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Arquivo : campeonato espanhol

Ele sofreu o 1º gol de Messi como profissional. Hoje, é o “olho” de Zidane
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Rafael Reis

“Perdíamos por 1 a 0. Eu fiz a reposição rápida para tentar surpreender o Barcelona com um contra-ataque, mas eles recuperaram a bola no meio do campo. Messi pegou a bola perto da área, tabelou com Ronaldinho, que deu um passe por cima da defesa, e finalizou muito bem. Então, ele me encobriu. Foi algo surpreendente. Quando um jogador jovem fica nessa situação, ele normalmente fica nervoso e chuta forte. Mas ele fez justamente o contrário. Na hora, percebi que era um garoto especial. Já se via que ele tinha classe e que seria um grande jogador.”

Foi assim que o ex-goleiro Raúl Valbuena relatou ao jornal espanhol “Marca” o momento que colocou seu nome na história do futebol mundial.

No dia 1º de maior de 2005, o então jogador do Albacete foi o primeiro goleiro a ser vazado por Lionel Messi no futebol profissional.

O hoje consagrado camisa 10 do Barcelona era apenas um garoto de 17 anos, 10 meses e 7 dias recém-promovido das categorias de base, cercado de expectativas pelo talento que mostrava nas canteras e de dúvidas pelo porte físico nada avantajado, quando se deparou com Valbuena pela frente.

O toque leve sobre o goleiro, já nos acréscimos da partida, decretou a vitória por 2 a 0 do Barça sobre o Albacete, que seria rebaixado para a segunda divisão espanhola ao término daquela temporada, e colocou Messi pela primeira vez na lista dos artilheiros do clube catalão.

“Não me incomoda ser lembrado por esse gol. Afinal, foi só um gol. Para mim, é simplesmente uma piada graciosa da minha carreira”, disse.

Mas, treze anos depois do primeiro gol como profissional de Messi e dez anos após sua aposentadoria, Raúl Valbuena continua tendo o astro argentino como um adversário a ser temido.

É que, desde setembro de 2016, o ex-goleiro faz parte da comissão técnica de Zinédine Zidane no Real Madrid, o arquirrival do Barcelona e do seu camisa 10.

Valbuena, que passou pelas categorias de base do clube da capital espanhola quando jogador e tentou emplacar uma carreira de treinador depois de pendurar as luvas, é um dos olheiros que trabalham para Zidane.

Sua missão é abastecer o treinador francês com o máximo de informações possível sobre os próximos adversários do Real e também sobre jogadores que podem vir a ser contratados pelo clube.

Ou seja, o primeiro goleiro a sofrer um gol de Messi como profissional ainda hoje precisa ficar de olhos bem abertos no craque argentino.


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Decadência? CR7 tem menos gols que Paulinho e Willian José no Espanhol
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Rafael Reis

Nos últimos 11 anos, Cristiano Ronaldo sempre esteve entre os três maiores artilheiros de todas as ligas nacionais que disputou. Mas, na atual temporada, é preciso ir até a 27ª colocação na tabela de goleadores para encontrar seu nome.

Metade das 38 rodadas da temporada 2017/18 Campeonato Espanhol já se foi, e o melhor jogador do mundo marcou apenas quatro gols.

Willian José, Paulinho, Portu, Gerard Moreno, Antonio Sanabria, Ángel Rodríguez, Charles, Sergio León, Joan Jordán, Florin Andone, Loic Rémy… Todos eles balançaram as redes mais vezes do que o camisa 7 do Real Madrid na competição.

Mas qual é o motivo da seca de Cristiano Ronaldo? Será que, prestes a completar 33 anos, o astro finalmente entrou em uma fase de declínio físico que o impossibilita de continuar sendo um dos grandes goleadores do planeta?

É melhor não traçar nenhuma avaliação definitiva sobre isso. Afinal, vale lembrar que o jejum de gols de CR7 é uma exclusividade do Espanhol.

Na Liga dos Campeões da Europa, o faro artilheiro do português continua inabalável. O atacante já marcou nove vezes na principal competição interclubes da temporada e se tornou o primeiro jogador da história a deixar sua marca em todos os seis jogos da fase de grupos de uma edição.

Ou seja, o Cristiano Ronaldo da temporada 2017/18 não funciona no dia a dia, na rotina que é o Campeonato Espanhol, mas continua sendo brilhante nos momentos especiais, quando todos os olhos estão voltados para ele.

Bem, isso parece uma questão mais psicológica do que uma decadência técnica ou física.

O camisa 7 sempre foi um monstro faminto, um jogador sedento por vitórias, títulos e também por glórias individuais. Só que nesta edição do Campeonato Espanhol, parece ter jogado a toalha.

Nesta temporada, o Real não deverá conquistar o título nacional. Quarto colocado, com 32 pontos, 19 a menos que o Barcelona, líder da competição, já pode se dar por satisfeito caso consiga se classificar para a Champions.

O que resta a Cristiano Ronaldo em 2017/18 é concentrar sua força e determinação no sonho de vencer pela terceira vez consecutiva a competição continental e também na preparação para a Copa do Mundo.

Depois do Mundial da Rússia, é bem possível que ele encare um novo desafio.

De acordo com o jornal espanhol “Mundo Deportivo”, CR7 deseja um salário de cerca de 40 milhões de euros (R$ 158 milhões) para continuar no futebol espanhol, valor que o Real não cogita desembolsar.

Duas soluções já surgiram para o impasse. Uma é inclui-lo em uma possível negociação com o Paris Saint-Germain para ter o atacante brasileiro Neymar. A outra é uma transferência para o Manchester United.

Ou seja, apesar de ter menos gols que Paulinho e Willian José no Campeonato Espanhol, Cristiano Ronaldo segue em alta… pelo menos, no Mercado da Bola.


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Sevilla não quer Ganso, mas é 45% melhor com ele em campo
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Rafael Reis

“Ganso de saída do Sevilla”. “Ganso busca um novo clube para 2018”. “Futuro de Ganso deve ser um empréstimo para outro time”. As últimas notícias publicadas pela imprensa espanhola sobre o meio-campista brasileiro têm todas o mesmo tom.

O ex-jogador de Santos e São Paulo está fora dos planos do técnico Vincenzo Montella, parece com os dias contados no Sevilla e deve encontrar uma nova equipe para defender até o fechamento da janela de transferências do inverno europeu, no fim do mês.

Mas essa situação poderia ser diferente se o treinador italiano, no cargo há menos de um mês, analisasse o desempenho do time ao longo de temporada. Em 2017/18, o Sevilla é 45,4% melhor quando tem Ganso em campo.

Foram 11 partidas com o camisa 19 escalado como titular ou saindo do banco de reservas. Dessas, a equipe andaluz venceu sete, empatou três e perdeu apenas uma. Ou seja, conquistou 72,7% dos pontos que disputou.

O aproveitamento sem Ganso é bastante inferior: apenas 50%. Resultado das nove vitórias, três empates e oito derrotas em que abriu mão do meia.

É verdade que o brasileiro não enfrentou os adversários mais fortes da temporada (Barcelona, Real Madrid, Atlético de Madri e Liverpool), mas o clube também protagonizou alguns vexames contra rivais fracos sem ele –levou 5 a 1 do Spartak Moscou, na Champions, e perdeu por 1 a 0 para o Alavés, 16º colocado no Campeonato Espanhol.

O desempenho individual de Ganso também não é dos piores. O brasileiro participou ativamente de sete gols nos 11 jogos que disputou. Foram quatro bolas empurradas por ele próprio para as redes e mais três assistências.

A marca é melhor que as do dinamarquês Michael Krohn-Dehli (participação em dois gols) e do argentino Franco Vázquez (participação), que atuam na mesma faixa do campo e foram escalados mais vezes durante a temporada.

Entre os meias centrais do Sevilla, apenas o argentino Éver Banega tem desempenho melhor que o do camisa 19: três gols marcados e cinco passes para companheiros.

Titular no início da temporada e relegado ao banco de reservas durante dois meses, Ganso vinha recuperando espaço com o técnico Eduardo Berizzo no fim do ano. No entanto, a demissão do argentino e a contratação de Montella minaram essa reabilitação.

O ex-comandante de Roma, Fiorentina e Milan não considera que o brasileiro tem disposição física para aguentar o estilo de jogo intenso que pretende implantar no Sevilla.

A última partida de Ganso, a derrota por 3 a 1 para a Real Sociedad, em 20 de dezembro, foi também a despedida de Berizzo.

Nos quatro jogos do Sevilla sob comando de Montella, inclusive dois pela Copa do Rei, competição na qual os reservas costumam receber mais oportunidades, o meia não foi sequer relacionado.


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Por que astro de rival do Brasil na Copa é tão questionado no Real?
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Rafael Reis

Entra ano, sai ano, e o Real Madrid continua sua incansável busca por um novo goleiro. Só nas últimas temporadas, o clube perseguiu David de Gea (Manchester United), sonhou com Thibaut Courtois (Chelsea) e agora está em negociações avançadas com Kepa Arrizabalaga (Athletic Bilbao).

É assim desde que Keylor Navas desbancou o ídolo Iker Casillas e assumiu a titularidade do gigante espanhol, três anos atrás.

Mas afinal, por que o astro da seleção da Costa Rica, adversária do Brasil na fase de grupos da Copa do Mundo, goza de tão pouco prestígio com a torcida e a diretoria merengue?

Os números do arqueiro de 31 anos pelo Real não são nada ruins. Em 117 partidas com a famosa camisa branca, ele sofreu 108 gols.

A média de 0,92 gol sofrido por jogo não é muito diferente da Ter Stegen (0,87, do arquirrival Barcelona, que disputa os mesmos torneios que ele) e até é melhor que as dos desejados De Gea (0,99, no Manchester United) e Courtois (0,95, no Chelsea).

É difícil também se lembrar de algum momento em que Navas tenha realmente deixado o Real na mão. O costarriquenho até falha, como todos os goleiros, mas seus erros raramente custam caro ao time espanhol.

Desde que o ex-jogador do Levante assumiu a meta madridista, o clube conquistou dois títulos consecutivos da Liga dos Campeões da Europa, encerrou um jejum de cinco anos sem faturar o Espanhol e tirou do Barcelona o posto de “time a ser batido” no planeta.

A principal razão pela qual a diretoria do Real insiste há tanto tempo na necessidade de contratar um goleiro é mais extracampo do que relacionada ao desempenho do seu arqueiro titular.

Basicamente, o que os cartolas querem é “jogar para a torcida” e alimentar a máquina de marketing do clube com um nome consagrado (como seriam De Gea e Courtois), que venderia camisas e encheria a torcida de orgulho, ou com um jogador espanhol para agradar os apoiadores mais nacionalistas (Kepa).

Navas não é nem um, nem outro. O goleiro vem de um país de pouca tradição no futebol, a Costa Rica, e fez sua carreira atuando em times pouco relevantes no cenário internacional (Deportivo Saprissa, em sua terra natal, além de Levante e Albacete, na Espanha).

Vale lembrar que o hoje camisa 1 do Real não foi contratado para ser titular do Real, mas sim para fazer sombra ao veterano Casillas até a chegada de um novo dono para a posição. Foi na marra que ele conquistou seu espaço e vem se mantendo desde então.

Até quando? Só o tempo dirá.

Brasil e Costa Rica se enfrentam no dia 22 de junho, em São Petesburgo, pela segunda rodada da Copa-2018. Sérvia e Suíça são as outras seleções da chave.


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Coutinho já foi visto como decepção na Europa e esperou 9 meses por 1º gol
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Rafael Reis

Protagonista da principal novela do início da janela de transferências de janeiro no futebol europeu, o meia Philippe Coutinho não foi sempre essa unanimidade que tanto desperta o desejo do Barcelona.

O camisa 10 do Liverpool, que pode trocar a Inglaterra pela Espanha em uma transferência de 160 milhões de euros (R$ 608 milhões), já foi classificado como decepção no futebol italiano e demorou para se firmar na Europa.

Contratado pela Inter de Milão quando tinha apenas 16 anos, o hoje titular da seleção brasileira permaneceu no Vasco, seu clube formador, até alcançar a maioridade e poder ser inscrito por seu novo clube.

Em 2010, com 18 anos recém-completados, Coutinho desembarcou no “Calcio” cercado de expectativas. A Inter, então campeã europeia, imaginava ter em mãos uma espécie de “segundo Neymar” –o original já se destacava com a camisa do Santos e havia sido cotado para participar da Copa do Mundo.

Só que o meia jamais conseguiu desabrochar em Milão. E, no lugar de futuro craque do time nerazzurro, virou uma grande decepção.

A primeira temporada de Coutinho na Itália foi prejudicada por uma lesão de joelho que o deixou fora de ação por dois meses. Mesmo assim, ele ainda disputou 20 partidas. Só que sua produtividade deixou a desejar: ele só marcou um gol (depois de nove meses no clube) e deu duas assistências.

O desempenho do hoje astro do futebol mundial não foi diferente do de Gabigol em sua temporada de estreia na Europa. O atacante fez 10 jogos pela Inter em 2016/17 e também balançou as redes apenas uma vez.

Coutinho até melhorou depois que passou o primeiro semestre de 2012 emprestado ao Espanyol (5 gols e 1 assistências em 16 jogos), mas não o suficiente para conquistar seu espaço no elenco da Inter.

Sorte do Liverpool, que em janeiro de 2013 aceitou pagar 13 milhões de euros (R$ 50,8 milhões, na conversão atual) para ter o garoto que não conseguia colocar em prática todo o seu potencial.

Mas isso era só uma questão de tempo. Na Inglaterra, o camisa 10 enfim virou o jogador que a Inter imaginava que ele seria quando o contratou ainda adolescente.

Nos últimos cinco anos, Coutinho disputou 201 partidas pelo Liverpool, fez 54 gols e deu 46 passes para seus companheiros irem às redes.  Além disso, foi escolhido duas vezes o jogador do ano do clube inglês para torcedores e pelo elenco. Também virou titular da seleção brasileira e um dos armadores mais cobiçados do futebol mundial.

É por isso que o Barcelona faz tanta questão de tê-lo em seu elenco desde que vendeu Neymar para o Paris Saint-Germain. O negócio não saiu na janela de transferências do inverno europeu, mas voltou com tudo na reabertura do mercado, nesta semana.

Coutinho já nem participou da última partida do Liverpool e até apareceu em um anúncio da Nike para promover o uniforme do Barça. Mas a negociação não está fechada. A proposta atual é de 160 milhões de euros…. isso mesmo, 160 milhões de euros por um astro que já foi tratado como decepção no futebol europeu.


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“Terceiro atacante”, Paulinho finaliza como centroavante no Barcelona
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Rafael Reis

Contratação mais contestada do Barcelona para a temporada 2017/18, Paulinho conquistou a torcida e a imprensa catalã ao mostrar dentro de campo que é mais do que um mero meio-campista.

O jogador de 29 anos, que estava “escondido” na China e custou 40 milhões de euros (R$ 157,4 milhões), tornou-se uma espécie de terceiro atacante no esquema do técnico Ernesto Valverde.

O brasileiro já balançou as redes seis vezes em 22 partidas pelo Barça e só fica atrás de Lionel Messi (19) e Luis Suárez (10) na tabela de artilheiros do clube na atual temporada.

O camisa 15 também é o terceiro jogador do elenco do time catalão que mais chuta a gol. De acordo com o “Who Scored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, o ex-corintiano tem média de 1,4 finalização por partida.

Novamente, Paulinho só tem desempenho inferior ao dos integrantes da consagrada dupla de ataque culé. Messi finaliza em média 6,4 vezes por jogo e Suárez, 3,9.

Mas é uma outra estatística que melhor mostra que o titular da seleção brasileira é mais atacante que meio-campista no líder do Campeonato Espanhol.

Quase 86% de todas as finalizações de Paulinho nos jogos do Barcelona são feitas de dentro da área. E o mais impressionante: mais de 20% acontecem na pequena área, território quase que exclusivo dos centroavantes (e dos zagueiros durante as cobranças de escanteio).

Nem Messi, nem Suárez, homens que sempre atuaram no setor ofensivo, frequentam tanto as proximidades do gol adversário na hora de finalizar.

Apenas 60,9% dos chutes do craque argentino são dados de dentro da área (6,3% na pequena área). Já no caso do camisa 9 uruguaio, as finalizações na área adversária representam 79,5% do total (15,4% na pequena área).

A capacidade de Paulinho de deixar a linha de meio-campistas, onde normalmente é escalado, para se infiltrar no ataque e fazer companhia a Messi e Suárez virou uma válvula de escape para o jogo do Barcelona nesta temporada.

Isso porque a venda de Neymar para o Paris Saint-Germain e a grave contusão sofrida por Dembélé deixaram o time órfão de um terceiro atacante.

Valverde até tentou completar o trio ofensivo com Deulofeu ou Paco Alcácer, mas a estratégia não surtiu efeito. A solução então foi recorrer ao 4-4-2 e explorar o que Paulinho tem de melhor: a infiltração na área adversária.

O recurso não tem dado certo só para o brasileiro, que caiu nas graças do torcedor que tanto desconfiou da sua contratação, mas para a equipe toda.

O Barcelona lidera o Campeonato Espanhol, com 45 pontos conquistados dos 51 possíveis. A vantagem para o Atlético de Madri, segundo colocado, já é de nove pontos. Já o Real Madrid, seu rival mais tradicional, está 14 pontos atrás.

Nesta quinta-feira, o time disputa sua primeira partida em 2018. O adversário é o Celta, em Vigo, e o confronto vale pelas oitavas de final da Copa do Rei.

FINALIZAÇÕES DOS JOGADORES DE ATAQUE DO BARCELONA

Lionel Messi – 6,4 por jogo (60,9% dentro da área, 6,3% da pequena área)
Luis Suárez – 3,9 por jogo (79,5% dentro da área, 15,4% da pequena área)
Paulinho – 1,4 por jogo (85,7% dentro da área, 21,4% da pequena área)


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Clássico espanhol vê Messi e CR7 com menor faro de gol em 9 anos
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Rafael Reis

Sábado é dia de Real Madrid x Barcelona, dia do confronto entre Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, os dois melhores jogadores do planeta e também os maiores artilheiros do futebol europeu.

A primeira parte da definição do aguardado encontro quase natalino entre o astro português e a estrela argentina continua sendo verdade para a maior parte dos fãs do futebol. Já a segunda…

Acostumados a balançar as redes em uma frequência quase sobre-humana, o camisa 7 do Real e o número 10 do Barcelona vivem atualmente a fase menos goleadora dos últimos nove anos de suas carreiras.

Em 2017/18, Cristiano Ronaldo, que tem treinado separado durante a semana e ainda é dúvida no clássico, participou de 21 partidas oficiais pelo time espanhol e marcou 16 vezes.

A média de 0,76 gol por partida seria excepcional para 99% dos atacantes do planeta, mas é 16% menor do que a registrada por ele na temporada passada (0,91) e 32,7% inferior ao seu momento mais artilheiro (1,13 gol por jogo em 2014/15).

Desde 2008/09, quando ainda vestia a camisa do Manchester United e era um atacante que jogava quase que exclusivamente pelos lados do campo, o português não fazia tão poucos gols.

Naquela temporada, que marcou sua despedida dos gramados da Inglaterra, Cristiano Ronaldo registou uma média pouco inferior a um gol a cada duas partidas.

A queda no faro artilheiro de Messi em 2017/18 é ainda maior do que a vivida por seu tradicional rival nos prêmios de melhor jogador do mundo.

O argentino, que anotou 18 vezes em 24 partidas pelo Barcelona na temporada, ostenta média de 0,75 bola na rede por jogo disputado. A marca é 27,8% mais baixa do que a do ano anterior (1,04). Já em relação a 2011/12, seu auge como artilheiro (1,22), o declínio é de 38,5%.

A seca de Messi criou algumas situações raríssimas em sua carreira como profissional. Uma delas é o fato de o argentino só ter marcado em duas das últimas oito vezes que foi campo. Outra é ter passado em branco em três jogos consecutivos da fase de grupos da Liga dos Campeões.

A redução no ritmo de gols da dupla que protagonizou o futebol mundial nesta década é expressiva, já que mostra o efeito do tempo sobre dois craques já trintões. Mas não significa que eles não devam mais ser temidos.

Apesar de não ser mais tão goleador quanto em um passado recente, Messi ainda é o artilheiro desta edição do Campeonato Espanhol, com 14 gols e está no top 10 da Chuteira de Ouro.

Já Cristiano Ronaldo lidera a artilharia da Champions, com nove gols, tornou-se no começo do mês o primeiro jogador da história a marcar em todos os seis jogos da fase de grupos da competição e acaba de dar ao Real o título do Mundial de Clubes –foi dele o gol da vitória sobre o Grêmio.

Ou seja, Messi e CR7 podem até não fazerem mais tantos gols como antes. Mas ainda são grandes, enormes, gigantes e vão abrilhantar o Real Madrid x Barcelona deste sábado.

Média de gols por temporada

2017/18: Messi – 0,75/ Cristiano Ronaldo – 0,76
2016/17: Messi – 1,04/ Cristiano Ronaldo – 0,91
2015/16: Messi – 0,84/ Cristiano Ronaldo – 1,06
2014/15: Messi – 1,02/ Cristiano Ronaldo – 1,13
2013/14: Messi – 0,89/ Cristiano Ronaldo – 1,08
2012/13: Messi – 1,20/ Cristiano Ronaldo – 1
2011/12: Messi – 1,22/ Cristiano Ronaldo – 1,09
2010/11: Messi – 0,94/ Cristiano Ronaldo – 0,98
2009/10: Messi – 0,89/ Cristiano Ronaldo – 0,94
2008/09: Messi – 0,74/ Cristiano Ronaldo – 0,49


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Barcelona e Real têm algum jogador que ainda não estreou por seleção?
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Rafael Reis

Os treinos dos grandes clubes europeus parecem um deserto durante as Datas Fifa. Afinal, se um jogador tem qualidade suficiente para atuar em um dos maiores times do planeta é bem provável também que faça parte da seleção do país que escolheu defender.

Essa situação é corriqueira no Barcelona e no Real Madrid. Os adversários do clássico deste sábado, válido pela 17ª rodada do Campeonato Espanhol, têm atletas espalhados por várias seleções e serão representados em peso na próxima Copa do Mundo.

Assim, a pergunta não é se determinado jogador de Barça ou Real foi convocado para a seleção, mas sim o contrário.

E será que existe algum atleta nos elencos dos dois maiores clubes da Espanha que jamais defendeu a seleção do seu país?

A resposta para essa questão é sim, mas eles não são tantos e podem ser contados usando apenas os dedos das mãos.

Dos 49 jogadores que compõem os elencos profissionais dos adversários deste sábado, apenas sete jamais atuaram por uma seleção principal.

A maioria absoluta deles está no Real Madrid, que possui nesta temporada um grupo de jogadores repleto de jovens que até pouco tempo atrás militavam nas canteras (categorias de base) ou em clubes de menor escalão.

Seis jogadores que hoje estão à disposição de Zinédine Zidane ainda sonham com a primeira oportunidade em seleção: o zagueiro Jesús Vallejo, o lateral esquerdo Theo Hernández, os meias Marcos Llorente e Dani Ceballos, o atacante Borja Mayoral e o goleiro Luca Zidane, filho do treinador e segundo reserva da posição.

Todos eles, porém, têm história em seleções de base. Vallejo, Llorente, Ceballos e Mayoral foram vice-campeões europeus sub-21 com a Espanha em junho. Zidane já disputou um Mundial sub-17 com a França, e Hernández já disputou vários amistosos com as equipes menores francesas.

A situação no Barcelona é ainda mais extrema. Apesar de ter alguns jogadores que raramente são convocados e por isso treinam no clube durante as Datas Fifa, como Aleix Vidal, Sergi Roberto e Gerard Deulofeu, o time tem apenas um jogador em todo seu elenco que ainda não estreou pela seleção.

O terceiro goleiro, Adrián Ortolá, é o estranho nesse ninho. O arqueiro de 24 anos, que até costuma atuar mais pelo Barça B do que pela equipe principal, até disputou o Mundial sub-20 de 2013 pela Espanha, mas ainda não passou nem perto de ser lembrado por Julen Lopetegui para o time adulto.


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Como um time de refugos e emprestados virou a ameaça ao Barça na Espanha
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Rafael Reis

Real Madrid? Atlético de Madri? Sevilla? Que nada. A maior ameaça à liderança do Barcelona na temporada 2017/18 do Campeonato Espanhol é um time formado basicamente por refugos e jogadores emprestados por outros clubes.

É exatamente por enxergar talento em atletas encostados no banco de reservas de outras equipes que o Valencia entrou na 12ª rodada ocupando a segunda colocação da liga e com uma desvantagem de apenas quatro pontos para o estrelado elenco liderado por Messi e Suárez.

Vários dos jogadores mais importantes do time dirigido por Marcelino García Toral viveram essa experiência de serem tratados como descartáveis pelo clube que defendiam antes de darem a volta por cima na Espanha.

É o caso por exemplo do português Gonçalo Guedes. Autor de três gols e cinco assistências na atual temporada, o meia-atacante foi contratado em janeiro pelo Paris Saint-Germain por 30 milhões de euros (R$ 116 milhões), mas só jogou duas vezes como titular antes de ser emprestado ao Valencia.

O goleador da equipe, Simone Zaza, tem uma história não muito diferente. O centroavante italiano nunca foi além da terceira opção de ataque da Juventus, clube que defendeu em 2015 e 2016, até ser cedido aos espanhóis na temporada passada. Deu tão certo que acabou contratado em julho.

Quem também frequentava os bancos de reservas em Turim antes de chegar à Espanha é o brasileiro Neto. O goleiro ficou dois anos inteiros à sombra de Buffon na Juve, mas cansou de esperar pela aposentadoria do ídolo italiano e se mandou para o Valencia quatro meses atrás. Depois de dez partidas, ainda está invicto no novo clube.

As trajetórias de Andreas Pereira (emprestado pelo Manchester United), Martín Montoya (ex-Barcelona e Inter de Milão), Geoffrey Kondogbia (emprestado pela Inter de Milão) e do zagueiro Gabriel Paulista (Arsenal) também são parecidas. Todos passaram por clubes do primeiro escalão do futebol mundial e não deram muito certo por lá antes de reforçarem o time espanhol.

Campeão nacional pela última vez em 2004, o Valencia volta a incomodar Barcelona, Real Madrid e Atlético depois de uma das piores temporadas de sua história recente. Em 2016/17, o time chegou a flertar com o rebaixamento, emendou quatro derrotas consecutivas, teve três técnicos diferentes e terminou o Espanhol em uma modesta 12ª colocação.

Curiosamente, o investimento para mudar essa situação e voltar a brigar na parte de cima da tabela nem foi tão alto assim.

Na última janela de transferências, o Valencia gastou 39 milhões de euros (R$ 150 milhões), menos que Barça, Real, Atlético, Sevilla e Villarreal. Mas o suficiente para garimpar refugos e montar o time que se tornou a sensação do futebol espanhol.


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Você se lembra da última partida em que o Real Madrid não fez gol?
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Rafael Reis

Vencedor das duas últimas edições da Liga dos Campeões da Europa, o Real Madrid vai a campo nesta quarta-feira para superar um recorde mundial do Santos de Pelé.

Caso faça pelo menos um gol contra o Betis, no Santiago Bernabéu, em partida válida pela quinta rodada do Campeonato Espanhol, a equipe dirigida por Zinédine Zidane irá superar a marca de 73 jogos consecutivos balançando as redes estabelecida pelo time brasileiro no início da década de 1960.

Nessas 73 partidas consecutivas em que seu ataque funcionou (45 no Campeonato Espanhol, 16 na Champions, 6 na Copa do Rei, 2 na Supercopa Europeia, 2 no Mundial de Clubes e 2 na Supercopa Espanhola), o time de Cristiano Ronaldo marcou 200 vezes, média de 2,74 por jogo.

Entre 1961 e 1963, quando o Santos emendou 73 apresentações consecutivas deixando sua marca nas defesas adversárias, Pelé e cia. comemoraram 245 gols, ou seja, uma média de 3,35 por partida.

Apesar de estar longe da frequência de gols do Santos de meio século atrás, o Real está a 90 minutos de alcançar uma marca impressionante. E você lembra da última vez que o time espanhol passou em branco?

O atual bicampeão europeu fez gols em todos os jogos oficiais que disputou nos últimos 17 meses. Um ano e cinco meses atrás, no dia 26 de abril de 2016, ele empatou por 0 a 0 com o Manchester City.

A partida, disputada na Inglaterra, era o primeiro dos dois confrontos que valiam a classificação para a final da Champions –na volta, o Real venceu por 1 a 0 e selou sua ida para a decisão contra o Atlético de Madri.

Na ocasião, os espanhóis não puderam contar com seu astro máximo e principal goleador, Cristiano Ronaldo, que se recuperava de uma lesão muscular na coxa. Para piorar as coisas, Karim Benzema teve de ser substituído no intervalo devido a dores no joelho.

Mesmo com poder de fogo reduzido, o Real esteve mais perto de balançar as redes do que o City. Foram 11 finalizações espanholas, com direito a uma bola na travem contra apenas cinco inglesas.

O então futuro campeão europeu só não saiu de campo com pelo menos um golzinho graças à ótima atuação do goleiro Joe Hart (hoje no West Ham), que fez pelo menos três defesas milagrosas.

Dos 13 jogadores usados por Zidane na partida (11 titulares e dois reservas que saíram do banco), apenas dois já deixaram o clube: o zagueiro Pepe, hoje no Besiktas, e o atacante Jesé, que agora pertence ao Paris Saint-Germain, mas está emprestado ao Stoke City.

Todos os outros estarão dentro de campo ou na torcida para que o Real balance as redes nesta quarta e supere a marca histórica do Santos de Pelé.


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