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Conheça a jogadora que pode ser mãe enquanto disputa a Copa do Mundo

Rafael Reis

2015-06-20T19:04:00

15/06/2019 04h00

A cabeça da meio-campista neozelandesa Katie Duncan pode até estar 100% focada na disputa da Copa do Mundo feminina de futebol. Mas seu coração certamente está bem distante da França.

Enquanto está na Europa disputando o quarto Mundial de sua carreira, a jogadora de 31 anos pode se tornar mãe a mais de 19 mil quilômetros de distância.

Crédito: Getty Images

Sua esposa, Priscilla, 36, que também foi atleta de futebol e atuou ao lado dela na seleção da Nova Zelândia, está lá na Oceania, no oitavo mês de gestação da primeira filha do casal.

Se tudo correr como planejado, o bebê nascerá no próximo mês, depois do encerramento da Copa (7 de julho) e já sob os olhares de suas duas mamães.

Mas a possibilidade de Priscilla dar à luz um pouco mais cedo é real. E, nesse caso, Katie terá de perder o parto devido aos seus compromissos profissionais com a seleção neozelandesa.

O casal já queria uma criança há algum tempo. No entanto, demorou alguns anos para encontrar o doador de sêmen que desejavam e tomar coragem para realizar a fertilização in vitro.

Em outubro, quando Priscilla foi submetida ao procedimento, Katie não sabia que disputaria a Copa do Mundo no meio deste ano.

A meia havia se aposentado da seleção devido a desentendimentos táticos com o técnico Andreas Heraf e só voltou atrás na decisão depois da mudança no comando da equipe, hoje treinada pelo escocês Tom Sermanni.

"Ela [Priscilla] é um pouco mais velha, então faz sentido que ela fique grávida primeiro. É óbvio que, agora que eu decidi voltar a defender a seleção, essa escolha faça mais sentido ainda", declarou Katie, ao site neozelandês "Stuff".

Jogadoras que têm filhos não são algo muito corriqueiro na Copa do Mundo. Na seleção brasileira, só uma das 23 convocadas é mãe: a lateral esquerda Tamires, que precisou congelar a carreira nos gramados para cuidar de Bernardo.

Já a zagueira sul-coreana Hwang Bo-ram venceu uma corrida contra o tempo para ir à França-2019. Ela só voltou a jogar em dezembro, depois de ficar um ano e meio parada devido à maternidade. Mesmo assim, conseguiu uma vaga no torneio.

Essa é a oitava edição do Mundial feminino. Os Estados Unidos são os atuais campeões e também os maiores vencedores, com três títulos (1991, 1999 e 2015). Alemanha (2003 e 2007), Noruega (1995) e Japão (2011) também já ficaram com o troféu.

A Nova Zelândia disputa a competição pela quinta vez. Neste ano, estreou com derrota por 1 a 0 para a Holanda. Neste sábado, o compromisso é contra o Canadá, em Grenoble. Camarões é a outra seleção do Grupo E.


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Sobre o Autor

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

Sobre o Blog

Este espaço conta as histórias dos jogadores que fazem do futebol uma paixão mundial. Não só dos grandes astros, mas também dos operários normalmente desconhecidos pelo público.

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