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Tite precisa aprender a usar Firmino, o melhor camisa 10 do Brasil
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Rafael Reis

Em 29 jogos pela seleção brasileira, Roberto Firmino marcou oito gols e distribuiu três assistências. Na prática, isso significa que ele participa de 0,38 jogada que termina em bola na rede a cada partida que disputa.

Já no Liverpool, o alagoano de Maceió ostenta 60 tentos e 43 passes para gol ao longo de 174 apresentações oficiais. Ou seja, ele tem atuação direta em quase 0,60 gol a cada 90 minutos de futebol.

Crédito: Divulgação

A discrepância entre esses dois números escancara uma das missões mais urgentes de Tite no comando da seleção: aprender a usar Firmino corretamente.

O objetivo não tem nada de individualista e, muito menos, de banal. Fazer o jogador render tudo que pode na equipe canarinha é essencial. Afinal, apesar de usar o número 9 nos Reds, ele é o melhor camisa 10 do futebol brasileiro na atualidade.

Sim, eu sei que Neymar tem exercido exatamente essa função no Paris Saint-Germain e eventualmente também na seleção. Mas a aptidão de Firmino para trabalhar na criação das jogadas é até maior do que a do craque do PSG.

E a explicação para isso é uma só: cérebro. Sob a orientação do técnico alemão Jürgen Klopp, o brasileiro se transformou em um dos jogadores de maior inteligência tática do futebol mundial.

Se Mohamed Salah virou um dos atacantes mais temidos da atualidade, parte considerável da responsabilidade é de Firmino, que aprendeu a se movimentar em campo de forma que abrisse espaço para as entradas em diagonal do egípcio.

O sucesso do Liverpool finalista da Liga dos Campeões na temporada passada e líder desta edição do Campeonato Inglês também passa pelo brasileiro, que disputou todos os 30 jogos do clube em 2018/19.

Até a temporada passada, Firmino era, pelo menos no papel, o centroavante dos Reds. Na prática, ele se comportava como um falso 9, que recuava ao meio-campo para participar da criação das jogadas ofensivas e abria espaços para Salah e Sadio Mané ocuparem.

Mas, nos últimos meses, o brasileiro mudou de posicionamento e foi recuado para jogar logo atrás do astro egípcio. No esquema 4-2-3-1 implantado por Klopp, o alagoano é o principal armador da equipe, o cara que joga pela faixa central do campo e municia o atacante. Ou seja, o camisa 10.

A adaptação de Firmino à função foi das mais tranquilas. Afinal, era assim que ele jogava lá no início de sua carreira europeia, em 2011, pelo Hoffenheim. Foi também nessa posição que ele teve sua melhor atuação na temporada, o hat-trick (três gols em um jogo) na goleada por 5 a 1 sobre o Arsenal, no fim do mês passado.

A seleção volta a campo em março, contra adversários ainda não definidos. E Tite cometerá um erro danado se colocar Firmino para disputar posição com Gabriel Jesus ou qualquer outro atacante que venha a ser convocado.

O jogador do Liverpool precisa ser escalado na função de camisa 10. É nessa posição que ele conseguirá, enfim, mostrar tudo o que sabe para o torcedor brasileiro.


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Patrocínio de turismo na Coreia do Norte gera polêmica no futebol inglês
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Rafael Reis

A história do futebol está cheia de patrocinadores um tanto quanto incomuns. Games, aplicativos de relacionamento, bandas de forró, sites de sexo explícito e até mesmo uma atriz pornô já apoiaram financeiramente times ao redor do planeta.

Mas, nas últimas semanas, um novo patrocínio tem chamado atenção e provocado polêmica na Inglaterra, terra da liga nacional mais rica do mundo, ao promover viagens de turismo para um dos países mais fechados e contestados de todo o globo.

Crédito: Divulgação

Desde a tradicional rodada de “Boxing Day” (26 de dezembro), o Blyth Spartans, time que disputa um campeonato equivalente à sexta divisão do futebol inglês, tem exibido em seus jogos em casa uma placa com a mensagem “Visit North Korea”.

O espaço não foi comprado pelo regime do ditador Kim Jong-un, dos mais polêmicos chefes de Estado do planeta e que durante os últimos anos foi uma espécie de “inimigo número um” do Ocidente devido a seu programa nuclear, mas sim por uma empresa sediada na China.

De acordo com o escritor e proprietário da agência Tom Fowdy, que é inglês, sua companhia não é um instrumento de propaganda dos ideais norte-coreanos, mas sim promove “viagens educacionais, intercâmbio cultural e engajamento com o país.”

Em entrevista ao jornal “The Telegraph”, o empresário disse que seu negócio estimula as pessoas a “ampliarem seus horizontes e a pensarem diferente”.

A polêmica placa de publicidade apareceu pela primeira vez na partida contra o Spennymoor Town. Ciente de que o anúncio provocaria reações na sua torcida, o clube fez questão de explicar o acordo em sua revista distribuída a quem vai ao estádio com as informações do jogo que irão assistir.

“Por que visitar a Coreia do Norte? Esse não é um país que as pessoas sabem que pode ser visitado e a maioria delas não quer viajar para lá. Mas, no ‘Visit North Korea’, eles se orgulham de ser diferentes. Eles são uma empresa objetiva que não fica presa à rigidez da opinião pública contemporânea. Eles pensam fora da caixinha e buscam pessoas que também o façam.”

Na internet, torcedores do Blyth Spartans ridicularizam o acordo que rende 250 libras (quase R$ 1.200) por partida ao clube. Além de vários comentários negativos sobre a parceria comercial nas redes sociais, o jornalista John Sweeney produziu uma reportagem em vídeo sobre o jogo contra o Spennymoor Town usando imagens e sons da TV estatal norte-coreana.

Apesar das desavenças com o regime norte-coreano, o Reino Unido mantém relações diplomáticas com o país. Ou seja, seus cidadãos podem viajar para lá (ao contrário do que acontece com os norte-americanos, por exemplo).

O Blyth Spartans é um clube semiprofissional da região metropolitana de Newcastle, no nordeste da Inglaterra. O maior momento dos seus 119 anos de história aconteceu na temporada 1977/78, quando chegou até as oitavas de final da FA Cup.


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Como zagueiro de R$ 336 milhões ficou barato para o Liverpool
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Rafael Reis

No dia 27 de dezembro de 2017, o Liverpool transformou Virgil van Dijk no zagueiro mais caro da história do futebol mundial. Pouco mais de um ano depois, já tem torcedor dos Reds achando que os 78,8 milhões de euros (R$ 336,5 milhões) pagos pelo jogador foram uma verdadeira pechincha.

Isso porque o holandês transformou o sistema defensivo montado por Jürgen Klopp e ajudou o treinador alemão a construir as bases da equipe que foi vice-campeã europeia na temporada passada e se tornou a sensação do futebol mundial nos últimos meses.

Crédito: Divulgação

Os números deixam bem claro como a chegada de Van Dijk impactou o time e o deixou muito mais seguro.

Nas primeiras 48 partidas do holandês vestindo a tradicional camisa vermelha, a equipe foi vazada 37 vezes, média 0,77 gol sofrido por jogo.

No mesmo número de apresentações antes do início da “era Van Dijk”, os goleiros do Liverpool tiveram de buscar 48 bolas dentro de suas metas. Ou seja, o Liverpool sofreu um gol a cada 90 minutos.

Além disso, a equipe de Anfield possui a melhor defesa do Campeonato Inglês pela primeira vez desde a temporada 2006/07, quando dividiu o posto com o Manchester United e terminou a competição no terceiro lugar.

De acordo com o “WhoScored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, Van Dijk é o jogador do Liverpool que mais intercepta passes (1,2 por partida) e bloqueia finalizações (0,6 por jogo) nesta edição da Premier League.

O holandês também é praticamente imbatível pelo alto. Com 1,93 m, 92 kg e ótimo senso de posicionamento, ganha em média 4,1 jogadas aéreas a cada nova apresentação do time de Klopp –menos apenas que o croata Dejan Lovren (5), seu companheiro de zaga.

“Quando um jogador custa o que ele custou e dá certo, então foi um dinheiro bem gasto. Agora, quando você gasta menos e a coisa não funciona tão bem assim, então ficou caro”, avaliou o técnico Pep Guardiola, do Manchester City, antes do duelo entre as duas equipes, na semana passada.

O sucesso do holandês o transformou no favorito das casas de aposta para vencer o prêmio de melhor jogador do Inglês nesta temporada.

O site “bet365” irá pagar 2,1 libras (R$ 10) para cada libra apostada se o zagueiro ganhar a eleição. O espanhol David Silva (City) e o egípcio Mohamed Salah (Liverpool) têm as cotações que mais se aproximam dele: 9 libras (R$ 42,8) para cada libra investida.

Hoje próximo de ser uma unanimidade, o capitão da seleção holandesa e principal nome da classificação do país para a fase final da Liga das Nações demorou para ser reconhecido no cenário internacional.

Van Dijk começou a carreira no Willem II, profissionalizou-se no Groningen e nunca jogou em nenhum dos grandes do futebol da terra de Johan Cruyff. Sua primeira experiência no exterior se deu na Escócia, em 2013. Só após duas temporadas no Celtic foi contratado pelo Southampton e desembarcou na Inglaterra.

Lá, teve de jogar mais dois anos e meio até convencer o Liverpool a investir uma fortuna para contratá-lo. O zagueiro chegou ao clube já com 26 anos nas costas e, caso chegue a disputar alguma Copa do Mundo, não o fará antes de se tornar um trintão.

Mas, pelo menos por enquanto, o Mundial é um mero detalhe para Van Dijk. No momento, tudo que ele deseja é fazer o Liverpool acabar com um jejum de quase 30 anos sem conquistar o título inglês e provar para os ainda poucos descrentes que o zagueiro mais caro do mundo custou muito… pouco.


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Por que o futebol na Inglaterra não para no fim do ano?
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Rafael Reis

Nove jogos movimentam o Campeonato Inglês nesta quarta-feira, um dia depois da comemoração do Natal. Na próxima terça, 1º de janeiro, bem nos meio dos festejos do Ano Novo, a bola também irá rolar na competição e seis clubes irão a campo.

Estranhou? Na Inglaterra, sempre é assim. Enquanto os outros principais campeonatos da Europa paralisam suas atividades no fim do ano, a Premier League intensifica seu calendário e produz verdadeiras maratonas futebolísticas nessa época cheia de feriados e datas comemorativas.

Crédito: Divulgação

Entre os dias 21 de dezembro e 3 de janeiro, serão disputadas 40 partidas da liga nacional mais badalada do planeta. Isso significa quatro rodadas completas da competição. E a sequência festiva será encerrada com o ponto alto da temporada, o confronto direto entre os líderes Liverpool e Manchester City.

Mas por que a Inglaterra é uma “estranha no ninho” do futebol e não paralisa seus campeonatos no fim do ano?

A resposta, como quase tudo na terra da rainha Elizabeth, tem a ver com tradição. Desde o fim do século 19, os ingleses se acostumaram a praticar o futebol e ir aos estádios assistir às partidas da modalidade nos últimos dias do ano.

Até 1959, o Inglês tinha partidas disputadas até mesmo no feriado do Natal. Hoje, restaram as tradições das rodadas de Boxing Day (26 de dezembro, dia marcado por grandes liquidações no Reino Unido) e Réveillon.

O costume está tão enraizado na cultura inglesa que muitas famílias que viajam nos últimos dias do ano já colocam na rota dos seus passeios turísticos a ida aos estádios para acompanhar in loco alguma partida de futebol.

Além da tradição, ter jogos nesse período é também uma grande jogada de marketing da Premier League. Como os outros campeonatos estão paralisados no período, a competição acaba reinando soberana nas TVs do mundo todo por alguns dias e, consequentemente, conquista novos fãs.

Há ainda o problema do calendário. Como tem três grandes competições do ano (o campeonato, a Copa da Inglaterra e a Copa da Liga), além dos torneios continentais, o país não pode abrir mão de muitas datas e dar um longo período de folga para os jogadores.

É claro que nem todo mundo é a favor dessa maratona futebolística justamente nos dias reservados ao descanso no resto do planeta. Para falar a verdade, o que não faltam são críticos a esse modelo.

Boa parte dos técnicos estrangeiros que fizeram sucesso na Inglaterra nos últimos anos, como o espanhol Pep Guardiola, o alemão Jürgen Klopp, o francês Arsène Wenger e o português José Mourinho, já reclamaram dessa situação.

Segundo eles, a ausência de uma pausa de fim de ano faz com que os clubes do país cheguem ao fim da temporada com elencos exaustos, o que diminui suas possibilidades nas competições europeias.

Para reduzir essas reclamação, a Federação Inglesa já anunciou que, a partir da próxima temporada, os clubes da primeira divisão terão direito a um fim de semana de descanso durante o inverno europeu.

Mas essa folga não será no fim do ano. A decisão é que uma das rodadas da Premier League será desmembrada em dois finais de semana. Ou seja, dez clubes jogarão em um sábado/domingo e dez no seguinte. Assim, cada time ganhará alguns dias livres para recuperar seus jogadores para a reta final da temporada.

Ou seja, o calendário de fim de ano do futebol inglês permanecerá inalterado. Afinal, ele já virou uma instituição no país.


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Quando cada campeonato europeu volta das férias de fim de ano?
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Rafael Reis

Fim de ano não é das épocas mais agradáveis para quem é doente por futebol. No Brasil, a temporada já chegou ao fim. E, na Europa, as principais competições costumam ser paralisadas para as comemorações de Natal e de Réveillon.

Para alguns fãs da bola rolando, a abstinência é tão grande que uma pergunta é inevitável: quando aquele campeonato que eu tanto gosto volta das férias?

Na tentativa de auxiliar esse torcedor mais ansioso, o “Blog do Rafael Reis” mostra abaixo como será o período de folga dos torneios mais importantes da Europa e quando eles voltarão à programação normal.

Crédito: Divulgação

CAMPEONATO ESPANHOLNão terá jogos entre os dias 24 de dezembro e 2 de janeiro. A 18ª rodada será disputada a partir do dia 4. Na véspera, o Real Madrid visita o Villarreal em partida adiada por causa da participação do clube merengue no Mundial de Clubes da Fifa.

CAMPEONATO ITALIANONão terá jogos entre os dias 30 de dezembro e 18 de janeiro. A 20ª rodada será disputada a partir do dia 19. As oitavas de final da Copa Itália serão realizadas em um fim de semana antes, entre 12 de janeiro.

CAMPEONATO ALEMÃONão terá jogos entre os dias 24 de dezembro e 17 de janeiro. A 18ª rodada será disputada a partir do dia 18.

CAMPEONATO FRANCÊSNão terá jogos entre os dias 24 de dezembro e 7 de janeiro. A 20ª rodada será disputada a partir do dia 12. Antes, em 8 de janeiro, serão realizadas duas partidas adiadas (Amiens x Angers e Nantes x Montpellier).

CAMPEONATO PORTUGUÊS – Não terá jogos entre os dias 24 de dezembro e 1º de janeiro. A 15ª rodada será disputada a partir do dia 2.

CAMPEONATO HOLANDÊS – Não terá jogos entre os dias 24 de dezembro e 17 de janeiro. A 18ª rodada será disputada a partir do dia 18.

CAMPEONATO RUSSO – Devido às baixas temperaturas do seu inverno, não terá jogos entre os dias 10 de dezembro e 2 de março. A 18ª rodada será disputada a partir do dia 2.

LIGA DOS CAMPEÕESNão terá jogos entre os dias 13 de dezembro e 11 de fevereiro. A primeira rodada da fase de oitavas de final será disputada a partir do dia 12.

LIGA EUROPA – Não terá jogos entre os dias 14 de dezembro e 11 de fevereiro A primeira rodada da fase de 16 avos de final será disputada a partir do dia 12.

CAMPEONATO INGLÊSÉ a única das principais competições da Europa que não tem paralisação de fim de ano. Pelo contrário, é nessa época que o torneio fica mais intenso. Entre os dias 21 de dezembro e 4 de janeiro, serão disputados nada menos do que 40 partidas, ou quatro rodadas completas.


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Não são só os Emirados: Dinheiro da China também sustenta o City
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Rafael Reis

Só na última década, o Manchester City conquistou nove dos 21 títulos de sua história. Também chegou pela primeira vez à semifinal da Liga dos Campeões, firmou-se como uma das maiores potências do futebol europeu e como o clube a ser batido na Inglaterra.

Não é exagero nenhum dizer que a história do líder da Premier League pode ser dividido em antes e depois da aquisição do clube pelo xeque Mansour bin Zayed Al Nahyan, membro da família real de Abu Dhabi, em 2008.

Crédito: Divulgação

Mas o que pouca gente sabe é que nem todo o dinheiro que financia craques como Kevin de Bruyne, Sergio Agüero e Leroy Sané vem dos petrodólares do governo dos Emirados Árabes Unidos.

Os árabes são os acionistas majoritários do City e controlam 86,2% do capital do clube. Mas os outros 13,8% das ações estão nas mãos de um outro grupo de elevada importância no futebol internacional atual: os chineses.

O CITIC Group é um fundo de investimento estatal do governo da China presente em inúmeros países, como Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e, claro, Inglaterra. Para virar sócio do time de Manchester, em dezembro de 2015, ele gastou US$ 400 milhões (R$ 1,5 bilhão, na cotação atual).

O dinheiro foi investido na expansão internacional do clube. Atualmente, a equipe de Pep Guardiola conta com clubes-satélites nos EUA (New York City), na Austrália (Melbourne City), no Japão (Yokohama Marinos), no Uruguai (Torque) e na Espanha (Girona).

Os chineses não estão apenas no City. Inter de Milão, Atlético de Madri, Nice, Wolverhampton e West Bromwich são alguns dos outros times importantes do Velho Continente que contam com capital oriental.

No atual campeão inglês, os chineses têm pouca voz ativa. Por serem acionistas minoritários, eles só indicaram um dos nove nomes que compõem o alto escalão diretivo do clube: Li Ruigang, presidente do fundo.

A administração do City fica mesmo a cargo do árabe Khaldoon Al Mubarak, homem de confiança do xeque Mansour, e do executivo espanhol Ferran Soriano, ex-Barcelona e contratado a peso de ouro em 2012.

Desde que foi comprado pelos árabes, o clube de Manchester faturou três edições da Premier League (2012, 2014 e 2018), uma Copa da Inglaterra (2011), três Copas da Liga (2014, 2016 e 2018) e duas Supercopas inglesas (2012 e 2018).

No período, o City gastou mais de 1,5 bilhão de euros (R$ 6,5 bilhões) em contratações de jogadores. Só nas últimas três temporadas, fase em que passou a contar também com investimento do extremo Oriente, quase 740 milhões de euros (R$ 3,2 bilhões) foram torrados em reforços.

Ou seja, o técnico Pep Guardiola tem a muito a agradecer aos árabes. E, também, aos chineses.


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Conheça o estádio da 4ª divisão inglesa que vai receber jogo do Brasil
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Rafael Reis

Chuks Aneke é um atacante de 25 anos que possui origem nigeriana, começou a carreira nas categorias de base do Arsenal e defendeu as seleções inglesas sub-16, sub-17, sub-18 e sub-19. Atualmente, é o quinto colocado na tabela de artilheiros da League Two, a quarta divisão do futebol da Inglaterra.

O camisa 10 do MK Dons é o principal jogador que costuma frequentar quinzenalmente o gramado do estádio que recebe nesta terça-feira o próximo amistoso da seleção brasileira.

Crédito: Divulgação/Milton Keyne Dons

A equipe de Tite irá defender seu 100% de aproveitamento no pós-Copa, contra Camarões, no Stadium MK, arena acostumada aos jogos da “Série D” inglesa e cujo recorde de público nem pertence a partidas de futebol.

O estádio, que foi inaugurado em 2007, nunca recebeu mais de 28.127 torcedores para uma partida da modalidade. No entanto, chegou a ter 30 mil pagantes em um jogo entre Fiji e Uruguai, da Copa do Mundo de rúgbi, em 2015. Para o jogo do Brasil, 24 mil ingressos já foram vendidos antecipadamente.

O palco do próximo jogo da seleção também lotou durante convenções das Testemunhas de Jeová e nas comemorações do 40º aniversário da cidade de Milton Keynes, localizada a 70 km de Londres.

Apesar de atualmente receber jogos da quarta divisão, o Stadium MK é um projeto ambicioso e bastante moderno. Dentro da arena, existe um hotel, onde estão hospedados Neymar e cia, que conta com alguns quartos que têm vista para o campo.

O complexo também fez parte das candidaturas da Inglaterra para sediar as Copas do Mundo de 2018 e 2022. Caso o país recebesse a competição, o estádio seria reformado e aumentaria sua capacidade de 30 mil para 45 mil pessoas.

A megalomania da arena originalmente projetada para abrigar um time das divisões inferiores do país tem uma explicação: ela foi parte da estratégia para atrair um time de futebol profissional para Milton Keynes.

O MK Dons é o antigo Wimbledon FC, campeão da Copa da Inglaterra na temporada 1987/88. Em 2003, o clube mudou de endereço e deixou Londres em busca de maiores públicos e rentabilidade na nova cidade.

O caso gerou muita polêmica. Até hoje, o MK Dons é tratado como uma espécie de “patinho feio” da Inglaterra e desperta a antipatia de torcedores rivais.

A partida contra Camarões, no estádio da quarta divisão inglesa, será a sexta apresentação da seleção desde a eliminação para a Bélgica na Copa-2018. O time pentacampeão mundial venceu os cinco compromissos anteriores, contra EUA, El Salvador, Arábia Saudita, Argentina e Uruguai.


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Hazard pode até não merecer Bola de Ouro, mas hoje é o melhor do mundo
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Rafael Reis

Luka Modric ganhou o prêmio de melhor do mundo concedido pela Fifa. Kylian Mbappé e Antoine Griezmann têm feito um lobby danado em busca da Bola de Ouro, o troféu entregue pela revista “France Football”.

Mas, apesar do ano excepcional feito pelos três jogadores, que culminou em campanhas históricas na Copa do Mundo, nenhum deles é o grande atleta de futebol do planeta neste momento.

Nos primeiros três meses da temporada 2018/19, quem realmente tem comigo a bola e merece o posto de “número 1” é Eden Hazard.

O craque belga é o artilheiro do Campeonato Inglês, a liga nacional mais endinheirada e estrelada do mundo, com sete gols, e o principal responsável por o Chelsea estar a apenas dois pontos dos líderes da competição, Manchester City e Liverpool.

Em apenas dois dos dez jogos que disputou pela equipe londrina nesta temporada, o camisa 10 não balançou as redes ou deu o último passe para que seus companheiros movimentassem o placar. Em todas as outras oito partidas, ele deixou sua marca.

De acordo com o “Who Scored?”, site que avalia o desempenho dos futebolistas com base nas estatísticas, Hazard é o quarto melhor jogador da temporada, com nota 8,04. Mas vale lembrar que trio que está à frente dele, Lionel Messi (8,41), Mbappé (8,32) e Neymar (8,29), participa de competições nacionais de nível técnico inferior e enfrenta rotineiramente adversários bem mais fracos.

Aos 27 anos, Hazard tem pela primeira vez desde que deixou o Lille, em 2012, para ingressar no Chelsea e entrar na elite do futebol mundial a oportunidade de jogar em um time que tem como prioridade o ataque.

No esquema armado por Maurizio Sarri, um treinador adepto do futebol de valorização da posse de bola e marcação bem adiantada, o belga é o homem responsável por quebrar as linhas de defesa adversária com dribles e triangulações em velocidade.

E o astro tem cumprido essa função com primor. Apesar de já ter sido eleito o craque da Premier League na temporada 2014/15, nunca foi tão protagonista quanto é agora.

O melhor momento da carreira de Hazard vem logo depois de uma ótima apresentação na Copa-2018. O atacante jogou demais na Rússia e levou a Bélgica à melhor colocação de sua história (terceiro lugar).

Não seria exagero nenhum se o astro houvesse sido eleito o melhor jogador do Mundial. Na minha modesta opinião, ele teve mais momentos de brilho na competição que Modric, Mbappé e Griezmann.

A fase muito acima da média do camisa 10 não significa que o belga deveria ganhar os prêmios de craque de 2018. Afinal, seu primeiro semestre foi péssimo e não pode ser desconsiderado em uma eleição como essa.

Mas, nos últimos meses, o cara do futebol mundial é mesmo Eden Hazard, o homem que recolocou o Chelsea nos trilhos e transformou a “ótima geração belga” em realidade.


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Como David Luiz ganhou vida nova com Sarri e virou pilar do Chelsea
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Rafael Reis

No primeiro semestre deste ano, David Luiz disputou apenas quatro partidas oficiais. Uma sequência de lesões no tornozelo e no joelho, além de problemas de relacionamento com o técnico Antonio Conte, transformaram o brasileiro em praticamente um turista nos compromissos do Chelsea.

Mas tudo mudou com a virada da temporada. O zagueiro não apenas recuperou seu lugar como titular, mas também virou uma das peças-chaves do esquema montado pelo novo treinador da equipe, o também italiano Maurizio Sarri.

Não à toa, David Luiz ficou em campo durante os 90 minutos de todos os nove jogos disputados até o momento pelo Chelsea no Campeonato Inglês. O defensor só ganhou descanso nas partidas da Liga Europa –o time enfrenta o Bate Borisov, nesta quinta-feira, pela terceira rodada da fase de grupos.

O brasileiro de 31 anos é hoje o jogador mais experiente da linha defensiva considerada titular pelo técnico. Além dele, costumam jogar o goleiro Kepa (24), o lateral direito César Azpilicueta (29), o zagueiro Antonio Rüdiger (25) e o lateral esquerdo Marcos Alonso (27).

“Gostei muito das suas qualidades como homem. Ele é direito. Se precisar falar algo com o técnico, vem diretamente para mim. Gosto muito de pessoas diretas”, afirmou Sarri, no começo do mês.

Mas não é só a liderança exercida por David Luiz sobre seus companheiros, principalmente os do sistema defensivo, que fizeram o zagueiro ressurgir no Chelsea. A volta por cima do brasileiro também engloba razões táticas e técnicas.

Com Sarri, o clube inglês passou a trocar mais passes e fez sua média de posse de bola saltar de 54,4% na temporada passada para 62,3%, segundo o “WhoScored?”, site especializado nas estatísticas do futebol.

Esse novo estilo de jogo favorece David Luiz, um zagueiro que costuma se destacar com a bola nos pés e que até já atuou no meio-campo devido a essa características.

Além disso, o Chelsea versão 2018/19 pressiona mais a saída de bola adversária do que o time de Conte, que era bem chegado se posicionar atrás para apostar em contra-ataques.

A marcação adiantada obriga que os zagueiros se adiantem em campo e tenham velocidade de recuperação para apostar corrida conta os atacantes adversários, outra virtude do futebol do camisa 30. Um dos poucos momentos de crítica foi no drible sofrido por Mata no empate por 2 a 2 contra o Manchester United, no último fim de semana.

Após ficar fora até da zona de classificação para a Liga dos Campeões no último Campeonato Inglês, o Chelsea tem se mantido na briga no topo da Premier League neste começo de temporada. O time de David Luiz ocupa a terceira posição, com 21 pontos, apenas dois a menos que Manchester City e Liverpool.


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Ex-Liverpool apronta no Big Brother inglês e coloca casamento em risco
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Rafael Reis

Vice-campeão da Champions de 2007 pelo Liverpool e famoso pelos escândalos sexuais e problemas judiciais que acumulou ao longo da carreira, o meia-atacante Jermaine Pennant transformou sua vida amorosa em uma espécie de reality show coberto diariamente pela imprensa inglesa.

O jogador de 35 anos foi um dos participantes da 22ª edição do Celebrity Big Brother, uma versão para famosos do reality show exibida no Reino Unido de 16 de agosto a 10 de setembro, e passou boa parte do programa se engraçando com a modelo Chloe Ayling (na foto abaixo, é a da esquerda).

O problema é que Pennant é casado desde 2014 com a stripper Alice Goodwin, que faz performances eróticas via webcam. E, para piorar, jamais falou do relacionamento que mantinha fora da casa para seu affair no reality.

Desde então, todos os passos do triângulo amoroso têm sido acompanhados diariamente (e com bastante destaque) pelos tabloides ingleses.

Na última segunda-feira, após a festa de encerramento do programa, Pennant foi flagrado durante a madrugada no hotel onde Chloe estava hospedada. Horas mais tarde, o “Sun” fotografou a esposa do jogador saindo de casa sem aliança no dedo.

No mesmo dia, o ex-Liverpool concedeu uma entrevista à revista “New! Magazine” admitindo que o flerte dentro do Big Brother havia causado danos a seu casamento. No entanto, o inglês afirmou também que o problema já estava resolvido.

“Foi pior do que eu imaginei lá de dentro. Óbvio que ela ficou chateada. Mas [meu comportamento] foi algo inocente, mesmo que não tenha parecido. Foi apenas uma pequena paquera. Pedi desculpas, e ela aceitou. Então, vamos superar e tocar a vida adiante.”

Mas, por mais que Pennant tenha tentado colocar panos quentes na situação, a imprensa inglesa não deixou o caso cair no rápido esquecimento.

Na quinta, Choe admitiu a uma rádio que gostaria de ter um caso com o jogador “caso ele não fosse comprometido” e que continua tendo contato fora da casa com o companheiro de reality. Algo que sua esposa certamente preferia que não acontecesse.

Pennant começou sua trajetória no futebol defendendo o Notts County e também passou por Arsenal, Birmingham e Stoke. O melhor momento de sua carreira aconteceu no Liverpool, time pelo qual jogou entre 2006 e 2009.

Seu último clube foi o Bilericay Town, do equivalente à sétima divisão da Inglaterra, que o demitiu em fevereiro após o suposto vazamento de um vídeo em que ele aparecia transando com sua esposa em um site de sexo ao vivo pago.

Recentemente, o jogador lançou sua autobiografia em que revelou que ele e seus colegas de futebol tinham uma espécie de pacto: caso transassem com uma mulher que já havia ido para cama de um desses companheiros de grupo, teriam de pagar uma espécie de “pedágio” para o antecessor.

Além dos escândalos sexuais, Pennant tem uma longa trajetória de passagens pela polícia, com direito a acusação de agressão a uma ex-namorada e alguns casos de excesso de velocidade.

Em 2005, ele chegou a sercondenado à prisão por dirigir sob efeito de álcool e até disputou uma partida da Premier League usando uma pulseira eletrônica para monitoramento.


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