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7 seleções que já escalaram jogadores brasileiros em Copas do Mundo
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Rafael Reis

O futebol brasileiro irá para a próxima Copa do Mundo com mais do que os 23 jogadores que forem convocados por Tite. Isso porque outras seleções certamente reforçarão seus elencos com atletas nascidos por aqui.

Alguns deles são bastante conhecidos, como o zagueiro Pepe (Portugal) e o lateral direito Mário Fernandes (Rússia). Outros, caso do zagueiro Thiago Cionek (Polônia), são praticamente desconhecidos em seu país de origem.

A naturalização de brasileiros está longe de ser uma novidade. Em 1934, a Itália conquistou a segunda edição da Copa com um paulistano em seu elenco, o ponta direita Filó, conhecido por lá como Guarisi.

Listamos abaixo sete seleções que já usaram jogadores brasileiros em Mundiais de futebol:

ESPANHA

A Fúria se aproveitou do talento brasileiro em duas das três últimas edições da Copa do Mundo. Em 2006, o volante Marcos Senna (ex-Corinthians) ganhou uma oportunidade do técnico Luis Aragonés. Oito anos depois, Diego Costa participou da vexatória campanha espanhola no Brasil. O centroavante, que vai trocar o Chelsea pelo Atlético de Madri em janeiro, ainda pode aparecer na convocação para a Rússia-2018. O meia Thiago Alcántara, que é filho de brasileiro, mas nasceu na Itália, é nome certo na lista.

PORTUGAL

Metrópole do Brasil entre 1500 e 1822, Portugal sofreu uma verdadeira “invasão brasileira” a partir de meados da década passada. Em 2006, os Tugas eram treinados por Luiz Felipe Scolari e tinham Deco no meio-campo. Quatro anos depois, Felipão já havia ido embora, mas o meia permaneceu no elenco e ganhou dois novos companheiros compatriotas: Pepe e o atacante Liédson. O beque (então no Real Madrid e hoje no Besiktas) foi o único que continuou (e continua) na equipe para a última Copa.

ALEMANHA

Antes de conquistar o tetracampeonato mundial em 2014, a seleção alemã passou mais de uma década apelando a brasileiros para tentar resolver seus problemas ofensivos. A dinastia começou com Paulo Rink (1998 a 2000), passou por Kevin Kuranyi (2003 a 2008) e terminou com Cacau (2009 a 2012), o único do trio que chegou a disputar uma Copa do Mundo, a de 2010.

ITÁLIA

A primeira seleção estrangeira a convocar brasileiros para uma Copa do Mundo (Filó, em 1934) é também o país que mais tem se aproveitado do pé de obra tupiniquim nos últimos anos. Desde 2007, sete atletas nascidos no Brasil foram convocados pela Azzurra. No entanto, só um deles, o volante Thiago Motta, atualmente no Paris Saint-Germain, chegou a disputar um Mundial –foi reserva em 2014.

JAPÃO

A conexão entre o futebol brasileiro e o Japão é tão forte que a seleção nipônica contou com jogadores brasileiros nas suas quatro primeiras participações em Copas do Mundo. O atacante Wagner Lopes jogou em 1998, o lateral esquerdo e meia Alex Santos atuou em 2002 e 2006 e o zagueiro decasségui (termo japonês que significa imigrante temporário e que é usado para definir os nipo-brasileiros que vivem no Japão) Túlio Tanaka atuou pela terra dos seus antepassados em 2010.

BÉLGICA

Muito antes do aparecimento da “ótima geração belga”, quem ajudava os “Diabos Vermelhos” a serem relevantes no cenário internacional era um maranhense de São Luís. O atacante Luís Oliveira, que deixou o Brasil ainda na adolescência para tentar a sorte nas categorias de base do Anderlecht e fez carreira na Itália, vestiu a camisa da Bélgica 31 vezes entre 1992 e 1999 e participou da Copa de 1998.

TUNÍSIA

Se você acha que naturalizar brasileiros é exclusividade das seleções europeias e do Japão, é bom dar uma olhada para a Tunísia. O time do norte da África, que irá voltas às Copas do Mundo em 2018, apelou para o futebol mais vitorioso do planeta em suas três últimas participações na competição. Em 1998 e 2002, quem defendeu a Tunísia foi o zagueiro Clayton, revelado pelo Moto Clube. Já em 2006, o reforço foi o atacante Francileudo dos Santos, outra cria do futebol maranhense.


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Drama argentino: saiba quando seleções campeãs mundiais não foram à Copa
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Rafael Reis

A Argentina vive um drama. Caso não derrote o Equador, fora de casa, na última rodada das eliminatórias sul-americanas, o time de Messi, Dybala e Mascherano corre risco de ficar fora da Copa-2018.

Mas mesmo que vença o confronto em Quito, a seleção bicampeã mundial só estará garantida na repescagem contra a Nova Zelândia. Para selar a vaga direta, é preciso que outros resultados aconteçam: que o Chile não bata o Brasil, que Peru e Colômbia empatem ou que os peruanos derrotem os colombianos por uma diferença de gols menor que o triunfo argentino.

Mas a situação que tira o sono do torcedor argentino não é inédita. Com exceção do Brasil, todas as outras seleções do planeta, mesmo as mais tradicionais e poderosas, já ficaram fora de alguma edição da Copa do Mundo.

Relembre abaixo quando foi a última vez que cada uma das equipes campeãs mundiais não participou da principal competição de futebol do planeta.

ALEMANHA
Títulos:
4 (1954, 1974, 1990 e 2014)
Participações:
18
Última ausência:
1950

Além do Brasil, a Alemanha é a única seleção do planeta que conquistou a classificação para a Copa do Mundo em todas as eliminatórias que participou. Suas duas únicas ausências na competição não foram em razão de fracassos dentro de campo. Em 1930, os germânicos simplesmente não quiseram cruzar o Oceano Atlântico para disputar a primeira edição do torneio, no Uruguai. Já em 1950, foram impedidos pela Fifa de se inscreverem nas eliminatórias devido à Segunda Guerra Mundial.

ITÁLIA
Títulos:
4 (1934, 1938, 1982 e 2006)
Participações:
18
Última ausência:
1958

Assim como a Alemanha, a Itália também só ficou fora de duas das 20 Copas do Mundo já disputadas. A Azzurra foi outra seleção que não quis ir à América do Sul para a edição inaugural do torneio. Já em 1958, a vaga foi perdida em campo. Os italianos, já bicampeões mundiais naquela época, foram superados pela Irlanda do Norte em um grupo de três times que classificava apenas um –Portugal foi o lanterna da chave.

ARGENTINA
Títulos:
2 (1978 e 1986)
Participações:
16
Última ausência:
1970

Dos quatro Mundiais que a Argentina não participou, apenas em um deles a vaga foi perdida nas eliminatórias. Em 1970, a futura seleção de Maradona e Messi fez uma campanha digna de pena. Os argentinos venceram apenas um dos quatro jogos que disputaram e terminaram na lanterna de um grupo que contava também com Peru (classificado para a Copa do México) e Bolívia.

URUGUAI
Títulos:
2 (1930 e 1950)
Participações:
12
Última ausência:
2006

Antes de chegar às semifinais da Copa-2010 e retomar pelo menos um pouco da sua tradição de sucesso no futebol internacional, o Uruguai vivia uma draga e ficou fora de três dos quatro Mundiais disputados entre 1994 e 2006. Nas eliminatórias para a Copa da Alemanha, seu último fracasso, a equipe dos Diegos Forlán e Lugano foi a quinta colocada da Conmebol e teve de disputar a repescagem. Mas, no confronto direto com a Austrália, campeã do qualificatório da Oceania, o Uruguai se deu mal e acabou derrotado nos pênaltis.

INGLATERRA
Títulos:
1 (1966)
Participações:
14
Última ausência:
1994

Semifinalista da Copa-1990, a Inglaterra conseguiu a proeza de não se classificar para o Mundial seguinte. O time, que contava com David Platt, Ian Wright, Paul Ince e Paul Gascoigne, ficou na terceira posição em uma chave que tinha Polônia, Turquia, Holanda, Noruega e San Marino. As duas vagas distribuídas pelo grupo foram para as mãos de noruegueses e holandeses.

FRANÇA
Títulos:
1 (1998)
Participações:
14
Última ausência:
1994

O fracasso francês nas eliminatórias para a Copa dos EUA é lembrado até hoje. O time de Éric Cantona, um dos grandes astros do Manchester United, chegou à reta final do qualificatório em situação bastante tranquila. Líder da chave, a França jogava em casa nas duas últimas rodadas e só precisava de dois pontos para selar a classificação. Só que aí começou seu pesadelo. Primeiro, perdeu de virada por 3 a 2 para Israel, lanterna de chave, com direito a gol sofrido no último minuto. A situação se repetiu contra a Bulgária: derrota de virada por 2 a 1. E o gol da eliminação saindo já nos acréscimos.

ESPANHA
Títulos:
1 (2010)
Participações:
14
Última ausência:
1974

Os espanhóis não foram para a Copa do Mundo de 1974 por um mero detalhe do regulamento das eliminatórias, que previa apenas o saldo de gols como critério para o desempate entre duas ou mais seleções. A Fúria terminou o Grupo 7 do qualificatório da Uefa empatado em pontos e saldo de gols com a Iugoslávia e, apesar de ter balançado as redes mais vezes que o rival, precisou disputar um jogo de desempate em campo neutro. No dia 13 de fevereiro de 1974, os espanhóis foram derrotados pelos iugoslavos por 1 a 0 e tiveram de ver o Mundial pela TV.


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Eliminatórias podem derrubar Brasil para 3º lugar de ranking da Fifa
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Rafael Reis

Já classificada para a Copa do Mundo-2018, a seleção brasileira fará sua volta a campo nesta quinta-feira, contra o Equador, em Porto Alegre, e na próxima terça, ante a Colômbia, em Barranquilla.

Amistosos de luxo? Que nada. Os confrontos da 15ª e da 16ª rodadas das eliminatórias sul-americanas para o Mundial da Rússia valem a manutenção do time de Tite na liderança do ranking da Fifa.

Atualmente, o Brasil ocupa a primeira colocação da classificação de seleções feita pela entidade que gerencia o futebol mundial. A equipe pentacampeã tem 1.604 pontos e é seguida por Alemanha (1.549) e Argentina (1.399).

Para continuarem no topo da lista na próxima edição do ranking, que será divulgado no dia 14 de setembro, Neymar e cia. precisam vencer suas duas partidas nesta Data Fifa. Caso cumpram esse objetivo, irão a 1.677 pontos e não poderão ser alcançados por nenhuma outra equipe.

No entanto, qualquer tropeço pode custar ao Brasil o posto de seleção número 1 do planeta. Se deixar de vencer algum compromisso, o time canarinho chegará no máximo a 1.601 pontos e correrá risco de ser ultrapassado pela Alemanha.

Isso porque, segundo o simulador disponibilizado pela Fifa, os atuais campeões mundiais alcançarão 1.606 pontos se vencerem seus dois próximos compromissos: contra República Tcheca, nesta sexta-feira, fora de casa, e Noruega, segunda, em Stuttgart.

O Brasil ainda corre risco de ser superado pela Argentina e cair para o terceiro lugar do ranking, mas só se não vencer nenhum dos seus jogos nesta Data Fifa.

Nessa situação, o time dirigido por Tite ficaria no máximo com 1.475 pontos e poderia ser deixado para trás pelos argentinos, que podem chegar a 1.482 pontos se baterem Uruguai, nesta quinta, como visitantes, e Venezuela, na terça, em casa.

Brasil, Alemanha e Argentina têm se revezado no pódio do ranking desde outubro do ano passado. Os três times chegaram a ocupar a liderança da lista em algum momento de 2017.

Criado em 1993, o ranking da Fifa não é uma classificação histórica das seleções, mas sim um compilado dos resultados dos últimos quatro anos –jogos disputados antes desse período têm a pontuação descartada.

A pontuação de cada time é uma média que leva em consideração o resultado, a importância da partida, o nível do adversário e de qual confederação ele é. Ou seja, partidas válidas pelas eliminatórias têm peso maior que simples amistosos. E enfrentar a Argentina rende bem mais pontos do que um confronto com Benin ou Andorra.

A expectativa é que, assim como aconteceu em 2014, o ranking da Fifa seja o critério de definição dos cabeças de chave para a Copa-2018. Por isso, é importante para qualquer seleção tentar ocupar uma das sete primeiras colocações da lista.

Caso esse critério seja mantido, Brasil, Alemanha, Argentina, Suíça, Polônia, Portugal e Chile, além da anfitriã, Rússia, encabeçariam as chaves no sorteio de grupos do próximo Mundial.


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Do México a asiáticos: quem pode se classificar para a Copa nesta Data Fifa
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Rafael Reis

Rússia, Brasil e Irã. Somente essas três seleções já estão garantidas na próxima edição da Copa do Mundo. Mas a situação está prestes a mudar radicalmente.

Até o dia 5 de setembro, o Mundial-2018 deve conhecer uma parte considerável das 32 equipes que irão disputar entre junho e julho o posto de melhor seleção do planeta.

As eliminatórias da Copa da Rússia estão se aproximando da reta final e terão rodadas decisivas nesta Data Fifa. Rodadas que revelarão vários dos companheiros de russos, brasileiros e iranianos.

Preparamos abaixo um guia completo mostrando as seleções que podem comemorar já nos próximos dias a classificação para o Mundial-2018.

CONMEBOL (AMÉRICA DO SUL)

A seleção mais perto da classificação é a Colômbia. Se derrotar Venezuela e Brasil, seus adversários das próximas semanas, a equipe de James Rodríguez terá uma possibilidade razoável de se garantir no Mundial já nesta Data Fifa. Uruguai e Chile também têm chances matemáticas de conquistar a vaga antecipadamente. No entanto, dependem de improváveis e complicadas combinações de resultados.

CONCACAF (AMÉRICAS DO NORTE E CENTRAL)

O México está a um passo da vaga. O time dirigido por Juan Carlos Osorio conseguirá a classificação com antecedência se somar quatro pontos ante Panamá e Costa Rica –pode selar a ida para a Rússia mesmo se perder uma das partidas. Costarriquenos e norte-americanos também podem sair da Data Fifa com o passaporte carimbado, mas as chances são consideravelmente menores.

UEFA (EUROPA)

Cinco dos nove líderes dos grupos das eliminatórias europeias podem selar a classificação em setembro: Suíça, Alemanha, Polônia, Inglaterra e Bélgica. Mas, na prática, poloneses, alemães e belgas são os que possuem chances mais altas de selarem a ida para a Rússia já nos próximos dias.

CAF (ÁFRICA)

A seleção com maior possibilidade de conseguir a vaga antecipada é a Nigéria, líder do Grupo B das eliminatórias africanas. Se vencer as duas partidas contra Camarões e nem Argélia nem Zâmbia ganharem os dois confrontos diretos entre as outras equipes da chave, o time medalhista de ouro em Atlanta-1996 estará na Copa. O Egito, primeiro colocado do Grupo E, tem uma situação semelhante e também já pode se classificar.

AFC (ÁSIA)

A Ásia conhecerá nesta Data Fifa suas três seleções que farão companhia ao Irã na Rússia-2018 e também os dois times que irão para a repescagem. Sete países ainda estão na briga por vaga direta para a Copa: Coreia do Sul, Uzbequistão, Síria, Japão, Arábia Saudita, Austrália e Emirados Árabes. Devido aos confrontos das últimas rodadas, Japoneses, uzbeques e sauditas têm um ligeiro favoritismo.

OFC (OCEANIA)

O continente menos expressivo no mundo do futebol não tem nenhuma vaga direta na Copa e classifica um time para disputar a repescagem. Nova Zelândia e Ilhas Salomão jogam nos dias 1º e 5 de setembro pelo direito de enfrentar o quinto colocado das eliminatórias da Conmebol e continuar sonhando com uma pouco provável classificação para o Mundial.


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Como obsessão de Löw salvou a Alemanha da “maldição dos campeões mundiais”
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Rafael Reis

França, Brasil, Itália e Espanha. Todas as seleções campeãs mundiais entre 1998 e 2010 padeceram do mesmo mal na hora de defenderem seus títulos: com elencos envelhecidos, cheio de medalhões intocáveis, fracassaram no Mundial seguinte à conquista.

É claro que a Alemanha, que decide neste domingo a Copa das Confederações contra o Chile, também pode ter um resultado desastroso na Rússia-2018. Mas, certamente, não pelos mesmos motivos.

A campeã da Copa-2014 está protegida da maior maldição que costuma atingir as seleções vencedoras de Mundiais: a de não conseguir trocar a safra vencedora por uma nova. E a culpa é toda de uma certa obsessão do seu treinador, Joachim Löw.

“Se eu tenho dois jogadores de qualidade técnica similar, vou sempre escolher o mais jovem, porque ele será mais útil no futuro”. É essa espécie de mantra que guia o trabalho do treinador, que está há 11 anos no comando do time germânico.

A obsessão de Löw pela renovação constante da seleção é facilmente provada. Em todas as grandes competições que disputou desde sua ascensão ao cargo, o treinador convocou pelo menos seis jogadores com até 23 anos.

Dos 23 campeões mundiais em 2014, pouco mais da metade (12) tem chances reais de participarem também do grupo que vai à Rússia no próximo ano. O restante se aposentou ou simplesmente sumiu das convocações do comandante alemão.

A filosofia do treinador faz todo sentido. Sua ideia é nunca ter em campo uma equipe muito velha, que não tenha pernas para competir contra rivais bem mais jovens e fortes fisicamente, e nem precisar recorrer a garotos pouco experimentados internacionalmente, que possam sentir o peso de uma partida importante.

Foi exatamente para dar bagagem a garotos que certamente lhe serão úteis no futuro (e também para dar descanso aos titulares antes da temporada do Mundial) que Löw optou por levar para a Copa das Confederações uma espécie de seleção B, formada na maioria por atletas que ainda buscam espeço na seleção.

E a estratégia deu muito certo. A Alemanha não apenas chegou à decisão do torneio pela primeira vez na história, como encontrou também algumas peças que certamente farão parte do seu elenco no próximo ano.

Uma delas é o meia Leon Goretzka, 22, do Schalke 04, que marcou duas vezes na semifinal contra o México. Outra é o atacante Timo Werner, 21, do RB Leipzig, com quem ele divide a artilharia da competição. E há ainda Benjamin Henrichs, Niklas Süle, Sebastian Rudy, Julian Brandt.

Uma coisa é certa: você não verá no próximo ano uma Alemanha envelhecida tentando defender seu título de campeã mundial. E a culpa é de Joachim Löw.


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Final da C. das Confederações pode tirar Brasil do topo do ranking da Fifa
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Rafael Reis

Líder do ranking da Fifa desde abril, o Brasil corre risco de ter vida curta no posto de seleção número um do planeta.

O fim da invencibilidade na “era Tite” e a ausência na principal competição da temporada, podem custar à equipe o primeiro lugar na lista organizada pela entidade.

Atual campeã mundial e terceira colocada na classificação da Fifa, a Alemanha deve ser a nova líder do ranking caso derrote o Chile, no tempo normal ou na prorrogação, neste domingo, e conquiste o título da Copa das Confederações.

Com o resultado, os germânicos saltarão dos atuais 1.511 pontos para cerca de 1.610 pontos e tendem a deixar para trás Brasil e Argentina, que hoje ocupam respectivamente os primeiro e segundo lugares na lista.

Agora, se conquistar o título na disputa de pênaltis ou acabar derrotado pelos chilenos, a seleção Joachim Löw não conseguirá ultrapassar o Brasil e será máximo a vice-líder na próxima edição do ranking, na próxima edição do ranking, prevista para ser divulgada na quinta-feira (6).

Apesar de ter vencido a última Copa do Mundo e de estar mantendo uma sequência razoável de resultados desde então, a Alemanha não lidera a classificação de seleções desde junho de 2015.

O salto dos alemães para o topo do ranking só será possível porque, de acordo com o simulador disponibilizado pela Fifa em seu site oficial, a pontuação do Brasil cairá de 1.715 para 1.603 pontos na lista de julho.

A queda está ligada principalmente a três fatores: o primeiro tropeço da seleção desde a troca de Dunga por Tite, a não participação na Copa das Confederações, torneio oficial que oferece a seus participantes a possibilidade de somar muitos pontos, e a própria dinâmica do ranking, que vai descartando ou diminuindo a pontuação de partidas mais antigas.

Em junho, o Brasil disputou dois amistosos. Primeiro, perdeu para a Argentina por 1 a 0 e viu o fim da sequência de nove vitórias consecutivas desde a contratação do técnico Tite. Depois, goleou a Austrália por 4 a 0.

Atual tricampeã da Copa das Confederações, a seleção não disputa a competição neste ano porque não é o país-sede da próxima Copa do Mundo e nem campeã mundial e ou da Copa América.


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Novato da seleção alemã já foi suspenso por comentário machista
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Rafael Reis

Uma das novidades da Alemanha para a disputa da Copa das Confederações, o meia Kerem Demirbay, 23, destaque do Hoffenheim na última temporada, tem no currículo uma suspensão do futebol por machismo.

Em novembro de 2015, quando defendia o Fortuna Düsseldorf, da segunda divisão alemã, o jogador ficou afastado durante três partidas devido a um comentário sexista contra a árbitra Bibiana Steinhaus.

Após ser expulso pelo segundo cartão amarelo na partida contra o FSV Frankfurt, Demirbay deixou o campo gesticulando e reclamando da decisão da juíza. Uma das frases ditas por ele na ocasião foi: “As mulheres não deveriam ter espaço no futebol masculino”.

O comentário, flagrado por câmaras de TV e lançado pela árbitra na súmula da partida, repercutiu demais na imprensa alemã e nas redes sociais. Como punição, o Fortuna o escalou para apitar uma partida de um time feminino das categorias de base do clube.

Apesar de ter se desculpado publicamente pelo comentário e de ter afirmado que agiu de “forma excessiva” à expulsão, o meia acabou recebendo uma sanção pesada: cinco jogos de suspensão –a pena foi reduzida para três partidas depois da apelação do seu time na época.

O meia do Hoffenheim e Bibiana devem se reencontrar na próxima temporada do Campeonato Alemão. Em maio, a Bundesliga anunciou que a juíza será promovida de divisão e se transformará na primeira mulher a trabalhar como árbitra principal na elite do futebol germânico.

Descendente de imigrantes turcos, Demirbay começou a carreira no Schalke 04 e se profissionalizou pelo Borussia Dortmund, em 2012. Após passagens por Hamburgo, Kaiserslautern e Fortuna Düsseldorf, o jogador foi contratado na última temporada pelo Hoffenheim.

Com a camisa do novo clube, o meia, enfim, estourou. Foram seis gols e dez assistências na campanha que fez do Hoffenheim o quarto colocado do Campeonato Alemão.

O bom futebol não passou despercebido pelo técnico Joachim Löw, que o convocou para a disputa da Copa das Confederações. Até então, Demirbay defendia as seleções de base da Turquia –jogou nos times sub-19, sub-20 e sub-21.

O jogador estreou na equipe campeã mundial no amistoso contra a Dinamarca, no último dia 6.

O meia é uma das várias caras novas da “seleção do futuro”, nome pelo qual o treinador alemão tem chamado a equipe que optou por levar para a disputa da competição na Rússia –os nomes mais consagrados, como Neuer, Kroos, Boateng, Hummels, Khedira, Özil e Thomas Müller, ganharam descanso e foram deixados de fora da convocação.

Atual campeã mundial, a Alemanha está no Grupo B da Copa das Confederações e enfrenta Camarões, Chile e Austrália na primeira fase.


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Por onde andam os jogadores da Alemanha que foi tri mundial na Copa-1990?
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Rafael Reis

Em 2014, a Alemanha faturou o quarto título de Copa do Mundo de sua história. O enredo da conquista ainda está bem presente na nossa memória: goleada por 7 a 1 sobre o anfitrião Brasil na semifinal e um magro 1 a 0, gol de Götze, na prorrogação, sobre a Argentina na decisão.

Mas para poder ser tetracampeã mundial, a seleção alvinegra antes teve de se sagrar tri. E isso aconteceu em 1990.

Vinte e sete anos atrás, a Alemanha, comandada por Franz Beckenbauer e liderada em campo por Lothar Matthäus, venceu aquela que é considerada até hoje a mais chata e entediante de todas as edições da Copa do Mundo.

Curiosamente, a adversária na final também foi a Argentina. E o placar foi o mesmo: 1 a 0.

Saiba abaixo quais os paradeiros dos jogadores que deram ao futebol alemão o seu terceiro título mundial.

POR ONDE ANDA – ALEMANHA (1990)

Bodo Illgner (50 anos) – Defendeu apenas dois clubes em toda a carreira, o Colônia e o Real Madrid, onde chegou em 1996 e permaneceu até a aposentadoria, cinco anos mais tarde. Comentarista da Sky holandesa e da espanhola beIN Sports, costuma usar as redes sociais para falar de futebol e também para declarar seu amor à esposa, Bianca.

Thomas Berthold (52 anos) – Lateral direito da equipe tricampeã mundial, o ex-jogador de Bayern de Munique, Roma e Stuttgart tem lugar cativo na TV alemã. Berthold trabalha como apresentador e comentarista para dois canais e participou de uma cobertura quadrlíngue na Euro feminina de 2013.

Guido Buchwald (56 anos) – O zagueiro que anulou Maradona na decisão da Copa esboçou uma carreira como treinador e até foi campeão japonês do Urawa Reds (atualmente Urawa Red Diamonds). Entre 2013 e 2013, foi dirigente do Stuttgart Kickers, clube que o revelou para o futebol alemão. Há dois anos, ocupa vaga de olheiro na comissão técnica do Stuttgart.

Klaus Augenthaler (59 anos) – Líbero com mais de 400 partidas pelo Bayern de Munique, único clube que defendeu durante toda a carreira, deixou o futebol profissional um ano depois do título mundial. Augenthaler trabalhou durante cinco anos na comissão técnica do Bayern antes de se lançar na carreira de treinador. O ex-defensor passou por Nuremberg, Bayer Leverkusen e Wolfsburg. Na última temporada, dirigiu o Donaustauf, de uma liga amadora da Baviera.

Jürgen Kohler (51 anos) – Mais um campeão mundial de 1990 que tem se revezado entre os bancos de reservas e a administração de clubes de futebol. Kohler dirigiu o Duisburg e a seleção alemã sub-21. Também foi diretor esportivo do Bayer Leverkusen e de equipes pequenas do país. Desde o ano passado, é o treinador do Vfl Alfter, que disputa a quinta divisão da Alemanha.

Andreas Brehme (56 anos) – Autor do gol de pênalti que deu o título à Alemanha, o ex-lateral esquerdo famoso por ser ambidestro pelo ótimo aproveitamento nas bolas paradas chegou a dirigir o Kaiserslautern e a trabalhar no Stuttgart depois da aposentadoria, mas se atolou em dívidas e vive em dificuldades financeiras. Em 2014, chegou a receber uma oferta para trabalhar na limpeza de banheiros da empresa de um amigo para conseguir quitar os débitos.

Lothar Matthäus (56 anos) – Líder e cérebro da Alemanha na conquista do tricampeonato mundial, foi técnico de poucos resultados expressivos entre 2001 e 2011 e, desde então, tem trabalhado como comentarista esportivo ao redor do planeta –participou inclusive da cobertura da Copa-2014 pela SporTV.  Ainda como treinador, teve uma passagem de dois meses pelo Atlético-PR em 2006.

Thomas Hässler (51 anos) – Veterano de três Copas do Mundo (1990, 1994 e 1998) e escolhido para a seleção da Euro-1992, o ex-meia entrou no mundo da música e fundou, ainda em 1996, uma gravadora. Hässler também trabalhou como auxiliar técnico na Nigéria, no Irã e no Colônia. No ano passado, assinou contrato de duas temporadas para treinar o Club Italia, que atua nas divisões inferiores do futebol germânico.

Pierre Littbarski (57 anos) – Famosos pelos dribles, uma habilidade rara entre os jogadores alemães, Littbarski foi treinador no Japão, na Austrália, no Irã e até em Liechtestein. Desde 2010, trabalha no Wolfsburg. Já foi assistente, técnico interino e hoje comanda o setor de olheiros do clube da Volkswagen.

Rudi Völler (57 anos) – Homem-gol da seleção alemã durante mais de uma década, participou das Copas do Mundo de 1986, 1990 e 1994. Como treinador, dirigiu a Roma, o Bayer Leverkusen e levou a Alemanha ao vice-campeonato mundial em 2002. Aposentado do banco de reservas, é há 12 anos o diretor esportivo do Leverkusen, clube onde é ídolo.

Jürgen Klinsmann (52 anos) – Um dos principais nomes do futebol alemão nos anos 1990, é lembrado pelas gerações mais novas pelos cinco anos em que esteve à frente da seleção dos Estados Unidos (entre 2011 e 2016). Mas Klinsmann também dirigiu a Alemanha (2004 a 2006) e o Bayern de Munique (2008 a 2009). Seu filho Jonathan acabou de disputar o Mundial sub-20 como goleiro da seleção norte-americana.

Stefan Reuter (50 anos) – Único reserva utilizado na decisão, o ex-lateral direito substituiu Berhold no segundo tempo da decisão contra a Argentina. Reuter já trabalhou nas comissões técnicas de Borussia Dortmund e 1860 Munique. Desde 2013, é diretor de futebol do Augbsurg, 13º colocado na última Bundesliga.

Franz Beckenbauer (71 anos) – Maior nome da história da futebol alemão, conquistou uma Copa do Mundo como jogador (1974) e outra como técnico (1990). Beckenbauer também chefiou o comitê organizador da Copa do Mundo-2006 e fez parte do comitê executivo da Fifa. Seu nome, no entanto, caiu em desgraça nos últimos anos devido a denúncias de corrupção, lavagem de dinheiro e suposta venda de voto para a escolha do Qatar como sede do Mundial-2022.


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A seleção brasileira já é a melhor do planeta?
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Rafael Reis

Nove vitórias consecutivas, passeios contra Uruguai e Argentina, os mais tradicionais adversários no futebol sul-americano, classificação para a Copa do Mundo e o retorno à liderança do ranking da Fifa.

Em nove meses de trabalho, Tite revolucionou a seleção. Resgatou uma equipe com cara de decadente, que era praticamente uma unanimidade na arte de desagradar o torcedor nos tempos de Dunga, e fez dela novamente um xodó do povo brasileiro.

O futebol convincente apresentado por Neymar e cia. nas eliminatórias e a primeira colocação no ranking mundial são suficientes para levantarmos uma delicada questão: o Brasil já é a melhor seleção do planeta?

A pergunta não é tão simples de se responder porque todos os adversários da era Tite foram sul-americanos. O time pentacampeão mundial deu show contra seus vizinhos, inclusive ante a Argentina, de Messi.

Mas falta saber como ele irá se comportar ante outras escolas de futebol. E não, o amistoso contra os alemães, em março do ano que vem, não será suficiente para tirarmos a prova.

O que dá para dizer por enquanto é que nenhuma seleção do mundo tem jogado em tão alto nível e tomado tão pouco conhecimento de adversários quanto a brasileira. Nem mesmo a Alemanha e a Suíça, equipes com 100% de aproveitamento nas eliminatórias, conseguem seus resultados com a mesma naturalidade dos comandados de Tite.

Por esse ponto de vista, dá para dizer que o Brasil ESTÁ a melhor seleção do mundo. Mas, como vimos nas últimas três edições da Copa das Confederações, isso pode acabar não significando nada.

O que vai determinar se os livros de história tratarão a gestão de Tite como sucesso ou fracasso é o que vai acontecer dentro e um ano e três meses, na Copa da Rússia. E há pelo menos duas fortes candidatas a ESTAREM a melhor seleção do mundo em junho/julho de 2018.

Uma delas é a atual campeã mundial. A Alemanha tem conseguido escapar da tentação de eternizar a geração vencedora que prejudica quase todos os vencedores da Copa (vide Espanha-2014, Brasil-2006 e França-2002) e faz um belo trabalho de renovação constante do seu elenco.

E é justamente essa característica de Joachim Löw que torna tão difícil analisar o real nível da seleção germânica. Afinal, é muito raro o treinador escalar sua força máxima em uma partida. Mesmo assim, os algozes do 7 a 1 estão invictos há oito partidas.

A outra candidata a melhor seleção do mundo é a França. Aquela mesma França que perdeu para Portugal e não conseguiu ser campeã europeia em casa no meio do ano passado? Sim, ela mesma.

A questão é o que os franceses possuem o maior arsenal de jovens talentosos do futebol mundial na atualidade. Mbappé, Dembélé, Lemar, Rabiot, Martial, Coman, Tolisso, Kimpembe, Mendy, Sidibé, Varane e Pogba têm no máximo 24 anos. O sucesso ou fracasso dos Bleus em 2018 vai passar por quão acentuada será a curva de evolução do futebol dessa garotada no próximo ano.


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5 seleções que estão próximas da classificação para a Copa do Mundo-2018
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Rafael Reis

A um ano e três meses do início da próxima Copa do Mundo e com as eliminatórias correndo a todo vapor em todos os cantos do mundo, já há seleções que estão prestes a comemorar a classificação para a Rússia-2018.

Listamos abaixo os cinco países com a vaga mais encaminhada, aqueles que devem carimbar já nos próximos meses mais uma participação no Mundial.

Vale lembrar que apenas uma das 32 vagas para a Copa já tem dono. Por ser anfitriã, a Rússia é a única seleção já confirmada na competição.

O próximo Mundial será disputado entre os dias 14 de junho e 15 de julho de 2018. A decisão será jogada no estádio Luzhiniki, em Moscou.

BRASIL

A seleção de Tite lidera as eliminatórias sul-americanas, com 27 pontos e tem oito de vantagem para a Argentina, quinta colocada e o primeiro time fora da zona de classificação direta para a Copa. Desde que o qualificatório da Conmebol começou a ter esse formato, todas as equipes que chegaram a 28 pontos conquistaram a vaga sem terem de passar pela repescagem. Joga nesta quinta-feira contra o Uruguai em busca do ponto que falta para atingir a conta mágica.

Apesar disso, matematicamente, a vaga só poderá ser garantida se os brasileiros vencerem o duelo contra os uruguaios e o jogo contra o Paraguai, no próximo dia 28, e ainda contarem com uma combinação de resultados, como tropeços de Colômbia e Argentina nos seus respectivos confrontos.

NIGÉRIA

É a seleção mais bem posicionada das eliminatórias africanas. Como foi a única equipe a vencer nas duas primeiras rodadas do Grupo B da fase final do qualificatório, já abriu quatro pontos de vantagem para Camarões, a segunda colocada da chave. Se vencer o confronto com o atual campeão continental, em casa, em agosto, a diferença para os outros rivais da chave pode aumentar para até sete pontos. E isso faltando só três rodadas…

URUGUAI

Adversário do Brasil nesta quinta, o vice-líder das eliminatórias da Conmebol também pode atingir os 28 pontos que dão a classificação moral, ainda que não matemática, na atual rodada dupla das Eliminatórias. Atualmente, os uruguaios têm 23 pontos. Além da seleção de Neymar, os uruguaios enfrentam neste mês o Peru. A partida será disputada na próxima terça, em Lima.

ALEMANHA

A atual campeã mundial é outra que dificilmente ficará fora da próxima Copa. Time de melhor campanha das eliminatórias europeias, venceu os quatro jogos que disputou, marcou 16 gols e não sofreu nenhum. Enfrenta o Azerbaijão, fora de casa, neste domingo, em uma partida de pouco risco. Deve ir para o segundo turno com pelo menos cinco pontos de vantagem para os principais oponentes do seu grupo.

IRÃ

Foi a seleção que mais pontuou no primeiro turno da fase final das eliminatórias asiáticas. Com três vitórias e dois empates, somou 11 pontos e tem dois de vantagem para o Uzbequistão, terceiro colocado do Grupo 3, que disputaria a repescagem. Duas vitórias e um empate nos últimos cinco jogos devem ser suficientes para assegurar sua classificação.


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