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Arquivo : campeonato espanhol

Ex-parceiro de Ronaldinho rejeitou seleção e dá palestras anticapitalismo
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Rafael Reis

Você vai a um evento anticapitalismo e descobre que o principal palestrante é um ex-jogador profissional, campeão europeu de clubes, que fez fortuna com o futebol, foi companheiro de time de Ronaldinho e integrou dos principais esquadrões da modalidade neste século.

A cena é tão surreal e surpreendente que parece retirada de um livro ou de um filme. No entanto, ela não apenas é real, como faz parte da rotina de Sabadell, cidade com pouco mais de 200 mil habitantes que fica a 20 km de Barcelona.

É lá onde vive e milita o ex-lateral direito e zagueiro Oleguer Presas, 37, uma das figuras mais incomuns do futebol mundial nas últimas décadas.

Formado em economia pela Universitad Autònoma de Barcelona, o ex-defensor e hoje ativista político disputou quase 170 partidas oficiais pelo Barça entre 2003 e 2008, período em que conquistou a Liga dos Campeões da Europa (2006) e atuou ao lado de astros do quilate de Ronaldinho, Messi, Xavi, Iniesta e Eto’o.

De qualidade técnica duvidosa, Oleguer sempre chamou mais a atenção por suas atitudes fora de campo do que pelo desempenho alcançado com a bolas nos pés.

A mais conhecida delas é a militância no movimento separatista catalão. O ex-jogador nunca fez questão de esconder sua posição radicalmente favorável à independência da Catalunha, o que lhe custou, inclusive, uma carreira na seleção espanhola.

Oleguer chegou a conversar com os técnicos Luis Aragonés e Vicente del Bosque sobre a possibilidade de vestir a camisa da “Fúria” e deixou bem claro para eles que não aceitaria uma convocação por considerar que a Espanha não é seu país –por isso mesmo, sempre fez questão de defender a seleção catalã, que tem aval da Fifa apenas para disputar jogos amistosos.

O radicalismo do ex-defensor também lhe custou o dinheiro de um patrocinador. Em 2007, a Kelme, empresa espanhola de material esportivo, rompeu o contrato com o ex-jogador depois de ele publicar um artigo em um jornal basco criticando o sistema judiciário espanhol e apoiando um terrorista do ETA, organização que luta pela independência do País Basco, outra região autônoma da Espanha.

O ex-companheiro de Ronaldinho deixou o Barcelona no ano seguinte e jogou por mais três temporadas no Ajax até decidir por uma aposentadoria precoce, em 2011, aos 31 anos.

Desde então, Oleguer trabalha na área administrativa de uma cooperativa de reciclagem e dá palestras sobre ecologia e os malefícios do capitalismo. Em 2012 e em 2015, o ex-jogador participou ativamente das campanhas da CUP (Candidatura de Unidad Popular), um partido político de extrema esquerda nas eleições regionais da Catalunha.


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Mais comportados! Cartões a brasileiros caem 15% na temporada europeia
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Rafael Reis

Os jogadores brasileiros ficaram mais comportados na temporada 2016/17 do primeiro escalão do futebol europeu.

O número de cartões amarelos mostrados a representantes do futebol pentacampeão mundial nas cinco principais ligas nacionais do Velho Continente (Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha e França) caiu 15% em relação ao ano anterior.

Foram 397 advertências dadas a 99 atletas diferentes ao longo dos últimos nove meses, 70 a menos do que o total registrado em 2015/16.

O atacante Deyverson, do Alavés, nono colocado do Campeonato Espanhol, foi o recordista brasileiro de amarelos na temporada. O atacante recebeu 14 cartões em 32 partidas disputadas na liga.

A queda no número de expulsões foi ainda mais acentuada. Os jogadores brazucas receberam 18 cartões vermelhos no somatório das cinco competições analisadas. Na temporada passada, foram 28 exclusões.

Quem se destacou negativamente nessa estatística foi um integrante da seleção. O volante Fernandinho, que também atuou improvisado como lateral direito no Manchester City, foi expulso duas vezes na Premier League inglesa.

A redução na punição a jogadores brasileiros no primeiro escalão do futebol europeu não é uma simples questão matemática. Ela demonstra que houve uma evolução disciplinar dos atletas brazucas nesta temporada.

Isso porque, ao contrário do número cartões, a presença brasileira em campo nos cinco campeonatos nacionais mais importantes do continente cresceu. Ou seja, mesmo jogando mais, nossos atletas foram menos avertidos.

Um dado deixa isso bem claro: na atual temporada, os jogadores brasileiros receberam um cartão amarelo a cada 442 minutos (4,9 partidas) que ficaram em campo. Na anterior, era uma advertência a cada 370 minutos (4,1 jogos).


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Gols brasileiros na Europa crescem e atingem maior marca em 6 anos
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Rafael Reis

Neymar pode até não ter tido seu melhor ano com a camisa do Barcelona. Mas isso não significa que os atacantes brasileiros ficaram devendo na temporada europeia.

Muito pelo contrário: há seis anos as cinco principais ligas nacionais do Velho Continente não viam tantas bolas serem empurradas para as redes por representantes do futebol pentacampeão mundial.

Somadas as primeiras divisões de Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha e França, jogadores de cidadania brasileira anotaram 223 gols em 2016/17, 11 a mais do que na temporada anterior.

Trata-se da maior marca desde 2010/11, quando foram anotados 226 tentos com DNA tupiniquim.

Apesar de ter passado longe de repetir os 24 gols feitos no Campeonato Espanhol de 2015/16, Neymar ainda dividiu com Philippe Coutinho o posto de principal artilheiro brasileiro das principais ligas nacionais da Europa.

O atacante do Barcelona e o meia do Liverpool marcaram 13 vezes cada em seus respectivos campeonatos.

Também nascido no Brasil, Diego Costa, colocou 20 bolas na rede com a camisa do Chelsea e foi o quarto colocado na artilharia da Premier League inglesa. No entanto, seus gols são oficialmente computados para a Espanha, país que decidiu defender.

Mesmo com o crescimento no número de gols anotados por brasileiros nas principais competições do planeta, a marca desta temporada ainda está distante do auge da artilharia nacional na Europa.

Em 2007/08, os brazucas marcaram 373 vezes nas cinco ligas analisadas, sendo 106 delas só no Espanhol. Na ocasião, Luís Fabiano (Sevilla) foi o terceiro na artilharia, com 24 gols, e Ricardo Oliveira (Betis) ficou em sexto, com 18.

A liga espanhola continua sendo a de maior poderio ofensivo brasileiro, ainda que os números de agora sejam bem mais modestos.

Na recém-encerrada temporada, foram 83 tentos brasileiros na primeira divisão espanhola marcados por 19 jogadores diferentes. Entre eles, estão Neymar, Marcelo, Ganso, Casemiro e Willian José, mas também Douglas (ex-São Paulo), Petros e Luciano (ex-Corinthians).


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Rafael Reis

Três anos depois de ser goleado por 7 a 1 pela Alemanha, o Brasil já começou a recuperar o prestígio internacional que costumava ostentar antes do vexame na semifinal da Copa do Mundo de 2014.

Prova disso é que a participação brasileira nos gramados do primeiro escalão do futebol internacional não para de crescer e já é inclusive superior a do período anterior ao último Mundial.

De acordo com informações do banco de dados “O Gol”, atletas representantes do único país pentacampeão mundial permaneceram dentro de campo durante 175.721 minutos nas cinco principais ligas nacionais da Europa na atual temporada.

Esse dado significa um crescimento de 1,6% em relação à temporada anterior e a melhor marca desde os 200.084 minutos registrados em 2009/10.

Mais que isso: essa é a primeira vez que a participação de jogadores brasileiros nos mais importantes campeonatos nacionais do planeta chega ao patamar anterior ao do fracasso dos comandados de Luiz Felipe Scolari ante a Alemanha.

Em 2013/14, logo antes da Copa, os clubes espanhóis, ingleses, alemães, italianos e franceses usaram atletas “brazucas” durante 174.194 minutos na primeira divisão de suas ligas. Coincidência ou não, na temporada seguinte, essa utilização despencou 10%.

O déficit já começou a ser reduzido na última temporada. E a recuperação se tornou completa ao longo dos últimos nove meses.

Na recém-encerrada temporada, 108 jogadores brasileiros foram escalados para participar das cinco principais ligas nacionais do planeta. O Italiano foi o campeonato que usou a maior variedade de atletas com cidadania brasileira (39).

No entanto, foi a primeira divisão espanhola quem mais deu oportunidade para os representantes do futebol pentacampeão mundial. Foram 47.539 minutos de Neymar, Marcelo, Casemiro e cia…

O lateral esquerdo Lucas Lima, do Nantes, foi o brasileiro que mais participou dos campeonatos nacionais nesta temporada. O ex-Botafogo e Internacional ficou em campo em 3.382 dos 3.420 minutos possíveis no Francês.

Quem aparece do outro lado da tabela é o meia Matheus Pereira, revelado pelo Corinthians e hoje nas categorias de base da Juventus, que disputou apenas cinco minutos do Italiano com a camisa do Empoli.


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Rafael Reis

Os estádios não estão vazios, e os clubes não têm do que reclamar em relação à venda de ingressos. Mesmo assim, a elite do futebol europeu ligou o sinal amarelo e anda preocupa com a redução na presença de torcedores nas arenas.

Isso porque a recém-encerrada temporada 2016/17 registou o menor público dos últimos dez anos.

Pela primeira vez desde 2007, a média de público das cinco principais ligas nacionais do Velho Continente (Espanhol, Inglês, Alemão, Italiano e Francês) ficou abaixo dos 29 mil torcedores por partida.

Foram vendidos pouco mais de 52,6 milhões de ingressos para os 1.826 jogos da primeira divisão desses cinco países. Na média, 28.837 pagantes para cada confronto, contra 29.192 da temporada passada.

A maior queda foi justamente a registrada na liga campeã de presença de público na Europa. A Bundesliga alemã teve uma redução de 4,3% no número de torcedores nas arenas –a média caiu de 43.309 pessoas por jogo para 41.518.

Já a Premier League (média de 35.821 por partida) teve sua primeira redução de público dos últimos cinco anos.

Entre as cinco ligas analisadas, a única que registrou aumento (ainda que mínimo) na presença de torcedores nos estádios nesta temporada foi a espanhola, que viu sua média crescer de 27.755 pessoas por partida para 27.856.

Três dos cinco clubes campeões de audiência do continente também não conseguiram repetir nesta temporada seus melhores resultados.

O Borussia Dortmund, que continua sendo o recordista de público do futebol europeu, fechou seu primeiro Campeonato Alemão desde 2011 com média inferior a 80 mil torcedores por jogo no Westfalenstadion.

Já o Barcelona não conseguiu alcançar a casa das 78 mil pessoas por partida, que havia sido superada na temporada passada. Até mesmo o Real Madrid, campeão espanhol e finalista da Liga dos Campeões, ficou aquém da marca de 2015/16 –média de 69.170 torcedores por jogo, contra 69.736 do ano anterior.

MAIORES MÉDIAS DE PÚBLICO
Borussia Dortmund (ALE) – 79.653 (81178), primeiro abaixo de 80 desde 2011
Barcelona (ESP) – 77.944
Manchester United (ING) – 75.290
Bayern de Munique (ALE) – 75.000
Real Madrid (ESP) – 69.170

MENORES MÉDIAS DE PÚBLICO
Leganés (ESP) – 9.847
Monaco (FRA) – 9.499
Empoli (ITA) – 9.483
Crotone (ITA) – 7.868
Eibar (ESP) – 5.363


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Europa não tinha temporada tão farta em gols desde tempos de Eusébio


Europa não tinha temporada tão farta em gols desde tempos de Eusébio
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Rafael Reis

Da última vez que a Europa viu tantos gols, os maiores nomes do Velho Continente eram Eusébio, Bobby Charlton, Franz Beckenbauer e Giancinto Facchetti.

Os amantes do futebol ofensivo não têm do que reclamar. A temporada 2016/17 dos principais campeonatos nacionais do planeta teve a média de gols mais alta dos últimos 51 anos.

As primeiras divisões de Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália e França, as cinco ligas nacionais mais importantes da Europa (e consequentemente do planeta) tiveram uma média combinada de 2,83 gols por partida em suas edições recém-terminadas.

Isso significa incríveis 5.173 gols em 1.826 partidas.

Desde a temporada 1965/66, época em que o Brasil era apenas bicampeão mundial e só quatro seleções já haviam vencido a Copa, o primeiro escalão do futebol europeu não via tantas bolas na rede.

Na ocasião, as cinco grandes ligas registraram média de 2,84 gols por partida. Uma marca que, até a atual temporada, jamais havia estado perto de ser igualada.

Nos últimos 51 anos, a média de gols dos principais campeonatos nacionais da Europa sempre flutuou entre 2,38 (em 1991/92, ainda na ressaca da sonolenta Copa de 1990) e 2,80 (em 1976/77).

Na atual temporada, quatro das cinco ligas analisadas tiveram um resultado ofensivo completamente fora da curva.

O Inglês teve sua segunda maior média de gols nos últimos 50 anos (2,8). Já o Espanhol não tinha uma frequência tão alta de bolas na rede (2,94) desde 1963.

O Francês registrou sua média de gols mais alta das últimas três décadas (2,61). E a Itália foi ainda mais impressionante: desde 1951 a casa de 2,95 gols por partida, média da atual temporada, não era atingida.

Em relação a 2015/16, o salto no número de gols beira o absurdo. Foram marcados 299 tentos a mais nesta temporada. E a quantidade de partidas permaneceu inalterada.

No total, cinco clubes conseguiram chegar à casa dos 90 gols em seu campeonato nacional: Barcelona (116), Real Madrid (106), Monaco (107), Napoli (94) e Roma (90). E nenhum time colocou menos que 27 bolas na rede, marca do Middlesbrough, penúltimo colocado da Premier League inglesa.

Em relação à artilharia, o grande nome da temporada foi Messi. O argentino conquistou a Chuteira de Ouro, concedida ao maior goleador das ligas nacionais europeias, ao marcar 37 gols no Espanhol e 74 pontos no ranking do prêmio.

O holandês Bas Dost, do Sporting, fez 68 pontos e ficou na segunda colocação. Com 62 pontos, o gabonês Pierre-Emerick Aubameyang, do Borussia Dortmund, completou o pódio.


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Rival do Real vai levar 1 mi de euros se não vencer jogo do título espanhol
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Rafael Reis

Adversário do Real Madrid na última rodada do Campeonato Espanhol e peça chave na definição da competição, o Málaga irá faturar 1 milhão de euros (R$ 3,43 milhões) caso seu rival de domingo conquiste o título.

E o pior: o pagamento será feito justamente pela equipe de Zinedine Zidane, Cristiano Ronaldo e Marcelo.

Por mais estranho que possa parecer, o incentivo financeiro para que o Málaga não se esforce em campo para derrotar o Real e assim o ajude a ser campeão espanhol de 2016/17 não tem nada de ilegal.

A “mala preta” faz parte do contrato de transferência de Isco para o atual campeão europeu, selado quatro anos atrás.  Nele, o clube da capital se comprometeu a pagar 27 milhões de euros (R$ 93 milhões, na cotação atual) pelos direitos econômicos do meia, além de bonificar o time vendedor de acordo com os objetivos alcançados pelo meia.

De acordo com o jornal “As”, uma das cláusulas desse acordo prevê o pagamento de 1 milhão de euros adicional ao Málaga por cada título espanhol conquistado por Isco durante os cinco anos do seu primeiro contrato na nova equipe.

A insólita situação só aumenta o clima de dúvidas que paira sobre o comportamento do Málaga na rodada decisiva do Espanhol.

O time vem sendo acusado publicamente pelo Barcelona, a outra equipe na disputa pelo título espanhol, de estar mais interessado em ajudar o Real a ser campeão nacional do que de dificultar a vida do adversário no confronto de domingo.

A guerra entre os dois clubes começou quando o técnico do Málaga, Míchel, um ídolo histórico do Real, declarou ser “muito mais madridista que Valdano” quando questionado sobre a possibilidade de sua equipe impedir o título do clube –em 1993, o Tenerife, então dirigido por Jorge Valdano, bateu o Real na última rodada do Espanhol e “entregou” a taça para o Barcelona.

Dias depois, o presidente do Málaga, Abdullah Al-Thani, tratou de incendiar ainda mais o clima ao postar no Twitter uma mensagem em árabe dizendo que “a escória da Catalunha não vai sentir o cheiro do campeonato, após ter fabricado mentiras sobre o treinador Míchel”.

O Barça contra-atacou: denunciou o dirigente por “manifestações que violam os princípios do fair play, a ética e a legalidade que devem reger uma competição esportiva” e teme uma manipulação de resultado que o prejudique na última rodada.

Para ser campeão espanhol, o clube catalão precisa bater o Eibar e torcer para que seu arquirrival seja derrotado pelo Málaga. Qualquer outra combinação de resultados leva o troféu para Madri.

Uma situação que deixa o Barcelona desesperado… não só pelas dificuldades técnicas, mas também por não confiar que o Real terá dificuldades impostas pelo rival no domingo.


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6 jogadores que já marcaram em Real Madrid x Barça e você não lembrava
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Rafael Reis

Lionel Messi já marcou 21 vezes e é o maior artilheiro da história dos confrontos entre Barcelona e Real Madrid. Cristiano Ronaldo não fica muito atrás. Com 16 gols, é o terceiro colocado no ranking, logo atrás de outra lenda, Alfredo Di Stéfano.

Mas nem só de Messi, Cristiano Ronaldo, Di Stéfano e outras estrelas do primeiro escalão do futebol mundial vive a lista de principais goleadores do maior clássico do futebol espanhol.

Muitos jogadores não tão consagrados como os citados acima, ou mesmo Zidane, Ronaldo, Ronaldinho, Romário ou Eto’o, já deixaram sua marca nos encontros entre duas das camisas mais encantadoras do planeta.

Relembre abaixo 6 jogadores que estão longe de serem super astros, mas que também já mexeram no placar de um Barcelona x Real Madrid:

JÚLIO BAPTISTA
Barcelona 0 x 1 Real Madrid
23/12/2007

O gol anotado dois dias antes do Natal de 2007 foi certamente o mais inesquecível dos 13 que o brasileiro marcou em 77 partidas espalhadas por três anos no Real Madrid. Após tabelar com Van Nistelrooy, Júlio Baptista decidiu o clássico espanhol, fez o Real conseguir uma rara vitória sobre o Barcelona no Camp Nou e ajudou sua equipe no caminho que levaria à conquista do título nacional daquela temporada.

JEFFRÉN SUÁREZ
Barcelona 5 x 0 Real Madrid
29/11/2010

O atacante, que hoje defende o Eupen (Bélgica) e joga pela seleção da Venezuela, era só uma promessa da base do Barcelona quando ganhou de Pep Guardiola a oportunidade de jogar por menos de cinco minutos o clássico contra o Real Madrid. A partida já estava decidida, e o Barcelona era aclamado pela torcida eufórica com a goleada por 4 a 0. Mas havia ainda tempo para mais um gol, o que colocou o nome de Jeffrén na história.

SANTIAGO SOLARI
Real Madrid 1 x 2 Barcelona
25/04/2004

O meia jogou no Real Madrid por cinco anos e passou praticamente todo o tempo no banco de reservas. Apesar da vida longa com a camisa merengue, nunca se destacou a ponto de virar uma peça importante na seleção argentina (disputou apenas 11 partidas com a equipe nacional). Em 2004, marcou o primeiro gol do clássico contra o Barcelona. Para seu azar, a equipe catalã conseguiu a virada.

JÉRÉMY MATHIEU
Barcelona 2 x 1 Real Madrid
22/03/2015

Não é segredo para ninguém que o zagueiro e lateral esquerdo francês é um dos jogadores mais limitados tecnicamente do atual elenco do Barcelona. Mas, apesar da falta de categoria, ele também já teve seus momentos de glória. Em sua primeira temporada na Catalunha, a 2014/15, ele foi essencial para que o Barça conseguisse derrotar seu arquirrival. De cabeça, ele abriu o caminho para a vitória por 2 a 1 dos catalães.

JESÉ
Barcelona 2 x 1 Real Madrid
26/10/2013

Atualmente emprestado pelo PSG aos Las Palmas, o atacante espanhol viveu um momento mágico logo em sua primeira temporada no elenco principal do Real Madrid. Três meses após a promoção do Castilla para o time de cima, Jesé deixou sua marca contra o Barcelona. Tudo bem que o gol foi nos acréscimos e clássico já estava decidido em favor dos rivais. Mas, mesmo assim, aquele 26 de outubro foi histórico para Jesé.

MEHO KODRO
Barcelona 3 x 0 Real Madrid
10/02/1996

O centroavante bósnio passou um ano no Barcelona e fez apenas oito gols com a camisa blaugrana. Mas dois deles foram contra o Real Madrid. E na mesma partida. Kodro, que viria a ser substituído por Ronaldo no elenco do Barça na temporada seguinte, foi o grande nome do 3 a 0 aplicado no clássico do segundo turno do Campeonato Espanhol. O português Figo, que mais tarde trocaria de lado e jogaria pelo Real, fez o outro gol.


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Cão de guarda, Casemiro é o recordista de carrinhos no futebol europeu
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Rafael Reis

Messi, Luis Suárez e os outros jogadores de frente do Barcelona não terão vida fácil no confronto decisivo com o Real Madrid, neste domingo. E um dos motivos atende pelo nome de Casemiro.

O volante brasileiro de 25 anos é o “rei dos carrinhos” na elite do futebol europeu nesta temporada.

De acordo com o “Who Scored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, o ex-jogador do São Paulo distribuiu em média 4,6 carrinhos em cada partida que disputa no Campeonato Espanhol.

Nenhum outro atleta inscrito nas seis principais ligas nacionais da Europa (Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália, França e Portugal) usa mais esse recurso que Casemiro. O único que o iguala é o também volante Maxime Gonalons, capitão do Lyon.

A dedicação na marcação mostrada em campo hoje em dia pelo brasileiro contrasta com a fama de displicente que marcou o início de sua carreira. No São Paulo, o volante era visto como um jogador talentoso, mas que não era muito chegado em se esforçar pelo time.

Na Europa desde 2013, quando foi contratado pelo Real Madrid Castilla, time B do gigante espanhol, Casemiro amadureceu e perdeu o pudor de “se matar” para roubar a bola do adversário.

Titular absoluto da equipe principal do Real há quase duas temporadas (e agora também da seleção brasileira), deu balanço defensivo ao time e se tornou uma espécie de “cão de guarda” para o técnico Zinédine Zidane.

Não à toa, Casemiro é hoje o recordista de faltas da equipe da capital (2,2 por partida, em média, no Espanhol) e o segundo brasileiro dos principais campeonatos nacionais da Europa que mais dá porrada (Gabriel Pires, do Leganés, tem média de 2,3 faltas por jogo).

Às vezes, ele exagera, como na vitória por 4 a 2 sobre o Bayern de Munique, terça-feira, que colocou o Real nas semifinais da Liga dos Campeões.

Na ocasião, o volante cometeu cinco das sete faltas do seu time na partida e só não foi expulso devido a uma tolerância extrema do árbitro húngaro Viktor Kassai, muito cobrado pelos jogadores alemães e pela imprensa internacional após a partida.

Mas é claro que Suárez, Messi e qualquer outro jogador do Barcelona preferiam não ter Casemiro pela frente neste domingo. Não com tantos carrinhos…


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Rafael Reis

Suspenso por três jogos pelo cartão vermelho recebido contra o Málaga, no dia 8 de abril, Neymar será o principal desfalque do Barcelona no clássico contra o Real Madrid, neste domingo, que define se o clube catalão permanecerá com chances razoáveis na disputa pelo título espanhol.

Mas, se depender do histórico da equipe de Luis Enrique nesta temporada, a ausência do atacante brasileiro talvez não seja tão sentida assim. O Barcelona da temporada 2016/17 tem resultados melhores sem Neymar do que quando escala o camisa 11. E a diferença é bem considerável: supera a casa dos 13%.

Com o brasileiro em campo, o Barça disputou 40 partidas e obteve 26 vitórias, sete empates e sete derrotas. No total, conseguiu 85 dos 120 pontos que disputou: um aproveitamento de 70,8%.

Já nas partidas em que não pode (ou não quis) usar Neymar, a equipe blaugrana conquistou 80,5% dos pontos que estavam em jogo. Foram 12 confrontos, com nove vitórias, dois empates e uma derrota para o La Coruña, em março.

Mesmo sem o camisa 11, o Barcelona conseguiu alguns resultados expressivos na temporada, como as vitórias por 3 a 0 e 2 a 0 sobre o Sevilla, na Supercopa Espanhola, e o empate por 1 a 1 ante o Atlético de Madri que o classificou para a decisão da Copa do Rei.

No primeiro jogo da suspensão de Neymar no Espanhol, o time de Luis Enrique também não sentiu a ausência do brasileiro e venceu a Real Sociedad por 3 a 2. Paco Alcácer, que substituiu o atacante, fez um dos gols e Messi, os outros dois.

O clássico de domingo será o primeiro confronto contra o Real Madrid que o camisa 11 perde desde sua chegada ao Barcelona, em 2013.

No total, Neymar já participou de oito partidas contra o arquirrival culé e venceu a metade delas (teve ainda um empate e três derrotas). No empate por 1 a 1 no primeiro turno desta temporada, foi dele o passe para Suárez marcar o gol do Barça.

Eliminado da Liga dos Campeões pela Juventus na última quarta-feira, o time catalão tem no confronto com o Real a sua última esperança para evitar que esta temporada receba um rótulo de fracasso.

Vice-líder do Espanhol, o Barcelona está três pontos atrás da equipe da capital, que ainda tem um jogo a mais para disputar. Ou seja, se perder o clássico, a diferença “virtual” para o primeiro colocado chegará a nove pontos. Uma desvantagem quase impossível de ser tirada em cinco rodadas.


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