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Técnico “tampão” deixou aposentadoria para montar melhor Bayern em 70 anos
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Rafael Reis

Jupp Heynckes estava em casa, curtindo os prazeres da aposentadoria, quando recebeu um convite nada singelo: “Por favor, salve o Bayern de Munique”.

A aposta no treinador de 72 anos, que havia decidido largar a carreira no futebol profissional em 2013, para substituir Carlo Ancelotti não poderia ser mais natural: em três passagens anteriores pelo clube, ele conquistara três títulos alemães e uma Liga dos Campeões da Europa.

O problema é que o terreno que esperava Heynckes não era nada fértil. Um elenco rachado entre jogadores veteranos e os recém-chegados a Munique, críticas públicas de atleta à política modesta de contratações da direita, a terceira colocação na Bundesliga e um início pouco promissor na Champions.

Mas o toque mágico do septuagenário treinador teve efeito imediato.

Cinco meses depois de depositar todas as suas fichas em um técnico aposentado, o time enfrenta nesta quarta-feira o Real Madrid, às 15h45 (de Brasília), no jogo de ida da semifinal da Champions, vai decidir a Copa da Alemanha e foi campeão nacional com cinco rodadas de antecipação.

Achou pouco? O Bayern de Heynckes, versão 2017/18, ostenta o melhor desempenho do clube desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Em 35 partidas sob o comando do treinador, Lewandowski, Robben, Ribéry e cia. acumulam 31 vitórias, dois empates e duas derrotas.

Para encontrar um aproveitamento que supere os 90,5% desta temporada é preciso retornar para 1944/45, quando a equipe bávara conquistou 95% dos pontos que disputou (com a pontuação atualizada para os critérios atuais).

O sucesso de Heynckes em domar as inimizades do elenco e conduzir o Bayern novamente a seus melhores momentos foi tão grande que a diretoria alemã passou os últimos meses tentando convencê-lo a deixar de ser apenas um “tampão”, retomar a carreira e prosseguir no clube na próxima temporada.

O próprio treinador chegou a admitir a possibilidade de permanecer à beira dos gramados por mais um tempo antes de voltar para a vida de aposentado. No entanto, optou mesmo pelo adeus.

Foi só depois de ouvir que o veterano não desejava estender sua permanência no Bayern que o clube foi atrás de outras possibilidades. Há duas semanas, foi o feito o anúncio. O meia croata Niko Kovac, atualmente no Eintracht Frankfurt, assumirá o cargo na próxima temporada.

Restam então a Heynckes no máximo mais nove jogos para ampliar a sua rica história em Munique antes do retorno à aposentadoria. Quem sabe ele não repita o que fez cinco anos atrás e se despeça do futebol com mais uma conquista de Champions na conta…


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“Tiozão” do Schalke, ex-seleção faz sucesso como zagueiro artilheiro
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Rafael Reis

Para os jogadores do Schalke 04, ele é uma espécie de “tiozão”, o cara mais velho do elenco, sempre disposto a dar conselhos para os (muitos) jogadores jovens do clube. Já para o restante do futebol alemão, um outro apelido lhe cai melhor: artilheiro.

Naldo, 35, é (e sempre foi) zagueiro. Mas possui um gosto um tanto quanto peculiar para os jogadores de sua posição: a fome de gol.

Em 12 anos disputando a Bundesliga, a primeira divisão germânica, o ex-jogador de Werder Bremen e Wolsfburg foi às redes 44 vezes.

Só na atual temporada, já foram cinco gols, mais do que qualquer outro zagueiro que disputa algum dos cinco principais campeonatos nacionais da Europa (Inglês, Espanhol, Alemão, Italiano e Francês).

No elenco do Schalke 04, apenas um jogador tem mais gols do que ele nesta edição da Bundesliga: o centroavante Guido Burgstaller, autor de nove tentos.

Mas, afinal, qual o segredo para esse sucesso todo no ataque? O 1,98 m de altura certamente ajuda, mas não faz trabalho sozinho.

“Sempre fui um zagueiro que faz muitos gols, e a maioria é de cabeça. Além da altura, é preciso ter um posicionamento bom. Em todo jogo existe uma marcação especial sobre mim, então preciso me posicionar bem e ter um bom tempo de bola. É isso, o tempo de bola é muito importante”, afirma.

Revelado pelo RS Futebol, projeto que o técnico Paulo César Carpegiani mantinha na região de Porto Alegre (RS), Naldo disputou apenas duas temporadas no Juventus antes de migrar para a Europa, em 2005.

Na terra da atual seleção campeã mundial, o zagueiro ganhou duas Copas da Alemanha (2009, com Werder Bremen, e 2015, com o Wolfsburg), foi vice de uma Copa da Uefa (2009, com o Werder), hoje Liga Europa, e se credenciou para defender a seleção brasileira.

“Joguei só quatro partidas [entre 2007 e 2009]. Na minha época, havia o Lúcio e o Juan. Mas acho que eu poderia ter tido mais oportunidades na seleção. Infelizmente, seis meses antes da Copa-2010, acabei me machucando”, relembra.

Aos 35 anos, Naldo é mais velho até que o seu atual treinador, o alemão Domenico Tedesco, 32. Mas aposentadoria é uma ideia que ainda passa longe, muito longe de sua cabeça.

“Tenho muita bola pela frente. O Zé Roberto e o Juan demonstraram bem isso. Idade só existe no documento. Tenho vínculo com o Schalke até 2019 e não acho que esse será o último contrato de minha carreira.”

Com o “tiozão” Naldo em forma na defesa e também lá no ataque, o Schalke sonha em voltar à Liga dos Campeões. A equipe de Gelsenkirchen ocupa a quinta colocação do Campeonato Alemão, mas está só um ponto atrás do vice-líder, Bayer Leverkusen.


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Revelação alemã precisa de autorização dos pais para jogar futebol à noite
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Rafael Reis

Uma das principais revelações do Campeonato Alemão nesta temporada, o atacante Jann-Fiete Arp, do Hamburgo, precisa de uma autorização especial assinada por seus pais para poder disputar partidas noturnas.

O centroavante de 17 anos, que já marcou dois gols em nove jogos em sua primeira temporada como profissional, tem de apresentar ao governo alemão uma solicitação requerida por seus responsáveis legais sempre que quiser jogar futebol profissionalmente depois das 20h.

A restrição está ligada às leis trabalhistas da Alemanha. De acordo com a legislação, nenhum menor de idade deve exercer atividade remunerada entre 20h e 6h. Casos excepcionais, como eventos esportivos, precisam passar pelo crivo das autoridades.

A situação de Arp não é inédita. Os meias Toni Kroos (Real Madrid) e Julian Draxler (PSG), ambos titulares da seleção alemã, são dois jogadores que tiveram de recorrer a esse tipo de autorização para participar de jogos noturnos no início da carreira.

A promessa do Hamburgo precisou do documento em três oportunidades: no empate sem gols com o Freiburg e nas derrotas para Eintracht Frankfurt e Borussia Mönchengladbach.

A necessidade dessa autorização para ir campo depois das 20h, no entanto, está perto de acabar. O jogador completa 18 anos no próximo sábado e estará livre para jogar futebol na hora que ele e seu clube quiserem.

Primeiro jogador nascido nos anos 2000 a estrear na Bundesliga, Arp é visto na Alemanha como um futuro camisa 9 da seleção principal.

O atacante, que antes mesmo de disputar sua primeira partida como profissional já fazia parte da lista de desejos de Chelsea, Borussia Dortmund e Juventus, foi vice-artilheiro do último Campeonato Europeu sub-17 e marcou cinco vezes no Mundial da categoria.

O garoto foi promovido ao time principal do Hamburgo depois de fazer 26 gols em 21 partidas no Campeonato Alemão sub-17 da temporada passada. Em setembro, ele recebeu sua primeira chance como profissional.

O bom futebol rapidamente lhe deu um lugar na equipe titular. Das nove partidas que disputou até o momento, Arp começou jogando em seis. Seus gols foram marcados na vitória por 3 a 1 sobre o Stuttgart e na derrota por 2 a 1 ante o Hertha Berlim.

Apesar da jovem promessa, o Hamburgo vem sofrendo na atual temporada. O time do técnico Markus Gisdol é o vice-lanterna da Bundesliga, com apenas 15 pontos conquistados em 17 rodadas.


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Lewandowski fugiu de 1ª comunhão e foi goleador de 3 divisões antes da fama
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Rafael Reis

Neymar já tinha salário milionário quando um era um adolescente nas categorias de base do Santos. Lionel Messi deixou a Argentina com 13 anos para defender o Barcelona. E Cristiano Ronaldo estreou pelo Sporting aos 17.

Enquanto os três jogadores mais badalados da atualidade tiveram carreiras marcadas pela precocidade e só atuaram em equipes de primeiro escalão, Robert Lewandowski teve de trabalhar duro para chegar à elite.

O centroavante do Bayern de Munique e artilheiro do Campeonato Alemão nesta temporada precisou passar por três divisões do futebol da Polônia (e ser goleador de todas elas) até conseguir alcançar o estrelado.

Filho de um judoca e de uma jogadora de vôlei, Lewandowski começou a carreira em times pequenos de Varsóvia, cidade onde nasceu há 29 anos.

Apaixonado por futebol desde a infância, ele chegou a abandonar sua cerimônia de primeira comunhão para não perder uma partida –a missa, que seria encurtada a pedido do pai do futuro astro do Bayern, acabou se alongando demais, o que provocou a fuga do garoto.

Em 2006, Lewandowski estreou no futebol profissional com o time B do Legia Varsóvia. No mesmo ano, disputou a terceira divisão polonesa pelo nanico Znicz Pruszkow.

E foi aí que teve início sua ascensão fulminante.

O centroavante foi o artilheiro da competição e ajudou sua equipe a subir para a Série B. No ano seguinte, um degrau acima, foi goleador mais uma vez e ganhou uma transferência para a elite. Duas temporadas depois, faturou seu terceiro troféu de artilheiro, agora no primeiro escalão.

Os três prêmios em quatro anos deixaram Lewandowski grande demais para a Polônia. Por 4,75 milhões de euros (R$ 18,2 milhões), o Lech Poznan vendeu seu jovem atacante para o Borussia Dortmund.

A partir daí, quase todo mundo conhece a história do astro polonês.

O camisa 9 passou quatro anos no Borussia Dortmund, foi duas vezes campeão alemão e vice da Champions de 2012/13. Ao término do contrato, transferiu-se para o Bayern de Munique, clube pelo qual já acumula mais de 125 gols desde 2014.

Recordista de gols da história da seleção polonesa, Lewandowski foi o artilheiro das eliminatórias europeias da Copa-2018, com 16 gols, recorde na história do torneio qualificatório, e recolocou seu país em um Mundial depois de duas edições de ausência.


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Qual a origem da cicatriz no rosto de Ribéry?
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Rafael Reis

Imagem: Christian Charisius/Reuters

“Tenho orgulho da minha cicatriz. Ela me deu força e forjou meu caráter. Você precisa aprender a ser mentalmente forte para resistir às ridicularizações feitas pelas crianças e aos olhares dos adultos.”

É assim que o meia-atacante Franck Ribéry, 34 anos, costuma falar sobre a enorme marca que exibe no lado direito de sua face e que lhe rendeu no futebol o apelido de “Scarface”, em referência ao filme protagonizado por Al Pacino em 1983.

Mas, afinal, qual é a origem da cicatriz que o craque francês do Bayern de Munique carrega no rosto?

Ribéry sofreu um grave acidente de carro quando tinha apenas dois anos, em Boulogne-sur-Mer, sua cidade natal. O veículo onde estava com sua família colidiu com um caminhão, e o garoto foi lançado do banco de trás em direção ao para-brisas.

A batida não lhe deixou nenhuma sequela grave. No entanto, os mais de 100 pontos que os médicos deram em sua face nunca sumiram completamente e deram origem a cicatriz que o craque do Bayern aprendeu a amar.

A amar? Sim. Sempre que é questionado sobre o tema, o francês faz questão de lembrar que o bullying que sofreu na escola e os olhares tortos que o acompanham até hoje devido à marca na face só lhe ajudaram a se tornar o homem que é atualmente.

“De certa forma, esse acidente me ajudou. Foi algo que me motivou quando criança. Deus me deu essa diferença. As cicatrizes são parte de mim, e as pessoas precisam me aceitar do jeito que sou”, afirmou no livro “The Football Men: Up Close with the Giants of the Modern Game”, publicado em 2011 pelo jornalista inglês Simon Kuper.

Imagem: Christophe Ena/AP

E o mundo do futebol aceita (e admira) Ribéry há 17 anos. O meia-atacante começou a carreira como profissional em 2000, pelo Boulogne, e passou por Alès, Brest, Metz, Galatasaray e Olympique de Marselha até chegar ao Bayern, dez anos atrás.

Em uma década de Bayern, acumula 361 partidas, 112 gols, 174 assistências, sete títulos alemães, uma Liga dos Campeões da Europa e a indicação para o prêmio de melhor jogador do mundo de 2013 –ficou na terceira colocação, atrás de Messi e Cristiano Ronaldo.

Pela seleção francesa, jogou 81 partidas, balançou as redes 16 vezes e participou de duas Copas do Mundo (2006 e 2010). Em 2014, perdeu o Mundial devido a uma lesão nas costas e anunciou que não gostaria mais de ser convocado, posição que mantém até hoje.

“Sou assim. Este é meu rosto, o único que as pessoas conhecem. Sou feliz com ele. Por que não deveria?”


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Time de Hitler? Como clube alemão tenta apagar nazismo de sua história
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Rafael Reis

Todo clube de futebol gostaria de ter como torcedor ilustre uma figura forte, decidida, reconhecida por quase 100% do planeta e que ajudaria a levar seu nome além de qualquer fronteira. Certo? Não se o torcedor em questão for Adolf Hitler.

É contra o estigma de ser conhecido como o time de um maiores genocidas do século XX que o Schalke 04 luta há mais de meio século.

Na verdade, não há nenhuma comprovação de que o pai do nazismo e líder da Alemanha entre 1933 e 1945 tenha realmente sido um admirador do time de Gelsenkirchen, décimo colocado na última edição da Bundesliga.

Mesmo assim, a conexão entre Hitler e o clube não chega a ser uma lenda urbana. Ela tem raízes históricas e, até por isso, continua sendo lembrada até hoje por torcedores adversários.

A principal dessas raízes vem do sucesso obtido pelo Schalke durante o Terceiro Reich. Seis dos sete títulos alemães da história do clube foram conquistados no período do governo nazista: 1934, 1935, 1937, 1939, 1940 e 1942.

Os bons resultados dentro de campo não passaram alheios por Joseph Goebbels, o braço-direito marqueteiro de Hitler, que tratou de usar as vitórias obtidas pelo Schalke 04 na propaganda nazista que era distribuída ao público.

Some-se a isso o fato de o Schalke 04 ter sido classificado pelo governo como um clube ariano, fundado por trabalhadores braçais e mineiros germânicos que deram seu suor pela Alemanha, ao contrário de Borussia Dortmund e Bayern de Munique, de raízes e tendências judias. Ou seja, que deviam ser combatidos…

Abraçado pelo regime dominante e vivendo uma era de sucesso dentro de campo, o time se tornou o mais popular do país durante o período nazista. E, evidentemente, muitos desses torcedores (como boa parte da população da época) eram também simpatizantes de Hitler.

Mas o ditador jamais foi um grande fã do futebol e preferia ginástica e atletismo, esportes que considerava muito mais másculos do que aquele balé de pernas correndo atrás de uma bola.

Por isso, é pouco provável que seu coração fosse azul, como fez questão de ressaltar Gerd Voss, então chefe de relações públicas do Schalke 04, em 2014, seis anos depois de o jornal britânico “Times” classificar Hitler como o pior torcedor famoso de um clube de futebol.

“Descobrimos que ele deve ter sido um torcedor de sofá, porque ele nunca foi a nenhum de nossos jogos, nem mesmo a uma decisão de campeonato ao lado da sua porta, no Estádio Olímpico em Berlim. Talvez ele estivesse muito ocupado com as suas políticas genocidas… ou talvez não fosse um torcedor de futebol”, afirmou o dirigente, em resposta ao artigo.


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Disputa é pela artilharia: 7 motivos para acompanhar o Campeonato Alemão
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Rafael Reis

Bayern de Munique e Bayer Leverkusen dão nesta sexta-feira, a partir das 15h30, o pontapé inicial para a 55ª edição da Bundesliga, a primeira divisão do Campeonato Alemão.

E apesar de quase todo mundo acreditar que, ao término desta temporada, o Bayern adicionará mais um troféu ao seu vasto currículo, não faltam motivos para acompanhar de perto o futebol germânico.

Conheça abaixo sete motivos pelos quais vale a pena dar uma olhadinha na temporada 2017/18 do Campeonato Alemão:

CAMPEÕES MUNDIAIS

A um ano da Copa do Mundo, é bom acompanhar de perto as armas das seleções que podem ameaçar o Brasil no próximo ano. E uma das principais ameaças com certeza é a Alemanha, atual campeã mundial e da Copa das Confederações. Pois bem, a maior parte dos convocados de Joachim Löw para a Rússia-2018 deve sair desta edição do Campeonato Alemão. Então, olho neles.

BAYERN SEM PILARES

O Bayern continua sendo a maior potência da Alemanha e principal favorito ao título, só que terá de se virar nesta temporada sem dois dos seus principais pilares dos últimos anos. O lateral direito Philipp Lahm, 33, e o volante Xabi Alonso, 35, decidiram se aposentar e não deixaram substitutos prontos para desempenhar as funções que tinham na equipe. Trabalho extra para o técnico Carlo Ancelotti.

VAI TER BRIGA?

O possível enfraquecimento do Bayern nesta temporada levanta a questão: será que poderemos ter um outro campeão alemão? A pergunta é difícil de ser respondida porque o Borussia Dortmund, atualmente o maior rival do clube de Munique na Bundesliga, ainda pode perder para o Barcelona um dos seus principais jogadores, o meia-atacante francês Ousmane Dembélé, e está de técnico novo, o holandês Peter Bosz, ex-Ajax.

DISPUTA PELA ARTILHARIA

Se a briga pelo título alemão não tem sido das mais empolgantes nos últimos anos, a disputa pelo posto de artilheiro da Bundesliga sempre pega fogo. Em 2016, Robert Lewandowski, do Bayern, levou a melhor. Na última temporada, Pierre-Emerick Aubameyang, do Borussia Dortmund, deu o troco. Desta vez, a menos que Auba deixe a Alemanha em uma transação de última hora, a dupla deve protagonizar mais uma vez o confronto pela artilharia.

TERCEIRA VIA

Em sua primeira temporada na elite do futebol alemão, o RB Leipzig fez bonito, tão bonito que terminou à frente do Borussia Dortmund e como vice-campeão da Bundesliga. Agora, tendo que dividir atenções entre a liga nacional e a Champions, chegou a hora de o time da Red Bull provar se é um fenômeno passageiro ou uma força que veio para se firmar no cenário germânico.

QUEM É TOLISSO?

O reforço mais caro da história do Bayern de Munique é praticamente um desconhecido para os torcedores. O francês Corentin Tolisso, de 23 anos, foi tirado do Lyon por 41,5 milhões de euros (R$ 154 milhões) para ampliar as opções de Ancelotti no meio-campo do atual campeão alemão e talvez até ser o substituto de Xabi Alonso. Nos dois primeiros jogos oficiais da temporada, Tolisso fez o mínimo que se espera de alguém que custou tanto: foi titular e não comprometeu.

LOBOS PERDIDOS

Um dos clubes mais ricos da Alemanha, graças ao aporte da Volkswagen, o Wolfsburg tenta reencontrar seu caminho depois de escapar por pouco do rebaixamento na temporada passada. O campeão alemão de 2009 e vice de 2015 gastou mais de 50 milhões de euros (R$ 185 milhões) em reforços, entre eles o lateral brasileiro William, ex-Internacional.


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Janela já movimentou R$ 4,5 bi em transferências; Bundesliga lidera gastos
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Rafael Reis

A menos de uma semana da abertura da janela de transferências para o futebol europeu, o Mercado da Bola já movimentou mais de 1,2 bilhão de euros (R$ 4,5 bilhões) em compras e vendas de jogadores para a temporada 2017/18.

Apesar de o período de concretização de transferências internacionais nas principais ligas do planeta começar oficialmente apenas no sábado, os grandes clubes da Europa já estão em pleno vapor à caça de reforços para as competições dos próximos meses.

Contrariando uma tendência das últimas temporadas, o campeonato “mais gastão” de 2017/18 não é a Premier League inglesa, mas sim a Bundesliga alemã.

Até a última segunda-feira, os 18 clubes da primeira divisão do atual campeão mundial de futebol haviam gasto juntos 298 milhões de euros (R$ 1,1 bilhão) na chegada de novos jogadores, pouco mais que os 288,9 milhões de euros (R$ 1 bilhão) desembolsados pelos 20 times que disputam o Campeonato Inglês.

Mas, curiosamente, só dois dos dez negócios mais caros da janela haviam sido protagonizados por equipes alemãs, as compras dos franceses Corentin Tolisso e Kingsley Coman pelo Bayern de Munique.

Já os ingleses eram responsáveis por seis das dez contratações mais caras para a próxima temporada, inclusive a ida do meia-atacante português Bernardo Silva para o Manchester City, a líder do ranking dos grandes negócios de 2017/18.

Das dez ligas mais gastonas da temporada, nove são de países localizados na Europa. A exceção é o Campeonato Mexicano, que aparece na sétima colocação na lista, com investimento de 35,9 milhões de euros (R$ 134 milhões) em transferências.

O top 10 também conta com uma segunda divisão, a da Inglaterra, que já gastou 33,4 milhões de euros (R$ 124,8 milhões) em reforços e aparece no oitavo lugar entre todas as ligas nacionais do planeta.

O “Blog do Rafael Reis” publicada semanalmente, sempre às terças-feiras, um balanço da janela de transferências da temporada 2017/18, com as principais negociações e valores desembolsados em compras e vendas de jogadores.

Saiba agora tudo que está rolando no Mercado da Bola.

AS 10 LIGAS QUE MAIS GASTARAM NA TEMPORADA 2017/18
1º – Campeonato Alemão – 298,8 milhões de euros
2º – Campeonato Inglês – 288,9 milhões
3º – Campeonato Italiano – 263,9 milhões
4º – Campeonato Francês – 101,8 milhões
5º – Campeonato Espanhol – 76,1 milhões
6º – Campeonato Belga – 44,8 milhões
7º – Campeonato Mexicano – 35,9 milhões
8º – Campeonato Inglês (2ª divisão) – 33,4 milhões
9º – Campeonato Português – 27,8 milhões
10º – Campeonato Turco – 14,8 milhões
TOTAL:
1,2 bilhão de euros (R$ 4,5 bilhões)

AS 10 CONTRATAÇÕES MAIS CARAS DA TEMPORADA 2017/18
1º – Bernardo Silva (POR/Manchester City) – 50 milhões de euros
2º – Mohamed Salah (EGI, Liverpool) – 42 milhões de euros
3º – Corentin Tolisso (FRA/Bayern de Munique) – 41,5 milhões
4º – Ederson (BRA/Manchester City) – 40 milhões
5º – André Silva (POR/Milan) – 38 milhões
6º – Victor Lindelöf (SUE/Manchester United) – 35 milhões
7º – Jordan Pickford (ING/Everton) – 28,5 milhões
8º – Davy Klaasen (ING/Everton) – 27 milhões
9º – Youri Tielemans (FRA/Monaco) – 25 milhões
10º – Kingsley Coman (FRA/Bayern de Munique) – 21 milhões

OS 10 BRASILEIROS MAIS CAROS DA TEMPORADA 2017/18
1º – Ederson (Manchester City) – 40 milhões de euros
2º – Bruno Peres (Roma) – 12,5 milhões
3º – Luiz Araújo (Lille) – 10,5 milhões
4º – Vitor Hugo (Fiorentina) – 8 milhões
Juan Jesus (Roma) – 8 milhões
6º – Lyanco (Torino) – 6 milhões
7º – Marlon (Barcelona) – 5 milhões
William (Wolfsburg) – 5 milhões
9º – Marçal (Lyon) – 4,5 milhões
Guilherme (La Coruña) – 4,5 milhões

OS 10 CLUBES QUE MAIS CONTRATARAM NA TEMPORADA 2017/18
1º – Bayern de Munique (ALE) – 90,5 milhões de euros
2º – Manchester City (ING) – 90 milhões
3º – Milan (ITA) – 82 milhões
4º – Everton (ING) – 55,5 milhões
5º – Juventus (ITA) – 47,5 milhões
6º – Borussia Dortmund (ALE) – 44 milhões
7º – Liverpool (ING) – 42 milhões
8º – Monaco (FRA) – 36 milhões
9º – Roma (ITA) – 35,5 milhões
10º – Manchester United (ING) – 35 milhões

OS 10 CLUBES QUE MAIS VENDERAM NA TEMPORADA 2017/18
1º – Benfica (POR) – 81,8 milhões de euros
2º – Monaco (FRA) – 62,5 milhões
3º – Porto (POR) – 45 milhões
4º – Lyon (FRA) – 43 milhões
5º – Roma (ITA) – 42 milhões
6º – Juventus (ITA) – 38,5 milhões
7º – Torino (ITA) – 36,6 milhões
8º – Anderlecht (BEL) – 27,2 milhões
9º – Freiburg (ALE) – 26,5 milhões
10º – Wolfsburg (ALE) – 25 milhões

Fonte: Transfermarkt


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Para cada gol, futebol brasileiro leva 2 cartões amarelos na Europa
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Rafael Reis

Para cada gol marcado, os jogadores brasileiros que atuam no primeiro escalão do futebol da Europa recebem em média dois cartões amarelos.

É essa uma das conclusões da análise da participação do futebol pentacampeão mundial nas cinco principais ligas nacionais do Velho Continente na temporada 2016/17.

Até o início da rodada deste fim de semana, os atletas brasileiros acumulavam 137.741 minutos (ou 5.739 horas e 5 minutos), 163 gols, 330 cartões amarelos e 15 expulsões na primeira divisão de Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália e França.

Isso significa um gol a cada 845 minutos, uma advertência a cada 417 minutos e um vermelho a cada 9.182 minutos de futebol brasileiro nos gramados europeus.

No total, 114 brasileiros já foram utilizados em partidas das cinco maiores ligas nacionais da Europa nesta temporada. Desses, 97 (85%) receberam pelo menos um cartão e 52 (45%) balançaram as redes.

De todos eles, quem mais permaneceu em campo foi o lateral esquerdo Lucas Lima, do Nantes. O ex-jogador do Botafogo e do Internacional participou integralmente de todas as 32 rodadas já disputadas do Francês. Ou seja, foi titular em todos os jogos e não foi substituído uma única vez.

Já o recordista brasileiro de cartões na elite europeia é um atacante. Deyverson, que chamou a atenção um mês atrás por comemorar um gol abaixando parte do calção, já recebeu 13 amarelos pelo Alavés no Espanhol.

O volante Fernandinho, do Manchester City, é o único brasileiro que foi expulso mais de uma vez nos campeonatos analisados. O jogador da seleção recebeu dois cartões vermelhos no Inglês e, por causa disso, precisou cumprir sete jogos de suspensão.

Quanto à artilharia, há um empate na primeira colocação. Roberto Firmino, do Liverpool, e Willian José, da Real Sociedad, marcaram dez gols cada nos campeonatos Inglês e Espanhol, respectivamente.

Neymar, o maior astro do futebol brasileiro nos últimos anos, fez nove gols pelo Barcelona na liga espanhola e aparece logo na sequência.

Entre os cinco campeonatos, o com maior presença brasileira até o momento é o Espanhol (35.382 minutos, contra 35.379 minutos do Italiano). Também é o país campeão mundial de 2010 que viu o maior número de gols (57) e de cartões (104) dos atletas aptos a defender a seleção líder do ranking da Fifa.


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Ele é alemão, vale R$ 100 mi e tem jogador do Fla como ídolo de infância
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Rafael Reis

Julian Brandt tem 20 anos, joga profissionalmente no Bayer Leverkusen desde fevereiro de 2014, está prestes a completar 100 partidas na Bundesliga, fez parte da equipe medalhista de prata nos Jogos Olímpicos do Rio-2016, defende há um ano a seleção principal da Alemanha e vale 30 milhões de euros (R$ 100 milhões).

É esse o valor que, de acordo com a imprensa alemã, o Bayern de Munique pagará ao Leverkusen na próxima janela de transferências para contar com o jovem meia-atacante a partir da temporada 2017/18.

Isso se Liverpool, Borussia Dortmund ou qualquer outro dos vários clubes que já manifestaram interesse em contratá-lo não intervirem.

Em entrevista ao “Blog do Rafael Reis”, Brandy fala sobre o desafio de não se deixar levar pela fama, relembra a derrota para o Brasil na final dos Jogos Olímpicos e revela que seu ídolo de infância é um brasileiro, o meia Diego, atualmente no Flamengo.

Confira a íntegra da entrevista com Julian Brandt:

Julian, você é uma das grandes promessas do futebol europeu. O quão difícil é, para um garoto de 20 anos, manter a cabeça no lugar sabendo que alguns dos mais importantes clubes do mundo desejam contratá-lo?
Não é tão complicado assim. Meu pai toma conta de todas as questões de mercado para mim. E, como confio 100% nele, posso me concentrar nas partidas, no meu time e no meu desempenho dentro de campo. Meu contrato com o Leverkusen vai até 2019 e temos um acordo: no final da temporada, vamos sentar para conversar com a diretoria sobre o que passou neste ano e os planos para o futuro.

Qual é o lado bom e o lado ruim de ser famoso tão jovem?
Sou um privilegiado. Não apenas por ter assinado um belo contrato ou porque as pessoas me reconhecem e pedem um autógrafo ou uma foto quando estou sentado em um café. Sou um privilegiado porque posso jogar futebol quase todo dia. Trabalho com aquilo que realmente gosto. O futebol é um grande jogo.

Você veio ao Brasil no último verão. Do que mais gostou por aqui?
Da hospitalidade do povo brasileiro. E, claro, do clima agradável. Um dia de sol na praia é algo que realmente toca seu coração. Ah, não posso esquecer: quase todo mundo no Brasil parece ser louco por futebol e entende muito do esporte.

Bem, vamos falar sobre os Jogos Olímpicos. Aqui no Brasil, a final olímpica do futebol foi considerada por muitos como uma espécie de “revanche do 7 a 1”. Você sentiu esse clima no Maracanã?
Senti isso em todo canto. A derrota na Copa do Mundo de 2014 é algo que ainda dói no coração do brasileiro. Foi uma tragédia nacional. Mas não acho que a medalha olímpica de ouro e a vitória sobre nós mudou isso. Era um competição diferente, com times diferentes, exceto Neymar [o brasileiro não participou do 7 a 1 devido a uma contusão]. Então, eu não chamaria de revanche.

Ainda sobre Olimpíada, você achou uma certa apelação do Brasil usar um jogador já estabelecido internacionalmente, como Neymar, em uma competição destinada a jovens?
Toda seleção teve o direito de convocar três jogadores acima de 23 anos. Meu companheiro de time Lars Bender, por exemplo, tem 27 anos e também é um jogador estabelecido. Fiquei muito feliz por ter participado dos Jogos do Rio.

Quem é o seu maior ídolo no futebol? Por quê?
Hoje em dia, não tenho mais nenhum ídolo. Mas, quando eu era mais jovens e ia assistir às partidas da Bundesliga na minha cidade natal, Bremen, costumava admirar o Diego (no Werder). Ele era alguém especial, muito habilidoso, com uma técnica quase perfeita e jogava de forma muito elegante. Fico realmente feliz por ele ter voltado a jogar pela seleção.

Agora, para terminar, qual é a melhor escola de futebol do planeta: a alemã ou a brasileira?
É complicado para mim comparar essas duas filosofias. Elas são completamente diferentes. A alemã é baseada em uma grande força mental e tem a determinação e a disciplina como pontos muito importantes. Além disso, melhoramos muito nossa educação futebolística nos últimos 15 anos. Já o futebol brasileiro é bem diferente. Nele, a técnica é essencial. Todo movimento que eles fazem parece fácil e eles são cheios de truques. Para nós, alemães, futebol é uma paixão. Só que para os brasileiros, o futebol faz parte da vida, da identidade nacional. Mas há algo que liga essas duas filosofias: ambas são muito vencedoras.


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