Blog do Rafael Reis

Por onde andam os jogadores do último título brasileiro no Mundial?

Rafael Reis

Após três edições de ausência, o futebol brasileiro retorna, nesta terça-feira, aos gramados do Mundial de Clubes.

O Grêmio, atual campeão da Libertadores, encara o desafio de se juntar a Corinthians, São Paulo e Internacional, únicos clubes do país que conquistaram a competição sob chancela da Fifa.

O último título brasileiro aconteceu há meia década. Em 2012, o Corinthians, então treinado por Tite, hoje comandante da seleção, superou o Al-Ahly (Egito) na semifinal e desbancou o poderoso Chelsea (ING) na decisão por 1 a 0.

Cinco anos depois da conquista histórica, como será que estão as vidas dos heróis corintianos? É isso que você irá descobrir logo abaixo.

POR ONDE ANDA – CORINTHIANS (2012)?

Cássio (30 anos) – Único integrante do elenco campeão de 2012 que continua como titular do Corinthians, é um dos jogadores mais vitoriosos da história do clube e já acumula dois títulos do Campeonato Paulista (2013 e 2017), mais dois do Brasileiro (2015 e 2017), uma da Libertadores (2012) e um do Mundial (2012) pelo time de Itaquera. Presente nas últimas convocações feitas por Tite, tem tudo para ser o terceiro goleiro da seleção na Copa do Mundo do próximo ano.

Alessandro (38 anos) – Um dos símbolos da reconstrução corintiana no fim da década passada, vestiu a camisa alvinegra até 2013, quando pendurou as chuteiras. Desde então, vem trabalhando no clube em cargos administrativos. Alessandro foi coordenador técnico das categorias de base e, em junho do ano passado, assumiu a gerência de futebol do clube, em substituição a Edu Gaspar, contratado pelo CBF.

Chicão (36 anos) – Famoso pela precisão nas cobranças de falta, o ex-zagueiro ainda passou por Flamengo, Bahia e teve uma rápida experiência de alguns meses no futebol indiano, onde trabalhou ao lado de Roberto Carlos. Após retornar da Ásia, Chicão anunciou a aposentadoria no ano passado.

Paulo André (34 anos) – Um dos jogadores mais cultos da atualidade, tornou-se conhecido nacionalmente pela militância política e liderança que exercia no Bom Senso FC, movimento que cobrava melhorias na administração e na relação dos clubes e dirigentes com os atletas no futebol brasileiro. Nos últimos dois anos, defendeu o Atlético-PR, clube onde deve continuar trabalhando em 2018, como jogador ou cartola.

Fábio Santos (32 anos) – Revelado pelo São Paulo, viveu o melhor momento de sua carreira no Corinthians, clube que defendeu entre 2011 e 2015. Após deixar o time pelo qual se sagrou campeão mundial, atuou no México (Cruz Azul) e retornou ao Brasil em 2016 para vestir a camisa do Atlético-MG. Atualmente, Fábio Santos é um dos jogadores mais regulares da equipe mineira

Ralf (33 anos) – Uma espécie de cão de guarda da defesa corintiana nas conquistas da Libertadores e do Mundial-2012, o volante permaneceu no clube até o fim de 2015, quando foi negociado com o futebol chinês. Ralf defendeu o Beijing Guoan nas duas últimas temporadas, mas não teve seu contrato renovado e agora procura um novo clube para defender em 2018.

Paulinho (29 anos) – De todos os campeões mundiais pelo Corinthians há cinco anos, é hoje o jogador em melhor situação. Após uma passagem nada empolgante pelo Tottenham e um “exílio” de dois anos na China, Paulinho renasceu em 2017. Contratado a peso de ouro pelo Barcelona, calou críticos na Catalunha e virou um nome importante no meio-campo do clube. Na seleção brasileira, é titular absoluto e homem de confiança de Tite.

Emerson (39 anos) – O mais velho dos jogadores escalados por Tite para enfrentar o Chelsea caminha para os 40 anos, mas ainda continua em atividade. Emerson Sheik disputou o último Campeonato Brasileiro pela Ponte Preta e foi dispensado depois da campanha que culminou no rebaixamento da equipe campineira.

Danilo (38 anos) – Contratado em 2010, é o jogador do elenco atual do Corinthians que há mais tempo está no clube. Meia de qualidade técnica indiscutível e costume de brilhar em momentos decisivos, Danilo sofreu várias lesões ao longo dos últimos dois anos e chegou a ficar 15 meses sem disputar uma partida oficial. Mesmo assim, teve seu contrato renovado até o fim de 2018 e deve agora disputar seu último ano como profissional.

Jorge Henrique (35 anos) – Apesar de ser atacante de origem, era peça fundamental no sistema defensivo do Corinthians campeão do mundo de 2012, já que ajudava muito na marcação pela faixa esquerda do campo. Jorge Henrique deixou o clube no ano seguinte ao da vitória sobre o Chelsea e nunca repetiu o sucesso que fez em São Paulo. Após defender Internacional e Vasco, o atacante jogou pelo Figueirense neste ano.

Paolo Guerrero (33 anos) – Autor do gol da histórica vitória sobre o Chelsea, é um dos maiores ídolos da história recente do Corinthians. Em 2015, mudou de ares e se transferiu para o Flamengo, onde tem uma relação de amor e ódio com a torcida. O centroavante foi essencial para a classificação do Peru para a Copa-2018, mas dificilmente disputará o Mundial, já que foi suspenso por um ano devido a um teste antidoping que apontou um metabólito de cocaína em seu organismo.

Juan Manuel Martínez (32 anos) – Substituto de Guerrero nos minutos finais da decisão do Mundial, o atacante argentino teve vida curta no futebol brasileiro. Martínez chegou ao Corinthians em 2012, não conseguiu se firmar como titular e foi embora no fim da temporada. Atualmente, defende o Independiente, adversário do Flamengo na final da Copa Sul-Americana.

Wallace (29 anos) – Lançado por Tite já nos acréscimos da final contra o Chelsea para ajudar o Corinthians a segurar o resultado, trocou o clube pelo Flamengo no ano seguinte e fez um relativo sucesso com a camisa rubro-negra –chegou a ser capitão da equipe. Tem contrato com o Grêmio até 2019, mas disputou o último Campeonato Brasileiro emprestado ao Vitória.

Tite (56 anos) – As conquistas da Libertadores e do Mundial de 2012 foram um divisor de águas na carreira do treinador e começaram a credenciá-lo para o cargo que ocupa desde o ano passado: o de treinador da seleção brasileira. Quase uma unanimidade nacional, Tite fez o Brasil sair de uma situação de crise extrema para transformá-lo em um dos favoritos ao título da próxima Copa do Mundo.


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