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Chuva de gols e regularidade: 5 motivos para Messi ser o melhor do mundo

Rafael Reis

Maior vencedor do prêmio de melhor do mundo da Fifa, o argentino Lionel Messi dificilmente levará nesta segunda-feira seu sexto troféu de craque do ano para casa.

Desta vez, o camisa 10 do Barcelona corre por fora na disputa contra o português Cristiano Ronaldo (Real Madrid) e o brasileiro Neymar (Paris Saint-Germain) pelo prêmio principal do “The Best”.

O status de azarão está ligado aos resultados ruins do Barça na temporada passada. Em 2016/17, o clube catalão caiu nas quartas de final da Liga dos Campeões, ficou a três pontos do título espanhol e só ganhou a Copa do Rei como consolo.

Mas isso não significa que Messi não aprontou das suas. Listamos abaixo cinco motivos pelos quais o argentino poderia ser eleito o melhor jogador do planeta em 2017. No domingo, será a vez de apresentarmos as razões pelas quais Cristiano Ronaldo deve ficar com o prêmio e igualar o recorde do seu “arquirrival”.

GOL É COM ELE

Se o “The Best” fosse um prêmio de artilharia, ninguém poderia com Messi. Entre 20 de novembro de 2016 e 6 de agosto de 2017, período em que os eleitores deveriam considerar para definir seu voto, o craque argentino meteu 39 bolas na rede. Cristiano Ronaldo, o favorito para ganhar o prêmio, fez 35 gols nos mesmos nove meses, e Neymar, só 16.

REGULARIDADE

Messi não foi apenas o finalista do prêmio de melhor do mundo que mais balançou as redes no ano. Ele também foi o jogador que marcou gols com maior regularidade. Durante o período analisado pelo prêmio, o camisa 10 do Barcelona deixou sua marca em 71,9% das partidas que disputou, marca bem superior aos 62,5% de Cristiano Ronaldo e aos 36,3% de Neymar.

PRIMEIRO ESCALÃO

Se há alguém que pode ganhar um prêmio de melhor do ano pelo conjunto da obra, e não pelo que fez naquela temporada específica, esse alguém é Messi. Afinal, o atacante foi finalista de todos os prêmios da Fifa desde 2007, um recorde, e levantou o troféu cinco vezes, outro recorde: 2009, 2010, 2011, 2012 e 2015.

MESSIDEPENDÊNCIA

Dentre os candidatos ao “The Best”, Messi é disparado o que mais fez provocou uma relação de dependência do seu clube em 2017. O pentacampeão do prêmio marcou 32% dos gols do Barcelona no último Campeonato Espanhol. Neymar, então seu companheiro de time, respondeu por 11% das bolas que os catalães empurraram para as redes. Já Cristiano Ronaldo foi responsável por 24% dos gols do Real Madrid.

LIDERANÇA

Apesar de já ser capitão da Argentina e vice do Barcelona há algum tempo, Messi só se tornou um líder de fato dos times que defende em 2017. Foi neste ano que o astro deu sua maior demonstração de conexão com o Barça ao comemorar com a torcida a histórica goleada por 6 a 1 sobre o Paris Saint-Germain, pela Champions, e também virou o cara do “resolve tudo sozinho” em uma seleção argentina mergulhada na crise.


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