parece se importar com isso.

“Meu maior ministério é fora da igreja, é jogando futebol. Sei que as pessoas vão até mim atrás do Tavares, mas acabam encontrando Jesus Cristo e é por ele que ficam. Foi esse o caminho que Deus escolheu para mim: onde os pastores não entram, o futebol chega”.

Há quase uma década vestindo a camisa do Maribor, o clube mais vitorioso da história da Eslovênia, o brasileiro de 33 anos é o maior nome do futebol do país que até 1991 fazia parte da Iugoslávia.

Tavares é o maior goleador (165 gols) e o jogador que mais atuou (435 partidas) pelo time vencedor de cinco das últimas seis edições do Campeonato Esloveno. Mas não é nenhum desses recordes o que mais lhe enche de orgulho.

“Sou o maior artilheiro da história das fases preliminares da Liga dos Campeões”, enche a boca para dizer.

O gaúcho de Porto Alegre, que começou a carreira no Internacional, profissionalizou-se no Grêmio, defendeu as seleções brasileiras de base e está no exterior desde 2007 balançou as redes 20 vezes nas etapas anterior à fase de grupos da Champions.

Só nesta temporada, Tavares já marcou quatro vezes na campanha que colocou o Maribor a um passo da classificação para a fase mais conhecida do torneio continental.

Se vencer o mata-mata contra o israelense Hapoel Be’er Sheva, nesta quarta e na próxima terça-feira, o time esloveno irá à fase principal da Champions, e o atacante brasileiro terá a chance de realizar mais um dos seus objetivos.

“Eu disputei a fase de grupos três anos atrás, mas não consegui marcar nenhum gol”.

Em 2014/15, quando superou a etapa preliminar do torneio europeu pela última vez, o Maribor caiu no mesmo grupo de Sporting, Schalke 04 e Chelsea. Apesar de não ter conseguido se classificar para a fase final, o time esloveno colheu três honrosos empates, um contra cada adversário.

Mesmo sem ter conseguido balançar as redes na ocasião, Tavares lembra com carinho da experiência de enfrentar alguns dos principais jogadores do planeta. E faz questão de frisar: “Fui eu que fiz o gol que colocou o Maribor na fase de grupos”.

Mais um episódio que reforçou a idolatria, palavra que o artilheiro não gosta por questões religiosas, dos torcedores eslovenos pelo pastor e camisa 9 brasileiro.

“No Brasil, ninguém me conhece. Mas aqui na Eslovênia, graças a Deus, é diferente. Construí uma história muito bonita por aqui. Todo mundo me conhece, vem conversar comigo, quer tirar foto”… até mesmo, dentro de sua igreja.


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Astro da Copa de 1994 volta à Champions como “faz tudo” em time próprio
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Rafael Reis

Gheorghe Hagi foi um dos grandes nomes do futebol mundial na década de 1990. Ao longo de 19 anos de carreira, vestiu as camisas de Real Madrid, Barcelona e Galatasaray, entre outros. E, o mais importante, levou a Romênia até as quartas de final da Copa do Mundo de 1994.

Aos 52 anos, o eterno camisa 10 retorna à Liga dos Campeões da Europa nesta quarta-feira. Não como jogador, é claro, mas sim como uma espécie de “faz tudo” do Viitorul Constanta.

O atual campeão romeno, que enfrenta o cipriota Apoel, em casa, no jogo de ida da terceira e penúltima rodada de mata-matas da fase preliminar da Champions, é o grande projeto de vida de Hagi.

O Viitorul foi fundado em 2009 com um objetivo nada modesto: criar jogadores capazes de reerguer o futebol romeno, que não disputa um Mundial desde a aposentadoria do seu maior craque –a última participação foi na França-1998.

Hagi buscou inspiração nas duas escolas que mais admira: a holandesa e a espanhola. É essa mescla, que dá origem ao estilo de jogo do Barcelona, que o astro sonha reproduzir dentro de campo.

“A Romênia tem que investir nas categorias de base. Só assim conseguiremos criar uma nova geração de jogadores que, assim como aquela da qual participei, possa desafiar a todos. Talvez consigamos produzir uma geração ainda melhor. É essa a minha meta”, afirmou, em recente entrevista ao jornal britânico “Guardian”.

É por isso que o elenco do Viitorul que vai disputar a Champions é formado quase que exclusivamente por atletas locais. O zagueiro francês Kévin Boli, o meia espanhol Dani López e o armador brasileiro Eric Pereira são as únicas exceções.

O ex-jogador do Barça e do Real ainda não foi capaz de recolocar a Romênia entre as seleções mais temidas do planeta, mas seu trabalho já começa a dar frutos.

Em oito anos de história, o Viitorul se sagrou campeão das três divisões do futebol romeno, disputou na temporada passada a Liga Europa e agora jogará pela primeira vez a principal competição interclubes do planeta.

O ex-meia se divide atualmente entre três funções. Além de proprietário do clube, é o mentor do projeto técnico-tático e treinador da equipe adulta. Mas Hagi também já foi presidente e até pai de jogador do elenco do campeão romeno.

Para poder se concentrar nos assuntos de dentro do gramado, o ex-jogador entregou o comando administrativo do clube e também da “Academia Hagi”, o centro de formação de novos atletas do Viitorul, para um outro profissional, Pavel Peniu.

Um dos tantos garotos lapidados por Hagi na Romênia foi seu filho Ianis. O meia-atacante de 18 anos jogou por duas temporadas na equipe adulta até ser negociado em 2016 por por 2 milhões de euros (R$ 7,3 milhões) com a Fiorentina, onde pouco jogou até o momento.


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Champions começa com time de vilarejo de 867 pessoas e estádios minúsculos
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Rafael Reis

Leirvík é uma cidade de 867 habitantes localizado na costa leste de Eysturoy, a segunda maior das Ilhas Faröe. O povoado foi fundado no século 9 por vikings e chegou a ser dizimado pela Peste Negra, em 1349.

É desse minúsculo vilarejo de pescadores habituados a enfrentar temperaturas negativas que vem um dos oito clubes que abrem nesta terça-feira a temporada 2017/18 da Liga dos Campeões da Europa.

O Vikingur Gota, clube fundado há nove anos depois da fusão do Leirvík IF com o time de um outro nanico povoado localizado a 5 km, é o atual campeão da Ilhas Faröe e vai estrear na Champions.

O time, composto basicamente por atletas amadores que trabalham com pesca ou no setor de serviços das cidades vizinhas, enfrenta na primeira rodada da fase preliminar da competição continental o Trepça’89, primeiro representante de Kosovo na história do torneio.

Devido ao tamanho do evento, a partida não será disputada no Serpugerdi Stadium, sua casa. O Leirvík viajou para Torshavn, a capital das Ilhas Faröe, e irá jogar no Tórsvollur, o maior estádio do país, com capacidade para 6.500 pessoas.

Mas outros jogos da rodada de abertura da Champions terão palcos ainda menos imponentes.

O TNS, de Gales, e o Hibernians, de Malta, farão seus jogos contra Eurocopa FC (Gibraltar) e FCI Talinn, da Estônia, em arenas com capacidade inferior a 3 mil torcedores, ou seja, menores que o estádio da Rua Javari, a bucólica casa do Juventus, em São Paulo.

A primeira rodada da fase preliminar da Liga dos Campeões reúne os vencedores dos dez campeonatos nacionais de pior ranking na Uefa (Ilhas Faröe, Kosovo, Malta, Estônia, Armênia, Andorra, Gales, Gibraltar, Irlanda do Norte e San Marino).

No total, a Champions conta com quatro rodadas de mata-mata até a definição dos 32 clubes que irão disputar a partir de setembro a fase de grupos da principal e mais badalada competição interclubes do planeta.

A definição do próximo campeão europeu está marcada para o dia 26 de maio de 2018, em Kiev (Ucrânia). O Real Madrid venceu as duas últimas edições do torneio e tentará ser o primeiro tricampeão consecutivo desde a década de 1970.


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Agora sim, Cristiano Ronaldo é inquestionável como melhor do mundo
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Rafael Reis

Ao ajudar o Real Madrid a conquistar pela 12ª vez o título da Liga dos Campeões da Europa, Cristiano Ronaldo não só praticamente garantiu a quinta Bola de Ouro de sua carreira, como também acabou com qualquer dúvida sobre o merecimento do prêmio.

Com a atuação decisiva sobre a Juventus e os dois gols na goleada por 4 a 1 deste sábado, o português se tornou quase uma unanimidade.

É difícil encontrar alguém que, neste momento, não considere o camisa 7 do Real o melhor jogador do mundo na temporada 2016/17.

E essa foi a grande vitória individual de CR7 no Millenium Stadium, em Cardiff.

O português já era favorito ao prêmio mesmo antes de a bola rolar na decisão da Champions. Mas a temporada cheia de altos e baixos levantava uma dúvida: seria CR7 o principal candidato ao prêmio pelo futebol que estava apresentando ou pelos holofotes que o iluminam?

A reposta para aqueles que queriam ver a Bola de Ouro para Lionel Messi, o artilheiro do futebol europeu na temporada, ou para Gianluigi Buffon, o goleiro líder da Juventus, foi dada no mais alto estilo.

Desde 2010, quando Diego Milito brilhou no confronto entre Inter de Milão e Bayern de Munique, um jogador não marcava duas vezes na final do torneio interclubes mais importante do planeta.

Cristiano Ronaldo venceu Buffon pela primeira vez em um tapa cheio de classe na bola que contou com um leve desvio em Bonucci. Foi o gol que abriu o marcador e começou a desenhar o destino da decisão.

Quando o Real já tinha um 2 a 1 no placar, o português tratou de sepultar as últimas esperanças da Juventus. Como um raio, o camisa 7 surgiu em velocidade dentro da área para escrever seu nome na história… mais uma vez.

Sim, Cristiano Ronaldo será eleito pela quinta vez o melhor jogador do mundo e irá igualar o recorde do seu arquirrival, Messi. E, depois da decisão da Champions, não dá mais para questionar isso.


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Cristiano Ronaldo é só o 19º melhor do mundo? Para estatísticos, sim
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Rafael Reis

Cristiano Ronaldo vai a campo neste sábado em busca do quarto título de Liga dos Campeões da Europa de sua carreira e de uma quase certeza que será eleito pela quinta vez o melhor jogador do mundo.

Mas, de acordo com os algoritmos do “Who Scored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, o astro do Real Madrid é o dono apenas do 19º melhor desempenho da atual temporada.

Segundo a ferramenta, o futebol mostrado por CR7 em 2016/17 é digno da nota 7,61. A avaliação é feita por uma inteligência artificial a partir da análise dos dados de cada atleta em incontáveis fundamentos, como gols, assistências, dribles e desarmes.

A média atual é a pior da carreira de Cristiano Ronaldo desde a chegada ao Real Madrid, em 2009. O português nunca fechou uma temporada com nota abaixo de 7,99 (2015/16).

Para as estatísticas do “Who Scored?”, o melhor jogador do planeta é o brasileiro Neymar (8,52), com pequena vantagem para o argentino Lionel Messi (8,47), seu companheiro no Barcelona. O espanhol Thiago Alcántara (8,28), do Bayern de Munique, completa o pódio.

Além do camisa 11 do Barça, outros dois brasileiros tiveram uma temporada melhor que CR7 na visão dos algoritmos que analisam o desempenho dos jogadores.

O lateral esquerdo Alex Sandro, da Juventus, adversária do Real na decisão deste sábado, tem 7,63 de média e aparece na 17ª colocação no ranking. O 18º é o meia-atacante Felipe Anderson, da Lazio, com 7,62.

Apesar da queda de desempenho apontada pela fria análise das estatísticas e das inteligências artificiais, Cristiano Ronaldo é o favorito para ganhar pela quinta vez o prêmio de melhor do mundo por ter sido o jogador mais decisivo da competição mais importante da temporada.

Dos dez gols anotou pelo português na atual edição da Champions, oito saíram na fase de mata-mata. CR7 marcou cinco vezes contra o Bayern de Munique, nas quartas de final, e mais três ante o Atlético de Madri, na semi.

Atuações que foram essenciais para colocar o Real frente a Juventus neste sábado, em Cardiff, e que, se não conquistaram os computadores do “Who Scored?”, certamente chamaram a atenção dos eleitores do prêmio.

OS 10 MELHORES DA TEMPORADA, SEGUNDO O “WHO SCORED?”

1 – Neymar (BRA/Barcelona) – 8,52
2 – Lionel Messi (ARG/Barcelona) – 8,47
3 – Thiago Alcántara (ESP/Bayern de Munique) – 8,28
4 – Edin Dzeko (BOS/Roma) – 7,85
5 – Arjen Robben (HOL/Bayern de Munique) – 7,82
6 – Eden Hazard (BEL/Chelsea) – 7,81
7 – Luis Suárez (URU/Barcelona) – 7,81
8 – Dries Mertens (BEL/Napoli) – 7,76
9 – Alexis Sánchez (CHI/Arsenal) – 7,76
10 – Alejandro Gómez (ARG/Atalanta) – 7,75


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