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Arquivo : campeonato alemão

Qual a origem da cicatriz no rosto de Ribéry?
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Rafael Reis

Imagem: Christian Charisius/Reuters

“Tenho orgulho da minha cicatriz. Ela me deu força e forjou meu caráter. Você precisa aprender a ser mentalmente forte para resistir às ridicularizações feitas pelas crianças e aos olhares dos adultos.”

É assim que o meia-atacante Franck Ribéry, 34 anos, costuma falar sobre a enorme marca que exibe no lado direito de sua face e que lhe rendeu no futebol o apelido de “Scarface”, em referência ao filme protagonizado por Al Pacino em 1983.

Mas, afinal, qual é a origem da cicatriz que o craque francês do Bayern de Munique carrega no rosto?

Ribéry sofreu um grave acidente de carro quando tinha apenas dois anos, em Boulogne-sur-Mer, sua cidade natal. O veículo onde estava com sua família colidiu com um caminhão, e o garoto foi lançado do banco de trás em direção ao para-brisas.

A batida não lhe deixou nenhuma sequela grave. No entanto, os mais de 100 pontos que os médicos deram em sua face nunca sumiram completamente e deram origem a cicatriz que o craque do Bayern aprendeu a amar.

A amar? Sim. Sempre que é questionado sobre o tema, o francês faz questão de lembrar que o bullying que sofreu na escola e os olhares tortos que o acompanham até hoje devido à marca na face só lhe ajudaram a se tornar o homem que é atualmente.

“De certa forma, esse acidente me ajudou. Foi algo que me motivou quando criança. Deus me deu essa diferença. As cicatrizes são parte de mim, e as pessoas precisam me aceitar do jeito que sou”, afirmou no livro “The Football Men: Up Close with the Giants of the Modern Game”, publicado em 2011 pelo jornalista inglês Simon Kuper.

Imagem: Christophe Ena/AP

E o mundo do futebol aceita (e admira) Ribéry há 17 anos. O meia-atacante começou a carreira como profissional em 2000, pelo Boulogne, e passou por Alès, Brest, Metz, Galatasaray e Olympique de Marselha até chegar ao Bayern, dez anos atrás.

Em uma década de Bayern, acumula 361 partidas, 112 gols, 174 assistências, sete títulos alemães, uma Liga dos Campeões da Europa e a indicação para o prêmio de melhor jogador do mundo de 2013 –ficou na terceira colocação, atrás de Messi e Cristiano Ronaldo.

Pela seleção francesa, jogou 81 partidas, balançou as redes 16 vezes e participou de duas Copas do Mundo (2006 e 2010). Em 2014, perdeu o Mundial devido a uma lesão nas costas e anunciou que não gostaria mais de ser convocado, posição que mantém até hoje.

“Sou assim. Este é meu rosto, o único que as pessoas conhecem. Sou feliz com ele. Por que não deveria?”


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Time de Hitler? Como clube alemão tenta apagar nazismo de sua história
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Rafael Reis

Todo clube de futebol gostaria de ter como torcedor ilustre uma figura forte, decidida, reconhecida por quase 100% do planeta e que ajudaria a levar seu nome além de qualquer fronteira. Certo? Não se o torcedor em questão for Adolf Hitler.

É contra o estigma de ser conhecido como o time de um maiores genocidas do século XX que o Schalke 04 luta há mais de meio século.

Na verdade, não há nenhuma comprovação de que o pai do nazismo e líder da Alemanha entre 1933 e 1945 tenha realmente sido um admirador do time de Gelsenkirchen, décimo colocado na última edição da Bundesliga.

Mesmo assim, a conexão entre Hitler e o clube não chega a ser uma lenda urbana. Ela tem raízes históricas e, até por isso, continua sendo lembrada até hoje por torcedores adversários.

A principal dessas raízes vem do sucesso obtido pelo Schalke durante o Terceiro Reich. Seis dos sete títulos alemães da história do clube foram conquistados no período do governo nazista: 1934, 1935, 1937, 1939, 1940 e 1942.

Os bons resultados dentro de campo não passaram alheios por Joseph Goebbels, o braço-direito marqueteiro de Hitler, que tratou de usar as vitórias obtidas pelo Schalke 04 na propaganda nazista que era distribuída ao público.

Some-se a isso o fato de o Schalke 04 ter sido classificado pelo governo como um clube ariano, fundado por trabalhadores braçais e mineiros germânicos que deram seu suor pela Alemanha, ao contrário de Borussia Dortmund e Bayern de Munique, de raízes e tendências judias. Ou seja, que deviam ser combatidos…

Abraçado pelo regime dominante e vivendo uma era de sucesso dentro de campo, o time se tornou o mais popular do país durante o período nazista. E, evidentemente, muitos desses torcedores (como boa parte da população da época) eram também simpatizantes de Hitler.

Mas o ditador jamais foi um grande fã do futebol e preferia ginástica e atletismo, esportes que considerava muito mais másculos do que aquele balé de pernas correndo atrás de uma bola.

Por isso, é pouco provável que seu coração fosse azul, como fez questão de ressaltar Gerd Voss, então chefe de relações públicas do Schalke 04, em 2014, seis anos depois de o jornal britânico “Times” classificar Hitler como o pior torcedor famoso de um clube de futebol.

“Descobrimos que ele deve ter sido um torcedor de sofá, porque ele nunca foi a nenhum de nossos jogos, nem mesmo a uma decisão de campeonato ao lado da sua porta, no Estádio Olímpico em Berlim. Talvez ele estivesse muito ocupado com as suas políticas genocidas… ou talvez não fosse um torcedor de futebol”, afirmou o dirigente, em resposta ao artigo.


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Disputa é pela artilharia: 7 motivos para acompanhar o Campeonato Alemão
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Rafael Reis

Bayern de Munique e Bayer Leverkusen dão nesta sexta-feira, a partir das 15h30, o pontapé inicial para a 55ª edição da Bundesliga, a primeira divisão do Campeonato Alemão.

E apesar de quase todo mundo acreditar que, ao término desta temporada, o Bayern adicionará mais um troféu ao seu vasto currículo, não faltam motivos para acompanhar de perto o futebol germânico.

Conheça abaixo sete motivos pelos quais vale a pena dar uma olhadinha na temporada 2017/18 do Campeonato Alemão:

CAMPEÕES MUNDIAIS

A um ano da Copa do Mundo, é bom acompanhar de perto as armas das seleções que podem ameaçar o Brasil no próximo ano. E uma das principais ameaças com certeza é a Alemanha, atual campeã mundial e da Copa das Confederações. Pois bem, a maior parte dos convocados de Joachim Löw para a Rússia-2018 deve sair desta edição do Campeonato Alemão. Então, olho neles.

BAYERN SEM PILARES

O Bayern continua sendo a maior potência da Alemanha e principal favorito ao título, só que terá de se virar nesta temporada sem dois dos seus principais pilares dos últimos anos. O lateral direito Philipp Lahm, 33, e o volante Xabi Alonso, 35, decidiram se aposentar e não deixaram substitutos prontos para desempenhar as funções que tinham na equipe. Trabalho extra para o técnico Carlo Ancelotti.

VAI TER BRIGA?

O possível enfraquecimento do Bayern nesta temporada levanta a questão: será que poderemos ter um outro campeão alemão? A pergunta é difícil de ser respondida porque o Borussia Dortmund, atualmente o maior rival do clube de Munique na Bundesliga, ainda pode perder para o Barcelona um dos seus principais jogadores, o meia-atacante francês Ousmane Dembélé, e está de técnico novo, o holandês Peter Bosz, ex-Ajax.

DISPUTA PELA ARTILHARIA

Se a briga pelo título alemão não tem sido das mais empolgantes nos últimos anos, a disputa pelo posto de artilheiro da Bundesliga sempre pega fogo. Em 2016, Robert Lewandowski, do Bayern, levou a melhor. Na última temporada, Pierre-Emerick Aubameyang, do Borussia Dortmund, deu o troco. Desta vez, a menos que Auba deixe a Alemanha em uma transação de última hora, a dupla deve protagonizar mais uma vez o confronto pela artilharia.

TERCEIRA VIA

Em sua primeira temporada na elite do futebol alemão, o RB Leipzig fez bonito, tão bonito que terminou à frente do Borussia Dortmund e como vice-campeão da Bundesliga. Agora, tendo que dividir atenções entre a liga nacional e a Champions, chegou a hora de o time da Red Bull provar se é um fenômeno passageiro ou uma força que veio para se firmar no cenário germânico.

QUEM É TOLISSO?

O reforço mais caro da história do Bayern de Munique é praticamente um desconhecido para os torcedores. O francês Corentin Tolisso, de 23 anos, foi tirado do Lyon por 41,5 milhões de euros (R$ 154 milhões) para ampliar as opções de Ancelotti no meio-campo do atual campeão alemão e talvez até ser o substituto de Xabi Alonso. Nos dois primeiros jogos oficiais da temporada, Tolisso fez o mínimo que se espera de alguém que custou tanto: foi titular e não comprometeu.

LOBOS PERDIDOS

Um dos clubes mais ricos da Alemanha, graças ao aporte da Volkswagen, o Wolfsburg tenta reencontrar seu caminho depois de escapar por pouco do rebaixamento na temporada passada. O campeão alemão de 2009 e vice de 2015 gastou mais de 50 milhões de euros (R$ 185 milhões) em reforços, entre eles o lateral brasileiro William, ex-Internacional.


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Janela já movimentou R$ 4,5 bi em transferências; Bundesliga lidera gastos
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Rafael Reis

A menos de uma semana da abertura da janela de transferências para o futebol europeu, o Mercado da Bola já movimentou mais de 1,2 bilhão de euros (R$ 4,5 bilhões) em compras e vendas de jogadores para a temporada 2017/18.

Apesar de o período de concretização de transferências internacionais nas principais ligas do planeta começar oficialmente apenas no sábado, os grandes clubes da Europa já estão em pleno vapor à caça de reforços para as competições dos próximos meses.

Contrariando uma tendência das últimas temporadas, o campeonato “mais gastão” de 2017/18 não é a Premier League inglesa, mas sim a Bundesliga alemã.

Até a última segunda-feira, os 18 clubes da primeira divisão do atual campeão mundial de futebol haviam gasto juntos 298 milhões de euros (R$ 1,1 bilhão) na chegada de novos jogadores, pouco mais que os 288,9 milhões de euros (R$ 1 bilhão) desembolsados pelos 20 times que disputam o Campeonato Inglês.

Mas, curiosamente, só dois dos dez negócios mais caros da janela haviam sido protagonizados por equipes alemãs, as compras dos franceses Corentin Tolisso e Kingsley Coman pelo Bayern de Munique.

Já os ingleses eram responsáveis por seis das dez contratações mais caras para a próxima temporada, inclusive a ida do meia-atacante português Bernardo Silva para o Manchester City, a líder do ranking dos grandes negócios de 2017/18.

Das dez ligas mais gastonas da temporada, nove são de países localizados na Europa. A exceção é o Campeonato Mexicano, que aparece na sétima colocação na lista, com investimento de 35,9 milhões de euros (R$ 134 milhões) em transferências.

O top 10 também conta com uma segunda divisão, a da Inglaterra, que já gastou 33,4 milhões de euros (R$ 124,8 milhões) em reforços e aparece no oitavo lugar entre todas as ligas nacionais do planeta.

O “Blog do Rafael Reis” publicada semanalmente, sempre às terças-feiras, um balanço da janela de transferências da temporada 2017/18, com as principais negociações e valores desembolsados em compras e vendas de jogadores.

Saiba agora tudo que está rolando no Mercado da Bola.

AS 10 LIGAS QUE MAIS GASTARAM NA TEMPORADA 2017/18
1º – Campeonato Alemão – 298,8 milhões de euros
2º – Campeonato Inglês – 288,9 milhões
3º – Campeonato Italiano – 263,9 milhões
4º – Campeonato Francês – 101,8 milhões
5º – Campeonato Espanhol – 76,1 milhões
6º – Campeonato Belga – 44,8 milhões
7º – Campeonato Mexicano – 35,9 milhões
8º – Campeonato Inglês (2ª divisão) – 33,4 milhões
9º – Campeonato Português – 27,8 milhões
10º – Campeonato Turco – 14,8 milhões
TOTAL:
1,2 bilhão de euros (R$ 4,5 bilhões)

AS 10 CONTRATAÇÕES MAIS CARAS DA TEMPORADA 2017/18
1º – Bernardo Silva (POR/Manchester City) – 50 milhões de euros
2º – Mohamed Salah (EGI, Liverpool) – 42 milhões de euros
3º – Corentin Tolisso (FRA/Bayern de Munique) – 41,5 milhões
4º – Ederson (BRA/Manchester City) – 40 milhões
5º – André Silva (POR/Milan) – 38 milhões
6º – Victor Lindelöf (SUE/Manchester United) – 35 milhões
7º – Jordan Pickford (ING/Everton) – 28,5 milhões
8º – Davy Klaasen (ING/Everton) – 27 milhões
9º – Youri Tielemans (FRA/Monaco) – 25 milhões
10º – Kingsley Coman (FRA/Bayern de Munique) – 21 milhões

OS 10 BRASILEIROS MAIS CAROS DA TEMPORADA 2017/18
1º – Ederson (Manchester City) – 40 milhões de euros
2º – Bruno Peres (Roma) – 12,5 milhões
3º – Luiz Araújo (Lille) – 10,5 milhões
4º – Vitor Hugo (Fiorentina) – 8 milhões
Juan Jesus (Roma) – 8 milhões
6º – Lyanco (Torino) – 6 milhões
7º – Marlon (Barcelona) – 5 milhões
William (Wolfsburg) – 5 milhões
9º – Marçal (Lyon) – 4,5 milhões
Guilherme (La Coruña) – 4,5 milhões

OS 10 CLUBES QUE MAIS CONTRATARAM NA TEMPORADA 2017/18
1º – Bayern de Munique (ALE) – 90,5 milhões de euros
2º – Manchester City (ING) – 90 milhões
3º – Milan (ITA) – 82 milhões
4º – Everton (ING) – 55,5 milhões
5º – Juventus (ITA) – 47,5 milhões
6º – Borussia Dortmund (ALE) – 44 milhões
7º – Liverpool (ING) – 42 milhões
8º – Monaco (FRA) – 36 milhões
9º – Roma (ITA) – 35,5 milhões
10º – Manchester United (ING) – 35 milhões

OS 10 CLUBES QUE MAIS VENDERAM NA TEMPORADA 2017/18
1º – Benfica (POR) – 81,8 milhões de euros
2º – Monaco (FRA) – 62,5 milhões
3º – Porto (POR) – 45 milhões
4º – Lyon (FRA) – 43 milhões
5º – Roma (ITA) – 42 milhões
6º – Juventus (ITA) – 38,5 milhões
7º – Torino (ITA) – 36,6 milhões
8º – Anderlecht (BEL) – 27,2 milhões
9º – Freiburg (ALE) – 26,5 milhões
10º – Wolfsburg (ALE) – 25 milhões

Fonte: Transfermarkt


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Mais comportados! Cartões a brasileiros caem 15% na temporada europeia
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Rafael Reis

Os jogadores brasileiros ficaram mais comportados na temporada 2016/17 do primeiro escalão do futebol europeu.

O número de cartões amarelos mostrados a representantes do futebol pentacampeão mundial nas cinco principais ligas nacionais do Velho Continente (Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha e França) caiu 15% em relação ao ano anterior.

Foram 397 advertências dadas a 99 atletas diferentes ao longo dos últimos nove meses, 70 a menos do que o total registrado em 2015/16.

O atacante Deyverson, do Alavés, nono colocado do Campeonato Espanhol, foi o recordista brasileiro de amarelos na temporada. O atacante recebeu 14 cartões em 32 partidas disputadas na liga.

A queda no número de expulsões foi ainda mais acentuada. Os jogadores brazucas receberam 18 cartões vermelhos no somatório das cinco competições analisadas. Na temporada passada, foram 28 exclusões.

Quem se destacou negativamente nessa estatística foi um integrante da seleção. O volante Fernandinho, que também atuou improvisado como lateral direito no Manchester City, foi expulso duas vezes na Premier League inglesa.

A redução na punição a jogadores brasileiros no primeiro escalão do futebol europeu não é uma simples questão matemática. Ela demonstra que houve uma evolução disciplinar dos atletas brazucas nesta temporada.

Isso porque, ao contrário do número cartões, a presença brasileira em campo nos cinco campeonatos nacionais mais importantes do continente cresceu. Ou seja, mesmo jogando mais, nossos atletas foram menos avertidos.

Um dado deixa isso bem claro: na atual temporada, os jogadores brasileiros receberam um cartão amarelo a cada 442 minutos (4,9 partidas) que ficaram em campo. Na anterior, era uma advertência a cada 370 minutos (4,1 jogos).


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Rafael Reis

Neymar pode até não ter tido seu melhor ano com a camisa do Barcelona. Mas isso não significa que os atacantes brasileiros ficaram devendo na temporada europeia.

Muito pelo contrário: há seis anos as cinco principais ligas nacionais do Velho Continente não viam tantas bolas serem empurradas para as redes por representantes do futebol pentacampeão mundial.

Somadas as primeiras divisões de Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha e França, jogadores de cidadania brasileira anotaram 223 gols em 2016/17, 11 a mais do que na temporada anterior.

Trata-se da maior marca desde 2010/11, quando foram anotados 226 tentos com DNA tupiniquim.

Apesar de ter passado longe de repetir os 24 gols feitos no Campeonato Espanhol de 2015/16, Neymar ainda dividiu com Philippe Coutinho o posto de principal artilheiro brasileiro das principais ligas nacionais da Europa.

O atacante do Barcelona e o meia do Liverpool marcaram 13 vezes cada em seus respectivos campeonatos.

Também nascido no Brasil, Diego Costa, colocou 20 bolas na rede com a camisa do Chelsea e foi o quarto colocado na artilharia da Premier League inglesa. No entanto, seus gols são oficialmente computados para a Espanha, país que decidiu defender.

Mesmo com o crescimento no número de gols anotados por brasileiros nas principais competições do planeta, a marca desta temporada ainda está distante do auge da artilharia nacional na Europa.

Em 2007/08, os brazucas marcaram 373 vezes nas cinco ligas analisadas, sendo 106 delas só no Espanhol. Na ocasião, Luís Fabiano (Sevilla) foi o terceiro na artilharia, com 24 gols, e Ricardo Oliveira (Betis) ficou em sexto, com 18.

A liga espanhola continua sendo a de maior poderio ofensivo brasileiro, ainda que os números de agora sejam bem mais modestos.

Na recém-encerrada temporada, foram 83 tentos brasileiros na primeira divisão espanhola marcados por 19 jogadores diferentes. Entre eles, estão Neymar, Marcelo, Ganso, Casemiro e Willian José, mas também Douglas (ex-São Paulo), Petros e Luciano (ex-Corinthians).


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Rafael Reis

Três anos depois de ser goleado por 7 a 1 pela Alemanha, o Brasil já começou a recuperar o prestígio internacional que costumava ostentar antes do vexame na semifinal da Copa do Mundo de 2014.

Prova disso é que a participação brasileira nos gramados do primeiro escalão do futebol internacional não para de crescer e já é inclusive superior a do período anterior ao último Mundial.

De acordo com informações do banco de dados “O Gol”, atletas representantes do único país pentacampeão mundial permaneceram dentro de campo durante 175.721 minutos nas cinco principais ligas nacionais da Europa na atual temporada.

Esse dado significa um crescimento de 1,6% em relação à temporada anterior e a melhor marca desde os 200.084 minutos registrados em 2009/10.

Mais que isso: essa é a primeira vez que a participação de jogadores brasileiros nos mais importantes campeonatos nacionais do planeta chega ao patamar anterior ao do fracasso dos comandados de Luiz Felipe Scolari ante a Alemanha.

Em 2013/14, logo antes da Copa, os clubes espanhóis, ingleses, alemães, italianos e franceses usaram atletas “brazucas” durante 174.194 minutos na primeira divisão de suas ligas. Coincidência ou não, na temporada seguinte, essa utilização despencou 10%.

O déficit já começou a ser reduzido na última temporada. E a recuperação se tornou completa ao longo dos últimos nove meses.

Na recém-encerrada temporada, 108 jogadores brasileiros foram escalados para participar das cinco principais ligas nacionais do planeta. O Italiano foi o campeonato que usou a maior variedade de atletas com cidadania brasileira (39).

No entanto, foi a primeira divisão espanhola quem mais deu oportunidade para os representantes do futebol pentacampeão mundial. Foram 47.539 minutos de Neymar, Marcelo, Casemiro e cia…

O lateral esquerdo Lucas Lima, do Nantes, foi o brasileiro que mais participou dos campeonatos nacionais nesta temporada. O ex-Botafogo e Internacional ficou em campo em 3.382 dos 3.420 minutos possíveis no Francês.

Quem aparece do outro lado da tabela é o meia Matheus Pereira, revelado pelo Corinthians e hoje nas categorias de base da Juventus, que disputou apenas cinco minutos do Italiano com a camisa do Empoli.


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Rafael Reis

Os estádios não estão vazios, e os clubes não têm do que reclamar em relação à venda de ingressos. Mesmo assim, a elite do futebol europeu ligou o sinal amarelo e anda preocupa com a redução na presença de torcedores nas arenas.

Isso porque a recém-encerrada temporada 2016/17 registou o menor público dos últimos dez anos.

Pela primeira vez desde 2007, a média de público das cinco principais ligas nacionais do Velho Continente (Espanhol, Inglês, Alemão, Italiano e Francês) ficou abaixo dos 29 mil torcedores por partida.

Foram vendidos pouco mais de 52,6 milhões de ingressos para os 1.826 jogos da primeira divisão desses cinco países. Na média, 28.837 pagantes para cada confronto, contra 29.192 da temporada passada.

A maior queda foi justamente a registrada na liga campeã de presença de público na Europa. A Bundesliga alemã teve uma redução de 4,3% no número de torcedores nas arenas –a média caiu de 43.309 pessoas por jogo para 41.518.

Já a Premier League (média de 35.821 por partida) teve sua primeira redução de público dos últimos cinco anos.

Entre as cinco ligas analisadas, a única que registrou aumento (ainda que mínimo) na presença de torcedores nos estádios nesta temporada foi a espanhola, que viu sua média crescer de 27.755 pessoas por partida para 27.856.

Três dos cinco clubes campeões de audiência do continente também não conseguiram repetir nesta temporada seus melhores resultados.

O Borussia Dortmund, que continua sendo o recordista de público do futebol europeu, fechou seu primeiro Campeonato Alemão desde 2011 com média inferior a 80 mil torcedores por jogo no Westfalenstadion.

Já o Barcelona não conseguiu alcançar a casa das 78 mil pessoas por partida, que havia sido superada na temporada passada. Até mesmo o Real Madrid, campeão espanhol e finalista da Liga dos Campeões, ficou aquém da marca de 2015/16 –média de 69.170 torcedores por jogo, contra 69.736 do ano anterior.

MAIORES MÉDIAS DE PÚBLICO
Borussia Dortmund (ALE) – 79.653 (81178), primeiro abaixo de 80 desde 2011
Barcelona (ESP) – 77.944
Manchester United (ING) – 75.290
Bayern de Munique (ALE) – 75.000
Real Madrid (ESP) – 69.170

MENORES MÉDIAS DE PÚBLICO
Leganés (ESP) – 9.847
Monaco (FRA) – 9.499
Empoli (ITA) – 9.483
Crotone (ITA) – 7.868
Eibar (ESP) – 5.363


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Europa não tinha temporada tão farta em gols desde tempos de Eusébio


Europa não tinha temporada tão farta em gols desde tempos de Eusébio
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Rafael Reis

Da última vez que a Europa viu tantos gols, os maiores nomes do Velho Continente eram Eusébio, Bobby Charlton, Franz Beckenbauer e Giancinto Facchetti.

Os amantes do futebol ofensivo não têm do que reclamar. A temporada 2016/17 dos principais campeonatos nacionais do planeta teve a média de gols mais alta dos últimos 51 anos.

As primeiras divisões de Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália e França, as cinco ligas nacionais mais importantes da Europa (e consequentemente do planeta) tiveram uma média combinada de 2,83 gols por partida em suas edições recém-terminadas.

Isso significa incríveis 5.173 gols em 1.826 partidas.

Desde a temporada 1965/66, época em que o Brasil era apenas bicampeão mundial e só quatro seleções já haviam vencido a Copa, o primeiro escalão do futebol europeu não via tantas bolas na rede.

Na ocasião, as cinco grandes ligas registraram média de 2,84 gols por partida. Uma marca que, até a atual temporada, jamais havia estado perto de ser igualada.

Nos últimos 51 anos, a média de gols dos principais campeonatos nacionais da Europa sempre flutuou entre 2,38 (em 1991/92, ainda na ressaca da sonolenta Copa de 1990) e 2,80 (em 1976/77).

Na atual temporada, quatro das cinco ligas analisadas tiveram um resultado ofensivo completamente fora da curva.

O Inglês teve sua segunda maior média de gols nos últimos 50 anos (2,8). Já o Espanhol não tinha uma frequência tão alta de bolas na rede (2,94) desde 1963.

O Francês registrou sua média de gols mais alta das últimas três décadas (2,61). E a Itália foi ainda mais impressionante: desde 1951 a casa de 2,95 gols por partida, média da atual temporada, não era atingida.

Em relação a 2015/16, o salto no número de gols beira o absurdo. Foram marcados 299 tentos a mais nesta temporada. E a quantidade de partidas permaneceu inalterada.

No total, cinco clubes conseguiram chegar à casa dos 90 gols em seu campeonato nacional: Barcelona (116), Real Madrid (106), Monaco (107), Napoli (94) e Roma (90). E nenhum time colocou menos que 27 bolas na rede, marca do Middlesbrough, penúltimo colocado da Premier League inglesa.

Em relação à artilharia, o grande nome da temporada foi Messi. O argentino conquistou a Chuteira de Ouro, concedida ao maior goleador das ligas nacionais europeias, ao marcar 37 gols no Espanhol e 74 pontos no ranking do prêmio.

O holandês Bas Dost, do Sporting, fez 68 pontos e ficou na segunda colocação. Com 62 pontos, o gabonês Pierre-Emerick Aubameyang, do Borussia Dortmund, completou o pódio.


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Para cada gol, futebol brasileiro leva 2 cartões amarelos na Europa
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Rafael Reis

Para cada gol marcado, os jogadores brasileiros que atuam no primeiro escalão do futebol da Europa recebem em média dois cartões amarelos.

É essa uma das conclusões da análise da participação do futebol pentacampeão mundial nas cinco principais ligas nacionais do Velho Continente na temporada 2016/17.

Até o início da rodada deste fim de semana, os atletas brasileiros acumulavam 137.741 minutos (ou 5.739 horas e 5 minutos), 163 gols, 330 cartões amarelos e 15 expulsões na primeira divisão de Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália e França.

Isso significa um gol a cada 845 minutos, uma advertência a cada 417 minutos e um vermelho a cada 9.182 minutos de futebol brasileiro nos gramados europeus.

No total, 114 brasileiros já foram utilizados em partidas das cinco maiores ligas nacionais da Europa nesta temporada. Desses, 97 (85%) receberam pelo menos um cartão e 52 (45%) balançaram as redes.

De todos eles, quem mais permaneceu em campo foi o lateral esquerdo Lucas Lima, do Nantes. O ex-jogador do Botafogo e do Internacional participou integralmente de todas as 32 rodadas já disputadas do Francês. Ou seja, foi titular em todos os jogos e não foi substituído uma única vez.

Já o recordista brasileiro de cartões na elite europeia é um atacante. Deyverson, que chamou a atenção um mês atrás por comemorar um gol abaixando parte do calção, já recebeu 13 amarelos pelo Alavés no Espanhol.

O volante Fernandinho, do Manchester City, é o único brasileiro que foi expulso mais de uma vez nos campeonatos analisados. O jogador da seleção recebeu dois cartões vermelhos no Inglês e, por causa disso, precisou cumprir sete jogos de suspensão.

Quanto à artilharia, há um empate na primeira colocação. Roberto Firmino, do Liverpool, e Willian José, da Real Sociedad, marcaram dez gols cada nos campeonatos Inglês e Espanhol, respectivamente.

Neymar, o maior astro do futebol brasileiro nos últimos anos, fez nove gols pelo Barcelona na liga espanhola e aparece logo na sequência.

Entre os cinco campeonatos, o com maior presença brasileira até o momento é o Espanhol (35.382 minutos, contra 35.379 minutos do Italiano). Também é o país campeão mundial de 2010 que viu o maior número de gols (57) e de cartões (104) dos atletas aptos a defender a seleção líder do ranking da Fifa.


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