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Com valor de Neymar, PSG compraria os outros titulares do Brasil juntos
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Rafael Reis

A milionária proposta que o Paris Saint-Germain pode pagar para tirar Neymar do Barcelona e que tem agitado o Mercado da Bola na Europa poderia ser suficiente para contratar os outros dez titulares da seleção brasileira.

Para levar o camisa 11 para a capital francesa nesta temporada, o PSG teria de pagar os 222 milhões de euros (R$ 814 milhões) da multa rescisória do jogador, que tem contrato com o Barça até 2021.

A quantia praticamente equivale à soma dos valores de mercado dos outros dez atletas que Tite costuma escalar ao lado do astro na seleção.

De acordo com o Transfermarkt, site especializado nas transferências do futebol, os titulares mais frequentes do Brasil, com exceção de Neymar, é claro, estão avaliados em 222,5 milhões de euros (R$ 815,8 milhões).

Isso não significa que todos os clubes aceitariam vender seus atletas pelo valor de mercado. Esses preços são apenas uma estimativa de quanto os jogadores valem atualmente no Mercado da Bola.

Neymar, por exemplo, tem valor estimado de 100 milhões de euros (R$ 367 milhões). No entanto, a proposta do PSG pelo atacante de 25 anos é superior ao dobro desse valor.

Também não dá para acreditar que o Manchester City liberaria Gabriel Jesus por apenas 30 milhões de euros (R$ 110 milhões), seu preço estimado pelo “Transfermarkt”.

Por outro lado, há negociações que acontecem por valores inferiores à avaliação de mercado dos jogadores. Daniel Alves, por exemplo, vale 6 milhões de euros (R$ 22 milhões), de acordo com o site, mas acabou de ser liberado gratuitamente pela Juventus para assinar com o PSG.

Outro caso é o de Miranda. Segundo o “Transfermarkt”, o zagueiro da Inter de Milão está avaliado em 9 milhões de euros (R$ 33 milhões). No entanto, é pouco provável que algum clube aceite pagar tanto pelo defensor, que está prestes a completar 33 anos.

A possibilidade de Neymar trocar o Barcelona pelo PSG se tornou a grande história da janela de transferências para a próxima temporada europeia e foi parar nas capas e manchetes dos principais veículos da imprensa esportiva da França e da Espanha.

O Esporte Interativo cravou na última terça-feira que o atacante aceitou a proposta do clube francês e está de mudança para Paris. O estafe do jogador e o PSG não confirmam a negociação, enquanto o Barça descarta a saída do brasileiro.

Caso o pagamento da multa rescisória se confirme, Neymar será de longe a contratação mais cara da história do futebol mundial. O recorde pertence hoje ao francês Paul Pogba, que foi para o Manchester United no ano passado por 105 milhões de euros (R$ 385 milhões).

Ou seja, com o dinheiro da possível transação do brasileiro seria possível contratar dois Pogbas. E ainda sobraria um troco…

QUANTO VALEM OS TITULARES DA SELEÇÃO BRASILEIRA?

Alisson (Roma) – 7 milhões de euros
Daniel Alves (PSG) – 6 milhões
Marquinhos (PSG) – 35 milhões
Miranda (Inter de Milão) – 9 milhões
Marcelo (Real Madrid) – 38 milhões
Casemiro (Real Madrid) – 30 milhões
Paulinho (Guangzhou Evergrande) – 15 milhões
Renato Augusto (Beijinh Guoan) – 7,5 milhões
Philippe Coutinho (Liverpool) – 45 milhões
Gabriel Jesus (Manchester City) – 30 milhões
TOTAL: 222,5 milhões

Fonte: Transfermarkt


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Por onde andam os jogadores da estreia de Messi no Barcelona?
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Rafael Reis

Maior jogador da história do Barcelona, Lionel Messi acabou de renovar contrato com o clube catalão até 2021. Caso cumpra o vínculo até o fim, o astro argentino completará 17 anos defendendo o time profissional do Barça.

Um ano depois de participar de um jogo festivo contra o Porto, o camisa 10 fez sua estreia oficial na equipe principal no dia 16 de outubro de 2004. O então adolescente de 17 anos substituiu Deco no segundo tempo da vitória por 1 a 0 no clássico contra o Espanyol.

Foram apenas oito minutos em campo na partida válida pela sétima rodada do Campeonato Espanhol. Tempo suficiente para Messi mostrar um pouco do futebol que lhe transformaria em tetracampeão da Liga dos Campeões e no maior artilheiro da história do clube, com 507 gols.

Quase 13 anos depois da estreia, como andam as vidas dos primeiros companheiros do argentino no Barcelona? É isso que respondemos logo abaixo:

POR ONDE ANDA – BARCELONA (2004)

Víctor Valdés (35 anos) – Acompanhou Messi até 2014 e esteve presente em três das quatro Champions conquistadas pelo jogador. Foi rebaixado com o Middlesbrough no Campeonato Inglês na última temporada e agora procura um clube para dar sequência à reta final de sua carreira.

Belletti (41 anos) – Autor do gol do primeiro título europeu conquistado por Messi, em 2006, o ex-lateral brasileiro largou o futebol profissional em 2011 e trabalhou para a Globo/Sport como comentarista. No final do ano passado, anunciou sua aposentadoria da TV para ser diretor executivo internacional e de marketing e comunicação do Coritiba. Belletti é embaixador do Barcelona e representa o clube em eventos pelo mundo todo.

Oleguer Presas (37 anos) – Zagueiro e lateral de limitados recursos técnicos, permaneceu no Barcelona até 2008 mais pelo nacionalismo catalão que tanto defendia do que pela qualidade demonstrada dentro de campo. Aposentado desde 2011, trabalha em uma cooperativa de desenvolvimento de energias renováveis e dá palestras criticando o capitalismo.

Carles Puyol (39 anos) – Capitão do Barcelona na estreia de Messi, o zagueiro permaneceu carregando a braçadeira com a bandeira da Catalunha até sua aposentadoria, em 2014. Puyol ainda trabalhou por um semestre como auxiliar do então diretor de futebol do clube, Andoni Zubizarreta, até o encerramento do seu contrato.

Giovanni van Bronckhorst (42 anos) – Gio, como preferia ser chamado, continuou no elenco do Barcelona até 2007 e pendurou as chuteiras três anos depois. Desde então, trabalha no Feyenoord, clube que o revelou para o futebol. Van Bronckhorst assumiu o cargo de treinador do time em 2015 e, na última temporada, ajudou-o a ser campeão holandês pela primeira vez no século – o último título havia sido conquistado em 1999.

Rafa Márquez (38 anos) – Apesar de já ser quase um quarentão, o zagueiro e volante continua firme na seleção mexicana e acabou de disputar a Copa das Confederações. Desde o ano passado, Rafa Márquez defende o Atlas, clube onde começou a carreira como profissional, 21 anos atrás.

Deco (39 anos) – Autor do gol da vitória contra o Espanyol e substituído por Messi nos minutos finais do clássico, o brasileiro naturalizado português saiu pelas portas do fundo do Camp Nou, acusado de não ser uma boa influência para os mais jovens do elenco. Hoje empresário de jogadores, atua em parceria com o português Jorge Mendes, o agente mais poderoso do planeta, que cuida da carreira de Cristiano Ronaldo.

Xavi (37 anos) – Cérebro do Barcelona na “era Guardiola”, a fase mais vitoriosa de Messi no clube, deixou a Catalunha há dois anos para jogar no Al-Sadd, no Qatar. Cotado para se tornar treinador do Barça no futuro, tem feito jornada dupla para se preparar para a nova carreira. Sempre que o Al-Sadd lhe dá uma folga, ele trabalha como auxiliar da seleção qatariana sub-23.

Henrik Larsson (45 anos) – O sueco já era um veterano quando atuou ao lado de Messi pela primeira vez, mas continuou jogando profissionalmente até 2009. Após a aposentadoria, virou treinador. Só que seu trabalho mais recente não acabou bem. No ano passado, foi rebaixado para a segunda divisão sueca com o Helsingborg e decidiu deixar o cargo após ser seu filho, que fazia parte do elenco, ser agredido por um grupo de torcedores.

Samuel Eto’o (36 anos) – Homem-gol do Barcelona no início da “era Messi”, o camaronês defendeu cinco clubes diferentes nos últimos quatro anos. Desde 2015, veste a camisa 9 e usa a braçadeira de capitão do Antayaspor, quinto colocado do último Campeonato Turco.

Ronaldinho (37 anos) – Uma espécie de mentor de Messi, era o camisa 10 e o maior ídolo da torcida do Barcelona até o despertar do craque argentino. Eleito duas vezes o melhor jogador do mundo, parou extraoficialmente de jogar em 2015, quando deixou o Fluminense. Desde então, roda o mundo jogando amistosos e partidas beneficentes vestindo as mais variadas camisas.

Andrés Iniesta (33 anos) – Além do argentino, é o único remanescente da estreia de Messi que continua no Barcelona. O veterano, autor do gol do título mundial conquistado pela Espanha na Copa-2010, é hoje o capitão do clube catalão.

Lionel Messi (30 anos) – Maior artilheiro da história do Barcelona, tetra da Liga dos Campeões da Europa, eleito cinco vezes o melhor jogador do planeta e um dos principais ícones do futebol mundial no século 21. Precisa dizer mais sobre Messi?

Frank Rijkaard (54 anos) – Craque do futebol holandês entre as décadas de 1980 e 1990, teve um início promissor de carreira como técnico. Depois de dirigir a seleção holandesa e de uma passagem pelo Sparta Rotterdam, trabalhou por cinco anos no Barcelona, onde lançou Messi no time principal, vivenciou o auge de Ronaldinho e conquistou a Liga dos Campeões de 2006. Desde a saída da Catalunha, no entanto, Rijkaard entrou em declínio. Seu último trabalho foi na seleção de Arábia Saudita, em 2013. Recentemente, voltou ao noticiário por se oferecer para treinar a Tailândia.


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Rafael Reis

Adversário do Palmeiras nas oitavas de final da Copa Libertadores da América-2017, Guillermo Almada tem um apelido significativo para um treinador que dirige um time chamado Barcelona.

O ex-jogador de 48 anos, que comanda o Barcelona de Guayaquil, desde 2015, é chamado de “Pep Guardiola uruguaio”.

O apelido está ligado ao estilo de futebol de valorização da posse de bola e marcação agressiva praticado pelo River Plate uruguaio durante sua passagem de quatro anos pelo clube, entre 2011 e 2015, e que foi replicado na equipe equatoriana.

“Sou admirador de Guardiola, assim como de outros treinadores. Vamos tentar que o Barcelona jogue melhor que seus rivais. É claro que a prioridade é ganhar. Queremos ser campeões, temos essa expectativa. Mas, para isso, é preciso trabalhar, evoluir e jogar da melhor forma possível”, disse Almada, logo em sua chegada a Guayaquil.

Assim como os do Pep original, os objetivos de sua versão uruguaia no Barcelona foram rapidamente alcançados. Apesar de ser o maior vencedor da história do futebol equatoriano, o clube só havia conquistado um título nos últimos 18 anos quando apostou no ex-treinador do River.

Logo em sua primeira temporada, Almada fez história. A equipe de Guayaquil não apenas foi campeã equatoriana, como estabeleceu a maior pontuação da competição em todos os tempos (99 pontos, com aproveitamento de 75%).

Duas vezes vice-campeão da Libertadores (1990 e 1998), o Barcelona também voltou a fazer bonito na esfera continental.

O time, que recebe o Palmeiras nesta quarta no jogo de ida das oitavas, não passava da fase de grupos da competição sul-americana há 13 anos. Nas duas últimas participações, havia sido lanterna de sua chave.

Desta vez, a campanha foi bem diferente. O Barcelona estreou derrotando o Atlético Nacional, atual campeão da Libertadores, e conseguiu vitórias marcantes fora de casa contra Estudiantes e Botafogo.

O time dava toda pinta de que faria a melhor campanha do Grupo 1, mas acabou derrotado nas duas últimas rodadas, perdeu a liderança da chave para o Botafogo e foi parar na rota do Palmeiras.

Tropeços que não minimizam o trabalho de Guillermo Almada, o “Pep Guardiola” uruguaio, eleito no mês passado pela revista inglesa “Four Four Two” o 45º melhor treinador do futebol mundial.

A propósito, o Guardiola original, hoje à frente do Manchester City, ficou na oitava colocação na lista.


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Gols, polêmicas e cartões: conheça o brasileiro que ameaça título do Barça
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Rafael Reis

Ele é brasileiro, atacante, tem um faro de gol apurado, não é dos jogadores mais queridos pelos árbitros, recebe muitos cartões e estará em campo neste sábado em busca do título da Copa do Rei da Espanha.

Essa até poderia ser a descrição de Neymar. Mas, na verdade, é uma breve apresentação do camisa 20 do último adversário do Barcelona na temporada 2016/17.

Deyverson é uma das principais esperanças do Alavés para conquistar neste fim de semana o maior título dos seus 96 anos de história. Mas não deixa de ser uma das grandes preocupações do técnico Mauricio Pellegrino.

Isso porque sua fúria pode render gols (é o vice-artilheiro do time na temporada, com sete bolas na rede) ou situações que deixem seu clube em situação delicada.

Só no Campeonato Espanhol, Deyverson recebeu 14 cartões amarelos ao longo dos últimos nove meses. Nenhum jogador brasileiro que disputa as cinco principais ligas nacionais da Europa foi mais punido do que ele.

“Isso é coisa de futebol. Tomo bastante cartão porque quero ajudar a equipe”, minimiza, antes de admitir que é sim um jogador polêmico, daqueles que incomodam os adversários e também os árbitros.

“Sou provocador. Falo bastante, protesto bastante. E também já tem aquela perseguição contra jogador brasileiro.”

Mas o momento mais polêmico da temporada não lhe rendeu nenhuma punição da arbitragem. Em março, Deyverson comemorou o gol da vitória por 1 a 0 do Alavés sobre a Real Sociedad abaixando o calção para mostrar um beijo tatuado pouco abaixo da cintura.

O comportamento lhe rendeu muitas críticas nas redes sociais e na imprensa. Afinal, o jogador por pouco ficou a poucos centímetros de exibir suas partes íntimas dentro do gramado e para as câmeras de TV.

“Não foi por mal, foi coisa de euforia. Quis homenagear minha família. Mas já pedi desculpas aos pais que levaram os filhos ao estádio ou que estavam vendo o jogos pela TV. O problema é que as pessoas criticam mais que elogiam.”

Nascido no Rio de Janeiro, Deyverson começou a carreira no Mangaratibense, onde jogou até 2012, quando foi contratado pelo Benfica para defender a equipe B do clube. Desde então, tem rodado pela Europa.

Já atuou em Portugal (Belenenses), na Alemanha (Colônia) e chegou em 2015 à Espanha. Atualmente, está emprestado ao Alavés pelo Levante, que voltará à primeira divisão na próxima temporada.

Só que Deyverson não sabe para onde vai depois da decisão da Copa do Rei. Apesar de ter contrato com o clube valenciano até 2019, ele sabe que os gols marcados nesta temporada contra Barcelona e Real Madrid podem ter aberto novas portas.

“Para mim, todo gol é especial. Mas é claro que as pessoas falam muito de você quando marca gols contra Barça e Real”, completa.


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Rival do Real vai levar 1 mi de euros se não vencer jogo do título espanhol
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Rafael Reis

Adversário do Real Madrid na última rodada do Campeonato Espanhol e peça chave na definição da competição, o Málaga irá faturar 1 milhão de euros (R$ 3,43 milhões) caso seu rival de domingo conquiste o título.

E o pior: o pagamento será feito justamente pela equipe de Zinedine Zidane, Cristiano Ronaldo e Marcelo.

Por mais estranho que possa parecer, o incentivo financeiro para que o Málaga não se esforce em campo para derrotar o Real e assim o ajude a ser campeão espanhol de 2016/17 não tem nada de ilegal.

A “mala preta” faz parte do contrato de transferência de Isco para o atual campeão europeu, selado quatro anos atrás.  Nele, o clube da capital se comprometeu a pagar 27 milhões de euros (R$ 93 milhões, na cotação atual) pelos direitos econômicos do meia, além de bonificar o time vendedor de acordo com os objetivos alcançados pelo meia.

De acordo com o jornal “As”, uma das cláusulas desse acordo prevê o pagamento de 1 milhão de euros adicional ao Málaga por cada título espanhol conquistado por Isco durante os cinco anos do seu primeiro contrato na nova equipe.

A insólita situação só aumenta o clima de dúvidas que paira sobre o comportamento do Málaga na rodada decisiva do Espanhol.

O time vem sendo acusado publicamente pelo Barcelona, a outra equipe na disputa pelo título espanhol, de estar mais interessado em ajudar o Real a ser campeão nacional do que de dificultar a vida do adversário no confronto de domingo.

A guerra entre os dois clubes começou quando o técnico do Málaga, Míchel, um ídolo histórico do Real, declarou ser “muito mais madridista que Valdano” quando questionado sobre a possibilidade de sua equipe impedir o título do clube –em 1993, o Tenerife, então dirigido por Jorge Valdano, bateu o Real na última rodada do Espanhol e “entregou” a taça para o Barcelona.

Dias depois, o presidente do Málaga, Abdullah Al-Thani, tratou de incendiar ainda mais o clima ao postar no Twitter uma mensagem em árabe dizendo que “a escória da Catalunha não vai sentir o cheiro do campeonato, após ter fabricado mentiras sobre o treinador Míchel”.

O Barça contra-atacou: denunciou o dirigente por “manifestações que violam os princípios do fair play, a ética e a legalidade que devem reger uma competição esportiva” e teme uma manipulação de resultado que o prejudique na última rodada.

Para ser campeão espanhol, o clube catalão precisa bater o Eibar e torcer para que seu arquirrival seja derrotado pelo Málaga. Qualquer outra combinação de resultados leva o troféu para Madri.

Uma situação que deixa o Barcelona desesperado… não só pelas dificuldades técnicas, mas também por não confiar que o Real terá dificuldades impostas pelo rival no domingo.


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Cavani iguala gols de Messi, mas fica longe da briga por Chuteira de Ouro
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Rafael Reis

Autor de dois gols na confortável vitória por 5 a 0 do Paris Saint-Germain sobre o Saint-Étienne, no domingo, Edinson Cavani poderia estar travando uma batalha cabeça a cabeça com Lionel Messi pela Chuteira de Ouro. Só poderia…

Apesar de ter os mesmos 35 gols em um campeonato nacional nesta temporada do líder do prêmio, o uruguaio do PSG ocupa apenas a sétima colocação no ranking da competição entre os goleadores da Europa.

Isso porque, de acordo com o regulamento da Chuteira de Ouro, cada gol marcado no Francês vale 1,5 ponto, enquanto as bolas na rede nos campeonatos Inglês, Espanhol, Italiano, Alemão e Português têm peso 2.

Resultado: Messi lidera com folga a disputa do prêmio de maior artilheiro da temporada europeia, com 70 pontos. Já Cavani tem “apenas” 52,5 pontos.

Faltando apenas uma rodada para o encerramento da maioria dos campeonatos nacionais do Velho Continente, o astro argentino do Barcelona já está com nove dedos na quarta Chuteira de Ouro de sua carreira.

Vencedor do prêmio em 2009/10, 2011/12 e 2012/13, o camisa 10 tem oito pontos de vantagem para o holandês Bas Dost, do Sporting, segundo colocado.

Ou seja, para não conquistar o troféu desta temporada, Messi teria de passar em branco contra o Eibar, domingo, na última rodada do Espanhol, e ver Dost marcar ao menos cinco vezes ante o Desportivo Chaves, no mesmo dia, no encerramento do Português.

Caso confirme o favoritismo e conquiste a Chuteira de Ouro, o argentino irá igualar o recorde de Cristiano Ronaldo, campeão em 2007/08, 2010/11, 2013/14 e 2014/15).

Desta vez, o português do Real Madrid está fora da disputa. Com apenas 44 pontos, ocupa uma modesta 14ª colocação no ranking dos artilheiros dos campeonatos nacionais do Velho Continente.

O “Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial do prêmio.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 70 pontos (35 gols)
2º – Bas Dost (HOL, Sporting) – 62 pontos (31 gols)
3º – Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 60 pontos (30 gols)
4º – Pierre-Emerick Aubameyang (GAB, Borussia Dortmund) – 58 pontos (24 gols)
5º – Luis Suárez (URU, Barcelona) – 56 pontos (28 gols)
6º – Edin Dzeko (BOS, Roma) – 54 pontos (27 gols)
7º – Edinson Cavani (URU, Paris Saint-Germain) – 52,5 pontos (35 gols)
8º – Anthony Modeste (FRA, Colônia) – 50 pontos (25 gols)
9º – Dries Mertens (BEL, Napoli) – 50 pontos (25 gols)
10º – Andrea Belotti (ITA, Torino) – 50 pontos (25 gols)


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Rafael Reis

É possível que você já tenha visto no YouTube algum vídeo de uma criança asiática, pequena e franzina, enfileirando adversários, marcando golaços e produzindo verdadeiras obras de arte com a camisa do Barcelona.

Não foi à toa que Takefusa Kubo ganhou o mais óbvio e imponente apelido para um menino com essas características: “Messi japonês”.

Dois anos depois de ser obrigado a deixar as categorias de base do Barcelona, em um escândalo que fez o clube catalão até ser punido pela Fifa, o garoto já começou a escrever seu nome na história do futebol.

Em novembro, Kubo se tornou o jogador mais jovem a disputar uma partida como profissional no Japão. No início deste mês, virou o segundo mais novo a estrear em uma competição de primeira divisão por lá. E, a partir deste sábado, poderá ser visto no Mundial sub-20.

Detalhe: fez tudo isso com apenas 15 anos. É isso mesmo, o precoce meia-atacante nasceu em junho de 2001.

“Não gosto de ser comparado a Messi, mas espero algum dia ser como ele”, afirmou Kubo ao jornal “Nikkan Sports”.

O adolescente, que hoje veste a camisa do FC Tokyo e se alterna entre a equipe principal e o time que disputa a terceira divisão japonesa, passou quatro anos nas categorias de base do Barcelona, onde começou a ser comparado ao astro argentino.

Kubo foi descoberto pelo Barça quando tinha oito anos e passou a se destacar em uma escolinha do clube em Fukuoka, no sul do Japão. Dois anos depois, foi convidado a mudar para a Espanha e treinar em La Masia, a celebrada fábrica de jovens jogadores do time catalão.

Logo na primeira temporada na nova casa, marcou 74 gols em 30 partidas. Passou a ser tratado como fenômeno e se tornou uma das mais apostas para uma futura sucessão para Messi.

Mas, no final de 2014, seu mundo caiu. Kubo foi um dos pivôs do escândalo que fez com que a Fifa punisse o Barcelona com um ano de proibição na contratação de jogadores. O motivo: justamente a contratação irregular de jogadores estrangeiros menores de 18 anos, caso da promessa japonesa.

É por isso que o “Messi do Japão” voltou para casa em 2015 e, desde então, defende o FC Tokyo. No entanto, de acordo com a imprensa asiática, essa é uma situação temporária, e o adolescente deve retornar ao Barça assim que tiver condições legais para isso.

Kubo e a seleção japonesa estreiam no Mundial sub-20 contra a África do Sul, na madrugada de domingo. Itália e Uruguai são os outros integrantes do Grupo D da competição.


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6 jogadores que já marcaram em Real Madrid x Barça e você não lembrava
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Rafael Reis

Lionel Messi já marcou 21 vezes e é o maior artilheiro da história dos confrontos entre Barcelona e Real Madrid. Cristiano Ronaldo não fica muito atrás. Com 16 gols, é o terceiro colocado no ranking, logo atrás de outra lenda, Alfredo Di Stéfano.

Mas nem só de Messi, Cristiano Ronaldo, Di Stéfano e outras estrelas do primeiro escalão do futebol mundial vive a lista de principais goleadores do maior clássico do futebol espanhol.

Muitos jogadores não tão consagrados como os citados acima, ou mesmo Zidane, Ronaldo, Ronaldinho, Romário ou Eto’o, já deixaram sua marca nos encontros entre duas das camisas mais encantadoras do planeta.

Relembre abaixo 6 jogadores que estão longe de serem super astros, mas que também já mexeram no placar de um Barcelona x Real Madrid:

JÚLIO BAPTISTA
Barcelona 0 x 1 Real Madrid
23/12/2007

O gol anotado dois dias antes do Natal de 2007 foi certamente o mais inesquecível dos 13 que o brasileiro marcou em 77 partidas espalhadas por três anos no Real Madrid. Após tabelar com Van Nistelrooy, Júlio Baptista decidiu o clássico espanhol, fez o Real conseguir uma rara vitória sobre o Barcelona no Camp Nou e ajudou sua equipe no caminho que levaria à conquista do título nacional daquela temporada.

JEFFRÉN SUÁREZ
Barcelona 5 x 0 Real Madrid
29/11/2010

O atacante, que hoje defende o Eupen (Bélgica) e joga pela seleção da Venezuela, era só uma promessa da base do Barcelona quando ganhou de Pep Guardiola a oportunidade de jogar por menos de cinco minutos o clássico contra o Real Madrid. A partida já estava decidida, e o Barcelona era aclamado pela torcida eufórica com a goleada por 4 a 0. Mas havia ainda tempo para mais um gol, o que colocou o nome de Jeffrén na história.

SANTIAGO SOLARI
Real Madrid 1 x 2 Barcelona
25/04/2004

O meia jogou no Real Madrid por cinco anos e passou praticamente todo o tempo no banco de reservas. Apesar da vida longa com a camisa merengue, nunca se destacou a ponto de virar uma peça importante na seleção argentina (disputou apenas 11 partidas com a equipe nacional). Em 2004, marcou o primeiro gol do clássico contra o Barcelona. Para seu azar, a equipe catalã conseguiu a virada.

JÉRÉMY MATHIEU
Barcelona 2 x 1 Real Madrid
22/03/2015

Não é segredo para ninguém que o zagueiro e lateral esquerdo francês é um dos jogadores mais limitados tecnicamente do atual elenco do Barcelona. Mas, apesar da falta de categoria, ele também já teve seus momentos de glória. Em sua primeira temporada na Catalunha, a 2014/15, ele foi essencial para que o Barça conseguisse derrotar seu arquirrival. De cabeça, ele abriu o caminho para a vitória por 2 a 1 dos catalães.

JESÉ
Barcelona 2 x 1 Real Madrid
26/10/2013

Atualmente emprestado pelo PSG aos Las Palmas, o atacante espanhol viveu um momento mágico logo em sua primeira temporada no elenco principal do Real Madrid. Três meses após a promoção do Castilla para o time de cima, Jesé deixou sua marca contra o Barcelona. Tudo bem que o gol foi nos acréscimos e clássico já estava decidido em favor dos rivais. Mas, mesmo assim, aquele 26 de outubro foi histórico para Jesé.

MEHO KODRO
Barcelona 3 x 0 Real Madrid
10/02/1996

O centroavante bósnio passou um ano no Barcelona e fez apenas oito gols com a camisa blaugrana. Mas dois deles foram contra o Real Madrid. E na mesma partida. Kodro, que viria a ser substituído por Ronaldo no elenco do Barça na temporada seguinte, foi o grande nome do 3 a 0 aplicado no clássico do segundo turno do Campeonato Espanhol. O português Figo, que mais tarde trocaria de lado e jogaria pelo Real, fez o outro gol.


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Cão de guarda, Casemiro é o recordista de carrinhos no futebol europeu
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Rafael Reis

Messi, Luis Suárez e os outros jogadores de frente do Barcelona não terão vida fácil no confronto decisivo com o Real Madrid, neste domingo. E um dos motivos atende pelo nome de Casemiro.

O volante brasileiro de 25 anos é o “rei dos carrinhos” na elite do futebol europeu nesta temporada.

De acordo com o “Who Scored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, o ex-jogador do São Paulo distribuiu em média 4,6 carrinhos em cada partida que disputa no Campeonato Espanhol.

Nenhum outro atleta inscrito nas seis principais ligas nacionais da Europa (Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália, França e Portugal) usa mais esse recurso que Casemiro. O único que o iguala é o também volante Maxime Gonalons, capitão do Lyon.

A dedicação na marcação mostrada em campo hoje em dia pelo brasileiro contrasta com a fama de displicente que marcou o início de sua carreira. No São Paulo, o volante era visto como um jogador talentoso, mas que não era muito chegado em se esforçar pelo time.

Na Europa desde 2013, quando foi contratado pelo Real Madrid Castilla, time B do gigante espanhol, Casemiro amadureceu e perdeu o pudor de “se matar” para roubar a bola do adversário.

Titular absoluto da equipe principal do Real há quase duas temporadas (e agora também da seleção brasileira), deu balanço defensivo ao time e se tornou uma espécie de “cão de guarda” para o técnico Zinédine Zidane.

Não à toa, Casemiro é hoje o recordista de faltas da equipe da capital (2,2 por partida, em média, no Espanhol) e o segundo brasileiro dos principais campeonatos nacionais da Europa que mais dá porrada (Gabriel Pires, do Leganés, tem média de 2,3 faltas por jogo).

Às vezes, ele exagera, como na vitória por 4 a 2 sobre o Bayern de Munique, terça-feira, que colocou o Real nas semifinais da Liga dos Campeões.

Na ocasião, o volante cometeu cinco das sete faltas do seu time na partida e só não foi expulso devido a uma tolerância extrema do árbitro húngaro Viktor Kassai, muito cobrado pelos jogadores alemães e pela imprensa internacional após a partida.

Mas é claro que Suárez, Messi e qualquer outro jogador do Barcelona preferiam não ter Casemiro pela frente neste domingo. Não com tantos carrinhos…


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Rafael Reis

Suspenso por três jogos pelo cartão vermelho recebido contra o Málaga, no dia 8 de abril, Neymar será o principal desfalque do Barcelona no clássico contra o Real Madrid, neste domingo, que define se o clube catalão permanecerá com chances razoáveis na disputa pelo título espanhol.

Mas, se depender do histórico da equipe de Luis Enrique nesta temporada, a ausência do atacante brasileiro talvez não seja tão sentida assim. O Barcelona da temporada 2016/17 tem resultados melhores sem Neymar do que quando escala o camisa 11. E a diferença é bem considerável: supera a casa dos 13%.

Com o brasileiro em campo, o Barça disputou 40 partidas e obteve 26 vitórias, sete empates e sete derrotas. No total, conseguiu 85 dos 120 pontos que disputou: um aproveitamento de 70,8%.

Já nas partidas em que não pode (ou não quis) usar Neymar, a equipe blaugrana conquistou 80,5% dos pontos que estavam em jogo. Foram 12 confrontos, com nove vitórias, dois empates e uma derrota para o La Coruña, em março.

Mesmo sem o camisa 11, o Barcelona conseguiu alguns resultados expressivos na temporada, como as vitórias por 3 a 0 e 2 a 0 sobre o Sevilla, na Supercopa Espanhola, e o empate por 1 a 1 ante o Atlético de Madri que o classificou para a decisão da Copa do Rei.

No primeiro jogo da suspensão de Neymar no Espanhol, o time de Luis Enrique também não sentiu a ausência do brasileiro e venceu a Real Sociedad por 3 a 2. Paco Alcácer, que substituiu o atacante, fez um dos gols e Messi, os outros dois.

O clássico de domingo será o primeiro confronto contra o Real Madrid que o camisa 11 perde desde sua chegada ao Barcelona, em 2013.

No total, Neymar já participou de oito partidas contra o arquirrival culé e venceu a metade delas (teve ainda um empate e três derrotas). No empate por 1 a 1 no primeiro turno desta temporada, foi dele o passe para Suárez marcar o gol do Barça.

Eliminado da Liga dos Campeões pela Juventus na última quarta-feira, o time catalão tem no confronto com o Real a sua última esperança para evitar que esta temporada receba um rótulo de fracasso.

Vice-líder do Espanhol, o Barcelona está três pontos atrás da equipe da capital, que ainda tem um jogo a mais para disputar. Ou seja, se perder o clássico, a diferença “virtual” para o primeiro colocado chegará a nove pontos. Uma desvantagem quase impossível de ser tirada em cinco rodadas.


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