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Arquivo : campeonato chinês

Ex-Botafogo é tão ídolo na China que ganhou até ingresso com nome em ouro
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Rafael Reis

Um ingresso da Copa do Mundo-2014 com seu nome cravejado em ouro. Esse é apenas um dos presentes que Elkeson já recebeu pelos serviços prestados ao futebol chinês.

O ex-atacante de Vitória e Botafogo vive no Oriente desde 2013 e se transformou em um patrimônio da China. Resultado das conquistas de três títulos nacionais e duas Ligas dos Campeões da Ásia, além dos gols, muitos gols, que ele fez por lá.

Com 80 gols, Elkeson já é o quinto maior artilheiro da história da primeira divisão chinesa e o maior goleador entre os jogadores estrangeiros. Para alcançar o recordista, Li Jinyu, faltam apenas 40 bolas na rede.

Tarefa difícil? Talvez, mas não impossível. No bate-papo abaixo, o atacante do Shanghai SIPG fala sobre o sucesso na China, um possível retorno ao futebol brasileiro e convites para defender a seleção chinesa.

Você é o maior artilheiro estrangeiro da história do futebol chinês e está a 40 gols de se tornar o maior goleador do país em todos os tempos. Essa marca está entre os seus objetivos?

Não gosto de estipular marcas nas temporadas porque isso pode se tornar uma coisa ruim pessoalmente. Gosto de trabalhar e focar muito no meu trabalho para conseguir alcançar grandes feitos nos clubes que defendo. Graças a Deus, consegui construir uma história muito bacana aqui na China e sou tratado com muito respeito pelos chineses. É claro que quebrar recordes e deixar seu nome na história é gratificante porque é um reconhecimento da sua batalha no dia a dia.

Na sua avaliação, por que você se adaptou tão bem à China? Como explica o tamanho do seu sucesso por aí?

Acredito que tive muita sorte com os companheiros que trabalhei. Quando cheguei aqui na China, o Muriqui e o Conca já estavam há mais tempo e foram fundamentais no meu início aqui no país. Além deles, os jogadores chineses me abraçaram e isso fez com que eu me sentisse em casa rapidamente. Não posso deixar de citar meu primeiro treinador na China, o Marcelo Lippi, profissional campeão por onde passou e que ajudou muito o Guangzhou a conquistar tudo.

Você está há quase 5 anos na China e viu o futebol do país mudar muito. O quanto ficou mais difícil jogar na China?

O futebol chinês investiu muito para que a liga fosse vista pelo mundo todo. Foram contratados profissionais de alta qualidade dentro e fora de campo. Treinadores campeões do mundo vieram para cá, jogadores que defendem seleções nacionais se transferiram para a China e tudo isso ajudou muito no desenvolvimento do esporte no país. Como o país tem um líder que é apaixonado pelo futebol, tudo se tornou favorável para que os clubes abrissem os cofres para trazerem profissionais renomados e, consequentemente, valorizando o produto final.

Quais hábitos e costumes chineses você já incorporou ao seu dia a dia?

Estou morando em Shanghai, que é uma cidade global. Posso encontrar restaurantes internacionais, churrascarias, supermercados com comidas que estamos acostumados, shoppings com bastante entretenimento, e isso facilitou muito o dia a dia aqui. Os costumes dos chineses são bem diferentes dos nossos e acho que não adquiri nenhum específico.

Por ser um dos maiores nomes da história do futebol da China, imagino que você já tenha recebido vários presentes e mimos de dirigentes e torcedores. Qual a coisa mais maluca e a mais valiosa que já recebeu?

Já recebi muitos presentes e homenagens de torcedores aqui na China e, inclusive, ganhei o apelido de urso. Um presente que ganhei do camisa 10 do Guangzhou Evergrande, da época em que joguei lá, em 2015, foram ingressos da Copa do Mundo realizada no Brasil com meu nome cravejado em ouro, como uma lembrança e recordação do torneio. É um presente que representa muito para mim e guardo com muito carinho. Quando fiz gol na final da Champions da Ásia, em 2013, os diretores do clube ficaram muito felizes com o título, os gols e me presentearam com uma bela bonificação.

Você é muito mais famoso na China do que no Brasil, o que atrapalha por exemplo uma ida para a seleção ou a idolatria no seu país natal? Isso te incomoda?

Acredito que, enquanto joguei no Brasil, fiz meu nome ser reconhecido através do meu trabalho. Tive uma boa passagem pelo Vitória e também pelo Botafogo. Aqui na China conquistei meus principais prêmios individuais e coletivos e, por isso, sou muito grato aos diretores e profissionais que se interessaram pelo meu futebol e me trouxeram para cá. Estamos vendo que a seleção brasileira está passando por um momento bacana com o professor Tite, que mantém os olhos abertos para os brasileiros no mundo inteiro. Vimos que Gil, Renato, Paulinho e, agora, o Diego Tardelli foram convocados atuando aqui na China, o que é muito gratificante por saber que o treinador da seleção está nos observando também.

Você ainda pensa em retornar ao futebol brasileiro ou acha que a China virou mesmo sua casa? Por quê?

Eu me sinto muito bem aqui. Ainda não passa pela minha cabeça voltar ao Brasil, mas a gente nunca sabe o dia de amanhã. Estou escrevendo uma história muito bacana aqui na China e ainda tenho objetivos a conquistar aqui no país. Ainda tenho 28 anos e alguns anos de carreira pela frente. Vamos ver o que o destino nos proporciona.

Você já recebeu alguma proposta para se naturalizar chinês e defender a seleção? Caso receba, aceitaria o convite? Por quê?

Recebo pedidos de naturalização o tempo todo de torcedores chineses que gostam muito do meu trabalho. Alguns jogadores que atuei junto e defendem a seleção chinesa também vieram me fazer esse pedido, mas nunca recebi um convite formal da federação chinesa. Se um dia isso acontecer, seria algo que eu pensaria com muito carinho junto com os meus familiares para tomar a decisão certa.


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Em alta no futebol chinês, Pato caminha para recorde pessoal de gols
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Rafael Reis

Distante da badalação do futebol europeu e das cobranças cotidianas do torcedor brasileiro, Alexandre Pato caminha para alcançar uma marca histórica para sua carreira.

O atacante de 28 anos, que deixou o Villarreal em janeiro para defender o Tianjin Quanjian, está prestes a estabelecer seu recorde de bolas na rede em uma única edição de um campeonato nacional.

O ex-jogador de Internacional, São Paulo e Corinthians já soma 14 gols na primeira divisão chinesa. Caso marque uma vez contra o Shandong Luneng, neste sábado, ele irá igualar os 15 tentos anotados com a camisa do Milan no Italiano de 2008/09, sua melhor temporada como profissional.

A quebra do recorde, aliás, deve ser apenas uma questão de tempo para Pato, já que ainda restam quatro rodadas para o encerramento do campeonato.

O bom momento do atacante no Oriente pode ser atestado também por outros números. Desde que chegou ao Quanjian, ele ostenta uma média de 0,58 gol por partida, a maior desde que deixou o Internacional para se arriscar na Europa, dez anos atrás..

No Milan, onde ficou por quase seis temporadas, o brasileiro teve média de 0,42 gol por jogo. O segundo melhor desempenho foi no São Paulo (0,39). No Corinthians e no Villarreal, as marcas foram parecidas, algo em torno de 0,27.

Já as estatísticas do Chelsea não devem nem ser consideradas. Afinal, a passagem de Pato pela Inglaterra praticamente não existiu. Durante o semestre que vestiu a camisa azul, o atacante só entrou em campo duas vezes e marcou um gol, de pênalti.

Ainda que a liga chinesa não tenha o mesmo nível técnico dos outros campeonatos disputados por Pato ao longo de sua carreira, a boa fase vivida pelo atacante pode ser comprovada comparando seu desempenho com os de outros atletas conhecidos que atuam no futebol mais rico da Ásia.

O camisa 10 ocupa a sexta colocação na artilharia do Chinês. Ele tem mais gols que Hulk (13), que disputou a Copa do Mundo-2014, Diego Tardeli (11), presente na última convocação da seleção brasileira, e Graziano Pellè (5), titular da Itália até pouco tempo atrás.

Impulsionado pelo momento positivo de pato, O Quanjian, atual campeão da segunda divisão chinesa e estreante na elite, ainda briga por uma vaga na próxima edição da Liga dos Campeões da Ásia.

A equipe dirigida pelo italiano Fabio Cannavaro é a quarta colocada da Superliga, com 44 pontos, dois a menos que o Hebei Fortune, terceiro e último classificado para o torneio continental.

Vencedor das últimas seis temporadas na China, o Guangzhou Evergrande, do técnico brasileiro Luiz Felipe Scolari, já tem 58 pontos e caminha para o heptacampeonato nacional.

PATO EM CAMPEONATOS NACIONAIS

2006 – Brasileiro (Internacional) – 1 gol
2007 – Brasileiro (Internacional) – 5 gols
2007/08 – Italiano (Milan) – 9 gols
2008/09 – Italiano (Milan) – 15 gols
2009/10 – Italiano (Milan) – 12 gols
2010/11 – Italiano (Milan) – 14 gols
2011/12 – Italiano (Milan) – 1 gol
2012/13 – Italiano (Milan) – nenhum gol
2013 – Brasileiro (Corinthians) – 10 gols
2014 – Brasileiro (São Paulo) – 9 gols
2015 – Brasileiro (São Paulo) – 10 gols
2015/16 – Inglês (Chelsea) – 1 gol
2016/17 – Espanhol (Villarreal) – 2 gols
2017 – Chinês (Tianjin Quanjian) – 14 gols


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Como Ricardo Goulart superou estrelas para virar “rei” do futebol chinês
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Rafael Reis

Cento e quinze jogos, 71 gols e 38 assistências. Dois campeonatos nacionais disputados, dois títulos conquistados. Melhor jogador das duas últimas temporadas e o prêmio de artilharia da mais recente.

Em linhas gerais, é esse o resumo até o momento da passagem de Ricardo Goulart pela China. Um resumo que faz dele o jogador mais importante do bilionário futebol do gigante asiático na atualidade.

O meia-atacante foi tirado do Cruzeiro pelo Guangzhou Evergrande no início de 2015 por 15 milhões de euros (R$ 55,2 milhões, na cotação atual), uma ninharia perto do que os chineses gastaram para contratar Oscar (60 milhões de euros), Hulk (55,8 milhões), Alex Teixeira (50 milhões) e Jackson Martínez (42 milhões).

Mas, apesar de ter custado pouco para os padrões chineses contemporâneos, o brasileiro faz gol como ninguém no Oriente.

Desde 2015, Goulart é o jogador que mais balançou as redes na Superliga Chinesa. Em sua temporada de estreia, ele foi o vice-artilheiro da competição. No ano passado, o goleador máximo do torneio. E agora, ocupa o segundo lugar na lista dos matadores –tem 12 gols, contra 18 do israelense Eran Zahavi, do Guanzghou R&F.

É evidente que o poderio do Evergrande ajuda a explicar o sucesso do ex-cruzeirense. Afinal, o time dirigido por Luiz Felipe Scolari é o atual hexacampeão chinês e ocupa novamente a liderança da liga, com um ponto de vantagem para o Shanghai SIPG.

Mas, apesar de jogar ao lado de Paulinho, titular da seleção brasileira e na lista de contratações do Barcelona, e de Muriqui, é o melhor jogador do melhor time da China. E tem feito história por lá.

Goulart é o único atleta da história da Superliga Chinesa a conquistar o prêmio de craque do campeonato por duas vezes (2015 e 2016). E também foi o último a ser eleito o melhor jogador da Liga dos Campeões da Ásia por um time da China (2015).

O meia-atacante, que fazia parte de convocações da seleção quando foi negociado com o Oriente e hoje parece distante dos planos de Tite, apesar da ótima fase, já é um dos dez estrangeiros que mais balançaram as redes na história do futebol profissional chinês.

Goulart tem contrato com o Evergrande até janeiro de 2020. Ou seja, a não ser que acerte uma transferência para outro país ou retorne para o Brasil, tem pelo menos mais duas temporadas e meia pela frente na China. Tempo suficiente para se consolidar ainda mais como o “rei” do futebol local.


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Pato recupera fome de gol na China e tem melhor média em 10 anos
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Rafael Reis

Azar no amor, sorte no jogo.

Em meio ao fim do relacionamento de três anos com a modelo e atriz Fiorella Mattheis, anunciado na última terça-feira, o atacante brasileiro Alexandre Pato reencontrou o caminho do gol.

Depois de fracassar com as camisas de Chelsea e Villarreal, o ex-jogador de São Paulo e Corinthians virou um dos principais homens-gol do Campeonato Chinês nesta temporada.

Nas primeiras 15 partidas pelo Tianjin Quanjian, clube que pagou 18 milhões de euros (R$ 56,2 milhões) para contar com seu futebol, o paranaense já balançou as redes oito vezes. Sua média de gols (0,53 por partida) é a mais alta dos últimos dez anos.

Desde que deixou o Internacional, em 2007, como um adolescente que parecia fadado a construir uma carreira de sucesso na seleção, Pato não comemorava gols com tanta frequência.

No Milan, onde ficou por quase seis temporadas, o brasileiro teve média de 0,42 gol por jogo. O segundo melhor desempenho foi no São Paulo (0,39). No Corinthians e no Villarreal, as marcas foram parecidas, algo em torno de 0,27.

Já as estatísticas do Chelsea não devem nem ser consideradas. Afinal, a passagem de Pato pela Inglaterra praticamente não existiu. Durante o semestre que vestiu a camisa azul, o atacante só entrou em campo duas vezes e marcou um gol, de pênalti.

No Quanjian, clube que estreia na primeira divisão chinesa e que conquistou a Série B na temporada passada com um elenco repleto de brasileiros (Jadson, Luís Fabiano e Geuvânio), Pato é o camisa 10 e a maior referência ofensiva.

O centroavante responde por 38% dos 21 gols anotados por seu time no campeonato e é o principal responsável pela boa campanha da equipe, quinta colocada, com 25 pontos, 12 a menos que o Guangzhou Evergrande, líder e atual hexacampeão nacional.

Foi justamente contra o Evergrande, time dirigido por Luiz Felipe Scolari e que conta com os brasileiros Paulinho, Alan e Ricardo Goulart, que Pato fez sua obra-prima desde a chegada ao Oriente.

No encontro entre as duas equipes, no último domingo, Pato recebeu a bola antes da linha do meio-campo, atravessou toda a intermediária adversária, driblou dois marcadores e anotou um golaço na vitória por 4 a 3 do Quanjian.

“Hoje fizemos um pedaço da história do futebol chinês! E essa vitória é muito importante para a história do Tianjin Quanjian! Obrigado a todos”, postou o jogador, em sua conta no Instagram.


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Ex-Corinthians, Zizao agora é líder do Chinês… e com um time “pobre”
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Rafael Reis

Quem lidera o milionário Campeonato Chinês? O Guangzhou Evegrande, atual hexacampeão nacional? O Shanghai SIPG, dos brasileiros Hulk e Oscar? Talvez o Shanghai Shenhua, do astro Carlos Tevez? Ou ainda o Tianjin Quanjian, de Alexandre Pato e do belga Axel Witsel?

Nenhum deles. A resposta correta para essa pergunta não é nenhuma das alternativas mais óbvias. A dona do futebol chinês neste início de temporada 2017 é a equipe de Zizao.

O Guangzhou R&F, time que o carismático ex-jogador do Corinthians defende desde o começo do ano passado, é o último invicto da Superliga Chinesa. Em seis rodadas, acumula cinco vitórias e um empate.

Líder da competição, tem três pontos de vantagem para Shanghai SIPG, Guangzhou Evergrande e Shandong Luneng, seus adversários mais próximos.

O que surpreende na primeira colocação ocupada pelo time do sul da China nem é o fato de ele contar com Zizao em sua lista de atletas, mas sim o poderio financeiro e o elenco modesto na comparação com os clubes mais poderosos do país.

De acordo com o Transfermarkt, site especializado no mercado da bola, o Guangzhou R&F tem apenas o 11º elenco mais valioso entre os 16 participantes da primeira divisão chinesa.

A soma dos valores de mercado de todos os seus jogadores gira em torno de 15 milhões de euros (R$ 51,9 milhões), menos de 24% do valor estimado do elenco do Shanghai SIPG (63,9 milhões de euros, ou R$ 221 milhões), o mais caro do gigante asiático.

Enquanto os clubes mais abastados do país sonham com astros do escalão de Cristiano Ronaldo e Wayne Rooney e contratam jogadores com história de sucesso no primeiro escalão da Europa, o líder do Campeonato Chinês se satisfaz com coadjuvantes do futebol internacional e atletas pouco conhecidos.

A estrela da companhia é um israelense. Eran Zahavi, ex-jogador do Maccabi Tel Aviv que jogou por duas temporadas no Palermo e marcou somente dois gols, é o artilheiro da Superliga, com seis bolas na rede, e o principal nome do Guangzhou R&F.

Os outros estrangeiros do elenco dirigido pelo sérvio Dragan Stojkovic também fogem do estereótipo de estrelas consagradas que costumam ir para a China ganhar dinheiro.

O mais conhecido deles é o volante Júnior Urso, ex-Atlético-MG e com passagens por Avaí e Coritiba. A sensação do futebol chinês conta ainda com o brasileiro Renatinho, meia-atacante que fez carreira no futebol paranaense e também vestiu a camisa da Ponte Preta, o sul-coreano Hyun-Soo Jang e o australiano Apostolos Giannou.

E o Zizao? Qual o papel do ex-corintiano na equipe que tem surpreendido a China?

O dono da camisa 32 é uma espécie de curinga do meio-campo do Guangzhou R&F. Titular em cinco das seis partidas desta temporada, já atuou como volante, aberto pela esquerda e também centralizado, na criação das jogadas.

O ex-jogador do Corinthians ainda não balançou as redes em 2017, mas já deu uma assistência, na vitória por 2 a 0 contra o Tianjin Quanjian, de Pato, na primeira rodada do Chinês.


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Não é só na seleção: Como Paulinho virou “homem-gol” na China
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Rafael Reis

Quem se surpreendeu com os três gols marcados por Paulinho contra o Uruguai, há dez dias, e com o bom desempenho ofensivo do volante nas partidas da seleção brasileira precisa dar uma olhada no que ele anda fazendo no futebol da China.

Em seu terceiro ano vestindo a camisa do Guangzhou Evergrande, atual hexacampeão nacional, o ex-jogador do Corinthians tem balançado as redes como nunca na carreira.

O camisa 8 marcou três gols nas primeiras sete partidas da temporada e divide a vice-artilheira do time com Ricardo Goulart, goleador máximo da última edição do Chinês –Alan, outro brasileiro do elenco, já balançou as redes cinco vezes.

O “novo Paulinho” é bem diferente do jogador que demorou 24 partidas para chegar a três gols pelo Evergrande no ano passado e que marcou apenas duas vezes na temporada 2014/15, sua última pelo Tottenham.

E engana-se quem pensa que o sucesso ofensivo do titular da seleção brasileira na China está ligado a uma decisão de Felipão de escalá-lo mais à frente do que de costume.

No Evergrande, Paulinho faz a mesma função que executou na maior parte de sua carreira: a de segundo homem de meio-campo. O chinês Zhi Zheng, capitão da equipe, atua como volante, e Goulart é o jogador mais adiantado do setor de criação.

Ou seja, a alta frequência dos gols do xodó de Tite está mais ligada à sua volúpia e inteligência para aparecer no ataque como elemento-surpresa do que a um novo esquema tático que acaba privilegiando seus avanços.

Paulinho marcou pela primeira vez na temporada na estreia do Evegrande na Liga dos Campeões da Ásia. Na goleada por 7 a 0 sobre o Eastern, de Hong Kong, ele deixou sua marca e ainda deu uma assistência.

Os outros dois gols saíram no Chinês. O brasileiro fez os dois gols da vitória por 2 a 1 sobre o Beijing Guoan, time de Ralf e Renato Augusto, no começo do mês passado.

Um dos jogadores que mais se “queimaram” no fiasco brasileiro na Copa-2014, Paulinho ficou afastado da seleção por dois anos e só voltou a vestir a camisa amarela depois da chegada de Tite, treinador que o dirigiu no Corinthians e o transformou em um nome de destaque no futebol nacional.

Com o novo técnico, ele virou peça-chave da equipe. Foi titular em sete dos oito últimos jogos das eliminatórias (cumpriu suspensão ante a Bolívia) e é o terceiro artilheiro da “era Tite”, com quatro gols.

Só Neymar (seis gols) e Gabriel Jesus (cinco) balançaram as redes mais do que ele desde a troca no comando da seleção. Outra prova de que Paulinho virou mesmo um “homem-gol”.


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“Rei das estreias”, Pato enfrenta jejum de gols inédito na China
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Rafael Reis

Passar em branco nos dois primeiros jogos por um novo clube não é problema para nenhum atacante. Ou, pelo menos, não deveria ser.

Mas, para o brasileiro Alexandre Pato, os 180 minutos sem balançar as redes pelo Tianjin Quanjian significam demais.

Apelidado de “Rei das estreias” pela tradição construída ao longo da carreira de marcar logo na primeira partida oficial por uma nova equipe, o atacante nunca demorou tanto para festejar seu primeiro gol vestindo uma camisa quanto na China.

Pato marcou no seu primeiro jogo oficial como profissional, aos 17 anos, contra o Palmeiras, pelo Internacional. Repetiu a dose na seleção brasileira, no Milan, no Corinthians, no Villarreal e até no Chelsea, clube pelo qual disputou apenas duas partidas e onde foi transformado em piada pela imprensa inglesa.

Já no São Paulo, o atacante até balançou as redes, na estreia contra o CSA, pela Copa do Brasil-2014. Mas o gol foi anulado. Sem problemas: na partida de volta do mata-mata, sua segunda vestindo a camisa do time do Morumbi, ele deixou sua marca.

É por isso que ter passado em branco nas duas primeiras rodadas do Campeonato Chinês é um fato inédito na carreira do jogador de 27 anos.

Contratado no fim de janeiro por 18 milhões de euros (R$ 61,1 milhões) do Villarreal, Pato ganhou a camisa 10 do Tianjin Quanjian, atual campeão da segunda divisão chinesa e que contou na temporada passada com Jadson (Corinthians) e Luís Fabiano (Vasco).

Em sua primeira partida oficial na Ásia, Pato não só passou em branco, como viu sua equipe ser derrotada fora de casa pelo Guangzhou R&F, clube que conta em seu elenco com o ex-corintiano Zizao.

Já na segunda rodada do Chinês-2017, o brasileiro teve uma oportunidade de ouro para comemorar seu primeiro gol pelo Quanjian e evitar o jejum histórico. Mas, acabou desperdiçando um pênalti ante o Shanghai Shenhua, clube que tem Tevez como estrela.

A falha do centroavante custou caro ao time de Pato, que empatou por 1 a 1 e ocupa apenas a 12ª colocação no campeonato.

O pênalti desperdiçado pelo brasileiro repercutiu bastante na China e também no exterior. Não pela falha em si, mas pela suspensão de dois jogos recebida pelo meia Sun Shilin, do Shenhua. O jogador foi punido por ter “ridicularizado” Pato com um joinha logo após o lance.

O atacante ex-Inter, Corinthians e São Paulo terá neste sábado mais uma oportunidade de marcar seu primeiro gol pelo Quanjian. A equipe do brasileiro recebe o modesto Henan Jianye, que também ainda não venceu nesta temporada.


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Após “limpa” no Brasil, mercado da China agora foca Europa; veja nomes
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Rafael Reis

Depois de provocar o desmanche do Corinthians e contratar a rodo no futebol brasileiro em janeiro e fevereiro, a China mudou de foco em sua janela de transferências de meio de ano.

Os clubes da Superliga chinesa, a primeira divisão do gigante asiático, priorizaram o mercado europeu na hora de buscar seus reforços para a segunda metade da temporada 2016.

As três contratações mais caras da janela mostra bem essa tendência.

O brasileiro Hulk, o italiano Graziano Pellè e o nigeriano Anthony Ujah atuavam em times de segundo ou terceiro escalão do futebol europeu e já são bastante experimentados no cenário internacional. Não são apostas, na avaliaçãp chinesa, mas sim certezas.

Essa segurança fez os clubes pagarem caro para levá-los à Ásia. Hulk foi tirado do Zenit por 55,8 milhões de euros (R$ 202 milhões), valor recorde para a China.

Já Pellè, titular da Itália na Eurocopa, deixou o Southampton após pagamento de 15,2 milhões de euros (R$ 55,1 milhões). Muito dinheiro para um jogador de 30 anos.

Além deles, os chineses também tiraram jogadores do Werder Bremen (ALE), do Newcastle (ING) e do Dnipro (UCR) nesta janela.

Por outro lado, as poucas investidas dos chineses ao Brasil no último mês por enquanto não deram em nada. O santista Gabriel recusou transferência para o Hebei Fortune. O Palmeiras e o Atlético-MG também não aceitaram propostas de lá por Dudu e Lucas Pratto, respectivamente.

A mudança no foco das contratações feitas pela China está ligada a dois fatores: um econômico e outro de fracassos anteriores.

O poderio econômico dos clubes do Oriente tem crescido em uma velocidade assustadora. Se há pouco tempo, suas propostas eram atrativas apenas para quem estava nos mercados periféricos, como o Brasil, agora já são capazes de seduzir mesmo quem atua em grandes centros.

Essa alteração já pode ser sentida na reta final da temporada anterior, com as contratações de Gervinho, Lavezzi, Alex Teixeira e Ramires. Agora, intensificou-se.

Mas a maior mudança em relação ao mercado do primeiro semestre foi o fracasso dos técnicos brasileiros Mano Menezes (Shandong Luneng) e Vanderlei Luxemburgo (Tianjinh Quanjian).

Ambos costumavam pedir reforços brasileiros e, por conhecerem principalmente o mercado nacional, de preferência que atuavam por aqui. Com suas demissões e a troca por treinadores de outras nacionalidades, essa porta se fechou.

Atualmente, apenas um técnico brasileiro trabalha na elite chinesa, Luiz Felipe Scolari, que dirige o Guangzhou Evergrande, atual pentacampeão nacional e líder com folga da atual edição do campeonato.

Maiores contratações da janela chinesa (em euros):

1º – Hulk (BRA, do Zenit-RUS para o Shangai Spig) – 55,8 milhões
2º – Graziano Pellè (ITA, do Southampton-ING para o Shandong Luneng) – 15,2 milhões
3º – Anthony Ujah (NIG, do Werder Bremen-ALE para o Liaoning) – 11,5 milhões
4º – Malick Evouna (GAB, do Al Ahly-EGI para o Tianjin Teda) – 7,25 milhões
5º – Eran Zahavi (ISR, do Maccabi Tel-Aviv-ISR para o Guangzhou R&F) – 7,23 milhões
6º – Demba Cissé (SEN, do Newcastle-ING para o Shandong Luneng) – 5,5 milhões


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O pesadelo recomeça: China abre hoje sua janela de transferências
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Rafael Reis

O torcedor que deseja ver seu time forte para o segundo semestre no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil tem um bom motivo para ficar preocupado nas próximas três semanas e meia.

É que a partir desta segunda-feira, e até o dia 14 de julho, os clubes chineses estão novamente liberados para contratar e inscrever novos jogadores.

A apreensão dos brasileiros se explica pelo que aconteceu na última janela de transferências, entre janeiro e fevereiro.

Ricardo Oliveira

Com investimento recorde de 398 milhões de euros (mais de R$ 1,5 bilhão) em reforços, os orientais levaram para a Ásia o zagueiro Gil, o volante Ralf, os meias Jadson e Renato Augusto, o meia-atacante Geuvânio e o atacante Luís Fabiano, além de estrelas internacionais do porte do argentino Lavezzi, do colombiano Jackson Martínez e do marfinense Gervinho.

Desta vez, o mercado tende a ser um pouco mais discreto, já que o Campeonato Chinês está em pleno andamento e os elencos de todos os clubes estão devidamente montados.

Além disso, como todas as equipes da primeira divisão já atingiram o limite de cinco estrangeiros por time (sendo que um deles precisa necessariamente ser asiático), novos gringos só poderão ser contratados para substituir os que já estão por lá.

Um exemplo: se o Guangzhou Evergrande, time dirigido por Luiz Felipe Scolari e líder da competição, quiser buscar um novo estrangeiro, ele terá de liberar, emprestar ou rebaixar para a equipe B Paulinho, Ricardo Goulart, Jackson Martínez ou Alan. Se esse reforço for asiático, o sul-coreano Kim Young-Gwon poderá ser cortado.

Mas, apesar da limitação, os clubes brasileiros dificilmente passarão batidos pela nova janela de transferências da China.

Foram vários os rumores nos últimos meses que apontaram possíveis transferências de astros dos clubes daqui para a mais rica liga nacional da Ásia no meio do ano.

O caso mais conhecido é o do volante corintiano Elias, que estava apalavrado com o Shandong Luneng até a queda do técnico brasileiro Mano Menezes.

Além do titular da seleção, os chineses conversaram recentemente e podem fazer uma investida pelos atacantes Ricardo Oliveira e Gabriel, ambos do Santos, Nenê (Vasco) e Guerrero (Flamengo).

Outros jogadores que já tiveram seus nomes ligados a possíveis transferências para o futebol chinês são o meia Diego Souza (Sport), o atacante Lucas Pratto (Atlético-MG) e Alexandre Pato (Corinthians).

Certo é que, até o dia 14, o torcedor brasileiro vai viver a tensão da possibilidade dos principais jogadores do seu time fazerem um negócio da China.


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Rafael Reis

A cada seis meses agora é assim: os clubes chineses desembarcam no Brasil, contratam alguns dos melhores nomes disponíveis no futebol nacional e retornam todos sorridentes para o Oriente.

Mas, devido às dificuldades de adaptação a uma cultura tão diferente da brasileira e ao limite de estrangeiros existente na liga chinesa, o caminho de volta também se repete uma vez por semestre.

Por isso, preparamos um guia com os sete melhores brasileiros que, por um motivo ou outro, podem estar dispostos a deixar a China e retornar ao país. São opções de reforços para o seu time no segundo semestre.

DIEGO TARDELLI
Atacante
31 anos
Shandong Luneng
Diego Tardelli
Está na China há um ano e meio e é titular absoluto do Shandong Luneng. Mas sua passagem pelo futebol asiático acabou afastando-o da seleção, e hoje o atacante parece bastante longe de voltar para as convocações de Dunga. Mesmo à distância, Tardelli continua acompanhando tudo que acontece no Atlético-MG e sempre escreve sobre o clube nas redes sociais. Seu retorno ao time onde mais fez sucesso na carreira tem cara de ser apenas questão de tempo.

JADSON
Meia
32 anos
Tianjin Quanjian
Jadson
Um dos melhores jogadores do último Campeonato Brasileiro, topou encarar a segunda divisão do Chinês por causa de Vanderlei Luxemburgo. A demissão do treinador abre também a possibilidade de seu retorno para casa. Mas, para voltar ao futebol nacional, Jadson teria que topar uma redução substancial no salário de cerca de R$ 1 milhão que recebe no Tianjin Quanjian.

ALOÍSIO
Atacante
27 anos
Shandong Luneng

Artilheiro do último Campeonato Chinês, perdeu espaço no Shandong Luneng depois de uma cirurgia no joelho esquerdo no fim do ano passado e acabou nem sendo inscrito na Liga dos Campeões da Ásia. Assim como Diego Tardelli, não esconde de ninguém sua preferência em um possível retorno ao futebol brasileiro. Aloísio quer voltar a defender o São Paulo, último time que defendeu antes de ir para o Oriente.

GEUVÂNIO
Meia-atacante
24 anos
Tianjin Quanjian
Geuvanio
Outro que, assim como Jadson, foi convencido por Luxemburgo (e muito dinheiro) a jogar na segunda divisão da China e que está meio perdido desde a saída do treinado brasileiro. No caso do meia-atacante, o futebol apresentado por lá também não tem encantado tanto assim. Geuvânio tem as portas no Santos, mas precisaria abrir mão de muita coisa para se encaixar na política salarial do clube.


Atacante
29 anos
Jiangsu Suning
Jo
Contratado há quatro meses, até tem balançado as redes na Liga dos Campeões, mas sofre com a falta de gols no Campeonato Chinês. O ex-atacante da seleção brasileira marcou apenas duas vezes nas 11 primeiras rodadas da competição. Como dinheiro não é problema para o Jiangsu Suning, o segundo time mais caro do país, de acordo com o site Transfermarkt, especializado no mercado da bola, é possível que o clube busque um novo reforço para o ataque na janela do meio do ano, abrindo as portas para a saída de Jô.

ANSELMO RAMON
Atacante
27 anos
Hangzhou Greentown
Anselmo Ramon
“Veterano” no futebol chinês, onde está há dois anos e meio, o ex-atacante do Cruzeiro não foi inscrito na competição nesta temporada devido ao limite de estrangeiros e acabou rebaixado para a segunda equipe do Hangzhou Greentown. Apesar de ter contrato até o fim de 2017, não deve ter dificuldade para conseguir a rescisão caso receba uma proposta vantajosa para retomar a carreira no Brasil.

KLÉBER
Atacante
26 anos
Beijing Guoan
Kleber
Companheiro de Zizao na temporada passada e agora parceiro de Ralf e Renato Augusto, o ex-centroavante do Palmeiras foi parar no banco neste ano. O brasileiro só participou de 186 minutos do atual Campeonato Chinês e não joga uma partida oficial desde o fim de abril. É pouco provável que Kléber não seja trocado por outro estrangeiro na próxima janela de transferências.


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