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Revelação de rival do Brasil na Copa fez fama como fenômeno no Fifa
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Rafael Reis

A pouco mais de seis meses do confronto com a Suíça, válido pela primeira rodada do Grupo E da Copa do Mundo, Tite certamente já conhece bem Breel Embolo.

Mas é bem provável que seu filho ou um dos seus sobrinhos tenha ouvido falar pela primeira vez do atacante de 20 anos que defende o Schalke 04 (ALE) antes do atual treinador da seleção brasileira.

Isso porque Embolo foi um fenômeno do mundo dos games antes de despontar como uma das maiores revelações do futebol suíço nos últimos anos e ser convocado para a seleção adulta.

Lançado na equipe profissional do Basel em março de 2014, quando tinha acabado de completar 16 anos, o atacante virou uma febre entre os usuários das versões 2014, 2015 e 2016 do Fifa Soccer.

Avaliado no game como um jogador de grande potencial, o suíço virou uma espécie de “compra obrigatória” para usuários que não tinham muito dinheiro em caixa para montar seus times e queriam fazer uma aposta para o futuro.

Essa situação fez com o que o nome de Embolo se tornasse muito popular entre os jogadores de Fifa antes de ele conseguir se consolidar no cenário internacional da bola.

O garoto, que nasceu em Camarões e se mudou com a família para a Europa em busca de uma vida melhor, começou a transformar a profecia do game em realidade em sua segunda temporada como profissional.

Em 2014/15, Embolo conquistou o título suíço pelo Basel, marcou pela primeira vez na Liga dos Campeões da Europa e alcançou a seleção principal.

Em pouco mais de dois anos vestindo a camisa vermelha da adversária de estreia do Brasil na Copa-2018, o atacante acumula 21 jogos, dois gols e a participação na Eurocopa-2016.

Os números poderiam ser melhores, mas um grave problema físico travou um pouco a sua evolução. Contratado por 22,5 milhões de euros (R$ 88,5 milhões) pelo Schalke 04 no início da temporada passada, ele sofreu uma fratura no tornozelo três meses depois de chegar à Alemanha e ficou mais de meio ano parado.

Embolo só retornou aos gramados em agosto e, aos poucos, vai recuperando a forma e a confiança no atual vice-líder do Campeonato Alemão. Apesar de ainda ser reserva, o atacante participou de seis das sete últimas partidas do time de Gelsenkrichen.

E no Fifa? Bem, a imagem do suíço no game segue irretocável. Na versão mais recente do jogo, Embolo começa com overall 76 e potencial 86. Pode até não ser um Gabriel Jesus ou um Mbappé, mas é uma bela opção para quem contratar bem e gastar pouco.

Brasileiros e suíços se enfrentam no dia 17 de junho, em Rostov, pela primeira rodada da Copa-2018. Costa Rica e Sérvia são as outras seleções que formam o Grupo E da principal competição do futebol mundial.


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Ibra torce mais pelo Brasil que pela Suécia: verdade ou lenda urbana?
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Rafael Reis

Maior goleador da história da Suécia, Zlatan Ibrahimovic não dá a mínima para os resultados alcançados pela seleção da sua terra natal, mas é completamente obcecado pela seleção brasileira.

Se você curte futebol internacional, é bem possível que já tenha ouvido de algum amigo, recebido no WhatsApp ou visto no Facebook que o camisa 10 do Manchester United é mais torcedor do Brasil do que da Suécia.

Mas será que essa história é realmente verdadeira? Ou será que ela é apenas mais uma das inúmeras lendas urbanas que circulam pelas redes sociais e que constroem o folclore do esporte número 1 do planeta?

Bem, a preferência de Ibra pela seleção brasileira em detrimento da sueca não chega a ser uma completa mentira, como o autismo de Messi e a transexualidade de Verratti. Só que também não é 100% verdadeira, como o fato de Piqué ser superdotado.

A resposta para essa questão está na própria autobiografia do centroavante, “Min historia, Jag är Zlatan Ibrahimovic” (“Minha história, eu sou Zlatan Ibrahimovic”, em tradução livre para o português), lançada em 2011.

Além dos bastidores de sua conturbada passagem pelo Barcelona e das inúmeras críticas dirigidas a Pep Guariola, Messi e cia., o livro conta que, durante a infância e a adolescência, Ibra realmente gostava mais do Brasil do que da Suécia e inclusive chegou a torcedor contra seu país nos encontros entre as duas seleções na Copa do Mundo-1994.

Razões para essa preferência não faltavam. Para começar, o hoje astro do futebol mundial não se sentia muito sueco na juventude, já que é filho de pai bósnio com mãe croata e cresceu em Rosengard, um bairro de Malmö que é dominado por imigrantes.

Além disso, Ibra era (e ainda é) muito fã dos atacantes brasileiros. Seu maior ídolo no futebol é Ronaldo, reserva da seleção tetracampeã mundial em 1994. Romário, titular e principal jogador daquela conquista, também sempre foi uma de suas maiores referências.

O centroavante só deixou de lado sua paixão pelo Brasil para abraçar a Suécia depois que estreou pela seleção principal, em 2001. Em 116 jogos com a camisa amarela, ele marcou 62 gols, mais que qualquer outro jogador da história da equipe.

Ibra participou das Copas do Mundo de 2002 e 2006 e das quatro edições mais recentes da Eurocopa (2004, 2008, 2012 e 2016). Depois da última, anunciou sua aposentadoria da seleção.

Aos 36 anos, ele foi visto recentemente comemorando nas tribunas do estádio de Solna a vitória da Suécia sobre a Itália, que encaminhou a classificação do seu país para a Copa-2018. Nas redes sociais, há uma forte campanha pedindo que ele volte atrás em sua decisão e dispute o Mundial do próximo ano.

Ou seja, se Brasil e Suécia se encontrarem na Rússia-2018, Ibrahimovic não estará na torcida pelo time de Tite, Neymar e Gabriel Jesus. Para ele, a seleção brasileira foi uma paixão de infância…


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Rival do Brasil na Copa tem “geração de ouro” que ainda não desabrochou
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Rafael Reis

Última adversária do Brasil na fase de grupos da Copa-2018, a Sérvia tem à disposição uma “geração de ouro” que promete recolocar o país entre as principais potências do futebol mundial.

Mas, para a sorte da seleção comandada por Tite, essa safra de grandes jogadores sérvios ainda não conseguiu desabrochar e dificilmente deixará de ser apenas uma promessa para o futuro até junho do próximo ano.

O país do Leste Europeu foi campeão mundial sub-20 dois anos atrás e apresentou ao planeta vários garotos de talento acima da média, como Sergej Milinkovic-Savic, Marko Grujic, Nemanja Maksimovic, Andrija Zivkovic e o goleiro Predrag Rajkovic.

Só que a maior parte deles ainda não se firmou no cenário internacional. Resultado: acumulam poucos minutos de jogo (e de ganho de experiência) na atual temporada ou atuam em equipes de menor expressão, longe do primeiro escalão.

O volante Maksimovic, de 22 anos, autor de um dos gols da vitória por 2 a 1 sobre o Brasil (de Gabriel Jesus) na decisão do Mundial é um exemplo da primeira situação. Ele defende o Valencia, vice-líder do Espanhol, mas não completou ainda nem 45 minutos em campo na atual edição do campeonato.

A situação de Grujic, meia de 21 anos que defende o Liverpool não é muito diferente. Sua temporada se resume a 90 minutos da Copa da Liga, 13 minutos de Campeonato Inglês, 6 minutos de Liga dos Campeões e algumas partidas pelo time B dos Reds.

Já Rajkovic, 22, o goleiro menos vazado do Mundial sub-20 de 2015 é titular de sua equipe, mas só porque atua longe das principais ligas da Europa. O sérvio é o dono da meta do Maccabi Tel Aviv, atual vice-campeão de Israel.

O zagueiro Srdjan Babic, 21, também vive algo semelhante. O beque é uma aposta da Real Sociedad para o futuro, mas precisou ser emprestado ao Estrela Vermelha, da Sérvia, para ganhar ritmo de jogo na atual temporada.

Dos 21 jogadores sérvios que foram campeões mundiais de juniores há dois anos, apenas um pode se considerar titular da seleção principal hoje: o meia Milinkovic-Savic, 22, estrela da Lazio (ITA) e quem vem sendo alvo de rumores sobre uma transferência milionária para o Manchester United na janela de janeiro.

Todos os outros ainda sonham repetir os passos de Mijatovic, Suker, Boban e Prosinecki, campeões sub-20 em 1987 e estrelas de uma brilhante geração que colocou o futebol da antiga Iugoslávia (separada posteriormente em Sérvia, Croácia e afins) no mapa da bola nos anos 1990.

Brasileiros e sérvios se enfrentam no dia 27 de junho, em Moscou, em confronto válido pela última rodada do Grupo E da Copa-2018. Suíça e Costa Rica são as seleções que completam a chave.


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De pai para filho: como família alagoana virou sucesso em rival do Brasil
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Rafael Reis

O pai disputou uma Copa do Mundo e comandou a seleção em outras duas. Ao longo da carreira como jogador e técnico, conquistou por cinco vezes o campeonato nacional. O filho atua na primeira divisão espanhola, acumula mais de 100 partidas pela seleção, é o vice-capitão da equipe e está prestes a disputar seu segundo Mundial.

A família mais importante do futebol da Costa Rica, segunda adversária da seleção brasileira na Copa-2018, tem origem no Brasil.

Mais precisamente em Maceió (AL), onde nasceu Alexandre Guimarães, veterano do Mundial de 1990 que dirigiu os “Ticos” em 2002 e 2006 e é pai de Celso Borges, meio-campista do La Coruña (ESP) e uma das principais estrelas costarriquenhas da atualidade.

Guimarães chegou à América Central ainda na infância, no início dos anos de 1970, acompanhando seu pai, que era médico. No final da década, já era jogador profissional de futebol.

O meia nunca atuou fora da Costa Rica e viveu seu melhor momento no Deportivo Saprissa, clube que defendeu por nove anos e lhe deu três títulos nacionais. Naturalizado costarriquenho, fez parte da primeira seleção do país que disputou uma Copa do Mundo, em 1990.

Na ocasião, tornou-se o primeiro jogador nascido no Brasil a enfrentar a seleção brasileira em um Mundial. A derrota por 1 a 0 nem chegou a ser frustrante, já que a Costa Rica conseguiu avançar às oitavas de final do torneio.

Doze anos depois, Guimarães reencontrou o time de sua terra natal e foi novamente derrotado. Já como técnico da seleção costarriquenha, acabou goleado por 5 a 2 pelos brasileiros na última rodada da primeira fase da Copa-2002.

O treinador ainda trabalhou no Mundial de 2006, a pior campanha da história da Costa Rica na competição e a única vez em que a equipe foi derrotada nos três jogos que disputou.

Atualmente à frente do Mumbai City, time que disputa a milionária Superliga Indiana, Guimarães vê atualmente o legado da família ser defendido pelo filho mais novo, Celso.

O meia de 29 anos construiu sua carreira na Suécia e defende o tradicional Deportivo La Coruña desde 2005. Convocado pela primeira vez para a seleção em 2008, já é um dos dez jogadores que mais defenderam a Costa Rica na história (106 jogos).

Não à toa, é hoje o vice-capitão da equipe e um dos atletas mais influentes do elenco dirigido pelo técnico Óscar Ramírez.

Três anos atrás, Borges visitou o país onde nasceu seu pai para ajudar a Costa Rica a alcançar as quartas de final e ser a surpresa da última Copa do Mundo.

Nome certo na lista de Ramírez para 2018, o meio-campista terá no próximo ano a mesma oportunidade que seu pai teve no passado, a de medir forças em uma Copa com o futebol mais vitorioso do planeta, a terra de onde veio sua família.

“A mesa está servida. #Grupo E, agora é se servir como nunca“, publicou Borges em sua conta no Twitter, logo após o sorteio da última sexta-feira.

Brasil e Costa Rica se enfrentam no dia 22 de junho, em São Petesburgo, pela segunda rodada da Copa-2018. Sérvia e Suíça são as outras seleções da chave.


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Para ranking da Fifa, grupo do Brasil é o mais difícil do século
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Rafael Reis

O torcedor brasileiro deve ter ficado aliviado nesta sexta-feira ao descobrir que a seleção escapou de confrontos com Espanha, Inglaterra, Dinamarca e Suécia na primeira fase da Copa do Mundo.

Só que, de acordo com o ranking da Fifa, o Grupo E da Rússia-2018 é a chave mais difícil com a qual o Brasil já se deparou neste século.

Isso porque colocação média na lista de seleções da entidade das três equipes que irão enfrentar o único time pentacampeão mundial de futebol na primeira fase da Copa (Suíça, Costa Rica e Sérvia) é o 23,6º lugar.

Adversários de estreia da seleção de Tite, os suíços são os mais bem posicionados e ocupam o oitavo lugar no ranking. A Costa Rica, que chegou até as quartas de final em 2014, está na 26ª colocação. Já a Sérvia, que volta ao Mundial depois da ausência na última edição, é a 37ª do planeta na atualidade.

Desde a França-1998, o Brasil não tinha na primeira fase rivais tão bem ranqueados. Na época do sorteio daquele torneio, a posição média ocupada por Noruega (14ª), Marrocos (16ª) e Escócia (36ª) na classificação da Fifa era a 22ª colocação.

Nos Mundiais do século 21, a tarefa da equipe canarinha na fase de grupos nunca foi muito complicada.

Em 2002, os adversários brasileiros ocupavam em média a 36ª posição no ranking. Quatro anos depois, o 28º lugar. Na África do Sul-2010, o 35º posto. E na última Copa, em 2014, a 29ª colocação.

Também pela primeira vez desde 1998, o Brasil não tem nenhum adversário na chave que esteja fora do grupo das 40 melhores seleções do mundo. Ou seja, Neymar, Gabriel Jesus e cia. não terão nenhuma “galinha morta” pela frente.

Ainda de acordo com o ranking da Fifa, o grupo mais forte da Copa-2018 é o C (França, Austrália, Peru e Dinamarca), cujas seleções ocupam em média a 17,75ª colocação.

Por outro lado, o grupo mais fraca é o A (Rússia, Arábia Saudita, Egito e Uruguai), o único que não teve um cabeça de chave definido pelo ranking. Os quatro times da chave têm como classificação média o 45º lugar.


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Quais são os adversários mais frequentes do Brasil na 1ª fase da Copa?
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Rafael Reis

Se a formação dos grupos da próxima Copa do Mundo obedecesse a critérios históricos, a seleção brasileira teria como Espanha, México e Sérvia como adversários na primeira fase da Rússia-2018.

Afinal, esses três países fazem parte do grupo de rivais mais frequentes da camisa amarelinha na fase de abertura da principal competição do futebol mundial.

Cada um deles já teve quatro encontros com o Brasil em primeiras fases da Copa (grupos ou mata-matas, formato do torneio em 1934 e 1938). Além do trio, a Escócia, que não se classificou para a Rússia-2018, também apareceu no caminho brasileiro quatro vezes.

Uma das oito equipes que integram o pote 2 do sorteio da Copa, nesta sexta-feira, a Espanha mediu forças com os brasileiros na primeira fase em quatro oportunidades. Em 1934, venceu por 3 a 1. Em 1978, empatou sem gols. Já em 1962 e 1986, foi derrotada por 2 a 1 e 1 a 0, respetivamente.

Contra o México, que também está no pote 2, o Brasil acumula três vitórias (4 a 0, em 1950, 5 a 0, em 1954, e 2 a 0, em 1962) e um empate por 0 a 0, em Fortaleza, três anos e meio atrás.

Já a Sérvia só enfrentou a seleção em Copas quando ainda era Iugoslávia, país de quem carrega o legado futebolístico. Dos quatro confrontos de primeira fase entre as duas equipes, os europeus venceram um (2 a 1, em 1930), perderam outro (2 a 0, em 1950) e empataram dois (1 a 1, em 1954, e 0 a 0, em 1974).

Ao longo de 20 edições de Copa, o Brasil já teve 32 adversários diferentes em confrontos de primeira fase. Contra 13 dessas seleções, a única equipe pentacampeã mundial jogou mais do que uma vez.

Dos 32 participantes da Rússia-2018, metade jamais enfrentou o time da CBF na fase inaugural de um Mundial.

ADVERSÁRIOS MAIS FREQUENTES DO BRASIL NA 1ª FASE DA COPA

1º – Escócia – 1974, 1982, 1990 e 1998
Espanha – 1934, 1962, 1978 e 1986
Iugoslávia – 1930, 1950, 1954 e 1974
México – 1950, 1954, 1962 e 2014
5º – Rússia – 1958*, 1982* e 1994
Suécia – 1978, 1990 e 1994
7º – Áustria – 1958 e 1978
Camarões – 1994 e 2014
Costa Rica – 1990 e 2002
Croácia – 2006 e 2014
Inglaterra – 1958 e 1970
Portugal – 1966 e 2010
Tchecoslováquia – 1962 e 1970
14º – Argélia – 1986
Austrália – 2006
Bolívia – 1930
Bulgária – 1966
China – 2002
Coreia do Norte – 2010
Costa do Marfim – 2010
França – 1954
Hungria – 1966
Irlanda do Norte – 1986
Japão – 2006
Marrocos – 1998
Noruega – 1998
Nova Zelândia – 1982
Polônia – 1938
Romênia – 1970
Turquia – 2002
Suíça – 1950
Zaire – 1974

*ainda como União Soviética

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Da morte? Brasil tem 40% de chance de ter campeão mundial em seu grupo
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Rafael Reis

A vitória do Peru sobre a Nova Zelândia na definição da última seleção classificada para a Copa do Mundo-2018 pode ter complicado um pouquinho o caminho do Brasil na competição que será disputada no próximo ano.

Graças à vaga conquistada pela equipe de Cueva, Guerrero e Trauco, as chances de a seleção brasileira enfrentar um outro país campeão mundial já na primeira fase da Rússia-2018 são de aproximadamente 40%.

Isso porque o Peru, décimo colocado no ranking da Fifa, entrará no pote 2 do sorteio das chaves do Mundial e, por pertencer à mesma confederação do Brasil, não poderá cair no mesmo grupo do time dirigido por Tite.

Outras duas seleções sul-americanas, Colômbia e Uruguai, também farão parte do segundo pote e estão sujeitas ao mesmo bloqueio no sorteio.

Ou seja, o Brasil já sabe que irá enfrentar na primeira fase da Copa uma dessas cinco seleções: Espanha, Suíça, Inglaterra, México ou Croácia. Como espanhóis e ingleses já venceram o torneio, a chance de cruzar logo de cara com um campeão mundial é de cerca de 40%.

Essa possibilidade seria menor caso a Nova Zelândia tivesse conquistado a última vaga para o Mundial. Nesse caso, a oitava integrante do segundo pote seria a Dinamarca, e não o Peru, aumentando assim o leque de possíveis adversários brasileiros.

A Fifa ainda não anunciou como será feito o sorteio da próxima Copa. No entanto, nos últimos Mundiais, ela primeiro sorteou todas as equipes do pote 1, depois os times 2 e assim sucessivamente. Caso a entidade opte por alterar a dinâmica da definição das chaves na Rússia, 2018, as possibilidades do sorte também serão alteradas.

A seleção amarelinha não enfrenta um outro campeão mundial na primeira fase da Copa desde 1970, quando caiu na mesma chave da Inglaterra e a derrotou por 1 a 0 em seu segundo jogo na competição.

Levando em consideração a divisão dos potes para o sorteio do Mundial de 2018, um possível “grupo da morte” envolvendo a seleção brasileira teria também Espanha (ou Inglaterra), Suécia e Nigéria.

Por outro lado, o Brasil pode ter também uma fase de grupos bastante tranquila, enfrentando México, Islândia e  Arábia Saudita, por exemplo.

O sorteio que irá definir a primeira fase da Copa da Rússia será realizado no dia 1º de dezembro, em Moscou. Dois países da mesma confederação não podem ficar na mesma chave, com exceção dos europeus, que podem emplacar no máximo duas seleções na mesma chave.

Veja com ficaram os potes do sorteio dos grupos da Copa-2018:

POTE 1: Rússia, Alemanha, Brasil, Portugal, Argentina, Bélgica, Polônia e França
POTE 2: Espanha, Peru, Suíça, Inglaterra, Colômbia, México, Uruguai e Croácia
POTE 3: Dinamarca, Islândia, Costa Rica, Suécia, Tunísia, Egito, Senegal e Irã
POTE 4: Sérvia, Nigéria, Austrália, Japão, Marrocos, Panamá, Coreia do Sul e Arábia Saudita


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Argentina pode ter até 5 técnicos na Copa; Brasil se contenta com Tite
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Rafael Reis

A Argentina comeu o pão que o diabo amassou para se classificar para a Copa do Mundo e só conseguiu a vaga na última rodada das eliminatórias sul-americanas, no mês passado.

No entanto, a presença do futebol bicampeão mundial (1978 e 1986) na Rússia-2018 nunca esteve seriamente ameaçada. Pelo menos, não a participação dos seus treinadores.

Quatro seleções comandadas por compatriotas de Diego Maradona e Lionel Messi já estão com passaporte carimbado para a próxima Copa. E esse número ainda pode crescer até a semana que vem.

A menos que percam seus empregos até junho, Jorge Sampaoli (Argentina), José Pékerman (Colômbia). Edgardo Bauza (Arábia Saudita) e Héctor Cúper (Egito) irão representar a escola argentina de técnicos no Mundial russo.

O grupo ainda pode ganhar um quinto nome se Ricardo Gareca, ex-comandante do Palmeiras, desbancar a Nova Zelândia, na repescagem das eliminatórias, e conseguir recolocar o Peru em uma Copa depois de 36 anos.

Ou seja, até 15% de todas as seleções que vão participar da principal competição do futebol mundial podem ser dirigidas por treinadores argentinos.

A terra de Messi tem uma chance bastante razoável de ser o país com maior número de técnicos trabalhando na próxima Copa, posto que pertence à Alemanha em 2014 (emplacou quatro nomes).

A situação da Argentina contrasta bastante com a do Brasil. Assim como aconteceu na Copa passada, é bem provável que a seleção brasileira seja a única na Rússia treinada por um representante da única escola pentacampeã mundial.

Se três anos atrás Luiz Felipe Scolari carregou sozinho a responsabilidade de defender esse legado, daqui sete meses a tarefa deve ser exclusividade de Tite.

Nada muito diferente do que já acontece no primeiro escalão do futebol de clubes. Enquanto os técnicos brasileiros raramente conseguem emprego nas ligas mais importantes da Europa, os argentinos fazem sucesso em clubes de sucesso.

Diego Simeone é o exemplo mais bem sucedido. Há seis anos à frente do Atlético de Madri, faturou um título espanhol e foi duas vezes finalista da Liga dos Campeões da Europa. Já Mauricio Pochettino ainda não ganhou nada com o Tottenham, mas fez da equipe londrina a base da seleção inglesa e uma das principais forças da Premier League.

Na Espanha, há ainda Eduardo Berizzo, que substituiu Sampaoli no comando do “mediano” Sevilla. E quatro temporadas atrás, até o poderoso Barcelona foi comandado por um argentino, Tata Martino.


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Champions pré-Copa tem aumento na presença brasileira e 70% da seleção
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Rafael Reis

A nove meses do pontapé inicial da Copa do Mundo, a fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa começa nesta terça-feira (12) com uma participação maior de jogadores brasileiros e presença de 70% da seleção de Tite.

A 63ª edição da competição interclubes mais badalada do planeta conta com 67 representantes do futebol pentacampeão mundial inscritos em 26 dos 32 clubes que disputam sua etapa principal.

A lista não inclui outros nove atletas que, apesar de terem nascido no Brasil ou serem filhos de brasileiros, optaram por outras nacionalidades no mundo do futebol, como o português Pepe (Besiktas), o espanhol Thiago Alcántara (Bayern de Munique), o italiano Thiago Motta (Paris Saint-Germain) e o grego Leonardo Koutris (Olympiacos).

Em relação à temporada passada, o número de jogadores brasileiros inscritos na fase de grupos teve um ligeiro crescimento de quase 5%. Em 2016/17, 64 atletas classificados pela Uefa como representantes do Brasil disputaram a Champions.

Com o crescimento deste ano, a participação brasileira na competição continental é a maior das últimas três temporadas. A marca, porém ainda está longe da de 2014, quando 79 brazucas foram inscritos.

A volta do Shakhtar Donetsk à Champions é o principal fator responsável pela turbinada no número de brasileiros na competição. O clube ucraniano, que andou em baixa nos últimos anos, conta com oito representantes tupiniquins: Ismaily, Márcio Azevedo, Taison, Fred, Dentinho, Bernard, Alan Patrick e Marlos.

Benfica (sete), Paris Saint-Germain (seis, incluindo o craque Neymar), além de Monaco, Porto e Manchester City (quatro, cada) são os outros clubes que possuem um número maior de brasileiros na fase de grupos.

Ao contrário das últimas temporadas, quando parte considerável da seleção brasileira estava na China ou em times momentaneamente em um segundo escalão da Europa, desta vez a maioria dos jogadores que vestem a camisa amarela vai disputar a Champions.

Dos 25 convocados por Tite para a última rodada dupla das eliminatórias da Copa do Mundo, entre o fim do mês passado e o começo de setembro, 18 estão inscritos na competição que reúne os times e elencos mais fortes do planeta.

As exceções são Cássio, Rodrigo Caio, Fagner e Luan, que jogam no Brasil, Renato Augusto, atualmente na China, além de Giuliano e Miranda, que defendem clubes que não se classificaram para a Champions –Fenerbahce e Inter de Milão, respectivamente.


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Qual o tamanho do favoritismo do Brasil na Copa-2018?
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Rafael Reis

Liderança do ranking da Fifa, primeira seleção a se classificar dentro de campo para a Copa do Mundo-2018 e nove vitórias em nove rodadas das eliminatórias desde a troca de Dunga por Tite.

O jogador mais caro da história do futebol (Neymar), o sonho não concretizado do Barcelona (Philippe Coutinho) e duas peças essenciais no funcionamento do clube mais vitorioso da atualidade (Marcelo e Casemiro).

Três anos depois do vexame histórico de ser goleado por 7 a 1 dentro de casa pela Alemanha, na semifinal da Copa-2014, a seleção brasileira renasceu e voltou a ser admirada e respeitada por torcedores e adversários.

A campanha irrepreensível nas eliminatórias sul-americanas, as vitórias tranquilas sobre Argentina, Colômbia e Uruguai, todos times do primeiro escalão mundial e o futebol consistente mostrado ao longo do último ano criaram no brasileiro uma certeza: a seleção chegará como favorita à Rússia-2018.

Mas qual será o verdadeiro tamanho do favoritismo brasileiro no Mundial do próximo ano? Será que o time de Tite é realmente melhor que seus adversários para levantar a taça em Moscou, no dia 15 de julho?

A primeira constatação importante a se fazer é que, sim, o Brasil desembarca na Rússia como favorito ao hexacampeonato mundial. Tão favorito quanto era em 2006, 2010 e 2014, de tristes recordações para o futebol canarinho.

Mas isso não significa que o Brasil é o favorito para ganhar a Copa do Mundo, mas sim que é um dos favoritos para conquistá-la.

Faltando nove meses para o início do Mundial da Rússia, hoje é possível identificar três seleções que estão adiante das adversárias e, consequentemente, possuem chances mais elevadas de faturarem o título. E o Brasil é uma delas.

A Alemanha, atual campeã mundial e recém-saída da conquista da Copa das Confederações, e a França, provavelmente a equipe do planeta com maior oferta de bons jogadores na atualidade, fazem companhia aos comandados de Tite neste trio de favoritos.

Os alemães têm 100% de aproveitamento nas eliminatórias europeias, aproveitam-se de uma base que se conhece há muito tempo, carrega a experiência do título mundial de 2014 e são dirigidos por um treinador mestre na arte de promover a renovação constante da equipe, impedindo assim que ela envelheça e perca vigor físico.

Já os franceses possuem um talento bruto de fazer inveja a qualquer outra seleção do planeta, inclusive ao Brasil, e podem se dar ao luxo de ignorar Karim Benzema, camisa 9 do Real Madrid. Isso porque contam com Griezmann, Pogba, Mbappé, Dembélé, Kanté, Lemar, Bakayoko, Mendy, todos muito jovens e capazes de dar um salto de evolução a qualquer momento.

Isso não significa, é claro, que Espanha, Itália, Argentina ou qualquer outra seleção não possa vencer a Copa. Mas isso seria uma surpresinha. Afinal, o Mundial da Rússia já tem favoritos. E o Brasil é um deles.


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