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Europa virou a “dona” da Copa do Mundo. E domínio pode estar só começando
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Rafael Reis

Pela quarta edição consecutiva, a Copa do Mundo terá uma seleção europeia como campeã. Pela segunda vez neste século, todos os quatro semifinalistas da competição são do Velho Continente.

Não é preciso mais que uma reflexão rápida para perceber que a Europa virou a “dona” do futebol mundial.

A má notícia para brasileiros, argentinos, uruguaios e torcedores de todos os outros continentes é que essa hegemonia não tem data para acabar. E é bem possível que ela aumente ainda mais nos próximos anos.

Quem diz isso não sou eu, mas sim os resultados das categorias de base. Ainda que revelar jogadores seja mais importante que levantar taças nos torneios para jovens, o que anda acontecendo nos Mundiais sub-17 e sub-20 diz muito sobre o futuro do futebol.

E o que anda acontecendo? A Europa, que até pouco tempo atrás era quase “café com leite” nessas competições e via sul-americanos e africanos nadarem de braçada, vem colecionando um título atrás do outro.

O exemplo mais expressivo é o do Mundial sub-20. O torneio, que teve apenas uma conquista europeia entre 1993 e 2011 (Espanha-1999), vem de três conquistas consecutivas de equipes do continente onde o futebol nasceu.

Em 2013, deu França (com Samuel Umtiti e Paul Pogba no elenco). Dois anos depois, foi a vez da Sérvia se sagrar campeã. E a última edição da competição para jovens de até 20 anos foi vencida pela Inglaterra.

A mesma Inglaterra que também é a atual campeã mundial sub-17. No ano passado, o English Team faturou a taça ao derrotar a Espanha na final. Foi a primeira decisão 100% europeia em 32 anos de história do torneio juvenil.

Ou seja, tudo leva a crer que essa fase de hegemonia do Velho Continente no futebol mundial, sobretudo na Copa, ainda terá alguns capítulos antes de chegar ao fim.

São vários os motivos que fizeram sul-americanos, africanos e asiáticos ficarem para trás na corrida contra os europeus. Mas o principal deles é, sem dúvida, o bom trabalho focado em planejamento e inteligência na formação de jogadores.

Enquanto países como Brasil e Argentina terceirizam a função de criar jovens atletas e deixam toda a responsabilidade desse processo na mão de clubes (cada qual com sua filosofia própria), muitos países europeus adotam filosofias unificadas no desenvolvimento dos seus candidatos a profissionais do futebol.

Responsável pela queda brasileira na Rússia-2018 e uma das semifinalistas da Copa, a Bélgica adota desde a década passada critérios únicos para a formação de jogadores em todo o país. Todos os clubes belgas usar nas categorias de base o mesmo esquema tático e processos semelhantes de treinamento.

O modelo já foi copiado por Alemanha e Inglaterra. A primeira, apesar da queda prematura nesta edição da Copa, é a atual campeã mundial. A segunda unificou os títulos sub-17 e sub-20 no ano passado.

Já a França, adversária dos belgas na semifinal, possui há 30 anos um centro de formação de jogadores mantido pela federação nacional. Clairefontaine recebe garotos talentosos de 12 a 15 anos que tenham potencial para vingar no futebol.

Parte considerável do elenco francês no Mundial da Rússia passou pelo centro. Pogba, Kylian Mbappé e Raphaël Varane são alguns dos titulares do técnico Didier Deschamps que treinaram por lá.


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Não é só futebol…Bélgica tem atleta com MBA e goleiro formado em política
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Rafael Reis

Jogador profissional pensa exclusivamente em futebol e não tem tempo para se dedicar aos estudos e ao desenvolvimento intelectual. Essa lenda não parece fazer parte da rotina da seleção da Bélgica.

A vida acadêmica faz sucesso na adversária desta sexta-feira do Brasil, em jogo que vale vaga na semifinal da Copa do Mundo. Pelos menos três integrantes do elenco dirigido por Roberto Martínez possuem curso superior completo.

O mais graduado deles é o zagueiro e capitão Vincent Kompany, do Manchester City. O defensor de 32 anos, que é considerado um intelectual no mundo da bola, possui um MBA no currículo.

O diploma foi obtido no final do ano passado, após cinco ano de estudos na Alliance Manchester Business School. O jogador defendeu uma tese sobre como os times da Premier League, a primeira divisão inglesa, podem se aproveitar melhor do fato de atuarem em casa para aumentar o desempenho esportivo.

“Quando você está jogando futebol profissional, até mesmo gerenciar suas finanças começa a se tornar um negócio. Era importante que eu entendesse o que meu contador estava falando e saber que eu poderia avaliar com mais confiança um plano de negócios para levar esta área para minha vida.”

Para elaborar o trabalho final do MBA, Kompany conduziu entrevistas com 25 jogadores de diferentes clubes (sim, ele conversou com companheiros de time e também adversários). A ideia era entender o quanto o fator casa impacta no rendimento de cada um deles.

Principal referência ofensiva e artilheiro da Bélgica no Mundial da Rússia, com quatro gols, o atacante Romelu Lukaku também conseguiu conciliar estudos e futebol apesar de jogar profissionalmente desde que estava no ensino médio –estreou pelo Anderlecht com apenas 16 anos.

O centroavante do Manchester United, que é fluente em cinco línguas (inglês, holandês, francês, congolês e espanhol) e arranha pelo menos outras duas (português e alemão), não possui só um, mas sim dois diplomas de graduação. O camisa 9 é formado em turismo e em relações públicas.

Outro belga que resolveu se dedicar aos estudos é o goleiro Simon Mignolet, do Liverpool. O reserva de Courtois na seleção terminou sua graduação em ciências políticas em 2012 e pretende ingressar em um curso de mestrado quando encerrar a carreira.

“Quando comecei a jogar, meus pais me falaram que eu precisava ir à Universidade. Eles me sugeriram escolher algo que eu conseguisse conciliar com os treinos. Não optei por política por ter um interesse específico nesta área, mas sim para ter um plano B caso algo desse errado”, explicou, em entrevista ao jornal inglês “Daily Mail”.

Brasil e Bélgica se enfrentam em Kazan para definir um dos semifinalistas da Copa-2018. O vencedor do duelo decidirá vaga na decisão contra o ganhador do confronto entre Uruguai e França, que também jogam nesta sexta, em Nizhny.


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Rafael Reis

Toby Alderweireld tinha apenas 15 anos quando foi descoberto por olheiros do Ajax (HOL) atuando pelas categorias de base do pequeno Germinal Beerschot, time de sua cidade natal, Antuérpia.

Antes mesmo de alcançar a maioridade e disputar sua primeira partida profissional, fez as malas e deixou seu país para trás em busca de uma oportunidade melhor de brilhar como jogador de futebol.

A história do zagueiro do Tottenham é muito parecida com a de milhares de garotos brasileiros e mostra uma semelhança enorme entre as duas seleções que se enfrentam nesta sexta-feira, em Kazan, por vaga na semifinal da Copa do Mundo.

Assim como o Brasil, a Bélgica têm um futebol que sofre com o êxodo de jogadores adolescentes. E foi assim, bem distante de suas fronteiras, que a geração que vem empolgando torcedores e analistas ganhou forma.

Dos 23 convocados pelo técnico espanhol Roberto Martínez para a Rússia-2018, 22 atuam no exterior. Desses, nada menos que 17 se transferiram para um clube de outro país antes mesmo de completar 21 anos.

Os recordistas são o zagueiro Thomas Vermaelen e os irmãos Eden e Thorgan Hazard, que foram embora da Bélgica quando tinham só 14 anos. Evidentemente, nenhum deles chegou a disputar o campeonato local.

Aliás, 11 jogadores da atual seleção jamais foram a campo em uma partida da primeira divisão belga. E só quatro deles (Axel Witsel, Marouane Fellaini, Thomas Meunier e Leander Dendocker, o único que ainda atua no país) chegaram a participar de mais de cem jogos da competição.

Em regra, assim como acontece no futebol brasileiro, os jogadores belgas mal despontam no cenário nacional e já são contratados por clubes de cenários mais importantes e ricos da Europa.

Foi o que aconteceu com os principais integrantes da atual geração. O goleiro Thibaut Courtois, o meia Kevin de Bruyne e o atacante Romelu Lukaku foram contratados pelo Chelsea quando tinham 19, 21 e 18 anos, respectivamente.

O resultado dessa política é que, apesar de ter uma das oito seleções mais fortes da Copa-2018 e de sonhar com o inédito título mundial, a Bélgica tem um futebol local que não faz nem cócegas às potências.

A última vez que um clube belga chegou às quartas de final da Liga dos Campeões da Europa foi 24 anos atrás, com o Anderlecht. Na última temporada, o clube foi novamente o representante do país no torneio, mas se despediu ainda na fase de grupos, com uma vitória em seis jogos e saldo negativo de 15 gols.

Ou seja, Brasil e Bélgica tem bem mais semelhanças no futebol do que o encontro nas quartas de final da Copa-2018 faz imaginar.


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Rafael Reis

A aclamada geração que recolocou a Bélgica no mapa do futebol mundial e transformou o país de 11 milhões de habitantes em uma das sensações da Copa-2018 já movimentou 741,2 milhões de euros (mais de R$ 3,3 bilhões) no Mercado da Bola.

Esse é o valor da soma de todas as transferências protagonizadas ao longo da carreira dos 23 jogadores que integram o elenco da seleção belga na Rússia-2018.

A equipe, que venceu os três jogos que disputou até o momento e teve a melhor campanha da fase de grupos da Copa, joga nesta segunda-feira contra o Japão, em Rostov, por vaga nas quartas de final.

Mas, antes mesmo de fazer sucesso nos gramados russos, a Bélgica já havia conquistado o reconhecimento do mercado internacional do futebol.

Não à toa, mais de metade (12) dos convocados pelo técnico espanhol Roberto Martínez para o Mundial atuam na primeira divisão inglesa, o campeonato nacional mais rico e badalado do planeta.

Esse é um dos motivos pelos quais os jogadores belgas ficaram tão caros. Só como comparação, o elenco inteiro da Espanha, campeã mundial de 2010, só movimentou até hoje 393,5 milhões (R$ 1,7 bilhão) em transferências.

O “rei do mercado” para os belgas é o centroavante Romelu Lukaku. O vice-artilheiro do Mundial, com quatro gols, já fez girar 138,6 milhões de euros (R$ 624 milhões) em trocas de clube.

O atacante de 25 anos começou a carreira no Anderlecht. Aos 18, foi contratado pelo Chelsea, onde praticamente não jogou. Em 2013, foi emprestado ao Everton, que posteriormente comprou seus direitos econômicos. Um ano atrás, acabou negociado com o Manchester United.

O meia Kevin de Bruyne, maestro da seleção, também cumpriu uma trajetória semelhante. Os 106,5 milhões de euros (quase R$ 480 milhões) que movimentou ao longo da carreira incluem uma transferência do Genk para o Chelsea, um empréstimo ao Werder Bremen, uma venda ao Wolfsburg e a transação com o Manchester City, clube que defende atualmente.

Mas nem só das libras do mercado inglês vive o futebol belga. Os “Diabos Vermelhos” também contam com dois jogadores que se renderam ás fortunas pagas pela China.

O meia Axel Witsel (Tianjin Quanjian) e o ala esquerdo Yannick Carrasco (Dalian Yifang), titulares da equipe na Copa, jogam no Oriente há menos de dois anos e estão entre os dez reforços internacionais mais caros da história do país.

E a conta belga tem tudo para crescer depois do Mundial. O goleiro Thibaut Courtois e o atacante Eden Hazard, ambos do Chelsea, fazem parte da lista de compras do Real Madrid para a próxima temporada.

Segundo o jornal espanhol “Marca”, o atual tricampeão europeu planeja oferecer 35 milhões de euros (R$ 157 milhões) pelo arqueiro, que só tem mais um ano de contrato na Inglaterra, e 120 milhões de euros (R$ 540,4 milhões) pelo camisa 10, que se tornaria o jogador belga mais caro da história.


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Por que a “geração belga” desperta tanto amor e ódio na Copa?
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Rafael Reis

Faça uma busca pela expressão “geração belga” nas redes sociais. Você provavelmente irá se deparar com uma enxurrada de perfis se derretendo em elogios a Eden Hazard, Romelu Lukaku e Kevin de Bruyne e também com um volume imenso de pessoas acusando a seleção comandada por Roberto Martínez de uma ser “fraude”.

Opiniões ponderadas sobre a verdadeira capacidade técnica da equipe que enfrenta a Inglaterra, nesta quinta-feira, às 15h (de Brasília), em Kaliningrado, no confronto que irá definir o primeiro colocado do Grupo C da Copa do Mundo, são raras, praticamente inexistentes.

Mas por que será que a Bélgica, um país sem tanta tradição assim no futebol e quase sem vínculos afetivos (para o bem ou para mal) com torcedores brasileiros, está despertando emoções e avaliações tão conflitantes na Rússia-2018?

Com um grupo de jogadores de qualidade técnica bem acima da sua média histórica, a seleção belga representa um confronto que sempre vem à tona na época dos Mundiais.

De um lado, estão aquelas pessoas que acompanham o dia a dia do futebol internacional, que veem os jogos dos Campeonatos Inglês, Francês e Italiano e que sabem de cor a escalação de times como Everton e Olympique de Marselha.

Para eles, os belgas são uma realidade já bastante consolidada no futebol mundial, já que De Bruyne é o maestro do Manchester City, Thibaut Courtois é há anos um dos melhores goleiros do planeta e Toby Alderweireld e Jan Vertonghen formam a sólida zaga do Tottenham.

Desde a Copa passada, este grupo elegeu a Bélgica como símbolo do seu conhecimento. Falar bem e apostar no sucesso dos “Red Devils” virou cool, um jeito de mostrar aos amiguinhos que você realmente entende do futebol jogado longe dos gramados brasileiros.

Mas toda ação tem uma reação. Ao mesmo tempo em que caiu nas graças dos consumidores vorazes do futebol internacional, a “geração belga” virou uma espécie de piada para quem acompanha pouco o futebol europeu e prefere ver os jogos do Campeonato Brasileiro.

Esses torcedores acusam a Bélgica de ser uma queridinha da “geração Nutella” e de quem acha que o futebol jogado dentro de campo pode ser explicado pelo que acontece nos games.

Essa turma faz questão lembrar que, por mais badalada que seja, a atual geração belga ainda não conquistou nenhum feito realmente impressionante. Na última Copa do Mundo, foi eliminada nas quartas de final pela Argentina. Na Euro-2016, decepcionou ao cair ante País de Gales.

Além disso, jamais emplacou um dos seus astros como finalista do prêmio de melhor do planeta.

Na Copa-2018, pelo menos por enquanto, a Bélgica tem merecido mais elogios que críticas. A seleção passou sem sustos pelos seus dois primeiros compromissos (Panamá e Tunísia), já marcou oito gols e mostrou um futebol dos mais bonitos da competição.

Só que seus críticos já têm uma resposta na ponta da língua para esses elogios. Os adversários que os belgas tiveram até o momento eram fracos demais, e o verdadeiro Mundial da Rússia começa nesta quinta, contra a Inglaterra.

De alguma forma, eles não estão errados. É a partir de hoje que a Bélgica vai mostrar se é realmente uma candidata ao título ou apenas uma seleção formada por jogadores famosos que caíram na graça de parte do público.


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Por que algumas seleções ainda não divulgaram suas convocações para Copa?
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Rafael Reis

O Brasil já sabe quem serão os 23 jogadores que Tite irá levar para a Copa do Mundo. Argentina, Alemanha, Portugal e boa parte das outras seleções que vão à Rússia-2018 também já tornaram públicas ao menos suas listas de pré-convocados.

Enquanto isso, várias equipes do primeiro escalão do futebol mundial e candidatas ao cobiçado troféu da Fifa, como França, Espanha e Bélgica, ainda fazem mistério sobre a formação dos seus elencos.

Mas isso pode? Todas as 32 seleções participantes da Copa-2018 não tinham obrigatoriamente que divulgar suas convocações até o início desta semana?

Não, essa não era a regra. Na verdade, todas as equipes precisavam enviar (e enviaram) à Fifa até a última segunda-feira uma relação com 35 nomes pré-inscritos na Copa. Os 23 escolhidos só serão confirmados no dia 4 de junho.

Essas são as duas únicas exigências e prazos que as seleções precisam cumprir. A divulgação dos convocados à imprensa e torcedores é uma decisão que cabe exclusivamente às federações de cada país.

A maior parte das seleções resolveu tornar públicas as convocações (ou as listas com até 35 jogadores) no mesmo dia em que foram enviadas à Fifa. Mas outras decidiram esperar um pouco mais por diferentes razões.

No caso da França, o técnico Didier Deschamps resolveu adiar a convocação para quinta-feira (17) para não atrapalhar a concentração dos jogadores de Olympique de Marselha e Atlético de Madri, que decidem nesta quarta a Liga Europa.

Vários atletas envolvidos na final podem ser chamados pelo treinador francês, casos de Steve Mandanda, Adil Rami, Jordan Amavi, Florian Thauvin e Dimitri Payet (Olympique) e Antoine Griezmann e Lucas Hernández (Atlético).

Já a Espanha, campeã em 2010 e um dos destaques das eliminatórias europeias, vai esperar o encerramento do seu campeonato nacional, no domingo, para anunciar os nomes que vão participar da fase de preparação para a Copa.

Assim, a convocação do técnico Julen Lopetegui será realizada apenas na próxima segunda (21), em um evento na sede de uma das principais patrocinadoras da seleção.

O torcedor da Bélgica também vai ter de esperar a virada da semana para conhecer a convocação de sua equipe.

Como o técnico Roberto Martínez optou por revelar os 23 nomes que vão à Copa (e não uma lista preliminar, sujeita a cortes), a federação local decidiu esperar o encerramento das ligas e copas nacionais dos países onde atuam seus jogadores para diminuir os riscos de anunciar um convocado e ter de cortá-lo por lesão poucos dias depois.

No caso da Inglaterra, a espera não será tão longa assim. A promessa do treinador Gareth Southgate é revelar nesta quarta a lista final de atletas que vão ao Mundial.

A relação só não saiu antes, já na segunda, quando a pré-convocação foi enviada à Fifa, porque o técnico queria ter uma noção melhor da situação médicas de atletas que eventualmente tivessem algum problema físico na rodada final da Premier League, disputada no último fim de semana.


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Por que astro do Napoli e da Bélgica é o jogador mais “fofo” do mundo?
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Rafael Reis

Dries Mertens é o artilheiro e um dos principais jogadores do Napoli, vice-líder do Campeonato Italiano. Também é uma das maiores apostas da Bélgica para fazer uma boa campanha na Copa do Mundo-2018.

Mas não foram os 21 gols e nem as 12 assistências contabilizadas nesta temporada que colocaram o jogador de 30 anos em evidência na imprensa italiana nas últimas semanas.

O que está chamando a atenção não apenas de torcedores do Napoli, mas também de boa parte das pessoas que curtem futebol na Itália, são os vários atos de bom mocismo protagonizados pelo atacante belga.

O “lado fofo” do camisa 14 do time dirigido por Maurizio Sarri começou a ser descoberto no começo do mês, quando o jornal “Corriere dela Sera” revelou que Mertens costuma andar pelas ruas de Nápoles à noite distribuindo pizzas para mendigos e desabrigados.

O belga tem esse costume desde dezembro do ano passado. E a história só não foi divulgada antes porque ele costuma praticar esse ato de caridade disfarçado para não ser reconhecido pelos moradores de rua ou outras pessoas que estejam passando pelos locais das entregas de pizza.

“Ultimamente, tenho procurado ajudar aqueles que posso. Não era minha intenção mostrar isso nas redes sociais, mas como alguns jornais começaram a escrever sobre isso, prefiro ser eu mesmo a postar um vídeo daquilo que fiz. Talvez assim possa dar a outros a vontade de fazer o mesmo. Ajudar quem atravessa dificuldades, mesmo que seja com pouco, não exige muito esforço”, publicou Mertens, em sua conta no Instragram, após ser “desvendado”.

O caso da entrega das pizzas para mendigos fez com que os torcedores e jornalistas pesquisassem um pouco mais sobre os trabalhos sociais feitos pelo belga. E o que eles descobriram é que o artilheiro vive ajudando os outros.

Mertens é um visitante frequente do hospital infantil de Nápoles, por exemplo. Em um vídeo publicado três anos atrás, o jogador aparece simulando uma entrada de casamento com uma garota doente pelos corredores do hospital ao som da “Marcha Nupcial”.

O atacante e sua mulher, Katlyn, também apoiam uma instituição que cuida de animais abandonados – Juliette, a cachorra do casal, foi encontrada nessa organização e adotada pela família.

Além das ações citadas acima, Mertens também costuma enviar medicamentos para crianças na Venezuela e promove feiras de doação de roupas usadas.

O atacante é o terceiro colocado na artilharia do Campeonato Italiano (17 gols) e a principal arma ofensiva do Napoli para encerrar a hegemonia da Juventus e conquistar o scudetto nesta temporada.

O time de Mertens é vice-líder da competição, com 70 pontos, quatro a menos que a atual hexacampeã nacional.


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7 seleções que já escalaram jogadores brasileiros em Copas do Mundo
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Rafael Reis

O futebol brasileiro irá para a próxima Copa do Mundo com mais do que os 23 jogadores que forem convocados por Tite. Isso porque outras seleções certamente reforçarão seus elencos com atletas nascidos por aqui.

Alguns deles são bastante conhecidos, como o zagueiro Pepe (Portugal) e o lateral direito Mário Fernandes (Rússia). Outros, caso do zagueiro Thiago Cionek (Polônia), são praticamente desconhecidos em seu país de origem.

A naturalização de brasileiros está longe de ser uma novidade. Em 1934, a Itália conquistou a segunda edição da Copa com um paulistano em seu elenco, o ponta direita Filó, conhecido por lá como Guarisi.

Listamos abaixo sete seleções que já usaram jogadores brasileiros em Mundiais de futebol:

ESPANHA

A Fúria se aproveitou do talento brasileiro em duas das três últimas edições da Copa do Mundo. Em 2006, o volante Marcos Senna (ex-Corinthians) ganhou uma oportunidade do técnico Luis Aragonés. Oito anos depois, Diego Costa participou da vexatória campanha espanhola no Brasil. O centroavante, que vai trocar o Chelsea pelo Atlético de Madri em janeiro, ainda pode aparecer na convocação para a Rússia-2018. O meia Thiago Alcántara, que é filho de brasileiro, mas nasceu na Itália, é nome certo na lista.

PORTUGAL

Metrópole do Brasil entre 1500 e 1822, Portugal sofreu uma verdadeira “invasão brasileira” a partir de meados da década passada. Em 2006, os Tugas eram treinados por Luiz Felipe Scolari e tinham Deco no meio-campo. Quatro anos depois, Felipão já havia ido embora, mas o meia permaneceu no elenco e ganhou dois novos companheiros compatriotas: Pepe e o atacante Liédson. O beque (então no Real Madrid e hoje no Besiktas) foi o único que continuou (e continua) na equipe para a última Copa.

ALEMANHA

Antes de conquistar o tetracampeonato mundial em 2014, a seleção alemã passou mais de uma década apelando a brasileiros para tentar resolver seus problemas ofensivos. A dinastia começou com Paulo Rink (1998 a 2000), passou por Kevin Kuranyi (2003 a 2008) e terminou com Cacau (2009 a 2012), o único do trio que chegou a disputar uma Copa do Mundo, a de 2010.

ITÁLIA

A primeira seleção estrangeira a convocar brasileiros para uma Copa do Mundo (Filó, em 1934) é também o país que mais tem se aproveitado do pé de obra tupiniquim nos últimos anos. Desde 2007, sete atletas nascidos no Brasil foram convocados pela Azzurra. No entanto, só um deles, o volante Thiago Motta, atualmente no Paris Saint-Germain, chegou a disputar um Mundial –foi reserva em 2014.

JAPÃO

A conexão entre o futebol brasileiro e o Japão é tão forte que a seleção nipônica contou com jogadores brasileiros nas suas quatro primeiras participações em Copas do Mundo. O atacante Wagner Lopes jogou em 1998, o lateral esquerdo e meia Alex Santos atuou em 2002 e 2006 e o zagueiro decasségui (termo japonês que significa imigrante temporário e que é usado para definir os nipo-brasileiros que vivem no Japão) Túlio Tanaka atuou pela terra dos seus antepassados em 2010.

BÉLGICA

Muito antes do aparecimento da “ótima geração belga”, quem ajudava os “Diabos Vermelhos” a serem relevantes no cenário internacional era um maranhense de São Luís. O atacante Luís Oliveira, que deixou o Brasil ainda na adolescência para tentar a sorte nas categorias de base do Anderlecht e fez carreira na Itália, vestiu a camisa da Bélgica 31 vezes entre 1992 e 1999 e participou da Copa de 1998.

TUNÍSIA

Se você acha que naturalizar brasileiros é exclusividade das seleções europeias e do Japão, é bom dar uma olhada para a Tunísia. O time do norte da África, que irá voltas às Copas do Mundo em 2018, apelou para o futebol mais vitorioso do planeta em suas três últimas participações na competição. Em 1998 e 2002, quem defendeu a Tunísia foi o zagueiro Clayton, revelado pelo Moto Clube. Já em 2006, o reforço foi o atacante Francileudo dos Santos, outra cria do futebol maranhense.


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Clube belga monitora atividades (até sexuais) de jogadores e gera polêmica
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Rafael Reis

“Sinto-me como se estivesse preso. O clube fica sabendo até quando eu tenho alguma relação sexual. É um atentado contra a vida privada”.

A declaração feita sob anonimato por um jogador do Genk ao jornal “Het Laatste Nieuws” mostra o nível de indignação do elenco com a inovação apresentada pela direção do clube três vezes campeão belga.

A pedido do técnico holandês Albert Stuivenberg, ex-auxiliar de Louis van Gaal no Manchester United, os atletas foram orientados a usar durante 24 horas por dia uma pulseira chamada “Whoop”, que serve para monitoramento de atividades físicas.

De acordo com o clube, o dispositivo é uma “ferramenta de trabalho, que permite medir a frequência cardíaca, a recuperação e o sono, de modo a determinar a intensidade de cada treino individualmente.”

A intenção de Stuivenberg pode até ter sido a melhor possível. Só que a indumentária tecnológica não caiu nas graças dos jogadores do Genk. O que aconteceu foi justamente o contrário.

A implantação da pulseira provocou um clima de revolta no elenco do time belga. Os atletas não gostaram nada da ideia de seu treinador e comissão técnica terem acesso detalhado a tudo aquilo que eles fazem fora de campo: o quanto dormem, o que comem, se consomem álcool e com que frequência têm atividades sexuais.

“Os criminosos usam uma tornozeleira eletrônica, e nós, uma pulseira”, ironizou o jogador, que preferiu não se identificar ao jornal belga.

Já o meia Thomas Buffel, ex-Feyenoord e atual capitão do Genk, pronunciou-se publicamente contra o artefato e se recusou a usar o sistema de monitoramento de atividades.

“Não se pode obrigar um jogador a usar a pulseira. Ninguém pode ser punido por se negar a utilizá-la. Para estar dentro da lei, o clube precisa que os jogadores assinem um termo de consentimento por escrito, já que seus dados relativos à saúde são considerados protegidos”, afirmou a porta-voz da Agência Belga para Proteção de Dados, Sarah Boulerhcha.

O Genk negou que esteja coagindo os jogadores a utilizar a “Whoop” e ressaltou que apenas os atletas que aderirem voluntariamente à medida terão seus dados coletados e analisados pela comissão técnica.

O clube também fez questão de frisar que sistemas como esse já são comuns em outros esportes, como natação e basquete, e foram usados por astros do porte de Michael Phelps e LeBron James.

Por fim, disse estar interessado apenas em coletar dados que ajudem a melhorar a saúde e maximizar a performance dos seus atletas, não em bisbilhotar a vida pessoal (e também sexual) deles.


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Mais caro da temporada, belga já foi estrela de “Big Brother” adolescente
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Rafael Reis

Não é de hoje que o reforço mais caro da atual janela de transferências do futebol europeu convive com câmeras apontadas para ele.

Contratado do Everton pelo Manchester United em um negócio que movimentou pelo menos 84,7 milhões de euros (R$ 309 milhões), Romelu Lukaku descobriu o que é a fama ainda na adolescência.

Em 2010, quando tinha apenas 17 anos e estava em sua segunda temporada como profissional do Anderlecht, o centroavante protagonizou um reality show na TV belga.

Exibido em dez episódios, “De School van Lukaku” (A Escola de Lukaku, em tradução livre para o português) mostrava o cotidiano dos alunos do último ano do ensino médio de um colégio de Bruxelas, capital da Bélgica.

Apesar de estrelado por um futuro astro do esporte mundial, o programa não tinha o futebol como tema.

De acordo com sua sinopse, o reality era focado nos anseios, temores e expectativas de adolescentes prestes a ingressar na vida adulta. Durante o show, Lukaku e os colegas de sala expuseram suas opiniões sobre temas como amizade, mercado de trabalho, sexo, religião, segurança e futuro.

Além da nova esperança de gols do United, outros garotos das categorias de base do Anderlecht que estudavam na escola participaram do programa. Nenhum deles, porém, conseguiu ter destaque como profissional.

Lukaku permaneceu no clube que o revelou até 2011, quando teve a primeira grande chance de sua carreira ao se transferir para o Chelsea. Muito jovem, o belga praticamente não jogou, foi emprestado ao West Bromwich e acabou negociado com o Everton.

No clube de Liverpool, o centroavante deslanchou. Foram 68 gols em 141 partidas, a artilharia da Liga Europa de 2015 e o segundo lugar na lista dos goleadores da última edição do Campeonato Inglês.

O bom futebol no Everton chamou a atenção de United e Chelsea, que passaram a disputar sua contratação. A equipe de Manchester levou a melhor na disputa ao desembolsar o segundo maior valor já pago por um jogador em sua história –só fica atrás de Paul Pogba, contratado na temporada passada por 105 milhões de euros (R$ 383 milhões).

Na seleção, Lukaku já é um veterano. Ele estreou pela Bélgica em março de 2010, antes mesmo do reality show sobre sua turma de escola ir ao ar. O centroavante esteve na Copa do Mundo-2014 e já marcou 23 gols em 59 partidas vestindo a camisa vermelha.

Desde 2015, o atacante costuma ter como companheiro de seleção um outro integrante da família, seu irmão Jordan, um ano e dois meses mais novo, que é lateral esquerdo da Lazio.


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