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De Pelé a Marcelo (contra): quem marcou o 1º gol de cada Copa do Mundo?
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Rafael Reis

Quem vai marcar o primeiro gol da Copa do Mundo-2018? Os amantes do bom futebol esperam que ele saia dos pés (ou da cabeça) de um jogador de Rússia ou Arábia Saudita, seleções que se enfrentam nesta quinta-feira, em Moscou, no jogo de abertura da competição.

Mas, nem sempre, isso acontece. Entre 1966 e 1978, a primeira partida do Mundial terminou com o placar zerado. Ou seja, foram quatro edições consecutivas tendo de esperar mais de 90 minutos para ver uma bola balançar as redes.

Só que o último 0 a 0 em abertura de Copa já faz 40 anos. Foi justamente em 1978. A Alemanha Ocidental, então campeã mundial, empacou na Polônia.

O primeiro gol da história da competição mais importante do futebol no planeta foi marcado no dia 13 de junho de 1930, quando ainda não havia esse conceito de jogo de abertura.

França x México e Estados Unidos x Bélgica jogaram simultaneamente, cada um em um canto de Montevidéu (Uruguai). Por muito, imaginou-se que o norte-americano Bart McGhee havia sido o responsável pela abertura de placar nos Mundiais.

Foi só em 1970 que a Fifa reconheceu que o verdadeiro autor do primeiro gol de uma Copa do Mundo não era McGhee, mas sim o francês Lucien Laurent, que havia marcado minutos antes do jogador dos EUA.

Ao longo da história, jogadores de 12 nacionalidades diferentes já marcaram o primeiro gol de uma edição de Mundial.

Alemanha e Brasil são os recordistas nesse feito. Quatro Copas já tiveram suas contagens de gol abertas por alemães (1938, 1974, 1994 e 2006) e outras quatro tiveram as redes inauguradas por brasileiros (1950, 1966, 1998 e 2014).

Foi de um brasileiro, inclusive, o único gol contra que abriu o placar de um Mundial. Quatro anos atrás, Marcelo falhou na tentativa de cortar um cruzamento da Croácia e acabou anotando seu nome na história da competição… mas não do jeito que ele queria.

E, desta vez, quem vai marcar o primeiro gol da Copa do Mundo?

CONHEÇA O AUTOR DO 1º GOL DE CADA COPA

1930 – Lucien Laurent (FRA)
França 4 x 1 México

1934 – Ernesto Belis (ARG)
Suécia 3 x 2 Argentina

1938 – Jupp Gauchel (ALE)
Suíça 1 x 1 Alemanha

1950 – Ademir de Menezes (BRA)
Brasil 4 x 0 México

1954 – Milos Milutinovic (SER)
Sérvia 1 x 0 França

1958 – Tore Klas Simonsson (SUE)
Suécia 3 x 0 México

1962 – Héctor Facundo (ARG)
Argentina 1 x 0 Bulgária

1966 – Pelé (BRA)
Brasil 2 x 0 Bulgária

1970 – Dinko Dermendzbiev (BUL)
Peru 3 x 2 Bulgária

1974 – Paul Breitner (ALE)
Alemanha Ocidental 1 x 0 Chile

1978 – Bernard Lacombe (FRA)
Itália 2 x 1 França

1982 – Erwin Vandenbergh (BEL)
Argentina 0 x 1 Bélgica

1986 – Alessandro Altobelli (ITA)
Bulgária 1 x 1 Itália

1990 – François Omam-Biyik (CAM)
Argentina 0 x 1 Camarões

1994 – Jürgen Klinsmann (ALE)
Alemanha 1 x 0 Bolívia

1998 – César Sampaio (BRA)
Brasil 2 x 1 Escócia

2002 – Papa Bouba Diop (SEN)
França 0 x 1 Senegal

2006 – Philipp Lahm (ALE)
Alemanha 4 x 2 Costa Rica

2010 – Lawrence Tshabalala (AFS)
África do Sul 1 x 1 México

2014 – Marcelo (BRA), contra
Brasil 3 x 1 Croácia


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Site aponta França como seleção mais cara da Copa-2018; Brasil é o 3º
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Rafael Reis

Vice-campeão da Eurocopa e uma das equipes mais badaladas desta Copa do Mundo de 2018, a seleção da França é apontada como a mais valiosa entre todas que disputam o Mundial.

De acordo com o site “Transfermarkt”, especializado na cobertura do Mercado da Bola, os 23 jogadores convocados por Didier Deschamps para ir à Rússia têm valor estimado de 1,08 bilhão de euros (R$ 4,81 bilhões).

Imagem: Eric Gaillard/Reuters

O mais caro deles é o atacante Kylian Mbappé, companheiro de Neymar no Paris Saint-Germain, cujo preço estimado pela plataforma chega a 120 milhões de euros (mais de R$ 534 milhões). As altas cifras nas avaliações de outras estrelas do elenco como Antoine Griezmann (100 milhões de euros), Paul Pogba (90 milhões de euros) e Ousmane Dembélé (80 milhões de euros) ajudaram a impulsionar à liderança do ranking

Quem mais se aproxima do valor de mercado da França é a Espanha. O Brasil aparece na terceira colocação no ranking, logo à frente de Alemanha, Inglaterra e Bélgica.

O valor de mercado do único time pentacampeão mundial é de 981 milhões de euros (R$ 4,37 bilhões), segundo o “Transfermarkt”. Neymar, o jogador mais caro da história do futebol, equivale sozinho a quase 20% desse total.

Apesar de ter sido negociado pelo Barcelona com o Paris Saint-Germain por 222 milhões de euros (R$ 970,2 milhões), o camisa 10 brasileiro tem valor de mercado estimado em “apenas” 180 milhões de euros (R$ 786,6 milhões), mesma marca do argentino Lionel Messi.

Das dez seleções mais valiosas da Copa-2018, sete são europeias e nenhuma irá enfrentar o Brasil na fase de grupos.

Além do time de Tite, Argentina (sétima colocada, com 690,5 milhões de euros) e Uruguai (nona, com 372,5 milhões de euros) representam o futebol sul-americano na parte de cima do ranking.

Do outro lado da tabela, a seleção mais barata do Mundial da Rússia é o estreante Panamá. A equipe da América Central vale apenas 8,43 milhões de euros (R$ 37,5 milhões), menos do que uma parcela significativa dos jogadores que vão disputar a competição.

A soma dos valores de mercado das 32 equipes que vão em busca do título mundial a partir do dia 14 de junho ultrapassa os 10 bilhões de euros (R$ 43,7 bilhões).

AS 10 SELEÇÕES MAIS VALIOSAS DA COPA

1 – França– 1,08 bilhão de euros
2 – Espanha – 1,03 bilhão
3 – Brasil – 981 milhões
4 – Alemanha – 883 milhões
5 – Inglaterra – 874 milhões
6 – Bélgica – 754 milhões
7 – Argentina – 690,50 milhões
8 – Portugal – 464,5 milhões
9 – Uruguai – 372,5 milhões
10 – Croácia – 360 milhões

Fonte: Transfermarkt


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Vinte anos depois, há gente que jura que o Brasil “vendeu” a Copa-1998
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Rafael Reis

“É muito difícil provar alguma coisa. Mas, sempre que apresento meus argumentos para os amigos, eles concluem que minha hipótese não é totalmente descabida.”

Vinte anos depois da Copa do Mundo-1998, o bancário carioca José Henrique da Rocha, de 49 anos, jura de pés juntos que a derrota por 3 a 0 sofrida pela seleção brasileira contra a França, na decisão do torneio, pouco teve a ver com questões esportivas.

Para ele e para vários outros torcedores chegados em uma “teoria da conspiração”, o resultado da decisão foi selado nos bastidores. A crença deles é que o Brasil “vendeu” o título mundial de 1998.

“Pelo futebol que o Brasil vinha apresentando até a final, não dá para pensar em outra coisa. A França era o país-sede, e conquistar o título era muito importante para a autoestima dela. Além do placar, teve muita coisa estranha naquele jogo. Falaram que o Ronaldo passou mal, que o Dunga reclamou que o Edmundo tinha de jogar”, explica o guia turístico Ezequiel Amâncio Júnior, de Londrina (PR).

“O boato mais forte é que o Brasil tinha de perder aquela final para ganhar em 2002, o que realmente aconteceu”, completa.

A versão de que a seleção perdeu propositalmente a decisão da Copa-1998 para a França foi uma espécie de febre popular no Brasil no final da década passada e chegou até a ser analisada por uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Câmara dos Deputados, em Brasília.

A história ganhou força depois que um e-mail assinado por Gunther Schweitzer, um suposto jornalista que trabalhava para a Globo, relatando os detalhes do acordo da manipulação de resultado na final, viralizou pelo país.

Gunther, na verdade, é professor de educação física e sempre negou a autoria do “documento”. Segundo o “denunciante”, ele apenas passou adiante um e-mail que havia recebido de conhecidos e que, por engano, ganhou sua assinatura.

Mas a negativa do homem que popularizou a expressão “Se as pessoas soubessem o que aconteceu na Copa do Mundo, ficariam enjoadas” não foi suficiente para convencer o cobrador Elton Bonfim Pereira, 22, de Curitiba (PR).

“Eu era criança na primeira vez que ouvi falar em manipulação na Copa-1998. Mas passei a levar a sério depois que li um livro chamado ‘O Lado Sujo do Futebol’ (dos jornalistas Amaury Ribeiro Jr., Luiz Carlos Azenha e Tony Chastinet). Lá não fala nada dessa questão, mas mostra o tamanho da influência que a Nike tinha nos amistosos e no calendário do Brasil. Então, é difícil não acreditar que houve fraude.”

O episódio mais citado pelos conspiracionistas como indício de uma possível fraude na decisão do Mundial é o mal-estar sofrido por Ronaldo. Antes da final, Ronaldo sofreu uma convulsão e deixou a concentração da seleção para fazer uma bateria de exames. Horas mais tarde, foi ao Stade de France e, mesmo debilitado, acabou escalado por Zagallo.

“Tudo naquela final causa muita estranheza, mas o caso Ronaldo é o mais estranho de todos”, afirma o auxiliar de escritório Uriel de Mello, 20, de Cascavel (PR).

Apesar de acreditar que a decisão da Copa-1998 foi fraudada, Uriel não vê a hora de o próximo Mundial chegar. É que, na sua opinião, a corrupção no torneio mais importante do futebol está mais para algo isolado do que para um sistema que é novamente acionado a cada quatro anos.

“Não perdi o sentimento em relação à Copa do Mundo. A existência de fraudes depende de muitas circunstâncias, como o país-sede e o que está acontecendo. Em 2002, foi estranho a Coreia do Sul chegar às semifinais. Desta vez, vai ser esquisito se a Rússia fizer uma grande campanha. Vou torcer normalmente. Mas de olho aberto para ver se não vai ter nenhuma canetada”.

Ao longo dos últimos 20 anos, a CBF e vários jogadores que fizeram parte da seleção vice-campeã mundial de 1998 foram questionados inúmeras vezes sobre uma possível manipulação de resultado da final da Copa. Todos os envolvidos sempre negaram a acusação.


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Alemanha pode ter até 12 remanescentes do 7 a 1 na Copa-18; Brasil, só sete
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Rafael Reis

O técnico Tite anuncia nesta segunda-feira os jogadores convocados para os dois últimos amistosos da seleção brasileira antes da divulgação da lista de quem vai para a Copa do Mundo.

No dia 23, a equipe pentacampeã mundial joga contra a Rússia, em Moscou, no palco que abrigará a final da Copa-2018. Quatro dias depois, é a vez do aguardado reencontro com a Alemanha, em Berlim.

O amistoso do dia 27 será a primeira partida entre as duas seleções desde a histórica goleada por 7 a 1 aplicada pelos germânicos sobre os brasileiros na semifinal do último Mundial, no Mineirão, em 2014.

Mas será que as seleções de Alemanha e Brasil mudaram muito nos últimos quatro anos? Ou o grupo de jogadores que irá para a próxima Copa é basicamente o mesmo que participou de um jogos mais impressionantes do futebol mundial neste século?

São essas perguntas que vamos responder logo abaixo:

ALEMANHA

Dos 23 jogadores que ajudaram a Alemanha a meter 7 a 1 no Brasil e também a conquistar o tetracampeonato mundial, quatro anos atrás, dois já abandonaram o futebol profissional: Philipp Lahm e Miroslav Klose. Além deles, o zagueiro Per Mertesacker, o meia Bastian Schweinsteiger e o atacante Lukas Podolski decidiram se aposentar da seleção. A tendência é que Joachim Löw leve para a Rússia-2018 pelo menos nove remanescentes da última Copa. Mas o número pode aumentar para até 12 se o treinador decidir que deve optar pela experiência na hora de montar sua lista final.

Devem ir para a Copa-2018: Manuel Neuer, Mats Hummels, Sami Khedira, Mesut Özil, Thomas Müller, Julian Draxler, Toni Kroos, Jérôme Boateng e Shkodran Mustafi
Podem ir para a Copa-2018:
Matthias Ginter, André Schürrle, Mario Götze,
Não vão para a Copa-2018:
Kevin Grosskreutz, Benedikt Höwedes, Bastian Schweinsteiger, Lukas Podolski, Miroslav Klose, Ron-Robert Zieler, Erik Durm, Philipp Lahm, Per Mertesacker, Roman Weidenfeller e Christoph Kramer

BRASIL

A reformulação vivida pela seleção brasileiras nos últimos quatro anos foi muito maior que a da Alemanha. Dos 15 jogadores que Tite já anunciou que só não vão ao Mundial se sofrerem algum problema físico grave, sete estiveram na última Copa. E serão eles os únicos remanescentes do Brasil-2014 na Rússia-2018. Todos os outros nomes que estiveram no 7 a 1 têm chances nulas (ou quase nulas) de serem lembrados pelo ex-comandante do Corinthians. Alguns deles até tiveram algumas oportunidades nesse ciclo, como David Luiz, Oscar e Ramires, mas decepcionaram e acabaram não se firmando na seleção. Agora, verão a Copa pela TV.

Devem ir para a Copa-2018: Daniel Alves, Thiago Silva, Fernandinho, Marcelo, Paulinho, Neymar e Willian
Não vão para a Copa-2018:
Jefferson, David Luiz, Hulk, Fred, Oscar, Júlio César, Dante, Maxwell, Henrique, Ramires, Luiz Gustavo, Hernanes, Bernard, Jô, Victor e Maicon


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Revelação de rival do Brasil na Copa fez fama como fenômeno no Fifa
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Rafael Reis

A pouco mais de seis meses do confronto com a Suíça, válido pela primeira rodada do Grupo E da Copa do Mundo, Tite certamente já conhece bem Breel Embolo.

Mas é bem provável que seu filho ou um dos seus sobrinhos tenha ouvido falar pela primeira vez do atacante de 20 anos que defende o Schalke 04 (ALE) antes do atual treinador da seleção brasileira.

Isso porque Embolo foi um fenômeno do mundo dos games antes de despontar como uma das maiores revelações do futebol suíço nos últimos anos e ser convocado para a seleção adulta.

Lançado na equipe profissional do Basel em março de 2014, quando tinha acabado de completar 16 anos, o atacante virou uma febre entre os usuários das versões 2014, 2015 e 2016 do Fifa Soccer.

Avaliado no game como um jogador de grande potencial, o suíço virou uma espécie de “compra obrigatória” para usuários que não tinham muito dinheiro em caixa para montar seus times e queriam fazer uma aposta para o futuro.

Essa situação fez com o que o nome de Embolo se tornasse muito popular entre os jogadores de Fifa antes de ele conseguir se consolidar no cenário internacional da bola.

O garoto, que nasceu em Camarões e se mudou com a família para a Europa em busca de uma vida melhor, começou a transformar a profecia do game em realidade em sua segunda temporada como profissional.

Em 2014/15, Embolo conquistou o título suíço pelo Basel, marcou pela primeira vez na Liga dos Campeões da Europa e alcançou a seleção principal.

Em pouco mais de dois anos vestindo a camisa vermelha da adversária de estreia do Brasil na Copa-2018, o atacante acumula 21 jogos, dois gols e a participação na Eurocopa-2016.

Os números poderiam ser melhores, mas um grave problema físico travou um pouco a sua evolução. Contratado por 22,5 milhões de euros (R$ 88,5 milhões) pelo Schalke 04 no início da temporada passada, ele sofreu uma fratura no tornozelo três meses depois de chegar à Alemanha e ficou mais de meio ano parado.

Embolo só retornou aos gramados em agosto e, aos poucos, vai recuperando a forma e a confiança no atual vice-líder do Campeonato Alemão. Apesar de ainda ser reserva, o atacante participou de seis das sete últimas partidas do time de Gelsenkrichen.

E no Fifa? Bem, a imagem do suíço no game segue irretocável. Na versão mais recente do jogo, Embolo começa com overall 76 e potencial 86. Pode até não ser um Gabriel Jesus ou um Mbappé, mas é uma bela opção para quem contratar bem e gastar pouco.

Brasileiros e suíços se enfrentam no dia 17 de junho, em Rostov, pela primeira rodada da Copa-2018. Costa Rica e Sérvia são as outras seleções que formam o Grupo E da principal competição do futebol mundial.


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Ibra torce mais pelo Brasil que pela Suécia: verdade ou lenda urbana?
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Rafael Reis

Maior goleador da história da Suécia, Zlatan Ibrahimovic não dá a mínima para os resultados alcançados pela seleção da sua terra natal, mas é completamente obcecado pela seleção brasileira.

Se você curte futebol internacional, é bem possível que já tenha ouvido de algum amigo, recebido no WhatsApp ou visto no Facebook que o camisa 10 do Manchester United é mais torcedor do Brasil do que da Suécia.

Mas será que essa história é realmente verdadeira? Ou será que ela é apenas mais uma das inúmeras lendas urbanas que circulam pelas redes sociais e que constroem o folclore do esporte número 1 do planeta?

Bem, a preferência de Ibra pela seleção brasileira em detrimento da sueca não chega a ser uma completa mentira, como o autismo de Messi e a transexualidade de Verratti. Só que também não é 100% verdadeira, como o fato de Piqué ser superdotado.

A resposta para essa questão está na própria autobiografia do centroavante, “Min historia, Jag är Zlatan Ibrahimovic” (“Minha história, eu sou Zlatan Ibrahimovic”, em tradução livre para o português), lançada em 2011.

Além dos bastidores de sua conturbada passagem pelo Barcelona e das inúmeras críticas dirigidas a Pep Guariola, Messi e cia., o livro conta que, durante a infância e a adolescência, Ibra realmente gostava mais do Brasil do que da Suécia e inclusive chegou a torcedor contra seu país nos encontros entre as duas seleções na Copa do Mundo-1994.

Razões para essa preferência não faltavam. Para começar, o hoje astro do futebol mundial não se sentia muito sueco na juventude, já que é filho de pai bósnio com mãe croata e cresceu em Rosengard, um bairro de Malmö que é dominado por imigrantes.

Além disso, Ibra era (e ainda é) muito fã dos atacantes brasileiros. Seu maior ídolo no futebol é Ronaldo, reserva da seleção tetracampeã mundial em 1994. Romário, titular e principal jogador daquela conquista, também sempre foi uma de suas maiores referências.

O centroavante só deixou de lado sua paixão pelo Brasil para abraçar a Suécia depois que estreou pela seleção principal, em 2001. Em 116 jogos com a camisa amarela, ele marcou 62 gols, mais que qualquer outro jogador da história da equipe.

Ibra participou das Copas do Mundo de 2002 e 2006 e das quatro edições mais recentes da Eurocopa (2004, 2008, 2012 e 2016). Depois da última, anunciou sua aposentadoria da seleção.

Aos 36 anos, ele foi visto recentemente comemorando nas tribunas do estádio de Solna a vitória da Suécia sobre a Itália, que encaminhou a classificação do seu país para a Copa-2018. Nas redes sociais, há uma forte campanha pedindo que ele volte atrás em sua decisão e dispute o Mundial do próximo ano.

Ou seja, se Brasil e Suécia se encontrarem na Rússia-2018, Ibrahimovic não estará na torcida pelo time de Tite, Neymar e Gabriel Jesus. Para ele, a seleção brasileira foi uma paixão de infância…


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Rival do Brasil na Copa tem “geração de ouro” que ainda não desabrochou
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Rafael Reis

Última adversária do Brasil na fase de grupos da Copa-2018, a Sérvia tem à disposição uma “geração de ouro” que promete recolocar o país entre as principais potências do futebol mundial.

Mas, para a sorte da seleção comandada por Tite, essa safra de grandes jogadores sérvios ainda não conseguiu desabrochar e dificilmente deixará de ser apenas uma promessa para o futuro até junho do próximo ano.

O país do Leste Europeu foi campeão mundial sub-20 dois anos atrás e apresentou ao planeta vários garotos de talento acima da média, como Sergej Milinkovic-Savic, Marko Grujic, Nemanja Maksimovic, Andrija Zivkovic e o goleiro Predrag Rajkovic.

Só que a maior parte deles ainda não se firmou no cenário internacional. Resultado: acumulam poucos minutos de jogo (e de ganho de experiência) na atual temporada ou atuam em equipes de menor expressão, longe do primeiro escalão.

O volante Maksimovic, de 22 anos, autor de um dos gols da vitória por 2 a 1 sobre o Brasil (de Gabriel Jesus) na decisão do Mundial é um exemplo da primeira situação. Ele defende o Valencia, vice-líder do Espanhol, mas não completou ainda nem 45 minutos em campo na atual edição do campeonato.

A situação de Grujic, meia de 21 anos que defende o Liverpool não é muito diferente. Sua temporada se resume a 90 minutos da Copa da Liga, 13 minutos de Campeonato Inglês, 6 minutos de Liga dos Campeões e algumas partidas pelo time B dos Reds.

Já Rajkovic, 22, o goleiro menos vazado do Mundial sub-20 de 2015 é titular de sua equipe, mas só porque atua longe das principais ligas da Europa. O sérvio é o dono da meta do Maccabi Tel Aviv, atual vice-campeão de Israel.

O zagueiro Srdjan Babic, 21, também vive algo semelhante. O beque é uma aposta da Real Sociedad para o futuro, mas precisou ser emprestado ao Estrela Vermelha, da Sérvia, para ganhar ritmo de jogo na atual temporada.

Dos 21 jogadores sérvios que foram campeões mundiais de juniores há dois anos, apenas um pode se considerar titular da seleção principal hoje: o meia Milinkovic-Savic, 22, estrela da Lazio (ITA) e quem vem sendo alvo de rumores sobre uma transferência milionária para o Manchester United na janela de janeiro.

Todos os outros ainda sonham repetir os passos de Mijatovic, Suker, Boban e Prosinecki, campeões sub-20 em 1987 e estrelas de uma brilhante geração que colocou o futebol da antiga Iugoslávia (separada posteriormente em Sérvia, Croácia e afins) no mapa da bola nos anos 1990.

Brasileiros e sérvios se enfrentam no dia 27 de junho, em Moscou, em confronto válido pela última rodada do Grupo E da Copa-2018. Suíça e Costa Rica são as seleções que completam a chave.


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De pai para filho: como família alagoana virou sucesso em rival do Brasil
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Rafael Reis

O pai disputou uma Copa do Mundo e comandou a seleção em outras duas. Ao longo da carreira como jogador e técnico, conquistou por cinco vezes o campeonato nacional. O filho atua na primeira divisão espanhola, acumula mais de 100 partidas pela seleção, é o vice-capitão da equipe e está prestes a disputar seu segundo Mundial.

A família mais importante do futebol da Costa Rica, segunda adversária da seleção brasileira na Copa-2018, tem origem no Brasil.

Mais precisamente em Maceió (AL), onde nasceu Alexandre Guimarães, veterano do Mundial de 1990 que dirigiu os “Ticos” em 2002 e 2006 e é pai de Celso Borges, meio-campista do La Coruña (ESP) e uma das principais estrelas costarriquenhas da atualidade.

Guimarães chegou à América Central ainda na infância, no início dos anos de 1970, acompanhando seu pai, que era médico. No final da década, já era jogador profissional de futebol.

O meia nunca atuou fora da Costa Rica e viveu seu melhor momento no Deportivo Saprissa, clube que defendeu por nove anos e lhe deu três títulos nacionais. Naturalizado costarriquenho, fez parte da primeira seleção do país que disputou uma Copa do Mundo, em 1990.

Na ocasião, tornou-se o primeiro jogador nascido no Brasil a enfrentar a seleção brasileira em um Mundial. A derrota por 1 a 0 nem chegou a ser frustrante, já que a Costa Rica conseguiu avançar às oitavas de final do torneio.

Doze anos depois, Guimarães reencontrou o time de sua terra natal e foi novamente derrotado. Já como técnico da seleção costarriquenha, acabou goleado por 5 a 2 pelos brasileiros na última rodada da primeira fase da Copa-2002.

O treinador ainda trabalhou no Mundial de 2006, a pior campanha da história da Costa Rica na competição e a única vez em que a equipe foi derrotada nos três jogos que disputou.

Atualmente à frente do Mumbai City, time que disputa a milionária Superliga Indiana, Guimarães vê atualmente o legado da família ser defendido pelo filho mais novo, Celso.

O meia de 29 anos construiu sua carreira na Suécia e defende o tradicional Deportivo La Coruña desde 2005. Convocado pela primeira vez para a seleção em 2008, já é um dos dez jogadores que mais defenderam a Costa Rica na história (106 jogos).

Não à toa, é hoje o vice-capitão da equipe e um dos atletas mais influentes do elenco dirigido pelo técnico Óscar Ramírez.

Três anos atrás, Borges visitou o país onde nasceu seu pai para ajudar a Costa Rica a alcançar as quartas de final e ser a surpresa da última Copa do Mundo.

Nome certo na lista de Ramírez para 2018, o meio-campista terá no próximo ano a mesma oportunidade que seu pai teve no passado, a de medir forças em uma Copa com o futebol mais vitorioso do planeta, a terra de onde veio sua família.

“A mesa está servida. #Grupo E, agora é se servir como nunca“, publicou Borges em sua conta no Twitter, logo após o sorteio da última sexta-feira.

Brasil e Costa Rica se enfrentam no dia 22 de junho, em São Petesburgo, pela segunda rodada da Copa-2018. Sérvia e Suíça são as outras seleções da chave.


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Para ranking da Fifa, grupo do Brasil é o mais difícil do século
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Rafael Reis

O torcedor brasileiro deve ter ficado aliviado nesta sexta-feira ao descobrir que a seleção escapou de confrontos com Espanha, Inglaterra, Dinamarca e Suécia na primeira fase da Copa do Mundo.

Só que, de acordo com o ranking da Fifa, o Grupo E da Rússia-2018 é a chave mais difícil com a qual o Brasil já se deparou neste século.

Isso porque colocação média na lista de seleções da entidade das três equipes que irão enfrentar o único time pentacampeão mundial de futebol na primeira fase da Copa (Suíça, Costa Rica e Sérvia) é o 23,6º lugar.

Adversários de estreia da seleção de Tite, os suíços são os mais bem posicionados e ocupam o oitavo lugar no ranking. A Costa Rica, que chegou até as quartas de final em 2014, está na 26ª colocação. Já a Sérvia, que volta ao Mundial depois da ausência na última edição, é a 37ª do planeta na atualidade.

Desde a França-1998, o Brasil não tinha na primeira fase rivais tão bem ranqueados. Na época do sorteio daquele torneio, a posição média ocupada por Noruega (14ª), Marrocos (16ª) e Escócia (36ª) na classificação da Fifa era a 22ª colocação.

Nos Mundiais do século 21, a tarefa da equipe canarinha na fase de grupos nunca foi muito complicada.

Em 2002, os adversários brasileiros ocupavam em média a 36ª posição no ranking. Quatro anos depois, o 28º lugar. Na África do Sul-2010, o 35º posto. E na última Copa, em 2014, a 29ª colocação.

Também pela primeira vez desde 1998, o Brasil não tem nenhum adversário na chave que esteja fora do grupo das 40 melhores seleções do mundo. Ou seja, Neymar, Gabriel Jesus e cia. não terão nenhuma “galinha morta” pela frente.

Ainda de acordo com o ranking da Fifa, o grupo mais forte da Copa-2018 é o C (França, Austrália, Peru e Dinamarca), cujas seleções ocupam em média a 17,75ª colocação.

Por outro lado, o grupo mais fraca é o A (Rússia, Arábia Saudita, Egito e Uruguai), o único que não teve um cabeça de chave definido pelo ranking. Os quatro times da chave têm como classificação média o 45º lugar.


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Quais são os adversários mais frequentes do Brasil na 1ª fase da Copa?
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Rafael Reis

Se a formação dos grupos da próxima Copa do Mundo obedecesse a critérios históricos, a seleção brasileira teria como Espanha, México e Sérvia como adversários na primeira fase da Rússia-2018.

Afinal, esses três países fazem parte do grupo de rivais mais frequentes da camisa amarelinha na fase de abertura da principal competição do futebol mundial.

Cada um deles já teve quatro encontros com o Brasil em primeiras fases da Copa (grupos ou mata-matas, formato do torneio em 1934 e 1938). Além do trio, a Escócia, que não se classificou para a Rússia-2018, também apareceu no caminho brasileiro quatro vezes.

Uma das oito equipes que integram o pote 2 do sorteio da Copa, nesta sexta-feira, a Espanha mediu forças com os brasileiros na primeira fase em quatro oportunidades. Em 1934, venceu por 3 a 1. Em 1978, empatou sem gols. Já em 1962 e 1986, foi derrotada por 2 a 1 e 1 a 0, respetivamente.

Contra o México, que também está no pote 2, o Brasil acumula três vitórias (4 a 0, em 1950, 5 a 0, em 1954, e 2 a 0, em 1962) e um empate por 0 a 0, em Fortaleza, três anos e meio atrás.

Já a Sérvia só enfrentou a seleção em Copas quando ainda era Iugoslávia, país de quem carrega o legado futebolístico. Dos quatro confrontos de primeira fase entre as duas equipes, os europeus venceram um (2 a 1, em 1930), perderam outro (2 a 0, em 1950) e empataram dois (1 a 1, em 1954, e 0 a 0, em 1974).

Ao longo de 20 edições de Copa, o Brasil já teve 32 adversários diferentes em confrontos de primeira fase. Contra 13 dessas seleções, a única equipe pentacampeã mundial jogou mais do que uma vez.

Dos 32 participantes da Rússia-2018, metade jamais enfrentou o time da CBF na fase inaugural de um Mundial.

ADVERSÁRIOS MAIS FREQUENTES DO BRASIL NA 1ª FASE DA COPA

1º – Escócia – 1974, 1982, 1990 e 1998
Espanha – 1934, 1962, 1978 e 1986
Iugoslávia – 1930, 1950, 1954 e 1974
México – 1950, 1954, 1962 e 2014
5º – Rússia – 1958*, 1982* e 1994
Suécia – 1978, 1990 e 1994
7º – Áustria – 1958 e 1978
Camarões – 1994 e 2014
Costa Rica – 1990 e 2002
Croácia – 2006 e 2014
Inglaterra – 1958 e 1970
Portugal – 1966 e 2010
Tchecoslováquia – 1962 e 1970
14º – Argélia – 1986
Austrália – 2006
Bolívia – 1930
Bulgária – 1966
China – 2002
Coreia do Norte – 2010
Costa do Marfim – 2010
França – 1954
Hungria – 1966
Irlanda do Norte – 1986
Japão – 2006
Marrocos – 1998
Noruega – 1998
Nova Zelândia – 1982
Polônia – 1938
Romênia – 1970
Turquia – 2002
Suíça – 1950
Zaire – 1974

*ainda como União Soviética

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