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Adversária do Brasil, Alemanha só teve 10 técnicos em toda sua história
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Rafael Reis

Tite ainda não completou nem dois anos à frente do Brasil e vai para a primeira Copa do Mundo de sua carreira. Já Loachim Löw comanda a Alemanha desde 2006 e disputará seu terceiro Mundial no comando do time germânico.

A diferença nos tempos de trabalho dos treinadores das seleções que ocupam as duas primeiras posições no ranking da Fifa e que se enfrentam em amistoso nesta terça-feira, em Berlim, não é fruto do acaso.

Ela reflete um conflito claro na forma de pensar futebol dos dirigentes brasileiros e alemães: a importância da continuidade.

Enquanto a seleção brasileira já teve oito técnicos diferentes só nos últimos 20 anos (Zagallo, Vanderlei Luxemburgo, Emerson Leão, Luiz Felipe Scolari, Carlos Alberto Parreira, Dunga, Mano Menezes e Tite), a alemã foi comandada por apenas dez homens diferentes em toda sua história.

Contratado em 2004 para trabalhar como assistente de Jürgen Klinsmann e promovido ao cargo de treinador dois anos mais tarde, logo depois do terceiro lugar na Copa-2006, Löw já é um dos mais longevos deles.

Há 12 anos na função, o atual treinador da Alemanha já soma 158 partidas dirigindo a seleção tetracampeã mundial, com direito a um título de Copa do Mundo (2014), um troféu de Copa das Confederações (2017) e um vice da Euro (2012).

Em número de jogos, Löw só está atrás de Sepp Herberger, o técnico do primeiro título mundial da Alemanha, conquistado em 1954, que dirigiu a equipe 167 vezes durante inacreditáveis 28 anos –se bem que a seleção ficou inativa durante oito anos devido à Segunda Guerra Mundial.

Já em tempo no cargo, perde também para Helmut Schön, o comandante do bi (1974), que sucedeu Herberger e permaneceu no comando do time durante 14 anos ininterruptos.

Löw ainda tem mais dois anos de contrato, pode superar a quantidade de partidas de Herberger e igualar o tempo de casa de Schön.

Mas, apesar de seu vínculo só terminar depois da próxima Eurocopa, em 2020, não é certo que ele permanecerá no cargo depois da Copa do Mundo-2018.

Seu sucesso à frente da Alemanha o transformou em um dos nomes mais visados do mercado internacional de treinadores. Bayern de Munique, Arsenal, PSG e Real Madrid tiveram recentemente seus nomes vinculados ao de Löw, o longevo técnico de uma Alemanha que adora a continuidade.

TODOS OS TÉCNICOS DA SELEÇÃO ALEMÃ*

Comitê de Gestão (entre 1908 e 1936): 58 partidas
Otto Nerz (entre 1926 e 1936): 70 partidas
Sepp Herberger (entre 1936 e 1964): 167 partidas
Helmut Schön (entre 1964 e 1978): 139 partidas
Jupp Derwall (entre 1978 e 1984): 67 partidas
Franz Beckenbauer (entre 1984 e 1990): 66 partidas
Berti Vogts (entre 1990 e 1998): 102 partidas
Erich Ribbeck (entre 1998 e 2000): 24 partidas
Rudi Völler (entre 2000 e 2004): 53 partidas
Jürgen Klinsmann (entre 2004 e 2006): 34 partidas
Joachim Löw (desde 2006): 158 partidas

*inclui Alemanha Ocidental e unificada

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Sucessor de Klose vale R$ 326 milhões e faz um gol a cada 113 minutos
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Rafael Reis

Quatro anos atrás, quando Miroslav Klose se tornou o maior artilheiro da história das Copas do Mundo e ajudou a Alemanha a conquistar seu quarto título na competição, Timo Werner marcava seus primeiros gols como profissional.

Hoje, com o antigo camisa 11 aposentado, o atacante do RB Leipzig não apenas assumiu o número do velho ídolo, como também o sucedeu no posto de principal referência ofensiva da seleção germânica, adversária do Brasil nesta terça-feira, às 15h45 (de Brasília), em Berlim.

Assim como Klose, autor de 71 gols (16 em Mundiais) ao longo de 137 partidas pela Alemanha, Werner também tem números respeitáveis vestindo o tradicional uniforme alvinegro.

O garoto de 22 anos meteu sete bolas nas redes em 791 minutos de futebol pela seleção. Ou seja, ele marca em média um gol a cada 113 minutos em campo.

Apesar de ter estreado pelo time principal da Alemanha há apenas um ano, Werner já acumula o título e o prêmio de artilheiro da Copa das Confederações-2017 pelo time dirigido por Joachim Löw.

O faro de gols apurado, o sucesso instantâneo na seleção e o perfil de atacante moderno, com mais mobilidade e capacidade de adaptação a diferentes esquemas táticos, fazem com que o jogador do Leipzig leve vantagem sobre os “tanques” Mario Gómez (Stuttgart) e Sandro Wagner (Bayern de Munique) na disputa pelo posto de titular na Copa-2018.

Mas a boa fase de Werner não chama a atenção apenas de Löw. Olheiros de alguns dos principais clubes do mundo também estão com a mira voltada para o centroavante da seleção alemã.

Nos últimos meses, o atacante teve seu nome ligado a possíveis transferências para Manchester United, Liverpool e Bayern de Munique. O valor de um eventual negócio deve chegar na casa dos 80 milhões de euros (R$ 326 milhões).

Werner iniciou a carreira nas categorias de base do Stuttgart e detém o recorde de jogador mais jovem da história do clube a disputar uma partida como profissional: 17 anos e 148 dias.

Em 2016, aos 20 anos, ele se transferiu para o RB Leipzig por 10 milhões de euros (R$ 40,8 milhões). Foi pelo clube da Red Bull que ele alcançou o estrelato, tornou-se um dos atacantes mais temidos do Campeonato Alemão e virou o sucessor natural de Klose na seleção.

Na atual temporada, Werner soma 18 gols em 37 partidas. Nenhum jogador alemão que atua por times de primeira divisão balançou as redes tanto quanto ele.


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Fim de ciclo? Clubes gigantes da Europa querem tirar Löw da seleção alemã
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Rafael Reis

Adversário do Brasil no amistoso da próxima terça-feira, em Berlim, o técnico Joachim Löw, 58, pode estar no último dos seus 12 anos no comando da seleção alemã.

Apesar de ter contrato até a Eurocopa-2020, o treinador que levou a equipe germânica à conquista do tetracampeonato mundial, quatro anos atrás, está na mira de alguns dos mais importantes e poderosos clubes do planeta para a próxima temporada.

O interesse mais sólido é do Arsenal. O time londrino ainda não decidiu se Arsène Wenger continuará no cargo depois da Copa-2018. Mas, caso opte por mudar o comando de sua comissão técnica, um dos nomes favoritos para ocupar o cargo é Löw.

De acordo com vários jornais europeus, o clube inglês não é o único que pensa no técnico alemão para o futuro. Bayern de Munique, Paris Saint-Germain e Real Madrid também cogitam essa possibilidade.

Bayern e PSG provavelmente terão novos treinadores na próxima temporada. Já no Real, uma possível saída de Zidane vai depender da performance do time na reta final da Liga dos Campeões da Europa.

Ex-comandante de Stuttgart, Fenerbahce e Áustria Viena, entre outros, Löw está afastado do futebol de clubes desde que foi contratado pela DFB (Federação Alemã de Futebol), em 2004, para trabalhar como assistente técnico de Jürgen Klinsmann na seleção.

Logo depois da Copa-2006, ele foi promovido e substituiu o ex-atacante como treinador.

Löw já dirigiu a Alemanha em 159 partidas e está a oito jogos de igualar o recorde de Sepp Herberger, que ficou à frente da equipe entre 1950 e 1964.

Ao longo dos últimos 12 anos, os germânicos conquistaram os títulos da Copa do Mundo-2014 e da Copa das Confederações-2017. Além disso, foram vice-campeões europeus em 2008, terminaram o Mundial de 2010 na terceira colocação e ocupam a liderança do ranking da Fifa.

Em todas as seis competições oficiais disputadas durante a “era Löw”, a Alemanha chegou pelo menos às semifinais.

Os atuais campeões mundiais estreiam na Copa-2018 contra o México, em Moscou, no dia 17 de junho. Suécia e Coreia do Sul são seus outros adversários no Grupo F.


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Alemanha pode ter até 12 remanescentes do 7 a 1 na Copa-18; Brasil, só sete
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Rafael Reis

O técnico Tite anuncia nesta segunda-feira os jogadores convocados para os dois últimos amistosos da seleção brasileira antes da divulgação da lista de quem vai para a Copa do Mundo.

No dia 23, a equipe pentacampeã mundial joga contra a Rússia, em Moscou, no palco que abrigará a final da Copa-2018. Quatro dias depois, é a vez do aguardado reencontro com a Alemanha, em Berlim.

O amistoso do dia 27 será a primeira partida entre as duas seleções desde a histórica goleada por 7 a 1 aplicada pelos germânicos sobre os brasileiros na semifinal do último Mundial, no Mineirão, em 2014.

Mas será que as seleções de Alemanha e Brasil mudaram muito nos últimos quatro anos? Ou o grupo de jogadores que irá para a próxima Copa é basicamente o mesmo que participou de um jogos mais impressionantes do futebol mundial neste século?

São essas perguntas que vamos responder logo abaixo:

ALEMANHA

Dos 23 jogadores que ajudaram a Alemanha a meter 7 a 1 no Brasil e também a conquistar o tetracampeonato mundial, quatro anos atrás, dois já abandonaram o futebol profissional: Philipp Lahm e Miroslav Klose. Além deles, o zagueiro Per Mertesacker, o meia Bastian Schweinsteiger e o atacante Lukas Podolski decidiram se aposentar da seleção. A tendência é que Joachim Löw leve para a Rússia-2018 pelo menos nove remanescentes da última Copa. Mas o número pode aumentar para até 12 se o treinador decidir que deve optar pela experiência na hora de montar sua lista final.

Devem ir para a Copa-2018: Manuel Neuer, Mats Hummels, Sami Khedira, Mesut Özil, Thomas Müller, Julian Draxler, Toni Kroos, Jérôme Boateng e Shkodran Mustafi
Podem ir para a Copa-2018:
Matthias Ginter, André Schürrle, Mario Götze,
Não vão para a Copa-2018:
Kevin Grosskreutz, Benedikt Höwedes, Bastian Schweinsteiger, Lukas Podolski, Miroslav Klose, Ron-Robert Zieler, Erik Durm, Philipp Lahm, Per Mertesacker, Roman Weidenfeller e Christoph Kramer

BRASIL

A reformulação vivida pela seleção brasileiras nos últimos quatro anos foi muito maior que a da Alemanha. Dos 15 jogadores que Tite já anunciou que só não vão ao Mundial se sofrerem algum problema físico grave, sete estiveram na última Copa. E serão eles os únicos remanescentes do Brasil-2014 na Rússia-2018. Todos os outros nomes que estiveram no 7 a 1 têm chances nulas (ou quase nulas) de serem lembrados pelo ex-comandante do Corinthians. Alguns deles até tiveram algumas oportunidades nesse ciclo, como David Luiz, Oscar e Ramires, mas decepcionaram e acabaram não se firmando na seleção. Agora, verão a Copa pela TV.

Devem ir para a Copa-2018: Daniel Alves, Thiago Silva, Fernandinho, Marcelo, Paulinho, Neymar e Willian
Não vão para a Copa-2018:
Jefferson, David Luiz, Hulk, Fred, Oscar, Júlio César, Dante, Maxwell, Henrique, Ramires, Luiz Gustavo, Hernanes, Bernard, Jô, Victor e Maicon


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5 curiosidades sobre Sané, o garoto do City que é a aposta alemã na Copa
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Rafael Reis

Em 2016, o Manchester City aceitou pagar 50 milhões de euros (quase R$ 200 milhões) para ter um garoto alemão de 20 anos que ainda não havia completado nem 70 partidas como profissional.

Dois anos depois, esse valor até parece uma pechincha.

Leroy Sané não é apenas titular absoluto do líder do Campeonato Inglês e quadrifinalista da Liga dos Campeões da Europa. O camisa 19 é também o jogador de confiança de Pep Guardiola para quebrar as defesas adversárias com dribles e jogadas individuais pelos lados do campo.

O meia-atacante revelado nas categorias de base do Schalke 04 já soma 12 gols e distribuiu 15 assistências nesta temporada. Além disso, foi protagonista em alguns jogos importantes do City, como a vitória por 3 a 0 sobre o Arsenal, há uma semana.

O bom momento deve fazer de Sané titular da Alemanha no amistoso contra o Brasil, no dia 27 de março, e também na defesa do título mundial na Copa. É bem possível que ele seja o mais titular mais jovem da seleção germânica na Rússia-2018.

Conheça abaixo cinco curiosidades sobre o prodígio do City que vai liderar a nova geração alemã na busca pelo pentacampeonato mundial.

DNA DE ATLETA
Se não fosse jogador, Leroy Sané provavelmente seria atleta de alguma outra modalidade. Afinal, o esporte faz parte do seu essencial. O garoto do Manchester City é filho de uma ginasta alemã medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos-1984, Regina Weber, com o ex-atacante da seleção senegalesa de futebol Souleyman Sané, que defendeu o Freiburg e o Nuremberg.

SERVIÇO MILITAR
Os pais de Sané só se conheceram e deram origem ao menino que hoje encanta Pep Guardiola porque Souleyman foi convocado pelo exército francês quando tinha 21 anos. Como estava de férias quando recebeu a notificação, ele não conseguiu fazer uma solicitação oficial para servir perto de casa. Por isso, acabou sendo mandado para a fronteira com a Alemanha, onde encontrou Regina e constituiu família.

BANANA PARA O RACISMO
Lembram de quando Daniel Alves pegou uma banana jogada em campo como ofensa racial, tratou de descascá-la e depois a comeu? Bem, o gesto do lateral direito brasileiro não foi inédito. Ainda nos anos 1980, quando jogadores negros atuando na primeira divisão da Alemanha era uma raridade, o pai de Sané fez o mesmo durante uma partida do Nuremberg.

LEROY?
Sané tem um nome pouco comum para um alemão. Seus pais decidiram batizá-lo como Leroy em homenagem um técnico de futebol, o francês Claude le Roy, que dirigiu Senegal e o pai do craque do City na Copa Africana de Nações de 1992. O hoje veterano treinador de 70 anos trabalhou com Camarões na Copa do Mundo de 1998 e atualmente comanda a seleção de Togo.

ESTREIA DE TERROR
O garoto prodígio do City estreou pela seleção principal da Alemanha na derrota por 2 a 0 contra a França, no dia 13 de novembro de 2015, mesma data em que a capital francesa foi alvo de atentados terroristas que mataram mais de 180 pessoas. Algumas bombas, inclusive, explodiram nos arredores do Stade de France, onde estava sendo disputada a partida e foram ouvidas por jogadores e torcedores que acompanhavam o amistoso.


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Alemanha também sofre com lesão de ídolo e já pensa em plano B para Copa
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Rafael Reis

Enquanto o Brasil discute a contusão sofrida no pé direito por Neymar e os riscos de ele não chegar 100%¨na Copa do Mundo, a Alemanha, atual campeã mundial, também se preocupa com o estado físico do seu principal nome.

Capitão da seleção germânica e considerado um dos melhores goleiros do mundo na atualidade, Manuel Neuer, 31, não disputa uma partida oficial desde setembro. E ainda nem sabe quando voltará aos gramados.

O jogador do Bayern de Munique sofreu três fraturas no pé ao longo do último ano. Uma situação que preocupa torcedores e a comissão técnica de Joachim Löw.

Apesar de a equipe médica do Bayern e do treinador do clube mais poderoso da Alemanha, Jupp Heynckes, afirmarem que Neuer terá condições de disputar a Copa, é bem possível que ele comece a campanha na Rússia no banco de reservas.

É que, além da falta de ritmo de jogo provocada pelo longo período de inatividade, o terceiro melhor jogador do mundo em 2014 ganhou um forte oponente pelo posto de titular da seleção.

Seis anos mais novo que Neuer, Marc-André ter Stegen vive grande fase no Barcelona. Na atual temporada, sofreu 19 gols em 33 partidas. A média de 0,57 gol sofrido por jogo é, com folga, a mais baixa de toda sua carreira.

O arqueiro Barça defendeu a meta alemã em oito dos dez últimos compromissos da seleção. Ele só não começou jogando contra França e Azerbaijão porque Löw resolveu testar opções para o banco: Bernrd Leno (Bayer Leverkusen) e Kevin Trapp (PSG).

“Se a convocação fosse hoje, levaríamos Ter Stegen, Leno e Trapp. Mas acreditamos que Neuer voltará a jogar na Bundesliga e na Champions antes do fim da temporada e que participará de toda a fase preparatória para a Copa”, afirmou o preparador de goleiro da Alemanha, Andreas Köpke, à rede de televisão ARD.

Revelado pelo Schalke 04 e no Bayern desde 2011, Neuer é titular da seleção alemã há nove anos e disputou as duas últimas Copas do Mundo. Em 2016, com a aposentadoria do meia Bastian Schweinsteiger, herdou o posto de capitão do time.

Em busca de igualar o recorde do Brasil e conquistar seu quinto título mundial, a Alemanha estreia na Rússia-2018 contra o México, no dia 17 de junho, em Moscou. Suécia e Coreia do Sul são suas outras adversárias no Grupo F.


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Ex-seleção alemã trocou futebol pelo Estado Islâmico e morreu terrorista
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Rafael Reis

Em meados da década passada, Burak Karan era uma das grandes apostas para o futuro do futebol alemão. O volante e zagueiro de Bayer Leverkusen, Hertha Berlin, Hamburgo e Hannover parecia que teria uma carreira brilhante como profissional.

Mas ele não teve o mesmo destino de Sami Khedira (Juventus) e Kevin Prince-Boateng (ex-Milan e atualmente no Eintracht Frankfurt), seus companheiros nas seleções germânicas sub-15 e sub-16.

A história de Karan terminou bem distante dos gramados. Cinco anos atrás, ele morreu durante um ataque aéreo a um campo de terroristas em Azaz, cidade na fronteira da Síria com a Turquia.

O ex-jogador da seleção alemã não estava lá por acaso. Desde 2008, ele estava conectado a grupos terroristas. E, quando foi morto, militava nas fileiras do Estado Islâmico.

“Quando ouvi o que havia acontecido com Burak, foi como se eu tivesse recebido uma pancada. Isso é algo que nos faz pensar duas vezes sobre o que pode acontecer com um jovem atleta. Sim, ele pode se tornar uma grande estrela, mas sua vida também pode tomar um rumo completamente diferente. Mesmo como treinador, é impossível você enxergar a alma das pessoas”, afirmou o técnico Thomas Hengen, ao jornal britânico “Guardian”, logo após a morte de Karan.

Hengen foi o último técnico do jogador que se tornou terrorista. No primeiro semestre de 2008, quando tinha 20 anos e transitava entre as categorias de base e a equipe profissional do Alemania Aachen resolveu radicalizar e mudar de vida.

Incomodado com o que estava acontecendo no Oriente Médio e amigo de integrantes de movimentos islâmicos radicais, decidiu abandonar a carreira no futebol. Mais tarde, pegou sua esposa e dois filhos e partiu para a Síria.

A intenção, segundo relatou seu irmão Mustafá ao jornal alemão “Bild”, não era se unir a grupos terroristas e fazer a “jihad” (guerra santa contra infiéis e inimigos do Islã), mas apenas ajudar na coleta e distribuição de donativos para refugiados de guerra.

“Burak me disse que dinheiro e sua carreira não eram coisas importantes. Ele se transformou e começou a assistir a muitos vídeos na internet sobre zonas de guerra. Burak considerava muito injusta a forma como as pessoas que vivem nesses lugares morriam. Um dia, deixou para trás e foi embora”, relatou.

A última imagem de Karan surgiu no YouTube poucos dias após a sua morte, em outubro de 2013. No vídeo, o ex-jogador aparecia usando um turbante na cabeça, com um fuzil em punhos.


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7 seleções que já escalaram jogadores brasileiros em Copas do Mundo
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Rafael Reis

O futebol brasileiro irá para a próxima Copa do Mundo com mais do que os 23 jogadores que forem convocados por Tite. Isso porque outras seleções certamente reforçarão seus elencos com atletas nascidos por aqui.

Alguns deles são bastante conhecidos, como o zagueiro Pepe (Portugal) e o lateral direito Mário Fernandes (Rússia). Outros, caso do zagueiro Thiago Cionek (Polônia), são praticamente desconhecidos em seu país de origem.

A naturalização de brasileiros está longe de ser uma novidade. Em 1934, a Itália conquistou a segunda edição da Copa com um paulistano em seu elenco, o ponta direita Filó, conhecido por lá como Guarisi.

Listamos abaixo sete seleções que já usaram jogadores brasileiros em Mundiais de futebol:

ESPANHA

A Fúria se aproveitou do talento brasileiro em duas das três últimas edições da Copa do Mundo. Em 2006, o volante Marcos Senna (ex-Corinthians) ganhou uma oportunidade do técnico Luis Aragonés. Oito anos depois, Diego Costa participou da vexatória campanha espanhola no Brasil. O centroavante, que vai trocar o Chelsea pelo Atlético de Madri em janeiro, ainda pode aparecer na convocação para a Rússia-2018. O meia Thiago Alcántara, que é filho de brasileiro, mas nasceu na Itália, é nome certo na lista.

PORTUGAL

Metrópole do Brasil entre 1500 e 1822, Portugal sofreu uma verdadeira “invasão brasileira” a partir de meados da década passada. Em 2006, os Tugas eram treinados por Luiz Felipe Scolari e tinham Deco no meio-campo. Quatro anos depois, Felipão já havia ido embora, mas o meia permaneceu no elenco e ganhou dois novos companheiros compatriotas: Pepe e o atacante Liédson. O beque (então no Real Madrid e hoje no Besiktas) foi o único que continuou (e continua) na equipe para a última Copa.

ALEMANHA

Antes de conquistar o tetracampeonato mundial em 2014, a seleção alemã passou mais de uma década apelando a brasileiros para tentar resolver seus problemas ofensivos. A dinastia começou com Paulo Rink (1998 a 2000), passou por Kevin Kuranyi (2003 a 2008) e terminou com Cacau (2009 a 2012), o único do trio que chegou a disputar uma Copa do Mundo, a de 2010.

ITÁLIA

A primeira seleção estrangeira a convocar brasileiros para uma Copa do Mundo (Filó, em 1934) é também o país que mais tem se aproveitado do pé de obra tupiniquim nos últimos anos. Desde 2007, sete atletas nascidos no Brasil foram convocados pela Azzurra. No entanto, só um deles, o volante Thiago Motta, atualmente no Paris Saint-Germain, chegou a disputar um Mundial –foi reserva em 2014.

JAPÃO

A conexão entre o futebol brasileiro e o Japão é tão forte que a seleção nipônica contou com jogadores brasileiros nas suas quatro primeiras participações em Copas do Mundo. O atacante Wagner Lopes jogou em 1998, o lateral esquerdo e meia Alex Santos atuou em 2002 e 2006 e o zagueiro decasségui (termo japonês que significa imigrante temporário e que é usado para definir os nipo-brasileiros que vivem no Japão) Túlio Tanaka atuou pela terra dos seus antepassados em 2010.

BÉLGICA

Muito antes do aparecimento da “ótima geração belga”, quem ajudava os “Diabos Vermelhos” a serem relevantes no cenário internacional era um maranhense de São Luís. O atacante Luís Oliveira, que deixou o Brasil ainda na adolescência para tentar a sorte nas categorias de base do Anderlecht e fez carreira na Itália, vestiu a camisa da Bélgica 31 vezes entre 1992 e 1999 e participou da Copa de 1998.

TUNÍSIA

Se você acha que naturalizar brasileiros é exclusividade das seleções europeias e do Japão, é bom dar uma olhada para a Tunísia. O time do norte da África, que irá voltas às Copas do Mundo em 2018, apelou para o futebol mais vitorioso do planeta em suas três últimas participações na competição. Em 1998 e 2002, quem defendeu a Tunísia foi o zagueiro Clayton, revelado pelo Moto Clube. Já em 2006, o reforço foi o atacante Francileudo dos Santos, outra cria do futebol maranhense.


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Drama argentino: saiba quando seleções campeãs mundiais não foram à Copa
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Rafael Reis

A Argentina vive um drama. Caso não derrote o Equador, fora de casa, na última rodada das eliminatórias sul-americanas, o time de Messi, Dybala e Mascherano corre risco de ficar fora da Copa-2018.

Mas mesmo que vença o confronto em Quito, a seleção bicampeã mundial só estará garantida na repescagem contra a Nova Zelândia. Para selar a vaga direta, é preciso que outros resultados aconteçam: que o Chile não bata o Brasil, que Peru e Colômbia empatem ou que os peruanos derrotem os colombianos por uma diferença de gols menor que o triunfo argentino.

Mas a situação que tira o sono do torcedor argentino não é inédita. Com exceção do Brasil, todas as outras seleções do planeta, mesmo as mais tradicionais e poderosas, já ficaram fora de alguma edição da Copa do Mundo.

Relembre abaixo quando foi a última vez que cada uma das equipes campeãs mundiais não participou da principal competição de futebol do planeta.

ALEMANHA
Títulos:
4 (1954, 1974, 1990 e 2014)
Participações:
18
Última ausência:
1950

Além do Brasil, a Alemanha é a única seleção do planeta que conquistou a classificação para a Copa do Mundo em todas as eliminatórias que participou. Suas duas únicas ausências na competição não foram em razão de fracassos dentro de campo. Em 1930, os germânicos simplesmente não quiseram cruzar o Oceano Atlântico para disputar a primeira edição do torneio, no Uruguai. Já em 1950, foram impedidos pela Fifa de se inscreverem nas eliminatórias devido à Segunda Guerra Mundial.

ITÁLIA
Títulos:
4 (1934, 1938, 1982 e 2006)
Participações:
18
Última ausência:
1958

Assim como a Alemanha, a Itália também só ficou fora de duas das 20 Copas do Mundo já disputadas. A Azzurra foi outra seleção que não quis ir à América do Sul para a edição inaugural do torneio. Já em 1958, a vaga foi perdida em campo. Os italianos, já bicampeões mundiais naquela época, foram superados pela Irlanda do Norte em um grupo de três times que classificava apenas um –Portugal foi o lanterna da chave.

ARGENTINA
Títulos:
2 (1978 e 1986)
Participações:
16
Última ausência:
1970

Dos quatro Mundiais que a Argentina não participou, apenas em um deles a vaga foi perdida nas eliminatórias. Em 1970, a futura seleção de Maradona e Messi fez uma campanha digna de pena. Os argentinos venceram apenas um dos quatro jogos que disputaram e terminaram na lanterna de um grupo que contava também com Peru (classificado para a Copa do México) e Bolívia.

URUGUAI
Títulos:
2 (1930 e 1950)
Participações:
12
Última ausência:
2006

Antes de chegar às semifinais da Copa-2010 e retomar pelo menos um pouco da sua tradição de sucesso no futebol internacional, o Uruguai vivia uma draga e ficou fora de três dos quatro Mundiais disputados entre 1994 e 2006. Nas eliminatórias para a Copa da Alemanha, seu último fracasso, a equipe dos Diegos Forlán e Lugano foi a quinta colocada da Conmebol e teve de disputar a repescagem. Mas, no confronto direto com a Austrália, campeã do qualificatório da Oceania, o Uruguai se deu mal e acabou derrotado nos pênaltis.

INGLATERRA
Títulos:
1 (1966)
Participações:
14
Última ausência:
1994

Semifinalista da Copa-1990, a Inglaterra conseguiu a proeza de não se classificar para o Mundial seguinte. O time, que contava com David Platt, Ian Wright, Paul Ince e Paul Gascoigne, ficou na terceira posição em uma chave que tinha Polônia, Turquia, Holanda, Noruega e San Marino. As duas vagas distribuídas pelo grupo foram para as mãos de noruegueses e holandeses.

FRANÇA
Títulos:
1 (1998)
Participações:
14
Última ausência:
1994

O fracasso francês nas eliminatórias para a Copa dos EUA é lembrado até hoje. O time de Éric Cantona, um dos grandes astros do Manchester United, chegou à reta final do qualificatório em situação bastante tranquila. Líder da chave, a França jogava em casa nas duas últimas rodadas e só precisava de dois pontos para selar a classificação. Só que aí começou seu pesadelo. Primeiro, perdeu de virada por 3 a 2 para Israel, lanterna de chave, com direito a gol sofrido no último minuto. A situação se repetiu contra a Bulgária: derrota de virada por 2 a 1. E o gol da eliminação saindo já nos acréscimos.

ESPANHA
Títulos:
1 (2010)
Participações:
14
Última ausência:
1974

Os espanhóis não foram para a Copa do Mundo de 1974 por um mero detalhe do regulamento das eliminatórias, que previa apenas o saldo de gols como critério para o desempate entre duas ou mais seleções. A Fúria terminou o Grupo 7 do qualificatório da Uefa empatado em pontos e saldo de gols com a Iugoslávia e, apesar de ter balançado as redes mais vezes que o rival, precisou disputar um jogo de desempate em campo neutro. No dia 13 de fevereiro de 1974, os espanhóis foram derrotados pelos iugoslavos por 1 a 0 e tiveram de ver o Mundial pela TV.


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Eliminatórias podem derrubar Brasil para 3º lugar de ranking da Fifa
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Rafael Reis

Já classificada para a Copa do Mundo-2018, a seleção brasileira fará sua volta a campo nesta quinta-feira, contra o Equador, em Porto Alegre, e na próxima terça, ante a Colômbia, em Barranquilla.

Amistosos de luxo? Que nada. Os confrontos da 15ª e da 16ª rodadas das eliminatórias sul-americanas para o Mundial da Rússia valem a manutenção do time de Tite na liderança do ranking da Fifa.

Atualmente, o Brasil ocupa a primeira colocação da classificação de seleções feita pela entidade que gerencia o futebol mundial. A equipe pentacampeã tem 1.604 pontos e é seguida por Alemanha (1.549) e Argentina (1.399).

Para continuarem no topo da lista na próxima edição do ranking, que será divulgado no dia 14 de setembro, Neymar e cia. precisam vencer suas duas partidas nesta Data Fifa. Caso cumpram esse objetivo, irão a 1.677 pontos e não poderão ser alcançados por nenhuma outra equipe.

No entanto, qualquer tropeço pode custar ao Brasil o posto de seleção número 1 do planeta. Se deixar de vencer algum compromisso, o time canarinho chegará no máximo a 1.601 pontos e correrá risco de ser ultrapassado pela Alemanha.

Isso porque, segundo o simulador disponibilizado pela Fifa, os atuais campeões mundiais alcançarão 1.606 pontos se vencerem seus dois próximos compromissos: contra República Tcheca, nesta sexta-feira, fora de casa, e Noruega, segunda, em Stuttgart.

O Brasil ainda corre risco de ser superado pela Argentina e cair para o terceiro lugar do ranking, mas só se não vencer nenhum dos seus jogos nesta Data Fifa.

Nessa situação, o time dirigido por Tite ficaria no máximo com 1.475 pontos e poderia ser deixado para trás pelos argentinos, que podem chegar a 1.482 pontos se baterem Uruguai, nesta quinta, como visitantes, e Venezuela, na terça, em casa.

Brasil, Alemanha e Argentina têm se revezado no pódio do ranking desde outubro do ano passado. Os três times chegaram a ocupar a liderança da lista em algum momento de 2017.

Criado em 1993, o ranking da Fifa não é uma classificação histórica das seleções, mas sim um compilado dos resultados dos últimos quatro anos –jogos disputados antes desse período têm a pontuação descartada.

A pontuação de cada time é uma média que leva em consideração o resultado, a importância da partida, o nível do adversário e de qual confederação ele é. Ou seja, partidas válidas pelas eliminatórias têm peso maior que simples amistosos. E enfrentar a Argentina rende bem mais pontos do que um confronto com Benin ou Andorra.

A expectativa é que, assim como aconteceu em 2014, o ranking da Fifa seja o critério de definição dos cabeças de chave para a Copa-2018. Por isso, é importante para qualquer seleção tentar ocupar uma das sete primeiras colocações da lista.

Caso esse critério seja mantido, Brasil, Alemanha, Argentina, Suíça, Polônia, Portugal e Chile, além da anfitriã, Rússia, encabeçariam as chaves no sorteio de grupos do próximo Mundial.


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