Blog do Rafael Reis

Patrocínio de turismo na Coreia do Norte gera polêmica no futebol inglês
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Rafael Reis

A história do futebol está cheia de patrocinadores um tanto quanto incomuns. Games, aplicativos de relacionamento, bandas de forró, sites de sexo explícito e até mesmo uma atriz pornô já apoiaram financeiramente times ao redor do planeta.

Mas, nas últimas semanas, um novo patrocínio tem chamado atenção e provocado polêmica na Inglaterra, terra da liga nacional mais rica do mundo, ao promover viagens de turismo para um dos países mais fechados e contestados de todo o globo.

Crédito: Divulgação

Desde a tradicional rodada de “Boxing Day” (26 de dezembro), o Blyth Spartans, time que disputa um campeonato equivalente à sexta divisão do futebol inglês, tem exibido em seus jogos em casa uma placa com a mensagem “Visit North Korea”.

O espaço não foi comprado pelo regime do ditador Kim Jong-un, dos mais polêmicos chefes de Estado do planeta e que durante os últimos anos foi uma espécie de “inimigo número um” do Ocidente devido a seu programa nuclear, mas sim por uma empresa sediada na China.

De acordo com o escritor e proprietário da agência Tom Fowdy, que é inglês, sua companhia não é um instrumento de propaganda dos ideais norte-coreanos, mas sim promove “viagens educacionais, intercâmbio cultural e engajamento com o país.”

Em entrevista ao jornal “The Telegraph”, o empresário disse que seu negócio estimula as pessoas a “ampliarem seus horizontes e a pensarem diferente”.

A polêmica placa de publicidade apareceu pela primeira vez na partida contra o Spennymoor Town. Ciente de que o anúncio provocaria reações na sua torcida, o clube fez questão de explicar o acordo em sua revista distribuída a quem vai ao estádio com as informações do jogo que irão assistir.

“Por que visitar a Coreia do Norte? Esse não é um país que as pessoas sabem que pode ser visitado e a maioria delas não quer viajar para lá. Mas, no ‘Visit North Korea’, eles se orgulham de ser diferentes. Eles são uma empresa objetiva que não fica presa à rigidez da opinião pública contemporânea. Eles pensam fora da caixinha e buscam pessoas que também o façam.”

Na internet, torcedores do Blyth Spartans ridicularizam o acordo que rende 250 libras (quase R$ 1.200) por partida ao clube. Além de vários comentários negativos sobre a parceria comercial nas redes sociais, o jornalista John Sweeney produziu uma reportagem em vídeo sobre o jogo contra o Spennymoor Town usando imagens e sons da TV estatal norte-coreana.

Apesar das desavenças com o regime norte-coreano, o Reino Unido mantém relações diplomáticas com o país. Ou seja, seus cidadãos podem viajar para lá (ao contrário do que acontece com os norte-americanos, por exemplo).

O Blyth Spartans é um clube semiprofissional da região metropolitana de Newcastle, no nordeste da Inglaterra. O maior momento dos seus 119 anos de história aconteceu na temporada 1977/78, quando chegou até as oitavas de final da FA Cup.


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5 destaques de times menores da Europa para seu clube contratar
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Rafael Reis

Tirar um jogador do Barcelona, do Real Madrid, do Manchester City ou do Liverpool é praticamente uma tarefa impossível para os clubes brasileiros devido à diferença financeira existente entre o futebol nacional e as maiores potências da modalidade no planeta.

Mas isso não significa que as equipes da terra pentacampeã mundial não possam se reforçar com jogadores que estão em alta na Europa. Só é preciso mudar um pouco o foco e olhar para as equipes menores do Velho Continente.

O “Blog do Rafael Reis” apresenta abaixo cinco jogadores nacionais que vivem grandes momentos do outro lado do Oceano Atlântico vestindo camisas menos tradicionais e que poderiam perfeitamente retornar ao país nesta nova temporada.

WILLIAN JOSÉ
Atacante
27 anos
Real Sociedad (ESP)

Crédito: Gabriel Bouys/AFP

O ex-centroavante de São Paulo, Santos e Grêmio construiu uma carreira sólida no futebol espanhol, onde atua desde 2014, e é hoje um dos mais valorizados atacantes de times pequenos do país. Pela Real Sociedad, está em sua terceira temporada e já marcou 38 vezes. Apesar do momento ruim do clube basco, continua fazendo seus golzinhos e segue em alta. Como possui contrato até 2024, seria uma contratação cara para qualquer clube brasileiro. Cara, mas que poderia facilmente se pagar caso Willian José mantenha fome de gols dos últimos anos.

DYEGO SOUZA
Atacante
29 anos
Braga (POR)

Crédito: Divulgação

Praticamente desconhecido no Brasil, de onde saiu aos 19 anos depois de passar pelas categorias de base do Palmeiras e jogar por Moto Clube e Operário-MT, o centroavante chegou até a atuar em Angola antes de se estabelecer em Portugal. Em sua segunda temporada pelo Braga, virou o artilheiro de um dos principais campeonatos nacionais da Europa, com 12 gols, dois a mais que o holandês Bas Dost, do Sporting.

ROGÉRIO
Lateral esquerdo
20 anos
Sassuolo (ITA)

Crédito: Divulgação

Outro brasileiro que saiu muito jovem do país, o lateral trocou a base do Internacional pelo futebol italiano quando tinha apenas 18 anos. Atualmente, está emprestado pela Juventus ao Sassuolo é um dos destaques da equipe no Calcio. Como dificilmente terá chances na equipe principal do clube mais poderoso da Itália, terá de escolher uma outra casa para dar o próximo passo em sua carreira. Talvez uma volta ao Brasil possa ajudá-lo a voos mais altos.

ARI
Atacante
33 anos
Krasnodar (RUS)

Crédito: Divulgação

No exterior desde 2006, quando deixou o Fortaleza, o atacante fez sucesso na Suécia (Kalmar), repetiu a dose na Holanda (AZ Alkmaar) e agora brilha na Rússia (passou por Spartak Moscou e Lokomotiv Moscou). Na atual temporada, já marcou oito vezes pelo Krasnodar e ganhou suas primeiras oportunidades pela seleção do país-sede da última Copa do Mundo. Como seu contrato termina em junho, já pode assinar com outra equipe para defender na próxima temporada.

DIEGO CARLOS
Zagueiro
25 anos
Nantes (FRA)

Crédito: Divulgação

Mais um caso de atleta que não teve muito destaque no Brasil, mas está construindo uma carreira consolidada na Europa. Ex-São Paulo, Paulista e Madureira, Diego Carlos é hoje titular absoluto do Nantes, 11º colocado no Campeonato Francês, chegou a usar a braçadeira de capitão do clube em alguns jogos desta temporada. O zagueiro, já foi especulado em clubes mais importantes da Ligue 1, como Olympique de Marselha e Monaco, mas por enquanto continua como um alvo viável para os grandes do futebol brasileiro.


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Janela já movimentou R$ 1,8 bi em janeiro; Flamengo está no top 10
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Rafael Reis

O futebol brasileiro tem ajudado a alavancar o mercado global de transferências da janela de janeiro.

O país pentacampeão mundial é o único com mais de um jogador no top 10 dos negócios mais caros desse período de transferências.

Crédito: Divulgação

O meia Lucas Paquetá, que trocou o Flamengo pelo Milan em uma transação de 35 milhões de euros (R$ 151 milhões), é o segundo colocado no ranking.

Já Anderson Talisca, que estava emprestado pelo Benfica ao Guangzhou Evergrande e agora teve seus direitos econômicos comprados pelos chineses por 19,2 milhões de euros (R$ 83,1 milhões), ocupa a quarta posição na lista.

O Brasil também aparece na sétima colocação do ranking, mas aí como nacionalidade do clube comprador (Flamengo) do meia uruguaio Giorgian de Arrascaeta, ex-Cruzeiro, negociado por 15 milhões de euros (R$ 65 milhões), aquisição mais cara da história do futebol nacional.

Além de dois brasileiros e de um uruguaio, o top 10 das maiores contratações da janela de transferências de janeiro pelo mundo conta com jogadores dos Estados Unidos, da Inglaterra, de Mali, da Espanha, da República Democrática do Congo, da Argentina e do México.

O maior negócio deste mês foi a venda do meia norte-americano Christian Pulisic, do Borussia Dortmund, para o Chelsea. O jogador, no entanto, continuará na Alemanha por empréstimo até o fim da temporada.

A transferência do lateral direito Benjamin Pavard, campeão mundial pela seleção francesa e atualmente no Stuttgart, para o Bayern de Munique, que foi anunciada na última quarta-feira, não foi contabilizada, já que o negócio será concretizado apenas na próxima janela de transferências, em julho.

No total, o Mercado da Bola já movimentou em janeiro-2019 pouco mais de 430 milhões de euros (R$ 1,8 bilhão). Doze meses atrás, a janela de início de ano ultrapassou 720 milhões de euros (R$ 3,1 bilhões) em negócios.

AS 10 CONTRATAÇÕES MAIS CARAS DA JANELA DE JANEIRO/2019

1 – Christian Pulisic (EUA, Chelsea) – 64 milhões de euros
2 – Lucas Paquetá (BRA, Milan) – 35 milhões
3 – Dominic Solanke (ING, Bournemouth) – 21,2 milhões
4 – Talisca (BRA, Guangzhou Evergrande) – 19,2 milhões
5 – Amadou Haidara (MAL, RB Leipzig) – 18 milhões
6 – Brahim Díaz (ESP, Real Madrid) – 17,3 milhões
7 – Giorgian de Arrascaeta (URU, Flamengo) – 15 milhões
8 –  Benik Afobe (RDC, Stoke City) – 13,5 milhões
9 – Maximiliano Meza (ARG, Monterrey) – 13,1 milhões
10 – Victor Dávila (MEX, Pachuca) – 10,6 milhões
TOTAL: 434,6 milhões


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Após fracassar na Europa, Ganso ainda pode dar certo no futebol brasileiro?
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Rafael Reis

Em dois anos e meio atuando na Europa, Paulo Henrique Ganso disputou apenas 41 partidas, marcou míseros sete gols e distribuiu nove assistências. Mais que isso, passou a maior parte do tempo sentado no banco de reservas ou mesmo sem sequer ser relacionado para as partidas dos clubes que defendeu.

Após fracassar no Sevilla e também não conseguir emplacar no modesto Amiens, que luta contra o rebaixamento no Campeonato Francês, o meia está prestes a encerrar sua passagem nada vitoriosa pelo futebol do Velho Continente.

Crédito: Divulgação

O ex-jogador de São Paulo e Santos só precisa encontrar um clube brasileiro disposto a repatriá-lo até o dia 31 de janeiro, data de fechamento da janela de transferência nos principais campeonatos nacionais da Europa.

Mas será que, prestes a completar 30 anos, com pouco ritmo de jogo e após acumular duas grandes decepções no exterior, Ganso ainda seria um reforço válido para os principais times do país pentacampeão mundial de futebol?

Para responder essa pergunta, é preciso primeiro entender as razões pelas quais o antigo companheiro de Neymar (que muitos acreditavam, inclusive que seria melhor que o hoje astro do Paris Saint-Germain) não conseguiu decolar do outro lado do Atlântico.

A resposta para essa dúvida é uma série de clichês que vêm sendo repetidos sobre Ganso há anos, mas que realmente explicam a incapacidade demonstrada pelo jogador de virar aquilo que se esperava dele.

O meia realmente possui uma qualidade técnica acima da média. Sua precisão de passe e visão de jogo são superiores até às de alguns dos meio-campistas que têm sido convocados por Tite para a seleção brasileira.

O problema é que Ganso parece um jogador um tanto quanto perdido no tempo e preso no passado. Sua estrutura física frágil e a falta de evolução tática ao longo da carreira fazem com que ele não consiga suportar o nível de exigência do futebol europeu contemporâneo.

Você conseguiria imaginar o brasileiro jogando no meio-campo de um time que apresenta o nível de intensidade do “quase caótico” Liverpool, de Jürgen Klopp? Sevilla e Amiens nem chegavam no ritmo do líder do Campeonato Inglês. Mesmo assim, já eram velozes demais para a cria da base do Santos.

Para a sorte de Ganso, o futebol brasileiro está alguns anos atrás do europeu na questão da evolução tática. Por aqui, ainda é possível vislumbrar um jogador com suas características (sem capacidade física e disposição para cobrir o campo todo durante os 90 minutos) sendo útil para um time de ponta.

Isso não significa, no entanto, que, caso volte ao Brasil, o meia repetirá o sucesso que obteve no Santos e nos últimos momentos de sua passagem pelo São Paulo. Afinal, o meia está mais velho e o futebol nacional, mesmo que a passos lentos, também está caminhando para o mesmo rumo do Velho Continente.

Mas a chance de Ganso dar certo por aqui é sim maior do que na Europa. A dúvida que persiste é se vale a pena fazer um investimento alto para tê-lo no elenco de 2019.


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Por onde andam 7 ex-jogadores do Liverpool que “sumiram”?
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Rafael Reis

Como está a carreira daquele jogador que já teve seus momentos de glória em um dos grandes clubes do futebol europeu, mas que hoje anda um tanto quanto sumido, vestindo uma camisa menos tradicional e atuando por um campeonato que gera menos repercussão midiática?

É para responder a essa pergunta que o “Blog do Rafael Reis” publica desde o fim de novembro a seção “Por Onde Anda? – Times Internacionais”. Durante as próximas semanas, revelaremos os paradeiros de vários jogadores que estão nessa situação.

Nesta quinta-feira, mostramos os destinos de sete ex-jogadores do Liverpool. Na semana que vem, será a vez de desvendarmos os paradeiros de atletas que passaram pelo Arsenal.

LORIS KARIUS
Goleiro
25 anos
Alemão
Besiktas (TUR)

Crédito: Andrew Boyers/Reuters

Vilão da derrota do Liverpool para o Real Madrid na final da última Liga dos Campeões, o goleiro alemão ficou sem clima para continuar em Anfield e acabou emprestado para o futebol turco. No Besiktas, Karius é titular absoluto, mas não tem passado tanta confiança assim para seus zagueiros. A prova disso é que só não sofreu gols em três das 18 partidas que disputou na atual temporada.

GLEN JOHNSON
Lateral direito
34 anos
Inglês
Sem clube

Crédito: Divulgação

Dono da lateral direita dos Reds durante pelo menos cinco temporadas, defendeu a seleção inglesa em duas Copas do Mundo (2010 e 2014) e uma Eurocopa (2012). Seu último clube foi o Stoke City, onde passou três anos. Desde julho, quando seu contrato chegou ao fim, está desempregado e busca um novo time para dar continuidade à carreira.

ANDY CARROLL
Atacante
30 anos
Inglês
West Ham (ING)

Crédito: AFP

Uma das piores contratações do Liverpool nas últimas décadas, o centroavante custou 41 milhões de euros (R$ 177,6 milhões) e só marcou 11 gols com a tradicional camisa vermelha. Sem mostrar futebol no clube, Carroll voltou à sua rotina de atuar por times medianos do futebol inglês. Na atual temporada, vem tentando recuperar espaço no West Ham depois de uma cirurgia no tornozelo que o deixou fora de ação por mais de quatro meses.

MARTIN SKRTEL
Zagueiro
34 anos
Eslovaco
Fenerbahce (TUR)

Crédito: Chris Hughes/AP

Apesar de nunca ter sido um primor do ponto de vista técnico, o zagueiro permaneceu durante oito temporadas e meia no elenco do Liverpool e até hoje é um dos jogadores mais importantes da seleção eslovaca. Longe dos holofotes desde que deixou o clube para jogar no Fenerbahce, em 2016, voltou a ter seu nome comentado nas últimas semanas depois que apareceu na imprensa europeia como possível reforço da defesa do Barcelona para a janela de janeiro.

YOSSI BENAYOUN
Meia
38 anos
Israelense
Beitar Jerusalem (ISR)

Crédito: Reprodução

O meia rodou bastante pelo futebol inglês entre 2005 e 2014. Além do Liverpool, onde jogou por três temporadas, também defendeu West Ham, Chelsea, Arsenal e Queens Park Rangers. O jogador retornou a Israel cinco anos atrás e já tem aposentadoria marcada para junho. Antes, quer impedir que o Beitar Jerusalem, time pelo qual assinou nove dias atrás, seja rebaixado para a segunda divisão nacional.

STEWART DOWNING
Meia
34 anos
Inglês
Middlesbrough (ING)

Crédito: Reprodução

Uma das grandes promessas do futebol inglês no começo da década passada, chegou a disputar a Copa do Mundo de 2006, mas não “explodiu” como esperado. Entre 2011 e 2013, defendeu o Liverpool, único time de grande porte de sua carreira. A passagem de Downing por Anfield, no entanto, foi esquecível. Hoje, disputa a segundona inglesa pelo Middlesbrough, seu primeiro clube como profissional.

DAVID N’GOG
Atacante
29 anos
Francês
Honvéd (HUN)

Crédito: Reprodução

O torcedor do Liverpool certamente não sente saudades do centroavante francês que se destacou nos seus primeiros dias como profissional no Paris Saint-Germain e desembarcou na Inglaterra logo depois. N’Gog chegou a jogar 94 vezes pela equipe vermelha, mas perdeu bem mais gols do que as 19 bolas que conseguiu empurrar para as redes adversárias. Após rodar pela Grécia e se aventurar na Escócia, o atacante tem frequentado o banco de reservas no nada poderoso futebol da Hungria.


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Como foi o desempenho das novidades do futebol brasileiro para 2019?
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Rafael Reis

A torcida do São Paulo comemorou a chegada de Hernanes como se fosse um título. O apoiador do Palmeiras se encheu de esperanças com Carlos Eduardo, sua nova opção ofensiva. Já o do Botafogo, ficou aliviado depois da contratação de Diego Cavalieri.

Os três jogadores citados acima, assim como vários outros que aportaram no futebol brasileiro nas últimas semanas, chegam credenciados pelo rótulo de atletas que estavam no “exterior”.

Mas quem estava acompanhando de perto o que eles andavam fazendo dentro de campo? Será que essas caras novas devem mesmo provocar expectativa positiva nos torcedores dos clubes daqui?

Para ajudar a responder essa pergunta, o “Blog do Rafael Reis” conta abaixo como foi o desempenho no futebol estrangeiro de sete dez reforços importantes contratados por clubes brasileiros para 2019.

HERNANES
Meia
33 anos
São Paulo

Crédito: Daniel Vorley/Agif

O meia defendeu o Hebei Fortune durante cinco meses em 2017, foi emprestado ao São Paulo e retornou ao clube para disputar a temporada passada completa. Na segunda passagem pela China, esteve em campo em 14 partidas, marcou quatro gols e deu somente uma assistência. O meia chegou a ficar dois meses sem atuar devido a uma lesão e ao limite de estrangeiros do Fortune, que terminou o Campeonato Chinês na sexta colocação.

CARLOS EDUARDO
Meia-atacante
22 anos
Palmeiras

Crédito: André Costa/Estadão Conteúdo

Revelado pelo Goiás e destaque do primeiro turno da Série B do ano passado, ficou apenas um semestre no Pyramids. Lá, disputou dez jogos, fez um gol e deu passe para outro. Na maioria das partidas, começou no banco de reservas. Em três delas, nem saiu de lá. Quando foi negociado com o Palmeiras, seu time era vice-líder do Campeonato Egípcio.

MAURO BOSELLI
Atacante
33 anos
Corinthians

Crédito: Reprodução

Um dos principais reforços do Corinthians para 2019, o centroavante argentino foi três vezes artilheiro do Campeonato Mexicano e marcou 118 gols em 203 partidas pelo León, clube que defendeu de 2013 até o fim do ano passado. Antes, Boselli também jogou no Boca Juniors, no Estudiantes e teve passagens por Espanha (Málaga), Itália (Genoa e Palermo) e Inglaterra (Wigan). No entanto, não conseguiu ter na Europa o mesmo sucesso que fez no México.

BIRO-BIRO
Meia-atacante
24 anos
São Paulo

Crédito: Divulgação

Passou os últimos três anos jogando na segunda divisão da China. Pelo Shanghai Shenxin, disputou 68 partidas, balançou as redes 39 vezes e deu seis assistências. Em 2016, seu ano mais goleador, terminou a competição na terceira colocação da tabela de artilheiros. Apesar do bom desempenho ofensivo, não conseguiu levar sua equipe à elite chinesa e se despediu do clube com o 11º lugar da temporada passada.

FELIPE PIRES
Meia-atacante
23 anos
Palmeiras

Crédito: Fábio Menotti/Ag. Palmeiras

Foi para a Europa quando tinha 18 anos e ainda fez a reta final da sua formação de base no RB Leipzig, da Alemanha. Também atuou no Liefering, no Red Bull Salzburg e no Austria Viena, todos do futebol austríaco, além do alemão FSV Frankfurt. Apesar de ser contratado do Hoffenheim desde 2015, sempre foi emprestado para outras equipes e jamais defendeu o clube em uma partida oficial. Nas duas últimas temporadas, fez 16 gols e deu 19 assistências pelo Austria Viena.

MICHEL MACEDO
Lateral direito
28 anos
Corinthians

Crédito: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

Dos últimos dez anos de carreira, passou oito atuando no futebol espanhol. Foram seis temporadas no Almería e mais duas no Las Palmas, clube que defendeu até o meio de 2018. Lá, participou de 54 jogos e não fez gols. Em compensação, distribuiu seis assistências e foi expulso uma vez. Com Michel Macedo, o Las Palmas escapou do rebaixamento no Campeonato Espanhol na primeira temporada (14º colocado), mas acabou caindo na segunda, quando foi o 19º.

TIAGO VOLPI
Goleiro
28 anos
São Paulo

Crédito: Divulgação

Passou quatro temporadas no México e virou ídolo do Querétaro, clube pelo qual conquistou o Torneio Apertura de 2016 e a Supercopa MX do ano seguinte. Volpi disputou 157 partidas pelo clube, sofreu 211 gols e acumulou 40 jogos sem ser vazado. No final de sua passagem pelo Querétaro, já era o capitão do time.

DIEGO CAVALIERI
Goleiro
36 anos
Botafogo

Crédito: Divulgação

O ex-goleiro com passagem pela seleção brasileira ficou seis meses desempregado antes de assinar com o Botafogo. Mas mesmo no Crystal Palace, seu último clube, Cavalieri nem chegou a ir a campo. O brasileiro chegou ao Campeonato Inglês em março e viu de fora as últimas dez rodadas da competição. Em seis jogos, ficou no banco de reservas. Nos outros quatro, não foi nem relacionado pelo técnico Roy Hodgson.

WALTER MONTOYA
Meia
25 anos
Grêmio

Crédito: Lucas Uebel/Grêmio

Cria das categorias de base do Rosario Central, o argentino teve uma rápida passagem de pouco sucesso pelo Sevilla em 2017. Logo na sequência, transferiu-se para o Cruz Azul, clube pelo qual se sagrou campeão do Torneio Apertura do Campeonato Mexicano. Depois do meio do ano, perdeu espaço no time e foi parar no banco de reservas. Nesta temporada, disputou apenas nove partidas e deu um passe para gol.

MARCO RÚBEN
Atacante
32 anos
Athletico-PR

Crédito: Ricardo Malazan/AP

O centroavante, que já esteve na mira de boa parte dos grandes clubes brasileiros, desembarca no país após fazer história com a camisa do Rosario Central. Marco Rúben vestiu o uniforme azul e dourado durante os últimos quatro anos e marcou 43 vezes. Mas o artilheiro do Campeonato Argentino em 2015 não vive seu melhor momento e está sem anotar um golzinho desde maio.


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Penta, Messi deixa brasileiro para trás e vira líder da Chuteira de Ouro
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Rafael Reis

Maior vencedor da história da Chuteira de Ouro, o argentino Lionel Messi assumiu mais uma vez a liderança do prêmio que é entregue a cada temporada ao artilheiro máximo das ligas nacionais da Europa.

Com o gol marcado na vitória por 2 a 1 sobre o Getafe, domingo, o astro do Barcelona chegou a 16 bolas no Campeonato Espanhol e a 32 pontos na classificação dos maiores goleadores do Velho Continente em 2018/19.

Crédito: Divulgação

Com isso, deixou para trás Liliu, que defende o Nömme Kalju, da Estônia, e liderava a corrida pelo prêmio desde setembro. O atacante brasileiro tem 31 pontos, mas já encerrou sua participação na temporada, uma vez que disputa uma competição que começa a termina no mesmo ano.

Messi, por outro lado, vive grande momento e tem tudo para continuar somando valiosos pontos até maio. O craque marcou sete vezes nas últimas quatro rodadas do Espanhol e não passa em branco em uma partida desde o início do mês passado.

No momento, a maior ameaça ao hexa do argentino na Chutreira de Ouro é o senegalês Mbaye Diagne, artilheiro do Campeonato Turco pelo Kasimpasa.

O centroavante de 1,93 m tem até mais gols que o camisa 10 do Barça (20), mas ocupa apenas o terceiro lugar no prêmio, com 30 pontos, por atuar em uma liga de peso menor –apenas Inglaterra, Espanha, Itália, França e Alemanha dão dois pontos para cada tento anotado.

Além de Messi, outros nomes importantes do futebol mundial que aparecem no top 10 da Chuteira de Ouro são Cristiano Ronaldo, Pierre-Emerick Aubameyang e Harry Kane, que dividem a sétima posição.

Principal nome do futebol brasileiro na atualidade, Neymar, do Paris Saint-Germain, não faz parte desse grupo. O atacante ocupa somente o 25º lugar, com 22 pontos.

O Brasil não fatura o prêmio desde 2001/02, quando Jardel (Sporting) foi o goleador máximo da temporada. O ex-centroavante de Palmeiras e Grêmio também levantou a taça em 1998/99. Além dele, apenas Ronaldo (1996/97) já colocou o país no lugar mais alto do pódio.

Messi é o recordista histórico da Chuteira de Ouro e já levou o prêmio cinco vezes para casa: 2010, 2012, 2013, 2017 e 2018. Na última temporada, marcou 34 gols no Espanhol e acumulou 68 pontos no ranking.

“Blog do Rafael Reis” publica a cada terça-feira uma nova parcial da disputa. Nesta semana, excepcionalmente, o texto sobre o prêmio foi publicado na quarta.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Lionel Messi (ARG, Barcelona) – 32 pontos (16 gols)
2º – Liliu (BRA, Nömme Kalju) – 31 pontos (31 gols)
3º – Mbaye Diagne (SEN, Kasimpasa) – 30 pontos (20 gols)
Zakaria Beglarishvili (GEO, Flora Tallinn) – 30 pontos (30 gols)
Paulinho (BRA, BK Häcken) – 30 pontos (20 gols)
6º – Patrick Hoban (IRL, Dundalk) – 29 pontos (29 gols)
7º – Cristiano Ronaldo (POR, Juventus) – 28 pontos (14 gols)
Pierre-Emerick Aubameyang (GAB, Arsenal) – 28 pontos (14 gols)
Harry Kane (ING, Tottenham) – 28 pontos (14 gols)
10º – Nikolay Komlichenko (RUS, Mladá Boleslav) – 27 pontos (18 gols)
Robert Skov (DIN, Copenhague) – 27 pontos (18 gols)
Linus Hallenius (SUE, Sundsvall) – 27 pontos (18 gols)
Roman Debelko (UCR, Levadia) – 27 pontos (27 gols)


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Rafael Reis

Ao contrário do que acontece no Brasil, a janela de transferências de janeiro não é o principal período de compras e vendas de jogadores naquele que é o principal centro do futebol mundial, a Europa.

Lá no Velho Continente, o mercado de inverno (no Hemisfério Norte) é visto pelos clubes como o momento de fazer mudanças pontuais nos elencos: contratar um atleta para uma posição carente, emprestar algum jovem para ganhar experiência e negociar reservas que estão tendo poucas oportunidades.

Crédito: Divulgação

Mas isso não significa que grandes negócios não sejam fechados nesse período do ano. Pelo contrário, cada vez mais as contratações bombásticas que movimentam o Mercado da Bola também acontecem em janeiro.

Prova disso foi o que aconteceu no ano passado. Nada menos que cinco dos seis maiores negócios da janela de inverno foram fechados em 2018.

O maior deles, a saída do meia brasileiro Philippe Coutinho do Liverpool rumo ao Barcelona, que movimentou 160 milhões de euros (R$ 684,8 milhões). As compras do zagueiro holandês Virgil van Dijk e do centroavante Diego Costa pelos Reds e pelo Atlético de Madri, respectivamente, completam o pódio.

A única transferência no top 10 fechada neste ano é justamente a que impede o domínio completo do mercado de 2018: o meia Christian Pulisic, que acertou a saída do Borussia Dortmund para jogar pelo Chelsea por 64 milhões de euros (R$ 274 milhões), a quinta maior transação já feita em janeiro.

Dos dez negócios mais polpudos feitos no período, oito tiveram como clubes compradores oriundos da Europa. Os dois intrusos na lista são os chineses Shanghai SIPG e Jiangsu Suning, que contrataram os brasileiros Oscar e Alex Teixeira, respectivamente.

Vale lembrar que o calendário do futebol da China é semelhante ao do Brasil, ou seja, suas principais competições começam e terminam no mesmo ano. Assim, o mercado de janeiro é o mais importante para as equipes do gigante do Oriente.

A janela de transferências das ligas mais importantes da Europa (Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França) vai até o dia 31 de janeiro. Então, ainda há bastante tempo para novos negócios milionários alterarem o ranking.

TOP 10 CONTRATAÇÕES DA HISTÓRIA DA JANELA DE JANEIRO

1º – Philippe Coutinho (BRA, 2018, Barcelona): 160 milhões de euros
2º – Virgil van Dijk (HOL, 2018, Liverpool): 84 milhões
3º – Diego Costa (ESP, 2018, Atlético de Madri): 66 milhões
4º – Aymeric Laporte (FRA, 2018, Manchester City): 65 milhões
5º – Christian Pulisic (EUA, 2019, Chelsea): 64 milhões
6º – Pierre-Emerick Aubameyang (GAB, 2018, Arsenal): 63,8 milhões
7º – Oscar (BRA, 2017, Shanghai SIPG): 60 milhões
8º – Fernando Torres (ESP, 2011, Chelsea): 58,5 milhões
9º – Alex Teixeira (BRA, 2016, Jiangsu Suning): 50 milhões
10º – Juan Mata (ESP, 2014, Manchester United): 44,8 milhões

Fonte: Transfermarkt


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Rafael Reis

No dia 27 de dezembro de 2017, o Liverpool transformou Virgil van Dijk no zagueiro mais caro da história do futebol mundial. Pouco mais de um ano depois, já tem torcedor dos Reds achando que os 78,8 milhões de euros (R$ 336,5 milhões) pagos pelo jogador foram uma verdadeira pechincha.

Isso porque o holandês transformou o sistema defensivo montado por Jürgen Klopp e ajudou o treinador alemão a construir as bases da equipe que foi vice-campeã europeia na temporada passada e se tornou a sensação do futebol mundial nos últimos meses.

Crédito: Divulgação

Os números deixam bem claro como a chegada de Van Dijk impactou o time e o deixou muito mais seguro.

Nas primeiras 48 partidas do holandês vestindo a tradicional camisa vermelha, a equipe foi vazada 37 vezes, média 0,77 gol sofrido por jogo.

No mesmo número de apresentações antes do início da “era Van Dijk”, os goleiros do Liverpool tiveram de buscar 48 bolas dentro de suas metas. Ou seja, o Liverpool sofreu um gol a cada 90 minutos.

Além disso, a equipe de Anfield possui a melhor defesa do Campeonato Inglês pela primeira vez desde a temporada 2006/07, quando dividiu o posto com o Manchester United e terminou a competição no terceiro lugar.

De acordo com o “WhoScored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, Van Dijk é o jogador do Liverpool que mais intercepta passes (1,2 por partida) e bloqueia finalizações (0,6 por jogo) nesta edição da Premier League.

O holandês também é praticamente imbatível pelo alto. Com 1,93 m, 92 kg e ótimo senso de posicionamento, ganha em média 4,1 jogadas aéreas a cada nova apresentação do time de Klopp –menos apenas que o croata Dejan Lovren (5), seu companheiro de zaga.

“Quando um jogador custa o que ele custou e dá certo, então foi um dinheiro bem gasto. Agora, quando você gasta menos e a coisa não funciona tão bem assim, então ficou caro”, avaliou o técnico Pep Guardiola, do Manchester City, antes do duelo entre as duas equipes, na semana passada.

O sucesso do holandês o transformou no favorito das casas de aposta para vencer o prêmio de melhor jogador do Inglês nesta temporada.

O site “bet365” irá pagar 2,1 libras (R$ 10) para cada libra apostada se o zagueiro ganhar a eleição. O espanhol David Silva (City) e o egípcio Mohamed Salah (Liverpool) têm as cotações que mais se aproximam dele: 9 libras (R$ 42,8) para cada libra investida.

Hoje próximo de ser uma unanimidade, o capitão da seleção holandesa e principal nome da classificação do país para a fase final da Liga das Nações demorou para ser reconhecido no cenário internacional.

Van Dijk começou a carreira no Willem II, profissionalizou-se no Groningen e nunca jogou em nenhum dos grandes do futebol da terra de Johan Cruyff. Sua primeira experiência no exterior se deu na Escócia, em 2013. Só após duas temporadas no Celtic foi contratado pelo Southampton e desembarcou na Inglaterra.

Lá, teve de jogar mais dois anos e meio até convencer o Liverpool a investir uma fortuna para contratá-lo. O zagueiro chegou ao clube já com 26 anos nas costas e, caso chegue a disputar alguma Copa do Mundo, não o fará antes de se tornar um trintão.

Mas, pelo menos por enquanto, o Mundial é um mero detalhe para Van Dijk. No momento, tudo que ele deseja é fazer o Liverpool acabar com um jejum de quase 30 anos sem conquistar o título inglês e provar para os ainda poucos descrentes que o zagueiro mais caro do mundo custou muito… pouco.


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Polêmico, agente de Arrascaeta já teve atrito com Cavani e xingou Suárez
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Rafael Reis

Responsável pela carreira do meia Giorgian de Arrascaeta e pela tentativa de tirá-lo do Cruzeiro para levá-lo ao Flamengo para esta temporada, o empresário Daniel Fonseca tem uma história marcada por polêmicas e já se desentendeu publicamente com os dois principais astros do futebol uruguaio na atualidade, Luis Suárez (Barcelona) e Edinson Cavani (Paris Saint-Germain).

O agente, que defendeu Napoli, Roma e Juventus nos tempos de jogador e até disputou a Copa do Mundo-1990 pelo Uruguai, já gerenciou a carreira das duas estrelas da Celeste Olímpica. Mas, em ambos os casos, a relação terminou em barracos e trocas de ofensas.

Crédito: Vinnicius Silva/Cruzeiro E.C.

Em 2016, Suárez acusou Fonseca de ainda lhe dever US$ 200 mil (R$ 744 mil, na cotação atual) relativos à sua transferência do Nacional (URU) para o Groningen (HOL), realizada nove anos antes.

A resposta do empresário não poderia ter sido mais dura. O agente chamou o camisa 9 de “mentiroso” e “sem vergonha”. Também disse que a estrela do Barça tem “problemas mentais” e que deveria “trocar de psicólogo ou procurar um psiquiatra”, já que os tratamentos ao qual estava se submetendo não estavam dando resultado.

O desentendimento com Cavani teve proporções um pouco menores, mas também deu o que falar. O agente trabalhou na negociação da saída do centroavante do futebol uruguaio (Danubio) para o Palermo (ITA), em 2007.

Quatro anos depois, quando já não havia mais relação profissional entre os dois, Fonseca disse à TV italiana Sky Sports que havia ficado doente pela forma com que havia sido tratado pelo jogador e que apenas Deus poderia perdoá-lo. Posteriormente, o empresário alegou que seu desabafo havia sido feito fora do ar e que não deveria ter sido exibido.

A relação do ex-atacante com os clubes uruguaios também não é das melhores. O Liverpool de Montevidéu, por exemplo, proibiu há dois anos seus jogadores de serem representados pelo polêmico agente. O Nacional também não vê com bons olhos Fonseca desde que ele forçou a saída da promessa Rodrigo Amaral para o Racing (ARG).

Apesar dos vários atritos acumulados ao longo da carreira, o agente ainda tem vários jogadores importantes na sua carteira de clientes. O goleiro Fernando Muslera (Galatasaray) e o zagueiro/lateral Martín Cáceres (Lazio), além de Arrascaeta, são gerenciados por ele.

A relação entre Fonseca e o camisa 10 do Cruzeiro começou quando o meia ainda defendia o Defensor Sporting, clube em que iniciou a carreira e de onde se transferiu para o atual campeão da Copa do Brasil.

Os atritos entre o empresário e a diretoria mineira explodiram na semana passada. Com uma proposta do Flamengo em mãos, Arrascaeta vem faltando aos treinos da pré-temporada do time do técnico Mano Menezes desde quinta-feira.

O jogador já pediu para deixar o clube e se transferir para o Rio de Janeiro. Em nota oficial, o Cruzeiro culpou o agente pelas desavenças. “O Sr. Daniel Fonseca, a todo tempo, instigou a desarmonia e desrespeitou a instituição e seu próprio representado, ameaçando retirar o atleta do clube, como de fato vem tentando fazer.”

O Flamengo ofereceu 10 milhões de euros (R$ 42,37 milhões na cotação atual) para adquirir 50% dos direitos econômicos do camisa 10. A oferta foi recusada pelo vice-presidente de futebol Itair Machado, mesmo que o valor tenha sido o pedido pelo próprio dirigente.


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