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5 destaques de times menores da Europa para seu clube contratar
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Rafael Reis

Tirar um jogador do Barcelona, do Real Madrid, do Manchester City ou do Liverpool é praticamente uma tarefa impossível para os clubes brasileiros devido à diferença financeira existente entre o futebol nacional e as maiores potências da modalidade no planeta.

Mas isso não significa que as equipes da terra pentacampeã mundial não possam se reforçar com jogadores que estão em alta na Europa. Só é preciso mudar um pouco o foco e olhar para as equipes menores do Velho Continente.

O “Blog do Rafael Reis” apresenta abaixo cinco jogadores nacionais que vivem grandes momentos do outro lado do Oceano Atlântico vestindo camisas menos tradicionais e que poderiam perfeitamente retornar ao país nesta nova temporada.

WILLIAN JOSÉ
Atacante
27 anos
Real Sociedad (ESP)

Crédito: Gabriel Bouys/AFP

O ex-centroavante de São Paulo, Santos e Grêmio construiu uma carreira sólida no futebol espanhol, onde atua desde 2014, e é hoje um dos mais valorizados atacantes de times pequenos do país. Pela Real Sociedad, está em sua terceira temporada e já marcou 38 vezes. Apesar do momento ruim do clube basco, continua fazendo seus golzinhos e segue em alta. Como possui contrato até 2024, seria uma contratação cara para qualquer clube brasileiro. Cara, mas que poderia facilmente se pagar caso Willian José mantenha fome de gols dos últimos anos.

DYEGO SOUZA
Atacante
29 anos
Braga (POR)

Crédito: Divulgação

Praticamente desconhecido no Brasil, de onde saiu aos 19 anos depois de passar pelas categorias de base do Palmeiras e jogar por Moto Clube e Operário-MT, o centroavante chegou até a atuar em Angola antes de se estabelecer em Portugal. Em sua segunda temporada pelo Braga, virou o artilheiro de um dos principais campeonatos nacionais da Europa, com 12 gols, dois a mais que o holandês Bas Dost, do Sporting.

ROGÉRIO
Lateral esquerdo
20 anos
Sassuolo (ITA)

Crédito: Divulgação

Outro brasileiro que saiu muito jovem do país, o lateral trocou a base do Internacional pelo futebol italiano quando tinha apenas 18 anos. Atualmente, está emprestado pela Juventus ao Sassuolo é um dos destaques da equipe no Calcio. Como dificilmente terá chances na equipe principal do clube mais poderoso da Itália, terá de escolher uma outra casa para dar o próximo passo em sua carreira. Talvez uma volta ao Brasil possa ajudá-lo a voos mais altos.

ARI
Atacante
33 anos
Krasnodar (RUS)

Crédito: Divulgação

No exterior desde 2006, quando deixou o Fortaleza, o atacante fez sucesso na Suécia (Kalmar), repetiu a dose na Holanda (AZ Alkmaar) e agora brilha na Rússia (passou por Spartak Moscou e Lokomotiv Moscou). Na atual temporada, já marcou oito vezes pelo Krasnodar e ganhou suas primeiras oportunidades pela seleção do país-sede da última Copa do Mundo. Como seu contrato termina em junho, já pode assinar com outra equipe para defender na próxima temporada.

DIEGO CARLOS
Zagueiro
25 anos
Nantes (FRA)

Crédito: Divulgação

Mais um caso de atleta que não teve muito destaque no Brasil, mas está construindo uma carreira consolidada na Europa. Ex-São Paulo, Paulista e Madureira, Diego Carlos é hoje titular absoluto do Nantes, 11º colocado no Campeonato Francês, chegou a usar a braçadeira de capitão do clube em alguns jogos desta temporada. O zagueiro, já foi especulado em clubes mais importantes da Ligue 1, como Olympique de Marselha e Monaco, mas por enquanto continua como um alvo viável para os grandes do futebol brasileiro.


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Alvo de racismo, cearense deve ser 1º negro da história da seleção russa
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Rafael Reis

Em 2012, Ari viu e ouviu torcedores do Dínamo Moscou imitando macacos na arquibancada para ofendê-lo e tentar intimidá-lo após ele marcar pelo Spartak em um dos clássicos da capital russa.

Seis anos depois, o atacante cearense de 32 anos pode se tornar nos próximos dias o primeiro jogador negro a atuar pela seleção principal da Rússia.

Após o corte por lesão do capitão Artem Dzyuba, o atacante do Krasnodar foi convocado pelo técnico Stanislav Cherchesov para o amistoso contra a Alemanha, na quinta-feira, e para o jogo contra a Suécia, válido pela Liga das Nações, no dia 20.

Caso Ari seja utilizado em alguma dessas partidas, ele colocará a Rússia no grupo de seleções europeias, todas de países de população majoritariamente branca, a utilizarem jogadores de origem negra.

As principais potências do Velho Continente já romperam há tempos esse tabu. A atual campeã, França, e Portugal, por exemplo, escalaram seus primeiros atletas de pele escura ainda na década de 1930.

No caso russo, a diferença é que o racismo ainda é parte recorrente da cultura do futebol local. Jogadores importantes que passaram por lá nos últimos anos, como Roberto Carlos e Hulk, foram alvos de comportamento discriminatórios.

Com Ari, não foi diferente. “Lembro que estava muito frio. Quando saiu o gol, eles começaram a fazer gesto de macaco e fizeram algumas bolinhas de neve e começaram a jogar na minha direção. Peguei rapidamente algumas bolas de neve e comemorei com meus companheiros. Já estava tão adaptado que sabia que isso era normal, não que eu concorde, mas eu nem liguei”, disse ao UOL Esporte, no meio do ano.

O atacante começou a carreira em seu estado natal, mas praticamente não jogou ao Brasil. Promovido ao time principal do Fortaleza em 2005, foi negociado com o Kalmar, da Suécia, no ano seguinte.

Ari também jogou por três temporadas na Holanda (AZ Alkmaar) antes de desembarcar na Rússia, país que mudou sua carreira. O cearense foi vice-campeão nacional com o Spartak, chegou à final da Copa da Rússia pelo Krasnodar e faturou a primeira divisão pelo Lokomotiv Moscou.

O atacante viveu a expectativa de ser lembrado para disputar a Copa do Mundo. Mas, como seu processo de naturalização atrasou, a primeira convocação só veio agora, quatro meses depois do encerramento da competição.

Além de Ari, outros dois brasileiros costumam integrar as convocações da Rússia. O goleiro Guilherme (ex-Atlético-PR e hoje no Lokomotiv Moscou) foi chamado para a Data Fifa de novembro e o lateral direito Mário Fernandes (ex-Grêmio e atualmente no CSKA Moscou), que disputou a Copa, ficou fora por lesão.

Mas, assim como todos os outros jogadores da história da seleção russa, nenhum dos dois é negro. Afinal, cabe ao atacante que foi alvo de racismo há seis anos fazer história na luta contra a intolerância.

1º JOGADOR NEGRO DA HISTÓRIA DAS SELEÇÕES EUROPEIAS:

ALEMANHA – Erwin Kostedde (22/12/1974, contra Malta)
BÉLGICA – Dimitri Mbuyu (04/02/1987, contra Portugal)
ESPANHA – Donato (16/11/1994, contra Dinamarca)
FRANÇA – Raoul Diagne (15/02/1931, contra Tchecoslováquia)
HOLANDA – Humphrey Mijnals (03/04/1960, contra Bulgária)
INGLATERRA – Viv Anderson (29/11/1978, contra Tchecoslováquia)
ITÁLIA – Fabio LIverani (25/04/2001, contra África do Sul)
PORTUGAL – Guilherme Espírito Santo (28/11/1937, contra Espanha)


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