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Novato da seleção alemã já foi suspenso por comentário machista
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Rafael Reis

Uma das novidades da Alemanha para a disputa da Copa das Confederações, o meia Kerem Demirbay, 23, destaque do Hoffenheim na última temporada, tem no currículo uma suspensão do futebol por machismo.

Em novembro de 2015, quando defendia o Fortuna Düsseldorf, da segunda divisão alemã, o jogador ficou afastado durante três partidas devido a um comentário sexista contra a árbitra Bibiana Steinhaus.

Após ser expulso pelo segundo cartão amarelo na partida contra o FSV Frankfurt, Demirbay deixou o campo gesticulando e reclamando da decisão da juíza. Uma das frases ditas por ele na ocasião foi: “As mulheres não deveriam ter espaço no futebol masculino”.

O comentário, flagrado por câmaras de TV e lançado pela árbitra na súmula da partida, repercutiu demais na imprensa alemã e nas redes sociais. Como punição, o Fortuna o escalou para apitar uma partida de um time feminino das categorias de base do clube.

Apesar de ter se desculpado publicamente pelo comentário e de ter afirmado que agiu de “forma excessiva” à expulsão, o meia acabou recebendo uma sanção pesada: cinco jogos de suspensão –a pena foi reduzida para três partidas depois da apelação do seu time na época.

O meia do Hoffenheim e Bibiana devem se reencontrar na próxima temporada do Campeonato Alemão. Em maio, a Bundesliga anunciou que a juíza será promovida de divisão e se transformará na primeira mulher a trabalhar como árbitra principal na elite do futebol germânico.

Descendente de imigrantes turcos, Demirbay começou a carreira no Schalke 04 e se profissionalizou pelo Borussia Dortmund, em 2012. Após passagens por Hamburgo, Kaiserslautern e Fortuna Düsseldorf, o jogador foi contratado na última temporada pelo Hoffenheim.

Com a camisa do novo clube, o meia, enfim, estourou. Foram seis gols e dez assistências na campanha que fez do Hoffenheim o quarto colocado do Campeonato Alemão.

O bom futebol não passou despercebido pelo técnico Joachim Löw, que o convocou para a disputa da Copa das Confederações. Até então, Demirbay defendia as seleções de base da Turquia –jogou nos times sub-19, sub-20 e sub-21.

O jogador estreou na equipe campeã mundial no amistoso contra a Dinamarca, no último dia 6.

O meia é uma das várias caras novas da “seleção do futuro”, nome pelo qual o treinador alemão tem chamado a equipe que optou por levar para a disputa da competição na Rússia –os nomes mais consagrados, como Neuer, Kroos, Boateng, Hummels, Khedira, Özil e Thomas Müller, ganharam descanso e foram deixados de fora da convocação.

Atual campeã mundial, a Alemanha está no Grupo B da Copa das Confederações e enfrenta Camarões, Chile e Austrália na primeira fase.


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Por onde andam os jogadores da Alemanha que foi tri mundial na Copa-1990?
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Rafael Reis

Em 2014, a Alemanha faturou o quarto título de Copa do Mundo de sua história. O enredo da conquista ainda está bem presente na nossa memória: goleada por 7 a 1 sobre o anfitrião Brasil na semifinal e um magro 1 a 0, gol de Götze, na prorrogação, sobre a Argentina na decisão.

Mas para poder ser tetracampeã mundial, a seleção alvinegra antes teve de se sagrar tri. E isso aconteceu em 1990.

Vinte e sete anos atrás, a Alemanha, comandada por Franz Beckenbauer e liderada em campo por Lothar Matthäus, venceu aquela que é considerada até hoje a mais chata e entediante de todas as edições da Copa do Mundo.

Curiosamente, a adversária na final também foi a Argentina. E o placar foi o mesmo: 1 a 0.

Saiba abaixo quais os paradeiros dos jogadores que deram ao futebol alemão o seu terceiro título mundial.

POR ONDE ANDA – ALEMANHA (1990)

Bodo Illgner (50 anos) – Defendeu apenas dois clubes em toda a carreira, o Colônia e o Real Madrid, onde chegou em 1996 e permaneceu até a aposentadoria, cinco anos mais tarde. Comentarista da Sky holandesa e da espanhola beIN Sports, costuma usar as redes sociais para falar de futebol e também para declarar seu amor à esposa, Bianca.

Thomas Berthold (52 anos) – Lateral direito da equipe tricampeã mundial, o ex-jogador de Bayern de Munique, Roma e Stuttgart tem lugar cativo na TV alemã. Berthold trabalha como apresentador e comentarista para dois canais e participou de uma cobertura quadrlíngue na Euro feminina de 2013.

Guido Buchwald (56 anos) – O zagueiro que anulou Maradona na decisão da Copa esboçou uma carreira como treinador e até foi campeão japonês do Urawa Reds (atualmente Urawa Red Diamonds). Entre 2013 e 2013, foi dirigente do Stuttgart Kickers, clube que o revelou para o futebol alemão. Há dois anos, ocupa vaga de olheiro na comissão técnica do Stuttgart.

Klaus Augenthaler (59 anos) – Líbero com mais de 400 partidas pelo Bayern de Munique, único clube que defendeu durante toda a carreira, deixou o futebol profissional um ano depois do título mundial. Augenthaler trabalhou durante cinco anos na comissão técnica do Bayern antes de se lançar na carreira de treinador. O ex-defensor passou por Nuremberg, Bayer Leverkusen e Wolfsburg. Na última temporada, dirigiu o Donaustauf, de uma liga amadora da Baviera.

Jürgen Kohler (51 anos) – Mais um campeão mundial de 1990 que tem se revezado entre os bancos de reservas e a administração de clubes de futebol. Kohler dirigiu o Duisburg e a seleção alemã sub-21. Também foi diretor esportivo do Bayer Leverkusen e de equipes pequenas do país. Desde o ano passado, é o treinador do Vfl Alfter, que disputa a quinta divisão da Alemanha.

Andreas Brehme (56 anos) – Autor do gol de pênalti que deu o título à Alemanha, o ex-lateral esquerdo famoso por ser ambidestro pelo ótimo aproveitamento nas bolas paradas chegou a dirigir o Kaiserslautern e a trabalhar no Stuttgart depois da aposentadoria, mas se atolou em dívidas e vive em dificuldades financeiras. Em 2014, chegou a receber uma oferta para trabalhar na limpeza de banheiros da empresa de um amigo para conseguir quitar os débitos.

Lothar Matthäus (56 anos) – Líder e cérebro da Alemanha na conquista do tricampeonato mundial, foi técnico de poucos resultados expressivos entre 2001 e 2011 e, desde então, tem trabalhado como comentarista esportivo ao redor do planeta –participou inclusive da cobertura da Copa-2014 pela SporTV.  Ainda como treinador, teve uma passagem de dois meses pelo Atlético-PR em 2006.

Thomas Hässler (51 anos) – Veterano de três Copas do Mundo (1990, 1994 e 1998) e escolhido para a seleção da Euro-1992, o ex-meia entrou no mundo da música e fundou, ainda em 1996, uma gravadora. Hässler também trabalhou como auxiliar técnico na Nigéria, no Irã e no Colônia. No ano passado, assinou contrato de duas temporadas para treinar o Club Italia, que atua nas divisões inferiores do futebol germânico.

Pierre Littbarski (57 anos) – Famosos pelos dribles, uma habilidade rara entre os jogadores alemães, Littbarski foi treinador no Japão, na Austrália, no Irã e até em Liechtestein. Desde 2010, trabalha no Wolfsburg. Já foi assistente, técnico interino e hoje comanda o setor de olheiros do clube da Volkswagen.

Rudi Völler (57 anos) – Homem-gol da seleção alemã durante mais de uma década, participou das Copas do Mundo de 1986, 1990 e 1994. Como treinador, dirigiu a Roma, o Bayer Leverkusen e levou a Alemanha ao vice-campeonato mundial em 2002. Aposentado do banco de reservas, é há 12 anos o diretor esportivo do Leverkusen, clube onde é ídolo.

Jürgen Klinsmann (52 anos) – Um dos principais nomes do futebol alemão nos anos 1990, é lembrado pelas gerações mais novas pelos cinco anos em que esteve à frente da seleção dos Estados Unidos (entre 2011 e 2016). Mas Klinsmann também dirigiu a Alemanha (2004 a 2006) e o Bayern de Munique (2008 a 2009). Seu filho Jonathan acabou de disputar o Mundial sub-20 como goleiro da seleção norte-americana.

Stefan Reuter (50 anos) – Único reserva utilizado na decisão, o ex-lateral direito substituiu Berhold no segundo tempo da decisão contra a Argentina. Reuter já trabalhou nas comissões técnicas de Borussia Dortmund e 1860 Munique. Desde 2013, é diretor de futebol do Augbsurg, 13º colocado na última Bundesliga.

Franz Beckenbauer (71 anos) – Maior nome da história da futebol alemão, conquistou uma Copa do Mundo como jogador (1974) e outra como técnico (1990). Beckenbauer também chefiou o comitê organizador da Copa do Mundo-2006 e fez parte do comitê executivo da Fifa. Seu nome, no entanto, caiu em desgraça nos últimos anos devido a denúncias de corrupção, lavagem de dinheiro e suposta venda de voto para a escolha do Qatar como sede do Mundial-2022.


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A seleção brasileira já é a melhor do planeta?
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Rafael Reis

Nove vitórias consecutivas, passeios contra Uruguai e Argentina, os mais tradicionais adversários no futebol sul-americano, classificação para a Copa do Mundo e o retorno à liderança do ranking da Fifa.

Em nove meses de trabalho, Tite revolucionou a seleção. Resgatou uma equipe com cara de decadente, que era praticamente uma unanimidade na arte de desagradar o torcedor nos tempos de Dunga, e fez dela novamente um xodó do povo brasileiro.

O futebol convincente apresentado por Neymar e cia. nas eliminatórias e a primeira colocação no ranking mundial são suficientes para levantarmos uma delicada questão: o Brasil já é a melhor seleção do planeta?

A pergunta não é tão simples de se responder porque todos os adversários da era Tite foram sul-americanos. O time pentacampeão mundial deu show contra seus vizinhos, inclusive ante a Argentina, de Messi.

Mas falta saber como ele irá se comportar ante outras escolas de futebol. E não, o amistoso contra os alemães, em março do ano que vem, não será suficiente para tirarmos a prova.

O que dá para dizer por enquanto é que nenhuma seleção do mundo tem jogado em tão alto nível e tomado tão pouco conhecimento de adversários quanto a brasileira. Nem mesmo a Alemanha e a Suíça, equipes com 100% de aproveitamento nas eliminatórias, conseguem seus resultados com a mesma naturalidade dos comandados de Tite.

Por esse ponto de vista, dá para dizer que o Brasil ESTÁ a melhor seleção do mundo. Mas, como vimos nas últimas três edições da Copa das Confederações, isso pode acabar não significando nada.

O que vai determinar se os livros de história tratarão a gestão de Tite como sucesso ou fracasso é o que vai acontecer dentro e um ano e três meses, na Copa da Rússia. E há pelo menos duas fortes candidatas a ESTAREM a melhor seleção do mundo em junho/julho de 2018.

Uma delas é a atual campeã mundial. A Alemanha tem conseguido escapar da tentação de eternizar a geração vencedora que prejudica quase todos os vencedores da Copa (vide Espanha-2014, Brasil-2006 e França-2002) e faz um belo trabalho de renovação constante do seu elenco.

E é justamente essa característica de Joachim Löw que torna tão difícil analisar o real nível da seleção germânica. Afinal, é muito raro o treinador escalar sua força máxima em uma partida. Mesmo assim, os algozes do 7 a 1 estão invictos há oito partidas.

A outra candidata a melhor seleção do mundo é a França. Aquela mesma França que perdeu para Portugal e não conseguiu ser campeã europeia em casa no meio do ano passado? Sim, ela mesma.

A questão é o que os franceses possuem o maior arsenal de jovens talentosos do futebol mundial na atualidade. Mbappé, Dembélé, Lemar, Rabiot, Martial, Coman, Tolisso, Kimpembe, Mendy, Sidibé, Varane e Pogba têm no máximo 24 anos. O sucesso ou fracasso dos Bleus em 2018 vai passar por quão acentuada será a curva de evolução do futebol dessa garotada no próximo ano.


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5 seleções que estão próximas da classificação para a Copa do Mundo-2018
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Rafael Reis

A um ano e três meses do início da próxima Copa do Mundo e com as eliminatórias correndo a todo vapor em todos os cantos do mundo, já há seleções que estão prestes a comemorar a classificação para a Rússia-2018.

Listamos abaixo os cinco países com a vaga mais encaminhada, aqueles que devem carimbar já nos próximos meses mais uma participação no Mundial.

Vale lembrar que apenas uma das 32 vagas para a Copa já tem dono. Por ser anfitriã, a Rússia é a única seleção já confirmada na competição.

O próximo Mundial será disputado entre os dias 14 de junho e 15 de julho de 2018. A decisão será jogada no estádio Luzhiniki, em Moscou.

BRASIL

A seleção de Tite lidera as eliminatórias sul-americanas, com 27 pontos e tem oito de vantagem para a Argentina, quinta colocada e o primeiro time fora da zona de classificação direta para a Copa. Desde que o qualificatório da Conmebol começou a ter esse formato, todas as equipes que chegaram a 28 pontos conquistaram a vaga sem terem de passar pela repescagem. Joga nesta quinta-feira contra o Uruguai em busca do ponto que falta para atingir a conta mágica.

Apesar disso, matematicamente, a vaga só poderá ser garantida se os brasileiros vencerem o duelo contra os uruguaios e o jogo contra o Paraguai, no próximo dia 28, e ainda contarem com uma combinação de resultados, como tropeços de Colômbia e Argentina nos seus respectivos confrontos.

NIGÉRIA

É a seleção mais bem posicionada das eliminatórias africanas. Como foi a única equipe a vencer nas duas primeiras rodadas do Grupo B da fase final do qualificatório, já abriu quatro pontos de vantagem para Camarões, a segunda colocada da chave. Se vencer o confronto com o atual campeão continental, em casa, em agosto, a diferença para os outros rivais da chave pode aumentar para até sete pontos. E isso faltando só três rodadas…

URUGUAI

Adversário do Brasil nesta quinta, o vice-líder das eliminatórias da Conmebol também pode atingir os 28 pontos que dão a classificação moral, ainda que não matemática, na atual rodada dupla das Eliminatórias. Atualmente, os uruguaios têm 23 pontos. Além da seleção de Neymar, os uruguaios enfrentam neste mês o Peru. A partida será disputada na próxima terça, em Lima.

ALEMANHA

A atual campeã mundial é outra que dificilmente ficará fora da próxima Copa. Time de melhor campanha das eliminatórias europeias, venceu os quatro jogos que disputou, marcou 16 gols e não sofreu nenhum. Enfrenta o Azerbaijão, fora de casa, neste domingo, em uma partida de pouco risco. Deve ir para o segundo turno com pelo menos cinco pontos de vantagem para os principais oponentes do seu grupo.

IRÃ

Foi a seleção que mais pontuou no primeiro turno da fase final das eliminatórias asiáticas. Com três vitórias e dois empates, somou 11 pontos e tem dois de vantagem para o Uzbequistão, terceiro colocado do Grupo 3, que disputaria a repescagem. Duas vitórias e um empate nos últimos cinco jogos devem ser suficientes para assegurar sua classificação.


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Crise após o 7 a 1? Brasil pode fechar ano na liderança do ranking da Fifa
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Rafael Reis

Dois anos e quatro meses depois de ser humilhada em casa pela Alemanha e ver o sonho do hexacampeonato mundial acabar com uma goleada por 7 a 1, o Brasil tem agora a chance de voltar a ser a seleção número um do planeta.

Em alta desde que demitiu Dunga e passou a ser dirigida por Tite, a equipe canarinho pode sair da Data Fifa de novembro como líder do ranking da entidade.

Tite

Atual número três da lista, o Brasil precisa necessariamente vencer seus dois compromissos das eliminatórias da Copa do Mundo-2018 (Argentina, nesta quinta-feira, em Belo Horizonte, e Peru, na terça, em Lima) para poder dar o salto na classificação.

Caso isso aconteça, a seleção subirá dos atuais 1410 para 1544 pontos e aparecerá pelo menos na segunda posição na próxima edição do ranking –a Alemanha, atual vice-líder, só pode chegar a 1456 neste mês.

Para ser o número um do planeta, o time de Tite ainda dependerá de mais um tropeço da Argentina. A equipe de Messi só sairá da dianteira do ranking se também for batida pela Colômbia, terça, em casa.

Com duas derrotas, o argentinos cairão de 1621 para 1537 pontos e serão ultrapassados pelos seus arquirrivais, de acordo com o simulador do ranking da Fifa, disponibilizado pela entidade em seu site oficial.

Seleção que mais ocupou a liderança da lista na história, o Brasil está fora da primeira colocação desde julho de 2010. Nos últimos anos, acumulou resultados negativos que chegaram a colocá-lo no 22º lugar, sua pior posição em todos os tempos.

Desde que Tite foi contratado, após o fracasso na Copa América, em junho, o time pentacampeão mundial vem reagindo. As quatro vitórias consecutivas e o 100% de aproveitamento com o novo treinador fizeram a equipe saltar da nona colocação para o terceiro lugar.

Criado em 1993, o ranking da Fifa não é uma classificação histórica das seleções, mas sim um compilado dos resultados dos últimos quatro anos –jogos disputados antes desse período têm a pontuação descartada.

A pontuação de cada time é uma média que leva em consideração o resultado, a importância da partida, o nível do adversário e de qual confederação ele é. Ou seja, partidas válidas pelas eliminatórias têm peso maior que simples amistosos. E enfrentar a Argentina rende bem mais pontos do que um confronto com Benin ou Andorra.


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Remanescente da Copa, zagueiro alemão busca dobradinha inédita em 78 anos
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Rafael Reis

Para o zagueiro Matthias Ginter, 22, do Borussia Dortmund, derrotar o Brasil neste sábado, na decisão do torneio olímpico de futebol da Rio-2016, vai muito além da conquista de uma medalha de ouro.

O alemão sonha com algo bem maior, um feito que até parece inédito devido ao longo tempo em que não é atingido: ser o primeiro homem em quase 80 anos a ter no currículo os títulos olímpico e da Copa do Mundo.

Ginter

Reserva na campanha do tetracampeonato mundial da Alemanha, em 2014, Ginter é o único remanescente do elenco que aplicou a inesquecível goleada por 7 a 1 na seleção que veio ao Brasil para disputar a Olimpíada.

Logo, é também o único capaz de celebrar a valiosa dobradinha.

Ao longo da história, 17 jogadores conseguiram o feito que o zagueiro alemão do Dortmund pode alcançar neste sábado.

Mas os italianos Alfredo Foni, Pietro Rava, Ugo Locatelli e Sergio Bertoni conquistaram o ouro olímpico em Berlim-1936 e o título mundial apenas dois anos mais tarde.

No caso dos uruguaios, os títulos são ainda mais antigos.

José Leandro Andrade, Peregrino Anselmo, Héctor Castro, Pedro Cea, Lorenzo Fernández, Álvaro Gestido, Ángel Melogno, José Nasazzi, Pedro Petrone, Héctor Scarone, Domingo Tejera, Santos Urdinarán e Zoilo Saldombide subiram ao topo do pódio olímpico na década de 1920 (Paris-1924 e Amsterdã-1928) e venceram a primeira edição da Copa do Mundo, em 1930.

Desde então, o jejum se mantém. Países que foram campeões olímpicos de futebol, como Nigéria, Camarões e México, ainda não passaram nem perto de faturarem um Mundial.

Por outro lado, seleções que já conquistaram a Copa ainda buscam sua primeira medalha de ouro, como o Brasil, ou venceram o torneio olímpico com gerações diferentes das campeãs mundiais, casos de Espanha e França, por exemplo.

Quem mais passou perto de atingir a marca que Ginter busca alcançar neste sábado foram os argentinos Garay, Zabaleta, Banega, Lavezzi, Di María, Mascherano, Messi, Agüero, Romero e Tevez.

Campeões olímpicos entre 2004 e 2008, eles integraram aseleção derrotada na prorrogação pela Alemanha na final da Copa do Mundo de 2014. A mesma Alemanha do 7 a 1, a mesma Alemanha de Ginter.


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Celeiro de craques, escola revelou 4 titulares da seleção alemã
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Rafael Reis

O orientador vocacional da Gesamtschule Berger Feld, em Gelsenkirchen, cidade de 257 mil habitantes na região oeste da Alemanha, não tem nem dúvida quando um garoto de porte atlético e habilidades motoras bem desenvolvidas vai até ele para discutir seu futuro. “Você será jogador de futebol”, é a resposta quase que automática.

É que a escola, que conta com mais de 1.300 alunos do 5º ao 12º ano (equivalentes no Brasil à segunda fase do ensino fundamental e ao ensino médio), é um verdadeiro celeiro de atletas do esporte número um do planeta.

Ozil e Neuer

Nada menos do que quatro titulares da seleção alemã, que joga nesta terça-feira contra a Irlanda do Norte por vaga nas oitavas de final da Eurocopa, passaram pelas salas de aula e campos de futebol da Gesamtschule Berger Feld.

O goleiro Manuel Neuer, 30, o lateral direito Benedikt Höwedes, 28, e o meia Mesut Özil, 27, chegaram inclusive a jogar juntos no time da escola. Bem mais novo, o meia Julian Draxler, 22, também estudou lá.

Além dos quatro titulares, o meia-atacante Leroy Sané, 20, é outro ex-aluno da escola.

Localizada a apenas 800 metros do centro de treinamentos do Schalke 04, clube formador dos cinco jogadores citados acima, a Gesamtschule Berger Feld é uma escola pública, sem processo seletivo para a matrícula e tem um projeto pedagógico que valoriza a prática esportiva.

A escola possui certificação da federação alemã, que a classificou como um dos centros educacionais de elite futebolística no país, e faz parte de um programa de intercâmbio da União Europeia através de festivais esportivos.

O projeto esportivo da Gesamtschule Berger Feld faz com que ela seja procurada por muitos garotos da região que pretendem se tornar jogadores de futebol.

Gesamtschule Berger Feld

No ano letivo 2015/16, a escola teve 56 estudantes que estavam nas categorias de base de algum clube (Schalke 04, Duisburg, Bochum, Borussia Dortmund e Borussia Mönchengladbach).

Nos últimos dez anos, pelo menos 23 dos seus ex-alunos estrearam na Bundesliga, a primeira divisão alemã.

Além do futebol, a Gesamtschule Berger Feld conta com programas específicos de treinamento em mais três modalidades: judô, remo e BMX.


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