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Quem é o único brasileiro no top 50 da Chuteira de Ouro nesta temporada?

Rafael Reis

01/10/2019 04h20

Nada de Neymar, Gabriel Jesus, Roberto Firmino, David Neres ou qualquer outro atacante que costuma figurar nas convocações da seleção. O brasileiro mais bem classificado na Chuteira de Ouro nem sequer passou perto de qualquer lista de Tite.

Aos 33 anos, nove deles atuando no futebol sueco, Paulinho é o único representante do país pentacampeão mundial classificado entre os 50 primeiros no prêmio destinado ao maior artilheiro dos campeonatos nacionais da Europa.

Crédito: Divulgação

O camisa 10 do BK Häcken, sexto colocado da primeira divisão da Suécia, marcou dez gols na competição até o momento. Com isso, ocupa a 15ª colocação no ranking, com 15 pontos conquistados.

O atacante, que foi artilheiro da liga sueca no ano passado, é pouco conhecido no Brasil. Por aqui, ele atuou no São José, no XV de Piracicaba, no Bragantino e no Paraná. No exterior, também jogou nos Emirados Árabes e no Azerbaijão.

O brasileiro que mais se aproxima dele nesta edição da Chuteira de Ouro é o meia-atacante João Morelli, do FCI Levadia, da Estônia, que ocupa a 59ª posição, com 11 pontos.

A presença desses jogadores de carreira mais modesta à frente das estrelas nacionais tem uma explicação: eles atuam em ligas que já estão no fim da temporada porque adotam um calendário que começa a termina no mesmo ano.

Já os principais nomes ofensivos do Brasil disputam campeonatos que ainda estão na fase inicial, porque começaram em agosto e vão até maio de 2020.

O país não fatura o prêmio desde 2001/2002, quando Jardel (Sporting) foi o goleador máximo da temporada. O ex-centroavante de Palmeiras e Grêmio também levantou a taça em 1998/1999. Além dele, apenas Ronaldo (1996/1997) já colocou o país no lugar mais alto do pódio.

Lá na frente, a liderança continua com Erik Sorga, atacante estoniano que defende o Flora Talinn, time do seu país-natal. O jogador de 20 anos soma 26 gols em seu campeonato nacional e 26 pontos na corrida pela Chuteira de Ouro.

Apesar de ter marcado uma vez na vitória por 3 a 2 do Bayern de Munique sobre o Paderborn 07, sábado, o centroavante Robert Lewandowski perdeu a segunda colocação no prêmio e caiu para terceiro.

O camisa 9 bávaro foi ultrapassado pelo sueco Muamer Tankovic, do Hammarby, que tem 21 pontos, um a mais do que o astro polonês.

No entanto, Lewa é o único jogador que atua em uma das cinco principais ligas nacionais da Europa (Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França), justamente aqueles em que os gols valem dois pontos, que aparece no top 10 da Chuteira de Ouro.

O argentino Lionel Messi é o atual tricampeão do prêmio. O craque do Barcelona é também o recordista de troféus de artilheiro da Europa, com seis conquistas (2010, 2012, 2013, 2017, 2018 e 2019). Na temporada passada, o camisa 10 marcou 36 vezes e acumulou 72 pontos.

"Blog do Rafael Reis" publica a cada terça-feira uma nova parcial da disputa.

Confira o top 10 da Chuteira de Ouro

1º – Erik Sorga (EST, Flora Tallinn) – 26 pontos (26 gols)
2º – Muamer Tankovic (SUE, Hammarby) – 21 pontos (14 gols)
3º – Robert Lewandowski (POL, Bayern de Munique) – 20 pontos (10 gols)
4º – Ilia Shrukin (BLR, Energetik-BGU Minks) – 19,5 pontos (13 gols)
5º – Robin Söder (SUE, IFK Gotemburgo) – 18 pontos (12 gols)
Vitalii Kvashuk (UCR, Gomel) – 18 pontos (12 gols)
7º – Carlos Strandberg (SUE, Malmö) – 16,5 pontos (11 gols)
Erling Haaland (NOR, Red Bull Salzburg) – 16,5 pontos (11 gols)
Jordan Larsson (SUE, Norrköping) – 16,5 pontos (11 gols)
Markus Rosenberg (SUE, Malmö) – 16,5 pontos (11 gols)
Mohamed Buya Turay (SRL, Djurgardens) – 16,5 pontos (11 gols)
Pavel Nekhaychik (BLR, Dynamo Brest) – 16,5 pontos (11 gols)


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Sobre o Autor

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

Sobre o Blog

Este espaço conta as histórias dos jogadores que fazem do futebol uma paixão mundial. Não só dos grandes astros, mas também dos operários normalmente desconhecidos pelo público.

Rafael Reis