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Demolidor de brasileiros, ameaça ao Santos acumula gols, brigas e confusões
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Rafael Reis

Forte, aguerrido, goleador nato e chegado em uma confusão. Eis a maior ameaça ao Santos no confronto com o Barcelona de Guayaquil, nesta quarta-feira (13), pelo duelo de ida das quartas de final da Libertadores.

Artilheiro do clube equatoriano na temporada, com 17 gols, o centroavante uruguaio Jonatan Álvez, de 30 anos, vive a melhor fase de sua carreira. E já marcou contra dois brasileiros nesta edição do torneio.

Foi do camisa 9 o gol da vitória por 1 a 0 do Barcelona sobre o Palmeiras, no Equador, no jogo de ida das oitavas. Na fase de grupos, o atacante foi às redes no triunfo por 2 a 0 sobre o Botafogo.

Revelado pelo River Plate uruguaio, Álvez rodou por vários clubes pequenos do seu país até ter uma chance no Danubio, na temporada 2013/14. Depois, teve curtas passagens por Vitória de Guimarães (Portugal) e LDU (Equador).

O uruguaio foi contratado pelo Barcelona no ano passado e desandou a fazer gols. Foram 20 no Equatoriano-2016 e mais 13 só no primeiro turno do campeonato nacional nesta temporada. Na Libertadores, já deixou sua marca três vezes.

Mas a história de Álvez não se resume a gols. Sua personalidade forte, contestadora e, por vezes, até indisciplinada chamam a atenção desde os tempos em que ele despontou em sua terra natal. Não à toa, seu apelido é “Loco” (de tradução óbvia para o português).

Em 2014, quando morava em Portugal, o centroavante foi flagrado dirigindo sob efeito de álcool e por pouco não foi parar na cadeia.

O atacante também já foi expulso depois de apenas 21 minutos em campo em um clássico contra o Emelec, em abril.

Seu episódio mais recente de indisciplina chegou a ameaçar sua participação nas quartas de final da Libertadores e até mesmo a permanência no Barcelona.

No mês passado, o centroavante não gostou de ser substituído no final de uma partida contra o Clan Juvenil, válida pelo Campeonato Equatoriano, e ofendeu o técnico Guillermo Almada. Mais tarde, quis agredir o treinador e só não foi para cima dele porque seus companheiros de time o impediram de deixar o banco de reservas.

Após a partida, o comandante do Barcelona admitiu que situações como aquela eram corriqueiras com Álvez e que o jogador já havia sido punido internamente algumas vezes.

Depois da confusão, o uruguaio chegou a ser afastado do elenco, treinou separado dos seus parceiros de clube e não participou de duas partidas. Mas foi perdoado por Almada e hoje é peça-chave na equipe que deseja deixar mais um brasileiro pelo caminho na Libertadores.


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7 clubes que quebraram seus recordes de contratação mais cara nesta janela
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Rafael Reis

A janela de transferências do início da temporada 2017/18 será lembrada pelas cifras histórias que movimentou. Até a última segunda-feira, o total gasto pelo Mercado da Bola com compras e empréstimos de jogadores já havia superado os 4,3 bilhões de euros (R$ 16,2 bilhões).

Apesar de a janela só fechar no fim desta semana, e os negócios continuarem até lá, o valor já é histórico. Ele supera os 4 bilhões de euros (R$ 15,1 bilhões) torrados na temporada passada, até então a mais gastadeira do futebol em todos os tempos.

Em 2017/18, vários dos clubes mais poderosos do planeta realizaram a contratação mais cara de suas histórias. Listamos abaixo sete times que quebraram seus recordes particulares ao longo dos últimos meses:

PARIS SAINT-GERMAIN (FRA)
Antigo recorde: Edinson Cavani (2013), 64,5 milhões de euros
Novo recorde: Neymar (2017), 222 milhões de euros

Na tentativa de recuperar sua hegemonia local e de conquistar pela primeira vez a Liga dos Campeões da Europa, o clube mais poderoso da França não se contentou em contratar o maior reforço de sua história, mas também quebrou o recorde de jogador mais caro do planeta em todos os tempos. Novo camisa 10 do PSG, Neymar custou quase 37% do total investido pelos times da primeira divisão francesa em contratações para esta temporada.

BARCELONA (ESP)
Antigo recorde: Neymar (2013), 88,2 milhões de euros
Novo recorde: Ousmane Dembélé (2017), 105 milhões de euros

Ao mesmo tempo em que se transformou no reforço mais caro da história do Paris Saint-Germain e do futebol mundial, Neymar deixou de ostentar o recorde de maior contratação do Barcelona. Escolhido pelo clube catalão como substituto do brasileiro, o francês Ousmane Dembélé se tornou o primeiro reforço do Barça na casa dos 100 milhões de euros, depois de uma longa negociação com o Borussia Dortmund.

CHELSEA (ING)
Antigo recorde: Fernando Torres (2011), 58,5 milhões de euros
Novo recorde: Álvaro Morata (2017), 65 milhões de euros

Quanto custa um gol? Para o Chelsea, 65 milhões de euros. Foi esse o valor pago pelo atual campeão inglês pela peça de reposição para Diego Costa, em guerra com o técnico Antonio Conte. O espanhol Álvaro Morata, reserva do Real Madrid na temporada passada, tem justificado o investimento histórico e contabiliza dois gols e duas assistências nas primeiras quatro partidas oficiais pelo novo time.

ARSENAL (ING)
Antigo recorde: Mesut Özil (2013), 47 milhões de euros
Novo recorde: Alexandre Lacazette (2017), 53 milhões de euros

Fora da Liga dos Campeões da Europa pela primeira vez em duas décadas, o Arsenal também decidiu entrar no jogo dos milhões para não ficar (mais) para trás dos seus principais concorrentes ingleses. A carta na manga de Arsène Wenger não foi nada surpreendente. Como fez várias vezes ao longo da carreira, ele foi à França e contratou um dos seus compatriotas que se destacavam no futebol de lá. Só que Lacazette, ex-centroavante do Lyon, já foi parar no banco de reservas do Arsenal.

EVERTON (ING)
Antigo recorde: Romelu Lukaku (2014), 35,4 milhões de euros
Novo recorde: Gylfi Sigurdsson (2017), 49,4 milhões de euros

Uma das sensações da atual janela de transferências, o Everton fez questão de reinvestir os 84,7 milhões de euros que recebeu pela venda de Lukaku para o Manchester United e gastou bastante para a temporada 2017/18. Além de Rooney, de volta ao clube que o projetou depois de 13 anos, o outro reforço que chama a atenção é Sigurdsson. O meia islandês andava meio esquecido no Swansea City. Mesmo assim, virou um homem de quase 50 milhões de euros no Everton.

BAYERN DE MUNIQUE (ALE)
Antigo recorde: Javi Martínez (2012), 40 milhões de euros
Novo recorde: Corentin Tolisso (2017), 41,5 milhões de euros

Um dos clubes mais poderosos do planeta, o Bayern de Munique se orgulha de seu reforço mais caro de todos os tempos ter custado “apenas” 41,5 milhões de euros. Realmente, em tempos de mercado hiperinflacionado, chama a atenção os valores menores das contratações feitas pelo gigante alemão. Mas Corentin Tolisso não poderia mesmo custar mais. O meia francês, que começou muito bem a temporada 2017/18, não era nem mesmo o astro do Lyon, time que defendia até ser garimpado pelo Bayern.

TOTTENHAM (ING)
Antigo recorde: Moussa Sissoko (2016), 35 milhões de euros
Novo recorde: Davinson Sánchez (2017), 40 milhões de euros

Vice-campeão inglês na temporada passada, o Tottenham tem se especializado nos últimos anos em utilizar jogadores de sua base e complementar o time com uma ou outra contratação mais ousada, normalmente também de um atleta de pouca idade. O investimento da vez foi em Davinson Sánchez, zagueiro colombiano de apenas 21 anos, que se destacou na Libertadores-2016 pelo Atlético Nacional e disputou a última temporada europeia pelo Ajax.


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Cruyff, Guardiola e Catalunha: Neymar reencontra Barça em 3º jogo pelo PSG
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Rafael Reis

Neymar disputa nesta sexta-feira sua terceira partida oficial com a camisa do Paris Saint-Germain. O adversário é o Saint-Étienne.

No entanto, o confronto válido pela quarta rodada do Campeonato Francês tem para o atacante brasileiro um ar de reencontro com o Barcelona.

Isso porque o Saint-Étienne, clube que divide com o Olympique de Marselha o posto de maior campeão da história da França (dez títulos para cada), tem como treinador um barcelonista de corpo e alma.

Óscar García, 44, tem sangue do Barça correndo nas veias. É catalão, foi formado nas canteras em La Masia, atuou quase 70 vezes pelo time principal, e, depois de pendurar as chuteiras, retornou ao clube para trabalhar nas categorias de base apadrinhado por Johan Cruyff.

Nascido em Sabadell, cidade localizada a apenas 20 km de Barcelona, o hoje comandante do Saint-Étienne é o mais velho de três irmãos que chegaram à base do clube no final da década de 1980 e rapidamente despontaram como promessas de craque.

Dos três irmãos García, apenas o caçula, Genís, não conseguiu chegar à equipe principal. Roger, o do meio, vestiu a camisa do Barça entre 1995 e 1999 e ainda passou por Espanyol, Villarreal e Ajax.

Já Óscar, o mais talentoso do trio, atuou no Barcelona entre 1993 e 1999. Meia-atacante de passe apurado e boa chegada ao ataque, fez mais de 20 gols pelo clube catalão e atuou ao lado de vários brasileiros, como Romário, Ronaldo e Rivaldo.

Em 2009, quatro anos depois de abandonar a carreira jogando pelo nanico Lleida, foi convidado por Johan Cruyff, seu antigo treinador no Barça, para auxiliá-lo na seleção da Catalunha.

No ano seguinte, seu mentor lhe conseguiu um cargo ainda mais sedutor, e Óscar retornou ao Barcelona para trabalhar nas categorias de base do clube.

A passagem do ex-meia por La Masia durou dois anos. Quando Guardiola deixou o time principal, em 2012, seu antigo companheiro decidiu que também havia chegado a hora de ir embora e partiu em voo solo rumo a Israel.

Óscar dirigiu por uma temporada o Maccabi Tel-Aviv. Também passou por Brighton e Watford, da Inglaterra, e comandou o Red Bull Salzburg. Em cinco anos de carreira como técnico, conquistou três títulos nacionais: dois austríacos e um israelense.

Como todo bom barcelonista de carteirinha, é adepto do jogo posicional que aprendeu com seu mestre, Cruyff, e que viu o amigo Guardiola aperfeiçoar ao longo da última década.

Foram essas características que quase o levaram mais uma vez de volta para casa. Durante o primeiro semestre, quando ficou claro que Luis Enrique não permaneceria no Barça, o nome de Óscar chegou a ser considerado para sucedê-lo no comando do time catalão.

Sim, Óscar García poderia até ter sido o treinador de Neymar nesta temporada. Mas acabou se tornando adversário. E um adversário que fará o novo astro do PSG se lembrar do seu antigo clube.


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5 novelas para acompanhar nos últimos 10 dias da janela de transferências
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Rafael Reis

Neymar no Paris-Germain como a contratação mais cara da história do futebol mundial. O renascimento do Milan. A revolução comandada por Pep Guardiola no elenco do Manchester City. Os novos centroavantes de Manchester United, Chelsea e Arsenal.

Muita coisa já rolou na janela de transferências para a temporada 2017/18 do futebol europeu. Mas, faltando dez dias para o fechamento do período de negócios das principais ligas nacionais do Velho Continente, há também várias histórias que ainda não chegaram ao fim.

Apresentamos abaixo cinco novelas ainda abertas da janela de transferências e que têm só até o próximo dia 31 para chegarem a um desfecho.

A REPOSIÇÃO DO BARCELONA

A tão sonhada peça de reposição do Barcelona para o lugar de Neymar é uma das novelas mais empacadas desta janela. O clube catalão sonha com dois nomes, o brasileiro Philippe Coutinho e o francês Ousmane Dembélé e convenceu ambos a se mudar para a Catalunha. O problema é convencer seus clubes a liberá-los. O Liverpool já rejeitou três propostas do Barça por Coutinho, a última de 124 milhões de euros (R$ 461 milhões). Já o Dortmund quer 130 milhões de euros (R$ 483 milhões) por Dembélé. A situação já faz o Barcelona pensar em outras opções para o setor, como Ángel di María, do PSG.

O DESTINO DO FENÔMENO

Autor de seis gols na fase de mata-matas da Liga dos Campeões com apenas 18 anos, Kylian Mbappé foi a revelação do futebol mundial na temporada passada e entrou na mira de Real Madrid, Barcelona, Manchester City e PSG. O atacante dificilmente continuará no Monaco, tanto que nem foi relacionado para o confronto contra o Metz, na última sexta-feira. De acordo com o jornal “Mundo Deportivo”, o atacante francês já definiu seu futuro e será apresentado nesta semana pelo PSG, após o pagamento de 180 milhões de euros (R$ 670 milhões). Será?

O QUE SERÁ DE DIEGO COSTA?

Em guerra com o técnico Antonio Conte desde a reta final da temporada passada, o centroavante nem tem treinado ao lado dos seus companheiros de Chelsea e nem é mais tratado como um jogador do elenco do campeão inglês pelo treinador italiano. Diego Costa deseja retornar para o Atlético de Madri, só que o time espanhol foi punido pela Fifa e só poderá receber novos jogadores em janeiro. A opção para o brasileiro naturalizado espanhol é encontrar um clube para defender neste semestre e se mudar para a capital espanhola no início de 2018.

OS RESERVAS DO PSG

A volúpia do Paris Saint-Germain no Mercado da Bola transformou vários jogadores importantes do seu elenco em reservas que não enxergam muito futuro na capital francesa e precisam de uma mudança de ares para não prejudicar o desenvolvimento de suas carreiras. O primeiro deles, o meia Blaise Matuidi, já se mandou para a Juventus. Faltam Julian Draxler, Serge Aurier, Hatem Ben Arfa, Grzegorz Krychowiak, Lucas…

O ÚLTIMO DESEJO DE GUARDIOLA

O Manchester City já gastou 244 milhões de euros (R$ 907 milhões) em reforços. Mas Pep Guardiola ainda tem um desejo: Alexis Sánchez. A negociação está enrolada há semanas porque o Arsenal prefere perder seu principal jogador sem ganhar um centavo ao fim da temporada, quando termina o contrato do chileno, a negociá-lo com um rival direto da Inglaterra. Pep e o City têm dez dias para convencer o clube londrino a mudar de ideia.


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Sem Neymar, mas com Messi e Ronaldo: 7 motivos para acompanhar o Espanhol
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Rafael Reis

A transferência de Neymar do Barcelona para o Paris Saint-Germain foi um baque para o Campeonato Espanhol, mas isso não significa que a liga do país campeão mundial em 2010 tenha deixado de ser uma das mais interessantes do planeta.

Afinal, a temporada 2017/18 do Espanhol, que começa nesta sexta-feira com dois jogos (Leganés x Alavés e Valencia x Las Palmas), reúne o atual bicampeão europeu e três dos quatro últimos finalistas da Liga dos Campeões.

Conta ainda com 21 jogadores brasileiros espalhados por 13 dos 20 clubes que disputam a primeira divisão. Entre eles, vários nomes conhecidos, como Marcelo e Casemiro (Real Madrid), Paulinho (Barcelona), Filipe Luís (Atlético de Madri) e Paulo Henrique Ganso (Sevilla).

Conheça abaixo outros sete motivos para que, mesmo sem Neymar, você continue acompanhando de perto o Campeonato Espanhol:

MESSI X CRISTIANO RONALDO

Desde 2009, quando Cristiano Ronaldo desembarcou no Real Madrid, o embate entre os dois melhores jogadores do planeta é a principal atração internacional do Espanhol. Durante esse período, Lionel Messi e o Barcelona se sagraram campeões nacionais por cinco vezes. Já CR7 e o Real só ganharam dois títulos. No entanto, o momento é todo “blanco”, já que, na temporada passada, a equipe do astro português venceu a liga nacional e faturou pelo segundo ano consecutivo a Champions.

VIDA SEM NEYMAR

Como ficará o Barcelona sem Neymar? Essa é a principal questão a ser respondida na nova temporada do Campeonato Espanhol. Apesar de não ser o protagonista da equipe, o brasileiro vinha sendo cada vez uma peça essencial para que o jogo catalão funcionasse. O Barça ainda sonha com um reforço de peso que possa substituir seu antigo camisa 11, mas as contratações do francês Ousmane Dembélé (Borussia Dortmund) e do brasileiro Philippe Coutinho (Liverpool) estão empacadas.

PAULINHO EM XEQUE

Aos 29 anos e quase um desconhecido na Europa, onde teve uma passagem para lá de esquecível pelo Tottenham, Paulinho ganhou no colo uma missão das mais pesadas: começar a substituir Andrés Iniesta, cérebro do Barcelona que caminha para o final da carreira. Contestado desde o momento em que sua contratação era apenas um rumor, o ex-jogador do Corinthians pode se tornar um dos meias mais respeitados do planeta, mas também corre risco de se queimar de vez no Velho Continente e prejudicar até mesmo sua permanência na seleção.

PILARES DO REAL… E DA SELEÇÃO

Casemiro e Marcelo são dois dos segredos do sucesso do Real Madrid bicampeão europeu. Enquanto o primeiro faz o papel de cão de guarda da defesa espanhola, o segundo é o principal elo entre o setor defensivo e o ofensivo e também desempenha durante as partidas o papel de ponta esquerda da equipe dirigida por técnico Zinedine Zidane. Ambos estão entre os melhores do mundo em suas posições e também serão peças fundamentais para que a seleção brasileira possa brilhar na Copa do Mundo-2018.

DÉJÀ-VU

Entra temporada, sai temporada e a conversa é a mesma: o técnico Diego Simeone, o zagueiro Diego Godín e o atacante Antoine Griezmann vão deixar o Atlético de Madri. Só que o adeus dos três principais pilares do sucesso do projeto colchonero nunca se concretiza. E, assim, o Atlético vai se mantendo como uma sombra real para Barcelona e Real Madrid, os dois mais poderosos clubes da temporada.

E AGORA, GANSO?

A primeira temporada de Paulo Henrique Ganso no futebol europeu foi um desastre. O meia participou de apenas 16 jogos do Sevilla, marcou três gols e passou longe de conquistar a confiança da torcida. Mas a saída do técnico Jorge Sampaolli deu um fôlego novo para o brasileiro. Será que o novo comandante do Sevilla, o também argentino Eduardo Berizzo, vai lhe dar mais oportunidades?

MERECE PALMAS

Vitolo é jogador da seleção espanhola, Halilovic já foi apontado como o “novo Messi” e Jonathan Calleri, apesar de ter fracasso na Inglaterra, provou seu potencial no São Paulo. Pelo menos até dezembro, esse deve ser o trio ofensivo do Las Palmas, pequena equipe das Ilhas Canárias que resolveu investir em talento na montagem do seu time. Tudo para melhorar a 14ª colocação da temporada passada.


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Antes de ganhar o mundo, São Paulo de Telê goleou Barça e Real Madrid
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Rafael Reis

Há exatos 25 anos, a Europa descobriu o São Paulo.

No dia 15 de agosto de 1992, menos de dois meses após levantar pela primeira vez a Libertadores, o histórico time dirigido por Telê Santana apresentou ao Velho Continente com uma goleada por 4 a 1 sobre o Barcelona.

Apesar de a partida não valer praticamente nada, apenas o troféu do Teresa Herrera, uma competição da pré-temporada disputada anualmente em La Coruña, o feito teve uma repercussão gigantesca.

Afinal, o Barcelona acabara de conquistar o título inédito da Liga dos Campeões e vivia a melhor fase da sua então quase centenária história.

Não à toa, a equipe goleada pelo São Paulo era (e continua sendo) chamada de “Dream Team”, uma seleção liderada no banco de reservas por Johan Cruyff e que contava em campo com talentos do nível de Hristo Stoichkov, Michael Laudrup, Pep Guardiola, Ronald Koeman e Andoni Zubizarreta.

Até a ascensão da “era Messi” e os anos e mais anos de sucesso no século XXI, esse “Dream Team” era praticamente uma unanimidade entre jornalistas e torcedores como a melhor equipe da história do clube catalão.

Foi esse Barça que o São Paulo derrotou dentro da Espanha há 25 anos. E derrotou de virada, já que Julio Salinas marcou logo aos 3 min do primeiro tempo.

Só que apenas seis minutos depois, Müller recebeu em velocidade e tocou por cima de Zubizarreta para empatar a partida. A virada veio na etapa final, primeiro com Maurício e depois com Raí, que fez um gol de pênalti e outro em cobrança de falta indireta.

Time de Telê ainda atropelou Real Madrid

O estrago feito pelos comandados de Telê na Espanha seguiu pouco mais de 10 dias. O time tricolor disputou na sequência o Troféu Ramón de Carranza. Na semifinal, realizada em 27 de agosto, o time derrotou o Cádiz, donos da casa, por 2 a 0, com gols de Palhinha e Raí.

Com a vitória, o time tricolor foi para a final contra o poderoso Real Madrid. Assim como aconteceu com o Barcelona, o São Paulo não tomou conhecimento dos rivais madrilenhos, que tinham nomes como o zagueiro Hierro os meio-campistas Prosinecki e Luis Enrique e o centroavante chileno Zamorano.

Elivélton abriu o placar aos 7min da primeira etapa. No segundo tempo, Raí ampliou para 2 a 0 e Muller fechou a goleada de 4 a 0, anotando mais dois tentos. A partida foi transmitida na época pela TV Bandeirantes, com narração de Silvio Luiz.

Confiança extra para o Mundial

As vitórias serviram como um turbo de confiança aos jogadores são-paulinos para derrotar mais uma vez o Barça, por 2 a 1, no Mundial de Interclubes, jogado quatro meses mais tarde.

E também abriu as portas da Europa para o elenco mais vitorioso da história do São Paulo.

Dois titulares da equipe que goleou o Barcelona na decisão do Teresa Herrera, o lateral direito Cafu e o meia Raí, construíram carreiras de sucesso no Velho Continente. Além deles, o goleiro Zetti, o zagueiro Ronaldão e o atacante Müller também fizeram parte do elenco da seleção brasileira no tetracampeonato mundial, em 1994.

A histórica vitória também rendeu ao São Paulo o convite para jogar a competição amistosa no ano seguinte, quando novamente enfrentou o Barça na decisão e acabou derrotado por 1 a 0

A fase de sucesso internacional do clube do Morumbi se estendeu por mais dois anos. Em 1993, o time foi bi da Libertadores, voltou a ganhar o Mundial e também faturou a Recopa e a Supercopa Sul-Americana. No ano seguinte, foi vice continental, levantou a Copa Conmebol e outra Recopa.

Mas parte considerável dessa história de louros foi escrita em 15 de agosto de 1992, o dia que a Europa descobriu o São Paulo.


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Tentáculos do Qatar no futebol vão muito além de Neymar, PSG e Copa
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Rafael Reis

A chegada de Neymar ao Paris Saint-Germain e os 222 milhões de euros (R$ 814,9 milhões) desembolsados pelo clube na contratação mais cara da história foram apenas uma pequena demonstração do poderio financeiro e da vontade do Qatar de investir no futebol.

O pequeno país do Oriente Médio, de pouco mais de 2,6 milhões de habitantes e economia centrada na exploração do petróleo, escolheu o esporte mais popular do mundo para ser conhecido globalmente. E não tem economizado para alcançar esse objetivo.

Ser sede da Copa do Mundo-2022 e transformar o PSG em um dos clubes mais poderosos e temidos do planeta são a parte mais visível desse plano. Mas, ele vai muito além disso.

Os tentáculos do Qatar estão espalhados por pelo menos quatro dos cinco continentes na bola. Europa, Ásia, África e América contam hoje com dinheiro qatariano na estrutura do futebol.

Só o PSG gastou 941 milhões de euros (R$ 3,4 bilhões) com a contratação de reforços desde 2011, quando foi comprado pelo QSI (Qatar Sports Investiment), um fundo de investimento esportivo bancado pela família real e usado estrategicamente na propaganda da nação.

Foi também o QSI que injetou pelo menos 300 milhões de euros no Barcelona (R$ 1,1 bilhão) entre 2010 e o fim da última temporada em contratos de patrocínio, primeiro da Qatar Foundation e depois da Qatar Airways.

O fundo ligado ao governo qatariano é também o responsável pelo pagamento dos cachês às personalidades do mundo do futebol que trabalham como embaixadores da Copa-2022. Pep Guardiola, Xavi e Neymar já passaram ou continuam no cargo.

O Mundial do Qatar, que terá um custo estimado de US$ 30 bilhões (R$ 93,8 bilhões), já é um dos mais polêmicos da história. A escolha do país como sede da competição foi marcada por suspeitas (comprovadas posteriormente) de compra de votos de membros do comitê executivo da Fifa.

Mas, curiosamente, não é nem a Copa, muito menos o QSI, o projeto esportivo que faz com que o Qatar estenda seus tentáculos por praticamente todo o globo terrestre.

Essa função cabe à Academia Aspire, um imenso complexo educacional e esportivo que recebe anualmente adolescentes garimpados em peneiras em países tão diversos quanto Paraguai, Senegal, Vietnã e Tailândia.

Esses garotos, alguns deles que o Qatar planeja naturalizar para usar em sua seleção na Copa-2022, encontram duas portar escancaradas na Europa: o Eupen, clube da primeira divisão belga que pertence à Aspire e cujo elenco está cheio de crias do projeto, e Cultural Leonesa, da segundona espanhola.

Além disso, outros clubes importantes do cenário europeu, como Real Madrid, Real Sociedad, Villarreal e Red Bull Salzburg, recebem garotos formados pelo governo do Qatar. Mais uma demonstração do gigantesco tamanho da força do país-sede da Copa-2022.


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Chape é o 6º brasileiro em torneio amistoso do Barça; veja as participações
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Rafael Reis

Oito meses e meio depois do trágico acidente aéreo na Colômbia que matou 71 pessoas, inclusive boa parte dos seus jogadores, integrantes da comissão técnica e dirigentes, a Chapecoense enfrenta nesta segunda-feira o Barcelona, às 15h30 (horário de Brasília).

O clube catarinense é o convidado deste ano do Troféu Joan Gamper, competição amistosa realizada anualmente no Camp Nou desde 1966, que serve para o time catalão apresentar à torcida seu elenco para a nova temporada espanhola e europeia.

A partida também marcará a volta de Alan Ruschel aos gramados. O jogador foi um dos seis sobreviventes do acidente aéreo na Colômbia. O zagueiro Neto (que ainda está em processo de recuperação para voltar a jogar), o ex-goleiro Follmann, o jornalista Rafael Henzel e dois integrantes da tripulação foram os outros sobreviventes.

Nos primeiros 30 anos, o torneio, que leva o nome do fundador do Barça, era disputado por quatro times e contava com semifinais e final. Desde 1997, no entanto, ele é jogado em uma partida única.

Convidada pelo Barcelona a jogar no Camp Nou devido à tragédia, a Chape não é o primeiro time brasileiro a disputar o Joan Gamper.

Relembre abaixo os cinco representantes do futebol pentacampeão mundial que já participaram da competição:

SANTOS
2 participações (1998 e 2013)
De todos os brasileiros, é o que tem a presença no Joan Gamper mais lembrada pelos torcedores, principalmente pelos rivais. Isso porque o Santos acabou goleado por 8 a 0 pelo Barcelona na edição de 2013 do torneio, que serviu como parte do pagamento pela transferência de Neymar para a Espanha. Em 1998, quando estreou na competição, o time brasileiro foi um adversário bem mais duro e só foi derrotado nos pênaltis, após empate por 2 a 2 no tempo normal.

INTERNACIONAL
3 participações (1982, 1989 e 1991)
É o único time não-europeu que já conquistou o Joan Gamper. O Inter se sagrou campeão em 1982, edição marcada pela estreia de Diego Maradona com a camisa do Barcelona. Os gaúchos bateram o time da casa, com o astro argentino e tudo, nas semifinais e meteram 3 a 1 no Manchester City na decisão. O sucesso naquele ano rendeu outros dois convites ao Inter, que não passou da semi em 1989 e 1991.

FLAMENGO
1 participação (1968)
Foi o primeiro time brasileiro a disputar o torneio amistoso. Em 1968, na terceira edição do Joan Gamper, fez um partida com contornos épicos contra o Barcelona, mas acabou derrotado por 5 a 4. Antes, na semifinal, o Flamengo havia batido o Athletic Bilbao por 1 a 0.

VASCO
3 participações (1972, 1980 e 1981)
Assim como o Internacional, disputou três edições do Joan Gamper, todas entre 1972 e 1981. Os vários convites têm uma explicação: Roberto Dinamite, que defendeu o Barcelona na temporada 1980/81. O Vasco só conseguiu chegar à decisão do torneio em 1980, quando acabou derrotado por 2 a 1 pelo Barça. Nas outras participações, perdeu já na semifinal.

BOTAFOGO
1 participação (1978)
Foi último colocado em sua única participação no torneio. Em 1978, perdeu para 2 a 1 para o Colônia na semifinal do Joan Gamper. Na disputa pelo terceiro lugar, nova derrota, desta vez por 3 a 2 ante o anfitrião Barcelona.


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Por sonho de melhor do mundo, Neymar ignora história de prêmio da Fifa
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Rafael Reis

Em busca do sonho de ser eleito o melhor jogador do planeta, Neymar decidiu ignorar completamente a história do prêmio que tanto deseja conquistar.

Ao trocar o Barcelona pelo Paris Saint-Germain, o atacante brasileiro vai abandonar a terra de onde brotam os vencedores da eleição de maior craque do mundo para se aventurar em um projeto sem histórico ou certeza de sucesso.

A Espanha, país onde Neymar joga desde 2013 e que vai abandonar após o pagamento dos 222 milhões de euros (R$ 816 milhões) de sua multa rescisória pelo PSG, é quem domina o prêmio de melhor do mundo.

Desde que a Fifa instituiu sua eleição anual de craque do ano, em 1991, o troféu ficou com o futebol espanhol em 17 oportunidades. Todos os outros países somados acumulam apenas nove títulos.

O Barcelona, clube que Neymar vai deixar para trás, é o maior vencedor da disputa. São dez conquistas ao longo da história: cinco de Lionel Messi (2009, 2010, 2011, 2012 e 2015), duas de Ronaldinho (2004 e 2005), uma de Rivaldo (1999), outra de Ronaldo (1997) e mais uma de Romário (1994).

A última vez que um jogador que não atuava na Espanha foi eleito o melhor do mundo faz quase uma década. Em 2008, quando ainda defendia o Manchester United, Cristiano Ronaldo venceu o prêmio. No ano seguinte, foi contratado pelo Real Madrid.

Mas a hegemonia espanhola na eleição do maior nome do futebol mundial não se limita apenas aos ganhadores do troféu.

Nos últimos sete anos, 19 dos 21 finalistas do prêmio, aqueles que ficaram nas três primeiras colocações na eleição organizada pela Fifa e viajaram para a cerimônia de entrega do prêmio, atuavam no país campeão da Copa-2010.

O meia-atacante francês Franck Ribéry (2103) e o goleiro alemão Manuel Neuer (2014), ambos do Bayern de Munique, foram os únicos intrusos nessa festa espanhola. E terminaram na terceira posição nos anos em que foram finalistas.

E qual a história da França, nova casa de Neymar, nas eleições de melhor jogador do mundo?

Digamos que não é nada animadora para o craque brasileiro. O Campeonato Francês jamais conquistou o prêmio e emplacou até hoje apenas um finalista, o atacante Jean-Pierre Papin, vice-campeão em 1991, quando defendia o Olympique de Marselha.

Na última década, seu melhor resultado foi o quarto lugar obtido por Zlatan Ibrahimovic, então a estrela máxima do PSG, na eleição de 2013.

É contra esse histórico desfavorável que Neymar terá de lutar para conquistar o tão sonhado prêmio. Sua aposta é que, distante da sombra de Messi, ele poderá brilhar como protagonista de um time e conquistar assim mais votos dos eleitores espalhados por todo o planeta.

Só que o Campeonato Francês não é o Espanhol, e o que ele fizer em campo na Ligue 1 não terá metade da repercussão dos gols de Messi e Cristiano Ronaldo por Barcelona e Real Madrid, respectivamente.

Resta a Liga dos Campeões da Europa. Um tiro único que Neymar precisa dar para mostrar que ignorar a história do prêmio de melhor do mundo não foi uma escolha equivocada.


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4 anos depois, onde estão os jogadores do Barça que fez 8 a 0 no Santos?
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Rafael Reis

Na próxima segunda-feira, a Chapecoense vai ao Camp Nou enfrentar o Barcelona pelo Troféu Joan Gamper, tradicional jogo amistoso organizado pelo clube catalão no início da temporada para apresentar seu novo elenco à torcida.

A última participação brasileira na competição festiva ainda é muito lembrada pelos santistas e, principalmente, pelos torcedores rivais.

Há exatos quatro anos, no dia 2 de agosto de 2013, o Santos foi goleado por 8 a 0 pelo Barcelona. O jogo serviu como parte do pagamento pela contratação de Neymar e foi a primeira e única vez que o astro brasileiro enfrentou seu antigo time.

Conheça abaixo o paradeiro atual dos 11 titulares do Barça naquela partida histórica e também dos reservas que foram a campo no segundo e balançaram as redes.

POR ONDE ANDA – BARCELONA 2013

Victor Valdés (35 anos) – O goleiro titular na maior parte da “era Messi” no Barcelona, conquistou três títulos da Liga dos Campeões e deixou o clube em 2014. Foi rebaixado com o Middlesbrough no Campeonato Inglês na última temporada e agora procura um clube para dar sequência à reta final de sua carreira.

Daniel Alves (34 anos) – Um dos nomes mais importantes da história recente do Barça, defendeu o clube catalão entre 2008 e 2016. Depois de uma temporada de destaque na Juventus, assinou com o Paris Saint-Germain, onde deve reencontrar Neymar, seu ex-companheiro na Catalunha e ainda parceiro na seleção brasileira.

Gerard Piqué (30 anos) – Cria das categorias de base do Barcelona, passou pelo Manchester United e retornou para casa em 2008. Um dos zagueiros mais respeitados do futebol mundial na atualidade, é um dos líderes do elenco atual e sonha se tornar presidente do clube depois da aposentadoria.

Javier Mascherano (33 anos) – Volante que foi transformado em zagueiro no Barcelona, o argentino continua firme na seleção, onde ainda costuma atuar como meio-campista, mas já perdeu o posto de titular absoluto do time espanhol.

Jordi Alba (28 anos) – Atual titular da lateral esquerda da seleção espanhola, terminou a última temporada em baixa no Barcelona e chegou a frequentar o banco de reservas. Com a contratação do técnico Ernesto Valverde, deve receber uma nova oportunidade na equipe.

Sergio Busquets (29 anos) – Filho de um ex-goleiro do Barcelona, é praticamente indiscutível no time titular desde que foi promovido ao time principal, em 2008, por Pep Guardiola. Além da qualidade técnica, ocupa posição de destaque no clube graças à liderança que possui sobre o elenco.

Xavi (37 anos) – Cérebro do Barcelona na “era Guardiola”, deixou a Catalunha há dois anos para jogar no Al-Sadd, no Qatar. Cotado para se tornar treinador do Barça no futuro, tem feito jornada dupla para se preparar para a nova carreira. Sempre que o Al-Sadd lhe dá uma folga, ele trabalha como auxiliar da seleção qatariana sub-23.

Andrés Iniesta (33 anos) – Um dos símbolos da melhor fase da história do Barcelona, o autor do gol do título mundial da Espanha em 2010 é hoje o capitão da equipe catalã. Já sofrendo com o declínio físico natural da idade, tem perdido desempenho e número de partidas em campo temporada após temporada. Não à toa, o Barça busca no mercado um substituto para Iniesta.

Pedro (30 anos) – Autor de um dos gols da vitória sobre o Santos, o ponta espanhol permaneceu no Barcelona até 2015, quando, cansado da reserva, acertou sua transferência para o Chelsea. Na última temporada, marcou nove vezes na campanha que deu o título inglês à equipe londrina.

Alexis Sánchez (28 anos) – O chileno jogou apenas uma temporada ao lado de Neymar no Barcelona antes de se mudar para o Arsenal e se tornar um dos principais atacantes da Premier League. Mas Alexis pode se reencontrar com o brasileiro nesta temporada, já que também faz parte da lista de compras do Paris Saint-Germain.

Lionel Messi (30 anos) – Autor do primeiro gol da histórica vitória sobre o Santos, o argentino dispensa apresentações e continua brilhando com a camisa do Barcelona até hoje. Mas, segue um resuminho de sua carreira: maior artilheiro da história do clube, tetra da Liga dos Campeões da Europa, eleito cinco vezes o melhor jogador do planeta e um dos principais ícones do futebol mundial no século 21.

Neymar (25 anos) – Responsável direto pela participação do Santos no Joan Gamper-2013, disputou apenas os 45 minutos finais da partida contra seu ex-time e não balançou as redes. Quatro anos depois, é protagonista da maior novela da atual janela de transferências para o futebol europeu: sua provável transferência para o PSG por 222 milhões de euros (R$ 822 milhões), maior quantia já paga por um jogador de futebol.

Cesc Fàbregas (30 anos) – Reserva de luxo do Barcelona de 2013, entrou no segundo tempo do amistoso e marcou dois gols contra o Santos. Especulado no Milan e também no futebol chinês durante os últimos meses, continua no Chelsea, clube pelo qual conquistou duas das três últimas edições da Premier League.

Adriano (32 anos) – Fez o penúltimo dos oito gols do Barça contra o Santos. O lateral ambidestro permaneceu na Catalunha até o ano passado, quando se transferiu para o Besiktas. Na Turquia, tem se revezado entre sua posição de origem e o posto de meio-campista aberto pela esquerda.

Jean Marie Dongou (22 anos) – O camaronês que fechou a goleada sobre o Santos é mais uma daquelas promessas que brilharam nas categorias de base e não conseguiram repetir o desempenho depois de se profissionalizarem. Na temporada passada, quando disputou a segunda divisão espanhola pelo Zaragoza, o atacante sofreu com problemas físicos e acabou não tendo seu contrato renovado. Agora, está desempregado.

Gerardo Martino (54 anos) – O conterrâneo de Messi durou apenas uma temporada no comando do Barcelona e não deixou saudades no Camp Nou. Após deixar o cargo, teve ainda uma passagem de pouco brilho pela seleção argentina antes de assinar com o Atlanta United, franquia que estreia na MLS (Major League Soccer) nesta temporada.


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