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Arquivo : campeonato francês

“Esquecido” no PSG, Lucas joga 96% menos desde chegada de Neymar
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Rafael Reis

A chegada do amigo e ex-companheiro de seleção brasileira Neymar ao Paris Saint-Germain custou a Lucas Moura 96% do seu tempo de jogo no clube francês.

É essa a diferença entre a quantidade de minutos que o ex-jogador do São Paulo permaneceu em campo nas 16 primeiras partidas do PSG última temporada e no mesmo número de jogos em 2017/18.

Entre agosto e o início de novembro do ano passado, Lucas defendeu a equipe da capital francesa durante 1.233 minutos. Ele foi titular em 14 das 16 partidas realizadas no período, marcou seis gols e deu três assistências.

Já na atual temporada, a primeira desde a histórica contratação de Neymar, o camisa 7 praticamente sumiu da rotação do PSG. Foram apenas 54 minutos de futebol, espalhados por quatro partidas do Campeonato Francês, e um mísero golzinho, marcado contra o Metz, no começo de setembro.

Lucas ainda não estreou na atual edição da Liga dos Campeões da Europa e foi cortado até mesmo do banco de reservas nas duas últimas rodadas do torneio continental –jogos contra o Anderlecht, o adversário mais frágil do grupo.

A situação é inédita para um jogador que sempre figurou entre os mais importantes do elenco do PSG.

No clube desde janeiro de 2013, quando foi contratado por 40 milhões de euros (R$ 152,3 milhões), o atacante está entre os 25 jogadores que mais atuaram pelo clube em toda história. Ele soma 227 aparições com a camisa azul, com 46 gols e mais 47 passes para seus companheiros marcarem.

Titular absoluto do PSG no começo da temporada passada, Lucas começou a perder espaço no time em janeiro, depois da contratação do meia alemão Julian Draxler (ex-Wolfsburg). As chegadas de Neymar e Kylian Mbappé, em agosto, foram as pás de cal nesse processo de declínio.

Atualmente, o brasileiro é uma espécie de terceiro reserva do técnico Unai Emery para as posições de lado do ataque do líder do Campeonato Francês. O argentino Ángel di María e Draxler, que também atua no meio-campo, são as primeiras opções do banco para a função.

Entre todos os jogadores do elenco adulto do PSG, apenas os goleiros reservas Kevin Trapp e Rémy Descamps, além dos meias Christopher Nkunku e Hatem Ben Arfa, jogaram menos que o ex-São Paulo nesta temporada.

O “esquecimento” no PSG pode fazer com que Lucas busque novos ares na janela de transferências de janeiro.

O brasileiro, que já recusou uma proposta de empréstimo ao Cruzeiro para 2018, é um desejo antigo de Diego Simeone para reforçar o elenco do Atlético de Madri e assim voltar a ter mais minutos em campo.


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TV brasileira mostra mais PSG que Corinthians e Palmeiras juntos
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Rafael Reis

Empolgada com a histórica transferência de Neymar para o Paris Saint-Germain, a televisão brasileira transformou o clube francês na prioridade absoluta de sua escala de transmissões esportivas.

Desde o início de agosto, nenhum clube do planeta teve tantas partidas exibidas ao vivo pelos canais de TV aberta e fechada do Brasil (com exceção do pay-per-view) quanto o PSG.

Com exibição prevista para Esporte Interativo e Band, o confronto contra o Anderlecht, nesta terça-feira, pela quarta rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa, será o 15º jogo da equipe de Neymar transmitido para a TV brasileira desde o dia 1º de agosto.

No mesmo período, a TV brasileira exibiu para o estado de São Paulo apenas cinco partidas do Corinthians e nove do Palmeiras.

Ou seja, entre agosto e outubro, o número de jogos do PSG que foram transmitidos ao vivo para o estado mais populoso do país foi superior à soma das partidas exibidas do líder e do vice-líder do Campeonato Brasileiro.

A marca só foi atingida porque SporTV e ESPN, os canais que dividem os direitos de transmissão do Campeonato Francês no Brasil, comprometeram-se a exibir todas as partidas de Neymar e cia. na Ligue 1 na atual temporada.

Além disso, os canais que estão exibindo a Champions (Esporte Interativo e Band, no momento, já que a Globo ainda não iniciou suas transmissões) têm priorizado os jogos do PSG em detrimento de outros clubes mais tradicionais da Europa, como Barcelona, Bayern de Munique, Manchester United e Juventus.

É por isso que todas as apresentações de Neymar com a camisa do PSG (e também as partidas em que ele foi poupado ou desfalcou a equipe) foram televisionadas ao vivo para todo o território brasileiro.

O espaço dedicado pela TV brasileira ao terceiro melhor jogador do mundo de 2017 já tem, inclusive, incomodado espectadores que não são tão entusiastas assim do futebol internacional.

A decisão da Globo de anunciar gols do PSG (com exibição da tradicional bolinha na parte de baixo da tela) durante transmissões de jogos do Campeonato Brasileiro já foi criticada por vários torcedores nas redes sociais.

A transformação do Paris Saint-Germain no queridinho na TV brasileira aconteceu depois que o clube francês desembolsou 222 milhões de euros (R$ 843 milhões) para ter Neymar e o transformou na contratação mais cara da história do futebol mundial.

Liderado por seu novo camisa 10, o PSG ainda está invicto na temporada 2017/18, lidera o Campeonato Francês, com quatro pontos de vantagem para o Monaco, e tem 100% de aproveitamento na Champions.


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“Mago” do Leicester copia modelo que deu certo e incomoda grandes na França
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Rafael Reis

Claudio Ranieri, o homem que levou o Leicester à histórica conquista do Campeonato Inglês, duas temporadas atrás, está aprontando de novo.

Em seu primeiro trabalho depois de deixar Mahrez, Vardy, Schmeichel e cia., o treinador italiano transformou o até então decadente Nantes em um incômodo para os grandes clubes da França.

Dono apenas do 11º elenco mais caro da Ligue 1, de acordo com o site “Transfermarkt”, especializado no Mercado da Bola, os Canários, como o time é conhecido, ocupam a terceira colocação depois de dez rodadas.

Com 20 pontos conquistados, o Nantes está atrás apenas dos gigantes Paris Saint-Germain e Monaco. Mas, até agora, tem deixado para trás Lyon, Olympique de Marselha, Bordeaux e Saint-Étienne, equipes com maiores orçamento e pretensões.

A equipe dirigida por Ranieri já está invicta há mais de dois meses no Campeonato Francês. Depois de perder para o Olympique de Marselha, ainda na segunda rodada, emendou seis vitórias e dois empates.

Assim como o Leicester de 2015/16, o Nantes possui um elenco modesto para a competição que disputa. Os 32 jogadores que formam seu time profissional estão avaliados em 56,7 milhões de euros (R$ 217 milhões).

Para se ter uma ideia do que isso representa, o elenco do PSG tem valor de mercado estimado de 648,4 milhões de euros (R$ 2,5 bilhões), o do Monaco está avaliado em 267,4 milhões de euros (R$ 1 bilhão) e o do Lyon, em 150 milhões de euros (R$ 573,8 milhões).

Os jogadores mais caros que Ranieri tem à disposição são o volante francês Valentin Rongier (5,5 milhões de euros) e o zagueiro brasileiro Diego Carlos, ex-base do São Paulo (5 milhões de euros).

Outros dois brasileiros fazem parte do elenco: o volante Andrei Girotto, de passagem pelo Palmeiras, e o lateral esquerdo (e agora meia-atacante) Lucas Lima, que defendeu Botafogo e Internacional.

Só que o elenco modesto não é a única semelhança entre o Leicester e a nova empreitada de Ranieri. O Nantes 2017/18 copia uma outra característica da zebra que conquistou a Premier League: o apreço por um futebol eficiente, mas nada encantador.

O terceiro colocado do Francês possui apenas o 14º melhor ataque da competição (nove gols em dez partidas). Em compensação, conta com a segunda defesa menos vazada entre os 20 clubes participantes (sete gols sofridos).

O time é também o 19º colocado no ranking de posse de bola. Segundo o “Who Scored?”, site especializado em estatísticas, o Nantes fica com a bola por 43,5% do tempo de uma partida, mais apenas que o Troyes. Já o acerto dos passes é o pior de toda a competição: 72,6%.

Motivo para preocupação? Nada disso. Foi assim que o Leicester construiu o mais belo conto de fadas do futebol mundial nos últimos tempos. E é assim que Ranieri vai reconstruindo esse sonho no Nantes, um clube oito vezes campeão francês, mas que não ganha nada desde 2001.


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Adversário do PSG, brasileiro chegou à França quando Neymar tinha 12 anos
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Rafael Reis

Quando Hilton desembarcou na França, Neymar não passava de um pré-adolescente talentoso de 12 anos que havia acabado de chegar nas categorias de base do Santos.

Treze anos depois, o zagueiro do Montpellier vai se encontrar neste sábado pela primeira vez com seu compatriota que foi contratado pelo Paris Saint-Germain para ser o “rei” do futebol que ele conhece tão bem.

“Estou feliz por conhecer Neymar, talvez ele também fique feliz por conhecer um jogador quarentão”, brincou Hilton, durante entrevista coletiva na última quinta-feira.

Com recém-completados 40 anos de idade e disputando o Campeonato Francês desde 2004, ele pode se orgulhar de algumas marcas que conquistou.

O defensor é o jogador brasileiro que há mais tempo atua na França e também o segundo atleta mais velho (de qualquer nacionalidade) inscrito nesta temporada da Ligue 1 –perde apenas para o meia-atacante Benjamin Nivet, do Troyes, que nasceu oito meses antes.

Natural de Brasília, o zagueiro começou a carreira na Chapecoense e atuou no Paraná Clube antes de se mandar para a Europa, em 2002, para defender o Servette, da Suíça. Dois anos depois, foi emprestado ao Bastia e começou sua trajetória na terra de Zinédine Zidane.

Ao longo de mais de uma década de Ligue 1, Hilton defendeu quatro clubes: Bastia, Lens, Olympique de Marselha e Montpellier, onde joga desde 2011. Ele já foi campeão nacional duas vezes, em 2010, pelo Marselha, e em 2012, pelo seu time atual.

O brasileiro já disputou 394 partidas de Campeonato Francês na carreira e foi eleito quatro vezes para a seleção da competição (2007, 2008, 2009 e 2012).

Apesar de estar na reta final de sua carreira (renovou contrato em maio por apenas mais uma temporada), Hilton ainda é uma figura importante para o Montpellier, 15º colocado e que sonha com resultados mais expressivos neste ano.

Após iniciar a temporada no banco de reservas, o veterano zagueiro, que carrega a braçadeira de capitão e é a voz do técnico Michel del Zakarian dentro de campo, recuperou a posição e foi titular nas duas últimas rodadas do Francês.

Contra o PSG, não deve ser diferente. O Montpellier conta com seu maior especialista em futebol francês, um brasileiro, para acabar com os 100% de aproveitamento da equipe de Neymar na temporada.

“Ninguém está esperando que a gente derrote o PSG. Mas talvez essa seja a surpresa da temporada”, completou o capitão.


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Nem Neymar, nem Cavani: Melhores batedores de pênalti do PSG estão no banco
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Rafael Reis

Neymar ou Edinson Cavani: quem é o melhor cobrador de pênaltis do Paris Saint-Germain?

A resposta para essa pergunta, discutida em todos os cantos desde que os dois se estranharam na partida contra o Lyon, domingo, não vai agradar os fãs do astro brasileiro e nem os apoiadores do centroavante uruguaio.

De acordo com levantamento de todos os penais cobrados por jogadores do elenco do PSG ao longo das últimas quatro temporadas, os batedores de pênaltis mais precisos do clube francês não são os astros da companhia, mas sim reservas que vêm sendo pouco utilizados pelo técnico Unai Emery.

O líder desse ranking é o meia Hatem Ben Arfa, que fazia parte da lista de “negociáveis” da equipe na última janela de transferências e nem pisou no gramado nesta temporada.

O camisa 21 converteu todos os sete pênaltis que bateu desde 2013/14. E, segundo dados do site “Transfermarkt”, não errou nenhuma das 13 cobranças que realizou ao longo de toda a carreira.

Outro que ostenta 100% de aproveitamento nas últimas quatro temporadas é o brasileiro Lucas, que só jogou 12 minutos desde a chegada de Neymar à França. O ex-jogador do São Paulo converteu os seis pênaltis que bateu defendendo o PSG.

Atual cobrador oficial dos penais do líder do Campeonato Francês, Cavani só aparece na terceira colocação no acerto das cobranças. O uruguaio transformou 22 das últimas 25 batidas em gol, um aproveitamento de 88%.

Contratação mais cara da história do futebol e “dono” informal do PSG dentro de campo, Neymar tem números bem inferiores aos do camisa 9. O astro desperdiçou seis das 22 cobranças que executou por Barcelona e seleção desde 2013. Ou seja, só balançou as redes em 72,7% dos seus penais.

Dentre todos os jogadores do clube francês que executaram pelo menos três cobranças de pênalti nas últimas quatro temporadas, o desempenho do atacante brasileiro só não é pior que o do argentino Ángel di María, que acertou duas de suas três batidas (66,7%) no período.

Neymar e Cavani se desentenderam na hora de definir quem bater o pênalti do PSG na vitória por 2 a 0 sobre o Lyon.  O brasileiro pediu para executar a cobrança, mas foi ignorado pelo uruguaio, que já havia tido uma atitude semelhante no jogo contra o Toulouse, há um mês. Para piorar, o camisa 9 desperdiçou a cobrança.

Ao contrário do que havia acontecido em agosto, o conflito não conseguiu ser rapidamente controlado por colegas de time e pelo treinador.

De acordo o o jornal francês L’Equipe, o clima esquentou depois da partida nos vestiários: Cavani teria tentado tirar satisfações com Neymar pela atitude, algo que irritou o brasileiro –a tarefa de impedir uma briga foi do zagueiro e capitão Thiago Silva, que separou os dois jogadores.

Melhores cobradores de pênaltis do elenco do PSG (desde 2013/14)
1º – Hatem Ben Arfa (FRA) – 100% de acerto (7 cobranças)
2º – Lucas (BRA) – 100% de acerto (6 cobranças)
3º – Edinson Cavani (URU) – 88% de acerto (25 cobranças)
4º – Neymar (BRA) – 72,7% de acerto (22 cobranças)
5º – Ángel di María (ARG) – 66,7% de acerto (3 cobranças)


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Mudança de regra coloca Neymar na briga por Chuteira de Ouro
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Rafael Reis

Uma alteração na regra da Chuteira de Ouro colocou Neymar e os outros jogadores que disputam o Campeonato Francês na briga pelo posto de maior artilheiro das ligas nacionais europeias na temporada 2017/18.

A associação dos principais veículos de mídia esportiva do Velho Continente, responsável pela distribuição do prêmio, decidiu reclassificar a Ligue 1 e colocá-la no mesmo patamar dos campeonatos de Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália e Portugal.

A partir desta temporada, cada gol marcado na primeira divisão francesa passa a valer 2 pontos na Chuteira de Ouro, como já era nas competições de elite dos cinco países citados acima.

Até 2016/17, o Francês estava no segundo escalão do prêmio, junto com o Holandês, o Turco, o Belga e vários outros campeonatos nacionais, e distribuía apenas 1,5 ponto para cada bola na rede.

Na prática, isso inviabilizava que um jogador da Ligue 1 tivesse chances reais de conquistar a Chuteira de Ouro.

Foi o que aconteceu na temporada passada, quando Edinson Cavani (Paris Saint-Germain) marcou 35 vezes no Francês e só ficou atrás de Lionel Messi (Barcelona) no número de gols em um campeonato nacional na Europa. No entanto, o uruguaio foi apenas o nono colocado no prêmio, com 52,5 pontos.

Com a nova classificação, o atual artilheiro da Ligue 1, Radamel Falcao García (Monaco), já aparece na quarta colocação do ranking da Chuteira de Ouro. Ele soma 18 pontos, sete a menos que o líder, o estoniano Albert Prosa (Tallin).

Maior contratação da história do futebol mundial e nome mais badalado do Francês na atualidade, o brasileiro Neymar ainda não aparece entre os 30 primeiros colocados do prêmio. O camisa 10 do PSG tem quatro gols na competição e oito pontos na classificação dos artilheiros.

O atual vencedor da Chuteira de Ouro é Messi, que somou 74 pontos (37 gols) na última temporada. O argentino divide com Cristiano Ronaldo (Real Madrid) o posto de maior vencedor do prêmio. Cada um deles já levou quatro troféus para casa.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Albert Prosa (EST, Tallinn) – 25 pontos (25 gols)
2º – Rauno Sappinen (EST, Flora) – 22 pontos (22 gols)
3º – Sean Maguire (IRL, Preston North End) – 20 pontos (20 gols)
4º – Radamel Falcao García (COL, Monaco) – 18 pontos (9 gols)
Andri Bjarnason (ISL, Grindavík) – 18 pontos (18 gols)
Gerard Gohou (CAZ, Kairat Almaty) – 18 pontos (18 gols)
7º – Rimo Hunt (EST, Levadia) – 17 pontos (17 gols)
8º – Mikhail Gordeichuk (BLR, BATE Borisov) – 16,5 pontos (11 gols)
Magnus Eriksson (SUE, Djugardens) – 16,5 pontos (11 gols)
Igor Angulo (ESP, Gornyk Zabrze) – 16,5 pontos (11 gols)


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Cinco anos depois, Neymar revê ex-companheiro que se queimou na seleção
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Rafael Reis

Em sua sexta partida oficial pelo Paris Saint-Germain, Neymar irá reencontrar um velho companheiro de seleção brasileira.

Caso seja escalado como titular pelo técnico do Lyon, Bruno Génésio, para a partida deste domingo, o lateral direito Rafael deve ser o responsável direto pela marcação do jogador mais caro da história do futebol mundial.

O defensor conhece Neymar há muito tempo. Sete anos atrás, quando o atacante recebeu sua primeira convocação para a seleção principal, o hoje atleta do Lyon também fazia parte da lista divulgada por Mano Menezes.

Em 2012, ambos fizeram parte do time que conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Londres.

E foi justamente essa competição que acabou sendo um divisor de águas na carreira de Rafael.

Até a Olimpíada britânica, o lateral era considerado um garoto-prodígio do futebol brasileiro e o sucessor direto de Maicon e Daniel Alves com a camisa 2 da seleção.

Afinal, não é todo mundo que é descoberto pelo Manchester United (ao lado do irmão gêmeo, Fábio) antes mesmo de completar a maioridade, muda para a Inglaterra e rapidamente se firma no elenco de um dos maiores clubes do planeta.

Só que uma atuação desastrosa na final olímpica colocou tudo isso por água abaixo. Com apenas 23 segundos de jogo, Rafael errou um passe bobo na intermediária e permitiu que o México marcasse o primeiro gol da vitória por 2 a 1 em Wembley.

Já no final da partida, quando a medalha de ouro havia virado um sonho distante, o lateral deu um passe de letra. Um lance de efeito que repercutiu muito mal: levou uma bronca pesada do zagueiro Juan e foi severamente criticado pela imprensa esportiva.

Tratado como vilão da derrota brasileira em Londres, Rafael nunca mais recebeu uma nova chance de vestir a camisa amarelinha. E essa oportunidade dificilmente virá nos próximos meses com Tite.

O lateral ainda ficou por mais três temporadas no Manchester United, mas, também no clube, foi perdendo espaço gradativamente. Em seu último ano de Inglaterra, só foi titular em seis partidas da Premier League.

Em 2015, mudou de ares e acabou contratado pelo Lyon por 3,2 milhões de euros (quase R$ 12 milhões, na cotação atual), praticamente a mesma quantia que o United havia desembolsado sete anos antes para tirá-lo das categorias de base do Fluminense.

Na França, Rafael voltou a jogar com frequência e fez duas temporadas razoáveis na nova equipe: são 51 partidas, com um gol e cinco assistências. Na atual, tem se revezado com o holandês Kenny Tete (ex-Ajax) no time titular.

Neste domingo, quando reencontrar Neymar, ele certamente irá se lembrar de quando atuava ao lado do parceiro na seleção e era apontado como a grande promessa brasileira para a lateral direita.


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Cruyff, Guardiola e Catalunha: Neymar reencontra Barça em 3º jogo pelo PSG
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Rafael Reis

Neymar disputa nesta sexta-feira sua terceira partida oficial com a camisa do Paris Saint-Germain. O adversário é o Saint-Étienne.

No entanto, o confronto válido pela quarta rodada do Campeonato Francês tem para o atacante brasileiro um ar de reencontro com o Barcelona.

Isso porque o Saint-Étienne, clube que divide com o Olympique de Marselha o posto de maior campeão da história da França (dez títulos para cada), tem como treinador um barcelonista de corpo e alma.

Óscar García, 44, tem sangue do Barça correndo nas veias. É catalão, foi formado nas canteras em La Masia, atuou quase 70 vezes pelo time principal, e, depois de pendurar as chuteiras, retornou ao clube para trabalhar nas categorias de base apadrinhado por Johan Cruyff.

Nascido em Sabadell, cidade localizada a apenas 20 km de Barcelona, o hoje comandante do Saint-Étienne é o mais velho de três irmãos que chegaram à base do clube no final da década de 1980 e rapidamente despontaram como promessas de craque.

Dos três irmãos García, apenas o caçula, Genís, não conseguiu chegar à equipe principal. Roger, o do meio, vestiu a camisa do Barça entre 1995 e 1999 e ainda passou por Espanyol, Villarreal e Ajax.

Já Óscar, o mais talentoso do trio, atuou no Barcelona entre 1993 e 1999. Meia-atacante de passe apurado e boa chegada ao ataque, fez mais de 20 gols pelo clube catalão e atuou ao lado de vários brasileiros, como Romário, Ronaldo e Rivaldo.

Em 2009, quatro anos depois de abandonar a carreira jogando pelo nanico Lleida, foi convidado por Johan Cruyff, seu antigo treinador no Barça, para auxiliá-lo na seleção da Catalunha.

No ano seguinte, seu mentor lhe conseguiu um cargo ainda mais sedutor, e Óscar retornou ao Barcelona para trabalhar nas categorias de base do clube.

A passagem do ex-meia por La Masia durou dois anos. Quando Guardiola deixou o time principal, em 2012, seu antigo companheiro decidiu que também havia chegado a hora de ir embora e partiu em voo solo rumo a Israel.

Óscar dirigiu por uma temporada o Maccabi Tel-Aviv. Também passou por Brighton e Watford, da Inglaterra, e comandou o Red Bull Salzburg. Em cinco anos de carreira como técnico, conquistou três títulos nacionais: dois austríacos e um israelense.

Como todo bom barcelonista de carteirinha, é adepto do jogo posicional que aprendeu com seu mestre, Cruyff, e que viu o amigo Guardiola aperfeiçoar ao longo da última década.

Foram essas características que quase o levaram mais uma vez de volta para casa. Durante o primeiro semestre, quando ficou claro que Luis Enrique não permaneceria no Barça, o nome de Óscar chegou a ser considerado para sucedê-lo no comando do time catalão.

Sim, Óscar García poderia até ter sido o treinador de Neymar nesta temporada. Mas acabou se tornando adversário. E um adversário que fará o novo astro do PSG se lembrar do seu antigo clube.


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Mais caçado da Europa, Neymar apanha 72% mais no PSG
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Rafael Reis

Dois jogos, três gols, três assistências e duas vitórias, uma delas por goleada. Neymar certamente está adorando o início de sua passagem pelo futebol francês. Mas suas canelas e tornozelos, provavelmente, não.

O brasileiro, que já era o jogador mais caçado do futebol europeu nas últimas temporadas, está apanhando ainda mais desde que vestiu a camisa 10 do Paris Saint-Germain.

Em suas duas primeiras partidas pelo PSG, Neymar sofreu 12 faltas: quatro na estreia contra o Guingamp, no último dia 12, e mais oito na goleada por 6 a 2 sobre o Toulouse, domingo, na capital francesa.

A média de seis faltas sofridas por jogo neste início de Ligue 1 é 72% superior ao número de porradas que o atacante costumava receber nos tempos de Barça.

Segundo o “Who Scored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, a média de faltas sofridas por Neymar no Campeonato Espanhol durante os quatro anos que defendeu o clube catalão foi de 3,5 por partida.

Mesmo na temporada passada, a que mais foi caçado pelos adversários, o atacante passou longe de sofrer tanto com os marcadores quanto neste começo de jornada na França. Em 2016/17, o brasileiro sofreu em média 4,2 faltas por jogo, mais que qualquer outro jogador das principais ligas nacionais da Europa.

O aumento considerável na quantidade de pancadas recebidas é um dos efeitos colaterais do papel de protagonista que Neymar assumiu em seu novo clube.

O camisa 10 é o jogador do PSG que mais finaliza, cria oportunidades de gol e dribla neste início de temporada. Também divide a artilharia do time com o uruguaio Edinson Cavani e lidera o ranking de assistências.

A situação é bem diferente da vivida pelo atleta no Barcelona, quando, apesar de ter alguns momentos de brilho individual, o atacante era uma espécie de coadjuvante de luxo de Lionel Messi, o verdadeiro “dono” do time.

Foi em busca desse protagonismo e para ter uma equipe trabalhando em torno dele que Neymar decidiu trocar o Barça, clube pelo qual conquistou a Liga dos Campeões de 2014, pelo desafio de transformar o PSG em uma potência global.

A transferência foi a mais cara da história do futebol mundial: 222 milhões de euros (R$ 825 milhões), o valor da multa rescisória paga pelo clube francês para que o contrato do astro com o Barcelona pudesse ser rompido.


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Como surgiu a lenda que meia do PSG era uma mulher?
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Rafael Reis

“Um dos maiores escândalos do futebol. Marco Verratti, que joga no PSG, é uma mulher.”

Quem gosta de futebol internacionalmente provavelmente já viu no feed de notícias do seu Facebook ou recebeu via Whatsapp essa “bomba”, com o título acima ou algum texto bastante semelhante a esse.

Não, o meio-campista italiano de 24 anos, um dos principais jogadores do novo time de Neymar, não é transexual. Ele nasceu em corpo masculino, sempre foi e continua sendo homem.

Mas então, como surgiu essa lenda?

A história foi publicada pela primeira vez em 2015 pelo “Football France”, um site francês especializado em “fake news”, notícias falsas criadas com a intenção de viralizar na internet e, assim, render uma boa audiência para seus produtores.

De acordo com a publicação, o verdadeiro nome de Verratti seria Maria. O artigo conta até com entrevistas falsas do próprio jogador (“o mais difícil é ter de raspar a cabeça e não usar maquiagem”) e de Ibrahimovic, então o maior astro do PSG (“Marco nunca tomou banho no vestiário”).

O mesmo “Football France” já andou espalhando outras histórias absurdas, que não viralizaram tanto quanto a questão do gênero de Verratti, como um suposto romance entre Messi e a cantora escocesa Susan Boyle e a condenação do ex-atacante Nicolas Anelka a 40 anos de prisão por comer uma vaca na Índia.

As lendas urbanas no futebol, no entanto, não são exclusividade desse site.

Uma das conhecidas é a história de que Cristianinho, o filho mais velho de Cristiano Ronaldo, seria na verdade um clone do jogador, que teria contratado uma barriga de aluguel para dar vida a uma cópia de si mesmo.

Outra lenda bastante difundida de que o Vaticano é o verdadeiro dono da Juventus e que o Papa Francisco, líder máximo da Igreja Católica, dá pitacos na administração do atual vice-campeão europeu.

Mas a mais conhecida de todas é anterior às redes sociais e ao conceito de “hard news”.

Em 1998, parte considerável dos brasileiros acreditaram que a seleção de Zagallo perdeu de propósito para a França na final da Copa do Mundo. O motivo? Um e-mail que rodou o país, no qual Gunther Schweitzer, um suposto funcionário da Globo, delatava o esquema de como a CBF havia “vendido” o Mundial por US$ 23 milhões (R$ 85 milhões, na cotação atual).


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