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Vale nada? 5 motivos para acompanhar Barcelona x Real Madrid
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Rafael Reis

O Barcelona já conquistou o título espanhol desta temporada. O Real Madrid está com a cabeça longe, no dia 26 de maio, quando enfrentará o Liverpool em sua terceira decisão consecutiva de Liga dos Campeões da Europa.

Será que desta vez o maior clássico do planeta, que será disputado neste domingo, a partir das 15h45 (de Brasília), será uma partida sem importância?

É claro que não. Muita coisa estará em jogo no gramado do Camp Nou. Afinal, Barça x Real nunca é apenas mais uma partida.

Conheça abaixo cinco razões que fazem o clássico deste domingo não ser um “jogo sem importância”.

CAMPEÃO INVICTO?
O Barcelona tem uma meta nesta reta final de temporada: ser o primeiro campeão espanhol invicto da “era moderna”, ou seja, desde que a competição passou a ter um número mais alto (16, ou os atuais 20) de times e, consequentemente, de partidas. Faltando quatro rodadas para o encerramento da temporada, o time de Ernesto Valverde soma 26 vitórias e oito empates. O Real é a maior ameaça a essa marca história e adoraria colocar estragar um pouco a festa catalã.

REAL FORA DA CHAMPIONS?
Apesar de estar na final da Champions, o Real Madrid ainda não está garantido na fase de grupos da próxima edição do torneio interclubes mais importante do planeta. Para assegurar sua posição entre os melhores do continente e não ter de disputar nenhum playoff preliminar na temporada 2018/19, os comandados de Zidane precisam ser campeões europeus ou terminar o Espanhol entre os três primeiros colocados. No momento, o Real é o terceiro, mas ainda pode ser alcançado pelo Valencia.

CHUTEIRA DE OURO
Lionel Messi está travando um duelo particular com Mohamed Salah pelo prêmio concedido ao maior artilheiro dos campeonatos nacionais da Europa na temporada. Por enquanto, quem está levando a Chuteira de Ouro para casa é o craque do Barcelona, que tem um gol a mais do que o egípcio do Liverpool. Mas a disputa ainda está aberta.

SECA DE CRISTIANO DE RONALDO
O astro do Real Madrid passou em branco nos três últimos clássicos contra o Barcelona válidos pelo Campeonato Espanhol e também não fez sequer um golzinho nos dois confrontos contra o Bayern de Munique, pela semifinal da Liga dos Campeões. Para um artilheiro do porte de Cristiano Ronaldo, qualquer jejunzinho já é um incômodo.

O ADEUS DE INIESTA
De saída para o futebol chinês, Andrés Iniesta fará o seu 38º (e, muito provavelmente, último) clássico contra o Real Madrid. O retrospecto do meia, que só defendeu o Barcelona ao longo da carreira, contra o maior rival catalão é amplamente favorável: 16 vitórias, nove empates e 12 derrotas. O capitão do Barça marcou três gols ante o Real e deu oito assistências.


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Números provam: Cristiano Ronaldo também é “Penaldo”
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Rafael Reis

Cristiano Ronaldo já foi eleito cinco vezes o melhor jogador do mundo e é o atual bicampeão do prêmio entregue pela Fifa. O português também é o maior artilheiro da história da Liga dos Campeões da Europa e caminha para a sexta temporada consecutiva como goleador do torneio.

No entanto, apesar de um número incalculável de glórias e de ter fãs espalhados pelo mundo inteiro, a estrela do Real Madrid também é o “Penaldo”.

O apelido, famoso nas redes sociais e dado por torcedores que não são muito chegados em seu futebol, pode até ser depreciativo… mas está longe de não ser merecido.

Afinal, dentre os dez maiores artilheiros do futebol europeu nesta temporada, nenhum faz mais gols de pênalti que o astro português.

Só nos últimos três anos, Cristiano Ronaldo converteu 25 penalidades.

Além dele, apenas o polonês Robert Lewandowski, do Bayern de Munique, marcou mais de duas dezenas de gols de pênalti no período (24).

Lionel Messi, Harry Kane, Luis Suárez, Edinson Cavani, Mauro Icardi e Mohamed Salah, outros goleadores que fazem parte do primeiro escalão do futebol mundial, não passaram nem perto dessa marca.

O número de gols de pênalti assinalados por CR7 poderia ser ainda maior se ele não tivesse desperdiçado oito cobranças desde o segundo semestre de 2015.

Conclusão: Cristiano Ronaldo faz muitos gols de pênalti. Mas isso porque o Real Madrid e a seleção portuguesa, times que defende, sofrem muitas faltas dentro da área. E essa não é uma característica apenas de hoje.

Ao longo da carreira, o craque de 33 anos já marcou 650 gols como profissional. Desses, 103 nasceram de cobranças de pênalti. Ou seja, mais de 15% de todas as bolas que CR7 empurrou para as redes vieram de penalidades.

A comparação com Messi, seu arquirrival nos prêmios de melhor do mundo na última década, é inevitável. O argentino tem 607 gols na carreira, 78 de pênalti. No caso dele, os gols nascidos das cobranças de 11 m representam “só” 12,8% do total.

O elevado número de gols de pênalti de Cristiano Ronaldo não desvaloriza sua qualidade como jogador e nem seu poder de decisão. Apenas mostra uma faceta do seu futebol, como ficou claro no recente confronto com a Juventus, pelas quartas de final da Champions.

Na partida de ida, o português marcou duas vezes. Uma delas, a bicicleta perfeita que fez o mundo ficar de olhos esbugalhados. Já no confronto de volta, CR7 fez no último minuto do segundo tempo o gol que classificou o Real Madrid… de pênalti.

O cara capaz de produzir obras primas, mas que não abre mão de uma boa e velha penalidade. Esse é Cristiano Ronaldo, o “Penaldo”.

GOLS DE PÊNALTI (NAS ÚLTIMAS 3 TEMPORADAS):

1 – Cristiano Ronaldo (POR/Real Madrid) – 25 gols
2 – Robert Lewandowski (POL/Bayern de Munique) – 24
3 – Lionel Messi (ARG/Barcelona)
Jonas (BRA/Benfica) – 18
5 – Harry Kane (ING/Tottenam) – 17
6 – Ciro Immobile (ITA/Lazio) – 16
7 – Edinson Cavani (URU/Paris Saint-Germain) – 14
8 – Mauro Icardi (ARG/Inter de Milão) – 9
9 – Luis Suárez (URU/Barcelona) – 6
10 – Mohamed Salah (EGI/Liverpool) – 3


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Qual é o time que mais evoluiu nesta temporada? E o que mais caiu?
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Rafael Reis

Da 12ª colocação na temporada passada do Campeonato Espanhol para o atual terceiro lugar. Das duas trocas de técnico de 2016/17 para o trabalho estável de Marcelino Toral que deve colocar o clube na próxima edição da Liga dos Campeões.

O Valencia, dos brasileiros Neto, Gabriel Paulista e Andreas Pereira, é a equipe que mais evoluiu nesta temporada europeia.

É o que mostra um estudo feito pelo “Blog do Rafael Reis” com os cinco principais campeonatos nacionais do Velho Continente (Inglês, Italiano, Alemão e Francês, além do Espanhol).

A análise comparou o aproveitamento de pontos de cada time na edição anterior e na atual das ligas nacionais. A partir desse cálculo, foi possível chegar aos clubes que mais evoluíram e também aos que mais perderam fôlego nesta temporada.

A pesquisa apontou que o Valencia é o time da primeira divisão das grandes ligas europeias que mais subiu de produção em 2017/18. O aproveitamento do time espanhol subiu de 40,3% para 69,9%. Um salto de 73,2%.

O top 5 dos clubes com maior evolução conta ainda com mais um espanhol, o Betis (52,7%), além de Burnley (45,5%), Schalke 04 (41,8%) e Montpellier (40%).

Apesar da queda nas quartas de final da Champions, o Manchester City foi o time do primeiro escalão europeu que mais subiu de desempenho nesta temporada. O virtual campeão inglês melhorou em 22,2% seu aproveitamento na Premier League.

Curiosamente, os quatro clubes que ainda continuam na briga pelo título mais importante desta temporada não estão tendo desempenhos especialmente bons em suas ligas nacionais.

Real Madrid e Roma registram queda na casa dos 15% no aproveitamento em relação à temporada passada. Já Bayern de Munique e Liverpool cresceram na comparação com 2016/17, mas só um pouquinho –2,9% no caso dos alemães e 1,5% para os ingleses.

O oposto perfeito do Valencia também vem da Espanha. O time que mais perdeu rendimento nesta temporada é o Málaga, lanterna do campeonato onde jogam Cristiano Ronaldo e Lionel Messi.

O declínio da equipe é assustador: 54,7%. Na última temporada, o Málaga conquistou 40,3% dos pontos possíveis e foi o 11º colocado. Na atual, o lanterna só somou 17 dos 93 pontos que disputou.

Dentre as grandes forças da Europa, quem protagoniza a maior queda de desempenho é o Chelsea. Atual campeão inglês, o time dirigido por Antonio Conte é só o quinto colocado na Premier League deste ano e tem chances remotas de disputar a próxima Champions

Resultado direto da queda de 27,2% no aproveitamento de pontos em relação à vitoriosa campanha anterior.

OS TIMES QUE MAIS EVOLUÍRAM NA TEMPORADA:
1 – Valencia (ESP): +73,2% de aproveitamento
2 – Betis (ESP): +52,7%
3 – Burnley (ING): +45,5%
4 – Schalke 04 (ALE): +41,8%
5 – Montpellier (FRA): +40%
9 – Manchester City (ING): +27,9%
12 – Manchester United (ING): +22,2%

OS TIMES QUE MAIS CAÍRAM NA TEMPORADA:
66 – Sevilla (ESP): -21,7%
73 – Chelsea (ING): -27,2%
80 – Las Palmas (ESP): -34%
81 – Metz (FRA): -39,2%
82 – West Bromwich (ING): -46,3%
83 – Colônia (ALE): -49,8%
84 – Málaga (ESP): -54,7% de aproveitamento


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Às vésperas da Copa, futebol europeu sofre com queda de gols
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Rafael Reis

Dos 47 jogos válidos pelos cinco principais campeonatos nacionais da Europa disputados no último fim de semana, cinco terminaram sem um golzinho sequer e outros quatro viram apenas uma bola na rede cada.

Os números podem até não te impressionar, mas representam uma importante mudança de paradigma. Às vésperas da Copa da Rússia-2018, a elite do futebol mundial vem sofrendo com a falta de gols.

A média de bolas na rede da primeira divisão dos campeonatos Inglês, Espanhol, Italiano, Alemão e Francês, que foi de 2,83 por partida na temporada passada, despencou para 2,68 em 2017/18.

Isso significa que as cinco grandes ligas da Europa já perderam na atual temporada 221 gols em relação ao ano passado.

O Campeonato Espanhol foi o que sofreu a maior queda: de 2,94 tentos por partida para 2,66. Já o Alemão tem hoje a quarta pior média de gols de sua história (2,69), a mais baixa dos últimos 15 anos.

Dos 20 times que disputam a elite do futebol italiano, oito têm média inferior a um gol por jogo nesta temporada. Na Espanha, o Málaga ostenta uma marca de dar pena: comemorou apenas 17 vezes em 30 rodadas.

Os goleadores também têm deixado a desejar. Na Bundesliga, o polonês Robert Lewandowski (Bayern de Munique) é o único jogador que já passou dos 13 gols. Na França, o uruguaio Edinson Cavani (PSG) deve repetir a artilharia da temporada passada, mas vai passar longe da marca de 35 gols –está atualmente com 24.

Mas, afinal, qual é a razão para essa queda tão abrupta de gols em um período tão curto de tempo (apenas um ano)?

A questão não é tão simples assim para ser resumida a apenas um motivo. Há várias possibilidades que podem ter impactado o jeito de se jogar futebol na Europa e, consequentemente, o número de bolas nas redes.

A primeira é a consolidação dos esquemas com três zagueiros, novidade tática do Chelsea na temporada passada. A simples escalação de mais um homem na defesa não torna automaticamente nenhum time mais defensivo. No entanto, equipes inferiores tecnicamente tendem a usar essa formação para criar retrancas.

Além disso, boa parte dos grandes fazedores de gol do futebol mundial nos últimos tempos, como Messi, Cristiano Ronaldo, Cavani e Suárez, já passaram dos 30 anos e estão em uma fase de declínio físico. Isso significa mais períodos de descanso e menos minutos em campo para mostrarem sua arte… principalmente, em ano de Copa do Mundo.

A proximidade do Mundial da Rússia é um outro fator que pode estar impactando a média de gols.

Jogadores que estão com passaporte garantido para a Copa-2018 têm uma tendência natural de se poupar em partidas que já estão decididas. Imagina perder o Mundial porque você correu demais e acabou se contundindo em um jogo que seu time está ganhando por 4 a 0… Essa é uma situação que ninguém quer.

Independente das razões, o fato é que a temporada 2017/18 dos principais campeonatos nacionais da Europa têm decepcionado no número de gols. E esse é um sinal de alerta para quem gosta de futebol ofensivo.


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“Novo Busquets”, aposta da Espanha mora em república de estudantes
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Rafael Reis

Como você imagina que é a casa de um jogador que defende uma das mais importantes seleções do planeta? Uma mansão espaçosa, com móveis caríssimos, obras de arte, amplos jardins e muitos empregados?

Bem, essa não é a realidade do volante Rodrigo Hernández, 21, do Villarreal, uma das apostas da Espanha para a Copa do Mundo-2018.

Rodri, como costuma ser chamado, não vive em uma mansão e nem mesmo possui uma casa para chamar de sua. Ele mora em uma república estudantil, junto com amigos da faculdade de administração onde estuda.

“Sei que os estudos são importantes. O que mais quero é me formar. Não quero passar a vida toda me dedicando a apenas uma coisa [o futebol]”, afirmou o jogador, ao jornal espanhol “Marca”.

A rotina de Rodri é intensa. Normalmente, ele treina de manhã, vai para a faculdade depois do almoço e curte os prazeres da vida universitária à noite. Tudo sem exageros, é claro.

Jogador com passagem por todas as seleções de base da Espanha, o volante foi campeão europeu sub-19 em 2015, mesmo ano em que recebeu suas primeiras oportunidades no time principal do Villarreal.

Na atual temporada, Rodri deslanchou. Virou titular absoluto da equipe amarela e entrou no top 10 dos principais passadores do Campeonato Espanhol –segundo o “WhoScored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, dá em média 65,2 passes por partida.

Tratado na Espanha como sucessor natural de Sergio Busquets, o volante de 1,90 m, passadas largas, forte poder de marcação e leitura de jogo acima da média, foi uma das novidades do técnico Julen Lopetegui para os amistosos pré-Copa deste mês.

Rodri participou dos oito minutos finais do empate por 1 a 1 contra a Alemanha, na sexta-feira. Terça, contra a Argentina, deve ganhar uma nova oportunidade para se assegurar no grupo que vai ao Mundial.

O meio do ano também reserva uma outra mudança radical na vida do jovem universitário. O garoto vai deixar o clube onde despontou para vestir uma das camisas mais tradicionais do futebol europeu.

O “novo Busquets” está na mira de Barcelona e Atlético de Madri. Alguns jornais espanhóis, como o “Marca”, cravam que o destino de Rodri será a capital espanhola e que ele será comandado por Diego Simeone na próxima temporada, já que o Atletico teria pago sua multa rescisória de 20 milhões de euros (cerca de R$ 81,7 milhões).


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Em temporada mais produtiva, Messi tem dado aulas de como “enganar o tempo”
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Rafael Reis

Messi parece ter aprendido a “enganar o tempo”. Aos 30 anos e prestes a disputar sua quarta Copa do Mundo, o astro argentino não só dá mostras de que o declínio físico e técnico natural do aumento da idade passa longe do seu corpo, como vive um dos melhores momentos de sua carreira.

A atuação de gala na vitória por 3 a 0 sobre o Chelsea, na quarta-feira, os 24 gols marcados nesta edição do Campeonato Espanhol e o protagonismo cada dia maior nas partidas do Barcelona são algumas provas disso.

É verdade que o camisa 10 já marcou mais gols e distribuiu mais assistências do que agora. Mas ele nunca foi tão produtivo em campo quanto na atual temporada.

De acordo com o “WhoScored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, Messi cria em média 8,3 oportunidades de gol em cada partida do Campeonato Espanhol 2017/18. São 5,6 chutes dados por ele mesmo e mais 2,7 passes para companheiros finalizarem em cada apresentação do craque do Barcelona.

Esse número, que mede a produtividade em campo, é o melhor de toda sua carreira.

Mesmo nas cinco temporadas em que faturou o prêmio de melhor jogador do planeta, o argentino jamais havia superado a média de 8 chances criadas por partida.

“Antes, eu recuperava a bola e fazia, ou tentava fazer, a jogada que eu queria, a minha jogada. Agora, tento jogar mais para a equipe. Quero que a bola passe por mim, sem que eu tenha a necessidade de concluir a jogada ou ser fominha”, explica o camisa 10, em entrevista que será veiculada pelo canal argentino “América TV” neste domingo.

Apesar do discurso de “jogador de time”, o novo Messi não perdeu o protagonismo e tem dado resultados dos mais positivos para o Barcelona. Com 34 bolas na rede e 16 assistências, ele participou ativamente de 47,7% de todos os gols marcados pelo time de Ernesto Valverde nesta temporada.

No confronto contra o Chelsea, pela Liga dos Campeões, o argentino foi determinante para classificar os catalães para enfrentar a Roma nas quartas de final. Messi fez três dos quatro gols do Barça no mata-mata contra os ingleses e deu assistência para o Dembélé anotar o outro.

“Hoje, eu tento fazer minha equipe se movimentar estando em outro lugar do campo. Continuo correndo como sempre, mas agora de uma outra maneira”, completa.

O novo posicionamento a que Messi se refere pode ser resumido em uma expressão: liberdade total.

No esquema tático de Valverde, o camisa 10 não tem posição definida. Apesar de normalmente ser apresentado como o companheiro de ataque de Luis Suárez, o craque só joga lá na frente quando quer.

Em boa parte do tempo, ele recua para atuar entre as linhas de marcação adversária ou volta ainda mais, para receber a bola com liberdade, e conseguir armar os ataques do Barcelona lá de trás.

Foi essa a fórmula encontrada pelo “trintão” Messi para “enganar o tempo” e fazer de 2017/18 a temporada mais produtiva de sua carreira.


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Como nova posição no Barça faz Paulinho reviver “fantasma” do Tottenham
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Rafael Reis

“Paulinho lembrou mais o jogador irrelevante do Tottenham do que o prodigioso chegador do Barça”.

O trecho acima, publicado pelo jornal “Sport” após o empate por 1 a 1 com o Chelsea, há três semanas, no confronto de ida das oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, mostra como a lua de mel do brasileiro com o Barcelona chegou ao fim.

Surpresa positiva da equipe catalã na primeira metade da temporada, o titular do meio-campo da seleção brasileira perdeu rendimento depois da virada de ano e entra no jogo de volta contra os ingleses, nesta quarta-feira, às 16h45 (de Brasília) despertando dúvidas e “na berlinda”.

A questão que preocupa os torcedores do Barcelona é: será que Paulinho é capaz de se adaptar às novas obrigações táticas impostas pelo técnico Ernesto Valverde? E a resposta dada por ele até o momento não é das mais positivas.

Contratado por 40 milhões de euros (R$ 160 milhões) do Guangzhou Evergrande, o brasileiro driblou a desconfiança e teve sucesso imediato na Espanha atuando como uma espécie de terceiro atacante.

Sem Dembélé, que se machucou em setembro, e com opções pouco confiáveis para atuar pelas faixas laterais do ataque, Valverde decidiu armar o Barça no 4-4-2, com Messi e Suárez lá na frente e quatro homens com características mais centrais no meio.

Paulinho era o mais avançado deles. Sem tantas preocupações defensivas, devido ao bloqueio exercido por seus três companheiros, ele pode fazer aquilo que melhor sabe desde os tempos de Corinthians: surgir como elemento surpresa na área adversária e decidir partidas.

O resultado disso foi uma avalanche de boas atuações e elogios. Até o dia 14 de janeiro, ele acumulava 25 jogos pelo Barcelona, com oito gols e duas assistências.

Desde então, seca total. Paulinho não voltou a balançar as redes e nem sequer participou ativamente de algum gol marcado por Messi, Suárez, Iniesta ou qualquer outro jogador. O Barça mudou, e ele ainda não se adaptou.

Com a recuperação de Dembélé e a contratação de Philippe Coutinho, o clube catalão passou a alternar o 4-4-2 e o 4-3-3-. Mas, mais importante, voltou a usar formações com homens mais agudos pelos lados do campo.

Com isso, Paulinho perdeu liberdade para agredir a área rival. Atuando como segundo volante ou terceiro homem do meio (pela faixa central no 4-3-3 ou aberto, mas com mais preocupações defensivas, no 4-4-2), viu seu futebol desabar e passou a conviver com críticas.

A mais costumeira é justamente a citada logo no começo do texto, uma comparação com a péssima passagem pelo Tottenham –ficou dois anos no futebol inglês e não conseguiu encontrar uma posição em campo para se destacar.

Um bom indício da queda do futebol de Paulinho, além dos números absolutos de gols e assistências, é a sua classificação no ranking do “Who Scored?”, site que transforma as estatísticas do jogador em uma nota que mede sua avaliação em campo.

Até o meio de janeiro, o camisa 15 do Barcelona tinha nota 7,1 nesta temporada. Ao longo dos últimos meses, sua média caiu para 6,5.

Para avançar às quartas de final da Liga dos Campeões, o time de Paulinho precisa apenas de um 0 a 0 contra o Chelsea. Empate com gols (com exceção do 1 a 1, que leva a disputa para a prorrogação) dá a vaga aos ingleses.


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Ele sofreu o 1º gol de Messi como profissional. Hoje, é o “olho” de Zidane
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Rafael Reis

“Perdíamos por 1 a 0. Eu fiz a reposição rápida para tentar surpreender o Barcelona com um contra-ataque, mas eles recuperaram a bola no meio do campo. Messi pegou a bola perto da área, tabelou com Ronaldinho, que deu um passe por cima da defesa, e finalizou muito bem. Então, ele me encobriu. Foi algo surpreendente. Quando um jogador jovem fica nessa situação, ele normalmente fica nervoso e chuta forte. Mas ele fez justamente o contrário. Na hora, percebi que era um garoto especial. Já se via que ele tinha classe e que seria um grande jogador.”

Foi assim que o ex-goleiro Raúl Valbuena relatou ao jornal espanhol “Marca” o momento que colocou seu nome na história do futebol mundial.

No dia 1º de maior de 2005, o então jogador do Albacete foi o primeiro goleiro a ser vazado por Lionel Messi no futebol profissional.

O hoje consagrado camisa 10 do Barcelona era apenas um garoto de 17 anos, 10 meses e 7 dias recém-promovido das categorias de base, cercado de expectativas pelo talento que mostrava nas canteras e de dúvidas pelo porte físico nada avantajado, quando se deparou com Valbuena pela frente.

O toque leve sobre o goleiro, já nos acréscimos da partida, decretou a vitória por 2 a 0 do Barça sobre o Albacete, que seria rebaixado para a segunda divisão espanhola ao término daquela temporada, e colocou Messi pela primeira vez na lista dos artilheiros do clube catalão.

“Não me incomoda ser lembrado por esse gol. Afinal, foi só um gol. Para mim, é simplesmente uma piada graciosa da minha carreira”, disse.

Mas, treze anos depois do primeiro gol como profissional de Messi e dez anos após sua aposentadoria, Raúl Valbuena continua tendo o astro argentino como um adversário a ser temido.

É que, desde setembro de 2016, o ex-goleiro faz parte da comissão técnica de Zinédine Zidane no Real Madrid, o arquirrival do Barcelona e do seu camisa 10.

Valbuena, que passou pelas categorias de base do clube da capital espanhola quando jogador e tentou emplacar uma carreira de treinador depois de pendurar as luvas, é um dos olheiros que trabalham para Zidane.

Sua missão é abastecer o treinador francês com o máximo de informações possível sobre os próximos adversários do Real e também sobre jogadores que podem vir a ser contratados pelo clube.

Ou seja, o primeiro goleiro a sofrer um gol de Messi como profissional ainda hoje precisa ficar de olhos bem abertos no craque argentino.


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Decadência? CR7 tem menos gols que Paulinho e Willian José no Espanhol
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Rafael Reis

Nos últimos 11 anos, Cristiano Ronaldo sempre esteve entre os três maiores artilheiros de todas as ligas nacionais que disputou. Mas, na atual temporada, é preciso ir até a 27ª colocação na tabela de goleadores para encontrar seu nome.

Metade das 38 rodadas da temporada 2017/18 Campeonato Espanhol já se foi, e o melhor jogador do mundo marcou apenas quatro gols.

Willian José, Paulinho, Portu, Gerard Moreno, Antonio Sanabria, Ángel Rodríguez, Charles, Sergio León, Joan Jordán, Florin Andone, Loic Rémy… Todos eles balançaram as redes mais vezes do que o camisa 7 do Real Madrid na competição.

Mas qual é o motivo da seca de Cristiano Ronaldo? Será que, prestes a completar 33 anos, o astro finalmente entrou em uma fase de declínio físico que o impossibilita de continuar sendo um dos grandes goleadores do planeta?

É melhor não traçar nenhuma avaliação definitiva sobre isso. Afinal, vale lembrar que o jejum de gols de CR7 é uma exclusividade do Espanhol.

Na Liga dos Campeões da Europa, o faro artilheiro do português continua inabalável. O atacante já marcou nove vezes na principal competição interclubes da temporada e se tornou o primeiro jogador da história a deixar sua marca em todos os seis jogos da fase de grupos de uma edição.

Ou seja, o Cristiano Ronaldo da temporada 2017/18 não funciona no dia a dia, na rotina que é o Campeonato Espanhol, mas continua sendo brilhante nos momentos especiais, quando todos os olhos estão voltados para ele.

Bem, isso parece uma questão mais psicológica do que uma decadência técnica ou física.

O camisa 7 sempre foi um monstro faminto, um jogador sedento por vitórias, títulos e também por glórias individuais. Só que nesta edição do Campeonato Espanhol, parece ter jogado a toalha.

Nesta temporada, o Real não deverá conquistar o título nacional. Quarto colocado, com 32 pontos, 19 a menos que o Barcelona, líder da competição, já pode se dar por satisfeito caso consiga se classificar para a Champions.

O que resta a Cristiano Ronaldo em 2017/18 é concentrar sua força e determinação no sonho de vencer pela terceira vez consecutiva a competição continental e também na preparação para a Copa do Mundo.

Depois do Mundial da Rússia, é bem possível que ele encare um novo desafio.

De acordo com o jornal espanhol “Mundo Deportivo”, CR7 deseja um salário de cerca de 40 milhões de euros (R$ 158 milhões) para continuar no futebol espanhol, valor que o Real não cogita desembolsar.

Duas soluções já surgiram para o impasse. Uma é inclui-lo em uma possível negociação com o Paris Saint-Germain para ter o atacante brasileiro Neymar. A outra é uma transferência para o Manchester United.

Ou seja, apesar de ter menos gols que Paulinho e Willian José no Campeonato Espanhol, Cristiano Ronaldo segue em alta… pelo menos, no Mercado da Bola.


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Sevilla não quer Ganso, mas é 45% melhor com ele em campo
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Rafael Reis

“Ganso de saída do Sevilla”. “Ganso busca um novo clube para 2018”. “Futuro de Ganso deve ser um empréstimo para outro time”. As últimas notícias publicadas pela imprensa espanhola sobre o meio-campista brasileiro têm todas o mesmo tom.

O ex-jogador de Santos e São Paulo está fora dos planos do técnico Vincenzo Montella, parece com os dias contados no Sevilla e deve encontrar uma nova equipe para defender até o fechamento da janela de transferências do inverno europeu, no fim do mês.

Mas essa situação poderia ser diferente se o treinador italiano, no cargo há menos de um mês, analisasse o desempenho do time ao longo de temporada. Em 2017/18, o Sevilla é 45,4% melhor quando tem Ganso em campo.

Foram 11 partidas com o camisa 19 escalado como titular ou saindo do banco de reservas. Dessas, a equipe andaluz venceu sete, empatou três e perdeu apenas uma. Ou seja, conquistou 72,7% dos pontos que disputou.

O aproveitamento sem Ganso é bastante inferior: apenas 50%. Resultado das nove vitórias, três empates e oito derrotas em que abriu mão do meia.

É verdade que o brasileiro não enfrentou os adversários mais fortes da temporada (Barcelona, Real Madrid, Atlético de Madri e Liverpool), mas o clube também protagonizou alguns vexames contra rivais fracos sem ele –levou 5 a 1 do Spartak Moscou, na Champions, e perdeu por 1 a 0 para o Alavés, 16º colocado no Campeonato Espanhol.

O desempenho individual de Ganso também não é dos piores. O brasileiro participou ativamente de sete gols nos 11 jogos que disputou. Foram quatro bolas empurradas por ele próprio para as redes e mais três assistências.

A marca é melhor que as do dinamarquês Michael Krohn-Dehli (participação em dois gols) e do argentino Franco Vázquez (participação), que atuam na mesma faixa do campo e foram escalados mais vezes durante a temporada.

Entre os meias centrais do Sevilla, apenas o argentino Éver Banega tem desempenho melhor que o do camisa 19: três gols marcados e cinco passes para companheiros.

Titular no início da temporada e relegado ao banco de reservas durante dois meses, Ganso vinha recuperando espaço com o técnico Eduardo Berizzo no fim do ano. No entanto, a demissão do argentino e a contratação de Montella minaram essa reabilitação.

O ex-comandante de Roma, Fiorentina e Milan não considera que o brasileiro tem disposição física para aguentar o estilo de jogo intenso que pretende implantar no Sevilla.

A última partida de Ganso, a derrota por 3 a 1 para a Real Sociedad, em 20 de dezembro, foi também a despedida de Berizzo.

Nos quatro jogos do Sevilla sob comando de Montella, inclusive dois pela Copa do Rei, competição na qual os reservas costumam receber mais oportunidades, o meia não foi sequer relacionado.


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