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Arquivo : campeonato francês

Wenger criou Arsenal “francês” e gastou 20% do orçamento com compatriotas
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Rafael Reis

Em quase 22 anos como técnico do Arsenal, Arsène Wenger gastou 913,6 milhões de euros (R$ 3,8 bilhões) em reforços. E cerca de 20% desse montante foi aplicado apenas na contratação de jogadores franceses.

O investimento de 186,7 milhões de euros (R$ 782,6) em seus compatriotas foi uma das principais e mais criticadas características da longa passagem do treinador por Highbury e, posteriormente, pelo Emirates Stadium.

O reforço padrão do Arsenal durante as mais de duas décadas de “era Wenger” sempre foi um jovem, muitas vezes pouco conhecido internacionalmente, mas que vinha se destacando no futebol francês.

A obsessão do treinador por atletas de sua terra natal fez com que muitas vezes o clube londrino tivesse mais franceses em campo do que as equipes que disputam a Ligue 1.

A prioridade dada por Wenger aos compatriotas rendeu ao Arsenal alguns dos grandes ídolos de sua história recente, como Thierry Henry, o artilheiro máximo do clube em todos os tempos, e o meia-atacante Robert Pirès, figura essencial na conquista do título inglês invicto em 2004.

Por outro lado, também levou à Inglaterra algumas bombas que os torcedores Gunners sonham esquecer. Casos do lateral direito Mathieu Debuchy, do zagueiro Sébastien Squillaci e do atacante Jérémie Aliadière.

O primeiro reforço da “era Wenger” já foi um francês: o centroavante Nicolas Anelka, então um adolescente de 17 anos que despontava no PSG. O último, também nasceu na França: o atacante Pierre-Emerick Aubameyang, que escolheu defender a seleção do Gabão.

O Arsenal francês do treinador em Strasbourg foi responsável direto por uma revolução na Premier League.

Foi graças ao vários latinos escalados por Wenger que a primeira divisão inglesa começou a abandonar as ligações diretas e os chuveirinhos que faziam parte do seu DNA para dar espaço ao estilo mais técnico que vemos hoje em dia.

Mas o técnico não conseguiu se reinventar. Enquanto seus rivais gastavam rios de dinheiro na contratação de alguns dos melhores jogadores do planeta, ele preferiu continuar investindo na lapidação de jovens que se destacavam na França.

O preço a pagar por essa ousadia foi caro. Quatorze anos sem ganhar o Campeonato Inglês e uma dificuldade enorme até para conseguir se classificar para a Liga dos Campeões–nesta temporada, por exemplo, o time disputa a Liga Europa.

O que vai chegar ao fim no encerramento da atual temporada, quando o treinador deixar o cargo, conforme anunciado na sexta-feira, não será apenas a “era Wenger”, mas também a “era francesa” do Arsenal.

OS 10 FRANCESES MAIS CAROS DA “ERA WENGER”

1 – Alexandre Lacazette (2017) – 53 milhões de euros
2 – Sylvain Wiltord (2000) – 17,5 milhões
3 – Thierry Henry (1999) – 16,1 milhões
4 – Samir Nasri (2008) – 16 milhões
5 – Mathieu Debuchy (2014) – 15 milhões
6 – Laurent Koscielny (2010) – 12,5 milhões
7 – Olivier Giroud (2012) – 12 milhões
8 – Robert Pirès (2000) – 9,8 milhões
9 – Bacary Sagna (2007) – 9 milhões
10 – Sébastien Squillaci (2010) – 6,5 milhões


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Às vésperas da Copa, futebol europeu sofre com queda de gols
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Rafael Reis

Dos 47 jogos válidos pelos cinco principais campeonatos nacionais da Europa disputados no último fim de semana, cinco terminaram sem um golzinho sequer e outros quatro viram apenas uma bola na rede cada.

Os números podem até não te impressionar, mas representam uma importante mudança de paradigma. Às vésperas da Copa da Rússia-2018, a elite do futebol mundial vem sofrendo com a falta de gols.

A média de bolas na rede da primeira divisão dos campeonatos Inglês, Espanhol, Italiano, Alemão e Francês, que foi de 2,83 por partida na temporada passada, despencou para 2,68 em 2017/18.

Isso significa que as cinco grandes ligas da Europa já perderam na atual temporada 221 gols em relação ao ano passado.

O Campeonato Espanhol foi o que sofreu a maior queda: de 2,94 tentos por partida para 2,66. Já o Alemão tem hoje a quarta pior média de gols de sua história (2,69), a mais baixa dos últimos 15 anos.

Dos 20 times que disputam a elite do futebol italiano, oito têm média inferior a um gol por jogo nesta temporada. Na Espanha, o Málaga ostenta uma marca de dar pena: comemorou apenas 17 vezes em 30 rodadas.

Os goleadores também têm deixado a desejar. Na Bundesliga, o polonês Robert Lewandowski (Bayern de Munique) é o único jogador que já passou dos 13 gols. Na França, o uruguaio Edinson Cavani (PSG) deve repetir a artilharia da temporada passada, mas vai passar longe da marca de 35 gols –está atualmente com 24.

Mas, afinal, qual é a razão para essa queda tão abrupta de gols em um período tão curto de tempo (apenas um ano)?

A questão não é tão simples assim para ser resumida a apenas um motivo. Há várias possibilidades que podem ter impactado o jeito de se jogar futebol na Europa e, consequentemente, o número de bolas nas redes.

A primeira é a consolidação dos esquemas com três zagueiros, novidade tática do Chelsea na temporada passada. A simples escalação de mais um homem na defesa não torna automaticamente nenhum time mais defensivo. No entanto, equipes inferiores tecnicamente tendem a usar essa formação para criar retrancas.

Além disso, boa parte dos grandes fazedores de gol do futebol mundial nos últimos tempos, como Messi, Cristiano Ronaldo, Cavani e Suárez, já passaram dos 30 anos e estão em uma fase de declínio físico. Isso significa mais períodos de descanso e menos minutos em campo para mostrarem sua arte… principalmente, em ano de Copa do Mundo.

A proximidade do Mundial da Rússia é um outro fator que pode estar impactando a média de gols.

Jogadores que estão com passaporte garantido para a Copa-2018 têm uma tendência natural de se poupar em partidas que já estão decididas. Imagina perder o Mundial porque você correu demais e acabou se contundindo em um jogo que seu time está ganhando por 4 a 0… Essa é uma situação que ninguém quer.

Independente das razões, o fato é que a temporada 2017/18 dos principais campeonatos nacionais da Europa têm decepcionado no número de gols. E esse é um sinal de alerta para quem gosta de futebol ofensivo.


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Afastado há um ano, meia-atacante recebeu R$ 20 mi do PSG para não jogar
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Rafael Reis

Nos últimos 12 meses, Hatem Ben Arfa recebeu do Paris Saint-Germain quase 5 milhões de euros (R$ 20,6 milhões). Sua contrapartida pelo salário milionário foi nenhum gol, nenhuma assistência e, o mais inacreditável, nenhum minuto de futebol.

Não, o meia-atacante de 31 anos não está se recuperando de nenhuma contusão grave, daquelas que fazem com que um jogador permaneça no departamento médico por meses e mais meses.

O camisa 21 do PSG é simplesmente um “fantasma” no elenco do técnico Unai Emery.

Ben Arfa não joga pelo líder do Campeonato Francês e sequer treina ao lado dos companheiros de time porque brigou com o treinador espanhol.

Jogador com longo histórico de problemas disciplinares por onde passou (Lyon, Olympique de Marselha, Newcastle, Hull City e Nice), ele disputou sua última partida oficial no dia 5 de abril de 2017 (goleada por 4 a 0 sobre o Avranches, pela Copa da França).

Quatro dias depois, ainda ficou no banco contra o Guingamp. Desde então, nunca mais foi sequer relacionado.

O conflito entre Ben Arfa e Emery é ainda mais antigo. Em 2016, o treinador reclamou do comportamento do jogador durante um treino: “Você não é Messi. Se fosse, não te repreenderia”, disse.

Em setembro, o jogador chegou a denunciar o PSG à comissão jurídica da Liga Francesa Profissional (LFP), que organiza a Ligue 1, por considerar que estava sendo vítima de “métodos psicológicos” no clube.

Com salário mensal na casa de 400 mil euros (quase R$ 1,7 milhão), o meia-atacante ganha mais do que alguns jogadores que muitas vezes são titulares do PSG, como o goleiro Alphonse Aréola, o zagueiro Presnel Kimpembe e o lateral direito Thomas Meunier.

A situação incômoda fez a diretoria procurar Ben Arfa para discutir um possível acordo para saída.

Mas o meia-atacante não apenas rejeitou todas as oportunidades de transferência que lhe foram oferecidas, como, de acordo com a revista “France Football”, pediu 10 milhões de euros (R$ 41,2 milhões) pela rescisão.

Como o PSG se recusou a pagar a multa solicitada, Ben Arfa cumprirá seu contrato até o fim. Até junho, ele continuará recebendo mensalmente seu salário para não jogar. Depois, vai seguir sua carreira em outro clube –Lyon, Leicester e Fenerbahce teriam interesse em sua contratação.


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Caçula de trio, Neymar se machuca mais que Messi e Cristiano Ronaldo
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Rafael Reis

Com uma fissura no pé direito que pode encerrar prematuramente sua temporada de estreia no Paris Saint-Germain e causa apreensão no torcedor brasileiro às vésperas da Copa do Mundo, Neymar é o integrante do top 3 de craques do futebol mundial que mais frequenta o departamento médico.

Apesar de ser quase cinco anos mais novo do que Lionel Messi e sete mais jovem que Cristiano Ronaldo, o astro brasileiro acumula nos últimos anos mais problemas físicos do que os jogadores que lhe acompanharam nos prêmios de melhor do mundo em 2015 e 2017.

Desde que desembarcou no futebol europeu, em 2013, Neymar já desfalcou suas equipes (Barcelona, até julho do ano passado, e PSG, desde então) devido a contusões ou enfermidades em 34 partidas.

O levantamento, feito pelo site “Transfermarkt”, que apresenta dados sobre o mercado de transferência e o cotidiano dos principais clubes da Europa, mostra Messi e Cristiano Ronaldo bem mais ativos no período.

Nos últimos cinco anos, o argentino perdeu 30 jogos do Barcelona por conta de problemas físicos. Já CR7 só ficou de fora de 21 apresentações do Real Madrid por estar entregue ao departamento médico.

A fissura no pé direito sofrida por Neymar durante o segundo tempo da vitória por 3 a 0 do PSG sobre o Olympique de Marselha, no domingo, foi a quarta contusão um pouco mais grave da fase europeia da carreira do atacante de 26 anos.

Entre julho e agosto de 2014, ele ficou 32 dias no estaleiro devido a uma fratura na terceira vértebra lombar em virtude de uma joelhada dada pelo colombiano Camilo Zúñiga, nas quartas de final da Copa do Mundo.

Em abril daquele mesmo, o atacante já havia desfalcado o Barcelona durante 25 dias por conta de um edema no pé esquerdo. No mesmo semestre, foram 32 dias afastado do futebol graças a um entorse no joelho direito.

O período de quase quatro anos sem nenhuma lesão mais séria chegou ao fim em uma jogada em que o brasileiro se contundiu sozinho. Após uma disputa de bola com Bouna Sarr, o brasileiro pisou em falso, torceu o tornozelo e teve a fissura.

O tratamento a que Neymar será submetido foi alvo de uma queda de braço entre o jogador e o PSG. Seu estafe solicitou que ele passasse por uma cirurgia, que diminuiria os riscos de uma nova lesão na região e o deixaria afastado dos gramados por cerca de dois meses.

Já o clube francês gostava mais da ideia de um tratamento conservador, sem intervenção cirúrgica, que devolveria o atacante ao futebol mais cedo (e não no fim da temporada europeia), mas traria um risco maior de a contusão não ser completamente curada e acabar se agravando.

O impasse foi resolvido na tarde da última quarta-feira, quando o PSG anunciou que Neymar virá ao Brasil para ser operado neste fim de semana pelo médico da seleção Rodrigo Lasmar.


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PSG: Neymar é rei dos dribles, assistências… e também dos passes errados
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Rafael Reis

Neymar foi contratado para ser o protagonista do Paris Saint-Germain. E basta olhar suas estatísticas para constatar que isso tem acontecido.

O craque brasileiro nunca balançou as redes em uma frequência tão alta na carreira (média de 0,96 gol por partida).

O camisa 10 é também o vice-artilheiro do PSG na temporada (28 gols), o jogador que mais dribla (7,3 por jogo), que mais deu assistências (17) e também o que mais cria oportunidades para seus companheiros finalizarem (3,6 por partida).

 

Um desempenho que lembra o de outros protagonistas dos grandes clubes do planeta, como Lionel Messi (Barcelona) e Cristiano Ronaldo (Real Madrid). Digno daquilo que o PSG desejava quando foi buscá-lo na Catalunha.

Mas até mesmo o jogador mais caro da história tem um ponto fraco.

De acordo com o “WhoScored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, Neymar tem o pior passe de todo o elenco do líder do Campeonato Francês.

Segundo a plataforma, o camisa 10 acerta 79,4% dos passes que tenta. Nenhum dos 25 jogadores que o técnico Unai Emery já escalou nesta edição da Ligue 1 tem desempenho tão ruim nos passes.

A maior parte dos atletas do PSG tem acerto de passe superior aos 90%. Fazem parte desse clube os zagueiros Thiago Silva e Marquinhos, os meias Marco Verratti, Adrien Rabiot, Giovani Lo Celso e o meia-atacante Julian Draxler, entre outros.

É óbvio que Neymar erra mais passes não porque tem uma qualidade técnica inferior à dos seus companheiros de equipe, mas porque arrisca mais do que eles.

Enquanto os membros do meio-campo do PSG têm como principal missão fazer a bola rodar, em passes curtos e laterais, o brasileiro é o homem da criatividade e precisar dar toques mais ousados, muitas vezes em profundidade, que quebrem a marcação adversária.

No entanto, mesmo na comparação com outros jogadores do primeiro escalão que desempenham funções parecidas com a dele e também precisam ousar mais do que a média nos passes, o desempenho de Neymar nesse fundamento deixa a desejar.

Lionel Messi, o homem-chave do Barcelona, tem 80,2% de acerto nos passes, aproveitamento melhor do que o outros três integrantes do elenco catalão: Aleix Vidal, Luis Suárez e o garoto José Arnáiz.

Já o belga Kevin de Bruyne, o cara do passe decisivo no Manchester City, tem um desempenho bem melhor no passe: 83,3%, mais que os atacantes Sergio Agüero, Leroy Sané e Gabriel Jesus.

Contra o Real Madrid, no próximo dia 6, é bom que Neymar calibre o pé e acerte mais passes do que de costume.

Afinal, o PSG precisa (e muito) do seu principal jogador para reverter o 3 a 1 aplicado pelo atual bicampeão europeu na Espanha e continuar vivo na briga pelo título inédito da Champions.


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Na mira, Malcom se surpreende com Tite: “Achei que o grupo estava fechado”
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Rafael Reis

Um dos destaques brasileiros na temporada 2017/18 do futebol europeu, Malcom tem um motivo especial para jogar bem na próxima partida do Bordeaux, domingo, contra o Olympique de Marselha, pela 26ª rodada do Campeonato Francês.

Sylvinho, um dos auxiliares de Tite, estará nas arquibancadas do Vélodrome para acompanhar de perto o ex-atacante do Corinthians.

O motivo da visita não é nada protocolar. A quatro meses da Copa do Mundo, o treinador da seleção resolveu espalhar sua equipe técnica por estádios do Brasil e da Europa para garimpar alguns novos nomes que possam fazer parte do elenco que vai para a Rússia-2018.

Autor de oito gols e sete assistências nesta temporada, a terceira pelo clube francês, Malcom entrou nessa espécie de “lista de observação” de Tite. E se surpreendeu com isso.

“Foi uma surpresa. Não achava [que poderia ser lembrado antes da Copa]. Eu conheço o método do Tite, ele é um cara de grupo, achei que já estava com o grupo fechado. Fiquei muito feliz, estou vendo que meu trabalho está sendo reconhecido. Agora é dar meu máximo e esperar para ver se vem uma convocação”, afirmou o jogador.

A expectativa de Malcom (e também dos outros nomes que estão sendo observados neste mês pela comissão técnica da seleção) é aparecer na lista para os amistosos contra Rússia e Alemanha, em 23 e 27 de março. A convocação para os dois jogos será feita no dia 2.

O futebol que colocou o atacante 20 anos na mira de Tite é o mesmo que deve levá-lo para um dos grandes clubes do futebol europeu na próxima temporada.

O jogador foi procurado nos últimos meses por Tottenham, Arsenal e Manchester United. E, apesar de não esconder que gostaria de ter sido negociado na janela de transferências de janeiro, selou um acordo com a diretoria do Bordeaux para permanecer no clube até a Copa.

“Já falei que queria ter saído para correr atrás de novos objetivos. Mas também tenho que lembrar que o Bordeaux me ajudou muito. Dei a eles minha palavra que ia continuar até para ter mais tempo para pensar em qual clube vou jogar. Esses três ou quatro meses vão fazer muita diferença.”

De acordo com Malcom, o acordo selado ente ele e o clube francês é simples. No meio do ano, quando a janela de transferências reabrir, o atacante decidirá seu destino e comunicará à diretoria para que aceite a proposta que receber –o jogador tem contrato até 2021.

“Sim, houve uma promessa de que serei negociado em junho. Eu vou escolher o time, e o Bordeaux vai liberar”, resumiu.

Ou seja, os próximos meses da carreira de Malcom prometem ser agitados. Com ou sem Copa do Mundo…


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Ex-Flamengo defende nível técnico do Campeonato Francês: “Não é ruim”
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Rafael Reis

Dez pontos de vantagem do líder para o segundo colocado, uma facilidade imensa para o Paris Saint-Germain ganhar a maior parte de suas partidas e marcadores que são incapazes de parar Neymar.

Para muitos torcedores nas redes sociais, essas são provas que mostram que o Francês, o campeonato escolhido pelo principal jogador brasileiro da atualidade para tentar se tornar o melhor do mundo, não tem um nível técnico tão bom assim.

Mas o lateral esquerdo Jorge, ex-Flamengo e atualmente no Monaco, pensa diferente.

“Não concordo [com as críticas]. O nível sempre foi esse, e não é ruim. Como em qualquer grande liga aqui na Europa, é claro que existem os clubes com maior poderio econômico, que conseguem montar elencos mais fortes. O que nem sempre é sinal de que as coisas vão dar certo. A chegada do Neymar fez o PSG dar um salto de qualidade, é um dos grandes nomes da atualidade. O que fez muito bem para o campeonato, que ganhou ainda mais visibilidade”, afirmou o jogador.

Jorge está na Europa há um ano. Nos primeiros seis meses, ficou no banco de Benjamin Mendy. Na atual temporada, com a venda do titular para o Manchester City, assumiu a posição no time.

Em 28 partidas pela equipe do Principado, o brasileiro acumula dois gols e quatro assistências. Segundo o “WhoScored?”, site que avalia o desempenho dos jogadores com base nas estatísticas, ele é o melhor lateral esquerdo do futebol francês em 2017/18, com nota 7,5.

É com base nesses números que o jogador de 21 anos sonha ainda disputar em junho a primeira Copa do Mundo de sua carreira. Jorge já disputou um amistoso com a seleção e foi convocado por Tite na última rodada das eliminatórias.

“Enquanto a lista final não for divulgada, todos têm chance. Sabemos, é claro, que grande parte dela já está definida, já que o professor Tite é muito coerente nas suas escolhas. Nós, jogadores, precisamos estar sempre preparados para quando a chance aparecer.”

Além da alta concorrência na seleção (Marcelo, a quem Jorge considera o “melhor do mundo” na posição, Filipe Luís e Alex Sandro), um outro fator atrapalha um pouco os planos do ex-Flamengo.

Após ser campeão francês e semifinalista da Liga dos Campeões na temporada passada, o Monaco vem decepcionando em 2017/18. O time, que vendeu seus principais jogadores no último verão europeu, é só o terceiro colocado na Ligue 1 e se despediu da Champions ainda na fase de grupos, sem vencer uma única partida.

“Nem a gente imaginava [essa campanha tão ruim]. Todos esperavam muito da gente pela bela temporada que fizemos.Ficamos tristes, pois sabíamos que dava pra chegar mais longe. Pecamos um pouco pela falta de entrosamento, mas melhoramos e estamos fazendo bons jogos agora”, completa o camisa 6.


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Amado ou odiado? Com Neymar, PSG tem maior média de público de sua história
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Rafael Reis

Neymar pode até não estar vivendo a sonhada lua de mel que desejava com a torcida do Paris Saint-Germain. Mas, mesmo aos trancos e barrancos com os fãs, sua presença tem sido suficiente para encher o Parc-des-Princes.

Na primeira temporada do brasileiro com a camisa azul, o PSG tem registrado a maior média de público da sua história no Campeonato Francês. E o mesmo está para acontecer na Liga dos Campeões da Europa.

Nos primeiros 11 jogos como mandante na Ligue 2017/18, o time da capital francesa atraiu para o estádio pouco mais de 513 mil torcedores.

A média, de 46.707 espectadores por partida, é a maior dentre os 20 clubes que disputam a primeira divisão e supera em 3% a marca de 45.317 torcedores por jogo da equipe na temporada passada.

Ela também é maior que o recorde histórico do PSG, 46.160 pessoas a cada apresentação, estabelecido em 2015/16, o último ano da passagem de Ibrahimovic pelo clube.

Na Champions, o PSG segue o mesmo caminho. Após os três jogos da fase de grupos da competição, o time de Neymar tem média de 46.314 torcedores por partida, também maior que a da temporada anterior (45.516).

O público atual ainda está um pouco abaixo do registrado em 2015/16, o maior da história, quando teve média de 46.322 pagantes por partida, mas certamente irá superá-lo depois do confronto com o Real Madrid, pelas oitavas de final.

O maior público do PSG na atual temporada foi registrado na goleada por 4 a 1 sobre o Nantes, em novembro: 47.680 torcedores. Curiosamente, Neymar não marcou e nem passe para gol deu naquela tarde de sábado.

Como a capacidade atual do Parc-des-Princes é de 47.929 pessoas (um pouco menos em jogos de Champions), o clube francês já não tem muita margem para crescimento. A média atual na Ligue 1 equivale a 97,4% da lotação do estádio.

Neymar foi contratado pelo PSG em agosto pela maior quantia já paga por um jogador de futebol: 222 milhões de euros (R$ 879 milhões). Os principais objetivos do clube francês eram fortalecer sua marca e conquistar pela primeira vez o título da Champions.

Apesar do sucesso comercial instantâneo e dos 24 gols nas primeiras 23 partidas pela nova equipe, o brasileiro não caiu completamente nas graças dos franceses.

Na goleada por 8 a 0 sobre o Dijon, na semana passada, o camisa 10 foi vaiado por torcedores do próprio PSG depois de não permitir que Cavani cobrasse um pênalti que poderia transformá-lo no maior goleador da história do clube.

A imprensa e ex-jogadores franceses também não tem economizado nas críticas ao jogador, não tanto por seu desempenho, mas sim pelo comportamento dentro de campo.

Em meio a tudo isso, o nome de Neymar passou a ser ventilado em uma nova transferência bombástica, agora para o Real Madrid, arquirrival do Barcelona, clube que ele defendia até seis meses atrás.


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Com Neymar, ataque do PSG cresce 53% e vira o melhor da Europa
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Rafael Reis

A contratação de Neymar e a mudança de patamar do Paris Saint-Germain fizeram a produtividade do ataque do líder do Campeonato Francês crescer mais de 53%.

É essa a diferença entre o número de gols marcados pelo PSG na primeira metade da atual temporada, já com a presença do reforço mais caro da história do futebol mundial, e no mesmo período do ano anterior.

Em 2017/18, o time de Unai Emery já disputou 27 partidas e marcou 89 vezes. A média de 3,3 gols por jogo é disparada a maior entre todos os clubes que disputam uma das cinco principais ligas nacionais da Europa (Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália e França).

Já na temporada anterior, quando ainda não tinha Neymar e nem Kylian Mbappé, seu outro reforço de peso para o ataque nos últimos meses, o PSG fez 31 gols a menos. Foram 58 bolas na rede nas primeiras 27 apresentações de 2016/17.

Contratado do Barcelona por 222 milhões de euros (quase R$ 870 milhões, na cotação atual) para ser o protagonista do clube francês, Neymar participou ativamente de 35% dos 89 gols anotados por sua equipe na atual temporada.

O brasileiro já marcou 17 vezes (é o vice-artilheiro da equipe, atrás apenas do uruguaio Edinson Cavani, que tem 25) e distribuiu 14 assistências (mais do que qualquer outro companheiro de equipe).

Curiosamente, o crescimento ofensivo do PSG após a chegada do astro está mais ligado a uma evolução na pontaria do seu ataque do que propriamente ao número de chances criadas pela equipe.

Segundo o “Who Scored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, a quantidade de finalizações da equipe francesa também aumentou nesta temporada, mas não tanto quanto a frequência de gols marcados.

De acordo com a plataforma, o PSG tem uma média de 17,4 chutes a gol por partida em 2017/18, apenas 13% a mais que as 15,4 conclusões por jogo da temporada anterior.

Isso significa que, hoje em dia, cerca de 19% de todas as finalizações do time de Neymar balançam as redes adversárias. Antes da contratação do brasileiro, essa marca estava na casa dos 14%.

É graças a esse aproveitamento exemplar que o PSG bateu o recorde de gols da história da fase de grupos da Liga dos Campeões (25 gols nos primeiros seis jogos da competição, superando os 21 anotados pelo Borussia Dortmund na temporada passada), tem o melhor ataque do Campeonato Francês e virou um dos times mais temidos do planeta.


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Ex-Tottenham largou futebol para ser ator pornô: verdade ou lenda urbana?
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Rafael Reis

O que um jogador profissional de futebol pode fazer depois da aposentadoria? Ser treinador e trabalhar na comissão técnica de algum clube? Virar dirigente? Aproveitar o conhecimento adquirido em campo para empresariar outros atletas? Administrar os bens acumulados durante a carreira?

O lateral esquerdo Benoit Assou-Ekotto, ex-Tottenham e integrante da seleção camaronesa nas Copas do Mundo de 2010 e 2014, escolheu um caminho bem diferente depois que pendurou as chuteiras e se tornou ator de filmes pornôs.

Bem, pelo menos essa é a história que roda pelas redes sociais desde meados do ano passado. Uma história que possivelmente você já leu por aí ou, pelo menos, ouviu algum amigo comentar.

Mas será que Assou-Ekotto realmente deixou o futebol profissional para se dedicar ao cinema adulto? Ou isso não passa de mais uma lenda urbana, como o autismo de Messi e a transexualidade de Verratti?

Bem, desde que o caso veio à tona, o camaronês de 33 anos não protagonizou nenhum tipo de filme, muito menos um pornô. Mais que isso, ele continua defendendo normalmente as cores do Metz, lanterna do Campeonato Francês.

Só nesta temporada, Assou-Ekotto já jogou 15 vezes. Titular absoluto da posição, ele até foi expulso no confronto contra Neymar e o Paris Saint-Germain –na ocasião, sua equipe foi goleada por 5 a 1.

A lenda de que o camaronês trocaria os gramados pelos sets de cinema erótico foi espalhada pelo técnico inglês Harry Redknapp. Em maio, ele afirmou que desejava contratar o lateral para o Birmingham, da segunda divisão inglesa, mas que o entrave para o acerto era que o desejo do jogador era se tornar uma “estrela pornô”.

Pouco depois da declaração, Assou-Ekotto renovou contrato para defender o Metz por mais uma temporada e se divertiu com a história que se espalhou pela internet.

“O pior é que não tenho as qualidades para ser um ator pornô. Eu nunca tinha rido tanto na vida. Foi só uma piada [feita pelo Redknapp], não foi por mal. O absurdo é que alguém tenha levado isso a sério”, disse o jogador, à revista “France Football”.

Revelado pelo Lens no início da década passada e com passagens por Tottenham, Queens Park Rangers e Saint-Étienne até a chegada ao Metz, Assou-Ekotto é um jogador famoso por não ter papas na língua na hora de dar entrevistas.

Sua declaração mais forte e conhecida foi dada em 2011, quando disse ao jornal inglês “Guardian” que não é apaixonado pelo futebol e que vê o esporte apenas como uma forma de pagar suas contas.

“Se jogo futebol com meus amigos na França, posso amar o futebol. Mas por que vim jogar na Inglaterra, onde não conhecia ninguém e nem falava o idioma? Para trabalhar. A carreira de jogador dura 10 ou 15 anos e é apenas um emprego. Sim, é um bom trabalho. Não digo que odeio o futebol, mas não é a minha paixão.”


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