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Em alta no futebol chinês, Pato caminha para recorde pessoal de gols
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Rafael Reis

Distante da badalação do futebol europeu e das cobranças cotidianas do torcedor brasileiro, Alexandre Pato caminha para alcançar uma marca histórica para sua carreira.

O atacante de 28 anos, que deixou o Villarreal em janeiro para defender o Tianjin Quanjian, está prestes a estabelecer seu recorde de bolas na rede em uma única edição de um campeonato nacional.

O ex-jogador de Internacional, São Paulo e Corinthians já soma 14 gols na primeira divisão chinesa. Caso marque uma vez contra o Shandong Luneng, neste sábado, ele irá igualar os 15 tentos anotados com a camisa do Milan no Italiano de 2008/09, sua melhor temporada como profissional.

A quebra do recorde, aliás, deve ser apenas uma questão de tempo para Pato, já que ainda restam quatro rodadas para o encerramento do campeonato.

O bom momento do atacante no Oriente pode ser atestado também por outros números. Desde que chegou ao Quanjian, ele ostenta uma média de 0,58 gol por partida, a maior desde que deixou o Internacional para se arriscar na Europa, dez anos atrás..

No Milan, onde ficou por quase seis temporadas, o brasileiro teve média de 0,42 gol por jogo. O segundo melhor desempenho foi no São Paulo (0,39). No Corinthians e no Villarreal, as marcas foram parecidas, algo em torno de 0,27.

Já as estatísticas do Chelsea não devem nem ser consideradas. Afinal, a passagem de Pato pela Inglaterra praticamente não existiu. Durante o semestre que vestiu a camisa azul, o atacante só entrou em campo duas vezes e marcou um gol, de pênalti.

Ainda que a liga chinesa não tenha o mesmo nível técnico dos outros campeonatos disputados por Pato ao longo de sua carreira, a boa fase vivida pelo atacante pode ser comprovada comparando seu desempenho com os de outros atletas conhecidos que atuam no futebol mais rico da Ásia.

O camisa 10 ocupa a sexta colocação na artilharia do Chinês. Ele tem mais gols que Hulk (13), que disputou a Copa do Mundo-2014, Diego Tardeli (11), presente na última convocação da seleção brasileira, e Graziano Pellè (5), titular da Itália até pouco tempo atrás.

Impulsionado pelo momento positivo de pato, O Quanjian, atual campeão da segunda divisão chinesa e estreante na elite, ainda briga por uma vaga na próxima edição da Liga dos Campeões da Ásia.

A equipe dirigida pelo italiano Fabio Cannavaro é a quarta colocada da Superliga, com 44 pontos, dois a menos que o Hebei Fortune, terceiro e último classificado para o torneio continental.

Vencedor das últimas seis temporadas na China, o Guangzhou Evergrande, do técnico brasileiro Luiz Felipe Scolari, já tem 58 pontos e caminha para o heptacampeonato nacional.

PATO EM CAMPEONATOS NACIONAIS

2006 – Brasileiro (Internacional) – 1 gol
2007 – Brasileiro (Internacional) – 5 gols
2007/08 – Italiano (Milan) – 9 gols
2008/09 – Italiano (Milan) – 15 gols
2009/10 – Italiano (Milan) – 12 gols
2010/11 – Italiano (Milan) – 14 gols
2011/12 – Italiano (Milan) – 1 gol
2012/13 – Italiano (Milan) – nenhum gol
2013 – Brasileiro (Corinthians) – 10 gols
2014 – Brasileiro (São Paulo) – 9 gols
2015 – Brasileiro (São Paulo) – 10 gols
2015/16 – Inglês (Chelsea) – 1 gol
2016/17 – Espanhol (Villarreal) – 2 gols
2017 – Chinês (Tianjin Quanjian) – 14 gols


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Lembra do Adu? 5 jogadores de países da Concacaf que atuaram no Brasil
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Rafael Reis

Os torcedores brasileiros já estão acostumados a ver jogadores nascidos em outros países do continente americano atuando no futebol pentacampeão mundial. Argentinos, colombianos, uruguaios e paraguaios compõem o grosso dos estrangeiros que jogam por aqui.

O que é realmente raro é encontrar um atleta das Américas do Norte ou Central vestindo a camisa de um clube brasileiro. Esses casos podem ser contados nos dedos… e nem precisa dos dedos dos pés.

Relembramos abaixo algumas dessas raridades: cinco jogadores originários de países da Concacaf, a confederação futebolística que reúne as nações caribenhas, centro-americanas e norte-americanas, que passaram pelo futebol brasileiro.

FREDDY ADU
Norte-americano
Meia-atacante
28 anos
Jogou no Bahia

Fenômeno adolescente do início da década passada, chegou a ser comparado a Pelé quando disputou o Mundial sub-20 com apenas 14 anos. Como jogador profissional, Adu passou por 13 clubes de oito países diferentes, mas não conseguiu se firmar em nenhum deles. No Campeonato Brasileiro de 2013, entrou nos minutos finais de duas partidas pelo Bahia, contra Criciúma e Vitória, e deixou a desejar. O ex-futuro melhor jogador do mundo está desempregado desde janeiro.

COBI JONES
Norte-americano
Lateral esquerdo
47 anos
Jogou no Vasco

Ícone do futebol dos anos 1990 mais pelo cabelo visual rastafári do que pela bola que jogava, o ex-lateral dos Estados Unidos foi uma das contratações mais alternativas já feita pelo Vasco. Cobi Jones chegou ao Rio de Janeiro em 1995, embalado pelas boas atuações na Copa do ano anterior, mas disputou apenas quatro partidas no futebol brasileiro. Em 1996, com a criação da MLS (Major League Soccer), retornou para os EUA.

ANTONIO DE NIGRIS
Mexicano
Atacante
Morto em 2009
Jogou no Santos

De Nigris passou alguns meses de 2006 vestindo a camisa do Santos, clube pelo qual jogou só duas partidas. Mas a contratação do centroavante mexicano ainda é lembrada pelo torcedor devido a uma lenda jamais confirmada: a de que o clube tinha interesse em Aldo De Nigris, que defendia o Tigres e estava na seleção, mas acabou contratando por engano seu irmão, em baixa no futebol chinês. Após deixar o Santos, Antonio De Nigris jogou por mais três anos até sofrer uma parada cardíaca na Grécia e morrer.

FELIPE BALOY
Panamenho
Zagueiro
36 anos
Jogou no Grêmio e no Atlético-PR

O capitão da seleção panamenha passou pelo futebol brasileiro quando estava no início de sua carreira. Em 2003, quando se destacava na Colômbia, Baloy foi contratado pelo Grêmio, clube pelo qual foi titular e teve um desempenho razoável ao longo de suas temporadas. O zagueiro ainda teve uma rápida passagem pelo Atlético-PR em 2006 antes de se mudar para o México e construir uma longa carreira por lá.

RODNEY WALLACE
Costarriquenho
Meia-atacante
29 anos
Jogou no Sport

O jogador foi contratado pelo Sport para a disputa do Campeonato Brasileiro do ano passado depois de se destacar na conquista da MLS (Major League Soccer) de 2015 pelo Portland Timbers. Wallace foi titular do clube pernambucano durante a maior parte da última temporada, mas se recusou a voltar das férias de fim de ano, alegando problemas pessoais. O costarriquenho conseguiu rescindir seu contrato com o Sport e atualmente defende o New York City.


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7 astros que estão no último ano de contrato e podem agitar Mercado da Bola
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Rafael Reis

Se a última janela de transferências do futebol europeu já foi histórica, com a ida de Neymar para o Paris Saint-Germain por 222 milhões de euros (R$ 824 milhões), maior valor já pago por um jogador de futebol, o Mercado da Bola deve ser ainda mais movimentado na próxima temporada.

Além da inflação de preços provocada pelo transação do atacante brasileiro e da Copa do Mundo, que sempre dá uma balançada nas compras e vendas de jogadores, um outro fator deve ser determinante na janela de 2018/19.

Várias estrelas do primeiro escalão do futebol mundial estão no último ano de contrato com seus times atuais e, caso não renovem seus vínculos nos próximos meses, poderão trocar de clube gratuitamente em julho do próximo ano.

Listamos abaixo sete jogadores que vivem essa situação e que têm tudo para agitar o mercado na janela de transferências da próxima temporada.

LIONEL MESSI
Atacante
30 anos
Argentina
Barcelona (ESP)

A renovação de contrato até 2021 de um dos dois maiores astros do futebol mundial na última década chegou a ser anunciada pelo Barcelona em julho, só que jamais foi assinada pelo camisa 10 argentino. De acordo com a imprensa espanhola, esse é um indício de que Messi anda decepcionado com os rumos do clube (sobretudo após a venda de Neymar) e disposto a repensar seu futuro. Segundo o diário “As”, o Manchester City já conversa com o jogador para levá-lo à Inglaterra na próxima temporada.

ALEXIS SÁNCHEZ
Atacante
28 anos
Chile
Arsenal (ING)

Autor de 30 gols na temporada passada, o atacante chileno só não se mandou para o Manchester City na última janela de transferência porque o técnico Arsène Wenger vetou sua saída e o obrigou a cumprir o último ano de seu contrato. Isso significa que Alexis Sánchez deve deixar o Arsenal no próximo verão europeu sem a necessidade de uma compensação financeira. Além do City, Bayern de Munique e Paris Saint-Germain já manifestaram interesse em contratá-lo e são seus destinos mais prováveis.

MESUT ÖZIL
Meia
28 anos
Alemanha
Arsenal (ING)

Assim como Alexis Sánchez, o meia alemão dificilmente continuará vestindo a camisa do Arsenal a partir do segundo semestre do próximo ano. De acordo com a imprensa inglesa, Özil está na lista de compras do Manchester United, já que o técnico português José Mourinho sente falta no seu elenco de um jogador com características de armação de jogo. Barcelona e Real Madrid, onde o alemão já jogou, também estariam no páreo.

ARJEN ROBBEN
Atacante
33 anos
Holanda
Bayern de Munique (ALE)

A crise vivida pelo Bayern neste início de temporada e a provável chegada de um jovem treinador ao clube em 2018 (Julian Nagelsmann, do Hoffenheim, é o favorito) passam a impressão de fim de ciclo em Munique. E um dos jogadores que devem fazer parte desse processo de renovação é Robben. O holandês veste a camisa bávara desde 2009 e dificilmente assinará um novo contrato com o clube alemão. Com vários problemas físicos acumulados durante a carreira, o camisa 10 dificilmente irá para uma outra equipe do primeiro escalão europeu.

GIORGIO CHIELLINI
Zagueiro
33 anos
Itália
Juventus (ITA)

A “’defesa dos sonhos”’ da Juventus, que já perdeu Leonardo Bonucci para o Milan na última janela de transferências, pode sofrer uma nova baixa no próximo ano. O zagueiro Giorgio Chiellini, segundo jogador mais antigo do elenco da campeã italiana, ainda não chegou a um acordo com a diretoria para a extensão do seu contrato. Quem está de olho nessa situação é Antonio Conte, que dirigiu o camisa 3 na Juve e na seleção italiana. O treinador do Chelsea não esconde o desejo de levar o antigo pupilo para a Premier League.

LEON GORETZKA
Meia
22 anos
Alemanha
Schalke 04 (ALE)

Um dos artilheiros da última Copa das Confederações e em alta na seleção alemã, o meia vive uma situação semelhante à de Alexis Sánchez no Arsenal. Como o Schalke 04 não quis negociá-lo na última janela de transferências, Goretzka deve deixar o clube gratuitamente no próximo verão europeu. Interessados no jovem meio-campista não faltam: Bayern de Munique, Barcelona e Liverpool desejam sua contratação.

FERNANDINHO
Volante
32 anos
Brasil
Manchester City (ING)

Apesar de ser um dos xodós de Pep Guardiola no Manchester City, o volante brasileiro só tem contrato por mais oito meses. Mas, dificilmente, o treinador espanhol irá abrir mão de Fernandinho, titular da equipe em nove das dez partidas da atual temporada. De acordo com o próprio jogador, o City já iniciou as conversas para estender seu vínculo.


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Messi ficará menor se a Argentina não se classificar para a Copa?
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Rafael Reis

Cinco títulos de melhor jogador do planeta, uma Bola de Ouro da Copa do Mundo, outra do Mundial sub-20, oito troféus de Campeonatos Espanhóis, quatro de Liga dos Campeões e vários recordes: maior artilheiro da história do Barcelona, recordista de bolas na rede pela seleção argentina e jogador com mais hat-tricks em competições europeias.

Esse é o currículo resumido de Lionel Messi. Um currículo que certamente será posto em prova caso o camisa 10 falhe na tarefa de classificar a Argentina para a Copa da Rússia-2018.

A tarefa não é mais das simples. A seleção dirigida por Jorge Sampaoli precisa derrotar o Equador, fora de casa, nesta terça-feira, para se garantir na repescagem. A vaga direta para o Mundial só virá em caso de combinações de resultado envolvendo Chile, Peru e Colômbia.

Mas, afinal, qual será o impacto de um possível fracasso argentino nas eliminatórias da Copa para a carreira de Messi? O astro do Barça será menor caso não consiga classificar seu país para a competição mais importante do calendário da bola?

Para começar a responder essa pergunta, é preciso lembrar que, apesar de ser um dos nomes mais importantes do futebol mundial no século 21, o meia-atacante não é uma unanimidade. E, aqueles que costumam criticá-lo, sempre usam como argumento seu desempenho com a camisa da Argentina.

O último título da seleção principal dos nossos vizinhos foi a Copa América de 1993, conquistada muito antes do início da Era Messi. Apesar de defender a equipe adulta há 12 anos, o craque foi incapaz de encerrar esse tabu.

Mesmo quando bateu na trave, como no vice-campeonato da última Copa do Mundo, o jogador não escapou das críticas. Messi foi eleito o craque da competição, mas pouca gente concordou com a indicação. Meses depois, o então presidente da Fifa, Joseph Blatter, admitiu que a premiação do argentino foi um erro.

Criado na Catalunha desde o começo da adolescência, o meia-atacante nunca conquistou também a confiança plena do torcedor de sua terra-natal. Enquanto o mundo todo debatia se Messi era mais jogador do que Maradona um dia foi, os argentinos nem tratavam essa questão uma discussão séria.

Aos 30 anos e caminhando para a reta final da carreira, o craque tem lugar garantido entre os melhores da história do futebol. Mas para ter uma posição inquestionável de destaque nessa galeria, ainda falta algo… um título de Copa ou fim das dúvidas sobre seu desempenho pela seleção.

Não, a culpa pelo longo jejum da Argentina e pelo futebol horrível demonstrado pela equipe nas eliminatórias não é de Messi. Mas não há dúvidas de que ele será o maior prejudicado caso o país não dispute a Copa-2018.

Afinal, um fracasso dessa magnitude será para sempre um pesado asterisco em sua história.

Para resumir: Messi continuará sendo um gigante mesmo que a Argentina fique fora do Mundial. Mas talvez vire um gigante um pouco menor…


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Drama argentino: saiba quando seleções campeãs mundiais não foram à Copa
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Rafael Reis

A Argentina vive um drama. Caso não derrote o Equador, fora de casa, na última rodada das eliminatórias sul-americanas, o time de Messi, Dybala e Mascherano corre risco de ficar fora da Copa-2018.

Mas mesmo que vença o confronto em Quito, a seleção bicampeã mundial só estará garantida na repescagem contra a Nova Zelândia. Para selar a vaga direta, é preciso que outros resultados aconteçam: que o Chile não bata o Brasil, que Peru e Colômbia empatem ou que os peruanos derrotem os colombianos por uma diferença de gols menor que o triunfo argentino.

Mas a situação que tira o sono do torcedor argentino não é inédita. Com exceção do Brasil, todas as outras seleções do planeta, mesmo as mais tradicionais e poderosas, já ficaram fora de alguma edição da Copa do Mundo.

Relembre abaixo quando foi a última vez que cada uma das equipes campeãs mundiais não participou da principal competição de futebol do planeta.

ALEMANHA
Títulos:
4 (1954, 1974, 1990 e 2014)
Participações:
18
Última ausência:
1950

Além do Brasil, a Alemanha é a única seleção do planeta que conquistou a classificação para a Copa do Mundo em todas as eliminatórias que participou. Suas duas únicas ausências na competição não foram em razão de fracassos dentro de campo. Em 1930, os germânicos simplesmente não quiseram cruzar o Oceano Atlântico para disputar a primeira edição do torneio, no Uruguai. Já em 1950, foram impedidos pela Fifa de se inscreverem nas eliminatórias devido à Segunda Guerra Mundial.

ITÁLIA
Títulos:
4 (1934, 1938, 1982 e 2006)
Participações:
18
Última ausência:
1958

Assim como a Alemanha, a Itália também só ficou fora de duas das 20 Copas do Mundo já disputadas. A Azzurra foi outra seleção que não quis ir à América do Sul para a edição inaugural do torneio. Já em 1958, a vaga foi perdida em campo. Os italianos, já bicampeões mundiais naquela época, foram superados pela Irlanda do Norte em um grupo de três times que classificava apenas um –Portugal foi o lanterna da chave.

ARGENTINA
Títulos:
2 (1978 e 1986)
Participações:
16
Última ausência:
1970

Dos quatro Mundiais que a Argentina não participou, apenas em um deles a vaga foi perdida nas eliminatórias. Em 1970, a futura seleção de Maradona e Messi fez uma campanha digna de pena. Os argentinos venceram apenas um dos quatro jogos que disputaram e terminaram na lanterna de um grupo que contava também com Peru (classificado para a Copa do México) e Bolívia.

URUGUAI
Títulos:
2 (1930 e 1950)
Participações:
12
Última ausência:
2006

Antes de chegar às semifinais da Copa-2010 e retomar pelo menos um pouco da sua tradição de sucesso no futebol internacional, o Uruguai vivia uma draga e ficou fora de três dos quatro Mundiais disputados entre 1994 e 2006. Nas eliminatórias para a Copa da Alemanha, seu último fracasso, a equipe dos Diegos Forlán e Lugano foi a quinta colocada da Conmebol e teve de disputar a repescagem. Mas, no confronto direto com a Austrália, campeã do qualificatório da Oceania, o Uruguai se deu mal e acabou derrotado nos pênaltis.

INGLATERRA
Títulos:
1 (1966)
Participações:
14
Última ausência:
1994

Semifinalista da Copa-1990, a Inglaterra conseguiu a proeza de não se classificar para o Mundial seguinte. O time, que contava com David Platt, Ian Wright, Paul Ince e Paul Gascoigne, ficou na terceira posição em uma chave que tinha Polônia, Turquia, Holanda, Noruega e San Marino. As duas vagas distribuídas pelo grupo foram para as mãos de noruegueses e holandeses.

FRANÇA
Títulos:
1 (1998)
Participações:
14
Última ausência:
1994

O fracasso francês nas eliminatórias para a Copa dos EUA é lembrado até hoje. O time de Éric Cantona, um dos grandes astros do Manchester United, chegou à reta final do qualificatório em situação bastante tranquila. Líder da chave, a França jogava em casa nas duas últimas rodadas e só precisava de dois pontos para selar a classificação. Só que aí começou seu pesadelo. Primeiro, perdeu de virada por 3 a 2 para Israel, lanterna de chave, com direito a gol sofrido no último minuto. A situação se repetiu contra a Bulgária: derrota de virada por 2 a 1. E o gol da eliminação saindo já nos acréscimos.

ESPANHA
Títulos:
1 (2010)
Participações:
14
Última ausência:
1974

Os espanhóis não foram para a Copa do Mundo de 1974 por um mero detalhe do regulamento das eliminatórias, que previa apenas o saldo de gols como critério para o desempate entre duas ou mais seleções. A Fúria terminou o Grupo 7 do qualificatório da Uefa empatado em pontos e saldo de gols com a Iugoslávia e, apesar de ter balançado as redes mais vezes que o rival, precisou disputar um jogo de desempate em campo neutro. No dia 13 de fevereiro de 1974, os espanhóis foram derrotados pelos iugoslavos por 1 a 0 e tiveram de ver o Mundial pela TV.


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Perto da vaga, goleiro egípcio quer ser o mais velho da história das Copas
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Rafael Reis

Maior campeão africano de todos os tempos, o Egito joga neste domingo (8) contra o Congo para retornar à Copa do Mundo depois de 28 anos e permitir que um dos seus principais ídolos faça história.

Caso os Faraós conquistem uma vaga no Mundial da Rússia, o goleiro Essam El-Hadary, capitão e estrela da equipe, terá a oportunidade de se transformar no jogador mais velho a disputar a competição.

O veterano camisa 1 egípcio já tem 44 anos e completará em janeiro seu 45º aniversário. O colombiano Faryd Mondragón, até hoje o atleta mais experiente em uma Copa, tinha dois anos a menos quando disputou o torneio em 2014.

“Consegui quase tudo em minha carreira. Conquistei 37 troféus e vivi momentos inesquecíveis, como a vitória sobre a Itália na Copa das Confederações de 2009. A única coisa que me falta é participar de uma Copa do Mundo”, afirmou o goleiro, em entrevista ao site da Fifa.

El-Hadary estreou como profissional em 1993, quando uma parte considerável dos jogadores que irão à Rússia-2018 nem havia nascido. Três anos depois, ele disputou a primeira de suas 155 partidas pelo Egito.

O goleiro fez parte de quatro das sete conquistas de sua seleção na Copa Africana de Nações (1998, 2006, 2008 e 2010) e foi essencial para sua equipe chegar à decisão do torneio continental deste ano –acabou derrotada por Camarões.

Atualmente no Al-Taawoun, o décimo clube que defende como profissional, El-Hadary não esconde de ninguém a meta de superar o recorde de Mondragón e colocar seu nome no livro de recordes da Copa do Mundo. Mas, faz questão de frisar que a classificação egípica é mais importante do que qualquer marca que ele possa alcançar.

“O primeiro objetivo é ajudar o Egito a alcançar a Copa, a meta pessoal vem depois. Glórias individuais acontecem naturalmente depois que o objetivo maior é alcançado”, falou.

Fora dos Mundiais desde 1990, quando caiu na primeira fase, a seleção egípcia lidera o Grupo E das eliminatórias africanas, com nove pontos. Para conseguir a vaga com uma rodada de antecipação e colocar El-Hadary no caminho do recorde, basta que derrote o Congo.


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7 brasileiros que podem ser adversários da seleção de Tite na Copa-2018
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Rafael Reis

A Copa-2018 ainda não definiu todas as suas 32 seleções participantes. Mas uma coisa já dá para afirmar: o Mundial da Rússia não terá a presença de apenas 23 jogadores brasileiros, aqueles que serão convocados por Tite.

Como vem acontecendo em todas as últimas edições da Copa, a competição do próximo ano terá atletas nascidos no Brasil (ou descendentes de brasileiros) vestindo outras camisas, do país onde cresceram ou que decidiram defender.

Conheça abaixo sete jogadores brasileiros que podem aparecer na Copa-2018 atuando por uma outra seleção e que correm risco de ser pedras no caminho do hexacampeonato mundial do time canarinho.

PEPE
Zagueiro
34 anos
Besiktas (TUR)
Portugal (desde 2007)

Natural de Alagoas, mudou-se para Portugal aos 18 anos e foi “descoberto” pela seleção lusitana logo depois de ter sido contratado pelo Real Madrid e antes de receber sua primeira chance no Brasil. É hoje um dos jogadores mais importantes da equipe de Cristiano Ronaldo e foi figura essencial na conquista da Eurocopa do ano passado. Pepe já disputou duas Copas do Mundo com a camisa portuguesa (2010 e 2014).

THIAGO ALCÂNTARA
Meia
26 anos
Bayern de Munique (ALE)
Espanha (desde 2011)

Filho do tetracampeão mundial Mazinho, nasceu na Itália, mas defende a seleção espanhola desde os tempos em que estava nas categorias de base do Barcelona. Seu pai nunca escondeu que a decisão do primogênito está ligada ao fato de ter sido completamente ignorado pela CBF nos times sub-17 e sub-20 do Brasil. Ao contrário de Thiago, seu irmão Rafinha, que também defendeu as seleções menores da Espanha, voltou atrás e hoje está disponível para Tite.

RODRIGO
Atacante
26 anos
Valencia (ESP)
Espanha (desde 2014)

Amigo de infância de Thiago Alcântara, o filho do ex-lateral esquerdo Adalberto, que jogou no Flamengo, passou por todas as seleções espanholas de base e não teve dúvida na hora de definir qual país defender como profissional. Apesar de não ser a primeira opção de Julen Lopetegui para o ataque, Rodrigo fez um dos gols da vitória por 3 a 0 sobre a Albânia, na sexta-feira, que classificou a Espanha para a Copa.

ÉDER
Atacante
30 anos
Inter de Milão (ITA)
Itália (desde 2015)

Descendente de italianos, deixou o Brasil rumo à terra dos antepassados aos 18 anos, logo depois de ter sido promovido ao time profissional do Criciúma. Na Terra da Bota, passou por Empoli, Frosinone, Brescia, Cesena e Sampdoria até chegar à Inter de Milão, no ano passado. Apesar de reserva em seu clube, é um dos homens de confiança do técnico da seleção italiana, Gian Piero Ventura.

THIAGO CIONEK
Zagueiro
31 anos
Palermo (ITA)
Polônia (desde 2014)

Nascido em Curitiba e bisneto de poloneses, o zagueiro teve a ajuda de um abaixo-assinado feito por 3 mil torcedores do Jagiellonia Bialystok, clube que defendeu entre 2008 e 2012, para que o governo polaco reconhecesse sua cidadania. Foi para a Europa muito jovem, com apenas 22 anos. Antes disso, construiu uma carreira discreta no Brasil: passou pelo futebol amador do Paraná e defendeu o Cuiabá e o CRB.

MARLOS
Meia-atacante
29 anos
Shakhtar Donetsk (UCR)
Ucrânia (desde 2017)

O ex-jogador do São Paulo acabou de estrear pela seleção ucraniana. O primeiro jogo de Marlos com a camisa da equipe treinada por Andriy Shevchenko foi a vitória por 2 a 0 sobre Kosovo, na sexta-feira. O meia-atacante joga na Ucrânia desde 2012 e é hoje um dos principais nomes do Shakhtar Donetsk. Caso sua seleção consiga a classificação para a Copa, é bem provável que ele seja convocado.

MÁRIO FERNANDES
Lateral direito
27 anos
CSKA Moscou (RUS)
Rússia (desde 2017)

Sempre lembrado por ter recusado uma convocação para a seleção brasileira no passado, o ex-lateral direito de São Caetano e Grêmio migrou para o CSKA Moscou em 2012, recebeu a cidadania russa no ano passado e começou a ser convocado nos últimos meses pelo técnico Stanislav Cherchesov para defender o time anfitrião da Copa-2018.


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Catalunha já tem seleção, joga uma vez por ano e até derrotou o Brasil
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Rafael Reis

O referendo do último domingo, em que 92% dos eleitores se declararam favoráveis à independência da Catalunha, e o crescimento das tensões separatistas entre a comunidade autônoma e a Espanha levantam uma importante questão para o mundo da bola: será que em breve teremos uma nova seleção disputando Eurocopas e Copas do Mundo?

Mas apesar de não ser filiada nem à Fifa e nem à Uefa e, por isso, não poder disputar competições oficiais, a seleção catalã já existe há mais de um século, costuma se reunir todos os anos e tem uma vitória sobre o Brasil como um dos resultados mais importantes de sua história.

O selecionado da Catalunha se reuniu pela primeira vez em 1905 e já disputou quase 200 partidas ao longo dos últimos 112 anos.

Nem mesmo durante as quase quatro décadas da ditadura do general Francisco Franco, que aboliu muitos dos direitos catalães entre 1936 e 1975, a equipe deixou de ir a campo –foram disputados inclusive amistosos contra a Espanha no período.

Só de amistosos contra o Brasil, foram quatro. Nas vésperas da Copa do Mundo-1934, a seleção catalã recebeu a equipe brasileira, que contava com o astro Leônidas da Silva, e a derrotou por 2 a 1.

Ainda no mesmo ano, as duas equipes se reencontraram e empataram por 2 a 2. Já neste século, foram dois jogos, e duas vitórias brasileiras: 3 a 1, em 2002, e 5 a 2, dois anos mais tarde.

Atualmente, a seleção catalã tem autorização da Fifa para disputar um amistoso por ano, normalmente em dezembro. Sua última vitória foi a goleada por 4 a 1 sobre Cabo Verde, em 2013. Depois, perdeu um jogo e empatou outro com o País Basco e teve um novo empate ante a Tunísia.

A responsabilidade de dirigir o time catalão é dividida atualmente entre dois treinadores, Gerard López, que comanda também o Barcelona B, e Sergio González, recordista em partidas pela seleção quando jogador e ex-técnico do Espanyol.

Apesar de no passado já ter recebido astros estrangeiros do Barça, como Johan Cruyff, Hristo Stoichkov e Laszlo Kubala, a equipe é formada atualmente apenas por jogadores nascidos na Catalunha.

Estrelas da seleção espanhola, como o zagueiro Gerard Piqué, Sergio Busquets e Jordi Alba (Barcelona) e o meia Cesc Fàbregas (Chelsea) foram poupados do amistoso do ano passado, contra a Tunísia. Mas Xavi (Al Sadd), Sergi Roberto (Barcelona) e Sergio García (Espanyol) estiveram presentes.

Caso a Catalunha realmente consiga se tornar um país independente e seja reconhecida pela Fifa e pela Uefa como uma nação autônoma e apta a disputar Eurocopas e Copas do Mundo, os jogadores que hoje jogam pela Espanha teriam de decidir qual das duas seleções gostariam de defender.

Apresentamos abaixo uma possível seleção ideal da Catalunha, levando em conta que todos os atletas catalães optariam por servir à nova equipe:

G – Kiko Casilla (Real Madrid) ou Pau López (Espanyol)
LD – Héctor Bellerín (Arsenal)
Z – Gerard Piqué (Barcelona)
Z – Marc Barta (Borussia Dortmund)
LE – Jordi Alba (Barcelona)
V – Sergio Busques (Barcelona)
M – Sergi Roberto (Barcelona)
M – Cesc Fàbregas (Chelsea)
MA – Aleix Vidal (Barcelona
A – Gerard Moreno (Espanyol)
MA – Gerard Deulofeu (Barcelona) ou Keita Baldé (Monaco)


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Chegou a geração 2000: 8 garotos para você acompanhar no Mundial sub-17
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Rafael Reis

A 17ª edição do Mundial sub-17 começa nesta sexta-feira, na Índia, desfalcado daquele que seria seu garoto mais badalado.

Mas a ausência de Vinícius Jr., meia-atacante do Flamengo já negociado com o Real Madrid por 45 milhões de euros (R$ 165,8 milhões), não significa que a competição tenha ficado carente de meninos que merecem ser observados de perto por torcedores e olheiros dos principais clubes do planeta.

Entre os 504 jogadores inscritos no torneio que vai até 28 de outubro, alguns deles certamente têm condições de repetir os passos de Kroos, Fàbregas, Tevez, Ronaldinho, Casillas, David Silva, todos revelados nos gramados de um Mundial sub-17.

Conheça abaixo 8 garotos que merecem sua atenção na primeira competição masculina da Fifa exclusiva para jogadores nascidos a partir do ano 2.000.

TIMOTHY WEAH
EUA
Atacante
17 anos
Paris Saint-Germain (FRA)

O camisa 10 da seleção norte-americana sabe muito bem o que é ser um astro do futebol mundial. Afinal, seu pai já deve ter lhe contado. Timothy é filho de George Weah, estrela liberiana de Paris Saint-Germain e Milan nos anos 1990 e o único jogador africano que já foi eleito o melhor do planeta (1995). Assim como o pai, o garoto é mestre na arte de balançar as redes e já marcou quatro gols em seis partidas pelo PSG na Uefa Youth League, a versão sub-19 da Liga dos Campeões da Europa.

TAKEFUSA KUBO
Japão
Meia-atacante
16 anos
FC Tokyo (JAP)

Novo Messi ou novo Freddy Adu? Só o tempo dirá. Mas é fato que o garoto que encantava nas categorias de base do Barcelona (e que deve voltar para lá quando alcançar a maioridade) disputou seu primeiro Mundial sub-20 com apenas 15 anos de idade e agora é uma das atrações da competição sub-17. Mesmo tão novo, Kubo já fez história no futebol japonês. O menino é o jogador mais jovem de todos os tempos a disputar uma partida de futebol como profissional na terra do sol nascente.

JADON SANCHO
Inglaterra
Meia-atacante
17 anos
Borussia Dortmund (ALE)

Cria das categorias de base do Manchester City, foi eleito o melhor jogador do último Europeu sub-17 e acabou negociado com o Borussia Dortmund por 8,8 milhões de euros (R$ 32,4 milhões) depois da competição. Na Alemanha, Sancho carrega o peso de substituir o francês Ousmane Dembélé, que foi para o Barcelona. Até por isso, só foi liberado pelo Dortmund para disputar a fase de grupos do Mundial. Caso a Inglaterra avance para os mata-matas, seu caso será reavaliado pela comissão técnica.

AMINE GOUIRI
França
Atacante
17 anos
Lyon (FRA)

Artilheiro do último Europeu sub-17, com oito gols, o centroavante francês possui origem argelina, assim como Zinédine Zidane e Karim Benzema, e é um dos favoritos para conquistar a Chuteira de Ouro no Mundial. Na mira de vários clubes importantes do Velho Continente, Gouiri acabou de renovar contrato por três temporadas com o Lyon e deve receber em breve sua primeira oportunidade de atuar pela equipe principal.

JANN-FIETE ARP
Alemanha
Atacante
17 anos
Hamburgo (ALE)

Ao entrar em campo no finalzinho da partida contra o Werder Bremen, no último sábado, o centroavante do Hamburgo se tornou o primeiro jogador nascido nos anos 2000 a estrear na Bundesliga, a primeira divisão do Campeonato Alemão. Nada mais natural, já que Arp é uma das grandes apostas da seleção tetracampeã mundial para o futuro e faz parte da lista de compras de Chelsea, Borussia Dortmund e Juventus.

PAULINHO
Brasil
Meia-atacante
17 anos
Vasco (BRA)

Com a ausência de Vinícius Jr., caberá a Paulinho a tarefa de liderar o Brasil no Mundial sub-17. Apesar de muito jovem, o garoto já tem uma experiência considerável no futebol profissional e chegou até a ser titular do Vasco em algumas partidas do Campeonato Brasileiro. Autor de dois gols na Série A deste ano, ambos na vitória por 2 a 1 sobre o Atlético-MG, o meia-atacante é o jogador mais novo a marcar pelo Vasco neste século –quebrou o recorde que pertencia a Philippe Coutinho.

WILLEM GEUBBELS
França
Meia-atacante
16 anos
Lyon (FRA)

Ponta esquerda de muita velocidade e habilidade acima do normal, vem sendo tratado como fenômeno pela imprensa francesa e foi o primeiro jogador nascido no século 21 (a partir de 2001) a estrear na Ligue 1. Geubbels debutou com a camisa do time adulto do Lyon no empate por 3 a 3 com o Dijon, no dia 23 de setembro, e deve ser integrado de vez à equipe principal depois do Mundial.

ABEL RUIZ
Espanha
Atacante
17 anos
Barcelona (ESP)

Maior artilheiro da história da seleção espanhola sub-17, com 19 gols em 25 partidas, o centroavante do Barcelona foi o capitão da equipe na conquista do Europeu da categoria e é o principal nome da nova geração de La Masia. Ruiz já tem sido titular em algumas partidas do Barça B e seu aproveitamento por Ernesto Valverde no time de cima é apenas uma questão de tempo.


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Zizao não foi o único: 6 jogadores asiáticos que tentaram a sorte no Brasil
Comentários 15

Rafael Reis

Atravessar o mundo em busca de uma oportunidade e, principalmente, de aprendizado no futebol mais vitorioso e admirado do planeta.

É isso que jovens asiáticos, principalmente de Japão e China, costumam fazer quando se arriscam a tentar a sorte no Brasil.

A maioria vem para cá ainda na adolescência, treina durante alguns meses em alguma escolinha ou clube parceiro e depois volta ao Oriente para tentar se transformar em profissional.

Mas essa não é a trajetória de todos os jogadores asiáticos que desembarcam no Brasil. Há outras histórias. E, por isso, listamos abaixo seis atletas do outro lado do mundo que se tornaram conhecidos por aqui.

ZIZAO
Chinês
Meia
29 anos
Jogou no Corinthians

Zizao não foi contratado para jogar futebol, mas sim para vender camisas na Ásia. Foi isso que muita gente falou quando o Corinthians anunciou a contratação do desconhecido jogador chinês, no começo de 2012. Projeto de marketing ou não, o fato é que Zizao conquistou a simpatia do torcedor corintiano… mais pelo carisma do que pelo futebol mostrado nas cinco oportunidades que recebeu durante os dois anos em que viveu no Brasil. De volta para o casa, o meia defende hoje o Guangzhou R&F, onde atuam os brasileiros Renatinho e Júnior Urso.

KAZU MIURA
Japonês
Atacante
50 anos
Jogou em vários clubes, como Santos, Palmeiras e Coritiba

Um dos maiores nomes da história do futebol japonês, migrou para o Brasil aos 15 anos com o objetivo de se tornar jogador profissional, rodou por clubes importantes, como Santos, Palmeiras e Coritiba, e retornou para o Oriente oito anos mais tarde. Disputou quase 90 partidas pela seleção, mas nunca esteve em uma Copa do Mundo de futebol (só de futsal). Aos 50 anos, segue em atividade e defende o Yokohama FC, da segunda divisão. Kazu é o jogador mais velho da história a disputar uma partida e também a fazer gol por uma time profissional.

MASAKIYO MAEZONO
Japonês
Meia-atacante
43 anos
Jogou no Santos e no Goiás

Jogador da seleção japonesa que derrotou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Atlanta-1996, o meia-atacante chegou ao Santos em 1998, por indicação do técnico Emerson Leão e marcou logo em sua primeira partida no clube de Pelé –empate por 1 a 1 com a Portuguesa. Apesar de ter caído nas graças da torcida, Maezono só jogou mais quatro partidas pelo Santos antes de se transferir para o Goiás. Em 2000, ele aceitou convite do Shonan Bellmare e voltou para casa. Maezono se aposentou em 2004, aos 31 anos.

TOMO SUGAWARA
Japonês
Volante
41 anos
Jogou no Santos

Assim como Maezono, desembarcou na Vila Belmiro a pedido de Leão, que já havia dirigido o volante japonês no Verdy Kawazaki. A passagem de Sugawara pelo Santos durou apenas quatro partidas, mas ficou marcada por um fato pitoresco. O jogador foi avisado de que deveria entregar a braçadeira de capitão do time para o zagueiro Narciso, mas não entendeu a mensagem e a colocou em seu braço. Sugawara atuou profissionalmente até 2011 e disputou mais de 200 jogos da J-League.

MUSASHI MIZUSHIMA
Japonês
Meia
53 anos
Jogou no São Paulo, no Santos e na Portuguesa

Assim como Kazu Miura, Mizushima veio ao Brasil ainda na adolescência para tentar se tornar jogador profissional de futebol em um tempo em que o profissionalismo ainda não era uma realidade na modalidade no Japão. O jogador passou pelas categorias de base do São Paulo, mas nunca atuou no time principal do Morumbi. Mizushima só foi entrar em campo por uma equipe adulta no Brasil depois de trocar o clube da capital pelo São Bento. O meia ainda defendeu Portuguesa e Santos antes de voltar para o Japão.

ZHANG YUANSHU
Chinês
Meia
20 anos
Joga no São Paulo

Trazido ao país pelo Desportivo Brasil, clube que pertence ao mesmo grupo chinês que é dono do Shandong Luneng, Zhang disputou a última Copa São Paulo pela equipe de Porto Feliz e acabou emprestado ao time sub-20 do São Paulo. Aqui no Brasil, o meia chinês prefere ser chamado de Oscar, em homenagem ao ex-jogador do Chelsea, que atualmente é um dos astros da primeira divisão da China.


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