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Mercado da Bola já movimentou R$ 9,5 bi; conheça os 10 reforços mais caros
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Rafael Reis

Impulsionada pelos gastos do Milan e dos grandes clubes da Inglaterra, a janela de transferências para temporada 2017/18 já movimentou mais de 2,6 bilhões de euros, algo em torno de R$ 9,5 bilhões.

Das dez contratações mais caras fechadas ao longo das últimas semanas, nove foram feitas por times italianos ou por equipes que disputam a Premier League. O meia francês Corentin Tolisso, reforço do Bayern de Munique, é o único intruso na lista.

Os jogadores franceses são os que mais protagonizaram grandes negócios até o momento. Três transferências do “top 10” envolveram atletas do país campeão mundial de 1998: Lacazette, Bakayoko e Tolisso.

O goleiro brasileiro Ederson, que trocou o Benfica pelo Manchester City, é o único brasileiro na lista das maiores transferências. Sua mudança de clube custou 40 milhões de euros (R$ 146 milhões) ao time dirigido por Pep Guardiola.

Não à toa, os campeonatos Inglês e Italiano são as duas ligas nacionais que mais torraram dinheiro em contratações nesta janela. A Premier League lidera o ranking de competições gastonas, com investimento superior a 750 milhões de euros (R$ 2,7 bilhões), e é seguida pela Série A, que já movimentou mais de 540 milhões de euros (quase R$ 2 bilhões).

Nas principais ligas da Europa, a janela de transferências para a temporada 2017/18 vai até o dia 31 de agosto. Ou seja, ainda há muito tempo para todas essas cifras aumentaram consideravelmente.

O “Blog do Rafael Reis” publica semanalmente, sempre às terças-feiras, um balanço da janela de transferências da temporada 2017/18, com as principais negociações e valores desembolsados em compras e vendas de jogadores.

Saiba agora tudo que está rolando no Mercado da Bola.

AS 10 CONTRATAÇÕES MAIS CARAS DA TEMPORADA 2017/18
1º – Romelu Lukaku (BEL/Manchester United) – 84,7 milhões de euros
2º – Alexander Lacazette (FRA/Arsenal) – 53 milhões
3º – Kyle Walker (ING/Manchester City) – 51 milhões
4º – Bernardo Silva (POR/Manchester City) – 50 milhões de euros
5º – Leonardo Bonucci (ITA/Milan) – 42 milhões
Mohamed Salah (EGI, Liverpool) – 42 milhões de euros
7º – Corentin Tolisso (FRA/Bayern de Munique) – 41,5 milhões
8º – Tiemoué Bakayoko (FRA/Chelsea) – 40 milhões
Ederson (BRA/Manchester City) – 40 milhões
10º – André Silva (POR/Milan) – 38 milhões

OS 10 BRASILEIROS MAIS CAROS DA TEMPORADA 2017/18
1º – Ederson (Manchester City) – 40 milhões de euros
2º – Bruno Peres (Roma) – 12,5 milhões
3º – Douglas (Manchester City) – 12 milhões
4º – Luiz Araújo (Lille) – 10,5 milhões
5º – Luiz Gustavo (Olympique de Marselha) – 10 milhões
6º – Thiago Mendes (Lille) – 9 milhões
7º – Vitor Hugo (Fiorentina) – 8 milhões
Juan Jesus (Roma) – 8 milhões
Wanderson (Krasnodar) – 8 milhões
10º – Lyanco (Torino) – 7 milhões
Maicon (Galatasaray) – 7 milhões
Marcelo (Lyon) – 7 milhões
Neto (Valencia) – 7 milhões

OS 10 CLUBES QUE MAIS CONTRATARAM NA TEMPORADA 2017/18
1º – Milan (ITA) – 189,5 milhões
2º – Manchester City (ING) – 153 milhões
3º – Manchester United (ING) – 119,7 milhões
4º – Bayern de Munique (ALE) – 100,5 milhões
5º – Everton (ING) – 98 milhões
6º – Roma (ITA) – 78 milhões
7º – Chelsea (ING) – 75 milhões
8º – Juventus (ITA) – 53,5 milhões
9º – Arsenal (ING) – 53 milhões
10º – Monaco (FRA) – 51 milhões
Lille (FRA) – 51 milhões

OS 10 CLUBES QUE MAIS VENDERAM NA TEMPORADA 2017/18
1º – Benfica (POR) – 112,3 milhões
2º – Monaco (FRA) – 111 milhões
3º – Roma (ITA) – 108,3 milhões
4º – Everton (ING) – 106,3 milhões
5º – Lyon (FRA) – 101 milhões
6º – Juventus (ITA) – 88,2 milhões
7º – Sevilla (ESP) – 78 milhões
8º – Chelsea (ING) – 77,5 milhões
9º – Porto (POR) – 61,9 milhões
10º – Sampdoria (ITA) – 51,5 milhões

AS 10 LIGAS QUE MAIS GASTARAM NA TEMPORADA 2017/18
1º – Campeonato Inglês – 754,5 milhões
2º – Campeonato Italiano – 544,3 milhões
3º – Campeonato Alemão – 441,2 milhões de euros
4º – Campeonato Espanhol – 313,3 milhões
5º – Campeonato Francês – 272,2 milhões
6º – Campeonato Inglês (2ª divisão) – 100,7 milhões
7º – Campeonato Russo – 68,4 milhões
8º – Campeonato Belga – 56,3 milhões
9º – Campeonato Mexicano – 49,3 milhões
10º – Campeonato Português – 43,3 milhões
TOTAL: 2,6 bilhões de euros (R$ 9,5 bilhões)

Fonte: Transfermarkt


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Janela já movimentou R$ 4,5 bi em transferências; Bundesliga lidera gastos
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Rafael Reis

A menos de uma semana da abertura da janela de transferências para o futebol europeu, o Mercado da Bola já movimentou mais de 1,2 bilhão de euros (R$ 4,5 bilhões) em compras e vendas de jogadores para a temporada 2017/18.

Apesar de o período de concretização de transferências internacionais nas principais ligas do planeta começar oficialmente apenas no sábado, os grandes clubes da Europa já estão em pleno vapor à caça de reforços para as competições dos próximos meses.

Contrariando uma tendência das últimas temporadas, o campeonato “mais gastão” de 2017/18 não é a Premier League inglesa, mas sim a Bundesliga alemã.

Até a última segunda-feira, os 18 clubes da primeira divisão do atual campeão mundial de futebol haviam gasto juntos 298 milhões de euros (R$ 1,1 bilhão) na chegada de novos jogadores, pouco mais que os 288,9 milhões de euros (R$ 1 bilhão) desembolsados pelos 20 times que disputam o Campeonato Inglês.

Mas, curiosamente, só dois dos dez negócios mais caros da janela haviam sido protagonizados por equipes alemãs, as compras dos franceses Corentin Tolisso e Kingsley Coman pelo Bayern de Munique.

Já os ingleses eram responsáveis por seis das dez contratações mais caras para a próxima temporada, inclusive a ida do meia-atacante português Bernardo Silva para o Manchester City, a líder do ranking dos grandes negócios de 2017/18.

Das dez ligas mais gastonas da temporada, nove são de países localizados na Europa. A exceção é o Campeonato Mexicano, que aparece na sétima colocação na lista, com investimento de 35,9 milhões de euros (R$ 134 milhões) em transferências.

O top 10 também conta com uma segunda divisão, a da Inglaterra, que já gastou 33,4 milhões de euros (R$ 124,8 milhões) em reforços e aparece no oitavo lugar entre todas as ligas nacionais do planeta.

O “Blog do Rafael Reis” publicada semanalmente, sempre às terças-feiras, um balanço da janela de transferências da temporada 2017/18, com as principais negociações e valores desembolsados em compras e vendas de jogadores.

Saiba agora tudo que está rolando no Mercado da Bola.

AS 10 LIGAS QUE MAIS GASTARAM NA TEMPORADA 2017/18
1º – Campeonato Alemão – 298,8 milhões de euros
2º – Campeonato Inglês – 288,9 milhões
3º – Campeonato Italiano – 263,9 milhões
4º – Campeonato Francês – 101,8 milhões
5º – Campeonato Espanhol – 76,1 milhões
6º – Campeonato Belga – 44,8 milhões
7º – Campeonato Mexicano – 35,9 milhões
8º – Campeonato Inglês (2ª divisão) – 33,4 milhões
9º – Campeonato Português – 27,8 milhões
10º – Campeonato Turco – 14,8 milhões
TOTAL:
1,2 bilhão de euros (R$ 4,5 bilhões)

AS 10 CONTRATAÇÕES MAIS CARAS DA TEMPORADA 2017/18
1º – Bernardo Silva (POR/Manchester City) – 50 milhões de euros
2º – Mohamed Salah (EGI, Liverpool) – 42 milhões de euros
3º – Corentin Tolisso (FRA/Bayern de Munique) – 41,5 milhões
4º – Ederson (BRA/Manchester City) – 40 milhões
5º – André Silva (POR/Milan) – 38 milhões
6º – Victor Lindelöf (SUE/Manchester United) – 35 milhões
7º – Jordan Pickford (ING/Everton) – 28,5 milhões
8º – Davy Klaasen (ING/Everton) – 27 milhões
9º – Youri Tielemans (FRA/Monaco) – 25 milhões
10º – Kingsley Coman (FRA/Bayern de Munique) – 21 milhões

OS 10 BRASILEIROS MAIS CAROS DA TEMPORADA 2017/18
1º – Ederson (Manchester City) – 40 milhões de euros
2º – Bruno Peres (Roma) – 12,5 milhões
3º – Luiz Araújo (Lille) – 10,5 milhões
4º – Vitor Hugo (Fiorentina) – 8 milhões
Juan Jesus (Roma) – 8 milhões
6º – Lyanco (Torino) – 6 milhões
7º – Marlon (Barcelona) – 5 milhões
William (Wolfsburg) – 5 milhões
9º – Marçal (Lyon) – 4,5 milhões
Guilherme (La Coruña) – 4,5 milhões

OS 10 CLUBES QUE MAIS CONTRATARAM NA TEMPORADA 2017/18
1º – Bayern de Munique (ALE) – 90,5 milhões de euros
2º – Manchester City (ING) – 90 milhões
3º – Milan (ITA) – 82 milhões
4º – Everton (ING) – 55,5 milhões
5º – Juventus (ITA) – 47,5 milhões
6º – Borussia Dortmund (ALE) – 44 milhões
7º – Liverpool (ING) – 42 milhões
8º – Monaco (FRA) – 36 milhões
9º – Roma (ITA) – 35,5 milhões
10º – Manchester United (ING) – 35 milhões

OS 10 CLUBES QUE MAIS VENDERAM NA TEMPORADA 2017/18
1º – Benfica (POR) – 81,8 milhões de euros
2º – Monaco (FRA) – 62,5 milhões
3º – Porto (POR) – 45 milhões
4º – Lyon (FRA) – 43 milhões
5º – Roma (ITA) – 42 milhões
6º – Juventus (ITA) – 38,5 milhões
7º – Torino (ITA) – 36,6 milhões
8º – Anderlecht (BEL) – 27,2 milhões
9º – Freiburg (ALE) – 26,5 milhões
10º – Wolfsburg (ALE) – 25 milhões

Fonte: Transfermarkt


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City é quem mais investiu em reforços desde 2007; veja o top 10 dos gastões
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Rafael Reis

Um bilhão e 430 milhões de euros, mais de R$ 5,3 bilhões. Grana suficiente para comprar mais de 3 mil Ferraris, 15 apartamentos do mais luxuoso edifício de Mônaco ou formar um time com 11 Pogbas.

Foi esse o dinheiro investido em contratações pelo Manchester City ao longo dos últimos dez anos. Desde 2007, nenhum clube gastou tanto no Mercado da Bola quanto o terceiro colocado do último Campeonato Inglês.

Foram 294 jogadores contratados. O mais caro deles, o meia belga Kevin de Bruyne, foi adquirido do Wolfsburg, dois anos atrás, por 74 milhões de euros (R$ 275 milhões).

O saldo do City no mercado de transferências desde a temporada 2007/08 é assustador: prejuízo de 1,096 bilhão (mais de R$ 4 bilhões). É disparada a maior balança comercial entre todos os clubes do planeta.

Esse prejuízo é absorvido sem reclamação pelo xeque Mansour bin Zayed Al Nahyan, vice primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos e proprietário do clube inglês desde agosto de 2008.

A grana investida pelo magnata tirou o City do meio da tabela da Premier League, rendeu-lhe dois títulos nacionais e uma semifinal de Liga dos Campeões da Europa. Pouco para o clube que mais contratou ao longo dos últimos dez anos.

O segundo time que mais investiu em reforços no período, o Real Madrid, com 1,06 bilhão de euros (R$ 3,94 bilhões) gastos na chegada de novos jogadores, faturou três Champions na última década e é o atual bicampeão continental.

Dos dez clubes que mais gastaram com reforços nos últimos dez anos, cinco são ingleses (Manchester City, Chelsea, Manchester United, Liverpool e Tottenham) e três fazem parte do grupo dos novos ricos, times que só passaram a ocupar o primeiro escalão do futebol mundial depois de serem adquiridos por algum magnata: City, Chelsea e Paris Saint-Germain.

Juntas, essas dez agremiações torraram mais de 9,2 bilhões de euros (R$ 34 bilhões) só com compras de jogadores desde 2007.

Chama a atenção a ausência Bayern de Munique e Atlético de Madri no top 10 do ranking dos grandes compradores do futebol europeu. Afinal, trata-se de dois dos clubes de maior regularidade nas últimas edições da Champions.

Os alemães, que conquistaram o título europeu em 2013, ocupam a 11ª colocação na lista, com 627 milhões de euros (R$ 2,3 bilhões) de investimento no Mercado da Bola e aparecem logo à frente do Atlético, 12º, com gastos na casa de 620 milhões de euros (também R$ 2,3 bilhões).

OS 10 CLUBES QUE MAIS GASTARAM COM REFORÇOS NOS ÚLTIMOS 10 ANOS:

1º – Manchester City (ING) – 1,43 bilhão de euros
2º – Real Madrid (ESP) – 1,06 bilhão
3º – Manchester United (ING) – 993 milhões
4º – Chelsea (ING) – 938 milhões
5º – Juventus (ITA) – 888 milhões
6º – Barcelona (ESP) – 885 milhões
7º – Liverpool (ING) – 855 milhões
8º – Paris Saint-Germain (FRA) – 759 milhões
9º – Tottenham (ING) – 710 milhões
10º – Inter de Milão (ITA) – 685 milhões


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Rafael Reis

Ao ver três terroristas invadirem armados com facas um bar chamado Black & Blue, no último sábado, em Londres, Roy Larner, 47, não teve dúvidas. O inglês gritou “foda-se, eu sou Millwall” e, com as mãos livres, partiu para cima dos radicais islâmicos.

Não foi à toa que o “Leão da London Bridge”, como tem sido chamado pela imprensa britânica, fez questão de evocar seu time de coração antes do confronto que salvou inúmeras vidas na capital inglesa e o levou para o hospital.

Apesar de estar fora da primeira divisão inglesa desde 1991 e de jamais ter conquistado um título realmente relevante, o Millwall é um clube conhecido mundialmente. Evidentemente, não por seus feitos dentro de campo.

O que torna o time da região leste de Londres tão famoso é justamente a ferocidade dos seus torcedores, os mais temidos de toda a Inglaterra.

O Millwall Bushwackers, torcida extremista ligado ao clube, foi o grupo de hooligans mais perigoso do auge da violência no futebol inglês (décadas de 1970 e 80) e produziu alguns dos episódios mais aterrorizantes dos estádios da terra da Rainha.

Em 1978, hooligans do Millwall proporcionaram uma verdadeira batalha campal contra torcedores do Ipswich Town antes de uma partida da Copa da Inglaterra. Os confrontos começaram do lado de fora da arena e chegaram até dentro do gramado. Pedras, garrafas e tijolos foram usados no enfrentamento, que fez o clube ficar impedido de disputar a competição por dois anos.

Sete anos mais tarde, houve um incidente ainda mais grave. Cerca de dez mil fãs da equipe londrina viajaram a Luton para outra partida da Copa da Inglaterra. O saldo da invasão mostra o tamanho da confusão na qual eles se meteram: 700 assentos foram jogados no gramado e mais de 80 pessoas ficaram feridas, sendo 33 delas policiais.

Nem mesmo a guerra aos hooligans promovida pelo governo britânico nas últimas décadas fez com que o lema “No one like us, we don’t care” (Ninguém gosta de nós, nós não nos importamos), cantado a plenos pulmões pelo Bushwackers, deixasse de ser atual.

Em 2002, torcedores do Millwall usaram até fogos de artifício para deixar 45 policiais feridos após a frustração de o time não conseguir o acesso da terceira para a segunda divisão inglesa. Já em 2009, um clássico contra o West Ham, seu arquirrival, chegou a ser interrompido três vezes devido a invasões de campo.

A rivalidade entre Millwall e West Ham é tão famosa e temida que já foi parar até nas telas de cinema. Os sangrentos confrontos entre os dois clubes fazem parte do enredo da trilogia Hooligans (Green Street), lançada entre 2005 e 2013.


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Mais comportados! Cartões a brasileiros caem 15% na temporada europeia
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Rafael Reis

Os jogadores brasileiros ficaram mais comportados na temporada 2016/17 do primeiro escalão do futebol europeu.

O número de cartões amarelos mostrados a representantes do futebol pentacampeão mundial nas cinco principais ligas nacionais do Velho Continente (Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha e França) caiu 15% em relação ao ano anterior.

Foram 397 advertências dadas a 99 atletas diferentes ao longo dos últimos nove meses, 70 a menos do que o total registrado em 2015/16.

O atacante Deyverson, do Alavés, nono colocado do Campeonato Espanhol, foi o recordista brasileiro de amarelos na temporada. O atacante recebeu 14 cartões em 32 partidas disputadas na liga.

A queda no número de expulsões foi ainda mais acentuada. Os jogadores brazucas receberam 18 cartões vermelhos no somatório das cinco competições analisadas. Na temporada passada, foram 28 exclusões.

Quem se destacou negativamente nessa estatística foi um integrante da seleção. O volante Fernandinho, que também atuou improvisado como lateral direito no Manchester City, foi expulso duas vezes na Premier League inglesa.

A redução na punição a jogadores brasileiros no primeiro escalão do futebol europeu não é uma simples questão matemática. Ela demonstra que houve uma evolução disciplinar dos atletas brazucas nesta temporada.

Isso porque, ao contrário do número cartões, a presença brasileira em campo nos cinco campeonatos nacionais mais importantes do continente cresceu. Ou seja, mesmo jogando mais, nossos atletas foram menos avertidos.

Um dado deixa isso bem claro: na atual temporada, os jogadores brasileiros receberam um cartão amarelo a cada 442 minutos (4,9 partidas) que ficaram em campo. Na anterior, era uma advertência a cada 370 minutos (4,1 jogos).


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Rafael Reis

Neymar pode até não ter tido seu melhor ano com a camisa do Barcelona. Mas isso não significa que os atacantes brasileiros ficaram devendo na temporada europeia.

Muito pelo contrário: há seis anos as cinco principais ligas nacionais do Velho Continente não viam tantas bolas serem empurradas para as redes por representantes do futebol pentacampeão mundial.

Somadas as primeiras divisões de Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha e França, jogadores de cidadania brasileira anotaram 223 gols em 2016/17, 11 a mais do que na temporada anterior.

Trata-se da maior marca desde 2010/11, quando foram anotados 226 tentos com DNA tupiniquim.

Apesar de ter passado longe de repetir os 24 gols feitos no Campeonato Espanhol de 2015/16, Neymar ainda dividiu com Philippe Coutinho o posto de principal artilheiro brasileiro das principais ligas nacionais da Europa.

O atacante do Barcelona e o meia do Liverpool marcaram 13 vezes cada em seus respectivos campeonatos.

Também nascido no Brasil, Diego Costa, colocou 20 bolas na rede com a camisa do Chelsea e foi o quarto colocado na artilharia da Premier League inglesa. No entanto, seus gols são oficialmente computados para a Espanha, país que decidiu defender.

Mesmo com o crescimento no número de gols anotados por brasileiros nas principais competições do planeta, a marca desta temporada ainda está distante do auge da artilharia nacional na Europa.

Em 2007/08, os brazucas marcaram 373 vezes nas cinco ligas analisadas, sendo 106 delas só no Espanhol. Na ocasião, Luís Fabiano (Sevilla) foi o terceiro na artilharia, com 24 gols, e Ricardo Oliveira (Betis) ficou em sexto, com 18.

A liga espanhola continua sendo a de maior poderio ofensivo brasileiro, ainda que os números de agora sejam bem mais modestos.

Na recém-encerrada temporada, foram 83 tentos brasileiros na primeira divisão espanhola marcados por 19 jogadores diferentes. Entre eles, estão Neymar, Marcelo, Ganso, Casemiro e Willian José, mas também Douglas (ex-São Paulo), Petros e Luciano (ex-Corinthians).


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Rafael Reis

Três anos depois de ser goleado por 7 a 1 pela Alemanha, o Brasil já começou a recuperar o prestígio internacional que costumava ostentar antes do vexame na semifinal da Copa do Mundo de 2014.

Prova disso é que a participação brasileira nos gramados do primeiro escalão do futebol internacional não para de crescer e já é inclusive superior a do período anterior ao último Mundial.

De acordo com informações do banco de dados “O Gol”, atletas representantes do único país pentacampeão mundial permaneceram dentro de campo durante 175.721 minutos nas cinco principais ligas nacionais da Europa na atual temporada.

Esse dado significa um crescimento de 1,6% em relação à temporada anterior e a melhor marca desde os 200.084 minutos registrados em 2009/10.

Mais que isso: essa é a primeira vez que a participação de jogadores brasileiros nos mais importantes campeonatos nacionais do planeta chega ao patamar anterior ao do fracasso dos comandados de Luiz Felipe Scolari ante a Alemanha.

Em 2013/14, logo antes da Copa, os clubes espanhóis, ingleses, alemães, italianos e franceses usaram atletas “brazucas” durante 174.194 minutos na primeira divisão de suas ligas. Coincidência ou não, na temporada seguinte, essa utilização despencou 10%.

O déficit já começou a ser reduzido na última temporada. E a recuperação se tornou completa ao longo dos últimos nove meses.

Na recém-encerrada temporada, 108 jogadores brasileiros foram escalados para participar das cinco principais ligas nacionais do planeta. O Italiano foi o campeonato que usou a maior variedade de atletas com cidadania brasileira (39).

No entanto, foi a primeira divisão espanhola quem mais deu oportunidade para os representantes do futebol pentacampeão mundial. Foram 47.539 minutos de Neymar, Marcelo, Casemiro e cia…

O lateral esquerdo Lucas Lima, do Nantes, foi o brasileiro que mais participou dos campeonatos nacionais nesta temporada. O ex-Botafogo e Internacional ficou em campo em 3.382 dos 3.420 minutos possíveis no Francês.

Quem aparece do outro lado da tabela é o meia Matheus Pereira, revelado pelo Corinthians e hoje nas categorias de base da Juventus, que disputou apenas cinco minutos do Italiano com a camisa do Empoli.


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Rafael Reis

Os estádios não estão vazios, e os clubes não têm do que reclamar em relação à venda de ingressos. Mesmo assim, a elite do futebol europeu ligou o sinal amarelo e anda preocupa com a redução na presença de torcedores nas arenas.

Isso porque a recém-encerrada temporada 2016/17 registou o menor público dos últimos dez anos.

Pela primeira vez desde 2007, a média de público das cinco principais ligas nacionais do Velho Continente (Espanhol, Inglês, Alemão, Italiano e Francês) ficou abaixo dos 29 mil torcedores por partida.

Foram vendidos pouco mais de 52,6 milhões de ingressos para os 1.826 jogos da primeira divisão desses cinco países. Na média, 28.837 pagantes para cada confronto, contra 29.192 da temporada passada.

A maior queda foi justamente a registrada na liga campeã de presença de público na Europa. A Bundesliga alemã teve uma redução de 4,3% no número de torcedores nas arenas –a média caiu de 43.309 pessoas por jogo para 41.518.

Já a Premier League (média de 35.821 por partida) teve sua primeira redução de público dos últimos cinco anos.

Entre as cinco ligas analisadas, a única que registrou aumento (ainda que mínimo) na presença de torcedores nos estádios nesta temporada foi a espanhola, que viu sua média crescer de 27.755 pessoas por partida para 27.856.

Três dos cinco clubes campeões de audiência do continente também não conseguiram repetir nesta temporada seus melhores resultados.

O Borussia Dortmund, que continua sendo o recordista de público do futebol europeu, fechou seu primeiro Campeonato Alemão desde 2011 com média inferior a 80 mil torcedores por jogo no Westfalenstadion.

Já o Barcelona não conseguiu alcançar a casa das 78 mil pessoas por partida, que havia sido superada na temporada passada. Até mesmo o Real Madrid, campeão espanhol e finalista da Liga dos Campeões, ficou aquém da marca de 2015/16 –média de 69.170 torcedores por jogo, contra 69.736 do ano anterior.

MAIORES MÉDIAS DE PÚBLICO
Borussia Dortmund (ALE) – 79.653 (81178), primeiro abaixo de 80 desde 2011
Barcelona (ESP) – 77.944
Manchester United (ING) – 75.290
Bayern de Munique (ALE) – 75.000
Real Madrid (ESP) – 69.170

MENORES MÉDIAS DE PÚBLICO
Leganés (ESP) – 9.847
Monaco (FRA) – 9.499
Empoli (ITA) – 9.483
Crotone (ITA) – 7.868
Eibar (ESP) – 5.363


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Europa não tinha temporada tão farta em gols desde tempos de Eusébio


Europa não tinha temporada tão farta em gols desde tempos de Eusébio
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Rafael Reis

Da última vez que a Europa viu tantos gols, os maiores nomes do Velho Continente eram Eusébio, Bobby Charlton, Franz Beckenbauer e Giancinto Facchetti.

Os amantes do futebol ofensivo não têm do que reclamar. A temporada 2016/17 dos principais campeonatos nacionais do planeta teve a média de gols mais alta dos últimos 51 anos.

As primeiras divisões de Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália e França, as cinco ligas nacionais mais importantes da Europa (e consequentemente do planeta) tiveram uma média combinada de 2,83 gols por partida em suas edições recém-terminadas.

Isso significa incríveis 5.173 gols em 1.826 partidas.

Desde a temporada 1965/66, época em que o Brasil era apenas bicampeão mundial e só quatro seleções já haviam vencido a Copa, o primeiro escalão do futebol europeu não via tantas bolas na rede.

Na ocasião, as cinco grandes ligas registraram média de 2,84 gols por partida. Uma marca que, até a atual temporada, jamais havia estado perto de ser igualada.

Nos últimos 51 anos, a média de gols dos principais campeonatos nacionais da Europa sempre flutuou entre 2,38 (em 1991/92, ainda na ressaca da sonolenta Copa de 1990) e 2,80 (em 1976/77).

Na atual temporada, quatro das cinco ligas analisadas tiveram um resultado ofensivo completamente fora da curva.

O Inglês teve sua segunda maior média de gols nos últimos 50 anos (2,8). Já o Espanhol não tinha uma frequência tão alta de bolas na rede (2,94) desde 1963.

O Francês registrou sua média de gols mais alta das últimas três décadas (2,61). E a Itália foi ainda mais impressionante: desde 1951 a casa de 2,95 gols por partida, média da atual temporada, não era atingida.

Em relação a 2015/16, o salto no número de gols beira o absurdo. Foram marcados 299 tentos a mais nesta temporada. E a quantidade de partidas permaneceu inalterada.

No total, cinco clubes conseguiram chegar à casa dos 90 gols em seu campeonato nacional: Barcelona (116), Real Madrid (106), Monaco (107), Napoli (94) e Roma (90). E nenhum time colocou menos que 27 bolas na rede, marca do Middlesbrough, penúltimo colocado da Premier League inglesa.

Em relação à artilharia, o grande nome da temporada foi Messi. O argentino conquistou a Chuteira de Ouro, concedida ao maior goleador das ligas nacionais europeias, ao marcar 37 gols no Espanhol e 74 pontos no ranking do prêmio.

O holandês Bas Dost, do Sporting, fez 68 pontos e ficou na segunda colocação. Com 62 pontos, o gabonês Pierre-Emerick Aubameyang, do Borussia Dortmund, completou o pódio.


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Menos gol e mais zagueiro: Como D. Luiz se transformou e deu volta por cima
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Rafael Reis

Para ser campeão inglês, tornar-se um dos destaques positivos do Chelsea na temporada, começar a recuperar o respeito do torcedor e voltar a ser cogitado na seleção brasileira, David Luiz precisou virar zagueiro de verdade.

A afirmação pode até parecer estranha, já que o jogador de 30 anos ficou conhecido internacionalmente e passou a maior parte da carreira jogando no miolo de zaga.

Mas o que difere o David Luiz que proporcionou lances estabanados e que não se mostrava tão confiável no fiasco brasileiro na Copa do Mundo-2014 e nas últimas temporadas no Paris Saint-Germain do David Luiz sólido como uma rocha na atual temporada é justamente seu comportamento de zagueiro.

O agora trintão deixou de lado o gosto pelo ataque, que tanto atormentava treinadores e torcedores que lhe cobravam mais disciplina tática, para se contentar em defender e, vez ou outra, até adotar o humilde jeitão “beque de fazenda”.

Os números comprovam essa transformação de estilo do zagueiro brasileiro.

O jogador, que já chegou a participar ativamente, ou seja, balançando as redes e dando passes para seus companheiros marcarem, de 12 gols em uma temporada, a de 2012/13, só anotou um gol desde agosto e ainda não distribui nenhuma assistência.

Desde 2007/08, seu segundo ano na Europa, David Luiz não tinha uma produção ofensiva tão baixa. E, vale lembrar que, naquela temporada, ele jogou apenas 12 vezes pelo Benfica. Na atual, já são 36 jogos pelo Chelsea e mais quatro no PSG.

A menor preocupação com o ataque veio acompanhada de um aumento na seriedade que o brasileiro demonstra em campo. Os tempos de sair driblando adversários no campo de defesa e insistir nos passes curtos, mesmo quando pressionado pela marcação, ficaram no passado.

De acordo com o “Who Scored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, David Luiz dá em média 5,1 chutões por jogo nesta temporada. Sua média de “aliviadas” no PSG era de apenas 3,5 por partida e, na primeira passagem pelo Chelsea, 4,3.

O “novo” David Luiz caiu nas graças de Antonio Conte, o treinador italiano que reconduziu o Chelsea ao caminho do título inglês depois de um péssimo desempenho na temporada anterior.

O brasileiro assumiu a titularidade na quinta rodada do Inglês, subiu de desempenho depois da adoção do esquema com três zagueiros e não saiu mais do time.

Campeão da Premier League, David Luiz ainda foi escolhido o melhor jogador de defesa da primeira metade da temporada pelo jornal “Telegraph” e acabou escolhido para a seleção de 2016/17, em eleição da PFA, o sindicato dos jogadores profissionais da Inglaterra.


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