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Mais comportados! Cartões a brasileiros caem 15% na temporada europeia
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Rafael Reis

Os jogadores brasileiros ficaram mais comportados na temporada 2016/17 do primeiro escalão do futebol europeu.

O número de cartões amarelos mostrados a representantes do futebol pentacampeão mundial nas cinco principais ligas nacionais do Velho Continente (Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha e França) caiu 15% em relação ao ano anterior.

Foram 397 advertências dadas a 99 atletas diferentes ao longo dos últimos nove meses, 70 a menos do que o total registrado em 2015/16.

O atacante Deyverson, do Alavés, nono colocado do Campeonato Espanhol, foi o recordista brasileiro de amarelos na temporada. O atacante recebeu 14 cartões em 32 partidas disputadas na liga.

A queda no número de expulsões foi ainda mais acentuada. Os jogadores brazucas receberam 18 cartões vermelhos no somatório das cinco competições analisadas. Na temporada passada, foram 28 exclusões.

Quem se destacou negativamente nessa estatística foi um integrante da seleção. O volante Fernandinho, que também atuou improvisado como lateral direito no Manchester City, foi expulso duas vezes na Premier League inglesa.

A redução na punição a jogadores brasileiros no primeiro escalão do futebol europeu não é uma simples questão matemática. Ela demonstra que houve uma evolução disciplinar dos atletas brazucas nesta temporada.

Isso porque, ao contrário do número cartões, a presença brasileira em campo nos cinco campeonatos nacionais mais importantes do continente cresceu. Ou seja, mesmo jogando mais, nossos atletas foram menos avertidos.

Um dado deixa isso bem claro: na atual temporada, os jogadores brasileiros receberam um cartão amarelo a cada 442 minutos (4,9 partidas) que ficaram em campo. Na anterior, era uma advertência a cada 370 minutos (4,1 jogos).


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Rafael Reis

Neymar pode até não ter tido seu melhor ano com a camisa do Barcelona. Mas isso não significa que os atacantes brasileiros ficaram devendo na temporada europeia.

Muito pelo contrário: há seis anos as cinco principais ligas nacionais do Velho Continente não viam tantas bolas serem empurradas para as redes por representantes do futebol pentacampeão mundial.

Somadas as primeiras divisões de Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha e França, jogadores de cidadania brasileira anotaram 223 gols em 2016/17, 11 a mais do que na temporada anterior.

Trata-se da maior marca desde 2010/11, quando foram anotados 226 tentos com DNA tupiniquim.

Apesar de ter passado longe de repetir os 24 gols feitos no Campeonato Espanhol de 2015/16, Neymar ainda dividiu com Philippe Coutinho o posto de principal artilheiro brasileiro das principais ligas nacionais da Europa.

O atacante do Barcelona e o meia do Liverpool marcaram 13 vezes cada em seus respectivos campeonatos.

Também nascido no Brasil, Diego Costa, colocou 20 bolas na rede com a camisa do Chelsea e foi o quarto colocado na artilharia da Premier League inglesa. No entanto, seus gols são oficialmente computados para a Espanha, país que decidiu defender.

Mesmo com o crescimento no número de gols anotados por brasileiros nas principais competições do planeta, a marca desta temporada ainda está distante do auge da artilharia nacional na Europa.

Em 2007/08, os brazucas marcaram 373 vezes nas cinco ligas analisadas, sendo 106 delas só no Espanhol. Na ocasião, Luís Fabiano (Sevilla) foi o terceiro na artilharia, com 24 gols, e Ricardo Oliveira (Betis) ficou em sexto, com 18.

A liga espanhola continua sendo a de maior poderio ofensivo brasileiro, ainda que os números de agora sejam bem mais modestos.

Na recém-encerrada temporada, foram 83 tentos brasileiros na primeira divisão espanhola marcados por 19 jogadores diferentes. Entre eles, estão Neymar, Marcelo, Ganso, Casemiro e Willian José, mas também Douglas (ex-São Paulo), Petros e Luciano (ex-Corinthians).


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Rafael Reis

Três anos depois de ser goleado por 7 a 1 pela Alemanha, o Brasil já começou a recuperar o prestígio internacional que costumava ostentar antes do vexame na semifinal da Copa do Mundo de 2014.

Prova disso é que a participação brasileira nos gramados do primeiro escalão do futebol internacional não para de crescer e já é inclusive superior a do período anterior ao último Mundial.

De acordo com informações do banco de dados “O Gol”, atletas representantes do único país pentacampeão mundial permaneceram dentro de campo durante 175.721 minutos nas cinco principais ligas nacionais da Europa na atual temporada.

Esse dado significa um crescimento de 1,6% em relação à temporada anterior e a melhor marca desde os 200.084 minutos registrados em 2009/10.

Mais que isso: essa é a primeira vez que a participação de jogadores brasileiros nos mais importantes campeonatos nacionais do planeta chega ao patamar anterior ao do fracasso dos comandados de Luiz Felipe Scolari ante a Alemanha.

Em 2013/14, logo antes da Copa, os clubes espanhóis, ingleses, alemães, italianos e franceses usaram atletas “brazucas” durante 174.194 minutos na primeira divisão de suas ligas. Coincidência ou não, na temporada seguinte, essa utilização despencou 10%.

O déficit já começou a ser reduzido na última temporada. E a recuperação se tornou completa ao longo dos últimos nove meses.

Na recém-encerrada temporada, 108 jogadores brasileiros foram escalados para participar das cinco principais ligas nacionais do planeta. O Italiano foi o campeonato que usou a maior variedade de atletas com cidadania brasileira (39).

No entanto, foi a primeira divisão espanhola quem mais deu oportunidade para os representantes do futebol pentacampeão mundial. Foram 47.539 minutos de Neymar, Marcelo, Casemiro e cia…

O lateral esquerdo Lucas Lima, do Nantes, foi o brasileiro que mais participou dos campeonatos nacionais nesta temporada. O ex-Botafogo e Internacional ficou em campo em 3.382 dos 3.420 minutos possíveis no Francês.

Quem aparece do outro lado da tabela é o meia Matheus Pereira, revelado pelo Corinthians e hoje nas categorias de base da Juventus, que disputou apenas cinco minutos do Italiano com a camisa do Empoli.


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Rafael Reis

Os estádios não estão vazios, e os clubes não têm do que reclamar em relação à venda de ingressos. Mesmo assim, a elite do futebol europeu ligou o sinal amarelo e anda preocupa com a redução na presença de torcedores nas arenas.

Isso porque a recém-encerrada temporada 2016/17 registou o menor público dos últimos dez anos.

Pela primeira vez desde 2007, a média de público das cinco principais ligas nacionais do Velho Continente (Espanhol, Inglês, Alemão, Italiano e Francês) ficou abaixo dos 29 mil torcedores por partida.

Foram vendidos pouco mais de 52,6 milhões de ingressos para os 1.826 jogos da primeira divisão desses cinco países. Na média, 28.837 pagantes para cada confronto, contra 29.192 da temporada passada.

A maior queda foi justamente a registrada na liga campeã de presença de público na Europa. A Bundesliga alemã teve uma redução de 4,3% no número de torcedores nas arenas –a média caiu de 43.309 pessoas por jogo para 41.518.

Já a Premier League (média de 35.821 por partida) teve sua primeira redução de público dos últimos cinco anos.

Entre as cinco ligas analisadas, a única que registrou aumento (ainda que mínimo) na presença de torcedores nos estádios nesta temporada foi a espanhola, que viu sua média crescer de 27.755 pessoas por partida para 27.856.

Três dos cinco clubes campeões de audiência do continente também não conseguiram repetir nesta temporada seus melhores resultados.

O Borussia Dortmund, que continua sendo o recordista de público do futebol europeu, fechou seu primeiro Campeonato Alemão desde 2011 com média inferior a 80 mil torcedores por jogo no Westfalenstadion.

Já o Barcelona não conseguiu alcançar a casa das 78 mil pessoas por partida, que havia sido superada na temporada passada. Até mesmo o Real Madrid, campeão espanhol e finalista da Liga dos Campeões, ficou aquém da marca de 2015/16 –média de 69.170 torcedores por jogo, contra 69.736 do ano anterior.

MAIORES MÉDIAS DE PÚBLICO
Borussia Dortmund (ALE) – 79.653 (81178), primeiro abaixo de 80 desde 2011
Barcelona (ESP) – 77.944
Manchester United (ING) – 75.290
Bayern de Munique (ALE) – 75.000
Real Madrid (ESP) – 69.170

MENORES MÉDIAS DE PÚBLICO
Leganés (ESP) – 9.847
Monaco (FRA) – 9.499
Empoli (ITA) – 9.483
Crotone (ITA) – 7.868
Eibar (ESP) – 5.363


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Rafael Reis

Da última vez que a Europa viu tantos gols, os maiores nomes do Velho Continente eram Eusébio, Bobby Charlton, Franz Beckenbauer e Giancinto Facchetti.

Os amantes do futebol ofensivo não têm do que reclamar. A temporada 2016/17 dos principais campeonatos nacionais do planeta teve a média de gols mais alta dos últimos 51 anos.

As primeiras divisões de Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália e França, as cinco ligas nacionais mais importantes da Europa (e consequentemente do planeta) tiveram uma média combinada de 2,83 gols por partida em suas edições recém-terminadas.

Isso significa incríveis 5.173 gols em 1.826 partidas.

Desde a temporada 1965/66, época em que o Brasil era apenas bicampeão mundial e só quatro seleções já haviam vencido a Copa, o primeiro escalão do futebol europeu não via tantas bolas na rede.

Na ocasião, as cinco grandes ligas registraram média de 2,84 gols por partida. Uma marca que, até a atual temporada, jamais havia estado perto de ser igualada.

Nos últimos 51 anos, a média de gols dos principais campeonatos nacionais da Europa sempre flutuou entre 2,38 (em 1991/92, ainda na ressaca da sonolenta Copa de 1990) e 2,80 (em 1976/77).

Na atual temporada, quatro das cinco ligas analisadas tiveram um resultado ofensivo completamente fora da curva.

O Inglês teve sua segunda maior média de gols nos últimos 50 anos (2,8). Já o Espanhol não tinha uma frequência tão alta de bolas na rede (2,94) desde 1963.

O Francês registrou sua média de gols mais alta das últimas três décadas (2,61). E a Itália foi ainda mais impressionante: desde 1951 a casa de 2,95 gols por partida, média da atual temporada, não era atingida.

Em relação a 2015/16, o salto no número de gols beira o absurdo. Foram marcados 299 tentos a mais nesta temporada. E a quantidade de partidas permaneceu inalterada.

No total, cinco clubes conseguiram chegar à casa dos 90 gols em seu campeonato nacional: Barcelona (116), Real Madrid (106), Monaco (107), Napoli (94) e Roma (90). E nenhum time colocou menos que 27 bolas na rede, marca do Middlesbrough, penúltimo colocado da Premier League inglesa.

Em relação à artilharia, o grande nome da temporada foi Messi. O argentino conquistou a Chuteira de Ouro, concedida ao maior goleador das ligas nacionais europeias, ao marcar 37 gols no Espanhol e 74 pontos no ranking do prêmio.

O holandês Bas Dost, do Sporting, fez 68 pontos e ficou na segunda colocação. Com 62 pontos, o gabonês Pierre-Emerick Aubameyang, do Borussia Dortmund, completou o pódio.


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Insubstituível, xará de craque santista busca marca histórica na França
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Rafael Reis

Ex-Internacional e Botafogo, o lateral esquerdo Lucas Lima está a 90 minutos de atingir uma marca rara.

Caso seja escalado como titular do Nantes e fique em campo durante toda a partida contra o Lille, sábado, pela última rodada do Francês, o defensor de 25 anos entrará para o seleto clube dos jogadores que disputaram integralmente todos os jogos de um campeonato nacional em uma temporada.

Apenas quatro dos 554 atletas que foram a campo nesta edição da primeira divisão francesa começaram todas as rodadas como titular e não foram substituídos sequer uma vez. E Lima é o único que não é goleiro. Fora os acréscimos, cada um deles já participou de 3.300 minutos de futebol na atual edição da Ligue 1.

“É a primeira vez que isso acontece na minha carreira. Estou muito contente. É algo importante, principalmente quando você olha para as estatísticas”, afirmou o lateral, por telefone.

Neste século, somente três jogadores brasileiros atingiram um feito semelhante ao que Lima almeja em uma das cinco principais ligas nacionais da Europa (Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália e França).

Mas Júlio César (Inter de Milão, 2009/10) era goleiro. E Zé Maria (Perugia, 2001/02 e 2002/03) e Marcelo (Hannover, 2014/15) disputaram competições com dois participantes e quatro rodadas a menos do que o Francês.

Ou seja, Lima pode ser o único jogador brasileiro de linha a disputar todos os 3.420 minutos de um campeonato do primeiro escalão do futebol europeu neste século.

“Graças a Deus, não tenho histórico de lesões. Isso é muito importante para alcançar essa marca. O segredo foi fazer uma boa pré-temporada. Depois, é só manter, trabalhar forte e ter uma boa alimentação”, disse, sobre a sequência de jogos.

Onipresente e insubstituível no Francês, Lima só não tem 100% de presença nos jogos do Nantes na temporada porque o técnico Sérgio Conceição optou por preservar os titulares na Copa da França –o brasileiro disputou nove minutos da partida contra o Blois e não foi relacionado para enfrentar o Lille.

“Que eu me lembre, estava 100% a disposição para todos os jogos da temporada. Não teve nenhuma partida que, por algum motivo, talvez não pudesse participar.”

Xará do meio-campista do Santos, Lucas Lima está na Europa há dois anos. Destaque do Arouca na última edição do Português, acabou contratado pelo Nantes por 1,1 milhão de euros (R$ 3,7 milhões) em julho.

Na França, fez apenas um gol e deu três assistências ao longo de 41 partidas. Mesmo assim, virou indispensável e insubstituível no sétimo colocado do campeonato nacional.

“A minha avaliação tem sido muito boa. É muito difícil fazer o que eu consegui logo no primeiro ano de França. Pretendo ficar o máximo de tempo possível”, completou.


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Para cada gol, futebol brasileiro leva 2 cartões amarelos na Europa
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Rafael Reis

Para cada gol marcado, os jogadores brasileiros que atuam no primeiro escalão do futebol da Europa recebem em média dois cartões amarelos.

É essa uma das conclusões da análise da participação do futebol pentacampeão mundial nas cinco principais ligas nacionais do Velho Continente na temporada 2016/17.

Até o início da rodada deste fim de semana, os atletas brasileiros acumulavam 137.741 minutos (ou 5.739 horas e 5 minutos), 163 gols, 330 cartões amarelos e 15 expulsões na primeira divisão de Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália e França.

Isso significa um gol a cada 845 minutos, uma advertência a cada 417 minutos e um vermelho a cada 9.182 minutos de futebol brasileiro nos gramados europeus.

No total, 114 brasileiros já foram utilizados em partidas das cinco maiores ligas nacionais da Europa nesta temporada. Desses, 97 (85%) receberam pelo menos um cartão e 52 (45%) balançaram as redes.

De todos eles, quem mais permaneceu em campo foi o lateral esquerdo Lucas Lima, do Nantes. O ex-jogador do Botafogo e do Internacional participou integralmente de todas as 32 rodadas já disputadas do Francês. Ou seja, foi titular em todos os jogos e não foi substituído uma única vez.

Já o recordista brasileiro de cartões na elite europeia é um atacante. Deyverson, que chamou a atenção um mês atrás por comemorar um gol abaixando parte do calção, já recebeu 13 amarelos pelo Alavés no Espanhol.

O volante Fernandinho, do Manchester City, é o único brasileiro que foi expulso mais de uma vez nos campeonatos analisados. O jogador da seleção recebeu dois cartões vermelhos no Inglês e, por causa disso, precisou cumprir sete jogos de suspensão.

Quanto à artilharia, há um empate na primeira colocação. Roberto Firmino, do Liverpool, e Willian José, da Real Sociedad, marcaram dez gols cada nos campeonatos Inglês e Espanhol, respectivamente.

Neymar, o maior astro do futebol brasileiro nos últimos anos, fez nove gols pelo Barcelona na liga espanhola e aparece logo na sequência.

Entre os cinco campeonatos, o com maior presença brasileira até o momento é o Espanhol (35.382 minutos, contra 35.379 minutos do Italiano). Também é o país campeão mundial de 2010 que viu o maior número de gols (57) e de cartões (104) dos atletas aptos a defender a seleção líder do ranking da Fifa.


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7 curiosidades sobre Mbappé, o garoto sensação do futebol mundial
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Rafael Reis

Você já ouviu falar de Kylian Mbappé? É bem provável que esse nome tenha saltado diante dos seus olhos nos últimos meses. Mas se ele ainda é um anônimo para você, prepare-se: conhecer o garoto que se tornou febre na Europa nesta temporada é só uma questão de tempo.

Em sua primeira temporada completa no elenco profissional do Monaco, o atacante francês de 18 anos apresenta números dignos de adulto. São 19 gols, 11 assistências, estreia na seleção principal e atuações de protagonista na classificação do seu time para as quartas de final da Liga dos Campeões.

É por isso que todo mundo quer Mbappé. Manchester United, Arsenal, Manchester City, Real Madrid e Paris Saint-Germain já manifestaram intenção de contratá-lo. Mas o preço pedido pelo clube monegasco é dos mais salgados: 130 milhões de euros (R$ 441 milhões).

Descubra abaixo sete curiosidades sobre o menino que conquistou a Europa nos últimos meses e parece prestes a se tornar a próxima estrela do futebol mundial.

1 – Novo Henry
As comparações entre Mbappé e Thierry Henry, campeão mundial com a França em 1998 e maior artilheiro da história do Arsenal, são inevitáveis. Além do estilo de jogo semelhante, ambos foram produzidos pela academia de futebol de Clairefontaine e se profissionalizaram no Monaco. O garoto sensação da Europa, aliás, roubou dois recordes que pertenciam a Henry: o de jogador mais jovem a estrear pelo clube (16 anos, 11 meses e 12 dias) e a balançar as redes (17 anos e 2 meses).

2 – Tiete de CR7

Mbappé tem na ponta da língua a resposta para uma das mais tradicionais e complexas perguntas do futebol mundial na atualidade: Messi ou Cristiano Ronaldo? Apesar de admirar bastante o argentino do Barcelona, o francês é fã mesmo do atual melhor jogador do mundo. Em 2013, quando visitou o Real Madrid, o jogador fez questão de conhecer o ídolo. E a foto do encontro entre eles se tornou um meme desde que Mbappé se tornou famoso no mundo da bola.

3 – Rejeitou o Real Madrid
Apesar de ser torcedor de infância do Real Madrid, Mbappé rejeitou a primeira proposta que recebeu para defender o time espanhol. Aos 14 anos, foi convidado para conhecer o clube e se juntar às suas categorias de base. O garoto foi até a Espanha, passeou pelo Santiago Bernabéu, mas voltou para a França e foi jogar no Monaco. A escolha teve uma boa justificativa: mudar de país poderia prejudicar os estudos do adolescente.

4 – Filho do técnico
Kylian é hoje uma das principais atrações da temporada europeia. Mas, nas categorias de base do AS Bondy, clube dos subúrbios de Paris, o atacante era apenas o filho do técnico Wilfried Mbappé. O hoje jogador do Monaco atuou na equipe do seu pai por três anos, entre 2010 e 2013, quando completou o período de formação na academia de Clairefontaine.

5 – Maior empresário do mundo
Oficialmente, o empresário de Mbappé é seu pai, Wilfried. Mas, quem está cuidando do futuro da nova estrela do futebol francês é o português Jorge Mendes, conhecido por ser o maior agente de futebol do planeta e o responsável pelas carreiras de Cristiano Ronaldo e do técnico José Mourinho. O objetivo de Mendes é claro: fazer do novo cliente a transferência mais cara da história –posto que hoje pertence a Paul Pogba, contratado por 105 milhões (R$ 356 milhões) pelo Manchester United no ano passado.

6 – Le Petit Bleu

Mbappé disputou sua primeira partida na seleção francesa principal na vitória por 3 a 1 sobre Luxemburgo, pelas eliminatórias da Copa-2018, no último sábado.  Com 18 anos, 3 meses e 5 dias, o menino prodígio foi o jogador mais jovem a vestir a camisa azul nos últimos 62 anos. Em 1955, o ex-atacante Maryan Wisnieski atuou pela França com 18 anos, 2 meses e 1 dia.

7 – Garoto de 3 seleções
O jovem atacante do Monaco já até estreou pela equipe adulta da França, mas se quisesse poderia defender outras duas seleções. De origem africana, Mbappé poderia jogar por Camarões, terra do seu pai, Wilfried, ou pela Argélia, onde nasceu sua mãe, a ex-jogadora profissional de handebol Fayza.


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Fim das retrancas: Europa vê maior “chuva de gols” dos últimos 39 anos
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Rafael Reis

O Campeonato Espanhol não vê um 0 a 0 há mais de um mês. No Inglês, só três dos 20 clubes participantes têm média inferior a um gol por partida. E, no Italiano, três jogadores já romperam a casa dos 20 gols só nesta edição.

Esses não são fatos isolados. O primeiro escalão do futebol europeu (e, consequentemente, mundial) foi tomado por uma verdadeira de chuva de gols nesta temporada.

Somando os cinco principais campeonatos nacionais do Velho Continente (Inglês, Espanhol, Italiano, Alemão e Francês), temos até agora em 2016/17 um total de 1.678 partidas e 4.593 gols. A média de 2,78 gols por partida é a mais alta dos últimos 39 anos.

Para encontrar uma temporada com fartura de bolas na rede superior à atual é preciso voltar a 1977/78, quando a grande maioria dos jogadores profissionais de hoje ainda nem tinham nascido.

Na ocasião, as cinco grandes ligas europeias registraram uma média de 2,79 gols por jogo, só um pouquinho acima da vista nesta temporada.

Nos últimos 39 anos, a média de gols da elite da bola variou entre 2,38 gols por partida, em 1991/92, ainda na ressaca da seca da Copa do Mundo-1990, e 2,76, marca registrada três temporadas atrás.

Em 2016/17, todas as cinco grandes ligas nacionais da Europa ostentam médias superiores a 2,5 gols por jogo. A Espanha é a que possui a média mais alta: 2,91, a mais elevada no país em 54 anos.

Inglaterra e Itália também apresentam marcas histórias em relação ao número de bolas na rede. No caso da primeira divisão inglesa, a média atual (2,84) é a mais alta desde 1968. Já os italianos têm nesta temporada o melhor resultado ofensivo (2,79) desde 1993.

O maior goleador das principais ligas da Europa vem da França. O uruguaio Edinson Cavani, do Paris Saint-Germain, já marcou 27 vezes, quatro a mais que o argentino Lionel Messi, do Barcelona, o segundo colocado na lista.

Curiosamente, o ataque mais produtivo também vem da Ligue 1, tradicionalmente um dos campeonatos nacionais de futebol menos vistoso e ofensivo do continente.

O Monaco, que eliminou o Manchester City da Liga dos Campeões e desponta como a grande sensação da temporada, marcou 84 vezes nas primeiras 29 rodadas do Francês. Uma média que beira o inacreditável: 2,89 gols por partida.

As oitavas de final da Champions, aliás, mostraram bem essa nova cara do futebol europeu.

Tivemos dois placares de 5 a 1, um 5 a 3, outro 6 a 1 e mais um 4 a 2. No total, foram registrados 62 gols em apenas 16 partidas. Isso dá uma média de 3,87 gols por jogo.

E, vale lembrar, esses jogos reuniram aqueles que são em tese os 16 clubes mais fortes da Europa na atualidade, o que derruba o argumento de que a chuva de gols desta temporada seja apenas um reflexo da diferença técnica entre as equipes mais poderosas e as mais fracas.

Resumindo: o futebol europeu pegou gosto pelo gol. E quem ganha com isso são todos aqueles que gostam de um futebol bem jogado. Ou seja, eu… e imagino que vocês também.


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“Balotelli só precisava de carinho”, diz Dante, companheiro e tutor no Nice
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Rafael Reis

Dois anos e meio depois do 7 a 1 e das inúmeras críticas recebidas por sua atuação na histórica derrota do Brasil para a Alemanha na semifinal da Copa do Mundo-2014, Dante não tem mais do que reclamar.

Aos 33 anos, o zagueiro se tornou referência do Nice, o surpreendente líder do Campeonato Francês, que tem deixado para trás Paris Saint-Germain e Monaco. O baiano veste a braçadeira de capitão do time rubro-negro e tem uma tarefa extra: a de ser uma espécie de tutor de um dos maiores “garotos-problema” do futebol mundial.

Experiente e escaldado por tudo que já viveu ao longo da carreira, é Dante quem costuma oferecer um ombro amigo para Mario Balotelli, a polêmica estrela italiana que veste a camisa 9 do Nice.

Balotelli

“Balotelli só precisava de carinho. Não dá para ficar julgando todas as atitudes dele. Ele é meio carente, um cara que sente demais todas as críticas que recebe”, afirmou, por telefone, o zagueiro.

Até cinco meses atrás, quando passou a dividir vestiário com o italiano, Dante tinha uma visão completamente diferente sobre seu atual companheiro de clube. Uma visão construída por várias confusões dentro e fora de campo – como o episódio em que o astro foi flagrado jogando dardos contra meninos das categorias de base do Manchester City.

“Eu sabia que ele era um jogador especial. Mas, achava que ele era um cara meio doido, louco da cabeça mesmo. Mas não, essa é só a imagem que foi criada. Na verdade, ele é muito agradável e fácil de conviver.”

No Nice, Balotelli reencontrou o bom futebol que parecia perdido em algum lugar no passado. O italiano já marcou dez gols em 14 partidas pelo clube francês. Desde 2011, quando ainda jogava no City, ele não balançava tanto as redes na primeira metade da temporada.

Mas isso não significa que o italiano tenha se afastado completamente das confusões. Apesar de não ter atuado nem 15 vezes, ele já recebeu dois cartões vermelhos no Nice.

“É difícil. Todo time que enfrentamos fica provocando ele”, defende o zagueiro e tutor brasileiro.

Com a dupla Dante e Balotelli entrosada dentro e fora de campo, o Nice passou a sonhar com algo que parecia impossível: encerrar a hegemonia de quatro temporadas do PSG e conquistar seu primeiro título francês desde 1959.

A equipe encerrou o primeiro turno no topo da classificação da Ligue 1, com 44 pontos. São dois de vantagem para o Monaco e cinco a mais que o PSG.

“Temos de pensar jogo a jogo. É inútil já começar a pensar em ser campeão. Temos de focar apenas no próximo jogo.”

Mas, e em caso de título, qual será a relação de Dante? “Se eu vir a conquistar algo com o Nice, não vou dedicar a quem falou mal de mim. Não quero calar a boca de ninguém.”

Afinal, dois anos e meio depois do momento mais doloroso de sua carreira, o zagueiro brasileiro não tem do que reclamar. Graças a ele, ao Nice e a Balotelli.


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