Blog do Rafael Reis

Arquivo : barcelona

Pegou fogo: 5 jogos que transformaram Barcelona e Chelsea em arquirrivais
Comentários Comente

Rafael Reis

Chelsea e Barcelona dão início nesta terça-feira ao maior clássico das oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa nesta temporada.

É isso mesmo. Apesar de suas sedes estarem separadas por mais de 1.100 quilômetros, o atual campeão inglês e o clube catalão construíram ao longo dos últimos 15 anos uma relação bastante conflituosa.

A rivalidade entre as duas equipes que se enfrentam nesta terça, às 16h45 (de Brasília), no Stamford Brige, em Londres, nasceu de uma série de confrontos decisivos marcados por resultados conquistados a fórceps, decisões questionáveis da arbitragem e muita provocação.

Relembre abaixo cinco partidas que transformaram Chelsea e Barcelona em arquirrivais europeus:

CHELSEA 1 x 1 BARCELONA
06/05/2009
Semifinal da Liga dos Campeões

O Barcelona perdia o jogo e a vaga na decisão da Champions até os 48 min do segundo tempo, quando Iniesta marcou um golaço e abriu caminho para o primeiro título europeu da “era Guardiola”. Só isso já seria suficiente para classificar o jogo como um épico. Mas a partida em Stamford Bridge teve muito mais. O Chelsea reclamou de pelo menos quatro pênaltis não marcados pelo árbitro norueguês Tom Henning Överbö, que até hoje sofre ameaças de morte por aquela atuação. Recentemente, ele admitiu que errou em alguns desses lances e que o resultado da semifinal seria outro se naquela época já existisse o VAR, sistema de vídeo que auxilia a arbitragem.

BARCELONA 2 x 2 CHELSEA
24/04/2012
Semifinal da Liga dos Campeões

O Chelsea demorou três anos para conseguir a tão esperada vingança contra o Barcelona. Em 2012, os clubes se reencontraram em uma semifinal de clima fervente fora de campo. Os ingleses largaram na frente na briga pela vaga na final com uma vitória por 1 a 0 em Londres. Mas, na partida de volta, o Barcelona abriu 2 a 0 com 43 minutos de jogo e parecia fadado a disputar mais uma final de europeia. Só que um gol de Ramires, outro de Fernando Torres e uma retranca com direito a 18% da posse de bola (na soma dos dois jogos) decretaram a revanche do Chelsea, que conquistaria naquele ano seu primeiro (e até hoje único) título de Champions.

CHELSEA 1 x 2 BARCELONA
22/02/2006
Oitavas de final da Liga dos Campeões

Se hoje Neymar é acusado de ser “cai-cai” e de valorizar demais as pancadas que sofre dos adversários, 12 anos atrás o alvo dessas críticas era Lionel Messi. Pelo menos, na cabeça do então técnico do Chelsea, José Mourinho, que elogiou as habilidades artísticas do jogador após a derrota por 2 a 1 no jogo de ida das oitavas de final da Champions de 2006. O motivo da ira do português foi a jogada que fez com o que o lateral esquerdo Asier del Horno fosse expulso aos 37 min do primeiro tempo. Na partida de volta, houve empate por 1 a 1, e o Barça ficou com a vaga. Mas Messi saiu de campo contundido e pouco jogou na reta final daquela temporada.

BARCELONA 2 x 1 CHELSEA
23/02/2005
Oitavas de final da Liga dos Campeões

O cartão vermelho recebido por Drogba, após uma entrada no goleiro Victor Valdés, aos 11 min do segundo tempo de uma partida que o Chelsea vencia por 1 a 0, é uma espécie de marco zero da rivalidade entre os clubes. Após a partida, o técnico José Mourinho acusou o árbitro Anders Frisk de ter conversado com o então comandante do Barça, Frank Rijkaard, durante o intervalo da partida, e levantou suspeitas sobre a idoneidade do juiz. Ameaçado de morte por torcedores do Chelsea, Frisk anunciou a aposentadoria semanas mais tarde.

CHELSEA 4 x 2 BARCELONA
08/03/2005
Oitavas de final da Liga dos Campeões

Foi em uma clima de extrema tensão provocada pela “metralhadora” de Mourinho que Chelsea e Barcelona se reencontraram duas semanas depois para definir quem continuaria na Champions. Os ingleses levaram a melhor: 4 a 2, mas não sem polêmicas. O Barcelona reclamou de falta em um dos gols do Chelsea e de um pênalti não marcado. Samuel Eto’o, atacante do Barça, também disse ter sido vítima de racismo dentro de campo. Para completar, ao fim do jogo, Rijkaard partiu para cima de André Villas-Boas, então auxiliar de Mourinho naquele mata-mata.


Mais de Clubes

– Como rival de Guardiola na Champions inspirou nascimento do Barcelona
– Neymar x Messi: Que time é mais dependente do seu astro, PSG ou Barça?
– Dinheiro é exceção: 84% das transferências no futebol mundial são gratuitas
– Brasil é o país que mais vende para o exterior, mas só o 7º que mais fatura


Como rival de Guardiola na Champions inspirou nascimento do Barcelona
Comentários Comente

Rafael Reis

Pep Guardiola vai se sentir em casa assim que pisar no gramado do St. Jakob Park, na Basileia (SUI), nesta terça-feira, às 17h45 (de Brasília), para a abertura das oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa.

Não, o badalado treinador do Manchester City jamais jogou ou trabalhou no Basel. Mas construiu sua carreira como jogador (e depois como técnico) em uma espécie de “filial” do clube suíço.

Afinal, não é à toa que o adversário do líder do Campeonato Inglês no mata-mata da Champions e o Barcelona possuem cores semelhantes, uniformes parecidos e escudos similares.

Tanto o Basel quanto o Barcelona tiveram o início de suas histórias escritas pelo mesmo homem: o empresário suíço Hans Gamper, que passou a ser conhecido como Joan Gamper depois que se mudou para a Catalunha –ainda hoje dá nome a um jogo-amistoso de pré-temporada disputado anualmente no Camp Nou. Em 2017, por exemplo, a Chapecoense foi quem enfrentou o time espanhol.

O clube suíço é mais velho. Foi fundado em 1893 por um grupo de estudantes. Gamper não fez parte dessa iniciativa, mas foi um dos primeiros jogadores e, ainda mais importante, capitães da história do clube.

Seis anos depois, quando foi à Catalunha para visitar um tio, o empresário suíço decidiu fundar um time na região. Curiosamente, neste momento não se lembrou do Zurique, time que havia montado em sua terra natal, mas sim do Basel.

A nova equipe foi batizada de “FC Barcelona”, mesma estrutura do nome “FC Basel”, ganhou cores semelhantes azul e grená (substituta do vermelha do uniforme do clube suíço) e também um distintivo que remetia ao antigo time de Gamper.

O suíço disputou 48 partidas pelo Barça entre 1899 e 1903 e, segundo a lenda, marcou cerca de cem gols. Já aposentado, presidiu o clube por cinco mandatos e ocupou o cargo durante dez anos.

Foi em sua gestão que o time que no futuro revelaria ao mundo Pep Guardiola teve seu primeiro estádio próprio, o Carrer Indústria, e contratou seu primeiro grande ídolo, o atacante Paulino Alcántara.

Gamper cometeu suicídio em 1930, após anos de depressão pela acusação de que havia transformado o Barcelona em uma bandeira política pró-Catalunha agravada pela grave crise econômica mundial de 1929.

Quase 90 anos depois da morte do ex-jogador e ex-dirigente, o Basel está longe de ser tão poderoso quanto sua “filial”, mas também não costuma passar vergonha no futebol europeu.

Sempre lembrado por ser o clube do coração do tenista Roger Federer, o time conquistou as oito últimas edições do Campeonato Suíço e chega pela terceira vez em sete anos às oitavas de final da Champions.

Seus principais jogadores são o atacante Dimitri Oberlin, artilheiro do time na temporada, com nove gols, o meia norueguês Mohamed Elyounoussi, que já deu 12 assistências em 2017/18, e o voluntarioso lateral direito Michael Lang.

É com essas credenciais que o Basel vai tentar fazer jus ao posto de “matriz” do Barcelona para complicar a vida do Manchester City e de Guardiola nas oitavas da Champions.


Mais de Clubes

– Neymar x Messi: Que time é mais dependente do seu astro, PSG ou Barça?
– Dinheiro é exceção: 84% das transferências no futebol mundial são gratuitas
– Brasil é o país que mais vende para o exterior, mas só o 7º que mais fatura
– Por que 2018 está tendo a janela de janeiro mais movimentada da história?


Neymar x Messi: Que time é mais dependente do seu astro, PSG ou Barça?
Comentários Comente

Rafael Reis

Neymar foi para o Paris Saint-Germain no início da temporada para ser o líder de um time que sonha ganhar o título europeu. Lionel Messi já é o “cara” do Barcelona há cerca de uma década.

Mas, afinal, qual dos dois craques sul-americanos é mais essencial para o sucesso de seu time? E quem é mais dependente do futebol do seu maior astro, PSG ou Barça?

A primeira forma de se analisar essa questão é confrontar a participação dos jogadores no total de números marcados por cada equipe na atual temporada.

Desde que desembarcou no PSG, Neymar já balançou as redes 27 vezes e deu mais 16 assistências para seus companheiros marcarem. Ou seja, o brasileiro “criou” 43 gols para a equipe francesa.

O ataque do PSG, o mais positivo do futebol europeu em 2017/18, marcou 125 vezes na “era Neymar”. Isso significa que o camisa 10 participou ativamente de 34,4% de todos os gols marcados pelo time de Unai Emery.

Assim como o astro brasileiro, Lionel Messi também tem 27 tentos na temporada. Mas seu número de passes decisivos para gol é um pouco menor que o do antigo companheiro de Barça: 14.

Só que os 41 gols “produzidos” pelo argentino representam quase 47,1% de todas as vezes que o Barcelona foi às redes nos últimos seis meses, já que o clube espanhol acumula “apenas” 87 gols na soma de todas as competições que disputa.

Isso significa que, na quantidade de gols, o Barça é muito mais dependente de Messi do que o PSG em relação a Neymar.

O segundo método para se avaliar o nível de importância de cada jogador no elenco é medir o desempenho do time quando tem ele em campo e quando ele é desfalque.

E aí, quem leva a vantagem é o camisa o 10 brasileiro.

O aproveitamento do Barcelona quando não conta com o futebol de Messi já é muito bom: 77,8% dos pontos disputados (duas vitórias e uma empate). Mas fica ainda melhor quando utiliza seu principal jogador: 80,5% (27 vitórias, 6 empates e três derrotas).

O aproveitamento do PSG também cresce quando escala sua estrela máxima, o homem de 222 milhões de euros (R$ 893 milhões), mas em uma escala bem maior.

Nos jogos em que não utilizou o atacante brasileiro, a equipe francesa conseguiu 9 vitórias, 1 empate e 1 derrota. Ou seja, conquistou 84,8% dos pontos possíveis. Com Neymar em campo, o aproveitamento subiu para 89,7% (23 vitórias, 1 empate e 2 derrotas).

Ou seja, se na construção de jogadas de gol, o Barça é mais dependente de Messi do que o PSG de Neymar, na obtenção de resultados positivos, o que acontece é justamente o contrário. Que tal um empate técnico?


Mais de Clubes

– Dinheiro é exceção: 84% das transferências no futebol mundial são gratuitas
– Brasil é o país que mais vende para o exterior, mas só o 7º que mais fatura
– Por que 2018 está tendo a janela de janeiro mais movimentada da história?
– Fundo do poço? 7 clubes de futebol que faliram e conseguiram renascer


Ele sofreu o 1º gol de Messi como profissional. Hoje, é o “olho” de Zidane
Comentários Comente

Rafael Reis

“Perdíamos por 1 a 0. Eu fiz a reposição rápida para tentar surpreender o Barcelona com um contra-ataque, mas eles recuperaram a bola no meio do campo. Messi pegou a bola perto da área, tabelou com Ronaldinho, que deu um passe por cima da defesa, e finalizou muito bem. Então, ele me encobriu. Foi algo surpreendente. Quando um jogador jovem fica nessa situação, ele normalmente fica nervoso e chuta forte. Mas ele fez justamente o contrário. Na hora, percebi que era um garoto especial. Já se via que ele tinha classe e que seria um grande jogador.”

Foi assim que o ex-goleiro Raúl Valbuena relatou ao jornal espanhol “Marca” o momento que colocou seu nome na história do futebol mundial.

No dia 1º de maior de 2005, o então jogador do Albacete foi o primeiro goleiro a ser vazado por Lionel Messi no futebol profissional.

O hoje consagrado camisa 10 do Barcelona era apenas um garoto de 17 anos, 10 meses e 7 dias recém-promovido das categorias de base, cercado de expectativas pelo talento que mostrava nas canteras e de dúvidas pelo porte físico nada avantajado, quando se deparou com Valbuena pela frente.

O toque leve sobre o goleiro, já nos acréscimos da partida, decretou a vitória por 2 a 0 do Barça sobre o Albacete, que seria rebaixado para a segunda divisão espanhola ao término daquela temporada, e colocou Messi pela primeira vez na lista dos artilheiros do clube catalão.

“Não me incomoda ser lembrado por esse gol. Afinal, foi só um gol. Para mim, é simplesmente uma piada graciosa da minha carreira”, disse.

Mas, treze anos depois do primeiro gol como profissional de Messi e dez anos após sua aposentadoria, Raúl Valbuena continua tendo o astro argentino como um adversário a ser temido.

É que, desde setembro de 2016, o ex-goleiro faz parte da comissão técnica de Zinédine Zidane no Real Madrid, o arquirrival do Barcelona e do seu camisa 10.

Valbuena, que passou pelas categorias de base do clube da capital espanhola quando jogador e tentou emplacar uma carreira de treinador depois de pendurar as luvas, é um dos olheiros que trabalham para Zidane.

Sua missão é abastecer o treinador francês com o máximo de informações possível sobre os próximos adversários do Real e também sobre jogadores que podem vir a ser contratados pelo clube.

Ou seja, o primeiro goleiro a sofrer um gol de Messi como profissional ainda hoje precisa ficar de olhos bem abertos no craque argentino.


Mais de Cidadãos do Mundo

Com nome de presidente, rival do Brasil vai realizar sonho da mãe na Rússia
Não é loucura, não: 7 astros estrangeiros para seu clube contratar em 2018
Terra de “velhinhos”, Libertadores-2018 tem até remanescente da Copa-2002
Por que a Juventus pode ter de negociar com Kim para contratar reforço?


Fora até do banco em 70% dos jogos, Douglas vira “problema” para o Benfica
Comentários Comente

Rafael Reis

A cinco dias do fechamento da janela de transferências na Europa, o Benfica já acertou a transferência de Gabigol para o Santos, mas ainda não sabe o que fazer com o outro “problema brasileiro” do seu elenco.

Segundo o jornal português “O Jogo”, o lateral direito Douglas faz parte da lista de nove jogadores que o técnico Rui Vitória não pretende aproveitar na segunda metade da temporada 2017/18.

O problema é que o ex-São Paulo possui vínculo com o Benfica até o fim de junho e não tem para onde ir.

A primeira opção: a antecipação do fim do empréstimo e uma consequente devolução de Douglas ao Barcelona, clube detentor dos seus direitos econômicos, já foi vetada pelos catalães.

A segunda possibilidade seria encontrar um outro time interessado no futebol do lateral e cedê-lo até o fim da temporada.

Só que essa ideia não agrada a Douglas, que, mesmo pouco utilizado no Benfica, já informou a diretoria que prefere permanecer a Lisboa a encarar um reempréstimo para outro clube.

Contratado em junho depois de passar a temporada passada inteira cedido ao Sporting Gijón (ESP), o brasileiro teve poucas oportunidades no Estádio da Luz.

Douglas disputou apenas sete dos 27 jogos do Benfica desde sua chegada a Portugal. Em 70% dos compromissos do clube, ele sequer foi relacionado para o banco de reservas.

O lateral só foi participar de sua primeira partida de Campeonato Português no último sábado, seis meses depois do desembarque em Lisboa. Com a suspensão do titular André Almeida, ele jogou os 90 minutos da vitória por 3 a 0 sobre o Chaves.

Apesar do bom resultado e de ter sido saudado pela torcida, Douglas passou longe de ter uma atuação de destaque e não conseguiu alterar sua situação com Rui Vitória.

Além de André Almeida e do brasileiro, o treinador do Benfica tem como outra opção para a lateral direita o argentino Eduardo Salvio, meio-campista de origem que pode ser recuado para compor a linha defensiva.

Atual tetracampeão nacional, o time de Douglas ocupa apenas a terceira colocação no Português, com 46 pontos, mas está próximo dos líderes. O Porto, que está no topo da tabela, tem 48, e o Sporting, 47.


Mais de Brasileiros pelo Mundo

– Lembrado por briga, zagueiro fala em volta ao Palmeiras para fazer justiça
– Em 6 meses, jogadores brasileiros movimentam R$ 3,5 bi no Mercado da Bola
– Sevilla não quer Ganso, mas é 45% melhor com ele em campo
– 5 destaques da Copa São Paulo que hoje estão “desaparecidos” no exterior


Coutinho já foi visto como decepção na Europa e esperou 9 meses por 1º gol
Comentários Comente

Rafael Reis

Protagonista da principal novela do início da janela de transferências de janeiro no futebol europeu, o meia Philippe Coutinho não foi sempre essa unanimidade que tanto desperta o desejo do Barcelona.

O camisa 10 do Liverpool, que pode trocar a Inglaterra pela Espanha em uma transferência de 160 milhões de euros (R$ 608 milhões), já foi classificado como decepção no futebol italiano e demorou para se firmar na Europa.

Contratado pela Inter de Milão quando tinha apenas 16 anos, o hoje titular da seleção brasileira permaneceu no Vasco, seu clube formador, até alcançar a maioridade e poder ser inscrito por seu novo clube.

Em 2010, com 18 anos recém-completados, Coutinho desembarcou no “Calcio” cercado de expectativas. A Inter, então campeã europeia, imaginava ter em mãos uma espécie de “segundo Neymar” –o original já se destacava com a camisa do Santos e havia sido cotado para participar da Copa do Mundo.

Só que o meia jamais conseguiu desabrochar em Milão. E, no lugar de futuro craque do time nerazzurro, virou uma grande decepção.

A primeira temporada de Coutinho na Itália foi prejudicada por uma lesão de joelho que o deixou fora de ação por dois meses. Mesmo assim, ele ainda disputou 20 partidas. Só que sua produtividade deixou a desejar: ele só marcou um gol (depois de nove meses no clube) e deu duas assistências.

O desempenho do hoje astro do futebol mundial não foi diferente do de Gabigol em sua temporada de estreia na Europa. O atacante fez 10 jogos pela Inter em 2016/17 e também balançou as redes apenas uma vez.

Coutinho até melhorou depois que passou o primeiro semestre de 2012 emprestado ao Espanyol (5 gols e 1 assistências em 16 jogos), mas não o suficiente para conquistar seu espaço no elenco da Inter.

Sorte do Liverpool, que em janeiro de 2013 aceitou pagar 13 milhões de euros (R$ 50,8 milhões, na conversão atual) para ter o garoto que não conseguia colocar em prática todo o seu potencial.

Mas isso era só uma questão de tempo. Na Inglaterra, o camisa 10 enfim virou o jogador que a Inter imaginava que ele seria quando o contratou ainda adolescente.

Nos últimos cinco anos, Coutinho disputou 201 partidas pelo Liverpool, fez 54 gols e deu 46 passes para seus companheiros irem às redes.  Além disso, foi escolhido duas vezes o jogador do ano do clube inglês para torcedores e pelo elenco. Também virou titular da seleção brasileira e um dos armadores mais cobiçados do futebol mundial.

É por isso que o Barcelona faz tanta questão de tê-lo em seu elenco desde que vendeu Neymar para o Paris Saint-Germain. O negócio não saiu na janela de transferências do inverno europeu, mas voltou com tudo na reabertura do mercado, nesta semana.

Coutinho já nem participou da última partida do Liverpool e até apareceu em um anúncio da Nike para promover o uniforme do Barça. Mas a negociação não está fechada. A proposta atual é de 160 milhões de euros…. isso mesmo, 160 milhões de euros por um astro que já foi tratado como decepção no futebol europeu.


Mais de Brasileiros pelo Mundo

– “Terceiro atacante”, Paulinho finaliza como centroavante no Barcelona
– Em campo no Réveillon, ex-Palmeiras diz que merece chance na seleção
– Mercado da Bola: 7 brasileiros que podem mudar de time na janela de janeiro
– Goleador brasileiro na Europa mal fala português e vai jogar na Inglaterra


“Terceiro atacante”, Paulinho finaliza como centroavante no Barcelona
Comentários Comente

Rafael Reis

Contratação mais contestada do Barcelona para a temporada 2017/18, Paulinho conquistou a torcida e a imprensa catalã ao mostrar dentro de campo que é mais do que um mero meio-campista.

O jogador de 29 anos, que estava “escondido” na China e custou 40 milhões de euros (R$ 157,4 milhões), tornou-se uma espécie de terceiro atacante no esquema do técnico Ernesto Valverde.

O brasileiro já balançou as redes seis vezes em 22 partidas pelo Barça e só fica atrás de Lionel Messi (19) e Luis Suárez (10) na tabela de artilheiros do clube na atual temporada.

O camisa 15 também é o terceiro jogador do elenco do time catalão que mais chuta a gol. De acordo com o “Who Scored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, o ex-corintiano tem média de 1,4 finalização por partida.

Novamente, Paulinho só tem desempenho inferior ao dos integrantes da consagrada dupla de ataque culé. Messi finaliza em média 6,4 vezes por jogo e Suárez, 3,9.

Mas é uma outra estatística que melhor mostra que o titular da seleção brasileira é mais atacante que meio-campista no líder do Campeonato Espanhol.

Quase 86% de todas as finalizações de Paulinho nos jogos do Barcelona são feitas de dentro da área. E o mais impressionante: mais de 20% acontecem na pequena área, território quase que exclusivo dos centroavantes (e dos zagueiros durante as cobranças de escanteio).

Nem Messi, nem Suárez, homens que sempre atuaram no setor ofensivo, frequentam tanto as proximidades do gol adversário na hora de finalizar.

Apenas 60,9% dos chutes do craque argentino são dados de dentro da área (6,3% na pequena área). Já no caso do camisa 9 uruguaio, as finalizações na área adversária representam 79,5% do total (15,4% na pequena área).

A capacidade de Paulinho de deixar a linha de meio-campistas, onde normalmente é escalado, para se infiltrar no ataque e fazer companhia a Messi e Suárez virou uma válvula de escape para o jogo do Barcelona nesta temporada.

Isso porque a venda de Neymar para o Paris Saint-Germain e a grave contusão sofrida por Dembélé deixaram o time órfão de um terceiro atacante.

Valverde até tentou completar o trio ofensivo com Deulofeu ou Paco Alcácer, mas a estratégia não surtiu efeito. A solução então foi recorrer ao 4-4-2 e explorar o que Paulinho tem de melhor: a infiltração na área adversária.

O recurso não tem dado certo só para o brasileiro, que caiu nas graças do torcedor que tanto desconfiou da sua contratação, mas para a equipe toda.

O Barcelona lidera o Campeonato Espanhol, com 45 pontos conquistados dos 51 possíveis. A vantagem para o Atlético de Madri, segundo colocado, já é de nove pontos. Já o Real Madrid, seu rival mais tradicional, está 14 pontos atrás.

Nesta quinta-feira, o time disputa sua primeira partida em 2018. O adversário é o Celta, em Vigo, e o confronto vale pelas oitavas de final da Copa do Rei.

FINALIZAÇÕES DOS JOGADORES DE ATAQUE DO BARCELONA

Lionel Messi – 6,4 por jogo (60,9% dentro da área, 6,3% da pequena área)
Luis Suárez – 3,9 por jogo (79,5% dentro da área, 15,4% da pequena área)
Paulinho – 1,4 por jogo (85,7% dentro da área, 21,4% da pequena área)


Mais de Brasileiros pelo Mundo

– Em campo no Réveillon, ex-Palmeiras diz que merece chance na seleção
– Mercado da Bola: 7 brasileiros que podem mudar de time na janela de janeiro
– Goleador brasileiro na Europa mal fala português e vai jogar na Inglaterra
– Há 10 anos, Kaká deu ao Brasil seu último título de melhor jogador do mundo


Barcelona e Real têm algum jogador que ainda não estreou por seleção?
Comentários Comente

Rafael Reis

Os treinos dos grandes clubes europeus parecem um deserto durante as Datas Fifa. Afinal, se um jogador tem qualidade suficiente para atuar em um dos maiores times do planeta é bem provável também que faça parte da seleção do país que escolheu defender.

Essa situação é corriqueira no Barcelona e no Real Madrid. Os adversários do clássico deste sábado, válido pela 17ª rodada do Campeonato Espanhol, têm atletas espalhados por várias seleções e serão representados em peso na próxima Copa do Mundo.

Assim, a pergunta não é se determinado jogador de Barça ou Real foi convocado para a seleção, mas sim o contrário.

E será que existe algum atleta nos elencos dos dois maiores clubes da Espanha que jamais defendeu a seleção do seu país?

A resposta para essa questão é sim, mas eles não são tantos e podem ser contados usando apenas os dedos das mãos.

Dos 49 jogadores que compõem os elencos profissionais dos adversários deste sábado, apenas sete jamais atuaram por uma seleção principal.

A maioria absoluta deles está no Real Madrid, que possui nesta temporada um grupo de jogadores repleto de jovens que até pouco tempo atrás militavam nas canteras (categorias de base) ou em clubes de menor escalão.

Seis jogadores que hoje estão à disposição de Zinédine Zidane ainda sonham com a primeira oportunidade em seleção: o zagueiro Jesús Vallejo, o lateral esquerdo Theo Hernández, os meias Marcos Llorente e Dani Ceballos, o atacante Borja Mayoral e o goleiro Luca Zidane, filho do treinador e segundo reserva da posição.

Todos eles, porém, têm história em seleções de base. Vallejo, Llorente, Ceballos e Mayoral foram vice-campeões europeus sub-21 com a Espanha em junho. Zidane já disputou um Mundial sub-17 com a França, e Hernández já disputou vários amistosos com as equipes menores francesas.

A situação no Barcelona é ainda mais extrema. Apesar de ter alguns jogadores que raramente são convocados e por isso treinam no clube durante as Datas Fifa, como Aleix Vidal, Sergi Roberto e Gerard Deulofeu, o time tem apenas um jogador em todo seu elenco que ainda não estreou pela seleção.

O terceiro goleiro, Adrián Ortolá, é o estranho nesse ninho. O arqueiro de 24 anos, que até costuma atuar mais pelo Barça B do que pela equipe principal, até disputou o Mundial sub-20 de 2013 pela Espanha, mas ainda não passou nem perto de ser lembrado por Julen Lopetegui para o time adulto.


Mais de Cidadãos do Mundo

Haja despedida: Kaká e mais 7 astros do futebol que se aposentaram em 2017
Como astros de rival do Brasil na Copa ganharam fama de derrubar técnicos
Ibra torce mais pelo Brasil que pela Suécia: verdade ou lenda urbana?
Maestro do Real, Kroos já foi acusado de só jogar por ser filho do técnico


9 jogadores que estão na mira de Barça e Real para a janela de janeiro
Comentários Comente

Rafael Reis

O mercado de transferências de janeiro não costuma ser levado muito a sério pelos clubes de primeiro escalão da Europa. Os maiores times do continente costumam usar a janela para emprestar jogadores pouco utilizados, livrar-se de atletas incomodados e fazer um ou outro ajuste no elenco.

Mas Barcelona e Real não devem agir assim em 2018. Os adversários deste sábado, em clássico válido pela 17ª rodada do Campeonato Espanhol, pretendem quebrar essa tradição e investir pesado em reforços no próximo mês.

Os catalães ainda sonham encontrar o substituto ideal para Neymar e não vão economizar nessa busca. Além disso, possuem uma defesa envelhecida e combalida por problemas físicos que precisa de renovação imediata.

Já o Real está incomodado com a quarta colocação na tabela e com o início de temporada bem abaixo da média dos seus últimos anos. A solução? Ir ao mercado para ampliar o elenco e dar mais opções de qualidade para o técnico Zinedine Zidane.

Apresentamos abaixo 9 jogadores que estão na mira de Barcelona e Real Madrid e são especulados para vestir a camisa de um dos dois gigantes do futebol espanhol já no próximo mês.

PHILIPPE COUTINHO
Meia-atacante
Brasileiro
25 anos
Liverpool (ING)
Barcelona quer

A novela de Coutinho no Barcelona se arrasta desde a janela de transferências do meio do ano, e o clube catalão espera que ela tenha um final feliz no mercado de janeiro. Para isso, promete oferecer algo em torno de 140 ou 150 milhões de euros (até R$ 582 milhões), um valor que se aproxima daquilo que foi solicitado pelo Liverpool. O problema é que os ingleses estão nas oitavas de final da Champions e podem ser duros em liberar o camisa 10. Caso a negociação seja concretizada, o meia-atacante brasileiro será o reforço mais caro da história das janelas de inverno do futebol europeu.

KEPA ARRIZABALAGA
Goleiro
Espanhol
23 anos
Athletic Bilbao (ESP)
Real Madrid quer

Reserva da seleção espanhola, o jovem basco é a solução viável encontrada pelo Real Madrid para tirar Keylor Navas do time titular depois das inúmeras negativas do Manchester United em negociar De Gea. Segundo o diário espanhol “AS”, o atual bicampeão europeu pagará os 20 milhões de euros (R$ 77 milhões) da multa rescisória de Kepa para poder contar com o goleiro já em janeiro.

ANTOINE GRIEZMANN
Atacante
Francês
26 anos
Atlético de Madri (ESP)
O Barcelona quer

Definitivamente, o Barcelona não vai conter esforços para remontar seu setor ofensivo depois da saída de Neymar. Além de Philippe Coutinho, o clube pretende adicionar ao seu elenco o astro francês Antoine Griezmann. O interesse no terceiro melhor jogador do mundo em 2016 já foi confirmado por dirigentes do Barça. A negociação com o Atlético de Madri a princípio ficaria para o meio do ano, mas pode ser antecipada para janeiro caso a transferência de Coutinho não seja concluída em breve.

MAURO ICARDI
Atacante
Argentino
24 anos
Inter de Milão (ITA)
Real Madrid quer

A má fase vivida por Karim Benzema, autor de apenas cinco gols em 19 jogos nesta temporada, ligou o sinal de alerta na diretoria do Real Madrid, que decidiu ir ao mercado para encontrar um novo companheiro de ataque para Cristiano Ronaldo. O nome preferido do time espanhol para a função é Mauro Icardi, artilheiro do Campeonato Italiano, com 17 gols. O empecilho para uma transferência imediata é o fato de a Inter de Milão sonhar com a conquista do título nacional e não ter nenhum interesse em se desfazer do seu capitão e jogador mais importante.

YERRY MINA
Zagueiro
Colombiano
23 anos
Palmeiras (BRA)
Barcelona quer

O zagueiro colombiano tem uma espécie de acordo verbal para se transferir para o Barcelona no meio de 2018. No entanto, o desembarque do jogador do Palmeiras na Catalunha pode ser antecipado para janeiro devido aos problemas defensivos que o time de Ernesto Valverde tem enfrentado. O francês Samuel Umtiti está machucado, Javier Mascherano pode ser negociado com a China e o belga Vermaelen vive com problemas físicos e raramente consegue emendar uma sequência de jogos.

TIMO WERNER
Atacante
Alemão
21 anos
RB Leipzig (ALE)
Real Madrid quer

A jovem revelação alemã, que despontou na temporada passada pelo Leipzig e deve ser titular da seleção na Copa do Mundo-2018, é o plano B do Real Madrid para o comando de ataque. Caso perceba que não conseguirá contratar Icardi, o time espanhol deve depositar suas fichas em Werner. Por enquanto, o Leipzig também nega qualquer intenção de negociá-lo.

MESUT ÖZIL
Meia
Alemão
29 anos
Arsenal (ING)
Barcelona quer

Desiludido com o Arsenal e sem repetir o mesmo futebol de temporadas anteriores, o meia tem contrato com o clube londrino até junho e sairá de graça caso não seja negociado na janela de janeiro. O Barcelona pensa em incluir na transação por Özil algum dos jogadores do seu elenco que não têm futuro no Camp Nou, como André Gomes, Arda Turan e Rafinha. O Manchester United também tem interesse no meia alemão.

MOHAMED SALAH
Meia-atacante
Egípcio
25 anos
Liverpool (ING)
Real Madrid quer

Sensação do Liverpool na temporada e artilheiro do Campeonato Inglês, com 14 gols, o egípcio não é um homem de área e nem propriamente um atacante nato. Mesmo assim, despertou o interesse do Real Madrid para aumentar o poderio ofensivo do time. Salah vem sendo elogiado frequentemente por Zidane, e uma proposta pelo jogador pode ser feita na janela de janeiro.

ARTHUR
Volante
Brasileiro
21 anos
Grêmio (BRA)
Barcelona e Real Madrid querem

Principal revelação do futebol brasileiro em 2017, o volante do Grêmio já chamou a atenção dos dois maiores clubes da Espanha. O primeiro a procurar Arthur foi o Barcelona –uma foto do jogador com a camisa do time de Messi chegou a vazar e provocou polêmica. O Real tem sido mais discreto em sua investida, mas também considera a possibilidade de sondar o volante, cuja multa rescisória é de 50 milhões de euros (R$ 194 milhões).


Mais de Cidadãos do Mundo

Ibra torce mais pelo Brasil que pela Suécia: verdade ou lenda urbana?
Maestro do Real, Kroos já foi acusado de só jogar por ser filho do técnico
Médica foi alvo de polêmica no Chelsea e agora quer distância do futebol
Recordista de prêmios, Messi entra na briga por 5ª Chuteira de Ouro


Só Neymar cresce após fim de trio de ataque do Barcelona
Comentários Comente

Rafael Reis

A saída de Neymar para o Paris Saint-Germain e a consequente dissolução do aclamado trio de ataque do Barcelona só fizeram bem para o craque brasileiro.

O hoje camisa 10 do PSG é o único integrante da festejada linha ofensiva titular do Barça durante as últimas três temporadas que melhorou de desempenho depois da transação mais cara da história do futebol mundial.

Desde que foi embora da Catalunha com o intuito de ser protagonista do clube francês, Neymar mais do que dobrou a frequência com que balança as redes e também aumentou em 13% o número de passes para os companheiros de time marcarem.

Em seus primeiros 19 na França, a estrela brasileira marcou 17 vezes (0,89 por jogo) e distribuiu 13 assistências (0,68). Em sua última temporada no Barcelona, Neymar registrou médias de 0,44 gol e 0,60 por partida.

Sob seu comando, o PSG se tornou um dos clubes mais temidos do futebol europeu. A equipe só perdeu dois jogos em 2017/18, lidera o Campeonato Francês com nove pontos de vantagem para o segundo colocado (Monaco) e ficou em primeiro no seu grupo da Liga dos Campeões.

O Barcelona também passou sem sustos pela fase de grupos da Champions e está no topo da classificação do Espanhol. Só que seus principais jogadores de frente já não são os mesmos de quando tinham a companhia de Neymar em campo.

Lionel Messi, o astro máximo da companhia, viu sua média de gols despencar de 1,04 por partida na temporada passada para a atual 0,75. As assistências também caíram: de 0,36 para 0,29.

O camisa 10 argentino registra uma marca rara em sua carreira: passou em branco em seis dos últimos oito jogos que que disputou com a camisa do Barça.

A queda de desempenho de Luis Suárez, o outro vértice do antigo triângulo de ataque blaugrana, também não foi nada discreta. O uruguaio tem média de 0,43 gol e 0,14 assistência por jogo na atual temporada. Na passada, registrou 0,73 bola na rede e 0,39 passe para gol a cada partida que disputou.

Neymar trocou o Barcelona pelo PSG no último mês de agosto em uma transação que movimentou 222 milhões de euros (R$ 862 milhões), maior quantia já paga por um jogador de futebol.

Na tentativa de substituí-lo e montar um novo trio de ataque, o Barça tirou do Borussia Dortmund o francês Ousmane Dembélé. No entanto, o reforço sofreu uma contusão muscular em sua terceira partida pelo clube, não jogou mais e deixou Messi e Suárez ainda mais órfãos do antigo companheiro de time.


Mais de Brasileiros pelo Mundo

– Há 10 anos, Kaká deu ao Brasil seu último título de melhor jogador do mundo
– 6 jogadores que foram ídolos no futebol brasileiro e fracassaram na Europa
– 7 jogadores que estão no exterior para seu clube contratar por empréstimo
– Por onde andam os jogadores do último título brasileiro no Mundial?