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Como Neymar e astros da seleção protagonizaram vexame histórico na base
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Rafael Reis

Qual a expectativa de um time que tem Alisson no gol, Casemiro no comando do meio-campo, Philippe Coutinho na criação das jogadas e Neymar no ataque? Ser campeão, é claro, ou pelo menos brigar arduamente pelo título…

Pois foi com quatro prováveis titulares da seleção que Tite levará à Rússia no próximo ano que o Brasil realizou uma das piores campanhas de sua história em Copas do Mundo da Fifa.

Acompanhados de Wellington Nem (São Paulo), Wellington Silva (Fluminense) e Dodô (Sampdoria), os quatro selecionáveis naufragaram no Mundial sub-17 de 2009, disputado na Nigéria.

Apesar de vários nomes que se consolidariam mais tarde no primeiro escalão do futebol mundial, o Brasil não passou da primeira fase da competição.

Pior: só não se despediu do torneio sem conseguir sequer uma mísera vitória porque Nem marcou o gol que definiu o 3 a 2 sobre o Japão, na primeira rodada, aos 49 min do segundo tempo.

Após o triunfo sobre os nipônicos, a equipe comandada por Lucho Nizzo, atualmente à frente do América-RJ, só colheu resultados negativos, que lhe custaram a queda precoce no Mundial: derrotas por 1 a 0 para o México e para a Suíça, que acabaria se sagrando campeã sub-17.

A campanha foi uma das piores já feitas pelo Brasil em competições da Fifa em todos os tempos. Apenas outras quatro vezes na história, a seleção foi eliminada na primeira fase de uma Copa do Mundo: 1930, 1934 e 1966 (adulto) e 1987 (sub-17).

Dos quatro jogadores que hoje defendem a seleção principal, apenas Casemiro não era titular absoluto da equipe de 2009. O volante, então no São Paulo, começou jogando apenas a partida contra a Suíça.

Indicado ao prêmio de melhor jogador do mundo deste ano, Neymar já era a estrela da companhia na seleção juvenil. O atacante, que estava em seu primeiro ano como profissional do Santos e carregava o rótulo de futuro craque, fez um dos três gols brasileiros na competição.

Curiosamente, enquanto os jogadores que protagonizaram o fiasco brasileiro deram a volta por cima e hoje são referências internacionais, os maiores destaques daquele Mundial sub-17 não conseguiram deslanchar como profissionais.

O nigeriano Sani Emmanuel, eleito o craque da competição, está desempregado desde que deixou o Oskarshamns, da terceira divisão da Suécia, dois anos atrás. Já o suíço Nassim Ben Khalifa, autor do gol da vitória sobre o Brasil e Bola de Prata do torneio, acaba de ser contratado pelo St. Gallen, time de meio de tabela do seu país.

Por fim, o espanhol Borja González, artilheiro do Mundial, até chegou a disputar a Premier League pelo Swansea City, mas hoje está emprestado ao Málaga.


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De Real Madrid a Japão. Os destinos de 7 crias do São Paulo no exterior
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Rafael Reis

Por onde anda aquele garoto que brilhou nas categorias de base do meu time e logo foi vendido para o exterior? Será que ele virou um jogador importante por lá? Ou será que se tornou apenas mais um dentre tantos brasileiros espalhados pelo Mundo da Bola?

É para responder perguntas como essas que o “Blog do Rafael Reis” mostra desde a semana passada os paradeiros das crias dos 12 maiores clubes do Brasil.

No terceiro capítulo da série, localizamos sete jogadores formados no São Paulo, o clube brasileiro que mais lucrou com venda de atletas na atual janela de transferências. Na próxima sexta-feira, será a vez do Santos.

CASEMIRO
Volante
25 anos
Real Madrid (ESP)

Muito criticado pela torcida são-paulina durante os três anos em que atuou na equipe principal do Morumbi, aproveitou a chance que recebeu de transferir para o time B do Real Madrid para se transformar em um dos melhores volantes do futebol mundial na atualidade. Casemiro já acumula três títulos de Liga dos Campeões pelo Real, é peça essencial no meio-campo do técnico Zinédine Zidane e um dos pilares da seleção brasileira que vai à Copa do Mundo da Rússia em 2018.

LUCAS
Meia-atacante
24 anos
Paris Saint-Germain (FRA)

Ao contrário de Casemiro, seu contemporâneo no São Paulo, sempre jogou muito bem no clube paulista e foi idolatrado pela torcida. Vendido por 40 milhões de euros (R$ 146,5 milhões) para o Paris Saint-Germain, na segunda venda mais cara da história do futebol brasileiro, ainda não conseguiu se tornar na França o jogador de primeiro escalão do futebol mundial que parecia ser. É exatamente por isso que continua fora da seleção.

EDERSON
Goleiro
23 anos
Manchester City (ING)

Pouca gente sabe, mas o goleiro de 40 milhões de euros (R$ 146,5 milhões) que desembarcou no Manchester City a pedido de Pep Guardiola nesta temporada é uma cria das categorias de base do São Paulo. Ederson ficou no CT de Cotia por dois anos. Em 2009, após completar seu 16º aniversário, mudou-se para Portugal e ingressou nas equipes inferiores do Benfica, clube pelo qual se destacou na última temporada europeia.

KAKÁ
Meia
35 anos
Orlando City (EUA)

O último brasileiro a conquistar o prêmio de melhor jogador do mundo (2007) teve duas passagens pelo São Paulo. A primeira começou na adolescência e foi até a venda para o Milan, em 2003. Em 2014, Kaká retornou ao Morumbi por empréstimo e defendeu seu time de coração no Campeonato Brasileiro. Desde o ano seguinte, é uma das principais estrelas da MLS (Major League Soccer), a elite do futebol nos Estados Unidos. Seu contrato com o Orlando City, porém, termina em dezembro.

OSCAR
Meia
25 anos
Shanghai SIPG (CHN)

Apesar de ter sido revelado pelo São Paulo, explodiu para o futebol brasileiro com a camisa do Internacional, para onde se mudou em 2010, após entrar na Justiça contra o clube formador alegando irregularidades no seu contrato. Titular da seleção brasileira na Copa do Mundo-2014, perdeu espaço no time depois de ir para o banco de reservas do Chelsea e, posteriormente, acertar sua transferência para o futebol da China, onde atua hoje em dia.

DAVID NERES
Meia-atacante
20 anos
Ajax (HOL)

Caçulinha da lista, não teve nem tempo de se firmar no São Paulo antes de ser vendido para o Ajax, em janeiro, por 12 milhões de euros (R$ 44 milhões). Em seu primeiro semestre na Europa, disputou apenas 12 jogos pelo time principal, chegou a ser rebaixado para a equipe B, mas participou da partida mais importante da história recente do clube holandês, a decisão da Liga Europa –derrota por 2 a 0 para o Manchester United.

ADEMILSON
Atacante
23 anos
Gamba Osaka (JAP)

Destaque na base do São Paulo e artilheiro brasileiro do Mundial sub-17 de 2011, foi promovido em 2012 ao time principal como promessa de craque. No entanto, Ademilson nunca conseguiu se transformar em realidade no Morumbi. Seu futebol só voltou a aparecer depois que ele encontrou refúgio no Japão. Jogando na Ásia desde 2015, o ex-jogador do São Paulo é hoje uma das estrelas do Gamba Osaka, campeão da J.League em 2014.


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“Novo Hulk”, revelação do Porto é o brasileiro mais faltoso da Europa
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Rafael Reis

Apelidado de “novo Hulk” pela imprensa portuguesa, Tiquinho Soares andou abusando do uso do corpanzil nas divididas com zagueiros durante a recém-encerrada temporada europeia.

O atacante, que se destacou no Vitória de Guimarães e acabou contratado em janeiro pelo Porto, foi o jogador brasileiro que mais cometeu faltas em 2016/17 na soma das sete principais ligas nacionais do Velho Continente.

O jogador de 26 anos, que passou a maior parte da carreira no futebol paraibano até se mandar para Portugal, em 2015, cometeu em 3,3 faltas por partida ao longo dos últimos nove meses, segundo o “Who Scored?“, site especializado nas estatísticas do futebol.

Tiquinho foi uma das revelações da temporada portuguesa. Contratado no início de 2017 pelo Porto por 3,5 milhões de euros (R$ 13 milhões), marcou 12 vezes em 17 partidas pelo novo clube e possui uma cláusula de rescisão de 40 milhões de euros (R$ 147 milhões).

O “novo Hulk” lidera o batalhão português na lista dos jogadores brasileiros mais faltosos na Europa. Dos dez primeiros colocados da lista, nada menos que oito atuam na nossa antiga metrópole.

As duas únicas exceções vêm da Espanha.

Campeão nacional e europeu com a camisa do Real Madrid, o volante Casemiro aparece na sétima colocação da lista.

O ex-jogador do São Paulo, que bateu demais em confrontos decisivos da Champions, como contra o Bayern de Munique e o Atlético de Madrid, teve uma média de 2,1 faltas por partida ao longo da temporada.

O outro “intruso” no domínio português no ranking dos maiores caçadores brasileiros de 2016/17 é o meia-atacante Gabriel Pires, ex-jogador das categorias de base do Vasco, que cometeu em média 2 faltas por jogo com a camisa do Leganés.

OS BRASILEIROS MAIS FALTOSOS DA TEMPORADA EUROPEIA

1º – Tiquinho Soares (Porto) – 3,3 faltas por jogo
2º – Mateus da Silva (Paços de Ferreira) – 3,2
3º – Kléber (Estoril) – 2,9
4º – Aílton (Estoril) – 2,6
5º – Baiano (Braga) – 2,3
6º – Éber Bessa (Marítimo) – 2,2
7º – Anderson Carvalho (Boavista) – 2,1
Casemiro (Real Madrid) – 2,1
Rafael Assis (Chaves) – 2,1
10º – Gabriel Pires (Leganés) – 2


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Cão de guarda, Casemiro é o recordista de carrinhos no futebol europeu
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Rafael Reis

Messi, Luis Suárez e os outros jogadores de frente do Barcelona não terão vida fácil no confronto decisivo com o Real Madrid, neste domingo. E um dos motivos atende pelo nome de Casemiro.

O volante brasileiro de 25 anos é o “rei dos carrinhos” na elite do futebol europeu nesta temporada.

De acordo com o “Who Scored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, o ex-jogador do São Paulo distribuiu em média 4,6 carrinhos em cada partida que disputa no Campeonato Espanhol.

Nenhum outro atleta inscrito nas seis principais ligas nacionais da Europa (Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália, França e Portugal) usa mais esse recurso que Casemiro. O único que o iguala é o também volante Maxime Gonalons, capitão do Lyon.

A dedicação na marcação mostrada em campo hoje em dia pelo brasileiro contrasta com a fama de displicente que marcou o início de sua carreira. No São Paulo, o volante era visto como um jogador talentoso, mas que não era muito chegado em se esforçar pelo time.

Na Europa desde 2013, quando foi contratado pelo Real Madrid Castilla, time B do gigante espanhol, Casemiro amadureceu e perdeu o pudor de “se matar” para roubar a bola do adversário.

Titular absoluto da equipe principal do Real há quase duas temporadas (e agora também da seleção brasileira), deu balanço defensivo ao time e se tornou uma espécie de “cão de guarda” para o técnico Zinédine Zidane.

Não à toa, Casemiro é hoje o recordista de faltas da equipe da capital (2,2 por partida, em média, no Espanhol) e o segundo brasileiro dos principais campeonatos nacionais da Europa que mais dá porrada (Gabriel Pires, do Leganés, tem média de 2,3 faltas por jogo).

Às vezes, ele exagera, como na vitória por 4 a 2 sobre o Bayern de Munique, terça-feira, que colocou o Real nas semifinais da Liga dos Campeões.

Na ocasião, o volante cometeu cinco das sete faltas do seu time na partida e só não foi expulso devido a uma tolerância extrema do árbitro húngaro Viktor Kassai, muito cobrado pelos jogadores alemães e pela imprensa internacional após a partida.

Mas é claro que Suárez, Messi e qualquer outro jogador do Barcelona preferiam não ter Casemiro pela frente neste domingo. Não com tantos carrinhos…


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Mundial de Clubes tem 10 jogadores brasileiros; conheça cada um deles
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Rafael Reis

A 13ª edição do Mundial de Clubes da Fifa começa nesta quarta-feira, com o confronto entre Kashima Antlers (JAP) e Auckland City (NZL). E, pelo terceiro ano seguinte, não contará com a participação de nenhum clube brasileiro.

Mas isso não significa que o futebol pentacampeão mundial ficará sem representantes no Japão. Afinal, dez dos 161 jogadores inscritos na competição nasceram por aqui.

Os atletas brasileiros estão espalhados por cinco dos sete times participantes. Apenas o Atlético Nacional (COL), campeão da Libertadores, e o Auckland City (NZL), vencedor da Liga dos Campeões da Oceania, não têm nenhum brasileiro em seu elenco.

Conheça agora os dez jogadores que representam o Brasil no Mundial de Clubes:

MARCELO
Real Madrid (ESP)
28 anos
Lateral esquerdo
Marcelo
Há dez anos no Real Madrid, o lateral esquerdo da seleção brasileira é um dos melhores jogadores de sua posição na atualidade e uma importante arma ofensiva da equipe espanhola (já deu três assistências na temporada). Marcelo irá disputar seu segundo Mundial de Clubes. Em 2014, foi campeão

CASEMIRO
Real Madrid (ESP)
24 anos
Volante
Casemiro
De revelação criticada e perseguida por torcedores no São Paulo a titular de um dos maiores clubes do mundo. Essa é a trajetória de Casemiro, hoje uma peça importante no esquema do técnico Zinedine Zidane. O volante brasileiro ainda está em processo de recuperação de ritmo de jogo após uma fissura na perna esquerda deixa-lo fora de ação por dois meses.

PEPE
Real Madrid (ESP)
33 anos
Zagueiro
Pepe
Nascido em Maceió e revelado pelo Corinthians Alagoano, transferiu-se para Portugal há 15 anos e, desde 2007, é companheiro de Cristiano Ronaldo na seleção lusitana. No mesmo ano, trocou o Porto pelo Real Madrid, onde está até hoje. Vive um 2016 glorioso, já que ganhou a Eurocopa e a Liga dos Campeões.

DANILO
Real Madrid (ESP)
25 anos
Lateral direito
Danilo
Entre os brasileiros do elenco do Real Madrid, é o de menos destaque. Tirado do Porto na temporada passada, o ex-jogador do Santos tem levado a pior na disputa por posição com Carvajal e costuma ser reserva na maior parte das partidas do time espanhol. Fez um gol nesta temporada.

WILLIAM
América (MEX)
30 anos
Meia
William
Um dos artilheiros da Copa São Paulo de 2004 pelo Palmeiras, teve dificuldades na transição para o time profissional e acabou emprestado para cinco clubes diferentes em um período de apenas três anos. Chegou ao México dois anos atrás e ainda foi companheiro de Ronaldinho no Querétaro antes de assinar com o América.

LEONARDO
Jeonbuk Hyundai (CDS)
30 anos
Meia-atacante
Leonardo
Pouco conhecido no Brasil, é o ídolo do momento no futebol sul-coreano. Leonardo começou a carreira na Desportiva (ES) e migou para Grécia em 2005, aos 18 anos. Em 2012, mudou de continente mais uma vez e foi o Jeonbuk Hyundai. Principal nome na conquista do título asiático, ele marcou dez vezes na Liga dos Campeões e foi o vice-artilheiro do torneio.

EDU
Jeonbuk Hyundai (CDS)
35 anos
Atacante
Edu
Famoso pelo período em que atuou na Alemanha, principalmente no Schalke 04, o centroavante assinou pelo Jeonbuk em julho, após cinco meses desempregado. Veterano, raramente é escalado como titular. Mas sua vasta experiência acaba sendo útil para o elenco do time sul-coreano.

RICARDO NASCIMENTO
Mamelodi Sundowsn (AFS)
29 anos
Zagueiro
Ricardo Nascimento
Caso raro de jogador brasileiro que foi tentar a sorte na África, o defensor foi revelado nas categorias de base do Palmeiras, mas passou a maior parte da carreira vinculado ao Olé Brasil, de Ribeirão Preto. Ricardo Nascimento defendeu cinco clubes de Portugal e também teve uma passagem pela Romênia até ir para o Mamelodi, neste ano.

FABRÍCIO
Kashima Antlers (JAP)
26 anos
Meia-atacante

Cria das categorias de base do Corinthians, atuou por empréstimo em times menores para ganhar experiência. Também teve uma passagem relâmpago pelo Botafogo antes de ir para o exterior. Foi contratado pelo Kashima Antlers nesta temporada.

BUENO
Kashima Antlers (JAP)
21 anos
Zagueiro
Bueno
O defensor tem uma trajetória pouco comum para jogadores brasileiros. Bueno passou em uma peneira feita por uma escola japonesa aqui no Brasil e se mandou para cursar a fase final do ensino médio no Oriente. O destaque nos campeonatos escolares abriu as portas para a J.League. Depois de passar por Shimizu S-Pulse e Vissel Kobe, ele se mudou em 2016 para o Kashima.


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Eles levavam torcedores ao desespero no Brasil e hoje brilham na Europa
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Rafael Reis

Todo torcedor conhece bem essa história e já passou por uma dessas. Aquele cara que no seu time não jogava nada, era alvo de piadas e sofria perseguição da torcida de repente vira um craque quando troca de clube.

Amadurecimento, dedicação maior aos treinos, melhoria na parte física ou simplesmente um encaixe melhor na nova equipe. Muitas são as razões dessa diferença tão grande de desempenho.

Relembramos abaixo casos de jogadores que, por um motivo ou outro, fracassaram no futebol brasileiro e agora se destacam na Europa, deixando seus antigos torcedores com aquela dose peculiar de ódio.

CASEMIRO
Onde foi mal: São Paulo
Onde está bem: Real Madrid (ESP)

Casemiro

Talvez o símbolo máximo dessa transformação que atinge alguns jogadores. Mal saído da adolescência, foi promovido para o time profissional do São Paulo e irritou a torcida com sua displicência e falta de noção (chegou a pedir aumento em uma entrevista coletiva). Mas tinha potencial. E o Real Madrid tratou de aproveitá-lo. Foi titular do time espanhol na maior parte da gestão Rafa Benítez.

FELIPE ANDERSON
Onde foi mal: Santos
Onde está bem: Lazio (ITA)

Felipe Anderson

Em 2012 e 2013, Muricy Ramalho parecia escalar Felipe Anderson no meio-campo do Santos só pelo prazer de destruí-lo na entrevista após a partida. A cena se repetiu inúmeras vezes, com variadas reclamações: apatia, falta de inteligência tática, escolhas erradas. O menino tão criticado pelo ex-treinador foi um dos melhores jogadores da última temporada na Itália e está na mira do Manchester United.

FERNANDÃO
Onde foi mal: Palmeiras
Onde está bem: Fenerbahce (TUR)

Um dos tantos atacantes carinhosamente classificados como cone pela torcida palmeirense nos últimos anos, o centroavante teve uma passagem esquecível pelo clube paulista entre 2011 e 2012. Hoje, é titular do Fenerbahce e colocou no banco o jogador mais conhecido da equipe turca, o holandês Robin van Persie, ex-Arsenal e Manchester United.

YOSHIMAR YOTÚN
Onde foi mal: Vasco
Onde está bem: Malmö (SUE)

Yotun

Contratado no início de 2013 com status de melhor lateral esquerdo das Américas, o peruano acabou o ano rebaixado com o Vasco e marcado por um lance bizarro contra o Corinthians, quando furou em uma tentativa de chute e na sequência trombou em um companheiro de time. Nesta temporada, disputou, como titular, a Liga dos Campeões da Europa. Nada mal.

MAURÍCIO
Onde foi mal: Palmeiras
Onde está bem: Lazio (ITA)

Seu lance mais marcante no Palmeiras, clube onde iniciou a carreira, foi um soco que levou de Obina no intervalo de uma partida do Campeonato Brasileiro de 2009. Encontrou-se depois de se mudar para a Europa. Por um ano e meio, defendeu o Sporting, em Portugal. Desde o começo do ano passado, atua na italiana Lazio. Atualmente, é titular da equipe.


Ex-displicente, Casemiro vira “rei do carrinho” no Real Madrid
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Rafael Reis

O torcedor do São Paulo que chamava Casemiro de desinteressado, displicente e sangue de barata deve ter dificuldade para reconhecer o camisa 14 do Real Madrid.

O volante não apenas se transformou em titular do gigante espanhol pelas mãos do técnico Rafa Benítez, como também virou o “rei dos carrinhos” na equipe de Cristiano Ronaldo, Bale e cia.

De acordo com o “Who Scored”, o brasileiro é o jogador do elenco do Real que mais faz uso desse fundamento, normalmente associado a atletas raçudos e fortes na marcação.

Casemiro dá em média 3,2 carrinhos por partida no Campeonato Espanhol. O também brasileiro Marcelo, segundo na estatística, contenta-se com 2,7 intervenções desse tipo.

Casemiro carrinho

E é exatamente por características como a dedicação em campo e a famosa pegada que o volante caiu nas graças de Benítez –apenas ele e Cristiano Ronaldo jogaram todos os minutos das últimas oito partidas do Real.

O brasileiro se tornou titular porque o treinador espanhol queria aumentar o poder de marcação do seu meio-campo e dar mais liberdade para os avanços de Kroos e Modric.

Antes de Casemiro ganhar uma vaga, o Real jogava com o alemão e o croata como volantes e mais um meia de criação, James Rodríguez, na escalação ideal.

Na nova formação, não há mais um camisa 10 tradicional. O brasileiro faz o papel do primeiro volante (ainda que também avance e já tenha dado duas assistências na temporada), enquanto Kroos e Modric se revezam entre funções mais defensivas e ofensivas.

Imaginar Casemiro como um cão de guarda é um choque para quem viu seu início de carreira no São Paulo. Mas é a prova de que ele atingiu a maturidade como jogador.

Volante de alta qualidade no passe, ele sempre teve boa capacidade física para a marcação. Mas não parecia muito disposto a fazer o “jogo sujo” dentro de campo e sacrificar seu futebol para correr atrás dos adversários.

Mas, aos 23 anos e depois de quase três temporadas na Europa, com passagens por Real Madrid Castilla e Porto, Casemiro é outro jogador.

A marra e o estrelismo dos tempos de São Paulo ficaram no passado. E ele parece ter aceitado que a posição em que escolheu jogar dificilmente ganha status de protagonista.

O volante é um coadjuvante essencial para o funcionamento de um time, e seus momentos de brilho se resumem a providenciais desarmes e passes bem elaborados. E, tudo isso, o brasileiro tem feito.

Falta apenas convencer Dunga de que o Casemiro moleque dos tempos de São Paulo já era. O Casemiro homem do Real Madrid atual pode ser muito útil para a seleção.


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