Blog do Rafael Reis

Neymar x Messi: Que time é mais dependente do seu astro, PSG ou Barça?

Rafael Reis

Neymar foi para o Paris Saint-Germain no início da temporada para ser o líder de um time que sonha ganhar o título europeu. Lionel Messi já é o “cara” do Barcelona há cerca de uma década.

Mas, afinal, qual dos dois craques sul-americanos é mais essencial para o sucesso de seu time? E quem é mais dependente do futebol do seu maior astro, PSG ou Barça?

A primeira forma de se analisar essa questão é confrontar a participação dos jogadores no total de números marcados por cada equipe na atual temporada.

Desde que desembarcou no PSG, Neymar já balançou as redes 27 vezes e deu mais 16 assistências para seus companheiros marcarem. Ou seja, o brasileiro “criou” 43 gols para a equipe francesa.

O ataque do PSG, o mais positivo do futebol europeu em 2017/18, marcou 125 vezes na “era Neymar”. Isso significa que o camisa 10 participou ativamente de 34,4% de todos os gols marcados pelo time de Unai Emery.

Assim como o astro brasileiro, Lionel Messi também tem 27 tentos na temporada. Mas seu número de passes decisivos para gol é um pouco menor que o do antigo companheiro de Barça: 14.

Só que os 41 gols “produzidos” pelo argentino representam quase 47,1% de todas as vezes que o Barcelona foi às redes nos últimos seis meses, já que o clube espanhol acumula “apenas” 87 gols na soma de todas as competições que disputa.

Isso significa que, na quantidade de gols, o Barça é muito mais dependente de Messi do que o PSG em relação a Neymar.

O segundo método para se avaliar o nível de importância de cada jogador no elenco é medir o desempenho do time quando tem ele em campo e quando ele é desfalque.

E aí, quem leva a vantagem é o camisa o 10 brasileiro.

O aproveitamento do Barcelona quando não conta com o futebol de Messi já é muito bom: 77,8% dos pontos disputados (duas vitórias e uma empate). Mas fica ainda melhor quando utiliza seu principal jogador: 80,5% (27 vitórias, 6 empates e três derrotas).

O aproveitamento do PSG também cresce quando escala sua estrela máxima, o homem de 222 milhões de euros (R$ 893 milhões), mas em uma escala bem maior.

Nos jogos em que não utilizou o atacante brasileiro, a equipe francesa conseguiu 9 vitórias, 1 empate e 1 derrota. Ou seja, conquistou 84,8% dos pontos possíveis. Com Neymar em campo, o aproveitamento subiu para 89,7% (23 vitórias, 1 empate e 2 derrotas).

Ou seja, se na construção de jogadas de gol, o Barça é mais dependente de Messi do que o PSG de Neymar, na obtenção de resultados positivos, o que acontece é justamente o contrário. Que tal um empate técnico?


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