Blog do Rafael Reis

Mais caçado da Europa, Neymar apanha 72% mais no PSG

Rafael Reis

Dois jogos, três gols, três assistências e duas vitórias, uma delas por goleada. Neymar certamente está adorando o início de sua passagem pelo futebol francês. Mas suas canelas e tornozelos, provavelmente, não.

O brasileiro, que já era o jogador mais caçado do futebol europeu nas últimas temporadas, está apanhando ainda mais desde que vestiu a camisa 10 do Paris Saint-Germain.

Em suas duas primeiras partidas pelo PSG, Neymar sofreu 12 faltas: quatro na estreia contra o Guingamp, no último dia 12, e mais oito na goleada por 6 a 2 sobre o Toulouse, domingo, na capital francesa.

A média de seis faltas sofridas por jogo neste início de Ligue 1 é 72% superior ao número de porradas que o atacante costumava receber nos tempos de Barça.

Segundo o “Who Scored?”, site especializado nas estatísticas do futebol, a média de faltas sofridas por Neymar no Campeonato Espanhol durante os quatro anos que defendeu o clube catalão foi de 3,5 por partida.

Mesmo na temporada passada, a que mais foi caçado pelos adversários, o atacante passou longe de sofrer tanto com os marcadores quanto neste começo de jornada na França. Em 2016/17, o brasileiro sofreu em média 4,2 faltas por jogo, mais que qualquer outro jogador das principais ligas nacionais da Europa.

O aumento considerável na quantidade de pancadas recebidas é um dos efeitos colaterais do papel de protagonista que Neymar assumiu em seu novo clube.

O camisa 10 é o jogador do PSG que mais finaliza, cria oportunidades de gol e dribla neste início de temporada. Também divide a artilharia do time com o uruguaio Edinson Cavani e lidera o ranking de assistências.

A situação é bem diferente da vivida pelo atleta no Barcelona, quando, apesar de ter alguns momentos de brilho individual, o atacante era uma espécie de coadjuvante de luxo de Lionel Messi, o verdadeiro “dono” do time.

Foi em busca desse protagonismo e para ter uma equipe trabalhando em torno dele que Neymar decidiu trocar o Barça, clube pelo qual conquistou a Liga dos Campeões de 2014, pelo desafio de transformar o PSG em uma potência global.

A transferência foi a mais cara da história do futebol mundial: 222 milhões de euros (R$ 825 milhões), o valor da multa rescisória paga pelo clube francês para que o contrato do astro com o Barcelona pudesse ser rompido.


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